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Número de referência 12 páginas © ABNT 2024 ABNT NBR 7188:2024 ABNT NBR 7188 Terceira edição 17.01.2024 Ações devido ao tráfego de veículos rodoviários e de pedestres em pontes, viadutos e passarelas Actions due to road vehicle and pedestrian traffic on bridges, viaducts and footbridges NORMA BRASILEIRA ICS 93.040 ISBN 978-85-07-09980-2 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno ii ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados © ABNT 2024 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno iii ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados Sumário Página Prefácio ...............................................................................................................................................iv 1 Escopo ................................................................................................................................1 2 Referências normativas .....................................................................................................1 3 Termos e definições ...........................................................................................................1 4 Simbologia ..........................................................................................................................2 4.1 Generalidades .....................................................................................................................2 4.2 Símbolos-base ....................................................................................................................2 4.2.1 Letras minúsculas ..............................................................................................................2 4.2.2 Letras maiúsculas .............................................................................................................2 4.3 Símbolos subscritos ..........................................................................................................3 5 Ações em pontes e viadutos .............................................................................................3 5.1 Ações móveis verticais ......................................................................................................3 5.1.1 Generalidades .....................................................................................................................3 5.1.2 Ações verticais nos passeios ...........................................................................................4 5.1.3 Coeficientes de ponderação das ações verticais ...........................................................5 5.2 Ações horizontais ..............................................................................................................6 5.2.1 Frenagem e aceleração ......................................................................................................6 5.2.2 Força centrífuga .................................................................................................................7 5.2.3 Guarda-corpo ......................................................................................................................7 5.3 Ações excepcionais devido à colisão de veículos .........................................................7 5.3.1 Generalidades .....................................................................................................................7 5.3.2 Colisão em pilares ..............................................................................................................7 5.3.3 Colisão ao nível do tabuleiro ............................................................................................7 6 Ações em passarelas .........................................................................................................8 6.1 Ações verticais ...................................................................................................................8 6.2 Ações horizontais ..............................................................................................................8 6.3 Ações excepcionais devido à colisão de veículos .........................................................9 Anexo A (normativo) Transporte de carga especial ........................................................................10 A.1 Projeto de obras novas ....................................................................................................10 A.2 Verificação de obras existentes ...................................................................................... 