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1 Processo Civil III Professora Paloma Teoria Geral dos Recursos Das ordens dos Processos nos tribunais Embora cada Tribunal possa regular matérias referentes à ordem dos processos em seus Regimentos internos, o CPC/2015 opta por trazer algumas regras de aplicação geral. TRF’S TRIBUNAL TJ’S DF STF e STJ Os processos chegam nos Tribunais por meio de: • Remessa Necessária • Ações de Competência Originária dos Tribunais • E Por meio de Recursos Nesses três casos, eles vão ter o procedimento disciplinado pelos artigos 929 e seguintes do CPC. I. Registro: Os autos serão registrados no protocolo do tribunal no dia de sua entrada (data e hora), cabendo à secretaria ordená-los, com imediata distribuição. A distribuição (mesmo seguindo o regulamento interno de cada tribunal) deverá ser mediante alternatividade, sorteio eletrônico e a publicidade. II. Relator Artigo 930 “Parágrafo único. O primeiro recurso protocolado no tribunal tornará prevento o relator para eventual recurso subsequente interposto no mesmo processo ou em processo conexo.” Entendimento do Artigo: O primeiro recurso protocolado define qual relator, câmara ou turma ficará responsável por julgar todos os recursos futuros relacionados ao mesmo processo ou a processos conexos, garantindo assim a uniformidade nas decisões. Relator: Distribuídos, os autos serão imediatamente conclusos ao relator, que, em 30 (trinta) dias, depois de elaborar o voto, irá restituir, com relatório, à secretaria. O julgamento do mérito recursal pelo relator é excepcional (analisado) e se funda na eficácia dos PROCEDENTES. Incumbe ao relator: • Ordenar o processo no tribunal - o novo CPC lhe confere liberdade de flexibilizar algumas regras procedimentais. • Tutela provisória ou Efeito Suspensivo 2 Processo Civil III Professora Paloma • Não conhecer de recurso inadmissível • Oititiva da parte contrária • Determinar a intimação do Ministério Público, quando for o caso. • Decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ) • Exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal. (RI) Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível III. Marcado o Julgamento Após o relator finalizar seu voto, o processo é incluído na pauta de julgamento. A pauta é uma lista de processos que serão julgados em uma determinada sessão do tribunal. As partes (autores e réus) são intimadas sobre a data do julgamento. O Ministério Público também é intimado, caso tenha que atuar no processo, seja como parte ou como fiscal da lei. • Publicação 5d Sessão do julgamento: Na sessão de julgamento, o relator apresenta seu relatório resumido do caso e seu voto. IV. Ordem dos Processos Após o processo ser marcado para julgamento, ele segue uma ordem específica determinada pelo regimento interno do tribunal: inclusão na pauta, intimação das partes, apresentação do relatório e sustentação oral na sessão de julgamento, votação pelos juízes e, finalmente, a publicação do acórdão que formaliza a decisão do tribunal. ❖ Regimento Interno ❖ Preferência Legal ❖ Pedido de Sustentação Oral ❖ Solução de questões anteriores ❖ Demais casos V. Sustentação Oral Tem maior prioridade! O pedido deve ser feito antes do início da sessão de julgamento e a apresentação de seus argumentos tem um tempo limitado de 15 minutos. VI. Colegiado Regra: Composto por 5 Membros Participam do julgamento 3 membros. ! Observações Ditadas pela Professora Paloma! 3 Processo Civil III Professora Paloma 1) Qualquer julgador que não se sentir apto a votar, ou que já votou, poderá pedir vista. Está suspenso o julgamento, prazo de 10 dias, prorrogados por mais 10 dias. Tal fato só pode ocorrer antes do final do julgamento. 2) O julgamento só será considerado encerrado quando o presidente da sessão anunciar o resultado. 3) Até o encerramento do julgamento qualquer julgador poderá alterar o seu voto, pelo seu direito de retratação. A retratação só pode ocorrer se o voto for o próprio julgador, pois o substituto não poderá alterar o voto de outro julgador. O voto é personalíssimo. 4) O acordão será redigido pelo relator quando o seu voto vencedor, e se vencido aquele que primeiro levantou divergência, será o responsável por redigir o acordão. 5) Se tiver voto divergente deve obrigatoriamente constar no acordão, pois é parte integrante. VII. Julgamento não unanime de apelação Regime interno. O artigo 942 CPC criou uma técnica de complementação de julgamento quando o resultado da apelação ocorre por maioria. Cada tribunal pode complementar o julgamento seguindo seu regimento interno. Deve ter julgadores em números suficientes para modificar o resultado. As partes devem ter o direito de sustentar perante os novos julgadores. Preferencialmente ocorre na mesma sessão. Também será aplicado: ❖ Ação Rescisória quando o resultado reincidir a sentença. ❖ Agravo de instrumento quando houver reforma de julgamento parcial de mérito. Não será aplicado: ❖ I.A.C / I.R.D.R./ Demandas Repetitivas ❖ Plenário ou órgão especial ❖ Remessa Necessária 4 Processo Civil III Professora Paloma VIII. Acórdão e Publicação A decisão tomada pelo colegiado é formalizada em um documento chamado acórdão. Revisado e assinado, o acórdão é encaminhado para publicação no Diário de Justiça Eletrônico (DJE). Do incidente de assunção de competência ferramenta processual que pode ser usada em casos em que uma questão jurídica é considerada de grande importância, mas que não necessariamente envolva um grande número de processos repetidos. O objetivo é que o tribunal, ao julgar essa questão, fixe uma tese jurídica (uma interpretação do direito) que será aplicada de forma uniforme em casos futuros. Requisitos: ❖ Matéria de direito ❖ Não é recurso ❖ Natureza preventiva ❖ Aplicação local ou regional ❖ Não fere o princípio do juiz natural ❖ Prevenção de litígios ❖ Isonomia (igualdade de tratamento) e Segurança jurídica ❖ Útil em situações em que um tribunal enfrenta desafios regionais Em Resumo I.A.C./ A.C é uma ferramenta processual importante para a uniformização da jurisprudência dentro de um tribunal, garantindo a prevenção de litígios, a isonomia, e a segurança jurídica. Ele é preventivo, não é um recurso, e tem aplicação específica dentro do tribunal que o instaura, respeitando o princípio do juiz natural. É uma resposta eficaz aos desafios jurídicos regionais, assegurando que as decisões sejam consistentes e previsíveis. ! Observações ditadas pela Professora Paloma! Não fere o princípio do Juiz natural. Pois a previsão é anterior. 1) Pode ocorrer de recurso, remessa necessária, competência originária. 2) Inexistência de múltiplos processos 3) Matéria de direito (aplicação local, nacional) Exemplo Prático: Imagine que em um determinado tribunal, surge uma discussão sobre a aplicação de um novo entendimento de um dispositivo legal. Como essa questão pode afetar diversos processos, o tribunal decide instaurar um IAC para uma vez julgado, aplicar essa tese aos casos futuros, evitando decisões conflitantes. 