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AULA 02 - Células

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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
O sistema imune é de defesa? 
• Pode ser de defesa, mas não é apenas para 
isso 
• Pessoas com imunodeficiência possuem 
infecções de repetição 
• O nosso sistema é voltado para o próprio → é 
normal reconhecer o próprio, mas não o atacar 
• Será que o sistema imune está todo o tempo 
combatendo algo? E se não está, o que ele 
está fazendo? 
• Então, mesmo assim ele é de defesa? 
Definições 
Células: leucócitos de origem linfóide e mieloide que 
atuam ou na imunidade inata ou na adaptativa 
Normalmente as células do sistema imune estão 
presentes no sangue e na linfa, nos órgãos linfoides e 
em células dispersas em praticamente todos os tecidos 
Órgãos e tecidos organizados 
✓ Primários – geração e maturação de leucócitos. 
Ex: medula óssea e timo (amadurecimento) 
✓ Secundários – ativação dos linfócitos (baço e 
linfonodo) 
✓ Tecidos linfoides associados à mucosa – MALT 
(tonsilas, placas de payer) 
O sistema imune enfrenta muitos desafios 
✓ Ele precisa responder rapidamente a diferentes 
microrganismos 
✓ Na resposta imune adaptativa poucos linfócitos 
naive reconhecem especificamente a um 
antígeno qualquer 
✓ Deve ser capaz de destruir e localizar 
microrganismos distantes de onde a resposta 
imune foi induzida 
 
Células do sistema imune 
➢ Linfócitos T e B, macrófagos e células 
dendríticas 
➢ Quase todas essas células derivam da medula 
óssea de células-tronco hematopoiéticas 
➢ Linhagem mieloide: fagócitos, DCs, eritrócitos 
e plaquetas 
o Granulócitos: neutrófilo, eosinófilo, 
basófilo 
o Fagócitos: neutrófilo e macrófago 
➢ Linhagem linfoide: engloba todos os linfócitos 
Ex: Na covid, no início da infecção ocorre uma queda 
no número dos linfócitos 
A expressão de proteínas de membrana é usada para 
distinguir populações de células no sistema imune → 
marcadores 
• T auxiliar – proteína CD4 
• T citotóxico – CD8 
Todas as moléculas de superfície celular são 
designadas por uma numeração CD 
Fagócitos 
• Realizam a fagocitose – função importante na 
resposta inata 
• Neutrófilos e macrófagos = células com função 
de ingerir e destruir microrganismos e remover 
tecidos danificados 
• Tentativa de manter a homeostasia 
• Apresentação de antígeno 
• Monócito – circulação; macrófago – tecidos 
Etapas sequenciais de resposta: 
1- Recrutamento das células para os sítios de 
infecção 
2- Reconhecimento e ativação por 
microrganismos 
3- Fagocitose dos microrganismos 
4- Destruição 
Através do contato direto e secreção de citocinas, os 
fagócitos se comunicam com outras células de maneira 
a promover ou regular respostas imunes 
Neutrófilos e monócitos são circulantes do sangue 
• Os neutrófilos respondem mais rapidamente e 
possuem vida curta 
o Usam rearranjos do citoesqueleto e 
montagem de enzimas 
• Os monócitos podem se transformar em 
macrófagos nos tecidos, onde podem viver por 
um longo período, gerando uma resposta 
duradoura 
o Atuam transcrevendo novos genes 
 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
Neutrófilos 
• Constituem a população mais abundante 
• Principal tipo nas reações inflamatórias agudas 
• Possuem numerosas projeções membranosas 
• Núcleo com 2 a 5 lóbulos 
• Polimorfonucleares 
• Liberam NET – armadilhas extracelulares de 
neutrófilos com o seu próprio material genético 
→ barreira física e enzimas (ação química) 
• Produzem vários grânulos – enzimas (lisozima, 
colagenase e elastase) 
• Seus grânulos não se coram muito bem 
• Grânulos azurofílicos – contêm enzimas e 
outras substâncias microbicidas. Ex: 
defensinas e catelicidinas 
• Sua produção é estimulada pelo fator 
estimulador de colônia de granulócito e pelo 
estimulador de colônia de granulócito-
macrófago 
Principal função: fagocitar microrganismos, 
especialmente os opsonizados, e produtos de células 
necróticas. Pode produzir fatores que matam 
microrganismos extracelulares, mas danificam tecidos 
sadios 
Opsonização: nesse processo o anticorpo se une ao 
antígeno e produz um complexo antígeno-anticorpo 
Fagócitos mononucleares 
• Inclui células circulantes chamadas de 
monócitos e macrófagos residentes em tecidos 
• São derivados, principalmente, de precursores 
hematopoiéticos durante a vida fetal. 
• São as células efetoras dominantes nos 
estágios mais tardios 
Desenvolvimento 
• O fator estimulador de colônia de monócito 
estimula a formação dessas células a partir de 
precursores localizados na medula → 
monócitos vão pro sangue → viram macrófagos 
nos tecidos 
• Alguns tecidos são povoados por macrófagos 
residentes de vida longa, derivados do saco 
vitelínico. Ex: células de Kupffer; macrófagos 
alveolares 
 