11 Bibliografia .........................................................................................................................................12 Figuras Figura 1 – Disposição das cargas estáticas .....................................................................................3 Figura 2 – Distribuição espacial da carga concentrada ..................................................................4 Figura 3 – Distribuição espacial da carga concentrada em estrutura enterrada ..........................6 Figura 4 – Distribuição espacial da força de colisão no dispositivo de contenção .....................8 Figura A.1 – Disposição de cargas estáticas do veículo-tipo especial ........................................ 11 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno iv ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2. A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência sobre qualquer Documento Técnico ABNT. Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT. A ABNT NBR 7188foi elaborada no Comissão de Estudo Especial de Projeto de Estruturas Metálicas, de Madeira, de Concreto e Mistas e Inspeção de Estruturas Metálicas, de Madeira e Mistas (ABNT/CEE-231). O Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 09, de 26.09.2023 a 25.10.2023. A ABNT NBR 7188:2024 cancela e substitui a ABNT NBR 7188:2013, a qual foi tecnicamente revisada. O Escopo em inglês da ABNT NBR 7188 é o seguinte: Scope This Standard defines the actions due to the traffic of road vehicles and pedestrians for the design of bridges, viaducts and footbridges. This Standard also applies to buried structures under highways or roads. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno ABNT NBR 7188:2024NORMA BRASILEIRA 1© ABNT 2024 - Todos os direitos reservados Ações devido ao tráfego de veículos rodoviários e de pedestres em pontes, viadutos e passarelas 1 Escopo Esta Norma estabelece as ações devido ao tráfego de veículos rodoviários e de pedestres para o projeto de pontes, viadutos e passarelas. Esta Norma também se aplica às estruturas enterradas sob rodovias ou estradas. 2 Referências normativas Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais, constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). ABNT NBR 8681, Ações e segurança nas estruturas – Procedimento ABNT NBR 14885, Segurança no tráfego – Barreiras de concreto ABNT NBR 15486, Segurança no tráfego – Dispositivos de contenção viária – Diretrizes de projeto e ensaios de impacto 3 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições. 3.1 eixo de carga conjunto total de rodas de um mesmo eixo transversal do veículo 3.2 estradas vicinais vias locais, em geral estradas municipais, não pavimentadas, de uma só pista, e de padrão técnico modesto 3.3 guarda-corpo elemento contínuo ou vazado de proteção do pedestre na borda do passeio 3.4 passarela estrutura longilínea, destinada à transposição de obstáculos naturais ou artificiais, exclusivamente para pedestres ou ciclistas 3.5 ponte estrutura destinada à transposição de obstáculo à continuidade do leito normal de uma via, e cujo obstáculo é constituído por canal aquífero, como rio, mar, lago, córrego ou outros E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 2 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados 3.6 rodovias vicinais vias locais, em geral rodovias municipais, pavimentadas, de uma só pista, e de padrão técnico modesto 3.7 vão distância horizontal medida no eixo da superestrutura entre eixos de apoios consecutivos 3.8 viaduto estrutura destinada à transposição de obstáculo à continuidade do leito normal de uma via, e cujo obstáculo é constituído por rodovia, ferrovia, vale, grota ou contorno de encosta NOTA Esta estrutura destina-se também à substituição de aterros. 4 Simbologia 4.1 Generalidades A simbologia adotada nesta Norma é constituída por símbolos-base (mesmo tamanho e no mesmo nível do texto corrente) e símbolos subscritos. Os símbolos-base encontram-se estabelecidos em 4.2 e os símbolos subscritos em 4.3. As grandezas representadas pelos símbolos constantes desta Norma devem ser expressas em unidades do Sistema Internacional (SI). 4.2 Símbolos-base 4.2.1 Letras minúsculas b largura do tabuleiro sujeita à carga móvel rodoviária padrão (incluindo acostamentos e faixas de segurança), em metros, a ser carregada para uma determinada hipótese de carga; hcob espessura de cobertura sobre a laje de uma estrutura enterrada; n parte inteira do número da razão b/3,5; p valor característico estático da carga móvel uniformemente distribuída; q valor característico equivalente estático da carga móvel uniformemente distribuída, ponderado pelos coeficientes CIA, CIV e CNF. 4.2.2 Letras maiúsculas B largura do tabuleiro sujeita à carga móvel uniformemente distribuída p, em metros, a ser carregada para uma determinada hipótese de carga; CIA coeficiente de impacto adicional; CIV coeficiente de impacto vertical; CNF coeficiente do número de faixas; E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 3 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados Hfc força horizontal centrífuga; Hfr força horizontal devido à frenagem ou à aceleração; L comprimento do tabuleiro sujeito à carga móvel uniformemente distribuída p, em metros, a ser carregado para uma determinada hipótese de carga; LIV vão da estrutura principal para cálculo do CIV, em metros; P valor característico estático da carga aplicada por uma roda do veículo-tipo; Q valor característico equivalente estático da carga aplicada por uma roda do veículo-tipo, ponderado pelos coeficientes CIA, CIV e CNF; R raio da curva horizontal no eixo da obra, em metros; TB trem tipo rodoviário brasileiro. 