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DIREITO CONSTITUCIONAL Mutação constitucional corresponde a processos informais de mudança do significado de uma Constituição sem a necessidade de alteração em seu texto, sendo modificado apenas o sentido de uma norma, motivo pelo qual se trata de técnica identificada como um modelo de interpretação constitucional evolutiva. ★ UNIÃO: Pessoa jurídica de direito público interno Possui autonomia financeira, administrativa e política. ★ REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL: Pessoa jurídica de direito público internacional, formada pela união dos Estados, Distrito Federal e Municípios Possui soberania DISTRITO FEDERAL, vedada sua divisão em Municípios TERRITÓRIOS, podem se dividir em Municípios Por outro lado, entende o Supremo Tribunal Federal que não existe direito adquirido em face de: (a) uma nova Constituição (texto originário); (b) mudança do padrão monetário (mudança de moeda); (c) criação ou aumento de tributos; (ADI 3.105/DF e 3.1 28/DF) (d) mudança de regime jurídico estatutário Faces da autonomia (TODOS ENTES POSSUEM): ★ Auto-organização se dá pela elaboração de suas próprias Constituições (União e Estados) e Leis Orgânicas (Municípios e Distrito Federal). ★ Autogoverno ocorre através da eleição de gestores próprios (Presidente da República, governadores nos Estados e Distrito Federal e Prefeitos nos Municípios). ★ Autolegislação se define como a aptidão para produzir suas próprias leis, o que ocorre no Congresso Nacional (União), nas Assembleias Legislativas (Estados), na Câmara Legislativa (Distrito Federal) e na Câmara de Vereadores (Municípios). ★ Por fim, a autoadministração é a capacidade de os entes federados de geração e administração de suas próprias receitas e despesas. Sobre a competência legislativa concorrente é sempre bom destacar que: 1) a competência da União se restringe à edição de normas gerais; 2) a competência atribuída à União para edição de normas gerais não exclui a competência legislativa suplementar dos estados e do DF; 3) se inexistente norma geral, os estados e o DF poderão exercer a competência legislativa plena para atender suas peculiaridades; 4) a superveniência da lei federal suspende a eficácia das normas estaduais e distrital naquilo que lhe for contrário; 5) a norma, estadual ou distrital, cuja eficácia tenha sido suspensa por força do § 4° do art. 24 da CRFB/1988, pode ser objeto de controle de constitucionalidade; 6) o Supremo Tribunal Federal já declarou, em sede de repercussão geral (Temas 145 e 970), que os municípios possuem competência para legislar concorrentemente sobre meio ambiente, no limite de seu interesse local e desde que tal regramento seja e harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes federados (vide RE n° 586.224/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Pleno, j. em 5.3.2015; e RE n° 732.686/SP, Rel.: Min. Luz Fux, Pleno, j. em 19.10.2022); Os Municípios não possuem competências concorrentes, mas eles podem legislar sobre matéria da competência concorrente em razão de sua competência suplementar, como exemplo é poder de legislar sobre Direito Tributário e Direito Ambiental. A Constituição autoriza tanto a criação de novos territórios federais quanto a sua transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem, o que será regulado por lei complementar. DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO X EDUCAÇÃO A norma federal conferiu uma interpretação mínima, cabendo à legislação municipal apenas intensificar o grau de proteção às margens dos cursos de água, ou, quando muito, manter o patamar de proteção" INTERVENÇÃO FEDERAL Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: (...) IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; (...) Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário; A título de complemento, apresento conceitos importantes sobre o tema: ★ - intervenção espontânea: o Presidente da República pode agir de ofício - art. 34, I, II, III e V; ★ - intervenção provocada por solicitação: o Presidente da República age por solicitação do Poder coagido (Legislativo ou Executivo) - art. 34, IV e art. 36, I, primeira parte. ★ - intervenção provocada por requisição: o Presidente da República age por requisição do Poder coagido (Judiciário) - art. 34, IV e art. 36, I, segunda parte; ★ - intervenção provocada por requisição: o Presidente da República age por requisição do Poder Judiciário (descumprimento de ordem ou decisão judicial) - art. 34, VI, segunda parte ★ - intervenção provocada, dependendo de provimento de representação: o Presidente da República age após provimento, pelo STF, de representação do PGR (princípios constitucionais sensíveis ou descumprimento de lei federal) - art. 34, VII e VII e art. 36, III ★ Na hipótese de solicitação pelo Executivo ou Legislativo, o Presidente da República não estará obrigado a intervir, possuindo discricionariedade para convencer-se da conveniência e oportunidade. Por outro lado, havendo requisição do Judiciário, não sendo o caso de suspensão da execução do ato impugnado (art. 36, § 3.º), o Presidente da República estará vinculado e deverá decretar a intervenção federal, sob pena de responsabilização. Art. 36 (...) §1º O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembléia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas. § 2º Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembléia Legislativa, far-se-á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas. A resposta também pode ser extraída do art. 49, IV, da CF/88: Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: (...) IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas; INTERVENÇÃO FEDERAL>>>> Na hipótese de solicitação pelo Executivo ou Legislativo, o Presidente da República não estará obrigado a intervir, possuindo discricionariedade para convencer-se da conveniência e oportunidade. Por outro lado, havendo requisição do Judiciário, não sendo o caso de suspensão da execução do ato impugnado (art. 36, § 3.º), o Presidente da República estará vinculado e deverá decretar a intervenção federal, sob pena de responsabilização. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: (...) IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; (...) Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário; A decretação da intervenção dependerá: II – no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral; Intervenção Espontânea: Presidente age de ofício; iniciativa própria. Art. 34, incisos I, II, III e V Intervenção Provocada por Solicitação do poder Executivo ou Legislativo: o Presidente precisa ser provocado e a decretação é discricionária (decreta ou não a intervenção). Intervenção Provocada por Requisição do Poder Judiciário: o Presidente precisa ser provocado e a decretação está vinculada (está obrigado a decretar a intervenção). princípios sensíveis --------------> intervenção provocada Quais são os princípios sensíveis? FARDA SP★ Forma republicana, ★ Autonomia municipal; ★ Regime democrático; ★ Direitos da pessoa humana; ★ Aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. ★ Sistema representativo ★ Prestação de contas da administração pública, direta e indireta. =>Em regra: Associação precisa de autorização para pleitear ação judicial, com fins de representar seus associados.(Representação processual = associação precisa de autorização expressa do associado) =>Exceção: No caso de Mandado de segurança coletivo não precisa.(Substituição processual = não precisa de autorização) O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que entidade de classe não tem legitimidade para promover interpelação judicial em defesa da honra de seus associados, por se tratar de um direito personalíssimo de quem, concretamente, se viu atingido pelas afirmações tidas por ofensivas. MILITARES O militar alistável é elegível , atendidas as seguintes condições: I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. Assim, tendo em vista o impedimento de se filiar a partido político, a filiação partidária não lhe pode ser exigida como condição de elegibilidade . A filiação partidária contida no art. 14, § 3º, V, Constituição Federal não é exigível ao militar da ativa que pretenda concorrer a cargo eletivo, bastando o pedido de registro de candidatura após prévia escolha em convenção partidária (Res.