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Furto (Art. 155) 
Furto é o crime de subtrair coisa alheia móvel (coisa que pode ser transportada, como objetos) para si ou 
para outra pessoa. 
Pena: Reclusão de 1 a 4 anos e multa. 
Agravantes: A pena aumenta em 1/3 se o furto ocorrer durante a noite (repouso noturno). 
Possibilidade de redução: Se o criminoso for primário e a coisa furtada for de pequeno valor, o juiz pode 
substituir a pena de reclusão por detenção ou até aplicar apenas multa. 
Furto qualificado (Art. 155, § 4º): Se o crime for cometido com destruição, fraude, abuso de confiança, 
ou em concurso de várias pessoas, a pena vai de 2 a 8 anos de reclusão. 
Furto qualificado com uso de explosivos (Art. 155, § 4º-A): Quando ocorre o uso de explosivos ou 
artefatos similares, a pena é de 4 a 10 anos. 
Furto eletrônico ou informático (Art. 155, § 4º-B e § 4º-C): Se o furto for cometido com fraudes por 
dispositivos eletrônicos, a pena é de 4 a 8 anos, e a pena aumenta se for cometido contra idosos ou se 
envolver servidores fora do Brasil. 
Furto de coisa comum (Art. 156) 
Este artigo trata do furto de bens que pertencem a condôminos, co-herdeiros ou sócios (co-proprietários), 
ou seja, a coisa não é exclusivamente de uma pessoa. 
Pena: Detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa. 
Roubo (Art. 157) 
Roubo é o crime de subtrair coisa alheia com violência ou grave ameaça, ou quando a vítima não pode 
resistir. 
Pena: Reclusão de 4 a 10 anos e multa. 
Agravantes: A pena aumenta se o crime envolver: 
Ação de duas ou mais pessoas. 
Vítima transportando valores. 
Furto de veículo para outro estado ou exterior. 
Uso de arma de fogo ou arma branca. 
Se a violência resultar em lesões graves ou morte. 
Caso de uso de arma de fogo de uso restrito (Art. 157, § 2º-B): A pena é dobrada. 
Roubo (Art. 157) 
O roubo é o crime de subtrair algo de outra pessoa, usando violência ou grave ameaça para isso. A pena 
para o crime é de reclusão de 4 a 10 anos e multa. A pena pode ser aumentada em diferentes situações: 
Agravantes: 
Uso de arma branca ou arma de fogo. 
Concurso de duas ou mais pessoas no crime. 
Subtração de veículo para outro estado ou exterior. 
Manter a vítima em cativeiro. 
Uso de explosivos ou artefatos semelhantes. 
Vítima trabalhando com transporte de valores. 
Aumento de pena: 
Se a violência ou ameaça for com arma de fogo (pena aumenta em 2/3). 
Se o criminoso usar arma de fogo de uso restrito ou proibido (pena é dobrada). 
Se a violência resultar em lesão corporal grave (pena vai de 7 a 18 anos). 
Se houver morte (pena vai de 20 a 30 anos). 
O roubo é um crime grave, com pena elevada, e a lei considera diversas circunstâncias que podem agravar 
ainda mais a punição. 
Extorsão (Art. 158) 
Extorsão é o ato de forçar alguém a fazer algo ou a deixar de fazer algo, mediante violência ou ameaça, 
para obter vantagem econômica indevida. 
Pena: Reclusão de 4 a 10 anos e multa. 
Agravantes: A pena pode ser aumentada se houver o uso de arma ou se a extorsão envolver duas ou mais 
pessoas. 
Extorsão mediante sequestro (Art. 159) 
Este é um tipo específico de extorsão, onde a vítima é sequestrada com o objetivo de obter vantagem 
econômica, como o resgate. 
Pena: De 8 a 15 anos. 
Se o sequestrado for menor de 18 ou maior de 60 anos, ou se o crime for cometido por um bando, a pena 
vai de 12 a 20 anos. 
Se resultar em lesão corporal grave ou morte, a pena aumenta ainda mais.. 
Art. 160 - Extorsão Indireta 
Texto: 
"Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento que pode dar 
causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro: 
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa." 
