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https://aprender3.unb.br/ Questão 1 Incompleto Vale 10,00 ponto(s). E ??? Instituto de Ciências Biológicas - Departamento de Botânica Introdução à Anatomia Vegetal - Professora Sueli Maria Gomes e Luiz A R Pereira Meristemas secundários: câmbio vascular e felogênio Introdução Câmbio e felogênio são os meristemas que promovem o crescimento secundário, presente nas árvores e arbustos e ausente nas ervas. Eles aumentam a largura dos órgãos e originam o tronco das árvores, em cujo interior se encontra a madeira. A madeira nada mais é do que o xilema secundário, produzido pelo câmbio vascular. Externamente, tem-se a casca das árvores, que é revestida pela periderme, produzida pelo felogênio, também chamado câmbio da casca. Câmbio e felogênio são meristemas secundários, ou seja, que se originam a partir da desdiferenciação de outro tecido, geralmente um parênquima, às vezes colênquima. A desdiferenciação é um processo pelo qual os tecidos ditos permanentes (parênquima ou colênquima) passam a se dividir mitoticamente. Os meristemas secundários, ao menos no início de sua formação, apresentam células mais vacuoladas do que os meristemas primários (promeristema, meristema fundamental, procâmbio e protoderme). Quanto às demais características, as células do câmbio e do felogênio são semelhantes aos meristemas primários: parede celular primária e delgada, com campos primários de pontoações, citoplasma denso, cloroplastos e amiloplastos escassos ou ausentes e núcleo muito evidente, porque está em intensa atividade metabólica. As células meristemáticas que constituem o câmbio dividem-se periclinalmente e originam xilema e floema secundários. O câmbio vascular no caule e outros órgãos é formado pelo câmbio fascicular (entre o xilema e floema primários) unido ao câmbio interfascicular (= entre os feixes vasculares). O câmbio fascicular origina-se do próprio procâmbio, enquanto que o câmbio interfascicular origina-se da desdiferenciação do parênquima situado entre um feixe vascular e o outro. Isto resulta em um meristema delgado e cilíndrico dentro de caules e raízes e ao longo do órgão, que produz células que formarão dois cilindros, o xilemático (interno) e o floemático (externo). O xilema secundário é a própria madeira das árvores. O felogênio também é um meristema secundário. A divisão de suas células também formam células derivadas ora externas, ora internas, assim como ocorre no câmbio vascular. As derivadas externas sofrem deposição de suberina e morrem, constituindo o felema (=súber, cortiça). As células derivadas internas do felogênio crescem e se diferenciam em feloderme (=feloderma), com citoplasma vacuolado e características semelhantes às células parenquimáticas. Muitas vezes é difícil distinguir, pelo formato, as células da feloderme e as do parênquima cortical. O conjunto felema + felogênio + feloderme é chamado de periderme. A periderme se forma no crescimento secundário. Como origina-se abaixo da epiderme, esta última acaba caindo. Desta forma, a periderme substitui a epiderme no crescimento secundário em arbustos e árvores. Como as ervas não têm crescimento secundário, elas não possuem câmbio, nem felogênio, nem periderme. Periderme e epiderme são tecidos de revestimento do corpo vegetal, mas são muito diferentes entre si. A epiderme origina-se na protoderme e em geral é uniestratificada. Já a periderme é constituída por três tecidos: felogênio + feloderme + felema, sendo este último morto. Exercícios Observe a secção transversal (ST) do caule abaixo. https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 Figura 1 A. Caule (ST) de Manihot esculenta (mandioca, Euphorbiaceae) no início do crescimento secundário (tracejado= região mostrada na Figura 1B). Notar que o xilema e floema do estágio primário permanecem, sendo acrescentados entre ambos o xilema e floema secundários. Indicar: parênquima, protoxilema e metaxilema do xilema primário, xilema secundário, floema primário, floema secundário, câmbio fascicular, interfascicular e câmbio vascular. 1. Tecido: floema secundário (primário - secundário). 2. Tecido: floema primário (primário - secundário). 3. Meristema: câmbio fascicular (fascicular- interfascicular). 4. Meristema: câmbio interfascicular (fascicular- interfascicular). câmbio fascicular + câmbio interfascicular = câmbio vascular . 5. Tecido: xilema secundário (primário - secundário). 6. Elementos de vaso do metaxilema (protoxilema- metaxilema) do xilema primário. 7. Elementos de vaso do protoxilema (protoxilema- metaxilema) do xilema primário. 8. Tecido: xilema primário (primário - secundário) = 6+7. 