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ESTUDOSGEOTÉCNICOS2016ALUNO

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 Material com mica → branco ou amarelado 
 Execução de sondagens de simples reconhecimento: 
- Registrar a profundidade do lençol freático, caso exista; 
- Registrar a espessura média das camadas de solos; 
 Elaboração do perfil geológico-geotécnico. 
 Indicação dos universos de solos. 
 
5.1.2 INVESTIGAÇÃO DEFINITIVA 
 
 Execução de Sondagens com profundidade e espaçamentos mínimos recomendados pelas 
normas e especificações; 
 Se houver insuficiência de informações → sondagens complementares ou intermediárias. 
 
 
5.1.3. EXECUÇÃO DOS ENSAIOS: 
 
1. Granulometria 
 
Consiste na distribuição em peso das diversas dimensões das partículas constituintes do solo (peso 
dos grãos retidos em cada peneira) 
 
Análise Granulométrica 
 
 Peneiramento – fração grossa ( solos granulares ) 
 Sedimentação – fração fina ( solos coesivos ) 
 
Curvas Granulométricas : 
 
 Classificação e especificação dos materiais 
 Verificação do comportamento dos materiais (estabilidade, resistência) 
 Determinação das faixas granulométricas 
 
 
2. Índices Físicos 
 
Indicam o estado do solo. As propriedades de densidade, porosidade e absorção d'água fornecem 
indicação de fissuras, poros e vazios, sendo fatores determinantes para a resistência e durabilidade da 
estrutura. 
 
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 Massa específica aparente úmida 
 Massa específica aparente seca 
 Massa específica real dos grãos dos solos 
 Teor de umidade 
 Índice de vazios 
 Porosidade 
 In situ (condição úmida) 
 
3. Limites de Consistência (Atterberg) 
 
Permite avaliar a plasticidade dos solos finos - propriedade dos solos coesivos de poderem sofrer 
grandes deformações sem ruptura ou fissuramento. 
 
 
Quando muito úmido, o solo se comporta como um líquido; quando perde parte de sua água, fica plástico; e 
quando mais seco, torna-se quebradiço. 
 
 
 LL: Limite de Liquidez; (quantidade de umidade no qual o solo muda do estado líquido para o 
estado plástico, ou seja, perde a sua capacidade de fluir). Está relacionado com a capacidade 
do solo em absorver água. 
 
 Relacionado com a capacidade do solo de absorver àgua 
 
 LP: Limite de Plasticidade; (teor de umidade no qual o solo começa a se fraturar). 
 
 LC: Limite de Contração; (teor de umidade a partir do qual o solo não mais se contrai, não 
obstante continue perdendo peso). 
 
 Índice de plasticidade (IP): é a diferença entre LL e LP 
 
 
 
4. Ensaio de Compactação 
 
A compactação é um método de estabilização de solos que se dá por aplicação de alguma forma de 
energia (impacto, vibração, compressão estática ou dinâmica). Seu efeito confere ao solo um aumento 
de seu peso específico e resistência ao cisalhamento, e uma diminuição do índice de vazios, 
permeabilidade e compressibilidade. 
 
Os ensaios de compactação visam determinar as condições ótimas de umidade e densidade 
(resistência), nas quais deverão ser executadas as camadas de aterro ou subleitos. 
 
Através do ensaio de compactação é possível obter a correlação entre o teor de umidade e o peso 
específico seco de um solo quando compactado com determinada energia. 
 
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O ensaio mais comum é o de Proctor (Normal, Intermediário ou Modificado), que é realizado através 
de sucessivos impactos de um soquete padronizado na amostra. 
 
 
 Energia de Compactação: 
 
o Normal E = 6 kg.cm/cm3 
o Intermediário E = 12,9 kg.cm/cm3 
o Modificado E = 25 kg.cm/cm3 
 
 
5. Resistência CBR (California Bearing Rate) → ISC 
 
Através do ensaio de CBR é possível conhecer qual será a expansão de um solo sob um pavimento 
quando este estiver saturado, e fornece indicações da perda de resistência do solo com a saturação. 
 
O ensaio determina o Índice de Suporte Califórnia (CBR) e a Expansão (E) 
 
O Índice de Suporte Califórnia (ISC ou CBR - California Bearing Ratio) é a relação, em percentagem, 
entre a pressão exercida por um pistão de diâmetro padronizado necessária à penetração no solo até 
determinado ponto e a pressão necessária para que o mesmo pistão penetre a mesma quantidade 
em solo-padrão de brita graduada. 
 
