Caso concreto 01 AO 06
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Caso concreto 01 AO 06


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Caso concreto 01
Rebeca comprou terreno em loteamento empreendido por Amaranta. Sem que constasse do instrumento contratual, Amaranta garantiu a Rebeca que teria vista definitiva a um belo monte, que era a grande atração do empreendimento, tendo inclusive assegurado que a legislação local não permitia edificações nos terrenos a frente do seu. Após alguns meses da aquisição do terreno, Amaranta solicitou uma alteração no plano de urbanização da cidade, que passou a permitir a edificação nos lotes em frente ao terreno de Rebeca, fazendo com que ela perdesse a visão para o monte. Inconformada, Amaranta moveu uma ação contra Rebeca, tendo obtido êxito porque o órgão jurisdicional entendeu que pela boa-fé objetiva, existe um dever de não adotar atitudes que possam frustrar o objetivo perseguido pela autora, ou que possam implicar, mediante o aproveitamento da antiga previsão contratual, a diminuição das vantagens ou até infligir danos ao contratante.
 Diante dos fatos narrados acima e com base no conteúdo das aulas desta semana, responda:
a) A boa-fé objetiva é uma cláusula geral? Em caso afirmativo, explique o porquê de a boa-fé objetiva adequar-se ao conceito de cláusula geral. Em caso negativo, indique de maneira justificada a que categoria pertence a boa-fé objetiva.
SIM. Porque traduz-se como verdadeira janela deixada pelo legislador civil em razão do dinamismo da vida, como técnica legislativa que conforma o meio hábil para permitir o ingresso no ordenamento codificado, de princípios valorativos ainda não expressos legislativamente, como standarts de comportamento, de deveres de conduta não previstos legislativamente
b) Qual(is) dos princípios estruturantes do CC/2002 foi(ram) levado(s) em consideração para que o magistrado interpretasse a boa-fé objetiva? Justifique.
Princípio da Eticidade que deve sempre orientar o magistrado na interpretação das cláusulas gerais.
Alternativa C.
Alternativa C.
Caso concreto 02
As contribuições sociais de empresas agro-industriais eram regidas pela Lei n° 8.212/91, que estabelecia, de maneira geral, em seu art. 22, as contribuições sociais patronais, exigíveis em folhas de salários. Em 1994, foi promulgada a Lei n° 8.870, que alterou alguns dispositivos da Lei n° 8.212/94. Uma das alterações foi referente às contribuições sociais patronais, exigíveis em folhas de salários, nas empresas que se dedicam à atividade rural. O art. 25 da mencionada modificava completamente as regras do art. 22 da Lei 8.212/91, e o § 2° do mesmo art. 25 estendia os efeitos da norma às pessoas jurídicas que se dedicam à atividade agroindustrial. Posteriormente, o art. 25 § 2° da Lei n° 8.870/94 foi declarado inconstitucional com efeitos universais e ex tunc e, por isso, o INSS passou a cobrar as contribuições sociais patronais na forma do art. 22 da Lei n° 8.212/94. Inconformada com essa cobrança, a Empresa X ajuizou ação alegando que tal cobrança era indevida, pois o art. 22 da Lei n°
8.212/94 foi revogado e aplica-lo novamente importaria em repristinação, somente aceito pela LINDB se for de maneira expressa, o que não foi o caso.
Analisando os fatos descritos acima e tomando por parâmetro a LINDB, responda,
JUSTIFICADA E FUNDAMENTADAMENTE: 
a) O que é repristinação e de que forma ela ocorre no direito brasileiro?
A repristinação consiste na revogação de lei que revogou alguma outra norma. De acordo com o artigo 2º, §3º da LINDB, para que haja repristinação é necessário que a norma revogadora traga disposição expressa acerca dor estabelecimento da vigência da norma antes revogada.
b) A Lei n° 8.812/91 foi derrogada ou ab-rogada pela Lei n° 8.870/94?
 Foi derrogada, posto que a revogação foi apenas parcial.
c) A cobrança da contribuição patronal à Empresa X na forma da Lei n° 8.212/91 é indevida?
NÃO. A repristinação do artigo 2º, §3º da LINDB, não se confunde com o efeito repristinatório inerente às decisões de declaração de inconstitucionalidade proferidas em sede de controle concentrado e abstrato.