Explicação: 
O Art. 160 trata da extorsão indireta, que ocorre quando alguém exige ou recebe um documento como 
garantia de dívida, abusando da posição vulnerável da pessoa devedora. Esse documento, no entanto, pode 
ser utilizado para provocar um procedimento criminal contra a própria vítima ou contra um terceiro. 
Exemplos de documentos que podem ser exigidos incluem: 
Documentos comprometendo a vítima, como assinaturas em documentos falsos, promessas de crimes, ou 
qualquer coisa que possa resultar em uma acusação criminal, caso o documento seja utilizado de maneira 
incorreta. 
Situação de abuso, em que alguém se aproveita da fragilidade ou necessidade de outra pessoa para obrigá-
la a entregar um documento que a prejudique, com o risco de que o conteúdo deste documento seja usado 
de maneira prejudicial. 
A pena para este crime é de reclusão de 1 a 3 anos, além de multa. 
Usurpação de águas (Art. 161) 
Este artigo trata do crime de desviar ou represar águas alheias sem autorização, para uso próprio. 
Pena: Detenção de 1 a 6 meses e multa. 
Art. 162 - Supressão ou Alteração de Marca ou Sinal em Gado ou Rebanho 
Texto: 
"Suprimir ou alterar, indevidamente, em gado ou rebanho alheio, marca ou sinal indicativo de propriedade: 
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa." 
Explicação: 
Este artigo trata de crimes relacionados à marca ou sinal de propriedade em gado ou rebanho, e o crime 
ocorre quando alguém remove ou altera indevidamente esses sinais que indicam a propriedade do animal. 
Esses sinais ou marcas são importantes para identificar a propriedade do gado. Normalmente, marcas são 
feitas de forma visível (como ferros ou marcas gravadas) nos animais, e sua remoção ou alteração é um 
crime contra a propriedade do dono legítimo. O objetivo desse tipo de crime pode ser a apropriação 
indevida do gado ou do rebanho, enganando outras pessoas quanto à verdadeira propriedade do animal. 
Por exemplo: 
Suprimir a marca de um animal, ou seja, removê-la completamente, a fim de apagar a evidência de quem 
é o verdadeiro dono. 
Alterar a marca ou sinal com o objetivo de fazer o gado parecer pertencente a outra pessoa. 
A pena para quem cometer este crime é de detenção de 6 meses a 3 anos, além de multa. 
Dano (Art. 163) 
O dano é o crime de destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia. 
Pena: Detenção de 1 a 6 meses, ou multa. 
Se o dano for cometido com violência ou grave ameaça, ou contra patrimônio da União, a pena aumenta 
para 6 meses a 3 anos. 
Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico (Art. 165) 
Destruir ou danificar patrimônios culturais (como obras de arte ou patrimônio histórico) é considerado 
crime. 
Pena: Detenção de 6 meses a 2 anos e multa. 
 
Art. 164 - Introdução de animais em propriedade alheia sem consentimento: 
Descrição: Se alguém introduz ou deixa animais em propriedade alheia sem a permissão do dono e isso 
causa prejuízo, o autor pode ser punido com detenção de 15 dias a 6 meses, ou multa. 
Art. 165 - Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico: 
Descrição: Destruir, inutilizar ou deteriorar bens tombados por sua importância artística, arqueológica ou 
histórica resulta em detenção de 6 meses a 2 anos, além de multa. 
Art. 166 - Alteração de local protegido por lei: 
Descrição: Alterar o aspecto de locais especialmente protegidos por lei sem a autorização competente leva 
à detenção de 1 mês a 1 ano, ou multa. 
Art. 167 - Ação penal: 
Descrição: Nos casos dos artigos 163 (danos), 164 (animais) e 165 (dano em bens culturais), o processo só 
pode começar com a queixa do prejudicado. 
Art. 168 - Apropriação indébita: 
Descrição: Apropriar-se de bens que se tenha sob posse ou detenção sem ser o dono é considerado crime, 
com pena de reclusão de 1 a 4 anos, e multa. A pena pode ser aumentada se a pessoa tiver recebido o bem 
de forma especial (exemplo: como depositário). 