6. Resiliência dos Solos ou Triaxial 
 
Mede a deformação elástica ou recuperável dos solos sob a ação de cargas repetitivas. Solos podem 
se contrair muito ao perder umidade, desenvolvendo trincas de secagem. 
 
7. Expansibilidade ( solos lateríticos ). 
 
Solos lateríticos apresentam baixa expansão quando compactados no ponto ótimo, mesmo se 
submersos em água, e a expansão não é dependente da sobrecarga. 
Solos lateríticos: Grãos constituídos de Óxidos e Hidróxidos de Fe e Al. Pouco expansivos em 
contato com a água. Quando seco, funcionam como cimento natural. 
 
Solos Saprolíticos: Presença de grãos de areia em sua constituição argilo-mineral. Têm elevada 
expansibilidade na presença de água. Solos de comportamento não Laterítico. 
 
Solos diatomáceos ou micáceo : Altamente elásticos, conforme indica seu elevado limite de liquidez. 
 
8. Adensamento: 
 
Permite estimar o grau de deformação permanente e a redução do índice de vazios de uma massa de 
solo em função do tempo e da pressão aplicada 
 
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• Ensaio particularmente importante para argilas e solos problemáticos (colapsíveis ou 
expansivos) 
 
O adensamento é o fenômeno pelo qual os recalques ocorrem com expulsão da água dos vazios. 
 
9. Resistência à compressão simples: 
 
Este ensaio é utilizado para determinar a resistência não drenada de solos argilosos. Através do 
ensaio de compressão simples em argilas pode-se definir a sua sensibilidade, isto é, a maior ou menor 
perda de resistência de uma argila, que ocorre pelo amolgamento (perda da estrutura). 
 
 
6 INVESTIGAÇÕES NO SUBLEITO: 
 
Sondagem nos eixos e nos bordos da via; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Inspeção expedida no campo: 
 Os materiais serão classificados da seguinte forma: 
 Bloco de rocha: pedaço isolado de rocha que tenha diâmetro superior a 1 m; 
 Matacão: pedaço de rocha que tenha diâmetro médio entre 25cm e 1m; 
 Pedra de mão: pedaço de rocha que tenha diâmetro médio entre 76 mm e 25 cm; 
 Pedregulho: fração de solo entre as peneiras de 76 mm (3") e de 2,0 mm (nº 10); 
 Areia: 
 Grossa: fração de solo entre as peneiras de 2,0 mm (nº 10) e 0,42 mm (nº 40); 
 Fina: fração de solo entre as peneiras de 0,42 mm (nº40) e 0,075 mm (nº 200); 
 Silte e Argila: fração de solo constituída por grãos de diâmetro abaixo de 0,075mm. 
 
 
 Identificação dos diversos horizontes de solo (camadas); 
 
 Deverão ainda ser observados: 
 A Resistência do material (pouco resistentes: Siltes; mais resistentes:Argilas) 
 A Textura (granulometria) 
 A Compacidade (Solos arenosos: compacto, denso) 
 A Consistência (Solos argilosos: duro, rijo, etc.) 
 A Cor: Varia com a umidade e composição química. 
 
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7 INVESTIGAÇÃO EM ÁREAS DE ATERRO E EMPRÉSTIMO 
 
A realização das investigações visa à classificação dos materiais a serem utilizados e, objetivando 
informações para o estudo da estabilidade dos aterros. 
 
Devido ao grande volume necessário de solos para a execução de aterros na construção de uma obra 
viária, e a conseqüente necessidade de barateamento dos custos de implantação, a seleção dos 
materiais para a constituição dos mesmos se prende fundamentalmente à disponibilidade de materiais 
a distâncias convenientes. 
 
 Para o corpo do aterro: 
o É desaconselhável o uso de solos contendo matéria orgânica, assim como de solos 
turfosos e argilas orgânicas , 
o Proibidos os solos com baixa capacidade de suporte e com expansão superior a 4,0%. 
o Deverão ter CBR mínimo de 2%. 
o Grau de compactação de 95% ( proctor normal) da massa específica aparente seca 
máxima, segundo o ensaio DNER ME-47-64.

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