5 Processo Civil III Professora Paloma 4) Grande repercussão social As partes Legitimidade MPJuiz Def. Pública É usado para resolver questões jurídicas importantes e garantir decisões uniformes. Pode ser solicitado por partes, Ministério Público, Defensoria Pública ou o juiz. O relator analisa se a questão é relevante e se atende aos requisitos para o IAC. Se aprovado, o tribunal decide sobre a questão e fixa uma tese jurídica que orientará casos futuros. A decisão pode ter efeito vinculante dentro da jurisdição do tribunal. Durante o processo, podem ser concedidas decisões provisórias, e a aplicação da tese pode dispensar a revisão obrigatória de alguns casos. Incidente de resolução de demandas repet. I.R.D.R Criado para lidar com questões jurídicas que surgem em múltiplos processos e que exigem uma decisão uniforme para evitar decisões conflitantes. Evitar decisões contraditórias. As partes Legitimidade MP Juiz Def. Pública Não é recurso. Analisado pelo tribunal competente (regime interno). Não é aplicável a casos isolados ou questões que não têm relevância generalizada. IRDR pode abranger questões de direito constitucional ou infraconstitucional, não é restrito a uma matéria específica, podendo incluir questões de direito local ou nacional. Devem ser atendidos requisitos cumulativos que é não ter uma série de recursos especiais (REsp) ou extraordinários (RE) no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou no Supremo Tribunal Federal (STF) tratando da mesma questão e o risco de Isonomia e Segurança Jurídica. Procedimento e competência: ❖ Não pode ser instaurado de forma preventiva ❖ Recursos e Remessa Necessária ❖ Competência Originária ❖ Instauração Múltipla ❖ Decisão Uniforme ❖ Vinculação ❖ Decadência (não impede a análise) O Ministério Público (MP) pode assumir a iniciativa de suscitar o IRDR ou participar como fiscal da lei, especialmente em casos em que há interesse público relevante. Resumo: O IRDR resolve questões jurídicas que aparecem em vários processos. Visa garantir decisões uniformes e eficientes, evitando a multiplicidade de julgamentos 6 Processo Civil III Professora Paloma conflitantes e promovendo a segurança jurídica e a isonomia. Para sua instauração, é necessário que a questão seja relevante, repetitiva e que haja risco à segurança jurídica e à duração razoável do processo. O IRDR não substitui recursos, não é preventivo, e pode ser suscitado mais de uma vez, com a participação do Ministério Público na análise e condução do processo. Tem o objetivo de uniformizar a jurisprudência, tornando os julgados uniformes e não contraditório entre si (Legitimados Art-977). Suscitado por Juiz ou Relator (desembargador que pega o processo no 2º grau de jurisdição), as partes, o Ministério Público, a Defensoria Pública pela petição. Entendimento Jurisprudencial quanto ao papel do MP no IRDR: A jurisprudência tem se consolidado no sentido de entender que a legitimidade do MP deve se dar com questões que envolvem direitos difusos e/ou coletivos ou direitos individuais homogêneos desde que o direito tenha repercussão social. •O julgamento do incidente caberá ao órgão interno indicado pelo Regimento Interno do tribunal. Lembrando que o IRDR deve ser divulgado e incluído em banco de dados nacional do CNJ. O IRDR deve ser julgado em até um ano, ressalvando -se os processos em que há réu preso e pendência de habeas corpus. Superado o prazo cessa a suspensão do processo. •O IRDR suspende os demais processos pendentes que versem sobre mesma controvérsia unicamente de direito. •O MP deve ser intimado para se manifestar em 15 dias • Anotações em sala! Preencheu os requisitos, vai vir a decisão de afetação. 1) Delimitação de matéria de direito 2) decidir sobre a suspenção/ sobrestamento vai poder atingir o 1º grau ou todos os processos daquela região (pode pedir a retirada do sobrestamento, é para o Juíz da causa) Recurso = depende de qual decisão estamos falando 3) publicidade constar no site do CNJ Vai começar a julgar o IRDR 1) Requisitar informações ao juiz da causa no prazo de 15 dias. MP tem que ser intimado, participa sempre! amicus curiae - amigo da corte Colegiado- para seu julgamento 7 Processo Civil III Professora Paloma Tramitação preferencial - vai passar na frente de todos os processos salvo réu, preso e habeas corpus. Ela dura o período da suspenção, período de 1 ano podendo ser renovado. Depois disso voltando para o julgamento, já teve a oitiva das partes, prazo comum, colegiado que vai julgar o acordão. Colegiado – acordão Deste acordão será cabível recurso especial para REsp= STJ e REC= STF e daqui pra frente é nacional. Toda demanda respectiva ampl. Nacional. ! Observações da Professora Paloma! 2) Passa a ter efeito vinculante. A tese será aplicada em todos os processos presentes no futuro. 3) Sustentação oral de 30 min. Autor, réu e MP e mais 30min divido em todos os interessados. 4) Se o IRDR tratar de prestação de serviço público concedido, permitido ou autorizado o resultado deverá ser comunicado ao órgão, ente ou agência reguladora. 5) Passa a ter efeito vinculante. A tese será aplicada em todos os processos presentes no futuro. 6) Sustentação oral de 30 min. Autor, réu e MP e mais 30min divido em todos os interessados 7) Se o IRDR tratar de prestação de serviço público concedido, permitido ou autorizado o resultado deverá ser comunicado ao órgão, ente ou agência reguladora. Demanda repetitiva é recurso!!! 8 Processo Civil III Professora Paloma RECURSOS Artigo 496 Recurso = significa voltar atrás Introdução: Estado controla a gente, forma de controle. Antigamente a Decisão era irrecorrível e os Juízes privados eram contratados para tomar decisões, isso era um caos. Revolução Francesa Apelatio foi o primeiro recurso, nasceu no Direito Penal. Quem julgava o recurso era o imperador, uma forma de controle estatal. Recurso = falha humana Conceito de Recurso Recurso é o remédio voluntário idôneo a ensejar no mesmo processo, a reforma, a invalidade, o esclarecimento ou a integração da decisão judicial, sob pena de preclusão ou do trânsito em julgado. Tem previsão em lei, é voluntário, ninguém é obrigado a recorrer. É um ônus. Faz parte daquele processo, salvo de agravo de instrumento. Considerações: recurso é diferente de ações autônomas de impugnação. Não tem recurso em: Ação autônoma (aqui será um novo processo) = São Mandado de Segurança, Embargos de Terceiros 1) Ações autônomas de impugnação MS Emb. De terceiros Ação rescisória não estão previstas como recurso Todo recurso tem um fim, finalidade, você vai buscar a reforma, a invalidade, esclarecimento, integração sob pena de preclusão. Reformar, invalidar, esclarecer, integrar, Recurso é uma opção que a lei te dá de reivindicar uma outra visão daquela matéria. 2) sucedâneos recursais não é recurso (mi mi mi) = sucedâneos são memoriais, despachar com o juiz, pedido de reapreciação. 3) Remessa necessária tem vários nomes, não é recurso e nem é pra qualquer hipótese. Norma: após o trânsito em julgado se houver condenação pecuniária em desfavor da união estados, DF, munícipios, suas autarquias e fundações de direito público, o tribunal deverá analisar o processo pra saber se é caso de derrota do estado mesmo. É só depois do trânsito em julgado, é vinculada a grana/ dinheiro. Nem toda decisão cabe recurso !Observações da Professora Paloma! a) é de ofício. remessa de ofício b) o presidente do tribunal pode avocar se for o caso. Só ocorre se a condenação for pecuniária. c) remessanecessária ocorre ainda que não tenha tido recurso. d) execução fiscal proposta pelo estado. Haverá casos que não terá remessa necessárias divido pelo valor e matéria. Valo r= prejuízo que o estado aceita vai ter valores diferentes, aceita perder até: 1.000 mil salário-mínimo União 500 salários-mínimos se for Estado ou DF Até 100 salário mínimos se for Municípios 9 Processo Civil III Professora Paloma As autarquias, fundações depende de que tipo estejamos falando. Juizado Especial= 60 salários-mínimos não vai tá sujeito a remessa necessária. Não tem o valor. Matéria = não tem se for sumula vinculante Decisão baseada no IRDR e IAC pode ter. Não