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Memorex PF (Agente) - Rodada 06

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Memorex PF (Agente) - Rodada 06 
 
 
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TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua 
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Rodada 01 Disponível Imediatamente 
Rodada 02 Disponível Imediatamente 
Rodada 03 Disponível Imediatamente 
Rodada 04 Disponível Imediatamente 
Rodada 05 Disponível Imediatamente 
Rodada 06 Disponível Imediatamente 
 
Convém mencionar que todos que adquirirem o material completo irão receber TODAS AS 
RODADAS já disponíveis, independente da data de compra. 
 
Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA, pois, 
muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras posições no 
resultado final. 
 
Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO. 
 
Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada 
uma das dicas. 
 
Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas 
para: atendimento@pensarconcursos.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ÍNDICE 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA ..................................................................................................... 4 
CONTABILIDADE GERAL ............................................................................................... 14 
ESTATÍSTICA ....................................................................................................................... 19 
LEGISLAÇÃO ESPECIAL ................................................................................................. 21 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................... 30 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL ............................................................ 36 
NOÇÕES DE DIREITO PENAL ...................................................................................... 44 
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL ....................................................... 52 
RACIOCÍNIO LÓGICO ..................................................................................................... 58 
INFORMÁTICA .................................................................................................................... 60 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
 
DICA 01 
Trocas possíveis com o pronome relativo: 
 
- Que: o qual, a qual (plural). 
- A que: ao qual, à qual (plural). 
- Onde: em que, no qual, na qual (plural) 
- De que: do qual, da qual (plural). 
- Por que: pelo qual, pela qual (plural) 
DICA 02 
MACETE: 
PAVE - "Pois" antes do verbo tem ideia de Explicação 
PDVC - "Pois" depois do verbo tem função Conclusiva 
DICA 03 
DISCURSO DIRETO 
- NÃO HÁ NARRADOR. 
- É introduzido por VERBOS QUE ANUNCIAM A FALA DO PERSONAGEM (verbos de 
dizer). Ex.: disse, falou, murmurou. 
- Geralmente, antes da fala do personagem apresenta-se TRAVESSÃO OU DOIS PONTOS. 
- PRONOMES, PALAVRAS DEPENDENTES DE SITUAÇÃO E TEMPOS VERBAIS SÃO 
DETERMINADOS PELO CONTEXTO, BEM COMO USADOS LITERALMENTES. 
DICA 04 
DISCURSO INDIRETO 
- Aquele em que o NARRADOR enuncia a fala. 
- É introduzido por VERBO DE DIZER (dizer, responder, falar, afirmar, retrucar). 
- Vem separado da fala do narrador por uma PARTÍCULA INTRODUTÓRIA, geralmente 
as conjunções “se” ou “que”. 
- PRONOMES, PALAVRAS DEPENDENTES DE SITUAÇÃO E TEMPOS VERBAIS SÃO 
DETERMINADOS PELO CONTEXTO DO NARRADOR E O VERBO OCORRE NA 3ª 
PLURAL. 
DICA 05 
DISCURSO INDIRETO LIVRE 
- NÃO SE CONSEGUE OBSERVER os limites entre as falas do narrador e a do personagem. 
- EXCLUI os verbos de dizer e a partícula introdutória. 
 
 
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DICA 06 
DISCURSO DIRETO X DISCURSO INDIRETO X DISCURSO INDIRETO LIVRE 
- DISCURSO DIRETO → CRIAÇÃO DE UM EFEITO DE VERDADE – IMPRESSÃO DE 
PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO DISCURSO. 
- DISCURSO INDIRETO → ELIMANAÇÃO DE ELEMENTOS EMOCIONAIS OU 
AFETIVOS – DEPREENDE-SE APENAS O QUE O PERSONAGEM DIZ E NÃO “COMO DIZ” 
(OBJETIVIDADE ANALÍTICA) 
- DISCURSO INDIRETO LIVRE → MESCLA A FALA DO NARRADOR COM A DO 
PERSONAGEM (subjetividade e objetividade). *PONTO DE VISTA GRAMATICAL: o 
discurso é do narrador. *PONTO DE VISTA DO SIGNIFICADO: o discurso é do 
personagem. 
DICA 07 
TOME NOTA! Quando se compara duas qualidades do mesmo ser, pode-se empregar 
as formas “mais grande”, “mais bom”, “mais mau”. 
Ex.: Leandro é mais bom do que mau. 
DICA 08 
NUNCA MAIS ERREM! 
Em se tratando de adjetivos derivados de substantivo abstrato pelo acréscimo de sufixo, 
apontando a característica de quem apresenta/carrega aquela “coisa” denominada pelo 
substantivo – estaremos diante do sufixo – OSO (masculino) ou OSA (feminino), os 
quais serão grafados com “S”. 
Ex.1: gosto (substantivo abstrato) / gostoSo (adjetivo) 
Ex.2: honra (substantivo abstrato) / honroSo (adjetivo) 
DICA 09 
AO ENCONTRO DE (FAVORÁVEL) X DE ENCONTRO A (CONTRÁRIO) 
A minha opinião foi ao encontro da sua. (CONCORDEI). 
A minha opinião foi de encontro à sua. (DISCORDEI). 
DICA 10 
DICAS SOBRE SUJEITO 
→ Não pode ser preposicionado; 
→ Não pode ser separado do predicado por vírgula; 
→ Pode vir posposto (depois) ao verbo; 
→ Para identificá-lo, usa-se O QUE? ou QUEM?; 
→ Pode ser representado por NOME (tem que ter substantivo), PRONOME ou 
ORAÇÃO (tem que ter verbo). 
 
 
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DICA 11 
AFIM X A FIM 
(Afinidade) (Finalidade) 
Ex.: Maria e Luiza possuem ideias afins. (AFIM = ADJETIVO, o qual qualifica algo ou 
alguém que possui semelhança, afinidade, proximidade) 
Ex.2: Saí rápido a fim de não perder o compromisso. (A FIM = locução prepositiva, a qual 
significa “com a finalidade de”, “com o desejo de”, “com o objetivo de”) 
DICA 12 
ONDE X AONDE X DONDE 
 
ONDE 
- Indica permanência. 
Ex.: o vocábulo “ONDE”, no trecho “o lugar onde nós vivemos juntos” pode ser substituído 
por “EM QUE”. 
Ex.: Onde você esteve? 
 
ONDE X AONDE 
 
- ONDE: é utilizando nas hipóteses em que os verbos pedem a preposição “EM” 
 
Ex.: Onde ele mora? Ele mora em Natal. 
 
- AONDE: é utilizando nas hipóteses em que os verbos pedem a preposição “A” 
- Indica movimento para algum lugar. 
 
Ex.: Aonde você vai com tanta pressa? (Quem vai, vai a algum lugar) 
 
DONDE 
 
- indica o lugar de origem = DE ONDE. 
Ex.: Donde vêm aqueles passageiros? 
DICA 13 
VERBO NAMORAR 
ATENÇÃO! O verbo namorar NÃO ACEITA a preposição “com”. 
Namorar→ VTD, não aceita com. 
EX. Namora o rapaz mais jovem. 
DICA 14 
PORQUE X POR QUE X POR QUÊ X PORQUÊ 
 
* Considerações gerais: 
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1) Toda vez que houver relação de causa/efeito, mesmo se houver 
pergunta, emprega-se PORQUE (junto sem acento). 
2) Se houver determinante (artigo, pronome, numeral), emprega-se 
PORQUÊ (junto com acento). 
3) Nos demais casos, emprega-se POR QUE (separado) no meio da frase e 
POR QUÊ (separado com acento) no fim da frase. 
Tipos Características 
 
PORQUE 
(=pois) 
 
-Conjunção causal/ explicativa 
(introduz uma explicação ou causa 
da oração anterior) 
-Une oraçõesdiferentes. 
 
Nas monarquias parlamentaristas, o Chefe de Estado é o monarca, ao passo que o Chefe 
de Governo é o Primeiro-Ministro. Por outro lado, nas repúblicas parlamentaristas, há o 
Presidente (como Chefe de Estado) e o Primeiro-Ministro (como Chefe de Governo). 
 
b) Interdependência entre os Poderes Executivo e Legislativo. 
 
O Primeiro-Ministro e os demais membros do Gabinete (Ministros) são integrantes do 
Parlamento e são por ele nomeados. Assim, a Chefia de Governo só se mantém no poder 
enquanto possuir o apoio do Parlamento; caso o Primeiro Ministro perca esse apoio, poderá 
ser destituído pelo Parlamento. 
 
c) Mandato por prazo indeterminado. 
O Primeiro-Ministro (Chefe de Governo) ocupa o cargo por tempo indeterminado, 
enquanto possuir o apoio do Parlamento. Destaque-se, ainda, que em situações em que o 
povo perde a confiança no Parlamento, este também pode ser dissolvido pelo Primeiro-
Ministro, convocando-se eleições extraordinárias para a formação de um novo Parlamento. 
 
DICA 92 
Para que um indivíduo possa ocupar o cargo de Presidente, ele deverá cumprir os seguintes 
requisitos constitucionais: 
 
a) Ser brasileiro nato (art. 12, § 3º, CF/88). 
b) Possuir alistamento eleitoral. 
c) Estar no pleno gozo dos direitos políticos. 
d) Ter mais de 35 anos. Destaque-se que essa idade deve ser comprovada na data da 
posse. 
e) Não se enquadrar em nenhuma das inelegibilidades previstas na Constituição. 
f) Possuir filiação partidária. 
 
A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República é feita pelo sistema majoritário 
de dois turnos. Por esse sistema, considera-se eleito o candidato que obtiver a maioria 
absoluta dos votos válidos (não computados, portanto, os votos em branco e os nulos). 
Caso não obtenha essa maioria na primeira votação, será realizado um novo turno de 
votações. 
 
Existem dois tipos de sistema majoritário: 
 
1) Sistema majoritário puro (ou simples): é eleito o candidato com o maior número de 
votos (maioria simples). Esse sistema é utilizado para a eleição dos Senadores e de Prefeitos 
em municípios com até 200.000 eleitores. 
 
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2) Sistema majoritário de dois turnos: é eleito o candidato que obtém a maioria 
absoluta dos votos válidos. A maioria absoluta é obtida quando o candidato tem mais da 
metade dos votos válidos. Esse sistema é utilizado nas eleições do Presidente, dos 
Governadores e de Prefeitos em municípios com mais de 200.000 eleitores. 
 
DICA 93 
O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão conjunta do 
Congresso Nacional, em 1º de janeiro, prestando o compromisso de manter, defender 
e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, 
sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil. 
 
Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, 
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago (art. 78, 
parágrafo único). 
 
A partir desse dispositivo, é possível vislumbrarmos 6 situações diferentes: 
 
a) Presidente da República e Vice-Presidente não comparecem dentro de 10 dias da data 
fixada para posse, SEM motivo de força maior. Nesse caso, será declarada a vacância 
dos dois cargos (Presidente e Vice). Precisarão ser realizadas novas eleições diretas, como 
estudaremos mais à frente. 
 
b) Presidente da República não comparece dentro de 10 dias da data fixada para a 
posse, SEM motivo de força maior. Nesse caso, o Vice assumirá o cargo de Presidente e 
exercerá o mandato inteiro sem Vice. 
 
c) Vice-Presidente não comparece dentro de 10 dias da data fixada para a posse, SEM 
motivo de força maior. Nesse caso, o Presidente irá exercer todo o mandato sem Vice. 
 
d) Presidente da República e Vice-Presidente não comparecem dentro de 10 dias da data 
fixada para posse, COM motivo de força maior. A posse será adiada para que, após 
cessado o motivo de força maior, eles possam assumir o cargo. 
 
e) Presidente da República não comparece dentro de 10 dias da data fixada para a 
posse, COM motivo de força maior. O Vice-Presidente toma posse e assume, 
interinamente, o cargo de Presidente até que cesse o motivo de força maior. 
 
f) Vice-Presidente não comparece dentro de 10 dias da data fixada para a posse, COM 
motivo de força maior. O Presidente toma posse e governa sem Vice até que cesse o 
motivo de força maior que impediu o Vice de tomar posse. 
 
DICA 94 
Hipóteses de vacância do cargo de Presidente e Vice-Presidente: 
 
a) Não comparecimento dentro de 10 dias da data fixada para a posse, exceto por 
motivo de força maior. 
 
b) Por morte, renúncia, perda ou suspensão dos direitos políticos e perda da nacionalidade 
brasileira. 
 
c) Condenação por crime de responsabilidade, ou comum, mediante decisão do Senado 
Federal ou do STF, respectivamente. Observação: Se o Presidente for condenado por crime 
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de responsabilidade, ele perderá o cargo e ficará inabilitado por 8 anos para o exercício 
de função pública. 
 
d) Ausência do país por mais de 15 dias sem autorização do Congresso Nacional. O 
Presidente pode se ausentar do País por mais de 15 dias; no entanto, para isso, precisará 
de autorização do Congresso Nacional. 
 
No caso de Governadores e Vice-Governadores, a exigência de autorização de Assembleia 
Legislativa só poderá constar da Constituição estadual se reproduzir o modelo federal, ou 
seja, quando a ausência se der por mais de quinze dias. Assim, o STF considera 
inconstitucional norma estadual que exige prévia licença da Assembleia Legislativa para que 
o governador e o vice-governador possam ausentar-se do País por qualquer prazo. 
 
DICA 95 
Havendo vacância dos cargos de Presidente e de Vice-Presidente, serão convocadas novas 
eleições. Temos, então, o seguinte: 
 
a) Se a vacância dos cargos de Presidente e Vice-Presidente ocorrer nos dois primeiros 
anos do mandato presidencial, serão feitas eleições 90 (noventa) dias depois de aberta 
a última vaga. Trata-se, nesse caso, de eleições diretas. 
 
b) Se a vacância dos cargos de Presidente e Vice-Presidente ocorrer nos dois últimos anos 
do mandato presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita 30 (trinta) dias 
depois da última vaga, pelo Congresso Nacional. Serão feitas, portanto, eleições indiretas. 
 
Aqueles que forem eleitos dessa maneira deverão apenas completar o mandato dos seus 
antecessores. É o que se chama de “mandato-tampão”. 
 
DICA 96 
Na ordem de sucessão para ocupar o cargo de Presidente, temos: Vice-Presidente, 
Presidente da Câmara dos Deputados, Presidente do Senado Federal e Presidente 
do STF. 
 
DICA 97 
O Presidente da República poderá dispor, mediante decreto autônomo, sobre: 
 
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento 
de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. 
 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
 
Perceba que a criação ou extinção de órgão público não poderá ser objeto de decreto 
autônomo: haverá necessidade de lei formal para fazê-lo. Da mesma maneira, é necessária 
lei para tratar da organização e funcionamento de administração federal quando houver 
aumento de despesa. A extinção de funções ou cargos públicos que estiverem ocupados 
também depende de lei formal. 
 
Por último, cabe destacar que a edição de decretos autônomos é competência delegável 
do Presidente da República, que poderá concedê-la aos Ministros de Estado, ao 
Advogado-Geral da União ou ao Procurador Geral da República. 
 
