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Fundamentos da radiologia e física radiológica, Proteção 
radiológica, Processamento de imagem. 
 
Proposta: Ensinar os fundamentos da radiologia, física da radiológica, a importância da 
proteção radiológica e o processamento de imagem. 
 
Teórico: 
 Definição de raios X 
 Propriedades fundamentais do raio X 
 Tubo de raio X 
 Relação da física com a radiologia 
 Radiação ionizante x radiação não ionizante 
 Raio X digital/convencional 
 Proteção radiológica 
 
 
1. Definição de Raios x 
Os rádios X são formas de radiação eletromagnética, que são similares à luz visível, com 
pequeno comprimento de onda. Comprimento de onda é a distância que uma onda pode 
percorrer no tempo que ela leva para completar um ciclo, que é mensurado em 
nanômetros(nm). Um nanômetro é iguala um milionésimo de milímetro. 
Os raios médicos frequentemente variam de 0,05 a 0,01nm. Um pequeno comprimento de 
onda como esse permite que os raios X penetrem em objetos onde a luz visível é refletida 
ou absorvida. 
 
2. Propriedades Fundamentais do Raio X 
Os raios X possuem pequeno comprimento de onda e apresentam as seguintes 
propriedades: 
 Possuem a capacidade de penetrar materiais que absorvem ou refletem a luz, com 
taxa de absorção dependendo do número atômico, da densidade do objeto e da 
energia dos raios X 
 Fazem com que certas substâncias emitam radiação com elevado comprimento de 
ondas. 
 Podem produzir uma imagem latente em um filme fotográfico, a qual pode se 
tornar visível pelo processo de revelação. 
 Pode excitar átomos e moléculas de uma substância 
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 Podem ionizar gases que podem ser usados para mensurar e controlar a 
exposição. 
 
3. Tubo de raios X 
Os raios X são produzidos em um equipamento chamado tubo de raios X, que consiste de 
uma ampola de vidro ou metal, evacuada, com um filamento de tungstênio em uma 
extremidade, denominado cátodo, e um alvo de metal na outra extremidade, denominado 
ânodo. Os tubos de raios X funcionam de tal maneira que um grande número de elétrons é 
produzido pelo cátodo e acelerado para bombardear o ânodo com alta energia cinética. 
Assim, ele pode ser considerado um conversor de energia, já que a energia elétrica 
recebida é convertida em raios X e calor. Os tubos são projetados com o objetivo de ter 
alta eficiência na produção de raios X, além de serem capazes de dissipar o calor o mais 
rápido possível. 
 
O cátodo é o eletrodo negativo do tubo, formado por um pequeno fio em espiral (ou 
filamento) que possui ponto de fusão e eficiência de emissão termoiônica altos, já que é 
constituído pela combinação de tungstênio e tório. Esse filamento fica dentro de uma 
cavidade, denominada copo focalizador. Quando a corrente elétrica passa pelo filamento, 
esse é aquecido, emitindo de elétrons (denominada emissão termiônica). Quanto maior for 
a corrente elétrica, maior será a emissão de elétrons que bombardeiam o alvo, 
aumentando a produção de raios X. 
 
O copo focalizador, que abriga o filamento, é responsável por direcionar a corrente de 
elétrons para uma área bem definida do alvo (ânodo). 
 
Essa área bem definida do alvo bombardeada pelos elétrons é denominada ponto focal. 
 
A maioria dos tubos de raios X tem pelo menos dois filamentos de diferentes 
comprimentos, que resultam em tamanhos diferentes de pontos focais. Como pontos 
focais maiores são obtidos com mais corrente e, portanto, mais raios X são produzidos, 
filamentos maiores são utilizados para radiografar tecidos espessos e densos, que 
necessitam de mais radiação. Porém, nesses casos a imagem obtida é mais borrada. Já 
pontos focais pequenos produzem imagens menos borradas, melhorando a habilidade de 
visualizar estruturas pequenas. Portanto, quanto menor o ponto focal, maior será a 
resolução espacial da imagem; porém, maior será o desgaste do ânodo. 
 
O ânodo é o polo positivo do tubo, que deve ser constituído de um material de boa 
condutividade térmica, alto ponto de fusão e alto número atômico. Os tubos de raios X 
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podem ter o ânodo estacionário ou giratório. 
 