vai ter se for demanda repetitiva stf, stj nenhuma das duas Decisões pacificadas com pareceres no âmbito administrativo = exceção pelo valor ou matéria não terá remessa necessária. Remessa necessária, o estado não sabe perder dinheiro. Processo de conhecimento: relembrar em recurso. Os atos decisórios do juiz Diferenciar atos judiciais 1ª instancia/grau juiz decisão da origem 3 tipos de sentença, decisão interlocutória, despacho. Não é decisão monocrática Conceito de sentença: É a decisão do processo de conhecimento ou da execução que estingue com o sem mérito o processo. Apelação. Juizado especial não tem apelação. CPC 203 1. Essa decisão acaba com o processo? Se continuar é decisão interlocutória, se acabar é sentença. Recurso cabível= apelação Tudo que não for sentença Decisão interlocutória = Tem caráter decisório, mas não estingue o processo. Nem toda decisão cabe agravo de instrumento, se tiver previsão agravo de instrumento. Despacho para dar andamento no processo, não tem fim decisório no processo. Dos despachos não cabe recurso. Dos tribunais: dos estados, df, trfs, stj, stf. Tipo de decisão profere despacho (dar andamento), acordão (decisão colegiada) Último tipo de decisão dos tribunais, decisões monocráticas, unipessoal. Única pessoa. Recurso cabível, agravo interno. Conceito de despacho: É a decisão de um membro do tribunal. Classificação dos recursos: 1) Quanto ao fim buscado pelo recorrente. Objetivo. a) Reforma: mudar algo, não é erro processual, é divergência de interpretação. Conceito: na reforma o objetivo é uma nova decisão que substitua a anterior. Decorre de interpretações diferentes. Conhecida como erro in iudicando = erro no julgamento. A reforma é uma norma para substituir a anterior. Interpretar a lei, na gramática, no momento que a gente vive. Não existe reforma para os embargos de declaração. b) Invalidade/ cassação = erro grave Vicio formal. Reincide. É um vício formal do processo, ou seja, a norma processual foi violada. Neste caso não existe substituição, pois no mundo jurídico o que foi cassado nunca existiu!!!! 10 Processo Civil III Professora Paloma 4) Quanto a autonomia. a) Principal ou independente: Apenas da sucumbência. b) Adesivo ou subordinado: 997 CPC. Sucumbência recíproca Não ter interposto no prazo principal. Apelação, resp. RE. Observações. a) O adesivo segue o principal e, portanto, terá as mesmas regras quanto a formalidade. b) Subordinação é na forma e não no mérito c) Se houver desistência do principal o adesivo não será conhecido. d) O momento de aderir será no prazo de manifestação do recorrido. Contrarrazões Resumo ditado pela Paloma: Cada parte poderá interpor o recurso principal. Se for apelação, respe ou RE. Uma parte poderá aderir ao recurso da outra parte, mas para tal é necessário a existência de sucumbência recíproca e que aquele que adere não tenha recorrido no prazo principal. Não se aplica em juizados especiais por falta de previsão 5) Quanto a natureza da matéria a ser apreciada a) Ordinária > matéria de fato ou de direito. Ex.: apelação, R.O. b) Excepcional ou extraordinária Direito Ex.: resp, RE. 6) Quanto a fundamentação a) Fundamentação livre Pode haver qualquer alegação, a lei não pré-determina, não pré estabelece. Pode o recorrente alegar qualquer matéria b) Fundamentação vinculada A lei estabelece o que poderá ser alegado. Ex.: Resp, RE 7) Quanto a execução da decisão impugnada a) Efeito suspensivo: A decisão não pode produzir eficácia imediata b) Não suspensivo: A decisão já pode produzir efeito de forma imediata Nossa regra art. 995 CPC, o recurso não impede a eficácia imediata. Efeitos: 1) Efeito impeditivo ou obstativo. O recurso impede a preclusão da decisão ou o trânsito em julgado. A diferença vai estar na Natureza da decisão. 2) Devolutivo (cai em prova) Devolver a quem de direito. É devolver a matéria impugnada a um órgão hierarquicamente superior. É A TRANSFERENCIA DA MATÉRIA RECORRIDA PARA ANÁLISE DE UM ÓRGÃO HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. Processo de conhecimento> sentença 1º grau Apelação tribunais 2º grau Todos os recursos? - A doutrina diverge sobre a aplicabilidade em todos os recursos, pois os embargos de declaração ficam na mesma instancia. Tantum devolutium quantum apelatium. Efeitos em horizontal ou de extensão. O recorrente escolhe qual a matéria que deseja impugnar. Recorrente Você escolhe se vai recorrer, exclusiva do tribunal, Verticalidade ou profundidade: É exclusiva do tribunal que pode ir além da própria decisão impugnada. Órgão- julgador. Sentença sem mérito. Apelação – julgado improcedente. 11 Processo Civil III Professora Paloma RESUMO DITADA PELA PALOMA: O EFEITO DEVOLUTIVO SIGNIFICA DEVOLVER A MATÉRIA IMPUGNADA PARA A INSTANCIA HIERARQUICAMENTE SUPERIOR.O RECORRENTE ESCOLHE QUAL MATÉRIA QUER IMPUGNAR ( HORIZONTAL/ EXTENSÃO), MAS A PROFUNDIDADE É CONSEQUENCIA NATURAL DO RECURSO, POIS O TRIBUNAL AO JULGAR O RECURSO PODE DDECIDIR ALÉM DA PRÓPRIA DECISÃO RECORRIDA. Efeito translativo: (verticalidade) É a possibilidade do órgão julgador arguir de ofício, matéria de ordem pública, ainda que não seja objeto do recurso. Ex.; ilegitimidade passiva. 3) Efeito expansivo ou extensivo Pode atingir mais partes do que aquelas que de fato recorreu. É a possibilidade do recurso atingir mais partes do que aquelas que de fato recorreram. 4) Efeito de Retratação / Regressivo É a possibilidade do prolator da decisão modificar a sua própria decisão. Só será possível nos casos previstos em lei. 5) Efeito Substitutivo Vinculado a reforma. É buscado uma nova decisão que substitui a anterior. 6) Efeito Reincidente Cassar/ invalidar. Nulo nunca existiu. 7) Efeito diferido Só se aplica no adesivo. Quando o conhecimento de um recurso depender do conhecimento de outro recurso] 8) Efeito Suspensivo A decisão não produz eficácia imediata. Ope> legis – lei- decorre de lei – ex.: apelação. Exceções no CPC E LEI. ESP. Ope > judicis> decorre de uma decisão judicial > requisitos 995 CPC Risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação e demonstrar a probabilidade de provimento do recurso. A regra do direito brasileiro segundo o 995 caput é não suspensivo. Ou seja, pode ter a decisão e o cumprimento provisório. 9) Efeito ativo Tutelas recursais Tutela definitiva > tem toda a base Tutela provisória > de urgência > antecipada >cautelar. Tutela pode ser pedida a qualquer momento Tutela provisória > de evidência 311CPC. 10) Efeito modificativo ou infringente Ex. de decisão: omissão, obscuridade, contradição ou erro material. É a possibilidade do julgamento dos embargos de declaração modificarem a decisão recorrida. Só poderá ocorrer na omissão ou na contradição. Princípios: 1) Duplo grau de jurisdição Dá a chance de outra jurisdição. É a possibilidade de reexame do pronunciamento.Reexame forma vertical ou horizontal Vertical> outra instancia > hierarquia Horizontal> está na mesma instancia. 2) Princípio da Taxatividade 12 Processo Civil III Professora Paloma Previsão em lei. 994 CPC. Apelação, agravo de instrumento, agravo interno, embargos de declaração, recurso ordinário, recurso especial, recurso extraordinário, agravo em resp. ou RE. Embargos de divergências 3) Princípio da singularidade, unicidade ou unipercorribrilidade. Regra: como regra, para cada decisão há um único recurso. Exceções: embargos de declaração, recurso especial recurso extraordinário. A matéria é diferente. 4) Princípio da fungibilidade Converter os recursos. É a possibilidade de conversão do recurso erroneamente interposto pelo recurso correto. Doutrina> requisitos: - Tempestividade - Dúvida objetiva - Ausência de erro grosseiro emb. De declaração(5d) > ag. Interno.