9. Tecido da medula: parênquima (esclerênquima - parênquima). Notar que a classificação dos elementos de vaso como pertencentes ao protoxilema ou metaxilema só ocorre para o xilema primário. A Figura 1 A ilustra o início (início - final) do estágio de crescimento (crescimento - surgimento) secundário do caule. Quando este caule estava em estágio primário, xilema e floema agrupavam-se formando feixes (cilindros - feixes) vasculares, separados uns dos outros por parênquima (parênquima - colênquima) interfascicular. O floema primário era mais externo (externo- interno) ao xilema primário. Estes tecidos vasculares continuam presentes neste caule. Eles não sumiram no estágio secundário, mas entre eles se formou o xilema e floema secundários. No xilema primário, pode-se inclusive identificar o protoxilema, que tem vasos mais estreitos e menos reforçados e situa-se mais interno (externo - https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 interno) que o metaxilema, que tem vasos mais largos (estreitos - largos) e com mais parede celular secundária. Para o estabelecimento do crescimento secundário, o parênquima que havia entre os feixes vasculares se desdiferenciou e as células deste parênquima interfascicular passaram a se dividir, originando o câmbio interfascicular (fascicular - interfascicular), ou seja, entre feixes, iniciando-se assim o crescimento secundário. A partir da formação do câmbio interfascicular, o procâmbio passa a ser denominado de câmbio fascicular (fascicular - interfascicular) ou do feixe, porque se situava no interior dos feixes. A junção destes tecidos (câmbio fascicular e interfascicular) forma o meristema secundário denominado de câmbio vascular. As células nesta região meristemática dividem-se anticlinalmente (anticlinalmente - periclinalmente), originando as células do xilema e floema primários (primários - secundários). As partes integrantes do câmbio vascular são, portanto, o câmbio (câmbio - procâmbio) fascicular e o câmbio interfascicular. Outra característica do crescimento secundário é a formação do felogênio. Este meristema secundário (primário - secundário) é formado pela desdiferenciação de parênquima ou colênquima subepidérmico. Figura 1 B. Caule (ST) de Manihot esculenta (mandioca, Euphorbiaceae) no início do crescimento secundário (detalhe da Figura 1A). Notar que o felogênio está no meio do parênquima subepidérmico do qual se originou; a epiderme ainda não foi substituída pela peridermeem formação (epiderme ainda não caiu). Indicar: epiderme, parênquima, felogênio, drusa. 1. Tecido: epiderme . 2. Tecido: parênquima . 3. Tecido: felogênio . 4. Tipo de cristal: drusa ; tecido: parênquima . O felogênio (câmbio - felogênio) produz para fora células que têm suas paredes impregnadas com suberina e morrem, constituindo o felema (felema - feloderme), que é popularmente conhecido como cortiça ou súber. Plantas que produzem muito felema são usadas para sua extração, para fabricar rolhas e placas de isolante térmico e acústico. As células derivadas mais internas do felogênio permanecem vivas e constituem a feloderme (felema - feloderme), que tem a função de transportar lateralmente a seiva até o felogênio, para que este meristema secundário se mantenha vivo e capaz de produzir mais células. O conjunto destes três tecidos é chamado de periderme. felema + felogênio + feloderme = periderme . Na mandioca (Figura 1B), o felogênio originou-se a partir da desdiferenciação das células do parênquima (parênquima - colênquima) subepidérmico, pois o felogênio está no meio deste tecido. A Figura 1 ilustra o início (início - final) da atividade do felogênio, onde ainda não é possível distinguir as camadas de felema, nem de feloderme, pois as células ainda estão indiferenciadas. O felogênio ainda não formou células derivadas, ou elas ainda não adquiriram as peculiaridades https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 do felema e feloderme. O felogênio é um meristema constituído por uma camada de células estreitas (estreitas - largas). Sua espessura delgada se deve a que suas células se dividem anticlinalmente (periclinalmente - anticlinalmente), produzindo células derivadas ora para dentro, ora para fora do caule. No estágio mostrado na Figura 1, a epiderme é um remanescente do crescimento primário, mas depois ela cai. Figura 2 A. Caule (ST) de Plectranthus barbatus (boldo brasileiro, Lamiaceae) em transição para o estágio secundário de crescimento: detalhe da região cortical. Indicar: epiderme com tricoma tector, parênquima, colênquima e sua classificação, felogênio, felema ou súber, feloderme e periderme. 1. Tecido: epiderme : tecido remanescente do crescimento primário (primário - secundário). 2. Estrutura: tricoma do tipo tector . 