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HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadesubdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadetempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadealterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
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H
I
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
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Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
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Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadeaté 5
anos após a alta medicamentosa.
Reação hansênica tipo 1
 
 
Reação hansênica tipo 1 - manejo
- Geralmente ambulatorial
 
- Se presença de neurite ou lesão ulcerada: prednisona 1 mg/kg/dia ou dexametasona 0,15 mg/kg/dia se
HAS ou cardiopatas
 
- Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h
 ou carbamazepina 200-400 mg/ dia
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível
 
- COM Comprometimento sistêmico
- Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às
vezes ulcerados.
- Artralgia e artrite.
- Febre.
- Dor nos nervos periféricos (mãos e pés).
- Comprometimento dos olhos.
- Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda,
leucocitose com desvio à esquerda,
comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins,
testículos, suprarrenais, …
Reação hansênica tipo 2
 
Reação hansênica tipo 2 - manejo
- Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-
400 mg/ dia
 
- Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao
dia, ou antiinflamatórios).
 
- Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia.
 
- Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP).
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias.
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica.
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível.
 
Reações hansênicas
- Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema
nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1.
 
- Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadecasos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
GanchaBranca
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
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H
I
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idademãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
O
O
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A facecostuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idade(10 mg por mês), até a menor dose
possível.
 
Reações hansênicas
- Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema
nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1.
 
- Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspadocondições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadeambulatorial
 
- Se presença de neurite ou lesão ulcerada: prednisona 1 mg/kg/dia ou dexametasona 0,15 mg/kg/dia se
HAS ou cardiopatas
 
- Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h
 ou carbamazepina 200-400 mg/ dia
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível
 
- COM Comprometimento sistêmico
- Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às
vezes ulcerados.
- Artralgia e artrite.
- Febre.
- Dor nos nervos periféricos (mãos e pés).
- Comprometimento dos olhos.
- Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda,
leucocitose com desvio à esquerda,
comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins,
testículos, suprarrenais, …
Reação hansênica tipo 2
 
Reação hansênica tipo 2 - manejo
- Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-
400 mg/ dia
 
- Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao
dia, ou antiinflamatórios).
 
- Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia.
 
- Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP).
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias.
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica.
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível.
 
Reações hansênicas
- Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema
nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1.
 
- Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
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H
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
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Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
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Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
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todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadecomo problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todosos pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idade- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ouausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idade- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
Diripoque
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idade- Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h
 ou carbamazepina 200-400 mg/ dia
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível
 
- COM Comprometimento sistêmico
- Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às
vezes ulcerados.
- Artralgia e artrite.
- Febre.
- Dor nos nervos periféricos (mãos e pés).
- Comprometimento dos olhos.
- Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda,
leucocitose com desvio à esquerda,
comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins,
testículos, suprarrenais, …
Reação hansênica tipo 2
 
Reação hansênica tipo 2 - manejo
- Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-
400 mg/ dia
 
- Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao
dia, ou antiinflamatórios).
 
- Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia.
 
- Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP).
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias.
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica.
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível.
 
Reações hansênicas
- Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema
nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1.
 
- Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixodo cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadeintradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadeSinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
M
Apiade Fraco (Cadina SandyesicoDidipirona)
Il forte tramda antiinflamatório
morfina
Lo
C (
( diClebnacoprednisonal
&
dor nervosa
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todosos pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idade- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
Comprometimento
Sistemico
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar)O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadedas lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadese
HAS ou cardiopatas
 
- Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h
 ou carbamazepina 200-400 mg/ dia
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível
 
- COM Comprometimento sistêmico
- Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às
vezes ulcerados.
- Artralgia e artrite.
- Febre.
- Dor nos nervos periféricos (mãos e pés).
- Comprometimento dos olhos.
- Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda,
leucocitose com desvio à esquerda,
comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins,
testículos, suprarrenais, …
Reação hansênica tipo 2
 
Reação hansênica tipo 2 - manejo
- Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-
400 mg/ dia
 
- Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao
dia, ou antiinflamatórios).
 
- Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia.
 
- Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP).
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias.
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica.
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível.
 
Reações hansênicas
- Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema
nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1.
 
- Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terçomédio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadeInsuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afetacrianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadecorporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
2
perpaque
da
mundado
provocam
necrose
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludoAnamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
mancha Branco
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couroe axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idaderessecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
leves
-
mudas
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idade(amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h
 ou carbamazepina 200-400 mg/ dia
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível
 
- COM Comprometimento sistêmico
- Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às
vezes ulcerados.
- Artralgia e artrite.
- Febre.
- Dor nos nervos periféricos (mãos e pés).
- Comprometimento dos olhos.
- Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda,
leucocitose com desvio à esquerda,
comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins,
testículos, suprarrenais, …
Reação hansênica tipo 2
 
Reação hansênica tipo 2 - manejo
- Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-
400 mg/ dia
 
- Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao
dia, ou antiinflamatórios).
 
- Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia.
 
- Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP).
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias.
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica.
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível.
 
Reações hansênicas
- Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema
nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1.
 
- Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também podeafetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadeSistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta criançasde pele: geralmente é única, mácula hipocrômica, plana, bordas mal
delimitadas e “não pega poeira” – devido a anidrose, há perda da sensibilidade
 térmica e/ou dolorosa, mas a tátil geralmente é preservada.
 
Hanseníase tuberculóide (paucibacilar)
É a forma da doença em que o sistema imune da pessoa consegue destruir os
bacilos espontaneamente.
Tem um tempo de incubação médio de cinco anos, mais comum em crianças
maiores e adultos.
Lesão de pele: placa elevada ou com bordas elevadas, bem delimitada e centro
claro, totalmente anestésica, com menor frequência, um único nervo espessado.
- ***Hanseníase nodular da infância: criança pequena, nódulo totalmente
anestésico na face ou tronco
Os exames geralmente são desnecessários, devido a perda total de sensibilidade.
Carregando…
 
Hanseníase dimorfa
(multibacilar)
Forma mais comum: > 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadecomuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermiae
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadededos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadestercoralis com albendazol 400mg por 5 dias
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível
 
- COM Comprometimento sistêmico
- Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às
vezes ulcerados.
- Artralgia e artrite.
- Febre.
- Dor nos nervos periféricos (mãos e pés).
- Comprometimento dos olhos.
- Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda,
leucocitose com desvio à esquerda,
comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins,
testículos, suprarrenais, …
Reação hansênica tipo 2
 
Reação hansênica tipo 2 - manejo
- Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-
400 mg/ dia
 
- Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao
dia, ou antiinflamatórios).
 
- Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia.
 
- Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP).
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias.
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica.
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível.
 
Reações hansênicas
- Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema
nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1.
 
- Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
-
jorpar
todos as
nervos
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
HT DT DD DV VV 
 
H
I
Carregando…
 
Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos ecabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadetodas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadeinvertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
Carregando…
 
Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadeNervos periféricos dolorosos.
- Piora da perda de sensibilidade ou da função
muscular.
- Surgimento abrupto de novas lesões de pele até 5
anos após a alta medicamentosa.
Reação hansênica tipo 1
 
 
Reação hansênica tipo 1 - manejo
- Geralmente ambulatorial
 
- Se presença de neurite ou lesão ulcerada: prednisona 1 mg/kg/dia ou dexametasona 0,15 mg/kg/dia se
HAS ou cardiopatas
 
- Para analgesia: antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia) + clorpromazina 5 mg 12/12h
 ou carbamazepina 200-400 mg/ dia
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível
 
- COM Comprometimento sistêmico
- Nódulos quentes, dolorosos e avermelhados, às
vezes ulcerados.
- Artralgia e artrite.
- Febre.
- Dor nos nervos periféricos (mãos e pés).
- Comprometimento dos olhos.
- Comprometimento sistêmico: anemia severa aguda,
leucocitose com desvio à esquerda,
comprometimento do fígado, baço, linfonodos, rins,
testículos, suprarrenais, …
Reação hansênica tipo 2
 
Reação hansênica tipo 2 - manejo
- Para analgesia:amitriptilina 25 mg até 75 mg/dia + clorpromazina 5 mg 12/12h ou carbamazepina 200-
400 mg/ dia
 
- Talidomida 100 a 400 mg/dia via oral (para mulheres em idade fértil: pentoxifilina 400 mg três vezes ao
dia, ou antiinflamatórios).
 
- Se ocorrer neurite, lesão ulcerada ou comprometimento de outros órgãos: prednisona 1 mg/kg/dia.
 
- Se houver associação de talidomida e corticoide: prescrever AAS 100 mg/ dia (profilaxia TVP).
 
- Fazer profilaxia para Strongiloides stercoralis com albendazol 400mg por 5 dias.
 
- Retorno mensal ou antes se necessário: realizar avaliação dermatoneurológica.
 
- Quando melhora/estabilização: iniciar redução lenta da prednisona (10 mg por mês), até a menor dose
possível.
 
Reações hansênicas
- Os surtos reacionais são, em geral, autolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema
nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1.
 
- Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
Carregando…
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
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Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar: subdivididos em hanseníase indeterminada e tuberculóide.
- Multibacilar: subdivididos em hanseníase dimorfa e virchowiana.
 