(15d) Resp. > RE > Resp. 13 Processo Civil III Professora Paloma PRIMEIRA AULA PÓS PROVA 01/10 AGRAVO INTERNO RECURSO ADESIVO pode cair na prova. Agravo Interno = Cabível nos tribunais, cabíveis de decisões monocráticas. Procedimento conforme o regimento interno de cada tribunal. Prazo de 15d Conceito fala da Paloma: - Salvo expressa disposição de lei, de decisão monocrática cabe agravo interno. Objetivo: forçar o colegiado. Recurso das decisões monocráticas. Protocolo é para o prolator da decisão. Regularidade Formal. Tem que impugnar de forma especifica a decisão agravada. Fala da paloma: - O agravante na sua petição de agravo interno deve impugnar de forma especifica a decisão agravada. Agravo interno não tem preparo, não está sujeito a preparo. Precisa ter a decisão monocrática, recurso de matéria de fato ou de direito, ordinária. Protocolo – prolator - prazo de 15d para contrarrazões. – Remeter para o colegiado. Como regra, ele (prolator) não pode julgar monocraticamente. Exceções: intempestividade, fundamentação específica (ausência de fundamentação específica). EFEITOS: Devolutivo Obstativo Extensivo / Expansivo Retratação/ regressivo voltar atrás. Fala da paloma Neste caso, se houver retratação poderá ocorrer um novo agravo interno. Vai depender da decisão. Efeito suspensivo, tem que pedir judicialmente depende dos preenchimentos dos requisitos. Efeito ativo – as tutelas recursais. Tem efeito ativo no agravo interno. Substitutivo, procura nova decisão, nova reforma. Reincidente – cassação. Desobstrutivo: é a aplicação da teoria da causa madura. Observação da Paloma: 1) Agravo interno pode ser interposto em qualquer tribunal. 2) Segundo a jurisprudência do STJ é cabível majoração de honorários. 3) Não pode o prolator da decisão reproduzir os seus próprios fundamentos, para monocraticamente negar o agravo interno. Artigo 1021. § 4 e 5 Multa – decisão colegiado(unanime) – manifestamente inadmissível ou improcedente. Admissibilidade vinculado a forma, estamos falando da forma, dos recursos. Improcedente- mérito. Multa de 1 á 5% do valor atualizado (atual) da causa. VAI CAIR NA PROVA. Para continuar recorrendo, deve efetuar o depósito prévio da multa. Salvo a fazenda pública e os beneficiários da justiça gratuita. Multa é castigo. Não são dispensados, mas pagam ao final. 14 Processo Civil III Professora Paloma Observações MULTA jurisprudência fala da Paloma: 1) Segundo a jurisprudência do STJ e do STF a multa não é automática. Competirá ao colegiado decidir e fundamentar em caso de multa. ( Eresp 120356/RS) 2) Não pode ter aplicação de multa se o recurso foi interposto para exaurir instancia. (Tema 434 RESP 1198108/RJ) 3) Segundo o STF para aplicação de multa é essencial o intuito protelatório do agravante. (ARE 9 4) Segundo o STJ não cabe o deposito prévio se o recurso for para impugnar a multa. 5) O STJ tem flexibilizado o deposito prévio alegando abuso do Direito. Agravo interno 1) Só caberá sustentação oral se o agravo interno tratar de decisão monocrática que extinguiu a ação rescisória, mandado de segurança ou reclamação. Embargos de Declaração PRAZO 5D, não tem preparo, recurso de natureza ordinária, mas é vinculado. Qualquer instância de qualquer decisão. Vícios ensejadores: omissão, contradição, obscuridade ou erro material. Cabe embargos dos embargos. Fala da paloma 1) Cabem embargos dos embargos, mas é obrigatório a existência de qualquer um dos vícios ensejadores. 2) O STF já declarou a constitucionalidade de regimento interno que veda o cabimento de embargos de declaração de determinadas decisões, salvo se a decisão for genérica. PRESSUPOSTOS (vícios): 1) Erro material. Juiz de ofícios É um erro facilmente verificado. Não altera o julgado. 2) Contradição contem pontos conflitantes. No julgamento a decisão pode ser modificada. 3) Obscuridade É aquilo que não tem clareza. É a decisão que contêm pontos com ausência de clareza. O julgamento não modifica a decisão. 4) Omissão Julgamentos repetitivos IRDR ou as demandas repetitivas (RESP e R.E). Deixar de falar da assunção de competência. Artigo 489 a partir §1 CPC O julgamento por omissão poderá modificar a decisão embargada. 15 Processo Civil III Professora Paloma CONTEÚDO PRI AGORA! Pressupostos intrínsecos e extrínsecos Intrínsecos: Se subdividem em 4. - Cabimento - Legitimidade - Interesse - Inexistência De fato impeditivo Fala da paloma Enquanto houver a possibilidade de recurso ordinário não será cabível REsp ou RE. A natureza é extraordinária e também posso alegar que esse recurso é vinculado (as hipóteses estão pré-estabelecidas em lei) Só cabe R.E nas hipóteses pré- estabelecidas em lei. Prequestionamento É a alegação prévia da matéria de direito nas instancias inferiores. É essencial que a matéria tenha sido debatida, ventilada? no órgão a coo. Tácito Recurso Originário Só cabe contra ACÓRDÃO. Esse acordão tem de ter DENEGADO a segurança, compreende decisões SEM resolução de mérito ou acórdão COM resoluções de mérito. Sem apreciação do mérito. Não exige prequestionamento. CABIMENTO PARA O STJ: - ACÓRDÃO: - SENTENÇA: Art. 1.027. Serão julgados em recurso ordinário: II - pelo Superior Tribunal de Justiça: a) os mandados de segurança decididos em única instância pelos tribunais regionais federais ou pelos tribunais de justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão; b) os processos em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. Duplo grau. Só caberá contra acórdão que tenha sido denegatório em um remédio constitucional originário de tribunal local ou regional. R.O. funciona como uma “apelação constitucional” LEMBRE-SE de que demandas envolvendo pessoa residente no país ou município versus Estado estrangeiro (João da silva x EUA ou município do Rio de Janeiro x Espanha) devem ser processadas e julgadas perante um JUIZ FEDERAL DE 1º grau. Quando essas demandas forem sentenciadas, contra essa decisão caberá R.O. para o STJ! O TRF não possui competência recursal para essas ações. Portanto, não caberá apelação para ele e tampouco agravo de instrumento. Os recursos contra sentença e decisões interlocutórias proferidas nessas ações serão endereçados ao STJ. R.O. efeito devolutivo. 15 dias para oferecimento e resposta. Acórdãos denegatóriosde remédios constitucionais deverão ser interpostos perante a presidência ou vice-presidência do tribunal de origem. 16 Processo Civil III Professora Paloma Exemplo: mandado de segurança impetrado no TRF5 e o tribunal profere um acórdão denegando a segurança. Contra essa decisão cabe recurso ordinário. Quando mandados de segurança são originalmente denegados pelos TRF’S, contra esses acórdãos caberá o recurso ordinário para o STJ. O presidente ou vice-presidente do STJ deverá enviar o recurso ordinário ao STF independentemente de juízo de admissibilidade. Hipóteses do art. 1.027, II, a (tribunais): O presidente ou vice-presidente do TJ ou TRF deverá enviar o recurso ordinário ao STJ independentemente de juízo de admissibilidade. Hipóteses do art. 1.027, II, b (sentença, país estrangeiro): O juiz federal de 1º grau deverá enviar o recurso ao tribunal superior independentemente de juízo de admissibilidade (STJ). 17 Processo Civil III Professora Paloma Aula 22/10 Recursos de natureza extraordinária Natureza extraordinária. STJ e STF. REsp e RE. 1) Pressupostos comuns intrínsecos e extrínsecos (preparo, tempestividade e regularidade formal) 2) Pressupostos específicos - Só matéria de direito - Só cabe de decisão colegiada - única ou última instancia. Ex.: Sentença - A natureza é extraordinária, recursos vinculados. 