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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE 
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA 
DOUTORADO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALINE SANTANA DOSEA 
 
 
 
 
 
 
DA IDEOLOGIA À PRÁTICA: PERCEPÇÕES SOBRE O PROFISSIONALISMO 
FARMACÊUTICO NO MERCADO VAREJISTA DE MEDICAMENTOS DO BRASIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARACAJU 
2022 
 
 
 
 
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ALINE SANTANA DOSEA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DA IDEOLOGIA À PRÁTICA: PERCEPÇÕES SOBRE O PROFISSIONALISMO 
FARMACÊUTICO NO MERCADO VAREJISTA DE MEDICAMENTOS DO BRASIL 
 
 
 
 
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação 
em Ciências da Saúde da Universidade Federal de 
Sergipe como requisito à obtenção do grau de 
Doutor em Ciências da Saúde. 
 
Orientador: Divaldo Pereira de Lyra Júnior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARACAJU 
2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA BIBLIOTECA DA SAÚDE – BISAU 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE 
 
 
CRB-5: 1866 
 
Dosea, Aline Santana 
D722i Da ideologia à prática: percepções sobre o profissionalismo 
farmacêutico no mercado varejista de medicamentos do Brasil / Aline 
Santana Dosea ; orientador Divaldo Pereira de Lyra Júnior. – Aracaju, 2022. 
222 f. : il. 
 
Tese (doutorado em Ciências da Saúde) – Universidade Federal de 
Sergipe, 2022. 
 
1. Autonomia. 2. Farmácia. 3. Problemas éticos. 4. Farmacêutico. 5. 
Profissionalismo. I. Lyra Júnior, Divaldo Pereira de, orient. II. Título. 
 
CDU 615.15 
 
 
 
ALINE SANTANA DOSEA 
 
DA IDEOLOGIA À PRÁTICA: PERCEPÇÕES SOBRE O PROFISSIONALISMO 
FARMACÊUTICO NO MERCADO VAREJISTA DE MEDICAMENTOS DO BRASIL 
 
 
 
 
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação 
em Ciências da Saúde da Universidade Federal de 
Sergipe como requisito à obtenção do grau de 
Doutor em Ciências da Saúde. 
Orientador: Divaldo Pereira de Lyra Júnior 
 
Aprovada em: 19/05/2022 
 
 
 
______________________________________________ 
Orientador: Prof. Dr. Divaldo Pereira de Lyra Júnior 
Universidade Federal de Sergipe 
 
 
_____________________________________________ 
1º Examinador: Prof. Dr. Wellington Barros da Silva 
Universidade Federal de Sergipe 
 
 
_____________________________________________ 
2º Examinador: Prof. Dr. Alfredo Dias Oliveira Filho 
Universidade Federal de Alagoas 
 
 
______________________________________________ 
3º Examinador: Prof. Dra. Patrícia de Melo Aguiar 
Universidade de São Paulo 
 
 
______________________________________________ 
4º Examinador: Prof. Dra. Jullyana de Souza Siqueira 
Universidade Federal de Sergipe 
 
 
 
ARACAJU 
2022 
 
 
 
 
Agradecimentos 
Na graduação, quando eu pensava em doutorado, imaginava alguém super “hiperinteligente” 
que tinha atingido o ápice da sabedoria acadêmica. Era algo surreal para mim. Não imaginava 
que chegaria “nesse patamar”. Ao longo do caminho, entendi que não era sobre ser inteligente 
ou sábio, mas sobre ser curioso, disciplinado e persistente. É algo realmente grandioso e muito 
maior do que já imaginei conseguir. Inimaginável para mim há alguns anos...somente ao final 
da graduação, descobrir a Clínica me “salvou” da vontade de desistir do curso de Farmácia. Ali 
eu encontrei o propósito da minha profissão, e foi nessa área que entendi a importância mais 
palpável do farmacêutico na sociedade. A Clínica Farmacêutica para mim, é o pilar da profissão 
e a salvadora do meu propósito em ser farmacêutica. Diferente da minha experiência pessoal 
como farmacêutica, com esta tese, entendi o quão complexo é tentar “salvar” uma profissão... 
Minha tese foi como abrir uma ferida, grande, profunda. Olhar de perto, sentir as dores, encarar 
o problema, a verdade nua e crua em minha frente. Senti tristeza, revolta, falta de esperança, 
impotência e vontade de desistir de tudo! Foi muito difícil entender que nossa profissão no 
Varejo é muitas vezes como um boneco de fantoche na mão do sistema...foi muito duro sentir 
essa ficha caindo. Mas, como muitas coisas na vida...respirei fundo, busquei apoio (alô 
Fernando e Franci :)) e segui em frente! Cuidei da ferida, “mediquei”, aliviei, respirei fundo 
mais umas mil vezes e finalizei o ciclo que iniciei. Entendi que esta tese me trouxe um intenso 
processo de amadurecimento profissional, onde não há espaço para utopias, mas muito espaço 
de trabalho! E assim, sinto que consegui colher todo o aprendizado desses 5 anos e eles 
preencheram todos os espaços de incertezas e inseguranças. Sobrevivi e cresci! 
Aqui estou, prestes a me tornar Doutora em Ciências da Saúde. E apesar de exausta 
mentalmente desta trajetória que se iniciou em 2013 no mestrado, me sinto leve com a sensação 
de dever cumprido. Eu aprendi muita coisa, muita mesmo! Aprendi que ser farmacêutica de 
verdade é ser resiliente, é lutar contra o sistema, é amar o paciente com todas as forças e fazer 
de tudo pra tornar o uso do medicamento o mais seguro, eficiente e conveniente possível. É 
ensinar sobre saúde e protagonismo, e empoderar o outro sobre a sua saúde. É compartilhar e 
traduzir conhecimento técnico, com altruísmo real, com a vontade genuína de ajudar as pessoas. 
E não menos importante, ser farmacêutico é exigir valorização, é lutar por uma profissão 
próspera e consciente do seu valor, que cada vez mais entendo como é alto. E é pelo tanto que 
cresci e aprendi, que preciso agradecer a todos e todas que me apoiaram para conquistar esse 
título, afinal, um doutorado não se constrói sozinho. 
 
 
 
Agradeço a Deus, que me deu saúde e suporte espiritual sempre. A minha fé sempre me deu a 
energia que eu precisava para continuar seguindo em frente. À minha base, meus pais Ana e 
Eugênio, por me ensinarem ao longo da vida sobre amor, respeito e o valor do trabalho. Vocês 
são o meu melhor exemplo de que com estudo e dedicação, somos capazes de realizar muito 
mais do que imaginamos! Sigo em frente por vocês, para vocês. Essa conquista é nossa! Sou 
grata todos os dias de ter pais tão maravilhosos. Amo vocês! 
Aos meus irmãos, André e Giselle, meus grandes companheiros e incentivadores. Em breve 
seremos três doutores! Que privilégio! Eu amo compartilhar tudo com vocês e agradeço do 
fundo do coração pelo apoio e amor que recebo. Vocês são incríveis e me estimulam sempre a 
ser alguém melhor. Obrigada por tanto! 
Ao meu esposo Adelson, meu parceiro de todas as horas. Você foi meu braço direito e esquerdo 
nessa jornada rs Nos conhecemos ainda na graduação, formamos juntos e não tem como não 
misturar nossa história com minha vida acadêmica. Quantas vezes você enxugou minhas 
lágrimas e me fez enxergar que eu era capaz de enfrentar tudo e todos? Você sempre foi um 
dos meus maiores incentivadores! Sua compreensão em todos os momentos foi imprescindível. 
Seu amor e cuidado comigo sempre me deram muita força para continuar. Dedico grande parte 
deste título a você, ele também é seu. Obrigada por ser o melhor amigo, esposo e pai. Te amo! 
Ao meu filhote Inácio, que com apenas 3 aninhos, já me ensinou tanto! Olho pra sua carinha e 
só penso como sou sortuda, como quero ser um bom exemplo para você. Não foi nada fácil 
conciliar o papel de mãe com o de pesquisadora em meio a uma pandemia...mas seu sorriso é 
meu combustível a cada amanhecer. Um dia você vai entender o que é um doutorado e tudo que 
passamos para conquistá-lo. Eu te amo tanto que nem sei explicar. Obrigada Inácio, esse título 
é muito seu! 
Preciso agradecer especialmente à Ana Lucia, minha companheira nos cuidados de Ináciodesde 
que ele tinha 6 meses. Todo o meu trabalho não teria sido possível sem o seu apoio substancial. 
Você tem sido uma segunda mãe para o meu filho, meus olhos e ouvidos quando não estou 
presente. Isso tem um valor muito, mas muito alto. Por isso, também dedico esta tese a você 
Aninha, obrigada por tudo! 
Aos meus amigos da família LEPFS! Minha base, meu espaço, minha segunda casa. Como eu 
fui feliz com vocês. Que honra foi dividir e compartilhar tanto aprendizado. Nesta casa eu fiz 
amigos de uma vida inteira, vivi momentos inesquecíveis, conquistei sonhos e me tornei uma 
 
 
 
pessoa melhor. Amo cada um de vocês, Chica, Genival, Carina, Rafa, Lincoln, Kérilin, Vanessa 
Alves, Vanessa Lima, Sabrina, Dyego, Sheilinha, Giu, Thaci e Alessandra. De um jeitinho 
especial, neste doutorado agradeço aos meus amores Fernando e Francielly, que dividiram 
angústias e alegrias no estudo sobre Profissionalismo. Sobrevivemos amigos, vejam só o que 
conseguimos!! Que orgulho da gente :) Com vocês, tudo ficou mais leve e divertido. Obrigada, 
obrigada e obrigada! 
À minha mãe científica, Giselle Brito, meu abraço bem forte. Obrigada por ter me iniciado à 
pesquisa qualitativa, minha paixão. Na minha história como pesquisadora e apoiadora da 
implantação de Serviços Farmacêuticos, você sempre se fará presente. Eu te amo amiga! 
À minha amiga Luana Macêdo, que dividiu comigo a delícia do Café com Ciência e tantos 
outros aprendizados. Nossa amizade se tornou inabalável e meu amor e admiração por você só 
crescem. Obrigada por ter vivido tantos momentos incríveis comigo. Te amo! 
Um agradecimento especial à professora Déborah Pimentel, que com sua delicadeza e classe, 
me ensinou as bases da pesquisa qualitativa de um jeito tão carinhoso. Obrigada por ser minha 
referência nesta área. À Amália Machado, da empresa Acadêmica Pesquisa, pela generosidade 
em partilhar conhecimentos sobre Análise de Conteúdo. Hoje me sinto muito mais segura 
enquanto pesquisadora qualitativa graças ao que aprendi com você. Obrigada! 
Ao gigante, professor Wellington! Tratar desse tema e ter o privilégio de aprender tanto com 
você foi realmente um presente. Sua disciplina durante a pandemia era o meu ponto de apoio 
mais importante. Quantas aulas assisti enquanto amamentava Inácio...a tecnologia te trouxe 
para perto de mim, Fernando e Franci e somos muito gratos por isso! Obrigada por ser nossa 
referência e um dos maiores incentivadores. Que maravilhoso foi aprender tanto com você 
professor! 
Ao meu pai, irmão, amigo, orientador, mentor, apoiador e mestre, professor Divaldo. Você não 
imagina como me sinto honrada de ter sido sua aprendiz. Você me ensinou muuuuuito mais do 
que ser professora e pesquisadora, você me ensinou o que é ser uma referência. Sua dedicação 
é ímpar e louvável. Muitos mestrandos e doutorandos desejam viver o que vivi ao seu lado. 
Você foi meu guia, daqueles que segura na mão e leva até o fim. Aquele que senta na primeira 
fila para aplaudir de pé. Que elogia de forma sincera em público (e eu finalmente aprendi a 
aceita-los :D). Vou sentir muita falta das nossas conversas, viagens, aulas...você deixou sua 
 
 
 
marca na minha história. E eu prometo que vou levar tudo que aprendi adiante. Obrigada por 
tanta generosidade! Foi um prazer inenarrável! 
Agradeço a todos que participaram desta pesquisa, farmacêuticos, mentores e gestores do 
Varejo Farmacêutico, pelo tempo e atenção concedidos. Que os aprendizados colhidos nesta 
tese sejam importantes para o fortalecimento da nossa profissão no Brasil. Obrigada por cada 
minuto concedido nas entrevistas, foi muito gratificante! 
À Universidade Federal de Sergipe, que foi minha casa desde 2008. Aqui eu fui acolhida e me 
transformei em todos os sentidos. Que Deus me faça instrumento de partilha de tanto 
conhecimento que recebi, e que assim eu possa oferecer à sociedade o retorno por tudo que a 
universidade me proporcionou. Ao Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde, por ter 
me oferecido ferramentas e apoio para que essa conquista fosse possível. Aos professores do 
PPGCS, pela partilha e suporte. À CAPES que fomentou minha bolsa de estudos, essencial 
nesta caminhada. Sem todo esse apoio institucional, essa conquista não seria possível. 
Obrigada! 
Por fim, agradeço à minha profissão, a Farmácia. Tenho orgulho em ser farmacêutica e em lutar 
por autonomia e respeito. Ainda que eu saiba que há muito trabalho pela frente, jamais 
esquecerei do valor que a profissão possui. Não me arrependo de ter vivido nada, por mais 
difícil que tenha sido. Como disse antes, ser farmacêutica é ser resiliente e não desistir nas 
adversidades. Por isso, meu desejo agora é que os percalços do caminho não nos desanimem 
colegas, e que a população receba tudo de melhor que nós temos a oferecer. Obrigada! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
Introdução: O varejo de medicamentos do Brasil é um dos maiores e mais lucrativos do mundo. A 
subordinação do farmacêutico às “leis do mercado” e com o modelo capitalista de comercialização de 
medicamentos controlado majoritariamente por proprietários leigos em saúde, o profissional enfrenta 
dilemas éticos que reduzem sua credibilidade com a população e a autonomia ao longo dos anos. Neste 
cenário, stakeholders gestores e mentores de redes de farmácias são o elo entre a profissão farmacêutica 
e as necessidades de usuários de medicamentos, sendo responsáveis pela tomada de decisões em 
aspectos técnicos e gerenciais, sustentabilidade econômica e adaptação do modelo de prática 
farmacêutica aos interesses das empresas. No entanto, há poucos estudos que abordem a opinião destes 
sobre a Farmácia neste cenário. Objetivo: Compreender como os princípios da ética e da autonomia do 
farmacêutico são percebidos por stakeholders do mercado varejista de medicamentos do Brasil. 
Metodologia: A partir de um roteiro de nove perguntas sobre profissionalismo farmacêutico, foram 
realizadas 19 entrevistas semiestruturadas, de forma online, entre agosto e outubro de 2020. Foram 
coletados dados sociodemográficos como ocupação, sexo, idade, tempo de experiência profissional, 
região do país e titulação máxima. As entrevistas foram transcritas e analisadas com triangulação de 
analistas pela Análise de Conteúdo Categorial, por meio do software ATLAS.ti. Foram elaboradas 
nuvens de palavras, rede de categorias e tabelas que comparavam o número e conteúdo de categorias 
reportadas entre os grupos de gestores e mentores. Resultados: Com duração média de 42 min, foram 
realizadas entrevistas com nove mentores e dez gestores com atuação no varejo de medicamentos. Eles 
relataram aspectos relacionados às garantias e limitações da autonomia técnica, limitações da autonomia 
gerencial (ser prestador de serviços, autodesvalorização e gestores que não compreendem seu papel) e 
estratégias para aprimorá-las (atitude ownership e harmonia com código de conduta); bem como 
aspectos éticos como o aliciamento de indústrias de medicamentos, a “empurroterapia”; e estratégias 
como “assimilar que vender não é antiético”, compliance, metas coletivas e gerar lucros por meio de 
serviços. A autonomia de forma geral foi considerada limitada principalmente pela dependência da 
empregabilidade e pela autodesvalorização do farmacêutico. O controle do mercado causa 
incongruência de autoridades e expõe as fragilidades do profissionalismo farmacêutico, como as leis e 
a atitude submissa e conivente do profissional. As estratégias sobre empreendedorismo e atitude 
ownership parecem fazer sentido apenas no contexto micropolítico do varejo. Os stakeholders assumem 
que ainda há espaço para o aliciamento das indústrias farmacêuticas e para condutas antiéticas de 
balconistas em busca de comissões financeiras. Logo, é complexo desmistificar dilemas éticos no varejo 
quando o atual modelo de negócios é centrado no produto. A pequena difusão de programas de 
compliance mantéma prática farmacêutica na “corda bamba”, sendo que a rentabilidade dos serviços 
pode equilibrar este cenário. A variação das categorias entre os grupos foi pequena, demonstrando que 
o discurso dos mentores estava mais alinhado aos interesses das empresas do que aos da profissão. 
Conclusão: Os princípios da ética e autonomia devem ser alinhados à clareza de papel social e a 
 