-TSE nº 21.608/2004, art. 14, § 1º) O STF já decidiu que o reconhecimento ao militar que conte mais de 10 anos de serviço o direito a licença remunerada não ofende a regra constitucional segundo a qual, para fins de candidatura a cargo eletivo, deve ser agregado pela autoridade superior: Longe fica de contrariar o inciso II do § 8º do art. 14 da CF provimento que implique reconhecer ao militar candidato o direito a licença remunerada, quando conte mais de dez anos de serviço. o militar pode se associar, por exemplo; ASSOCIAÇÃO DOS CB E SD DA PMMG PARA O MILITAR É VEDADO SINDICALIZAÇÃO E GREVE ! Hipóteses de perda dos direitos políticos: ● I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) ● II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) Hipóteses de suspensão dos direitos políticos: ● I - incapacidade civil absoluta - adquirida novamente a capacidade, retomam-se os direitos políticos; ● II - condenação judicial por improbidade administrativa (ação de natureza civil), nos termos do art. 37, § 4º, da CF e Lei 8.492/1992; ● III - condenação penal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos, nos termos do art. 15, III, da CF. Direito Adquirido: XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; Exceções: - Nova Constituição; - Mudança do padrão monetário; - Em razão da criação / aumento de tributos; https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc131.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc131.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc131.htm#art1 - Mudança de regime estatutário. Súmula 654/STF: "A garantia da irretroatividade da lei, prevista no art. 5º, XXXVI, da Constituição da República, não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado. Direito Adquirido: a) Direito que já se incorporou definitivamente ao patrimônio e à personalidade da pessoa, de modo que nem fato posterior possa alterar tal situação jurídica, pois há direito subjetivo ; xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx b) Titularidade pode ser ortogada à 3°; xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx c) Deve ser exercitável e exigível xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx d) Na esfera previdenciária, quando cumpridas as condições para que servidor público possa se aposentar, ele passa a ter direito adquirido à condição jurídico-subjetiva da aposentadoria, porém não há proteção contra incidências tributárias mais severas sobre seus proventos; xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx e) A proteção jurídica do direito adquirido não prevalece sobre normas constitucionais originárias xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx f) Não há direito adquirido em Mudança de regime estatutário Não cabe invocar direito adquirido quanto a: a) Normas constitucionais originárias. As normas que “nasceram” com a CF/88 podem revogar qualquer direito anterior, até mesmo o direito adquirido. b) Mudança do padrão da moeda. C) Criação ou aumento de tributos d) Mudança de regime estatutário O direito a intimidade vincula-se as relações íntimas de um indivíduo, ou seja, suas relações com amigos e familiares, por exemplo. O que não alcança suas relações de cunho comercial ou de trabalho. Já, a vida privada é considerada mais ampla e engloba a sua relação com a sociedade. Inclusive as relações de trabalho. ATENÇÃO, NÃO SE TRATA DE MULTA(POIS VIOLARIA O PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DA PENA)>>>>> nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido. Veículo de imprensa jornalística possui direito líquido e certo de obter dados públicos sobre óbitos relacionados a ocorrências policiais. Sufrágio é o direito de votar e de ser votado. Voto é o exercício desse direito. Escrutínio é a forma como se pratica o voto(modo desse exercício), seu procedimento. O sufrágio se configura em direito político, público e subjetivo enquanto o escrutínio se configura no modo de exercício e o voto no próprio exercício desse direito. "O direito de sufrágio é a própria essência do direito político, expressando-se pela capacidade de eleger, ser eleito e, de forma geral, participar da vida política do Estado. Se o sufrágio é o direito em si, o voto é o exercício desse direito e o escrutínio, o modo como o exercício se realiza. A Constituição consagra como cláusula pétrea o voto direto, a periodicidade das eleições, o sufrágio universal