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PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL: 
INTRODUÇÃO À POLÍTICA 
NACIONAL
2ª EDIÇÃO
Realização:
CEPED / UFSC (2025)
CURSO 1
CEPED/UFSC - Florianópolis, 2025
2ª EDIÇÃO
PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL: 
INTRODUÇÃO À POLÍTICA NACIONAL
FICHA INSTITUCIONAL
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Luiz Inácio Lula da Silva (Presidente da República)
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL – MIDR
Waldez Góes (Ministro)
SECRETARIA NACIONAL DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL – SEDEC
Wolnei Wolff Barreiros (Secretário)
DEPARTAMENTO DE ARTICULAÇÃO E GESTÃO – DAG
Karine da Silva Lopes (Diretora)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
Irineu Manoel de Souza (Reitor)
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SEAD
Susan Aparecida de Oliveira (Secretária de Educação a Distância)
CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ENGENHARIA E DEFESA CIVIL – CEPED
Profa. Ana Maria Bencciveni Franzoni, Dra. (Coordenadora-Geral)
Profa. Ana Maria Bencciveni Franzoni, Dra. (Coordenadora do Projeto)
Rafael Schadeck (Coordenador Técnico)
FUNDAÇÃO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOCIOECONÔMICOS – FEPESE
Prof. Mauro dos Santos Fiuza (Presidente)
JORNADA DO ALUNO
CURSO 1
PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL: 
INTRODUÇÃO À POLÍTICA NACIONAL
 30 horas
CURSO 3
PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL: 
GESTÃO DE RISCO
 30 horas
CURSO 2
PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL: 
ATUAÇÃO NO ÂMBITO MUNICIPAL
 30 horas
CURSO 4
PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL: 
GERENCIAMENTO DE DESASTRE
 30 horas
SIGLAS E ABREVIATURAS
AMC Adaptação às Mudanças Climáticas
ANA Agência Nacional de Águas
Cemaden Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais
Cenad Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres
Cobrade Classificação e Codificação Brasileira de Desastres
Codar Codificação de Desastres, Ameaças e Riscos
Conpdec Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil
Coredecs Coordenadorias Regionais de Defesa Civil
CPTEC Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos
DAG Departamento de Articulação e Gestão
DIRDN Década Internacional para Redução dos Desastres Naturais
DOP Departamento de Obras de Proteção e Defesa Civil
ECP Estado de Calamidade Pública
EIRD Estratégia Internacional de Redução de Desastres
FIDE Formulário de Informações do Desastres
Funcap Fundo Especial para Calamidades Públicas
Geacap Grupo Especial para Assuntos de Calamidades Públicas
GD Gestão/Gerenciamento de Desastres
GRD Gestão de Riscos de Desastres
GT Grupo de Trabalho
MDR Ministério do Desenvolvimento Regional
MIDR Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
MJNI Ministério da Justiça e Negócios Interiores
ONU Organização das Nações Unidas
P&DC Proteção e Defesa Civil
PNDC Política Nacional de Defesa Civil
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil
RF Reconhecimento Federal
RRD Redução de Riscos de Desastres
SE Situação de Emergência
SEDC Sistema Estadual de Defesa Civil
Sedec Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil
Sedec (antigo) Secretaria Especial de Defesa Civil
SGB/CPRM Serviço Geológico do Brasil
Sindec Sistema Nacional de Defesa Civil
Sinpdec Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil
UNDRR Escritório das Nações Unidas para Redução de Riscos de Desastres 
 (United Nations Office for Disaster Risk Reduction – antigo UNISDR)
PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL: 
INTRODUÇÃO À POLÍTICA NACIONAL
Para atuar na área de Proteção e Defesa Civil (P&DC), você deve se preparar!
E um dos primeiros passos para isso é entender o histórico, os órgãos relacionados 
e a legislação aplicada à área. Para explicar melhor esses tópicos de estudo, o 
curso foi organizado em três módulos.
CURSO 1
Marcelo Camargo, Agência Brasil
SUMÁRIO
MÓDULO 1
A PROTEÇÃO E 
DEFESA CIVIL NO BRASIL 
página 12
MÓDULO 2
CONCEITOS 
PRELIMINARES 
página 52
SUMÁRIO
MÓDULO 3
CONTEXTO 
DOS DESASTRES 
página 90
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS 
página 107
OBJETIVOS
Realizando o curso com dedicação e atenção, ao final de seus estudos, você deve:
Os conteúdos seguem uma linha de raciocínio: inicia-se falando sobre o histórico da Proteção e Defesa 
Civil. Na sequência, a discussão avança sobre os principais conceitos para, então, encerrar apresentando 
o contexto dos desastres no Brasil e no mundo por meio de exemplos e dados históricos.
Compreender os principais 
conceitos relacionados a 
riscos e a desastres.
Conhecer os principais 
aspectos normativos.
Compreender a P&DC 
como política pública.
Módulo 1
Reprodução
A PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL NO BRASIL
Neste módulo serão tratados os conceitos sobre a Proteção e Defesa Civil Nacional 
e o contexto em que está inserida. Para isso, o conteúdo aborda: o histórico da 
Defesa Civil; a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil; o Sistema Nacional 
de Proteção e Defesa Civil; a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e as 
atribuições da União, estados e municípios. Comece seus estudos!
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Histórico
Origem da Proteção e Defesa Civil
Historicamente, o conceito de Proteção e Defesa Civil (P&DC) deriva de um esforço nacional para proteger 
populações expostas aos riscos de ataques militares e a grandes desastres. Na sua organização básica, 
foram incorporados cinco princípios básicos voltados às ações de P&DC:
14
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Atuação da P&DC
15
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Quando se resgata as origens da Defesa Civil, pode-se tomar como ponto 
de partida três momentos cruciais no seu desenvolvimento institucional:
ORIGENS DA DEFESA CIVIL
períodos das duas grandes guerras 
mundiais (1914 – 1918 e 1939 – 1945).
1º e 2º momentos
período pós-Guerra Fria e o 
início da era digital (1947 a 1991). 
3º momento
Richard R. Ganczak, 1944
Wikipedia
The National Archives, 1930
Em detalhes, o primeiro serviço implantado de defesa 
civil teve início no Reino Unido, durante a Primeira 
Grande Guerra, após um bombardeio de áreas civis 
por zepelins alemães, ocorrido em janeiro de 1915. 
Tal experiência estimulou a criação de programas de 
P&DC em outros países nas décadas seguintes (anos 
1920 e 1930), à medida que as ameaças de guerra e 
bombardeio aéreo aumentavam, especialmente após o 
início das ameaças de uso de armas nucleares.
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
 Grande dirigível rígido de construção alemã, com carcaça metálica, usado para travessias do 
Atlântico na década de 1930 (PRIBERAM, 2020).
No entanto, foi apenas no final da Guerra Fria (1947 a 1991) que o foco da defesa civil saiu da defesa contra 
ataques militares para a prevenção, preparação e resposta de emergências, situações de crise e desas-
tres em geral. O novo conceito é descrito por vários termos, cada um com seu significado específico, como:
» gerenciamento de crises;
» gerenciamento de emergências;
» preparação para emergências;
» planejamento de contingência;
» contingência civil;
» ajuda civil;
» proteção civil.
Assim, a história nos mostra que, no primeiro e segundo período, as atenções estiveram voltadas para o 
risco de ataques militares, principalmente aos ataques aéreos. Em seguida, após a dissolução da União 
Soviética no fim de 1991, o que marcou o fim da Guerra Fria e resultou em uma certa "tranquilidade" no 
mundo quanto aos riscos de uma nova guerra intercontinental, os serviços de defesa civil passaram a 
atuar de maneira mais efetiva no atendimento de ocorrências de desastres.
Na esteira dos acontecimentos mundiais decorrentes da 2ª grande guerra, em 22 de agosto de 1942, o 
Brasil instituiu a sua primeira Defesa Civil no mesmo momento em que declarou guerra contra a Alema-
nha e os demais países que compunham o bloco do Eixo .
Tal fato se deu após uma sequência de ataques aos navios de nacionalidade brasileira, ocupados por civis, 
17
Módulo2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Entendido este cenário, o órgão municipal de P&DC poderia coordenar 
algumas ações para agir na PREVENÇÃO ou MITIGAÇÃO dos riscos.
PREVENÇÃO
Como prevenção, a 
árvore poderia ser 
completamente cortada ou 
os galhos maiores ou mais 
prejudicados poderiam 
ser podados. Qualquer 
uma dessas opções seria 
adequada para prevenir o 
risco, mas um dos grandes 
símbolos da cidade 
deixaria de existir.
MITIGAÇÃO
Uma outra opção a ser considerada para manter a árvore 
seria mitigar o risco apoiando os galhos maiores, reduzindo o 
perigo, ou isolando a área, reduzindo a exposição.
61
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Observe mais um exemplo 
sobre os elementos do risco.
DESLIZAMENTO 
1. AMEAÇA
Possibilidade de deslizamento de todo aquele 
terreno em função das características do morro, como 
inclinação, falta de vegetação e saturação do solo.
3. VULNERABILIDADE
As características dessas pessoas, 
construções e estruturas, e como 
elas poderiam reagir ao perigo.
Também nesta cidade, existiu 
uma área de morro com 
construções muito precárias. 
Foram muitos anos de ocupação 
desordenada, obras irregulares e 
falta de fiscalização. A vegetação 
foi retirada em quase sua 
totalidade e, com o tempo, a 
área tornou-se muito insegura. 
Durante alguns dias ocorreu 
uma chuva fraca que foi se 
intensificando cada vez mais, 
até que em um determinado dia 
choveu em algumas horas o que 
estava previsto para uma semana 
inteira. A chuva continuou 
durante o resto da semana e, 
por fim, aconteceu um grande 
deslizamento de terra. Veja que 
a área de risco engloba a parte 
do morro com as construções 
irregulares e a via. Já as partes 
com construções planejadas 
estão fora da área de exposição.
2. EXPOSIÇÃO
As pessoas, as casas 
e as estruturas que 
poderiam ser atingidas.
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Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Vistos os conceitos de risco, ameaça, exposição e vulnerabilidade, vamos agora analisar os conceitos de 
capacidade e resiliência. Acompanhe!
No que diz respeito à capacidade, podemos dizer que ela exerce uma força contrária aos efeitos de um 
desastre, ou seja, é um dos principais focos da redução do risco de desastres e pode ser trabalhada sob 
o ponto de vista financeiro, socioeconômico e de gestão. Para as Nações Unidas (UNISDR, 2017), capaci-
dade se define pela combinação de todas as forças, atributos e recursos existentes em uma comunidade, 
sociedade ou organização para gerir e reduzir os riscos e aumentar a resiliência.
Por fim, a resiliência é definida como a habilidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a 
ameaças em resistir, absorver, acomodar, adaptar-se, transformar e recuperar-se de maneira eficaz dos 
efeitos de um evento adverso, inclusive por meio da preservação e restauração de suas estruturas e fun-
ções básicas essenciais de gestão de riscos. (UNISDR, 2017).
Do ponto de vista operacional, a resiliência está relacionada à forma como o governo e a sociedade civil 
compreendem os riscos que enfrentam e são capazes de se auto-organizarem. São quatro componentes 
que se articulam nesse processo:
1. Redução das vulnerabilidades de infraestruturas;
2. Institucionalização dos processos de resposta;
3. Garantia da capacidade financeira e de funcionamento de uma comunidade;
4. Garantia do bem-estar social dos cidadãos.
Portanto, conforme a Lei nº 14.750/2023, que altera Lei nº 12.608/2012, podemos entender como risco de 
desastre a probabilidade de ocorrência de significativos danos sociais, econômicos, materiais ou ambien-
tais decorrentes de evento adverso, de origem natural ou induzido pela ação humana, sobre ecossiste-
mas e populações vulneráveis (BRASIL, 2023a).
O entendimento desses conceitos favorece a aplicação da prioridade 3 do Marco de Sendai, que diz que:
63
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
O investimento público e privado na prevenção e na RRD por meio de medidas estruturais e não 
estruturais é essencial para melhorar a resiliência econômica, social, cultural e de saúde de pessoas, 
comunidades, países e ativos, bem como do meio ambiente. Esses podem ser fatores de estímulo para 
inovação, crescimento e criação de empregos. Tais medidas são custo-eficientes e fundamentais para 
salvar vidas, prevenir e reduzir perdas e garantir a recuperação e reabilitação eficaz. (UNISDR, 2015, p. 14).
Marco de Sendai
PRIORIDADE 3. INVESTIR NA REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES PARA A RESILIÊNCIA.
Você chegou ao final da conceituação sobre o tema Risco de Desastre. A seguir, você deve compreender 
como ocorre a classificação dos Desastres. Siga com seus estudos!
Desastre
Apresentados os componentes do risco, pode-
-se entender que um desastre é, portanto, o re-
sultado da combinação de um evento adverso 
(ameaça) sobre um cenário de risco. Dessa forma, 
desastres são definidos como uma grave pertur-
bação do funcionamento de uma comunidade ou 
sociedade, em qualquer escala, devido a eventos 
adversos que interagem com as condições de 
exposição, vulnerabilidade e capacidade, le-
vando a perdas e impactos humanos, materiais, 
econômicos e ambientais. (UNISDR, 2017, online).
Também, conforme a Lei nº 14.750/2023, que altera Lei nº 12.608/2012, entendemos que desastre é o 
resultado de evento adverso, de origem natural ou induzido pela ação humana, sobre ecossistemas e 
populações vulneráveis que causa significativos danos humanos, materiais ou ambientais e prejuízos eco-
nômicos e sociais (BRASIL, 2023a).
Tânia Rêgo, Agência Brasil
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Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Sobre o tema de definição de desastre, é importante destacar o conceito de acidente, dado pela 
Lei nº 14.750/2023: evento definido ou sequência de eventos fortuitos e não planejados que dão 
origem a uma consequência específica e indesejada de danos humanos, materiais ou ambientais;
VOCÊ SABIA
A Cobrade, como visto anteriormente, resume os desastres em dois grandes grupos: naturais e tecnológicos. 
Como é possível deduzir, os desastres classificados como naturais estão associados a eventos da própria na-
tureza, como as inundações e deslizamentos ocasionados pelo excesso de chuva. Por sua vez, os do grupo 
tecnológico envolvem apenas a ação humana direta, como colapso de edificações e incêndios urbanos.
Lembre-se de que, no início deste módulo, quando falamos em construção social do risco, citamos a 
expressão “redução de riscos de desastres” adotada pelo escritório UNDRR, e mostramos porque a ex-
pressão “desastre natural” está cada vez mais em desuso, principalmente porque os fatores geradores 
das circunstâncias de risco resultam de um processo social, ou seja, de uma intervenção humana no am-
biente. No entanto, a legislação e o Sinpdec reconhecem a divisão entre naturais e tecnológicos.
Isso ocorre porque a evolução das discussões técnicas e teóricas não se dão no mesmo ritmo da refor-
mulação de atos legais, estes normalmente bem mais morosos. Portanto, não se preocupe, não há con-
tradições. São apenas tempos e ritmos diferentes.
Sabendo disso, sempre que tiver oportunidade, faça de sua gestão uma atuação atualizada e alinhada às 
recentes discussões em RRD.
Nesse sentido, para manter-se atualizado, a Sedec/MIDR apresenta as legislações relacionadas á Prote-
ção e Defesa Civil listadas por tema em sua página de Legislação.
Arquivo, Sedec
https://www.gov.br/mdr/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao/secretaria-nacional-de-protecao-e-defesa-civil/legislacao
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Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
O risco compreende três fatores: ameaça, exposição e vulnerabilidade. O estabelecimento 
de um cenário de risco associado à ocorrência de um eventoadverso resulta no desastre. Logo, 
o desastre pode ser compreendido como o resultado do evento adverso decorrente de ação 
natural ou antrópica sobre cenário vulnerável causando impactos – danos humanos, 
materiais ou ambientais e prejuízos econômicos e sociais (BRASIL, 2020b).
DESASTRE e RISCO
Fonte: Ceped/UFSC (2024).
RISCO
AMEAÇA x EXPOSIÇÃO e VULNERABILIDADE
IMPACTOS: 
consequências dos desastres
RISCO + EVENTO ADVERSO DESASTRE
=
Além da sua origem, outra característica relevante do desastre refere-se à sua velocidade de evolução. 
Este é um importante conceito para compreender, mais à frente, como registrar um desastre e decretar a 
Situação de Emergência, caso necessário.
Quanto a essa característica, velocidade de evolução, os desastres são classificados de duas maneiras, de 
acordo com os conceitos apresentados na Portaria nº 260/2022, alterada pela Portaria MDR nº 3.646/2022:
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mdr-n-3.646-de-20-de-dezembro-de-2022-452393417
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Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Desastre súbito:
Desastre desencadeado por eventos adversos de início abrupto, resultando em danos imediatos 
ou de rápida evolução.
Desastre gradual:
Desastre desencadeado por eventos adversos de agravamento lento e progressivo, resultando em 
danos crescentes ao longo do tempo.
Os registros de desastres são realizados, na grande maioria, pelos órgãos municipais de P&DC. Suas ocor-
rências e seus relativos danos e prejuízos são informados ao criar um protocolo por meio do Formulário 
de Informações do Desastres (FIDE), o qual é encaminhado ao Governo Federal via S2ID.