4.3 Símbolos subscritos cob cobertura sobre a laje de uma estrutura enterrada; fc força centrífuga; fr frenagem ou aceleração. 5 Ações em pontes e viadutos 5.1 Ações móveis verticais 5.1.1 Generalidades A carga móvel rodoviária padrão TB-450 é definida por um veículo-tipo de 450 kN, com seis rodas, P = 75 kN, três eixos de carga afastados entre si em 1,5 m e área de ocupação de 18,0 m², circundada por uma carga uniformemente distribuída constante p = 5 kN/m² (ver Figura 1). Figura 1 – Disposição das cargas estáticas E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 4 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados A carga concentrada Q e a carga distribuída q, aplicadas no nível do pavimento, devem ser determinadas por: Q = P ⋅ CIV ⋅ CNF ⋅ CIA q = p ⋅ CIV ⋅ CNF ⋅ CIA Os coeficientes de ponderação CIV, CNF e CIA devem ser determinados conforme 5.1.3. A carga móvel deve ser disposta na pista rodoviária com as rodas na posição mais desfavorável, incluindo o acostamento e as faixas de segurança. A carga distribuída deve ser aplicada na posição mais desfavorável, independentemente das faixas rodoviárias. Admite-se a distribuição espacial da carga concentrada no elemento estrutural a partir da sua superfície de contato em um ângulo de 45° (ver Figura 2). Figura 2 – Distribuição espacial da carga concentrada A homogeneização do trem-tipo é a ocupação da área do veículo com a carga móvel uniformemente distribuída e a redução da parcela dessa carga distribuída das cargas concentradas da roda. Essa simplificação é permitida em obras com vãos iguais ou superiores a 30 m, exceto para o cálculo de lajes e transversinas. Para obras em anel rodoviário ou obras com distância inferior a 100 km em rodovias de acesso a terminais portuários, as cargas móveis características determinadas anteriormentedevem ser majoradas em 10 %, a critério da autoridade competente. Para obras em estradas ou rodovias vicinais municipais e obras particulares, a critério da autoridade competente, a carga móvel rodoviária deve ser no mínimo igual ao tipo TB-240, que é definido por um veículo-tipo de 240 kN, com seis rodas, P = 40 kN, com três eixos de carga afastados entre si em 1,5 m e área de ocupação de 18,0 m², circundada por uma carga uniformemente distribuída constante p = 4,0 kN/m² (ver Figura 1). A critério da autoridade competente, as obras a serem implementadas devem ser verificadas para o transporte de carga especial, conforme o Anexo A. 5.1.2 Ações verticais nos passeios Nos passeios para pedestres das pontes e viadutos, deve-se considerar duas situações, conforme a seguir: a) carga uniformemente distribuída de 3 kN/m² na posição mais desfavorável concomitantemente à carga móvel rodoviária; E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 5 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados b) carga uniformemente distribuída de 5 kN/m², para verificação e dimensionamento dos elementos que suportam diretamente os passeios, como lajes, mãos-francesas e transversinas. As ações verticais nos passeios não podem ser ponderadas pelos coeficiente de impacto vertical (CIV), coeficiente do número de faixas (CNF) e coeficiente de impacto adicional (CIA). Os elementos dos guarda-corpos e as estruturas que os suportam devem ser dimensionados para uma carga linearmente distribuída de 2,0 kN/m além do peso próprio do guarda-corpo. 5.1.3 Coeficientes de ponderação das ações verticais 5.1.3.1 Coeficiente de impacto vertical O coeficiente de impacto vertical (CIV) amplifica a ação da carga estática, simulando o efeito dinâmico da carga em movimento e a suspensão dos veículos automotores, sendo dado por: CIV = 1,35, para estruturas com vão inferior a 10,0 m; 201 1 06 para estruturas com vão entre 10,0 m e 200,0 m. 50 CIV , , LIV = + ⋅ + sendo o LIV o próprio vão para estruturas isostáticas, a média aritmética dos vãos para estruturas contínuas e o próprio comprimento do balanço para estruturas em balanço. Para estruturas com vãos superiores a 200,0 m, deve ser realizado estudo específico para a consideração da amplificação dinâmica e determinação do coeficiente de impacto vertical. No caso das estruturas sensíveis ou de baixa rigidez, em especial certas estruturas de aço e estruturas estaiadas, o CIV deve calculado por análise dinâmica. Para o dimensionamento dos elementos da infraestrutura totalmente enterrados, assim como na determinação do empuxo de terra provocado pelas cargas móveis, o coeficiente de impacto vertical (CIV) pode ser