e o escrutínio secreto. Pluralismo político é a diversidade de ideias e opiniões. Pluripartidarismo que é a variedade de partidos políticos (diversidade político-partidária) PLURIPARTIDARISMO: É um sistema político no qual três ou mais partidos políticos podem assumir o controle de um governo, de maneira independente, ou numa coalizão. MULTIPARTIDARISMO: É um sistema de partidos em que, ao contrário dos monopartidários em que existe apenas um partido reconhecido, bipartidário em que só existem dois partidos ou apenas dois partidos têm capacidade para lutar pelo poder, existem mais de dois partidos com capacidade para a luta pelo poder. Entre as inelegibilidades relativas estipuladas na CF, está previsto o impedimento relativo à capacidade eleitoral passiva previsto exclusivamente em lei complementar com o objetivo, entre outros, de proteger a probidade administrativa e a moralidade para exercício de mandato. A inelegibilidade absoluta é excepcional e somente pode ser estabelecida, taxativamente, pela própria Constituição Federal . CF, art. 14 (...) § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidadee os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. "Nacionalidade potestativa é aquela cujos efeitos pretendidos dependem exclusivamente da vontade do interessado. O indivíduo que nascer no estrangeiro de pai ou mãe brasileiros, adquirirá a nacionalidade provisória a partir da fixação da residência no País, mas seus efeitos ficarão suspensos até o momento da opção, a qual terá efeitos retroativos. E, nesse caso, até a maioridade será o indivíduo tido como brasileiro, porém após a maioridade deverá fazer ele a opção, sob pena de sua condição de brasileiro nato ficar suspensa." O STF já decidiu que não há incidência do art. 16 da Constituição Federal (regra da anualidade eleitoral) em situações de criação de município em ano de eleições municipais, por não se tratar de hipótese que altere o processo eleitoral. A extradição é competência exclusiva do presidente da República, por não ser objeto de delegação. NATURALIZADOS ★ originários de países de língua portuguesa --> residência por um ano ininterrupto + idoneidade moral; ★ os estrangeiros de qualquer nacionalidade --> residência há mais de quinze anos ininterruptos + sem condenação penal + requerimento da nacionalidade brasileira ★ Portugueses com residência permanente no País--->>> se houver reciprocidade em favor de brasileiros, deverá fazer-se o requerimento, dirigido ao Ministro da Justiça, com prova de sua nacionalidade, capacidade civil e admissão no Brasil em caráter permanente" Essa distinção é importante para entender como diferentes normas podem ser interpretadas e aplicadas dentro do sistema jurídico. Critérios de constitucionalidade: ➢ Do ponto de vista material, o que importa é o conteúdo da norma. Ou seja, uma norma é considerada constitucional se tratar de assuntos fundamentais para a estrutura e funcionamento do Estado, independentemente de como foi introduzida no ordenamento jurídico. ➢ Do ponto de vista formal, o que importa é a forma como a norma foi introduzida no ordenamento jurídico. Nesse caso, uma norma é considerada constitucional se for criada por meio de um processo legislativo específico e mais rigoroso, como uma emenda constitucional. Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam: ... VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução. Aquele que teve a naturalização cancelada nunca poderá recuperar a nacionalidade brasileira perdida, salvo se o cancelamento for desfeito em ação rescisória. CERTO Princípio da Reserva Legal: Este princípio determina que certas matérias só podem ser reguladas por lei formal, ou seja, aprovada pelo Poder Legislativo. Princípio da Legalidade: Este princípio é mais amplo e estabelece que todas as ações dos indivíduos e do Estado devem estar de acordo com a lei ou outros atos normativos. Outra vertente de conflito aparente de direitos fundamentais diz respeito à denúncia anônima. Segundo entendimento dominante no STF, são ilícitas as provas produzidas em interceptações telefônicas, quebra de sigilo bancário ou fiscal ou busca e apreensão decretadas por decisões judiciais, quando tais decisões forem amparadas apenas em denúncia anônima. Trata-se