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GESTÃO DE OBRAS E PATOLOGIA DAS ESTRUTURAS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM > Diferenciar perícias e laudos técnicos. > Identificar as principais patologias das construções. > Distinguir entre técnicas de reparo e manutenção de construções. Introdução Considerando o elevado crescimento populacional e a grande evolução da cons- trução civil nos últimos anos, as patologias em edificações devem ser analisadas com cuidado e levadas em consideração na hora de realizar as manutenções preventivas e corretivas. A velocidade de construção e o índice de produção m2/dia está acelerado, devido à acirrada concorrência e ao desenvolvimento tecnológico. Não podemos esquecer os imóveis construídos há anos, os quais, em sua maioria, já não se encontram sob garantia das construtoras. A NBR 15575 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS [ABNT], 2013) mostrou que não apenas o construtor, mas também o consumidor têm muitas obrigações para manter a funcionalidade, a qualidade e a durabilidade das edificações. Como na ciência médica, as patologias na construção podem ser entendidas como o ramo da engenharia que estuda os sintomas, as formas de manifestação, as origens e as causas dos defeitos que ocorrem nas edificações. Considerando uma Patologia das construções Maurem Nabaes Ferrari Soder edificação que contempla desde a fundação da estrutura até sua cobertura, muitas são as ocorrências de patologias que podem se manifestar. Cabe ao projetista, ao engenheiro de execução e ao proprietário final do imóvel garantir que o estudo detalhado do projeto e o gerenciamento de todas as atividades construtivas cumpram com as Normas Brasileiras relevantes. Neste capítulo, você conhecerá as definições de perícia e de laudo técnico, as patologias mais relevantes na construção civil e as principais técnicas de reparo e manutenção de edificações. Perícias e laudos técnicos Muitas vezes, um engenheiro é convocado para fazer uma perícia em uma edificação, mas, na verdade, o que o cliente quer é uma vistoria. Ou então o profissional é chamado para uma inspeção, quando, na verdade, o solicitado é uma consultoria. Muitas são as denominações, mas o importante é saber as verdadeiras atribuições. De acordo com a NBR 13752 (ABNT, 1996), a perícia é definida como uma atividade que envolve a apuração das causas que motivaram determinado evento ou da asserção dos direitos. De acordo com a Norma Básica para Perícias de Engenharia do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (IBAPE/SP), de 2002, as perícias são classificadas nos seguintes tipos: � arbitramento — necessidade de se escolher entre opções opostas e tecnicamente controversas dadas por diferentes engenheiros; � avaliação — quando é preciso determinar tecnicamente o valor mone- tário e/ou qualitativo de um direito ou bem de um empreendimento; � avaliação ou exame — caso a Polícia Federal esteja investigando uma obra pública, o engenheiro perito fará uma análise de todo orçamento para verificar a ocorrência de irregularidades; � vistoria — quando ocorre a verificação de um fato mediante análise profunda e descrição detalhada dos elementos que o contemplam. Uma perícia tecnicamente investigativa resulta no diagnóstico final e com- pleto de uma patologia, conhecendo-se, dessa forma, a origem, o mecanismo de ação e a causa de um fato, condição ou direito relativo a uma construção. Como plano de ação, de acordo com o resultado de uma avaliação da causa de determinado evento, é possível adotar uma série de medidas corretivas ou avaliativas posteriores, podendo-se destacar as seguintes: Patologia das construções2 � corrigir ou aprimorar a qualidade; � apurar responsabilidade; � avaliar qualitativa ou monetariamente; � apurar eventuais desequilíbrios contratuais; � indicar procedimentos de reparo ou reabilitação. As perícias de engenharia na construção civil ainda podem ser subdivididas em diretas ou indiretas. São diretas quando as análises técnicas recaem diretamente no objeto, fato ou condição em estudo. Já as indiretas ocorrem quando os exames se desenvolvem à distância, digitalmente ou mediante a análise retrospectiva de documentos do caso em estudo. A sequência