Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Especiais de Tutela Jurisdicional.
Começa aqui o estudo para A2
A tutela jurisdicional, numa definição simétrica, é a função do estado de dirimir, pacificar e, por consequente, resolver conflitos que surgem no seu âmbito de atuação político-jurídico seguindo um procedimento de aplicação de leis aos casos concretos de modo a aproximar-se o máximo possível de um decisum justo. 
Duas Espécies: 
1. Tutela Cognitiva: Prestada pelo processo de conhecimento que culmina em uma sentença de mérito. Põe fim ao litígio pela resposta definitiva ao direito. 
2. Tutela Executiva: meio de se realizar de forma prática a prestação a que corresponde o direito da parte (tutela satisfativa) 
 EX: título judicial - obrigação de fazer
 EX: título extrajudicial - escolha de fazer ou não fazer.
A fase executiva começa no cumprimento de sentença, é a fase que precisa receber o pagamento.
OBS: a tutela provisória deixa de ser um processo autônomo no CPC para ser considerada incidente no mesmo processo.
|Fase de conhecimento. Int. Fase de Cumprimento.|
 | | |
 Petição Decisão judicial Satisfação
 (3 dias) (15 dias embargos) Dem. Débito 
Os embargos de execução essa fase começa no cumprimento de sentença, já não é mais título executivo, pois precisa provar a falta de pagamento do réu, e depois, já passa a parte de penhoras. 
 - Estudar somente se prestar para concurso escrevente, pq o direito romano afeta até hoje, e isso possivelmente irá cair na prova - 
 Breve Histórico ( Roma ) 
· Civilização Romana
· Fase: “Legis Actio Per Manus Iniectionem” - Execução não jurisdicional, realizada pelo próprio credor e atingia a pessoa do devedor; a intervenção estatal era diminuta . 
· Não havia distinção entre corpo e patrimônio do devedor . 
· Fase: “Cognitio Extra Ordinem” - Juiz oficial conhece, instruí, julga e executa decisões. 
· Afeta e aliena bens para satisfazer o credor. 
Disposições Gerais: 
· Livro 2 - do processo de execução 
· Art. 771 e seguintes 
· Aplicação subsidiária das disposições do livro 1 parte especial (processo de conhecimento) do CPC para disciplinar os atos processuais, desde que não haja incompatibilidade. 
Incompatibilidade: presunção de veracidade não se aplica ao exequente que não se defende nos embargos do devedor. 
· Poderes do juiz- art. 772 e 773 cpc (comparecimentos de conciliação, requerimento de informações, inclusive em poder de terceiros, entrega de documentos e dados, advertência do executado) . 
Ex: o juiz pode convocar as partes podendo ter audiência de tentativa de conciliação. 
· Ato atentatório à dignidade da justiça: 
· Hipóteses não taxativas do Art. 774 CPC. 
· É possível a prática de outras condutas reprováveis como litigância de má-fé e outras multas processuais. 
· Fixação de multa não superior a 20% do valor atualizado da execução. 
· Multa revertida em proveito do exequente; pode ser executada nos mesmos autos. 
· Execução Indevida pelo credor acarreta na responsabilidade de indenizar o devedor, independentemente da culpa (Art. 776 do CPC). É preciso aguardar o trânsito em julgado. 
No código de processo civil fala sobre o processo de execução “extrajudicial” . 
Execução:
Cumprimento de sentença:
· É a fase do processo que se inicia com a formação do título executivo judicial. 
· Prévio acertamento em sentença (quem é merecedor do direito). 
· Cognição sobre a existência do direito (situação jurídica material conflituosa). 
Ação executiva:
· Títulos executivos extrajudiciais. 
· Lei confere imediata execução em favor do credor. 
· Parte-se da certeza do direito do credor atestada pelo título executivo 
· Objeto do processo executivo é a prestação de um fato - descrito no título executivo - não cumprido pelo devedor. 
 
Ambas as vias destinam a satisfação do credor, o mecanismo busca a modificação da situação de fato das partes. 
Sanção - execução forçada. 
Medidas previstas pelo ordenamento jurídico para que o estado possa invadir a esfera patrimonial do devedor. 
Uma responsabilidade patrimonial do devedor que recusa-se a cumprir a obrigação. 
As formas de execução forçada: 
· Específica: É aquela em que a própria coisa devida ou quantia correspondente ao título é perseguida. 
· Subsidiária: É aquela em que a expropriação de bens do devedor toma lugar para que o produto obtido (leilão) seja entregue ao credor, em valor correspondente ao do título. 
Ex subsidiário- se não pagar o oficial de justiça pega o que você tem em casa, ou na conta ou créditos , havendo diversas formas do estado pegar o seu bem ou valor para pagar quem você precisa pagar. 
Meios de Execução: 
Coerção (ex: multa a prisão do devedor de alimentos) Sub-rogação (estado atua como substituto do devedor e até mesmo contra sua vontade). 
· Medidas Coercitivas: são aquelas que se prestam a compelir o executado a cumprir a obrigação retratada no título. Estimulam um comportamento no devedor.
· Medidas Sub-Rogatórias: Práticas de atos concretos em substituição à vontade do devedor/executado. 
Título - Classificação 
De acordo com a sentença o título pode ser: 
Origem:
· Judicial - cumprimento de sentença 
· Extrajudicial - ação de execução de título extrajudicial. 
Estabilidade do título: 
· Definitiva - Título não comporta mais alterações.
· Provisória - Título sujeito a alteração ou confirmação pelo estado-juiz. A tutela busca antecipar os efeitos de uma decisão judicial, como se não pudesse esperar até o final (cautelar) 
Ex: Plano de saúde não se pode esperar até o final da sentença porque precisa do tratamento.
 A tutela provisória é uma decisão interlocutória, adotando os mesmo mecanismo do que está previsto para uma execução.
 Ex: Pode solicitar uma multa, determinar busca e apreensão do bem. Outro exemplo de construção irregular, na realidade é quando está na ação e precisa de urgência. 
Modalidade da Obrigação: 
· Fazer ou não fazer. (Exemplo: quando se compromete e não faz, aí o juiz fixa uma multa pelo descumprimento da obrigação que foi prometido) pode ser valor de contrato! 
· Dar coisa (que não seja dinheiro). Pagar, exemplo um lápis que esteja devendo. Pode ser certa ou incerta. 
· Pagar (dar dinheiro).
Da origem da dívida:
· Procedimentos especiais 
· Devedor da Fazenda Pública. (Execução/Cumprimento contra FP)
· Credor da Fazenda Pública. (Execução fiscal - LEI 6.830/80)
Solvabilidade do devedor 
· Solvente (aplica-se o CPC/15)
· Insolvente (aplica-se o CPC/73 - Art. 748 a 786-A CPC/15)
Efeitos 
· Condenatórios
· Mandamentais
· Executivos “Latu Sensu” - EX: reintegração de posse.
Princípios Informativos: 
· Princípio da Realidade ou Responsabilidade Patrimonial 
Sobre - 
Está localizada no Art. 789, cpc. 
Fala que toda a execução é real e incide sobre o patrimônio e não a pessoa do devedor, não atingindo sua pessoa. 
Comporta exceções sobre o devedor de alimentos, bem como certas limitações a direitos. (Ex: suspensão de cnh, retenção de passaportes, etc..)
· Princípio da Satisfatividade.
Sobre - 
Está localizada no Art. 831, cpc.
Fala que atos de execução ficam restritos a parcela do patrimônio do devedor suficiente para satisfação do credor. 
Soma do montante relativo à obrigação principal, seus acessórios (juros, multa e correção monetária), bem como despesas processuais (custas e honorários).
A penhora deverá recair sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal atualizado. 
· Princípio da Utilidade 
Sobre - 
Uma ação poderia ser considerada boa ou correta se proporcionasse mais felicidade do que dor, é má ou incorreta se resultasse no contrário. 
A execução deve ser útil ao credor e não pode se transformar como instrumento de sacrifício ou punição do devedor. 
Art. 836, cpc fala, não se levará a efeito penhora quando o produto da alienação será absorvido pelas custas. 
Art. 891, cpcfala, preço vil (quando o valor da arrematação é muito baixo), 50% do valor da avaliação. 
· Princípio da Economia da Execução. 
Sobre - 
Art. 805, cpc fala, a execução deve realizar-se da forma menos prejudicial ao devedor. 
Quando por vários meios o credor puder promover a execução, deve ser levada a efeito na forma que traga menos impactos ao patrimônio ou a dignidade do executado.
· Princípio da Especificidade. 
Sobre - 
A execução deve propiciar ao credor, sempre que possível, aquilo que ele obteria se o devedor tivesse cumprido voluntariamente a obrigação. Ressarcimento deve ser buscado apenas quando a tutela específica não for viável. 
