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HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadesubdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadetempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadealterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadeaté 5 anos após a alta medicamentosa. Reação hansênica tipo 1 Reação hansênica tipo 1 - manejo - Geralmente ambulatorial - Se presença de neurite ou lesão ulcerada: prednisona 1 mg/kg/dia ou dexametasona 0,15 mg/kg/dia se HAS ou cardiopatas - Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-400 mg/ dia - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível - COM Comprometimento sistêmico - Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às vezes ulcerados. - Artralgia e artrite. - Febre. - Dor nos nervos periféricos (mãos e pés). - Comprometimento dos olhos. - Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda, leucocitose com desvio à esquerda, comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins, testículos, suprarrenais, … Reação hansênica tipo 2 Reação hansênica tipo 2 - manejo - Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200- 400 mg/ dia - Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao dia, ou antiinflamatórios). - Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia. - Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP). - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias. - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica. - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível. Reações hansênicas - Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1. - Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadecasos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade GanchaBranca HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idademãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade O O HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A facecostuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idade(10 mg por mês), até a menor dose possível. Reações hansênicas - Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1. - Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspadocondições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadeambulatorial - Se presença de neurite ou lesão ulcerada: prednisona 1 mg/kg/dia ou dexametasona 0,15 mg/kg/dia se HAS ou cardiopatas - Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-400 mg/ dia - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível - COM Comprometimento sistêmico - Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às vezes ulcerados. - Artralgia e artrite. - Febre. - Dor nos nervos periféricos (mãos e pés). - Comprometimento dos olhos. - Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda, leucocitose com desvio à esquerda, comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins, testículos, suprarrenais, … Reação hansênica tipo 2 Reação hansênica tipo 2 - manejo - Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200- 400 mg/ dia - Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao dia, ou antiinflamatórios). - Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia. - Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP). - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias. - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica. - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível. Reações hansênicas - Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1. - Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadecomo problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todosos pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idade- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ouausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idade- Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade Diripoque HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idade- Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-400 mg/ dia - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível - COM Comprometimento sistêmico - Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às vezes ulcerados. - Artralgia e artrite. - Febre. - Dor nos nervos periféricos (mãos e pés). - Comprometimento dos olhos. - Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda, leucocitose com desvio à esquerda, comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins, testículos, suprarrenais, … Reação hansênica tipo 2 Reação hansênica tipo 2 - manejo - Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200- 400 mg/ dia - Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao dia, ou antiinflamatórios). - Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia. - Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP). - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias. - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica. - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível. Reações hansênicas - Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1. - Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixodo cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadeintradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadeSinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade M Apiade Fraco (Cadina SandyesicoDidipirona) Il forte tramda antiinflamatório morfina Lo C ( ( diClebnacoprednisonal & dor nervosa HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todosos pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idade- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade Comprometimento Sistemico HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar)O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadedas lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadese HAS ou cardiopatas - Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-400 mg/ dia - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível - COM Comprometimento sistêmico - Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às vezes ulcerados. - Artralgia e artrite. - Febre. - Dor nos nervos periféricos (mãos e pés). - Comprometimento dos olhos. - Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda, leucocitose com desvio à esquerda, comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins, testículos, suprarrenais, … Reação hansênica tipo 2 Reação hansênica tipo 2 - manejo - Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200- 400 mg/ dia - Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao dia, ou antiinflamatórios). - Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia. - Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP). - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias. - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica. - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível. Reações hansênicas - Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1. - Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terçomédio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadeInsuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afetacrianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadecorporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade 2 perpaque da mundado provocam necrose HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludoAnamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade mancha Branco HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couroe axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idaderessecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade leves - mudas HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idade(amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-400 mg/ dia - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível - COM Comprometimento sistêmico - Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às vezes ulcerados. - Artralgia e artrite. - Febre. - Dor nos nervos periféricos (mãos e pés). - Comprometimento dos olhos. - Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda, leucocitose com desvio à esquerda, comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins, testículos, suprarrenais, … Reação hansênica tipo 2 Reação hansênica tipo 2 - manejo - Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200- 400 mg/ dia - Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao dia, ou antiinflamatórios). - Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia. - Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP). - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias. - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica. - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível. Reações hansênicas - Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1. - Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também podeafetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadeSistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta criançasde pele: geralmente é única, mácula hipocrômica, plana, bordas mal delimitadas e “não pega poeira” – devido a anidrose, há perda da sensibilidade térmica e/ou dolorosa, mas a tátil geralmente é preservada. Hanseníase tuberculóide (paucibacilar) É a forma da doença em que o sistema imune da pessoa consegue destruir os bacilos espontaneamente. Tem um tempo de incubação médio de cinco anos, mais comum em crianças maiores e adultos. Lesão de pele: placa elevada ou com bordas elevadas, bem delimitada e centro claro, totalmente anestésica, com menor frequência, um único nervo espessado. - ***Hanseníase nodular da infância: criança pequena, nódulo totalmente anestésico na face ou tronco Os exames geralmente são desnecessários, devido a perda total de sensibilidade. Carregando… Hanseníase dimorfa (multibacilar) Forma mais comum: > 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadecomuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermiae disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadededos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadestercoralis com albendazol 400mg por 5 dias - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível - COM Comprometimento sistêmico - Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às vezes ulcerados. - Artralgia e artrite. - Febre. - Dor nos nervos periféricos (mãos e pés). - Comprometimento dos olhos. - Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda, leucocitose com desvio à esquerda, comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins, testículos, suprarrenais, … Reação hansênica tipo 2 Reação hansênica tipo 2 - manejo - Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200- 400 mg/ dia - Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao dia, ou antiinflamatórios). - Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia. - Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP). - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias. - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica. - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível. Reações hansênicas - Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1. - Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade - jorpar todos as nervos HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos ecabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadetodas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadeinvertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadeNervos periféricos dolorosos. - Piora da perda de sensibilidade ou da função muscular. - Surgimento abrupto de novas lesões de pele até 5 anos após a alta medicamentosa. Reação hansênica tipo 1 Reação hansênica tipo 1 - manejo - Geralmente ambulatorial - Se presença de neurite ou lesão ulcerada: prednisona 1 mg/kg/dia ou dexametasona 0,15 mg/kg/dia se HAS ou cardiopatas - Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-400 mg/ dia - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível - COM Comprometimento sistêmico - Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às vezes ulcerados. - Artralgia e artrite. - Febre. - Dor nos nervos periféricos (mãos e pés). - Comprometimento dos olhos. - Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda, leucocitose com desvio à esquerda, comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins, testículos, suprarrenais, … Reação hansênica tipo 2 Reação hansênica tipo 2 - manejo - Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200- 400 mg/ dia - Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao dia, ou antiinflamatórios). - Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia. - Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP). - Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias. - Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica. - Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose possível. Reações hansênicas - Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1. - Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV HI Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide. - Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana. - O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente. Hanseníase indeterminada (paucibacilar) Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não perceptível. Geralmente afeta crianças 70% dos casos. Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta multiplicação do bacilo (14 dias). Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas (anidrose ou teste da histamina incompleto). É comum haver comprometimento assimétrico de nervos periféricos. Hanseníase virchowiana (multibacilar) É a forma mais contagiosa da doença. Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (“casca de laranja”). Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar. É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos. Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros pelos. A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração. Hanseníase virchowiana (multibacilar) O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas áreas poupadas (couro cabeludo e axilas). Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e disfunção erétil). Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade. indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana idadeautolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1. - Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes: - Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários - Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico - Insuficiência de tratamento Sinais e sintomas extra-cutâneos: - Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite. - Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas). - Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites, azospermia) - Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão. - Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas, Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, … Fenomeno de Lúcio Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana, especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio. Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em pequeno número ou por uma área extensa da pele Abordagem do paciente - Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase. - Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS. - Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão. - Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo que assintomáticos Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico - Identificar: - Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram - Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo - Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés - Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados Anamnese + avaliação dermatoneurológica - Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico. - Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos. - Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal. - Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil. - Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente. - Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida. - Dolorosa: Agulha (sem furar a pele). - Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para o paciente responder. Teste de sensibilidade Avaliação dermatoneurológica - Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades. - Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo. - Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades. - Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular. - Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento. - Os principais nervos periféricos acometidos: - Face: trigêmeo e facial. - Mãos e braços: radial, ulnar e mediano. - Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior. Carregando… Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos olhos: - Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento - Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas (madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da córnea. - Verificar alterações das pupilas. - Inspeção de nariz: - Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento. - Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração Avaliação dermatoneurológica - A identificação das lesões neurológicas: - Inspeção dos MMSS e MMII - Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges). - Deformidades: dedos em garra, pé caído, … - Observar marcha → comprometimento neural (pé caído). - Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades. Avaliação dermatoneurológica Avaliação dermatoneurológica - ·A identificação das lesões neurológicas: - Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor - Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o trajeto do nervo - Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque - Avaliação da força muscular: ausência ou redução - Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da amplitude do movimento, deformidades Avaliação dermatoneurológica ● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos. ● Mediano – mão do pregador. ● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa. ● Radial – queda do punho. ● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo. ● Fibular comum – queda do pé. ● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ● atualizado em maio/2022 O formulário de Avaliação Neurológica é documento de preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para- avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do- grau-de-incapacidade HANSENÍASE Prof. Thaisa Weckerlin Mendes Uni9 2023/2 HT DT DD DV VV H I Carregando… Hanseníase - É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo. - Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico - Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. - Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos - Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc. - Afeta ambos os sexos e todas as idades. - Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível. - Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades. Hanseníase - Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia, disponível em qualquer unidade de saúde. - O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença. Carregando… Hanseníase - Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. - É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) - Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos). - A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a enfermidade. Hanseníase - sinais e sintomas alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, … Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015 Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha- todoscontraahanseniase Hanseníase - classificações - Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em: - Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo - Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva - No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953): - Paucibacilar: