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Extinção do mandato na OAB 3 Competências dos órgãos da OAB Conselho Federal O Conselho Federal da OAB Acompanhe agora um breve comentário acerca do Conselho Federal da OAB, bem como sua composição e suas competências. Composição do Conselho Federal Órgão supremo da OAB, o Conselho Federal tem sua sede na capital do país (Brasília) e é composto pelos conselheiros federais, conforme o disposto no artigo 51 do EAOAB. São conselheiros federais: Os integrantes das delegações de cada unidade federativa. Os ex-presidentes do próprio Conselho Federal. Falemos agora sobre os integrantes das delegações de cada unidade federativa. Cada conselho seccional elege três advogados (conselheiros federais) para representá-los no Conselho Federal. Esses conselheiros são eleitos pelo voto direto dos advogados em eleições realizadas trienalmente nos conselhos seccionais por meio de chapas. As chapas contêm: Candidatos à diretoria do conselho seccional Presidente, vice-presidente, secretário-geral, secretário-geral adjunto e tesoureiro. Conselheiros seccionais Composta pelos conselheiros das seções. Diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados Delegação de conselheiros federais Quando o presidente do Conselho Federal, que também é o presidente nacional da OAB, encerra o seu mandato, passando a ser ex-presidente, ele continua sendo conselheiro federal, só que na qualidade de membro honorário vitalício. Desse modo, existem 81 conselheiros federais provenientes das delegações (já que, no Brasil, há 27 unidades federativas, contando com o Distrito Federal) mais seus ex-presidentes. Votação no Conselho Federal Os votos no Conselho Federal são tomados por delegação. Cada uma delas tem direito a um voto. Se a delegação for composta por três conselheiros federais, o voto será tomado por maioria (3x0 ou 2x1). Caso haja a falta de um conselheiro e a ausência de um suplente, ela só poderá votar se os dois que estiverem presentes votarem no mesmo sentido. Caso contrário, ocorrerá um empate, e seu voto não será computado, isto é, será inválido. Os conselheiros federais integrantes das delegações não poderão exercer o direito de voto nas matérias de interesse específico da unidade federativa que representam, podendo, no entanto, opinar sobre o assunto, dispõe o artigo 68, §2º, do Regulamento geral do Estatuto da Advocacia e da OAB. Exemplo Se estiver sendo decidido se o Conselho Federal deve ou não intervir no conselho seccional de São Paulo, os integrantes da delegação de São Paulo ficarão impedidos de votar. De acordo com artigo 51, §2º, do atual Estatuto da Advocacia, os ex-presidentes não têm mais direito a voto, como se permitia no passado, por ocasião da Lei nº 4.215/1963, tendo agora apenas direito de voz. Entretanto, o artigo 81 da Lei nº 8.906/94 determinou que essa restrição não se aplica a quem assumiu originariamente o cargo de presidente do Conselho Federal até a data da publicação dessa lei (5 de julho de 1994). Fica assegurado, assim, o pleno direito de voz e de voto em suas sessões. Nas palavras do artigo 77, §2º, do Regulamento geral do Estatuto da Advocacia e da OAB: “Os ex-presidentes empossados antes de julho de 1994 têm direito de voto equivalente ao de uma delegação, em todas as matérias, exceto na eleição dos membros da diretoria do Conselho Federal”. O presidente do Conselho Federal tem apenas o voto de qualidade, isto é, o voto de minerva ou de desempate. Suas competências incluem: Exercer a representação nacional e internacional da OAB. Convocar, presidir e representar, ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, o Conselho Federal. Promover a administração patrimonial. Dar execução às suas decisões. Diretoria do Conselho Federal Todos os órgãos da OAB possuem uma diretoria. A diretoria do Conselho Federal é composta por: Presidente Vice-presidente Secretário-geral Secretário-geral adjunto Tesoureiro Nas deliberações desse conselho, seus componentes votam como membros de suas delegações, exceto quanto ao presidente, pois somente lhe caberá o voto de desempate e o direito de embargar a decisão se ela não for unânime. Outras considerações Nas sessões do Conselho Federal, os presidentes dos conselhos seccionais têm lugar reservado junto à sua delegação e somente direito de voz, ou seja, não podem votar nas sessões do Conselho Federal. O presidente do IAB e os agraciados com a Medalha Rui Barbosa podem participar das sessões do conselho pleno do Conselho Federal, mas sofrem a mesma restrição. Apesar de o artigo 50 do Estatuto da Advocacia e da OAB, para o cumprimento de suas finalidades, possibilitar aos