 
- O curso da doença é determinado pela imunidade individual do paciente.
 
Hanseníase indeterminada (paucibacilar)
Todos os pacientes passam por essa fase no início da doença - pode ser ou não
perceptível.
Geralmente afeta crianças 70% dos casos.
Período de incubação longo: > 10 anos, devido à lenta
multiplicação do bacilo (14 dias).
Lesão de pele: múltiplas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas,
bordas elevadas e geralmente mal delimitadas. Há perda parcial ou
total da sensibilidade, com diminuição de funções autonômicas
(anidrose ou teste da histamina incompleto).
É comum haver comprometimento assimétrico de nervos
periféricos.
 
 
Hanseníase virchowiana (multibacilar)
É a forma mais contagiosa da doença.
Lesão de pele: geralmente sem lesões visíveis, mas a pele é avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados
(“casca de laranja”).
Poupa couro cabeludo, axilas e o meio da coluna lombar.
É comum surgimento de hansenomas: nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos.
Em estágio mais avançado: perda parcial ou total das sobrancelhas (madarose) e também dos cílios e outros
pelos.
A face costuma ser lisa (sem rugas - face leonina) devido a infiltração.
 
Hanseníase virchowiana
(multibacilar) 
O suor está diminuído ou ausente, porém é intenso nas
áreas poupadas (couro cabeludo e axilas).
Podem apresentar câimbras e formigamentos nas mãos
e pés, artralgias e orquites em homens (azospermia e
disfunção erétil).
Nervos periféricos estão simetricamente espessados, o
que dificulta a comparação → avaliar sensibilidade.
 indeterminada tuberculoide dimorfa virchowiana
idadeautolimitados, sendo em média de 1 mês para a reação tipo 2 (eritema
nodoso hansênico), e de 3 a 6 meses para a reação tipo 1.
 
- Em casos de surtos subintrantes ou corticodependentes, ou talidomida-dependentes:
- Reavaliar a presença de focos infecciosos, como problemas dentários
- Contato do paciente reacional com doentes não tratados e sem diagnóstico
- Insuficiência de tratamento
 
Sinais e sintomas extra-cutâneos:
- Sistema músculo esquelético: artralgias, nódulos nas articulações, periostite.
 
- Sistema circulatório: linfadenomegalias indolores, cianose e edema de mãos e pés, úlceras indolores e com
bordas elevadas, geralmente múltiplas, em membros inferiores (úlceras tróficas).
 
- Vísceras: hepatoesplenomegalia, insuficiência suprarrenal ou renal, atrofia dos testículos (orquites,
azospermia)
 
- Mucosas: obstrução nasal, ressecamento e/ou sangramento da mucosa nasal, edema da região do osso do
nariz ou até desabamento nasal, nodulações ou ulcerações indolores no palato e rouquidão.
 
- Exames gerais podem ser positivos (inespecificamente): VDRL, FAN, Fator Reumatóide, Crioglobulinas,
Anticorpos Anticardiolipinas, Anticoagulante Lúpico, …
 
Fenomeno de Lúcio
Ocorre antes do tratamento em poucos pacientes com hanseníase virchowiana,
especialmentenaqueles com a forma “lepra bonita” ou lepra de Lucio.
Lesões maculares equimóticas (necróticas) que se ulcerampodem ocorrer em
pequeno número ou por uma área extensa da pele
 
 
 
 
Abordagem do paciente
- Explicar sobre a doença e os motivos pelos quais estamos considerando o diagnóstico de hanseníase.
 
- Enfatizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo SUS.
 
- Alertar sobre a importância da adesão ao tratamento e informar sobre a transmissão.
 
- Esclarecer que os contactuantes devem ser examinados e acompanhados por pelo menos 5 anos, mesmo
que assintomáticos
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológico
- Identificar:
- Queixa de lesão de pele e há quanto tempo apareceram
- Queixa de alterações de sensibilidade em alguma área do seu corpo
- Queixa de dores nos nervos ou fraqueza nas mãos e nos pés
- Se usou algum medicamento para tais problemas e qual o resultados
 
 
Anamnese + avaliação dermatoneurológica
- Avaliação dermatológica: explicar ao paciente o exame físico.
 
- Inspecionar toda a superfície corporal, no sentido crânio-caudal, todos os segmentos.
- Áreas mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas, mucosa nasal.
 
- Pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele: térmica, dolorosa, e tátil.
- Térmica: 2 tubos de vidro, um contendo água fria e outro água quente.
- Tátil: fio dental, algodão ou monofilamento → é a última a ser perdida.
- Dolorosa: Agulha (sem furar a pele).
- Demonstrar com os olhos do paciente aberto e pele sem lesões, deixar tempo suficiente para
o paciente responder.
 