 
 
construção de uma identidade profissional. O futuro da profissão no varejo é incerto, e por isso, é 
necessário que as estratégias apontadas sejam alinhadas ao propósito clínico e construção de uma 
identidade profissional estável. Pesquisas futuras sobre aplicação destas estratégias são necessárias para 
equilibrar e fortalecer a profissão farmacêutica, bem como garantir a segurança de seus clientes. 
Descritores: Autonomia. Farmácia Comunitária. Dilemas éticos. Farmacêutico. Farmácia de varejo. 
Profissionalismo. Stakeholders. 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
Introduction: Brazil's drug retailer market is one of the largest and most profitable in the world. In this 
scenario, with the subordination of the profession to the "laws of the market" and with the capitalist 
model of drug marketing mostly controlled by a lay owner, the pharmacist faces ethical dilemmas that 
decrease his credibility with the population, and the autonomy was weakened throughout of years. 
Stakeholders how managers and mentors of pharmacy chains are the links between the pharmaceutical 
profession and the needs of drug users, however, few studies address their opinion about Pharmacy in 
this scenario. Objective: To understand the perceptions of pharmaceutical retail stakeholders about what 
influences the pharmacist's autonomy and how to improve it in this scenario, as well as about the 
influences, causes, and strategies to minimize ethical dilemmas in pharmaceutical practice. Methods: 
Based on a script of nine questions about pharmaceutical professionalism, 19 semi-structured online 
interviews were conducted between August and October 2020. Sociodemographic data such as 
occupation, gender, age, length of professional experience, region of the country were collected and 
titration maximum.The interviews were transcribed and analyzed with triangulation by analysts by 
Categorical Content Analysis, using the ATLAS.ti software. Word clouds, a network of categories and 
tables were created that compared the number of categories reported between the groups of managers 
and mentors. Results: With an average duration of 42 minutes, interviews were conducted with nine 
mentors and ten managers working in the drug retail business. They reported aspects related to the 
guarantees and limitations of technical autonomy, limitations to managerial autonomy (being a service 
provider, self-devaluation and managers who do not understand their role), and strategies to improve 
them (ownership attitude and harmony with the code of conduct); as well as ethical aspects such as 
enticing drug industries, “empurroterapia”; and strategies such as “taking in that selling is not unethical”, 
compliance, collective goals and generating profits through services. Autonomy in general was 
considered limited mainly by the dependence on employability and the pharmacist's self-devaluation. 
Control of the market causes incongruity among authorities and exposes the weaknesses of 
pharmaceutical professionalism, such as the laws and the submissive and conniving attitude of the 
professional. Strategies on entrepreneurship and ownership attitude seem to make sense only in the 
micropolitical context of retail. Stakeholders assume that there is still room for pharmaceutical 
companies' enticement and for unethical behavior by clerks in search of financial commissions. 
Therefore, it is complex to demystify ethical dilemmas in retail when the current business model is 
centered on the product. The small diffusion of compliance programs keeps the pharmaceutical practice 
on the “tightrope”, and the profitability of services can balance this scenario. The variation in categories 
between groups was small, demonstrating that the mentors' discourse was more aligned with the interests 
of companies than those of the profession. Conclusion: The ideas must be aligned with the clarity of 
social role and the construction of a professional identity. The future of the retail profession is uncertain, 
 
 
 
and for this reason, it is necessary that the indicated strategies are aligned with the clinical purpose and 
construction of a stable professional identity. Future research into the application of these strategies is 
needed to balance and strengthen the pharmaceutical profession, as well as ensure the safety of its 
clients. 
Descriptors: Retail Pharmacy. Community pharmacies. Pharmacist. Professionalism. Autonomy. 
Ethical dilemmas. Stakeholders. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
 
 
TABELA 1 Características sociodemográficas dos participantes 68 
TABELA 2 Número de vezes que as categorias sobre “Autonomia do farmacêutico no 
varejo” foram abordadas entre os grupos de gestores e mentores 
74 
TABELA 3 Número de vezes que as categorias sobre “Aspectos éticos nas farmácias de 
varejo” foram abordadas entre os grupos de gestores e mentores 
81 
 
 
 
 
 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
 
FIGURA 1 Etapas da Análise Categorial Temática 151 
FIGURA 2 Nuvem de palavras sobre o tema “Autonomia do farmacêutico no varejo” 69 
FIGURA 3 Categorias relacionadas ao tema “Autonomia do farmacêutico no varejo” 70 
FIGURA 4 Nuvem de palavras sobre o tema “Aspectos éticos nas farmácias de varejo”. 75 
FIGURA 5 Categorias relacionadas ao tema “Aspectos éticos nas farmácias de varejo”. 76 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................... 177 
2 REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................... 21 
2.1 TRABALHO E PROFISSÃO ................................................................................ 21 
2.2 SOCIOLOGIA DAS PROFISSÕES E PROFISSIONALISMO .............................. 24 
2.3 NASCIMENTO, CRISE E PROPOSTA DE RENASCIMENTO DA FARMÁCIA
 ....................................................................................................................................28 
2.4 CONTEXTO DO FARMACÊUTICO NA FARMÁCIA COMUNITÁRIA NO 
BRASIL ........................................................................................................................... 36 
2.5 O MERCADO VAREJISTA DE MEDICAMENTOS E SUAS 
PERSPECTIVAS..................................................................................................................42 
2.6 TEORIAS DO PROFISSIONALISMO APLICADAS A FARMÁCIA E SUAS 
IMPLICAÇÕES AO CONTEXTO DO VAREJO FARMACÊUTICO ............................. 44 
2.7 O PAPEL DOS STAKEHOLDERS NO VAREJO FARMACÊUTICO ................... 50 
2.8 ELABORAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA .............................................. 52 
3 OBJETIVOS ................................................................................................................... 56 
3.1 Objetivo geral ........................................................................................................ 56 
3.2 Objetivos específicos ............................................................................................. 56 
4 PERCURSO METODOLÓGICO .............................................................................. 58 
4.1 Escolha da abordagem de pesquisa ......................................................................... 58 
4.2 Delineamento do estudo ......................................................................................... 58 
4.3 Características dos participantes da pesquisa .......................................................... 59 
4.4 Desenvolvimento do roteiro das entrevistas ............................................................60 
4.5 Recrutamento dos participantes .............................................................................. 61 
4.6 Coleta de dados ...................................................................................................... 61 
4.7 Análise dos dados .................................................................................................. 62 
4.8 Credibilidade e confiabilidade ................................................................................ 65 
 
 
 
4.9 Aspectos éticos ...................................................................................................... 65 
5 RESULTADOS ........................................................................................................... 67 
5.1 Autonomia do farmacêutico em farmácias do varejo .............................................. 69 
5.2 Aspectos éticos nas farmácias de varejo ................................................................. 75 
6 DISCUSSÃO ............................................................................................................... 84 
6.1 Autonomia do farmacêutico no varejo .................................................................... 84 
6.2 Aspectos éticos nas farmácias de varejo ................................................................. 89 
7 CONCLUSÃO ............................................................................................................. 98 
8 REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 102 
APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido .................................... 141 
APÊNDICE B – Roteiro das entrevistas ......................................................................... 143 
APÊNDICE C – Artigo 1 ................................................................................................. 145 
APÊNDICE D – Artigo 2 ................................................................................................. 169 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
17 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A profissão farmacêutica nasceu oficialmente no século XIII e, ao longo da sua 
história, tem passado por transformações sensíveis nas competências, relações 
interpessoais, na forma, no conteúdo e modus operandi do trabalho. Na era tradicional da 
profissão, o status e a autoridade da Farmácia eram associados à imagem secular do 
boticário, a produção manufaturada de medicamentos e as orientações sobre o seu uso 
(BEALES; AUSTIN, 2006; HIGBY, 1986; NASCIMENTO; PEREIRA, 2011a). Essas 
transformações têm sido influenciadas por múltiplos fatores como novas práticas de 
produção, comercialização de bens e serviços, competição entre grandes corporações do 
mercado varejista de medicamentos, bem como maior acesso e uso da informação 
(PEREIRA; CUNHA, 2007; RÊGO, 2000; TRAULSEN; DRUEDAHL, 2018a) 
O processo histórico da Farmácia trouxe discussões sobre sua profissionalização 
ser marginal ou incompleta, pois os interesses não altruístas relacionados a sua prática e 
as barreiras para exercer sua autonomia se mantêm presentes até os dias atuais 
(BIRENBAUM, 1982a; SILVA; DELIZOICOV, 2009; TRAULSEN; BISSELL, 2004; 
TRAULSEN; DRUEDAHL, 2018b; TURNER, 2016). Por isso, autores sugerem que 
verificações internas com indicadores de produtividade da prestação de serviços 
profissionais são raras, bem como a avaliação do efeito e o custo total do seu processo de 
trabalho nos resultados do cuidado (BAINES et al., 2018; MAGUIRE, 2020; 
SCHAFHEUTLE et al., 2011). 
No século XX, por sua vez, a expansão da industrialização de medicamentos 
redirecionou o foco das farmácias comunitárias para o comércio, que fez o farmacêutico 
assumir atividades administrativas e burocráticas, distanciando-se do cuidado aos 
pacientes (JENKINSON, 2012; UNDERHILL, 1992; ZACKER; MUCHA, 1998). Em várias 
partes do mundo, inclusive no Brasil, a ocupação das farmácias por proprietários 
majoritariamente leigos também reduziu a autoridade dos farmacêuticos, que passaram 
de profissionais protagonistas, responsáveis técnicos pela orientação sobre o uso racional 
de medicamentos, a trabalhadores coadjuvantes, assalariados, com pouca autonomia e 
compulsoriamente impostos por lei (PEREIRA, 2016; SANTOS, 1999; VOGLER; 
HABIMANA; ARTS, 2014a). 
Importante ressaltar que no Brasil, um dos dez maiores mercados varejistas de 
medicamentos do mundo, apesar de recentes mobilizações políticas que visaram reforçar 
o caráter ético e sanitário das farmácias comunitárias, este cenário ainda é considerado 
18 
 
 
palco de práticas mercantilistas e antiéticas que favorecem a automedicação e seus riscos 
associados (AITKEN; KLEINROCK; MUÑOZ, 2021a; ARRAIS et al., 2016a; BRASIL, 2014c; 
SOBRAL et al., 2018a). Um exemplo é a “empurroterapia” (estratégia agressiva de 
imposição de vendas), que ainda é comum e contribui para uma cultura que abala a 
reputação do farmacêutico perante a população (GABRIEL et al., 2019; VIEIRA; FREITAS, 
2021). 
Segundo a literatura, a dependência pela ampla empregabilidade do varejo e a 
competitividade do mercado, sujeitam o farmacêutico ao dilema ético de “comércio” 
versus “saúde” e o pressionam a concentrar suas atividades na gestão do negócio 
(RAPPORT; DOEL; JERZEMBEK, 2009a; REIS et al., 2015; VETTORAZZI, 2009). Por isso, 
ainda que a morbimortalidade relacionada aos medicamentos sinalize para que a profissão 
farmacêutica reoriente seu papel social para o cuidado, estudos consideram que 
farmacêuticos brasileiros ainda não tem autonomia para assumir este modelo de prática 
(CERQUEIRA-SANTOS et al., 2020a; MELO et al., 2021a; MOTA et al., 2020a). Diante disso, 
é perceptível que a ética e a autonomia do farmacêutico são princípios profissionais 
desafiados pelo varejo. 
Maguire (2020) ao refletir sobre o futuro da profissão, relata que o farmacêutico 
comunitário ideal deve mesclar visão comercial e profissionalismo, sendo capaz de 
ofertar novos serviços de cuidado ao paciente, de forma financeiramente sustentável. 
Apesar de haver um crescente investimento do setor na capacitação de farmacêuticos para 
o cuidado, o modus operandi do varejo é conflituoso para a Farmácia e dificulta o controle 
do seu próprio trabalho (ALTMAN; MANDY; GARD, 2019a; GERNANT, 2018a; MALIK, 
2021a). Tais serviços devem ser alinhados com as políticas nacionais de saúde, o que 
requer visão para as novas oportunidades que surgem e liderança forte para confrontar os 
interesses que resistem as mudanças (CARTER, 2016; LORIA, 2021). 
A teoria dos stakeholders se mostra adequada para abordar as influências de cada 
“ator” no cenário do varejo de medicamentos. Assim, é possível equilibrar os interesses 
de clientes, força de trabalho, fornecedores e sociedade, o que faz sentido na 
responsabilidade social das farmácias enquanto estabelecimentos de saúde (FREEMAN, 
1998; IRIGARAY; VERGARA; ARAUJO, 2017). Como peças-chave deste cenário, 
stakeholders como proprietários, gerentes, mentores e consultores são o elo entre a 
profissão farmacêutica e as necessidades de usuários de medicamentos, bem como 
concebem códigos de conduta que regem relações entre farmácias e profissionais 
(JEBARA et al., 2021a; STEEN; FRANCK, 2020). 
19 
 
 
As perspectivas de gestores como proprietários e gerentes são valorizadas na 
maior parte das teorias da administração, pois sua influência direta nos resultados das 
empresas é vastamente estudada na literatura (ALCANIZ; AGUADO; RETOLAZA, 2020). 
Os mentores tem um serviço consolidado em muitos países e de crescente ascensão no 
Brasil, com fortes influências na adaptação do modelo de prática farmacêutica aos 
interesses das empresas (DRŽAIĆ et al., 2018; RUEBEN; FORSYTH; THOMSON, 2020a; 
SCHINDEL et al., 2019a). A mentoria pode alterar comportamentos que são essenciais na 
visão e valorização do farmacêutico pela sociedade (ALLEN; LENTZ; DAY, 2016;MORAN 
et al., 2014). Logo, as perspectivas de mentores poderão colaborar na compreensão de 
desafios da profissão no varejo de medicamentos. Apesar da relevância do tema, a 
literatura tem lacunas para a compreensão da influência destes stakeholders no futuro da 
profissão neste cenário. 
 
 
 
 
20 
 
 
 
Revisão de Literatura 
21 
 
 
2 REVISÃO DE LITERATURA 
2.1 TRABALHO E PROFISSÃO 
 
A concepção de trabalho é influenciada por marcos históricos da humanidade, mas 
pode ser definida de ocupação básica para o homem, a fator de produção em uma 
sociedade. Na perspectiva fenomenológica de Hegel (HEGEL, 1991), o trabalho é a 
interação do homem com a natureza e meio de ascensão à liberdade. Não apenas para 
satisfazer as necessidades do homem, o trabalho manifesta a consciência pessoal e social. 
Por meio do trabalho, o homem transforma a natureza de forma a traduzir a cultura em 
que se insere e de forma simbólica, esta relação “humaniza”, revela e educa o homem 
(HEGEL, 1995). 
Influenciado por Hegel, Marx avança em sua percepção sobre o trabalho e o 
entende como a essência do homem, por meio do qual cria o mundo e devolve sua 
consciência (SEMERARO, 2013). Para Marx, o homem é o resultado do próprio trabalho, 
pois produz seu sustento, relaciona-se com outros homens e transforma a vida humana. 
Mais do que uma atividade realizada, o trabalho é visto como vital para a existência da 
sociedade. Para além da visão espiritual de Hegel, Marx (1983) ressalta a materialidade 
e as contradições do trabalho, como a humanização, e em contraste, os significados de 
fadiga, dominação, exploração do trabalhador pela burguesia e a alienação ao trabalho. 
Em oposição a era artesanal, quando o sistema de economia era familiar, as 
relações de trabalho na era da industrialização foram precarizadas e tomadas pela 
exploração da força de trabalho (TEIXEIRA, 2012). Ao contrário de teorias clássicas que 
apontam o lucro como fruto da troca de mercadorias, para Marx era necessário combater 
o modo de produção capitalista que concentra a “mais-valia” em posse da burguesia e usa 
superexploração da força de trabalho como mercadoria humana (SEMERARO, 2013). O 
trabalho feito por homens passa a ser comparado a produção de máquinas, colocando-os 
como frágeis e sujeitos ao adoecimento pelas suas funções ocupacionais (SILVA; 
BARRETO, 2012). 
22 
 
 
O saber científico em contraposição ao modo empírico, arraigado no ocultismo e 
religiosidade, justifica fenômenos da natureza, o fazer saúde e o processo de adoecimento, 
cura e morte (ANGELIN, 2010a). Como forte influência religiosa, Weber (2004) inspirou 
sociólogos com sua visão de “profissionalização” como processo de racionalização da 
sociedade ocidental moderna. Para isso, ser profissional é definido como “predestinação”, 
a burocratização contribui para o desenvolvimento da profissão e esta é sinônimo de 
poder, privilégios, ética e qualificação. Assim, com “espírito capitalista”, o profissional 
deveria ter qualificação, assumir a técnica dos procedimentos e a execução dos meios de 
produção (SCHMITZ, 2014a; WEBER, 2004). 
Em busca de superação de barreiras do modelo de trabalho capitalista, indivíduos 
que produzem itens e serviços em comum, passaram a compartilhar, nos centros urbanos, 
clientela, reconhecimento e aspectos de seus processos de trabalho que são intangíveis ao 
público (PEREIRA; DA CUNHA, 2007). Independente, a sociedade de seu grau de 
especialização, divide o trabalho, atribui funções a cada integrante e define o processo 
deste trabalho, da matéria à sua transformação (MARX; DEVILLE; MORAES, 2017). Com 
a evolução das sociedades agrárias para industriais e de consumo, a profissões surgem 
dos ofícios, deixando para trás o que era considerado leigo, imoral e acessível ao saber 
popular (LIMA, 2013). 
No pressuposto funcionalista, o elemento fundamental para existência de uma 
profissão, é a necessidade social (HALL, 1968). Ademais, profissionais buscam obter 
conhecimentos especializados em determinada área, possuir autonomia técnica e política 
e vocação para servir (WILENSKY, 1964a). Para organizar seus interesses e prezar pelo 
bem estar social, as profissões se organizam em associações profissionais, definem 
códigos de conduta, zelam pela autonomia e fiscalizam o exercício da prática sob 
prerrogativa de defender a sociedade de charlatões ou maus profissionais (RODRIGUES, 
2002a; SCHACK; HEPLER, 1979). 
O fenômeno da profissionalização não ocorre em todas as ocupações e muitos 
trabalhadores continuaram em empregos mal remunerados, precarizados, pouco 
reconhecidos e sem encontrar sua própria identidade profissional (DUBAR, 2005). Em 
crítica a visão funcionalista e elitista que delimita ocupações de atividades profissionais 
pela qualidade do profissional, desde a década de 1950 a teoria da socialização 
profissional é proposta por Hughes (1955) e sociólogos interacionistas. Para estes 
sociólogos, a profissionalização não deve ser limitada pelo acúmulo de conhecimento e 
todos os trabalhadores teriam o direito de lutar para se tornarem profissionais. 
23 
 