presidentes dos conselhos da Ordem e das subseções a requisição de cópias de peças de autos ou de outros documentos a qualquer tribunal, magistrado, cartório e órgãos da Administração Pública, o Supremo Tribunal Federal (STF), na ADI nº 1.127-8, deu interpretação a esse dispositivo. Sem redução do texto, essa interpretação promove o entendimento da palavra “requisitar” como dependente de motivação, compatibilização com as finalidades da lei e atendimento de custos, ficando ressalvados os documentos sigilosos. Competências do Conselho Federal da OAB O artigo 44 do Estatuto da Advocacia e da OAB define as finalidades institucionais e corporativas da Ordem. Dessa forma, é por meio de seus órgãos que elas serão efetivadas. As competências do Conselho Federal estão arroladas no artigo 54 do Estatuto de 1994: 1. dar cumprimento efetivo às finalidades da OAB; 2. representar, em juízo ou fora dele, os interesses coletivos ou individuais dos advogados; 3. velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da advocacia; 4. representar, com exclusividade, os advogados brasileiros nos órgãos e eventos internacionais da advocacia; 5. editar e alterar o Regulamento geral, o Código de ética e disciplina, e os provimentos que julgar necessários; 6. adotar medidas para assegurar o regular funcionamento dos conselhos seccionais; 7. intervir nos conselho seccionais, onde e quando constatar grave violação desta lei ou do Regulamento geral; 8. cassar ou modificar, de ofício ou mediante representação, qualquer ato, de órgão ou autoridade da OAB, contrário à presente lei, ao Regulamento geral, ao Código de ética e disciplina e aos provimentos, ouvida a autoridade ou o órgão em causa; 9. julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos conselhos seccionais nos casos previstos neste Estatuto e no Regulamento geral; 10. dispor sobre a identificação dos inscritos na OAB e sobre os respectivos símbolos privativos; 11. apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria; 12. homologar ou mandar suprir relatório anual, o balanço e as contas dos conselhos seccionais; 13. elaborar as listas constitucionalmente previstas, para o preenchimento dos cargos nos tribunais judiciários de âmbito nacional ou interestadual, com advogados que estejam em pleno exercício da profissão, vedada a inclusão de nome de membro do próprio Conselho ou de outro órgão da OAB; 14. ajuizar Ação Direta de Inconstitucionalidade de normas legais e atos normativos, ação civil pública, mandado de segurança coletivo, mandado de injunção e demais ações cuja legitimação lhe seja outorgada por lei. Saiba Mais Interesses coletivos Esta competência também se dá em cumprimento às finalidades da OAB (art. 44, II, EAOAB). O EAOAB entrou em vigor no ano de 1994, quando a Constituição Federal arrolava, no artigo 103, as pessoas legitimadas a propor a ADI e, no artigo 105, aquelas com legitimidade para a proposição da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC). No entanto, por conta da Emenda Constitucional nº 45/2004, que trouxe a reforma do Judiciário,passou a ser determinado no artigo 103 que as mesmas pessoas legitimadas à proposição da ADI também pudessem propor a ADC – e o Conselho Federal da OAB lá está. A Lei nº 9.882/1999, no artigo 2º, I, prevê que os legitimados para a ADI têm competência para propor Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), razão pela qual a OAB também pode propor a ADPF. XV - colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos, e opinar, previamente, nos pedidos apresentados aos órgãos competentes para criação, reconhecimento ou credenciamento desses cursos; XVI - autorizar, pela maioria absoluta das delegações, a oneração ou alienação de seus bens imóveis; XVII - participar de concursos públicos, nos casos previstos na Constituição e na lei, em todas as suas fases, quando tiverem abrangência nacional ou interestadual; XVIII - resolver os casos omissos neste estatuto. (BRASIL, 1994) Note que: No inciso XV, também em cumprimento às finalidades da OAB (art. 44, EAOAB), o Conselho Federal desempenha o relevante papel de opinar antecipadamente nos pedidos de criação, reconhecimento e credenciamento dos cursos jurídicos nos órgãos competentes. Em relação ao inciso XVI, atente-se para o quórum exigido: maioria absoluta. Já referente ao inciso XVII, é necessário saber que a OAB, por meio do Conselho Federal, terá de participar de forma efetiva nos concursos públicos de âmbito nacional ou interestadual quando houver previsão na Constituição Federal e nas leis, tal como nos concursos públicos para o ingresso na magistratura, no Ministério Público e na Advocacia Geral da União. Quando