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1 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Teoria Geral dos Recursos 
Das ordens dos Processos nos tribunais 
 
 
 
 
Embora cada Tribunal possa regular 
matérias referentes à ordem dos 
processos em 
seus Regimentos internos, o CPC/2015 
opta por trazer algumas regras de 
aplicação geral. 
 TRF’S 
TRIBUNAL TJ’S DF 
 STF e STJ 
Os processos chegam nos Tribunais por 
meio de: 
• Remessa Necessária 
• Ações de Competência 
Originária dos Tribunais 
• E Por meio de Recursos 
Nesses três casos, eles vão ter o 
procedimento disciplinado pelos artigos 
929 e seguintes do CPC. 
 
I. Registro: 
Os autos serão registrados no 
protocolo do tribunal no dia de sua 
entrada (data e hora), cabendo à 
secretaria ordená-los, com imediata 
distribuição. A distribuição (mesmo 
seguindo o regulamento interno de 
cada tribunal) deverá ser mediante 
alternatividade, sorteio eletrônico e a 
publicidade. 
 
II. Relator 
Artigo 930 
“Parágrafo único. O primeiro recurso 
protocolado no tribunal tornará 
prevento o relator para eventual 
recurso subsequente interposto no 
mesmo processo ou em processo 
conexo.” 
Entendimento do Artigo: 
O primeiro recurso protocolado define 
qual relator, câmara ou turma ficará 
responsável por julgar todos os 
recursos futuros relacionados ao 
mesmo processo ou a processos 
conexos, garantindo assim a 
uniformidade nas decisões. 
 
Relator: Distribuídos, os autos serão 
imediatamente conclusos ao relator, 
que, em 30 (trinta) dias, depois de 
elaborar o voto, irá restituir, com 
relatório, à secretaria. 
O julgamento do mérito recursal pelo 
relator é excepcional (analisado) e se 
funda na eficácia dos PROCEDENTES. 
Incumbe ao relator: 
• Ordenar o processo no tribunal - 
o novo CPC lhe confere 
liberdade de flexibilizar algumas 
regras procedimentais. 
• Tutela provisória ou Efeito 
Suspensivo 
 
2 Processo Civil III 
Professora Paloma 
• Não conhecer de recurso 
inadmissível 
• Oititiva da parte contrária 
• Determinar a intimação do 
Ministério Público, quando for o 
caso. 
• Decidir o incidente de 
desconsideração da 
personalidade jurídica (IDPJ) 
• Exercer outras atribuições 
estabelecidas no regimento 
interno do tribunal. (RI) 
Parágrafo único. Antes de 
considerar inadmissível o recurso, o 
relator concederá o prazo de 5 
(cinco) dias ao recorrente para que 
seja sanado vício ou 
complementada a documentação 
exigível 
 
III. Marcado o Julgamento 
Após o relator finalizar seu voto, o 
processo é incluído na pauta de 
julgamento. A pauta é uma lista de 
processos que serão julgados em uma 
determinada sessão do tribunal. As 
partes (autores e réus) são intimadas 
sobre a data do julgamento. O 
Ministério Público também é intimado, 
caso tenha que atuar no processo, seja 
como parte ou como fiscal da lei. 
• Publicação 5d 
Sessão do julgamento: 
Na sessão de julgamento, o relator 
apresenta seu relatório resumido do 
caso e seu voto. 
IV. Ordem dos Processos 
Após o processo ser marcado para 
julgamento, ele segue uma ordem 
específica determinada pelo regimento 
interno do tribunal: inclusão na pauta, 
intimação das partes, apresentação do 
relatório e sustentação oral na sessão 
de julgamento, votação pelos juízes e, 
finalmente, a publicação do acórdão 
que formaliza a decisão do tribunal. 
❖ Regimento Interno 
❖ Preferência Legal 
❖ Pedido de Sustentação Oral 
❖ Solução de questões anteriores 
❖ Demais casos 
 
V. Sustentação Oral 
Tem maior prioridade! O pedido deve 
ser feito antes do início da sessão de 
julgamento e a apresentação de seus 
argumentos tem um tempo limitado de 
15 minutos. 
 
 
 
VI. Colegiado 
Regra: 
 Composto por 5 Membros 
 Participam do 
julgamento 3 membros. 
 
! Observações Ditadas pela 
Professora Paloma! 
 
3 Processo Civil III 
Professora Paloma 
1) Qualquer julgador que não se 
sentir apto a votar, ou que já 
votou, poderá pedir vista. Está 
suspenso o julgamento, prazo 
de 10 dias, prorrogados por 
mais 10 dias. Tal fato só pode 
ocorrer antes do final do 
julgamento. 
2) O julgamento só será 
considerado encerrado quando 
o presidente da sessão anunciar 
o resultado. 
3) Até o encerramento do 
julgamento qualquer julgador 
poderá alterar o seu voto, pelo 
seu direito de retratação. A 
retratação só pode ocorrer se o 
voto for o próprio julgador, pois 
o substituto não poderá alterar 
o voto de outro julgador. O voto 
é personalíssimo. 
4) O acordão será redigido pelo 
relator quando o seu voto 
vencedor, e se vencido aquele 
que primeiro levantou 
divergência, será o responsável 
por redigir o acordão. 
5) Se tiver voto divergente deve 
obrigatoriamente constar no 
acordão, pois é parte 
integrante. 
 
VII. Julgamento não unanime de 
apelação 
Regime interno. 
O artigo 942 CPC criou uma técnica de 
complementação de julgamento 
quando o resultado da apelação ocorre 
por maioria. 
Cada tribunal pode complementar o 
julgamento seguindo seu regimento 
interno. 
Deve ter julgadores em números 
suficientes para modificar o resultado. 
As partes devem ter o direito de 
sustentar perante os novos julgadores. 
Preferencialmente ocorre na mesma 
sessão. 
 
Também será aplicado: 
❖ Ação Rescisória quando o 
resultado reincidir a sentença. 
❖ Agravo de instrumento quando 
houver reforma de julgamento 
parcial de mérito. 
Não será aplicado: 
❖ I.A.C / I.R.D.R./ Demandas 
Repetitivas 
❖ Plenário ou órgão especial 
❖ Remessa Necessária 
 
 
4 Processo Civil III 
Professora Paloma 
VIII. Acórdão e Publicação 
A decisão tomada pelo colegiado é 
formalizada em um documento 
chamado acórdão. 
Revisado e assinado, o acórdão é 
encaminhado para publicação no Diário 
de Justiça Eletrônico (DJE). 
 
Do incidente de assunção de 
competência 
ferramenta processual que pode ser 
usada em casos em que uma questão 
jurídica é considerada de grande 
importância, mas que não 
necessariamente envolva um grande 
número de processos repetidos. O 
objetivo é que o tribunal, ao julgar essa 
questão, fixe uma tese jurídica (uma 
interpretação do direito) que será 
aplicada de forma uniforme em casos 
futuros. 
Requisitos: 
❖ Matéria de direito 
❖ Não é recurso 
❖ Natureza preventiva 
❖ Aplicação local ou regional 
❖ Não fere o princípio do juiz 
natural 
❖ Prevenção de litígios 
❖ Isonomia (igualdade de 
tratamento) e Segurança 
jurídica 
❖ Útil em situações em que um 
tribunal enfrenta desafios 
regionais 
Em Resumo I.A.C./ A.C é uma 
ferramenta processual importante 
para a uniformização da 
jurisprudência dentro de um 
tribunal, garantindo a prevenção de 
litígios, a isonomia, e a segurança 
jurídica. Ele é preventivo, não é um 
recurso, e tem aplicação específica 
dentro do tribunal que o instaura, 
respeitando o princípio do juiz 
natural. É uma resposta eficaz aos 
desafios jurídicos regionais, 
assegurando que as decisões sejam 
consistentes e previsíveis. 
! Observações ditadas pela 
Professora Paloma! 
Não fere o princípio do Juiz natural. 
Pois a previsão é anterior. 
1) Pode ocorrer de recurso, 
remessa necessária, 
competência originária. 
2) Inexistência de múltiplos 
processos 
3) Matéria de direito (aplicação 
local, nacional) 
Exemplo Prático: 
Imagine que em um determinado tribunal, 
surge uma discussão sobre a aplicação de 
um novo entendimento de um dispositivo 
legal. Como essa questão pode afetar 
diversos processos, o tribunal decide 
instaurar um IAC para uma vez julgado, 
aplicar essa tese aos casos futuros, 
evitando decisões conflitantes. 
 
5 Processo Civil III 
Professora Paloma 
4) Grande repercussão social 
 
 As partes 
Legitimidade MPJuiz 
 Def. Pública 
 
É usado para resolver questões 
jurídicas importantes e garantir 
decisões uniformes. Pode ser solicitado 
por partes, Ministério Público, 
Defensoria Pública ou o juiz. 
O relator analisa se a questão é 
relevante e se atende aos requisitos 
para o IAC. Se aprovado, o tribunal 
decide sobre a questão e fixa uma tese 
jurídica que orientará casos futuros. A 
decisão pode ter efeito vinculante 
dentro da jurisdição do tribunal. 
Durante o processo, podem ser 
concedidas decisões provisórias, e a 
aplicação da tese pode dispensar a 
revisão obrigatória de alguns casos. 
Incidente de resolução de 
demandas repet. 
I.R.D.R Criado para lidar com questões 
jurídicas que surgem em múltiplos 
processos e que exigem uma decisão 
uniforme para evitar decisões 
conflitantes. Evitar decisões 
contraditórias. 
 