de falha processual grave, que pode comprometer toda uma investigação. A Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso IV veda a manifestação anônima do pensamento: Art. 5º IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; O que o Supremo assentou é que a denúncia anônima, por si só, não pode ensejar diretamente a coleta de provas, sendo causa de nulidade, dentro do que se convencionou chamar de teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of poisonous tree). No entanto, pode a autoridade policial ou o Ministério Público, com base nas informações trazidas na denúncia apócrifa, iniciar processo autônomo de investigação e aí levantar as informações que levem às evidências necessárias para instrução do inquérito. As provas daí decorrentes não estarão viciadas, e podem ser incorporadas aos autos, pois foram obtidas de forma autônoma. O servidor público estável só perderá o cargo: I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa (NÃO TEM TRÂNSITO EM JULGADO); III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa. Os requisitos estabelecidos pela CF para iniciativa popular em âmbito federal são: 1. 1% do eleitorado nacional; 2. distribuído por pelo menos 5 estados; 3. com pelo menos 0,3% dos eleitores de cada estado. ● REORGANIZAÇÃO TERRITORIAL DE ESTADOS: -Plebiscito = vinculante -Oitiva da Assembleia Legislativa = meramente opinativa -Congresso Nacional = quem decide, de fato (mesmo se o plebiscito disser que quer, o CN pode não editar a lei complementar) ● REORGANIZAÇÃO TERRITORIAL DE MUNICÍPIOS: -Estudos de viabilidade municipal -Plebiscito = vinculante -Lei estadual, dentro do período determinado por LC federal * Quem convoca o plebiscito para redefinição de Estados é o Congresso Nacional; quem convoca o plebiscito para redefinição de Municípios é a Assembleia Legislativa (tema estadual). Em síntese devem ser seguidos os seguintes requisitos para o procedimento relativo à criação, incorporação, fusão e ao desmembramento de Municípios: 1) Edição de lei complementar federal estabelecendo o período dentro do qual tais hipóteses poderão ocorrer; 2) Elaboração de uma lei ordinária federal contendo a divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal; 3) Divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal; 4) Consulta prévia às populações dos Municípios envolvidos, tanto do novo Município como também do Município originário, via plebiscito convocado pela Assembleia Legislativa; 5) Elaboração da lei ordinária estadual, criando o novo Município, dentro do período a ser estabelecido por lei complementar federal. Assim, para memorizarmos, no processo de criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios: Compete a Lei Estadual: Criar, incorporar, fundir ou desmembrar Municípios Compete a lei complementar federal: Lei que regulamenta a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento Compete a lei ordinária federal: Divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. *Hoje, qualquer criação de município é inconstitucional, pois a Lei Complementar Federal para tanto ainda não foi criada (STF 2014 – info 758). Trata-se de norma de eficácia limitada. RESUMO SOBRE TERRITÓRIOS FEDERAIS ➔ Os TF integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. ➔ É uma Autarquia Federal criada por descentralização territorial, ou seja, possui personalidade jurídica, mas não é ente federativo e não possui autonomia política. ➔ Suas contas serão submetidas ao Congresso Nacional, com parecer prévio do TCU. ➔ Os TF poderão ser divididos em Municípios. (DF NÃO PODE!) ➔ Podem eleger 4 Deputados Federais para a Câmara dos Deputados. Entretanto, não possuem representação no Senado Federal. ➔ Nos TF com mais de cem mil habitantes, além do Governador nomeado na forma desta Constituição (competência privativa do Senado Federal/aprovado previamente, por votosecreto, após arguição pública), haverá órgãos judiciários de primeira e segunda instância, membros do Ministério Público e defensores públicos federais; a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa. ADM PÚBLICA Súmula Vinculante 33, STF: Aplicam-se ao servidor público, no que couber, as regras do regime geral da previdência social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, 4º, inciso III da Constituição Federal, até a edição de lei complementar específica. DIREITO DE GREVE: (URBANOS E RURAIS) Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.