Subpopulações de monócitos 
• Núcleos em forma de feijão, citoplasma 
finamente granular com lisossomos, vacúolos 
fagocíticos e filamentos do citoesqueleto 
Monócitos clássicos ou inflamatórios – produzem 
mediadores inflamatórios, são fagocíticos 
• Expressão CD14, não expressão CD16 e 
expressão de quimiocina CCR2 
Monócitos não clássicos – recrutados para os tecidos 
após infecção ou lesão, podendo contribuir para o 
reparo 
• Baixo CD14 e alto CD16 
 
Funções dos macrófagos 
✓ Fagocitose e destruição de microrganismos 
✓ Ingerem células necróticas, mortas 
✓ Reconhecem e englobam células apoptóticas 
antes de estas poderem liberar seus conteúdos 
e induzir respostas inflamatórias 
✓ Secretam citocinas que amplificam a resposta 
imune 
✓ Atuam como células apresentadoras de 
antígenos, que exibem fragmentos que ativam 
linfócitos T 
✓ Promovem reparo de tecidos lesados 
Receptores e ativação de macrófagos 
• Receptores do tipo Toll – importantes na 
imunidade inata (toll-like receptors) 
• Também são ativados quando outros 
receptores se ligam a opsoninas apresentas na 
superfície dos microrganismos 
o Opsinas = substâncias que cobrem as 
partículas, marcando-as para a 
fagocitose 
• Ativação por citocinas e proteínas de 
membrana dos linfócitos T 
Subpopulações de macrófagos 
• Os macrófagos podem adquirir capacidades 
funcionais distintas dependendo dos tipos de 
estímulos ativadores a que são expostos 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
• Ativação clássica: os macrófagos se 
especializam no killing dos microrganismos 
(M1) → inflamação 
• Ativação alternativa: remodelamento e reparo 
tecidual (M2) 
• Células epitelioides: quando os macrófagos 
desenvolvem citoplasma abundante 
• Células gigantes multinucleadas 
Mastócitos, basófilos e eosinófilos 
• Células adicionais que atuam nas respostas de 
imunidade inata e imunidade adaptativa 
• Possuem grânulos citoplasmáticos contendo 
vários mediadores inflamatórios e 
antimicrobianos, os quais são liberados 
mediante ativação 
• Proteção contra helmintos 
• Doenças alérgicas 
Mastócitos 
• Derivadas da medula óssea 
• Estão presentes nos epitélios da pele e 
mucosas 
• Liberam mediadores inflamatórios ao serem 
ativadas, que conferem defesa contra 
infecções por parasitas ou produzem os 
sintomas das doenças alérgicas 
• Citocina fator da célula-tronco (c-Kit-ligante): 
essencial para o desenvolvimento dos 
mastócitos 
• Não são encontrados na circulação, mas nos 
tecidos 
• Grânulos azul escuro → histamina e 
proteoglicanas acídicas 
• Esses mediadores provocam alterações nos 
vasos sanguíneos que causam inflamação 
• Alta afinidades pelo anticorpo IgE 
• Sentinelas do sistema imune inato 
Basófilos 
• Granulócitos sanguíneos 
• Apresentam similaridades estruturais e 
funcionais com os mastócitos 
• Derivam de precursores hematopoiéticos, 
amadurecem na medula óssea e circulam no 
sangue 
• Menos de 1% dos leucócitos sanguíneos 
• Possuem grânulos basófilos e são capazes de 
produzirem mediadores dos mastócitos 
• Expressão receptores de IgE 
Eosinófilos 
• São granulócitos sanguíneos 
• Grânulos citoplasmáticos nocivosàs paredes 
celulares de parasitas, mas que também 
podem danificar os tecidos dos hospedeiros 
• Grânulos eosinófilos 
• São derivados da medula óssea e circulam no 
sangue, de onde podem ser recrutados para os 
tecidos 
• Citocinas GM-CSF, interleucina-3 e IL5 
promovem a maturação do eosinófilo 
• Números aumentados em inflamações 
• Resposta imune a helmintos 
• T helper 2 → IL4, 5 e 13 
Células dendríticas 
• São residentes nos tecidos e também 
circulantes 
• Iniciam reações de defesa imune inata 
• Captam proteínas microbianas para apresentar 
aos linfócitos T- imunidade adaptativa 
• Fazem fagocitose e apresentam o antígeno 
• Expressam TLRs e outros receptores que 
reconhecem moléculas microbianas e 
respondem secretando citocinas que recrutam 
e ativam células inatas nos sítios de infecção 
A imunidade inata intensifica a capacidade de 
apresentar antígenos das DCs, o que é um dos 
principais mecanismos pelos quais a imunidade inata 
promove respostas imunes adaptativas 
• 2 tipos – convencional (comum no sangue) e 
plasmocitoide (IFN 1 – capacidade antiviral 
enorme) 
Desenvolvimento das células dendríticas 
• São células com longas projeções 
membranosas e dotadas de capacidade 
fagocítica 
• Faz parte da linhagem mieloide e surge de 
precursores que podem se diferenciar em 
monócitos 
• Sua maturação depende da Flt2-ligante 
• As células de Langerhans (DC da pele) se 
desenvolve a partir de precursores 
embrionários no saco vitelínico ou fígado fetal 
Todas as DCs expressam moléculas do MHC de 
classes I e II que são essenciais para apresentar os 
antígenos às células T CD8+ e CD4+, respectivamente 
 
