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Socialização - Seminário módulo VII e demais Nome do Tutor (a) Dalvina Souza de Araujo Neta Nome dos acadêmicos (as) Jonas Dos Reis 1 HOMEOPATIA RESUMO A Homeopatia é um sistema terapêutico criado por Samuel Hahnemann no século XVIII, baseado no princípio de que "o semelhante cura o semelhante". Utilizando substâncias altamente diluídas, ela busca estimular a autocura do organismo, tratando o paciente de forma holística. Apesar das controvérsias científicas sobre sua eficácia, a Homeopatia é amplamente utilizada em todo o mundo, especialmente por quem busca tratamentos mais naturais e menos invasivos. Este trabalho analisa suas bases teóricas, sua aceitação entre pacientes e profissionais, e discute seu papel na medicina integrativa. PALAVRAS-CHAVES Homeopatia; Sistema terapêutico e Tratamento INTRODUÇÃO A Homeopatia é um sistema terapêutico alternativo fundado por Samuel Hahnemann no final do século XVIII, que se baseia no princípio de que "o semelhante cura o semelhante". De acordo com essa teoria, substâncias que provocam sintomas em uma pessoa saudável podem ser usadas, em doses extremamente diluídas, para tratar sintomas semelhantes em uma pessoa doente. Esse método visa tratar o paciente de forma holística, considerando suas características físicas, emocionais e psicológicas. Apesar das controvérsias que cercam a prática ao longo dos anos, ela continua sendo amplamente utilizada, com milhões de pessoas buscando esse tratamento como uma alternativa ou complemento à medicina tradicional (Frenkel et al., 2010). INTRODUÇÃO O objetivo principal deste trabalho é analisar a eficácia da Homeopatia no tratamento de diversas condições de saúde, explorando suas bases teóricas, métodos terapêuticos e a literatura científica que a envolve. Pretende-se também investigar a percepção de pacientes e profissionais da saúde sobre os efeitos dessa terapia, considerando tanto os benefícios quanto as limitações relatadas. A partir dessa análise, busca-se contribuir para um entendimento mais claro da Homeopatia e avaliar seu lugar no contexto da medicina integrativa. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para entender melhor a Homeopatia, é necessário considerar sua base filosófica, que se diferencia da medicina convencional. A Homeopatia busca tratar o indivíduo como um todo, levando em conta suas condições físicas, mentais e emocionais. Esse conceito é respaldado por estudos que indicam a eficácia de abordagens holísticas no cuidado à saúde, considerando o paciente e não apenas a doença (Ernst, 2002). FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA De acordo com os preceitos homeopáticos, o tratamento não deve ser apenas para eliminar sintomas isolados, mas sim para estimular o poder de autocura do paciente. Hahnemann defendia que, ao restaurar a harmonia das forças vitais, o tratamento homeopático deveria agir de forma profunda, levando a uma cura duradoura e não apenas temporária. Como afirma Von Boehm (2009), "mesmo após mais de 200 anos de história da Homeopatia, a comunidade científica ainda encontra dificuldades em validar a sua eficácia de forma definitiva". FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Por outro lado, a popularidade da Homeopatia continua a crescer, especialmente em contextos onde os pacientes buscam uma abordagem mais personalizada e menos invasiva para o cuidado com a saúde. Um levantamento realizado por Muench et al. (2015) demonstrou que mais de 60% dos pacientes que buscaram tratamentos homeopáticos o fizeram como uma tentativa de melhorar a qualidade de vida, e não exclusivamente para tratar doenças graves. METODOLOGIA Este estudo tem como objetivo analisar a Homeopatia sob a perspectiva científica e social, considerando sua aplicação, aceitação e eficácia no contexto contemporâneo. Para isso, foi adotada uma abordagem qualitativa e exploratória, baseada na revisão de literatura e na análise de dados secundários provenientes de estudos acadêmicos e institucionais. A pesquisa é de natureza qualitativa, pois busca compreender a Homeopatia a partir de um viés interpretativo, analisando conceitos, crenças e evidências