 
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DICA 98 
O Conselho da República é órgão superior deconsulta do Presidente da República, 
que se pronuncia, sem efeito vinculante, sobre intervenção federal, estado de defesa, 
estado de sítio e questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. 
Dentre os integrantes do Conselho da República, estão 6 cidadãos brasileiros natos, com 
mais de 35 anos. Desses, 2 são nomeados pelo Presidente da República, 2 são eleitos pela 
Câmara dos Deputados e 2 eleitos pelo Senado Federal. 
 
O Conselho de Defesa Nacional também é órgão superior de consulta do Presidente, mas 
nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático. Suas 
manifestações também não possuem efeito vinculante, mas simplesmente opinativo. 
 
DICA 99 
As competências delegáveis do Presidente da República são as seguintes: 
 
a) Editar decretos autônomos. Recorde-se que, mediante decreto autônomo, o 
Presidente poderá dispor sobre: 
1) organização e funcionamento da administração pública federal, quando não implicar 
aumento de despesa, nem criação ou extinção de órgão público e; 
 
2) extinguir funções ou cargos públicos, quando vagos. 
 
b) Conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos 
instituídos em lei. 
 
c) Prover e desprover cargos públicos, na forma da lei. Ressalte-se que essa é apenas 
a primeira parte do art.84, XXV, cujo inteiro teor é o seguinte: “prover e extinguir os cargos 
públicos federais, na forma da lei”. A extinção de cargos públicos ocupados não é atribuição 
delegável do Presidente da República. Apenas é delegável a extinção de cargos públicos 
vagos (que é objeto de decreto autônomo). 
 
DICA 100 
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem 
contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: 
 
I - a existência da União; 
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos 
Poderes constitucionais das unidades da Federação; 
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; 
IV - a segurança interna do País; 
V - a probidade na administração; 
VI - a lei orçamentária; 
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais. 
 
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas 
de processo e julgamento. 
 
 
 
 
 
 
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DICA 101 
Princípios constitucionais da seguridade social 
 
Universalidade da cobertura e do atendimento: 
 
Temos, aqui, dois princípios: a universalidade da cobertura e a universalidade do 
atendimento. A universalidade da cobertura, também chamada de universalidade objetiva, 
consiste em proteger o maior número de situações de risco social; com isso, outorga-se aos 
indivíduos uma ampla proteção social, contra as diversas situações de vulnerabilidade 
(doença, velhice, maternidade, acidente, reclusão, dentre outras). 
 
A universalidade de atendimento, também chamada de universalidade subjetiva, 
consiste em proteger todos os indivíduos que necessitarem da seguridade social. Destaque-
se, todavia, que: 
 
- a previdência social é direito apenas das pessoas que com ela contribuírem; 
- a saúde é direito de todos; 
- a assistência social é direito de todos que dela necessitarem e independe de contribuição. 
 
DICA 102 
Princípios constitucionais da seguridade social 
 
Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais: 
 
Esse princípio tem como objetivo ofertar uma proteção social isonômica às populações 
urbanas e rurais. Não interessa se o indivíduo mora no campo ou na cidade: os benefícios 
e serviços a ele concedidos devem ser os mesmos. 
 
Há que se destacar que não só os benefícios (como aposentadoria e pensão por morte) 
devem ser concedidos de maneira isonômica às populações urbanas e rurais. O 
princípio da uniformidade e equivalência também se aplica aos serviços da seguridade social 
como, por exemplo, o atendimento médico pelo SUS. 
 
DICA 103 
Princípios constitucionais da seguridade social 
 
Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços: Nas lições mais 
básicas de Economia, sabe-se que os recursos são sempre escassos face às necessidades 
ilimitadas. Por mais que o Governo arrecade contribuições sociais, o orçamento nunca será 
suficiente para atender todas as pessoas, diante de todas as situações de risco social. 
 
Em razão disso é que o Governo se utiliza do princípio da seletividade, estabelecendo 
critérios para a prestação dos benefícios e serviços ou, em outras palavras, definindo 
parâmetros para a seleção daqueles que serão beneficiados pelas ações da seguridade 
social. Ressalte-se que, na definição desses critérios, deve-se dar prioridade na prestação 
dos benefícios e serviços a quem mais necessita e, com isso, promover a redistribuição de 
renda em favor dos mais pobres (distributividade). 
 
 
 
 
 
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DICA 104 
Princípios constitucionais da seguridade social 
 
Irredutibilidade do valor dos benefícios: 
 
A irredutibilidade do valor dos benefícios é uma verdadeira garantia dos beneficiários da 
seguridade social. É um importante princípio, que se aplica de 2 (duas) maneiras 
diferentes. 
 
No caso de benefícios previdenciários (pensão por morte e aposentadoria, por exemplo), a 
CF/88 garante que não haverá redução do valor real (art. 201, § 4º). Preserva-se, assim, o 
poder aquisitivo do segurado da previdência social, impedindo-se que o benefício seja 
corroído pela inflação. O STF também já reconhece que os benefícios previdenciários estão 
protegidos em seu valor real. 
 
Já no caso de outros benefícios da seguridade social (como o benefício assistencial), a CF/88 
garante a preservação do valor nominal. Esses benefícios não estarão protegidos contra os 
efeitos da inflação. O que se veda é que, por exemplo, a legislação infraconstitucional, 
estabeleça um valor menor para os benefícios da seguridade social. 
 
DICA 105 
Princípios constitucionais da seguridade social 
 
Equidade na forma de participação no custeio: 
 
O princípio da equidade na formação de participação no custeio é decorrência do princípio 
da capacidade contributiva. Segundo esse princípio, cada um deverá contribuir na 
proporção da sua capacidade contributiva; assim, aqueles com maiores rendas deverão 
contribuir mais. 
 
É necessário enfatizar que o princípio da equidade na forma de participação no custeio 
aplica-se apenas à previdência social. Isso porque essa é a única área, dentro da seguridade 
social, que depende da contribuição dos segurados. Desse modo, as contribuições para a 
previdência social são maiores ou menores, conforme a renda do segurado. Rendas 
maiores correspondem a alíquotas maiores de contribuições para a seguridade social. 
 
 
 
 
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44 
NOÇÕES DE DIREITO PENAL 
 
DICA 106 
VAMOS APROFUNDAR... 
 
O estado de necessidade é uma causa de exclusão de ilicitude quando ocorre conflito 
entre dois bens jurídicos e um deles é sacrificado para a proteção do outro. 
 
O Código Penal Brasileiro adotou a teoria unitária do estado de necessidade, segundo a 
qual, em um estado de perigo atual o agente sacrifica o bem de igual ou menor 
relevância e protege o bem jurídico de igual ou superior relevância. 
 
 
 
DICA 107 
CLASSIFICAÇÃO – ESTADO DE NECESSIDADE DEFENSIVO E AGRESSIVO 
 
 O estado de necessidade defensivo ocorre quando a pessoa que causou a situação de 
perigo atual é a que tem o bem jurídico sacrificado 
 
 O estado de necessidade agressivo ocorre quando o bem jurídico sacrificado é de 
um indivíduo que não possui relação com a situação de perigo. 
E A BANCA CESPE JÁ COBROU...(CEBRASPE (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Direito/2010) 
 
... Julgue o item a seguir, acerca das causas excludentes de ilicitude e do concurso de 
pessoas. Considere a seguinte situação hipotética. 
Ana estava passeando com o seu cão, da raça pitbull, quando, por descuido, o animal soltou-
se da coleira e atacou uma criança. Um terceiro, que passava pelo local, com o intuito de 
salvar a vítima do ataque, atingiu o cão com um pedaço de madeira, o que causou a morte 
do animal. 
Nessa situação hipotética, ocorreu o que a doutrina denomina de estado de necessidade 
agressivo. 
 
( ) Certo 
(x) Errado. A Justificativa está acima! 
 
ESTADO DE 
NECESSIDADE 
Perigo atual
Perigo inevitável
Proteção do bem 
jurídico de igual ou 
maior relevância. 
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DICA 108 
ESTADO DE NECESSIDADE RECÍPROCO 
O estado de necessidade recíproco ocorre quando, duas ou mais pessoas ajam, 
simultaneamente, em estado de necessidade, umas contra as outras. Um exemplo 
seria duas pessoas em um naufrágio disputando um colete salva-vidas. 
DICA 109 
COMO JÁ APRESENTADO EM NOSSAS DICAS.... 
São Causas excludentes de ilicitude: 
 
 
 
PORÉM MUITO CUIDADO! A CESPE sempre tenta confundir a aplicação do estado 
de necessidade e da legitima defesa. 
 
GRAVEM ESSA DICA: Ao analisar casos concretos diferencie as causas excludentes de 
ilicitude conforme o esquema apresentado acima. 
 
(CEBRASPE (CESPE) - Agente Federal de Execução Penal (DEPEN)/2005) 
 
... João e Pedro ajustaram entre si a prática de um furto a uma loja de produtos importados 
que julgavam estar abandonada. Segundo o acerto, João entraria na loja, de lá subtrairia 
um televisor, no valor de R$ 3.500,00, e retornaria ao carro em que Pedro, ao volante, o 
estaria aguardando. 
 
No dia do crime, 15 de março de 2004, por volta das onze horas da manhã, João, ao 
ingressar na loja, deparou-se com Maria, que lá estava sem que João ou Pedro o soubessem. 
 
Antes de subtrair o televisor, João, com a intenção de matar Maria e com isso assegurar o 
proveito da subtração, atacou-a com uma faca e produziu ferimentos que acarretaram, 
posteriormente, a retirada de um de seus rins. Maria, no momento da investida de João, 
resistiu e atingiu-o com um forte soco, que provocou a fratura de um dos ossos do rosto de 
João. 
 
Impossibilitado de prosseguir no ataque a Maria, em razão da intensa dor que sentiu no 
rosto, João fugiu e levou consigo o televisor para o carro em que Pedro o aguardava. 
 
Maria, empregada da loja, mesmo ferida pela faca utilizada por João, telefonou para a 
polícia, que, imediatamente, de posse da descrição de João e do carro utilizado na fuga, 
pôs-se a procurá-lo nas redondezas. 
 
No final da tarde, a polícia efetuou a prisão de João e de Pedro, que já tinham vendido a 
Carlos, sabedor da origem criminosa, o televisor subtraído da loja. 
 
ESTADO DE 
NECESSIDADE 
Perigo Atual
LEGÍTIMA DEFESA Injusta agressão
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46 
A respeito da situação hipotética acima, julgue o item a seguir: 
Maria, ao ofender a integridade física de João, agiu em estado de necessidade. 
 
( ) Certo 
(X) Errado 
DICA 110 
ERRO DE TIPO PERMISSIVO (descriminante putativa fática): acontece quando, por 
falsa percepção da realidade, o agente não se dá conta da presença de um elemento 
constitutivo do tipo. 
 
Ex. 1: Elementos constitutivos do crime de furto (art.155): subtrair COISA ALHEIA. Se 
A pega um celular acreditando ser o seu, incorrerá em erro de tipo. 
Ex. 2: Elemento constitutivo do crime de homicídio: matar ALGUÉM. Se A atira em 
uma pessoa acreditando que atirou em um animal durante uma caça, incorrerá em 
erro de tipo. 
Ex. 3: Elemento constitutivo do crime de transportar drogas. A leva um presente 
enviado por B para C sem saber que o presente consiste em drogas = erro de tipo pois 
A não sabia que se tratava de drogas. 
● SE evitável/vencível/inexcusável: EXCLUI O DOLO E PERMITE A 
CONDENAÇÃO POR CULPA, se houver essa modalidade culposa no tipo 
do crime. Nos exemplos acima, somente no caso de homicídio caberá a 
modalidade culposa. 
● SE inevitável/invencível/escusável: ocorre quando o agente não 
poderia evitar o erro. EXCLUIRÁ TANTO O DOLO QUANTO A CULPA 
SE O ERRO FOR INEVITÁVEL/INVENCÍVEL. 
Art. 20, CP - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o 
dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei. 
*Descriminantes putativas 
§ 1º - É ISENTO de pena quem, por erro plenamente justificado pelas 
circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação 
legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é 
punível como crime culposo.    
DICA 111 
ERRO DE PROIBIÇÃO (ou sobre a ilicitude do fato): 
 
- Agente desconhece ou não compreende o conteúdo da norma. Ex.: Holandês que 
vem ao Brasil e usa maconha, sem saber que aqui é proibido. 
- Agente não compreende o caráter reprovável de sua OMISSÃO quando a lei o 
determina agir. 
- Agente supõe estar agindo acobertado por uma excludente de ilicitude, o erro é 
sobre uma causa de justificação. 
 
Art. 21, CP - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, 
se inevitável, isenta de pena; SE EVITÁVEL, poderá diminuí-la de um sexto a um 
terço. 
 
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47 
Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a 
consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou 
atingir essa consciência. 
DICA 112 
RELEVÂNCIA DA OMISSÃO – CRIMES OMISSIVOS IMPRÓPRIOS 
A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o 
resultado. O dever de agir incumbe a quem: 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; Ex.: Pai que deixa de 
alimentar o filho recém-nascido e este morre, o pai responde por homicídio doloso. 
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado (posição de 
garantidor); Ex.: Salva-vidas, diretora da escola e o dever de cuidado com os alunos. 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. Ex.: 
Uma pessoa que, brincando, joga uma pessoa na piscina e, posteriormente, percebe que 
esta não sabe nadar tem o dever de salvá-la. Caso não o faça, responde pelo crime. Ex.2: 
caso do vizinho que acendeu uma fogueira para queimar seu lixo e, no entanto, esquece 
de apagá-la, ocasionando um incêndio de grandes proporções, atingindo o imóvel de 
vizinho, que vem a óbito. 
DICA 113 
Nos crimes de omissão própria não cabe tentativa, haja vista que a própria omissão 
configura a consumação. Se o sujeito age de acordo com o comando da lei, não pratica o 
fato típico (art. 135, CP - omissão de socorro). 
 
Por sua vez, no crime omissivo impróprio é perfeitamente possível a tentativa, isto 
porque o agente tem um dever especifico (art. 13 § 2º CP), e responde pelo resultado. 
 
VAMOS DE BÔNUS DENTRO DA DICA?! 
 
*CRIMES QUE NÃO ADMITEM MODALIDADE TENTATIVA 
- MACETE!!! CCHOUP 
 
Contravenções (art. 4º da LCP) 
Culposos 
Habituais (art. 229, 230, 284, CP) 
Omissivos próprios (art. 135 CP) 
Unissubsistentes (Injúria verbal) 
Preterdolosos (art. 129 § 3º CP) 
 
 
Art. 14, CP - Diz-se o crime: 
 *Crime consumado 
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https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10623219/artigo-135-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111984002/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10638340/artigo-13-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10638280/par%C3%A1grafo-2-artigo-13-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
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48 
 I - CONSUMADO, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição 
legal; 
 *Tentativa 
 II - TENTADO, quando, iniciada a execução, não se consuma por 
circunstâncias alheias à vontade do agente. 
 
