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Eletrônica Básica Vinicius de Melo Puglia , 24 3. OUTROS COMPONENTES ANALÓGICOS Apresentação Neste bloco veremos sobre os amplificadores operacionais. Desde sua aplicação, funcionalidade e os tipos usados atualmente. Passaremos também pelo funcionamento dos conversores eletrônicos, assim como o PWM, auxiliando a introdução destes componentes importantes no conhecimento do profissional da área. 3.1. Amplificadores operacionais: Funcionamento Um amplificador operacional, como o nome já sugere, é um circuito integrado (CI) capaz de amplificar o sinal de entrada. Este amplificador é capaz de realizar operações aritméticas, seja subtração, adição, multiplicação, e também operações de maior complexidade como integral e derivada. A funcionalidade do amplificador operacional é acessível, com dois terminais de entrada, chamados terminais do inversor, identificados por um sinal negativo (-), o outro terminal é um não inversor, apontado por um sinal positivo (+), há também um terminal de saída e os outros dois terminais se divide em uma fonte de alimentação positiva (Vcc +) e o outro é uma fonte de alimentação negativa (Vcc -). Na imagem a seguir está ilustrado sua funcionalidade. Figura 3.1 - Ligação em um Amplificador Operacional Fonte: Eletrônica PT, S. D. , 25 Este amplificador é composto internamente por capacitores, resistores e transistores. Resumindo seu funcionamento, quando um sinal é aplicado à entrada não inversora, o sinal não é invertido e amplificado, mas quando um sinal específico é aplicado à entrada inversora, o sinal é amplificado e invertido. “O Amplificador possui duas entradas e uma saída, que possui um valor múltiplo da diferença entre as duas entradas. O fator A é o ganho de tensão do Amplificador Operacional, ou seja, a relação entre a tensão de entrada diferencial e a de saída do dispositivo.” WENDLING, (2010). A equação que descreve esse amplificador é dada por: 3.2 Amplificadores operacionais: Aplicações Atualmente um dos amplificadores mais famosos e populares é o 741, que pode funcionar com transistores bipolares. A seguir está representado o Amplificador 741, evidenciando suas entradas e saídas. Figura 3.2 - Amplificador Operacional CI 741 Fonte: Athos, S. D. , 26 Portanto, a tensão de saída do AmpOp depende da diferença de potencial entre as entradas positivas e negativas multiplicadas pelo ganho de malha aberta do amplificador, e a tensão máxima é a tensão de alimentação do amplificador. Subtraindo a tensão aplicada à entrada não inversora (+) da tensão aplicada à entrada inversora (-), a diferença entre as duas é amplificada em aproximadamente cem mil vezes, da qual se aproxima ganho de circuito. A equação que demonstra essa tensão de saída é: No momento em que o valor de saída está na faixa intermediaria ente V+ e V-, consideramos que está na região linear. De mesmo modo que, quando o valor de saída é igual a V + ou mesmo V-, tratamos na região de saturação. O gráfico a seguir exemplifica esta situação. Gráfico 3.1 - Região de saturação e linear no Amplificador Operacional Este amplificador tem diversas aplicações na montagem de circuitos eletrônicos, dentre eles podemos destacar: Amplificadores DC; Comparadores; Amplificadores Somadores; Mixers de Áudio; Integradores; Filtros ativos; Buffers; Circuitos Clipper Inversores; dentre outras aplicações. , 27 3.3 Conversores A/D e D/A Quando se trata de Conversor A/D, falamos da conversão analógica para digital, já com o Conversor D/A ocorre o inverso, a conversão digital para analógica. Geralmente usado para medição, monitoramento ou controle da grandeza analógica, da qual é realizada através do sistema digital. Fundamentalmente, esses componentes recebem um sinal analógico e o convertem em um sinal digital, e mutuamente da mesma forma, geralmente usando uma tensão de referência que deve ser fornecida ao conversor para aplicar um determinado fator de conversão. O conversor A/D converte o sinal analógico contínuo no tempo, em um sinal de amostragem discreto no tempo, que é quantizado em um número limitado de valores inteiros. Esta determinada pela resolução característica do conversor em bits seja em 8, 10, 12, 16. Tendo, como exemplo, em um conversor de 8 bits, o sinal de entrada é convertido em amostras com valores entre 0 e 255. O sinal convertido pelo conversor A/D quase nunca é estabilizado diretamente dentro da faixa de tensão de entrada do conversor. Desse modo, ele necessita ser convertido de forma adequada. Geralmente, a tensão de entrada de um conversor A/D é dada como a tensão de alimentação do conversor. Para fazer esse ajuste, geralmente é necessário usar circuitos analógicos passivos ou ativos para o condicionamento do sinal. Logo, com a resolução do sinal, a entrada do conversor A/D amostrará periodicamente o sinal analógico e o manterá estável até que o próprio conversor possa convertê-lo em um sinal digital. Este circuito é conhecido como “Sample/Hold”. A imagem a seguir demonstra o funcionamento desse sistema. , 28 Figura 3.2 - Sistema Sample/Hold Fonte: PNG Wing, S.D. Ao nos referirmos ao conversor D/A, ele é composto por um acoplamento digital, que é construído a partir