 
Segundo Abbott (1988), a socialização profissional propõe que há sistemas de 
trabalho, que organizam hierarquias entre empregos a partir de exigências específicas, 
sendo variáveis pela história e cultura no qual se inserem. Assim, nada que garanta sua 
durabilidade, os ofícios podem ascender profissões, desde que sua atividade seja 
decorrente da certificação específica. Em detrimento a transmissão hereditária de 
conhecimento, estes grupos de trabalhadores passam a produzir, por mandato e diploma, 
o controle social (WILENSKY, 1964a). 
Hughes (1958) afirma que embora neste sistema todos possam adquirir êxito e 
identidade profissional, atividades com menor prestígio e complexidade são preteridas e 
delegadas pela elite. Esta “divisão moral do trabalho” segrega atividades por “saberes 
culpáveis”, classes sociais, etnias e gênero, perpetuando a discriminação nas hierarquias 
entre os trabalhadores. Com caráter misto, novas teorias das profissões evidenciaram 
outros aspectos das profissões como controle da divisão de trabalho, limites jurisdicionais 
e relações de trabalho (FREIDSON, 1996a). No entanto, os elementos que caracterizam as 
profissões ainda são produtos de divergências (WURM-SCHAAR, 2015). 
O impacto do avanço da tecnologia nos últimos anos, a divisão do trabalho e a 
busca por qualificação profissional gerou uma reestruturação produtiva do capital, que 
levou muitas empresas a modificar suas formas de organização social do trabalho 
(PEDROSO, 2007). Assim, a partir de uma lógica taylorista e neoliberal de lucro pela 
produtividade, em detrimento da proteção legal do trabalhador, as profissões vivenciaram 
consequências como a flexibilização, a informalidade e a precarização. Este fenômeno de 
“desqualificação” do trabalho, muda não só o trabalho em si, mas suas relações de 
contrato, duração e vínculo, gerando a expansão de um novo proletariado, terceirizado, 
subcontratado e informal (ANTUNES, 2018). 
O aumento no número de trabalhadores precarizados, com trabalhos 
desregulamentados, aproxima-os do desemprego estrutural. Enquanto isso, há redução no 
número de profissionais mais qualificados em empresas, cada vez mais exigidos pela 
multifuncionalidade (ANTUNES, 2018). Na década de 1960, a profissionalização invade 
o campo do trabalho e desloca ocupações menos qualificadas a ganhar salários mais 
baixos em países pobres (WILENSKY, 1964a). Além disso, o desejo de ter ofícios 
reconhecidos socialmente e com melhores condições de trabalho impulsionou o 
crescimento da escolarização por parte de jovens assalariados (DUBAR, 2012). 
24 
 
 
Algumas ocupações se tornaram obsoletas à medida que outras entraram em 
ascensão por meio do impacto das inovações tecnológicas (AUED, 1997). Como exemplo, 
ocupações hoje inexistentes como acendedoresde lampião, telefonistas, tipógrafos, 
datilógrafos, rebocadores de embarcação, leiteiros, tinham seu papel reconhecido em 
sociedade pouco industrializada e artesanal. Dessa forma, o trabalho muda à medida que 
novas necessidades sociais surgem, bem como este passa a ser forte instrumento de 
controle social e não mais a atender somente às necessidades técnicas da sociedade 
(SUSSKIND; SUSSKIND, 2015). 
A adaptação à realidade traz um caráter mutável as profissões, sendo àquelas 
consideradas obsoletas, um retrato do modelo econômico e social vigente. Por isso, a 
análise de crises profissionais e do impacto do aumento do desemprego em uma sociedade 
se torna importante para elaborar estratégias de reestruturação profissional e de combate 
a precarização do trabalho (SALGUEIRO et al., 2017). Logo, novos modelos econômicos 
e iniciativas de reinvenção de competências profissionais podem adequar e estender o 
“ciclo de vida” da profissão (ANDREWS, 2015; PEDROSO, 2007). 
A análise histórica e sociológica sobre o trabalho e as profissões é complexa, bem 
como suas perspectivas futuras são indefinidas. No entanto, a evolução humana é 
essencial, por isso, ainda que o declínio de algumas profissões seja inevitável, a 
investigação sobre as consequências destas transformações nas diversas camadas sociais 
é importante. Ademais, há espaço para pesquisas sobre os diferentes sentidos do trabalho 
e sobre os caminhos de ascensão de trabalhos essencialmente humanos que atendam 
autênticas necessidades sociais. 
 
2.2 SOCIOLOGIA DAS PROFISSÕES E PROFISSIONALISMO 
Em busca da compreensão dos fenômenos socioculturais, a sociologia estuda, por 
meio de correntes como as profissões se estruturam e o que produzem, por meio de seus 
atores, ao sistema social (ALMEIDA, 2010; GONÇALVES, 2007). A corrente 
funcionalista é a mais tradicional, na qual as profissões se estabelecem a partir do tipo 
ideal ou a coletânea de atributos que estruturem o processo de ascensão ocupacional de 
um ofício até ser chamado de profissão (RODRIGUES, 2002). As profissões são 
caracterizadas quando o grupo de trabalhadores atende novas necessidades sociais por 
meio da técnica que é essencialmente transmitida ou ensinada em escolas de formação 
(CARR-SAUNDERS; WILSON, 1933; PARSONS, 1991). 
25 
 
 
Nesta perspectiva, as profissões derivam de uma especialização constante da 
prestação de serviços e da efetivação de associações profissionais (RODRIGUES, 2002b). 
Assim, por meio do ensino do “saber inconfessável”, as profissões detêm corpo teórico 
ideológico que permite aquisição da cultura que protege de pressões externas e leigas da 
clientela, Estado ou outras profissões (DUBAR, 2005). A proposta utilitária das profissões, 
a partir da institucionalização da autoridade e confiança, justifica a escalada ocupacional 
de práticas tradicionais como a justiça, Medicina e religião (CARR-SAUNDERS; WILSON, 
1933). 
É importante ressaltar, que esta lógica nasce do recorte anglo-saxão que analisa 
profissões, em que o Estado possui influência ativa no controle de modo de vida e na 
produção de bens e serviços (GONÇALVES, 2007). Isto não se aplicava à realidade 
oriental, pois o Estado tinha pouca influência e a divisão do trabalho em saúde da época, 
por exemplo, profissionalizava determinadas práticas tradicionais (ANGELIN, 2010a). Sob 
o contexto de críticas à corrente funcionalista, outras concepções sobre profissões e 
profissionalismo surgiram desde segunda metade do século XX (KHALILI; HALL; 
DELUCA, 2014). 
A perspectiva teórica do Interacionismo Simbólico passou a analisar as profissões 
como produto da sociedade, na qual a divisão do trabalho implica na hierarquização de 
funções, a partir de duas operações que orientam a seleção dos profissionais: licença e 
mandato (HUGHES, 1958). Em contraponto ao modo funcionalista, esta perspectiva 
considerou que profissões são ocupações que mantêm posse de títulos honoríficos 
(DUBAR, 2005). A profissionalização foi considerada o processo das ocupações que 
desejam se afirmar na sociedade, ao se afastarem de práticas tradicionais ou charlatãs 
(ANGELIN, 2010a). O afastamento de modos amadores de exercer ofício foi acompanhado 
pela aquisição de novos aparatos tecnológicos e organizacionais, as qualificações, saberes 
e divisão de trabalho (RODRIGUES, 2002a). 
26 
 
 
A corrente interacionista também abordou o contexto no qual as ocupações se 
transformaram em profissões, definindo requisitos por meio de uma abordagem 
processual e relacional (MENEGHETTI, 2009). Outrossim, enfatizou as interações, 
conflitos, reivindicações e discursos sobre o saber na profissionalização (ANGELIN, 
2010b). Para Hughes (1958), um grupo profissional deveria desenvolver uma filosofia, 
valores e a “visão de mundo”. Alinhado a esta corrente, Wilensky (1964a) afirmou que 
apesar da tendência das profissões buscarem status social, poucas atingem este 
reconhecimento. Segundo o autor, ameaças à autonomia, ao ideal de serviço e à jurisdição 
exclusiva (monopólio de habilidades e conhecimentos) podem ser barreiras à 
profissionalização. 
A partir do final da década de 1960 trabalhos do paradigma funcionalista que 
dominaram o período anterior, foram atingidos por um movimento crítico, influenciado 
por forças internas e externas à própria sociologia das profissões (MENEGHETTI, 2009). 
Para Haug (1972a), a maior criticidade da clientela e o avanço tecnológico levariam 
profissões ao declínio, propondo a tese da desprofissionalização. Para a autora, o processo 
envolve a perda do controle sobre o conhecimento, o desenvolvimento da educação e 
tecnologia para a sociedade, e as divisões de trabalho criariam demandas por práticas 
autônomas na mesma profissão. Segundo Sciulli (2007), ao observar exemplos exitosos 
do Direito, Engenharias e Medicina, muitas teorias consideraram que esta evolução 
levaria à profissionalização. 
Mais perspectivas nesta linha neomarxista contestaram que os profissionais 
seriam autorregulados, pois quando submetidos ao controle por grandes organizações, 
trabalhadores perdem poder e autonomia, e a tese proletarização das profissões é 
enfatizada (OPPENHEIMER, 1972a). Braverman (1987) contribuiu para esta perspectiva, 
quando abordou a divisão e simplificação do processo de trabalho pelo capitalismo 
industrial. Para o autor, o monopólio de grandes empresas tem efeito degradante a técnica 
do trabalhador, pois a mecanização e automação podem reduzir a qualificação 
profissional, salários e à alienação do trabalho. A relação entre estado, profissão e 
mercado então perderia, gradativamente, o caráter unificado de interdependência e 
passaria a ser cada vez hierárquico (MENEGHETTI, 2009). 
27 
 
 
Os abalos estruturais distorceram a visão estática, burocratizante ou elitizada das 
profissões, bem como processos que fazem que estas profissões alcancem este ideal 
(ANGELIN, 2010b). Em contrapartida, críticas às teorias de declínio profissional 
mostraram que o impacto de novas tecnologias não promove à degradação do trabalho 
(GILL, 1984; KERN; SCHUMANN, 1984). Este contraponto acredita que o processo de 
reprofissionalização, a “utilização mais completa das qualificações” do trabalhador, bem 
como a criação de novas demandas, pode gerar consequentemente novas profissões que 
nascem assalariadas (DINIZ, 1998). Para Dowbor (2002), a profissão deveria ser 
compreendida pelos trabalhadores como carreira (trajetória profissional), na qual suas 
atividades poderão ser extintas ou modificadas com o tempo, exigindo educação 
continuada e reinvenções profissionais. 
Neste sentido crítico, Freidson revisou e atualizou o pensamento de Weber sobre 
a profissionalização, sendo um dos principais nomes da corrente neoweberiana 
(SCHMITZ, 2014a). Segundo o mesmo, ainda que os profissionais sejam assalariados, e 
que gestores tenham poder na lógica capitalista industrial, o controle será do profissionalse este ainda determina e avalia a forma como este trabalho é realizado (ANGELIN, 2010b; 
FREIDSON, 1984). Pautado no exemplo exitoso da Medicina, Freidson (2009a) acredita 
que o profissionalismo existe à medida em que profissões, por meio de seus organismos 
corporativos, buscam o controle pela organização do próprio trabalho por meios de 
especialização em determinado campo do conhecimento e autorregulação. 
Para os neoweberianos, o poder profissional alia expertise, autonomia e 
credibilidade (LINDEN, 2017). Dentre esses fatores, a autonomia profissional é descrita 
como mutável e regulada pelo Estado, enquanto provedor dos bens e dos serviços, para 
que a sociedade tenha suas necessidades (reais ou sugestionadas) atendidas de modo 
contínuo (KHALILI; HALL; DELUCA, 2014). Assim, as profissões que desejarem manter 
sua reserva de mercado, devem se submeter ao Estado que regula o trabalho e sua oferta, 
agindo a favor de uma corporação e em detrimento de outra (FREIDSON, 2009a). Ademais, 
em nações que a presença de governos para a provisão de recursos é controladora, as 
profissões tendem a assumir o discurso ideológico voltado não apenas ao cidadão, mas 
ao Estado e mercados que requisitam, normatizam e fiscalizam a produção de bens e 
serviços (SCHMITZ, 2014a; SILVA; DELIZOICOV, 2009). 
28 
 
 
Segundo Larson (1977a), ícone da sociologia das profissões, o profissionalismo é 
uma estratégia de poder assumida em busca de prestígio, autonomia técnica, controle do 
acesso à ocupação, monopólio sob determinado campo do conhecimento e divisão do 
trabalho. Assim, o êxito da profissionalização se dá na oferta de serviços necessários à 
sociedade em um mercado restrito, distanciando-se de leigos e charlatões com a 
manutenção de privilégios e prestígio social (LARSON, 1977a; MARTIMIANAKIS; 
MANIATE; HODGES, 2009). Em determinados aspectos, esta definição corrobora com 
teses neoweberianas, mas Larson debate questões conflituosas estabelecidas entre 
profissões e seus projetos para conquistar monopólio e privilégios (LARSON, 1977a; 
PEREIRA-NETO, 1995a; SCHMITZ, 2014a). Para Larson (1977a), o poder de uma profissão 
depende mais da influência do Estado para proteger e legitimar suas atividades, do que 
do domínio social de determinado conhecimento técnico-científico. 
Em suma, o significado de profissionalismo é mutável e multifatorial ao longo do 
tempo. Assim, todas as interpretações são necessárias para compreender como as 
profissões se estabelecem, se consolidam ou declinam (EVETTS, 2003a). Ao buscar pontos 
em comum nas teorias, é possível destacar os mecanismos de negociação da jurisdição 
profissional e a criação de meios para reserva de mercado como fundamentais para 
fortalecer uma profissão (NASCIMENTO, 2007). Não haverá teoria que se aplique as 
profissões e contextos, assim é impossível prever seu futuro e suas transformações. 
Porém, é relevante que as profissões sejam analisadas em si mesmas, para interpretação 
pertinente (PEREIRA; DA CUNHA, 2007). Portanto, é preciso estabelecer programas de 
qualificação contínua e componentes ideológicos que guiem os comportamentos de um 
profissional (VAN MOOK et al., 2009a). 
 
2.3 NASCIMENTO, CRISE E PROPOSTA DE RENASCIMENTO DA 
FARMÁCIA 
29 
 
 
Historicamente, o trabalho em saúde existe a partir da necessidade em remediar 
ou curar males que acometem as pessoas (DONANGELO; PEREIRA, 1976; MACHADO, 
1995). Entretanto, a reflexão atual sobre o que é doença se distancia das concepções 
usadas pelas civilizações antigas que recorriam as forças da natureza e ao curandeirismo 
como tratamentos (FREIDSON, 2009a). Por definição, a doença, assim como o crime, era 
considerada um desvio, porém de ordem biológica (PARSONS, 1991). Por analogia, a 
religião trouxe esta concepção, justificando que a doença é o castigo divino e o 
tratamento, o arrependimento dos pecados (FOUCAULT, 2015). Ao contrário de quem fere 
a lei, doentes em geral não são culpados por seus desvios, porém devem colaborar com o 
tratamento imposto para viabilizar a melhora e a cura “normal” (ADAMS; MILLER, 2001). 
Ao partir deste pressuposto, a Medicina, ao se afastar do curandeirismo e do clero, 
ascendeu ao se transformar em instrumento do Estado para o controle social 
(HABERMAS, 2004). Desde as primeiras civilizações, a concepção e manufatura de 
formulações terapêuticas se mostraram necessárias para controlar e curar doenças, 
motivando a profissionalização da Farmácia (ALMEIDA, 1965; MACHADO, 1995). A 
criação da profissão ocorreu no século XIII quando o Frederico II, Rei da Sicília e 
Imperador da Germânia, em 1240, assinou a carta magna que separou a Farmácia da 
Medicina (BASSO, 2004; NASCIMENTO; PEREIRA, 2011b). Como profissão independente 
a Farmácia, necessitou desenvolver competências específicas. 
A partir de 1777, rei Luís XV da França, obrigou a substituição de apotecários ou 
boticários que realizavam informalmente a manipulação, comércio e provisão de 
informações em saúde por farmacêuticos formados que gozavam de status e autonomia 
junto a população (ALTMAN, 2017; NASCIMENTO; PEREIRA, 2011b; PITA; PEREIRA, 
2012; SPARY, 2014). Vale ressaltar que nesta época havia “químicos práticos” 
oportunistas que reivindicavam direitos de exercer as atividades comerciais dos boticários 
tradicionais, sem treinamentos ou formação (ANDERSON, 2015; HOLLOWAY, 1991; 
WORLING, 2005). Com o aumento dos cursos de Farmácia, esses práticos deixaram 
grandes cidades e se exilaram em vilas do interior da Europa até seu desaparecimento. 
Concomitantemente, ocorreu a transição da estrutura da apoteca ou botica (com 
característica de armazém de medicamento) à farmácia comunitária (com adoção dos 
primeiros requisitos sanitários, com balcão e laboratório de manipulação dos 
medicamentos (RIBEIRO, 2009a). O novo modelo de prática possibilitou o avanço de 
experimentações alquímicas que isolaram e purificaram substâncias para o controle e cura 
30 
 