No caso do ânodo estacionário, ele é feito de tungstênio, que tem o ponto de fusão alto, 
sendo resistente ao intenso calor produzido no alvo pelo bombardeamento de elétrons. 
Além disso, ele possui um número atômico alto, sendo útil para o fornecimento de átomos 
para a colisão com os elétrons provenientes do filamento, o que leva a uma alta eficiência 
na produção de raios X. 
 
Já no caso do ânodo giratório, o feixe de elétrons interage com uma área muito maior do 
alvo de maneira que o aquecimento não ocorre em uma área pequena, como no caso do 
ânodo estacionário. Assim, correntes mais altas e tempos de exposição mais curtos são 
possíveis em ânodos giratórios. 
 
Atualmente, os tubos de ânodo fixo são utilizados em máquinas de baixa corrente, como 
em raios X portátil ou dentário. No caso de máquinas de alta corrente, como em 
radiodiagnóstico, os tubos possuem ânodo giratório. Nesse caso, a área de impacto dos 
elétrons é aumentada, aumentando a vida útil do ânodo. 
 
Além de seus dois principais componentes (cátodo e ânodo), o tubo de raios X possui 
componentes externos: ampola de vidro ou metal, cabeçote protetor e suporte. 
 
A ampola que abriga o ânodo e o cátodo é posicionada no interior do cabeçote do 
equipamento de raios X, sendo constituída por um vidro ou metal de alta resistência e 
evacuada. O objetivo é proporcionar isolamento térmico e elétrico entre as extremidades 
onde ficam o ânodo e o cátodo, aumentando a eficiência na produção de raios X e o tempo 
de vida útil do tubo. 
 
Essa ampola tem aproximadamente de 30 a 50 cm de comprimento, e 20 cm de diâmetro. 
Ela possui também uma área (janela) de aproximadamente 5 cm2, em que o material 
(vidro ou metal) é mais fino, de modo a permitir a emissão do feixe útil de raios X com o 
mínimo de absorção. 
 
Além desse feixe útil, raios X são emitidos em todas as direções com igual intensidade. 
Por esse motivo, o tubo de raios X é posicionado dentro de um cabeçote protetor revestido 
de chumbo, que minimiza a passagem de radiação de fuga e permite a passagem do feixe 
de radiação apenas pela janela do tubo, de modo a direcionar o feixe. Apesar do cabeçote, 
a radiação não é totalmente blindada, sobrando a radiação de fuga que não contribui para 
a formação da imagem. Por isso, deve-se considerar sua blindagem ao planejar uma sala 
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de raios X. 
 
O conjunto cabeçote, ampola e tubo de raios X são sustentados por um mecanismo que 
permite seu posicionamento apropriado para cada exame. 
 