Pena de tentativa: Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena 
correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços. 
DICA 114 
MOEDA FALSA 
Art. 289, CP - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda 
de curso legal no país ou no estrangeiro: 
Pena - reclusão, de três a doze anos, E multa. 
ATENÇÃO! O referido tipo penal reprime a conduta de falsificar dinheiro e pode ser a 
falsificação de moeda nacional ou estrangeira. Isto quer dizer que não há necessidade 
de colocar em circulação o dinheiro para configurar o crime previsto no art. 289. 
DICA 115 
CARACTERÍSTICAS DO CRIME DE MOEDA FALSA 
➢ É vedada a aplicação do princípio da insignificância para o crime de moeda 
falsa, pois se trata de um crime contra a fé pública. 
➢ Não é possível o arrependimento posterior no caso de crime de moeda falsa, 
vez que a vítima do crime não é a pessoa quem recebeu o dinheiro falso, mas sim 
a sociedade. 
➢ O crime de moeda falsa só existe na modalidade dolosa. Crimes contra a fé 
pública só ocorrem se houver dolo. 
DICA 116 
JUÍZO COMPETENTE – CRIME DE MOEDA FALSA 
A competência para julgar o crime de moeda falsa é a Justiça Federal. 
ATENÇÃO! 
No entanto, deve-se atentar para a SÚMULA Nº 73 DO STJ: “a utilização de papel moeda 
grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de estelionato, da competência da 
justiça estadual”. 
 
Neste sentido, é importante diferenciar a moeda que é apta a enganar alguém e a 
que não é apta, vez que se a moeda é grosseiramente falsificada estamos diante 
de um crime de estelionato, julgado na justiça estadual. 
DICA 117 
FORMA EQUIPARADA, MODALIDADE PRIVILEGIADA E MODALIDADE 
QUALIFICADA DO CRIME DE MOEDA FALSA 
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Destrinchando o art. 289, CP... 
Forma equiparada 
§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa ou exporta, 
adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circulação moeda falsa. 
Modalidade privilegiada 
§ 2º - Quem, tendo recebido de boa-fé, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, a 
restitui à circulação, depois de conhecer a falsidade, é punido com detenção, de seis 
meses a dois anos, E multa. 
Modalidade qualificada 
§ 3º - É punido com reclusão, de três a quinze anos, E multa, o funcionário público 
ou diretor, gerente, ou fiscal de banco de emissão que fabrica, emite ou autoriza a 
fabricação ou emissão: 
I - de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei; 
II - de papel-moeda em quantidade superior à autorizada. 
Modalidade qualificada 
§ 4º - Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda, cuja circulação não 
estava ainda autorizada. 
DICA 118 
CRIMES ASSIMILADOS AO DE MOEDA FALSA 
Art. 290, CP - Formar cédula, nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos de 
cédulas, notas ou bilhetes verdadeiros; suprimir, em nota, cédula ou bilhete recolhidos, 
para o fim de restituí-los à circulação, sinal indicativo de sua inutilização; restituir à 
circulação cédula, nota ou bilhete em tais condições, ou já recolhidos para o fim de 
inutilização: 
Pena - reclusão, de dois a oito anos, E multa. 
Parágrafo único - O máximo da reclusão é elevado a doze anos E multa, se o crime é 
cometido por funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se achava 
recolhido, ou nela tem fácil ingresso, em razão do cargo. 
 
Crimes 
assimilados ao 
de moeda falsa
Forma moeda com 
fragmento de outras
Suprimir sinal indicativo de 
inutilização da cedula
Restituir à circulação moeda 
já recolhida para fim de 
inutilização
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50 
DICA 119 
PETRECHOS PARA FALSIFICAÇÃO DE MOEDA 
Art. 291, CP - Fabricar, adquirir, fornecer, A TÍTULO ONEROSO OU GRATUITO, 
possuir ou guardar maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto 
especialmente destinado à falsificação de moeda: 
Pena - reclusão, de dois a seis anos, E multa. 
ATENÇÃO! 
 Os petrechos para falsificação de moeda é um crime subsidiário ao de falsificação, 
portanto, se no local do crime encontrar petrechos e a moeda o sujeito responderá pelo 
crime previsto no art. 289, não havendo que se falar em concursos de crimes. 
 Objeto especialmente destinado à falsificação de moeda pode ser entendido como 
qualquer coisa que tenha como finalidade a falsificação de moeda. 
DICA 120 
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO 
Art. 297, CP - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, OU ALTERAR 
documento público verdadeiro: 
Pena - reclusão, de dois a seis anos, E multa. 
*Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, 
aumenta-se a pena de sexta parte. 
*Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade 
paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de 
sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular. 
*Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: 
I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a 
fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de 
segurado obrigatório; 
II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento 
que deva produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da 
que deveria ter sido escrita; 
III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as 
obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da 
que deveria ter constado. 
*ATENÇÃO!!! Nas mesmas penas incorre QUEM OMITE, nos documentos mencionados 
acima, nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do 
contrato de trabalho ou de prestação de serviços. 
DICA 121 
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR 
Art. 298, CP - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular OU ALTERAR 
documento particular verdadeiro: 
Pena - reclusão, de um a cinco anos, E multa. 
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51 
*Falsificação de cartão = Equipara-se a documento particular o cartão de crédito ou 
débito. 
DICA 122 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ: 
O crime previsto no art. 297, caput, do CP se consuma com a efetiva falsificação ou 
alteração do documento, não se exigindo, portanto, para a sua configuração, o uso 
ou a efetiva ocorrência de prejuízo. (HC 57.599/PR, Rel. Ministro FELIX FISCHER, 
QUINTA TURMA, julgado em 10/10/2006, DJ 18/12/2006, p. 423) 
DICA 123 
ATENÇÃO! 
STJ: Uso de falsificação grosseira de documento não é crime! 
STJ absolveu um cidadão de São Paulo do crime de falsificação de uma carteira nacional de 
habilitação (CNH). Ele havia sido condenado a dois anos de reclusão, mas a Sexta Turma 
reconheceu que, por ser grosseira e notada por uma pessoa comum, a falsificação 
não constitui crime, pela ineficácia do meio empregado. (STJ, HC Nº 119.054 - SP 
(2008/0233685-9) 
*Entendeu ser crime impossível e absolveu o paciente com base no art. 17 do CP: 
 Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por 
absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. 
DICA 124 
FALSIDADE IDEOLÓGICA 
Art. 299, CP - Omitir, EM DOCUMENTO PÚBLICO OU PARTICULAR,declaração que dele 
devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia 
ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato 
juridicamente relevante: 
Pena - SE O DOCUMENTO É PÚBLICO = reclusão, de um a cinco anos e multa; 
- SE O DOCUMENTO É PARTICULAR = reclusão de um a três anos, e multa, 
*SE O AGENTE É FUNCIONÁRIO PÚBLICO, e comete o crime prevalecendo-se do 
cargo, OU se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil, 
AUMENTA-SE a pena de sexta parte. 
DICA 125 
O CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA é crime comum (haja vista poder ser praticado 
por qualquer pessoa), bem como só é admitida sua forma tentada na modalidade 
comissiva (ou seja, por ação), não sendo cabível na forma omissiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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52 
 
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL 
 
DICA 126 
INTERROGATÓRIO DO ACUSADO 
O interrogatório é o momento do processo em que o acusado fornece sua versão dos 
fatos. Sua natureza jurídica é híbrida, vez que pode ser tanto um meio de prova como 
um meio de defesa. 
ATENÇÃO! O interrogatório é inadequado em sede de inquérito policial. 
DICA 127 
PRESENÇA DO ADVOGADO NO INTERROGATÓRIO 
Art. 185, CPP. O acusado que comparecer perante a autoridade judiciária, no curso do 
processo penal, será qualificado e interrogado na presença de seu defensor, constituído ou 
nomeado. 
A presença do advogado é obrigatória sob pena de nulidade nos termos da SÚMULA 
523 do STF: 
“No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só 
o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”. 
DICA 128 
MOMENTO DO INTERROGATÓRIO 
Art. 196, CPP. A todo tempo o juiz poderá proceder a novo interrogatório de ofício ou 
a pedido fundamentado de qualquer das partes. 
Em regra, o interrogatório ocorre no último ato da audiência de instrução e 
julgamento. Não obstante, o juiz pode proceder a novo interrogatório para 
esclarecimentos, ex officio ou a pedido das partes, a qualquer tempo. 
DICA 129 
PRINCÍPIOS DO INTERROGATÓRIO 
➢ Público: se não houver sigilo qualquer um pode ouvir o interrogatório do réu; 
➢ Personalíssimo: é feita ao acusado, não pode ser nem ao advogado; 
➢ Oralidade: É oral; 
➢ Individualidade: É individual ao réu, cada um é interrogado separadamente; 
➢ Judicialidade: é feito perante o juiz; e 
➢ Espontaneidade: deve ser livre de pressão e constrangimentos. 
 
 
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53 
DICA 130 
PROCEDIMENTO DO INTERROGATÓRIO 
➢ Direito de entrevista preliminar reservada: O acusado tem direito de ser 
orientado previamente por seu advogado para que entenda o procedimento e até, 
mesmo, a maneira de se comportar. O juiz é obrigado a propor a entrevista 
preliminar sob pena de NULIDADE. 
***§5º do art. 185 do CPP: “Em qualquer modalidade de interrogatório, o juiz garantirá 
ao réu o direito de entrevista prévia e reservada com o seu defensor; se realizado por 
videoconferência, fica também garantido o acesso a canais telefônicos reservados para 
comunicação entre o defensor que esteja no presídio e o advogado presente na sala de 
audiência do Fórum, e entre este e o preso”. 
➢ Qualificação: A qualificação do ofendido é o momento em que ele se identifica 
perante a autoridade judicial. ***A jurisprudência entende que a qualificação é 
sempre obrigatória. 
➢ Perguntas ao ofendido: 
 A parte de individualização trata-se de perguntas sobre a pessoa do acusado, sobre sua 
vida, profissão, vida pregressa, entre outros. 
 A parte dos fatos trata-se dos fatos concernentes ao crime. 
Art. 187, CPP. O interrogatório será constituído de duas partes: sobre a PESSOA DO 
ACUSADO e SOBRE OS FATOS. 
§ 1º Na primeira parte o interrogando será perguntado sobre a residência, meios de vida 
ou profissão, oportunidades sociais, lugar onde exerce a sua atividade, vida pregressa, 
notadamente se foi preso ou processado alguma vez e, em caso afirmativo, qual o juízo do 
processo, se houve suspensão condicional ou condenação, qual a pena imposta, se a 
cumpriu e outros dados familiares e sociais. 
§ 2º Na segunda parte será perguntado sobre: 
I - ser verdadeira a acusação que lhe é feita; 
II - não sendo verdadeira a acusação, se tem algum motivo particular a que atribuí-la, se 
conhece a pessoa ou pessoas a quem deva ser imputada a prática do crime, e quais sejam, 
e se com elas esteve antes da prática da infração ou depois dela; 
III - onde estava ao tempo em que foi cometida a infração e se teve notícia desta; 
IV - as provas já apuradas; 
V - se conhece as vítimas e testemunhas já inquiridas ou por inquirir, e desde quando, e se 
tem o que alegar contra elas; 
VI - se conhece o instrumento com que foi praticada a infração, ou qualquer objeto que com 
esta se relacione e tenha sido apreendido; 
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54 
VII - todos os demais fatos e pormenores que conduzam à elucidação dos antecedentes e 
circunstâncias da infração; 
VIII - se tem algo mais a alegar em sua defesa. 
DICA 131 
DESFECHO E REPERGUNTAS DO INTERROGATÓRIO 
Após proceder ao interrogatório, o juiz indagará das partes se restou algum fato para 
ser esclarecido, formulando as perguntas correspondentes se entender pertinente e 
relevante. Será possível também reperguntas, as quais serão direcionadas ao juiz 
(SISTEMA PRESIDENCIALISTA), que poderá indeferi-las se entender impertinentes. 
Se o interrogando negar a acusação, no todo ou em parte, poderá prestar 
esclarecimentos e indicar provas. Se confessar a autoria, será perguntado sobre os 
motivos e circunstâncias do fato e se outras pessoas concorreram para a infração, e quais 
sejam. 
DICA 132 
ATA DE AUDIÊNCIA 
No desfecho do interrogatório é registrado a ATA DE AUDIÊNCIA. Se o acusado não 
quiser ou não puder assinar, isso fica CONSIGNADO EM ATA, não ensejando 
prejuízo e a hipótese de nulidade do ato. 
DICA 133 
INTERROGATÓRIO DO RÉU PRESO 
***Em regra, em que pese não acontecer na prática, o juiz deve ir ao estabelecimento 
prisional interrogar o réu. 
 Art. 185, §1º, CPP: “O interrogatório do réu preso será realizado, em sala própria, no 
estabelecimento em que estiver recolhido, desde que estejam garantidas a segurança do 
juiz, do membro do Ministério Público e dos auxiliares bem como a presença do defensor e 
a publicidade do ato”. 
No estabelecimento são asseguradas as seguintes prerrogativas: 
• Sala reservada; 
• Publicidade do ato; 
• Presença do defensor; e 
• Segurança do JUIZ, membro de MP e auxiliares (o legislador esqueceu dos 
advogados); 
A exceção é a ida do réu ao fórum (o que acontece no Brasil na prática). 
 