 As partes 
Legitimidade MP 
 Juiz 
 Def. Pública 
Não é recurso. Analisado pelo tribunal 
competente (regime interno). Não é 
aplicável a casos isolados ou questões 
que não têm relevância generalizada. 
IRDR pode abranger questões de direito 
constitucional ou infraconstitucional, 
não é restrito a uma matéria específica, 
podendo incluir questões de direito 
local ou nacional. Devem ser atendidos 
requisitos cumulativos que é não ter 
uma série de recursos especiais (REsp) 
ou extraordinários (RE) no Superior 
Tribunal de Justiça (STJ) ou no Supremo 
Tribunal Federal (STF) tratando da 
mesma questão e o risco de Isonomia e 
Segurança Jurídica. 
Procedimento e competência: 
❖ Não pode ser instaurado de 
forma preventiva 
❖ Recursos e Remessa Necessária 
❖ Competência Originária 
❖ Instauração Múltipla 
❖ Decisão Uniforme 
❖ Vinculação 
❖ Decadência (não impede a 
análise) 
O Ministério Público (MP) pode assumir 
a iniciativa de suscitar o IRDR ou 
participar como fiscal da lei, 
especialmente em casos em que há 
interesse público relevante. 
Resumo: O IRDR resolve questões 
jurídicas que aparecem em vários 
processos. Visa garantir decisões 
uniformes e eficientes, evitando a 
multiplicidade de julgamentos 
 
6 Processo Civil III 
Professora Paloma 
conflitantes e promovendo a segurança 
jurídica e a isonomia. Para sua 
instauração, é necessário que a questão 
seja relevante, repetitiva e que haja 
risco à segurança jurídica e à duração 
razoável do processo. O IRDR não 
substitui recursos, não é preventivo, e 
pode ser suscitado mais de uma vez, 
com a participação do Ministério 
Público na análise e condução do 
processo. 
Tem o objetivo de uniformizar a 
jurisprudência, tornando os julgados 
uniformes e não contraditório entre si 
(Legitimados Art-977). 
Suscitado por Juiz ou Relator 
(desembargador que pega o processo 
no 2º grau de jurisdição), as partes, o 
Ministério Público, a Defensoria Pública 
pela petição. 
Entendimento Jurisprudencial quanto 
ao papel do MP no IRDR: A 
jurisprudência tem se consolidado no 
sentido de entender que a legitimidade 
do MP deve se dar com questões que 
envolvem direitos difusos e/ou 
coletivos ou direitos individuais 
homogêneos desde que o direito tenha 
repercussão social. 
•O julgamento do incidente caberá ao 
órgão interno indicado pelo Regimento 
Interno do 
tribunal. Lembrando que o IRDR deve 
ser divulgado e incluído em banco de 
dados 
nacional do CNJ. 
O IRDR deve ser julgado em até um 
ano, ressalvando -se os processos em 
que há réu 
preso e pendência de habeas corpus. 
Superado o prazo cessa a suspensão do 
processo. 
•O IRDR suspende os demais processos 
pendentes que versem sobre mesma 
controvérsia 
unicamente de direito. 
•O MP deve ser intimado para se 
manifestar em 15 dias 
• Anotações em sala! 
 Preencheu os requisitos, vai vir a 
decisão de afetação. 
1) Delimitação de matéria de direito 
2) decidir sobre a suspenção/ 
sobrestamento vai poder atingir o 1º 
grau ou todos os processos daquela 
região 
 (pode pedir a retirada do 
sobrestamento, é para o Juíz da 
causa) 
Recurso = depende de qual decisão 
estamos falando 
3) publicidade constar no site do CNJ 
Vai começar a julgar o IRDR 
1) Requisitar informações ao juiz 
da causa no prazo de 15 dias. 
MP tem que ser intimado, 
participa sempre! 
amicus curiae - amigo da corte 
Colegiado- para seu julgamento 
 
7 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Tramitação preferencial - vai passar na 
frente de todos os processos salvo réu, 
preso e habeas corpus. Ela dura o 
período da suspenção, período de 1 
ano podendo ser renovado. Depois 
disso voltando para o julgamento, já 
teve a oitiva das partes, prazo comum, 
colegiado que vai julgar o acordão. 
Colegiado – acordão 
Deste acordão será cabível recurso 
especial para REsp= STJ e REC= STF e 
daqui pra frente é nacional. Toda 
demanda respectiva ampl. Nacional. 
! Observações da Professora 
Paloma! 
2) Passa a ter efeito vinculante. A 
tese será aplicada em todos os 
processos presentes no futuro. 
3) Sustentação oral de 30 min. 
Autor, réu e MP e mais 30min 
divido em todos os 
interessados. 
4) Se o IRDR tratar de prestação de 
serviço público concedido, 
permitido ou autorizado o 
resultado deverá ser 
comunicado ao órgão, ente ou 
agência reguladora. 
5) Passa a ter efeito vinculante. A 
tese será aplicada em todos os 
processos presentes no futuro. 
6) Sustentação oral de 30 min. 
Autor, réu e MP e mais 30min 
divido em todos os interessados 
7) Se o IRDR tratar de prestação de 
serviço público concedido, 
permitido ou autorizado o 
resultado deverá ser 
comunicado ao órgão, ente ou 
agência reguladora. 
 
Demanda repetitiva é recurso!!! 
 
 
 
 
8 Processo Civil III 
Professora Paloma 
RECURSOS
Artigo 496 
Recurso = significa voltar atrás 
 
Introdução: 
Estado controla a gente, forma de controle. 
Antigamente a Decisão era irrecorrível e os Juízes 
privados eram contratados para tomar decisões, 
isso era um caos. Revolução Francesa 
Apelatio foi o primeiro recurso, nasceu no Direito 
Penal. Quem julgava o recurso era o imperador, 
uma forma de controle estatal. 
Recurso = falha humana 
 
Conceito de Recurso 
Recurso é o remédio voluntário idôneo a ensejar 
no mesmo processo, a reforma, a invalidade, o 
esclarecimento ou a integração da decisão 
judicial, sob pena de preclusão ou do trânsito em 
julgado. Tem previsão em lei, é voluntário, 
ninguém é obrigado a recorrer. É um ônus. Faz 
parte daquele processo, salvo de agravo de 
instrumento. 
Considerações: recurso é diferente de ações 
autônomas de impugnação. 
Não tem recurso em: 
Ação autônoma (aqui será um novo processo) = 
São Mandado de Segurança, Embargos de 
Terceiros 
1) Ações autônomas de impugnação 
MS 
Emb. De terceiros 
Ação rescisória 
não estão previstas como recurso 
Todo recurso tem um fim, finalidade, você vai 
buscar a reforma, a invalidade, esclarecimento, 
integração sob pena de preclusão. 
Reformar, invalidar, esclarecer, integrar, 
Recurso é uma opção que a lei te dá de 
reivindicar uma outra visão daquela matéria. 
 
2) sucedâneos recursais não é recurso (mi mi 
mi) = sucedâneos são memoriais, despachar 
com o juiz, pedido de reapreciação. 
3) Remessa necessária tem vários nomes, não 
é recurso e nem é pra qualquer hipótese. 
Norma: após o trânsito em julgado se houver 
condenação pecuniária em desfavor da união 
estados, DF, munícipios, suas autarquias e 
fundações de direito público, o tribunal 
deverá analisar o processo pra saber se é caso 
de derrota do estado mesmo. É só depois do 
trânsito em julgado, é vinculada a grana/ 
dinheiro. 
Nem toda decisão cabe recurso 
 
!Observações da Professora Paloma! 
a) é de ofício. remessa de ofício 
b) o presidente do tribunal pode avocar se for 
o caso. Só ocorre se a condenação for 
pecuniária. 
c) remessanecessária ocorre ainda que não 
tenha tido recurso. 
d) execução fiscal proposta pelo estado. 
Haverá casos que não terá remessa 
necessárias divido pelo valor e matéria. 
Valo r= prejuízo que o estado aceita vai ter 
valores diferentes, 
aceita perder até: 
1.000 mil salário-mínimo União 
500 salários-mínimos se for Estado ou DF 
Até 100 salário mínimos se for Municípios 
 
9 Processo Civil III 
Professora Paloma 
As autarquias, fundações depende de que tipo 
estejamos falando. 
Juizado Especial= 60 salários-mínimos não vai tá 
sujeito a remessa necessária. Não tem o valor. 
Matéria = não tem se for sumula vinculante 
Decisão baseada no IRDR e IAC pode ter. 
Não vai ter se for demanda repetitiva stf, stj 
nenhuma das duas 
Decisões pacificadas com pareceres no âmbito 
administrativo = exceção pelo valor ou matéria 
não terá remessa necessária. 
Remessa necessária, o estado não sabe perder 
dinheiro. 
Processo de conhecimento: relembrar em 
recurso. 
Os atos decisórios do juiz 
Diferenciar atos judiciais 
1ª instancia/grau juiz decisão da origem 
3 tipos de sentença, decisão interlocutória, 
despacho. 
Não é decisão monocrática 
 
Conceito de sentença: 
 É a decisão do processo de conhecimento ou da 
execução que estingue com o sem mérito o 
processo. Apelação. 
Juizado especial não tem apelação. 
CPC 203 1. 
Essa decisão acaba com o processo? 
Se continuar é decisão interlocutória, se acabar é 
sentença. 
Recurso cabível= apelação 
Tudo que não for sentença 
Decisão interlocutória = Tem caráter decisório, 
mas não estingue o processo. 
Nem toda decisão cabe agravo de 
instrumento, se tiver previsão agravo de 
instrumento. 
Despacho para dar andamento no processo, 
não tem fim decisório no processo. Dos 
despachos não cabe recurso. 
Dos tribunais: dos estados, df, trfs, stj, stf. 
Tipo de decisão profere despacho (dar 
andamento), acordão (decisão colegiada) 
Último tipo de decisão dos tribunais, decisões 
monocráticas, unipessoal. Única pessoa. 
Recurso cabível, agravo interno. 
Conceito de despacho: 
É a decisão de um membro do tribunal. 
 