ideal para esse tipo de trabalho pericial é: 1. planejamento e coleta de informações; 2. estudo da documentação e de projetos do local a ser avaliado; 3. vistoria técnica; 4. inspeções e auditorias técnicas; 5. recursos técnicos adicionais — levantamentos topográficos, ensaios, protótipos, etc.; 6. exames intrínsecos do objeto, fato, condição ou direito; 7. exames extrínsecos; 8. conclusão e fundamentação; 9. elaboração do laudo técnico. Um laudo técnico é um documento emitido por um engenheiro civil, que constata por meio de documentos, análises, pesquisas e vistorias in loco as condições de uma edificação ou de um serviço, reconhecendo, dessa forma, suas características mais relevantes. Assim, podemos dizer que o laudo técnico é a concretização escrita da opinião do profissional, baseada em inspeções, análises e conhecimento técnico sobre determinado tópico. Esse registro vem acompanhado de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), para dar veracidade ao documento e deixá-lo registrado perante o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). No final do laudo, o engenheiro descreve sua opinião técnica sobre o assunto. Esse laudo pode ser aproveitado em um processo jurídico, caso o juiz venha a solicitar uma opinião externa que não seja a do perito judicial, auxiliando, dessa forma, na coleta das informações e evidências. Patologia das construções 3 O laudo técnico também pode ser confeccionado para reafirmar a veracidade de algum procedimento novo, de acordo com as Normas Brasileiras. Isso pode ser útil, por exemplo, no caso de um financiamento bancário para a compra de uma casa própria não construída sob o sistema de alvenaria convencional, como de paredes pré-moldadas de concreto. O engenheiro precisa acompanhar todo o processo, desde o projeto até a entrega das chaves da casa ao proprietário, relatando e fotografando o que foi feito e comparando com a norma de pré- -moldados, por exemplo. É um trabalho extenso, mas necessário para que um banco verifique e valide o processo. A preocupação da financiadora é o risco de surgimento de patologias que comprometam a durabilidade e a vida útil da edificação, de acordo com a NBR 15575 (ABNT, 2013). Os itens que precisam constar em um laudo são: � identificação do solicitante; � classificação do objeto da inspeção; � localização; � datas das vistorias e equipe responsável; � descrição técnica do objeto —tipologia e padrão construtivo, utilização e ocupação e idade da edificação; � nível utilizado de inspeção; � documentação analisada; � critério e metodologia da inspeção; � lista de verificação dos elementos construtivos e equipamentos vis- toriados, com a descrição e localização das respectivas anomalias e falhas; � classificação e análise das anomalias e falhas quanto ao grau de prioridade; � lista de prioridades; � classificação da qualidade de manutenção; � lista de recomendações técnicas; � lista de recomendações gerais e sustentabilidade; � relatório fotográfico; � recomendação do prazo para nova Inspeção Predial; � data do laudo; � assinaturas dos profissionais responsáveis, acompanhadas do número do Crea ou do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e número do Ibape; � ART emitida pelo CREA ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) emitido pelo CAU. Patologia das construções4 Principais patologias da construção civil São muitas as patologias das construções. Para cada item (fundação, estrutura, argamassa, alvenaria, esquadria, etc.), existe uma infinidade de sintomas e/ ou manifestações que requerem orientações, reparos e cuidados. Porém, neste capítulo vamos nos ater àquelas mais relevantes e/ou mais frequentes. No Quadro 1, podemos avaliar de forma mais pontual cada tipo de patologiae suas respectivas causas. Como podem ser muitas as causas em cada local, vamos descrever apenas duas para cada item. Quadro 1: Principais patologias da construção civil Local Patologia Causas Fundações � Recalque � Rachadura � Capacidade de carga no solo � Má concepção do projeto Estrutura � Flecha (deformação) � Carbonatação � Problemas de mal dimensionamento � Falta de cobrimento adequado na estrutura (2 cm) Argamassa de assentamento (tijolo) � Descolamento � Falta de aderência � Traço fraco � Tempo excedido e argamassa ressecada Alvenaria � Planeza � Falta de resistência � Paredes fora de planeza � Rachadura frequente Argamassa de reboco � Desplacamento � Falta de aderência � Traço fraco � Inexistência de chapisco Contrapiso � Opacidade � Rachaduras � Problemas com o traço � Má compactação Pintura � Bolhas (aspecto casca de laranja) � Desbotamento � Condições inadequadas de temperatura � Diluição errada da tinta Revestimento cerâmico � Falta de nível � Desplacamento � Substrato inadequado para colagem; � Colagem inadequada e sem fri- sos na argamassa (aderência) Esquadria de madeira � Emperramento � Fissuras � Problemas de instalação � Matéria-prima úmida (madeira) (Continua) Patologia das construções 5 Local Patologia Causas Esquadria de alumínio � Tortura � Problema de estanqueidade � Problemas na instalação do contramarco � Falta de vedação perimetral Impermeabilização � Infiltração na cobertura � Manta asfáltica soltando � Problema na instalação (emen- das ou falta de cuidados) � Problema de aderência entre substrato e manta — verificar piso de regularização Cobertura � Vazamento � Barulhos frequentes � Falta de limpeza nas calhas � Falha de encaixe nas telhas Tubulação elétrica � Disjuntor de- sarmando frequentemente � Tomada que não funciona � Amperagem dos disjuntores insuficientes aos aparelhos � Ligação inadequada Tubulação Hidráulica � Vazamento � Entupimento de ralos � Tubulação trincada � Sujeira nos ralos Fonte: Adaptado de ABNT (2013). Dentre essas avaliações, assim como muitas outras, algumas são possíveis somente com auxílio de alguns equipamentos e/ou ferramentas, tais como: � caça-vazamentos — consiste em uma câmera acoplada a um cabo de fibra ótica que transmite e grava imagens ao vivo do interior dos canos, permitindo verificar alguma avaria ou problema que esteja presente; � fita de vidro — trata-se de um filete de vidro que permite colagem na área onde se quer avaliar a evolução de uma trinca, fissura ou rachadura; � teodolito — permite a medição do nível de uma edificação em intervalos de tempo, para avaliação de recalque diferencial ou total; � detector de armadura — permite localizar o local exato da armadura, assim como o cobrimento do concreto na região analisada; � fenolftaleína rosa — evidencia visualmente se existe carbonatação (oxidação) em estruturas de concreto armado; � vassoura — um simples cabo de vassoura permite evidenciar um ruído “oco”, pelo impacto no contrapiso e/ou revestimento já assentado; � chave-teste — chave de fenda capaz de testar a corrente em determi- nado ponto elétrico. (Continuação) Patologia das construções6 Com o avanço das tecnologias, esses equipamentos e/ou ferramentas não param de evoluir e serem inventados, facilitando o trabalho de investigação patológica das edificações. Para não ocorrerem equívocos, é importante verificar mais de uma vez o local detectado pelas ferramentas e /ou equipamentos, uma vez que, dependendo da avaliação, a única solução pode ser uma manutenção destrutiva do local onde foi detectado o problema. A partir da identificação de uma patologia, o que geralmente se executa é um plano de ação para sua resolução, focado em cada causa. Pode ser um reparo, quando for mais pontual, ou um plano de manutenção, quando for algo mais elaborado, e envolver mais de uma equipe. Porém, o importante é resolver a origem do problema para não ocorrer outro evento igual e/ou semelhante. As causas das patologias são provenientes de vários fatores, como: � projeto mal executado; � material de construção de má qualidade; � problemas de execução; � falta de manutenção. Todos esses itens não seriam existentes se o engenheiro responsável pela obra tivesse sido mais presente e fosse mais participativo nas decisões e ações (exceto na falta de manutenção, que é um item de responsabilidade do cliente/morador). Diferenças entre reparo e manutenção A elevada velocidade de construção e as diversas edificações já construídas e/ ou não mais englobadas na garantia, de acordo com a NBR 15575 (ABNT, 2013), geram muitas patologias construtivas, algumas de risco elevado à saúde de moradores, outras apenas de efeito estético. Quando uma patologia pode ser visualizada numa edificação, isso