 
das doenças, diminuindo a utilização empírica de extratos brutos obtidos de animais, 
minerais e plantas retirados da natureza (PITA; PEREIRA, 2012). 
A maior efetividade dos tratamentos estimulou a comercialização dos novos 
medicamentos ampliando a visibilidade do farmacêutico frente aos médicos e a 
sociedade, ao transformar as farmácias em pontos de encontro para discussões políticas, 
filosóficas e científicas (COSTA, 2007b; SARMIENTO, 1996). Tais inovações 
influenciaram as práticas de cuidado, inclusive nos hospitais que eram geridos por 
religiosos, que redirecionaram o foco de fazer caridade a órfãos e viúvas para assumirem 
o papel de restauração e devolução dos pacientes curados à sociedade, neutralizando a 
saúde proveniente apenas por “desígnios divinos” para justificar doenças (CATÃO, 2011; 
FOUCAULT, 2015). 
Com o passar do tempo, aumentou significativamente o número de farmacêuticos 
formados, de artigos publicados sobre os novos fármacos e foram elaboradas 
farmacopeias oficiais para balizar o ensino e regulamentar a prática manufatureira dos 
medicamentos (BASSO, 2004). Porém, divisões políticas na criação de associações e na 
luta por direitos jurisdicionais fragilizaram a formação e o corporativismo, revelando a 
necessidade de definir a identidade profissional (ALTMAN, 2017; ELVEY et al., 2015; 
KOUCHAKI, 2015). Uma hipótese para explicar essas diferenças era o fato de farmácias 
serem estabelecimentos dirigidos por diferentes famílias de farmacêuticos que competiam 
pelo mesmo mercado ao longo de séculos por meio do lançamento de medicamentos 
exclusivos. 
Um marco do final do século XIX foi a realização de conflitos armados 
importantes, como a Guerra da Crimeia (1853-1856) e a Guerra da secessão (1861-1865), 
nas quais foi possível perceber o papel importante dos médicos, bem como dos 
farmacêuticos e da nova profissão da Enfermagem (FLORIANO et al., 2020; HASEGAWA, 
2000). Assim, ficou evidenciado que aparticipação dos profissionais de saúde era 
fundamental para a recuperação dos soldados e seu retorno aos campos de batalha 
(HIGBY, 1986; REILLY, 2016). O início do século XX, além de espaço de produção 
artesanal e a provisão de informações sobre medicamentos, as farmácias comunitárias 
eram locais de divulgação cultural e palco de importantes discussões e reuniões científicas 
da época (COSTA, 2007a; HEPLER; STRAND, 1990; SARMIENTO, 1996). 
Em geral, farmacêuticos prepararam os medicamentos prescritos por médicos, 
mas na ausência desses em determinadas regiões ou quando os pacientes não tinham 
condições de pagar pela consulta médica, os primeiros avaliavam sinais e sintomas, 
31 
 
 
recomendando tratamentos medicamentosos ou não medicamentosos (HERMANN, 1898; 
TURNER, 2016). Entre 1914-1918, na 1ª Guerra Mundial, muitas farmácias se 
transformaram em laboratórios farmacêuticos a fim de produzirem grandes quantidades 
de medicamentos para atender tanto soldados quanto civis feridos durante os combates 
(PITA; PEREIRA, 2014). Logo, foi possível perceber o progresso vertiginoso das áreas de 
pesquisa, inovação, produção, em especial de anestesia e imunoterapia, e logística de 
insumos, medicamentos e correlatos, como no caso da máscara de gás (DOUGHTY; 
HEYDON, 2015). No front havia poucos farmacêuticos, que não eram oficiais, e alguns 
soldados foram treinados para entregar medicamentos na guerra. 
Apesar de Krantz (1922) sugerir pela primeira vez a aproximação à Clínica, a 
avaliação positiva das intervenções dos poucos farmacêuticos durante a Primeira Guerra 
e a nova exigência do diploma de bacharel estabelecido em 1932, as farmácias militares 
ainda estavam focadas na organização logística dos serviços, sem realizarem práticas 
colaborativas e nem melhorarem os resultados clínicos dos pacientes (SAMMARCO, 
2007). Todavia, um erro de dispensação realizado por um cabo do exército não treinado 
resultou na morte de dois filhos de dois soldados, alertando a sociedade que o exército 
deveria ter dispensadores oficiais do Exército. Influenciada por esses fatores, em 1936, a 
American Pharmacists Association, criou a subseção de farmácia hospitalar que iniciou 
os estudos para a organização dos sistemas de distribuição de medicamentos nos hospitais 
(BETHUNE; ZELLMER; SAGE-GAGNE, 2012). 
Uma consequência negativa da descoberta de novos fármacos, como a penicilina, 
e da expansão da indústria é que os medicamentos passaram a ser mais valorizados que 
os farmacêuticos (FREITAS; CHAUD; SHUHAMA, 2002; SEVALHO, 2001). 
Concomitantemente, ainda nas décadas de 1930 e 1940, o medicamento padronizado em 
“caixinhas industrializadas” e com eficácia comprovada por estudos clínicos ocupou o 
espaço das formulações magistrais (ANGONESI; SEVALHO, 2010a; NASCIMENTO; 
PEREIRA, 2011b). Assim, os médicos do Reino Unido, por exemplo, que compartilhavam 
atividades clínicas com farmacêuticos, começaram a dissociar tais práticas com a 
justificativa de que o “estigma de comércio” atribuído à farmácia reduzia sua 
credibilidade e status profissional (JENKINSON, 2012; UNDERHILL, 1992). 
Durante a 2ª Guerra Mundial, um número significativo de farmacêuticos serviu as 
forças armadas, desta vez como oficiais, nos cenários de pesquisas e logística de 
medicamentos, tanto nas indústrias quanto em hospitais e farmácias localizados nos 
teatros de operações (WORTHEN, 2001). Na guerra, a necessidade dos profissionais ficou 
32 
 
 
evidenciada pelo esforço das universidades em minimizar o tempo de formação para 
aliviar a escassez de mão de obra e aumentar o número de convocados (MORAWSKI, 
2001). Logo, o incremento da indústria farmacêutica introduziu novos medicamentos com 
efetividade comprovada por meio de ensaios clínicos, curando doenças até então fatais 
(HEPLER; STRAND, 1990; SEVALHO, 2003). 
A partir das inovações tecnológicas e a fabricação de grande quantidade de 
fármacos químico-sintéticos, foi observado escalonamento negativo da manufatura de 
medicamentos com o distanciamento de profissionais que atuavam nas farmácias 
comunitárias (DUPUY; KARSENT, 1974; HEPLER; STRAND, 1990; REIS, 2003; RIBEIRO 
FILHO; BATISTA, 2011). Diante da perda do vínculo com a sociedade, o farmacêutico 
comunitário teve sua visibilidade social e seu status diminuído e a sociedade não percebeu 
qual o propósito da profissão longe da manufatura dos medicamentos (ALTMAN, 2017; 
ZACKER; MUCHA, 1998). Assim, o modo de produção industrial causou profunda 
mudança do paradigma que transformou a farmácia em estabelecimento comercial de 
medicamentos e outros correlatos (PEREIRA, 2016; SANTOS, 1999). 
Este cenário desprofissionalizou a prática farmacêutica, reduzindo suas atividades 
à funções burocráticas e comerciais, e seu protagonismo de referência sanitária a posição 
de coadjuvante assalariado, presente apenas por imposições legais (PEREIRA, 2016; 
SANTOS, 1999; SEVALHO, 2001; VALLADÃO, 1981). Em consequência, entre as décadas 
de 1950 e 1970 foram travados intensos debates sobre o rumo da profissão na comunidade 
farmacêutica norte-americana (ODDIS, 1967). Em 1952, o Código de Ética da American 
Pharmacists Association (APhA) proibiu os farmacêuticos de discutirem os efeitos dos 
medicamentos com os pacientes, sendo que esta responsabilidade passou para médicos e 
dentistas (HIGBY, 2002; HOLLAND; NIMMO, 1999a). Em contrapartida, no mesmo ano 
foi criada a Joint Commission on Acreditation of Hospitals, visando otimizar a qualidade 
dos processos hospitalares, inclusive nas farmácias (HIMMELSBACH, 1955). 
Na década de 1960, com a perda de poder na farmácia comunitária, o avanço da 
industrialização e o surgimento de reações adversas aos novos medicamentos, favoreceu 
a busca pelo farmacêutico no âmbito hospitalar (FRANCKE, 1969a; SMITH, 1967a). Vale 
ressaltar que a farmácia hospitalar, que vinha em crescimento desde a Guerra da Secessão 
(1861-1865), era considerada um ambiente fértil e com poucas barreiras, para o 
desenvolvimento de serviços farmacêuticos para além da logística (ARCHAMBAULT, 
1967; PARKER, 1968). Em busca de espaço e propósito profissional, bem como impedidos 
do acesso a prescrições médicas, farmacêuticos hospitalares iniciaram estudos sobre 
33 
 
 
possíveis erros de medicação, reações adversas e iatrogenias naquele cenário (LEVY, 
1963; PEREIRA, 2016). 
A abordagem interprofissional, estabelecida nas guerras, facilitou a atuação do 
farmacêutico na prevenção e solução de problemas causados pelo uso de medicamentos 
(FLANNERY, 2004; SAMMARCO, 2007). Por meio de estudos que comprovaram as 
melhorias na farmacoterapia após o trabalho colaborativo clínico dos farmacêuticos, 
médicos e enfermeiros envolvem este profissional na equipe de saúde e abriu-se um 
espaço de prestígio e ascensão profissional (SMITH, 1967b; SMITH et al., 2015). Portanto, 
acadêmicos e docentes University of San Francisco promoveram a filosofia da Farmácia 
Clínica que enfatiza o paciente e não mais o produto como centro da prática, por meio de 
atividades que visam o uso seguro dos medicamentos (MEHL et al., 1968; OWYANG; 
MILLER; BRODIE, 1968). 
 A mobilização de farmacêuticos hospitalares trazia algo revolucionário à 
profissão, e nestes centros, estes atuavam como consultores e monitoravam a logística do 
medicamento da sua aquisição até a administração nos pacientes (LEVY, 1963; MEHL et 
al., 1968; OWYANG; MILLER; BRODIE, 1968). Este contexto era favorável para a 
expansão da atuação do farmacêutico na atenção primária em saúde, tendo o medicamento 
como insumo estratégico e o paciente como foco principal de sua prática (BRODIE, 1967). 
Com crescente reconhecimento de sociedades farmacêuticas como a American Society of 
Health System Pharmacists (ASHP), e a European Society of Clinical Pharmacy, os 
cursos de Farmácia começaram a adequar as matrizes curriculares com disciplinas 
clínicas (EMMANUEL S., 1968; FRANKLIN, 2005).Como destaque à época, Gloria Francke ficou conhecida como a primeira-dama 
da Farmácia, por sete décadas de extensa contribuição à Farmácia Hospitalar e Clínica 
desde a década de 1940 (FRANCKE, 1969b; HELLER; FRANCKE, 1957; WORTHEN, 2010). 
Ela ocupou cargos de liderança na ASHP, APhA, dentre outras, além de difundir seu 
legado de educadora internacionalmente (MAINE; O’BRIEN, 2008). Seu esposo, Donald 
Francke foi considerado um grande visionário da Farmácia, ao defender e incentivar do 
papel do farmacêutico junto à equipe no gerenciamento da farmacoterapia, pelo 
engajamento sobre mudanças curriculares, formação de Residências Hospitalares, entre 
outras contribuições (FRANCKE, 1961, 1963; MCLEOD; WHITNEY, 1979; STEVENSON; 
BEHAM; WEBER, 2013). Juntos, seus trabalhos na literatura fortaleceram a oportunidade 
de avanço na área e subsidiaram um grande incentivo à liderança de farmacêuticos 
hospitalares da época. 
34 
 
 
Para Donald Brodie (1976), a Farmácia Clínica não é necessariamente algo novo, 
mas fruto de uma extensão da prática tradicional da Farmácia e das demandas em saúde 
da sociedade. A profissão estava diante de um propósito social sólido, pelo qual era 
necessário um pacto entre farmacêutico e a sociedade, para que o compromisso da 
Farmácia enquanto profissão clínica fosse estabelecido (HEPLER, 1985). A construção 
inconsciente do conceito de Pharmaceutical Care foi proposta por Mikeal e 
colaboradores (1975), visando nortear e estender a atuação do profissional, mas só foi 
adaptada e ampliada por Brodie (1980), com a orientação sobre todos os serviços 
adequados para garantir a efetividade da farmacoterapia. 
Em 1986, o professor Robert Cipolle publica a afirmação “Medicamentos não tem 
doses, pessoas tem doses”, que marcou esse momento de transição paradigmática 
(CIPOLLE, 1986). Por conseguinte, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reforçou a 
demanda por farmacêuticos na atenção primária de saúde e o termo Pharmaceutical Care 
é publicado pela primeira vez em 1990, definido como “a provisão responsável do 
farmacoterapia com o objetivo de alcançar resultados satisfatórios na saúde, melhorando 
a qualidade de vida do paciente” (HEPLER; STRAND, 1990; OMS, 1978; PEREIRA, 2016). 
Tal conceito deu início à “era do cuidado” da Farmácia e fomentou a definição oficial do 
farmacêutico clínico enquanto papel-chave para prevenir e promover saúde junto à equipe 
(OMS, 1994). 
35 
 
 
Com o intuito de profissionalizar a prática da Atenção Farmacêutica, Nimmo e 
Holland (1999b, 1999c; 1999a, 1999b, 2000) publicam uma série de estudos remodelam 
cinco modelos de prática existentes, conforme as necessidades dos pacientes e perfil de 
aptidão dos farmacêuticos. Este movimento culminou em mudanças curriculares e a 
criação de novas estratégias de ensino farmacêutico voltadas ao manejo de doenças 
(FLANNERY et al., 2020; JUNGNICKEL et al., 2009; KATOUE; SCHWINGHAMMER, 2020). 
Ademais, um número extenso de publicações foi observado nas últimas décadas sobre o 
impacto positivo dos serviços clínicos providos por farmacêuticos no controle de doenças, 
melhora na qualidade de vida de pacientes e redução de custos em saúde (BUSS et al., 
2018a; CALFAT et al., 2021; PAYNE; UNNI; JOLLEY, 2019a; WANG; YEO; KO, 2016). 
Três décadas após a difusão mundial do Pharmaceutical Care, Hepler (2010a) 
relata que o sonho da Farmácia em ser uma profissão clínica foi adiado e que seu potencial 
de contribuição é subutilizado pela sociedade. Barreiras como a competências clínicas e 
identidade profissional consolidada têm tornado complexo o desafio de fortalecimento da 
profissão (FRISK et al., 2019a; HERMANSYAH; SAINSBURY; KRASS, 2018; KELLAR et 
al., 2020a; RUEBEN; FORSYTH; THOMSON, 2020b). Devido ao progresso irregular da 
atuação clínica do farmacêutico, publicações como o relatório “Now more than ever: Why 
pharmacy needs to act” da Royal Pharmaceutical Society, convocam e orientam 
farmacêuticos a assumir as oportunidades de se tornarem cuidadores em saúde de forma 
mais ampla (AUSTRALIAN SELF-MEDICATION INDUSTRY, 2009; CHISHOLM-BURNS 
et al., 2010; SMITH; PICTON; DAYAN, 2014). 
No âmbito da farmácia comunitária o desafio parece ser maior, pois diante do 
baixo controle sobre a propaganda e a comercialização de medicamentos, ocorreu 
incentivo a medicamentalização da população e, consequentemente, os relatos de 
problemas relacionados ao uso de medicamentos (PEREIRA, 2016; PORTO et al., 2020a). 
Ademais, o modelo de prática farmacêutica é influenciado por condutas de organizações 
privadas que empregam a maioria dos farmacêuticos do mundo (ALTMAN; MANDY; 
GARD, 2019a; DOBSON; PEREPELKIN, 2011a; HIBBERT; BISSELL; WARD, 2002a). 
Publicações mais recentes mostram que esse contexto exerce influência no status 
profissional do farmacêutico comunitário (ABRAHAM, 2010a; HOHMEIER et al., 2020; 
LEMOS et al., 2020; ROSSONI; LAMPERT, 2004). 
 
36 
 
 
Como perspectivas, o mercado de automação tem crescido em redes de farmácia 
desde a década de 1990 e pode aumentar seu valor nos próximos anos (DICKINSON, 2017; 
ZALESKI, 2016). Para melhorar a confiabilidade na distribuição de medicamentos e 
acelerar o seu processo, hospitais e redes de farmácias de varejo americanas tem adotado 
o uso de robôs para fracionar e entregar os medicamentos conforme a prescrição. Estudos 
que discutem a probabilidade de extinção de profissões pela automação tecnológica, 
mostram que a substituição do farmacêutico é improvável desde que este profissional 
reoriente suas atividades àquelas de maior complexidade e cognição (FREY; OSBORNE, 
2013). 
Neste sentido, a automação tem potencial de estimular a evolução profissional, 
pois reduz atividades mecânicas e o tempo de dispensação, permitindo que sua prática 
seja melhor direcionada (DICKINSON, 2017; RUSSO, 2017). Os farmacêuticos devem 
possuir habilidades que os robôs nunca terão e assim, as orientações aos pacientes e gestão 
da terapia deverão ser o centro da prática destes profissionais em um cenário 
automatizado (DICKINSON, 2017; RUSSO, 2017; ZALESKI, 2016). Este panorama sobre o 
percurso histórico de crise da Farmácia foi importante para apontar caminhos para o 
“renascimento da profissão”, porém mostra que novas rupturas de paradigmas podem ser 
necessárias superar desafios do presente. 
 
