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Profa. Nádia Carolina / Prof. Ricardo Vale 
 
Resumos – Direito Constitucional 
www.estrategiaconcursos.com.br 
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PODER LEGISLATIVO 
1) O Poder Legislativo tem como funções típicas legislar e fiscalizar. Também exerce funções atípicas de 
administrar (ex: realização de concursos públicos e licitações) e julgar (ex: Senado Federal julga o 
Presidente da República por crimes de responsabilidade). 
2) Em nível federal, o Poder Legislativo é bicameral; em nível estadual e municipal, unicameral. 
(*) Nível federal: O Congresso Nacional é composto por 2 (duas) Casas legislativas (Câmara dos 
Deputados e Senado Federal). 
(*) Nível estadual: Assembleia Legislativa / Nível distrital: Câmara Legislativa do DF. 
(*) Nível municipal: Câmara Municipal. 
3) Sessão conjunta do Congresso Nacional: A Câmara e o Senado se reúnem simultaneamente para 
deliberar sobre matéria de competência do Congresso Nacional. A contagem de votos é feita em cada uma 
das Casas, separadamente. 
(*) Hipóteses de sessão conjunta: i) inaugurar a sessão legislativa; ii) elaborar o regimento comum 
e regular a criação de serviços comuns às duas Casas; iii) receber o compromisso do Presidente e do 
Vice-Presidente da República; iv) conhecer do veto e sobre ele deliberar; v) discussão e votação da 
lei orçamentária e; vi) delegar ao Presidente da República a competência para editar lei delegada. 
4) Sessão unicameral: O Congresso Nacional atua como se fosse uma só Casa legislativa, isto é, os votos 
dos Deputados Federais e Senadores são tomados em seu conjunto. A CF/88 previu apenas uma hipótese 
de sessão unicameral. Trata-se da reunião, já realizada, para a revisão constitucional, ocorrida 5 anos após 
a promulgação da CF/88. 
5) Legislatura: Tem duração de 4 (quatro) anos, coincidindo com o mandato dos Deputados Federais. 
6) Sessão legislativa ordinária (SLO): É o período normal de trabalho do Congresso Nacional. Segundo o 
art. 57, caput, da CF/88, o Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de 
fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. São dois períodos legislativos. 
(*) A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de Lei de Diretrizes 
Orçamentárias. 
(*) Em uma legislatura, ocorrem 4 (quatro) sessões legislativas ordinárias. 
7) Sessão legislativa extraordinária (SLE): Ocorre fora do período normal de trabalho do Congresso 
Nacional, isto é, acontece durante os recessos parlamentares. 
(*) Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso apenas irá deliberar sobre a matéria para a 
qual foi convocado e sobre medidas provisórias em vigor na data da convocação. 
(*) Não há pagamento de parcela indenizatória em razão da convocação extraordinária. 
60630408386 - Bárbara Batista
 