3. Tecido: colênqui ou felogên . 4. Meristema secundário: . 5. Tecido: . 6. Conjunto felema + felogênio + feloderme = . 7. Tecido: classificação quanto ao reforço das paredes celulares: (angular - lamelar). 8. Tecido: . No boldo, nota-se que o felogênio é formado a partir da desdiferenciação do (parênquima - colênquima) subepidérmico. Não é todo o colênquima que se desdiferencia, mas apenas uma camada de células, que passa a se dividir. O restante das células deste tecido permanece com suas características originais. Com o desenvolvimento da periderme, a se desprende e cai. Figura 2 B. Caule (ST) de Plectranthus barbatus (boldo brasileiro, Lamiaceae) em transição para o estágio secundário de crescimento: detalhe da região vascular. Indicar: parênquima, protoxilema e metaxilema do xilema primário, xilema secundário, floema primário, floema secundário, câmbio fascicular, câmbio interfascicular e câmbio vascular. 1. Tecido: cortical, que se originou do meristema fundamental, no crescimento primário. 2. Tecido: floema (primário - secundário). 3. Tecido: floema (primário - secundário). 4. Tecido: câmbio (fascicular- interfascicular). 5. Tecido: câmbio (fascicular- interfascicular); câmbio fascicular + câmbio interfascicular forma o câmbio . 6. Tecido: xilema (primário - secundário). 7. Tecido: parênquima (fascicular- interfascicular). 8. Elemento de vaso do (protoxilema - metaxilema): possui diâmetro (menor - maior) e com parede secundária mais reforçada. 9. Elemento de vaso do (protoxilema - metaxilema): possui elementos de vaso de diâmetro (menor - maior) e com parede secundária do tipo anelar ou helicoidal frouxo. 10. Tecido: primário. Conforme observado nas Figuras 1-2 acima, no início do desenvolvimento secundário, é possível discernir as regiões do câmbio fascicular e do interfascicular, formando o câmbio vascular. Com a atividade deste câmbio vascular, formam-se o xilema e o floema secundários, que constituem cilindros (contínuos - descontínuos), que aumentam a largura do órgão e afastam xilema e floema primários entre si, tornando impossível distinguir as regiões do câmbio fascicular e do câmbio interfascicular, conforme pode-se observar nas Figuras 3 e 4, abaixo. https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 Figura 3 A. Caule de Hibiscus rosa-sinensis (ST) em estágio secundário de crescimento: vista geral. Indicar: periderme, câmbio vascular, xilema primário e secundário, floema primário e secundário, parênquima. 1. Tecido: , que é o tecido que substitui a epiderme no crescimento secundário. 2. Tecido: floema (primário- secundário). 3. Tecido: floema (primário- secundário); forma um cilindro contínuo. 4. Câmbio : união do câmbio interfascicular com o câmbio fascicular. 5. Tecido: xilema (primário- secundário); forma um cilindro contínuo. 6. Tecido: xilema (primário- secundário), que antes formava feixes vasculares junto com o floema, quando o caule deste arbusto estava no estágio de crescimento primário. 7. Tecido: na região da medula. Figura 3 B. Caule de Hibiscus rosa-sinensis (ST) em estágio secundário de crescimento: detalhe da região mais externa. Indicar: periderme com felogênio, felema e feloderme, câmbio vascular, xilema secundário, floema primário e secundário. 1. Tecido: (feloderme - felogênio - felema) ou súber, que morre ao final da deposição de suberina. 2. Tecido meristemático secundário: (feloderme - felogênio - felema). 3. Tecido vivo: (feloderme - felogênio - felema). 4. Tecido formado por felema + felogênio + feloderme: . https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 https://aprender3.unb.br/mod/url/view.php?id=1368198 5. Tecido: primário. 6. Tecido: secundário. 7. Tecido meristemático secundário: vascular; notar que não é possível distinguir onde estavam os feixes vasculares do antigo crescimento primário. 8. Tecido: secundário. Na Figura 3, nota-se que não há mais epiderme. Ela foi substituída totalmente pela (epiderme - periderme). Em todas as situações acima (Figuras 1-3), tem-se que o câmbio e o felogênio em geral formam apenas (uma - várias) camada de células. Estes tecidos são meristemas secundários. Assim como os meristemas primários, eles são constituídos por (poucas - muitas) células, pois a função dos meristemas é formar outros tecidos. Nos meristemas, a célula inicial se divide, produzindo duas outras células; uma das célulasse mantém como célula (inicial - derivada), mantendo o próprio meristema, enquanto outra célula é a (inicial - derivada), que se diferencia, adquire peculiaridades, formando os tecidos permanentes. Tanto o câmbio como o felogênio ora produzem derivadas externas, ora internas, ou seja, eles têm uma atividade (unidirecional - bidirecional). Bons estudos!