considerado igual a 1,00. Para o dimensionamento dos elementos da infraestrutura totalmente enterrados, o coeficiente de impacto vertical (CIV) pode ser considerado igual a 1,00. No caso de estruturas enterradas, como galerias e estruturas aporticadas para passagens inferiores, o coeficiente de impacto vertical (CIV) pode ser reduzido em função da espessura de cobertura sobre a laje superior. Quando hcob = 0, tem-se o valor de CIV obtido pelas equações acima, decrescendo linearmente até CIV igual a 1,00 para hcob = 2,50 m e superiores. As cargas das rodas do trem-tipo devem ser aplicadas ao nível do topo do pavimento, considerando a distribuição espacial das cargas a 30°com a vertical desde o ponto de aplicação até o topo da estrutura (ver Figura 3). Entre o topo e o eixo da estrutura pode-se admitir distribuição espacial a 45°. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 6 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados Figura 3 – Distribuição espacial da carga concentrada em estrutura enterrada 5.1.3.2 Coeficiente de número de faixas O coeficiente de número de faixas (CNF) considera a probabilidade da carga móvel ocorrer em n faixas carregadas de uma determinada hipótese de carga, sendo dado por: CNF = 1 – 0,05∙(n – 2) , com 1,0 ≥ CNF ≥ 0,9 Quando não for determinada a largura correspondente à hipótese de carga, deve-se considerar CNF = 1,0. Este coeficiente não se aplica ao dimensionamento de elementos estruturais transversais ao sentido do tráfego, como, por exemplo, lajes e transversinas. 5.1.3.3 Coeficiente de impacto adicional O coeficiente de impacto adicional (CIA) consiste em um coeficiente destinado à majoração da carga móvel característica devido à imperfeição ou à descontinuidade da pista de rolamento, no caso de juntas de dilatação e das extremidades das obras, estruturas de transição e acessos. Os esforços originados pela carga móvel determinada conforme 5.1.1 devem ser majorados para o dimensionamento de lajes e transversinas, quando ligadas à laje do tabuleiro, situadas a uma distância horizontal, normal à junta, inferior a 5,0 m para cada lado da junta ou descontinuidade estrutural, pelo coeficiente de impacto adicional (CIA) dado por: CIA = 1,25, para obras em concreto ou mistas; CIA = 1,15, para obras em aço. Para os demais elementos estruturais, deve-se considerar CIA = 1,0. 5.2 Ações horizontais 5.2.1 Frenagem e aceleração As forças horizontais devido à frenagem ou à aceleração aplicadas no nível do pavimento são um porcentual da carga característica dos veículos aplicados sobre o tabuleiro, na posição mais desfavorável, concomitantemente com a respectiva carga, conforme a seguir: Hfr = 0,05∙p∙B∙L∙CNF E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 7 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados onde Hfr ≥ 0,30∙(6∙P) 5.2.2 Força centrífuga As forças horizontais provenientes da força centrífuga nas obras em curva horizontal, aplicadas no nível da pista de rolamento, são um porcentual da carga do veículo-tipo aplicado sobre o tabuleiro, na posição mais desfavorável, concomitante com a respectiva carga, conforme a seguir: Hfc = 2,4∙P , expresso em quilonewtons (kN), para curva com raio R ≤ 200 m; fc 480H P R = ⋅ , expresso em quilonewtons (kN), para curva com raio 200devem ser protegidos por dispositivos de contenção conforme a ABNT NBR 15486. Como medida mitigadora de eventuais impactos, a critério da autoridade competente, os pilares situados junto às faixas rodoviárias devem ser verificados para uma carga horizontal de colisão de 1 000 kN na direção do tráfego, e 500 kN perpendicular ao tráfego, não concomitantes entre si, aplicadas a uma altura de 1,25 m do terreno ou do pavimento. Estes valores decrescem linearmente com a distância do pilar ao limite da pista, incluindo acostamento e faixa de segurança, sendo zero a 10,0 m. NOTA Outros valores e critérios de aplicação de força de colisão para trechos urbanos, estradas ou rodovias vicinais e diferentes tipos de veículos podem ser encontrados na EN 1991-1-7. Esta consideração não elimina a hipótese de colapso parcial ou total da estrutura em função da magnitude da colisão. 5.3.3 Colisão ao nível do tabuleiro A ação de colisão de veículos deve ser aplicada em um comprimento de 50 cm, no topo do dispositivo de contenção, admitindo-se distribuição espacial a 45° (ver Figura 4). E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 8 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados Os dispositivos de contenção longitudinal (laterais, centrais e entre pista e passeio) sobre pontes e viadutos devem ser dimensionados para uma força horizontal perpendicular à direção do tráfego de 100 kN e carga concomitante de 100 kN. NOTA Valores de força de colisão, superiores aos estabelecidos anteriormente, podem ser utilizados em situações especiais, a critério da autoridade competente. Por exemplo, tráfego intenso de veículos especiais em acessos