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Avaliação II - Planejamento Urbano e Regional (1)

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GABARITO | Avaliação II - Individual (Cod.:1022886)
Peso da Avaliação 2,00
Prova 98788941
Qtd. de Questões 10
Acertos/Erros 9/1
Nota 9,00
A crise urbana no Brasil é um fenômeno complexo que envolve diversos aspectos socioeconômicos e ambientais. Desde a falta de 
planejamento urbano até a desigualdade no acesso a serviços básicos, como moradia e saneamento, as cidades brasileiras 
enfrentam grandes desafios para garantir a qualidade de vida de seus habitantes. Além disso, a concentração populacional em 
áreas urbanas sem a devida infraestrutura agrava ainda mais a situação, contribuindo para problemas como o aumento da 
violência e a degradação ambiental.
Fonte: MARICATO, E. Brasil, Cidades: alternativas para a crise urbana. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2002.
Com base no texto sobre a crise urbana no Brasil, analise as afirmativas a seguir:
I. A falta de planejamento urbano é um dos principais aspectos que contribuem para a crise urbana.
II. A desigualdade no acesso a serviços básicos é um fator que contribui para a resolução da crise urbana no país.
III. A crise urbana é um problema exclusivo das grandes metrópoles, sem impacto nas cidades de médio e pequeno porte.
IV. A concentração populacional em áreas urbanas sem infraestrutura adequada é um fator que agrava a crise urbana no país.
É correto o que se afirma em:
A I, II e III, apenas.
B II e III, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D III e IV, apenas.
E I e IV, apenas.
As necessidades dos automóveis são mais facilmente compreendidas e satisfeitas do que as complexas necessidades das cidades, 
e um número crescente de urbanistas e projetistas acabou acreditando que, se conseguirem solucionar os problemas de trânsito, 
terão solucionado o maior problema das cidades. As cidades apresentam preocupações econômicas e sociais muito mais 
complicadas do que o trânsito de automóveis. 
Fonte: JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 6.
A partir do trecho e de seus conhecimentos sobre planejamento urbano, analise as afirmativas a seguir: 
I. Segundo Jacobs, o planejamento urbano deve priorizar a infraestrutura para pedestres e ciclistas, em vez de focar 
exclusivamente nos automóveis.
II. Conforme Jacobs, as cidades possuem preocupações econômicas e sociais que são, frequentemente, negligenciadas pelos 
planejadores modernistas.
III. Jane Jacobs critica a visão de planejadores urbanos que acreditam que resolver os problemas de trânsito é suficiente para 
resolver os problemas urbanos.
IV. De acordo com Jacobs, a simplificação das necessidades urbanas aos problemas de trânsito fortalece a construção de políticas 
de planejamento urbano integradas. 
É correto o que se afirma em:
A III e IV, apenas.
B I, II e III, apenas.
C I e IV, apenas.
D II, III e IV, apenas.
E II e III, apenas.
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A função social da propriedade, prevista na Constituição Federal de 1988 e regulamentada pelo Estatuto da Cidade (Lei nº 
10.257/2001), reflete a integração entre direitos individuais e coletivos, condicionando o uso da propriedade ao cumprimento de 
objetivos que beneficiem a sociedade como um todo. Esse princípio possui impactos significativos nas esferas econômica, social 
e ambiental. Do ponto de vista econômico, a função social busca inibir práticas especulativas que resultam em terrenos ociosos, 
incentivando o uso produtivo das propriedades, o que fomenta o mercado imobiliário, a geração de empregos e a arrecadação 
fiscal. Socialmente, contribui para a democratização do acesso à moradia, serviços básicos e infraestrutura urbana, promovendo a 
redução das desigualdades e a inclusão de populações vulneráveis. Ambientalmente, a aplicação do princípio reforça a 
preservação de áreas verdes, o uso sustentável dos recursos naturais e a criação de espaços urbanos planejados, que minimizam 
impactos negativos como poluição e degradação ambiental. Assim, a função social da propriedade atua como um instrumento 
essencial para a construção de cidades mais justas e sustentáveis.
Fonte: BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da 
República, [2022]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 15 jan. 2024.
Sobre a função social da propriedade, analise as afirmativas a seguir:
I. A aplicação da função social da propriedade promove a inclusão social ao democratizar o acesso à moradia e serviços básicos.
