Prévia do material em texto
FACULDADE SÃO LUCAS CURSO – DIREITO – 3º Período ALUNA: Cristiane Silva O erro de tipo vem previsto em nosso Código Penal no artigo 20. Em suma, para sua configuração, é o erro que faz o agente supor a ausência de uma elementar do tipo penal incriminador. È a falsa percepção da realidade em que o agente acredita, falsamente, inexistir uma situação que na realidade existe. Erro de tipo é o que recai sobre os elementos constitutivos do tipo penal. O erro de tipo exclui sempre o dolo, seja evitável ou inevitável; como o dolo é elemento do tipo, a sua presença exclui a tipicidade do fato doloso, podendo o sujeito responder por crime culposo, desde que seja típica a modalidade culposa. Já o erro de proibição é um instituto ligado à culpabilidade e, por consequência, à ideia de reprovabilidade da conduta, ocorreria nos casos em que o sujeito não compreende a antijuridicidade de sua ação, também representada pela figura da falta de consciência da ilicitude. Seria dizer, todos sabem que matar é crime, que roubar é crime, mas nem todos sabem a redação do tipo penal, muito menos em que artigo está tipificada a conduta. A valoração é feita em paralelo àquela levada a cabo pelos juristas e operadores do direito a partir dos ditames sociais postos. Em resumo, embora não sejamos obrigados a conhecer a letra seca da lei, devemos ter um mínimo de compreensão do que se enxerga como proibido. O erro de proibição ocorre quando o agente não compreende um fato como ilícito ou o enxerga como permitido. Mas, ao contrário do erro de tipo, o erro de proibição apenas poderá excluir a culpabilidade do agente, mas não o seu elemento subjetivo (no caso o dolo), assim, apenas permitirá a não punição da conduta em virtude da falta de culpabilidade ou a diminuição de pena, em razão do menor grau de reprovabilidade – tudo a depender do grau do erro. O artigo 21 do CP apresenta a figura do erro de proibição direto. Essa figura ocorre quando o agente, efetivamente, não conhece a ilicitude de uma conduta proibida, como é o caso, por exemplo, da holandesa que vem ao Brasil e realiza um aborto, crendo que aqui, como em seu país, o mesmo não seja proibido; ou no caso de um islâmico casado que, no Brasil, contrai novas núpcias, acreditando que aqui também é permitida a poligamia.