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Modelagem de Sistemas de Produção Mestrado em Engenharia de Produção e Sistemas e Computação 2015 Módulo 1 – Conceitos Gerais Sistema “Um grupo inter- relacionado de elementos e recursos que são compartilhados para alcance da missão e dos objetivos do sistema produtivo.” Sistemas Aberto ou Fechado • Sistemas Fechados são os sistemas que não interagem com seu ambiente (ou ecossistema), não sofrendo os distúrbios dele decorrente. • Sistemas Abertos são os sistemas que interagem com o seu ambiente (ou ecossistema), sofrendo deles interferências que provocam distúrbios ou mudanças. Entradas Cultura Saídas Estrutura Comportamentos Processos Tecnologia Retroalimentação Sistemas Sociotécnicos A organização não é um sistema lógico, mas, sim, social, de muitas razões, emoções e culturas (GHARAJEDAGHI, 1999). Segundo Vicente (1999), a junção dos sistemas técnicos (ou lógicos) com os sistemas sociais pode ser expressa em termos do que se denomina sistema sociotécnico. CONTEXTO AMBIENTAL (ECOSSISTEMA) INFRA-ESTRUTURA ORGANIZACIONAL PESSOAS E CONTEXTO SOCIAL SISTEMAS DE ENGENHARIA O Sistema Produtivo Indesejável Modelo Representar fisicamente para não esquecer Simplificar a realidade Facilitar o entendimento Determinar um padrão Transformar algo abstrato em algo concreto Objetivos: Definição de Modelagem “Um modelo pode ser entendido como uma representação explícita e externa de parte da realidade vista por pessoas que desejam usar o modelo para: entender, mudar, gerenciar e controlar esta parte da realidade de alguma forma.” (PIDD, 1999). Assim, Modelar representa a construção representações (modelos) destinadas a serem reproduzidos por imitação As 4 Modelagens do Sistema Produtivo Modelo de Negócio Modelo de Processos Modelo de Arquitetura Organizacional Modelo de Gestão Modelagem de Negócio Modelo de Negócio Modelo de Processos Modelo de Arquitetura Organizacional Modelo de Gestão O Modelo de Negócio descreve o racional de como a empresa cria, entrega e captura valor. Os conceitos envolvidos devem ser simples, relevantes e intuitivos para o fácil entendimento. O Modelo de Negócio de Osterwalder (2010) propõe uma forma simples de elaboração e eficaz principalmente para a comunicação e entendimento de todos. Modelagem de Negócio Fonte: Alexander Osterwalder e Yves Pigneur (2009) PARCERIAS CHAVE RECURSOS CHAVE SEGMENTO DE CLIENTES RELACIONAMENTO COM O CLIENTE CANAIS DE ALCANCE AO CONSUMIDOR PROPOSIÇÃO DE VALOR ATIVIDADES CHAVE ESTRUTURA DE CUSTOS FLUXO DE RECEITA Modelo de Arquitetura Organizacional Modelo de Negócio Modelo de Processos Modelo de Arquitetura Organizacional Modelo de Gestão O Modelo de Arquitetura Organizacional busca representar a lógica utilizada para organizar as estruturas básicas de funcionamento da organização, sejam elas de ordem física (áreas, layout etc.) ou lógicas (organograma, dimensionamento, responsabilidades e atribuições etc.) Modelo de Gestão Modelo de Negócio Modelo de Processos Modelo de Arquitetura Organizacional Modelo de Gestão O Modelo de Gestão é a representação da realidade que descreve a dinâmica das relações entre diferentes elementos da gestão (Liderança; Estratégias e Planos; Clientes; Sociedade; Informações e Conhecimento; Pessoas; Processos e Resultados). Modelo de Processos Modelo de Negócio Modelo de Processos Modelo de Arquitetura Organizacional Modelo de Gestão O Modelo de Processos operacionaliza o Modelo de Negócios da organização. Através do Modelo de Processos é possível definir como a organização encadeia seus processos de modo a entregar valor aos seus clientes. O Modelo de Processos da organização pode ser desdobrada em diferentes níveis de detalhamento. Porter propõe que a Cadeia de Valor oriente o Modelo de Processos das organizações, separando-os em Processos de Negócio e Processos de Suporte. Módulo 2 – Conceitos de Processos Histórico dos Processos Artesão – Responsável por todas as etapas do processo Divisão do Trabalho - Especialização Necessidade de Coordenação Lateral: comunicação + coordenação de atividades Revolução Industrial - Escala Processo e Subprocesso “Um processo é um conjunto definido de atividades ou comportamentos executados por humanos ou máquinas para alcançar uma ou mais metas. Os processos são disparados por eventos específicos e apresentam um ou mais resultados que podem conduzir ao término do processo ou a outro processo.” (BPM CBOK) “Uma cooperação de atividades distintas para a realização de um objetivo global, orientado para o cliente final que lhes é comum. Um processo é repetido de maneira recorrente dentro da empresa.” (Salermo, 1999). “Processo é uma específica ordenação de atividades de trabalho através do tempo e do espaço, com um início, um fim e um conjunto claramente definido de entradas e saídas: uma estrutura para ação.” (Davenport, 2000). “Uma ordenação lógica (paralelo ou série) e temporal de atividades que são executadas para transformar um objeto de negócio com a meta de concluir uma determinada tarefa.” (Nagel e Rosemann, 1999). Atividade Domínio de Trabalho: “O sistema que está sendo abordado, incluindo automações, eventos, tarefas, atividades, objetivos e interfaces, independente do trabalhador em específico.” Tarefa/Atividade: “Ação que deve ser desenvolvida por um ou mais ator para alcançar um objetivo específico dentro do sistema de produção.” O Que é Business Process Model BPM (Gerenciamento de Processos de Negócio, em português) é