4. Relação da Física com a Radiologia 
Os métodos aplicados pela radiologia permitem que uma imagem seja “produzida” através 
de diagnósticos não invasivos feitos pelas tecnologias citadas anteriormente. Através disso, 
é possível que a radiologia promova o tratamento de determinadas doenças ou patologias. 
No caso, a radiologia pode estar ligado a diferentes áreas, mas é na física que ela encontra 
seu “firmamento”. Ao identificar a física aplicada à radiologia, é preciso entender como a 
física está relacionada à radiologia. 
Em meados de 1895, o físico nascido na Alemanha, Wilhelm Conrad Röntgen, foi o grande 
responsável pela descoberta de uma espécie de radiação eletromagnética nos 
comprimentos de onda, do qual atualmente segue conhecido como o raio-x. A descoberta 
do físico ocorreu depois de verificar alguns equipamentos desenvolvidos por colegas de 
profissão. Quando se deparou com a ideia de propagação dos raios catódicos localizados 
fora de um tubo, o físico ficou curioso para ver como funcionava. 
Com isso, passou a estudar a luminescência produzida pelos raios catódicos. Na ocasião, 
o físico ficou durante toda a tarde analisando as descargas elétricas que aplicava no tubo, 
aos poucos Röntgen foi analisando e fazendo descobertas interessantes sobre 
luminescência produzida porraios catódicos fazendo diversas aplicações, até que descobriu 
os raios-x. A descoberta do físico foi incidental devido a sua investigação contínua e 
colaboração de colegas, tentando aprimorar a descoberta de uma nova radiação. 
Ao longo do tempo, novas descobertas foram feitas e que permitiram a evolução e eficiência 
da radiologia. A partir da física aplicada, a radiologia evoluiu e novas descobertas foram 
feitas. No ano de 1896, o físico francês, Antoine Henri Becquerel, descobriu um dos métodos 
de tratamento que auxilia até os dias atuais no tratamento do câncer. A tecnologia 
descoberta é conhecida nos dias atuais como radioatividade, que acontece através de 
elementos com excesso de energia e na busca pela sua estabilidade acaba por emitir 
energia. 
A liberação dessa energia (no caso, a energia radioativa) ocorre quando o núcleo instável 
sofre uma transformação, fazendo com o núcleo perca partículas de gama, alfa e raios 
gama. Cada partícula é utilizada em uma determinada ciência na medicina nuclear. A gama, 
por exemplo, é utilizada na imagiologia que é um processo que faz diagnósticos a partir das 
imagens feitas por partículas radioativas, seja a tomografia computadorizada, a mamografia 
e ultrassonografia e, até mesmo, a tradicional e conhecida radiografia, ou raio-x. 
https://www.resumoescolar.com.br/fisica/resumo-sobre-radiacao/
https://www.resumoescolar.com.br/matematica/propriedades-e-afirmacoes-da-radiacao-matematica/
https://www.resumoescolar.com.br/quimica/radioatividade-e-a-estrutura-do-atomo/
https://www.resumoescolar.com.br/biologia/ciencia-na-sala-de-aula/
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O físico francês Becquerel realizou a descoberta da radioatividade logo após estudar quais 
eram os efeitos da luz solar sobre materiais que fossem fosforescentes. A radioatividade 
pode proporcionar benefícios ao ser humano, seja na produção de energia, no diagnóstico 
de doenças, no tratamento e controle do câncer e, até mesmo, na esterilização de materiais 
médicos. 
 
5. Proteção radiológica 
O principal objetivo da Proteção Radiológica é fornecer ao homem um padrão 
adequado de proteção contra os efeitos nocivos das radiações, sem inibir as atividades 
humanas benéficas à sociedade ou ao indivíduo do uso das radiações. 
Todas as novas tecnologias trazem custo e também algum risco para a sociedade, e a 
aplicação das radiações ionizantes em contextos profissionais, como na medicina ou na 
indústria, não foge a essa regra. Sendo uma energia em movimento que tem o efeito de 
deixar ambientes e materiais eletricamente carregados, essas radiações podem prejudicar 
a saúde humana quando não utilizadas apropriadamente. 
Em geral, as atividades de proteção radiológica seguem quatro princípios fundamentais: 
 Justificativa da prática e das exposições médicas individuais à radiação, pelo qual o 
benefício gerado pelo uso da radiação se mostre maior que os danos causados por sua 
aplicação; e essa justificativa para exames radiológicos deve ser feita individualmente, ou 
seja, considerando a necessidade de exposição e as características particulares do 
indivíduo envolvido. 
 Otimização da proteção radiológica, que visa preservar a segurança e a saúde dos 
indivíduos expostos a radiação ionizante em hospitais e outros locais em que se utilizam 
equipamentos de radiação, incluindo pacientes, profissionais e o público em geral. 
 Limitação de doses individuais, que se aplica ao pessoal ocupacionalmente exposto à 
radiação ionizante e ao público em geral, mas não a pacientes; esses limites são 
calculados em doses anuais, considerando a grandeza das doses efetiva e equivalente, o 
órgão do corpo humano afetado pela radiação (veja a tabela). 
 Prevenção de acidentes em locais de trabalho, com riscos considerados e analisados 
no projeto das instalações e dos equipamento e nos procedimentos de trabalho que 
envolvam o uso de fontes de radiação ou material radioativo, de modo a minimizar a 
probabilidade de ocorrência de acidentes. 
 
 
https://www.resumoescolar.com.br/quimica/radioatividade-natureza-das-emissoes-e-caracteristicas/
http://sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tabela_doses-1.jpg
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Radiação Ionizante x Radiação Não Ionizante 
A diferença entre Radiação Ionizante e Radiação Não Ionizante se dá pela quantidade de 
energia transmitida. 
As radiações ionizantes, como vimos, estão presentes nos equipamentos de Radiologia 
e, juntamente com outras substâncias radioativas, são consideradas mais nocivas à 
saúde. 
Já as radiações não ionizantes estão em muitas coisas à nossa volta, como a luz, o 
rádio e a televisão que emitem ondas eletromagnéticas e são formas comuns de radiações 
não ionizantes. 
Se quisermos entrar um pouco na física, podemos definir as radiações ionizantes como 
aquelas que possuem energia suficiente para ionizar átomos e moléculas, ou seja, podem 
alterar o estado físico de um átomo e causar a perda de elétrons, tornando-os 
eletricamente carregados. 
Enquanto isso, as radiações não ionizantes são aquelas que não possuem energia 
suficiente para arrancar elétrons dos átomos do meio por onde está se deslocando, mas 
têm o poder de quebrar moléculas e ligações químicas. 
 
 
 
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6. Equipamento de proteção Radiológica 
 
Esses equipamentos podem ser classificados em Equipamentos de Proteção Individual 
(EPIs) e quipamentos de Proteção Coletiva (EPCs). Os EPIs são de vários tipos e 
modelos, dependendo da finalidade a que se destinam, tais como: aventais, saias, coletes, 
protetores de tiróide, óculos, luvas, protetores degônadas, etc. 
 
 
 
7. DOSIMETRO 
 
• O objetivo da dosimetria pessoal é determinar a exposição de radiação recebida pelo 
usuário em um determinado período de tempo. A sua utilização é exigida para operadores 
de equipamentos emissores de radiação em Clínicas Radiológicas tanto Odontológicas 
como Médicas, Indústrias, Laboratórios, etc... 
• A radiação ionizante absorvida fora dos limites admissíveis, poderá acarretar danos 
biológicos e portanto deve ser precisamente monitorada. 
• O dosímetro individual é a maneira mais utilizada para detectar exposições em operadores, 
pois são compostas de pastilhas sensíveis a radiação ionizante e permite avaliar se a dose 
de radiação está ou não abaixo dos níveis de restrição 
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De acordo com a legislação vigente, "Todo indivíduo que trabalha com radiação ionizante 
deve usar, durante a sua jornada de trabalho e enquanto permanecer em área controlada, 
dosímetro individual de leitura indireta, trocado mensalmente” 
 
8. Como funciona a radiologia convencional? 
 
O raio x convencional é o mesmo até hoje. 
Os equipamentos emitem radiação (controlada pelo radiologista) contra o corpo do 
paciente. 
O tecidos humanos (tecidos adiposos, músculos, ossos, etc) absorvem diferentes 
quantidades de radiação, fazendo com que raios x atinjam o filme radiográfico com 
diferentes intensidades. O filme radiográfico queima ao receber a radiação de acordo com 
o nível de radiação emitido.É necessário que o filme seja revelado para que seja analisado 
pela especialista.O processo de revelação do filme gera imagens em tons de branco e 
cinza.Os tons mais brancos representam materiais densos, que absorveram toda a 
radiação e impediram que o filme se queimasse. Já os tons mais escuros representam as 
estruturas pouco densas, onde a maioria dos raios x conseguiram atravessar e queimar o 
filme. 
Vantagens e desvantagens da radiologia convencional 
Talvez a única vantagem dessa tecnologia seja o valor dos equipamentos. São 
relativamente mais baratos do que os digitais.Também não é necessário qualquer 
conhecimento especializado para realizar os exames. Basta o posicionamento correto 
da emissão dos raios x na quantidade ideal e no tempo determinado. 
Entretendo: A quantidade de filme de raio x que é preciso descartar ou guardar, torna 
esse método nada sustentável para a organização. Outro fatorque causa incomodação é 
a repetição de exames com falhas e a exposição excessiva de radiação aos pacientes e 
aos radiologistas ou técnicos dos aparelhos. 
 
9. Como funciona a radiologia digital? 
 
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O raio-x digital se baseia nos mesmos princípios de emissão de raios x para capturar as 
imagens, porém não é preciso utilizar os antiquados filmes radiográficos para a 
visualização do exame. 
Ao invés disso, os exames são enviados para o computador, onde podem ser editados, 
analisados, armazenadas ou impressos. Dentro da radiologia digital, há duas categorias de 
equipamentos: o DR e o CR. Ambas funcionam de forma parecida, porém, na CR há a 
necessidade de um leitor de placas para que seja feita a transferência do exame para o 
computador. Já na DR o exame é transferido diretamente do aparelho para o computador. 
 
 
 
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Anatomia radiográfica 
 
Proposta: Ensinar a anatomia de pequenos animais, demonstrando através de imagens 
radiográficas. 
 
Teórico: 
 Planos 
 Anatomia de crânio 
 Anatomia do pescoço 
 Anatomia dos membros 
pélvicos 
 Anatomia dos membros 
torácicos 
 Anatomia da coluna 
 Anatomia do abdômen 
 
 
 
Caudal: refere-se as partes da cabeça, pescoço ou na direção da parte traseira do corpo. 
Também se refere aos aspectos dos membros acima, a articulações do carpo e do tarso, 
enfrentando na direção da parte posterior do corpo. 
Craniana: refere-se as partes do pescoço, tronco e rabo virado para a direção da cabeça. 
Também se refere ao aspecto superior ou anterior de um membro ou uma parte do 
corpo acima das articulações do carpo e do tarso. 
Distal: refere-se a qualquer parte, longe do centro do corpo. 
Dorsal: refere-se a parte traseira ou a parte posterior do corpo; oposto de ventral. 
Palmar: refere-se ao aspecto posterior ou inferior do membro anterior do carpo, distalmente. 
Plantar: refere-se ao aspecto posterior ou inferior do membro anterior do tarso, distalmente. 
Proximal: refere-se à extremidade de um membro ou outra parte mais próximoao ponto de 
fixação. 
Rostral: em direção a cabeça ou fucinho. 
Arcadas Superior e Inferior: refere-se ao dental superior e inferior, respectivamente. 
Ventral: refere-se à superfície do corpo esternal ou abdominal. 
 
A direção que do feixe de Raios-x interage com o do corpo do paciente é a vista das tomadas 
radiográficas. Ventrodorsal (VD) indica que o paciente está deitado em uma posição dorsal e 
o feixe de raio-x está entrando no paciente ventralmente e está saindo na região posterior 
do paciente. 
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Se o paciente está deitado em uma posição ventral, o feixe de Raio-x está entrando no corpo 
na região posterior e saindo ventralmente. Dorsopalmar e dorsoplantar são os termos 
utilizados quando o feixe de Rio-x entra pela parte anterior e sai pela parte de posterior 
da porção distal das articulações do carpo e do tarso, respectivamente. 
Marcadores de chumbo são utilizados para designar o lado direito ou o lado esquerdo do 
corpo ou para identificar uma extremidade. 
 
1. Radiografia látero-lateral da cabeça de cão 
 
 
1: protuberância occipital externa. 
2: cresta sagital externa. 
3: cresta nuca. 
4: Tenório ósseo. 
5: apófises mastoidea. 
6: apófises jugular. 
6’: côndilos do occipital. 
7: bula timpânica. 
8: poro acústico externo. 
 9: apófises retro auricular. 
10: arco zigomático. 
11: base do crâneo. 
12: apófises pterigoides. 
13: seio frontal. 
14: bordes orbitários. 
15: labirinto etmoidal. 
15’: fossa etmoidal. 
16: concha nasal dorsal. 
17: concha nasal ventral. 
18: cresta conchal. 
19: canal infraorbitário. 
20: infraorbitário. 
21: dentes incisivos 
superiores. 
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22: dentes caninos superiores. 
23: quarto dente pré-molar superior. 
24:segundo dente molar superior. 
25: apófises coronoidea de la mandíbula. 
26: apófises candilar da mandíbula. 
27: apófises angular da mandíbula. 
28: canal mandibular. 
29: agueiro mentoniano caudal. 
30: argueiro mentoniano rostral. 
31: dentes incisivos inferiores. 
32: dentes caninos inferiores. 
33: primer molar inferior. 
34: paladar duro. 
35: paladar mole. 
36: porção nasal da faringe. 
37: faringe. 
38: hioides. 
39: hioides. 
40: queratohoides. 
41: epihioides. 
42: estilohioides. 
43: catílago tiroides. 
44: cartílago cricoides. 
45: cartílago epiglótico. 
46: alas do atlas. 
47: argueiro vertebral lateral. 
48: arco dorsal do atlas. 
49: arco ventral ddo atlas. 
50: apófises espinhosa do axis. 
 