 
 
 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
Subpopulações de células dendríticas 
DCs clássicas (convencionais) 
• Principal tipo envolvida na captura de 
antígenos proteicos de microrganismos que 
entram através da pele e apresentação para 
células T 
• Estimulam fortes respostas da célula T 
• Mais numerosa nos epitélios e órgãos linfoides 
• Derivadas de precursores mieloides 
Podem ser divididas em duas subpopulações: 
• Principal: é a mais numerosa, distinguida pela 
alta expressão de BDCA-1/CD1c em humanos 
ou de integrina CD11b em camundongos, além 
do fator de transcrição IRF4. É mais potente na 
condução de respostas de células T CD4+ 
• A outra subpopulação expressa BDCA-3 em 
humanos e, em camundongos, de CD8 e 
CD103 e o fator de transcrição IRF8. 
Especializada na apresentação para as células 
T CD8+ 
DCs plasmocitoides 
• Produzem a citocina antiviral conhecida como 
interferon (IFN) tipo I em resposta aos vírus 
• Podem capturar microrganismos no sangue e 
transportar para o baço para apresentação às 
células T 
• Encontradas no sangue e em pequenos 
números nos órgãos linfoides 
Células dendríticas foliculares – ativação da célula B 
junto aos órgãos linfoides → apresentam antígenos 
sem processar 
Linfócitos 
• Células da imunidade adaptativa 
• Expressam receptores antigênicos específicos 
clonalmente distribuídos 
• A depleção dos linfócitos compromete as 
respostas às imunizações 
• Os receptores antígeno- específicos são 
produzidos apenas por linfócitos 
Classes de linfócitos 
• Classes distintas com diferentes funções e 
produtos proteicos 
• Do ponto de vista morfológico, todos os 
linfócitos são similares 
• Linfócitos B – células produtoras de anticorpo 
derivadas da medula óssea 
• Linfócitos T – são mediadores da imunidade 
celular e surgem a partir de células precursoras 
da medula óssea e migram e amadurecem no 
timo 
 