uma abordagem disciplinada para identificar, desenhar, executar, documentar, medir, monitorar, e controlar processos de negócio para alcançar os resultados pretendidos consistentes e alinhados com as metas estratégicas da organização. Fonte: BPM CBOK BPM envolve cada vez mais tecnologia, melhoria, inovação e gerenciamento de processos de negócio ponta-a-ponta que conduzem a resultados de negócios, criam valor e permitem que uma organização cumpra com seus objetivos de negócio com mais agilidade. BPM permite que uma organização alinhe seus processos de negócio a sua estratégia organizacional, conduzindo a um desempenho eficiente em toda a organização através de melhorias das atividades específicas de trabalho em um departamento, em toda a organização ou entre organizações. A Importância dos Processos no Sistema Produtivo • Processos cada vez mais interfuncionais • Ciclos de Inovação cada vez menores • Ampliação da importância dos clientes e crescente customização • Integração das cadeias de suprimentos • Ampliação do uso e variedade de Tecnologia de Informação • Aumento da valorização de profissionais do conhecimento • Aumento da participação de serviços no PIB dos países • Maior Necessidade de Agilidade, Flexibilidade e Integração • Redesenho/Desenho de Processos realizado de forma dinâmica e incorporada ao dia a dia de todos os profissionais As Ondas do BPM 1ª onda (1920): Administração científica (Frederick Taylor) Processos implícitos nas práticas de trabalho Processos poderiam ser colocados em manuais A administração de processos era denominada de “Métodos e Procedimentos” Sistema de produção em massa Foco em aumento da produtividade e redução de custos de produção Ênfase em hierarquia e controle Adaptado de Smith & Fingar (2003) 2ª onda (1990): Reengenharia (Michael Hammer e James Champy) e implantação de softwares ERP’s Fluxo de trabalho centrado em documentos As aplicações não forneciam aos administradores total controle do ciclo de vida dos processos Movimentos de downsinzing nas organizações Ênfase no processo ponta-a-ponta 3ª onda (Atualmente): Ênfase na melhoria contínua dos processos Mudança como primeiro objetivo do projeto Com processos de negócio ágeis a cadeia de valor pode ser monitorada e continuamente melhorada A terceira onda é a síntese e extensão das técnicas anteriormente preconizadas comoum todo unificado Características Atuais do BPM nas Organizações Organizações buscam maior alinhamento entre prioridades estratégicas, esforços de melhoria e implantação de tecnologia Enfoque sistêmico que suporte a gestão por processos integrando e articulando outros elementos do modelo de gestão Maior foco tecnológico, evolução das ferramentas de apoio à gestão com ênfase em monitoramento e mensuração maturidade dos processos Organização Funcional Gestão De Processo x Gestão Por Processos Gestão DE Processos Abordagem sistemática para um processo específico Mapeamento Análise Redesenho Melhoria Gestão Gestão POR Processos Metodologia com pressupostos definidos Estruturar Organizar Mensurar Gerenciar Foco na resolução de problemas específicos Aumentar eficiência e eficácia do processo de negócio com ênfase em melhorias Monitoramento contínuo com ênfase em melhorias Alinhar a organização sobre o que são processos de negócio bem como a inter-relação entre os processos organizacionais Possibilitar uma estrutura de avaliação de desempenho corporativo com base em processos de negócio Prover estrutura de coordenação para os processos, assim como responsabilidades e prestação de contas Orientar uso do sistema de informação a partir dos processos de negócio Orientar a criação de documentação normativa a partir dos processos de negócio Permitir alocação de recursos e definição orçamentária a partir do entendimento das demandas dos processos de negócio Visão por Processos Pode ser entendida como uma orientação metodológico ou conceitual dentro da Engenharia de Produção que prioriza a análise das funções de uma organização a partir de uma ótica de atividades seqüenciadas lógico- temporalmente. CAULLIRAUX & CAMEIRA (2000) Visão por Processos Este seqüenciamento lógico-temporal deve guardar, entre outras, algumas característica: • Clientes iniciais e finais, de preferência externos à organização. O uso da lógica dos clientes internos pode levar a uma descrição de sub- processos de natureza intra-funcional • Uma articulação de diversos objetos (unidades organizacionais, dados etc. a partir dos diversos processos, finais e/ou de apoio/suporte) • Uma classificação consistente metodologicamente dos objetos e uma hierarquia de modelos (dada a complexidade das organizações) • A possibilidade de se navegar consistentemente pelos processos seja de modo botton up (das atividades aos macroprocessos) seja de modo top down (dos macroprocessos às atividades) CAULLIRAUX & CAMEIRA (2000) Visão por processos Processos Transversais • “São tipos de processos que, necessariamente, são realizados por mais de uma unidade organizacional ou departamento. Por exemplo, o processo transversal de aquisição envolve as etapas de solicitação, compra, pagamento, recebimento, uso e descarte. Diz se também processos “de...até”, end-to-end, cross- process.” Cadeia de Valor • Uma cadeia de valor representa o conjunto de atividades desempenhadas por uma organização desde as relações com os fornecedores e ciclos de produção e de venda até à fase da distribuição final. • Esse conceito foi introduzido por Michael Porter