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Concurseiro Social - Regime Jurídico do Servidores Públicos Civis da União Comentada - Lei nº 8112 de 1991

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de seu cargo, será feita do término 
desse afastamento. 
No caso de o empossado ser servidor público federal estável e desejar assegurar o seu direito 
de recondução ao cargo anterior (art. 20, § 2º), há que declarar esta opção no momento da posse e 
solicitar ao órgão de origem que declare vago o seu cargo, na forma do art. 33, inc. VIII, desta Lei. 
Ocorrendo a exoneração pela reprovação no estágio probatório, o servidor requererá sua 
recondução ao cargo anteriormente ocupado, na forma do art. 29. Vale rememorar que a posse é 
precedida por inspeção médica oficial. Tem-se como regra geral que é competente para dar posse a 
autoridade que houver feito a nomeação. 
 
Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. 
§ 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, 
contados da data da posse. 
§ 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para 
função de confiança, se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo, observado o 
disposto no art. 18. 
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§ 3o À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor 
compete dar-lhe exercício. 
§ 4o O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de 
designação, salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal, 
hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento, que não poderá exceder a 
trinta dias da publicação. 
Comentários: 
A "posse e o exercício são atos distintos, sucessivos e determinantes de efeitos diversos; 
aquela investe o nomeado na qualidade de servidor público e este o integra nas respectivas 
atividades". O servidor poderá ser nomeado, tomar posse, mas o tempo efetivo de serviço será 
contado a partir do exercício de suas atribuições, que deverá ocorrer no prazo de quinze dias, contados 
da data da posse (não observado esse prazo, será exonerado). O efetivo exercício corresponderá ao 
desempenho de atribuições do cargo, ou será definido como tal em algumas situações (art. 102, incs. I 
a XI, além das ausências ao serviço previstas no art. 97). Ao tratar do § 3º, a competência, na prática, 
é atribuída à chefia imediata do servidor. 
 
Art. 16. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no 
assentamento individual do servidor. 
Comentários: 
O assentamento individual é o instrumento de que se utiliza a Administração Pública para 
registrar a vida funcional do servidor, dele constando o início, a suspensão, a interrupção e o reinicio do 
exercício. 
 
Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos 
necessários ao seu assentamento individual. 
Art. 17. A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo posicionamento na 
carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor. 
Comentários: 
Tem-se entendido que o desenvolvimento do servidor na carreira poderá ocorrer por meio da 
promoção e progressão. 
Na progressão, o desenvolvimento se faz em linha horizontal, dentro da mesma classe, e é 
materializado pela elevação dos vencimentos. Ao contrário, a promoção é vertical, isto é, há passagem 
do último padrão da classe para outra imediatamente superior. Em qualquer dessas situações o 
servidor não interrompe o tempo de exercício, que continua a contar no novo posicionamento no cargo 
na carreira. 
 
Art. 18. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido, 
redistribuído, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório terá, no mínimo, dez e, no máximo, 
trinta dias de prazo, contados da publicação do ato, para a retomada do efetivo desempenho das 
atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede. 
§ 1o Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente, o prazo a que se refere 
este artigo será contado a partir do término do impedimento. 
§ 2o É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput. 
Comentários: 
O servidor submetido à remoção, redistribuição, requisição ou cessão terá o prazo mínimo de 
dez dias e máximo de trinta dias para entrar em exercício. Ficará a cargo de a direção definir entre o 
mínimo e o máximo de dias para que o servidor entre em exercício na nova situação. Nesse prazo está 
incluído o tempo necessário ao deslocamento para a nova sede. Ressalte-se que é necessário que 
haja mudança de localidade para se ter esse prazo. 
 
Art. 19. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos 
respectivos cargos, respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e 
observados os limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias, respectivamente. 
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§ 1o O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral 
dedicação ao serviço, observado o disposto no art. 120, podendo ser convocado sempre que houver 
interesse da Administração. 
§ 2o O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais. 
Comentários: 
A jornada de trabalho diária será fixada em função das atribuições pertinentes aos respectivos 
cargos, respeitando-se os limites mínimos de 6 (seis) horas e o máximo de 8 (oito) horas. Outro fator a 
ser considerado na fixação da jornada de trabalho é o horário de funcionamento (expediente adminis-
trativo) do órgão. O descumprimento da jornada de trabalho terá como consequência imediata o 
desconto da remuneração, que ocorrerá em função dos dias em que o servidor faltar. 
Para o ocupante de cargo em comissão ou função de confiança, a integral dedicação quer 
dizer que o servidor pode ser convocado, sempre que houver interesse da Administração. Para que isto 
fosse factível, o legislador dispôs, no art. 120, da Lei 8.112/90, (a possibilidade de) o afastamento do 
servidor público das situações de natureza permanente, a que estiver vinculado, enquanto exercer o 
cargo em comissão. Apesar do exposto, faz-se referência ao fato de que a integral dedicação nada tem 
a ver com a dedicação exclusiva. A primeira exige que o servidor se dedique ao desempenho das 
atribuições por inteiro e a segunda impede o exercício de quaisquer outras atividades, públicas ou 
privadas. independentemente se durante ou após o horário do trabalho. 
 
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a 
estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade 
serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores: 
I - assiduidade; 
II - disciplina; 
III - capacidade de iniciativa; 
IV - produtividade; 
V- responsabilidade. 
Comentários: 
A grande inovação neste artigo foi a alteração dada pela Medida Provisória 431, de 14 de maio 
de 2008, que alterou o prazo do estágio probatório de 24 para 36 meses, providência que a doutrina já 
apontava como necessária. Assim, o prazo do estágio probatório passa a coadunar com o período de 3 
anos necessário para a aquisição da estabilidade prevista no artigo 41 da CF/88. 
Apesar dessa festejada alteração, continua haver uma nítida diferença entre os dois institutos: 
estágio probatório e estabilidade. Esta consiste no direito constitucional à não perda do cargo, senão 
pelas razões estabelecidas na própria Carta Magna. Assim, estabilidade é direito com função de 
garantia. Por outro lado, aquele possui natureza jurídica de ordem administrativa. Probatório é termo 
indicativo de prova, teste, experimentação. Dessa forma, o chamado estágio probatório destina-se a 
experimentar