Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Distribuição dos pontos de antenas nas 
áreas residenciais 
Apresentação
Em engenharia elétrica, é dado o nome de telecomunicação ao ramo responsável pelo projeto, 
implantação, manutenção e controle de redes de comunicações.
Com a demanda cada vez maior por esse serviço, a Lei n.º 13.116 estabelece diretrizes no que se 
refere aos processos de licenciamento, instalação e compartilhamento de infraestrutura de 
telecomunicações, com o propósito de tornar o desenvolvimento dessa tecnologia compatível com 
o desenvolvimento socioeconômico do País.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você verá os critérios adotados pela Lei para a distribuição dos 
pontos de antenas em áreas residenciais e os fatores para orientação e localização de pontos de 
telecomunicação. Além disso, irá analisar a estrutura responsável pelo cabeamento dessas 
tecnologias.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir critérios para distribuição dos pontos de antenas em residências. •
Analisar ponto para coluna montante de cabeamento de telecomunicações. •
Identificar fatores orientadores da localização de pontos de telecomunicações. 
 
•
Desafio
Com o crescimento cada vez maior das redes de telecomunicação, é necessário o investimento das 
companhias em estruturas cada mais eficientes. Em vista disso, foi elaborada a Lei n.º 13.116, de 20 
de abril de 2015, que estabelece normas gerais para implantação e compartilhamento da 
infraestrutura de telecomunicações.
Suponha que você atue na área de telecomunicações do seu município. 
Determine quais as restrições para cada um dos cenários apresentados.
Infográfico
No desenvolvimento de circuitos de telecomunicações, é de suma importância a organização no 
que se refere ao cabeamento desses circuitos, de modo a suportar a instalação de diversos 
equipamentos adequados tanto às necessidades atuais como às necessidades futuras.
Para que esse sistema seja adequadamente instalado, são utilizadas técnicas de cabeamento 
estruturado.
Neste Infográfico, conheça mais sobre o cabeamento estruturado e suas principais características.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/0948582a-8a33-4f91-aa00-3e44d6f84eea/8605196a-6a77-4f50-bfd9-11f57bf47645.png
Conteúdo do livro
Com o contínuo avanço das tecnologias de telecomunicação em todo o mundo, é de se esperar 
grandes investimentos por parte das companhias em infraestrutura para o setor. Pensando nisso, o 
governo brasileiro estabelece algumas diretrizes para o licenciamento de espaço para o 
desenvolvimento de estruturas para telecomunicação em centros urbanos, com vistas a sempre 
conciliar o desenvolvimento com a segurança dos clientes e a harmonia com o ambiente. 
 
No capítulo Distribuição dos pontos de antenas nas áreas residenciais, do livro Instalações elétricas, 
você verá como funcionam as leis brasileiras e os cuidados que devem ser tomados na escolha para 
a localização de estruturas de telecomunicações. Além disso, você conhecerá o método de 
cabeamento estruturado, que visa à organização das cada vez maiores redes de telecomunicação 
necessárias.
Boa leitura.
INSTALAÇÕES 
ELÉTRICAS 
Eduardo Scheffer Saraiva
Distribuição dos 
pontos de antenas nas 
áreas residenciais
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Definir critérios para a distribuição dos pontos de antenas em 
residências.
 � Analisar ponto para coluna montante de cabeamento de 
telecomunicações. 
 � Identificar fatores orientadores da localização de pontos de 
telecomunicações. 
Introdução
Telecomunicação é a transmissão de sinais ou informações de qualquer 
natureza por meio de fios, rádio, sistemas ópticos ou sistemas eletromag-
néticos. A telecomunicação ocorre quando a troca de informações entre os 
participantes inclui o uso da tecnologia. Essa troca acontece por um meio 
de transmissão, como os meios físicos, por exemplo, por cabo elétrico ou 
por efeito eletromagnético através do espaço, como rádio ou luz. Esses 
caminhos de transmissão são divididos em canais de comunicação com 
o objetivo de suprir a necessidade humana de se comunicar à distância. 
Para o desenvolvimento dessa estrutura, o profissional precisa estar atento 
às Leis nº. 13.116 e nº. 11.934 que estabelecem os requisitos necessários 
para a instalação da infraestrutura, além de criar as regras que proíbem 
a adoção desses sistemas em determinados locais. 
Além da infraestrutura, outro aspecto importante a ser considerado é 
o método que será utilizado para a organização do cabeamento desses 
sistemas, uma vez que algumas aplicações apresentam centenas ou 
milhares de ligações entre os elementos que constituem a rede. Para 
isso, são estudados o método de cabeamento estruturado e o seu papel 
em sistemas de telecomunicação, garantindo facilidade de instalação e 
manutenção. 
Neste capítulo, você entenderá o desenvolvimento de infraestruturas 
para a telecomunicação e conhecerá as leis que estabelecem os requisitos 
para a sua instalação. Também aprenderá sobre cabeamento estruturado 
e sobre a sua importância na instalação e manutenção de equipamentos 
para telecomunicação.
1 Pontos de antenas em residências
Jogos on-line, videoconferências, transmissões de rádio e TV, internet: as 
transmissões de telecomunicação estão presentes no cotidiano de cerca 60% 
das residências brasileiras (ALVES; LIMA; MADEIRA, 2018). As redes 
estão evoluindo em velocidade cada vez maior, disponibilizando aos clientes 
melhores tecnologias a cada dia que passa. Um dos principais pilares para 
a indústria do setor de telecomunicações é o desenvolvimento tecnológico. 
Além disso, para aumentar a competitividade, empresas estão mudando seus 
comportamentos e estratégias, promovendo o crescimento da área de pesquisa 
e desenvolvimento (NEVES, 2002). Contudo, para que isso seja possível, o 
investimento em infraestrutura em torres de telecomunicação se faz neces-
sário. Assim, foi criada a Lei nº. 13.116, de 20 de abril de 2015, que estipula 
as premissas básicas e restrições para a implantação e o compartilhamento 
da infraestrutura de telecomunicações (BRASIL, 2015). Estar atento ao que 
outorga essa lei é de vital importância para o profissional eletricista.
De modo a acompanhar o crescimento socioeconômico do país, é cada 
vez mais comum a locação do topo dos edifícios de grandes cidades para a 
infraestrutura de telecomunicações, especialmente para operadoras de tele-
fonia celular. O licenciamento para a instalação de infraestrutura e de redes 
de telecomunicações em área urbana obedecerá ao disposto na Lei nº. 13.116 
e será pautado pelos seguintes princípios:
razoabilidade e proporcionalidade;
eficiência e celeridade;
integração e complementaridade entre as atividades de instalação de infra-
estrutura de suporte e de urbanização;
redução do impacto paisagístico da infraestrutura de telecomunicações sempre 
que técnica e economicamente viável (BRASIL, 2015, documento on-line).
Distribuição dos pontos de antenas nas áreas residenciais2
Para condomínios residenciais, pode ser lucrativo o aluguel de seus telhados 
para empresas de telecomunicação. Para que isso seja feito, o condomínio 
precisa aprovar em assembleia a adoção do aluguel para a infraestrutura, 
uma vez que esse serviço necessita de contínua instalação e manutenção dos 
