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S i s t e m a
T e g u m e n t a r
O sistema Tegumentar muitas vezes é referido como a pele, barreira
externa do organismo, sendo o maior órgão. 
Ela apresenta as seguintes funções:
➩ Proteção do corpo contra os fatores mecânicos, químicos, físicos
e biológicos.
➩ Receptores para a percepção de pressão, dor, calor e frio.
➩ O armazenamento e a excreção de água, eletrólitos, vitaminas e
gorduras.
➩ E a termorregulação, a defesa imunológica e comunicação.
Uma perda de 25% do tegumento resulta em complicações fatais, o
que indica a sua função vital para o organismo. Além disso, o
tegumento comum pode refletir o estado de saúde do animal ou
indicar uma doença interna.
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C a m a d a s d a p e l e
Epiderme: camada mais superficial da pele. Composta 85% por
epitélios queratinócitos responsáveis pela produção de queratina. Os
outros 15% são compostos pelos melanócitos responsáveis pela
pigmentação da pele, pelas células de Langherans responsáveis pela
defesa do corpo contra infecções virais, tumores cutâneos e alergias
de contato e pelas células de Merkel que são receptores ao toque e
reagem a estímulos mecânicos conduzindo até as terminações nervosas.
Embora seja fina na pele com pelo ela chega a ser 10 a 20 vezes mais
espessa na pele sem pelos como no plano nasal, nos coxins digitais e
no casco.
Derme: localizada abaixo da epiderme. Apresenta estrutura de tecido
conjuntivo, composta por anexos cutâneos, vasos sanguíneos,
linfáticos e nervos. 
Ela é subdividida em: camada papilar e camada reticular. 
Dentre as funções da derme estão a garantia da elasticidade e
resistência da pele e a nutrição e oxigenação da epiderme.
Hipoderme: Ou tela subcutânea, é rica em tecido adiposo que tem
como função o armazenamento de substrato energético, a proteção
contra choques mecânicos, isolamento térmico, e o armazenamento de
gordura. Ela se localiza abaixo da derme, portanto, é uma profunda
camada de tegumento. Ela é formada por tecido conjuntivo e
representa entre 15% a 30% do peso corporal.
V a s c u l a r i z a c a o 
d a p e l e
A drenagem venosa é responsável pela capacidade da pele de armazenar
sangue. Ele pode contornar os leitos capilares da pele mediante
mecanismos reguladores autônomos.
O fluxo sanguíneo para a pele é responsável pela perda de calor e,
portanto, é um fator importante para a termorregulação do corpo.
As alterações na cor da pele causadas pelo fluxo sanguíneo até a pele
fazem parte do sistema de interação social de comunicação como por
exemplo: alteração na cor da barbela e da crista nas aves domésticas.
F o c i n h o 
 A superfície da pele é marcada por uma rede de sulcos finos e cristas
localizados em áreas que não há pelos, como o nariz ou o focinho.
São contornos individuais que fornecem um meio de identificação
comum em cães e bovinos (impressão nasal), assim como os humanos
apresentam a impressão digital.
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Plano nasal: carnívoros e pequenos ruminantes.
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Os pelos são uma característica específica da pele dos mamíferos. Na
maioria das espécies, a pelagem se espalha por todo o corpo, com
exceção de algumas regiões, como o nariz, os coxins digitais, as
papilas, as garras e os cascos.
O pelo pode ser subdividido em:
Talo ou corpo: está localizado na superfície da pele.
Raiz: se insere e se desenvolve no folículo piloso e somente se
desenvolve durante o crescimento do pelo.
Bulbo: aumento proximal da raiz no interior da epiderme que envolve
a papila dérmica.
A cor do pelo é determinada pelo tipo e pela quantidade de grânulos
de melanina nos queratinócitos e pela quantidade de ar no interior da
medula do pelo.
 
Plano nasolabial (bovino) / Plano rostral (suíno)
P e l o s 
T i p o s d e p e l o s
Há três tipos básicos de pelagem conforme o comprimento: normal,
curta e longa.
1- Lanoso: finos, curtos, macios e mais numerosos.
2- Revestimento: pelos de proteção , junto à pele.
Variação na forma e desenvolvimento: cerdas de suínos, pelos grossos
da crina e cauda de equinos, pelos longos da cauda de bovinos, tufos
(cirrus) dos boletos de equinos.
3- Tátil: mais espessos (face, lábios e ao redor dos olhos e o bigode
dos olhos).