A conversão de perdas e danos é possível, a requerimento do credor, quando não puder ser cumprida a tutela específica (Art. 809, cpc) 
Deve ser entendida a maior coincidência possível entre o resultado da tutela jurisdicional pedida e o cumprimento da obrigação caso não houvesse ocorrido lesão no plano material. “Cássio Scarpinella Bueno” 
· Princípio dos Ônus da Execução.
Sobre - 
O devedor somente estará livre da obrigação quando reparar, além da dívida principal, todos os prejuízos que a mora houver acarretado ao credor, tais como custas processuais, juros de mora, honorários advocatícios. (Art. 395 e 401, cc) e também (Art. 826 e 831, cpc) 
· Princípio do Respeito à Dignidade Humana.
Sobre - 
A execução não pode ser instrumento de ruína do devedor e de sua família.
Proteção da Lei - impenhorabilidade de salários, pensões, bem de família, etc.
Desde que não afete a dignidade da pessoa humana! 
· Princípio da Disponibilidade da Execução.
Sobre - 
Art. 775, cpc fala, o exequente tem direito de desistir de toda a execução ou de apenas alguma medida executiva, arcado com as custas, independentemente do consentimento do devedor.
Se houver Embargos além das custas, o exequente deverá arcar com os honorários do advogado do embargante. O devedor pode prosseguir com os embargos (ação autônoma) quando houver matéria de mérito a ser resolvida.
A desistência não se confunde com renúncia. A primeira é do processo e a seguinte é da pretensão (direito material). 
“Exequente é a pessoa que promove a execução judicial, com objetivo de satisfazer o direito reconhecido por uma decisão judicial.”
Espécies de Execução: 
Os procedimentos executivos variam de acordo com a natureza da prestação assegurada pelo título. 
1. Execução para ENTREGA da coisa certa (Art. 806, cpc) ou incerta (Art. 811, cpc). 
2. Execução das OBRIGAÇÕES de fazer (Art. 815, cpc) e de não fazer (Art. 822, cpc). 
3. Execução por QUANTIA certa (Art. 824, cpc). 
4. Execução por quantia certa CONTRA a fazendo pública (Art. 910, cpc)
5. Execução por quantia CERTA de prestação de alimentos (Art. 911, cpc). 
Formas de execução: 
Singular - Travada entre credor e devedor apenas.
Um ou mais bens determinados, móveis ou imóveis, parte do ativo do devedor, são penhorados em proveito de um ou outro credor, que age individualmente. 
Polo ativo: É aquele que promove a ação contra outra pessoa, que será considerada autor. 
Polo passivo: É aquele que recebe a ação promovida por outra pessoa, que será considerado réu. 
Coletiva ou Concursal - É precedida de uma sentença que declara a insolvência do devedor quando seu patrimônio é incapaz de satisfazer um universo de credores. Ocorre a arrecadação dos bens e a submissão a um administrador judicial para que liquide-os e faça o rateio entre os credores. 
“São, por isso, convocadas para um juízo coletivo todos os credores do insolvente e são, também, arrecadados todos os seus bens penhoráveis, com submissão deles a uma administração judicial, até a efetiva liquidação de todos o patrimônio e pagamento por rateio, entre todos os credores habilitados.” 
Atos de Execução:
Fases: (Postulatória)
· Proposição - elementos necessários para formar a petição inicial, é o momento de veicular o pedido, a tutela adequada pretendida. (Saneamento)
· Preparação - atos de apreensão e transformação dos bens do executado para a satisfação do credor. Ex: penhora, avaliação, leilão, arrematação, busca e apreensão e etc. (probatória) 
· Final - entrega do produto da execução ao credor (satisfação do direito exequente) ex: pagamento, entrega do bem ao credor. (Decisórias)
 Inicia na: 1° 2° Fim.
 Fase Postul. - Fase Sanea. - Fase Probat. - Fase Decis.
Execução Definitiva e Provisória 
Execução de título extrajudicial 
Regra geral- a execução do título extrajudicial é sempre definitiva, pois pressupõe um título líquido, certo e exigível; da mesma forma, o cpc impõe como regra geral o recebimento dos embargos do devedor sem efeito suspensivo (Art. 919,cpc) 
Exceção- quando interposto recurso de apelação contra sentença que julga improcedente os embargos, estes recebidos com efeito suspensivo da execução. É o que retrata o Art. 919, inciso 1 do cpc, cujo teor elenca os requisitos para atribuição de efeito suspensivo aos embargos do devedor. 
