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Revisão técnica: Vanessa de Souza Machado Bióloga Mestre e Doutora em Ciências Professora do Curso de Tecnologia em Gestão Ambiental Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin CRB-10/2147 G367 Gerenciamento de unidades de conservação / Anderson Soares Pires... [et al.]; [revisão técnica : Vanessa de Souza Machado]. – Porto Alegre: SAGAH, 2018. 304 p. :il.. ; 22,5 cm. ISBN 978-85-9502-339-0 1. Gestão ambiental. I. Pires, Anderson Soares. CDU 502.13 1_Iniciais.indd 2 22/02/2018 11:33:46 Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Caracterizar os principais focos de planos e projetos vinculados às unidades de conservação (UC). Identificar as etapas na elaboração de um projeto e/ou plano voltado à UC. Exemplificar projetos e/ou planos voltado à UC. Introdução Atualmente, nosso maior problema está em preservar a natureza e seus recursos naturais. Nesse sentido, podemos lançar mão de estratégias eficazes, buscando principalmente garantir a sustentabilidade local e regional. Dessa forma, é fundamental que sejam criadas as UCs. Entre- tanto, não basta apenas criá-las: é preciso saber como mantê-las após a implantação. Neste capítulo, você vai ver quais projetos e planos podem ser utili- zados para a implantação das UCs e as etapas necessárias para tal, além de observar exemplos de sua aplicação. Projetos e planos nas unidades de conservação As Unidades de Conservação (UCs) são espaços no território que buscam principalmente resguardar porções naturais e suas características. Entretanto, não basta que sejam criadas: elas precisam ser mantidas. Para isso, alguns planos e projetos podem ser elaborados e aplicados. Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 249 22/02/2018 11:16:23 Em função da baixa quantidade de recursos humanos e financeiros, a prática no Brasil costuma dividir a gestão das UCs em três principais etapas. Primeiramente, são priorizadas ações que buscam reduzir impactos na biodiversidade, garantindo a proteção da UC; a seguir, o conhecimento é aprofundado; por fim, são elaborados planos e projetos para a tratativa dos recursos naturais. Entre esses planos, existe o chamado plano de manejo. Trata-se de um documento técnico definido pelo Sistema Nacional de Conservação da Na- tureza (SNUC), o qual se baseia no estabelecimento do zoneamento e de normas, garantindo a correta utilização da área e gerando o zoneamento e os programas de manejo. O termo manejo é muito consagrado em toda a América Latina, quando se trata de UCs. No entanto, esse termo gera muita confusão, já que pode ser relacionado à manipulação dos recursos naturais (manejo da fauna, floresta e solos). Assim, atualmente vem sendo dada preferência ao termo gestão. Segundo Rodriguez (2000), a gestão ambiental define-se como “[...] a condução, direção, instrumentos, regulamentos, normas, financiamento e disposições institucionais e jurídicas, considerado, portanto, como um processo de articulação de ações dos diferentes agentes sociais e atores econômicos que interatuam em um espaço físico e temporal [...]”. A Figura 1 apresenta os principais objetivos dos planos que são desenvol- vidos posteriormente à implantação das UCs. Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação250 Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 250 22/02/2018 11:16:23 Figura 1. Objetivos dos planos de manejo da UC. Fonte: Adaptada de Galante, Beserra e Menezes (2002,). Dessa forma, entre os principais planos e projetos da UC estão o zone- amento e os programas de manejo, os quais são os principais instrumentos norteadores para o desenvolvimento de outros planos e projetos vincula- dos às UCs. Nesse sentido, esses planos e projetos podem ser inúmeros, envolvendo educação ambiental, desenvolvimento sustentável e manejo de f lora exótica. O zoneamento representa um instrumento de ordenamento territorial. Ele busca organizar espacialmente uma UC em parcelas, chamadas de zonas, as 251Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 251 22/02/2018 11:16:24 quais possuem graus de proteção e intervenção, cumprindo o seu papel de pro- teger as características das UCs. Já os programas de manejo buscam cumprir os objetivos das UCs. Esses planos e projetos são apresentados na Figura 2. Figura 2. Principais programas destinados a UCs. Fonte: Adaptada de Brasil (1997). O programa de conhecimento busca proporcionar ferramentas mais detalha- das, para garantir a proteção e o manejo ambiental. Esse plano está relacionado a estudos e pesquisas científicas, bem como ao monitoramento ambiental das UCs, buscando orientar as áreas temáticas e os cientistas necessários ao manejo da unidade. O programa de uso público ordena, orienta e direciona o uso das UCs pelo público, de forma a promover o conhecimento do meio ambiente. O programa de integração com a área de influência tem como objetivo proteger a UC a partir de ações propostas para a sua ZA, minimizando os impactos das atividades de manejo sobre a unidade. O sucesso desse programa