de indústrias pesadas. Esta consideração não elimina a hipótese de colapso do dispositivo de contenção em função da magnitude da colisão. O nível de contenção e a geometria dos dispositivos de contenção sobre pontes e viadutos devem ser estabelecidos, conforme as ABNT NBR 15486 e ABNT NBR 14885. a) região central da barreira b) região próxima a uma junta na barreira Figura 4 – Distribuição espacial da força de colisão no dispositivo de contenção 6 Ações em passarelas 6.1 Ações verticais A carga a ser adotada deve ser uma carga uniformemente distribuída, aplicada sobre o pavimento entre os guarda-corpos, na posição mais desfavorável, sem considerar o coeficiente de impacto vertical, conforme a seguir: p = 5,0 kN/m² Os elementos dos guarda-corpos e as estruturas que os suportam devem ser dimensionados para uma carga linearmente distribuída de 2,0 kN/m além do peso próprio do guarda-corpo. 6.2 Ações horizontais Os elementos dos guarda-corpos e as estruturas que os suportam devem ser dimensionados para uma força horizontal transversal linearmente distribuída de 2,0 kN/m, aplicada a 1,1 m acima do piso acabado e perpendicular ao eixo longitudinal do guarda-corpo. NOTA Valores de força horizontal para situações especiais, nas quais seja previsto acolhimento de multidões e eventos extremos, como superlotação, manifestações ou tumultos, superiores ao estabelecido anteriormente, podem ser obtidos na ABNT NBR 6120. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 9 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados 6.3 Ações excepcionais devido à colisão de veículos Como medida mitigadora de eventuais impactos, deve ser considerada uma carga horizontal pontual de 100 kN aplicada no ponto mais desfavorável da estrutura da passarela no sentido do tráfego sob a passarela. Todas as ligações da superestrutura e respectivos pilares de passarelas devem ser verificados para esta ação excepcional. Os pilares das passarelas próximos às rodovias devem ser avaliados conforme 5.3.2. Estas considerações não eliminam a hipótese de colapso parcial ou total da estrutura em função da magnitude da colisão. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 10 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados Anexo A (normativo) Transporte de carga especial A.1 Projeto de obras novas A.1.1 A critério da autoridade competente, as obras a serem implementadas devem ser verificadas para o transporte de carga especial. A.1.2 Nessa verificação são admitidos os seguintes procedimentos para transposição da obra de arte especial: a) interditar a obra de arte ao tráfego dos demais veículos; b) dirigir o veículo em eixo predefinido, em princípio, o eixo da estrutura; c) dirigir o veículo com velocidade constante, inferior a 5 km/h; d) suspender o transporte especial quando da ocorrência de ventos com velocidade superior a 20 m/s; e) liberar o tráfego de forma gradual após a transposição do veículo especial sobre a obra. A.1.3 Em virtude desses procedimentos de transposição, na verificação estrutural da obra de arte especial, os seguintes efeitos devem ser desprezados: a) carga móvel vertical uniformemente distribuída; b) ação do vento; c) coeficiente de impacto vertical; d) coeficiente de número de faixas; e) coeficiente de impacto adicional; f) força de frenagem ou aceleração; g) força centrífuga; h) ações excepcionais estabelecidas nesta Norma. A.1.4 Na verificação para os estados-limites últimos, devem ser considerados os coeficientes de ponderação das ações estabelecidos na ABNT NBR 8681, referentes às combinações últimas especiais de ações, e a carga móvel rodoviária padrão deve ser substituída pelo veículo-tipo especial, conforme a Figura A.1. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 11 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados Figura A.1 – Disposição de cargas estáticas do veículo-tipo especial A.2 Verificação de obras existentes A critério da autoridade competente, a obra de arte especial existente deve ser verificada considerando o veículo-tipo especial homologado para a operação em análise. Nesse caso, a verificação estrutural deve considerar as ações e os coeficientes compatíveis com os procedimentos de transposição da obra de arte especial propostos para operação em análise. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso. É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno 12 ABNT NBR 7188:2024 © ABNT 2024 - Todos os direitos reservados Bibliografia [1] ABNT NBR 6120, Ações para o cálculo de estruturas de edificações [2] EN 1991-1-7 - Eurocode 1: Actions on structures - Part 1-7: General actions - Accidental actions E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IV E R S ID A D E D O V A LE D O R IO D O S S IN O S – U N IS IN O S - 9 2. 95 9. 00 6/ 00 08 -8 5 Nota: Este procedimento é cópia não controlada quando impresso.É válido o documento disponível na Intranet Corporativa. Somente para uso interno