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Cotas raciais e sociais Introdução a pesquisa As cotas raciais e sociais são ações afirmativas designadas para promover a igualdade de oportunidades no acesso à educação e ao mercado de trabalho, exclusivas para grupos historicamente marginalizados. No Brasil, essas políticas expandiram-se a partir dos anos 2000, com destaque para a implementação da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012). Assegurando que 50% das matrículas em cursos de universidades e institutos federais de educação, sejam destinados os discentes que cursaram o ensino médio em escolas públicas ou na educação de jovens e adultos (EJA). Conceito de cotas Cotas raciais: Exclusivas para candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas ou pertencentes a outros grupos étnico-raciais. Cotas sociais: Essas cotas são destinadas a pessoas de classes sociais mais baixas, independentemente da cor ou etnia. Elas são voltadas para candidatos que vêm de famílias com baixa renda. Esse procedimento é executado de diferentes formas: • Universidades: Utiliza um sistema de reserva de vagas em vestibulares e no SISU. • Concursos públicos: Ressalva cotas para pessoas de classes sociais baixas, pessoas com deficiência, para mulheres, quilombolas e para negros, conforme a Lei 12.990/2014. • Critérios: Exigem comprovação da renda familiar, escolaridade em escola pública e autodeclaração racial. Atualização da lei A Lei de Cotas brasileira teve a metodologia atualizada em 2024, ajustando critérios para aperfeiçoa o sistema de verificação e ampliar o acesso às camadas mais vulneráveis. Informações significativas Evidencia-se a persistência da desigualdade educacional no Brasil, que afeta milhões de estudantes de todos os graus de escolaridade. Segundo a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), evidência que o nível de leitura e escritas dos alunos do 3º ano do ensino fundamental é baixo, e apenas 55% atingem o considerado suficiente. No ensino médio, o quadro se agrava, somente 9,3% dos alunos de escolas públicas tem conhecimento considerado propício em matemática. Diante do exposto, notasse a ausência de equidade no âmbito educacional, já que esses alunos estão em desvantagens na concorrência em vestibulares como o ENEM. Dados apresentados pela (Educação e Território, 2022) afirma que no ENEM alunos brancos de escolas particulares têm notas, em média, 21% maiores que alunos negros da rede pública. Esses estudantes estão em prejuízo ao tentarem candidatar-se em uma vaga no ensino superior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), negros (pretos e pardos) correspondem 56% da população brasileira, porém ainda constituem minoria nas universidades e nos cargos de liderança. O ponto de partida de cada indivíduo não é igualitário, e os submeter a avaliações padronizadas não é probo, muitos fatores tornam a concorrência muito mais árduo para grupos em desvantagens. Conclusão Ambas as políticas afirmativas têm como objetivo reduzir a exclusão e aumentar a diversidade. O sistema instala uma política pública de ação afirmativa voltada para a ascensão da equidade social e racial. Contribuindo para a dissemelhança, aumentando a representação de diferentes etnias e classes sociais em ambientes acadêmicos e profissionais, quebrando padrões reproduzidos na sociedade.