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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES É o ramo do direito civil que regula o complexo das relações de direito patrimonial e que têm por objetivo fatos ou prestações de uma pessoa em relação à outra (credor e devedor). RELAÇÃO JURÍDICA Dois elementos principais: o credor (quem tem o direito de exigir algo) e o devedor (quem tem o dever de cumprir a prestação). As obrigações podem surgir de diferentes formas, como contratos, doações, atos unilaterais (testamento). 3 PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DA VONTADE Um dos pilares do direito privado Reflete a liberdade que as pessoas têm de estabelecer, por meio de acordo mútuo, as regras que regerão suas relações jurídicas, incluindo as obrigações. Limitações: normas cogentes - impõem obrigações que não podem ser modificadas pelas partes, mesmo que haja acordo entre elas. Ex: normas garantidoras dos direitos fundamentais 4 PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DA VONTADE Limitações: Princípios gerais do direito – norteadores de todo o ordenamento jurídico. Ex: Erro não gera direitos, isonomia. 5 PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA Limitações: Princípios gerais do direito – norteadores de todo o ordenamento jurídico. Ex: Erro não gera direitos, isonomia. 6 PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA Um dos pilares da Constituição Federal de 1988. Estabelece que todas as pessoas devem ser tratadas com respeito e consideração, independentemente de suas características pessoais, sociais ou econômicas. Exige que os contratos e obrigações sejam celebrados e executados de maneira que respeitem a integridade e os direitos dos envolvidos. 7 PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA Liberdade de contratar (autonomia da vontade) é um direito fundamental, mas ela é limitada pela necessidade de respeitar a dignidade humana – Ex: em um contrato de prestação de serviços, não seria aceitável que uma das partes impusesse condições humilhantes ou que colocassem o contratante em situação de risco. 3. PRINCÍPIO DA ISONOMIA O princípio da isonomia, também conhecido como igualdade perante a lei, é um dos pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito. Ele está previsto na Constituição Federal de 1988, especificamente no artigo 5º, que assegura que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza". 8 3. PRINCÍPIO DA ISONOMIA Ex: A igualdade de direitos entre cônjuges é um princípio fundamental que reflete a ideia de que ambos os parceiros em um casamento ou união estável devem ter os mesmos direitos e deveres, sem distinção de gênero ou qualquer outra característica. O Tribunal, apreciando o tema 498 da repercussão geral, por maioria e nos termos do voto do Ministro Roberto Barroso, que redigirá o acórdão, deu provimento ao recurso, para reconhecer de forma incidental a inconstitucionalidade do art. 1.790 do CC/2002 e declarar o direito do recorrente de participar da herança de seu companheiro em conformidade com o regime jurídico estabelecido no art. 1.829 do Código Civil de 2002, vencidos os Ministros Marco Aurélio (Relator) e Ricardo Lewandowski. Em seguida, o Tribunal, vencido o Ministro Marco Aurélio (Relator), fixou tese nos seguintes termos: “É inconstitucional a distinção de regimes sucessórios entre cônjuges e companheiros prevista no art. 1.790 do CC/2002, devendo ser aplicado, tanto nas hipóteses de casamento quanto nas de união estável, o regime do art. 1.829 do CC/2002”. Ausentes, justificadamente, os Ministros Dias Toffoli e Celso de Mello, e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 10.5.2017. 9 4. Princípio da boa fé O princípio da boa-fé é, de fato, um dos pilares do direito civil, sendo essencial para garantir a confiança e a equidade nas relações jurídicas. Ele está intimamente ligado à ideia de que as partes em um contrato ou relação legal devem agir com honestidade, respeito, lealdade e transparência. A boa-fé se manifesta tanto na boa-fé objetiva, que envolve o comportamento esperado das partes em uma relação, quanto na boa-fé subjetiva, que se refere à intenção de agir de forma honesta e sem fraudes. 10 4. Princípio da boa fé Boa-fé objetiva: Refere-se ao comportamento das partes em uma relação jurídica, que deve ser pautado pela honestidade, lealdade e transparência, independentemente da intenção pessoal de cada uma das partes. Exemplo: Imagine que duas pessoas, Ana e Pedro, estejam negociando a venda de um imóvel. Ana, ao oferecer o imóvel, informa todos os detalhes sobre a propriedade de forma honesta (sem omitir problemas estruturais ou legais). Pedro, por sua vez, quando aceita a proposta, faz isso de forma clara e sem qualquer intenção de enganar ou manipular a situação. Ambos atuam com boa-fé objetiva, pois sua conduta é pautada pela honestidade e transparência. 11 Boa-fé subjetiva: Refere-se à intenção pessoal de agir corretamente, sem enganar ou prejudicar o outro. Esse aspecto está relacionado à conduta interna de cada parte nas relações jurídicas. Exemplo: Se uma pessoa vende um produto e, ao fazer isso, acredita de boa-fé que o item está em perfeito estado (sem saber que ele tem um defeito oculto), ela está agindo com boa-fé subjetiva. 12 Acórdão 1297487, 07062178220198070001, Relator: EUSTÁQUIO DE CASTRO, 8ª Turma Cível, data de julgamento: 29/10/2020, publicado no DJE: 12/11/2020. 1 O princípio da boa-fé objetiva – localizado no campo dos direitos das obrigações – é o objeto de nosso enfoque. Trata-se da “confiança adjetivada”, uma crença efetiva no comportamento alheio. O princípio compreende um modelo de eticização de conduta social, verdadeiro standard jurídico ou regra de comportamento, caracterizado por uma atuação de acordo com determinados padrões sociais de lisura, honestidade e correção, de modo a não frustrar a legítima confiança da outra parte. Distinção entre Direito Obrigacional (Pessoal) e Direito Real. Direitos reais: poder jurídico, direto e imediato do titular sobre a coisa, com exclusividade e contra todos. O sujeito passivo do direito real é toda a coletividade que deve abster-se de violá-lo, sendo de caráter erga omnes. Limitações ao poder de propriedade: função social, desapropriação, expropriação, tributação e regulação urbana. 14 Direitos obrigacionais (pessoais): Relação jurídica pela qual o sujeito ativo pode exigir do sujeito passivo determinada prestação. No direito das obrigações somente se vinculam aqueles que fizeram parte do que contrataram e anuíram para comprometer-se a prestar ou exigir algo. Ex: Compra e venda, locação, empréstimo etc. 15 FONTES DAS OBRIGAÇÕES São fatos jurídicos que dão margem à criação, ao surgimento das obrigações. Fatos Jurídicos – são acontecimentos em razão dos quais nascem, se modificam, subsistem e se extinguem as relações jurídicas. Podem ser: Natural – fenômeno natural que produz efeito jurídico (nascimento, morte, caso fortuito, força maior) Humano (depende da vontade) – ato jurídico propriamente dito e negócio jurídico. 1) Natural – ou propriamente dito Fatos jurídicos 2) Humano Ato jurídico: *propriamente dito ou stricto sensu * negócio jurídico 16 image1.jpeg