2.4 CONTEXTO DO FARMACÊUTICO NA FARMÁCIA 
COMUNITÁRIA NO BRASIL 
Para compreender o contexto histórico e político das farmácias comunitárias do 
Brasil, como este ainda dificulta a promoção da saúde atualmente, foi necessário resgatar 
os principais acontecimentos que atravessaram a Farmácia desde o início de suas 
atividades no Brasil. As primeiras boticas surgiram com os jesuítas e, em 1640, tiveram 
seu comércio por boticários autorizado no país (DEL CORRAL; SOUZA; NEGRÃO, 2009; 
SÃO BENTO; SANTOS, 2015). Em zonas remotas, as drogas eram levadas por meio de 
“mascates”, curandeiros ambulantes que negociavam e indicavam remédios 
(FERNANDES, 2004). 
37 
 
 
Os boticários atendiam à domicílio junto aos médicos e preparavam os 
medicamentos com auxílio de farmacopeias portuguesas (VAROTTO; VAROTTO, 2018). 
No entanto, meros comerciantes, sem a mínima formação poderiam dirigir boticas e obter 
“carta de aprovação” como boticários ao Físico-Mor de Coimbra, que concedia as 
autorizações sem qualquer critério (RIBEIRO FILHO; BATISTA, 2011). Apenas em 1744, 
a publicação de um regimento concedeu a distribuição de medicamentos como privativa 
aos boticários habilitados, com uma série de exigências e fiscalização (COSTA; SOUZA; 
VIEIRA, 2019; FERNANDES, 2004). 
Este panorama foi modificado com a vinda da família real para o Brasil que 
impulsionou o ensino de Farmácia no país (COSTA; SOUZA; VIEIRA, 2019). Inicialmente 
como disciplina do curso de Medicina nas escolas do Rio de Janeiro e da Bahia, o primeiro 
curso de Farmácia do país formou os seis primeiros farmacêuticosbrasileiros em 1837 
(VELLOSO, 2007; VOTTA, 1965). Dois dos diplomados, fundaram em 1839 a primeira 
Escola de Farmácia de Ouro Preto, em Minas Gerais (GODOY, 2019; PEREIRA, 2016). 
Desde então, as legislações sanitárias têm concedido o direito ao exercício da profissão 
aos farmacêuticos formados, este foi o primeiro passo que reconheceu a necessidade 
social de um profissional especializado em medicamentos (PEREIRA, 2016; ZUBIOLI, 
1992a). 
Nessa época, a dualidade entre área profissional e a área de comércio de 
medicamentos nas boticas, pois os próprios currículos mesclavam as práticas, causando 
confusão sobre o papel do farmacêutico para a população (PERUCHI, 2021). Esse contexto 
causou também disputas entre boticários comerciantes e farmacêuticos, o que dificultou 
a transição das boticas para farmácias e o espaço de prática se tornou exclusivo do 
farmacêutico apenas em 1886 (NASCIMENTO; PEREIRA, 2011b; PEREIRA, 2016). 
Posteriormente, o Decreto 19.606/1931 e suas estabeleceu requisitos para o exercício da 
profissão, medidas de controle de venda de medicamentos e normas para o licenciamento 
e funcionamento das farmácias (ALVIM, 2004a). 
38 
 
 
Com pouca clareza em suas disposições, uma retificação do decreto permitiu a 
posse das farmácias por comerciantes leigos, desde que 30% da sociedade fosse de 
farmacêuticos (BRASIL, 1931). Isso permitiu que muitos proprietários leigos negociassem 
com farmacêuticos apenas pelo cumprimento mínimo da lei, sendo vista como 
imprudente, pois abriu precedentes desastrosos a profissão (CRF-SP, 2019a). Desse modo, 
a legislação que iniciou o afastamento e a perda do controle das farmácias por 
farmacêuticos vigorou por 43 anos, e facilitou a ampliação do poder indústrias 
farmacêuticas multinacionais (ZUBIOLI, 1992a). Após a Segunda Guerra Mundial, a 
modernização na produção em larga escala de medicamentos chegou ao Brasil, mesmo 
que de forma mais lenta que em outros países (FERNANDES, 2004). 
Os medicamentos magistrados foram substituídos quase que inteiramente pelos 
industrializados, e a farmácia do Brasil também começou a se apresentar como 
estabelecimento comercial de medicamentos e correlatos (SANTOS, 1999; VAROTTO; 
VAROTTO, 2018). Com a atualização de legislações, em 1960, foi criado o Conselho 
Federal de Farmácia (CFF) que trouxe benefícios a profissão ao formalizar atribuições 
profissionais e fiscalizar a atuação do farmacêutico (BRASIL, 1960a). Em contraste, a 
profissão perdeu completamente o controle sobre a farmácia com a Lei nº 5.991, de 17 de 
dezembro de 1973, ao permitir que “comércio farmacêutico” fosse exercido por qualquer 
indivíduo, cabendo ao farmacêutico apenas a responsabilidade técnica pelo local 
(BRASIL, 1973a; CUNHA, 1981). 
Ao subordinar o farmacêutico aos interesses econômicos de proprietários leigos, 
a lei agravou o cenário de ascensão da medicalização atravessado pela profissão, o que 
trouxe riscos e prejuízos à saúde da população (ANGONESI, 2008; VIEIRA, 2007). Além 
disso, a imagem do farmacêutico foi gradativamente desvalorizada e seu status 
profissional entra em erosão pela abreviação de sua concepção original (FREITAS; 
RAMALHO-DE OLIVEIRA; PERINI, 2006; GOUVEIA, 1999). Este contexto desfavorável 
para a Farmácia também era resultado da invisibilidade do profissional na equipe de saúde 
pelo sistema de saúde vigente, que além disso, não considerava o medicamento como 
insumo estratégico (PEREIRA, 2016). 
39 
 
 
Mesmo após a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), pelo qual houve muitos 
avanços para a sociedade e as profissões em saúde, grande parte dos farmacêuticos se 
deslocou para área industrial, o que contribuiu com a consolidação das indústrias 
farmacêuticas no país (PEREIRA; FREITAS, 2008a). Na década de 1990, com pouca 
fiscalização efetiva e ingerência política por parte do estado, o mercado de medicamentos 
no Brasil seguiu como um dos maiores e mais liberais do mundo no que concerne a 
compra e venda de medicamentos (COUTINHO JÚNIOR et al., 2018). Nesta mesma década, 
foi desencadeada uma profunda crise da profissão farmacêutica no país que durou cerca 
de 20 anos (SANTOS, 2003a; ZUBIOLI, 1992a). 
Este cenário permitiu longo tempo de descumprimento de leis e normas técnicas 
por farmácias comunitárias privadas, o que culminou no aumento no comércio de 
medicamentos vencidos, falsificados ou sem garantia de qualidade (ARRAIS; SOUSA; 
ZANNIN, 2016; LUIZ, 1997a). Muitos destes medicamentos eram providos por laboratórios 
clandestinos, encobertados por órgãos fiscalizatórios do governo, que se envolviam em 
casos de corrupção, resultado do controle precário das Vigilâncias Sanitárias estaduais 
(NISHIJIMA; BIASOTO JR.; LAGROTERIA, 2014). Em 1994, esta fase foi evidenciada 
pelo uso de medicamentos como o principal responsável por casos de intoxicações no 
país (MOTA et al., 2012). 
Outra barreira enfrentada pela profissão foi o projeto de Lei 4.385/1994 da ex-
senadora Marluce Pinto que previa desobrigar a atuação do farmacêutico em farmácias e 
drogarias, abrindo espaço para requisição mínima de auxiliares de farmácia como 
responsáveis técnicos (BRASIL, 2009). Ainda no mesmo ano, a Medida Provisória 
592/1994 autorizou por um ano, a venda de medicamentos de venda livre em 
supermercados e similares, subsequentemente, diversas tentativas de legalizar esta prática 
de forma definitiva foram apresentadas no cenário político (MELO; TEIXEIRA; MÂNICA, 
2007a). Diante da alta dependência do mercado de indústrias multinacionais, a hegemonia 
destas empresas foi ampliada e dificultou a disponibilidade de medicamentos seguros a 
preços mais baixos à população (BERMUDEZ, 1994; NISHIJIMA; BIASOTO JR.; 
LAGROTERIA, 2014; PINHEIRO, 1997). 
40 
 
 
 Neste ínterim, inspiradas no modelo drugstore, o número de redes de farmácia 
brasileiras originadas de empresas atacadistas crescia de forma célere (MONTE; DE 
SOUZA FILHO, 1998). Diante da competitividade do mercado e estimuladas por 
bonificações da indústria farmacêutica, ficou mais comum a prática lastimável da 
“empurroterapia” em farmácias (BERMUDEZ, 1995; LUIZ, 1997a; ZUBIOLI, 1992a). Em 
1997 a crise chega ao ápice, quando fraudes e irregularidades corriqueiras, causavam 
questionamentos da população e repercussão na mídia (BRASIL, 2009; IVAMA; 
HOFMEISTER; NORONHA, 2005). Assim, laboratórios denominados de “fundo de 
quintal”, com desvios de conduta e infraestrutura precária, representavam boa parte da 
indústria farmacêutica brasileira em ascensão (IVAMA; HOFMEISTER; NORONHA, 2005; 
LUIZ, 1997a). 
O Ministério da Saúde (MS) recebeu um número elevado de denúncias sobre 
medicamentos falsificados (NOGUEIRA; VECINA NETO, 2011). Assim, em 1998, eclodiu 
o maior escândalo de falsificação de medicamentos do país conhecido como “Caso da 
pílula de farinha”, quando cerca de 60 miL comprimidos de anticoncepcionais produzidos 
apenas para teste industrial, foram desviados do descarte e vendidos em farmácias 
(SILVA, 2018). O mesmo laboratório foi envolvido em outro caso de falsificação de um 
medicamento antineoplásico no mesmo ano, com grande repercussão nacional 
(ECHEGARAY; CORDEIRO, 2006). 
Após cobranças da sociedade, mídia, conselhos e associações farmacêuticas, o 
governo acelerou diversas reformas legais e estruturais na saúde. Como uma das 
principais medidas de combate, o Código Penal passou a enquadrar a falsificação de 
medicamentos como crime hediondo (AUGUSTO; GUIMARÃES, 2013). Enquanto isso, a 
falta de políticas eficazes de controle de preço, ressaltou a importância da legalização de 
medicamentos genéricos para garantir um acesso equilibrado aos medicamentos enquanto 
insumos estratégicos à população (DIAS; ROMANO-LIEBER, 2006). 
Os acontecimentos reforçaram a necessidade da edição do projeto de Lei 4.385/94 
e a apresentação de um substitutivo de autoria do deputado Ivan Valente, o PL 13.021 foi 
apresentado para estabelecero farmacêutico como agente fundamental na Assistência 
Farmacêutica, dispor sobre o controle sanitário e comércio de drogas e propor caráter de 
unidade de saúde à farmácia (BRASIL, 2009). O projeto também previa uma Política 
Nacional de Medicamentos, que foi homologada em 1999, com o objetivo de garantir 
segurança, efetividade e qualidade, promover o acesso e uso racional aos medicamentos 
essenciais à população (BRASIL, 1998). Esta proposta adotou a Atenção Farmacêutica 
41 
 
 
como estratégia na promoção do uso racional de medicamentos (OLIVEIRA; ASSIS; 
BARBONI, 2010). 
No mesmo ano, a Lei 9.782/1999 criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa) para garantir a segurança na produção e venda de medicamentos (BRASIL, 1999). 
Após esforços, a promulgação da Lei dos Genéricos 9.787/99, aplicada em 2000, trouxe 
estrutura para aprimorar a concorrência no mercado farmacêutico do país e cumprir o 
princípio da universalidade da saúde, por meio de medicamentos intercambiáveis, 
bioequivalentes e seguros à população (FONSECA, 2015; NISHIJIMA; BIASOTO JR.; 
LAGROTERIA, 2014). Poucos anos após a lei, o crescimento nas vendas de medicamentos 
genéricos transformou o perfil de consumo de medicamentos no Brasil (DIAS; ROMANO-
LIEBER, 2006). 
Com forte pressão política, foi formada uma Comissão Parlamentar de Inquérito 
para investigar fraudes, recomendar políticas de controle de preços, normatizações na 
produção e embalagens de medicamentos e ampliar a participação dos genéricos no 
mercado brasileiro (BARBERATO-FILHO; LOPES, 2007; BRASIL, 2000; DIAS; ROMANO-
LIEBER, 2006). Houve também publicações de manuais de Boas Práticas em Farmácia, a 
criação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, conferências sobre 
reorientações da Assistência Farmacêutica e diante destas demandas, mudanças nos 
currículos de Farmácia (formação generalista) (BRASIL, 2009). 
Outro marco estratégico para promoção da saúde em farmácias comunitárias, 
desta vez proposto pela Anvisa, foi a publicação da Resolução 44/2009. Por orientar 
dentre outras medidas, o maior controle ao acesso de medicamentos no espaço físico das 
farmácias, a fim de prevenir a automedicação não orientada, a resolução foi alvo de 
críticas por empresários do varejo (ESTEVES PINTO, 2011). Ainda que a lei tenha sido 
efetiva ao que se propõe, estudos ressaltam que a redução dos riscos associados a 
automedicação só é possível se associada com a orientação do farmacêutico no ato 
dispensação e estratégias de educação em saúde (MIRANDA FILHO; ANDRADE JÚNIOR; 
MONTENEGRO, 2021; OLIVEIRA et al., 2020; TEIXEIRA et al., 2020a). 
O CFF seguiu atualizando normativas e promovendo mobilizações em favor da 
atuação mais participativa do farmacêutico como agente essencial na assistência à saúde. 
Foram publicadas resoluções que definem as atribuições clínicas do farmacêutico (RDC 
585/2013) e a regulação da prescrição farmacêutica (RDC 586/2013), para orientar e 
estimular os profissionais à qualificação e reestruturação de sua assistência (CFF, 2013a, 
2013b). Neste sentido, após 20 anos de tramitação, entrou em vigor a Lei 13.021/2014, 
42 
 
 
considerada uma das maiores conquistas da profissão farmacêutica (BRASIL, 2014c). Ela 
definiu as farmácias como “unidade de prestação de serviços destinada a prestar 
assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva”. 
Mais recentemente, o Código de Ética Farmacêutico foi atualizado prevendo 
atenuantes e agravantes às penas, inserindo a tecnologia no rito processual disciplinar e 
separa direitos e deveres dos farmacêuticos, dos demais inscritos nos conselhos (CFF, 
2021). Os marcos legais para a profissão no Brasil trouxeram avanços, mas estudos 
recentes mostram que os interesses do mercado varejista, a medicalização da saúde e a 
insuficiência de serviços de cuidados farmacêuticos são barreiras que dificultam a 
aplicação prática da lei (ALENCAR, 2016; MELO et al., 2021a). As associações 
farmacêuticas brasileiras continuam orientando mudanças em busca de melhoras para 
profissão, mas enfrentam desafios que podem colocar a profissão em posição de 
desvantagem, frente aos interesses do mercado varejista de medicamentos. 
 
2.5 O MERCADO VAREJISTA DE MEDICAMENTOS E SUAS 
PERSPECTIVAS 
Para compreender a forte influência do poder político do mercado farmacêutico 
no modelo de negócios centrado no produto que predomina nas farmácias comunitárias, 
é importante conhecer as principais características deste setor e suas perspectivas. 
Durante a segunda guerra mundial (1939-1945), um extenso número de farmacêuticos foi 
recrutado como soldados e sua contribuição na provisão de medicamentos aprimorou seu 
status profissional (SAMMARCO, 2007). Porém, o êxodo destes profissionais dos países 
europeus causou o encerramento de atividades em muitas farmácias independentes, bem 
como a fusão de outras com empresas de comércio atacadista (MORAWSKI, 2001; 
WORTHEN, 2001). 
Historicamente, as farmácias de varejo independentes eram maioria do mercado, 
mas a sustentabilidade destas empresas têm sido ameaçada pela concorrência de preços, 
políticas de reembolso pelo Estado e mix de produtos oferecidos pelas redes de maior 
magnitude (BROOKS et al., 2008; BUSH; LANGLEY; WILSON, 2009a; SABOIA, 2021). 
Assim, cada vez mais, é possível observar um aumento na abertura de redes de farmácias 
e de fusões de empresas independentes (KLEPSER et al., 2011; RIBEIRO; PRIETO, 2013a; 
SALAKO; ULLRICH; MUELLER, 2017). Desde então, mundialmente as redes de farmácia 
de varejo representam uma grande potência econômica, movimentando US$ 1,2 trilhões 
ao ano e são a principal fonte de acesso aos medicamentos da população (AITKEN, 2020). 
43 
 
 
As farmácias comunitárias são o maior campo de atuação de farmacêuticos em 
todo mundo (FIP, 2017a). Atualmente, os EUA lidera o mercado mundial com as maiores 
redes de farmácia, Walgreens e CVS Health, com faturamento anual de US$ 110 milhões 
e 83 milhões respectivamente (DELOITTE, 2020). Este país emprega neste setor 57% dos 
farmacêuticos do país, com média salarial de US$103.982 mil ao ano (OSTER et al., 2020; 
PAYSCALE, 2020). Na Europa, o mercado de farmácias independentes apesar de ser mais 
presente pela regulação de mercado, tem diminuído frente ao crescimento das redes e a 
Turquia é o país europeu com maior número de farmácias (CAREERSMART, 2019; 
VOGLER; HABIMANA; ARTS, 2014a). 
Na Ásia, muitas farmácias privadas em países de baixa e média renda tem 
estrutura precária e sem a presença do farmacêutico, o que corrobora com práticas 
inadequadas e uso irracional de medicamentos (MILLER; GOODMAN, 2016). No 
continente Africano, a venda de medicamentos em supermercados e a má gestão de redes 
por proprietários leigos trouxe caráter mercantilista ao setor, bem como baixa qualidade 
de serviços e produtos e preços pouco acessíveis (LOWE; MONTAGU, 2009; OZAWA et 
al., 2018; SMITH, 2009). Em contraste, na Austrália, as farmácias de varejo são acessíveis 
à população e oferecem serviços farmacêuticos de monitoramento clínico, vacinação e 
terapias complementares (HERMANSYAH; SAINSBURY; KRASS, 2017; POPATTIA; 
HATTINGH; LA CAZE, 2021a). 
No Brasil, as primeiras redes de farmácias de varejo se desenvolvem na década de 
1930, com a expansão dos laboratórios multinacionais (SILVA, 2019a). O país é o 8° maior 
mercado farmacêutico do mundo, com faturamento anual de R$139,7 bilhões em 2020 e 
quase 90 mil farmácias, sendo mais de 90% privadas (AITKEN; KLEINROCK; MUÑOZ, 
2021b; CFF, 2020). As três maiores redes de farmácia estão entre as dez empresas com 
maior faturamento do varejo em geral, com faturamento conjunto total em 2019 de R$ 
703 bilhões (SABOIA, 2021; VAROTTO; VAROTTO, 2018). Este mercado concentra a 
maioria dos farmacêuticos brasileiros, empregando 81,1% destes (SERAFIN; CORREIA 
JÚNIOR; VARGAS, 2015a). 
A maioria queatua neste setor tem salário médio de R$ 3 mil e, em relação às 
atribuições, 89,6% atuam na dispensação e 64,1% na gestão de medicamentos e área 
técnica (controle de estoque e compra) (CARVALHO; LEITE, 2016; SERAFIN; CORREIA 
JÚNIOR; VARGAS, 2015a). As atividades clínicas são exercidas por parte de 
farmacêuticos (17,8%), mas a implantação de consultórios para este propósito tem 
crescido 130% nos dois últimos anos, representando cerca de três mil consultórios (CRF-
44 
 