Art. 168-A - Apropriação indébita previdenciária: 
Descrição: Se alguém deixa de repassar as contribuições previdenciárias devidas, a pena é reclusão de 2 a 
5 anos, além de multa. O artigo também prevê alternativas de extinção da pena em alguns casos (se a pessoa 
pagar espontaneamente). 
Art. 169 - Apropriação de coisa vinda por erro ou caso fortuito: 
Descrição: Apropriar-sede coisas que se obtêm por erro ou força maior também é crime, com pena de 
detenção de 1 mês a 1 ano, ou multa. 
Art. 170 - Aplicabilidade do Art. 155, § 2º 
Texto: 
"Nos crimes previstos neste Capítulo, aplica-se o disposto no art. 155, § 2º." 
Explicação: 
Este artigo afirma que, em relação aos crimes descritos no Capítulo que trata dos crimes contra o patrimônio 
(em que se incluem crimes como furto e roubo), aplica-se a mesma regra prevista no § 2º do Art. 155, que 
trata da forma de agir em determinadas circunstâncias e das consequências das ações de quem pratica esses 
crimes. O Art. 155, § 2º, diz respeito a penas agravadas quando há a prática de furto em condições 
específicas (como a invasão de casa, por exemplo). Assim, o Art. 170 reforça que essas regras de aplicação 
podem ser estendidas a outros crimes previstos no Capítulo. 
Art. 171 - Estelionato: 
Descrição: Obter vantagem ilícita para si ou para outrem, prejudicando outra pessoa por meio de engano, 
artifício ou fraude, resulta em reclusão de 1 a 5 anos, e multa. 
§ 2º: Exemplos de fraudes incluem vender algo que não é seu, destruir ou ocultar bens para receber seguro, 
ou emitir cheque sem fundos. 
Fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A e § 2º-B): 
Descrição: Se o estelionato for cometido com o uso de fraude digital (como por redes sociais, e-mails ou 
telefone), a pena aumenta para reclusão de 4 a 8 anos. 
 
Art. 172 - Duplicata simulada: 
Descrição: Emitir fatura, duplicata ou nota falsa sobre mercadoria ou serviço é punido com detenção de 2 
a 4 anos, e multa. 
Art. 173 - Abuso de incapazes: 
Descrição: Abusar da necessidade ou inexperiência de pessoas incapazes, como menores ou pessoas com 
debilidade mental, para induzi-las a práticas prejudiciais, leva a reclusão de 2 a 6 anos, e multa. 
Art. 174 - Abuso de Inexperiência ou Inferioridade Mental para Enganar Outra Pessoa 
Texto: 
"Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou inferioridade mental de 
outrem, induzindo-o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação com títulos ou mercadorias, sabendo ou 
devendo saber que a operação é ruinosa: 
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa." 
Explicação: 
Este artigo tipifica o crime de abusar da inexperiência, simplicidade ou inferioridade mental de outra 
pessoa, levando-a a realizar operações financeiras prejudiciais. Exemplos incluem induzir alguém a jogar, 
fazer apostas ou investir em negócios ou especulação de mercadorias que são prejudiciais para a pessoa, 
sabendo ou podendo saber que a operação é desvantajosa. A pena para quem cometer esse crime é de 
reclusão de 1 a 3 anos e multa. 
Art. 175 - Fraude no Comércio 
Texto: 
"Enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor: 
I - vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada; 
II - entregando uma mercadoria por outra: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa." 
Explicação: 
Este artigo trata de fraudes cometidas no comércio, como enganar o consumidor ou adquirente sobre a 
qualidade dos produtos vendidos. Exemplos incluem: 
Vender mercadoria falsificada ou deteriorada como se fosse original e em perfeito estado; 
Trocar mercadorias e entregar um item diferente do anunciado. 
As penas para este tipo de fraude são de detenção de 6 meses a 2 anos, além de multa. 