equipamentos, aumentando o fluxo de pessoas no condomínio. Existem portais 
na internet que trabalham exclusivamente com o aluguel de telhado de prédios 
residenciais para empresas de telecomunicação, e existem também empresas 
especializadas na construção da infraestrutura necessária para as antenas e 
os equipamentos das empresas de telecomunicação. Em 2018, esse mercado 
chegou a movimentar 30 bilhões de reais (CONVERGÊNCIADIGITAL, 2019).
No caso de essa estrutura ser instalada e a sua capacidade total não ser 
utilizada, a lei determina que haverá obrigação no que tange ao compartilha-
mento da infraestrutura de suporte em situações de capacidade excedente, 
com exceção de motivo técnico apresentado previamente. Além disto, a in-
fraestrutura deve ser projetada de modo a garantir a sua ocupação pelo maior 
número possível de companhias de telecomunicações. A Agência Nacional 
de Telecomunicações (Anatel) regulamenta de forma a garantir transparência 
quanto às condições de compartilhamento, garantindo tanto informações 
técnicas georreferenciadas da infraestrutura de suporte quanto os preços e 
prazos aplicados pelo mercado entre as prestadoras (BRASIL, 2015). Desse 
modo, o profissional eletricista precisa estar atento às principais restrições à 
instalação de infraestruturas previstas nas Leis nº. 13.116 e nº. 11.934. 
Para conhecer as Leis nº. 13.116 (BRASIL, 2015) e nº. 11.934 (BRASIL, 2009), acesse o site 
da Anatel que apresenta, na íntegra, todas as diretrizes relacionadas ao licenciamento 
e compartilhamento de infraestrutura de redes de telecomunicação e aos cuidados 
com a longa exposição aos campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos.
3Distribuição dos pontos de antenas nas áreas residenciais
2 Cabeamento estruturado
Com a evolução dos equipamentos de comunicação, com o uso de computadores, 
smartphones, entre outros que utilizam a comunicação através da rede, torna-se 
indispensável tanto para empresas como para residências um bom planejamento 
quanto à organização do cabeamento para essas redes. Por exigência dessa demanda 
crescente, é preciso trabalhar com redes que estejam sempre estáveis e que tenham 
um bom planejamento, possibilitando o compartilhamento de todas as opções 
multimídias. Para o cliente não ficar dependendo de redes instáveis e sistemas de 
difícil manuseio, é importante o conhecimento de projetos de cabeamento estru-
turado, sistemas com base na padronização de conectores e meios de transmissão.
O cabeamento estruturado é projetado para oferecer o melhor suporte para 
diferentes equipamentos e trabalha sempre com a previsão de equipamentos 
que o cliente precisará em suas necessidades futuras. Com a correta insta-
lação desse tipo de sistema, o cliente terá garantias de que os equipamentos 
adicionados futuramente serão suportados.
O projeto e a instalação de cabos estruturados são regidos por um conjunto 
de padrões que especificam cabeamento de data centers, escritórios e prédios 
de apartamentos para comunicações de dados ou voz usando vários tipos de 
cabos. Esses padrões definem como colocar o cabeamento em várias topolo-
gias para atender às necessidades do cliente, geralmente, usando um painel 
de conexões central, de onde cada conexão modular pode ser usada de acordo 
com a demanda. Cada tomada é conectada a um comutador de rede, para uso 
em rede, ou a um painel de conexão de sistema de telefone.
Fazer toda a implementação de cabeamento estruturado, principalmente 
em empresas, é muito importante, já que traz organização e facilidade no 
momento da instalação de novos equipamentos ou da substituição de alguns 
deles. Sem o cabeamento estruturado, ficará difícil manter a ordem em uma 
futura inclusão de equipamentos. Isso pode prejudicar o tráfego de informa-
ções, deixando a rede lenta e com ruídos de difícil identificação. O projeto de 
cabeamento estruturado também traz uma série de benefícios como:
 � simplicidade e velocidade de manutenção;
 � facilidade para a instalação de conexões novas;
 � diminuição dos custos a médio e longo prazo;
 � facilidade para a identificação de erros;
 � integração de diversas aplicações em um único cabeamento;
 � possibilita vida útil maior para o sistema de cabeamento;
 � utilização máxima da capacidade de rede.
Distribuição dos pontos de antenas nas áreas residenciais4
Para que isso seja possível, o cabeamento estruturado pode ser dividido 
conforme demonstra o Quadro 1.
Fonte: Adaptado de Fey e Gauer (2013).
Infraestrutura 
de entrada