2. Radiografia dorsoventral de um Cão 
1: bula timpânica. 
2: borda ventral da escama do 
osso occipital. 
3: magno. 
4: côndilos do osso occipital. 
5: apófises jugular. 
6: apófises mastoidea. 
7: meato acústico externo. 
8: basihioides. 
9: queratohioides. 
10: epihioides. 
11: apófises pterigoidea. 
12: fundo da órbita. 
13: apófises zigomática do 
osso frontal. 
14: seios frontais 
15: labirinto etmoidal. 
16: fossa etmoidal. 
17: cavidade nasal. 
18: septo nasal. 
19: arco zigomático. 
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20: apófises candilar da mandíbula. 
21: apófises angular da mandíbula. 
22: apófisiscoronoidea da mandíbula. 
23: arcos dentários superiores e inferiores. 
24: apófises retroarticular. 
25: fóvea articular cranial do atlas. 
26: escotadura alar. 
27: asa do atlas. 
 
3. Radiografias látero-lateral e dorso-ventral de pescoço de cão 
1: agujero vertebral lateral. 
2: alas do atlas. 
3:arco ventral. 
4: arco dorsal. 
5: apófises espinhosa. 
6: apófises transversa. 
6’, 6’’: tubérculos dorsal e 
ventral da apófises 
transversas. 6’’’: lâmina 
ventral da 6ª vértebra. 
7: fossa vertebral. 
8: cabeça vertebral. 
 9: disco intervertebral. 
10: apófises articular 
caudal. 
11: apófises articular 
cranial. 
12: canal vertebral. 
13: esófago(aire). 
14: tráquea. 
15: laringe. 
16: agujero transverso. 
17: escotadura alar. 
18: dente do axis. 
19: côndilo do occipital. 
20: apófises jugular. 
21: apófises mastoidea. 
 
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4. Radiografias látero-lateral e dorsoventral de tórax de cão. 
1: Traqueia 
2: Aorta. 
3: Vasos pulmonares 
lobulares. 
4: V. cava caudal. 
5: V. cava cranial. 
6: Coração 
7: Parênquima pulmonar. 
8: Fígado. 
9: Estômago. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5. Radiografia látero-lateral e dorso-ventral do abdômen de cão 
 
 
1: fígado. 
2: rins. 
3: colon transverso. 
4: colon descendente. 
5: jejuno. 
6: bexiga urinaria. 
7: baco. 
8: apófises espinhosa. 
9: apófises articulares. 
10: apófises transversa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6. Radiografias latero-medial e caudo-cranial de ombro de cão 
 
1: espinha escapular. 
2: acrômio. 
3: tubérculo supra glenoideo. 
4: tubérculo infra glenoideo. 
5: cavidade glenoidea. 
6: cabeça do úmero. 
7: tubérculo maior. 
8: tubérculo menor. 
9: tuberosidade deltoidea. 
10: esterno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. Radiografia médio-lateral do ombro de um gato. 
 1: espinha escapular. 
2: acrômio. 
3: tubérculo supraglenoideo. 
 4: cabeça do úmero. 
5: tubérculo maior. 
6: tubérculo menor. 
7: tuberosidade deltoidea. 
8: clavícula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8. Radiografias médio-lateral e crânio-caudal do cotovelo esquerdo de um cão 
 
1: epicôndilo medial. 
1’: epicôndilo lateral. 
2: cresta supracondilar lateral. 
 3: fossa do olecrano. 
 4: fossa radial. 
 5:cóndilos do úmero. 
6: olecrano. 
 7: apófises ancôneo. 
 8: escotadura troclear. 
 9: apófises coroide lateral. 
 9’:apófisis coroide medial. 
10: radio. 
 