§ 1º - Alterações em Obras Encomendadas 
"Alterar em obra que lhe é encomendada a qualidade ou o peso de metal ou substituir, no mesmo caso, 
pedra verdadeira por falsa ou por outra de menor valor; vender pedra falsa por verdadeira; vender, como 
precioso, metal de ou outra qualidade: 
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa." 
Explicação: 
Este parágrafo trata de fraudes em contratos comerciais de obras, especialmente no caso de substituição 
de materiais de valor, como vender metais ou pedras falsas em vez de materiais genuínos. A pena é 
mais grave nesse caso: reclusão de 1 a 5 anos, além de multa. 
§ 2º - Aplicabilidade do Art. 155, § 2º 
"É aplicável o disposto no art. 155, § 2º." 
Explicação: 
Este parágrafo diz que as regras do Art. 155, § 2º (referentes ao furto) podem ser aplicadas a este tipo de 
fraude, aumentando a pena dependendo das circunstâncias. 
Art. 176 - Fraude em Serviços de Alimentação, Hospedagem ou Transporte 
Texto: 
"Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de 
recursos para efetuar o pagamento: 
Pena - detenção, de quinze dias a dois meses, ou multa. 
Parágrafo único - Somente se procede mediante representação, e o juiz pode, conforme as circunstâncias, 
deixar de aplicar a pena." 
Explicação: 
Este artigo pune quem utiliza serviços como restaurantes, hotéis ou transportes sem a intenção de 
pagar por eles. A pena pode ser detenção de 15 dias a 2 meses, ou multa. No entanto, a ação só pode ser 
processada se houver representação da vítima (no caso, o prestador do serviço). O juiz também pode 
optar por não aplicar a pena, dependendo das circunstâncias do caso. 
Art. 177 - Fraudes em Sociedade por Ações 
Texto: 
"Promover a fundação de sociedade por ações, fazendo, em prospecto ou em comunicação ao público ou 
à assembléia, afirmação falsa sobre a constituição da sociedade, ou ocultando fraudulentamente fato a ela 
relativo: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa, se o fato não constitui crime contra a economia popular." 
Explicação: 
Este artigo trata da fraude na fundação de sociedades por ações, ou seja, crimes relacionados à criação e 
à administração de empresas com ações negociáveis. Se alguém fizer afirmações falsas sobre a 
constituição de uma sociedade ou omitir fatos importantes que prejudicam investidores, ele pode ser 
punido com reclusão de 1 a 4 anos e multa. 
§ 1º 
Aqui, o artigo amplia a responsabilidade aos diretores, gerentes ou fiscais da sociedade que praticarem 
fraudes similares, como: 
Fazer declarações falsas sobre as finanças da empresa; 
Manipular as ações da sociedade (falsa cotação); 
Usar recursos da empresa sem autorização, entre outros. 
A pena é a mesma de reclusão de 1 a 4 anos, com multa. 
§ 2º 
O acionista que negociar votos nas deliberações de assembleia geral da sociedade também pode ser 
punido com detenção de 6 meses a 2 anos e multa. 
 
Art. 178 - Emissão Irregular de Conhecimento de Depósito ou Warrant 
Texto: 
"Emitir conhecimento de depósito ou warrant, em desacordo com disposição legal: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa." 
Explicação: 
Este artigo trata de crimes envolvendo a emissão irregular de conhecimento de depósito ou warrant, que 
são documentos usados para garantir que um bem está sendo armazenado ou custodiado. A emissão desses 
documentos de maneira irregular ou ilegal pode levar à reclusão de 1 a 4 anos, além de multa. 
Art. 179 - Fraude à Execução 
Texto: 
"Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo ou danificando bens, ou simulando dívidas: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. 
Parágrafo único - Somente se procede mediante queixa." 
Explicação: 
Este artigo pune quem tenta fraudar a execução de uma sentença judicial, ou seja, quem tenta impedir 
que uma decisão judicial seja cumprida. Isso pode ser feito de diversas formas, como alienando 
(vendendo ou transferindo) bens que foram penhorados, desviando, destruindo ou danificando bens, 
ou simulando dívidas para enganar o processo de execução. A pena é detenção de 6 meses a 2 anos, ou 
multa, e o processo só pode ser iniciado mediante queixa da parte lesada. 