105 cf. 102 CF - Não se discute matéria de fato. Sumula 05 e 07 STJ. Pré-questionamento: Obrigatório, não consta na cf. veio pela doutrina e jurisprudência. Fala da paloma É a alegação previa da matéria de direito, debatida pelas instancias inferiores. Pré-questionamento: Função do recorrente, compete ao recorrente alegar. Expresso: A matéria de direito consta na decisão recorrida. Está escrito. Implícito: não está escrito na decisão recorrida, mas foi debatido tacitamente. Ficto: Ocorre quando não consta expressamente ou implicitamente na decisão recorrida, mas foram opostos embargos de declaração para pré-questionamento. Fundamentadas. Efeito dos 2: Impeditivo ou obstativo. Devolutivo. extensivo/expansivo. Desobstrutivo (aplicação da teoria da causa madura). Substitutivo – reformar Reincidente Efeito ativo (busca as tutelas recursais). Efeito suspensivo pode ser respondido pelo presidente, vice do aquo e ad quen e adquen e do próprio relator. Recurso Extraordinário RE. A constituição federal foi ampla, exigiu apenas que o STF seja a única ou a última instancia. Cabe inclusive após o julgamento do recurso inominado em juizados especiais. a) Contrariar dispositivo desta constituição. Observação - Só cabe se a contrariedade for direta, ou seja, não cabe se a contrariedade for reflexa. - Se para responder o recurso for necessário rever lei infraconstitucional, a violação é reflexa. b) eclarar a inconstitucionalidade de tratador ou lei federal. c) julgar valida lei ou ato de governo local, contestado em face desta constituição. d) julgar valida lei ou ato de governo local contestado em face de lei federal. 18 Processo Civil III Professora Paloma Repercussão geral Exclusivamente do R.E. É um requisito específico do R.E. Fala da paloma Quando a matéria de direito ultrapassar os limites subjetivos e deve ter relevância do ponto de vista jurídico, social, politico ou econômico. A análise é exclusiva do Plenário do Supremo Tribunal Federal. 1) Para que não haja repercussão geral é obrigatório a negativa de 2 terços (8) ministros. 2) Deve ser comprovado pelo recorrente. 3) Haverá repercussão geral: contrariar sumula ou jurisprudência do STF. Tenha reconhecido a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal nos termos do artigo 97 da cf 4) Não pode de ofício. 5) Intervenção de terceiro 6) Se reconhecida a repercussão geral é determinado o sobrestamento em todo território nacional. Preferencial 1 ano 7) Efeito vinculante Recurso Especial A constituição federal limitou o cabimento de REsp a decisões advindas de tribunais de justiça ou TRFs. Não cabem da decisão do recurso inominado. a) Contrariar tratado ou lei federal ou negar-lhes vigência. Vai cair REsp ou RE. Na discursiva b) Julgar valido ato de governo local contestado em face de lei federal. Lei RE Lei federal REsp Ato de governo, contestado constituição R.E De lei federal REsp. c) Der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. Obs. C - A divergência tem q ser entre tribunais diferentes. - A divergência não pode ocorrer entre tribunais diversos e a justiça especializada. Divergência atual - Cotejo analítico é a obrigatoriedade do recorrente apresentar os pontos que se assemelham e divergem em ambos os casos. É um confronto analítico. TJSP TJRJ presente caso - O recorrente deve anexar copias dos recursos divergentes. - é exigido pelo STJ o apontamento específico da lei violada e divergente. Filtro relevância está suspensa - é um requisito específico do REsp que exige que o recorrente apresente e comprove a relevância da matéria debatida Ações penais, segundo improbidade administrativa, + 500 salários-mínimos, inelegibilidade, contratar Jus do STJ, lei, Obs.: atualmente por ausência de lei regulamentadora está suspenso a exigência do filtro de relevância. 19 Processo Civil III Professora Paloma Aula 29/10 Sentença cabe apelação, imaginar que seja um acordão, do que trata o acordão? Trate ao mesmo tempo norma federal e constitucional, interposição é simultânea, resp e re interpostos simultaneamente. União estável, previsão constitucional? Sim! Fala da Paloma! Se houver questão constitucional será R.E. e se houver questão infraconstitucional será REsp. Se violar ambas as normas caso queira deverá o recorrente interpor os dois. A INTERPOSIÇÃO É SIMULTANEA, A ANÁLISE NÃO!!!!!! 2 petições distintas. Regra: primeiro STJ, relator (vai analisar o processo) vai poder tomar decisão de julgar o RESP e se não prejudicar remete ao STF para julgar o R.E. Ex.: CC 1790 e 1829 e 226 C.F. Remete ao STF por entender que a questão constitucional deve ser analisada primeiro. Quando chega no Supremo o relator tem 2 opções, ele pode julgar primeiro o R.E. e se não prejudicar remete ao STJ para julgar o RESp. Devolve ao STJ determinando que julgue o RESp primeiro. Decisões Interlocutórias Observações! 1) Se for interposto apenas REsp, só caberá R.E. se no julgamento do RESp. houver uma violação a constituição que não existia antes. 2) Embora a interposição seja simultânea a matéria de cabimento de cada recurso é diferente. Regularidade Formal: Ocorre a interposição no a quo, na 2 instancia. Duplo juízo de admissibilidade. Petição deve ter nome das partes, fato e fundamento, razões da reforma ou cassação. Tem que fazer o pré- questionamento. R.E (repercussão geral) e REsp. (filtro de relevância) Fungibilidade: 1) RESp X R.E. Aqui foi interposto o RESp. foi pro STJ, vai para um relator. Trata de R.E., intima o recorrente com o prazo de 15d apresentar a repercussão geral. Cumprida a diligência remete para o STF, vai para o relator e ele devolve ao STJ (não aplica fungibilidade) e será julgado como RESp. OOU ele aplica a fungibilidade, concorda com o STJ e julga como R.E. Decisões Irrecorríveis. 2) R.E X RESp Interposto R.E. Foi pro STF. Para julgar tiver que rever (violação reflexa) tratado ou leifederal, não é R.E. Neste caso o STF remete ao STJ (aplica a fungibilidade) e será julgado como RESp. Sumula 6365 STF. Não cabe R.E de princípios gerais. 20 Processo Civil III Professora Paloma Juízo de Admissibilidade RESp. e R.E - Remetido para a presidência do Tribunal. Prazo de contrarrazões 15d. vai para a decisão do presidente ou do vice-presidente. 1) Não conhecer do recurso: a) Requisitos gerais. Ex.: Pedir fato, prazo e sem prequestionamento. b) Pois o STF já entendeu que a matéria não tem repercussão geral. STF já julgou em repercussão geral. c) Demandas Repetitivas STJ e STF. São as 3 possibilidades de negar. 2) Ofertar retratação, oferecer. 3) Sobrestamento Suspenção. 4) Selecionar como representativo da controvérsia. 5) Conhecer do recurso: a) Requisitos Gerais b) Quando não há retratação c) Repercussão geral a ser analisada pelo STF. d) selecionado como representativo. Observações!! Se o recurso for conhecido haverá novo juízo de admissibilidade no ad quem. Pode ser cabível adesivo de RESp e R.E. Sentença cabe apelação e dessa apelação houve um acordão, união estável. A resolveu interpor RESp, B no prazo de contrarrazões A doutrina criou uma teoria onde excepcionalmente é permitido o recurso adesivo diverso do principal. É chamado de recurso adesivo cruzado. Principal R.E. As demandas repetitivas São recurso de REsp ou R.E. Fala da Paloma! É o julgamento de recursos de igual matéria de direito. Pode o presidente selecionar os recursos, nesse sentido terá um relator tanto no STF e STJ. Afetação, determinar a matéria, matéria delimitada. Decidir sobre o sobrestamento (suspenção) e determinar ampla publicidade desta decisão. (publicação) Relator - 2 recursos. No mínimo 2, se quiser mais, pode. Passa a ter tramitação preferencial de 1 ano, assim como o sobrestamento, salvo habeas corpus e réu preso. Obs.: Recurso pode desistir, não vai produzir efeito, mp representa. Efeito vinculante nacional. Vai atingir todo o território nacional. Obs.: Recurso, direito, mp, desistência – mp, pedir retirada, decisão, juízo de origem. Ag. Interno instrumento e tribunais inteiros. 