de sinais binários paralelos, que são gerados a partir de um sistema de processamento de sinais. O código binário é convertido em um sinal analógico equivalente por referência e, posteriormente, o sinal gerado pode ser passado por filtros e amplificadores. Eles são compostos de fontes de referência, componentes passivos, interruptores e AMOPs. A conversão geralmente é paralela e o tempo de conversão depende principalmente da velocidade dos componentes usados. Quanto à sua saída analógica, pode ser de tensão ou corrente, porém, boa parte dos conversores D/A têm sua saída no modo de tensão. Ele esquematiza o código binário de entrada para o valor analógico na saída de forma que este valor passe pelo segundo bloco e cada valor analógico seja armazenado no bloco até que a próximo código binário seja convertido. , 29 3.4 Exercícios de aplicação: circuito PWM A abreviatura PWM significa modulação por largura de pulso. A tecnologia PWM pode substituir outras tecnologias de controle de energia, como a tecnologia liga/desliga, modulação de frequência ou mesmo a tecnologia de uso de resistores variáveis em série. “Com o PWM é possível controlar a tensão e corrente fornecidas à uma carga, ao ligar e desligar (chavear) o fornecimento de energia entre a fonte e a carga em uma taxa muito rápida. Quanto mais tempo a alimentação permanece ligada, em comparação com o tempo desligada, maior a quantidade total de potência fornecida à carga” (REIS, 2017). Suponhamos uma simples chave: 100% da tensão e da potência são aplicados à carga, quando a chave está desligada, a tensão é zero, logicamente sua potência também. Já ao controlarmos o tempo de ativação da chave, assim como o seu período desativado, podemos controlar a potência média entregue a ela. Em outras palavras, acompanhe o exemplo: O switch fica em 50% ativado e 50% desativado, o que significa que, em média, temos 50% do tempo com passagem de corrente e 50% do tempo sem a sua passagem. Deste modo, a potência média aplicada à carga é a própria tensão média, ou seja, 50%. Logo, quanto mais tempo na maior a potência conectada à carga, menor será o tempo de operação. Levando em conta a onda quadrada, para que o PWM funcione normalmente, devemos alterar a largura de pulso da onda para calcular dois parâmetros, o período e a própria largura de pulso, conhecido como duty-cicle, definidos em porcentagem de acordo com a seguinte fórmula: , 30 No qual: Duty-Cycle: Valores em (%) Largura do pulso: Tempo em que o sinal está ligado. Período: Tempo de um ciclo da onda. Considerando ao período da onda ligado somado ao período ligado. Exercício de aplicação: Considerando a onda a seguir, calcularemos o seu duty-cicle (ciclo de trabalho): Duty-Cicle = 100. 15 15+4 Duty-Cicle = 100. 0,79 Duty-Cicle = 79% Para calcularmos a sua tensão média, usamos a seguinte fórmula: Tensão Média = Tensão inicial . Duty-Cicle Portanto: Tensão Média = 12v . 79% Tensão Média = 9,5 v , 31 3.5 Utilização do simulador No universo da eletrônica, temos uma variedade de simuladores que podem atender necessidades específicas. Um dos mais conhecidos e simples para trabalhar é o Proteus. Software utilizado para a criação de projetos eletrônicos, composto por um conjunto de ferramentas, incluindo módulos de captura esquemática, simulação e design de placas de circuito impresso (PCB), que são principalmente utilizados para projetos de circuitos integrados. Este software é usado principalmente por engenheiros e técnicos de projeto eletrônico para criar esquemas e impressões eletrônicas para fabricação de PCB. Veja imagem a seguir de um PCB impresso via programação Proteus. Figura 3.3 - Placa de Circuito Impresso (PCB) Fonte: AJP Eletro Info, S.D. , 32 O Proteus Design Suite é uma propriedade do Windows utilizado na captura esquemática, simulação, e design de layout de PCBs. Pode ser obtido em muitas configurações, dependendo do tamanho dos projetos que estão sendo produzidos e dos requisitos para a simulação do circuito. Todos os produtos de projeto de PCB incluem um autorroteador e capacidades básicas de simulação SPICE em modo misto. Este software é amplamente utilizado para simulação de circuitos digitais e circuitos utilizando microcontroladores, podendo também ser utilizado para simulação de circuitos analógicos, com resultados satisfatórios. Conclusão Estudamos, neste bloco, os amplificadores operacionais, responsáveis por amplificar o sinal de entrada no circuito, podendo também realizar quatro operações aritmética, além de operações como integrais e derivadas. Nesse bloco, vimos também a respeito dos conversores, tanto analógico digital quanto o caminho inverso. Onde há uma mudança de sinal (onda), para servir ao uso adequado de determinado circuito. REFERÊNCIAS AJP ELETRO INFO. Placas de circuito impresso (PCBs), tudo que você precisa saber. 2020. Disponível em: . Acesso em: 06 dez. 2020. ATHOS. Amplificador Operacional: O que é e como funciona. Disponível em: Acesso em: 17 nov. 2020 ELETRÔNICA PT. Amplificador Operacional. S.D. Disponível em: Acesso em: 17 nov. 2020. PNG Wing. Sample and hold Sampling Zero-order hold First-order hold Digital-to- analog converter. Disponível em: . Acesso em: 16 nov. 2020.