Art. 180 - Receptação: 
Descrição: Receber, comprar, vender ou transportar bens que sabe serem fruto de crime é considerado 
receptação, com pena de reclusão de 1 a 4 anos, e multa. 
Receptação qualificada (Art. 180, § 1º): 
Descrição: Quando o crime de receptação é cometido em um contexto comercial ou industrial, a pena 
aumenta para reclusão de 3 a 8 anos, e multa. 
Art. 180-A - Receptação de animais: 
Descrição:Receber, transportar ou vender animais que sabem ser produto de crime (como furto ou abate 
ilegal), é punido com reclusão de 2 a 5 anos, e multa. 
Art. 181 - Isenção de pena em certos casos 
Este artigo trata da isenção de pena em casos específicos de crimes cometidos dentro de certos 
relacionamentos familiares. A isenção de pena ocorre quando o crime é cometido em prejuízo: 
Cônjuge, na constância da sociedade conjugal (relacionamento de casamento). 
Ascendente ou descendente, ou seja, pai, mãe, avós, filhos, netos, etc. O parentesco pode ser legítimo ou 
ilegítimo, civil ou natural (biológico). 
Exemplo: Se alguém cometer um crime contra seu cônjuge ou seus pais, essa pessoa pode ser isenta de 
pena em determinadas condições. 
Art. 182 - Representação como condição para processo 
Este artigo trata de crimes cometidos contra outros membros da família, mas com menor grau de 
parentesco ou com separação. A ação penal depende de representação (ou seja, a vítima precisa 
formalmente pedir para que o processo legal siga adiante). O crime será sujeito à representação quando 
cometido contra: 
Cônjuge desquitado ou judicialmente separado. 
Irmão (legítimo ou ilegítimo). 
Tio ou sobrinho com quem o agente coabita (com quem vive na mesma casa). 
Exemplo: Se um irmão comete um crime contra outro irmão, ou se alguém cometer um crime contra o tio 
ou sobrinho com quem mora, o processo só seguirá se a vítima representar contra o criminoso. 
Art. 183 - Exceções à isenção de pena e à representação 
Este artigo estabelece algumas exceções às normas do Art. 181 e Art. 182. A isenção de pena e a exigência 
de representação não se aplicam em algumas situações específicas: 
Crime de roubo ou extorsão: Não se aplica isenção de pena nem exigência de representação quando o 
crime envolver roubo ou extorsão, ou quando houver grave ameaça ou violência contra a pessoa. 
Estranho que participa do crime: Se um estranho (alguém que não é da família) participar do crime, as 
normas de isenção de pena ou de representação não se aplicam. 
Crime praticado contra pessoas com 60 anos ou mais: Não se aplica a isenção de pena ou a exigência 
de representação se o crime for cometido contra uma pessoa com idade igual ou superior a 60 anos (isso 
foi alterado pela Lei nº 10.741/2003, o Estatuto do Idoso). 
Exemplo: Se um crime é cometido contra um idoso ou se o criminoso não for parte da família da vítima, o 
processo será tratado da maneira comum, sem isenção de pena ou necessidade de representação. 
Art. 183-A - Aumento de pena em crimes contra instituições financeiras e prestadores de serviços de 
segurança privada 
Este artigo, incluído pela Lei nº 14.967/2024, determina que nos crimes cometidos contra instituições 
financeiras (bancos, por exemplo) ou prestadores de serviços de segurança privada, as penas serão 
aumentadas de 1/3 até o dobro. 
Exemplo: Se uma pessoa cometer um crime contra um banco ou uma empresa de segurança privada, a pena 
que ela receberá será maior, com um aumento de 1/3 até o dobro, dependendo das circunstâncias. 
Art. 184 - Violação de direitos autorais: 
Descrição: Quem violar os direitos autorais ou conexos (como gravar ou distribuir obras intelectuais sem 
autorização) com fins lucrativos é punido com detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa. 
Se a violação envolver reprodução total ou parcial de obra, a pena sobe para reclusão de 2 a 4 anos, e multa.

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