Com o objetivo de qualificar e dar transparência à gestão de riscos e desastres no Brasil, o S2ID 
integra diversos produtos da Sedec por meio da informatização de processos e disponibilização 
de informações sistematizadas dessa gestão. Saiba mais acessando o site do S2ID. 
 
Para saber mais, acesse as capacitações disponibilizadas pela Sedec/MIDR.
VOCÊ SABIA
https://s2id.mi.gov.br/
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/capacitacoes/cursos-em-andamento
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Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Local 
(município)
Data do 
evento
Identificação do 
desastre (Cobrade)
Fonte: S2ID (2021).
1
1
2
2
3
3
FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES DO DESASTRES
O FIDE é o documento utilizado para registro oficial dos desastres no Brasil e é o principal documento a ser 
preenchido no processo de solicitação de reconhecimento federal de Situação de Emergência (SE) e Estado de 
Calamidade Pública (ECP). Quando um protocolo é criado apenas para fins de registro de uma ocorrência, sem 
intenção de reconhecimento, três elementos básicos precisam, necessariamente, ser informados no FIDE:
Quanto à identificação, como já abordado, a Cobrade adota dois conjuntos principais de classificação, 
naturais e tecnológicos, que são subdivididos em:
» Grupos;
» Subgrupos;
» Tipos;
» Subtipos.
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Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
43
desastres de 
origem natural; 22
desastres de 
origem tecnológica.
No total, existem 65 códigos na Cobrade, que identificam:
Fonte: Ceped/UFSC (2024).
CÓDIGO DE IDENTIFICAÇÃO DE UM DESASTRE DE ACORDO COM A COBRADE
O código que representa um desastre é composto por cinco algarismos numéricos, conforme exemplo 
ilustrado a seguir. Na Portaria nº 260/2022, cada código é acompanhado por uma definição e por um símbolo:
CATEGORIA: Natural
GRUPO: Meteorológico
SUBGRUPO: Tempestades
TIPO: Tempestade local/Convectiva
SUBTIPO: Tempestade de Raios
1 . 3 . 2 . 1 . 2 Código COBRADETempestade de Raios
A divisão por grupos representa uma importante identificação, principalmente dentro da categoria natu-
ral, e corresponde à reunião de eventos com características similares, cujo entendimento é fundamental 
para a avaliação da ameaça que, como você já viu, é um dos componentes do risco.
69
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
A escolha da classificação correta para o registro do desastre no FIDE é importante para que se tenha 
a melhor interpretação possível das causas dos eventos e dos seus respectivos danos. Muitas vezes, os 
desastres são resultado de eventos simultâneos e podem causar, ao mesmo tempo, vários impactos ao 
município. Por exemplo: alagamentos combinados com deslizamentos de terra decorrentes de chuvas 
intensas. Nesses casos, deve ser registrado o código de acordo com o evento prevalente, ou seja, aquele 
que teve maior relevância, abrangência e foi responsável pelos principais danos.
Como já definido anteriormente, os impactos resultantes da ocorrência de um desastre podem ocasionar 
danos humanos, materiais ou ambientais e prejuízos econômicos e sociais (BRASIL, 2020b). Tanto os da-
nos quanto os prejuízos consequentes também devem ser registrados no FIDE.
No FIDE os danos e os prejuízos são 
organizados e caracterizados separadamente.
Essa disposição é feita de acordo com a seguinte estrutura:
DANOS
Resultado das perdas humanas, materiais ou ambientais infligidas às pessoas, comunidades, instituições, 
instalações e aos ecossistemas, como consequência de um desastre (BRASIL, 2020c).
Os danos estão relacionados com as perdas quantificáveis e podem ser divididos em três tipos:
» Humanos: definidos pela quantidade de mortos, feridos, enfermos, desabrigados, desalojados, 
desaparecidos e outras pessoas que foram diretamente afetadas pelo desastre.
» Materiais: representados pela quantidade e valor de elementos danificados ou destruídos total 
ou parcialmente pelo desastre.
» Ambientais: caracterizados por alterações ocorridas no meio ambiente em decorrência direta 
dos efeitos do desastre.
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Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
PREJUÍZOS
Conforme a Portaria nº 3646, de 20 de dezembro de 2022, os prejuízos tem as seguintes conceituações:
» Prejuízo econômico: medida de perda do valor econômico dos danos decorrentes dos eventos 
adversos, na renda das pessoas, nas infraestruturas e nos setores produtivos inseridos no terri-
tório afetado; 
» Prejuízo social: alteração da normalidade social decorrente do evento adverso, quantificável ou 
não, que causa mudanças na rotina, na convivência, na mobilidade e em outros aspectos, provo-
cando transtorno e infortúnio no cotidiano das pessoas;
Por sua vez, os prejuízos econômicos, os quais devem ser indicados no FIDE, referem-se às mudanças nos 
fluxos econômicos decorrentes do desastre, que usualmente continuam até a recuperação econômica 
total e a reconstrução, podendo perdurar vários anos. Podem ser classificados em dois tipos:
» Públicos: são os valores econômicos reduzidos ou cessados pela interrupção de serviços públi-
cos essenciais.
» Privados: são os valores das perdas que impactam os diversos setores da economia.
No setor público, veja o caso de uma escola mu-
nicipal que foi destruída por uma inundação. Enquanto, 
por exemplo, os danos são mensurados pela área física 
afetada (número de paredes que caíram, telhado, ja-
nelas etc.), os prejuízos são quantificados pelos gastos 
que o município terá para providenciar um local para a 
continuidade das aulas, seja o aluguel de um espaço 
ou a reforma de uma área da própria prefeitura.
TRAZENDO PARA 
A REALIDADE
Da mesma forma, caso seja necessária a paralisa-
ção das aulas por determinado período, tem-se carac-
terizado um prejuízo social, afetando os alunos das 
escolas atingidas.
71
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
No setor privado, observe uma relação similar. 
No caso hipotético de um porto ter sido danificado por 
uma forte ressaca, enquanto o pátio, atracadouros e 
até mesmo os navios danificados representam os da-
nos, os prejuízos podem ser estimados pelaredução 
da movimentação e consequente perda de faturamen-
to que permanece até a reparação dos estragos.
A partir das definições apresentadas até aqui, pode-se constatar que um desastre deve ser caracterizado 
por um ou mais tipos de danos e/ou prejuízos.
Assim, para restaurar a situação de normalidade interrompida pelo desastre e seus impactos, podem 
ser necessárias ações administrativas excepcionais que demandem uma situação jurídica especial.
Nesses casos, o poder executivo dos estados, municípios e Distrito Federal podem decretar SE ou ECP. 
Além disso, conforme define a Portaria nº 260/2022, quando os danos e prejuízos ocorrem em mais de 
um município, concomitantemente, o estado pode decretar a SE ou o ECP para um grupo de municípios.
SE e ECP
Fonte: adaptado da Lei nº 14.750 (2023a)
SITUAÇÃO DE 
ANORMALIDADE
TIPO DE 
DANO
INTENSIDADE DO DANO
SITUAÇÃO DE 
EMERGÊNCIA
Danos 
Suportáveis 
e Superáveis
Situação anormal provocada por desastre causadora de danos e 
prejuízos que implicam o comprometimento parcial da capacidade de 
resposta do poder público do Ente atingido e da qual decorre a necessidade 
de recursos complementares dos demais entes da Federação para o 
enfrentamento da situação.
ESTADO DE 
CALAMIDADE 
PÚBLICA
Danos Severos Situação anormal provocada por desastre causadora de danos e prejuízos 
que implicam o comprometimento substancial da capacidade de resposta do 
poder público do Ente atingido, de tal forma que a situação somente pode ser 
superada com o auxílio dos demais entes da Federação.
https://www.gov.br/mdr/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao/secretaria-nacional-de-protecao-e-defesa-civil/Portaria260e3646consolidao_.pdf
72
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
A Portaria nº 260/2022 também classifica o desastre quanto a sua intensidade, em três níveis: I, II e III. 
Entenda no que consiste cada um desses níveis:
GRAU DE INTENSIDADE DO DESASTRE
Aqueles em que a situação 
de normalidade pode ser 
restabelecida com os recursos 
mobilizados a nível local, por 
meio do emprego de medidas 
administrativas excepcionais 
previstas na ordem jurídica.
NÍVEL
INTENSIDADE
PEQUENA
Aqueles em que a situação 
de normalidade precisa ser 
restabelecida com os recursos 
mobilizados em nível local e 
complementados com o aporte de 
recursos do estado, da União ou de 
ambos os entes federativos.
NÍVEL
INTENSIDADE
MÉDIA
Aqueles em que se verifica 
comprometimento do 
funcionamento das instituições 
públicas locais ou regionais, 
impondo-se a mobilização e 
a ação coordenada das três 
esferas de atuação do Sistema 
Nacional de Proteção e Defesa 
Civil, e, eventualmente de 
ajuda internacional, para o 
restabelecimento da situação 
de normalidade.
NÍVEL
INTENSIDADE
GRANDE
Os desastres de nível I e II ensejam a declaração de situação de emergência, 
enquanto os desastres de nível III ensejam a declaração de estado de calamidade pública.
Os decretos de SE ou de ECP realizados pelos governos municipais, estaduais e distrital, podem ser re-
conhecidos pelo governo federal quando houver necessidade de apoio federal para ações de resposta e 
recuperação do desastre.
73
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
O reconhecimento federal é um ato realizado por meio de portaria assinada pelo Secretário Na-
cional de Proteção e Defesa Civil, mediante requerimento, conforme texto definido no Decreto nº 
10.593, de 24 de dezembro de 2020, alterado pelo Decreto nº 11.774, de 09 de dezembro de 2023. 
 
Os critérios e procedimentos para o reconhecimento federal são detalhados na Portaria nº 260/2022, 
alterada pela Portaria MDR nº 3.646/2022. Esse tema será abordado mais a frente em outro curso 
desta capacitação.
ATENÇÃO
Quando a intensidade do desastre e seus impactos sociais, econômicos ou ambientais forem de noto-
riedade pública, a Sedec reconhece sumariamente a SE ou o ECP (art. 33, do Decreto nº 10.593/2020, 
alterado pelo Decreto nº 11.774/2023).
Além dos critérios para o reconhecimento federal, a Portaria nº 260/2022 lista os documentos necessá-
rios para realizar a análise do requerimento.
Todos esses documentos devem ser encaminhados à 
Sedec, via S2ID, em até 10 dias a contar da data da ocorrência 
do desastre nos eventos de início súbito e a partir da data 
da publicação do decreto nos eventos graduais.
Vimos até aqui as principais definições que auxiliam a compreender como se formam os processos de ris-
cos e desastres, bem como a forma administrativa e legal que o Brasil adota para os registros dos desastres. 
Para saber mais, acesse as capacitações sobre o S2ID no site da Sedec/MIDR.
No próximo tópico, você vai verificar como se dá o ciclo de atuação da P&DC no Brasil.
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/capacitacoes/cursos-em-andamento
74
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Fases de Atuação da Defesa Civil
As ações de P&DC são estabelecidas pela Lei nº 12.608/2012, alterada pela Lei nº 14.750/2023, que, como 
já visto, abrange as ações de: prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação voltadas à pro-
teção e defesa civil.
Essas ações devem ter uma abordagem sistêmica e integradas às demais políticas públicas, visando a 
construção de cidades e comunidades mais resilientes por meio do desenvolvimento sustentável.
As ações são divididas em duas partes:
» A primeira refere-se à Gestão de Risco de Desastres, na qual se observam as ações relaciona-
das com a redução e mitigação dos riscos de desastres, que envolvem a prevenção, mitigação 
e preparação. Essas ações são desenvolvidas principalmente no período de normalidade.
» A segunda, denominada Gerenciamento de Desastres, refere-se às ações de preparação, res-
posta e recuperação relacionadas com o enfrentamento a um período de anormalidade, ou seja, 
imediatamente antes, durante e após a ocorrência do desastre.
Entenda melhor esse ciclo de atuação analisando a imagem a seguir.
Ricardo Trida/ Secom SC
75
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
CICLO DE ATUAÇÃO DA DEFESA CIVIL
REPRESENTAÇÃO DOS DIFERENTES PERÍODOS DE ATUAÇÃO NO DESASTRE 
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
Fonte: Ceped/UFSC (2024).
Prevenção Mitigação Preparação
Gestão de Risco Gerenciamento de Desastres
Período de emergência
Resposta Recuperação
DESASTRE
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Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Lembre-se sempre de que as práticas de redução do risco de desastres precisam ser multissetoriais e 
orientadas para uma variedade de perigos, devendo ser inclusivas e acessíveis.
Por isso, é necessário que os setores público e privado, bem como a academia e instituições científicas e 
de pesquisa, e a sociedade como um todo trabalhem igualmente em conjunto e criem oportunidades de 
colaboração, organizando uma atuação integrada para a RRD em suas práticas de gestão.
Veja, a seguir, a descrição detalhada de cada tipo de ação do ciclo de atuação em P&DC.
AÇÕES DE PREVENÇÃO
As ações de prevenção podem ser conceituadas como as medidas de planejamento, de ordenamento 
territorial e de investimento destinadas a reduzir a vulnerabilidade dos ecossistemas e das populações e 
a evitar a ocorrência de acidentes ou de desastres ou a minimizar sua intensidade, por meio da identifi-
cação, do mapeamento e do monitoramento de riscos e da capacitação da sociedade em atividades de 
proteção e defesa civil, entre outras estabelecidas pelos órgãos do Sinpdec (BRASIL, 2023a). Elas devem 
evitar os possíveis impactos adversos (negativos) de um desastre, mediante a execução de ações plane-
jadas e realizadas de forma antecipada, como a construção de uma represa ou muro de contenção para 
eliminar o risco de inundações e/ou deslizamentos, ou a criação de leis que proíbam a construção de 
moradiasem áreas de risco por meio da aplicação de políticas públicas e fiscalização.
AÇÕES DE MITIGAÇÃO
Já as ações de mitigação são as medidas e atividades adotadas para reduzir o impacto de um desastre 
(UNISDR, 2017). Logo, tais atividades consistem em intervenções, com o intuito de limitar os possíveis im-
pactos adversos das ameaças, por exemplo: melhoria nos sistemas de drenagem, adaptações das cober-
turas de edificações para resistir melhor a vendavais, desenvolvimento de políticas e programas voltados 
ao aumento da resiliência, dentre outros.
Por seu papel de liderança, regulamentação e coordenação 
de esforços, os governos devem, por meio de organizações da 
sociedade civil e entidades privadas com atuação relevante na área 
de P&DC, envolver todas as partes interessadas na concepção e 
implementação de políticas, planos e normas.
77
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
AÇÕES DE PREPARAÇÃO
As ações de preparação referem-se ações destinadas a preparar os órgãos do Sinpdec, a comunidade e o 
setor privado, incluídas, entre outras ações, a capacitação, o monitoramento e a implantação de sistemas 
de alerta e da infraestrutura necessária para garantir resposta adequada aos acidentes ou desastres e 
para minimizar danos e prejuízos deles decorrentes (BRASIL, 2023a). Exemplos de ações de preparação 
são: capacitação do Sinpdec, a elaboração de planos de contingência, a implementação de monitora-
mento, sistemas de alerta e sirenes antecipados e os treinamentos e simulados.
AÇÕES DE RESPOSTA
Por sua vez, as atividades de resposta são aquelas ações imediatas com o objetivo de socorrer a popu-
lação atingida e restabelecer as condições de segurança das áreas atingidas, incluídas ações de busca e 
salvamento de vítimas, de primeiros-socorros, atendimento pré-hospitalar, hospitalar, médico e cirúrgico 
de urgência, sem prejuízo da atenção aos problemas crônicos e agudos da população, de provisão de ali-
mentos e meios para sua preparação, de abrigamento, de suprimento de vestuário e produtos de limpeza 
e higiene pessoal, de suprimento e distribuição de energia elétrica e água potável, de esgotamento sani-
tário, limpeza urbana, drenagem das águas pluviais, transporte coletivo, trafegabilidade e comunicações, 
de remoção de escombros e desobstrução das calhas dos rios, de manejo dos mortos e outras estabele-
cidas pelos órgãos do Sinpdec (BRASIL, 2023a). Portanto, atividades de resposta são aquelas que ocorrem 
em atendimento a um desastre, desde o seu impacto até o momento em que a emergência termina, para 
então dar início ao processo de recuperação.
A resposta está organizada em:
Ações de socorro 
(exemplos: primeiros-socorros, 
resgate de pessoas, o 
atendimento pré-hospitalar 
e o atendimento médico e 
cirúrgico de urgência);
Assistência às vítimas 
(exemplos: alimentação, 
água potável, suprimento de 
material de abrigamento, de 
vestuário, de limpeza e de 
higiene pessoal);
Restabelecimento 
(exemplos: suprimento e 
distribuição de energia elétrica, 
limpeza urbana, drenagem das 
águas pluviais e desobstrução 
e remoção de escombros).
78
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
AÇÕES DE RECUPERAÇÃO
As ações de recuperação referem-se ao conjunto de ações de caráter definitivo tomadas após a ocorrên-
cia de acidente ou desastre, destinado a restaurar os ecossistemas, a restabelecer o cenário destruído e 
as condições de vida da comunidade afetada, a impulsionar o desenvolvimento socioeconômico local, 
a recuperar as áreas degradadas e a evitar a reprodução das condições de vulnerabilidade, incluídas a 
reconstrução de unidades habitacionais e da infraestrutura pública e a recuperação dos serviços e das 
atividades econômicas, entre outras ações definidas pelos órgãos do Sinpdec (BRASIL, 2023a).