 
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Os coxins são formados por tegumento comum fortemente
modificado e se encontram nos membros torácicos e pélvicos. Eles
atuam como amortecedores de choque durante a locomoção e
protegem o esqueleto das mãos e dos pés da pressão mecânica.
A base dos coxins é formada pelas almofadas digitais, as quais são
feitas de tecido adiposo subcutâneo repartido por fibras reticulares,
colágenas e elásticas. Ligamentos bastante desenvolvidos prendem os
coxins metacarpais e metatarsais ao esqueleto. 
Os coxins desses animais contêm glândulas sudoríparas, que fazem o
animal deixar rastros ao suar.
Os equinos possuem uma diferenciação, eles apresentam toros nos
seus membros pélvicos e torácicos.
 
C o x i n s ( p a t a s )
A quantidade de coxins corresponde à quantidade de dedos. 
Nos carnívoros digitígrados, apenas os coxins digitais e metacarpais /
metatarsais fazem contato com o solo e situam-se em cada dedo do
cão e do gato, porém o coxim do primeiro dedo não entra em
contato com o solo.
O órgão digital dos animais são as garras, unhas e cascos. 
Dentre suas funções está principalmente proteger o tecido que
envolvem, mas também podem ser utilizados para outros propósitos,
como por exemplo para arranhar, cavar, segurar; como órgãos
sensoriais; e para ataque e defesa.
A importância de unhas, garras e cascos durante a locomoção é
diferente de uma espécie para a outra. O gato consegue retrair as suas
garras em uma prega cutânea durante a locomoção, protegendo-as,
assim, do uso excessivo. No equino, por ser perissodátilo, a parte do
casco que entra em contato com o solo corresponde à margem da
unha dos humanos.
O cão tem cinco unhas no membro torácico e quatro unhas no
membro pélvico, que correspondem à quantidade de dedos. O primeiro
dedo no membro torácico é reduzido e não entra em contato com o
solo. O seu formato de unha é curvado e se não for aparada, a unha
pode continuar a crescer de modo circular, até que a sua extremidade
invada a ruga palmar, entre a base da unha e o coxim, ou o próprio
coxim digital.
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A garra felina segue a anatomia da unha canina, com algumas exceções
características da espécie. A garra do gato é comprimida lateralmente,
fortemente curvada e se projeta até formar uma ponta afiada.
Ao contrário dos cães, os gatos utilizam as suas garras para ataque e
defesa e para o contato inicial com a presa.
 Os arranhões característicos em árvores, troncos e mobília são uma
forma de afiar as garras e marcar território por meio do suor das
glândulas nos coxins digitais.
Ao contrário da unha do cão, as garras do gato são totalmente
retráteis por meio de ligamentos elásticos na crista ungueal da garra.
Isso possibilita que o gato caminhe silenciosamente e sem desgastar as
garras devido ao contato com o solo.
No potro recém-nascido, os cascos são bilateralmente simétricos e
apresentam o mesmo formato em todos os quatro pés.
As diferenças típicas na forma do casco presentes no equino adulto
são o resultado das forças exercidas sobre o casco durante a
locomoção. Esse processo se inicia imediatamente após o nascimento
e, após alguns meses, é possível diferenciar os pés esquerdos e direitos
e torácicos e pélvicos em um espécime.
O confinamento de equinos jovens normalmente resulta no
desenvolvimento de deformidades nos cascos. O ângulo da pinça com
osolo é de cerca de 45 a 50° no membro torácico e ligeiramente
maior 50 a 55° no membro pélvico.
 
C o r n o O bovino possui dois cascos principais ou (rudimentares), eles são
seus dedos 3 e 4. Os cascos do membro torácico são mais
arredondados do que os do membro pélvico e apresentam um espaço
interdigital maior. O ângulo da parede dorsal é de cerca de 50 a 55°
na frente e de 45 a 50° atrás. O casco lateral suporta a maior carga
e, em geral, é maior que o medial, embora não seja sempre o caso no
membro pélvico.
O casco atua como amortecedor durante a locomoção. Os coxins
atuam comoalmofadas, sobre as quais o animal caminha. O casco é
complementado por uma epiderme elástica. Outro mecanismo
amortecedor é a possibilidade de os cascos do mesmo membro se
distanciarem um do outro quando o pé entra em contato com o
solo.
O esqueleto digital do equino se reduz a um raio, o terceiro dedo,
que compõe o casco. Alguns indivíduos podem nascer com um
segundo ou quarto dedo adicional (polidactilia), o qual costuma ser
mais curto que o dedo principal e não faz contato com o solo.