7) Continuação dessas observações acima: O tribunal superior não estará vinculado a escolha do presidente da 2º instancia. 8) Pode determinar audiências públicas. 9) Intervenção de terceiros. 10) Após a decisão a matéria será aplicada em todo território nacional. 11) Se o recurso tratar de matéria de prestação de serviço público, objeto de concessão, permissão ou autorização deverá comunicar o resultado ao órgão, ente ou agencia reguladora. IRDR Incidente 21 Processo Civil III Professora Paloma Por local, região Sem custas e honorários Múltiplos processos Legitimidade, as partes, mp, defensoria, juiz de ofício IAC Incidente Por local, região Sem custas e honorários Sem múltiplos processos por ser preventivo Legitimidade, as partes, mp, defensoria, juiz de ofício DEMANDAS REPETITIVAS Recurso RESp ou R.E. Atinge todo território nacional Tem preparo e honorários Múltiplos processos Legitimidade, partes sucumbentes, mp como parte ou fiscal da ordem jurídica, 3º prejudicado Coisas em comum entre eles: Efeito vinculante (muda a amplitude), mp Tratar incidente como recurso é errado! Vai cair na prova! Agravo em REsp e o R.E. Objetivo: Forçar a análise do RESp ou R.E. Conceito: é o recurso cabível da decisão do presidente ou do vice- presidente que denega o conhecimento do REsp ou do R.E., SALVO AS EXEÇÕES LEGAIS!!! As decisões sobre os requisitos agravo em RESP ou R.E. Demanda Repetitivas STJ e STF agravo interno CPC se denegar por repercussão geral (por não ter ou já teve decisão) ou Demanda repetitiva caberá agravo interno. Sobrestamento cabe agravo interno. Procedimento: teve a decisão que não conheceu, vai pro presidente ou vice- presidente que tem o direito de retratação e depois 15d de contrarrazões e depois remete ao tribunal superior e juízo de admissibilidade. Considerações: 1) prazo de 15d 2) Sem preparo 3)Interposição no a quo e juízo de admissibilidade no ad quem 4) Regularidade formal: identificar as partes, fato e fundamento, razões da reforma ou da cassação. 5) efeitos: obstativo impede o transito em julgado, efeito devolutivo que vai devolver a matéria impugnada, extensivo, ativo solicitar a tutela, suspensivo judicial, buscar nova decisão (substitutivo) se for pra cassar (reincidente) desobstrutivo (aplicação da causa madura). 6) interposição conjunta como regra que vai primeiro para o STJ. 22 Processo Civil III Professora Paloma 7) Pode ser julgado conjuntamente com REsp ou R.E. mas aqui tem que garantir o direito a sustentação oral. Não aplicam a fungibilidade por ser erro grosseiro. A decisão do STJ ou do STF sobre conhecimento de REsp ou R.E. trata de decisão monocrática atacável por agravo interno. Embargos de divergência Exclusivo para o STJ e STF. Órgãos colegiados do mesmo tribunal. É o recurso cabível após o julgamento do REsp ou do R.E. quando houver divergência entre órgãos colegiados do mesmo tribunal. Divergência: Pode ocorrer pelo direito material, processual, norma constitucional / infraconstitucional, decisão sem mérito (adentrado na matéria) ou com mérito. Em 15 dias, tem preparo. A divergência pode ocorrer no mesmo órgão/colegiado. Mas exige a mudança de mais da metade da composição. Regularidade formal: identificar as partes, fato e fundamento, razões da reforma ou da cassação, comprovar a divergência. Cotejo analítico. Dissidio com copia dos julgados, Cotejo analítico. Procedimento: está descrito no regimento interno. Efeitos: Devolutivo, obstativo, extensivo, ativo, suspensivo judicial, substitutivo, rescindente, desobstrutivo, interruptivo R.E. Observações: 1) Pode ser cabível de acórdãos, de recurso ou de competência originaria. 2) Não serão admitidos quando já tiver o tribunal se posicionado no mesmo sentido da decisão embargada. Sumula 168 stj 247 stf 3) Nãos será cabível quando o acordão for de decisão de agravo em REsp que denegou o Resp. Sumula 315 stj 4) Sera cabível contra o acordão que julgar agravo interno de recurso especial. Sumula 3’6 stj Resumo aula anterior - Recursos em espécie estudamos tudo. Apelação, recurso contra sentença prazo de 15 dias, sujeito a preparo. Depois o agravo de instrumento, sujeito a preparo, 15dias e dois conceitos: cpc recurso contra decisão interlocutória com previsão em lei. Certa taxatividade. Interpretação extensiva. Agravo interno não esta sujeito a preparo, 15dias, salvo restrição em lei, que cabe contra decisão monocrática. Embargos de declaração, inúmeras exeções: cabe de decisões omissão, obscuridade, contradfição ou erro material. Único recurso com prazo diferenciado e não esta sujeito a preparo. Desmembra em R.O e para STF e STJ STF competência originaria de tribunal superior. Desde que tenha delegado. Remédios constitucionais maior que Habeas corpus, denegar, competência e remédios constitucionais, crime politico. 23 Processo Civil III Professora Paloma STJ: competência originaria da 2} insrtancia trfs, tj. H.c e mandado de segurança. Estados estrangeiros, municípios, residente domiciliado no pais, sujeito a preparo, 15 dias uteis. RESP_ cabível ao STJ, apenas 3 hipoteses de cabimento, violar ou negar vigência a lei federal ou tratado. Ato de governo local contestado em face de lei federal. Interpretação de lei federal entre tribunais regionais distintos e também esta sujeitoa preparo e tem 15d RE—4 HIPOTESES, VIOLAR A Constituição federal, forme direta( refrexa não ) inconstitucionalidade entre tratados ou leis federal, atos de governos contestado em face de lei federal, sujeitpo a preparo, 15dias. Da decisão que denega resp ou re. Se a matéria for repercussão geral, recurso cabível agravo interno,não tem preparo. Bem. Agravo interno e RE. RESP não tem preparo. Embargos de divergências _ so cabe para o STF ou STJ. Só será cabível quando do mesmo tribunal, preparo, 15dias. Provas começa de agravo interno pra frente. Afastar governador é competência do STJ. Aula 05/11 Reclamação: - CF só cabe para o STF e STJ. Possível em: a) preservar a competência do STJ ou do STF b) garantir os julgados do STF ou STJ c) garantir sumula vinculante ( vem de julgados do STF) - CPC cabe para os tribunais. Incluiu a segunda instancia. a) caberá reclamação para os tribunais. CPC ampliou as hipóteses B) preservara competência dos tribunais (toda 2ª instancia) Recurso cabível da sentença, apelação interposta pelo a quo, juiz não conhece da apelação, usurpando da competência do tribunal, não tem recurso, tem que fazer uma reclamação. C) garantir os julgados dos tribunais D) garantir sumula vinculante e) garantir as demandas repetitivas, IRDR e incidente de assunção de competência e garantir decisões do STF em controle concentrado de constitucionalidade. f) Reclamação não é recurso, é direito constitucional de petição. Não cabe reclamação se já houve trânsito em julgado. Não cabe reclamação se couber recurso nas vias ordinárias Não cabe na 1ª instancia É competência originaria. Interpretar com cuidado, pode ser STF ou STJ ou de qualquer tribunal. Legitimidade para reclamação: as partes ou o ministério público. Distribuída: Para o presidente ou vice- presidente do tribunal, depende. Oq vc ta apresentando na reclamação?? 