Define as instalações de entrada para 
realizar a interface entre o cabeamento 
externo e o cabeamento estruturado.
Sala de 
equipamentos
Setor separado especificamente para 
agrupar os equipamentos principais da 
rede, como servidores, roteadores, switches 
e armários de conexões principais.
Cabeamento 
vertical
Interliga os armários da sala de equipamentos 
aos armários de telecomunicações. Em cada 
andar, é destinada uma sala para esses armários, 
que têm a função de ligar o cabeamento 
vertical ao cabeamento horizontal.
Cabeamento 
horizontal
Interliga os cabos de cada sala de telecomunicações 
até as tomadas das estações de trabalho para a 
interligação dos equipamentos dos usuários à rede.
Quadro 1. Da instalação de infraestrutura e de redes de telecomunicações
O conhecimento teórico do sistema de cabeamento, dos meios físicos e das 
normas utilizadas no cabeamento estruturado deve reverter-se em aspectos 
práticos da instalação, como testes de certificação, manutenção e gerenciamento 
dessa estrutura física. As normas do cabeamento estruturado têm um papel 
importante por recomendarem aspectos técnicos visando à padronização dos 
projetos e instalações. A Figura 1 traz exemplos do método de cabeamento 
estruturado.
5Distribuição dos pontos de antenas nas áreas residenciais
As normas de cabeamento, geralmente, não especificam os padrões de conexão (MARIN, 
2015). As principais normas existentes e suas especificações são definidas pela Eletronic 
Industries Alliance (EIA) e pela Telecommunications Industry Association (TIA), além 
das normas brasileiras definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Figura 1. (a) Exemplificação do método de cabeamento estruturado. (b) Exemplificação 
em blocos de cabeamento estruturado.
Fonte: Adaptada de Fey e Gauer (2013); Jan Alexander/Pixabay.com.
Sala de telecomunicações
Cabeamento horizontal
Área de trabalho
Área de trabalho
Área de trabalho
Sala de telecomunicações
Cabeamento externo
Sala de equipamentos e
Entrada de facilidades
Cabeamento vertical
Entrada de serviços
6- Área de trabalho
4- Conexão cruzada
horizontal
2- Conexão cruzada
principal/intermediária
1- Entrada de
facilidades
Distribuição backbone
entre edifícios
3- Distribuição backbone
5- Distribuição horizontal
(a)
(b)
Distribuição dos pontos de antenas nas áreas residenciais6
3 Localização de pontos de telecomunicações
Cada vez mais comuns, as estruturas para telecomunicações apresentam grande 
utilidade em nosso dia a dia. O aluguel de espaços nos topos dos prédios em 
áreas urbanas já é uma prática usual, facilitando a instalação, a manutenção e 
o compartilhamento entre as companhias de telecomunicação. Contudo, para 
a instalação desses sistemas em áreas adequadas, os engenheiros precisam 
estar atentos às Leis nº. 13.116 e nº. 11.934 que definem os princípios básicos e 
as restrições fundamentais tanto para preservar a saúde das pessoas ao redor 
das estruturas como para evitar a destruição do meio ambiente (BRASIL, 
2009, 2015).
Para entendermos um pouco melhor como essas leis atuam, a seguir, são 
apresentados os principais aspectos que devem ser observados pelo profissional 
eletricista. De modo a obedecer o disposto pela Lei nº. 13.116, de 20 de abril 
de 2015, a instalação de infraestrutura e de redes de telecomunicações não 
poderá ser construída em área urbana de modo que:
 � obstrua a circulação de veículos, pedestres ou ciclistas;
 � contrarie os parâmetros urbanísticos e paisagísticos aprovados para 
a área;
 � prejudique o uso de praças e parques;
 � prejudique a visibilidade dos motoristas que circulam em via pública 
ou interfira na visibilidade da sinalização de trânsito;
 � impeça o acesso ou inviabilize a manutenção, o funcionamento e a 
instalação da infraestrutura de outros serviços públicos;
 � coloque em risco a segurança de terceiros e de edificações vizinhas;
 � desrespeite as normas relativasà Zona de Proteção de Aeródromo, 
à Zona de Proteção de Heliponto, à Zona de Proteção de Auxílios à 
Navegação Aérea e à Zona de Proteção de Procedimentos de Navegação 
Aérea, editadas pelo Comando da Aeronáutica (BRASIL,2015).
Além disso, a lei tem como objetivo fomentar os investimentos em in-
fraestrutura de sistemas de telecomunicação, visando à uniformização e à 
simplificação quanto aos critérios de licenciamento pelos órgãos responsáveis, 
de modo a ampliar a capacidade da rede instalada e melhorar suas tecnologias 
tanto em relação à cobertura do sinal quanto à qualidade do serviço prestado, 
visando sempre à minimização dos impactos ao meio ambiente. Para garantir 