Logo, pode-se afirmar que tais atividades englobam a restauração e melhoramento, se necessário, das 
plantas, instalações, meios de sustento e condições de vida das comunidades afetadas por desastres, in-
cluindo esforços para reduzir os fatores residuais de risco de desastres. Exemplos de ações de recuperação: 
obras de reconstrução de infraestrutura danificada ou destruída, saque do FGTS e programas de crédito, 
dentre outros, além da melhoria na preparação para desastres, conforme proposto pelo Marco de Sendai.
O crescimento constante do risco, combinado com as lições aprendidas com os desastres do passado, 
indica a necessidade de reforçar ainda mais a preparação para responder aos desastres, tomar medidas 
com base na previsão de eventos adversos, integrar a redução do risco de desastres na preparação e 
assegurar que exista capacidade para resposta e recuperação eficazes em todos os níveis.
Os desastres demonstram que a fase de recuperação, reabilitação e reconstrução é uma oportunidade 
fundamental para o princípio de reconstruir melhor, inclusive pela integração da redução do risco de 
desastres (UNISDR, 2015, p. 17).
Marco de Sendai
PRIORIDADE 4. AUMENTAR A PREPARAÇÃO PARA DESASTRES PARA UMA RESPOSTA EFICAZ E PARA 
“RECONSTRUIR MELHOR” EM RECUPERAÇÃO, REABILITAÇÃO E RECONSTRUÇÃO
79
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Vale destacar ainda que todas as ações podem ser realizadas sob dois aspectos denominados estruturais 
e não estruturais.
» As ações estruturais são aquelas que envolvem medidas de controle essencialmente construti-
vas, tais como barragens, diques, represas, reservatórios, canais de desvio, alargamento de rios, 
reflorestamento etc.
» As ações não estruturais são as medidas que buscam reduzir os danos ou consequências dos 
desastres pela introdução de planejamentos, mapeamentos, capacitações, normas, regulamen-
tos e programas, como a regularização do uso e ocupação do solo, implantação de sistemas de 
alerta e processos de participação da sociedade.
Gestão de Risco de Desastres – GRD
A Gestão de Riscos de Desastres (GRD) é um conceito que surgiu essencialmente após 1998, inspirado na rea-
lidade posta em evidência pelo desastre associado ao furacão Mitch e seus desdobramentos. A nova concep-
ção evoluiu da simples gestão de desastres para a gestão de riscos de desastres, com o objetivo de ampliar o 
conceito e reduzir as perdas e danos, fortalecer a resiliência e promover o desenvolvimento sustentável.
O furacão Mitch afetou grandes áreas 
em Guatemala, Nicarágua, El Salvador, 
Honduras e Sul da Flórida, EUA, em 
outubro e novembro de 1998, causando 
aproximadamente 20.000 mortes e 
cerca de 7 bilhões de dólares em perdas 
econômicas e (LAVELL, 2000, p. 18).
VOCÊ SABIA
NOAA, Satellite and Information Service (26/10/1998)
80
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Assim, pode-se dizer que a GRD faz parte do planejamento de um órgão de P&DC em conjunto com os 
demais órgãos do Governo Federal Estaduais, Distrital ou municipais, voltado para as ações de prevenção, 
mitigação e preparação, com destaque inicial para a análise de variáveis, em que se permite estabelecer 
as relações de causa e efeito do elemento risco. 
Por isso, quando se analisa a relação entre ameaça, vulnerabilidade e exposição, fica evidente que a 
correta consideração desses fatores é fundamental para a construção de estratégias para a redução de 
riscos. É essencial entender quais serão os impactos na população, na infraestrutura, nos serviços básicos 
e nos meios de produção para a construção dessas estratégias, além de compreender a importância do 
planejamento para a recuperação na ocorrência de um desastre. 
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
Urbaniza
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o
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estrutura em condições precárias
M
udança Climática
RISCO DE
DESASTRE
Ameaça Exposição
Vulnerabilidade
Observe os 
exemplos, na 
imagem a seguir, 
para entender 
melhor essa 
relação.
81
Módulo 2. Conceitos PreliminaresProteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Nesse contexto, é importante que a abordagem utilizada para a Gestão de Risco de Desastres considere 
diferentes políticas e estratégias para implementar as ações de prevenção, mitigação e preparação, con-
forme podemos ver a seguir:
» Reduzir os riscos de desastres já existentes (gestão corretiva);
» Prevenir novos riscos (gestão prospectiva); e 
» Gerenciar riscos residuais (gestão compensatória).
Veja mais detalhadamente essa distinção das estratégias da GRD.
Gestão corretiva
É representada pelas atividades que 
abordam e buscam remover ou redu-
zir os riscos de desastres já existen-
tes. São exemplos: a modernização 
de infraestruturas críticas, mediante 
o reforço da estrutura construtiva de 
um hospital que se encontra em uma 
área de risco de terremoto; a redu-
ção das vulnerabilidades sociais e de 
saúde por meio de melhores mora-
dias; o acesso a terras seguras e tra-
tamento de déficits em infraestrutura 
e serviços básicos (água, luz, esgoto); 
a introdução de barragens, diques e 
medidas de estabilização de taludes.
82
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Gestão prospectiva
É representada pelas atividades que 
abordam e buscam evitar o desenvol-
vimento de novos (ou maiores) riscos 
de desastre se as políticas de redução 
de riscos não forem implementadas. 
Por exemplo: localização de uma área 
segura para construir uma nova esco-
la ou hospital evitando riscos futuros; 
construção de sistemas de drenagem 
que integrem o uso de sistemas de re-
tenção de água e infraestrutura verde, 
combinados com melhores sistemas 
de drenagem pluvial e esgoto, com o 
objetivo de reduzir os riscos relaciona-
dos ao clima e à saúde (UNISDR, 2009).
Gestão compensatória
É representada pelas atividades que 
são desenvolvidas para fortalecer a 
resiliência social e econômica de indi-
víduos e sociedades diante de riscos 
residuais que não podem ser efetiva-
mente reduzidos. Envolve, por exem-
plo, atividades de preparação, resposta 
e recuperação, mas também uma com-
binação de diferentes instrumentos de 
financiamento, como fundos de contin-
gência nacionais, crédito contingente, 
seguros e resseguros, além de redes 
de segurança social (UNISDR, 2009).
83
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Pode-se pensar em exemplos de Gestão Compensatória ao se explorar oportunidades benéficas para 
aumentar a resiliência (capacidade de enfrentamento de uma comunidade aos desastres), harmonizando 
ações com foco no desenvolvimento econômico e na conservação ambiental.
Um bom exemplo é o uso do lixo para geração de energia. 
A cidade de São Paulo chegou a um acordo com a empresa 
Biogás para utilização do gás metano (decorrente da 
decomposição dos resíduos orgânicos) em combustíveis 
para geração de energia elétrica. O risco residual está 
representado pelos resíduos orgânicos depositados nos 
aterros, que podem, por exemplo, ser espalhados em uma 
enxurrada e causar problemas de saúde ou mesmo poluição. 
Por isso a importância da atuação da P&DC em conjunto com 
a iniciativa privada fortalecendo a Gestão Compensatória.
Luiz Guadagnoli, Prefeitura de São Paulo/Secom
Portanto, a GRD, além de reduzir os riscos existentes, previne os riscos futuros relacionados aos desastres.
Por fim, considera-se fundamental compreender que a GRD não pode ser caracterizada à margem do 
desenvolvimento, uma vez que o risco é uma construção social, ou seja, algo resultante de processos de 
desenvolvimento inadequados que geram problemas e insegurança para pessoas e podem comprome-
ter a vida, a saúde, bem como infraestruturas e serviços essenciais.
84
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Veja que, se no passado a noção de desastre era centrada unicamente na perda de benefícios acumulados 
pelo processo de desenvolvimento (quantidade de moradias, comércios, pontes, escolas e hospitais dani-
ficados), hoje ela incorpora o próprio desenvolvimento (e a expansão urbana desordenada, o crescimento 
populacional e econômico, a gestão ineficiente de recursos naturais etc.) como um fator causal de risco.
Logo, os desastres estão intimamente relacionados com os processos de desenvolvimento da socie-
dade, de forma que decisões relacionadas ao planejamento urbano podem agravar os riscos já existentes 
e gerar novos riscos de desastres. De outro lado, quando observados os aspectos de construção social do 
risco, pode-se atuar para conciliar interesses de desenvolvimento com a RRD de forma eficiente e eficaz. 
Para isso, é preciso evoluir por um caminho que incorpore a GRD e a Adaptação às Mudanças Climáticas 
(AMC) ao desenvolvimento sustentável.
As mudanças climáticas podem ser causadas por processos internos naturais ou forças externas, 
ou ainda mudanças antropogênicas persistentes na composição da atmosfera ou no uso da terra. 
O processo de AMC se refere aos ajustes nos sistemas humanos e naturais como resposta aos 
estímulos climáticos, projetados ou reais, e seus efeitos, a fim de moderar o dano ou explorar 
oportunidades benéficas. 
 
O desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da 
geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. 
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão 
Brundtland, de 1988), criada pela Organização das Nações Unidas para discutir e propor meios de 
harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
VOCÊ SABIA
Antes de ler sobre governança, recapitule os componentes que fazem parte da GRD.
85
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
GESTÃO CORRETIVA GESTÃO PROSPECTIVA GESTÃO COMPENSATÓRIA
Gestão de 
riscos de desastre
Com foco na redução/
mitigação dos riscos 
existentes
Com foco na prevenção 
para evitar novos riscos
Com foco no gerenciamento de 
riscos residuais para reforçar a 
resiliência (econômica e social)
Mudança 
climática
Adaptando-se às mudanças 
climáticas reais (existentes) e 
seus efeitos, mitigando danos 
e prejuízos
Adaptando-se às 
mudanças climáticas 
projetadas (futuras) e seus 
efeitos, prevenindo danos e 
prejuízos
Explorando oportunidades 
benéficas para aumentar a 
resiliência a eventos extremos 
associados às mudanças 
climáticas (harmonizando 
desenvolvimento econômico e 
conservação ambiental)
Desenvolvimento 
sustentável
Ampliando as condições 
de desenvolvimento 
existentes com foco em 
ações sustentáveis
Contribuindo para o 
desenvolvimento 
sustentável futuro
Reforçando a resiliência aos 
riscos e desastres cotidianos
COMPONENTES DE GESTÃO DE RISCOS E DESASTRES
Ligações entre áreas de prática de GRD, mudança climática e desenvolvimento sustentável
Fonte: Adaptada de UNDRR (2019).
86
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Governança
Agora que você já passou pelos principais conceitos sobre P&DC, vale conhecer o conceito de governan-
ça, que está destacado na prioridade 2 do Marco de Sendai.
A governança do risco de desastres nos níveis nacional, regional e global tem grande importância para 
uma gestão eficaz e eficiente dos riscos de desastres. É necessário ter visão clara, planos, competências, 
orientação e coordenação intra e intersetorial, bem como a participação das partes interessadas.
O fortalecimento da governança do risco de desastres para prevenção, mitigação, preparação, resposta, 
recuperação é, portanto, necessário e promove colaboração e parceria entre mecanismos e instituições 
para a implementação de instrumentos relevantes para a redução do risco de desastres e para o 
desenvolvimento sustentável. (UNISDR, 2015, p. 12).
Marco de Sendai
PRIORIDADE 2. FORTALECIMENTO DA GOVERNANÇADO 
RISCO DE DESASTRES PARA GERENCIAR O RISCO DE DESASTRES.
No Brasil, governança pública é definida pelo Decreto nº 9.203, de 22 de novembro de 2017, como sendo: 
“o conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar 
e monitorar a gestão, com vistas à condução das políticas públicas e à prestação de serviços de interesse 
da sociedade” (BRASIL, 2007a), o que vai ao encontro do conceito de Sinpdec:
O SINPDEC tem por finalidade contribuir no processo de planejamento, articulação, coordenação e 
execução dos programas, projetos e ações de proteção e defesa civil, e é constituído pelos órgãos e 
entidades da administração pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas 
entidades públicas e privadas de atuação significativa na área de proteção e defesa civil (BRASIL, 2012).
 
Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil
87
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Então, sob a ótica da P&DC, pode-se dizer que a boa governança inclui:
» Coordenação e cooperação no mesmo âmbito e entre os diferentes níveis de governo e os 
setores envolvidos nas diferentes ações do ciclo de atuação em P&DC (prevenção, mitigação, 
preparação, resposta e recuperação).
» Ampla participação da sociedade civil nos processos de GRD.
» Transparência e definição clara do papel e responsabilidades das entidades envolvidas na GRD.
Defesa Civil, Governo de São Paulo
Módulo 3
Arquivo, Sedec
CONTEXTO DOS DESASTRES
O objetivo deste módulo é apresentar o contexto internacional e nacional de 
desastres, bem como contribuir para a construção do conhecimento voltado para 
promoção de medidas de redução de desastres, além dos investimentos dos 
governos para enfrentamento das situações de anormalidade.
89
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Desastres no Mundo
O estudo dos desastres, incluindo seus fatores deflagradores e as ações voltadas à minimização deles, é 
um tema multidisciplinar, que envolve uso e ocupação do solo, planejamento urbano, mudanças climáti-
cas, valorização do conhecimento empírico e local, bem como das ciências como psicologia, comunica-
ção, engenharia, meteorologia, economia, entre outros.
Na busca por representar os desastres em números, algumas instituições se utilizam de base de dados 
mantidas por iniciativas internacionais e, apesar de haver diferenças entre elas nos critérios adotados para 
qualificação e quantificação, as mais amplamente citadas são:
» International Disaster Database (EM-
-DAT) que coleta dados por países des-
de 1988, resgatando dados datados 
desde 1900.
» Desinventar, iniciativa coordenada pela 
UNDRR, que iniciou na década de 90, 
com foco nos países latino-americanos 
e se expandiu para dezenas de ou-
tros nas últimas décadas.
» NatCat, mantido pela Munich Reinsuran-
ce Company, que contabiliza os danos 
com base nos eventos, não nos países.
 
» Sigma, mantido pela Swiss Reinsurance 
Company, que também contabiliza os 
danos com base nos eventos.
Arquivo, UNDRR
https://www.emdat.be/
https://www.emdat.be/
https://www.desinventar.net/
https://www.munichre.com/en/solutions/for-industry-clients/natcatservice.html
https://www.swissre.com/institute/research/sigma-research.html
90
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Apesar da difícil comparação de dados de diferentes bases – principalmente por diferenças metodológicas 
- considera-se o EM-DAT como o mais abrangente por buscar ampliar a coleta dos dados para mais fontes.
Assim, os dados apresentados a seguir têm como base o relatório 
anual do EM-DAT publicado em 2023, sendo considerados somente 
aqueles relacionados a eventos de origem natural.
O relatório aponta que no ano de 2023 foram registrados em todo o mundo 399 desastres de origem natu-
ral, que afetaram diretamente 93,1 milhões de pessoas e resultaram em 86.473 óbitos, com destaque para 
as inundações e tempestades. As perdas econômicas relacionadas somaram cerca de US$202,7 bilhões, 
causado principalmente por tempestades e terremotos.
É preciso considerar a possibilidade de que esses números sejam ainda maiores, ponderando que essa 
base de dados, bem como as demais, registra os desastres de maior impacto, subnotificando os de pe-
queno a médio porte, que acontecem, usualmente, de forma mais frequente.
Vilmar Bulsing da Rosa, Arquivo Pessoal
91
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
MÉDIA ANUAL DOS DADOS
(2003 - 2022)
AFETADOS
(pessoas)
ÓBITOS
(pessoas)
PERDAS ECONÔMICAS
(em bilhões de US$)
SECA 57.100.000 1.157 9,6
TERREMOTOS 5.600.000 35.124 39,9
TEMPERATURAS EXTREMAS 4.800.000 11.470 3,4
INUNDAÇÕES 74.600.000 5.518 41,1
MOVIMENTO DE MASSA (úmido) 200.000 803 0,3
MOVIMENTO DE MASSA (seco)publicado em 2011, que trazia 
as informações dos desastres ocorridos no Brasil nas últimas duas décadas, de 1991 até 2010. 
A partir da implantação do S2ID, cuja utilização passou a ser obrigatória para solicitação de reconheci-
mento e recursos federais desde 2013 – por meio da Portaria MI nº 526, de 6 de setembro de 2012 – os 
dados passaram a ser registrados diretamente pelos municípios e estados de forma sistematizada e pa-
dronizada. Assim, a atualização das informações sobre as ocorrências, os danos e os prejuízos relaciona-
dos a desastres, tornou-se mais ágil e com boa granularidade.
Em 2019, por exemplo, foram realizados 4.193 registros no sistema. Esses registros informam, no mínimo, 
a identificação do local de ocorrência (município), data e tipo do desastre. Desses 4.193 registros, 1.813 não 
prosperam para qualquer tipo de solicitação de apoio posterior à União, ou seja, foram apenas apontados 
pelos Entes para a composição do banco de dados do S2ID.