9. Radiografia dorso-palmar e médio-lateral esquerdo de cão 
 
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1: radio. 
2: cúbito. 
3: carpianointermediorradial. 
4: carpiano cubital. 
5:carpiano acessório. 
6, 7, 8, 9: carpianos I, II,III y IV. 
10: osso sesamoide do m. abductor largo do dedo I (m. extensor 
oblíquo do carpo). 
11: metacarpiano I. 
12: metacarpiano V. 
13: falange proximal I. 
14: falange proximal V. 
17: falange distal I. 
18: falange distal V. 
19: osso sesamoides palmares. 
20: ossos sesamoides dorsais. 
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10. Radiografia látero-lateral da pelve de um cão 
 
1: sacro. 
2: articulação sacroilíaca. 
3: corpo dol ílio 
4: escotadura isquiática maior. 
5: crista ilíaca. 
6: espinha ilíaca dorsocranial. 
7: espinha ilíaca ventrocranial. 
8: acetábulo. 
9: púbis. 
10: tuberosidade isquiática. 
11: arco isquiático. 
12: escotadura isquiática menor. 
13: agujero obturado. 
14: espinha isquiática. 
15: cabeça del fémur. 
16: trocanter maior. 
17: fossa trocantérica. 
18: trocanter menor. 
19: corpo do fémur. 
20: colon descendente. 
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11. Radiografia dorso-ventral da pelve de um cão 
 
1: sacro. 
2: articulação sacroilíaca. 
3: corpo do ílio 
4: escotadura isquiática maior. 
5: cresta ilíaca. 
6: espinha ilíaca dorso-cranial. 
7: espinha ilíaca ventro-cranial. 
8: acetábulo. 
9: púbis. 
10: tuberosidade isquiática. 
11: arco isquiático. 
12: escotadura isquiática menor. 
13: agujero obturado. 
14: espinha isquiática. 
15: cabeça do fémur. 
16: trocanter maior. 
17: fossa trocantérica. 
18: trocanter menor. 
19: corpo do fémur. 
20: colón descendente. 
 
 
 
 
 
 
1 
 
 
12. Radiografia médio-lateral e crânio-caudal do joelho de cão. 
 
 
1: corpo do fémur. 2, 
2’: côndilos do fémur. 
3: troclear. 
4: rótula. 
5: corpo da tibia. 
6: tuberosidade tibial. 7, 
7’: côndilos da tibia. 
8: eminencia intercondilar. 
9: corpo da fíbula 
10: cabeça da fíbula 11, 
11’: ossos sesamoides do m. gastronemio. 
12: osso sesamoide do m. poplíteo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
13. Radiografia dorso-plantar e latero-medial de cão 
 
1: tíbia. 
2: fíbula. 
3: malelo medial. 
4: maleolo lateral. 
5: cóclea. 
6: tuberosidade do calcáneo. 
7: sustentáculo. 
8: apófises coracoidea. 
9: cabeça do talo. 
10: tróclea. 
11: osso central do tarso. 
12, 13,14, 15: ossos tarsianos I, II, II y IV. 
16: osso metatarsiano I. 
17: falange proximal I. 
19: falange distal 
20: osso sesamoide plantar. 
21: osso sesamoide dorsal. 
 
 
 
 
 
1 
 
 
Posicionamentos Radiográficos 
 
Proposta: Ensinar de forma técnica o melhor posicionamento radiográfico para diferentes 
estruturas. 
 
Teórico e Prático: 
 Toráx 
 Crânio 
 Pescoço 
 Membros pélvicos 
 Membros torácicos 
 Coluna 
 Abdômen 
 
 
 
 Importante na radiografia do tórax sempre fazer duas ou mais projeções – LL e VD 
( ou DV) 
 Pico da Inspiração 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LL 
DV 
VD 
2 
 
 
Posicionamento de crânio laterolateral 
 
 
Posicionamento da articulação temporomandibular com a boca aberta. Laterolateral 
 
 
Posicionamento da cabeça com o nariz não apoiado sobre o chassi. Ventrodorsal 
 
 
Posicionamento da mandíbula superior com a boca aberta. Ventrodorsal oblíqua. 
 