Quando improcedentes os embargos, o art. 1.012, inciso III do cpc, estabelece que não haverá efeito suspensivo à apelação interposta contra sentença que extingue ou julga improcedente os embargos do executado. Assim, os atos de execução poderão prosseguir, na pendência do recurso de apelação (execução passa a ser, pois, provisória, pois o título estará sujeito a alteração se provida a apelação do devedor. 
Quando a execução for provisória, deve respeitar as regras do artigo 520 do cpc (cumprimento provisório de sentença), aplicável ao processo de execução.
· Execução provisória - É quando o título de execução ainda está sujeito de alteração, ou seja o juiz ainda não determinou a sentença do processo, não foi transitada julgada. (Recurso de apelação) (art. 919,cpc) 
Embargos de execução- Art. 917, cpc os embargos é proposta pela devedor para discutir a ação do credor. O devedor pode manifestar a sua discordância sobre o valor cobrado ou sobre o conteúdo da ordem de pagamento dada no processo. Os embargos de execução está no artigo 914 à 920 do cpc.
· Execução Definitiva - É quando não é possível alterar o título de execução, ou seja o juiz já determinou a sentença, já foi transitada julgada. 
Impugnação ao Cumprimento de Sentença- Art. 520, cpc assegura que o executado possa discutir sobre o título executivo. 
Requisitos para Toda e Qualquer Execução 
1. Pressupostos processuais. 
A) capacidade das partes. 
B) Representação por advogado (pessoa física) 
C) Competência do órgão judicial ( ex: ação de execução de alimentos) 
D) Compatibilidade do procedimento com o título (existem diversas espécies de execução, se a obrigação for de pagar o executado é citado para pagamento em até 3 dias, a diferença é sob pena de prisão definitiva decretada)
2. Condições da Ação. 
A) Legitimidade das partes
B) Interesse de agir 
3. Título executivo Extrajudicial 
A) Fala sobre o Art. 783, cpc - a execução de cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível. 
B) Função do título executivo - autoriza a propositura da ação, define o fim da atuação jurisdicional e fica os limites da execução. 
C) É o título que fixa os limites objetivos e subjetivos da coação estatal a ser desencadeada. O título torna certa a existência do fato e a eficácia jurídica. 
D) É indispensável que seu conteúdo revele uma obrigação líquida (não deixa dúvida quanto ao seu objeto), certa (não deixa dúvida em torno de sua existência) e exigível (pagamento independente de termo ou condição, e nem está sujeito a outras limitações - art. 783, cpc) 
· O título há de ser completo, pois não é tarefa do juiz pesquisar em torno da existência e extensão do direito do credor. (Exemplo: o juiz olhar um cheque e não ter dúvida sobre) 
· Em regra, não há atividade cognitiva do juiz (ou seja, não há nessa ordem de ideias, decisão de mérito na ação de execução. A atividade do juiz é prevalentemente prática e material, visando a produzir na situação de fato as modificações necessárias para porde acordo com a norma jurídica reconhecida a proclamada no título executivo). 
No processo de conhecimento o juiz julga (decide).
No processo de execução o juiz realiza (executa). 
· O simples cálculo aritmético não retira a liquidez do título (está no Art. 786 £ único) 
· Não é necessário fazer prova do inadimplemento com a inicial. É do devedor o ônus de provar o adimplemento da obrigação (seja por embargos ou impugnação) 
· As obrigações bilaterais vem através do contrato, no qual é necessário provar que o devedor cumpriu com as obrigações, presente no Art. 787, cpc. 
· Exceptio non adimpleti contratus- em regra de direito material constante do Art. 476, CC “nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação pode exigir o inamdimplamento” 
Competência 
Cumprimento de sentença - Em regra geral, a competência é funcional e inderrigavel (Art. 43, cpc). Entretanto, o artigo 516 parágrafo único, fala sobre a regra estabelecendo uma concorrência eletiva de foros. 
Pode ser no domicílio do executado
Pode ser no local onde se encontram os bens sujeitos a construção. 
Pode ser no juízo onde deva ser satisfeita a obrigação (fazer ou não fazer) 
Preenchido os requisitos do parágrafo único, o executado deve se sujeitar a escolha do exequente. 
Execução de título extrajudicial- em regra a competência é territorial e relativa (Art 781, cpc). Tal como ocorre com o cumprimento de sentença, na execução, o credor poderá eleger dentre as opções dos incisos I a V, desde que, evidentemente, justiça da a hipótese. 
Os títulos executivos extrajudiciais criados fora do território nacional podem ser executadas no Brasil e seguem as mesma regras, como qualquer título criado no país.

Mais conteúdos dessa disciplina