 
 
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55 
DICA 134 
INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA 
Art. 185, §2º, CPP. EXCEPCIONALMENTE, o juiz, por decisão fundamentada, DE OFÍCIO 
OU A REQUERIMENTO DAS PARTES, poderá realizar o interrogatório do réu preso por 
sistema de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons 
e imagens em tempo real, desde que a medida seja necessária para atender a uma 
das seguintes finalidades: 
I. Prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de que o preso 
integre ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA ou de que, por outra razão, POSSA FUGIR durante o 
deslocamento; 
II. Viabilizar a participação do réu no referido ato processual, quando haja relevante 
dificuldade para seu comparecimento em juízo, porENFERMIDADE ou outra 
CIRCUNSTÂNCIA PESSOAL; 
III. Impedir a INFLUÊNCIA DO RÉU no ânimo de testemunha ou da vítima, DESDE 
QUE não seja possível colher o depoimento destas por videoconferência, nos termos 
do art. 217 deste Código; 
IV. Responder à GRAVÍSSIMA QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA. 
DICA 135 
OUTRAS FORMALIDADES NO INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA: 
Devem ser asseguradas ao réu algumas prerrogativas no caso do interrogatório por 
videoconferência: 
• Intimação com antecedência de 10 dias: é dado um tempo de preparo e 
orientação ao réu sobre como se portar diante da videoconferência; 
• Acesso a canais telefônicos reservados entre os advogados e o cliente: como 
o réu se encontra em local diverso da audiência, preconiza-se o uso de dois 
advogados, um na audiência e outro na sala de interrogatório. A troca de 
informações entre os advogados ou entre o advogado da audiência e o cliente é 
assegurado mediante uma linha telefônica sigilosa. 
• Fiscalização pela OAB, MP e Corregedores 
Art. 185,CPP (...) 
§3º Da decisão que determinar a realização de interrogatório por videoconferência, as 
partes serão intimadas com 10 (DEZ) DIAS de antecedência. 
§4º Antes do interrogatório por videoconferência, o preso poderá acompanhar, pelo mesmo 
sistema tecnológico, a realização de todos os atos da audiência única de instrução e 
julgamento de que tratam os arts. 400, 411 e 531 deste Código. 
§5º Em qualquer modalidade de interrogatório, o juiz garantirá ao réu o direito de entrevista 
prévia e reservada com o seu defensor; se realizado por videoconferência, fica também 
garantido o acesso a CANAIS TELEFÔNICOS RESERVADOS para comunicação entre o 
defensor que esteja no presídio e o advogado presente na sala de audiência do Fórum, e 
entre este e o preso. 
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56 
§6º A sala reservada no estabelecimento prisional para a realização de atos processuais por 
sistema de videoconferência será fiscalizada pelos CORREGEDORES e pelo juiz de cada 
causa, como também pelo MINISTÉRIO PÚBLICO e pela ORDEM DOS ADVOGADOS DO 
BRASIL. 
§7º Será requisitada a apresentação do réu preso em juízo nas hipóteses em que o 
interrogatório não se realizar na forma prevista nos §§ 1º e 2º deste artigo. 
§8º Aplica-se o disposto nos §§ 2º, 3º, 4º e 5º deste artigo, no que couber, à realização de 
outros atos processuais que dependam da participação de pessoa que esteja presa, como 
acareação, reconhecimento de pessoas e coisas, e inquirição de testemunha ou tomada de 
declarações do ofendido. 
§9º Na hipótese do § 8º deste artigo, fica garantido o acompanhamento do ato processual 
pelo acusado e seu defensor. 
DICA 136 
CASOS ESPECÍFICOS DE INTERROGATÓRIO 
➢ Surdo, mudo e surdo-mudo: 
Art. 192, CPP. O interrogatório do mudo, do surdo ou do surdo-mudo será feito pela forma 
seguinte: 
I - ao surdo serão apresentadas por escrito as perguntas, que ele responderá 
oralmente; 
II - ao mudo as perguntas serão feitas oralmente, respondendo-as por escrito; 
III - ao surdo-mudo as perguntas serão formuladas por escrito e do mesmo modo 
dará as respostas. 
➢ Interrogado que não saiba ler ou escrever: 
Art. 192, CPP. Parágrafo único. Caso o interrogando não saiba ler ou escrever, intervirá no 
ato, como intérprete e sob compromisso, pessoa habilitada a entendê-lo. 
➢ Interrogado que não fala a língua nacional: 
Art. 193, CPP. Quando o interrogando não falar a língua nacional, o interrogatório será feito 
por meio de intérprete. 
➢ Art. 195, CPP. Se o interrogado não souber escrever, não puder ou não 
quiser assinar, tal fato será consignado no termo. 
DICA 137 
TESTEMUNHA 
Conforme art. 202 do CPP “Toda pessoa poderá ser testemunha”. Testemunha é toda 
pessoa desinteressada que expressa juízo de valor sobre um fato criminoso, e que teve 
alguma relação com o caso. 
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57 
Podem depor no processo penal os menores de dezoito anos, doentes e deficientes 
mentais. 
Trata-se de um meio de prova. 
DICA 138 
PRINCÍPIOS QUE REGEM A PROVA TESTEMUNHAL 
➢ Judicialidade: a testemunha presta seu depoimento diante do Juiz; 
➢ Oralidade: Não é admitido testemunha por escrito, apenas oral, com exceção do 
Presidente da República e Vice, Presidente da Câmara dos Deputados, Presidente do 
Senado Federal e Presidente do STF, tendo em vista o exercício de função pública; 
➢ Objetividade: o depoimento deverá constar apenas aquilo que for necessário do 
fato criminoso; 
➢ Individualidade: cada testemunha será inquirida individualmente; 
➢ Retrospectividade: o testemunho atestará fatos anteriores à audiência. 
DICA 139 
RECUSA DA TESTEMUNHA 
Art. 206, CPP. A testemunha NÃO poderá eximir-se da obrigação de depor. Poderão, 
entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o 
cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, 
SALVO quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova 
do fato e de suas circunstâncias. 
Os parentes do réu poderão recusar a testemunhar. Caso se predisponham a prestar 
depoimento, não prestarão compromisso. Isso não vale para os parentes da vítima. 
No entanto, sendo fonte única de provas, os parentes do réu não poderão se recusar a 
depor, mas ainda assim serão descompromissados com a verdade. 
DICA 140 
DEVERES DA TESTEMUNHA 
➢ Comparecimento obrigatório da testemunha na data e hora marcada sob pena 
de condução coercitiva, pagamento de custos da diligência, responder por 
desobediência e pagamento de multa; 
➢ Compromisso com a verdade: dizer a verdade, não negar a verdade, nem calar a 
verdade, sob pena do crime de falso testemunho; 
Informar a residência: a testemunha é obrigada a informar ao juiz onde encontrá-la. 
Caso ela se mude, dentro do período de 01 ano, deve ser atualizado o novo endereço. 
 
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58 
RACIOCÍNIO LÓGICO 
 
DICA 141 
 
Princípio do terceiro excluído 
Toda proposição tem um dos dois valores lógicos: ou verdadeiro ou falso, excluindo-
se qualquer outro. 
"Quem diz de uma coisa que é ou que não é ou dirá o verdadeiro ou dirá o falso. Mas se 
existisse um termo médio entre os dois contraditórios nem do ser nem do não ser poder-
se-ia dizer que é o que não é." (Aristóteles) 
O princípio do terceiro excluído estabelece que só existem dois valores lógicos. Assim, 
por exemplo, a proposição p (“Existe vida fora da Terra”) só pode assumir uma das duas 
possibilidades, V ou F, excluindo-se um hipotético valor lógico “talvez”, “não lembro” ou 
“pode ser”. 
DICA 142 
Princípio de não contradição 
Uma proposição não pode ser, simultaneamente, verdadeira e falsa. 
"Efetivamente, é impossível a quem quer que seja acreditar que uma mesma coisa seja e 
não seja" (Aristóteles) 
O princípio de não contradição decreta que uma proposição não pode ser 
simultaneamente V e F. Assim, se uma proposição é verdadeira, já temos certeza de que 
ela não pode ser falsa, e reciprocamente. 
O valor lógico de uma proposição p é indicado por V(p). Por exemplo, se a proposição p for 
falsa, indicamos V(p) = F. 
DICA 143 
→ Quando o evento é igual ao espaço amostral, dizemos que o evento é certo. 
→ Quando o evento é igual ao conjunto vazio, dizemos que o evento é impossível. 
 
DICA 144 
Os passos básicos para resolver os problemas com o Princípio Fundamental da 
Contagem são os seguintes: 
1) Identificar as etapas do problema. 
2) Calcular a quantidade de possibilidades em cada etapa. 
3) Multiplicar. 
 
 
 
 
 
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59 
DICA 145 
É comum querermos saber qual é a participação percentual de uma parte do todo. Por 
exemplo, imagine que em um grupo de 300 pessoas, 120 são homens. Como calculamos a 
participação percentual dos homens? Basta dividir a “parte” pelo “todo”. E para transformar 
o resultado em porcentagem, devemos multiplicar o resultado por 100%. 
120
300
 ∙ 100% = 40% 
 
Isto significa que 40% das 300 pessoas são homens. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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60 
INFORMÁTICA 
 
DICA 146 
SISTEMAS EXISTEM DENTRO DE OUTROS SISTEMAS 
 
Cada sistema é constituído de subsistemas e, ao mesmo tempo, faz parte de um sistema 
maior: o supra-sistema. Cada subsistema pode ser detalhado em seus subsistemas 
componentes, e assim por diante. 
 
Também o suprasistema faz parte de um supra-sistema maior. Esse encadeamento parece 
ser infinito. Bem, as moléculas existem dentro de células, que existem dentro de tecidos, 
que compõem os órgãos, que compõem os organismos, e assim por diante. 
 
DICA 147 
Os Sistemas de Apoio às Operações (ou Sistema de Informações Operacionais) 
estão relacionados ao nível operacional. Eles têm a necessidade de uma administração 
operacional e auxiliam a execução de funções operacionais: estocagem, produção, vendas, 
faturamento, manutenção, entre outros. São sistemas que – em geral – realizam controle 
de estoque, controle de compras, controle patrimonial, planejamento de vendas, etc. 
 
DICA 148 
Os Sistemas de Processamento de Transações coletam e armazenam dados sobre 
transações e algumas vezes controlam decisões que são feitas como parte de uma transação 
– sendo uma transação qualquer troca relacionada com negócios, como pagamento a 
empregados, vendas a clientes e pagamento a fornecedores. É usado para dar suporte às 
atividades do pessoal não gerencial e pelos níveis da administração operacional da 
organização. 
 
DICA 149 
Enterprise Resource Planning (ERP) 
 
O Planejamento de Recursos Empresariais são sistemas que integram diferentes 
processos e dados da empresa, reunindo-os em apenas um local. Dessa forma, os dados 
de todos os departamentos da organização são integrados e armazenados. Os dados 
fornecidos pelos sistemas ERP ajudam a trazer mais agilidade aos processos e permitem 
cumprir a produção por demanda. O objetivo é reduzir os estoques e até mesmo eliminá-
lo, evitando os gastos com armazenamento. 
 
DICA 150 
PAN (Personal Area Network) 
 
É a rede de área pessoal. Isto é, que atende um só usuário. Hoje em dia, é bem fácil 
conseguirmos visualizar isso: uma só pessoa pode ter um relógio inteligente (smartwatch), 
que se conecta ao seu telefone inteligente (smartphone), que se conectam ao tablet e ao 
computador, entre outros. 
 
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61 
Portanto, uma rede de dispositivos que cercam e atendem a uma só pessoa. Está é a 
característica que vai te fazer lembrar do nome PAN, pois o P que remete à Pessoa. 
 
DICA 151 
LAN (Local Area Network) 
 
É a rede de área local. Isto é, que atende as máquinas de um local específico, como, por 
exemplo, a sede de uma empresa na qual vários computadores estão interligados. 
 
Não há uma metragem específica que define os metros exatos até os quais será considerada 
uma rede LAN. O importante é entender que ela abrange uma localidade, podendo ser 
uma residência, uma fábrica e até mesmo um edifício inteiro de uma empresa, por exemplo. 
 
DICA 152 
MAN (Metropolitan Area Network) 
 
É a rede de área metropolitana. Ou seja, que abrange um município inteiro ou uma 
cidade, por exemplo. 
 
DICA 153 
WAN (Wide Area Network) 
 
Uma rede que alcança mais de uma só área metropolitana. Isto é, alcança duas cidades, 
dois continentes e até mesmo todo o globo. 
 
DICA 154 
Tipos de Enlaces 
 
Enlace se refere à ligação entre os dispositivos de uma rede de comunicação. É 
possível estabelecer, basicamente, dois grandes gêneros de enlace: ponto-a-ponto e 
difusão. 
 
Ponto-a-ponto 
 
Como o nome sugere, é a ligação entre um dispositivo A e B. Portanto, a comunicação é 
feita de um remente a um receptor. Isto é o que chamamos de Unicast: quando a 
informação é entregue a um único destinatário. 
 
Difusão 
 
Na difusão, um dispositivo envia a comunicação a vários dispositivos. Portanto, ao invés de 
ser transmitida diretamente para um só destinatário, a comunicação é “espalhada”. 
 
DICA 155 
O cabo coaxial, revestido por PVC, apresenta relativa resistência a algumas substâncias, 
possui largura de banda maior que um par trançado (mesmo que tenha taxa de transmissão 
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62 
menor) e cobre distâncias maiores. Entretanto, embora seja muito resistente a ruídos 
elétricos, NÃO possui imunidade. 
 
DICA 156 
Python é uma linguagem de programação de alto nível, interpretada, multiparadigma 
e case-sensitive sendo bastante utilizada para desenvolvimento web, criação de fluxos de 
trabalho, conexão com bancos de dados, resolução de problemas matemáticos, prototipação 
de software, entre outros. 
 
DICA 157 
Python é distribuída sob uma licença própria (compatível com a GPL), que permite a 
distribuição – comercial ou não – tanto da linguagem quanto de aplicações desenvolvidas 
nela, em formato binário ou código fonte, bastando cumprir a exigência de manter o 
aviso de copyright. 
 
DICA 158 
O comando while utilizado em algoritmos implementa laços com teste antecipado de 
condições, testando a condição e, sendo ela verdadeira, executando o bloco de comandos. 
 
DICA 159 
Python permite utilizar ponto-e-vírgula (;) para delimitar comandos, mas de forma 
opcional – assim como em outras linguagens como JavaScript e Typescript. 
 
DICA 160 
Uma função é um bloco de código que é executado apenas quando é invocado. São três 
passos bem simples: 
 
1) uma função é invocada; 
2) é passado algum dado como parâmetro ou não; 
3) e algum dado é retornado como resultado. 
 
No Python, uma função é definida utilizando a palavra-chave def. Sempre que você vir 
essa palavra em um código-fonte, saiba que ela está definindo uma função. 
 
DICA 161 
Na estrutura de repetição while, a iteração (loop) era realizada baseado em uma 
expressão lógica, que poderia ser verdadeira ou falsa. A estrutura de repetição for 
funciona de maneira um pouco diferente – a iteração é realizada baseado em uma coleção 
(ou objeto iterável). Logo, a iteração é realizada sobre itens de listas, tuplas, sets, 
dicionários ou – até mesmo – strings. 
 
DICA 162 
Python permite que programas sejam compilados para um formato portável chamado 
de bytecode. Essa característica faz com que programas escritos nessa linguagem com 
uma biblioteca padrão sejam executadas da mesma forma em diversos sistemas 
operacionais que possuam um software interpretador de Python. 
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63 
DICA 163 
Python possui uma interface com muitas bibliotecas e sistemas de janela, sendo extensível 
em C/C++. Além disso, pode ser utilizada como linguagem de extensão para aplicações 
que necessitam de uma interface programável (muito comum em aplicativos, jogos, 
processamento de textos, dados científicos e motores de busca). 
 
DICA 164 
Python possui funcionalidades para expressões regulares; sockets; threads; 
data/tempo; analisadores XML; analisadores de arquivos de configuração; 
manipulação de arquivos e diretórios; persistência de dados; unidades de testes; 
bibliotecas clientes para os protocolos HTTP, FTP, IMAP,SMTP e NNTP. 
 
DICA 165 
Python suporta o paradigma orientado a objetos com todos os seus componentes, tais 
como herança (simples ou múltipla), polimorfismo, sobrescrita, encapsulamento, abstração, 
reflexão, introspecção, etc! Não é necessário entender o que isso significa exatamente, 
apenas saber que ele suporta e que tudo em Python é um objeto. 
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	Memorex-PF (Agente) Rodada 06-Estabelece relação de causa e 
efeito 
Ex.: Isso acontece porque as 
pessoas não se previnem. (= pois) 
 
 
PORQUÊ 
(=motivo, razão) 
 
-Substantivo 
-Admite plural 
- Acompanhado de artigo 
Ex.: Eu fiz isso, mas não sei o 
porquê. 
 