 
SP, 2019b; PAIVA; ANJOS, 2021; SERAFIN; CORREIA JÚNIOR; VARGAS, 2015a). Apesar 
deste ser um campo estratégico para este fim, as redes de farmácia do Brasil estão longe 
de serem pontos de promoção de serviços farmacêuticos (CERQUEIRA-SANTOS et al., 
2020b; DALY et al., 2021; MELO et al., 2021b). 
Durante a pandemia de COVID-19, o mercado varejista cresceu, se adaptou às 
novas regulações e o papel do farmacêutico comunitário foi evidenciado em muitos países 
desenvolvidos como peça-chave no combate à doença (MILLER et al., 2021; OKORO, 
2021; SAMI et al., 2021). Ainda no contexto pandêmico, tem sido evidenciado o 
oferecimento de serviços de saúde (exames e vacinas), o comércio eletrônico e a 
telefarmácia (LUKIANCHUK et al., 2020; SHIRDEL et al., 2021). Em contrapartida, a 
infodemia sobre medicamentos e o uso indiscriminado de off labels têm sido um desafio 
para os farmacêuticos varejistas (ELBEDDINI et al., 2020; ERKU et al., 2021; 
PAUMGARTTEN; DE OLIVEIRA, 2020). 
Ao mostrar as principais tendências para o futuro das farmácias de varejo, estudos 
apontam a automação de serviços como uma das principais estratégias para acelerar 
atividades e controlar processos (DICKINSON, 2017; DONEPUDI, 2018; LEMBI; SABEC; 
KAWAMOTO, 2020a). O lançamento da Amazon Pharmacy trouxe perspectivas ao 
mercado eletrônico de medicamentos e pressionou as maiores redes de farmácia pela 
competitividade (NAKAGAWA; KVEDAR; YELLOWLEES, 2018; SHAYA; EDDINGTON, 
2020). Estudos mostram desvantagens do avanço de tecnologias, comércio online e 
adaptações do mercado em favor do lucro, com o enfraquecimento de controle nas vendas 
de medicamentos e do trabalho da equipe de farmácia (ASHAMES et al., 2019; LIANG; 
MACKEY; LOVETT, 2013). 
Em um cenário de baixa literacidade em saúde da população, a automedicação 
promovida pelo comércio online de medicamentos pode gerar mais riscos (ORIZIO et al., 
2011). Apesar de interesses mercantilistas ressaltarem o uso de novas tecnologias, ainda 
é incerto dizer que farmácias virtuais substituirão as tradicionais. Para que o mercado e a 
profissão farmacêutica estejam em atualização, é preciso refletir sobre a forma de adaptar 
esse contexto sem reduzir a qualidade de serviços em saúde e manter a segurança da 
população. 
 
45 
 
 
2.1 TEORIAS DO PROFISSIONALISMO APLICADAS A FARMÁCIA E 
SUAS IMPLICAÇÕES AO CONTEXTO DO VAREJO FARMACÊUTICO 
O mercado varejista de medicamentos tem sido um campo de trabalho que sugere 
questionamentos sobre a futuro da profissão neste cenário. O cenário é representado de 
um lado, por um mercado regulado por leigos em saúde que depende legalmente da 
presença do farmacêutico para o seu funcionamento, e de outro, pela profissão que 
depende de se sua ampla empregabilidade para se manter ativa e acessível à população 
(JACKSON, 2019; MCPHERSON; FONTANE, 2011a; TURNER, 2016). Entretanto, é 
possível observar que os interesses das duas partes têm divergido ao longo dos anos, 
culminando com dilemas sobre o papel social do farmacêutico, a autonomia do 
profissional neste setor e conflitos éticos na dualidade “comércio” versus “saúde” (GIAM; 
MCLACHLAN; KRASS, 2011; SITKIN; SUTCLIFFE, 1991; YONG et al., 2020). 
 
Para compreender estas questões, as teorias sociológicas das profissões podem ser 
uma forma de elucidar sobre as ameaças e oportunidades que atravessam a Farmácia neste 
cenário. Bissell, Traulsen e Haugbolle (2002a) mostraram como a contribuição das teorias 
de origem marxista foi importante para compreender aspectos como a profissionalização 
incompleta, a associação da profissão ao mercantilismo, falta de autonomia, pouca coesão 
ocupacional e a imagem do medicamento como commodities. Eles acreditam que, apesar 
das mudanças ao longo da história na relação capitalista discutida por Marx, sua 
sociologia pode ajudar a compreender como a prática farmacêutica ainda é moldada por 
interesses comerciais. 
 
46 
 
 
Os mesmos autores dão destaque também às teorias da desprofissionalização, que 
mostram que a Farmácia pode ferir “traços” do profissionalismo estabelecidos em outras 
teorias, ao reduzir seu status pela subordinação à Medicina e guiar sua prática por 
interesses não altruístas (TRAULSEN; BISSELL, 2004). Do mesmo modo, apontam que 
apesar da reorientação de objeto social ter potencial de aprimorar seu status profissional, 
nem sempre a educação farmacêutica acompanha o ritmo desta mudança. Ao refletir sobre 
o engajamento social da profissão, corroborando com a visão de Holland e Nimmo 
(1999b), Bissell (2007a) fala sobre a preocupação pela falta de farmacêuticos conscientes 
da mudança de comportamento e adequação de personalidade frente ao papel social. 
 
 
2.1.1 A autonomia do farmacêutico no varejo 
A autonomia é essencial para uma profissão, como um dos domínios do 
profissionalismo, de forma legítima e organizada, diferencia profissão de ocupação 
(ENGEL, 1970; FREIDSON, 2009a; SCHUTZENHOFER, 1987). Esta é definida como poder 
que o profissional exerce sobre seu próprio trabalho, na interferência sobre prioridades, 
sobre o processo de trabalho e na tomada de decisões. Autores da área da Enfermagem a 
reconhecem como sinônimo de liberdade de ação sem coações internas ou externas, mas 
em respeito às leis e princípios as quais a profissão está inserida (BALLOU, 1998; BUENO; 
QUEIROZ, 2006; RIBEIRO, 2009b). 
 
47 
 
 
Desde a concepção de Weber (2004) de burocracia no trabalho, como estrutura 
administrativa, os profissionais que são prestadores de serviço a organizações 
burocráticas fazem parte de uma hierarquia rígida e, portanto, podem sofrer perdas na 
autonomia profissional (SCHMITZ, 2014a). Nessa estrutura, a autonomia poderia ser 
fundamentada em características do indivíduo (pessoal), em cultura, costumes 
(tradicional) e regida por lei (técnica) (FREIDSON, 1974a; WEBER, 1971). Se o sistema de 
trabalho prevê progressão de carreira para o profissional (seja por tempo de serviço, 
cargos, qualificações profissionais), sua autonomia poderá aumentar (ENGEL, 1970). 
Ao refletir sobre a autonomia do farmacêutico, ressalta-se o contexto histórico da 
profissão, de modo que o seu nível de autonomia sofre influências e muda ao longo dos 
contextos macropolíticos em que a profissão se inseriu. Traulsen e Bissell (2004) sugerem 
a perda do monopólio dos farmacêuticos pela propriedade da farmácia e a divisão do 
trabalho com técnicos de farmácia, como pontos que trazem conflitos ao 
profissionalismo. No varejo, o farmacêutico ocupa um espaço técnico, em uma divisão 
de trabalho imprecisa, acima hierarquicamente somente de auxiliares e trabalhadores 
ocupacionais. 
Na década de 1980, quando a burocratização das atividades nas redes de farmácia 
foi ampliada, este fenômeno era relatado por farmacêuticos que comparavam este cenário 
ao de hospitais e farmácias independentes (CARROLL; JOWDY, 1986; SEGAL; JACOBS; 
FUNK, 1987). A abertura do controle do mercado a empresários leigos subordinou o 
farmacêutico aos interesses da empresa e promoveu incongruência de autoridades 
(MALIK, 2021a; RAUCH, 2018a). Por isso, esta perda de monopólio foi associada à falta 
de autonomia do profissional (CLARK, 1991a; DOBSON; PEREPELKIN, 2011a; 
WALLACE, 1995). Por lei, no Brasil, a autonomia técnica do farmacêutico não deve ser 
desrespeitada, mas pode ser questionada e não será absoluta (BRASIL, 2014a; CFF, 2014). 
Princípios e normas da empresa de varejoconferem autonomia gerencial aos 
cargos hierarquicamente superiores, como gerentes e proprietários. Ademais, à medida 
que o profissional, no contexto individual, sente pressões de demandas mercadológicas, 
poderá ter pouca autoridade prática no trabalho. A dispensação de medicamentos é a 
principal atividade do farmacêutico varejista, entretanto, suas atribuições são variáveis e 
pouco específicas. Estas podem ser consideradas fragilidades da jurisdição da Farmácia 
e subutilizadas no varejo (ALTMAN; MANDY; GARD, 2019a; GILBERT, 1998; SMITH; 
PICTON; DAYAN, 2014). 
48 
 
 
Para Abbott (1988), a jurisdição profissional (área controlada pela profissão) é o 
elo entre a profissão e sua prática, e, por isso, estudos recomendam que a Farmácia 
assuma o controle sobre as atribuições clínicas, para aprimorar e fortalecer seu modelo 
de prática (ALTMAN; MANDY; GARD, 2019a; ATKIN et al., 2021a). Por exercer muitas 
atividades que não são de sua exclusividade, os próprios farmacêuticos compreendem 
pouco sobre o seu papel social (OLIVEIRA et al., 2005a; RAPPORT; DOEL; JERZEMBEK, 
2009b; SILVA, 2015a). 
O foco em atividades técnicas e a distribuição de medicamentos em detrimento da 
dispensação, passa a imagem para a população que o farmacêutico não atua como 
profissional de saúde, mas como gestor ou vendedor (FERREIRA, 2017; OLIVEIRA et al., 
2017a; TURNER, 2016). Por isso, autores consideram negativa a associação da dispensação 
de medicamentos às atividades técnicas e de baixa complexidade (como atividades de 
gestão de estoque de medicamentos, compra e venda) (ALAQEEL; ABANMY, 2015; 
FERREIRA et al., 2016; IBRAHIM et al., 2016). 
Vale ressaltar que o “isolamento” do farmacêutico de outros profissionais e 
serviços de atenção primária a saúde, contribuiu para a crise de identidade profissional 
(KELLAR et al., 2021a; MOSSIALOS et al., 2015a). A resistência dos farmacêuticos em 
abandonar a identidade de “farmacêutico distribuidor” para assumir a de “farmacêutico 
clínico” agravou esta crise (GREGORY; AUSTIN, 2019; KELLAR et al., 2020a). O modelo 
de prática farmacêutica no varejo além de ser confuso para o próprio profissional, muitas 
vezes fica “nas mãos” do proprietário da farmácia, que passa a direcionar como 
profissional deve dedicar seu tempo de trabalho e o poder de avaliar sua produtividade 
(BUSH; LANGLEY; WILSON, 2009a). 
Alguns autores acreditam que a urgência do mercado varejista pelo lucro 
impulsiona a precarização do trabalho nas farmácias, pois promove divisão técnica do 
trabalho, rotinização de atividades e torna o profissional “alienado” (distante e 
inconsciente) de suas funções (SILVA, 2015b; TRAULSEN; BISSELL, 2010). Ademais, esta 
precarização promoveu o aumento de “empregos temporários”, sem direitos trabalhistas, 
mesmo em países desenvolvidos (TRAULSEN; DRUEDAHL, 2018b). Portanto, o processo 
de trabalho do varejo pode tornar a autonomia deste profissional inconstante e, muitas 
vezes, aquém do desejado para que atenda às necessidades sociais e profissionais na 
atualidade. 
 
2.1.2 Conflitos éticos para o farmacêutico no varejo 
49 
 
 
A ética faz parte do estudo de valores da filosofia, e definida como a compreensão 
dos sistemas morais da sociedade e suas organizações. A moral é um conjunto de 
costumes (leis morais), mutável pelo tempo e espaço, que envolve a sociedade, pela 
perspectiva da coletividade, influenciada por convenções sociais e culturais (PEDRO, 
2014). A moral define o que é certo e errado no âmbito social, e direciona a ação em si do 
indivíduo. Aquele que fere as leis morais do ambiente poderá ser considerado imoral e 
passível de punição. A constituição de um país é um exemplo de moralidade da sociedade 
(FOUCAULT, 2014; RACHELS; RACHELS, 2013). 
A ética reflete, questiona e busca compreender os valores morais, levando o 
indivíduo a agir não somente a partir de hábitos e tradição, mas pela convicção do que é 
eticamente aceito pela sociedade (PEDRO, 2014). Esta é interligada a moral e, por isso, 
também pode se modificar. Neste sentido, a ética pode ser individual ou coletiva, como 
por exemplo a ética de uma profissão, como conjunto de regras (código de ética) sobre 
valores morais que tem o objetivo de padronizar ações individuais pelo bem da sociedade 
(SÁ, 2009). 
O filósofo alemão Kant (1724-1804) desenvolveu uma das mais aceitas e 
referenciadas concepções sobre ética do mundo. Para ele, a ética denominada 
deontológica, baseia-se no dever e na universalidade, pois o ser humano seria capaz de 
agir motivado pelo dever, em busca de uma ação moralmente correta a todos (HERRERO, 
2001). A partir desta perspectiva da ética kantiana e do profissionalismo, a ética também 
é um princípio orientador, e a partir dela que é possível criar a cultura de valores da 
profissão (MACHADO, 1995). 
No trabalho em saúde, a ética é mais do que a organização de normas 
profissionais, mas uma iniciativa que deve ser permanentemente atualizada em busca de 
respeito ao ser humano (AMENDOEIRA, 2012). Com as inovações científicas, 
principalmente pós Segunda Guerra Mundial, a bioética nasce para proteger a saúde 
humana que se tornava cada vez mais vulnerável. Na década de 1970, os princípios que 
baseiam a bioética são difundidos: a beneficência (fazer o bem), a não-maleficência (não 
causar danos), a autonomia (dignidade da pessoa) e a justiça (equidade) (GERBER; 
ZAGONEL, 2013; LEPARGNEUR, 2009). 
50 
 
 
Como em todas as profissões de saúde, a formação acadêmica do farmacêutico 
deve conter disciplinas que discutam os princípios éticos e legais para a atuação 
profissional. As diretrizes nacionais curriculares do Brasil preconizaram a formação 
crítica, reflexiva e humanista por meio de disciplinas como Deontologia e Legislação 
Farmacêutica. Neste sentido, a formação deve estimular reflexões no discente sobre 
preceitos éticos e morais que definem ações profissionais justas e humanizadas, bem 
como respeitar os princípios bioéticos de cuidado em saúde (CRF-SP, 2019a; 
MAYERNYIK; OLIVEIRA, 2016). 
Nesse contexto, o código de ética em saúde orienta sobre condutas profissionais 
benéficas ao paciente em detrimento de benefício próprio do profissional, porém, o 
contexto da mercantilização da saúde traz implicações éticas complexas (CHAAR, 2009b; 
ROWE; MOODLEY, 2013a). Com a medicalização da sociedade, a visão do medicamento 
como fim e commoditie e não como insumo estratégico para promoção da saúde, é o ponto 
principal desta problematização. A moralidade em saúde é afetada quando atos não-
altruístas são estimulados pela lógica capitalista, e dessa forma, conflitos de interesses 
abalam a Farmácia e seu profissionalismo (BISSELL; TRAULSEN; HAUGBØLLE, 2002b). 
Estudos mostram que é a comum a prática persuasiva de indústrias farmacêuticas 
por meio marketing, bem como o oferecimento de benefícios financeiros que visam a 
indução de prescrições e vendas de medicamentos (AL-QUDAH et al., 2019a; 
BHASKARABHATLA, 2020a; BRODY; LIGHT, 2011). Neste contexto, o Estado intervém 
em espaços como o do varejo de medicamentos, e apesar da visão estigmatizada de 
“farmacêutico fiscalizador” ou “que impede as vendas”, esta é de fato uma das funções 
da profissão no comércio de medicamentos pela garantia da segurança do usuário de 
medicamentos. 
As estratégias comerciais do mercado varejista tem sido regulamentadas de forma 
lenta, muitas vezes com normas éticas frágeis, principalmente em países de baixa e média 
renda (AL-ARIFI, 2014a; ARSLAN et al., 2018a; ASTBURY; GALLAGHER; O’NEILL, 
2015). Em contextos pouco regulados, o varejo pressiona profissionais cumprir metas 
ostensivas de venda, além de induzir a população a adquirir medicamentos sem avaliação 
da sua real necessidade (BHASKARABHATLA, 2020a; MATHEWS et al., 2020a). Tais 
conflitos de interesses podem prejudicar a autonomia do profissional, pois o mesmo 
poderá ser coagido a consentir sobre práticasantiéticas pela manutenção do vínculo com 
o empregador (PAIVA, 2014a). 
51 
 
 
A pressão por vendas sentida por muitos farmacêuticos, cria uma “cultura” nas 
farmácias de varejo que pode dificultar denúncias de práticas antiéticas aos órgãos 
reguladores (GATT, 2019a; RODRÍGUEZ; JURIČIĆ, 2018a). A ética farmacêutica deve ser 
estimulada, exercitada e avaliada, a partir de instituições de ensino superior, associações, 
conselhos profissionais e vigilâncias sanitárias (AL-ARIFI, 2014b; CRF-SP, 2019a). 
Ademais, a presença regulatória do estado é salutar devido a contínuas atualizações de 
normas e ampliação de fiscalizações mais rígidas para indústrias farmacêuticas e o 
mercado varejista de medicamentos. 
 