tudo isso, a Lei nº. 13.116 estabelece que a capacidade excedente da infraes-
7Distribuição dos pontos de antenas nas áreas residenciais
trutura deverá ser compartilhada entre diferentes companhias, garantindo um 
uso mais eficiente do espaço (BRASIL, 2015).
Por sua vez, a Lei nº. 11.934, de 5 de maio de 2009, trata sobre os limites 
da exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos 
(BRASIL, 2009). Para garantir a segurança de todos ao redor das facilidades 
da telecomunicação, está previsto em lei que, para garantir a proteção da saúde 
e do meio ambiente em todo o território brasileiro, são adotados os limites 
recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a exposição 
ocupacional e da população em geral a campos elétricos, magnéticos e ele-
tromagnéticos gerados por estações transmissoras de radiocomunicação, por 
terminais de usuário e por sistemas de energia elétrica que operam na faixa 
até 300 GHz.
Além disso, é considerada crítica toda a área localizada até 50 metros de 
hospitais, clínicas, escolas, creches e asilos. A medição de conformidade deverá 
ser realizada 60 dias após a expedição da respectiva licença de funcionamento, 
no entorno da estação instalada em solo urbano e localizada em área crítica. 
As estações que estiverem devidamente licenciadas pela Anatel e com posse 
do relatório de conformidade para aplicar as exigências legais não poderão ser 
impedidas de exercer suas atividades por motivos relacionados à exposição 
continuada à radiação não ionizante (BRASIL, 2009). 
ALVES, C. E. A.; LIMA, R. R. de S.; MADEIRA, R. F. Telecomunicações e inclusão digital. 
In: FERRARI, M. A. R. et al. (org.). O BNDES e as agendas setoriais: contribuições para a 
transição de governo. Rio de Janeiro: Banco Nacional de Desenvolvimento Econô-
mico e Social, 2018. p. 23–29. Disponível em: https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/
bitstream/1408/18480/1/PRCapLiv214861_Telecomunica%c3%a7%c3%b5es%20e%20
Inclus%c3%a3o%20Digital_P_BD.pdf. Acesso em: 27 fev. 2020.
BRASIL. Lei nº. 11.934, de 5 de maio de 2009. Dispõe sobre limites à exposição humana 
a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos; altera a Lei nº. 4.771, de 15 de 
setembro de 1965; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 
2009. Disponível em: https://www.anatel.gov.br/legislacao/leis/426-lei-11934. Acesso 
em: 27 fev. 2020.
Distribuição dos pontos de antenas nas áreas residenciais8
BRASIL. Lei nº. 13.116, de 20 de abril de 2015. Estabelece normas gerais para implantação 
e compartilhamento da infraestrutura de telecomunicações e altera as Leis nº. 9.472, 
de 16 de julho de 1997, 11.934, de 5 de maio de 2009, e 10.257, de 10 de julho de 2001. 
Brasília, DF: Presidência da República, 2015. Disponível em: https://www.anatel.gov.br/
legislacao/leis/807-lei-13116. Acesso em: 27 fev. 2020.
CONVERGÊNCIA DIGITAL. Operadoras de telecom investiram R$ 30 bilhões em 2018. 
Convergência Digital, [s. l.], 12 abr. 2019. Disponível em: https://www.convergenciadigital.
com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50456&sid=8. 
Acesso em: 27 fev. 2020.
FEY, A. F.; GAUER, R. R. Cabeamento estruturado: da teoria à prática. Caxias do Sul: [s. 
n.], 2013. E-book.
MARIN, P. S. Cabeamento estruturado. São Paulo: Érica, 2015. (Série Eixos: informação 
e comunicação).
NEVES, M. dos S. O setor de telecomunicações. In: PAULO, E. M. de S.; KALACHE FILHO, 
J. (org.). BNDES 50 anos: histórias setoriais. São Paulo: DBA Artes Gráficas, 2002. v. 1. p. 
297–319. Disponível em: https://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/
bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/livro_setorial/setorial13.pdf. Acesso em: 
27 fev. 2020.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
9Distribuição dos pontos de antenas nas áreas residenciais
Dica do professor
As telecomunicações são fundamentais para todos os países no planeta. A eficiência no serviço de 
trasmissão de dados é imprescindível para o fluxo de comunicação a longas distâncias, como é o 
caso brasileiro.
De maneira a atender à demanda cada vez maior por sistemas de telecomunicação de tecnologias 
mais avançadas, surge a necessidade de estabelecer torres de telecomunicação dentro das grandes 
cidades. Para alocar adequadamente esses pontos de telecomunicação, algumas normas precisam 
ser atendidas.
Nesta Dica do professor, veja a aplicação da Lei n.º 13.116 e da Lei n.º 11.934 no que tange à 
instalação da infraestrutura necessária para um ponto de telecomunicação em centros urbanos. 
 