(...) § 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. (SERVIDORES PÚBLICOS) VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; EFICÁCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS ✅Direito social à educação (sentido amplo, incluindo o ensino superior): eficácia LIMITADA do tipo PROGRAMÁTICA. ✅Direito à educação básica (infantil, fundamental e médio): eficácia PLENA. Em regra, as normas que consubstanciam os direitos e as garantias fundamentais são de eficácia e aplicabilidade imediatas. Os direitos sociais são de eficácia limitada(EDUCAÇÃO, MORADIA, ALIMENTAÇÃO SAÚDE, TRABALHO, LAZER ASSISTÊNCIA AOS DESAMPARADOS, PROTEÇÃO À MATERNIDADE E INFANCIA, SEGURANÇA E PREVIDÊNCIA SOCIAL.). os objetivos fundamentais são comandos-valores, a serem implementados ao longo do tempo. São normas limitadas de conteúdo programático. As restrições às normas de eficácia contida poderão ser impostas: 1) Por lei infraconstitucional; 2) Por outras normas constitucionais; 3) Por conceitos éticos-jurídicos. Contida - Salvo disposição em lei, estabelecidos em lei, em que a lei estabelecer, ressalvada na forma da lei Limitada - a lei disporá, na forma da lei, nos termos da lei, nos limites da lei, lei complementar, lei específica PODER LEGISLATIVO ● Competência Exclusiva do Congresso Nacional: Decreto Legislativo, não precisa de sanção presidencial; ● Competência privativa do Congresso Nacional: Lei em sentido estrito, necessita de sanção presidencial. ● Competência da Câmara dos deputados e Senado Federal: Resolução -GUERRA / PAZ / SÍTIO: 1º PR decreta -> 2º CN autoriza -DEFESA / INTERVENÇÃO: 1º CN autoriza -> 2º PR decreta -CALAMIDADE PÚBLICA: PR solicita - CN decreta Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: I - investido no cargo de: ● Ministro de Estado ● Governador de Território ● Secretário de Estado, do Distrito Federal, de Território ● Secretário de Prefeitura de Capital ● chefe de missão diplomática temporária; Atenção: NÃO EXISTE LIMITAÇÃO TEMPORAL PARA EMENDA CONSTITUCIONAL!!! Lei Complementar federal deve fixar os valores mínimos a serem aplicados anualmente pelos Estados, Distrito Federal e Municípios em ações e serviços públicos de saúde, não podendo norma de Constituição estadual ou lei orgânica prever esses percentuais O Tribunal de Contas da União tem a obrigação de fiscalizar as contas nacionais de empresas supranacionais, nos termos do seu tratado constitutivo,se de seu capital social a União participar diretamente ou indiretamente. A Constituição Federal, no artigo 71, IX, atribui ao Tribunal de Contas a competência para sustar contratos administrativos. O Poder Legislativo pode sustar contratos, mas não licitações. A emenda à Constituição Estadual que permite à Assembleia Legislativa sustar licitações extrapola os limites da competência estabelecida pela Constituição Federal. Já nas infrações penais comuns, os Ministros de Estado são julgados, em qualquer caso, pelo Supremo Tribunal Federal, conforme dispõe o art. 102 da Constituição PODER JUDICIÁRIO RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL: JULGA TODOS AS DECISÕES ADM E JUDICIAIS DOS TRIBUNAIS, EMBORA QUEM PODE JULGAR ORIGINARIAMENTE É O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) E OS TRIBUNAIS SUPERIORES (STJ E TST) ATENÇÃO: QUANDO ESSAS DECISÕES CONTRARIAREM SÚMULA VINCULANTE SÓ CABE RECLAMAÇÃO AO STF. o CNJ não fiscaliza o cumprimento dos deveres funcionais dos servidores, o CNJ fiscaliza a atuação dos JUÍZES O STF atua apenas quando o CNJ extrapola o limite de suas competências. FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA MINISTÉRIO PÚBLICO DEFENSORIA ADVOCACIA PGR INTEGRANTES DE CARREIRA (MPU) (COM APROVAÇÃO DO SENADO) AGU LIVRE NOMEAÇÃO (SEM APROVAÇÃO DO SENADO) VITALICIEDADE (MP E JUÍZES) INAMOVIBILIDADE ESTABILIDADE INAMOVIBILIDADE ESTABILIDADE AÇÃO PENAL PÚBLICA(privativa) INQUÉRITO CIVIL AÇÃO CIVIL PÚBLICA(privativa) AÇÃO CIVIL PÚBLICA ADI (PGR- PGE) OBS:A VITALICIEDADE É EXCLUSIVA: MP, magistrados e ministros dos Tribunais de Contas.E A INAMOVIBILIDADE é