2.2 O PAPEL DOS STAKEHOLDERS NO VAREJO FARMACÊUTICO 
Para compreender melhor as responsabilidades de cada “ator” que interage no 
varejo de medicamentos, é importante abordar a Teoria dos Stakeholders proposta por 
Eduard Freeman (1998). Para o autor, stakeholder seria “qualquer grupo ou indivíduo que 
afeta ou é afetado pelo alcance dos objetivos da empresa”. Esta abordagem teve o objetivo 
de enfatizar o papel de “partes interessadas” em uma empresa, não apenas dos acionistas, 
para compreender como estas impactam nos resultados da empresa e vice-versa. Para o 
sucesso das empresas, Freeman lançou em sua teoria que estas deveriam levar em 
consideração o equilíbrio entre interesses de stakeholders como clientes, força de 
trabalho, fornecedores e a sociedade (FREEMAN, 2010a). 
Em crítica a esta teoria, Jensen (2010) aponta que a teoria dos stakeholders não 
deveria ser aplicada em qualquer circunstância. Inicialmente, a empresa deve refletir 
sobre o seu modelo de gestão, ou seja, qual o principal objetivo da empresa, quais os 
interesses que devem gerir a empresa, critérios para tomada de decisão e avaliação de 
desempenho, entre outras (BOAVENTURA et al., 2009). A depender desta reflexão, a teoria 
dos stakeholders pode gerar múltiplos objetivos às empresas e isso traria conflitos de 
interesses matematicamente impossíveis de resolver (SUNDARAM; INKPEN, 2004). Por 
isso, para estudos que defendem esta perspectiva, a empresa deveria discutir a relevância 
em atender um único objetivo corporativo versus múltiplos interesses (SILVEIRA; 
YOSHINAGA; BORBA, 2005). 
Freeman (2010a) acredita que sua teoria pode ser útil em algumas linhas de 
pesquisa sobre Administração de Empresas e no caso de farmácias de varejo, é possível 
considerar sua relevância a partir da linha da responsabilidade social corporativa. Esta 
linha de pesquisa ressalta que, para algumas empresas, é relevante construir 
relacionamentos confiáveis e reputação frente a sociedade para o sucesso de sua 
52 
 
 
administração (IRIGARAY; VERGARA; ARAUJO, 2017). As farmácias privadas podem 
ser compreendidas como estratégicas diante de políticas públicas insuficientes e, por isso, 
têm responsabilidade pela incorporação de normas éticas e cidadania corporativa 
(ANDERSON; THORNLEY, 2014; SANTOS-PINTO; ROSÁRIO COSTA; OSORIO-DE-
CASTRO, 2011) 
Outro argumento que favorece a compatibilidade da teoria dos stakeholders com 
o contexto das farmácias de varejo são as três principais potencialidades da teoria. Esta é 
caracterizada como descritiva (explica características específicas da empresa), 
instrumental (demonstra as conexões entre stakeholders e objetivos da empresa) e 
normativa (define valores morais e filosóficos que guiam a administração da empresa) 
(DONALDSON; PRESTON, 1995; EGELS-ZANDÉN; SANDBERG, 2010). Diante do caráter 
de estabelecimento de saúde das farmácias, estas características da teoria dos stakeholders 
podem fortalecer sua legitimidade moral e alinhar a administração de farmácias privadas 
aos interesses dos usuários de medicamentos (BARAKAT et al., 2016). 
No caso das redes de farmácia de varejo, podemos considerar como principais 
stakeholders os gestores, prestadores de serviço e consumidores (MALIK, 2021a). A 
literatura aborda a percepção de farmacêuticos neste cenário, demonstrando seus desafios 
e demandas profissionais (CERQUEIRA-SANTOS et al., 2020a; DOSEA et al., 2017a; 
MINARD et al., 2016; SCHINDEL et al., 2019b). Os farmacêuticos atuam no varejo, em sua 
maioria, como responsáveis técnicos, principalmente na dispensação de medicamentos, 
por isso, o cumprimento de normas técnicas e o bom atendimento podem gerar melhores 
resultados para serviços farmacêuticos (ADEOYE et al., 2018). Apesar do respaldo legal, 
estudos mostram que a atitude dos farmacêuticos do varejo ainda é pouco protagonista 
por fatores como insatisfação com o trabalho, podendo refletir negativamente no sucesso 
da empresa (YONG et al., 2020). 
Também há estudos de percepção dos clientes sobre questões como o acesso e 
satisfação com serviços (BRATKOWSKA et al., 2020; FERREIRA; MOURA; SOUKI, 2016a; 
SOEIRO et al., 2017). Uma revisão recente mostra que a satisfação dos clientes tem 
impacto altamente positivo no desempenho de farmácias comunitárias (BARGHOUTH; 
AL-ABDALLAH; ABDALLAH, 2021). Além da maximização do lucro, os interesses da 
empresa na visão dos clientes tem feito o modelo de farmácias ser modificado, a partir do 
maior oferecimento de serviços e do investimento em qualidade de atendimento (LEMBI; 
SABEC; KAWAMOTO, 2020a). Compreender as necessidades e visões do público-alvo da 
53 
 
 
empresa e considerá-los como stakeholders pode ser estratégia para gestores aprimorarem 
sua administração. 
A visão de gestores (desde proprietários a gerentes) e mentores (consultores de 
farmacêuticos prestadores de serviço) ainda é pouco estudada em pesquisas sobre a 
Farmácia (FRANCO-TRIGO et al., 2017; JEBARA et al., 2021b). Com influência direta na 
empresa, os gestores são stakeholders responsáveis pela tomada de decisões em aspectos 
técnicos e gerenciais, bem como pela sustentabilidade econômica (EDMUNDS; CALNAN, 
2001; MOULLIN; SABATER-HERNÁNDEZ; BENRIMOJ, 2016). Diante das teorias 
tradicionais da administração, os gestores (principalmente acionistas) são a principal 
parte interessada das empresas e, por isso, suas perspectivas ainda são muito valorizadas 
para o sucesso das empresas (ALCANIZ; AGUADO; RETOLAZA, 2020). 
Diante da concorrência no setor, gestores de redes de farmácia têm dedicado 
esforços para a capacitação de farmacêuticos, em busca de um profissional que tenha 
maior produtividade, com perfil competitivo, que tenha não apenas competências 
clínicas, mas também gerenciais (GERNANT, 2018b; LEMBI; SABEC; KAWAMOTO, 
2020b; OLIVEIRA et al., 2017b). A mentoria tem sido uma estratégia bastante utilizada com 
este propósito (DRŽAIĆ et al., 2018; RUEBEN; FORSYTH; THOMSON, 2020a; SCHINDEL 
et al., 2019a). Assim, os farmacêuticos mentores fazem a “ponte” entre gestores e 
farmacêuticos, ao adaptar o modelo de prática farmacêutica aos interesses da empresa. 
Esta atuação direta no processo de trabalho do farmacêutico impacta nas respostas 
ao seu serviço e, consequentemente, no sucesso da empresa e na satisfação dos clientes 
(NIEUWSTRATEN et al., 2011). Assim, os farmacêuticos mentores podem ser 
considerados também como stakeholders. Ao considerar os desafios do setor para a 
Farmácia no Brasil e a escassez de estudos com este escopo, é importante compreender 
os interesses e opiniões desses dois grupos de stakeholders apresentados, para elucidar 
sobre as perspectivas da profissão farmacêutica no mercado varejista. 
 
2.8 ELABORAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA 
O mercado varejista de medicamentos é uma instituição de grande poder 
econômico na sociedade que contribui com a difusão da imagem do medicamento como 
bem de consumo (DIAS RENOVATO, 2008; MACHADO STURZA; ANDRADE 
BARRIQUELLO, 2018). Ademais, estudos mostram que farmacêuticos que atuam neste 
mercado vivenciam desafios relacionados à falta de autonomia, dilemas éticos devido a 
dualidade “saúde” versus “comércio”, falta de identidade profissional,falta de 
54 
 
 
competências para implantação de serviços e baixa satisfação no trabalho (EDMUNDS; 
CALNAN, 2001; MOSSIALOS et al., 2015b; RAPPORT; DOEL; JERZEMBEK, 2009a; 
SZEINBACH et al., 2011). 
Todo esse contexto torna o varejo de medicamentos um cenário de prática 
desafiador à profissão farmacêutica. Diante da necessidade iminente de abordar aspectos 
que influenciam o profissionalismo farmacêutico neste mercado, o nosso trabalho aborda 
de maneira pioneira a percepção de stakeholders que assumem posições de poder neste 
cenário de prática. Para tanto, foi elaborado o seguinte problema de pesquisa: 
Como os princípios do profissionalismo farmacêutico são compreendidos por 
stakeholders do mercado varejista de medicamentos do Brasil? 
Ao considerar a grande quantidade de temas gerados e da complexidade em 
discutir em profundidade em um único material, opta-se por enfatizar dois temas 
principais nesta tese: a ética e a autonomia. Estudos mostram que esses dois temas são 
frequentemente associados a demandas e dilemas profissionais na Farmácia, além de 
possuírem aspectos que ainda necessitam de maior discussão, aprofundamento e 
produção científica (JACOBS; ASHCROFT; HASSELL, 2011; KRUIJTBOSCH et al., 2017; 
RODRÍGUEZ; JURIČIĆ, 2018b; SALMAN POPATTIA; WINCH; LA CAZE, 2018; 
SZEINBACH et al., 2011). Portanto, a pergunta secundária de pesquisa se focou em: 
Como a ética e a autonomia do farmacêutico são compreendidas por 
stakeholders do mercado varejista de medicamentos do Brasil? 
 
. 
 
55 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivos 
56 
 
 
3 OBJETIVOS 
3.1 Objetivo geral 
Compreender as percepções de stakeholders sobre o profissionalismo 
farmacêutico no mercado varejista de medicamentos do Brasil. 
 
3.2 Objetivos específicos 
• Analisar as percepções de stakeholders do varejo farmacêutico sobre 
influências na autonomia do farmacêutico comunitário. 
• Analisar as percepções de stakeholders do varejo farmacêutico sobre a 
influência de dilemas éticos profissionais neste cenário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
 
 
 
 
 
 
 
Percurso Metodológico 
58 
 
 
4 PERCURSO METODOLÓGICO 
Neste tópico, é descrito o percurso metodológico da pesquisa, bem como cada 
uma de suas etapas. Inicialmente, é apresentada uma breve contextualização, 
demonstrando as características da abordagem e dos participantes da pesquisa. Em 
seguida, descreve-se as técnicas que foram adotadas para a coleta, análise e representação 
dos dados. 
 
4.1 Escolha da abordagem de pesquisa 
Existem formas de compreender temas e contextos que a abordagem quantitativa 
não consegue alcançar. A abordagem qualitativa é um “olhar através das cortinas” do 
espetáculo da pesquisa exploratória. É uma ciência baseada em textos que visa investigar 
aquilo que não é apresentado quando se publicam dados numéricos, como percepções e a 
compreensão sobre a natureza geral de uma questão (CRESWELL, 2014). 
A abordagem qualitativa foi a mais apropriada neste trabalho, pois, a finalidade 
deste é compreender os significados de um fenômeno vivido pelos participantes da 
pesquisa. Desta forma, é possível dar ênfase a experiências e visões dos participantes por 
meio da investigação do contexto social vivido, e assim, compreender de forma detalhada 
o problema de pesquisa (MOITA LOPES, 1994). 
 
4.2 Delineamento do estudo 
Para compreender como são as conjunturas práticas do varejo farmacêutico pelo 
olhar de gestores e mentores de grandes empresas, foi necessário falar diretamente com 
estas pessoas, por meio de entrevistas. Para tanto, foi realizado um estudo de abordagem 
qualitativa e exploratória, por meio de entrevistas semiestruturadas em profundidade, 
focadas nas perspectivas de informantes-chave e seus significados sobre os princípios do 
profissionalismo farmacêutico no mercado varejista de medicamentos do Brasil. 
O cenário pandêmico que assola o Brasil desde março de 2020, tornou inviável a 
coleta de dados de forma presencial, logo, as entrevistas online, face a face, foram a 
oportunidade mais adequada para coleta dos dados. O papel do pesquisador neste 
processo é fundamental, pois sua experiência e visão de mundo podem interferir na 
interpretação dos resultados. Ainda que os autores desse trabalho sigam a perspectiva 
construtivista (na qual a realidade é construída pelo indivíduo), buscamos atenuar, por 
meio de uma detalhada descrição dos procedimentos metodológicos, quaisquer 
interferências da participação dos pesquisadores na interpretação e análise dos resultados 
59 
 
 
(DIVAN; OLIVEIRA, 2008). Não houve grau de relação entre os pesquisadores e os 
participantes da pesquisa, ou com o cenário de prática abordado na pesquisa. 
 
4.3 Características dos participantes da pesquisa 
Para responder o problema de pesquisa “Como a ética e a autonomia do 
farmacêutico são compreendidas por stakeholders do mercado varejista de medicamentos 
do Brasil?”, buscamos informantes-chave que atuassem como stakeholders no cenário do 
varejo de medicamentos do Brasil. Stakeholder é um termo vastamente usado para 
denominar pessoas que ocupam espaços de importância considerável nos processos e 
resultados de um ambiente, e no caso de empresas, são pessoas cuja atuação afeta 
diretamente à organização da mesma (FREEMAN, 2010b). Buscar estes stakeholders 
foram apropriados para este estudo, por possuírem prestígio frente ao mercado do varejo 
de medicamentos, além de informações profundas e amplas sobre o tema (LAVRAKAS, 
2013). Diante disso, as seguintes características como critérios de inclusão nos dois grupos 
de participantes: 
Grupo 1- Ser gestor/gerente ou proprietário de drogaria brasileira de grande porte 
ou drogaria que estivesse no Ranking IBEVAR 2020 (Instituto Brasileiro de Executivos 
de Varejo & Mercado de Consumo), que ordena as companhias pelo faturamento 
(IBEVAR, 2020). 
Grupo 2 – Ser farmacêutico que presta serviço de mentoria a equipes de drogarias 
brasileiras de grande porte e/ou para farmacêuticos individualmente que atuam em 
drogarias. 
Como um grupo capaz de iluminar de forma profunda o tema em questão, os 
gestores de drogarias de grande porte, tem significativa responsabilidade pela 
sustentabilidade da empresa, bem como pela prestação de serviços nesta. Além disso, 
conhecem de perto as demandas do mercado em relação às competências e atitudes 
profissionais do farmacêutico (EDMUNDS; CALNAN, 2001; MOULLIN; SABATER-
HERNÁNDEZ; BENRIMOJ, 2016). Este grupo de participantes foi essencial para responder 
o problema de pesquisa, pois farmacêuticos que atendem a população neste cenário são 
subordinados hierarquicamente aos gestores e influenciados pelos mentores. 
Outra perspectiva importante para responder o problema de pesquisa, foi a visão 
de farmacêuticos mentores que atuam neste cenário. A mentoria tem sido uma estratégia 
60 
 
 
bastante utilizada por empresas e profissionais para aprimorar competências, alcançar 
resultados e melhorar a satisfação no trabalho (GRANKO; MORTON; SCHAAFSMA, 2013; 
ROBERTS et al., 2008; VAN MOOK et al., 2009b). Por definição, a mentoria é um processo 
no qual uma pessoa mais qualificada ou experiente, serve de referência, ensina e orienta 
outra pessoa com menos experiência, com o propósito de promover seu desenvolvimento 
pessoal e profissional (ANDERSON; SHANNON, 1988). Este grupo de participantes tem a 
visão intermediária que liga as demandas dos gestores das empresas sobre os 
farmacêuticos que lhes prestam serviços. 
 
4.4 Desenvolvimento do roteiro das entrevistas 
Foi desenvolvido um roteiro semiestruturado com perguntas abertas sobre 
aplicações práticas e desafios relacionados ao profissionalismo farmacêutico no mercado 
varejista de medicamentos do Brasil (APÊNDICE A). A ordem das perguntas poderia ser 
alterada de acordo com a percepção do entrevistador, a partir linha de raciocínioconduzida nas respostas do entrevistado. 
Para embasar a elaboração do roteiro das entrevistas, os autores identificaram em 
reuniões de brainstorming, dimensões na literatura que se apresentam como lacunas 
importantes na compreensão sobre o profissionalismo farmacêutico no mercado varejista 
do Brasil (FERREIRA; MOURA; SOUKI, 2016b; REIS, 2013; SZEINBACH et al., 2011; 
TERAJIMA et al., 2020). Para tanto, o roteiro abordou em nove perguntas os seguintes 
temas relacionados ao profissionalismo farmacêutico no varejo de medicamentos: 
definições de profissionalismo, demandas do mercado sobre as competências do 
farmacêutico, identidade e imagem profissional, valorização profissional, autonomia, 
ética e formação profissional. 
Como dito anteriormente, para esta tese, optamos por enfatizar dois temas 
principais neste trabalho: a ética e a autonomia. Por isso, para compreender a opinião dos 
stakeholders sobre a autonomia do farmacêutico, questões que possam influenciar na 
autonomia e como aprimorá-la, foram feitas as seguintes perguntas norteadoras: 
- Como você acha que é e que deveria ser a autonomia do farmacêutico neste 
cenário? 
- O que pode ser feito para aprimorar a autonomia deste profissional? 
Para compreender a opinião dos stakeholders sobre as causas de dilemas éticos no 
varejo e medidas para preveni-los, foram feitas as seguintes perguntas norteadoras: 
- Na sua opinião, o farmacêutico deve cumprir metas de venda? Por quê? 
61 
 
 
- Qual seria o limite ético entre cumprir metas de venda e fazer avaliação das 
necessidades do paciente? 
 