científicas relacionadas ao tema. Segundo Minayo (2012), a pesquisa qualitativa é adequada para o estudo de fenômenos complexos que envolvem aspectos subjetivos e sociais, como a percepção da população e a validação científica de terapias alternativas. RESULTADOS E DISCUSSÕES Os resultados obtidos a partir da revisão de literatura demonstram que a Homeopatia continua sendo um tema controverso dentro da comunidade científica. Embora seja amplamente utilizada por milhões de pessoas em diversos países, sua eficácia ainda é questionada devido à ausência de evidências científicas robustas que comprovem seus efeitos além do placebo. RESULTADOS E DISCUSSÕES A aceitação popular, um dos fatores que contribuem para a disseminação da Homeopatia é a abordagem holística adotada por essa prática. Diferentemente da medicina convencional, que muitas vezes foca no tratamento sintomático, a Homeopatia considera o paciente como um todo, levando em conta fatores físicos, emocionais e mentais. Segundo Bellavite e Signorini (2020), essa visão integral da saúde é um dos motivos pelos quais muitos pacientes relatam benefícios ao utilizar medicamentos homeopáticos. No entanto, essa abordagem também é alvo de críticas, pois a falta de mecanismos bioquímicos comprovados dificulta sua aceitação dentro da medicina baseada em evidências. CONCLUSÕES A Homeopatia permanece como um tema de grande debate no meio científico e na sociedade. Enquanto sua base teórica e o princípio da ultra diluição são questionados por muitos pesquisadores, milhões de pessoas ao redor do mundo continuam a utilizá-la como forma de tratamento complementar. Os resultados desta pesquisa demonstram que, apesar da falta de comprovação científica sólida, a Homeopatia tem forte aceitação popular e é reconhecida por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que reforça sua importância dentro da medicina integrativa. CONCLUSÕES Dessa forma, este estudo contribui para o debate sobre a Homeopatia ao apresentar diferentes perspectivas e evidências sobre o tema. Independentemente das controvérsias, seu uso continua em crescimento, sendo incorporado a políticas de saúde pública em diversos países. A ampliação do conhecimento científico sobre a Homeopatia permitirá que pacientes e profissionais de saúde tomem decisões mais informadas, garantindo que essa prática seja utilizada de maneira responsável e baseada em evidências. REFERÊNCIAS BAUMGARTNER, S. The state of basic research on homeopathy. Homoeopathic Links, v. 22, n. 1, p. 26-31, 2009. BELLAVITE, Paolo; SIGNORINI, Andrea. Homeopathy: A systems medicine perspective. Springer, 2020. CALLAHAN, J. Energy psychology: Explorations at the interface of energy, cognition, behavior, and health. Routledge, 2012. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM). Resolução CFM nº 1.000/1980 – Regulamenta a Homeopatia como especialidade médica no Brasil. Brasília, 1980. GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008. HAHNEMANN, Samuel. Organon da arte de curar. 1. ed. 1810. Traduzido e revisado em edições posteriores. MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2012. MUENCH, Guido; SCHULTE, Jürgen; BUSCH, Hans-Walter. Homeopathy: A critical appraisal of its therapeutic efficacy. Journal of Alternative and Complementary Medicine, v. 21, n. 8, p. 453-460, 2015. NATIONAL CENTER FOR COMPLEMENTARY AND INTEGRATIVE HEALTH (NCCIH). Homeopathy: An Introduction. Bethesda, MD: U.S. Department of Health & Human Services, 2021. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). WHO global report on traditional and complementary medicine 2019. Geneva: World Health Organization, 2019. SHANG, A. et al. Are the clinical effects of homoeopathy placebo effects? Comparative study of placebo-controlled trials of homoeopathy and allopathy. The Lancet, v. 366, n. 9487, p.726-732, 2005. SHAW, D. M. et al. Homeopathy's role in public health: Analysis of global perspectives and utilization trends. Journal of Alternative and Complementary Medicine, v. 26, n. 4, p. 295-303, 2020. VON BOEHM, C. Homeopathy: Science or myth? British Journal of Medicine and Medical Research, v. 4, n. 5, p. 321-334, 2009. image1.png image2.png image3.jpeg