Classificação dos recursos: 
1) Quanto ao fim buscado pelo recorrente. 
Objetivo. 
 
a) Reforma: mudar algo, não é erro 
processual, é divergência de 
interpretação. Conceito: na reforma o 
objetivo é uma nova decisão que 
substitua a anterior. Decorre de 
interpretações diferentes. Conhecida 
como erro in iudicando = erro no 
julgamento. A reforma é uma norma 
para substituir a anterior. Interpretar a 
lei, na gramática, no momento que a 
gente vive. Não existe reforma para os 
embargos de declaração. 
b) Invalidade/ cassação = erro grave 
Vicio formal. Reincide. 
É um vício formal do processo, ou seja, 
a norma processual foi violada. Neste 
caso não existe substituição, pois no 
mundo jurídico o que foi cassado 
nunca existiu!!!! 
 
 
 
 
10 Processo Civil III 
Professora Paloma 
4) Quanto a autonomia. 
a) Principal ou independente: 
Apenas da sucumbência. 
 
b) Adesivo ou subordinado: 
997 CPC. 
Sucumbência recíproca 
Não ter interposto no prazo principal. 
Apelação, resp. RE. 
Observações. 
a) O adesivo segue o principal e, portanto, 
terá as mesmas regras quanto a 
formalidade. 
b) Subordinação é na forma e não no mérito 
c) Se houver desistência do principal o 
adesivo não será conhecido. 
d) O momento de aderir será no prazo de 
manifestação do recorrido. 
Contrarrazões 
Resumo ditado pela Paloma: Cada parte poderá 
interpor o recurso principal. Se for apelação, 
respe ou RE. Uma parte poderá aderir ao recurso 
da outra parte, mas para tal é necessário a 
existência de sucumbência recíproca e que 
aquele que adere não tenha recorrido no prazo 
principal. 
Não se aplica em juizados especiais por falta de 
previsão 
5) Quanto a natureza da matéria a ser 
apreciada 
a) Ordinária > matéria de fato ou de 
direito. Ex.: apelação, R.O. 
b) Excepcional ou extraordinária 
Direito Ex.: resp, RE. 
6) Quanto a fundamentação 
a) Fundamentação livre 
Pode haver qualquer alegação, a lei 
não pré-determina, não pré 
estabelece. Pode o recorrente alegar 
qualquer matéria 
b) Fundamentação vinculada 
A lei estabelece o que poderá ser 
alegado. Ex.: Resp, RE 
 
7) Quanto a execução da decisão 
impugnada 
a) Efeito suspensivo: 
A decisão não pode produzir eficácia 
imediata 
b) Não suspensivo: 
A decisão já pode produzir efeito de 
forma imediata 
Nossa regra art. 995 CPC, o recurso não impede a 
eficácia imediata. 
Efeitos: 
1) Efeito impeditivo ou obstativo. 
O recurso impede a preclusão da decisão 
ou o trânsito em julgado. A diferença vai 
estar na Natureza da decisão. 
 
2) Devolutivo (cai em prova) 
Devolver a quem de direito. É devolver a 
matéria impugnada a um órgão 
hierarquicamente superior. É A 
TRANSFERENCIA DA MATÉRIA RECORRIDA 
PARA ANÁLISE DE UM ÓRGÃO 
HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. 
Processo de conhecimento> sentença 1º 
grau 
Apelação tribunais 2º grau 
 
Todos os recursos? 
- A doutrina diverge sobre a aplicabilidade 
em todos os recursos, pois os embargos 
de declaração ficam na mesma instancia. 
Tantum devolutium quantum apelatium. 
 
Efeitos em horizontal ou de extensão. 
O recorrente escolhe qual a matéria que 
deseja impugnar. Recorrente 
Você escolhe se vai recorrer, exclusiva do 
tribunal, 
Verticalidade ou profundidade: 
É exclusiva do tribunal que pode ir além 
da própria decisão impugnada. Órgão-
julgador. 
 
Sentença sem mérito. 
Apelação – julgado improcedente. 
 
 
11 Processo Civil III 
Professora Paloma 
RESUMO DITADA PELA PALOMA: O EFEITO 
DEVOLUTIVO SIGNIFICA DEVOLVER A MATÉRIA 
IMPUGNADA PARA A INSTANCIA 
HIERARQUICAMENTE SUPERIOR.O RECORRENTE 
ESCOLHE QUAL MATÉRIA QUER IMPUGNAR ( 
HORIZONTAL/ EXTENSÃO), MAS A 
PROFUNDIDADE É CONSEQUENCIA NATURAL DO 
RECURSO, POIS O TRIBUNAL AO JULGAR O 
RECURSO PODE DDECIDIR ALÉM DA PRÓPRIA 
DECISÃO RECORRIDA. 
 
Efeito translativo: (verticalidade) 
É a possibilidade do órgão julgador arguir de 
ofício, matéria de ordem pública, ainda que não 
seja objeto do recurso. Ex.; ilegitimidade passiva. 
3) Efeito expansivo ou extensivo 
Pode atingir mais partes do que aquelas que 
de fato recorreu. É a possibilidade do recurso 
atingir mais partes do que aquelas que de 
fato recorreram. 
 
4) Efeito de Retratação / Regressivo 
É a possibilidade do prolator da decisão 
modificar a sua própria decisão. Só será 
possível nos casos previstos em lei. 
 
5) Efeito Substitutivo 
Vinculado a reforma. É buscado uma nova 
decisão que substitui a anterior. 
 
6) Efeito Reincidente 
Cassar/ invalidar. Nulo nunca existiu. 
 
 
7) Efeito diferido 
Só se aplica no adesivo. Quando o 
conhecimento de um recurso depender do 
conhecimento de outro recurso] 
8) Efeito Suspensivo 
A decisão não produz eficácia imediata. 
Ope> legis – lei- decorre de lei – ex.: apelação. 
Exceções no CPC E LEI. ESP. 
Ope > judicis> decorre de uma decisão judicial 
> requisitos 995 CPC Risco de dano grave, de 
difícil ou impossível reparação e demonstrar a 
probabilidade de provimento do recurso. 
 
A regra do direito brasileiro segundo o 995 
caput é não suspensivo. Ou seja, pode ter a 
decisão e o cumprimento provisório. 
9) Efeito ativo 
Tutelas recursais 
Tutela definitiva > tem toda a base 
Tutela provisória > de urgência > antecipada 
>cautelar. 
Tutela pode ser pedida a qualquer momento 
Tutela provisória > de evidência 311CPC. 
10) Efeito modificativo ou infringente 
Ex. de decisão: omissão, obscuridade, 
contradição ou erro material. 
É a possibilidade do julgamento dos embargos 
de declaração modificarem a decisão 
recorrida. Só poderá ocorrer na omissão ou 
na contradição. 
Princípios: 
1) Duplo grau de jurisdição 
Dá a chance de outra jurisdição. É a 
possibilidade de reexame do 
pronunciamento.Reexame forma vertical ou horizontal 
Vertical> outra instancia > hierarquia 
Horizontal> está na mesma instancia. 
 