em 1985 • Ao decompor uma organização nas suas atividades de relevância estratégica, torna-se possível analisar o comportamento dos custos e as fontes existentes assim como potenciais de diferenciação em cada processo de negócio, otimizando o valor final que o seu produto representa para o cliente. Cadeia de Valor Mapeamento de Fluxo de Valor • Value Stream Mapping • Modelo utilizado por muitas empresas para otimizar os processos, projetando um fluxo que tenta identificar os tipos de desperdícios. • Técnicas de análise de valor são, então, aplicadas para compreender como os desperdícios podem ser eliminados. • A prática mostra que a aplicação do VSM e a Análise de Valor nas iniciativas de melhoria de processos pode, por vezes, eliminar 75% das atividades que não agregam valor a um processo (Jesus e Macieira, 2014). Tipos de Processos • Processos de Negócio (Primários, Principais, Finalísticos) => associados à concepção e à entrega dos produtos e serviços. • Processos de Suporte (ou Apoio) => sustentam as atividades primárias fornecendo recursos (insumos, tecnologia, recursos humanos, entre outros); • Processos Gerenciais (Organizacionais) => direcionam a evolução do negócio, por meio de planejamento e controle, produzindo, em geral, tomada de decisão e informações. Diretrizes para a evolução da Gestão Por Processos Organizações que planejam mudanças e melhorias: Perfil mais proativo no tange a percepção de oportunidades de melhoria. Busca pela visão do todo: Uniformização do entendimento de como a Gestão por Processos é desdobrado ao longo da organização independente das barreiras funcionais. Orientação voltada para o cliente: Lógica de funcionamento da organização de “dentro pra fora”. A organização passa a ser pensada a partir das necessidades dos clientes. Diretrizes para a evolução da Gestão Por Processos Organizações que planejam mudanças e melhorias: Perfil mais proativo no tange a percepção de oportunidades de melhoria. Busca pela visão do todo: Uniformização do entendimento de como a Gestão por Processos é desdobrado ao longo da organização independente das barreiras funcionais. Orientação voltada para o cliente: Lógica de funcionamento da organização de “dentro pra fora”. A organização passa a ser pensada a partir das necessidades dos clientes. Módulo 3 – Iniciando a Modelagem pro Processos Nossa Base - CBoK Segundo o CBOK Inclui um conjunto fundamental de habilidades e processos que permitem que as pessoas compreendam, comuniquem, avaliem e administrem os principais componentes dos processos de negócio. Adicionalmente, fornece uma visão geral dessas habilidades, atividades e principais definições, juntamente com uma compreensão da finalidade e dos benefícios da modelagem de processos. Proposito da Modelagem de Processos Objetivos da Modelagem de Processos: Criar uma representação do processo que o descreva de forma necessária e suficiente para a tarefa em questão. Benefícios da Modelagem de Processos: Gerenciar operações de negócios Entendimento do processo de negócio Melhoria de comunicação ao criar uma representação visível Estabelecimento uma perspectiva compartilhada comum Razões para Modelar Processos Documentar de maneira objetiva um processo existente Utilizar o modelo para ações de suporte e treinamentos Melhoria da previsibilidade (entender o comportamento do processo de maneira antecipada) Servir como base para a análise na identificação de oportunidade de melhoria Fornecer uma base para comunicação e discussão Descrever requisitos para uma nova operação de negócio Transformar algo abstrato (conhecimento “na cabeça” dos colaboradores) para algo concreto Princípios de Modelagem ADERÊNCIA • Busca da capacidade de reproduzir o funcionamento da realidade modelada • Utilizar técnicas de levantamento e validação dos modelos para aumentar a aderência e compatibilizar as diferentes percepções a cerca da realidade • Uso de técnicas de simulação para complementar a verificação da aderência do modelo Adaptado de Pidd (1999) Princípios de Modelagem RELEVÂNCIA • Os objetos modelados devem ter um propósito • Os modelos não devem conter mais informações que a necessidade • Em geral, busca-se na modelagem que todos os processos de uma organização sejam modelados, porém com diferentes “graus” de detalhamento de informações, conforme as regras de relevâncias estabelecidas Adaptado de Pidd (1999) Princípios de Modelagem CUSTO X BENEFÍCIO • O principal “trade-off ” da modelagem ocorre entre a capacidade de representar a realidade (perfeição) e o custo para tal (capacidade). • Deve-se entender o custo em termos financeiros, COGNITIVOSe temporais • Em geral adota-se a idéia de estabelecer uma trajetória de ciclos de modelagem para maturidade de aderência dos modelos Adaptado de Pidd (1999) Princípios de Modelagem CLAREZA • Capacidade do modelo de ser entendido pelos seus usuários • Em muitos casos a clareza do modelo forma o “trade-off ” com a aderência • Deve-se lembrar que a clareza não está para quem escreve o modelo, mas para quem o lê • Utilize técnicas de validação da clareza do modelo Adaptado de Pidd (1999) Princípios de Modelagem COMPARABILIDADE • Uma das vantagens da modelagem de sistemas produtivos e propiciar a comparabilidade (módulo 1) • Deve-se utilizar regras comuns durante as explicitações dos objetos modelados • Uniformizar nomenclaturas, regas de explicitação e metáforas Adaptado de Pidd (1999) Princípios de Modelagem VISÃO SISTÊMICA • Cada modelo não pode ser