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/43731f1d517d9924f47bfaa476fe9d16
Exercícios
1) O cabeamento estruturado traz diversas vantagens para empresas e residências que adotam 
a sua implementação, uma vez que disponibiliza as instalações e organiza e facilita a 
instalação ou a substituição de seus equipamentos. Assim, aponte as principais 
características do cabeamento estruturado:
A) 
Simplicidade e velocidade de manutenção, apesar do maior custo inicial; facilidade para 
instalação de conexões novas; diminuição dos custos a médio e longo prazos; e 
facilidade para identificação de erros.
•
B) 
Simplicidade e menor custo de manutenção, apesar de a velocidade ser menor; 
facilidade para instalação de conexões novas; diminuição dos custos a médio e longo 
prazos; e facilidade para identificação de erros.
•
C) 
Simplicidade e velocidade de manutenção, apesar do custo inicial maior; facilidade para a 
correção de errros, apesar da dificuldade de identificação; diminuição dos custos a 
médio e longo prazos; e utilização máxima da capacidade de rede.
•
D) 
Simplicidade e velocidade de manutenção, apesar do custo inicial maior; facilidade para 
instalação de conexões novas; facilidade para identificação de erros; e diminuição da 
vida útil para o sistema de cabeamento.
•
E) 
Simplicidade e velocidade de manutenção, apesar do maior custo inicial; facilidade para 
instalação de conexões novas; integração de diversas aplicações em um único 
cabeamento; e incapacidade de utilização máxima da capacidade de rede.
•
2) Para acompanhar o crescimento socioeconômico brasileiro, é necessário o crescimento 
também da infraestrutura de telecomunicação. Em vista disso, foi criada a Lei n.º 13.116, de 
20 de abril de 2015, que estabelece as premissas para o licenciamento de infraestrutura de 
telecomunicações. Considerando a instalação da infraestrutura da rede em área urbana, 
indique a alternativa que está de acordo com a Lei n.º 13.116:
A) O desenvolvimento de infraestrutura para telecomunicação não é permitido em praças e 
parques que podem ser prejudicados pelo seu uso. Porém, seu uso é permitido no topo de 
prédios residenciais, sem a necessidade de cuidados extras quanto ao espaço aéreo.
B) Possível risco à segurança de terceiros e de edificações vizinhas não é permitido.Porém, é 
possível a instalação de infraestrutura em área com parâmetros urbanísticos e paisagísticos 
aprovados, de modo a contrariá-los.
C) A obstrução da circulação de veículos é permitida, contanto que não coloque em risco a 
segurança de terceiros ou de edificações vizinhas e não cause danos à infraestrutura de 
outros serviços públicos.
D) Danos à infraestrutura de serviços públicos não são permitidos, assim como não é permitida a 
instalação que possa pôr em risco a segurança de terceiros ou de edificações próximas. 
Porém, seu desenvolvimento é permitido em parques e vias públicas.
E) Obstruir a circulação de veículos, pedestres ou ciclistas não é permitido, assim como 
prejudicar o uso de praças e parques ou a visibilidade de motoristas em via pública.
3) Fazer toda a implementação de cabeamento estruturado principalmente nas empresas tem 
muita importância, já que traz organização e facilidade no momento da instalação de novos 
equipamentos ou na substituição de alguns deles. Sobre cabeamento estruturado, é correto 
afirmar:
A) Infraestrutura de entrada: setor separado especificamente para agrupar os equipamentos 
principais da rede.
 