conferida pela CF apenas aos magistrados, aos membros do Ministério Público e aos membros da Defensoria Pública ● O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. ● Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto impugnado. MPU MPE PGR PGE LISTA TRÍPLICE NÃO É OBRIGATÓRIA LISTA TRÍPLICE OBRIGATÓRIA SENADO AUTORIZA POR MAIORIA ABSOLUTA SEM NECESSIDADE DE AUTORIZAÇÃO DAS ASSEMBLEIAS DESTITUIÇÃO MAIORIA ABS DO SENADO DESTITUIÇÃO MAIORIA ABS DAS ASSEMBLEIAS VÁRIAS RECONDUÇÕES UMA RECONDUÇÃO As procuradorias estaduais são órgãos do Poder Executivo que se encarregam da advocacia pública do Estado, assessorando a administração pública em questões jurídicas. Não dispõe de independência funcional, de autonomia financeira, orçamentária e administrativa. O corregedor nacional do Ministério Público é escolhido, em votação secreta, entre os membros do Ministério Público que integram o CNMP, sendo vedada a recondução. É INCONSTITUCIONAL submeter a demissão de um diretor de agência reguladora ao crivo exclusivo do legislativo. Cabe frisar que os Dirigentes das AG. Reguladoras possuem mandato e só perdem por: PAD, Processo transitado em Julgado e Renúncia MP OAB(PARTICIPA DAS FASES) JUIZ OAB(PARTICIPA DAS FASES) DEFENSORIA OAB(PARTICIPA DAS FASES) ADVOCACIA NÃO É OBRIGATÓRIO Ao contrário da limitação de ordem temporal imposta à atividade investigatória das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), cujo âmbito de atuação não pode ultrapassar a legislatura em que foram instauradas (HC 71.193/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence e MS 22.858/DF, Rel. Min. Celso de Mello), o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que o princípio da unidade de legislatura não se reveste de efeito preclusivo, em tema de cassação de mandato legislativo, por falta de decoro parlamentar, ainda que por fatos ocorridos em legislatura anterior. O parlamentar pode ser condenado no STF em processo iniciado na legislatura anterior, pois o princípio da unidade da legislatura não causa efeito preclusivo quanto ao processo que esteja tramitando na Suprema Corte. A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal, e os demais cargos serão exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Contravenções penais, mesmo quando conexas com crime de jurisdição federal, devem ser julgadas pela Justiça estadual A reclamação constitucional só é cabível em algumas situações, como: ● Para garantir a autoridade das decisões dos tribunais superiores ● Para preservar a competência dos tribunais superiores ● Para garantir o cumprimentodos enunciados de Súmula Vinculante ● Para salvaguardar a competência do STF A reserva de jurisdição é um princípio que impede que outros órgãos exerçam atividades que são parte do núcleo essencial da função jurisdicional. É um corolário do princípio da separação dos poderes, que é um dos pilares do Estado Democrático de Direito. A reserva de jurisdição submete a determinados atos à esfera de decisão dos magistrados. Por exemplo, a busca domiciliar, a interceptação telefônica, a decretação de prisão e os sigilos bancário, fiscal e telefônico são temas que ficam na exclusiva esfera do judiciário. A expansão da reserva jurisdicional pode aumentar as atribuições do Poder Judiciário, sob o argumento de que é o órgão responsável por solucionar conflitos sociais. Nos termos do art. 21, XVII, da Constituição Federal: ''Art. 21. Compete à União: XVII - conceder anistia'' Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: VIII - concessão de anistia; Entretanto, compete, privativamente, ao Presidente da República conceder o indulto, nos termos do art. 84 da Constituição Federal: ''Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei''. obs: Graça - é uma medida de clemência ou indulgência específica. Ocorre por inciativa do condenado, daí ser concedida intuitu personae. Não se confunde com a anistia nem com o indulto, porque tais figuras ocorrem mediante provocação do Poder Público, em prol de toda uma classe ou pluralidade de indivíduos. Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: I - anistia, graça e indulto; CNJ- realiza controle da atuação administrativa e financeira (CAAF) CJF - realiza supervisão administrativa e orçamentária (SAO)