Esses dados, fornecidos pela Sedec e analisados pelo Ceped/UFSC, serviram de base para a criação do 
Atlas Digital de Desastres no Brasil, desenvolvido com o apoio do Banco Mundial e lançado em 2020. Sua 
última atualização foi até o ano de 2023. No atlas, é possível pesquisar os dados de ocorrências conforme 
a tipologia do desastre, data e localização, detalhando os dados até o nível municipal.
Atlas Digital de Desastres no Brasil
https://atlasdigital.mdr.gov.br/
https://atlasdigital.mdr.gov.br/
95
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
O Sistema Integrado de Informações sobre Desastres
O Decreto nº 10.593/2020 coloca a Sedec como responsável pela instituição e coordenação do 
Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, cujo desenvolvimento foi autorizado pela 
Lei nº 12.608 em 2012. Ele deve integrar as informações relevantes de sistemas existentes e que 
venham a ser instituídos pelos órgãos e entidades do Sinpdec.
Além da própria Sedec, que coordena o S2ID, outros órgãos do Sinpdec destacam-se como 
geradores de informações relevantes sobre riscos de desastres no país, tais como: a Agência 
Nacional de Águas (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o Centro Nacional de 
Monitoramento e Alerta de Desastres Nacionais (Cemaden), o Centro de Previsão de Tempo e 
Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), dentre outros.
Arquivo, Cemaden
Dentre as referências com dados disponíveis sobre os impactos dos desastres no país, além do Atlas Di-
gital, encontra-se o Relatório de Danos Materiais e Prejuízos Decorrentes de Desastres Naturais no Brasil, 
1995 a 2019. O estudo também foi realizado em cooperação entre o Banco Mundial e o Ceped/UFSC, com 
foco nos prejuízos e danos materiais informados pelos municípios no decorrer dos 25 anos da pesquisa. 
https://www.gov.br/mdr/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/protecao-e-defesa-civil-sedec/danos_e_prejuizos_versao_em_revisao.pdf
96
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Com os dados fornecidos pelo Atlas Digital e o relatório de danos e prejuízos, foi possível analisar um perfil de 
risco do país que será estudado no próximo tópico, concentrando-se nos desastres com origem em eventos naturais, 
divididos em cinco grandes grupos, que reúnem os eventos mais representativos, como pode ser observado a seguir:
CINCO GRANDES GRUPOS DE DESASTRES
1 2 3
4 5
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
97
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Perfil de Risco Nacional
Para avaliar adequadamente o risco, é necessário determinar as ameaças mais relevantes, entendendo 
suas características, frequência e prováveis impactos. É necessário definir a sua abrangência avaliando as 
pessoas, edifícios, bens e serviços que podem ser afetados. Por fim, é preciso entender as características 
dos elementos expostos para determinar suas vulnerabilidades sociais, físicas e ambientais.
Em um país como o Brasil, com extensão continental e notáveis diferenças regionais e sociais, a 
avaliação de todos esses fatores é o desafio a ser superado. Modelos que dimensionem os perigos 
e seus impactos de forma abrangente e homogênea, ao longo do território, não se encontram dis-
poníveis, o que dificulta tanto a avaliação quanto a comparação dos níveis de risco, mesmo que de 
forma regional.
ATENÇÃO
Nesse contexto, as informações para construção de um perfil de risco para todo o país devem se apoiar 
em dados de danos e prejuízos pretéritos, sendo as cartas de setorização de risco elaboradas pelo CPRM 
uma exceção a essa condição. Mesmo que não alcancem todos os municípios, abrangem a maioria da-
queles com riscos mais relevantes relacionados a inundações, enxurradas e movimentos de massa, sen-
do atualmente a melhor referência nacional.
Além disso, os dados de reconhecimento federal (RF) das 
ocorrências de desastres geram informações que auxiliam na 
determinação das características do perfil de risco brasileiro.
Uma vez que os registros que originam os RFs estão vinculados à classificação da Cobrade, também es-
tão relacionados diretamente ao evento adverso que resultou nos danos e prejuízos. Sendo assim, os da-
dos sobre os reconhecimentos realizados se tornam uma fonte oficial relevante para se analisar a origem 
dos desastres e sua distribuição geográfica.
98
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
A partir desse contexto, a seguir são apresentados os gráficos com a distribuição dos RFs entre os anos 
de 2003 e 2023, disponíveis no S2ID. Primeiramente, reuniu-se as tipologias mais próximas, de forma a 
identificar os desastres mais recorrentes, como pode ser observado no gráfico a seguir.
RECONHECIMENTOS FEDERAIS POR TIPOLOGIA DE DESASTRES
Em seguida, os desastres naturais classificados como mais recorrentes foram divididos em cinco grandes 
grupos assim distribuídos:
Fonte: Ceped/UFSC (2024).
Estiagem e Seca
Doenças virais
Chuvas Intensas
Enxurradas
Inundações
Ciclones e tempestades
Granizo
Incêndio Florestal
Alagamentos
Movimento de Massa
Erosão
Onda de Frio
Tornado
Rompimento/Colapso de barragens
Outros
33.452
13.456
4.431
3.920
2.814
1.177
712
360
254
202
179
81
44
26
136
99
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
DESASTRES POR GRUPOS
Fonte: Ceped/UFSC (2024).
Ao analisar a distribuição dos Reconhecimentos Federais de 
SE/ECP apresentadas nos dois gráficos, pode-se concluir que:
» As ocorrências relacionadas a secas e estiagens (e, em mínima proporção, a incêndios florestais) 
representam 55% do total de reconhecimentos realizados. Dentre os fatores que justificam esse 
número, ressalta-se que os desastres relacionados a eventos de estiagem e seca são usualmen-
te mais abrangentes, fazendo com que a contagem de municípios vinculados a um único evento 
seja maior. As secas são fenômenos que duram por mais tempo, resultando na necessidade de 
novas decretações de situação de emergência pelos Entes e, consequentemente, mais solicita-
ções de RF são requeridas, enquanto perdurarem os impactos do desastre.
» A pandemia da Covid-19, enfrentada pelo mundo durante os últimos anos, aparece nos registros 
do grupo biológico, que, antes desse evento, representava apenas 0,2% dos reconhecimentos 
realizados. Após a pandemia, os registros biológicos passaram a representar 22% dos reconheci-
mentos federais. 
Biológico
22%
Climatológico
55%
Hidrológico
11%
Meteorológico
11%
Geológico
1%
100
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
» As inundações e enxurradas representam a maior parte dos desastres com origem em fenômenos 
hidrológicos. Ao avaliar os eventos deflagrados por alto volume de chuva, é necessário considerar 
ainda que os registros de chuvas intensas representam mais da metade (68,2%) dos desastres 
classificadoscomo meteorológicos. Tendo em vista a já mencionada dificuldade técnica em se 
classificar adequadamente o desastre no nível municipal – além do fato de que a própria definição 
de Chuva Intensa induz a que essa seja empregada em eventos com características mais genera-
lizadas – é razoável concluir que esses eventos também têm origem em fenômenos hidrológicos.
» Embora sejam notoriamente relevantes e recorrentes em vários estados brasileiros, o número 
de deslizamentos registrados é baixo. Os registros de movimento de massa totalizaram 203 re-
conhecimentos federais entre 2003 e 2023. Esse fato se justifica na medida em que esses são, 
normalmente, eventos mais pontuais que acabam sendo inseridos no contexto de enxurradas 
e chuvas intensas. Outra questão importante é que esse tipo de desastre não está entre os ele-
gíveis para o saque do Fundo de Garantia (FGTS), conforme determina artigo 2º do Decreto nº 
5.113, de 22 de junho de 2004. Ao observar os registros dos desastres, é possível concluir que as 
codificações escolhidas foram, em muitos casos, as associadas a inundações e enxurradas, ao 
invés de deslizamentos, por exemplo, para se enquadrar a essa legislação.
Ao analisar os dados de SE/ECP, a conclusão é que os 
desastres no Brasil têm origem, fundamentalmente, em duas situações:
» No elevado volume pluviométrico (concentrado ou persistente).
» Na ausência de chuva por períodos consideráveis.
Os deslizamentos podem ser de grande impacto, causados por eventos extremos e raros, como os desas-
tres do Vale do Itajaí (2008) e Região Serrana do RJ (2011), como também ter sua principal característica 
relacionada à repetição de eventos de pequena e média intensidade, somados à exposição e à vulnera-
bilidade da população e ativos.
Outra maneira de analisar o perfil de desastres, além dos registros e reconhecimento federal de SE/ ECP, 
é a análise do histórico dos danos e prejuízos, que permite avaliar a magnitude do impacto do desastre. 
O já mencionado Atlas Digital de Desastres apresenta os dados atualizados relacionados ao histórico de 
desastres no país, que pode ser útil para uma visão ampla do problema, para que se possam direcionar 
esforços para avaliação e entendimento em nível local (município). 
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Fonte: Elaborado pelo Banco Mundial em parceria 
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com base 
nos dados da Sedec e dos órgãos estaduais de Defesa Civil, 
1995 – 2023, com valores corrigidos para 2023.
Privados
216,17 bi
Públicos
34,55 bi
0,88 bi
Saúde
0,33 bi
Comercial
1,59 bi
Ensino
0,93 bi
Comunitário
38,18 bi
Infraestrutura
32,76 bi
Habitação
439,50 bi (totais, em R$)
67.230 (registros)
7,63 bi
Industria
8,24 bi
Serviços
37,01 bi
Comércio
61,28 bi
Pecuária
216,17 bi
Agricultura
0,12 bi
Telecomunicação
0,15 bi
Combustível
0,15 bi
Pragas
0,23 bi
Segurança
0,59 bi
Energia
1,15 bi
Limpeza
1,32 bi
Ensino
1,38 bi
Saúde
2,93 bi
Esgoto
7,92 bi
Transporte
18,60 bi
Água
253,07 bi
Estiagem 
e seca
24,75 bi
Inundações
47,73 bi
Chuvas 
intensas
15,42 bi
Enxurradas
7,18 bi
Vendavais 
e ciclones
DESASTRES QUE 
IMPLICAM MAIORES 
DANOS MATERIAIS
E PREJUIZOS
Grupo de desastres, em %
17% 83%
92,6%
4,9%
2,0% 0,5%
26,0%
3,3% 0,5%
70,2%
DANOS (R$)
74,61 bi
Dados de 1995 a 2023
 CLIMATOLÓGICO
 HIDROLÓGICO
 METEOROLÓGICO
 OUTROS
PREJUÍZOS (R$)
364,88 bi
102
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Observando o infográfico anterior, é possível concluir que os danos materiais estão fundamentalmente 
relacionados aos desastres hidrológicos, principalmente enxurradas e inundações, impactando em in-
fraestruturas públicas e habitações. Por sua vez, os prejuízos estão majoritariamente relacionados aos 
desastres climatológicos (secas e estiagens), afetando a agricultura e a pecuária.
As imagens a seguir ilustram a distribuição dos danos materiais e prejuízos ao longo do território e por região.
DISTRIBUIÇÃO DOS DANOS MATERIAIS E PREJUÍZOS NO BRASIL
CLIMATOLÓGICO
Perdas (R$)
 0
 1 a 10.000.000
 10.000.001 a 100.000.000
 100.000.001 a 200.000.000
 200.000.001 a 2.108.261.900
 Sem registro
CLIMATOLÓGICOS POR REGIÃO
Norte
0,35%
Nordeste
17,39%
Centro-Oeste
3,87%
Sudeste
7,09%
Sul
71,30%
103
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
HIDROLÓGICO
Perdas (R$)
 0
 0 a 8.000.000
 8.000.000 a 20.000.000
 20.000.000 a 60.000.000
 60.000.000 a 14.238.600.463
 Sem registro
HIDROLÓGICO POR REGIÃO
Sudeste
32,06%
Nordeste
21,69%
Norte
7,29%
Centro-Oeste
8,68%
Sul
30,28%
104
Módulo 3. Contexto dos Desastres
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Ao analisar as figuras, conclui-se que os desastres climatológicos impactam, principalmente, a Região 
Nordeste, Centro-Oeste e parte oeste da Região Sul. Por sua vez, os hidrológicos são mais abrangentes 
e ocasionam mais perdas no Sudeste, Sul e Nordeste do país. Por fim, os desastres meteorológicos têm 
maior impacto nos três estados do Sul, com baixa incidências nas demais Regiões.
METEOROLÓGICO
Perdas (R$)
 0
 0 a 200.000
 200.000 a 1.000.000
 1.000.000 a 3.000.000
 3.000.000 a 1.414.698.538
 Sem registro
METEOROLÓGICO POR REGIÃO
Norte
0,40%
Sudeste
11,57%
Centro-Oeste
8,68%
Nordeste
0,69%
Sul
86,41%
Considerações Finais
Parabéns! Você concluiu os estudos do curso PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL: Introdução à Política Nacional!
Você pôde conhecer aqui um pouco mais sobre os aspectos conceituais, legais e práticos de P&DC, 
incluindo o histórico de surgimento no Brasil e no mundo. Conheceu o contexto dos principais temas 
relacionados à Política e ao Sinpdec; a Sedec; bem como as atribuições da União, estados e municípios.
Na sequência, foram abordados os principais conceitos, buscando estabelecer uma relação prática com 
a RRD aplicada na atuação municipal, o que lhe permitiu refletir sobre as principais discussões que se 
articulam às ações de um gestor de P&DC, bem como compreender os processos que envolvem o de-
senvolvimento de riscos e desastres, por meio da gestão integrada de risco em P&DC.
Por último, foi visto o contexto internacional e nacional de desastres e pode-se compreender como o co-
nhecimento e as análises de dados e ocorrências contribuem para a compreensão das causas e impactos 
dos desastres. Consequentemente, permitem uma atuação focada na realidade e voltada para promoção 
de medidas de redução de desastres.
Rovena Rosa, Agência Brasil
Portanto, você pode perceber que a gestão de risco e o papel de um gestor de P&DC envolvem uma atu-
ação articulada que considere questões como uso e ocupação do solo, planejamento urbano, mudanças 
climáticas, valorização do conhecimento empírico e local, bem como da psicologia, comunicação, enge-
nharia, meteorologia, economia, entre outros.
Espera-se que este curso tenha contribuído para os seus estudos e auxiliado no conhecimento de algu-
mas definições fundamentais para o entendimento dos processos de desenvolvimento de riscos e desas-
tres, desde os fatores que permitem sua ocorrência até sua gestão adequada!
REFERÊNCIAS
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presi-
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BRASIL. Decreto nº 1.080, de 08 de março de 1994. Regulamenta o Fundo Especial para Calamidades 
Públicas (Funcap) e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1994. Disponível 
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11 de maiode 1990, que dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, e dá outras 
providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2004. Disponível em: http://www.planalto.gov.
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BRASIL. Decreto nº 7.257, de 04 de agosto de 2010. Regulamenta a Medida Provisória no 494 de 2 
de julho de 2010, para dispor sobre o Sistema Nacional de Defesa Civil - Sindec, sobre o reconhe-
cimento de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública, sobre as transferências de 
recursos para ações de socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e 
reconstrução nas áreas atingidas por desastre, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência 
da República, 2010a. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/
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 BRASIL. Decreto nº 9.203, de 22 de novembro de 2017. Dispõe sobre a política de governança da ad-
ministração pública federal direta, autárquica e fundacional. Brasília, DF: Presidência da República, 
2017a. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Decreto/D9203.
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BRASIL. Decreto nº 9.666, de 02 de janeiro de 2019. Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro De-
monstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do Ministério do Desenvol-
vimento Regional, remaneja cargos em comissão e funções de confiança e substitui cargos em 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/D1080.htm#:~:text=DECRETA%3A&text=36%20do%20Ato%20das%20Disposições,de%20reabilitação%20de%20áreas%20atingidas
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/D1080.htm#:~:text=DECRETA%3A&text=36%20do%20Ato%20das%20Disposições,de%20reabilitação%20de%20áreas%20atingidas
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5113.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5113.htm
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mento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e do Conselho Nacional de Proteção e De-
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sobre Desastres. Brasília, DF: Presidência da República, 2020b. Disponível em: http://www.planalto.
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Especial para Calamidades Públicas, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da Repúbli-
ca, 2010b. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12340.