Sala de equipamentos: realiza a interface entre o cabeamento externo e o cabeamento 
estruturado.
 
Cabeamento vertical: interliga os armários da sala de equipamentos aos armários de 
telecomunicações.
 
Cabeamento horizontal: interliga os cabos de cada sala de telecomunicações até as tomadas 
das estações de trabalho.
Infraestrutura de entrada: realiza a interface entre o cabeamento externo e o cabeamento 
estruturado.
 
B) 
Sala de equipamentos: setor separado especificamente para agrupar os equipamentos 
principais da rede.
 
Cabeamento vertical: interliga os armários da sala de equipamentos aos armários de 
telecomunicações.
 
Cabeamento horizontal: interliga os cabos de cada sala de telecomunicações até as tomadas 
das estações de trabalho.
C) Infraestrutura de entrada: realiza a interface entre o cabeamento externo e o cabeamento 
estruturado.
 
Sala de equipamentos: setor separado especificamente para agrupar os equipamentos 
principais da rede.
 
Cabeamento vertical: interliga os cabos de cada sala de telecomunicações até as tomadas das 
estações de trabalho.
 
Cabeamento horizontal: interliga os armários da sala de equipamentos aos armários de 
telecomunicações.
D) Infraestrutura de entrada: realiza a interface entre a sala de equipamentos e os armários de 
telecomunicações.
 
Sala de equipamentos: setor separado especificamente para agrupar os equipamentos 
principais da rede.
 
Cabeamento vertical: interliga o cabeamento externo e o cabeamento estruturado.
 
Cabeamento horizontal: interliga os cabos de cada sala de telecomunicações até as tomadas 
das estações de trabalho.
E) Infraestrutura de entrada: realiza a interface entre o cabeamento externo e o cabeamento 
estruturado.
 
Sala de equipamentos: setor separado especificamente para agrupar as tomadas das estações 
de trabalho.
 
Cabeamento vertical: interliga os armários da sala de equipamentos aos armários de 
telecomunicações.
 