é sinal de que o problema já evoluiu na construção, ou seja, algo não está bem. Dessa forma, é de suma importância a execução de reparos e/ou manutenção nesse tipo de caso. Patologia das construções 7 Reparo Nesse âmbito, reparos são ações imprevistas, mas que não demandam uma transformação completa no imóvel. Trata-se de um conserto menor, apenas para reparação do dano. Um exemplo seria uma torneira antiga que precisa ser trocada, uma pintura diferente para reparo de uma parede, uma fissura que precisa ser fechada, entre outros. Ou seja, são procedimentos simples e que não interferem diretamente no bem-estar do imóvel; porém, se não forem feitos, podem causar problemas maiores. Técnicas de reparo O tipo de técnica de uma intervenção vai depender de como a manifestação patológica está apresentada. Para haver uma correta seleção da alternativa de intervenção conforme o nível da patologia e a disponibilidade de materiais na região onde está inserida a edificação, deve haver a análise do tipo de terapia a ser adotada. Os reparos são métodos bastante pontuais e abrangem uma região específica. A seguir, são listadas as diferentes classificações de reparos. � Reparos superficiais (rasos): são aqueles com profundidade inferior a 2 cm, não ultrapassando a espessura do cobrimento da armadura, quando se trata de estruturas de concreto armado, ou sob superfícies. São exemplos característicos de profundidade de até 2 cm o enchimento de falhas no concreto (bicheira), regularização de lajes, pilares e vigas, entre outros. Incluem também empolamento na pintura da parede devido a excesso de ar, desgaste em rejunte, troca de telha cerâmica, dentre outros. Esses reparos requerem conhecimento prévio dos ma- teriais — dentre eles o tipo que antes estava colocado (tal como cor e marca do rejunte, para não ocorrer diferença após o reparo) — sua estrutura, ferramentas e equipamentos de preparação da superfície e de aplicação dos materiais. � Reparos semiprofundos e profundos: são aqueles com profundidade entre 2 e 5 cm, normalmente atingindo a armadura, em caso de estrutura de concreto armado, ou ultrapassando o reboco e atingindo o tijolo. � Reparos profundos: atingem profundidades superiores a 5 cm em estruturas de concreto. Em estruturas de alvenaria, um vazamento na tubulação, por exemplo, exige que aberturas sejam feitas no reboco e alvenaria para efetivação do reparo. Patologia das construções8 Manutenção Chamamos de manutenção o conjunto de atividades e recursos que garante o melhor desempenho da edificação ao menor custo possível. É algo que pode ser feito periodicamente para verificar a situação do imóvel, por exemplo. Nesse processo, pode ser feita a substituição de materiais desgastados que ainda não foram inutilizados, mas que possuem um prazo de validade para 100% de eficiência, como o silicone das janelas, por exemplo. Também inclui avaliações agendadas de equipamentos de segurança, como a inspeção mensal de elevadores, entre outros. A manutenção é algo previsível, que inclusive pode ser feita com horário agendado. Técnicas de manutençãoO tipo de técnica e de gerenciamento da manutenção vai depender também do estágio em que se a patologia. Para a escolha adequada da alternativa e/ou plano de manutenção, o responsável deve conhecer bem o local, seu histórico de funcionamento, entre outros detalhes. Por se tratar de manu- tenção, atesta-se uma área de maior abrangência. Diferentes tipos de manutenção podem ser classificados, como manu- tenção corretiva, preventiva e preditiva. A manutenção corretiva ocorre nos casos em que uma patologia já aconteceu. Pode se subdividida em: � manutenção corretiva planejada — após ser identificado o problema, a manutenção é agendada, com o local já estudado e analisado, uma vez que não apresenta risco iminente à saúde e/ou edificação, com pouca probabilidade de surpresas; � manutenção corretiva não planejada — após ser identificado o pro- blema, a manutenção é feita imediatamente, em caso de urgência, havendo muitas probabilidades de surpresas, uma vez que não houve tempo de analisar mais detalhadamente o caso. Por sua vez, a manutenção preventiva ocorre quando nenhuma patologia foi ainda identificada. Envolve a criação de um diário/programa