está na participação integrada de comunidade da área de influência, dirigentes locais e grupos civis organizados, buscando reduzir os impactos nessas áreas. O programa de manejo do meio ambiente visa proteger os recursos naturais e culturais (se houver) das UCs. Assim, ele assegura a evolução natural dos ecossistemas ou de suas amostras, subsidiando as pesquisas científicas. O programa de operacionalização garante a funcionalidade da UC, fornecendo a estrutura necessária ao desenvolvimento dos demais programas. Como se desenvolvem os planos e projetos em unidades de conservação Apesar de muito já ter sido pensado sobre como elaborar os planos e projetos em UCs, de modo geral não existe um formato ideal. Nesse sentido, muitos Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação252 Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 252 22/02/2018 11:16:24 problemas são relacionados à baixa qualidade e à falta de aproveitamento dos estudos já executados. Outro ponto problemático é a desproporcionalidade dos estudos: há muitas pesquisas descritivas e poucas analíticas e propositivas, as quais geralmente apresentam termos genéricos e pouco práticos. Então como elaborar planos válidos e quais as etapas necessárias para isso? Qualquer plano ou projeto voltado às UCs segue as etapas resumidamente apresentadas na Figura 3. Figura 3. Etapas da elaboração de planos e projetos em UCs. Fonte: Adaptada de Araujo (2007). Com base na Figura 3, podemos notar que a qualidade dos planos e projetos é alcançada se eles forem concebidos de forma adaptativa. Após uma etapa inicial de elaboração do diagnóstico, é recomendável que seja feita uma mode- lagem sobre o funcionamento dos ecossistemas da UC. Essa modelagem busca descrever hipóteses sobre o comportamento do ecossistema que está sendo manejado. Ainda com base nessas modelagens, são elaborados os programas — principalmente os de manejo. A partir da sua execução, são avaliados os resultados esperados e a aplicação das hipóteses. 253Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 253 22/02/2018 11:16:25 Ao avaliarmos os planos e projetos para as UCs, como saberemos se eles são efetivos? Devemos estar cientes de que as UCs sofrem muitas ameaças, e avaliá-las permite que essas ameaças possam ser observadas adequadamente — uma vez que podem variar do nível local ao nível administrativo e político. Dessa forma, a avaliação permite: (i) incluir ecossistemas não contemplados, (ii) identificar as áreas protegidas com risco potencial de degradação, (iii) executar melhorias gerenciais nas UCs individuais e em todo o sistema, (iv) priorizar esforçose investimentos nas UCs e (v) acompanhar a efeti- vidade dos planos e projetos praticados nas UCs, garantindo as metas de conservação. Existem diversos modelos conceituais, que servem não apenas para verificar a efetividade dos programas, mas também para auxiliar na sua elaboração. Um desses modelos é apresentado na Figura 4. Nele há um entendimento dos valores presentes, seguido por um avanço no planejamento e na alocação de recursos como consequência das ações de gestão, gerando produtos e serviços que impactam nos resultados. Figura 4. Etapas para subsidiar programas e projetos de monitoramento da efetividade das UCs. Fonte: Adaptada de Hockings et al. (2006). Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação254 Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 254 22/02/2018 11:16:25 Você sabia que existem muitas metodologias e propostas para a avaliação da gestão de UCs no Brasil e no mundo? Para saber mais sobre o tema, leia o artigo “Administração, manejo ou gestão de unidades de conservação?” (FARIA; PIRES, 2012). Os processos de avaliação e monitoramento, independentemente do grau de complexidade dos modelos utilizados, são passíveis de problemas quanto à intepretação e aplicação, em especial se considerarmos que muitas vezes eles são realizados por pessoas que têm interesses particulares. Em outras palavras, se várias pessoas utilizarem modelos semelhantes, ainda que considerando as mesmas variáveis de espaço e tempo, elas podem produzir resultados distintos, o que demonstra a necessidade de desenvolver e criar critérios e métodos para a avaliação dos projetos e planos implementados. Projetos e planos no contexto das unidades de conservação Você viu até aqui a importância da criação de planos e projetos após a im- plantação das UCs e quais as etapas necessárias para que eles possam ser criados e desenvolvidos. Agora você vai observar alguns exemplos sobre UCs criadas no Brasil. Na ilha de Santa Catarina, existem muitas UCs localizadas em áreas ur- banizadas. O grande desafio na implantação dessas áreas está justamente na viabilização de alternativas para a manutenção da sustentabilidade do território, em conjunto com a sociedade e diversos órgãos gestores. A ilha de Santa Catarina possui quase 19% de seu território constituído por UCs, as quais têm diversas tipologias vegetacionais de Mata Atlântica e são gerencia- das por órgãos tanto governamentais quanto