 
POR QUE 
(=por que razão) 
 
-advérbio interrogativo: usado em 
pergunta direta(?) ou indiretas (.), 
ou seja com pontuação ou não. 
ou 
-locução pronominal: (tem valor 
de pelo qual, pela qual ...) - Por 
(preposição) + Que (pronome 
relativo), equivalente a pelo qual, 
pela qual. 
Ex.: - Por que você não foi à igreja 
ontem? (por qual motivo, pode ser 
substituído) 
- Não sei por que você se foi. (por 
que motivo) 
- Só eu sei as tristezas por que 
passei. (pelas quais passei) 
 
 
POR QUÊ 
 
 
- Mesmas hipóteses acima citadas, 
quando ocorre em final de 
período. 
Ex.: - Você saiu, por quê? 
- Você saiu e eu não sei por quê. 
 
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8 
DICA 15 
ADJUNTOS ADVERBAIS: São palavras ou expressões que exprimem circunstâncias. 
 
✓ Podem ser representados por advérbios ou locuções adverbiais. Os advérbios 
são invariáveis. As locuções adverbiais podem variar. Quando é representado por 
advérbio, a palavra é invariável. Ex.: Hoje, amanhã. As locuções adverbais 
podem modificar. 
 
✓ Os adjuntos adverbiais podem acompanhar qualquer tipo de verbo. 
 
✓ Nem sempre é possível categorizá-los. Obs.: Os principais tipos de adjunto 
adverbiais: lugar, tempo, modo, causa, finalidade, dúvida, negação, afirmação, 
intensidade, companhia, concessão, conformidade, meio, instrumento ... → 
REPITA-SE: Nem todo adjunto adverbial tem categorização!!! 
 
✓ Adjuntos adverbiais admitem perguntas: ONDE, COMO, POR QUE, PARA QUE ... 
 
Ex.1: Ele (sujeito), morreu (verbo intransitivo) no rio de janeiro (adjunto adverbial 
de lugar), às 20 horas (adjunto averbial de tempo), de tuberculose (adjunto averbial 
de causa), com a mão no coração (adjunto averbial de modo). 
 
Ex.2: Ela (sujeito) encontrou (VTD) no local (adjunto adverbial de lugar) o rapaz (OD) 
na hora marcada (adjunto adverbial de tempo). 
 
Ex.3: ela (sujeito) estava entre amigos. (→ trata-se de circunstância → adjunto 
adverbial). 
 
DICA 16 
PREDICATIVOS: Podem acompanhar qualquer tipo de verbo. Exprimem qualidade, 
característica ou estado. Podem ser representados por: adjetivos, pronome, numerais, 
substantivos, ou locuções adjetivas. Podem se referir tanto ao sujeito quanto ao objeto. 
 
Ex.1: A vida é isso. 
 Sujeito VL predicativo 
 
Ex.2: Somos quatro. 
 VL predicativo do sujeito 
Sujeito: nós 
 
Ex.3: Ela encontrou os pais nervosos (predicativo objeto direto) 
 sujeito VTD OD predicativo OD 
 
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9 
Ex.4: Ela (SUJEITO) encontrou (VTD) os pais (OD) nervosa (predicativo do 
sujeito) 
 
 
Ex.5: Ele é um banana 
Sujeito VL classe: substantivo (precedido por artigo) 
 
Predicativo do sujeito → valor substancial 
 
*Diferente de: 
Ex.6: Homem banana está na moda 
 
 adjetivo VI Adjunto adverbial 
 sujeito 
DICA 17 
PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE O COMPLEMENTO NOMINAL E O 
ADJUNTO ADNOMINAL 
 
1ª: - O adjunto adnominal só se refere a substantivos (concreto ou abstratos) 
 
- O complemento nominal refere-se a substantivos abstratos, adjetivos e 
advérbios. 
 
 
2ª: - O adjunto adnominal pratica a ação expressa pelo nome a que se refere. 
 
- O complemento nominal recebe a ação expressa pelo nome a que se refere. 
 
 
3ª: - O adjunto adnominal pode indicar posse. 
 
- O complemento nominal nunca indica posse. 
 
 
DICA 18 
VAMOS ESCLARECER MAIS... 
 
COMPLEMENTO NOMINAL X ADJUNTO ADNOMINAL 
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10 
 
Há preposição? 
NÃO → ADJUNTO ADNOMINAL, ele pode ser preposicionado. 
SIM → tem que ver qual é a classe do antecedente? 
 
 É Substantivo concreto → ADJUNTO ADNOMINAL. 
 É Substantivo abstrato (SENTIMENTO, AÇÃO, QUALIDADE, ESTADO - SAQE) → tem 
que analisar se ele (o substantivo) é agente ou paciente. 
 
AGENTE → adjunto adnominal. 
PACIENTE→ complemento nominal. 
 
 Sendo Adjetivo ou Advérbio é COMPLEMENTO NOMINAL. 
 
Ex.1: Amor de mãe é essencial à vida. 
 s.abst → agente→ a. adn complemento nominal 
- “de mãe” → tem preposição? Sim → de → olha o antecedente → amor → substantivo 
abstrato → é agente → adjunto adnominal. 
- “à vida” → tem preposição? Sim → à → olha o antecedente → essencial → adjetivo 
→ complemento nominal. 
 
***OBS: sufixos de adjetivos: AL, oso/osa, es/esa, vel, TE 
 
Ex.2: Amor à mãe é bênção de Deus. 
 
- “à mãe” → tem preposição? Sim → à → olha o antecedente → amor →subst.. abstrato 
→ paciente → complemento nominal. 
- “de deus” → tem preposição? Sim → de → olha o antecedente → benção → 
substantivo abstrato → agente → adjunto adnominal. 
 
Ex.3: A crítica do diretor foi severa. 
“do diretor”→ tem preposição? Sim → do → olha o antecedente → crítica → substantivo 
abstrato → agente → adjunto adnominal. 
DICA 19 
A PAR X AO PAR 
 
*A PAR – QUER DIZER INFORMADO, INTEIRADO, CIENTE. 
Ex.: Mantenha-me a par de tudo o que está acontecendo. 
 
*AO PAR - QUER DIZER EM DUPLA, DE DOIS EM DOIS. É uma expressão também 
utilizada para indicar relação de equivalência ou igualdade entre valores 
financeiros (geralmente em operações cambiais). 
 
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11 
Ex.: As pessoas chegavam, ao par, à festa de casamento. 
 
Ex.2: As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente ao par. 
DICA 20 
- HÁ X A 
 
*Há: é empregado para indicar “EXISTÊNCIA” ou “TEMPO PASSADO”. 
 
Ex.1: Há pessoas no prédio. 
Ex.2: Há anos não fumo. 
*A: é empregado para indicar “TEMPO FUTURO”, “MEDIDA” ou “DISTÂNCIA”. 
 
Ex.1: Chegarei daqui a três meses. 
Ex.2: Minha casa fica a seis quilômetros daqui. 
 
DICA 21 
ATENÇÃO! 
*A palavra “Quotidianamente” não foi abolida da ortografia oficial brasileira, podendo 
substituir “cotidianamente”. 
*Quotidiano é mais utilizado em Portugal, pois no Brasil, é mais comum o uso de cotidiano. 
 Ambas as palavras têm o mesmo significado (referem-se a acontecimentos comuns que 
se sucedem todos os dias). 
E A BANCA CESPE JÁ COBROU... 
(Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: PGM - Campo Grande - MS Prova: CESPE - 
2019 - PGM - Campo Grande - MS - Procurador Municipal) 
... Seria INCORRETO o emprego da forma quotidianamente em lugar de “cotidianamente” 
(ℓ.4), pois aquela forma foi abolida do vocabulário oficial da língua portuguesa. 
( ) Certo 
(X)Errado, É A RESPOSTA CONFORME EXPLICAÇÃO ACIMA! 
DICA 22 
EXEMPLO DE PALAVRAS QUE ADMITEM DUPLA GRAFIA: 
*Assobiar ou assoviar; 
*Chipanzé ou chimpanzé; 
*Cota ou quota; 
*Estalar ou estralar; 
*Marimbondo ou maribondo; 
*Toicinho ou toucinho; 
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12 
*Assoprar ou soprar; 
*Enfarte ou Infarto ou Infarte; 
*Taberna ou Taverna; 
*Catorze ou Quatorze; 
*Aluguel ou aluguer. 
DICA 23 
DICAS PARA DOCUMENTOS OFICIAIS 
IMPESSOALIDADE (você irá falar em nome de uma Administração Pública) 
MORALIDADE (atender ao padrão de ética) 
PUBLICIDADE (deve ser acessível à coletividade) 
EFICIÊNCIA – CLAREZA (orações curtas, expressões simples, ordem direta, vocabulário 
simples, mas não pobre, evitar o que já foi direto através de pronomes, conectivos 
adequados (preposições e conjunções) 
OBJETIVIDADE – NÃO COLOCAR detalhes desnecessários, EVITAR adjetivos, advérbios 
e períodos compostos. 
CONCISÃO – (cortar o que é desnecessário,SER MAIS BREVE) → A concisão é uma 
qualidade da redação oficial que atende ao princípio da economia linguística, segundo 
o qual se deve reduzir ao mínimo de palavras possível o conteúdo a ser comunicado, 
evitando-se redundâncias ou trechos inúteis. 
NORMA CULTA – Gramática. ATENÇÃO! O Manual de Redação da Presidência da 
República (MRPR) NÃO ESTABELECE UM PADRÃO OFICIAL DE LINGUAGEM, O QUE 
SE DEVE OBSERVAR SÃO AS REGRAS DA GRAMÁTICA (NORMA CULTA). 
DICA 24 
Com base no MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA (MRPR), 
emprega-se os fechos: 
• RESPEITOSAMENTE → Autoridades de hierarquia superior à do 
remetente, inclusive o Presidente da República. 
• ATENCIOSAMENTE → Autoridades de mesma hierarquia, de hierarquia 
inferior ou demais casos. 
ATENÇÃO! Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a 
AUTORIDADES ESTRANGEIRAS, que atendem a rito e tradição próprios. 
DICA 25 
NÃO CAIR NESSAS PEGADINHAS! 
• CORDIALMENTE → NÃO É USADA MAIS para encerrar redações oficiais. 
• DIGNÍSSIMO → NÃO É USADO MAIS (Dignos, todos devem ser, principalmente 
quem exerce uma função pública. 
 
 
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13 
DICA BÔNUS 
ATENÇÃO! O Manual de Redação da Presidência da República (MRPR) NÃO 
estabelece o padrão oficial de linguagem!!! 
Não existe um padrão OFICIAL de linguagem = O que existe é um padrão CULTO da 
língua. 
DICA BÔNUS 
ATENÇÃO! Antes, utilizava-se: 
a) aviso: era expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma 
hierarquia; 
b) ofício: era expedido para e pelas demais autoridades; e 
c) memorando: era expedido entre unidades administrativas de um mesmo órgão. 
HOJE!!! NÃO CAIR NA PEGADINHA! Passou-se a utilizar o termo OFÍCIO nas três 
hipóteses. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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14 
CONTABILIDADE GERAL 
 
DICA 26 
Transformação, Incorporação, Fusão e Cisão 
De acordo com o art. 226 da Lei das S/A, “as operações de incorporação, fusão e cisão 
somente poderão ser efetivadas nas condições aprovadas se os peritos nomeados 
determinarem que o valor do patrimônio ou patrimônios líquidos a serem vertidos para a 
formação de capital social é, ao menos, igual ao montante do capital a realizar. 
→ Incorporação: uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. 
→ Fusão: duas ou mais sociedades se unem para formar uma nova. 
→ Cisão: a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, 
constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver 
versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão. 
 
DICA 27 
CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis – item 73 
 
“73. Se a entidade tiver a expectativa, e tiver poder discricionário, para refinanciar 
ou substituir (roll over) uma obrigação por pelo menos doze meses após a data do 
balanço segundo dispositivo contratual do empréstimo existente, deve classificar a 
obrigação como não circulante, mesmo que de outra forma fosse devida dentro de 
período mais curto. 
 
Contudo, quando o refinanciamento ou a substituição (roll over) da obrigação não 
depender somente da entidade (por exemplo, se não houver um acordo de 
refinanciamento), o simples potencial de refinanciamento não é considerado 
suficiente para a classificação como não circulante e, portanto, a obrigação é 
classificada como circulante”. 
 
Portanto, conforme o CPC 26, se a entidade tiver a expectativa, e tiver poder discricionário, 
para refinanciar ou substituir (roll over) uma obrigação por pelo menos doze meses após a 
data do balanço segundo dispositivo contratual do empréstimo existente, deve classificar a 
obrigação como não circulante, mesmo que de outra forma fosse devida dentro de período 
mais curto. 
 
Passivo circulante → dívida até 12 meses do balanço. 
 
Passivo não circulante → dívida após 12 meses do balanço. 
 
DICA 28 
CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis – item 58 
 
“58. A entidade deve julgar a adequação da apresentação de contas adicionais 
separadamente com base na avaliação: 
(a) da natureza e liquidez dos ativos; 
(b) da função dos ativos na entidade; e 
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15 
(c) dos montantes, natureza e prazo dos passivos”. 
 
Neste sentido, para avaliar a conformidade da apresentação das contas de forma separada 
no balanço patrimonial, a entidade deve utilizar os seguintes critérios: a natureza e a 
liquidez dos ativos; a função dos seus ativos; e os montantes, a natureza e o prazo 
dos passivos. 
 