único ou se encerrar em si mesmo. Deve-se construir uma visão sistêmica do sistema produtivo que se objetiva modelar • As relações de integração entre os diferentes modelos e/ou objetivos é a base para a construção da visão sistêmica • A utilização de técnicas de “cadeia de valor” auxiliam a construção de uma modelagem sistêmica de um sistema produtivo Adaptado de Pidd (1999) Algumas Dicas • Complexo versus Complificação / Simples versus Simplista • Comece pequena e vá adicionando • Divide e conquiste, evite mega-modelos • Use metáforas, analogias e similares • Não se apaixone pelo 1º modelo produzido, ele certamente vai estar errado Adaptado de Pidd (1999) Ciclo de Vida da Gestão de Processos Planejamento Análise Modelagem Implementação Monitoramento e Controle Refinamento Adaptado de BPM CBOK, 2013 Módulo 4 –Planejamento da Modelagem de Processos Questões do Planejamento • Qual o objetivo da modelagem? • O que se pretender agregar com a modelagem? • O que será modelado (um sistema produtivo ou partes dele) • Qual será o nível de detalhamento utilizado na modelagem? • Que metodologia de modelagem será utilizada? • Que notação e ferramentas de apoio serão utilizadas? • Que tipo de levantamento será realizado (entrevistas, pesquisa documental, etc.)? Que técnicas serão utilizadas? • Como será feita a gestão da documentação? • Como se constituirá a equipe de trabalho? Nível de detalhamento 50 • Critérios para uniformizar os níveis de detalhamento: – Existência de referencial que explicite os níveis de detalhamento – Deve haver uma ação de comparação dos modelos gerados – Deve, idealmente, haver um tipo de modelo por nível de detalhamento – Em cada nível de detalhamento, diferentes objetos devem ser utilizados Nível de detalhamento • Critérios para uniformizar os níveis de detalhamento: • Existência de referencial que explicite os níveis de detalhamento. Este referencial definirá, a partir dos objetivos do projeto, quantos níveis serão utilizados e deverá possuir uma descrição e exemplo de cada nível desejado • Deve haver uma ação de comparação dos modelos gerados com o objetivo de uniformizar o nível de detalhamento. Idealmente está tarefa deve ser realizada por uma pessoa ou equipe única • Deve, idealmente, haver um tipo de modelo por nível de detalhamento. Este critério não é fundamental, mas facilita a uniformização • Em cada nível de detalhamento, diferentes objetos devem ser utilizados, mas deve haver um desdobramento e consistência entre os mesmos 51 Exemplo de Nível de Detalhamento Tipo de modelo ARIS Nível 1 – VAC (Value-Added Chain Diagram) para Cadeia de Valor Agregado Nível 2 – VAC (Value-Added Chain Diagram) para Cadeia de Processos. Nível 3 – EPC (Event-driven Process Chain) para atividades Definição de macroprocessos Processos Atividades Métodos de Modelagem Métodos de Modelagem • Fluxograma Padrão • Business Process Modeling (BPMN) • Integrated Definition Language (IDEF) • ARIS/EPC • SIPOC (Suply, Inputs, Process, Outputs, Constumers) Ver BPM CBOK Escolha da Ferramenta • Deve estar condicionada ao objetivo e ao que será modelado • Complexidade dos modelos • Quantidade de modelos • Grau de detalhamento • Deve estar condicionada a forma de condução do projeto (cima para baixo ou baixo para cima; equipe única ou múltiplas equipes) • Custo x benefício da ferramenta • Experiência da equipe e referência metodológico Ferramentas usuais • Power Point, Word ou Excel pode ser utilizado como ferramenta de modelagem de sistemas produtivos. Em geral utiliza-se como método o FLUXOGRAMA PADRÃO. É uma ferramenta Gráfica. • o ARIS é uma base de dados associada a uma ferramenta de modelagem (não só de processos) e notações/métodos prédefinidos. • Aris_Express é uma versão free do Aris, sem o poder da base de dados associada. • O Visio tem flexibilidade para uso de diferentes metodologias de modelagens. Permite construção de múltiplos modelos (Estrutura, Processos, etc), porém é uma ferramenta gráfica. • Bizagi é o principal concorrente atual do Aris, possuindo versão completa (base de dados e automação) e versão free (apenas gráfica) Ferramentas Ferramentas – ARPO BPM Os principais diferenciais do ARPO são a facilidade de utilização e conjunto de ferramentas, melhores práticas e notações incorporadas no software. A versão livre possui algumas limitações como: 5 Projetos, 1.500 Objetos (300 por projeto). Ferramentas – IDS SCHEER Aris A versão completa do ARIS possui uma base de dados centralizada que permite a atualização simultânea de diversos objetos com mesmas propriedades. A notação padrão da ferramenta é o EPC (Event Process Chain) e o ARIS também permite modelar os processos na notação BPMN. O ARIS Express é uma ferramenta de modelagem gratuita que não possui base de dados. Para fins de aprendizado, ao fim deste módulo do curso iremos realizar uma dinâmica utilizando o software ARIS para realizar na prática uma Modelagem de Processos. Ferramentas – BIZAGI Process Modeler O Bizagi Process Modeler é uma ferramenta para modelagem de processos gratuita e simples que permite modelar, documentar e publicar os processos de negócio de forma fácil. A ferramenta possui como padrão a notação BPMN, o que facilita o modelador a evitar erros durante a modelagem. Tipo de Levantamento Abordagem Construção Folha em Branco Modelos de Referência Benchmarking Mapeamento da Realidade Pesquisa Documental Entrevistas Modelos de Referência e Behcnmarking Modelos de Referência • Os modelos de referência