Cabeamento horizontal: interliga os cabos de cada sala de telecomunicações até os 
equipamentos principais da rede.
4) Para garantir a proteção da saúde e do meio ambiente em todo o território brasileiro, 
são adotados os limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a 
exposição ocupacional e da população em geral a campos elétricos, magnéticos e 
eletromagnéticos gerados por estações transmissoras de radiocomunicação, com um 
cuidado maior com áreas críticas citadas na Lei n.º 11.934. Indique quais são essas áreas.
A) Áreas localizadas até 50 metros de escolas, creches e universidades.
B) Áreas localizadas até 50 metros de hospitais, clínicas e demais orgãos de saúde.
C) Áreas localizadas até 50 metros de residências e prédios comerciais.
D) Áreas localizadas até 50 metros de hospitais, delegacias e prédios governamentais.
E) Áreas localizadas até 50 metros de hospitais, clínicas, escolas, creches e asilos.
5) Para melhor aproveitamento do espaço, é determinado, pela Lei n.º 13.116, o 
compartilhamento de infraestrutura para telecomunicações entre diferentes companhias. 
No que diz respeito a esse compartilhamento, indique a alternativa correta:
A) Não é obrigatório o compartilhamento da capacidade excedente da infraestrutura de suporte, 
exceto quando houver justificativa técnica. Além disso, a construção e a ocupação de 
infraestrutura de suporte devem ser planejadas e executadas de modo a acomodar 
perfeitamente a estrutura da companhia, minimizando seus custos.
B) É aconselhado o compartilhamento da capacidade excedente da infraestrutura de suporte, 
desde que haja acordo financeiro entre as companhias. Além disso, a construção e a ocupação 
de infraestrutura de suporte devem ser planejadas e executadas com vistas a permitir seu 
compartilhamento pelo maior número possível de prestadoras.
C) É obrigatório o compartilhamento da capacidade excedente da infraestrutura de suporte, 
exceto quando houver justificado motivo técnico. Além disso, a construção e a ocupação de 
infraestrutura de suporte devem ser planejadas e executadas com vistas a permitir seu 
compartilhamento pelo maior número possível de prestadoras.
D) O compartilhamento da capacidade excedente da infraestrutura de suporte só será 
obrigatório se houver justificado motivo técnico. Além disso, a construção e a ocupação de 
infraestrutura de suporte devem ser planejadas e executadas com vistas a permitir o aluguel 
da estrutura da companhia para as demais, caso haja interesse.
E) Não é obrigatório o compartilhamento da infraestrutura de suporte, sendo justo que a 
companhia que adquira o espaço primeiro possa alugá-lo ou vendê-lo às demais. Além disso, 
a construção e a ocupação de infraestrutura de suporte devem ser planejadas e executadas 
com vistas a permitir sua venda para companhias que possam pagar mais pelo espaço.
Na prática
Com a demanda crescente de sistemas de telecomunicação, é comum observar o crescimento de 
infraestrutura para esses sistemas em áreas urbanas mais densamente povoadas. Contudo, para 
evitar qualquer tipo de dano à população e ao meio ambiente, existem leis a serem seguidas para o 
desenvolvimento de estruturas de telecomunicação. 
 
Acompanhe, Na Prática, o caso de Antônio, engenheiro eletricista responsável pelos estudos 
de viabilidade da instalação de novas estruturas para telecomunicação. 
 
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/ef3e0218-7a53-49ed-96bd-12654652ed40/bb72718e-9af3-4687-bf94-7734a070d664.png
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Lei n.º 13.116
Neste link, você acessa a íntegra dessa lei, que estabelece as normas gerais para implantação e 
compartilhamento de infraestrutura no portal da Anatel.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Lei n.º 11.934
Neste link, você acessa a íntegra dessa lei, que define os cuidados com a saúde humana e com o 
patrimônio ao redor das instalações de telecomunicação.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Avaliando o efeito dos investimentos em telecomunicações 
sobre o PIB
Neste estudo sobre o impacto econômico da telecomunicação em municípios brasileiros, você verá 
como são impactantes as instalações de telecomunicação nos municípios.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.anatel.gov.br/legislacao/leis/807-lei-13116
https://www.anatel.gov.br/legislacao/leis/426-lei-11934
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/8082

Mais conteúdos dessa disciplina