DICA 29 
Lei n.º 6.404/1976 – Lei das Sociedades por ações 
A Lei nº 6.404/76 aplica-se a sociedades por ações, que podem ser sociedades anônimas 
ou sociedade em comandita por ações. Aplica-se a todas as companhias ou 
sociedades anônimas, independentemente de suas ações serem, ou não, 
comercializadas em bolsa de valores. 
Por força da Lei nº 11.638/07, a Lei das S/As aplica-se também às Sociedades de Grande 
Porte. Considera-se de grande porte, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle 
comum que tiver no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 ou 
receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00. 
As sociedades anônimas podem ser de capital aberto ou de capital fechado conforme 
os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado 
de valores mobiliários. Portanto, em tese, mesmo que a companhia não tenha ações 
negociadas em bolsa de valores, mas tenha, por exemplo, debêntures emitidas, pela dicção 
da Lei nº 6.404/76 ela seria considerada uma Cia. de Capital Aberto. 
DICA 30 
Art. 199, Lei 6.404/76 – Da contabilização e avaliação de itens do patrimônio das 
Empresas. 
Conforme o art. 199 da Lei de SA: 
“O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de 
lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a assembleia 
deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou 
na distribuição de dividendos”. 
Neste sentido, Podem ultrapassar o capital social: 
1-Reservas para contingências; 
2-Reservas para incentivos fiscais; 
3-Reservas de lucro a realizar. 
O restante não pode ultrapassar o capital social. Atingindo seu limite a assembleia 
deliberará sobre a aplicação do excesso no aumento do capital social ou na distribuição de 
dividendos. 
As reservas para contingências são constituídas com o objetivo de compensar, em 
exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda com probabilidade de ocorrer, 
sendo tal perda passível de ser monetariamente mensurada. Busca evitar uma situação de 
desequilíbrio financeiro, que ocorreria caso se distribuíssem os dividendos em um exercício, 
face à probabilidade de redução de lucros ou mesmo da ocorrência de prejuízos em exercício 
futuro, em virtude de fatos extraordinários previsíveis. 
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16 
As reservas para incentivos fiscais são um conjunto de contas do patrimônio líquido, 
destinado aos registros de subvenções para investimentos, que são previstos em lei que 
concedeu o incentivo fiscal. A reserva pode ser criada mediante uma isenção ou redução de 
impostos concedidos como um estímulo para implantação ou expansão de 
empreendimentos. Seus valores não devem compor o resultado operacional do exercício e 
sim ser registrados no patrimônio líquido com as notas explicativas. 
Já as reservas de lucro a realizar se refere a lucros que a empresa ainda não realizou 
financeiramente, isto é, que não sematerializaram efetivamente na Empresa. Pretende 
prevenir que a organização tenha que pagar dividendos incidentes sobre lucros ainda não 
realizados financeiramente. 
 DICA 31 
CPC 03 - demonstração fluxo de caixa – juros e dividendos – item 34 
Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital próprio 
recebidos podem ser classificados como fluxos de caixa operacionais, porque eles 
entram na determinação do lucro líquido ou prejuízo. 
Os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos podem ser classificados como 
fluxo de caixa de financiamento porque são custos da obtenção de recursos financeiros. 
O item 34 do Pronunciamento encoraja fortemente a pratica determinada acima. Mas 
alternativamente, os juros pagos e os juros, os dividendos e os juros sobre o capital 
próprio recebidos podem ser classificados, respectivamente, como fluxos de caixa de 
financiamento e fluxos de caixa de investimento, porque são custos de obtenção de 
recursos financeiros ou retornos sobre investimentos. 
De forma análoga, os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos podem ser 
classificados como componente dos fluxos de caixa das atividades operacionais, a fim 
de auxiliar os usuários a determinar a capacidade de a entidade pagar dividendos e juros 
sobre o capital próprio utilizando os fluxos de caixa operacionais. 
DICA 32 
Ativo é um recurso controlado no presente pela entidade como resultado de eventos 
passados e do qual se espera gerar benefícios econômicos futuros. Forma física e 
direito de propriedade não são essenciais para a existência de um ativo. 
Passivo é uma obrigação presente, derivada de eventos passados, cuja extinção deva 
resultar na saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos da entidade. 
Patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos 
todos os seus passivos. 
Receita corresponde a aumentos na situação patrimonial líquida da entidade não 
oriundos de contribuições dos proprietários. A definição de receita abrange tanto receitas 
propriamente ditas quanto ganhos que surgem no curso das atividades usuais da 
entidade. 
Despesa corresponde a diminuições na situação patrimonial líquida da entidade não 
oriundas de distribuições aos proprietários. A definição de despesas abrange tanto as 
perdas quanto as despesas propriamente ditas que surgem no curso das atividades 
usuais da entidade. 
 
 
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17 
DICA 33 
Base de Mensuração de Ativos e Passivos 
Base de 
mensuração 
Ativo Passivo 
Custo histórico 
Importância fornecida para 
adquirir um ativo na data da 
aquisição; valor de entrada; 
específico para a entidade. 
Importância recebida para 
se assumir uma obrigação 
à época na qual a entidade 
incorreu no passivo; valor 
de entrada; específico para 
a entidade. 
Valor em Uso / 
Custo de 
cumprimento da 
obrigação 
Valor presente, do ativo, 
caso este continue a ser 
utilizado, e do valor líquido 
que a entidade receberá 
pela sua alienação ao final 
da sua vida útil; valor de 
saída; específico para a 
entidade. 
Custos nos quais a 
entidade incorre no 
cumprimento das 
obrigações representadas 
pelo passivo, assumindo 
que o faz da maneira 
menos onerosa; valor de 
saída; específico para a 
entidade. 
Valor de 
mercado 
Montante pelo qual um ativo 
pode ser trocado entre 
partes cientes e dispostas, 
em transação sob condições 
normais de mercado; valor 
de entrada e saída; não 
específico para a entidade. 
Montante pelo qual um 
passivo pode ser liquidado 
entre partes cientes e 
interessadas em transação 
sob condições normais de 
mercado; valor de entrada 
e saída, não específico 
para a entidade. 
Preço Líquido de 
Venda / Custo 
de liberação 
Montante que a entidade 
pode obter com a venda do 
ativo após deduzir os gastos 
para a venda; valor de 
saída; específico para a 
entidade. 
Montante que o credor 
aceita no cumprimento da 
sua demanda, ou que 
terceiros cobrariam para 
aceitar a transferência do 
passivo do devedor; valor 
de saída; específico para 
entidade. 
Custo de 
Reposição / 
Preço 
presumido 
Custo mais econômico para 
a entidade substituir o 
potencial de serviços de 
ativo na data das 
demonstrações; valor de 
entrada; específico para a 
entidade. 
Montante que a entidade 
racionalmente aceitaria na 
troca pela assunção do 
passivo existente. 
 
 
 
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18 
DICA 34 
Reconhecimento de ativos e passivos 
Um Ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que 
benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade, e seu custo 
ou valor puder ser mensurado com confiabilidade. 
Um Passivo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que uma 
saída de recursos detentores de benefícios econômicos seja exigida em liquidação de 
obrigação presente; e valor pelo qual essa liquidação se dará puder ser mensurado com 
confiabilidade. 
Uma Receita deve ser reconhecida na demonstração do resultado quando resultar em 
aumento nos benefícios econômicos futuros relacionado com aumento de ativo ou com 
diminuição de passivo; e puder ser mensurado com confiabilidade. 
Uma Despesa devem ser reconhecidas na demonstração do resultado quando resultarem 
em decréscimo nos benefícios econômicos futuros, relacionado com o decréscimo de um 
ativo ou o aumento de um passivo; e puder ser mensurado com confiabilidade. 
 
DICA 35 
Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPG) 
Os RCPGs são relatórios contábeis elaborados para atender às necessidades dos usuários 
em geral, não tendo o propósito de atender a finalidades ou necessidades específicas de 
determinados grupos de usuários. 
Os RCPGs fornecem informações aos seus usuários para subsidiar os processos 
decisórios e a prestação de contas e responsabilização (accountability). Portanto, 
os usuários dos RCPGs das entidades do setor público precisam de informações para 
subsidiar as avaliações de algumas questões, tais como: 
(a) se a entidade prestou seus serviços à sociedade de maneira eficiente e eficaz; 
(b) quais são os recursos atualmente disponíveis para gastos futuros, e até que ponto há 
restrições ou condições para a utilização desses recursos; 
(c) a extensão na qual a carga tributária, que recai sobre os contribuintes em períodos 
futuros para pagar por serviços correntes, tem mudado; e 
(d) se a capacidade da entidade para prestar serviços melhorou ou piorou em comparação 
com exercícios anteriores. 
 
 
 
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19 
ESTATÍSTICA 
 
DICA 36 
AXIOMAS são verdades absolutas que não carecem de demonstração. 
 
DICA 37 
A PROBABILIDADE de acordo com a teoria axiomática de Kolmogorov é o conceito 
moderno de probabilidade. 
 
DICA 38 
Primeiro axioma de Kolmogorov 
 
A probabilidade de um evento é um número real não negativo: P(A) ≥ 0 
 
DICA 39 
Segundo axioma de Kolmogorov 
 
Este é o pressuposto da unidade de medida: é que a probabilidade de que algum 
evento elementar em todo o espaço da amostra irá ocorrer é 1. 
 
Mais especificamente, não há eventos elementares fora do espaço amostral. 
 
P(U) = 1 
 
DICA 40 
Terceiro axioma de Kolmogorov 
 
Este é o pressuposto de σ-aditividade: Se A e B são eventos mutuamente excludentes 
(A ∩ B = 𝜙), então P(A ∪ B) = P(A) + P(B). 
 
DICA BÔNUS 
 
 
DICA BÔNUS 
EVENTOS INDEPENDENTES 
 
Dois eventos são independentes quando a ocorrência de um evento não influência a 
ocorrência do outro evento. 
 
Dois eventos A e B são ditos independentes se: 
 
 
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20 
DICA BÔNUS 
PROBABILIDADE DA UNIÃO DE EVENTOS: 
 
Se a intersecção entre os conjuntos A e B formam um conjunto não vazio, indica que 
eles possuem elementos em comum, dessa forma a probabilidade da união desses dois 
eventos pode ser definida da seguinte forma: 
 
 
DICA BÔNUS 
EVENTOS MUTUAMENTE EXCLUDENTES 
 
Dois eventos são mutuamente excludentes quando a ocorrência de um excluir a 
ocorrência do outro. 
 
DICA BÔNUS 
EVENTOS COMPLEMENTARES 
 
Um evento pode ou não ocorrer. Sendo P a probabilidade de que ele ocorra 
(SUCESSO) e Q a probabilidade de que ele não ocorra (INSUCESSO), para um 
mesmo evento existe sempre a relação: 
 
 
Assim, se a probabilidade de realizar certo evento é 𝑷 = 𝟏 – 𝑸 , a probabilidade de que ele 
não ocorra é 𝑸 = 𝟏 – 𝑷. 
 
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21 
LEGISLAÇÃO ESPECIAL 
 
DICA 41 
Lei 10.357/2001 - CONTROLE SOBRE PRODUTOS QUÍMICOS 
CONSIDERAÇÕES GERAIS – CONTROLE DE PRODUTOS QUÍMICOS 
A referida Lei trata do controle sobre produtos químicos (mesmo lícitos), que possam 
ser utilizados para fim de composição ou refinamento de substância entorpecente. Este 
controle é atribuído ao Departamento de Polícia Federal. Podem ser eles produtos 
ácidos, fármacos, bem como substâncias inflamáveis. 
Art. 1º, da lei 10.357/2001- Estão sujeitos a controle e fiscalização, na forma prevista 
nesta Lei, em sua fabricação, produção, armazenamento, transformação, embalagem, 
compra, venda, comercialização, aquisição, posse, doação, empréstimo, permuta, remessa, 
transporte, distribuição, importação, exportação, reexportação, cessão, reaproveitamento, 
reciclagem, transferência e utilização, todos os produtos químicos que possam ser utilizados 
como insumo na elaboração de substâncias entorpecentes, psicotrópicas ou que 
determinem dependência física ou psíquica. 
§ 1o Aplica-se o disposto neste artigo às substâncias entorpecentes, psicotrópicas ou que 
determinem dependência física ou psíquica que não estejam sob controle do órgão 
competente do Ministério da Saúde. 
§ 2o Para efeito de aplicação das medidas de controle e fiscalização previstas nesta Lei, 
considera-se produto químico as substâncias químicas e as formulações que as contenham, 
nas concentrações estabelecidas em portaria, em qualquer estado físico, 
independentemente do nome fantasia dado ao produto e do uso lícito a que se destina. 
DICA 42 
DO CONTROLE E FISCALIZAÇÃO 
As substâncias sujeitas à controle e fiscalização constarão em PORTARIA a ser editada 
pelo Ministro da Justiça, de ofício ou mediante proposta do Departamento de Polícia 
Federal, da Secretaria Nacional Antidrogas ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 
Art. 2º, da lei 10.357/2001 - O Ministro de Estado da Justiça, de ofício ou em razão de 
proposta do Departamento de Polícia Federal, da Secretaria Nacional Antidrogas ou da 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, definirá, em portaria, os produtos químicos a 
serem controlados e, quando necessário, promoverá sua atualização, excluindo ou incluindo 
produtos, bem como estabelecerá os critérios e as formas de controle. 
DICA 43 
COMPETÊNCIA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO 
***A fiscalização dos produtos químicos fica a cargo do Departamento de Polícia 
Federal. 
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22 
Art. 3º, da lei 10.357/2001 - Compete ao DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL o 
controle e a fiscalização dos produtos químicos a que se refere o art. 1o desta Lei e a 
aplicação das sanções administrativas decorrentes. 
ATRIBUIÇÕES DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL: 
• Fiscalização 
• Apreensão 
• Processo administrativo 
• Aplicação de sanção 
• controle 
• Destruição 
• Autorização 
• Concessão de licença especial. 
DICA 44 
DO EXERCÍCIO DAS ATIVIDADES SUJEITAS A CONTROLE E FISCALIZAÇÃO 
Para o regular funcionamento das atividades, tanto pessoa física quanto pessoa jurídica 
deverão se cadastrar e requerer Autorização de Funcionamento junto ao 
Departamento de Polícia Federal. 
Art. 4o da lei 10.357/2001 - Para exercer qualquer uma das atividades sujeitas a controle 
e fiscalização relacionadas no art. 1o, a pessoa física ou jurídica deverá se cadastrar 
e requerer licença de funcionamento ao Departamento de Polícia Federal, de acordo 
com os critérios e as formas a serem estabelecidas na portaria a que se refere o art. 2o, 
independentemente das demais exigências legais e regulamentares. 
§ 1o As pessoas jurídicas já cadastradas, que estejam exercendo atividade sujeita a 
controle e fiscalização, deverão providenciar seu recadastramento junto ao Departamento 
de Polícia Federal, na forma a ser estabelecida em regulamento. 
Art. 5o A pessoa jurídica referida no caput do art. 4o deverá requerer, ANUALMENTE, a 
Renovação da Licença de Funcionamento para o prosseguimento de suas atividades. 
DICA 45 
AUTORIZAÇÃO ESPECIAL 
Para a pessoa jurídica exercer a atividade de comércio de produtos químicos em 
caráter eventual, sujeitos ao controle, deverá se cadastrar e solicitar AUTORIZAÇÃO 
ESPECIAL para efetivar suas operações. 
Art. 4º § 2 o da lei 10.357/2001 - A pessoa física ou jurídica que, em caráter eventual, 
necessitar exercer qualquer uma das atividades sujeitas a controle e fiscalização, deverá 
providenciar o seu cadastro junto ao Departamento de Polícia Federal e REQUERER 
AUTORIZAÇÃO ESPECIAL para efetivar as suas operações. 
 