2) Princípio da Taxatividade 
 
12 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Previsão em lei. 994 CPC. Apelação, agravo de 
instrumento, agravo interno, embargos de 
declaração, recurso ordinário, recurso 
especial, recurso extraordinário, agravo em 
resp. ou RE. Embargos de divergências 
 
3) Princípio da singularidade, unicidade ou 
unipercorribrilidade. 
Regra: como regra, para cada decisão há um 
único recurso. 
Exceções: embargos de declaração, recurso 
especial recurso extraordinário. A matéria é 
diferente. 
4) Princípio da fungibilidade 
Converter os recursos. É a possibilidade de 
conversão do recurso erroneamente 
interposto pelo recurso correto. 
Doutrina> requisitos: 
- Tempestividade 
- Dúvida objetiva 
- Ausência de erro grosseiro 
emb. De declaração(5d) > ag. Interno.(15d) 
Resp. > RE > Resp. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 Processo Civil III 
Professora Paloma 
PRIMEIRA AULA PÓS PROVA 01/10 
AGRAVO INTERNO 
RECURSO ADESIVO pode cair na prova. 
Agravo Interno = Cabível nos tribunais, 
cabíveis de decisões monocráticas. 
Procedimento conforme o regimento interno 
de cada tribunal. Prazo de 15d 
Conceito fala da Paloma: 
- Salvo expressa disposição de lei, de decisão 
monocrática cabe agravo interno. 
Objetivo: forçar o colegiado. 
Recurso das decisões monocráticas. 
Protocolo é para o prolator da decisão. 
Regularidade Formal. 
Tem que impugnar de forma especifica a 
decisão agravada. 
Fala da paloma: 
- O agravante na sua petição de agravo 
interno deve impugnar de forma especifica a 
decisão agravada. 
Agravo interno não tem preparo, não está 
sujeito a preparo. 
Precisa ter a decisão monocrática, recurso de 
matéria de fato ou de direito, ordinária. 
Protocolo – prolator - prazo de 15d para 
contrarrazões. – Remeter para o colegiado. 
Como regra, ele (prolator) não pode julgar 
monocraticamente. 
Exceções: intempestividade, fundamentação 
específica (ausência de fundamentação 
específica). 
EFEITOS: 
Devolutivo 
Obstativo 
Extensivo / Expansivo 
Retratação/ regressivo voltar atrás. 
Fala da paloma 
Neste caso, se houver retratação poderá 
ocorrer um novo agravo interno. 
Vai depender da decisão. 
Efeito suspensivo, tem que pedir 
judicialmente depende dos preenchimentos 
dos requisitos. 
Efeito ativo – as tutelas recursais. Tem efeito 
ativo no agravo interno. 
Substitutivo, procura nova decisão, nova 
reforma. 
Reincidente – cassação. 
Desobstrutivo: é a aplicação da teoria da 
causa madura. 
Observação da Paloma: 
1) Agravo interno pode ser interposto em 
qualquer tribunal. 
2) Segundo a jurisprudência do STJ é cabível 
majoração de honorários. 
3) Não pode o prolator da decisão reproduzir 
os seus próprios fundamentos, para 
monocraticamente negar o agravo 
interno. 
Artigo 1021. § 4 e 5 
Multa – decisão colegiado(unanime) – 
manifestamente inadmissível ou 
improcedente. Admissibilidade vinculado a 
forma, estamos falando da forma, dos 
recursos. 
Improcedente- mérito. 
Multa de 1 á 5% do valor atualizado (atual) 
da causa. VAI CAIR NA PROVA. 
Para continuar recorrendo, deve efetuar o 
depósito prévio da multa. Salvo a fazenda 
pública e os beneficiários da justiça gratuita. 
Multa é castigo. Não são dispensados, mas 
pagam ao final. 
 
 
14 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Observações MULTA jurisprudência fala da 
Paloma: 
1) Segundo a jurisprudência do STJ e do STF 
a multa não é automática. Competirá ao 
colegiado decidir e fundamentar em caso 
de multa. ( Eresp 120356/RS) 
 
2) Não pode ter aplicação de multa se o 
recurso foi interposto para exaurir 
instancia. (Tema 434 RESP 1198108/RJ) 
 
3) Segundo o STF para aplicação de multa é 
essencial o intuito protelatório do 
agravante. (ARE 9 
 
4) Segundo o STJ não cabe o deposito prévio 
se o recurso for para impugnar a multa. 
 
5) O STJ tem flexibilizado o deposito prévio 
alegando abuso do Direito. 
 
Agravo interno 
1) Só caberá sustentação oral se o agravo 
interno tratar de decisão monocrática que 
extinguiu a ação rescisória, mandado de 
segurança ou reclamação. 
 
 
Embargos de Declaração 
 
PRAZO 5D, não tem preparo, recurso de 
natureza ordinária, mas é vinculado. 
Qualquer instância de qualquer decisão. 
 
Vícios ensejadores: omissão, contradição, 
obscuridade ou erro material. 
Cabe embargos dos embargos. 
 
Fala da paloma 
1) Cabem embargos dos embargos, mas 
é obrigatório a existência de qualquer 
um dos vícios ensejadores. 
2) O STF já declarou a 
constitucionalidade de regimento 
interno que veda o cabimento de 
embargos de declaração de 
determinadas decisões, salvo se a 
decisão for genérica. 
PRESSUPOSTOS (vícios): 
1) Erro material. 
Juiz de ofícios 
É um erro facilmente verificado. Não 
altera o julgado. 
2) Contradição 
contem pontos conflitantes. 
No julgamento a decisão pode ser 
modificada. 
3) Obscuridade 
É aquilo que não tem clareza. 
É a decisão que contêm pontos com 
ausência de clareza. 
O julgamento não modifica a decisão. 
 
4) Omissão 
Julgamentos repetitivos IRDR ou as 
demandas repetitivas (RESP e R.E). 
Deixar de falar da assunção de 
competência. 
Artigo 489 a partir §1 CPC 
O julgamento por omissão poderá 
modificar a decisão embargada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 Processo Civil III 
Professora Paloma 
 
CONTEÚDO PRI AGORA! 
Pressupostos intrínsecos e extrínsecos 
 
Intrínsecos: Se subdividem em 4. 
- Cabimento 
- Legitimidade 
- Interesse 
- Inexistência 
De fato impeditivo 
 
Fala da paloma 
Enquanto houver a possibilidade de 
recurso ordinário não será cabível REsp ou 
RE. 
A natureza é extraordinária e também 
posso alegar que esse recurso é vinculado 
(as hipóteses estão pré-estabelecidas em 
lei) 
Só cabe R.E nas hipóteses pré-
estabelecidas em lei. 
 
Prequestionamento 
É a alegação prévia da matéria de direito 
nas instancias inferiores. É essencial que a 
matéria tenha sido debatida, ventilada? no 
órgão a coo. 
Tácito 
 
 
Recurso Originário 
 
Só cabe contra ACÓRDÃO. 
Esse acordão tem de ter DENEGADO a 
segurança, compreende decisões SEM 
resolução de mérito ou acórdão COM 
resoluções de mérito. Sem apreciação do 
mérito. 
Não exige prequestionamento. 
CABIMENTO PARA O STJ: 
- ACÓRDÃO: 
- SENTENÇA: 
 
 
 
 
 
Art. 1.027. Serão julgados em recurso 
ordinário: 
II - pelo Superior Tribunal de Justiça: 
a) os mandados de segurança decididos em 
única instância pelos tribunais regionais 
federais ou pelos tribunais de justiça dos 
Estados e do Distrito Federal e Territórios, 
quando denegatória a decisão; 
b) os processos em que forem partes, de 
um lado, Estado estrangeiro ou organismo 
internacional e, de outro, Município ou 
pessoa residente ou domiciliada no País. 
 
Duplo grau. 
Só caberá contra acórdão que tenha sido 
denegatório em um remédio 
constitucional originário de tribunal local 
ou regional. 
R.O. funciona como uma “apelação 
constitucional” 
 
LEMBRE-SE de que demandas envolvendo 
pessoa residente no país ou município 
versus Estado estrangeiro (João da silva x 
EUA ou município do Rio de Janeiro x 
Espanha) devem ser processadas e 
julgadas perante um JUIZ FEDERAL DE 1º 
grau. 
Quando essas demandas forem 
sentenciadas, contra essa decisão caberá 
R.O. para o STJ! 
O TRF não possui competência recursal 
para essas ações. Portanto, não caberá 
apelação para ele e tampouco agravo de 
instrumento. Os recursos contra sentença 
e decisões interlocutórias proferidas 
nessas ações serão endereçados ao STJ. 
 
R.O. efeito devolutivo. 15 dias para 
oferecimento e resposta. 
 
Acórdãos denegatóriosde remédios 
constitucionais deverão ser interpostos 
perante a presidência ou vice-presidência 
do tribunal de origem. 
 
16 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Exemplo: mandado de segurança 
impetrado no TRF5 e o tribunal profere um 
acórdão denegando a segurança. Contra 
essa decisão cabe recurso ordinário. 
Quando mandados de segurança são 
originalmente denegados pelos TRF’S, 
contra esses acórdãos caberá o recurso 
ordinário para o STJ. 
 
O presidente ou vice-presidente do STJ 
deverá enviar o recurso ordinário ao STF 
independentemente de juízo de 
admissibilidade. 
 
Hipóteses do art. 1.027, II, a (tribunais): O 
presidente ou vice-presidente do TJ ou TRF 
deverá enviar o recurso ordinário ao STJ 
independentemente de juízo de 
admissibilidade. 
 
Hipóteses do art. 1.027, II, b (sentença, 
país estrangeiro): O juiz federal de 1º grau 
deverá enviar o recurso ao tribunal 
superior independentemente de juízo de 
admissibilidade (STJ). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Aula 22/10 
Recursos de natureza extraordinária 
Natureza extraordinária. 
STJ e STF. 
REsp e RE. 
1) Pressupostos comuns intrínsecos e 
extrínsecos (preparo, tempestividade e 
regularidade formal) 
2) Pressupostos específicos 
- Só matéria de direito 
- Só cabe de decisão colegiada 
- única ou última instancia. 
Ex.: Sentença 
- A natureza é extraordinária, recursos 
vinculados. 105 cf. 102 CF 
- Não se discute matéria de fato. 
Sumula 05 e 07 STJ. 
 
