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Profa. Dra. Kelly Marinho UNIDADE I Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde Mãos – Sempre expostas a diversas contaminações, podendo tornar-se uma forma de difusão de viroses, bactérias e de outros agentes biológicos. Década de 1940: surge a preocupação de contaminação ocupacional por manipulação de microrganismos e materiais biológicos em serviços de saúde. Década de 1980: marcada pelo início da epidemia da Aids no mundo e a preocupação dos profissionais da saúde quanto à contaminação pelo vírus HIV. As questões de segurança na área de assistência à saúde passaram a ser mais discutidas. Introdução Na década de 1990: proposta de uma legislação específica. Em 2005: após muitos embates, criada a Norma Regulamentadora 32. NR 32 – Um conjunto de leis outorgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece diretrizes básicas e medidas para garantir a segurança dos trabalhadores em serviços de saúde. “Resguardar trabalhadores que se expõem a riscos físicos, biológicos, químicos e radiação ionizante, inclusive os trabalhadores da limpeza e conservação.” Introdução NR 32 foi produzida por meio de discussões e consensos de um grupo tripartite: a Comissão Tripartite Nacional Permanente de Saúde e Segurança no Trabalho (CTSST), composta por representantes do governo (Previdência Social, Trabalho, Emprego e Saúde), dos trabalhadores e empregadores. Objetivo: prevenir os acidentes e adoecimentos causados pelo trabalho em profissionais da área de saúde ao eliminar/controlar as condições de risco. NR 32 indica recomendações para cada situação específica de risco à saúde, sugerindo a adoção de medidas preventivas e a capacitação profissional dos trabalhadores. Introdução NR 32 – Serviço de saúde: qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. Acidentes em serviços de saúde envolvem trabalhadores por stress, sobrecarga de trabalho, imperícia, falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI), falta de conhecimento dos riscos e falta de conhecimento técnico. Introdução OMS – Saúde não é apenas ausência de doenças. É também o bem-estar físico, social e mental do indivíduo. OMS avalia a saúde média de um país por meio de alguns fatores que indicam o nível de saúde: nutrição; moradia; transporte; segurança pública; educação; lazer; vestuário; nível de consumo; índice de desemprego; ausência de doenças. Introdução Como é chamado o conjunto de leis outorgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece diretrizes básicas e medidas para garantir a segurança dos trabalhadores em serviços de saúde? a) NR 31 b) NR 32 c) RN 31 d) RN 32 e) RN 33 Interatividade Como é chamado o conjunto de leis outorgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece diretrizes básicas e medidas para garantir a segurança dos trabalhadores em serviços de saúde? a) NR 31 b) NR 32 c) RN 31 d) RN 32 e) RN 33 Resposta Físicos: radiações ionizantes. Químicos: exposição a diversas substâncias químicas. Biológicos: exposição aos mais diversos agentes biológicos. Agentes biológicos – Classificação de 1 a 4: o risco representado para a saúde do trabalhador, a capacidade de propagação para a coletividade e a existência de profilaxia e tratamento. Brasil – Comissão de Biossegurança em Saúde (CBS), Portaria n. 343: é responsável por elaborar, adaptar e revisar periodicamente a classificação, considerando as características e peculiaridades do país. Agentes de riscos Apresentam um risco real e potencial para o homem e para o meio ambiente. Comissão de Biossegurança em Saúde, em 2010 – Classificação de riscos dos agentes biológicos: classe de risco 1, classe de risco 2, classe de risco 3 e classe de risco 4. Probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos. Riscos biológicos 1846: Ignaz Semmelweis – Redução do número de mortes maternas por infecção puerperal após a implantação da prática de higienização das mãos. Medida primária para controle de disseminação de infecção. Instituída no Brasil: higiene das mãos – Portaria n. 2.616 de 1998 e da RDC n. 50, de 2002. Profissionais não seguem corretamente. Higienização das mãos É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenção de propagação de infecções. Engloba: higienização simples; higienização antisséptica; fricção antisséptica; antissepsia das mãos. Higienização das mãos Importância da higienização As mãos constituem a