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Amaro Bossi Queiroz - Direito Administrativo - Ano 2001

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n° 9.527, de 10.12.97)
Art. 90. (VETADO).
CURSO ORVILE CARNEIRO ?3
Seção VII
Da Licença para Tratar de Interesses Particulares
Art. 91. A critério da Administração, poderão ser concedidas ao servidor 
ocupante de cargo efetivo. desde
que não esteja em estágio probatório, licenças para o trato de assuntos 
particulares pelo prazo de até três anos
consecutivos, sem remuneração. (Redação dada pela Medida Provisória n° 2.088-38, 
de 27.3.2001)
Parágrafo único. A licença poderá scr interrompida, a qualquer tempo, a pedido 
do servidor ou no interes-
se do scrviço. (Redação dada pela Medida Provisória n° 2.088-38, de 27.3.2001 )
Seção VIII
Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista
Art. 92. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o 
desempenho de mandato em
confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional, sindicato 
representativo da categoria ou entida-
de fiscalizadora da profissão, observado o disposto na alínea "c" do inciso VIII 
do art. 102 desta Lei, conforme
disposto em regulamento e observados os seguintes limites: (Redação dada pela 
Lei n° 9.527, de 10.12.97)
I - para entidades com até 5.000 associados, um servidor; (Inciso incluído pela 
Lei n° 9.527, de 10. 12.97)
II - para entidades com 5.001 a 30.000 associados, dois servidores; (Inciso 
incluído pela Lei n° 9.527, de
10.1?.97)
III - para entidades com mais de 30.000 associados, três servidores. (Inciso 
incluído pela Lei n° 9.527, de
10.12.97)
§ 1° Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção 
ou representação nas
referidas entidades, desde que cadastradas no Ministério da Administração 
Federal e Reforma do Estado. (Reda-
ção dada pela Lei n° 9.527, de 10.12.97)
§ 2° A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada, no caso 
de reeleição, e por uma
única vez.
Capítulo V
DOS AFASTAMENTOS
Seção I
Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade
Art. 93. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou 
entidade dos Poderes da União,
dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, nas seguintes hipóteses: 
(Redação dada pela Lei n° 8.270, de
17.12.91 )
I - para exercício de cargo em comissão ou função de confiança; (Redação dada 
pela Lei n° 8.270, de
17.12.91 )
II - em casos previstos em leis específicas. (Redação dada pela Lei n° 8.270, de 
17.12.91)
§ 1° Na hipótese do inciso I, sendo a cessão para órgãos ou entidades dos 
Estados, do Distrito Federal ou
dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária, 
mantido 0 ônus para o cedente nos
demais casos. (Redação dada pela Lei n° 8.270, de 17.12.91)
§ 2° Na hipótese de o servidor cedido à empresa pública ou sociedade de economia 
mista, nos termos das
respectivas normas, optar pela remuneração do cargo efetivo, a entidade 
cessionária efetuará o reembolso das
despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem. (Redação dada pela Lei n° 
8.270, de 17.12.91 )
§ 3° A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União. 
(Redação dada pela Lei n°
8.270, de 17. ? 2.91 )
§ 4° Mediante autorização expressa do Presidente da República, o servidor do 
Poder Executivo poderá ter
exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro 
próprio de pessoal, para fim
determinado e a prazo certo. (Parágrafo incluído pela Lei n° 8.270, de 
17.12.91 )
§ S° Aplicam-se à União, em se tratando de empregado ou servidor por ela 
requisitado, as regras previstas
nos § 1° e 2° deste artigo, conforme dispuser o regulamento, exceto quando se 
tratar de empresas públicas ou
sociedades de economia mista que recebam recursos financeiros do Tesouro 
Nacional para o custeio total ou
parcial da sua folha de pagamento de pessoal. (Parágrafo incluído pela Lei n° 
9.527, de 10.12.97)
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Seção II
Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo
Art. 94. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes 
disposições:
I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do 
cargo;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe 
facultado optar pela sua remune-
ração;
III - investido no mandato de vereador:
a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem 
prejuízo da remuneração
do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe 
facultado optar pela sua
remuneração.
§ 1° No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a seguridade 
social como se em exercí-
cio estivesse.
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§ 2° O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser 
removido ou redistribuído de ofício
para localidade diversa daquela onde exerce o mandato.
Seção III
Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior
Art. 95. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão 
oficial, sem autorização do
Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente 
do Supremo Tribunal Federal.
§ 1° A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão ou estudo, 
somente decorrido igual
período, será permitida nova ausência.
§ 2° Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida 
exoneração ou licença para
tratar de intsresse particular antes de decorrido período igual ao do 
afastamento, ressalvada a hipótese de ressar-
cimento da despesa havida com seu afastamento.
§ 3° O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira 
diplomática.
§ 4° As hipóteses, condições e formas para a autorização de que trata este 
artigo, inclusive no que se refere
à remuneração do servidor, serão disciplinadas em regulamento. (Parágrafo 
incluído pela Lei n° 9.527, de 10.12.97)
Art. 96. O afastamento de servidor para scrvir em organismo internaeional de que 
o Brasil participe ou
com o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração.
Capítulo VI
DAS CONCESSÕES
Art. 97. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:
I - por 1 (um) dia, para doação de sangue;
II - por 2 (dois) dias, para se alistar como eleitor;
III - por 8 (oito) dias consecutivos em razão de :
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, 
enteados, menor sob guarda ou
tutela e irmãos.
Art. 98. Será concedido horário especial ao servidor estudante, quando 
comprovada a incompatibilidade
entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo.
§ 1° Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de horário 
no órgão ou entidade que
tiver exercício, respeitada a duração semanal do trabalho. (Parágrafo renumerado 
e alterado pela Lei n° 9.527, de
10.12.97)
§ 2° Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência, 
quando comprovada a
necessidade porjunta médica oficial, independentemente de compensação de 
horário. (Parágrafo incluído pela Le:
n° 9.527, de 10.12.97)
CURSO ORVILE CARNEIRO
 3° As disposiçõcs do parágrafo anterior são extensivas ao servidor que tenha 
cônjuge, fílho ou dependen-
te portador de deficiência física, exigindo-se, porém. neste caso, compensação 
dc horário na forma do inciso II do
art. 44. (Parágrafo incluído pela Lei n° 9.527, de 10.12.97)
Art. 99. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administração é 
assegurada, na locali-
dade da nova residência ou na mais próxima, matrícula em instituição de ensino 
congênere, em qualqucr época.
independentemente de vaga.
Parágrafo único. O disposto neste at2igo estende-se ao cônjuge ou companheiro, 
aos filhos, ou enteados
do servidor quc vivam na sua companhia, bem como aos menores sob sua guarda, com 
autorização judicial.
Capítulo VII
DO TEMPO DE SERVIÇO
Art. 100. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal, 
inclusive o prestado às
Forças Armadas.