Pré-questionamento: 
Obrigatório, não consta na cf. veio pela 
doutrina e jurisprudência. 
Fala da paloma 
É a alegação previa da matéria de direito, 
debatida pelas instancias inferiores. 
Pré-questionamento: Função do 
recorrente, compete ao recorrente alegar. 
 
Expresso: 
A matéria de direito consta na decisão 
recorrida. Está escrito. 
Implícito: 
não está escrito na decisão recorrida, mas 
foi debatido tacitamente. 
 
 
Ficto: 
Ocorre quando não consta expressamente 
ou implicitamente na decisão recorrida, 
mas foram opostos embargos de 
declaração para pré-questionamento. 
Fundamentadas. 
Efeito dos 2: 
Impeditivo ou obstativo. 
Devolutivo. 
extensivo/expansivo. 
Desobstrutivo (aplicação da teoria da 
causa madura). 
Substitutivo – reformar 
Reincidente 
Efeito ativo (busca as tutelas recursais). 
Efeito suspensivo pode ser respondido 
pelo presidente, vice do aquo e ad quen e 
adquen e do próprio relator. 
Recurso Extraordinário RE. 
A constituição federal foi ampla, exigiu 
apenas que o STF seja a única ou a última 
instancia. Cabe inclusive após o 
julgamento do recurso inominado em 
juizados especiais. 
a) Contrariar dispositivo desta 
constituição. 
Observação 
- Só cabe se a contrariedade for direta, ou 
seja, não cabe se a contrariedade for 
reflexa. 
- Se para responder o recurso for 
necessário rever lei infraconstitucional, a 
violação é reflexa. 
b) eclarar a inconstitucionalidade de 
tratador ou lei federal. 
c) julgar valida lei ou ato de governo local, 
contestado em face desta constituição. 
d) julgar valida lei ou ato de governo local 
contestado em face de lei federal. 
 
18 Processo Civil III 
Professora Paloma 
 
Repercussão geral 
Exclusivamente do R.E. 
É um requisito específico do R.E. 
 
Fala da paloma 
Quando a matéria de direito ultrapassar os 
limites subjetivos e deve ter relevância do 
ponto de vista jurídico, social, politico ou 
econômico. 
A análise é exclusiva do Plenário do 
Supremo Tribunal Federal. 
1) Para que não haja repercussão geral é 
obrigatório a negativa de 2 terços (8) 
ministros. 
2) Deve ser comprovado pelo recorrente. 
3) Haverá repercussão geral: contrariar 
sumula ou jurisprudência do STF. 
Tenha reconhecido a 
inconstitucionalidade de tratado ou lei 
federal nos termos do artigo 97 da cf 
4) Não pode de ofício. 
5) Intervenção de terceiro 
6) Se reconhecida a repercussão geral é 
determinado o sobrestamento em 
todo território nacional. Preferencial 1 
ano 
7) Efeito vinculante 
Recurso Especial 
A constituição federal limitou o cabimento 
de REsp a decisões advindas de tribunais 
de justiça ou TRFs. 
Não cabem da decisão do recurso 
inominado. 
a) Contrariar tratado ou lei federal ou 
negar-lhes vigência. 
Vai cair REsp ou RE. Na discursiva 
b) Julgar valido ato de governo local 
contestado em face de lei federal. 
 
Lei RE 
Lei federal REsp 
Ato de governo, contestado 
constituição R.E 
De lei federal REsp. 
c) Der a lei federal interpretação 
divergente da que lhe haja atribuído 
outro tribunal. 
Obs. C 
- A divergência tem q ser entre 
tribunais diferentes. 
- A divergência não pode ocorrer entre 
tribunais diversos e a justiça 
especializada. 
Divergência atual 
- Cotejo analítico é a obrigatoriedade 
do recorrente apresentar os pontos 
que se assemelham e divergem em 
ambos os casos. É um confronto 
analítico. 
TJSP TJRJ presente caso 
- O recorrente deve anexar copias dos 
recursos divergentes. 
- é exigido pelo STJ o apontamento 
específico da lei violada e divergente. 
Filtro relevância está suspensa 
- é um requisito específico do REsp que 
exige que o recorrente apresente e 
comprove a relevância da matéria 
debatida 
Ações penais, segundo improbidade 
administrativa, + 500 salários-mínimos, 
inelegibilidade, contratar 
Jus do STJ, lei, 
Obs.: 
atualmente por ausência de lei 
regulamentadora está suspenso a 
exigência do filtro de relevância. 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Aula 29/10 
Sentença cabe apelação, imaginar que 
seja um acordão, do que trata o 
acordão? Trate ao mesmo tempo 
norma federal e constitucional, 
interposição é simultânea, resp e re 
interpostos simultaneamente. União 
estável, previsão constitucional? Sim! 
 
Fala da Paloma! 
 
Se houver questão constitucional será 
R.E. e se houver questão 
infraconstitucional será REsp. Se violar 
ambas as normas caso queira deverá o 
recorrente interpor os dois. 
A INTERPOSIÇÃO É SIMULTANEA, A 
ANÁLISE NÃO!!!!!! 2 petições 
distintas. 
 
Regra: primeiro STJ, relator (vai 
analisar o processo) vai poder tomar 
decisão de julgar o RESP e se não 
prejudicar remete ao STF para julgar o 
R.E. 
 
Ex.: CC 1790 e 1829 e 226 C.F. 
Remete ao STF por entender que a 
questão constitucional deve ser 
analisada primeiro. 
 
Quando chega no Supremo o relator 
tem 2 opções, ele pode julgar primeiro 
o R.E. e se não prejudicar remete ao STJ 
para julgar o RESp. 
Devolve ao STJ determinando que 
julgue o RESp primeiro. 
 
Decisões Interlocutórias 
 
Observações! 
1) Se for interposto apenas REsp, só 
caberá R.E. se no julgamento do 
RESp. houver uma violação a 
constituição que não existia antes. 
2) Embora a interposição seja 
simultânea a matéria de cabimento 
de cada recurso é diferente. 
Regularidade Formal: 
Ocorre a interposição no a quo, na 2 
instancia. Duplo juízo de 
admissibilidade. 
Petição deve ter nome das partes, fato 
e fundamento, razões da reforma ou 
cassação. Tem que fazer o pré-
questionamento. R.E (repercussão 
geral) e REsp. (filtro de relevância) 
Fungibilidade: 
1) RESp X R.E. 
Aqui foi interposto o RESp. foi pro STJ, 
vai para um relator. Trata de R.E., 
intima o recorrente com o prazo de 15d 
apresentar a repercussão geral. 
Cumprida a diligência remete para o 
STF, vai para o relator e ele devolve ao 
STJ (não aplica fungibilidade) e será 
julgado como RESp. OOU ele aplica a 
fungibilidade, concorda com o STJ e 
julga como R.E. Decisões Irrecorríveis. 
 
 
2) R.E X RESp 
Interposto R.E. Foi pro STF. Para julgar 
tiver que rever (violação reflexa) 
tratado ou leifederal, não é R.E. Neste 
caso o STF remete ao STJ (aplica a 
fungibilidade) e será julgado como 
RESp. 
Sumula 6365 STF. Não cabe R.E de 
princípios gerais. 
 
 
 
 
 
20 Processo Civil III 
Professora Paloma 
 
Juízo de Admissibilidade 
RESp. e R.E - Remetido para a 
presidência do Tribunal. Prazo de 
contrarrazões 15d. vai para a decisão 
do presidente ou do vice-presidente. 
1) Não conhecer do recurso: 
a) Requisitos gerais. Ex.: Pedir fato, 
prazo e sem prequestionamento. 
b) Pois o STF já entendeu que a 
matéria não tem repercussão geral. 
STF já julgou em repercussão geral. 
c) Demandas Repetitivas STJ e STF. 
São as 3 possibilidades de negar. 
2) Ofertar retratação, oferecer. 
3) Sobrestamento Suspenção. 
4) Selecionar como representativo da 
controvérsia. 
5) Conhecer do recurso: 
a) Requisitos Gerais 
b) Quando não há retratação 
c) Repercussão geral a ser analisada 
pelo STF. 
d) selecionado como representativo. 
 
Observações!! 
Se o recurso for conhecido haverá novo 
juízo de admissibilidade no ad quem. 
Pode ser cabível adesivo de RESp e R.E. 
Sentença cabe apelação e dessa 
apelação houve um acordão, união 
estável. A resolveu interpor RESp, B no 
prazo de contrarrazões 
A doutrina criou uma teoria onde 
excepcionalmente é permitido o 
recurso adesivo diverso do principal. É 
chamado de recurso adesivo cruzado. 
Principal R.E. 
 