os concursos não tiverem abrangência nacional ou interestadual, a competência será dos conselhos seccionais (art. 58, X, EAOAB). Conselhos seccionais De acordo com o artigo 45, §2º, do Estatuto da Advocacia e da OAB, os conselhos seccionais têm “jurisdição” sobre os respectivos estados-membros do Distrito Federal e dos territórios, embora se saiba que, no país, hoje em dia, não existem mais territórios. Os novos conselhos seccionais são criados mediante resolução do Conselho Federal. Composição e voto A composição desses conselhos é diferente da observada no Conselho Federal. Nos conselhos seccionais, ela é proporcional ao número de advogados inscritos (artigo 106 do Regulamento geral do Estatuto da Advocacia e da OAB com nova redação dada pela Resolução nº 2, de 2009, do Conselho Federal). Desse modo, se houver menos de 3.000 advogados inscritos na seccional, poderá ter até 30 conselheiros seccionais, podendo ser acrescentado mais um conselheiro a cada grupo completo de 3.000 até atingir o número máximo de 80 conselheiros seccionais. Integram ainda os conselhos seccionais os seus ex-presidentes, na qualidade de membros honorários vitalícios, valendo para eles a mesma regra do artigo 81 do EAOAB quanto ao direito de voto. Continua com direito de voz e voto apenas quem tenha assumido originariamente o cargo de presidente até a publicação da Lei nº 8.906/1994. Os demais, de acordo com essa lei, têm apenas o direito de voz. O presidente do Instituto dos Advogados local é membro honorário do conselho seccional, tendo direito à voz em suas sessões. Diretoria do conselho seccional A diretoria do conselho seccional tem composição idêntica e atribuições equivalentes às do Conselho Federal: Presidente Vice-presidente Secretário-geral Secretário-geral adjunto Tesoureiro Nos termos do artigo 66 do Estatuto, o mandato será extinto automaticamente antes de seu término quando: I - ocorrer qualquer hipótese de cancelamento de inscrição ou de licenciamento do profissional; II - o titular sofrer condenação disciplinar; III - o titular faltar, sem motivo justificado, a três reuniões ordinárias consecutivas de cada órgão deliberativo do conselho ou da diretoria da subseção, ou da Caixa de Assistência dos Advogados, não podendo ser reconduzido no mesmo período de mandato. (BRASIL, 1994, art. 66) Competências do conselho seccional De acordo com o artigo 58 do Estatuto da Advocacia e da OAB, compete privativamente ao conselho seccional: I - editar seu regimento interno e resoluções; II - criar as subseções e a caixa de assistência dos advogados; III - julgar, em grau de recurso, as questões decididas por seu presidente, por sua diretoria, pelo tribunal de ética e disciplina, pelas diretorias das subseções e pela Caixa de Assistência dos Advogados. (BRASIL, 1994, art. 58) É interessante observar na passagem do inciso II que a criação das subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados é da competência exclusiva dos conselhos seccionais, não podendo ser criadas pelo Conselho Federal. O conselho seccional também funciona como tribunal de recursos. Digamos que, via de regra, os recursos em segunda instância na OAB são julgados por esse conselho. Na Ordem, algumas decisões são da competência do presidente; outras, da diretoria do conselho, das subseções ou da Caixa de Assistência dos Advogados. Já os processos disciplinares contra advogados e estagiários são, em regra, julgados pelo tribunal de ética e disciplina (TED). As decisões proferidas pelo presidente do conselho seccional, por aquelas diretorias ou pelo TED terão seus recursos encaminhados para o conselho seccional, não podendo ser remetidos diretamente para o Conselho Federal sob pena de supressão de instância, como você pode verificar a seguir: IV - fiscalizar a aplicação da receita, apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria, das diretorias das subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados; V - fixar a tabela de honorários, válida para todo o território estadual; VI - realizar o Exame de Ordem; VII - decidir os pedidos de inscrição nos quadros de advogados e estagiários; VIII - manter cadastro de seus inscritos; (BRASIL, 1994, art. 58) Sobre trecho do artigo acima, valem as seguintes notas: 1. Artigo IV: Sendo da competência do conselho seccional a criação das subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados, será também de sua responsabilidade a fiscalização da aplicação da receita, da apreciação do Vem que eu te explico! 3 Competências dos órgãos da OAB Conselho Federal Votação no Conselho Federal Exemplo Competências do Conselho Federal da OAB Saiba Mais Conselhos seccionais