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BRASIL. Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil 
- PNPDEC; dispõe sobre o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil – Sinpdec e o Conselho 
Nacional de Proteção e Defesa Civil - Conpdec; autoriza a criação de sistema de informações e 
monitoramento de desastres; altera as Leis nºs 12.340, de 1º de dezembro de 2010, 10.257, de 10 de 
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dezembro de 1996; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2012. Disponível 
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BRASIL. Lei nº 12.983, de 2 dejunho de 2014. Altera a Lei nº 12.340, de 1º de dezembro de 2010, para 
dispor sobre as transferências de recursos da União aos órgãos e entidades dos Estados, Distrito 
Federal e Municípios para a execução de ações de prevenção em áreas de risco e de resposta e 
recuperação em áreas atingidas por desastres e sobre o Fundo Nacional para Calamidades Públi-
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de 2011, e revoga dispositivos da Lei nº 12.340, de 1º de dezembro de 2010. Brasília, DF: Presidência 
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BRASIL. Lei nº 13.502, de 1 de novembro de 2017. Estabelece a organização básica dos órgãos da 
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revoga a Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, e a Medida Provisória nº 768, de 2 de fevereiro 
de 2017. Brasília, DF: Presidência da República, 2017b. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12340.htm#:~:text=Dispõe%20sobre%20o%20Sistema%20Nacional,Públicas%2C%20e%20dá%20outras%20providências
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12340.htm#:~:text=Dispõe%20sobre%20o%20Sistema%20Nacional,Públicas%2C%20e%20dá%20outras%20providências
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13502.htm#:~:text=Estabelece%20a%20organização%20básica%20dos,2%20de%20fevereiro%20de%202017
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13502.htm#:~:text=Estabelece%20a%20organização%20básica%20dos,2%20de%20fevereiro%20de%202017
desastres e de recuperação de áreas por eles atingidas, as ações de monitoramento de riscos de 
acidentes ou desastres e a produção de alertas antecipados. Brasília, DF: Presidência da República, 
2023b. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14750.ht-
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mento de Minimização de Desastres. Módulo de formação: resposta. Gestão de desastres, decre-
tação e reconhecimento federal e gestão de recursos federais em proteção e defesa civil: livro 
base. Brasília, 2017c. 
BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Secretaria Nacional de Defesa Civil. Ministério da Integração 
Nacional. Curso de formação em defesa civil: construindo comunidades mais seguras. Curso à 
distância. Guia do estudante. 2. ed. Brasília: 2005. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14750.htm#art2
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-n-36-de-4-de-dezembro-de-2020-292423788
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-n-36-de-4-de-dezembro-de-2020-292423788
https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/publicacoes/conferencia.pdf
https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/publicacoes/conferencia.pdf
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/competencias
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BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Secretaria Nacional de Defesa Civil. Sistema 
Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID). [2021]. Disponível em: https://s2id.mi.gov.br/. 
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BRASIL. Portaria nº 260, 2 de fevereiro de 2022. Estabelece procedimentos e critérios para o reco-
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BRASIL. Portaria MI nº 413, de 13 de setembro de 2018. Define procedimentos sobre o envio de infor-
mações, pelos órgãos e entidades estaduais e municipais de Defesa Civil, de alerta de proteção e 
defesa civil à população, nos termos da Lei nº 12.340, de 1º de dezembro de 2010, e alterações pos-
teriores, e da Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012, e utilização do sistema Interface de Divulgação de 
Alertas Públicos - IDAP para envio via SMS, televisão por assinatura ou Plataforma Alertas Públicos 
da Google. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 178, p. 22, 19 set. 2018. Disponível em: ht-
tps://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/Portaria_MI_n._413.pdf. 
Acesso em: 7 abr. 2021. 
BRASIL. Portaria nº 3.646, 20 de dezembro de 2022. Altera a Portaria MDR n. 260, de 2 de fevereiro de 
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https://s2id.mi.gov.br/
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-260-de-2-de-fevereiro-de-2022-378040321
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-260-de-2-de-fevereiro-de-2022-3780403211. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
entre os dias 15 e 17 de agosto do mesmo ano, torpedeados pelo submarino alemão U-507.
As vítimas do vapor Itagiba foram resgatadas pelo cargueiro Arará, que também acabou atacado por 
torpedos pelo submarino alemão, indo à pique e causando a morte de 20 tripulantes e 36 passageiros.
A notícia dos afundamentos fez com que a população brasileira fosse às ruas exigindo do governo da 
época uma resposta imediata aos ataques, o que culminou na declaração de guerra do Brasil à Ale-
manha e à Itália e na criação do Serviço de Defesa Passiva Antiaérea, em agosto de 1942, tendo como 
referência o modelo britânico de proteção passiva. Isso se deve a uma difusão do que ocorria, principal-
mente no continente europeu, onde os países que abrigavam as grandes batalhas vinham, paulatinamen-
te, desenvolvendo os seus serviços de proteção a ataques aéreos.
Somente no ano seguinte, em 1943, a denominação de Defesa Passiva Antiaérea foi alterada para Serviço 
de Defesa Civil, sob a supervisão da Diretoria Nacional do Serviço da Defesa Civil, do então Ministério da 
Justiça e Negócios Interiores (MJNI). Tendo em vista o fim da Segunda Grande Guerra e a reorganização 
do Ministério, este órgão acabou sendo extinto em 1946, bem como suas respectivas diretorias regionais 
criadas nos estados, territórios e no Distrito Federal, que acabou criando, em 1946, o Conselho de Segu-
rança Nacional ( Decreto nº 9.775, de 6 de setembro de 1946), passando a tratar das questões de segu-
rança, dentre elas, a segurança global da população.
 O Decreto nº9.775/1946 foi revogado pelo Decreto-Lei nº 348, de 1968, revogado pelo atual 
Decreto-Lei nº 1.135 de 1970. 
Com o fim da Segunda Guerra Mundial e diante do baixo risco de ataques militares, a reorganização do 
Serviço de Defesa Civil no Brasil foi se adaptando para atender as demandas originadas pelas ocorrências 
de desastres.
18
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
ANTES:
Proteção para as família atingidas pelas guerras
DEPOIS:
Foco para prevenção, preparação e resposta
As décadas de 1960 e 1970 representam o período em que o olhar do país se voltou a essas questões, 
motivado pelas fortes chuvas que assolaram a Região Sudeste e de uma intensa seca na Região Nor-
deste, ocorrida entre os anos de 1966 e 1967.
Na busca por alcançar os anseios políticos em atendimento aos eventos desses anos, já em 1967, com a cria-
ção do Ministério do Interior, uma série de organizações estaduais emergiram com o viés de Defesa Civil.
 O Ministério do Interior tinha, entre suas competências, a missão de assistir as populações 
atingidas por calamidades públicas em todo território nacional.
19
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
No entanto, antes da criação do Ministério do Interior, o estado da Guanabara (atual Rio de Janeiro), ainda 
em 1966, constituiu um Grupo de Trabalho (GT) que teve como objetivo organizar métodos de mobili-
zação dos órgãos de governo em casos de catástrofes. Esse fato se deu após as chuvas intensas que 
provocaram inundações, enxurradas e deslizamentos em seu território.
Esse GT foi responsável pela elaboração do primeiro Plano Diretor de Defesa Civil do estado da Guanaba-
ra, o qual atribuiu diretrizes de organização estadual, tendo como exemplo a criação das Coordenadorias 
Regionais de Defesa Civil (Coredecs) e a definição de atribuições dirigidas aos órgãos que compunham 
o Sistema Estadual de Defesa Civil (SEDC), marcando, assim, a institucionalização da primeira estrutura 
estadual de Defesa Civil no Brasil.
Nos 10 anos seguintes, outros estados seguiram com a mesma iniciativa, como:
1970
Rio Grande do Sul
1972
Paraná e Minas Gerais
1973
Santa Catarina
1976
São Paulo
Os grandes avanços desse período foram notórios na esfera federal, com destaque para a criação:
» da instituição do Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap), em 1969;
» do Grupo Especial para Assuntos de Calamidades Públicas (Geacap), em 1970;
» da Secretaria Especial de Defesa Civil (Sedec), em 1979.
A Sedec, que foi responsável por apoiar tecnicamente e administrativamente o Geacap, tornou-se o em-
brião do que existe atualmente em pleno funcionamento, correspondendo à atual Secretaria Nacional de 
Proteção e Defesa Civil, de mesma sigla: Sedec.
As duas décadas seguintes, além de marcarem o término do século XX, o fim da Guerra Fria e o início da 
era digital, congregaram, também nesse período, os princípios da prevenção em Defesa Civil. O fortale-
cimento da prevenção emergiu paralelamente à evolução de uma consciência ambiental, impulsionada 
20
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
por diversas campanhas mundiais sobre a necessidade de preservação da natureza e do meio ambiente. 
Foi nesse contexto que, em 1988, se criou o Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec), fortalecido após 
dois anos, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu:
o ano de 1990 como o início da Década Internacional 
para Redução dos Desastres Naturais (DIRDN).
O Brasil, como um dos países signatários nessa iniciativa da ONU – a qual tinha como objetivo central 
promover uma campanha voltada à redução de danos humanos, materiais e prejuízos socioeconômicos 
provocados por desastres, especialmente nos países em desenvolvimento – elaborou um plano nacional 
de redução de desastres para a década de 1990, estabelecendo metas e programas a serem alcançados 
até o ano 2000.
O referido documento resultou na então Política Nacional de Defesa Civil (PNDC), respaldada em quatro 
princípios básicos:
1. Prevenção;
2. Preparação;
3. Resposta;
4. Reconstrução.
A partir desse momento, ganha força uma visão das fases do pré e do pós-desastre.
O tema foi levantado pela ONU, em 1972, na Conferência de Estocolmo, evento que tratava sobre 
Meio Ambiente Humano. Vinte anos depois, o assunto voltou à tona e foi amplamente debatido na 
Conferência de 1992, no Rio de Janeiro, a qual abordou uma série de aspectos que envolvem a re-
lação entre Desenvolvimento e Meio Ambiente, e na Cúpula de Joanesburgo, em 2002, responsável 
por discutir sobre o Desenvolvimento Sustentável (LAGO, 2006).
ATENÇÃO
21
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Diante disso, as duas primeiras décadas do sécu-
lo XXI reuniram os anos em que a discussão em 
torno do tema Redução de Riscos de Desas-
tres (RRD) ganhou força em escala mundial, com 
reflexos diretos na gestão federal e nas gestões 
estaduais e municipais no Brasil. Isso se deve às 
iniciativas da ONU, quando organizou as:
CONFERÊNCIAS MUNDIAIS
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
3ª Conferência Mundial 
para Redução de Riscos 
de Desastres, realizada 
em Sendai, capital de 
Miyagi, no Japão.
2ª Conferência Mundial 
para Redução de Desastres, 
realizada em Kobe, capital 
de Hyogo, no Japão.
2015
1ª Conferência Mundial 
para Prevenção de 
Desastres, realizada em 
Yokohama, capital de 
Kanagawa, no Japão.
1994
2005
 A RRD visa prevenir novos riscos e reduzir riscos existentes, contribuindo para o fortalecimento 
da resiliência e, consequentemente, para o alcance do desenvolvimento sustentável. Uma política 
global de RRD é definida no Marco de Sendai e endossada pelas Nações Unidas para a Redução 
do Risco de Desastres 2015- 2030, cujo resultado esperado é: “A redução substancial do risco 
de desastres e de perdas em vidas, meios de subsistência, saúde e ativos econômicos, físicos, 
sociais, culturais e ambientais de pessoas, empresas, comunidades e países.” (UNISDR, 2015).
22
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Wilson Dias, Agência BrasilAntônio Cruz, Agência Brasil
Blumenau (SC)https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/Portaria_MI_n._413.pdf
https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/Portaria_MI_n._413.pdf
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mdr-n-3.646-de-20-de-dezembro-de-2022-452393417
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mdr-n-3.646-de-20-de-dezembro-de-2022-452393417
https://www.cred.be/natural-disasters-2018
https://central3.to.gov.br/arquivo/113124/
http://funag.gov.br/loja/download/903-Estocolmo_Rio_Joanesburgo.pdf
http://funag.gov.br/loja/download/903-Estocolmo_Rio_Joanesburgo.pdf
desastre: el caso del Huracán Mitch en Centroamérica. In: GARITA, Nora; NOWALSKY, Jorge. Del 
Desastre al desarrollo sostenible: huracán mitch em centroamérica. San José, Costa Rica: BID, 
CIDHS, 2000.
UNITED NATIONS INTERNATIONAL STRATEGY FOR DISASTER REDUCTION (UNISDR). Marco de Sen-
dai para a Redução do Risco de Desastres 2015-2030 (versão em português). Genebra: UNISDR, 
2015. Disponível em: https://www.unisdr.org/files/43291_63575sendaiframeworkportunofficialf.pdf. 
Acesso em: 7 abr. 2020.
UNITED NATIONS OFFICE FOR DISASTER RISK REDUCTION (UNDRR). Terminology: Online glossary. 
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UNITED NATIONS OFFICE FOR DISASTER RISK REDUCTION (UNDRR). Words into Action: Local Disas-
ter Risk Reduction and Resilience Strategies. Geneva, Switzerland: UNDRR, 2019.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC). Centro de Estudos e Pesquisas em Engenha-
ria e Defesa Civil (Ceped). Banco Mundial. Relatório de Danos Materiais e Prejuízos decorrentes de 
Desastres Naturais no Brasil: 1995-2014. Florianópolis: Ceped/UFSC, 2016. Disponível em: https://
www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2017/01/111703-WP-CEPEDRelatoriosdeDanoslayout-
-PUBLIC-PORTUGUESE-ABSTRACT-SENT.pdf. Acesso em: 7 abr. 2021.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC). Centro Universitário de Estudos e Pesquisas 
sobre Desastres. Atlas Brasileiro de Desastres Naturais: 1991 a 2012. 2. ed. rev. e ampl. Florianópolis: 
CEPED/UFSC, 2013. Disponível em: https://s2id.mi.gov.br/paginas/atlas/. Acesso em: 7 abr. 2021.
ZEPELIM. In: DICIONÁRIO PRIBERAM DA LÍNGUA PORTUGUESA [online]. Lisboa: Priberam Informática, 
2021. Disponível em: https://dicionario.priberam.org/zepelim. Acesso em: 13 jan. 2021.
https://www.unisdr.org/files/43291_63575sendaiframeworkportunofficialf.pdf
https://www.undrr.org/terminology#H
https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2017/01/111703-WP-CEPEDRelatoriosdeDanoslayout-PUBLIC-PORTUGUESE-ABSTRACT-SENT.pdf
https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2017/01/111703-WP-CEPEDRelatoriosdeDanoslayout-PUBLIC-PORTUGUESE-ABSTRACT-SENT.pdf
https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2017/01/111703-WP-CEPEDRelatoriosdeDanoslayout-PUBLIC-PORTUGUESE-ABSTRACT-SENT.pdf
https://s2id.mi.gov.br/paginas/atlas/
https://dicionario.priberam.org/zepelim
FICHA TÉCNICA
EQUIPE TÉCNICA 
Arnoldo Bublitz
Bárbara D’oro
Delma Cristiane Morari
Diego Borges da Silva
Fábio Hermógenes
Fernanda Luisa da Costa França
George Rodrigues
Giselle Regina Furtado
Guilherme Inã Ferreira
João Pedro Palhares Torres Filippe
Júlia dos Santos Amaro
Juliane Vargas Nunes
Leticia Dalpaz de Azevedo
Manoela de Souza
Marcos de Oliveira
Maria Eduarda Hanoff
Matheus Tanuri Pascotini
Rafael Schadeck
Sarah Marcela Chinchilla Cartagena
Thais Guimarães
Thiago Souza
Valdir Aparecido da Silva Junior
Victória Junkes Natividade
Vinícius Borges de Souza
REVISÃO TÉCNICA
Cinthia Soares de Araújo Gonçalves de Oliveira
(Sedec/MIDR)
George Luiz P. Santos
(Coordenadoria Municipal de 
Defesa Civil de Rio Branco/AC)
Giselle Paes Gouvea
(Sedec/MIDR)
José Luiz de Abreu
(Colegiado de Coordenadores de Proteção e Defesa Civil
dos municípios da Região da Foz do Rio Itajaí/SC)
Keila Ferreira
(Secretaria-Executiva de Defesa Civil do Recife/PE)
Lidiane Natalie de Souza
(Sedec/MIDR)
Liliane Campos Alves
(Subsecretaria de Proteção e 
Defesa Civil de Belo Horizonte/MG)
Loiane Ferreira de Souza
(Sedec/MIDR)
Lucas Mikosz
(Sedec/MIDR)
Luiz Carlos da Costa Junior
(Secretaria Adjunta de Proteção e 
Defesa Civil do Mato Grosso)
Paulo Sérgio Menezes Luz
(Superintendência de Proteção e 
Defesa Civil do Estado da Bahia)
Reinaldo Soares Estelles, Me.
(Sedec/MIDR)
Ricardo Jerônimo de Oliveira
(Subsecretaria de Proteção e 
Defesa Civil de Belo Horizonte/MG)
Wellington Silva de Oliveira
(Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Maricá/RJ)
FOTOS DE CAPA
Pozzebom/Agência Brasil
Dênio Simões/MIDR
Antônio Cruz/Agência Brasil
PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL: 
INTRODUÇÃO À POLÍTICA 
NACIONAL
2ª EDIÇÃO
Realização:
CEPED / UFSC (2025)
CURSO 1Petrópolis (RJ)Palmares (PE)
Retomando o contexto nacional, observa-se que, após uma sequência de graves ocorrências de 
desastres – registradas a partir de 2008, em Santa Catarina, passando por Alagoas e Pernambuco, 
em 2010 e tendo como ápice o desastre da Região Serrana no Rio de Janeiro, em 2011 –, o país 
passou por sua última grande reformulação legal na área de P&DC.
Tânia Rêgo, Agência Brasil
No Brasil, o processo teve início em 2009, com a 1ª Conferência Nacional de Defesa Civil e Assistência 
Humanitária, cujos 1.500 delegados representantes dos estados, Distrito Federal e municípios brasileiros 
23
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
aprovaram 104 diretrizes, reafirmando, especialmente, a importância do fortalecimento das instituições 
de Defesa Civil municipais. Esse conteúdo foi levado à Câmara dos Deputados e Senado Federal, com 
instalação de comissões para discussão, e culminou com a aprovação da Lei nº 12.608, de 10 de abril de 
2012, atualmente alterada pela Lei nº 14.750, de 12 de dezembro de 2023.