 
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(*) Hipóteses de convocação extraordinária: 
Art. 57 (...) 
§ 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: 
I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de 
intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o 
compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente- Presidente da República; 
II - pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em caso de urgência ou 
interesse público relevante, em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria 
absoluta de cada uma das Casas do Congresso Nacional. 
8) Estrutura do Poder Legislativo: 
8.1) Câmara dos Deputados: É composta por representantes do povo (Deputados Federais), eleitos pelo 
sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. 
(*) O número total de Deputados Federais, bem como a representação por Estado e pelo Distrito 
Federal, será estabelecido por lei complementar. 
(*) Os Territórios Federais têm o número fixo de 4 (quatro) Deputados Federais. 
8.2) Senado Federal: É composto por representantes dos Estados e do Distrito Federal (Senadores), eleitos 
pelo sistema majoritário simples. 
(*) Cada Estado e o Distrito Federal elege três Senadores, com mandato de oito anos (art. 46, § 1º, 
CF). A representação de cada Estado e do Distrito Federal renova-se de quatro em quatro anos, 
alternadamente, por um e dois terços (art. 46, § 2º, CF). 
(*) Cada senador é eleito com 2 (dois) suplentes. 
9) Comissões: As comissões podem ser permanentes ou temporárias. Na constituição de cada Comissão, é 
assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares 
que participam da respectiva Casa (art. 58, §1º, CF). 
(*) Certos projetos de lei podem ser discutidos e votados diretamente pelas comissões, sem que 
precise ir ao Plenário da Casa Legislativa. Trata-se de procedimento legislativo abreviado. Ressalte-
se que, mesmo nas hipóteses em que é aplicável o procedimento legislativo abreviado, o projeto de 
lei pode ser votado em Plenário caso haja recurso de 1/10 dos membros da Casa Legislativa. 
10) Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs): As CPIs realizam a investigação parlamentar, produzindo 
o inquérito legislativo. As CPIs não julgam, não acusam e não promovem a responsabilidade de ninguém. 
As conclusões da CPI, quando for o caso, são encaminhadas ao Ministério Público, a fim de que promova a 
responsabilidade civil ou criminal dos infratores. As CPIs podem ser criadas pela Câmara dos Deputados e 
pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente. 
10.1) Requisitos para a criação de CPI: Para a criação de CPI, exige-se: i) requerimento de 1/3 (um terço) 
dos membros da Casa Legislativa; ii) indicação de fato determinado a ser investigado e; iii) fixação de prazo 
certo para a conclusão dos trabalhos. 
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(*) Os requisitos para a criação de CPI estão sujeitos ao controle jurisdicional. 
(*) A CPI é um direito das minorias. Em virtude disso, o STF considera inconstitucional que o 
requerimento de criação de CPI seja submetido à deliberação do Tribunal. 
(*) Não se admite a criação de CPI para investigações genéricas. 
(*) É possível que ocorram sucessivas prorrogações de prazo da CPI, dentro da mesma legislatura. 
10.2) Poderes de Investigação das CPIs: 
10.2.1) As CPIs tem competência para convocar qualquer pessoa para depor (particulares, 
servidores públicos, Ministros de Estado e titulares de órgãos ligados à Presidência da República), 
na qualidade de testemunhas ou indiciados. As testemunhas, uma vez convocadas por CPI, são 
obrigadas a comparecer, sendo cabível, inclusive, a requisição de força policial para promover-lhes 
a condução coercitiva. 
(*) Segundo o STF, o privilégio contra a autoincriminação se aplica a qualquer pessoa ouvida 
por CPI, independentemente de estar na condição de testemunha ou de investigada. O 
depoente em CPI pode ter a assistência de advogado. 
10.2.2) As CPIs tem poder para determinar a realização de perícias e exames necessários à dilação 
probatória, bem como requisição de documentos e busca de todos os meios de prova legalmente 
admitidos. 
10.2.3) As CPIs podem determinar a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico. 
10.3) Limitações aos poderes das CPIs: Os poderes das CPIs são limitados pelos direitos fundamentais e 
pelo princípio da separação de poderes. 
10.3.1) As CPIs não podem determinar prisão, exceto em flagrante delito. 
10.3.2) As CPIs não podem determinar a aplicação de medidas cautelares. 
10.3.3) As CPIs não podem determinar interceptação telefônica e a busca e apreensão domiciliar. 
10.3.4) As CPIs não podem apreciar atos de natureza jurisdicional. 
10.3.5) As CPIs não podem convocar o Chefe do Poder Executivo para depor. 
11)Atribuições do Poder Legislativo: 
- O art. 48, CF/88, relaciona as atribuições do Congresso Nacional que dependem de sanção do 
Presidente da República, ou seja, que se efetivam mediante a edição de lei. 
- O art. 49, CF/88, relaciona as competências exclusivas do Congresso Nacional, que se materializam 
mediante decreto legislativo e, portanto, independem de sanção presidencial. 
- O art. 51, CF/88, relaciona as competências privativas da Câmara dos Deputados. 
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- O art. 52, CF/88, relaciona as competências privativas do Senado Federal. 
(*) ATENÇÃO!! É importante que seja feita uma boa leitura desses dispositivos. Não há necessidade de 
decorar tudo, mas vale a pena que o candidato tenha uma noção geral dessas atribuições. 
12) Imunidade material dos parlamentares: Segundo o art. 53, CF/88, os Deputados e Senadores são 
invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. 
(*) Segundo o STF, a imunidade material alcança todas as manifestações dos congressistas em que 
se identifique uma conexão entre o ato praticado e o exercício do mandato parlamentar. Assim, 
mesmo manifestações fora do recinto do Congresso Nacional poderão estar abrangidas pela 
imunidade material. 
(*) A imunidade material tem como termo inicial a data da posse. 
13) Imunidade formal dos parlamentares: 
- Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em 
flagrante delito de crime inafiançável (art. 53, § 2º, CF). Segundo o STF, o parlamentar também poderá ser 
preso após uma sentença judicial transitada em julgado. 
- A Casa Legislativa poderá sustar o andamento de ação penal contra parlamentar, por crime ocorrido 
após a diplomação. Uma vez recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a 
diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido 
político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o 
andamento da ação. (art. 53, § 3º, CF). 
(*) O afastamento de parlamentar para ocupar cargo no Poder Executivo resultará na suspensão 
das imunidades parlamentares (imunidade material e imunidade formal). 
14) Prerrogativa de foro: Segundo o art. 53, §1º, os Deputados e Senadores, desde a expedição do 
diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. 
(*) Segundo o STF, o foro por prerrogativa de função somente se aplica aos crimes cometidos 
durante o exercício do cargo e que tenham relação com as funções desempenhadas pelo 
parlamentar. 
(*) A abertura de inquéritos criminais contra parlamentares estará sujeita à autorização prévia do 
STF caso a investigação diga respeito a crimes cometidos durante o exercício do cargo e que 
tenham relação com as funções desempenhadas pelo parlamentar. 
(*) Se o parlamentar deixar o cargo após o término da fase de instrução, será mantida a 
competência do STF, ou seja, não haverá deslocamento da competência para a primeira instância 
do Poder Judiciário. 
15) Incompatibilidades dos parlamentares: 
Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão: 
I - desde a expedição do diploma: 
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a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, 
sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o 
contrato obedecer a cláusulas uniformes; 
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam 
demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior; 
II - desde a posse: 
a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de 
contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; 
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no 
inciso I, "a"; 
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, 
"a"; 
d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. 
16) Perda do mandato parlamentar: 
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: 
I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; 
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; 
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias 
da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada; 
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; 
V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição; 
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. 
(*) Nas hipóteses do art. 55, I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela maioria absoluta da Casa 
Legislativa, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso 
Nacional, assegurada ampla defesa. A votação será aberta. 
Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: 
I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, do 
Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática 
temporária; 
II - licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de 
interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por 
sessão legislativa. 
(*) Caso Eduardo Cunha: A suspensão do exercício do mandato por decisão do STF em sede cautelar penal 
não gera a direito à suspensão do processo de cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar. 
 
 
 
 
 
 
 
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