 
 
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23 
DICA 46 
PRAZO PARA ARMAZENAMENTO DOS DOCUMENTOS ENVOLVENDO AS OPERAÇÕES 
E OS PRODUTOS QUÍMICOS 
O prazo para armazenamento dos documentos envolvendo as operações e os produtos 
químicos sujeitos à controle será de 5 (cinco) anos. 
Art. 8º da lei 10.357/2001 - A pessoa jurídica que realizar qualquer uma das atividades a 
que se refere o art. 1o desta Lei é obrigada a fornecer ao Departamento de Polícia 
Federal, periodicamente, as informações sobre suas operações. 
Parágrafo único. Os documentos que consubstanciam as informações a que se refere este 
artigo deverão ser arquivados pelo prazo de cinco anos e apresentados ao 
Departamento de Polícia Federal quando solicitados. 
DICA 47 
SUSPEITA DE DESVIO DE PRODUTO QUÍMICO 
Eventual desvio ou desaparecimento dos objetos tutelados por esta lei deverão ser 
informados ao DPF em até 24 horas após a ciência, pena de configurar infração. 
 Art. 11 da lei 10.357/2001 - A pessoa física ou jurídica que exerça atividade sujeita a 
controle e fiscalização deverá informar ao Departamento de Polícia Federal, no prazo 
máximo de vinte e quatro horas, qualquer suspeita de desvio de produto químico a que 
se refere esta Lei. 
DICA 48 
INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS 
Art. 12 da lei 10.357/2001. Constitui infração administrativa: 
I – deixar de cadastrar-se ou licenciar-se no prazo legal; 
II – deixar de comunicar ao Departamento de Polícia Federal, no prazo de trinta dias, 
qualquer alteração cadastral ou estatutária a partir da data do ato aditivo, bem como a 
suspensão ou mudança de atividade sujeita a controle e fiscalização; 
III – omitir as informações a que se refere o art. 8o desta Lei, ou prestá-las com dados 
incompletos ou inexatos; 
IV – deixar de apresentar ao órgão fiscalizador, quando solicitado, notas fiscais, 
manifestos e outros documentos de controle; 
V – exercer qualquer das atividades sujeitas a controle e fiscalização, sem a devida 
Licença de Funcionamento ou Autorização Especial do órgão competente; 
VI – exercer atividade sujeita a controle e fiscalização com pessoa física ou jurídica 
não autorizada ou em situação irregular, nos termos desta Lei; 
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24 
VII – deixar de informar qualquer suspeita de desvio de produto químico 
controlado, para fins ilícitos; 
VIII – importar, exportar ou reexportar produto químico controlado, sem 
autorização prévia; 
IX – alterar a composição de produto químico controlado, sem prévia comunicação 
ao órgão competente; 
X – adulterar laudos técnicos, notas fiscais, rótulos e embalagens de produtos 
químicos controlados visando a burlar o controle e a fiscalização; 
XI – deixar de informar no laudo técnico, ou nota fiscal, quando for o caso, em local visível 
da embalagem e do rótulo, a concentração do produto químico controlado; 
XII – deixar de comunicar ao Departamento de Polícia Federal furto, roubo ou extravio 
de produto químico controlado e documento de controle, no prazo de quarenta e 
oito horas; e 
XIII – dificultar, de qualquer maneira, a ação do órgão de controle e fiscalização. 
DICA 49 
DAS PENALIDADES ADMINISTRATIVAS 
Art. 14 da lei 10.357/2001 - O descumprimento das normas estabelecidas nesta Lei, 
independentemente de responsabilidade penal, sujeitará os infratores às seguintes 
medidas administrativas, aplicadas cumulativa ou isoladamente: 
I – advertência formal; 
II – apreensão do produto químico encontrado em situação irregular; 
III – suspensão ou cancelamento de licença de funcionamento; 
IV – revogação da autorização especial; e 
V – multa de R$ 2.128,20 (dois mil, cento e vinte e oito reais e vinte centavos) a 
R$ 1.064.100,00 (um milhão, sessenta e quatro mil e cem reais). 
§ 1o Na dosimetria da medida administrativa, serão consideradas a situação econômica, a 
conduta do infrator, a reincidência, a natureza da infração, a quantidade dos produtos 
químicos encontrados em situação irregular e as circunstâncias em que ocorreram os fatos. 
§ 2o A critério da autoridade competente, o recolhimento do valor total da multa arbitrada 
poderá ser feito em até cinco parcelas mensais e consecutivas. 
§ 3o Das sanções aplicadas caberá recurso ao Diretor-Geral do Departamento de 
Polícia Federal, na forma e prazo estabelecidos em regulamento. 
 
 
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25 
DICA 50 
DO SANEAMENTO DAS IRREGULARIDADES VERIFICADAS 
Entendendo a autoridade pela aplicação de sanção administrativa, após a notificação, o 
autuado poderá sanar a irregularidade em 30 dias, oportunidade em que, sendo 
possível, haverá a restituição dos produtos. 
Art. 15, da lei 10.357/2001. A pessoa física ou jurídica que cometer qualquer uma das 
infrações previstas nesta Lei terá prazo de trinta dias, a contar da data da fiscalização, 
para sanar as irregularidades verificadas, sem prejuízo da aplicação de medidas 
administrativas previstas no art. 14. 
§ 1o Sanadas as irregularidades, os produtos químicos eventualmente apreendidos 
serão devolvidos ao seu legítimo proprietário ou representante legal. 
§ 2o Os produtos químicos que não forem regularizados e restituídos no prazo e nas 
condições estabelecidas neste artigo serão destruídos, alienados ou doados pelo 
Departamento de Polícia Federal a instituições de ensino, pesquisa ou saúde pública, após 
trânsito em julgado da decisão proferida no respectivo processo administrativo. 
§ 3o Em caso de risco iminente à saúde pública ou ao meio ambiente, o órgão fiscalizador 
poderá dar destinação imediata aos produtos químicos apreendidos. 
DICA 51 
PREVENÇÃO ESPECIAL 
 É PROIBIDA A VENDA À CRIANÇA OU AO ADOLESCENTE DE: 
I - armas, munições e explosivos; 
II - bebidas alcoólicas; 
III - produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica 
ainda que por utilização indevida; 
IV - fogos de estampido e de artifício, exceto aqueles que pelo seu reduzido 
potencial sejam incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de 
utilização indevida; 
V - revistas e publicações a que alude o art. 78 do ECA; 
VI - bilhetes lotéricos e equivalentes. 
DICA 52 
MEDIDA SOCIOEDUCATIVA: obrigação de reparar o dano 
Lembrando... É aplicada apenas aos adolescentes!  
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26 
- Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, a autoridade poderá 
determinar, se for o caso, que o adolescente restitua a coisa, promova o 
ressarcimento do dano, ou, por outra forma, compense o prejuízo da vítima. 
ATENÇÃO! Havendo manifesta impossibilidade, a medida poderá ser substituída por 
outra adequada. 
DICA 53 
DICA SEIS MESES NAS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS: 
1ª A prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de 
interesse geral, por período NÃO EXCEDENTE a seis meses, junto a entidades 
assistenciais, hospitais, escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem como em 
programas comunitários ou governamentais. 
2ª A liberdade assistida será fixada pelo PRAZO MÍNIMO de seis meses, podendo a 
qualquer tempo ser prorrogada, revogada ou substituída por outra medida, ouvido o 
orientador, o Ministério Público e o defensor. 
3ª A internação não comporta prazo determinado, devendo sua manutenção ser 
reavaliada, mediante decisão fundamentada, NO MÁXIMO a cada seis meses. 
DICA 54 
Na PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS COMUNITÁRIOS, as tarefas serão atribuídas conforme 
as aptidões do adolescente, devendo ser cumpridas durante JORNADA MÁXIMA DE 
OITO HORAS SEMANAIS, aos sábados, domingos e feriados ou em dias úteis, de 
modo a não prejudicar a frequência à escola ou à jornada normal de trabalho. 
DICA 55 
É CABÍVEL INTERNAÇÃO PROVISÓRIA DO ADOLESCENTE! 
* A internação, antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de 
quarenta e cinco dias. 
* A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria 
e materialidade, demonstrada a necessidade imperiosa da medida. 
DICA 56 
O REGIME DE SEMI-LIBERDADE pode ser determinado desde o início, ou como forma de 
transição para o meio aberto, possibilitada a realização de atividades externas, 
INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL.    
* São obrigatórias a escolarização e a profissionalização, devendo, sempre que possível, 
ser utilizados os recursos existentes na comunidade. 
* A medida não comporta prazo determinado aplicando-se, no que couber, as 
disposições relativas à internação. 
 
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27 
DICA 57 
INTERNAÇÃO – MEDIDA EXCEPCIONAL/A MAIS SEVERA 
* A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de 
brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em 
desenvolvimento. 
* Será permitida a realização de atividades externas, a critério da equipe técnica da 
entidade, salvo expressa determinação judicial em contrário. (sendo que tal determinação 
judicial mencionada poderá ser revista a qualquer tempo pela autoridade judiciária). 
* A medida não comporta prazo determinado, devendo sua manutenção ser 
reavaliada, mediante decisão fundamentada, no máximo a cada seis meses. 
* Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a três anos. 
* Atingido o limite de TRÊS ANOS, o adolescente  deverá ser liberado, colocado em 
regime de semi-liberdade OU de liberdade assistida. 
* ATENÇÃO! A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade. 
* Em qualquer hipótese a desinternação será PRECEDIDA de autorização judicial, 
ouvido o Ministério Público. 
DICA 58 
TOME NOTA! A medida de internação só poderá ser aplicada quando: 
I - tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a 
pessoa; 
II - por reiteração no cometimento de outras infrações graves; 
III - por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente 
imposta. (Nessa hipótese, o prazo de internação não poderá ser superiora 3 (três) 
meses, devendo ser decretada judicialmente após o devido processo legal) 
ATENÇÃO! Em nenhuma hipótese será aplicada a internação, havendo outra medida 
adequada. 
DICA 59 
SÚMULA 492, STJ: O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz 
obrigatoriamente à imposição de medida socioeducativa de internação do 
adolescente. 
DICA 60 
* O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, 
encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do 
adolescente, definidos no ECA. 
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28 
* Em cada Município e em cada Região Administrativa do Distrito Federal haverá, 
NO MÍNIMO, 1 (um) Conselho Tutelar como órgão integrante da administração pública 
local, composto de 5 (cinco) membros, escolhidos pela população local para 
mandato de 4 (quatro) anos, permitida recondução por novos processos de 
escolha. ATENÇÃO PARA ALTERAÇÃO LEGISLATIVA EM 2019! Antes, o ECA previa: 
“permitida 1 (uma) recondução, mediante novo processo de escolha”. Atualmente, como se 
vê, não existe mais esse limite! 
DICA BÔNUS 
REQUISITOS PARA SER CONSELHEIRO: 
* Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes 
requisitos: 
I - reconhecida idoneidade moral; 
II - idade superior a vinte e um anos; 
III - residir no município. 
DICA BÔNUS 
CRIMES PREVISTOS NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE -ECA (LEI Nº. 
8.069/1990) 
ATENÇÃO! Os crimes definidos nesta Lei são de AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA. 
DICA BÔNUS 
Art. 232 do ECA. SUBMETER criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou 
vigilância a vexame ou a constrangimento: 
Pena - detenção de seis meses a dois anos. 
DICA BÔNUS 
Já foi OBJETO DE COBRANÇA EM PROVAS DE CONCURSO! 
Art. 237 do ECA. SUBTRAIR criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua 
guarda em virtude de lei ou ordem judicial, com o fim de colocação em lar 
substituto: 
Pena - reclusão de dois a seis anos, E multa. 
DICA BÔNUS 
Art. 238 do ECA. PROMETER OU EFETIVAR a entrega de filho ou pupilo a terceiro, 
mediante paga ou recompensa: 
Pena - reclusão de um a quatro anos, E multa. 
Parágrafo único. INCIDE NAS MESMAS PENAS quem oferece ou efetiva a paga ou 
recompensa. 
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29 
DICA BÔNUS 
Art. 240 do ECA. PRODUZIR, REPRODUZIR, DIRIGIR, FOTOGRAFAR, FILMAR OU 
REGISTRAR, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo 
criança ou adolescente: (Redação dada pela Lei nº 11.829, de 2008) 
 
Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, E multa. 
 
§ 1o INCORRE NAS MESMAS PENAS quem agencia, facilita, recruta, coage, ou de 
qualquer modo intermedeia a participação de criança ou adolescente nas cenas referidas 
no caput deste artigo, ou ainda quem com esses contracena. 
 
§ 2 o Aumenta-se a pena DE 1/3 (UM TERÇO) se o agente comete o crime: 
 
I – no exercício de cargo ou função pública ou a pretexto de exercê-la; 
 
II – prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade; ou 
(Redação dada pela Lei nº 11.829, de 2008) 
 
III – prevalecendo-se de relações de parentesco consangüíneo ou afim ATÉ O 
TERCEIRO GRAU, ou por adoção, de tutor, curador, preceptor, empregador da 
vítima ou de quem, a qualquer outro título, tenha autoridade sobre ela, ou com 
seu consentimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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30 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
DICA 61 
 O art. 3º da lei 8.666 estabelece os objetivos da licitação – escolha da proposta mais 
vantajosa para o futuro contrato, fazer prevalecer o princípio da isonomia –visam à 
promoção do desenvolvimento nacional sustentável. 
Será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da 
legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da 
probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do 
julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. 
DICA 62 
Vinculação ao Instrumento Convocatório/Edital 
A licitação é procedimento vinculado não só à lei, mas também ao edital. Esse é o 
instrumento que divulga a licitação e fixa as regras que deverão ser cumpridas, tanto pelos 
licitantes, quanto pela própria Administração que o elaborou, portanto, ninguém 
poderá descumpri-lo. 
Assim, o edital constitui a lei interna da licitação, e a ele estão vinculados a entidade 
licitante e todos os concorrentes. 
DICA 63 
É dispensável a licitação: para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento 
das finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e 
localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor 
de mercado, segundo avaliação prévia. 
DICA 64 
Antes de abrir a licitação, deve haver: 
• projeto básico; 
• orçamento e recurso orçamentário aprovado; 
• inclusão no PPA quando for o caso. 
 
DICA 65 
Projeto executivo pode ser desenvolvido concomitantemente com a execução do 
contrato. 
DICA 66 
Ultrapassada a fase de habilitação dos concorrentes e abertas as propostas, não cabe 
desclassificá-los por motivo relacionado com a habilitação, salvo em razão de fatos 
supervenientes ou só conhecidos APÓS o julgamento. 
DICA 67 
A inabilitação de licitante em virtude da ausência de informações que possam ser 
supridas por meio de diligência, de que não resulte inserção de documento novo ou afronta 
à isonomia entre os participantes, caracteriza inobservância à jurisprudência do TCU. 
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31 
DICA 68 
Tomada de Preços 
É a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem 
a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do 
recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. Uma das características 
da tomada de preços é o cadastramento prévio dos interessados. 
DICA 69 
Convite 
É a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, 
cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela unidade 
administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e 
o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade em que manifestarem 
seu interesse com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas. 
DICA 70 
Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens 
móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou 
penhorados, ou para a alienação de bens imóveis da Administração Pública, cuja aquisição 
haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento, a quem oferecer 
o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. 
Para a venda de bens móveis avaliados, isolada ou globalmente, em quantia não superior 
a R$ 1.430.000,00 (limite previsto na Lei nº 8.666/93 para compras e serviços na 
modalidade tomada de preços), a Administração poderá permitir o leilão. 
DICA 71 
Modalidades de licitação: 
Quanto ao valor: Concorrência, tomada de preços e convite; 
Quanto à natureza: Leilão, concurso, concorrência (em casos específicos) e pregão. 
 