são elaborados a partir de processos considerados como as melhores práticas no Mercado (adaptação de KELLER, 1998). São definidos como documentos padrão e definitivos ou uma representação conceitual de um sistema ou processo (www.pera.net) • Os modelos de referência podem contribuir para: • Realização de workflow • Aumento da eficiência da implantação de sistemas e mudanças nos processos da organização • Compreensão da integração de sistemas por processos • Treinamento dos usuários dos sistemas integrados numa lógica de processos • Alguns Sistemas Integrados de Gestão são descritos por Modelos de Referência que dão uma visão geral dos processos e soluções disponíveis no sistema • Estes modelos podem ser comprados ou desenvolvidos dentro da própria organização através de projetos de modelagem de processos http://www.pera.net/ Entrevistas ENTREVISTAS DE LEVANTAMENTO • Coleta de Dados, Estruturação do Mapeamento de Processos, Documentação , Interações de Feedback ENTREVISTAS DE VALIDAÇÃO • Aumentar a aderência do modelo a realidade • Obter consenso • Legitimidade do modelo • Clareza Pesquisa Documental Alguns documentos interessantes de ser coletados: Fluxogramas e procedimentos Políticas e normativos Leis, resoluções e decretos Pareceres de órgãos reguladores Planos de ação em andamento Planejamento Estratégico Especificação de sistema de informação Apresentação diversas que sejam relevantes para entendimento do negócios Documentos relevantes (atas, dentre outros documentos que possuam informações interessantes) Padrões de Modelagem e Notações • Cadeia de Valor => A notação de cadeia de valor é utilizada para demonstrar um simples fluxo contínuo da esquerda para direita dos processos que diretamente contribuem para produzir valor para os clientes da organização. • SIPOC (Supplier, Input, Process, Output, and Customer) => É um estilo de documentação de processo utilizado no em Six Sigma. Pode utilizar notação própria ou de outro padrão de modelagem. • Value Stream Mapping (VSM) é uma técnica utilizada no Lean Manufacturing. Não devendo ser confundida com notação de cadeia de valor, Value Stream Mapping expressa o ambiente físico e fluxo de materiais e produtos em um ambiente de manufatura. • Value Added Chain (VAC) => É um padrão onde se representa a ligaçãoentre os processos por meio da lógica de criação de valor Padrões de Modelagem e Notações • Business Process Modeling Notation (BPMN) => Fornece uma simbologia simples, mas robusta, para modelar todos os aspectos de processos de negócio. Mais informações sobre BPMN podem ser encontradas em: http://www.bpmn.org. • Event Process Chain (EPC) => É um gráfico ordenado de eventos e funções., as tarefas (atividades) são seguidas de resultados (eventos) da tarefa, para o desenvolvimento de um modelo de processo bem detalhado. Além disso, é especifico pelos usos de operadores lógicos, tais como OR, AND e XOR. • Fluxogramas => Fluxogramas são amplamente utilizados e baseiam-se em um conjunto simples de simbologia para tarefas, decisões, e outros elementos primários de processo. A notação mais comum para fluxogramas foi aprovada como um padrão ANSI em 1970 para representar fluxos de sistemas. http://www.bpmn.org/ Escolha da Equipe Há inúmeros papéis envolvidos no desenvolvimento de modelos de processo devido à sua vasta gama de aplicabilidade. Em um enfoque mais estruturado, tipicamente haverá um facilitador, um modelador, e diversos especialistas em assuntos específicos envolvidos. O facilitador executa um papel chave no estágio de desenho da melhoria de processos. Esse indivíduo (ou equipe de indivíduos) lidera a equipe através do desenvolvimento do desenho futuro dos processos. O modelador executa a modelagem dos processos na prática (softwares, ou dinâmicas de modelagem). Os especialistas em assuntos específicos podem ser executivos que expressam a dinâmica de negócio de alto nível, gerentes de nível médio que definem mecanismos de monitoramento e controle, ou profissionais que executam realmente o trabalho sendo modelado. Módulo 5 – Modelando os Processos Atributos e Características do Processo • Os processos possuem atributos e características que descrevem propriedades, comportamento, propósito, ou outros elementos de processo. • Geralmente, atributos de processo são capturados em uma ferramenta a fim de organizar, analisar e gerenciar um portfólio de processos da organização. • Dependendo das técnicas e capacidades das ferramentas utilizadas, existem vários atributos que podem ser modelados em fluxo de processo. Ponto de Partida! Ponto de Partida – Saídas e Atributos Necessidades e Expectativas das PI Requisitos das Partes Interessadas Atributos de Produtos / Serviços Atributos de Processos Identificar Traduzir Desdobrar Balancear Combinar Desdobrar Integrar Ex. Ferramenta: Quality Function Deplyment (QFD) Ex. Ferramenta: Modelo Kano QFD + Tomada Decisão Ex. Ferramenta: QFD + Modelagem Processos Ponto de Partida – Saídas e Atributos Cadeia de Valor Modelo de Negócio Proposta de Valor Árvore de Objetivos Atributos (ou Requisitos) dos Processos CADEIA DE VALOR As cadeia de valor se compõem do que Michael Porter (1985) descreveu como atividades “primárias” e atividades “de suporte”. A cadeia de valor do processo de negócio empresarial descreve a forma de contemplar a cadeia de atividades (processos) que fornecem valor ao cliente e que contribuem para alcançar uma determinada estratégia. Atividades de suporte Atividades primárias Curso