Já em 2014, em Brasília, ocorreu a 2ª Conferência Nacional de Proteção e Defesa Civil com cerca de 1,5 
mil pessoas representando suas localidades no debate. E das mais de 900 propostas oriundas das etapas 
preparatórias da conferência, foram priorizados 10 princípios e 30 diretrizes, os quais orientam a continu-
ação do processo de aperfeiçoamento da cultura de P&DC em nosso país.
Atualmente, tanto a legislação quanto os especialistas da área orientam que as estruturas de P&DC de-
vem ser organizadas com a participação comunitária, incluindo a construção de:
[...] políticas e práticas de gestão de riscos de desastres baseadas numa compreensão do 
risco em todas as suas dimensões de vulnerabilidade, ameaça, capacidade, exposição de 
pessoas e bens, características dos perigos e meio ambiente.” (UNISDR, 2015, p. 10)
Esse contexto permite compreender o risco em suas dimensões (assunto aprofundado no Módulo 2 deste 
curso) e permite, também, enfatizar a necessidade de medidas completas de atuação em P&DC. Diante 
disso, conclui-se que as ações de P&DC devem estar orientadas para: a gestão de riscos e de desas-
tres, o aumento da resiliência e o desenvolvimento sustentável.
No contexto nacional, poderíamos dizer que o estabelecimento de uma agenda que priorize essas ações 
incluiria:
» A atualização do Banco de Dados de Registros de Desastres;
» A melhoria e ampliação do mapeamento dos riscos de desastres no Brasil;
» A constante atualização do Atlas Brasileiro de Desastres Naturais;
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14750.htm#art2
https://atlasdigital.mdr.gov.br/
24
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
» A implantação efetiva do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil;
» A continuidade e o aperfeiçoamento do Sistema de Informações e Monitoramento de Desastres;
» O aperfeiçoamento constante da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), me-
diante a regulamentação da Lei nº 12.608/2012 (alterada pela Lei nº 14.750/2023), por meio do 
Decreto nº 10.593/2020 (alterado pelo Decreto nº 11.774/2023), com a finalidade de garantir a 
efetividade dos direitos por ela assegurados;
» O aperfeiçoamento constante do Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinpdec) em todos os ní-
veis (federal, estadual e municipal).
Manu Dias, Governo da Bahia
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
EVOLUÇÃO DA PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL
Recapitulando, reveja os principais fatos que marcaram a história 
da P&DC, o seu conceito e o que institui a Lei nº 12.608/12:
Anos 1940
Primeiras iniciativas em 
resposta ao período de 
guerra. 
1970-1980
Foco ampliado para ações 
de preparação e resposta.
1990-2000
ONU estabelece a década de 1990 como 
a Década Internacional para a Redução de 
Desastres Naturais; 1ª Conferência Mundial 
sobre Prevenção de Desastres Naturais 
em Hyokoama, em 1994; e a criação do 
Escritório das Nações Unidas para Redução 
de Riscos de Desastres em 1999.
1980-1990
Foco redefinido para ações de 
prevenção, preparação e resposta 
– ciclo dos desastres.
1960-1970
Primeiras estruturas 
com foco apenas nas 
ações de resposta.
CONTINUA NA PRÓXIMA PÁGINA »
Arquivo Municipal de Caraguatatuba, Fundacc
Reprodução
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
2015-2030
3ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Redução do Risco de Desastres que aprova o 
Marco de Ação de Sendai, reforçando a ideia da importância do aprimoramento do trabalho científico 
e técnico sobre a redução do risco de desastres, desenvolvimento sustentável e resiliência em todos os 
níveis e regiões. No Brasil, o foco concentra-se no aperfeiçoamento da PNPDEC, que recentemente 
regulamentou a Lei nº 12.608/2012, por meio do Decreto nº 10.593, de 24/12/2020 com a finalidade de 
assegurar a efetividade dos direitos por ela previstos e a melhoria constante do Sinpdec.
2005-2015
Criação, em 2005, do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), sob a coordenação 
da Sedec, com o intuito de gerenciar as ações estratégicas de preparação e resposta a desastres em todo 
o território nacional; 2ª Conferência Mundial para Redução de Desastres, que aprova o Marco de Ação de 
Hyogo, com foco no aumento da resiliência das Nações e das Comunidades ante os desastres; 1ª Conferência 
Nacional de Defesa Civil e Assistência Humanitária em 2009, que aprova 104 diretrizes para o fortalecimento 
das instituições de defesa civil municipais; aprovação da Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012, que instituiu 
a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) e dispõe sobre o Sistema Nacional de Proteção e 
Defesa Civil (Sinpdec); 2ª Conferência Nacional de Proteção e Defesa Civil, em 2014, que aprova 10 princípios 
e 30 diretrizes para orientar a continuação do processo de aperfeiçoamento da cultura de P&DC.
Arquivo, UNDRR
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Proteção e Defesa Civil
O que é Proteção e Defesa Civil (P&DC)?
A P&DC, conforme definido pela Lei nº 12.608/2012, alterada pela Lei nº 14.750/2023, é um "conjunto de 
ações de prevenção, de preparação, de resposta e de recuperação destinado a evitar ou a reduzir os ris-
cos de acidentes ou desastres, a minimizar seus impactos socioeconômicos e ambientais e a restabelecer 
a normalidade social, incluída a geração de conhecimentos sobre acidentes ou desastres."
Cabe destacar a marca definida para a Defesa Civil no Brasil:
COR INTERNACIONAL
DA DEFESA CIVIL
+
CALOR HUMANO E
SOLIDARIEDADE
COR AZUL: TRANQUILIDADE,
EQUILÍBRIO E A SERENIDADE 
COM QUE AGE A DEFESA CIVIL
AS DUAS MÃOS QUE ENVOLVEM
O TRIÂNGULO REPRESENTAM O
AMOR, O AMPARO, O CARINHO
E O CUIDADO
O TRIÂNGULO EQUILÁTERO
REPRESENTA A UNIÃO DE
FORÇAS E A COOPERAÇÃO
DE TODOS.
SUA BASE REPRESENTA A
SEGURANÇA E A ESTABILIDADE.
E OS LADOS, A GESTÃO DE RISCOS
E A GESTÃO DE DESASTRES,
MEDIDAS FUNDAMENTAIS
PARA MANTER A SEGURANÇA
DA POPULAÇÃO
CONHEÇA NOSSA MARCA
MINISTÉRIO DO
DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Fonte: Sedec/MIDR
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
A P&DC é observada, na prática, pela atuação na Gestão de Riscos de Desastres (GRD) e no Gerenciamen-
to de Desastres (GD), como pode ser observado a seguir:
Fonte: Ceped/UFSC (2024).
Prevenção Mitigação Preparação
Gestão de Risco Gerenciamento de Desastres
Período de emergência
Resposta Recuperação
DESASTRE
LEI Nº 12.608/2012
Política Nacional de 
Proteção e Defesa CivilPNPDEC
Sistema Nacional de Proteção 
e Defesa Civil – SINPDEC
Conselho Nacional de Proteção 
e Defesa Civil – CONPDEC
O que institui a 
Lei nº 12.608/2012?
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
A Política Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC
A PNPDEC determina os objetivos e as diretrizes a serem adotadas para a redução dos riscos de desas-
tres, visando garantir a segurança e o bem-estar da população e promover o desenvolvimento sustentá-
vel do país, em articulação com outras políticas públicas correlatas. Ela consolida as medidas definidas 
no Marco de Ação de Hyogo (2005), que compreende as ações de prevenção, mitigação, preparação, 
resposta e recuperação, de forma articulada com as demais políticas públicas.
De acordo com o que propõe a Lei nº 12.608/2012, alterada pela Lei nº 14.750/2023, no parágrafo 
único de seu artigo 3º, a PNPDEC deve integrar-se às políticas de ordenamento territorial, desen-
volvimento urbano, saúde, meio ambiente, mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos, geo-
logia, infraestrutura, educação, ciência e tecnologia e às demais políticas setoriais, tendo em vista a 
promoção do desenvolvimento sustentável. (BRASIL, 2012).
ESTÁ NA LEI
O artigo 5º da mesma lei institui 15 objetivos da 
PNPDEC com foco na RRD, promoção e continui-
dade de ações de P&DC, estimulação do desen-
volvimento de cidades resilientes e processos 
sustentáveis de desenvolvimento urbano.
 Entende-se como resiliência a capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta 
a perigos de resistir, absorver, acomodar, se adaptar, transformar e se recuperar dos efeitos de 
um evento adverso de maneira oportuna e eficiente, incluindo a preservação e a restauração de 
suas estruturas básicas essenciais e funções por meio da gestão de risco. (UNISDR, 2017, online).
30
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Os principais avanços que se teve em relação à política nacional nos últimos anos são:
» a integração com as diversas políticas públicas, tendo em vista a promoção do desenvolvimento 
sustentável;
» a instituição do plano nacional e dos planos estaduais de P&DC, além dos planos de contingên-
cia em nível municipal;
» a criação do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres;
» a qualificação permanente dos agentes de P&DC;
» o estabelecimento de Cadastro Nacional de municípios em áreas suscetíveis à ocorrência de 
deslizamentos de grande impacto;
» definição de atribuições e divisão de competências entre as três esferas administrativas.
A PNPDEC tem como principal característica a sua natureza sistêmica que demanda a atuação integrada 
e articulada entre todos os atores responsáveis. Ela está fundamentada na Constituição Federal, que 
garante a todos a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. 
Portanto, trata-se de uma política pública com princípios, objetivos, diretrizes e estratégias orientadores 
da atuação do poder público e de suas relações com a sociedade.
DIRETRIZES DA PNPDEC
A Lei nº 12.608/2012, alterada pela Lei nº 14.750/2023, no seu artigo 4º, incisos I a VI, estabelece as seguintes diretrizes:
I. Atuação articulada entre a União, os estados, o Distrito Federal 
e os municípios para redução de desastres e apoio às comunidades atingidas 
Atuar de forma articulada significa estabelecer canais de comunicação e integração de ações entre os diferentes 
níveis de governo, visando ampliar a capacidade de gestão dos riscos de desastres, de forma a minimizar os 
impactos dos desastres, em especial nas áreas atingidas pelos eventos adversos. Essa articulação é importante 
para racionalizar e otimizar recursos, bem como para uma melhor avaliação dos riscos, já que muitas vezes o 
risco de um desastre pode ultrapassar as fronteiras entre municípios ou estados.
31
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
II. Abordagem sistêmica das ações
As ações que abrangem o ciclo de P&DC – prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação – não 
devem ser tratadas de forma isolada, uma vez que a gestão integral dos riscos de desastres é complexa e 
abrangente. É indicado pensar em um ciclo de gestão com fases interligadas, complementares e continuadas.
III. Priorização das ações preventivas à minimização de desastres
As atividades de prevenção devem ser priorizadas, o que significa que o foco não está apenas na ocorrência 
do desastre. Assim, a ênfase deve ser em reduzir o risco e promover ações que tornem a população mais 
participativa na construção da resiliência e cada vez menos vulnerável em relação aos eventos adversos.
IV. Adoção da bacia hidrográfica como unidade de análise 
das ações de prevenção de desastres relacionados aos corpos d’água
Boa parte dos desastres está relacionada aos cursos de água que se estendem para além das divisas municipais. 
Assim, a gestão do risco do desastre não deve ficar limitada ao munícipio. É de fundamental importância 
considerar a bacia ou as microbacias hidrográficas na análise dos riscos de desastres para poder compreender os 
problemas a serem tratados.
V. Planejamento com base em pesquisas e estudos sobre 
áreas de risco e incidência de desastres no território nacional
O conhecimento e a avaliação dos riscos de desastres devem ser a premissa para o planejamento das ações de 
P&DC, e, para isso, é importante o desenvolvimento de estudos e pesquisas que o fundamentem. Informações 
sobre o regime pluviométrico, características geomorfológicas do solo, secas, incêndios, entre outros, além 
de dados sobre as intervenções antrópicas, usos inadequados do solo, ocupações irregulares do território, 
infraestrutura e obras inapropriadas podem levar ao melhor conhecimento
e avaliação dos riscos de desastres. Além disso, vale lembrar que a valorização do conhecimento empírico 
também faz parte dos estudos das áreas de risco.
VI. Participação da sociedade civil
A prevenção aos desastres é responsabilidade compartilhada do poder público, do setor privado e da sociedade. A 
participação da sociedade será mais efetiva se houver conscientização acerca dos riscos, ameaças e vulnerabilidades, 
bem como o comprometimento de todos. Nesse sentido, a educação é essencial como forma de conscientizar e 
capacitar a população para contribuir com a execução das atividades de P&DC. Trata-se de abrir-se para ouvir as 
demandas e o conhecimento popular, construindo, com a participação da população, o processo de mudança de 
cultura, por meio da adoção de práticas seguras para autoproteção e promoção da resiliência no território.
32
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
O Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil – Sinpdec
A Defesa Civil no Brasil está organizada sob a forma de um sistema denominado Sistema Nacional de Pro-
teção e Defesa Civil (Sinpdec), coordenado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), 
pertencente ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
 O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) tem sua estrutura 
regimental e quadro de cargos/funções organizados pelo Decreto nº 11.830, de 14 de dezembro 
de 2023, que revogou o Decreto nº 10.290, de 24 de março de 2020. É importante ressaltar que 
algumas alterações na estrutura, remanejo e transformação de cargos é comum de ocorrer com 
os Ministérios. Dessa forma, é pertinente manter-se atualizado sobre a estrutura vigente.
Mantenha-se atualizado sobre a legislação vigente 
acerca do tema por meio do site da Sedec/MIDR.
O Decreto nº 10.593/2020 dispõe sobre a organização e o funcionamento do Sistema Nacional de 
Proteção e Defesa Civil e do Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil e sobre o Plano Nacional 
de Proteção e Defesa Civil e o Sistema Nacional de Informaçõessobre Desastres.
ESTÁ NA LEI
https://www.gov.br/mdr/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao/secretaria-nacional-de-protecao-e-defesa-civil/legislacao
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/d10593.htm
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Cabe ao Sinpdec a implementação da doutrina estabelecida na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.
O Sinpdec é constituído por órgãos e entidades da administração pública federal, dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios e por entidades públicas e privadas de atuação significativa na área de P&DC, 
sob a centralização da Sedec. A lei prevê, ainda, a possibilidade de mobilização da sociedade civil para 
atuar em Situação de Emergência (SE) ou Estado de Calamidade Pública (ECP) e no apoio logístico para o 
desenvolvimento das ações de P&DC (BRASIL, 2020a).
34
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Representado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec)
Responsável por coordenar as ações de P&DC em todo o território nacional
Fonte: adaptado de Brasil (2012).
COMPOSIÇÃO DO SINPDEC
Entenda a composição do Sinpdec
Representado pelos 
órgãos de P&DC e órgãos 
setoriais em âmbito federal, 
com coordenação da Sedec
Responsável pela articulação, 
coordenação e execução do 
Sinpdec em nível federal
Representado pelos órgãos 
de P&DC e órgãos setoriais em 
âmbito estadual, com coordenação 
de cada Coordenadoria e/ou 
Secretaria Estadual 
de Proteção e Defesa Civil
Responsável pela articulação, 
coordenação e execução do 
Sinpdec em nível estadual
Representado pelos 
órgãos de P&DC e órgãos 
setoriais em âmbito municipal, 
com coordenação de cada 
órgão municipal
Responsável pela articulação, 
coordenação e execução do 
Sinpdec em nível municipal 
ESTRUTURA FEDERAL ESTRUTURA ESTADUAL ESTRUTURA MUNICIPAL
ÓRGÃO CENTRAL
O bom trabalho e a integração dos órgãos que compõem um sistema produzem sinergia. Essa sinergia se 
traduz no esforço para alcançar objetivos e metas realizadas pelas várias partes envolvidas, trabalhando 
conjuntamente em prol de um bem comum. Assim:
35
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
A ação organizada de forma integrada e global do Sinpdec proporciona um resultado multi-
plicador e potencializador, muito mais eficiente e eficaz do que a simples soma das ações dos 
órgãos que o compõem. (BRASIL, 2007, p. 10).
Semelhante à PNPDEC, o Sinpdec também foi estabelecido pela Lei nº 12.608/2012. Vale destacar que 
todos os órgãos do Sinpdec têm atribuições relevantes, incluindo a atuação de extrema importância dos 
órgãos municipais de P&DC, pois é no município que os desastres ocorrem e iniciam as primeiras ações 
de atendimento à população.
Fernando Frazão, Agência Brasil
Significa que a população dos 
municípios é quem irá conviver com 
eventos naturais adversos, os quais 
tem se mostrado mais presentes 
nas últimas décadas. Esse aumento 
se dá tanto na frequência quanto 
na intensidade e, somados a um 
padrão histórico de urbanização 
inadequada e vulnerabilidade social, 
resultam em impactos humanos e 
econômicos crescentes. Além das 
ameaças naturais, os municípios 
estão expostos aos riscos que 
determinadas tecnologias – na 
forma de produtos ou processos 
industriais típicos das áreas urbanas 
– podem causar, como danos à 
saúde e ao meio ambiente.