As demandas repetitivas 
 São recurso de REsp ou R.E. 
Fala da Paloma! 
É o julgamento de recursos de igual 
matéria de direito. 
Pode o presidente selecionar os 
recursos, nesse sentido terá um relator 
tanto no STF e STJ. Afetação, 
determinar a matéria, matéria 
delimitada. Decidir sobre o 
sobrestamento (suspenção) e 
determinar ampla publicidade desta 
decisão. (publicação) 
Relator - 2 recursos. No mínimo 2, se 
quiser mais, pode. Passa a ter 
tramitação preferencial de 1 ano, assim 
como o sobrestamento, salvo habeas 
corpus e réu preso. Obs.: Recurso pode 
desistir, não vai produzir efeito, mp 
representa. Efeito vinculante nacional. 
Vai atingir todo o território nacional. 
Obs.: Recurso, direito, mp, desistência 
– mp, pedir retirada, decisão, juízo de 
origem. Ag. Interno instrumento e 
tribunais inteiros. 
7) Continuação dessas observações 
acima: 
O tribunal superior não estará vinculado a 
escolha do presidente da 2º instancia. 
8) Pode determinar audiências públicas. 
9) Intervenção de terceiros. 
10) Após a decisão a matéria será aplicada em 
todo território nacional. 
11) Se o recurso tratar de matéria de 
prestação de serviço público, objeto de 
concessão, permissão ou autorização 
deverá comunicar o resultado ao órgão, 
ente ou agencia reguladora. 
 
IRDR 
Incidente 
 
21 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Por local, região 
Sem custas e honorários 
Múltiplos processos 
Legitimidade, as partes, mp, defensoria, 
juiz de ofício 
 
 
 
IAC 
Incidente 
Por local, região 
Sem custas e honorários 
Sem múltiplos processos por ser 
preventivo 
Legitimidade, as partes, mp, defensoria, 
juiz de ofício 
 
 
 
 
DEMANDAS REPETITIVAS 
Recurso RESp ou R.E. 
Atinge todo território nacional 
Tem preparo e honorários 
Múltiplos processos 
Legitimidade, partes sucumbentes, mp 
como parte ou fiscal da ordem jurídica, 
3º prejudicado 
 
 
Coisas em comum entre eles: 
Efeito vinculante (muda a amplitude), 
mp 
Tratar incidente como recurso é 
errado! 
Vai cair na prova! 
 
 
Agravo em REsp e o R.E. 
Objetivo: Forçar a análise do RESp ou 
R.E. 
Conceito: é o recurso cabível da 
decisão do presidente ou do vice-
presidente que denega o 
conhecimento do REsp ou do R.E., 
SALVO AS EXEÇÕES LEGAIS!!! 
As decisões sobre os requisitos agravo 
em RESP ou R.E. 
Demanda Repetitivas STJ e STF agravo 
interno 
CPC se denegar por repercussão geral 
(por não ter ou já teve decisão) ou 
Demanda repetitiva caberá agravo 
interno. 
Sobrestamento cabe agravo interno. 
Procedimento: teve a decisão que não 
conheceu, vai pro presidente ou vice-
presidente que tem o direito de 
retratação e depois 15d de 
contrarrazões e depois remete ao 
tribunal superior e juízo de 
admissibilidade. 
Considerações: 
1) prazo de 15d 
2) Sem preparo 
3)Interposição no a quo e juízo de 
admissibilidade no ad quem 
4) Regularidade formal: identificar as 
partes, fato e fundamento, razões da 
reforma ou da cassação. 
5) efeitos: obstativo impede o transito 
em julgado, efeito devolutivo que vai 
devolver a matéria impugnada, 
extensivo, ativo solicitar a tutela, 
suspensivo judicial, buscar nova 
decisão (substitutivo) se for pra cassar 
(reincidente) desobstrutivo (aplicação 
da causa madura). 
6) interposição conjunta como regra 
que vai primeiro para o STJ. 
 
22 Processo Civil III 
Professora Paloma 
7) Pode ser julgado conjuntamente 
com REsp ou R.E. mas aqui tem que 
garantir o direito a sustentação oral. 
Não aplicam a fungibilidade por ser 
erro grosseiro. 
A decisão do STJ ou do STF sobre 
conhecimento de REsp ou R.E. trata de 
decisão monocrática atacável por 
agravo interno. 
 
Embargos de divergência 
Exclusivo para o STJ e STF. Órgãos 
colegiados do mesmo tribunal. 
É o recurso cabível após o julgamento 
do REsp ou do R.E. quando houver 
divergência entre órgãos colegiados do 
mesmo tribunal. 
Divergência: Pode ocorrer pelo direito 
material, processual, norma 
constitucional / infraconstitucional, 
decisão sem mérito (adentrado na 
matéria) ou com mérito. 
Em 15 dias, tem preparo. 
A divergência pode ocorrer no mesmo 
órgão/colegiado. Mas exige a mudança 
de mais da metade da composição. 
Regularidade formal: identificar as 
partes, fato e fundamento, razões da 
reforma ou da cassação, comprovar a 
divergência. Cotejo analítico. 
Dissidio com copia dos julgados, Cotejo 
analítico. 
Procedimento: está descrito no 
regimento interno. 
 
 
Efeitos: Devolutivo, obstativo, 
extensivo, ativo, suspensivo judicial, 
substitutivo, rescindente, 
desobstrutivo, interruptivo R.E. 
Observações: 
1) Pode ser cabível de acórdãos, de 
recurso ou de competência 
originaria. 
2) Não serão admitidos quando já 
tiver o tribunal se posicionado no 
mesmo sentido da decisão 
embargada. Sumula 168 stj 247 stf 
3) Nãos será cabível quando o 
acordão for de decisão de agravo 
em REsp que denegou o Resp. 
Sumula 315 stj 
4) Sera cabível contra o acordão que 
julgar agravo interno de recurso 
especial. Sumula 3’6 stj 
 
Resumo aula anterior 
- Recursos em espécie estudamos tudo. 
Apelação, recurso contra sentença 
prazo de 15 dias, sujeito a preparo. 
Depois o agravo de instrumento, 
sujeito a preparo, 15dias e dois 
conceitos: cpc recurso contra decisão 
interlocutória com previsão em lei. 
Certa taxatividade. Interpretação 
extensiva. 
Agravo interno não esta sujeito a 
preparo, 15dias, salvo restrição em lei, 
que cabe contra decisão monocrática. 
Embargos de declaração, inúmeras 
exeções: cabe de decisões omissão, 
obscuridade, contradfição ou erro 
material. Único recurso com prazo 
diferenciado e não esta sujeito a 
preparo. 
Desmembra em R.O e para STF e STJ 
STF competência originaria de tribunal 
superior. Desde que tenha delegado. 
Remédios constitucionais maior que 
Habeas corpus, denegar, competência 
e remédios constitucionais, crime 
politico. 
 
23 Processo Civil III 
Professora Paloma 
STJ: competência originaria da 2} 
insrtancia trfs, tj. H.c e mandado de 
segurança. 
Estados estrangeiros, municípios, 
residente domiciliado no pais, sujeito a 
preparo, 15 dias uteis. 
RESP_ cabível ao STJ, apenas 3 
hipoteses de cabimento, violar ou 
negar vigência a lei federal ou tratado. 
Ato de governo local contestado em 
face de lei federal. Interpretação de lei 
federal entre tribunais regionais 
distintos e também esta sujeitoa 
preparo e tem 15d 
RE—4 HIPOTESES, VIOLAR A 
Constituição federal, forme direta( 
refrexa não ) inconstitucionalidade 
entre tratados ou leis federal, atos de 
governos contestado em face de lei 
federal, sujeitpo a preparo, 15dias. 
Da decisão que denega resp ou re. Se a 
matéria for repercussão geral, recurso 
cabível agravo interno,não tem 
preparo. 
Bem. Agravo interno e RE. RESP não 
tem preparo. 
Embargos de divergências _ so cabe 
para o STF ou STJ. 
Só será cabível quando do mesmo 
tribunal, preparo, 15dias. 
Provas começa de agravo interno pra 
frente. 
Afastar governador é competência do 
STJ. 
Aula 05/11 
 
 
Reclamação: 
- CF só cabe para o STF e STJ. 
Possível em: 
a) preservar a competência do STJ ou 
do STF 
b) garantir os julgados do STF ou STJ 
c) garantir sumula vinculante ( vem de 
julgados do STF) 
 
- CPC cabe para os tribunais. Incluiu a 
segunda instancia. 
a) caberá reclamação para os tribunais. 
CPC ampliou as hipóteses 
B) preservara competência dos 
tribunais (toda 2ª instancia) 
Recurso cabível da sentença, apelação 
interposta pelo a quo, juiz não conhece 
da apelação, usurpando da 
competência do tribunal, não tem 
recurso, tem que fazer uma 
reclamação. 
C) garantir os julgados dos tribunais 
D) garantir sumula vinculante 
e) garantir as demandas repetitivas, 
IRDR e incidente de assunção de 
competência e garantir decisões do STF 
em controle concentrado de 
constitucionalidade. 
f) Reclamação não é recurso, é direito 
constitucional de petição. 
Não cabe reclamação se já houve 
trânsito em julgado. 
Não cabe reclamação se couber 
recurso nas vias ordinárias 
Não cabe na 1ª instancia 
É competência originaria. Interpretar 
com cuidado, pode ser STF ou STJ ou de 
qualquer tribunal. 
Legitimidade para reclamação: as 
partes ou o ministério público. 
Distribuída: Para o presidente ou vice-
presidente do tribunal, depende. Oq vc 
ta apresentando na reclamação?? 
 