II. O princípio da função social da propriedade contribui para a sustentabilidade ambiental ao garantir o uso planejado e 
equilibrado do solo urbano.
III. A função social da propriedade é um instrumento para estimular o crescimento econômico ao promover o uso produtivo dos 
imóveis e terrenos urbanos.
IV. A função social da propriedade condiciona o uso da propriedade ao cumprimento de objetivos coletivos, contribuindo para o 
combate à especulação imobiliária.
É correto o que se afirma em:
A I, II e III, apenas.
B II e IV, apenas.
C I, II, III e IV.
D III, apenas.
E III e IV, apenas.
É um tipo de estrutura urbana estabelecida que pode ser interpretada de todas as maneiras em resposta a todas as culturas. As 
cidades devem estar próximas de seus habitantes, propiciando o contato olho no olho, dispostas a agirem como o fermento da 
atividade humana, da geração e da expressão de uma cultura local. Independente do clima ser agradável ou não e a sociedade, rica 
ou pobre, o objetivo a longo prazo da busca de um desenvolvimento sustentável é criar a estrutura flexível para uma comunidade 
forte, dentro de um ambiente saudável e limpo.
Fonte: ROGERS, R. Cidades para um pequeno planeta. Barcelona: Editora Gustavo Gili, 2001. p. 40.
A partir da leitura do texto de Richard Rogers, qual estrutura urbana ele trata?
A As cidades compactas.
B Os parques municipais.
C As cidades jardim.
D As cidades compartimentadas.
E Os jardins públicos.
As cidades são um imenso laboratório de tentativa e erro, fracasso e sucesso, em termos de construção e desenho urbano. É nesse 
laboratório que o planejamento urbano deveria aprender, elaborar e testar suas teorias. Ao contrário, os especialistas e professores 
dessa disciplina (se é que ela pode ser assim chamada) ignoram o estudo do sucesso e do fracasso na vida real, não têm tido 
curiosidade a respeito das razões do sucesso inesperado e pautam-se por princípios derivados do comportamento e da aparência 
de cidades, subúrbios, sanatórios de tuberculose, feiras e cidades imaginárias perfeitas − qualquer coisa que não as cidades reais.
Fonte: JACOBS, J. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 5.
A partir do trecho e dos conceitos de planejamento urbano segundo Jane Jacobs, analise as afirmativas a seguir:
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I. Jacobs critica a falta de curiosidade dos especialistas em entender as razões do sucesso inesperado de certas áreas urbanas.
II. Jacobs sustenta que as cidades devem ser planejadas com base em princípios derivados da observação de cidades reais e de 
suas dinâmicas cotidianas.
III. Jane Jacobs defende que o planejamento urbano deve se basear em experimentação e na observação da vida real das cidades, 
em vez de teorias abstratas e idealizadas.
IV. Jacobs argumenta que os planejadores urbanos devem focar, principalmente, nos aspectos estéticos das cidades, tomando 
como modelo cidades perfeitas e imaginárias.
É correto o que se afirma em:
A I, II e III, apenas.
B III, apenas.
C I, II, III e IV.
D III e IV, apenas.
E II e IV, apenas.
No caso das quadras longas, mesmo as pessoas que estejam na vizinhança pelas mesmas razões são mantidas tão afastadas que se 
impede a formação de combinações razoavelmente complexas de usos urbanos cruzados. Quando se trata de usos principais 
discrepantes, as quadras longas impedem as misturas produtivas exatamente da mesma maneira. Elas automaticamente separam 
as pessoas por trajetos que raras vezes secruzam, de modo que usos diversos, geograficamente bem próximos de outros, são 
literalmente bloqueados.
Fonte: JACOBS, J. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 200.
Considerando o texto apresentado e a importância das quadras curtas no planejamento urbano segundo Jane Jacobs, analise as 
afirmativas a seguir:
I. Quadras curtas promovem a interação social e a formação de uma rede complexa de usos urbanos cruzados.
II. Quadras curtas favorecem a segurança urbana ao aumentar a presença de "olhos na rua" pelos contatos em esquinas.
III. Quadras curtas permitem maior fluidez do trânsito de automóveis, evitando congestionamento em áreas densamente 
povoadas.
É correto o que se afirma em:
A I e II, apenas.