principal via de transmissão de patógenos durante a assistência à saúde, e isso ocorre em razão da pele ser um reservatório de diversos microrganismos que podem ser disseminados pelo contato direto (pele com pele) ou indireto (com objetos ou superfícies contaminadas). Microbiota residente e transitória. Higienização das mãos A microbiota residente é formada por microrganismos de baixa virulência que são difíceis de remover pela higienização das mãos com água e sabão, pois colonizam as camadas mais internas da pele (estafilococos, corinebactérias e micrococos). Microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, que é eliminada mais facilmente pela higienização das mãos com água e sabão. Higienização das mãos Finalidade de remover a sujidade, suor, oleosidade, pelos, células descamativas e a microbiota da pele, prevenindo a transmissão de infecções veiculadas ao contato. Feita por todos os profissionais de serviços de saúde que mantêm contato direto ou indireto com os pacientes, além dos trabalhadores que atuam na manipulação de medicamentos, alimentos e material estéril ou contaminado. Prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas. Higienização das mãos Importância da higienização A realização da higienização pode ser realizada utilizando-se: água e sabão; preparação alcoólica; antisséptico. Higienização das mãos Água e sabão Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais. Ao iniciar o turno de trabalho. Após ir ao banheiro. Antes e depois das refeições. Antes de preparo de alimentos. Antes de preparo e manipulação de medicamentos. Higienização das mãos Molhar as mãos 109 7 5 3 1 2 Usar sabão/antisséptico indicado Palma das mãos 4 Dorso e entre os dedos Polegar 6 Articulações 8Unhas e extremidade dos dedos Punhos Enxágue e secagem das mãos Fechamento da torneira com o papel utilizado para secagem das mãos *Para uso de álcool gel, percorra as etapas 2 a 8, sendo a 2 ao invés de sabão, álcool gel. Fonte: adaptado de: http://blog.saoluiz.com.br/wp- content/uploads/Lavagem-de-m%C3%A3os.jpg Uso de preparação alcoólica: antes e após contato com o paciente; antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos; antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo cirúrgico; após risco de exposição a fluidos corporais. Higienização das mãos Uso de antissépticos: higienização antisséptica das mãos (em caso de contato com pacientes portadores de patógenos multirresistentes ou nos casos de surto); degermação da pele (no pré-operatório ou antes da realização de procedimentos invasivos, tais como inserção de cateter central, punções, drenagem de cavidades, instalação de diálise, pequenas suturas e endoscopia). Higienização das mãos Na higienização das mãos, quando é indicado o uso de preparação alcoólica? a) Ao iniciar o turno de trabalho. b) Antes do preparo de alimentos. c) Antes e após o contato com o paciente. d) Após ir ao banheiro. e) Quando as mãos estiverem contaminadas com sangue. Interatividade Na higienização das mãos, quando é indicado o uso de preparação alcoólica? a) Ao iniciar o turno de trabalho. b) Antes do preparo de alimentos. c) Antese após o contato com o paciente. d) Após ir ao banheiro. e) Quando as mãos estiverem contaminadas com sangue. Resposta Agentes biológicos são divididos em classes de risco conforme o potencial de risco que representam. Para cada classe de risco, há um nível de biossegurança correspondente e que exige a implantação de procedimentos-padrão, utilização de equipamentos de contenção, instalações laboratoriais adaptadas ao tipo de trabalho desenvolvido, além de profissionais capacitados para a contenção do agente biológico. Os níveis de biossegurança podem ser classificados como NB 1, NB 2, NB 3 e NB 4, sendo aplicados a atividades realizadas em laboratórios de análises clínicas, de pesquisa, de ensino, de diagnóstico ou de produção. Classificação dos riscos dos agentes biológicos Classe 1 – Possuem baixo risco individual e coletivo. Ex.: Lactobacillus. Classe 2 – Possuem risco individual moderado e risco coletivo limitado. Ex.: Schistosoma mansoni. Classe 3 – Risco individual elevado e coletivo baixo. Ex.: Bacillus anthracis. Classe 4 – Agentes patogênicos altamente infecciosos, que se propagam facilmente, podendo causar a morte. Ex.: vírus ebola. Níveis de biossegurança Referência aos efeitos adversos, para o ser humano ou para o meio ambiente, decorrentes da produção, da