36
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Em vista disso, no contexto do Sinpdec, são os municípios que, por meio do Sistema Municipal de P&DC, 
devem identificar e conhecer sobre os riscos dos desastres locais e devem estar preparados para atender 
imediatamente as populações atingidas, reduzindo perdas, danos humanos, materiais e ambientais.
Por isso a importância de investir esforços em P&DC, com o objetivo de realizar a gestão dos riscos de 
desastres, construindo cidades mais seguras e resilientes. 
Essa deve ser a principal premissa do órgão de P&DC em âmbito municipal. E, da mesma forma, garantir 
uma resposta pronta e eficiente para atender aos desastres e acidentes e situações de crise em geral. 
Ainda, o Sinpdec atua no planejamento, na articulação e na coordenação das ações de gerenciamento de 
riscos e de desastres no território nacional e é integrado pelo:
» Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil (Conpdec);
» Órgão e entidades do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil;
» Órgão e entidades dos sistemas estaduais e Distrital de P&DC;
» Órgão e entidades dos sistemas municipais de P&DC;
» Entidades privadas com atuação relevante na área de P&DC;
» Organizações da sociedade civil.
37
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
COMPOSIÇÃO DO CONPDEC
Atualmente o Conpdec é composto por representantes dos seguintes órgãos e entidades:
Conpdec
PRESIDENTE
Ministério da 
Integração e do 
Desenvolvimento 
Regional
Ministério do 
Meio Ambiente e 
Mudança do Clima
Ministério da Justiça 
e Segurança Pública
Ministério 
dos Direitos 
Humanos e da 
Cidadania
Órgãos estaduais 
ou distrital de P&DC
Ministério 
da Defesa
Órgãos municipais 
de P&DC
Ministério da Integração 
e do Desenvolvimento 
Regional (MIDR)
Instituição de ensino 
e pesquisa com notório 
saber na área de GRD
Ministério 
da Saúde
Secretaria de Governo da 
Presidência da República
Organização da 
sociedade civil com 
atuação reconhecida 
na área de P&DC
De acordo com o artigo 14, do Decreto nº 10.593/2020, alterado pelo Decreto nº 11.774/2023, compete ao 
Conpdec, como órgão colegiado de natureza consultiva, integrante da estrutura do MIDR, propor:
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
I. os critérios para a elaboração do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil e as medidas 
necessárias ao cumprimento de suas metas;
II. monitorar a implementação do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil;
III. a criação de programas relacionados à matéria de proteção e defesa civil;
IV. a elaboração e a alteração de atos normativos relacionados à matéria de proteção e 
defesa civil;
V. os procedimentos destinados ao atendimento de crianças, adolescentes, gestantes, nu-
trizes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população em situação de rua, comunidades 
tradicionais e povos indígenas em situações de riscos e desastres, observada a legislação 
aplicável;
VI. as diretrizes complementares à implementação da Política Nacional de Proteção e De-
fesa Civil.
(Brasil, 2023a)
ESTÁ NA LEI
Antes de estudar sobre a Sedec, veja a compilação das informações mais importantes relacionadas à 
legislação aplicada ao Sinpdec. Acompanhe o resumo:
RESUMO DAS LEGISLAÇÕES DO SINPDEC
ATO LEGAL TEMÁTICA
Lei nº 12.608/2012
(Conversão da Medida 
Provisória nº 547, de 2011)
Institui a PNPDEC, dispõe sobre o Sinpdec e sobre o Conpdec; autoriza a criação do 
Sistema de Informações e Monitoramento de Desastres, altera a Lei nº 12.340/2010, a 
Lei nº 10.257/2001, a Lei nº 6.766/1979, a Lei nº 8.239/1991 e a Lei nº 9.394/1996; e 
dá outras providências.
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
ATO LEGAL TEMÁTICA
Lei nº 12.340/2010
(Conversão da Medida 
Provisória n° 494, de 2010)
Dispõe sobre as transferências de recursos da União aos órgãos e às entidades 
dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para a execução de ações de 
prevenção em áreas de risco de desastres e de resposta e de recuperação em 
áreas atingidas por desastres e sobre o Funcap e dá outras providências.
Lei nº 12.983/2014
Altera a Lei nº 12.340/2010, para dispor sobre as transferências de recursos da União 
aos órgãos e às entidadesdos estados, do Distrito Federal e dos municípios para a 
execução de ações de prevenção em áreas de risco e de resposta e recuperação em 
áreas atingidas por desastres e sobre o Funcap e demais providências.
Lei nº 14.750/2023 
(Altera a Lei nº 12.608/2012)
Altera as Leis nºs 12.608, de 10 de abril de 2012, e 12.340, de 1º de dezembro de 
2010, para aprimorar os instrumentos de prevenção de acidentes ou desastres e de 
recuperação de áreas por eles atingidas, as ações de monitoramento de riscos de 
acidentes ou desastres e a produção de alertas antecipados.
Decreto nº 10.593/2020
Regulamenta a Lei nº 12.608/2012, dispondo sobre a organização e o funcionamento 
do Sinpdec e do Conpdec e abordando ainda questões relacionadas ao Plano Nacional 
de Proteção e Defesa Civil e o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres.
Decreto nº 11.774/2023
Altera o Decreto nº 10.593, de 24 de dezembro de 2020, para dispor sobre o Sistema 
Nacional de Proteção e Defesa Civil.
Decreto nº 11.219/2022
Regulamenta o art. 1º-A, o art. 3º, o art. 4º, o art. 5º e o art. 5º-A da Lei nº 12.340, de 
1º de dezembro de 2010, para dispor sobre as transferências obrigatórias de recursos 
financeiros da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para a execução 
de ações de prevenção em áreas de risco de desastres e de resposta e recuperação em 
áreas atingidas por desastres.
Decreto nº 11.655/2023
Altera o Decreto nº 11.219, de 5 de outubro de 2022, que regulamenta o 
art. 1º-A, o art. 3º, o art. 4º, o art. 5º e o art. 5º-A da Lei nº 12.340, de 1º de 
dezembro de 2010, que dispõe sobre as transferências obrigatórias de recursos 
financeiros da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para a 
execução de ações de prevenção em áreas de risco de desastres e de resposta e 
recuperação em áreas atingidas por desastres.
Portaria nº 260/2022
Estabelece procedimentos e critérios para o reconhecimento federal e para a 
declaração de situação de emergência ou estado de calamidade pública pelos 
Municípios, Estados e Distrito Federal.
Portaria nº 3.646/2022 Altera a Portaria MDR n. 260, de 2 de fevereiro de 2022.
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
ATO LEGAL TEMÁTICA
Portaria nº 2.216/2023
Define procedimentos para o envio de alertas à população sobre a possibilidade de 
ocorrência de desastres, em articulação com os órgãos e entidades estaduais, distritais 
e municipais de proteção e defesa civil, e para utilização do sistema Interface de 
Divulgação de Alertas Públicos (IDAP).
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil – Sedec
A Sedec integra a estrutura organizacional do MIDR, atuando como órgão específico singular, sendo res-
ponsável por uma das áreas finalísticas de competência do Ministério. 
Conforme o Decreto nº 11.774/2023, que alterou o Decreto nº 10.593/2020, a Sedec exerce o papel de 
órgão central do Sinpdec e de coordenação da PNPDEC. Dentre suas competências principais estão a 
coordenação e o suporte técnico ao Sinpdec, além da articulação com as entidades do âmbito federal.
Cabe também à Sedec:
» Implementar normas, instrumentos, programas e ações relacionadas à proteção, à defesa civil e 
à gestão de riscos e de desastres;
» Promover o treinamento de recursos humanos para ações de P&DC, gestão de riscos e de de-
sastres;
» Coordenar e promover ações conjuntas dos órgãos integrantes do Sinpdec, em articulação com 
os estados, o Distrito Federal e os municípios.
Arquivo Sedec
41
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
COMPETÊNCIAS DA SEDEC
São exercidas, de forma integrada, pelos seguintes órgãos:
DAG
Departamento de 
Articulação e Gestão;
 
DOP
Departamento de Obras 
de Proteção e Defesa Civil;
 
Cenad
Centro Nacional de 
Gerenciamento de Riscos 
e Desastres.
Como esses departamentos estão decompostos em coordenações, você os vê detalhadamente no orga-
nograma que demonstra a composição da Sedec ao final deste tópico.
Conforme o Decreto 11.830/2023, dentre as competências do DAG é possível citar:
» Elaborar, gerir e formular as diretrizes gerais da PNPDEC, no âmbito da Secretaria;
» Supervisionar a elaboração e as alterações do plano plurianual, do plano estratégico e dos orça-
mentos anuais da Secretaria;
» Promover o desenvolvimento da cultura nacional de proteção e defesa civil, de gestão de riscos 
e de desastres, em articulação com o Sinpdec;
» Orientar a organização e a implementação de órgãos de proteção e defesa civil, em articulação 
com os sistemas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
» Propor a formulação de projetos e programas de fortalecimento do Sinpdec e o aperfeiçoamen-
to normativo das ações de proteção e defesa civil, gestão de riscos e de desastres;
» Instruir os processos de transferência de recursos e acompanhar a execução orçamentária e 
financeira, no âmbito da Secretaria.
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11830.htm
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Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Por sua vez, o DOP atua no:
» Subsídio da formulação e definição de diretrizes gerais relacionadas com a PNPDEC;
» Desenvolvimento e implementação de estudos e iniciativas relacionadas à modernização da 
gestão das ações de prevenção para redução do risco de desastres, de restabelecimento e de 
reconstrução em áreas atingidas por desastres;
» Apoio aos projetos e obras de prevenção em áreas de risco de desastres, de restabelecimento 
de serviços essenciais e de reconstrução; e
» Proposição e implementação de ações relacionadas à gestão de riscos de desastres geológicos, 
no âmbito de suas competências.
 
Finalmente, ao Cenad compete:
» Acompanhar e executar as ações de monitoramento, preparação e apoio nas ações de resposta 
a desastres;
» Subsidiar a formulação e a definição de diretrizes gerais relacionadas com a PNPDEC;
» Manter serviço de análise e compilação de informações georreferenciadas para apoio às ações 
de proteção e defesa civil;
» Elaborar, consolidar e difundir relatórios de monitoramento de riscos e de ocorrências de desastres;
» Difundir alertas de desastres e prestar orientações aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municí-
pios e ao Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil; 
» Propor diretrizes e planos estratégicos para as ações de preparação e de resposta a desastres, 
em articulação com os demais órgãos do Sinpdec; 
» Analisar as solicitações de reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de 
calamidade pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 
43
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
» Propor acordos de cooperação e protocolos de ação conjunta, no âmbito do Sinpdec, para as 
ações de preparação e resposta a desastres; 
» Analisar, no âmbito da Secretaria, as solicitações de apoio para as ações de socorro e de assis-
tência humanitária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Conheça todas as competências da Sedec no site do MIDR.
Para acessar a estrutura da Sedec, clique aqui.
ESTRUTURA DA SEDEC
Fonte: adaptado do MIDR (2024).
Departamento de 
Articulação e Gestão – DAG
Centro Nacional de Gerenciamento 
de Riscos e Desastres – Cenad
Departamento de Obras de 
Proteção e Defesa Civil – DOP
Secretaria Nacional de 
Proteção e Defesa Civil – Sedec
Gabinete – GAB-Sedec
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/competencias
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/defesa-civil/secretaria-nacional-de-protecao-e-defesa-civil-sedec
44
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Atribuições da União, Estados e Municípios
Mais uma vez é necessário se fundamentar nas Leis nº 12.608/2012 e nº 14.750/2023 para tratardas atri-
buições dos Entes Federados em relação à P&DC no Brasil. Assim, compete a todos os Entes Federados o 
desenvolvimento de uma cultura nacional de prevenção de desastres destinada ao desenvolvimento da 
consciência nacional acerca dos riscos de desastre em todo o país.
União
Especificamente em âmbito federal, como já dito, a Sedec representa a União como órgão central do 
Sinpdec. É ela a responsável por coordenar as ações de P&DC em todo o território nacional, com o obje-
tivo de reduzir os riscos de desastres, compreendido pelas ações de prevenção, mitigação, preparação, 
resposta e recuperação, de forma multissetorial e nos três níveis de governo (federal, estadual e munici-
pal), buscando integração e ampla participação comunitária.
Estado
Por sua vez, em âmbito estadual, todas as Unidades Federativas no Brasil possuem um órgão responsável 
por desenvolver as atividades de P&DC em seus respectivos territórios. Esses órgãos são responsáveis 
pela articulação, coordenação e execução do Sinpdec em nível estadual.
Para que isso ocorra, é importante que haja a institucionalização da política, aprovada em lei estadual, que 
indique com clareza:
O artigo 6º da Lei nº 12.608/2012 estabelece como competência da União, entre outras atribuições, 
a expedição de normas e diretrizes gerais para a implementação e execução da Política Nacional 
de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), bem como a coordenação do Sinpdec, em articulação com 
os estados, o Distrito Federal e os municípios.
ATENÇÃO
45
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
» As competências e as formas de articulação do estado e dos municípios relativas às atividades 
de P&DC;
» Os órgãos e instituições que devem atuar, isto é, os membros do sistema de P&DC no âmbito 
estadual;
» A forma de atuação desses órgãos;
» Os mecanismos de articulação com os órgãos setoriais;
» As formas de participação da população.
 
A institucionalização estadual da PNPDEC estabelecerá o marco referencial para a atuação administrativa 
dos órgãos estaduais de P&DC, assim como dos integrantes do Sinpdec no estado (órgãos setoriais, de 
apoio, setor privado, entidades comunitárias, entre outros).
Município
Para o âmbito municipal, de acordo com o estabelecido nas Leis nº 12.608/2012 e nº 14.750/2023, entre 
outras atribuições, estão a execução da PNPDEC e a coordenação das ações do Sinpdec em âmbito lo-
cal, ambos em articulação com a União e os estados, assim como a incorporação das ações de P&DC no 
planejamento municipal.
Dentre as funções primordiais do município está o conhecimento e identificação dos riscos de desastres.
É no artigo 7º da Lei nº 12.608/2012 que está estabelecida a competência das Unidades Federati-
vas que, entre outras atribuições, devem executar a PNPDEC em seu âmbito territorial, coordenar 
as ações do Sinpdec em articulação com a União e os municípios e instituir o Plano Estadual de 
Proteção e Defesa Civil correspondente.
ATENÇÃO
46
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
A partir desse conhecimento, é possível preparar-se para enfrentá-los, utilizando-se de planos para prevenir 
e mitigar os riscos de desastres, bem como para responder e recuperar-se de seus efeitos, construindo ci-
dades com capacidade de resistir, absorver ou se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre.
Dentre as ações de preparação para enfrentamento ao desastre, é de competência do sistema municipal 
de P&DC, em articulação com a União e o Estado, o monitoramento das áreas de risco alto e muito alto, 
bem como a produção de alertas antecipados.
No entanto, apenas planos bem elaborados pelos órgãos de governo não são suficientes. É preciso 
que a comunidade seja envolvida para participar das atividades de P&DC no espaço municipal, 
atuando em parceria com a administração pública desde o planejamento até a execução das ações 
de P&DC.
ATENÇÃO
COMPETÊNCIAS EM PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL PARA CADA ESFERA
Confira no quadro a seguir as atribuições que competem à esfera municipal, estadual e federal:
PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES
UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS
Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec)
Coordenar as ações do Sinpdec em 
articulação com os estados, o Distrito 
Federal e os municípios.
Coordenar as ações do Sinpdec em 
âmbito estadual em articulação com a 
União e os municípios.
Coordenar as ações do Sinpdec em 
âmbito local em articulação com a 
União e os estados.
Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC)
Expedir normas para a 
implementação e execução da 
PNPDEC.
Executar em âmbito estadual a 
PNPDEC.
Executar 
localmente a PNPDEC.
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47
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES
UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS
Plano de Proteção e Defesa Civil
Instituir em seu âmbito. Instituir em seu âmbito.
Incorporar as ações de P&DC 
no planejamento municipal.
Sistema de Informações de Desastres – S2ID
Instituir e manter sistema de 
informações de monitoramento 
de desastres, em ambiente 
informatizado, visando o oferecimento 
de informações atualizadas para 
prevenção, mitigação, alerta, resposta 
e recuperação em situações de 
desastre em todo o território nacional.
Fornecer dados e informações sobre 
desastres e processos de 
reconhecimento e transferência de 
recursos.
Registrar desastres ocorridos no 
estado.
Consultar e acompanhar processos 
de reconhecimento federal de SE ou 
ECP e processos de transferência de 
recursos para ações de resposta e 
recuperação.
Registrar desastres ocorridos no 
município.
Instruir, consultar e acompanhar 
processos de reconhecimento 
federal de SE ou ECP e processos de 
transferência de recursos para ações 
de resposta e de recuperação.
Áreas de risco
Apoiar os estados, o Distrito Federal 
e os municípios no mapeamento 
das áreas de risco, nos estudos 
de identificação de ameaças, 
suscetibilidades, vulnerabilidades e 
risco de desastre e nas demais ações 
de prevenção, mitigação, preparação, 
resposta e recuperação.
Identificar e mapear as principais 
áreas de risco, em articulação com a 
União e os municípios.