24 Processo Civil III Professora Paloma Ele vai mandar para um relator, preferencialmente o mesmo relator. Desembargador ou ministro depende de “onde eu to”. Primeiro ato do relator: é ouvir a autoridade que proferiu a decisão em 10 dias. Depois vai decidir se suspende ou não os processos. Alguém se deu bem com a decisão, cita a parte que se beneficiou com a decisão reclamada. A parte vai fazer a contestação, competência originaria, vai ser citado para contestar. Autoridade não se torna réu no processo. Prazo de 15 dias. Qualquer interessado pode se manifestar, se não foi o MP ele pode intervir. Intimar para se manifestar. Depois a decisão, a quo. Consequência do acordão: procedente, usurpação de competência. Obs.: 1) se for procedente já deve o tribunal cassar a decisão e determinar de forma imediata a medida adequada a solução da controvérsia. O cumprimento é imediato e o acordão será lavrado posteriormente. (Feito em até 30 dias pelo relator vencedor presidente imediato) Uniformização de jurisprudência É una a jurisdição, os tribunais são colegiados (pessoas diferentes). Tentar com que os tribunais intérprete uma lei igual pra todo mundo. Editando sumulas, conforme o regimento interno. Jurisprudência, isonomia, uniformidade. Uniformização de jurisprudência: vou ter uma isonomia, estabilidade, coerência, integridade. Princípios: segurança jurídica, isonomia, duração razoável do processo. Precedente: “analisei e em casos análogos vou poder usar aquela situação” Conceito Procedente: é a decisão judicial tomada a luz de um caso concreto que servirá de paradigma em casos posteriores. Observações 1) São os fundamentos determinantes que foram utilizados no precedente. Tem caráter geral. Distingue: vou apontar compra e venda, divida liquida e certa. Se for contrato geral, 10 anos. Distingue pode ate parecer mas quando a gente estuda é diferente, distinguir. Conceito: é uma técnica de diferenciação onde o objetivo é demonstrar que a ratio descendente é diversa. Operingue: superação do procedente, horizontal ou vertical. Conceito: É a superação do precedente que pode ocorrer de forma horizontal ou vertical. Horizontal: feita pela mesma instancia Vertical: Instancia superior Precedentes persuasivo e o vinculante; Vinculante: vincula, obrigatório, tem q obedecder. CPC é expresso, decisões 25 Processo Civil III Professora Paloma do STF em controle concentrado de constitucionalidade. “Se essa matéria já foi decidida pelo stf o juiz tem que seguir. “ Também tem que obedecer às sumulas vinculantes E DO STF e do STJ. vinculado a decisões do plenário ou órgão especial que estão vinculados. Decisões do plenário STF ou STJ Atinge tudo que está em baixo (tribunais). Obedecer IRDR, DEMANDAS REPETITIVAS, IAC. Horizontal: Modulação dos efeitos: Plenário. Juiz decide conforme o sue livre convencimento, fundamentar. Os incidentes de arguição de inconstitucionalidade. É a possibilidade dos tribunais alegarem a inconstitucionalidade, o CPC controle difuso inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público. Exigência que é a sumula vinculante n. 10. Artigo 97 CF. clausula de reserva de plenário a maioria absoluta. A metade +1. Decisão do Plenario. Quem pode arguir são os legitimados. Processo com competência originaria ou recurso, entrou no tribunal, relator, discutir a lei ou ato normativo é inconstitucionalidade não tem nada haver com o processo, fica parado, vai pra presidência ou vice, vai encaminhar para o relator, tem duas opções: Rejeitar essa arguição, retoma/devolve ao colegiado e será julgado o processo. Aceitar a discussão, acolhida, será julgada pelo plenário precisamos respeitar a cláusula de reserva do plenário. Pode ter audiência pública, regimento interno aceita intervenção ode terceiros, órgão, entidade, está definido no regimento interno. Uma vez declarada a inconstitucionalidade, acontece a decisão abstrata! A aplicação será do órgão colegiado responsável pelo julgamento originário. Plenário não aplica a tese, quem aplica a tese é o colegiado. Não existe causa madura aqui. Obs.: 1) Não pode ser submetida ao plenário se já houve pronunciamento do STF sobre a matéria. 2) Antes de acolher ou rejeitar serão ouvidos o MP e as partes. 3) Só caberá R.O. ou R.E. a decisão que complementa o feito. Sumula 513 STF. 4) Efeito vinculante é do plenário, possui efeito vinculante. Conflitos de competência sempre originaria. Positivo - dois juízes que se declaram competentes pra julgar, caso mediato. Negativo – contrario do positivo, um juiz mandando para o outro, dois juízes que declaram que não possui competência para julgar o processo. Neutro – junção ou separação de um processo. STF Envolver tribunais superiores. STJ, TST. STJ 26 Processo Civil III Professora Paloma Envolver tribunais diferentes TRF Quando envolver duas varas vinculadas ao mesmo TRF Vara fedweral brasilia x goiania. Ts Quando estiver vinculada ao mmesmo tribunal Ex. primeira vara do guara x primeira vara samambaia. OBS.: Onde há hierarquia inexiste conflito. MP? Lei ESCREVER O RESTO!!!! NÃO TO ENXERGANDO. 2) Será aquele tribunal o colegiado será definido no regimento interno, 3) Se3 o conflito surgir em uma autoridade adm. E judiciaria quem decide? É da mesma região? Vai na mesma regra. Será o tribunal da região, órgão, regimento interno; Procedimento; Legitimidade, sucitar o complito: as partes, MP e juiz. Juiz faz por oficio e restante por petição com os documentos. Foi sucitado o conflito, é competência originaria, vai ser sucitado para a presidência ou vice presidência do tribunal e sefor por juiz vai ser por oficio e partes e MP por petição com documentos. Vai ser distribuído pro relator e aqui o juiz virou parte,se é causa ou não de suspender o processo (normalmente suspende), decidir quem julgara os atos urgentes. Relator, prazo o relator determina o prazo, vai ouvir oq ta rolando e decidir, depois vai ouvir o MP se for o caso e o relator pode decidir monocraticamente só em casos específicos. Dps vai pro acordão, quem é competente, quem vai julgar o processo? Definir sobre o julgador e as validades dos atos. Observaçõea: 1) A parte que suscitar o conflito não pode ter arguido competência relativa. Da Homologação de sentença estrangeira e da concessão das exps... CONTINUAR não enxergo. Estados estrangeiros, Caso Robinho. Quem homologa sentença estrangeira STJ e a execução vara federal. CONCEITO: exequatur: é um documento autorizador para o cumprimento de carta rogatória. Homologação pode ser dispensada em Tratado. Tudo depende de tratado, tem q ser recepcionado pelo direito brasileiro. O tratado pode dispensar a homologação. Promessa de reciprocidade – troca de favor. Ex.: execução fiscal, tributos. Direito internacional, no brasil pode? Podemos ter homologação de tutela, execução provisória, mas deve assegurar contraditório e ampla defesa. Ainda que momento posterior. Também é possível homologar decisão arbitral, parcial. Pode ser homologado decisão não judicial, mas com fins jurisdicionais. Ex. inventario em cartório. Homologa Decisão interlocutória. Homologação regra do CPC e regimento interno do STJ. 27 Processo Civil III Professora Paloma O divórcio consensual dispensa homologação no STJ, mas deverá ser validado por qualquer juiz em caráter principal ou incidental. Requisitos essenciais: 1)Se foi proferida por autoridade competente. 2) Citação valida, 3) ser eficaz no país de origem, 4) não pode ofender matéria de ordem pública. 5) está traduzida, salvo tratado. 6) não pode ofender coisa julgada brasileira. 7) não se homologa competência exclusiva. 