B III, apenas.
C II e III, apenas.
D I, II e III.
E I, apenas.
O termo “cidades caminháveis”, criado por Speck (2016), traz um grupo de fatores que associam a produção do espaço 
urbanizado com a saúde humana. Um deles é a aplicação da mobilidade ativa, considerada uma tipologia de deslocamento que 
promove a movimentação do corpo dos moradores.
Fonte: adaptado de: SPECK, J. Cidade caminhável. São Paulo: Perspectiva, 2016.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A mobilidade ativa é uma alternativa para promoção da vitalidade urbana.
PORQUE
II. A criação de espaços que promovem rotas diretas e lógicas, associada à hierarquia clara dos espaços urbanos, promove a 
vitalidade urbana.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
B A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
C As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
D As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
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E As asserções I e II são falsas.
A Teoria Geral da Caminhabilidade explica como, para ser adequada, uma caminhada precisa atender a quatro condições 
principais. Essas quatro condições são, sobretudo, uma forma de refletir sobre uma série de regras específicas. Em conjunto, 
acredito que compõem uma receita completa para tornar nossas cidades mais caminháveis.
Fonte: SPECK, J. Cidade caminhável. São Paulo: Perspectiva, 2016. p. 20-21.
Sobre as quatro condições para a caminhabilidade consideradas por Speck, analise as afirmativas a seguir:
I. As cidades devem ser seguras não apenas na aparência, mas de fato trazendo a sensação de segurança para os pedestres. 
II. As cidades devem ser interessantes, o que significa focar na produção de edificações de estilo contemporâneo em substituição 
às antigas. 
III. As cidades devem ser monofuncionais, o que se faz na separação dos diferentes usos do solo em diferentes zonas, tornando os 
fluxos mais práticos. 
IV. As cidades devem ser confortáveis, o que corresponde a produzir vias com boa infraestrutura urbana para o trânsito de 
veículos particulares, como grandes avenidas e vias amplas.
É correto o que se afirma em:
A I, apenas.
B I, II, III e IV.
C II e IV, apenas.
D I, II e III, apenas.
E III e IV, apenas.
A urbanização desordenada no Brasil é um dos principais desafios enfrentados pelas cidades do país. Com o crescimento 
populacional e a falta de planejamento adequado, surgem problemas como ocupações irregulares em áreas de risco e pressões 
sobre os recursos naturais.
Fonte: MARICATO, E. Brasil, Cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Editora Vozes, 2002.
Considerando o texto apresentado sobre a urbanização, analise as afirmativas a seguir:
I. A falta de planejamento urbano tem pouca influência nas disparidades socioeconômicas entre diferentes regiões urbanas do 
país.
II. A urbanização desordenada no Brasil tem como principal consequência a diminuição da concentração populacional em áreas 
urbanas.
III. A falta de planejamento urbano eficiente resulta em pressões sobre os recursos naturais, como água e solo, gerando problemas 
ambientais nas cidades brasileiras.
IV. A urbanização desordenada no Brasil está associada a ocupações irregulares em áreas de risco, aumentando a vulnerabilidade 
das populações urbanas a desastres naturais.
É correto o que se afirma em:
A III e IV, apenas.
B I, II, III e IV.
C II e IV, apenas.
D III, apenas.
E I, II e III, apenas.
O tratamento dos espaços de transição da cidade, em especial, os andares mais baixos dos edifícios, tem influência decisiva na 
vida do espaço urbano. Trata-se da zona onde se caminha quando se está na cidade; são as fachadas que se vê e se experimenta de 
perto, portanto mais intensamente. É o local onde se entra e sai dos edifícios, onde pode haver interação da vida dentro das 
edificações e da vida ao ar livre. É o local onde a cidade encontra as edificações.
Fonte: GEHL, J. Cidades para pessoas. São Paulo: Perspectiva, 2013. p. 75.
Considerando uma estratégia da legislação urbana para tratar os espaços de transição de modo a trazer vivacidade para as cidades, 
assinale a alternativa correta:
A O estabelecimento de áreas para equipamentos comunitários.
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B A constituição de fachadas ativas nas edificações.
C A delimitação de áreas de proteção permanente.
D A sistematização de políticas de mobilidade urbana.
E A articulação de um zoneamento funcionalista.
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