particulares. No Quadro 1, são apresentadas as categorias de UCs existentes nessa ilha. 255Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 255 22/02/2018 11:16:25 Fonte: Elaborado pelo autor, adaptado de Araujo (2007). UC Área (ha) Órgão gestor Estação Ecológica de Carijós, gleba Ratones e gleba Saco Grande 606,28 e 9.319 IBAMA/SC Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé 1.702,63 IBAMA/SC Parque Estadual da Serra do Tabuleiro 342,31 FATMA Parque Municipal da Lagoinha Leste 794,95 FLORAM Parque Municipal da Lagoa do Peri 1.988,81 FLORAM Parque Municipal da Galheta 151,48 FLORAM Parque Municipal do Maciço da Costeira 1.455,87 FLORAM Parque Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição 516,02 FLORAM Parque Manguezal do Itacorubi 136,86 FLORAM, CGA/UFSC Reserva Natural Menino Deus 14,56 Irmandade Nosso Senhor Jesus dos Passos e Hospital de Caridade Reserva Particular do Patrimônio Natural Morro das Aranhas 47,21 Santinho Empreendimentos Turísticos S.A. Quadro 1. UCs localizadas na ilha de Santa Catarina. As categorias apresentadas foram avaliadas por meio de planos e projetos que contemplaram planos de diagnósticos das UCs, caracterização dos órgãos gestores e aplicação do roteiro de avaliação dos indicadores de gestão. Com base nesses estudos, ficou demonstrado que há muitos problemas e ameaças a serem enfrentados. Entre os principais planos e projetos aplicados às UCs mostradas no Quadro 1, estavam programas de fortalecimento da participação comunitária, buscando envolver as populações vizinhas às UCs e sensibilizá- -las para as questões ambientais (educação ambiental). Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação256 Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 256 22/02/2018 11:16:25 Além disso, foram elaborados projetos de monitoramento, fiscalização e controle da biota presente nas UCs, projetos de combate a incêndios de mata nativa e de desenvolvimento sustentável no entorno das UCs e áreas de conectividade, alinhados ao programa de proteção da Mata Atlântica. Quanto ao plano de manejo desenvolvido para essas UCs, foram contemplados projetos para garantir a preservação da biodiversidade, o ecoturismo, a consciência e educação ambiental, bem como o apoio à pesquisa científica, voltada princi- palmente às espécies nativas de fauna e flora. Essas unidades naturais possuíam uma gestão com padrão de qualidade de gestão muito baixo. A consequência está relacionada com a má aplicação de recursos humanos, materiais, financeiros e técnicos existentes, além da cultura organizacional vigente. Com base nesses estudos, foram estabelecidas sugestões de estratégias, que são apresentadas na Figura 5. Figura 5. Estratégias das UCs da ilha de Santa Catarina. Fonte: Adaptada de Hockings et al. (2006). Assim, a manutenção de planos e projetos nas UCs deve ser regida por ações efetivas, relacionadas à criação de UCs que busquem proteger a tipo- logia vegetacional da especulação imobiliária e da ocupação urbana. Além disso, deve ser implementada a fiscalização coordenada entre todos os órgãos apresentados no Quadro 1, em conjunto com a Polícia Ambiental 257Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 257 22/02/2018 11:16:25 e a Secretaria de Municipal de Urbanismo. Da mesma forma, devem ser desenvolvidas atividades de educação ambiental, por meio de programas dirigidos ao público em geral que permitem a capacitação de pessoas para a atuação em conselhos consultivos. Um exemplo interessante é o das unidades de conservação de Minas Gerais, compondo ao total 142 UCs e totalizando 1,5 milhão de hectares de áreas protegidas. Destas, 51 são áreas de proteção integral, como parques estaduais, estações ecológicas, reservas biológicas, monumentos naturais e refúgios da vida silvestre. A quantidade de UCs criadas exigiu instrumentos de gestão ambiental, enaltecendo os avanços na legislação ambiental do estado e a melhoria significativa desses instrumentos de gestão das unidades de conservação. Além disso, foi feita uma integração do licenciamento ambiental e a regularização dos procedimentos. Essas estratégias adotadas nesses planos buscaram definir medidas compensatórias e condicionantes ambientais direcionadas a questões fundiárias e à elaboração dos planos de manejo, fortalecendo as UCs criadas e subsidiando as futuras. O Brasil, pela sua grande extensão, possui muitas UCs já criadas e muitas outras áreas com enorme potencial para esse fim. Com relação às que existem, não basta apenas a implantação: também é necessário que a UC mantenha seus objetivos iniciais e perdure ao longo do tempo. Diversos planos e projetos podem ser utilizados para criar e aprimorar mecanismos; entre os mais im- portantes estão o plano de manejo e de monitoramento dos recursos naturais. Essa postura é fundamental, não apenas para a manutenção do perfeito fun- cionamento das UCs, mas também para o aprimoramento dos planos, projetos e mecanismos, tornando essa rotina fechada e funcional. No link a seguir, você tem acesso a um documento do Ministério