8) o cumprimento da homologação deve ser instruído com copia autenticada da homologação ou da concessão de exequaour e deve ser distribuído a vara federal. Ação Recisória despencar na prova Segurança jurídica Anulação e depois desconstituição. Cpc 39- invalidar, no cpc de 73 ate o 2015 daqui pra frente foi reincidir, desconstituir. Taxativo. Competência orginaria, ocrrera nos tribunais de 2 instancia ou nas instancias superiores. Conceito: é uma ação autônoma, que busca desconstituir um trânsito em julgado. Natureza jurídica ação autônoma desconstitutiva. Requisitos gerais: - Existência: precisa de requisitos subjetivos e objetivos Subjetivos: preciso da investidura do juiz e preciso também da capacidade das partes. Objetivo: ação intentado, Pra ter validade também vou ter os requisitos subjetivos e objetivos. Subjetivo: juiz imparcial e competente, capacidade processual e postulatória, salvo os casos previsto em lei, juizado especial, 20 salário-mínimos, habeas corpus, alimentos e direito trabalhista. Objetivo: petição inicial apta e citação válida. Primeiro existe, depois tem validade, qualquer ação tem que ter! Também não podemos ter requisitos negativos, coisa julgada (entrar com uma ação rescisória em uma ação que nunca existiu). Decadência. Prazo decadencial. Legitimidade: para propor a ação rescisória. Legitimidade diferente de capacidade. Legitimidade é específica, só alguns terão. 1) Partes Obs. A) trata de litisconsórcio necessário (se não chama todo mundo, é nulidade). b) se a desconstituição atingir sucumbência, os advogados, devem ser incluídos no polo passivo da ação. 2) 3º juridicamente interessado. Tem que comprovar o nexo de causalidade. 28 Processo Civil III Professora Paloma 3) Ministério Público vai poder em três hipóteses. A 1ª é quando deveria ter intervido/ atuado. A 2ª quando for dolo ou coação para fraudar a lei. A 3ª é quando a lei determinar 4) Aquele que deveria ser ouvido no processo e não foi. Ex. inventariante, tutor, curador, síndico, administrador. Específicos: - Ação com trânsito em julgado. - Taxatividade 966 CPC - Dentro do prazo legal: Regra geral: 2 anos(prazo) do último trânsito em julgados. Hipóteses de cabimento: 966 cpc. Como regra deve ser uma decisão de mérito. Sem mérito impedir nova demanda. (não posso entrar dnovo) Se impedir admissibilidade do recurso correspondente. I- Se verificar que foi proferida por força de prevaricação, corrupção, concessão ou corrupção do juiz. (Não exige ação criminal) Prevaricar é retardar ou deixar de praticar ato de ofício para satisfazer interesse pessoal. Artigo 319 CP. Concussão é exigir, para si ou para outrem vantagem indevida em razão da função que exerce. 316 CP Corrupção: é receber para si ou para outrem vantagem indevida/ oferecida. Obs. Essa hipótese não exige processo criminal condenatório, mas caberá ao requerente o ônus da prova. autor tem q provar) direito constitutivo. II- For proferida o juiz impedido ou absolutamente por juízo incompetente. Obs.: não cabe ação rescisória em caso de suspenção ou juízo relativamente incapaz. III- Resultar de dolo ou coação da parte vencedora em detrimento da parte vencida ou ainda de simulação ou colusão entre as partes afim de fraudar a lei. Ministério pode atuar. Prazo diferenciado: IV- Ofender a coisa julgada. (Se for a mesma hipótese.) V- Violar manifestamente norma jurídica. Violação de sumula, IRDR, IAC, Demandas repetitivas. Normas Jurídicas. VI- Se for fundada em prova cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou venha a ser demonstrada na própria ação rescisória. Obs.: O requerente pode solicitar a apuração de prova falsa na instrução probatória da ação rescisória ou anteriormente em um processo criminal. VII- obtiver o autor, posteriormente ao trânsito em julgado, prova nova cuja existência ignorava ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável; 29 Processo Civil III Professora Paloma Obs.: a prova deve ser capaz de alterar o resultado. VIII- for fundada em erro de fato verificável do exame dos autos. OBS.: Deve o juiz fundamentar a sua decisão e apreciar todas as provas apresentadas. Haverá erro de fato quando o juiz não se pronunciar em ponto controvertido ou admitir fato inexistente. Obs. Gerais: 1) Cabe ação rescisória da rescisória, mas necessário as hipóteses taxativas e não pode ofender a coisa julgada) 2) Pode atingir apenas um capítulo da decisão. 3) Em caso de homologação cabe ação anulatória. 4) Se o vicio que contamina a decisão for alterado dentro do processo não caberá ação rescisória, pois o vicio foi sanado. Desconstituição Nunca protocola a ação rescisória na 1ª instancia. competência, cada tribunal terá a competência de reincidir os seus julgados, e a segunda instancia também terá a competência dos julgados da primeira instancia. Em caso de protocolo (distribuição) em tribunal incompetente será aberto o prazo para emenda e posteriormente remetido ao tribunal competente. 19/11 - RESP OU RE. SUBJETIVA. - Ação rescisória Procedimento: Petição inicial art. 319, competência originaria. Será distribuída diretamente no tribunal para o presidente ou vice- presidente. (Rescisão) Apontar a hipótese + Pedido de um novo julgamento caução 5% do valor atualizado da causa. Exceto: união, estado, df, municípios, autarquias, fundações, mp, dp, beneficiário da justiça gratuita, etc. não pode sersuperior a 1.000 salários- mínimos. Caução é Obrigatória sobre pena de indeferimento. Relator, Preferencialmente que não participou do processo. Pode Julgar monocraticamente sumula stf, stj, próprio tribunal, IRDR, IAC, demandas repetitivas. prazo 2 anos a contar do último trânsito em julgado e pode considerar a decadência. Não possui efeito suspensivo automático. Cita para a defesa e a defesa será de 15 á 30 dias á critério do relator. Parte probatória. Carta de ordem, prazo de 1 á 3 meses. Alegações finais: prazo sucessivo- 1 depois do outro, começa pelo autor. Prazo de 10 dias. Vai para julgamento, acordão. Improcedente ou inadmissível, consequencia: unanimidade, caução é convertida em multa para o requerido da ação rescisória. Se for procedente: Caução volta para o requerente. Julga o caso. 30 Processo Civil III Professora Paloma Se for procedente por maioria, complementação de julgamento. Conforme regimento interno de cada tribunal. Prazo: decadencial, como regra são 2 anos a contar do último trânsito em julgado do processo. Obs.: prova nova: 2 anos da descoberta, mas não pode ultrapassar 5 anos do trânsito em julgado. simulação colusão por, 2 anos da descoberta sem limitador. Limitação para o MP ou 3º prejudicado. OBSERVAÇÕES PALOMA: 1) A procuração deve ser nova, ou seja, não pode ser a mesma do processo originário. 2) O julgador que participou do processo originário não está impedido. 3) Poderá o supremo tribunal federal reincidir quando não conhecer do R.E. ou quando negar provimento ao agravo, desde que tenha adentrado na questão federal. 4) É aplicado prescrição intercorrente. 5 anos 5) Não caberá ação rescisória por ofensa literal a lei quando a matéria for controvertida nos tribunais. 6) A competência não será do supremo quando o pedido de rescisória for de matéria não apreciada pelo tribunal. 7) O INSS não está sujeito a caução. 8) O prazo decadencial só terá início quando não for cabível qualquer recurso. Querela nullitatis Nulidade do litigio (ordem pública), Quando envolver matéria de ordem pública não será convalidado pelo decurso do prazo. Pode ocorrer no mesmo processo ou ação autônoma. Ex.: litis necessário, au. M.P., ausência de citação. 31 Processo Civil III Professora Paloma