de Gestão de Processos CADEIA DE VALOR As cadeia de valor se compõem do que Michael Porter (1985) descreveu como atividades “primárias” e atividades “de suporte”. A cadeia de valor do processo de negócio empresarial descreve a forma de contemplar a cadeia de atividades (processos) que fornecem valor ao cliente e que contribuem para alcançar uma determinada estratégia. Atividade que diretamente entrega valor aos clientes. Forma a cadeia de valor onde cada passo agrega valor ao passo anterior conforme medido por sua contribuição à criação ou entrega de um produto ou serviço, em última instância, gerando o valor final. Atividades de suporte Atividades primárias Curso de Gestão de Processos CADEIA DE VALOR As cadeia de valor se compõem do que Michael Porter (1985) descreveu como atividades “primárias” e atividades “de suporte”. A cadeia de valor do processo de negócio empresarial descreve a forma de contemplar a cadeia de atividades (processos) que fornecem valor ao cliente e que contribuem para alcançar uma determinada estratégia. Atividade que não está diretamente ligada ao processo gerador do produto ou serviço, mas, existe para possibilitar que as atividades primárias possam ser realizadas com o mínimo esforço possível, além de fornecer as condições operacionais necessárias aas atividades primárias com antecedência. Atividades de apoio podem incluir infraestrutura, recursos humanos, tecnologia, compras e qualidade. Atividades de suporte Atividades primárias Uma Possibilidade Existem diferentes formas de representar os processos de uma organização. Abordaremos as seguintes neste curso: Nível 1 - Macroprocessos: Cadeia de Valor Agregado (VAC – Value Added Chain) Diagrama SIPOC (Supplier, Input, Process, Output, Customer) Nível 2 – Processos e Subprocessos: Diagrama SIPOC (Supplier, Input, Process, Output, Customer) VAC (Value Added Chain) / EPC (Event-Driven Process Chain) Nível 3 – Tarefa/Atividades: Flowchart EPC (Event-Driven Process Chain) / FAD (Function Allocation Diagram) Modelagem em raias BPMN (Business Process Modeling Notation) Exemplo Utilizando VAC + EPC Subprocessos Macroprocesso Atividades Processos Exemplo Utilizando VAC + EPC Macroprocesso Atividades Processos Subprocessos Nível 1: Cadeia de Valor Nível 2 a N-1: Processos e Subprocessos Nível N: Tarefa/Atividades Critérios para revisão de modelos • Clareza da modelagem: os modelos devem garantir que a realidade representada no modelo possa ser entendida de forma clara e inequívoca • Uniformização dos níveis de detalhamento: esta análise deve verificar se os diferentes modelos de um mesmo projeto e até mesmo entre projetos distintos estão em níveis de detalhamento/abstração uniformes • Suficiência da modelagem: esta análise deve verificar se o nível de detalhamento assumido na modelagem e as informações presentes no modelo são suficientes para o entendimento da realidade descrita • Explicitação de tomada de decisão: Em muitos casos, atividades que envolvem decisões não são descritas ou são descritas de forma pouco clara. A análise deve buscar verificar se, nos modelos de processos, os pontos em que uma decisão é tomada estão explicitados. Esta explicitação deve ser suficiente para garantir transparência ao processo • Fluxo de informação: Esta análise deve verificar se transições de informação entre processos estão representadas • Layout: O arranjo físico deve estar uniforme em relação aos demais modelos e, ainda, relacionado ao princípio de clareza, contribuir para o entendimento do modelo • Semântica: Neste caso, deve ser analisada a utilização correta dos objetos do método Critérios para Revisão de Modelos • Apresentação do texto dos objetos: Deve ser verificado se o texto dos objetosestá claro e suficiente, sem erros de digitação e se as quebras de texto estão ajustadas no objeto • Nomenclatura dos processos: deve ser verificado se os nomes dos modelos denotam qualidade de processos. Esta característica é obtida através da utilização do verbo no infinitivo (O substantivo, com qualidade de processo, pode ser utilizado em alguns casos. Exemplo: “verificação” no lugar de “verificar”). Ainda, verificar se o texto está claro e suficiente • Organização da base: Os diretórios da base de modelos, sejam eles em ferramenta de modelagem ou em documento, devem estar organizados segundo uma estrutura padrão. Além disso, deve-se evitar ocorrências repetidas de modelos • Integração entre modelos: Os modelos devem estar integrados. Grande parte desta integração é garantida através da verificação da consistência entre os modelos de processos com interface e entre níveis de detalhamento. A representação de diferentes aspectos da realidade, também, deve ser objeto de atenção, assim um objeto de organização como executor de uma atividade deve ser o mesmo em um organograma • Consistência na navegabilidade entre modelos: a representação dos fluxos dentro de uma organização é tarefa complexa e demanda muito modelo que, por vezes, são fragmentados em sub-modelos, mas nem por isso devem perder a estruturação sistemática. Assim, deve ser possível ir de um modelo que precede o outro de maneira natural e estruturada CADEIA DE VALOR AGREGADO (VAC – VALUE ADDED CHAIN) Atividades de suporte Atividades primárias É importante ressaltar que o VAC pode ser desdobrados em níveis. VAC de 2º nível DIAGRAMA SIPOC (SUPPLIER, INPUT, PROCESS, OUTPUT, CUSTOMER) O SIPOC (sigla em inglês para: Fornecedor, Entradas, Processos, Saídas e Clientes) é uma