armazenagem, do transporte, do manuseio, do uso, da exposição e do descarte de produtos químicos. Compreendido como a exposição aos agentes químicos presentes no ambiente de trabalho – as substâncias, compostos ou produtos químicos em suas diversas formas de apresentação: líquido, sólido, plasma, vapor, poeira, névoa, neblina, gasosa e fumo. As rotas de entrada do agente químico no organismo incluem a via digestiva, respiratória, mucosa, parenteral e cutânea. Risco químico Podemos classificar os riscos químicos de acordo com o grau de periculosidade: contaminantes do ar; substâncias tóxicas e altamente tóxicas; substâncias explosivas; substâncias irritantes e nocivas; substâncias oxidantes; substâncias corrosivas; substâncias inflamáveis etc. Risco químico Contaminantes do ar: poeiras, fumaça de diferentes origens, incluindo as de cigarro, aerossóis, neblinas, vapores, gases asfixiantes e irritantes. Atividades geradoras de aerossóis: manipulação de centrífugas, ultracentrífugas, incubadoras orbitais, liofilizadores, evaporadores, homogeneizadores, misturadores, moedores de substâncias sólidas, líquidos e gases comprimidos e perigosos. Esses equipamentos, quando utilizados com substâncias que são contaminantes, devem ser hermeticamente fechados. Risco químico Substâncias tóxicas e altamente tóxicas: deve-se evitar o contato de substâncias tóxicas, que podem causar graves danos à saúde, com o corpo humano, principalmente aquelas que podem trazer consequências fatais. Deve-se tomar especial cuidado com substâncias que apresentem atividade cancerígena e levem ao risco de alterações genéticas e de ação teratogênica. Substâncias explosivas: evitar choques, produção de faíscas, fogo e ação de calor. Muitos produtores químicos são explosivos (nitroglicerinas). Outro cuidado importante é o conhecimento de amostras que produzam substâncias explosivas. Esses compostos geralmente são controlados pelo Ministério do Exército e requerem autorização especial para a obtenção (ácido perclórico e o ácido nítrico). Risco químico Substâncias irritantes e nocivas: evitar o contato das substâncias químicas irritantes, como hidróxido de amônia, ácido nítrico, acrilamida, com o corpo humano e também ter cautela com a inalação de seus vapores. Tais agentes químicos são possíveis causadores de danos à saúde em caso de seu emprego inadequado. O manuseio dessas substâncias requer utilização de proteção do sistema respiratório, contato com as mãos e pele por meio da utilização de luvas e manipulação em uma cabine de segurança química. Substâncias oxidantes: evitar qualquer contato com substâncias combustíveis (perigo de inflamação). Substâncias corrosivas: evitar contato com os olhos, a pele e a roupa mediante medidas protetoras especiais. Não inalar vapores. Utilizar luvas de proteção com avental de manga comprida, de material impermeável e resistente a esses compostos. Risco químico Líquidos voláteis: manipular os líquidos voláteis, como ácido clorídrico e nítrico, com muito cuidado, evitando sua inalação. Manipular tais produtos sempre em capela de ar forçado ou exaustão (capela química) e manuseá-los com proteção adequada, usando máscaras de proteção do sistema respiratório e luvas especiais. Substâncias inflamáveis: manipular as substâncias inflamáveis longe de chamas ou emissores de calor e centelhas. Quando os produtos forem voláteis, operar com proteção adequada e em capela de ar forçado ou exaustão (capela química). Todas essas substâncias devem ser adequadamente identificadas. Benzeno: proibido. Risco químico NR 32 – Medidas preconizadas para prevenção dos riscos químicos: Manter a rotulagem do fabricante na embalagem original do produto químico utilizado. Todos os recipientes que contenham produtos químicos devem ser identificados, de forma legível, por uma etiqueta contendo o nome do produto, composição química, concentração, data de envase e validade, além do nome do responsável pela manipulação ou fracionamento do produto. É proibida a reutilização das embalagens de produtos químicos. Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA) – inventário de todos os produtos químicos, indicando aqueles que impliquem riscos à segurança e saúde do trabalhador. Risco químico Os produtos químicos que impliquem risco à segurança e saúde do trabalhador devem conter uma ficha descritiva com: características e formas de apresentação do produto; os riscos à segurança e saúde do trabalhador e meio ambiente; medidas de proteção e controle médico da saúde dos trabalhadores; condições e locais de estocagem; medidas preconizadas em casos de emergência. Risco químico Empregador – Capacitar o trabalhador a manusear os produtos químicos. Destinado um local apropriado para o manejo e fracionamento de produtos químicos que impliquem riscos à segurança e à saúde do trabalhador, sendo vedada a realização desses procedimentos em qualquer outro local – exceção para a preparação e associação de medicamentos para administração aos pacientes. Risco químico O local deve apresentar as seguintes especificações: Sinalização gráfica padronizada para identificação do ambiente. Equipamentos que mantenham a concentração dos produtos químicos no ar abaixo dos limites de tolerância estabelecidos. Equipamentos que garantam a exaustão dos produtos químicos, não devendo ser usado equipamento tipo coifa. Chuveiro e lava-olhos que devem ser acionados e higienizados semanalmente. Equipamentos de proteção individual à disposição dos trabalhadores. Sistema eficiente de descarte. Risco químico Manuseio e fracionamento de produtos químicos devem ser realizados por profissional qualificado. Transporte de produtos químicos deve ser realizado levando em consideração os riscos à segurança e saúde do trabalhador e meio ambiente. Gases medicinais: a NR 32 preconiza que devem ser seguidas todas as recomendações do fabricante durante a movimentação, transporte, armazenamento, manuseio, utilização dos gases e na manutenção dos equipamentos. Risco químico Vetada NR 32: a utilização de equipamentos com vazamento de gás; submeter equipamentos a pressões superiores às recomendadas; utilização de cilindros em identificação e válvula de segurança; movimentação dos cilindros sem utilização de EPIs; submissão dos cilindros a temperaturas extremas; utilização do oxigênio e ar comprimido para fins diversos ao que se destinam; Risco químico Vetada NR 32: contato de óleos, graxas, hidrocarbonetos ou materiais orgânicos similares a gases oxidantes; utilização decilindros de oxigênio sem válvula de retenção ou dispositivo antirrefluxo; transferência de gases de um cilindro para outro; transporte de cilindros soltos, em posição horizontal e sem capacetes. Cilindros contendo gases inflamáveis devem ser armazenados a uma distância de no mínimo 8 metros de cilindros contendo gases oxidantes, ou serem armazenados usando barreiras vedadas e resistentes ao fogo. Risco químico Sistema centralizado de gases medicinais deve conter placas com caracteres legíveis com as seguintes informações: identificação das pessoas autorizadas a terem acesso ao local; procedimentos adotados em caso de emergência; número de telefone de emergência; sinalização dos perigos associados. medicamentos e drogas de risco – aqueles que possam causar genotoxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e toxicidade séria e seletiva sobre órgãos e sistemas – deve constar no PPRA a descrição dos riscos inerentes a atividades de recebimento, armazenamento, preparo, distribuição, administração dos medicamentos e das drogas de risco. Risco químico Equipamentos usados para administração de gases ou vapores anestésicos devem ser submetidos à manutenção corretiva e preventiva – verificação dos cilindros de gases, conectores, conexões, mangueiras, balões, traqueias, válvulas, aparelhos de anestesia e máscaras faciais para ventilação pulmonar. Devem ter sistema de ventilação e exaustão para manter a concentração ambiental sob controle. Gestantes – cuidado. Risco químico NR 32 preconiza que os quimioterápicos antineoplásicos somente devem ser preparados em área exclusiva e acesso restrito aos profissionais diretamente envolvidos. Essas áreas devem ter: vestiário de barreira com câmara dupla; sala de preparo de quimioterápicos; local destinado a atividades administrativas; local de armazenamento. Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Vestiário deve conter: pia e material para lavar e secar as mãos; lava-olhos ou ducha tipo higiênica; chuveiro de emergência; EPIs e vestimentas para uso e reposição; armário para guardar pertences pessoais; recipiente para descarte de vestimentas usadas. Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Manuais reportando os procedimentos de limpeza, descontaminação e desinfecção de todas as áreas – estar à disposição dos trabalhadores. Os profissionais devem lavar as mãos antes e após a retirada das luvas. Na sala de preparo de quimioterápicos antineoplásicos deve haver uma cabine de segurança biológica Classe II B2 e previsto ainda: suprimento de ar apropriado; local e posicionamento para evitar a formação de turbulência aérea. Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Medidas referentes à cabine incluem: permanecer em funcionamento por 30 minutos antes e 30 minutos após a manipulação; receber manutenção periódica e trocas de filtros absolutos e pré-filtros de acordo com especificações do fabricante; possuir relatório de manutenção, que deve estar à disposição dos trabalhadores; conter etiquetas com as datas da última e próxima manutenção; ser submetida a processo de limpeza, descontaminação e desinfecção antes do início das atividades e ao final das atividades ou em caso de derramamento ou respingos. Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Empregador: proibir fumar, comer ou beber, portar adornos ou maquiar-se; afastar trabalhadoras gestantes e nutrizes; proibir que trabalhadores expostos realizem tarefas susceptíveis de exposição a agentes ionizantes; fornecer avental de material impermeável, resistente, fechado nas costas, com manga comprida e punho justo; fornecer dispositivos que minimizem a geração de aerossóis e ocorrência de acidentes durante o preparo, administração e transporte. Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Os EPIs devem cumprir as seguintes exigências: serem avaliados diariamente quanto ao estado de conservação e segurança. estarem armazenados em local de fácil acesso e em quantidade suficiente para imediata substituição. Vedado iniciar qualquer atividade na falta de EPI ou continuar as atividades de manipulação na ocorrência de interrupção de funcionamento da cabine de segurança biológica. Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Acidentes com quimioterápicos podem ser classificados como ambientais, quando há contaminação do ambiente devido à saída do medicamento do envase em que está acondicionado; ou pessoais, quando há contaminação gerada por contato ou inalação dos medicamentos em qualquer das etapas do processo. Áreas de preparação, armazenamento e administração de quimioterápicos, deve constar um kit identificado, contendo: luvas de procedimento, avental impermeável, compressas absorventes, proteção respiratória, proteção ocular, sabão, recipiente identificado para recolhimento de resíduos e descrição do procedimento. Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos NR 32 – Quimioterápicos – trabalhadores recebem capacitação inicial e continuada: vias de exposição ocupacional; efeitos terapêuticos e possíveis riscos à saúde; normas e procedimentos para o manuseio, preparo, transporte, administração, distribuição e descarte; normas e procedimentos adotados em caso de acidentes. Na sala de preparo de quimioterápicos antineoplásicos, deve haver uma cabine de: a) Segurança biológica Classe II B2. b) Segurança biológica Classe III B2. c) Segurança biológica Classe I B2. d) Segurança biológica Classe III B3. e) Segurança biológica Classe I B1. Interatividade Na sala de preparo de quimioterápicos antineoplásicos, deve haver uma cabine de: a) Segurança biológica Classe II B2. b) Segurança biológica Classe III B2. c) Segurança biológica Classe I B2. d) Segurança biológica Classe III B3. e) Segurança biológica Classe I B1. Resposta Formas de energia emitidas que se transmite pelo espaço como ondas ou, em alguns casos, têm comportamento corpuscular. Radiação acima – podem ocorrer diferentes tipos de lesão e consequências graves ou irreversíveis por meio da sua absorção no organismo humano. Processo de absorção pode provocar dois efeitos: ionização e excitação. Riscos físicos – Radiações ionizantes O efeito de ionização ocorre quando a radiação atinge um átomo dividindo-o em duas partes eletricamente carregadas, chamados de par iônico. Esse efeito é de predominância nas radiações ionizantes. O efeito de excitação acontece quando a radiação que atinge o átomo não tem energia suficiente para dividi-lo, ocorrendo apenas a sua excitação, o que provoca um aumento de energia interna. Tal efeito decorre de radiações não ionizantes. Ionização e excitação O trabalhador que fica em locais onde existam fontes de radiação ionizante deve: permanecer o menor tempo possível nessas áreas; conhecer os riscos radiológicos