Teste de sensibilidade
 
 
Avaliação dermatoneurológica
- Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades.
 
- Neurite: pela ação do bacilo nos nervos e/ou pela resposta do organismo ao bacilo.
- Dor e espessamento dos nervos, alteração de sensibilidade e perda de força nos músculos
inervados por esses nervos → incapacidades e deformidades.
- Anidrose, queda de pêlos, perda de sensibilidades e paralisia muscular.
 
- Reavaliar a cada 3m se assintomático ou em todas as consultas se alterações e na alta do tratamento.
 
- Os principais nervos periféricos acometidos:
- Face: trigêmeo e facial.
- Mãos e braços: radial, ulnar e mediano.
- Pés e pernas: fibular comum e tibial posterior.
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Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
- Inspeção dos olhos:
- Questionar ardência, prurido, vista embaçada, ressecamento dos
olhos, pálpebras pesadas, lacrimejamento
- Verificar nódulos, secreção, hiperemia, ausência de sobrancelhas
(madarose), cílios invertidos (triquíase), eversão (ectrópio) e
desabamento da pálpebra inferior (lagoftalmo), ou opacidade da
córnea.
- Verificar alterações das pupilas.
 
- Inspeção de nariz:
- Questionar congestão nasal, sangramento ou ressecamento.
- Verificar condições da pele, da mucosa e do septo nasal (perfuração
 
Avaliação dermatoneurológica
- A identificação das lesões neurológicas:
 
- Inspeção dos MMSS e MMII
- Redução da força, dormência, ressecamento, nódulos, fissuras, atrofias musculares e
reabsorções ósseas (perda de uma ou mais falanges).
- Deformidades: dedos em garra, pé caído, …
- Observar marcha → comprometimento neural (pé caído).
- Realizar inspeção do interior dos calçados: prevenir incapacidades.
 
Avaliação dermatoneurológica
 
Avaliação dermatoneurológica
- ·A identificação das lesões neurológicas:
- Palpação dos troncos nervosos periféricos: consistência, espessamento e dor
- Palpação com as polpas digitais, deslizando-os sobre a superfície óssea, acompanhando o
trajeto do nervo
- Se neurite: dolorosos ou com sensação de choque
 
- Avaliação da força muscular: ausência ou redução
- Teste da mobilidade articular das mãos e pés: ativa e passiva, identificando limitações da
amplitude do movimento, deformidades
 
Avaliação dermatoneurológica
● Ulnar – mão em garra e atrofia de interósseos.
● Mediano – mão do pregador.
● Ulnar + mediano – mão simiesca ou garra completa.
● Radial – queda do punho.
● Ramo trigeminal do facial – lagoftalmo.
● Fibular comum – queda do pé.
● Tibial posterior – mal perfurante plantar ● ● ● ● ● ●
 atualizado em maio/2022
O formulário de Avaliação Neurológica é documento de
preenchimento obrigatório segundo as Diretrizes para
vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como
problema de saúde pública.
 
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/formulario-para-
avaliacao-neurologica-simplificada-e-classificacao-do-
grau-de-incapacidade
 
 
HANSENÍASE
 
Prof. Thaisa Weckerlin Mendes
Uni9 2023/2
 
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Hanseníase
- É uma doença crônica, infectocontagiosa, pelo Mycobacterium leprae, um BAAR, fracamente gram-positivo.
 
- Bactéria intracelular com tropismo para macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico
 
- Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos.
- Face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos
- Mas também pode afetar os olhos e órgãos internos: mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.
 
- Afeta ambos os sexos e todas as idades.
 
- Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui e torna-se transmissível.
- Podendo levar a incapacidades físicas e deformidades.
 
Hanseníase
- Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia,
disponível em qualquer unidade de saúde.
- O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.
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Hanseníase
- Transmissão: contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que
não está sendo tratado.
 
- É transmitida pelas vias respiratórias (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro)
 
- Período de incubação é longo (média de 3 a 5 anos, mas pode ser de 2 a 10 anos).
 
- A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a
enfermidade.
 
Hanseníase - sinais e sintomas
alteração de sensibilidade, manchas, nodulações, dormência, …
Cartilha: #TODOSCONTRAAHANSENÍASE 2015
Organizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia
http://www.sbhansenologia.org.br/campanha/campanha-
todoscontraahanseniase
 
Hanseníase - classificações
- Para definir o tratamento os doentes a OMS em 1982 classificou os pacientes em:
- Paucibacilares: (PB) até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo
- Multibacilares (MB): seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva
 
 
- No guia brasileiro utiliza-se a classificação de Madri (1953):
- Paucibacilar:

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