24 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Ele vai mandar para um relator, 
preferencialmente o mesmo relator. 
Desembargador ou ministro depende 
de “onde eu to”. 
Primeiro ato do relator: é ouvir a 
autoridade que proferiu a decisão em 
10 dias. 
Depois vai decidir se suspende ou não 
os processos. 
Alguém se deu bem com a decisão, cita 
a parte que se beneficiou com a 
decisão reclamada. 
A parte vai fazer a contestação, 
competência originaria, vai ser citado 
para contestar. Autoridade não se 
torna réu no processo. Prazo de 15 
dias. 
Qualquer interessado pode se 
manifestar, se não foi o MP ele pode 
intervir. Intimar para se manifestar. 
Depois a decisão, a quo. 
Consequência do acordão: procedente, 
usurpação de competência. 
Obs.: 
1) se for procedente já deve o tribunal 
cassar a decisão e determinar de 
forma imediata a medida adequada 
a solução da controvérsia. O 
cumprimento é imediato e o 
acordão será lavrado 
posteriormente. 
(Feito em até 30 dias pelo relator 
vencedor presidente imediato) 
Uniformização de jurisprudência 
É una a jurisdição, os tribunais são 
colegiados (pessoas diferentes). 
Tentar com que os tribunais intérprete 
uma lei igual pra todo mundo. 
Editando sumulas, conforme o 
regimento interno. 
Jurisprudência, isonomia, 
uniformidade. 
Uniformização de jurisprudência: vou 
ter uma isonomia, estabilidade, 
coerência, integridade. 
Princípios: segurança jurídica, 
isonomia, duração razoável do 
processo. 
Precedente: 
 “analisei e em casos análogos vou 
poder usar aquela situação” 
Conceito Procedente: é a decisão 
judicial tomada a luz de um caso 
concreto que servirá de paradigma em 
casos posteriores. 
Observações 
1) São os fundamentos determinantes 
que foram utilizados no 
precedente. Tem caráter geral. 
Distingue: vou apontar compra e 
venda, divida liquida e certa. Se for 
contrato geral, 10 anos. Distingue pode 
ate parecer mas quando a gente estuda 
é diferente, distinguir. 
Conceito: é uma técnica de 
diferenciação onde o objetivo é 
demonstrar que a ratio descendente é 
diversa. 
 
Operingue: superação do procedente, 
horizontal ou vertical. 
Conceito: É a superação do precedente 
que pode ocorrer de forma horizontal 
ou vertical. 
Horizontal: feita pela mesma instancia 
Vertical: Instancia superior 
Precedentes persuasivo e o vinculante; 
Vinculante: vincula, obrigatório, tem q 
obedecder. CPC é expresso, decisões 
 
25 Processo Civil III 
Professora Paloma 
do STF em controle concentrado de 
constitucionalidade. 
“Se essa matéria já foi decidida pelo stf 
o juiz tem que seguir. “ 
Também tem que obedecer às sumulas 
vinculantes E DO STF e do STJ. 
vinculado a decisões do plenário ou 
órgão especial que estão vinculados. 
Decisões do plenário STF ou STJ Atinge 
tudo que está em baixo (tribunais). 
Obedecer IRDR, DEMANDAS 
REPETITIVAS, IAC. 
Horizontal: 
Modulação dos efeitos: 
Plenário. Juiz decide conforme o sue 
livre convencimento, fundamentar. 
 
Os incidentes de arguição de 
inconstitucionalidade. 
É a possibilidade dos tribunais 
alegarem a inconstitucionalidade, o 
CPC controle difuso 
inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo do poder público. Exigência 
que é a sumula vinculante n. 10. Artigo 
97 CF. clausula de reserva de plenário a 
maioria absoluta. A metade +1. 
Decisão do Plenario. Quem pode arguir 
são os legitimados. 
Processo com competência originaria 
ou recurso, entrou no tribunal, relator, 
discutir a lei ou ato normativo é 
inconstitucionalidade não tem nada 
haver com o processo, fica parado, vai 
pra presidência ou vice, vai encaminhar 
para o relator, tem duas opções: 
Rejeitar essa arguição, retoma/devolve 
ao colegiado e será julgado o processo. 
Aceitar a discussão, acolhida, será 
julgada pelo plenário precisamos 
respeitar a cláusula de reserva do 
plenário. Pode ter audiência pública, 
regimento interno aceita intervenção 
ode terceiros, órgão, entidade, está 
definido no regimento interno. 
Uma vez declarada a 
inconstitucionalidade, acontece a 
decisão abstrata! 
A aplicação será do órgão colegiado 
responsável pelo julgamento 
originário. 
Plenário não aplica a tese, quem aplica 
a tese é o colegiado. Não existe causa 
madura aqui. 
 
Obs.: 
1) Não pode ser submetida ao 
plenário se já houve 
pronunciamento do STF sobre a 
matéria. 
2) Antes de acolher ou rejeitar serão 
ouvidos o MP e as partes. 
3) Só caberá R.O. ou R.E. a decisão que 
complementa o feito. Sumula 513 
STF. 
4) Efeito vinculante é do plenário, 
possui efeito vinculante. 
 
Conflitos de competência sempre 
originaria. 
Positivo - dois juízes que se declaram 
competentes pra julgar, caso mediato. 
Negativo – contrario do positivo, um 
juiz mandando para o outro, dois juízes 
que declaram que não possui 
competência para julgar o processo. 
Neutro – junção ou separação de um 
processo. 
STF 
Envolver tribunais superiores. STJ, TST. 
STJ 
 
26 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Envolver tribunais diferentes 
TRF 
Quando envolver duas varas vinculadas 
ao mesmo TRF 
Vara fedweral brasilia x goiania. 
Ts 
Quando estiver vinculada ao mmesmo 
tribunal 
Ex. primeira vara do guara x primeira 
vara samambaia. 
OBS.: 
 Onde há hierarquia inexiste conflito. 
MP? Lei ESCREVER O RESTO!!!! NÃO TO 
ENXERGANDO. 
2) Será aquele tribunal o colegiado 
será definido no regimento interno, 
3) Se3 o conflito surgir em uma 
autoridade adm. E judiciaria quem 
decide? É da mesma região? Vai na 
mesma regra. Será o tribunal da 
região, órgão, regimento interno; 
Procedimento; 
Legitimidade, sucitar o complito: as 
partes, MP e juiz. Juiz faz por oficio e 
restante por petição com os 
documentos. 
Foi sucitado o conflito, é competência 
originaria, vai ser sucitado para a 
presidência ou vice presidência do 
tribunal e sefor por juiz vai ser por 
oficio e partes e MP por petição com 
documentos. Vai ser distribuído pro 
relator e aqui o juiz virou parte,se é 
causa ou não de suspender o processo 
(normalmente suspende), decidir 
quem julgara os atos urgentes. 
Relator, prazo o relator determina o 
prazo, vai ouvir oq ta rolando e decidir, 
depois vai ouvir o MP se for o caso e o 
relator pode decidir 
monocraticamente só em casos 
específicos. Dps vai pro acordão, quem 
é competente, quem vai julgar o 
processo? Definir sobre o julgador e as 
validades dos atos. 
Observaçõea: 
1) A parte que suscitar o conflito não 
pode ter arguido competência 
relativa. 
Da Homologação de sentença 
estrangeira e da concessão das exps... 
CONTINUAR não enxergo. 
Estados estrangeiros, 
Caso Robinho. Quem homologa 
sentença estrangeira STJ e a execução 
vara federal. 
CONCEITO: exequatur: é um 
documento autorizador para o 
cumprimento de carta rogatória. 
Homologação pode ser dispensada em 
Tratado. Tudo depende de tratado, 
tem q ser recepcionado pelo direito 
brasileiro. O tratado pode dispensar a 
homologação. 
Promessa de reciprocidade – troca de 
favor. Ex.: execução fiscal, tributos. 
Direito internacional, no brasil pode? 
Podemos ter homologação de tutela, 
execução provisória, mas deve 
assegurar contraditório e ampla 
defesa. Ainda que momento posterior. 
Também é possível homologar decisão 
arbitral, parcial. 
Pode ser homologado decisão não 
judicial, mas com fins jurisdicionais. Ex. 
inventario em cartório. 
Homologa Decisão interlocutória. 
Homologação regra do CPC e 
regimento interno do STJ. 
 
27 Processo Civil III 
Professora Paloma 
O divórcio consensual dispensa 
homologação no STJ, mas deverá ser 
validado por qualquer juiz em caráter 
principal ou incidental. 
 
Requisitos essenciais: 
1)Se foi proferida por autoridade 
competente. 
2) Citação valida, 
3) ser eficaz no país de origem, 
4) não pode ofender matéria de ordem 
pública. 
5) está traduzida, salvo tratado. 
6) não pode ofender coisa julgada 
brasileira. 
7) não se homologa competência 
exclusiva. 
8) o cumprimento da homologação 
deve ser instruído com copia 
autenticada da homologação ou da 
concessão de exequaour e deve ser 
distribuído a vara federal. 
 