associados ao trabalho; ter capacitação em proteção radiológica; utilizar EPIs adequados aos riscos; estar sob monitoração individual de dose de radiação ionizante. Riscos físicos – Radiações ionizantes Trabalhadoras grávidas devem ser afastadas das atividades com radiações ionizantes. Os dosímetros devem ser calibrados e avaliados em laboratórios creditados pelo Conselho Nacional de Energia Nuclear. Dosimetria com periodicidade mensal. Ocorrência de exposição acidental – encaminhar o dosímetro para análise em até 24 horas. Riscos físicos – Radiações ionizantes NR 32 – É dever do empregador: implementar medidas de proteção coletiva relacionadas aos riscos radiológicos; manter profissional responsável pela proteção radiológica; promover capacitação inicial e continuada em proteção radiológica; registrar as capacitações ministradas; fornecer instruções escritas em relação aos riscos radiológicos e os procedimentos de proteção radiológica; dar ciência dos resultados das doses referentes às exposições de rotina, acidentais e de emergência, a cada trabalhador e ao médico coordenadordo PCMSO. Riscos físicos – Radiações ionizantes Os trabalhadores de instalações radiativas devem ter um registro individual atualizado, que deve ser conservado por trinta anos após o término de sua função, deve conter: identificação, endereço e nível de instrução; data de admissão e saída do emprego; nome e endereço do responsável pela proteção radiológica; funções, risco radiológico a que esteve exposto, data de início e término da atividade com radiação; horários e período de ocupação; tipos de dosímetros utilizados; registro de doses recebidas; capacitações realizadas; estimativas de incorporações; relatórios sobre exposições de emergência e acidentes; exposições ocupacionais anteriores. Riscos físicos – Radiações ionizantes Segundo as diretrizes da NR 32, toda instalação radiativa deve conter um serviço de proteção radiológica, seguindo as especificações. O serviço de proteção radiológica deve ser localizado no mesmo ambiente da instalação radiativa, conforme as normas da CNEN e da Anvisa. Devem-se possuir equipamentos para: monitoração dos trabalhadores e da área; proteção individual; medição de radiações ionizantes no ambiente. Médico coordenador do PCMSO deve ter conhecimento dos efeitos e terapêutica associados à exposição decorrente das atividades ou de acidentes com radiações ionizantes. Riscos físicos – Radiações ionizantes A áreas da instalação radiativa devem ser classificadas e ter controle de acesso e devem estar devidamente sinalizadas, levando em conta: uso do símbolo internacional de presença de radiação; o material radiativo deve ter a embalagem, recipiente ou blindagem identificados com o elemento radiativo, atividade e tipo de emissão; valores das taxas de dose em pontos de referência, próximos à fonte de radiação, locais de permanência e trânsito de trabalhadores; identificação de vias de circulação, entradas, saídas e em casos de emergências; localização dos equipamentos de segurança; medidas em casos de acidentes ou emergência; sistemas de alarme. Riscos físicos – Radiações ionizantes Medicina nuclear – Deve ter pisos e paredes impermeáveis para permitir a descontaminação. A sala de manipulação e armazenamento de fontes radiativas deve ter cantos arredondados e ser revestida com material impermeável que possibilite a descontaminação, além de ter bancadas de material liso, de fácil descontaminação, recobertas com plástico e papel absorvente, ter pia com cuba de, no mínimo, 40 cm de profundidade e acionamento de abertura das torneiras sem controle manual. Não é permitido aplicar cosméticos, alimentar-se, beber, fumar, repousar, guardar alimentos, bebidas e bens pessoais em locais onde são manipulados e armazenados materiais radioativos. Medicina nuclear Os locais destinados ao decaimento de rejeitos radioativos devem ser localizados em área de acesso controlado, ser sinalizados, ter blindagem adequada, ser constituídos de compartimentos que a segregação dos rejeitos por grupo de radionuclídeos com meia-vida física próxima e por estado físico. O quarto de internação e administração de radiofármacos deve ter blindagem; paredes e pisos com cantos arredondados, revestidos de materiais impermeáveis para permitir sua descontaminação, sanitário privativo, biombo blindado junto ao leito, sinalização externa da presença de radiação ionizante e acesso