DICA 72 
Julgamento Objetivo 
Na fase de julgamento das propostas, deverão ser utilizados os critérios estritamente 
objetivos definidos pela lei e pelo edital da licitação, não sendo permitido levar em 
consideração aspectos pessoais de nenhum licitante. 
A lei define previamente quais são os critérios de julgamento (tipos de licitação) e quando 
cada um deles será utilizado. 
São critérios objetivose não há liberdade para o agente público escolher qual o critério a 
ser adotado, uma vez que a lei define sua utilização. Desse modo, decorre do princípio da 
legalidade. 
DICA 73 
O interessado vencedor da licitação não se manifestando após decurso do prazo fixado no 
edital, é facultada à Administração convocar os licitantes remanescentes para 
eventual contratação. 
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32 
DICA 74 
FASES DA LICITAÇÃO 
Fase Interna 
abertura do processo administrativo 
especificação do objeto e elaboração do projeto 
orçamento estimado 
indicação dos recursos orçamentários 
elaboração do edital 
designação da comissão 
 
Fase Externa 
publicação do aviso do edital 
impugnação 
habilitação 
julgamento e classificação 
homologação 
adjudicação 
 
OBS.: audiência pública para licitações de grande vulto. 
 
DICA 75 
É dispensável a licitação nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando 
caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou 
comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, 
públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação 
emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser 
concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e 
ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a 
prorrogação dos respectivos contratos; 
OBS: Licitação dispensável é aquela em que o legislador permite que o administrador 
opte entre licitar ou contratar diretamente. 
Trata-se, portanto, de decisão discricionária da autoridade competente. 
DICA 76 
Disk licitação: 
33176-1430 
Para obras e serviços de engenharia 
1- modalidade convite: até R$ 330 mil; 
2- modalidade tomada de preços: até R$ 3,3 milhões; 
3- modalidade concorrência: acima de R$ 3,3 milhões. 
 
Para compras e serviços que não sejam de obras ou de engenharia: 
1- modalidade convite: até R$ 176 mil; 
2-modalidade tomada de preços: até R$ 1.430.000,00; e 
3-modalidade concorrência: acima de R$ 1.430.000,00. 
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33 
 
OBSERVAÇÃO: 
10% dos valores máximos previstos para a modalidade convite (33mil x 17,6 mil) 
= licitação dispensável 
5% dos valores máximos previstos para a modalidade convite (compras e serviços que não 
sejam de obras ou de engenharia) (8,8mil) = contrato verbal 
DICA 77 
São três os casos de inexigibilidade (rol exemplificativo): 
>> Fornecedor exclusivo (vedada a preferência de marca); 
>> Contratação de serviços técnicos de natureza singular (vedada a inexigibilidade para 
serviços de Publicidade e divulgação); cai muito! 
>> Contratação de músicos ou artistas consagrados pela opinião pública; 
Mnemônico 
ARTISTA EXNobE 
- ARTISTA consagrado; 
- Fornecedor EXclusivo 
- Profissional/empresa de Notório Especialização. 
 
DICA 78 
Regimes de Execução Indireta - o órgão ou entidade contrata com terceiros 
mediante qualquer dos seguintes regimes: 
 
• Empreitada por preço global: preço certo para a totalidade do objeto (construção de 
uma escola). 
• Empreitada por preço unitário: preço certo de unidades determinadas (pagamento a 
cada km de estrada construída, a cada posto de serviço entregue etc). 
• Empreitada integral: todas as etapas das obras, serviços e instalações necessárias (uma 
escola pronta para funcionar, com as carteiras, quadros, bebedouros, extintores de incêndio 
etc). 
• Tarefa: pequenos trabalhos por preço certo (mão de obra). 
DICA 79 
Recurso em sentido estrito - Prazo de 5 dias úteis (2 na modalidade convite) quando 
o interessado não concordar com as seguintes decisões: Habilitação/inabilitação de 
licitante; Julgamento de proposta; Anulação/revogação de edital Indeferimento de pedido 
de inscrição no registro cadastral; Rescisão unilateral de contrato; Aplicação de penas de 
advertência, suspensão temporária ou multa 
Habilitação e julgamento de proposta: caráter suspensivo, e a licitação só prossegue 
após proferida decisão. Nos demais casos, o efeito suspensivo fica a critério da autoridade 
competente. 
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34 
Procedimento – redigido a autoridade superior àquela que proferiu o ato, mas antes esta 
tem prazo de 5 dias para reconsiderar sua decisão. Caso não a faça, possui mais 5 dias 
para enviar a autoridade superior, e está mais 5 dias para se pronunciar sobre o 
assunto. 
Representação: Possível quando não cabe recurso hierárquico (em sentido estrito) e 
tem os mesmos prazos do recurso. 
Reconsideração: Cabível nos casos de declaração de inidoneidade. Dirigido ao Ministro de 
Estado ou Secretário Estadual ou Municipal. Prazo de 10 dias úteis para qualquer 
modalidade. 
DICA 80 
O que é projeto básico? 
Reúne os elementos que definem a obra, o serviço ou o complexo de obras e serviços que 
fazem parte do empreendimento. O objetivo é definir com precisão as características 
básicas do empreendimento e o desempenho almejado na obra para que seja possível 
estimar o custo e prazo de execução. 
É uma fase caracterizada por estudos preliminares, anteprojeto, estudos de viabilidade 
técnica e econômica, além da avaliação do impacto ambiental. 
O que é projeto executivo? 
É a etapa posterior que consiste no conjunto dos elementos necessários e suficientes para 
a execução completa da obra ou do serviço, de acordo com a Associação Brasileira de 
Normas Técnicas (ABNT). 
Os componentes da obra, como materiais descritivos, cálculos estruturais, desenhos, 
especificações técnicas e executivas, cronograma e planilhas de orçamento, são reunidos 
no projeto executivo. 
DICA 81 
Alienação de bens da Administração Pública 
I – Bens imóveis 
1º) existência de interesse público devidamente justificado; 
2º) avaliação prévia; 
3º) autorização legislativa, para órgãos da administração direta e entidades autárquicas 
e fundacionais (são considerados bens públicos, por isso a autorização legislativa); 
4º) licitação na modalidade de concorrência, ressalvadas as hipóteses de licitação 
dispensada. A fase de habilitação limitar-se-á à comprovação do recolhimento de quantia 
correspondente a 5% (cinco por cento) da avaliação. 
II - Bens imóveis da Administração Pública derivado de procedimentos 
judiciais ou de dação em pagamento 
1º) comprovação da necessidade ou utilidade da alienação (motivação do ato); 
2º) avaliação dos bens alienáveis; 
3º) adoção do procedimento licitatório, sob a modalidade de concorrência ou leilão. 
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35 
Não há exigência de autorização legislativa, visto que tais bens imóveis, em verdade, 
não pertenciam, originariamente, ao patrimônio público; foram procedentes de créditos da 
fazenda pública não pagos por terceiros. 
III – Bens móveis 
1º) existência de interesse público devidamente justificado; 
2º) avaliação prévia; 
3º) licitação, ressalvadas as hipóteses de licitação dispensada. 
Para a venda de bens móveis avaliados, isolada ou globalmente, em quantia não 
superior a R$1.400.000,00, a Administração poderá permitir o leilão. Acima disso, deve 
ser utilizada a concorrência. 
DICA 82 
O prazo para o particular lesado ajuizar a ação de indenização é de 5 anos contados da 
ocorrência do fato. 
DICA 83 
De acordo com o entendimento do STF, não são admitidos os institutos da denunciação 
à lide e do litisconsórcio nas ações de indenização. Dessa forma, o particular lesado 
apenas poderá propor a ação perante a pessoa jurídica que tenha praticado o dano. 
DICA 84 
A Lei 9.784/1999, que cuida do processo administrativono âmbito federal, trata da 
delegação de competência nos seguintes termos: 
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento 
legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não 
lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de 
circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. 
DICA 85 
O art. 13 da Lei 9.784/1999 dispõe que não podem ser objeto de delegação: 
* a edição de atos de caráter normativo; 
* a decisão de recursos administrativos; 
* as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
Essas funções são indelegáveis e, acaso transferidas, acarretam a invalidade não só do 
ato de transferência, como dos praticados em virtude da delegação indevida. A doutrina 
também aponta que as competências de ordem política não são passíveis de delegação, 
salvo se expressamente autorizada pela Constituição. 
 
 
 
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36 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DICA 86 
Reserva do financeiramente possível 
 
A concretização dos direitos sociais exige gastos, dispêndios financeiros por parte do Estado. 
Por exemplo, para que o direito à educação para todos seja efetivamente concretizado, o 
Estado precisa contratar professores, construir escolas etc. 
 
O mesmo pode se dizer da saúde, moradia e os demais direitos sociais. Assim, a 
concretização dos direitos sociais está sujeita à reserva do possível. 
 
Em outros termos, segundo o princípio da reserva do financeiramente possível, a 
concretização dos direitos sociais encontra limites não só na razoabilidade da pretensão 
deduzida em face do Poder Público como também na existência de disponibilidade 
financeira do Estado. 
 
Entretanto, cuidado! O próprio STF tem entendido que a alegação de violação à separação 
dos poderes e da reserva do possível não pode justificar a inércia do Poder 
Executivo em cumprir o seu dever constitucional de assegurar prioridade à saúde, à 
educação, aos direitos de crianças e adolescentes e outros direitos sociais, que permitam a 
intangibilidade e integridade do mínimo existencial do indivíduo. 
 
Segundo o STF, a cláusula da reserva do possível - que não pode ser invocada, pelo 
Poder Público, com o propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar a implementação de 
políticas públicas definidas na própria Constituição - encontra insuperável limitação na 
garantia constitucional do mínimo existencial, que representa, no contexto de nosso 
ordenamento positivo, emanação direta do postulado da essencial dignidade da pessoa 
humana. Doutrina. Precedentes. - A noção de “mínimo existencial”, que resulta, por 
implicitude, de determinados preceitos constitucionais (CF, art. 1º, III, e art. 3º, III), 
compreende um complexo de prerrogativas cuja concretização revela-se capaz de garantir 
condições adequadas de existência digna, em ordem a assegurar, à pessoa, acesso efetivo 
ao direito geral de liberdade e, também, a prestações positivas originárias do Estado (ARE 
639.337 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Segunda Turma, julgado em 23/08/2011). 
 
DICA 87 
Art. 6º. São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, 
o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à 
infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. 
 
Destaquei os direitos à moradia (EC 26/2000) ao transporte (EC 90/2015) e à alimentação 
(EC 64/2010) pois são inovações promovidas por emendas constitucionais. 
 
Quanto ao direito à moradia, vale uma ressalva: embora previsto expressamente como 
direito social, a posição do STF é de que a penhora de imóvel utilizado para fins de 
residência do fiador, em contrato de locação, não ofende o direito de moradia, 
conforme se depreende da seguinte ementa: 
 
"Fiador. Locação. Ação de despejo. Sentença de procedência. Execução. Responsabilidade 
solidária pelos débitos do afiançado. Penhora de seu imóvel residencial. Bem de família. 
Admissibilidade. Inexistência de afronta ao direito de moradia, previsto no art. 6º da CF. 
Constitucionalidade do art.3º, inc. VII, da Lei nº 8.009/90, com a redação da Lei nº 
8.245/91" (RE 407.888-8/SP, rel. Min. Cezar Peluso, julg. em 8/2/2006). 
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37 
 
DICA 88 
Plebiscito e referendo (art. 14, I e II, CF/88): as diversas semelhanças entre esses 
dois institutos permite que eles sejam vistos conjuntamente. A primeira semelhança é que 
ambos são mecanismos de consulta popular a respeito de matérias relevantes de 
natureza constitucional, legislativa (emendas constitucionais, leis, atos normativos etc.) ou 
administrativa (art. 2°, Lei 9.709/98). 
 
A diferença reside apenas no momento em que o eleitorado é chamado a se manifestar: o 
plebiscito é uma consulta prévia ao ato legislativo ou administrativo que se pretende 
produzir e o referendo é a consulta ulterior/posterior que se dá quando o ato já está 
pronto e acabado. 
 
A autorização para a realização de referendo e a convocação de plebiscito realizam-se 
mediante decreto legislativo, ato normativo expedido com exclusividade pelo Congresso 
Nacional (art. 49, XV, CF/88). 
 
DICA 89 
Iniciativa popular para apresentação de projetos de leis (art. 14, III, CF/88): esse é um 
instrumento de participação direta da sociedade na produção normativa do Estado pois 
permite aos cidadãos dar início ao processo legislativo de lei ordinária ou de lei 
complementar, desde que o projeto seja subscrito por pelo menos um por cento do 
eleitorado nacional (só cidadãos podem assinar), distribuídos em pelo menos cinco 
estados-membros — sendo que, em cada um dos estados-membros participantes não se 
pode reunir menos que três décimos por cento do número total de eleitores de cada um 
deles (art. 61, § 2°, CF/88). 
 
DICA 90 
O presidencialismo tem suas origens nos EUA, que o adotaram como sistema de governo 
na Constituição de 1787. Possui como características principais as seguintes: 
 
a) A Chefia do Poder Executivo é unipessoal ou monocrática. 
 
O Presidente da República exerce a função de Chefe de Estado (representando o País em 
suas relações internacionais) e, ainda, a função de Chefe de Governo (dirigindo as políticas 
públicas do Estado e chefiando a Administração Pública federal). Em suma, no 
presidencialismo, o Presidente da República acumula em suas mãos todas as 
funções executivas. 
 
b) Inexistência de vínculo entre Poder Legislativo e Poder Executivo. 
 
No presidencialismo, há independência entre o Poder Legislativo e o Executivo. O 
Presidente pode, inclusive, ser eleito sem que tenha o apoio da maioria parlamentar; é claro 
que, nessa situação, haverá fortes prejuízos à governabilidade. Ademais, não pode o 
Presidente interferir no mandato de Deputados e Senadores, eleitos democraticamente pelo 
povo. 
 
c) Mandato por tempo determinado. 
 
O Presidente da República, quando eleito, já tem um tempo pré-fixado durante o qual irá 
exercer o seu mandato. No Brasil, por exemplo, o mandato do Presidente é de 4 anos, 
podendo haver uma reeleição. Não existe a possibilidade de o Poder Legislativo, a seu bel 
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38 
prazer, abreviar o mandato presidencial, destituindo o Presidente do cargo. No Brasil, a 
única possibilidade de perda do cargo de Presidente por atuação do Poder Legislativo é a 
condenação por crime de responsabilidade (processo de “impeachment”). 
 
DICA 91 
O parlamentarismo tem suas origens, na Inglaterra do século XI. Suas características 
principais são as seguintes: 
 
a) A Chefia do Poder Executivo é dual, pois o Chefe de Estado e o Chefe de Governo 
são pessoas

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