Linfócitos B 
• Células B foliculares, células B da zona 
marginal (baço) e células B-1 (tecidos de 
mucosa, cavidades peritoneal e pleural) 
• Respostas T dependente (B de memória, IgG, 
IgE, IgA) → B2 de zona folicular 
• Resposta independente (IgM, IgA e IgG) → B1 
e de zona marginal 
• 7-10 dias 
Células B foliculares 
• São as mais numerosas 
• Encontradas nos tecidos linfoides e no sangue 
• Expressam anticorpos diversificados e 
clonalmente distribuídos 
• Atuam como receptores antigênicos de 
superfície celular e como moléculas efetoras-
chave secretadas de imunidade adaptativa 
humoral 
• Originam os anticorpos e as células B de 
memória 
As células B-1 e B da zona marginal constituem uma 
minoria das células B e produzem anticorpos com 
diversidade muito limitada 
Linfócitos T 
• Linfócitos T auxiliares CD4+ e CTLs CD8+, 
células T reguladoras 
• Expressão receptores de célula T 
• T CD4+ secretam citocinas → linfócitos T, B e 
macrófagos 
• CTLs CD8+ reconhecem e matam células 
infectadas por vírus, microrganismos que são 
capazes de viver dentro das células e células 
cancerígenas 
CD4 → T- helper (1, 2, 17 e folicular) e reguladores 
✓ Th1 – interferon gama (Aumenta a atividade 
microbicida dos macrófagos e dos linfócitos T 
CD8) 
✓ Th2 – IL 4, 5 e 10 
✓ Th17 – IL17 
CD8 → Interferon gama, Perforinas e granzimas 
Desenvolvimento dos linfócitos 
• Surgem a partir de células-tronco existentes na 
medula óssea 
• Todos os linfócitos passam por estágios de 
maturação complexos durante os quais 
expressam receptores antigênicos e adquirem 
as características funcionais e fenotípicas das 
células maduras 
• Órgãos linfoides geradores – sítios onde 
ocorrem as principais etapas do 
desenvolvimento dos linfócitos → MEDULA E 
TIMO 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
• Durante o amadurecimento, o linfócito T recebe 
receptores para ser capaz de reconhecer o 
antígeno → pode receber receptores de 
reconhecimento do Self 
 
Populações de linfócitos distinguidas pela história 
da exposição aos antígenos 
• Os linfócitos naive migram para os órgãos 
linfoides secundários onde são ativados por 
antígenos 
• Quando os linfócitos naive entram em contato 
com os antígenos eles começam a sintetizar 
novas proteínas 
• As células entram em proliferação → expansão 
de clones antígenos-específicos → 
EXPANSÃO CLONAL 
• Diferenciação em células efetoras e de 
memória 
Linfócitos naive 
• São linfócitos T ou B maduros que jamais 
encontraram um antígeno estranho 
• São células que se encontram em repouso – 
estado G0 do ciclo celular 
• A sobrevida dos linfócitos requer sinais 
fornecidos por receptores antigênicos e 
citocinas 
• Os linfócitos T naive reconhecem fracamente 
vários autoantígenos → indução de sua 
sobrevivência 
• IL-7: promove a sobrevivência e o baixo nível 
de ciclagem das células T naive 
• Fator ativador da célula B 
• Proliferação homeostática: é a resposta do 
sistema imune que permite com que o número 
total de linfócito esteja sempre dentro do 
necessário 
Linfócitos efetores 
• Células T auxiliares: Ativam linfócitos B, 
macrófagos e DCs via moléculas de superfície 
• Células T citotóxicas: possuem grânulos 
citoplasmáticos que matam as células 
reconhecidas 
• As células B se diferenciam em plasmócitos 
• Plasmablastos – são células circulantes 
secretoras de anticorpos que exibem 
características de plasmócitos 
Linfócitos de memória 
• Sobrevivem por meses ou anos 
• Expressam moléculas de superfície que 
promovem sua migração para os sítios de 
infecção localizados em qualquer parte do 
corpo 
• Conforme os indivíduos envelhecem, o 
acúmulo gradativo de células de memória 
compensa o débito diminuído de novas células 
T naive do timo 
Células Natural killer e células linfoides inatas 
• Conferem defesa inicial contra patógenos 
infecciosos 
• Reconhecer e eliminar as células lesadas do 
hospedeiro 
• Influenciar na natureza da resposta imune 
adaptativa subsequente 
Células natural killer 
• Funções citotóxicas similares as dos CTLs 
CD8+ 
• Circulam no sangue e estão nos tecidos 
linfoides 
• As do TCD8+ precisam da apresentação pelo 
MHC 1 
• As NK possuem uma ação de vigilância 
• São ativadas pela ausência de MHC I 
• Secreção de Perforinase granzinas 
Células linfoides inatas - ILCs 
• São secretoras de citocinas e possuem 
funções similares aos do T CD4+ 
• São raras no sangue 
• Presente nos tecidos 
• Originadas do mesmo progenitor linfoide dos 
linfócitos B e T 
• 3 classes – 1 (NK), 2 e 3

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