 
 
 
3 
 
 
Posicionamento oblíquo com a boca aberta mediolateral 
 
 
Posicionamento da mandíbula e incisivos mandibulares (filme colocado na cavidade oral) 
Ventrodorsal 
 
 
Posicionamento da coluna vertebral cervical e da laringe laterolateral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Posicionamento da 1 e 2 vertebras cervicais através da boca aberta. Ventrodorsal 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
Posicionamento da coluna vertebral. Laterolateral 
 
 
Posicionamento da coluna verteral. Ventrodorsal 
 
 
Posicionamento da articulação do ombro. Caudocranial. 
 
 
Posicionamento do braço em caso suspeito de fratura de úmero. Caudocranial. 
 
 
 
5 
 
 
Posicionamento da articulação do cotovelo. Mediolateral. 
 
 
Posicionamento da articulação do cotovelo e antebraço. Craniocaudal. 
 
 
Posicionamento do braço em caso suspeito de fratura do úmero. Reclinação dorsal. 
Caudocranial 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
Posicionamento da articulação carpal. Mediolateral 
 
 
Posicionamento da pelve com flexão dos membros pélvicos. Ventrodorsal. 
 
 
Posicionamento da pelve. Dorsoventral 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
Posicionamento da coxa, articulação do joelho e tíbia. Mediolateral 
 
 
Posicionamento da coxa e perna em caso de suspeita de fratura. Posição sentada 
craniocaudal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Posicionamento da perna em caso de suspeita de fratura da Tíbia. Caudocranial 
 
 
 
8 
 
 
Posicionamento oblíquo da articulação tarsal. Dorsolateral-medioplantar 
 
 
Posicionamento da pata traseira. Dorsoplantar 
 
 
Posicionamento do abdome. Deitado. Laterolateral 
 
 
 
 
 
9 
 
 
Posicionamento do abdome. Em pé. Laterolateral. 
 
 
Posicionamento do abdome. Ventrodorsal 
 
 
Posicionamento do abdome. Em pé sobre as pernas traseiras. Ventrodorsal 
 
10 
 
 
Exame contrastado 
O bário e o iodo são as substâncias mais usadas para promover o contraste e permite 
visualizar os órgãos na hora do exame de imagem, podendo ser ingerido ou injetado no 
animal. Exemplos: 
 
Uretrocistografia 
Fazendo o uso de solução iodada para promover o contraste, a uretrocistografia é indicada 
para a investigação para a porção final do trato urinário dos animais, incluindo a bexiga e a 
uretra. Permite encontrar alterações na região. Nesse exame se faz o uso de sondas para 
que a substancia de contraste possa ser injetada na uretra do pet até preencher a bexiga. 
 
 
Urografia excretora 
Nesse exame também é utilizado iodado e injetado no animal por via intravenosa. Com o 
animal sedado ou não, esse exame é indicado para analise de regiões que englobam todo 
trajeto urinário. 
Hoje em dia a tomografia computadorizada substitui esse exame, de forma mais precisa e 
rápida. 
 
Trânsito Gastrointestinal 
O contraste utilizado é o sulfato de bário, que é administrado por via oral e permite a 
visualização de seu trajeto do estômago até a porção final do intestino grosso. Permite a 
visualização de corpo estranho ou até mesmo processos obstrutivos. 
 
 
 
11 
 
 
 
 
Esofagograma 
Deve ser realizar um exame de raio X tradicional antes do contrastado, o esofagograma 
em animais pode ser feito aplicando soluções de sulfato de bário, ou iodadas ( quando 
suspeita de rupturas) O exame permite analisar o trajeto do esôfago, áreas de dilatação ou 
estenose ou até mesmo corpos estranhos. 
 
Imagem radiográfica contrastada com contraste a base de iodo, esôfago dilatado pela obstrução. 
 
12 
 
 
Mielografia 
Substancias iodadas são utilizadas para promover o contraste nos exames de mielografia, 
é injetado solução iodada no espaço subaracnóide, onde está localizada o liquor ou liquido 
cefalorraquidiano, permite a analise do canal medular. 
 
A ressonância magnética é considerada o exame ouro para a avaliação de coluna 
vertebral. 
 
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