de manutenção agendado (diário, semanal, mensal ou anual), buscando diminuir os riscos de ocorrerem patologias por falta de monitoramento. Por fim, a manutenção preditiva segue o mesmo princípio da preventiva, mas utilizando métodos diferentes e inspeções diferenciadas, como ensaios destrutivos e não destrutivos para investigação patológica. Patologia das construções 9 Regra de Sitter Os problemas patológicos, salvo raras exceções, apresentam manifestação externa característica, a partir da qual se pode deduzir a natureza, a origem e os mecanismos dos fenômenos envolvidos, assim como pode-se estimar suas prováveis consequências. Quanto mais cedo forem executadas mais duráveis, mais efetivas, mais fáceis de executar e principalmente mais baratas serão as correções (VICTOR, 2019). Evidenciando essa ideia, a Figura 1 apresenta o diagrama de Sitter, que nos mostra a evolução dos custos desde a fase de projeto até a fase de manutenção. Figura 1. Diagrama de Sitter. Fonte: Victor (2019, documento on-line). O gráfico nos mostra que, na fase de projeto, todas medidas tomadas com o objetivo de aumentar a proteção e a durabilidade da estrutura (recomenda- ções das Normas) podem ser associadas a um nível de custo 1. Já as decisões tomadas durante a fase de execução em busca de maior durabilidade e não previstas em projeto podem ser associadas a um nível de custo cinco vezes maior do que se tivessem sido previstas na fase de projeto. Patologia das construções10 Por sua vez, em termos de manutenção preventiva, toda decisão adotada na fase de uso inicial da obra terá um custo associado cinco vezes maior que teria caso implementada na fase de execução, o que a torna 25 vezes mais cara do que se tivesse sido prevista em projeto. Por fim, em termos de manuten- ção corretiva, considerando todas as atividades (diagnóstico, remoção e/ou proteção dos usuários, escoramentos, demolições, reconstrução, perdas, etc.), o custo corresponde a 125 vezes o custo correspondente na fase de projeto. A inexistência de manutenção preventiva nos edifícios causa prejuízo funcional aos sistemas, perda precoce de desempenho e redução do prazo de vida útil. Logo, quando não se realiza manutenção, os gastos com reparos corretivos e reformas são maiores e ocorrem de forma mais acentuada e precoce. Nesse âmbito, a noção de manutenção começa, por exemplo, por uma simples limpeza na calha do telhado. Se ninguém jamais realizar uma inspeção desse tipo, a calha vai entupir com poeira, folhas e outros detritos, impedindo, cedo ou tarde, o escoamento adequado de água. Com o peso da água parada e da sujeira acumulada, essa calha pode até soltar-se e causar um acidente, ou no mínimo impedir uma vazão adequada até seu destino final. Dessa forma, podemos concluir que as patologias sempre estarão presen- tes no âmbito da construção civil, mas cabe aos envolvidos resolvê-las o mais brevemente possível, para não ocorrer um agravamento da situação e gerar um custo adicional exponencial diretamente influenciado pelo tempo. Nesse sentido, a NBR 15575 (ABNT, 2013) veio para dividir um pouco a responsabi- lidade de uso e durabilidade das edificações, uma vez que as manutenções preventivas são de suma importância para eliminar patologias evitáveis, que geram transtornos e gastos excessivos. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 13752: perícias de engenharia na construção civil. Rio de Janeiro: ABNT, 1996. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 15575: edificações habita- cionais — desempenho — parte 1: requisitos gerais. Rio de Janeiro: ABNT, 2013. INSTITUTO BRASILEIRO DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE ENGENHARIA DE SÃO PAULO (IBAPE/SP). Norma básica para perícias de engenharia do Ibape/SP. São Paulo, 2002. Disponível em: http://ibape-nacional.com.br/biblioteca/wp-content/uploads/2012/09/ norma_basica_de_pericias.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021. VICTOR, J. Lei da evolução de custos ou lei de Sitter. In: GUIA da engenharia. [S. l.], jun. 2019. Disponível em: https://www.guiadaengenharia.com/lei-custos-sitter/. Acesso em: 4 mar. 2021. Patologia das construções 11 Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. Patologia das construções12