controlado. Risco físico Os serviços de radioterapia devem adotar os seguintes dispositivos de segurança: salas de tratamento com portas com sistema de intertravamento que previnam o acesso indevido de pessoas durante a operação do equipamento; indicadores luminosos de equipamento em operação, localizados na sala de tratamento e em seu acesso externo, em posição visível. Risco físico Vedada a realização de atividades não relacionadas na sala de preparo e armazenamento de fontes. Os recipientes usados no transporte de fontes devem ser identificados com o símbolo de presença de radiação. O menor número possível de pessoas deve ser exposto quando ocorrer o deslocamento de fontes para utilização em braquiterapia. Devem ser utilizados simuladores de fontes seladas na capacitação dos trabalhadores. A manipulação de fontes com baixa taxa de dose deve ser realizada em sala específica com acesso controlado. Deve ser realizada com a utilização de instrumentos e com proteção de anteparo plumbífero. Após aplicação, as vestimentas do paciente e roupas de cama devem ser monitoradas para verificar a presença de fontes seladas. Serviço radiodiagnóstico médico: a NR 32 estabelece que é obrigatório manter no local de trabalho o Alvará de Funcionamento concedido pela autoridade sanitária e o Programa de Garantia da Qualidade. Braquiterapia As salas de raios X devem conter: sinalização na face exterior das portas de acesso, contendo o símbolo internacional de radiação ionizante, acompanhado das inscrições: “raios X, entrada restrita” ou “raios X, entrada proibida a pessoas não autorizadas”; sinalização luminosa vermelha (que deve ser acionada durante os procedimentos radiológicos) acima da face externa da porta de acesso, acompanhada do seguinte aviso de advertência: “Quando a luz vermelha estiver acesa, a entrada é proibida”; 1 equipamento por sala, portas fechadas. Salas de raios X Câmara escura deve conter um sistema de exaustão de ar localizado e pia com torneira. NR 32 – Os equipamentos móveis de raios X devem ter um cabo disparador com um comprimento mínimo de 2 metros, e somente o paciente e a equipe deverão permanecer no local do procedimento radiológico. Os equipamentos de fluoroscopia devem conter: sistema de intensificação de imagem com monitor de vídeo acoplado; cortina ou saiote plumbífero inferior e lateral para proteção do operador; sistema para garantir que o feixe de radiação seja completamente restrito à área do receptor de imagem; sistema de alarme indicador de um determinado nível de dose ou exposição – o alarme deve ser instalado no ambiente caso o equipamento de fluoroscopia não tenha o sistema de alarme. Raios X O trabalhador que fica em locais onde existam fontes de radiação ionizante deve: a) Permanecer o maior tempo possível nessas áreas. b) Ter capacitação em proteção radiológica. c) Não é necessário utilizar EPIs adequados aos riscos. d) Estar sob monitoração individual de dose de radiação ionizante. e) Alternativas B e D estão corretas. Interatividade O trabalhador que fica em locais onde existam fontes de radiação ionizante deve: a) Permanecer o maior tempo possível nessas áreas. b) Ter capacitação em proteção radiológica. c) Não é necessário utilizar EPIs adequados aos riscos. d) Estar sob monitoração individual de dose de radiação ionizante. e) Alternativas B e D estão corretas. Resposta ATÉ A PRÓXIMA! Número do slide 1 Introdução Introdução Introdução Introdução Introdução Interatividade Resposta Agentes de riscos Riscos biológicos Higienização das mãos Higienização das mãos Higienização das mãos Higienização das mãos Higienização das mãos Higienização das mãos Higienização das mãos Higienização das mãos Higienização das mãos Interatividade Resposta Classificação dos riscos dos agentes biológicos Níveis de biossegurança Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Risco químico Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Manejo dos quimioterápicos antineoplásicos Número do slide 46 Interatividade Resposta Riscos físicos – Radiações ionizantes Ionização e excitação Riscos físicos – Radiações ionizantes Riscosfísicos – Radiações ionizantes Riscos físicos – Radiações ionizantes Riscos físicos – Radiações ionizantes Riscos físicos – Radiações ionizantes Riscos físicos – Radiações ionizantes Medicina nuclear Risco físico Risco físico Braquiterapia Salas de raios X Raios X Interatividade Resposta Número do slide 65