Em ruminantes selvagens, os cornos são utilizados como mecanismos
de ataque e defesa durante a época de acasalamento ou para
estabelecer e manter hierarquias. Isso explica a sua anatomia
extremamente estável. A menos que o animal pertença a uma raça
naturalmente mocha, os cornos de ruminantes domésticos são
encontrados nos dois sexos, embora alguns machos apresentem
cornos maiores. Ao contrário das galhadas, um aspecto anatômico
característico do macho dos cervídeos, as quais caem e renascem
todos os anos sob influência hormonal, os cornos dos ruminantes
domésticos são permanentes e crescem continuamente após o seu
surgimento depois do nascimento. O tamanho e a forma dos cornos
são características fortes da raça e dependem da idade e do sexo.
Nos bovinos o corno começa a crescer já no terceiro mês de
gestação, há uma pequena elevação epidérmica visível, de onde o
corno brotará mais tarde. No animal recém-nascido, um vórtice de
pelos indica a localização futura do corno, e pequenas elevações
abaixo dele não apresentam pelos no topo. Com início no centro, o
corno gradualmente fica sem pelos.
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Os cornos dos pequenos ruminantes apresentam formas distintas,
porém a sua anatomia básica se assemelha à do bovino. Eles emergem
próximos da parte de trás das órbitas, em uma posição parietal
bastante diferente da posição temporal do bovino.
Seios cutâneos secreção das glândulas da pele e as células superficiais
necrosadas se combinam para formar uma mistura de odor, utilizadas
para a demarcação de território. Presentes nos ovinos e nos cães e
gatos.
Dentre as funções das glândulas da pele, estão: a produção de odor
característico de cada espécie, a secreção de feromônios de demarcação
territorial e o reconhecimento individual.
➩ Glândula sudorípara e sebácea: produção de sebo para a
lubrificação e impermeabilização da pele e da pelagem, disseminação de
suor, retardar do crescimento bacteriano, marcar território, sebo de lã
de carneiro, pomada e cosméticos.
➩ Glândulas sacro-anais: glândulas sebáceas nas adjacências do ânus.
➩ Glândulas do seio paranal: glândulas sebáceas e serosas na parede
do saco anal de cães e gatos.
➩ Glândulas do carpo: ambos os sexos de gatos e suínos, para
marcação territorial.
➩ Glândulas circum-anais: glândulas sebáceas nas adjacências do ânus
do cão para reconhecimento.
➩ Glândulas da cauda: glândulas sebáceas e serosas no dorso da cauda
do cão e gato na estação de monta.
➩ Glândulas circum-orais: glândulas sebáceas nos lábios do gato.
➩ Glândulas da pele dos coxins digitais: em carnívoros e no equino.
➩ glândulas mentuais e glândulas carpais: glândulas sudoríparas
apócrinas no suíno.
➩ Glândulas do seio infraorbital: na região orbital de ovinos machos
para a marcação de território.
➩ Glândulas do seio inguinal: Base do úbere e do escroto de ovinos.
G l a n d u l a s d a p e l e
➩ Glândulas do seio interdigital: Membros torácico e pelvino de
ovinos de ambos os sexos, serve como marcador de trilha.
➩ Glândulas cornuais: situada no corno dos caprinos de ambos os
sexos em estação de monta.
➩ Glândulas ceruminosas: glândulas apócrinas e sebáceas que
produzem cerume, presentes em todos os mamíferos domésticos.
➩ Glândulas nasolabial: o nariz é mantido úmido. Essas glândulas não
estão presentes no cão e no gato.
T e g u m e n t o d e a v e s 
A maior parte do corpo da ave está coberta por penas. 
As penas permitem o voo e contribuem para a termorregulação ao
fornecer isolamento. Elas também servem como barreira contra a
irradiação e agressões ambientais mecânicas, térmicas, químicas e
biológicas.
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Glândulas nas aves: as glândulas sudoríparas estão ausentes nas aves.
As glândulas sebáceas são encontradas em apenas três localizações:
sobre a cauda, no meato acústico externo e na cloaca.
 A glândula uropígea está presente em todas as galinhas e aves
aquáticas. Ela é composta por dois lobos, cada um com um ducto
excretor que se abre na papila uropígea ímpar. A secreção glandular
oleosa e holócrina cobre as penas em uma película de gordura.
As aves possuem numerosas estruturas cutâneas acessórias específicas
da espécie, geralmente encontradas na cabeça e no pescoço das aves.
➩ crista
➩ barbela 
➩ lobo auricular
➩ monco ou processo frontal 
➩ carúnculas 
➩ crista ou capacete
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