do Meio Ambiente que aborda a questão de planos e projetos de manejo das UCs, após as suas implantações. https://goo.gl/mhNrZ3 Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação258 Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 258 22/02/2018 11:16:25 https://goo.gl/mhNrZ31. Hipoteticamente, uma UC tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando atividades recreativas. Sabendo que a UC tem apenas projetos na área da conservação ambiental e educação ambiental, qual dos seguintes temas você indicaria para um novo projeto nessa UC? a) Programa de pesquisa científica da fauna e da flora. b) Programa de proteção das nascentes dos rios. c) Programa de manejo de recursos naturais. d) Projeto de ecoturismo. e) Programa de educação ambiental. 2. Os projetos e planos dedicados às UCs de conservação representam o mecanismo de organização e operacionalização dos objetivos, constituindo-se, deste modo, o foco de atuação do órgão gestor da UC. Eles têm identidade própria, mas devem ser complementares entre si, tanto na disponibilidade e utilização de recursos como na visão funcional, seguindo basicamente três etapas (preparação do plano, implementação do plano e monitoramento e revisão do plano). Se um gestor busca verificar se um projeto de preservação da fauna nativa, por exemplo, de uma UC está cumprindo seus objetivos, qual poderia ser a ação a ser tomada para essa finalidade? a) As decisões devem ser feitas com base nos objetivos quantificados e definidos a partir das características excepcionais da UC. b) A base do plano ou projeto deve seguir objetivos gerais para UCs dessa natureza. c) Se os objetivos não estão sendo atendidos, deve haver insistência quanto à proposta do projeto ou plano. d) Os recursos são monitorados, a fim de determinar a extensão em que os objetivos foram atingidos. e) O monitoramento do projeto deve ser contínuo para determinar se os objetivos estão sendo atendidos e garantindo que eles não sejam modificados. 3. Após a criação de uma UC, foi feita uma reavaliação por parte do órgão ambiental e dos interessados na comunidade e gestores da área sobre a categoria da UC. Houve a necessidade de identificar o número total, ou uma amostragem do número, de propriedades tituladas e o número de moradores próximos da área de estudo, inclusive a posse e as atividades por eles desenvolvidas (produtos cultivados, animais criados e tamanho da área cultivada e/ou destinada à pecuária) e o estado de conservação da vegetação nativa. Com base nesse contexto, que tipo de plano poderia ser elaborado para minimizar os impactos à UC? a) Plano de levantamento fundiário. b) Plano de preservação da fauna local. c) Plano de preservação da mata nativa. 259Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 259 22/02/2018 11:16:27 d) Plano de educação ambiental. e) Plano de manejo e uso da terra. 4. Após a criação da UC, a Secretaria de Meio Ambiente ou o órgão competente deverá realizar o cadastro da unidade no Ministério do Meio Ambiente. O Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC) é um sistema integrado de banco de dados com informações padronizadas das unidades de conservação geridas pelos três níveis de governo e por particulares. A principal vantagem para o cadastro é que: a) garante a preservação da UC. b) oferece relatórios detalhados sobre a situação das unidades de conservação, facilitando a realização de diagnósticos, a identificação de problemas e a tomada de decisão. c) disponibiliza informações exclusivamente à fiscalização das UCs. d) permite que as UCs sejam constantemente reclassificadas quanto à sua categoria. e) disponibiliza informações à população sobre a UC. 5. Uma UC que foi implantada, correspondente a uma ARIE, é abundante quanto à diversidade da flora nativa. Entretanto, parte dessa UC sofreu com plantio a partir de ações da própria comunidade e sem conhecimento técnico. Membros da população buscaram plantar diversas espécies de plantas em áreas que estavam sofrendo processos erosivos. Dentre os planos que a atual gestão dessa ARIE pode propor para garantir que ela conserve seu propósito de criação e preservação da mata nativa, está: a) plano para monitorar espécies indicadoras de aumento de pressão antrópica pela expansão urbana. b) plano para monitorar espécies indicadoras de aumento de pressão antrópica pela expansão agrícola. c) plano relacionando os grupos taxonômicos da flora mais afetados pelo empreendimento. d) plano de educação ambiental. e) plano voltado a espécies de vegetais que possam contribuir para a recomposição das áreas de vegetação impactadas. Introdução à elaboração de projetos e planos para unidades de conservação260 Gerenciamento_de_Unidades_Conservacao_Book.indb 260 22/02/2018 11:16:28 ARAUJO, M. A. R. Unidades de conservação no Brasil: da república à gestão de classe mundial. Belo Horizonte: SEGRAC, 2007. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Guia do chefe. Brasília: Edições IBAMA, 1997. FARIA, H. H.; PIRES, A. S. 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