Questões de Múltipla Escolha:
Alternativa D.
Alternativa A.
 Caso concreto 03
Letícia, 17 anos, separada, comprou um automóvel no valor de R$ 30.000,00 com uma parte da herança deixada por sua mãe. Seu pai, ao saber da compra, tentou anular o negócio jurídico, alegando a incapacidade relativa da filha, com fundamento no art. 4º, I, CC/2002.
Este negócio pode ser anulado? Por quê? Fundamente e Justifique.
O Negócio Jurídico não pode ser anulado, pois quando Letícia, mesmo com 17 anos se casou, foi automaticamente emancipada, conquistando a plena capacidade para o exercício pessoal de todos os atos da vida civil e a separação (de fato ou judicial) não implica na perda da capacidade alcançada e o consequente retorno à incapacidade relativa.
Caso concreto 04
Catarina Almeida, embora filha biológica de José Almeida e Rafaela Oliveira Almeida, foi criada desde a infância pelo casal Roberto Belo e Jesuína Andrade Belo. Dois meses após completar a maioridade, Catarina, por considerar que Roberto e Jesuína são seus verdadeiros pais, solicitou a retificação de seu nome para Catarina Almeida Andrade Belo com fundamento no art. 56 da LRP. Nesse caso é possível a alteração? Fundamente e justifique.
Sim. Muito embora o artigo 56 da LRP não preveja especificamente a possibilidade de inclusão de sobrenome dos pais de criação, a paternidade socioafetiva é fenômeno social que pode servir de fundamento à retificação do nome, conforme precedente do STJ. Além disso, o pedido de retificação do nome de Catarina foi formulado no prazo decadencial de 1 ano após completar 18 anos e não excluiu o parentesco dos pais biológicos limitando-se a incluir os sobrenomes dos pais socioafetivos, o que atende aos requisitos do citado artigo.
Questões de Múltipla Escolha:
Alternativa E.
Alternativa D.
Caso concreto 05
Rebecca, 70 anos, é portadora de patologia grave e o médico informou à família que Rebecca não teria mais do que 3 (três) meses de vida caso não realizasse tratamento bastante invasivo. A família, preocupada com a idade avançada de Rebecca, preferiu abrandar a gravidade notícia e autorizou o tratamento, sem explicar à Rebecca o que estava efetivamente acontecendo (o médico também se comprometeu com a família de que não falaria nada à paciente). Rebecca iniciou o tratamento acreditando que era apenas uma prevenção de um possível câncer. Ocorre que após alguns efeitos colaterais, Rebecca decidiu parar, escondida da família e do médico, o tratamento por acreditar que ele não interferiria em sua vida. Três semanas após a interrupção do tratamento, Rebecca veio a óbito. Obs: apesar da idade avançada, Rebecca estava em pleno gozo de suas faculdades mentais.
Analisando as considerações aqui feitas e com fundamento na disciplina civil/constitucional dos direitos de personalidade, responda JUSTIFICADA E
FUNDAMENTADAMENTE:
A) Em que consiste o consentimento esclarecido? Ele foi respeitado?
NÃO. O consentimento informado, entendido como um direito moral do paciente de, antes de aceitar qualquer tratamento médico, ser esclarecido de todos os detalhes do tratamento, efeitos colaterais, medidas alternativas e riscos, deve ser exercido pelo próprio paciente, não por seus familiares, abrindo-se exceção em hipóteses excepcionais como incapacidade do paciente, emergência médica e outras que a jurisprudência avalia caso a caso. No caso de Rebecca que era pessoa plenamente capaz e, por isso, qualquer decisão acerca do tratamento médico deveria ser tomada por ela própria, após todos os esclarecimentos feitos pelo médico
B) Se soubesse do risco que a interrupção do tratamento causaria, Rebecca poderia interrompe-lo?
SIM. O artigo 15, CCB, autoriza que o paciente não se submeta a tratamento médico, ainda que com risco de morte.
Questões de Múltipla Escolha:
Alternativa B.
Alternativa C.
Caso 06
A turma de Direito da Universidade X decidiu criar uma pessoa jurídica para organizar a festa de formatura. A pessoa jurídica
Marcelo
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Caso 8, B: Rebeca, não poderia ter interrompido no tratamento tendo em vista de que era o meio necessário para a sua saúde.
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Kevin
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Nathalia
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