ferramenta de documentação utilizada no Six Sigma. Essa ferramenta não há um padrão definido. Varia de acordo com a necessidade da modelagem. Exemplo de SIPOC com modelagem e inter-relacionamento entre as informações. Utilizando SIPOC + VAC Exemplo SIPOC + VAC (Alinhamento MEG FNQ): Os Requisitos de Partes Interessadas (RPIs) é que fazem a integração entre o valor a ser agregado pelos processos e as necessidades das partes interessadas CustomerOutputPROCESS (VAC)InputSupplier Base Dados Palestra Novos Alunos Rede Petro UFF Projeto Base Teórica Preço Confiabilidade Empresas NÍVEIS DE PROCESSO Exemplo VAC Nível 1: Detalhamento para VAC Nível 2 NÍVEIS DE PROCESSO Exemplo VAC Nível 2: Curso de Gestão de Processos EPC (EVENT-DRIVEN PROCESS CHAIN) A notação EPC (Event-Driven Process Chain) foi desenvolvida através de uma parceira entre a IDS Scheer (desenvolvedora do software ARIS Toolset) e a SAP na década de 80. O modelo EPC fornece vários conectores que permitem execuções alternativas e paralelas de tarefas. Outra característica dessa notação é que as tarefas ou atividades são sempre seguidas dos seus resultados ou eventos, que são originados dessa tarefa, ou atividade. A notação também traz o uso de operadores lógicos, tais como E, OU e E/OU, sendo uma de suas forças a simplicidade e facilidade de compreensão do fluxo. Módulo 6 – Análise e Melhoria Definição de Análise de Processos A análise de processos envolve uma compreensão dos processos de negócio, incluindo a eficiência e a eficácia dos mesmos, bem como o desdobramento de seus atributos e componentes. A análise dos processos atuais e futuros do negócio é feita por meio de modelos e documentos de processos, além de outras ferramentas e técnicas relacionadas. Definição de Análise de Processos Processos: “Processo é uma específica ordenação de atividades de trabalho através do tempo e do espaço, com um início, um fim e um conjunto claramente definido de entradas e saídas: uma estrutura para ação.” (Davenport, 2000). Análise Decomposição de algo complexo em seus diversos elementos constituintes, a fim de se obter uma melhor compreensão do todo. Fatores de Sucesso Objetivos da Análise de Processos Permitir o entendimento comum do estado atual de um processo e se está atendendo aos objetivos da organização dentro do ambiente atual de negócios. Fatores de sucesso para a Análise de Processos Liderança executiva Métricas Benchmarks Interações com clientes Considerações culturais Ferramentas de Análise e Melhoria de Processos Ferramentas de Identificação Ferramentas de Análise Ferramentas de Solução Ferramentas para levantamento e priorização dos problemas Ferramentas para análise das causas fundamentais e mapeamento da causa raiz para sua eliminação Ferramentas para tratamento da causa raiz e melhoria nos processos Ferramentas de Análise e Melhoria de Processos Brainstorming => “quais nossos problemas de ....” HAZOP => revisar sistematicamente um processo ou um procedimento operacional para identificar os eventos potencialmente perigosos ou problemas operacionais que possam ocorrer durante o projeto, operação ou manutenção. Requisitos das Partes Interessadas (Características da Qualidade do Produto/Processo) Histórico de Resultados QFD - Quality Function Deployment Gráficos de Controle • Histograma • Gráfico de Pareto Ferramentas para levantamento e priorização dos problemas Ferramentas de Identificação Ferramentas de Análise e Melhoria de Processos Brainstorming => “quais nossos problemas de ....” HAZOP => revisar sistematicamente um processo ou um procedimento operacional para identificar os eventos potencialmente perigosos ou problemas operacionais que possam ocorrer durante o projeto, operação ou manutenção. Requisitos das Partes Interessadas (Características da Qualidade do Produto/Processo) Histórico de Resultados QFD - Quality Function Deployment Gráficos de Controle • Histograma • Gráfico de Pareto Ferramentas para levantamento e priorização dos problemas Ferramentas de Identificação Visão de Ganho Ganhos e Melhorias Quality Function Deployment Ferramenta criada na década de 60 que tem como objetivo principal permitir que a equipe defina os requisitos dos processos com base nas necessidades das partes interessadas. Necessidades dos Clientes Requisito dos Produtos O QFD é uma das principais ferramentas para definição e desdobramento de requisitos nos processos, subprocessos e atividades de uma organização. Requisito dos Processos Quality Function Deployment Gráficos de Controle São soluções gráficas que sintetizam um amplo conjunto de dados em um espaço relativamente pequeno, facilitando o trabalho de análise e apresentação. (Montgomery, 2004) Os gráficos, das mais variadas formas, são ferramentas poderosas na veiculação de informações. E seu uso, de forma eficiente, não só favorece a compreensão daqueles que estão “acompanhando de longe”, mas de todos aqueles que estão diretamente envolvidos no processo de solução de problemas. Gráficos de Controle O Histograma é uma forma visual de representar a distribuição de frequências de uma determinada medição. Fonte: Montgomery (2004) Uma das vantagens do Histograma é a fácil percepção da forma da distribuição, da posição ou tendência central e do espalhamento ou dispersão. Gráficos de Controle - Pareto Nota-se que a maioria das frequências dos problemas ocorrem com maior incidência em duas variáveis. Ferramentas de Análise e Melhoria de Processos CEP – Controle Estatístico de Processos FMEA – Failure Mode and Effect Analysis Árvore de Falhas Brainstorming Diagrama de atividades Diagrama de Ishikawa Ferramentas para análise das causas fundamentais e mapeamento da causa raiz para sua eliminação Ferramentas de Análise Controle Estatístico de Processo É um método de controle em tempo real do processo com objetivo de minimizar as variações e prevenir defeitos. As tomadas de decisão são embasadas em evidências estatísticas relacionadas à estabilidade do processo. Tal evidência de estabilidade do processoé obtida através de amostragem, onde então é comparada com limites previamente calculados. Arvore de Falhas A análise árvore de falhas é uma técnica dedutiva, ou seja, inicia-se a análise supondo a ocorrência da um evento indesejado (uma falha), e a partir deste evento determina- se suas causas, utilizando um processo de análise para trás, identificando os eventos que poderiam ter ocorrido contribuindo para a ocorrência do evento analisado. A análise de árvore de falhas fornece informações críticas que pode ser usada para priorizar em grau de importância dos contribuidores do evento indesejado, mostrando as causas que são mais dominantes. Brainstorming Buscar quantidade; Focar no tema abordado; Ser objetivo; Deixar que cada um complete seu pensamento; Construir sobre ideias existentes. Julgar e Criticar a ideia do outro; Interromper a ideia do outro; Não respeitar a vez. É uma técnica a ser usada em grupo para a solução de problemas, que envolve a contribuição espontânea de ideias por parte de todos os membros do grupo. Brainstorming Caso um membro do grupo nada tenha a contribuir, deverá dizer simplesmente “passo”. DINÂMICA: Após apresentado um determinado problema, o facilitador solicita em sequência a cada um dos membros do grupo que contribua com uma ideia relacionada com o problema apresentado. Todas as ideias são escritas em um flip chart, seja pelo facilitador ou por outra pessoa escolhida pelo grupo. Diagrama de afinidades Método que agrupa graficamente as afinidades entre diferentes ideias, opiniões e informações relativa a um tema ou problema. Ideia 1 Ideia 3 Ideia 7 Ideia 9 Ideia 2 Ideia 10 Ideia 5 Ideia 11 Ideia 8 Ideia 4 Ideia 6 Diagrama de Ishikawa OBJETIVO Levantar todas as possíveis causas de um problema ou condição específica. ETAPAS Definir o efeito que se deseja estudar. Colocar o efeito do lado direito, dentro de um retângulo. Listar todas as possíveis causas do lado esquerdo do diagrama. Estabelecer as categorias de causas. Agrupar o resultado da pesquisa das causas nas categorias. Diagrama de Ishikawa PROBLEMA Métodos ou Processos Mão de Obra Meio Ambiente Lubrificação Limpeza Manutenção Normas Procedimentos Instalações Ambiente Treinamento Facilidades Material Insumos Terceirização Máquinas e Equipamentos Failure Mode and Effect Analysis - FMEA É uma metodologia sistemática e estruturada de análise e priorização, que permite identificar modos de falha potenciais, seus efeitos, causas, e taxas de ocorrência. O FMEA surgiu na década de 60, sendo utilizada inicialmente na indústria aeroespacial, para aumentar a confiabilidade dos projetos da NASA. Tipos de FMEA: FMEA de produto; FMEA de projeto; FMEA de processo. Failure Mode and Effect Analysis - FMEA Etapas do FMEA: Elaboração da Representação Hierárquica do Sistema; Elaboração do Diagrama de Confiabilidade do Sistema; Identificação dos modos de falha potenciais; Determinação das causas das falhas; Determinação dos efeitos de cada falha; Avaliação Crítica do modo de falha; Priorização. Failure Mode and Effect Analysis - FMEA Técnicas Mais Utilizadas Número de Prioridade de Risco (RPN) Criticabilidade do Item Multi-critério de Pareto SAEMilitar StandartQS-9000 Determinação do Método de Avaliação Crítica do Modo de Falha Failure Mode and Effect Analysis - FMEA Numero de Prioridade de Risco (RPN): O RPN é mais utilizado nas indústrias automotivas; Utiliza-se de um valor quantitativo para priorizar o modo de falha, composto pelo produto: RPN = Severidade da Falha x Taxa de ocorrência da falha x Possibilidade de detecção Valor que indica o grau de severidade da falha (1-10). Normalmente vinculado ao efeito do modo de falha As falhas possuem probabilidade de ocorrência diferentes, que podem ser quantificadas (1-10). Quanto menor a probabilidade de detecção do modo de falha, maior deve ser a preocupação (1-10) Ferramentas para tratamento da causa raiz e melhoria nos processos Ferramentas de Solução 5W2H Modelagem de Processos – Visão Futura (“To Be”) Ferramentas de Análise e Melhoria de Processos 5W2H O 5W2H é um checklist de determinadas atividades que precisam ser desenvolvidas para a implementação de melhorias nos processos. Por meio dele são apresentados o que será feito, quem fará o quê, em qual período de tempo, em qual área da empresa e todos os motivos pelos quais esta atividade deve ser feita. What – O que será feito? Why – Por que será feito? Where – Onde será feito? When – Quando será feito? Who – Por quem será feito? How – Como será feito? How much – Quanto custará fazer? What? Why? Where? When?Who? How? How Much? 5W2H - Modelo Modelagem ToBe Modelos de Referência Diagnóstico (Pré- modelagem) Situação Atual (As Is) Quick-ins To Be 1 To Be 2 Gap’s Estruturantes To Be “n” Ciclos de Melhoria Visão de Futuro X Gap’s What – O que será feito? Why – Por que será feito? Where – Onde será feito? When – Quando será feito? Who – Por quem será feito? How – Como será feito? How much – Quanto custará fazer?