 
 
Ação Recisória despencar na prova 
Segurança jurídica 
Anulação e depois desconstituição. 
Cpc 39- invalidar, no cpc de 73 ate o 
2015 daqui pra frente foi reincidir, 
desconstituir. 
Taxativo. 
Competência orginaria, ocrrera nos 
tribunais de 2 instancia ou nas 
instancias superiores. 
Conceito: é uma ação autônoma, que 
busca desconstituir um trânsito em 
julgado. Natureza jurídica ação 
autônoma desconstitutiva. 
Requisitos gerais: 
- Existência: precisa de requisitos 
subjetivos e objetivos 
Subjetivos: preciso da investidura do 
juiz e preciso também da capacidade 
das partes. 
Objetivo: ação intentado, 
 
Pra ter validade também vou ter os 
requisitos subjetivos e objetivos. 
Subjetivo: juiz imparcial e competente, 
capacidade processual e postulatória, 
salvo os casos previsto em lei, juizado 
especial, 20 salário-mínimos, habeas 
corpus, alimentos e direito trabalhista. 
Objetivo: petição inicial apta e citação 
válida. 
Primeiro existe, depois tem validade, 
qualquer ação tem que ter! 
Também não podemos ter requisitos 
negativos, coisa julgada (entrar com 
uma ação rescisória em uma ação que 
nunca existiu). Decadência. Prazo 
decadencial. 
Legitimidade: para propor a ação 
rescisória. Legitimidade diferente de 
capacidade. Legitimidade é específica, 
só alguns terão. 
1) Partes 
Obs. 
A) trata de litisconsórcio necessário (se 
não chama todo mundo, é nulidade). 
b) se a desconstituição atingir 
sucumbência, os advogados, devem ser 
incluídos no polo passivo da ação. 
2) 3º juridicamente interessado. Tem 
que comprovar o nexo de 
causalidade. 
 
28 Processo Civil III 
Professora Paloma 
3) Ministério Público vai poder em 
três hipóteses. 
A 1ª é quando deveria ter 
intervido/ atuado. 
A 2ª quando for dolo ou coação 
para fraudar a lei. 
A 3ª é quando a lei determinar 
 
4) Aquele que deveria ser ouvido no 
processo e não foi. 
Ex. inventariante, tutor, curador, 
síndico, administrador. 
 
Específicos: 
- Ação com trânsito em julgado. 
- Taxatividade 966 CPC 
- Dentro do prazo legal: 
Regra geral: 2 anos(prazo) do último 
trânsito em julgados. 
 
Hipóteses de cabimento: 966 cpc. 
Como regra deve ser uma decisão de 
mérito. 
Sem mérito impedir nova demanda. 
(não posso entrar dnovo) 
Se impedir admissibilidade do recurso 
correspondente. 
I- Se verificar que foi proferida 
por força de prevaricação, 
corrupção, concessão ou 
corrupção do juiz. (Não exige 
ação criminal) 
Prevaricar é retardar ou deixar de 
praticar ato de ofício para satisfazer 
interesse pessoal. Artigo 319 CP. 
Concussão é exigir, para si ou para 
outrem vantagem indevida em razão 
da função que exerce. 316 CP 
Corrupção: é receber para si ou para 
outrem vantagem indevida/ oferecida. 
Obs. Essa hipótese não exige processo 
criminal condenatório, mas caberá ao 
requerente o ônus da prova. autor tem 
q provar) direito constitutivo. 
II- For proferida o juiz impedido ou 
absolutamente por juízo 
incompetente. 
Obs.: não cabe ação rescisória em caso 
de suspenção ou juízo relativamente 
incapaz. 
III- Resultar de dolo ou coação da 
parte vencedora em 
detrimento da parte vencida ou 
ainda de simulação ou colusão 
entre as partes afim de fraudar 
a lei. 
 
Ministério pode atuar. 
Prazo diferenciado: 
 
IV- Ofender a coisa julgada. (Se for 
a mesma hipótese.) 
V- Violar manifestamente norma 
jurídica. Violação de sumula, 
IRDR, IAC, Demandas 
repetitivas. Normas Jurídicas. 
VI- Se for fundada em prova cuja 
falsidade tenha sido apurada 
em processo criminal ou venha 
a ser demonstrada na própria 
ação rescisória. 
Obs.: O requerente pode solicitar a 
apuração de prova falsa na instrução 
probatória da ação rescisória ou 
anteriormente em um processo 
criminal. 
VII- obtiver o autor, posteriormente 
ao trânsito em julgado, prova 
nova cuja existência ignorava 
ou de que não pôde fazer uso, 
capaz, por si só, de lhe 
assegurar pronunciamento 
favorável; 
 
29 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Obs.: a prova deve ser capaz de alterar 
o resultado. 
VIII- for fundada em erro de fato 
verificável do exame dos autos. 
OBS.: Deve o juiz fundamentar a sua 
decisão e apreciar todas as provas 
apresentadas. Haverá erro de fato 
quando o juiz não se pronunciar em 
ponto controvertido ou admitir fato 
inexistente. 
Obs. Gerais: 
1) Cabe ação rescisória da rescisória, 
mas necessário as hipóteses 
taxativas e não pode ofender a 
coisa julgada) 
2) Pode atingir apenas um capítulo da 
decisão. 
3) Em caso de homologação cabe ação 
anulatória. 
4) Se o vicio que contamina a decisão 
for alterado dentro do processo 
não caberá ação rescisória, pois o 
vicio foi sanado. 
 
Desconstituição 
Nunca protocola a ação rescisória na 1ª 
instancia. 
competência, 
cada tribunal terá a competência de 
reincidir os seus julgados, e a segunda 
instancia também terá a competência 
dos julgados da primeira instancia. 
Em caso de protocolo (distribuição) em 
tribunal incompetente será aberto o 
prazo para emenda e posteriormente 
remetido ao tribunal competente. 
 
 
19/11 
- RESP OU RE. SUBJETIVA. 
- Ação rescisória 
Procedimento: 
Petição inicial art. 319, competência 
originaria. Será distribuída diretamente 
no tribunal para o presidente ou vice-
presidente. 
(Rescisão) Apontar a hipótese + Pedido 
de um novo julgamento 
 caução 5% do valor atualizado da 
causa. Exceto: união, estado, df, 
municípios, autarquias, fundações, mp, 
dp, beneficiário da justiça gratuita, etc. 
não pode sersuperior a 1.000 salários-
mínimos. 
Caução é Obrigatória sobre pena de 
indeferimento. 
Relator, Preferencialmente que não 
participou do processo. 
Pode Julgar monocraticamente sumula 
stf, stj, próprio tribunal, IRDR, IAC, 
demandas repetitivas. 
prazo 2 anos a contar do último 
trânsito em julgado e pode considerar 
a decadência. 
Não possui efeito suspensivo 
automático. 
Cita para a defesa e a defesa será de 15 
á 30 dias á critério do relator. 
Parte probatória. Carta de ordem, 
prazo de 1 á 3 meses. 
Alegações finais: prazo sucessivo- 1 
depois do outro, começa pelo autor. 
Prazo de 10 dias. 
Vai para julgamento, acordão. 
Improcedente ou inadmissível, 
consequencia: unanimidade, caução é 
convertida em multa para o requerido 
da ação rescisória. 
Se for procedente: Caução volta para o 
requerente. Julga o caso. 
 
30 Processo Civil III 
Professora Paloma 
Se for procedente por maioria, 
complementação de julgamento. 
Conforme regimento interno de cada 
tribunal. 
Prazo: decadencial, como regra são 2 
anos a contar do último trânsito em 
julgado do processo. 
Obs.: prova nova: 2 anos da 
descoberta, mas não pode ultrapassar 
5 anos do trânsito em julgado. 
simulação colusão por, 2 anos da 
descoberta sem limitador. Limitação 
para o MP ou 3º prejudicado. 
OBSERVAÇÕES PALOMA: 
1) A procuração deve ser nova, ou 
seja, não pode ser a mesma do 
processo originário. 
2) O julgador que participou do 
processo originário não está 
impedido. 
3) Poderá o supremo tribunal federal 
reincidir quando não conhecer do 
R.E. ou quando negar provimento 
ao agravo, desde que tenha 
adentrado na questão federal. 
4) É aplicado prescrição intercorrente. 
5 anos 
5) Não caberá ação rescisória por 
ofensa literal a lei quando a matéria 
for controvertida nos tribunais. 
6) A competência não será do 
supremo quando o pedido de 
rescisória for de matéria não 
apreciada pelo tribunal. 
7) O INSS não está sujeito a caução. 
8) O prazo decadencial só terá início 
quando não for cabível qualquer 
recurso. 
 
Querela nullitatis 
Nulidade do litigio (ordem pública), 
Quando envolver matéria de 
ordem pública não será 
convalidado pelo decurso do prazo. 
Pode ocorrer no mesmo processo 
ou ação autônoma. 
Ex.: litis necessário, au. M.P., 
ausência de citação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 Processo Civil III 
Professora Paloma

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