Apoiar os municípios no 
levantamento das áreas de risco.
Estabelecer medidas de segurança 
contra desastres nas proximidades de 
escolas e hospitais situados em áreas 
de risco.
Identificar e mapear as principais 
áreas de risco no território municipal.
Promover a fiscalização das áreas 
de risco de desastre e vedar novas 
ocupações nessas áreas.
Vistoriar edificações e áreas de risco 
e promover, quando for o caso, a 
intervenção preventiva e a evacuação 
da população das áreas de alto risco 
ou das edificações vulneráveis.
Manter a população informada sobre 
as áreas de risco e sobre como agir 
diante de emergências.
Elaborar planos de contingência e 
realizar simulados.
Estabelecer medidas de segurança 
contra desastres em escolas e 
hospitais em áreas de risco.
CONTINUA NA PRÓXIMA PÁGINA »
48
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES
UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS
Decretação de SE ou ECP
Instituir e manter sistema 
próprio para o reconhecimento 
em nível federal.
Estabelecer critérios e condições 
para a declaração e o reconhecimento 
de SE e ECP.
Apoiar a União, quando solicitado, 
na homologação do decreto 
municipal de SE e ECP.
Declarar SE ou ECP, quando 
for o caso, em nível estadual.
Declarar SE ou ECP. 
Avaliar danos e prejuízos.
Promover a coleta, a distribuição 
e o controle de itens de assistência e 
suprimentos em situações 
de desastre.
Organizar e administrar abrigos 
provisórios ou prover solução de 
moradia temporária às famílias 
atingidas por desastres.
Monitoramento de riscos meteorológico, hidrológicos e geológicos
Realizar ações de monitoramentoe 
alerta em articulação com os estados, 
o Distrito Federal e os municípios.
Emitir avisos e alertas em 
articulação com Centros de 
Monitoramento oficiais.
Instituir e manter cadastro 
nacional de municípios com áreas 
suscetíveis à ocorrência de desastres.
Realizar ações de monitoramento 
e alerta em articulação com a 
União e os municípios.
Emitir avisos e alertas em 
articulação com Centros de 
Monitoramento oficiais.
Realizar ações de monitoramento 
e alerta em articulação com a 
União e os estados.
Criar centros de monitoramento 
locais para emitir avisos e alertas em 
articulação com a União e os estados.
Manter a população informada 
sobre riscos e a ocorrência de 
eventos extremos.
Organizar e administrar a 
emissão de alerta e alarme.
Promoção de estudos e capacitação
Promover estudos e fomentar a 
pesquisa sobre riscos e desastres no 
âmbito nacional.
Oferecer capacitação de recursos 
humanos para as ações de P&DC.
Oferecer capacitação de recursos 
humanos para as ações de P&DC.
Oferecer capacitação de recursos 
humanos para as ações de P&DC.
Mobilizar e capacitar os 
radioamadores para atuação na 
ocorrência de desastres.
CONTINUA NA PRÓXIMA PÁGINA »
49
Módulo 1. A Proteção e Defesa Civil no Brasil
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES
UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS
Cultura de prevenção de riscos e desastres
Desenvolver uma cultura nacional de 
prevenção de riscos e desastres.
Apoiar a comunidade docente no 
desenvolvimento de materiais 
didáticos relacionados ao 
desenvolvimento da cultura de 
prevenção de desastres.
Estimular comportamentos 
preventivos capazes de evitar ou 
minimizar a ocorrência de desastres 
em âmbito nacional.
Desenvolver a cultura de prevenção 
de riscos e desastres em âmbito 
estadual.
Estimular comportamentos 
preventivos capazes de evitar ou 
minimizar a ocorrência de desastres 
em âmbito estadual.
Desenvolver a cultura de 
prevenção de riscos e desastres 
em âmbito municipal.
Estimular comportamentos 
preventivos capazes de evitar ou 
minimizar a ocorrência de desastres 
em âmbito municipal.
Fonte: adaptado de Brasil (2017c, 2020b).
Mais detalhes sobre as funções e estrutura dos órgãos 
municipais estão no próximo módulo. Siga conosco!
Módulo 2
Julio Cavalheiro, Secom, Gov. SC
CONCEITOS PRELIMINARES
Este módulo aborda as principais discussões que se articulam às ações de um 
gestor de proteção e defesa civil, reunindo alguns pressupostos do contexto 
internacional com definições que permitem compreender o processo do desastre, 
por meio da gestão integrada de risco em P&DC.
51
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Conceitos Preliminares
Os estudos sobre riscos e desastres ocorrem em todo o mundo e têm na Organização das Nações Uni-
das (ONU) uma das referências mais importantes e difundidas. Ao longo de décadas, profissionais e pes-
quisadores trabalham atualizando conceitos e diretrizes de gestão para, cada vez mais, adequarem-se à 
realidade de nossa sociedade.
Conforme estudado no Módulo 1, é nesse contexto que a ONU estabeleceu a década de 1990 como a Dé-
cada Internacional para a Redução de Desastres Naturais. A partir desse período, alguns acontecimentos 
foram fundamentais para a evolução dessa temática. Acompanhe na linha do tempo.
Arquivo, Sedec
52
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
1994
Ocorre a 1ª Conferência 
Mundial sobre Prevenção de 
Desastres Naturais na cidade 
de Yokohama, no Japão.
Yokohama
LINHA DO TEMPO
1999
Lançamento da Década Internacional para 
Redução de Desastres Naturais (IDNDR, na 
sigla em inglês), quando a ONU passou a fazer 
recomendações sobre a importância da criação 
de redes associativas interdisciplinares para a 
investigação integrada e aplicada em todos os 
campos relacionados com a gestão do risco.
2000
As Nações Unidas estabelecem a Estratégia 
Internacional para Redução de Desastres 
(UNISDR, na sigla em inglês) como uma força-
tarefa e uma secretaria sob a autoridade direta do 
Subsecretário-Geral para Assuntos Humanitários, 
definindo o Dia Internacional para Redução de 
Desastres para segunda quarta-feira de outubro.
2015
A 3ª Conferência Mundial para Redução 
de Riscos de Desastres validou o Marco de 
Sendai. Ambos os acordos, tanto o Marco de 
Ação de Hyogo quanto o Marco de Sendai, 
reforçam a importância do aprimoramento do 
trabalho técnico e científico sobre a RRD e sua 
mobilização por meio da coordenação de redes 
existentes e de institutos de pesquisa científica 
em todos os níveis e regiões. O Marco de Sendai 
está vigente até o ano de 2030. 
2005
As recomendações apontadas após a criação 
da UNSDR foram reiteradas na 2ª Conferência 
Mundial para Redução de Desastres, que 
aprovou o Marco de Ação de Hyogo, como 
compromisso das nações para execução de 
políticas públicas relacionadas ao tema. Esse 
compromisso teve sua vigência iniciada a partir 
da data de realização da conferência e vigorou 
até o ano de 2015.
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
As informações completas sobre 
os acontecimentos citados 
acima você encontrará, em 
inglês, no site da UNDRR.
https://www.undrr.org/our-work/history
53
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
O United Nations Office for Disaster 
Risk Reduction (UNDRR) surgiu 
como estratégia internacional 
das Nações Unidas para redução 
de desastres, correspondendo 
pela sigla ISDR em inglês ou 
EIRD (Estratégia Internacional das 
Nações Unidas para Redução de 
Desastres) em português.
Com o avanço da importância 
do tema, passou para o status 
de escritório, assumindo a 
denominação United Nations Office 
for Disaster Risk Reduction, ou 
seja, Escritório das Nações Unidas 
para Redução de Desastres. 
Hoje, como retrato da evolução 
conceitual, o escritório tem a 
missão de servir como ponto focal 
da ONU para a coordenação da 
Redução de Risco de Desastres 
em todo o mundo.
Arquivo, UNDRR
Esses conceitos são desenvolvidos mais 
detalhadamente ao longo deste módulo, tenha atenção!
Como visto, o Marco de Sendai teve papel fundamental para reforçar a importância do aprimoramento 
do trabalho técnico e científico sobre a RRD e sua mobilização. Em sua prioridade 1, ele dispõe sobre a 
compreensão clara do risco e suas dimensões. Veja:
54
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
As políticas e práticas para a gestão do risco de desastres devem ser baseadas em uma compreensão 
clara do risco em todas as suas dimensões de vulnerabilidade, capacidade, exposição de pessoas e 
bens, características dos perigos e meio ambiente.
Tal conhecimento pode ser aproveitado para realizar uma avaliação de riscos pré- desastre, para 
prevenção e mitigação e para o desenvolvimento e a implementação de preparação adequada e 
resposta eficaz a desastres. (UNISDR, 2015, p. 10).
Marco de Sendai
PRIORIDADE 1. COMPREENSÃO DO RISCO DE DESASTRES.
Evidências e relatórios em diversos âmbitos demonstram que, desde a aprovação do Marco de Ação 
de Hyogo (2005-2015) e do Marco de Sendai (2015-2030), houve um significativo avanço na RRD em 
âmbito local e global.
O tempo vem demonstrando que os compromissos estabelecidos nas Conferências Mundiais têm sido 
importantes instrumentos para aumentar a percepção pública e corporativa sobre a RRD, gerando compro-
misso político, concentrando e catalisando as ações de uma série de partes interessadas em todos os níveis.
Como resultado, observa-se uma diminuição da mortalidade em alguns casos de desastres, evidencian-
do que a “[...] redução do risco de desastres é um investimento custo-eficiente na prevenção de perdas 
futuras.” (UNISDR, 2015, p. 3).
No entanto, os desastres continuam a gerar diversos impactos, e estudos indicam que a exposição de pesso-
as e bens crescem em escala maior e mais veloz do que aredução da vulnerabilidade. Dessa forma, tem-se 
como consequência “[...] novos riscos e um aumento constante em perdas por desastres, com significativo 
impacto sobre a economia, a sociedade, a saúde, a cultura e o meio ambiente, a curto, médio e longo prazo [...]. 
É urgente e fundamental prever, planejar e reduzir o risco de desastres, a fim de proteger de forma mais 
eficaz pessoas, comunidades e países, seus meios de vida, saúde, patrimônio cultural, patrimônio socio-
55
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
econômico e ecossistemas, fortalecendo, assim, sua resiliência.” (UNISDR, 2015, p. 4). 
Para tanto, o primeiro passo é compreender os conceitos associados à RRD, expressão tão utilizada pelas 
Nações Unidas e órgãos de P&DC em todo o mundo. Para começar, você deve compreender a ideia de 
construção social do risco e sua implicação para o entendimento de gestão de riscos de desastres (GRD), 
passando tanto pelos aspectos normativos e legais como pelos teóricos, técnicos e práticos.
No próximo tópico, o risco e seus elementos são os temas focais de estudo. Siga alerta!
Perceba que, apesar do conteúdo que se segue apresentar-se de forma densa, a proposta é con-
centrar toda a parte conceitual neste início de curso para facilitar sua retomada sempre que neces-
sário. Ou seja, no decorrer dos outros módulos de estudos dessa capacitação, alguns conceitos 
serão abordados de forma mais aplicada, e, se houver necessidade de reforçar suas definições, 
você sabe que pode retornar a este ponto do conteúdo.
ATENÇÃO
Risco de Desastre
A construção social do risco, ou produção social do risco, remete à ideia de que entre os fatores geradores 
das circunstâncias de risco em geral haverá um processo social (interação do ser humano com o am-
biente) que os influenciam. Na maior parte das vezes, são problemas de desenvolvimento, relacionados 
ao planejamento inadequado do uso e ocupação do solo.
No entanto, mesmo que a ocorrência do evento natural não tenha origem no processo social, como é o 
caso de terremotos e tsunamis, o risco e o desastre em si só ocorrerão em locais que apresentem ele-
mentos expostos e vulneráveis.
Portanto, é fundamental aos gestores públicos, em especial, e a toda a sociedade, de forma geral, com-
preender que riscos, e consequentemente desastres, ocorrem em locais em que há a intervenção hu-
mana no ambiente. 
56
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
Isso explica por que a expressão “desastres naturais” está cada vez mais em desuso, dando-se preferência 
ao emprego da expressão “desastres” apenas.
Essa mudança foi consolidada recentemente com a atualização da Lei nº 12.608/2012, por meio da publi-
cação da Lei nº 14.750, de 12 de dezembro de 2023, que altera o termo “desastres naturais”, utilizando an-
teriormente, para “desastres”. No entanto, a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade) 
ainda divide os desastres em naturais ou tecnológicos.
A Cobrade é a referência legal quanto aos tipos de desastres e foi construída com base na origem dos 
eventos causadores, sendo instituída pela Instrução Normativa nº 1, de 24 de agosto de 2012, em subs-
tituição à antiga Codificação de Desastres, Ameaças e Riscos (Codar).
 Ao analisar o histórico das legislações relacionadas ao tema (Instrução Normativa nº 01/2012, 
que foi substituída pela Instrução Normativa nº 02/2016, substituída pela Instrução Normativa nº 
36/2020 e que, atualmente, foi revogada pela Portaria nº 260, de fevereiro de 2022), percebe-se 
que todas adotam a Cobrade como a classificação padrão para desastres.
Logo, quando se admite que riscos e desastres são resultado da intervenção humana no ambiente, ad-
mite-se também a responsabilidade pelas ocorrências e a possibilidade de atuar para reduzi-los. Dessa 
forma, é importante que se tenha uma atuação voltada para a redução de riscos por parte do gestor 
público à frente de um órgão de P&DC. Essa atuação deve refletir nos fatores de ameaça, exposição e 
vulnerabilidade, podendo ser contraposta pelo desenvolvimento de capacidades e resiliência. Entenda 
melhor observando a ilustração a seguir.
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-260-de-2-de-fevereiro-de-2022-378040321
57
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
RISCOS DE DESASTRES
Fonte: adaptado de UNDRR (2019).
Os conceitos sobre risco de desastres podem sofrer variações conforme a maneira como as instituições 
abordam o tema. O fundamental é que seja compreendido que o risco é composto por: ameaça, exposição 
e vulnerabilidade. E, para sua minimização, é necessário atuar em um ou em todos esses componentes.
Com o objetivo de promover um entendimento comum dos conceitos sobre risco de desastres, o Escritório 
das Nações Unidas para Redução de Risco de Desastres (UNDRR) apresentou, em 2017, uma revisão da ter-
minologia, disponível em um glossário on-line. Essa atualização foi desenvolvida por um grupo intergover-
namental de especialistas, estabelecido pela Assembleia Geral da ONU. Não há tradução oficial do glossário 
para o português. Dessa forma, ao longo da capacitação, são apresentados os conceitos principais.
Para compreender cada um dos elementos que compõe o risco de desastre, acompanhe as definições a seguir:
O risco é circunstância potencial ou, segundo consta na IN MDR nº 36/2020, “[...] potencial de ocorrência 
de um evento adverso sob um cenário vulnerável [...]” (BRASIL, 2020b). 
58
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
São três os fatores que, combinados, influenciam na concretização dessa possibilidade: a ameaça, a ex-
posição e a vulnerabilidade, cada um deles descritos na sequência.
A ameaça é definida como “[...] um processo, fenômeno ou atividade humana que possa causar perdas de 
vidas, lesões ou outros impactos à saúde, danos materiais, perturbação social e econômica ou degrada-
ção ambiental” (UNISDR, 2017, tradução nossa).
Por sua vez, a exposição refere-se às pessoas, propriedades, infraestruturas e outros elementos ou siste-
mas localizados em áreas de risco de desastres. Essas situações podem referir-se ao número de pessoas 
ou variar em função do tipo de infraestrutura e edificações expostas. Pode ser combinada com a vulnera-
bilidade e a capacidade dos elementos frente a uma ameaça para avaliar o seu impacto nas pessoas ou 
na economia, por exemplo, e suas consequências futuras (UNISDR, 2017).
A vulnerabilidade é a fragilidade física, social, econômica ou ambiental de população ou ecossistema 
ante evento adverso de origem natural ou induzido pela ação humana (BRASIL, 2023a).
O importante é compreender os conceitos e aplicá-los à sua realidade local. Uma vez que há diversas 
definições possíveis, o objetivo não é promover discussão entre conceitos certos ou errados, nem em re-
ferências melhores ou piores. Cada profissional tem total liberdade de adotar para si outras definições se 
perceber que atende melhor sua realidade.
Para facilitar o 
entendimento, 
é hora de ver, na 
prática, como 
esses conceitos 
funcionam. Para 
isso, observe o 
exemplo fictício 
de duas cidades 
apresentado a 
seguir.
59
Módulo 2. Conceitos Preliminares
Proteção e Defesa Civil: Introdução à Política Nacional
A PRAÇA
Por ser uma árvore muito antiga, alguns galhos estão apodrecidos e têm grande possibilidade de 
cair. Portanto, o órgão local de P&DC foi acionado para avaliar a situação e tomar as providências. 
AMEAÇA
A possibilidade 
de queda de um 
ou mais galhos 
da árvore.
EXPOSIÇÃO
As pessoas que utilizam e passeiam pela praça ou os carros que estão 
estacionados próximos à árvore e podem, eventualmente, ser atingidos.
VULNERABILIDADE 
As características dessas pessoas ou carros 
(se estão protegidos de alguma forma, em segurança) 
e como poderiam reagir ao perigo.
60
Módulo

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