4.5 Recrutamento dos participantes 
A seleção dos participantes da pesquisa foi intencional (baseada no julgamento do 
pesquisador), uma das técnicas mais utilizadas na pesquisa qualitativa (SAUNDERS; 
TOWNSEND, 2018). Inicialmente foi feito contato com possíveis participantes (via e-mail, 
whatsapp, ligação telefônica e redes sociais), para saber se mostravam interesse em 
participar da pesquisa. Com aceite prévio foi enviado o convite formal via email, com 
orientações sobre o objetivo da pesquisa, termo de consentimento livre e esclarecido 
(APÊNDICE B) e formulário online com informações sociodemográficas via plataforma 
Google Docs. Após realizadas as entrevistas iniciais, novos participantes foram incluídos 
pela técnica bola de neve, em que o entrevistado indicou outro subsequente (BISOL, 2012; 
SAUNDERS; TOWNSEND, 2018). A intenção de uso desta técnica também foi abranger 
todo território nacional. 
A proposta de saturação da amostra foi utilizada como critério para suspensão de 
novos participantes na pesquisa. A medida que os pesquisadores notaram, em leituras 
prévias após a realização de cada entrevista, que os temas atingiam repetição e 
redundância, era considerado relevante finalizar a coleta de dados (FONTANELLA; 
RICAS; TURATO, 2008). Além disso, o número de entrevistas cumpriu o tamanho médio 
necessário de amostra (9 a 24 entrevistas) para atingir a saturação dos dados (HENNINK; 
KAISER; MARCONI, 2017a). 
 
4.6 Coleta de dados 
Nesta etapa foi utilizada a entrevista semiestruturada em profundidade, que 
aprofunda um assunto, de maneira que seu guia de perguntas abertas busca compreender 
situações, analisar, discutir e fazer prospectivas. Esta possibilita identificar problemas, 
padrões, detalhes, obter juízos de valor e interpretações que caracterizam a riqueza de um 
tema (DUARTE, 2005). As entrevistas foram agendadas e realizadas de maneira remota 
pelo programa de videoconferência Zoom. 
A condução das entrevistas foi realizada por uma única entrevistadora (ASD), pois 
nesta posição há um saber específico sobre quais assuntos precisam de maior 
esclarecimento, além da mesma ter vasta experiência prévia com esta metodologia. Foi 
solicitado aos participantes que mantivessem o ambiente da entrevista privativo e livre de 
62 
 
 
interferências externas. Foram reforçados também, todos os acordos firmados no termo 
de consentimento livre e esclarecido sobre a gravação em vídeo e tratamento dos dados 
(TONG; SAINSBURY; CRAIG, 2007). 
Inicialmente foi exposto como a entrevista seria conduzida, bem como os 
objetivos do estudo. Os entrevistados foram estimulados a falar espontaneamente e pelo 
tempo que julgassem necessário. Neste momento foi importante enfatizar aos 
participantes que o ambiente ali proposto seria seguro e livre de julgamentos, assim como, 
a entrevistadora iria manter neutralidade, sem expor sua opinião sobre os temas abordados 
(COLLADO; SAMPIERI; LUCIO, 2013). Após a realização, as gravações audiovisuais 
foram transcritas e indexadas no software ATLAS.ti para posterior análise. 
Para obter dados sociodemográficos dos participantes foi elaborado um 
formulário do Google Docs que buscou as seguintes variáveis: sexo, idade, região do país, 
ocupação, tempo de experiência profissional e titulação máxima. Os dados recolhidos 
foram organizados por frequência simples. 
 
 
4.7 Análise dos dados 
A técnica de análise estruturada de dados utilizada foi a Análise de Conteúdo (AC) 
que busca dos significados das mensagens dos participantes: 
 
 
 
 
 
 
Pela natureza do tema e familiaridade com o método, optamos por seguir das 
etapas da Análise de Conteúdo Categorial Temática, que se constitui em três etapas 
principais, ilustradas na Figura 1: (a) pré-análise; (b) codificação e (c) categorização 
(BARDIN, 2016). 
 
“conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando 
obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição 
do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ou 
não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às 
condições de produção/recepção (variáveis inferidas) dessas 
mensagens.” Bardin, 2016, p.48. 
 
63 
 
 
Figura 1. Etapas da Análise Categorial Temática. 
Fonte: Elaborado pela autora, baseado em Bardin (2016) e Gibbs (2009). 
 
(a) Pré-análise – esta etapa visou organizar o material antes de realizar a 
codificação, é guiada por três atividades que são interrelacionadas e não-sucessivas: 
• Escolha dos documentos alinhados ao objetivo da pesquisa - os 
documentos (transcrições das entrevistas) foram escolhidos a priori, pois na elaboração 
do objetivo da pesquisa, ficou evidente que as entrevistas aos stakeholders nos trariam os 
dados necessários. 
• Leitura Flutuante – foram feitas leituras do material transcrito para contato 
inicial dos pesquisadores que irão fazer a análise. Ademais, foram feitas formatações no 
texto buscando padronização dos documentos. 
• Constituição do Corpus (transcrições) – os pesquisadores analisaram os 
documentos em relação aos critérios de exaustividade, representatividade, 
homogeneidade e pertinência. Assim, as entrevistas foram consideradas adequadas para 
o corpus da pesquisa. 
(b) Codificação – como o corpus da pesquisa foi codificado, ou seja, recortes 
dos textos foram selecionados e transformados em códigos, que representaram o conteúdo 
ou a expressão do texto. Foi utilizado a unidade de registro temática, ou seja, foram 
codificados trechos do texto que representassem temas relativos à pergunta de pesquisa. 
64 
 
 
Assim, os códigos criados foram documentados no software ATLAS.ti (nome, definição 
e notas esclarecedoras) a partir de destaques e rotulagem de trechos das entrevistas 
(citações). 
A codificação foi feita de forma indutiva, na qual os códigos emergem dos relatos 
dos participantes. A codificação indutiva foi apropriada neste estudo, pois o tema 
proposto é pouco discutido na literatura, com lacunas que se mostram como 
oportunidades de discussão sobre a realidade do varejo farmacêutico do Brasil (GIBBS, 
2009). Para realizar a codificação indutiva, com auxílio do software ATLAS.ti, foi 
utilizada a ferramenta memo que é um “memorando”, um quadro visual elaborado pelos 
autores, com orientações sobre regras de codificação. 
Na memo, os pesquisadores tinham acesso àpergunta central de pesquisa, ao 
roteiro de perguntas das entrevistas, os objetivos específicos de cada pergunta e exemplos 
de trechos de fala que seriam relevantes para guiar a codificação. Esta ferramenta do 
software foi importante para balizar a análise entre pesquisadores, trazendo o máximo de 
neutralidade na análise dos dados (GIBBS, 2009). Após a codificação foi feita a releitura 
dos códigos elaborados de forma a analisar se os mesmos mostraram repetição exaustiva 
(saturação), trouxe profundidade para compreensão dos temas e seus significados, não 
havendo subsídio, portanto, para criação de novos códigos (GIBBS, 2009; HENNINK; 
KAISER; WEBER, 2019). 
(c) Categorização – opou-se pela categorização semântica, pois as unidades 
de registro adotadas foram temas. Nesta etapa, os códigos foram organizados e separados 
por diferenciação (inventário) e em seguida foram agrupados por padrões semelhança e 
causalidade (classificação) (BARDIN, 2016). A partir disso, os códigos foram 
transformados em categorias, para trazer abstração para os temas. De acordo com o 
processo de codificação indutiva, os códigos foram transformados de mais concretos e 
descritivos a mais conceituais e teóricos. (OLIVEIRA, 2008). Em seguida, foram criadas 
relações e hierarquias entre as categorias. 
No software ATLAS.ti foi possível criar com a ferramenta “redes” imagens que 
organizaram relações visuais entre as categorias, facilitando a compreensão do resultado 
e favoreceu insights para a discussão dos dados. Os pesquisadores utilizaram critérios de 
qualidade para elaboração e consenso sobre as categorias (pertinência, objetividade, 
homogeneidade, exclusão mútua e produtividade), para que as mesmas estivessem 
alinhadas ao problema de pesquisa (BARDIN, 2016; OLIVEIRA, 2008). Esta etapa foi 
realizada em reuniões de consenso. 
65 
 
 
 
4.8 Credibilidade e confiabilidade 
As etapas metodológicas da pesquisa foram conduzidas de acordo coms 
recomendações de qualidade em pesquisa qualitativa propostas pelo Consolidated 
Criteria for Reporting Qualitative Research e pelo Standards for Reporting Qualitative 
Research (O’BRIEN et al., 2014; TONG; SAINSBURY; CRAIG, 2007). Ademais, análise dos 
dados foi feita com triangulação de analistas por três pesquisadores com experiência nesta 
abordagem; sendo uma envolvida diretamente na coleta dos dados (ASD) e dois 
pesquisadores externos (FCAN, FLF), com experiência no tema. Divergências ocorridas 
na análise foram resolvidas em reuniões de consenso e ao final, os dados foram revisados 
por um pesquisador sênior, com expertise na área de profissionalismo farmacêutico e 
pesquisa qualitativa (DPLJ). Estas medidas foram realizadas para alcançar credibilidade 
e confiabilidade metodológica (FLICK, 2009). 
 
4.9 Aspectos éticos 
Os participantes assinaram o TCLE, concordando com a gravação das entrevistas 
e a publicação dos dados gerados a partir destas. Este estudo foi aprovado pelo Comitê 
de Ética da Universidade Federal de Sergipe, com o número do parecer 4.169.752. Para 
identificar e proteger a identidade dos participantes neste estudo, durante as análises, cada 
entrevista era identificada com as siglas “G1”; “G2”; “G3” (...) para gestores e “M1”; 
“M2”; “M3” (...) para mentores. Ao decorrer dos resultados, referenciamos trechos de 
transcrições das entrevistas com as mesmas siglas. 
 
66 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resultados 
67 
 
 
5 RESULTADOS 
 
Foram realizadas 19 entrevistas entre agosto e outubro de 2020, com dez mentores 
e nove gestores farmacêuticos, no tempo médio de 42 minutos e tempo total de 
805 minutos. As características sociodemográficas dos participantes foram 
descritas na tabela 1. A maioria dos participantes era do sexo masculino (52,6%) 
e com idade acima de 40 anos. O tempo de experiência profissional variou entre 
seis e 32 anos, a maioria com mais de 15 anos de atuação. A maioria dos 
participantes fez pós-graduação lato sensu (61%), a maior parte em Gestão 
empresarial e de negócios (gestores) e Farmácia Clínica (mentores). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
 
Tabela 1. Características sociodemográficas dos participantes. 
 
 
 
Fonte: Elaborado pela autora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gestores (n=9) Mentores (n=10) 
Característica No. (%) Característica No. (%) 
Ocupação Ocupação 
CEO 3 (33,3) Consultoria de empresas 5 (50) 
Gestores/Gerentes 6 (66,6) Consultoria individual 2 (20) 
 Consultoria individual e de empresas 3 (30) 
Sexo Sexo 
Masculino 4 (44,4) Masculino 5 (50) 
Feminino 5 (55,6) Feminino 5 (50) 
Idade Idade 
<30 1 (11,1) <30 0 (0) 
<40 2 (22,2) <40 3 (30) 
<50 2 (22,2) <50 6 (60) 
>50 4 (44,4) >50 1 (10) 
Tempo de experiência profissional 
(anos) 
 Tempo de experiência profissional 
(anos) 
 
5-15 1 (11,1) 5-15 2 (20) 
26-30 6 (66,6) 26-30 7 (70) 
>30 2 (22,2) >30 1 (10) 
Região do país Região do país 
Norte 0 (0) Sul 6 (60) 
Sudeste 0 (0) Sudeste 2 (20) 
Centro-oeste 1 (11,1) Nordeste 1 (10) 
Sul 2 (22,2) Centro-oeste 1 (10) 
Nordeste 5 (55,5) Norte 0 (0) 
Titulação máxima Titulação máxima 
Graduação 1 (11,1) Graduação 0 (0) 
Mestrado 0 (0) Mestrado 3 (30) 
Doutorado 1 (11,1) Doutorado 3 (30) 
69 
 
 
5.1 Autonomia do farmacêutico em farmácias do varejo 
 
 
 
Figura 2. Nuvem de palavras sobre ao tema “Autonomia do farmacêutico em farmácias 
do varejo”. 
 
 
Fonte: Elaborado pela autora. 
As palavras de maior tamanho na nuvem de palavras (figura 2) foram expressas 
em maior quantidade nas entrevistas. Nesta nuvem, as palavras com maior frequência 
são: Empresa (56) e autoridade (25). Ao considerar o termo “autonomia” para assuntos 
de responsabilidade técnica (realização, supervisão e coordenação dos serviços técnico-
científicos) como compra e venda de medicamentos, gerenciamento de produtos sujeitos 
a controle especial e dispensação; e “autonomia gerencial”, referente a tomadas de 
decisão que afetam a gestão da farmácia, como treinamento e composição da equipe, 
organização do sistema de trabalho e serviços prestados pelo estabelecimento (CFF, 
2013c). 
Ao serem questionados sobre autonomia do farmacêutico, os informantes-chave 
trouxeram aspectos relacionados à (a) “Autonomia técnica” regulamentada por lei, (b) 
“Autonomia gerencial” e (c) Estratégias que eles julgavam importantes para aprimorá-la 
neste cenário de prática. Tais categorias estão representadas na figura 03. 
70 
 
 
 
 
Figura 3. Categorias relacionadas ao tema “Autonomia do farmacêutico no varejo”. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
(a) Autonomia técnica – Os stakeholders relataram que a legislação brasileira 
confere garantias para a “autonomia técnica” do farmacêutico e que cabe ao 
estabelecimento que contrata seus serviços cumpri-la. Também reportaram que o 
farmacêutico possui responsabilidade técnica pelo estabelecimento, bem como 
competências para tomar decisões e buscar os melhores resultados para o paciente. 
G: quando o farmacêutico entende que o medicamento vai fazer mal ao paciente, 
tem o direito de evitar que seja dispensado. Duvido que alguém seja contra um 
profissional técnico habilitado em uma farmácia que pode orientar o melhor 
tratamento. 
71 
 
 
Apesar disso, os stakeholders também acreditaram que a legislação traz limitações 
a autonomia técnica do farmacêutico frente a situações específicas de dispensação 
de medicamentos, como dito por um gestor: 
 
G: Quando há uma prescrição médica incorreta, quando o médico esquece de 
uma data, o farmacêutico sabe que o paciente não pode ficar sem aquele tratamento e a 
lei não permite que faça declaração se responsabilizando pela dispensação. Deveria 
haver critérios, uma legislação que desse autonomia para o farmacêutico fazer isso. 
 
(a) “Autonomia gerencial” limitada - após reconhecera “autonomia técnica”, 
os gestores relataram em diversas situações, que esta não era soberana, pois existe o 
conceito da “autonomia gerencial” que atende os interesses da empresa ou do superior 
hierárquico ao farmacêutico. 
G: é uma autonomia limitada, não há como o farmacêutico ter autonomia total, 
há muitos processos e legislações em uma farmácia que precisam ser seguidos (...). 
G: quando o farmacêutico diz: “vou tomar uma decisão, porque posso 
tecnicamente, estou correto e tenho autonomia”, mas não considera a gestão do negócio, 
essa decisão fica muitas vezes desconectada da realidade. 
M: (...) o farmacêutico tem total autonomia para decidir questões relacionadas 
às prescrições e aos tratamentos. Porém, quando as decisões interferem no 
funcionamento e nas regras de uma empresa, é um pouco diferente. 
Alguns aspectos foram citados como causas ou justificativas que explicam a 
limitação da “autonomia gerencial” do farmacêutico. Ser um prestador de serviços 
assalariado que vende sua força de trabalho para a empresa, segundo os stakeholders, 
confere ao farmacêutico a posição de subordinação. Assim, não ocupa posição de poder 
ou autoridade máxima e, por isso, sua autonomia tem limitações. 
M: o farmacêutico é autoridade técnica na farmácia, mas não é o dono. 
Além disso, alguns mentores relataram que a subordinação pressiona o 
farmacêutico, o que poderia trazer sentimentos de impotência, medo e introspecção. 
M: Vi colegas que são influenciados pela necessidade do emprego. Alguns dizem 
“tentei muito e de várias formas... mas por medo de perder o emprego, receber 
advertência ou não ser bem aceito, fiquei mais introspectivo” 
72 
 
 
M: (...) o farmacêutico fica entre “preciso de um emprego” e “não posso falar”... 
Então, vejo profissionais extremamente desconfortáveis, porque por um lado tem essa 
questão de que precisam do emprego, por outro não tem autonomia para tomar decisões. 
M: quando você fica nas mãos do varejo, pode se sentir um robô (...) 
De modo semelhante, os stakeholders apontaram que em algumas empresas a 
autonomia do farmacêutico é menor, especialmente quando o proprietário ou gestor não 
compreende seu papel e o da farmácia enquanto estabelecimento de saúde. Nestes casos, 
o farmacêutico pode ser visto pelos gestores como “fiscal de vendas”, que traz barreiras 
à sustentabilidade da empresa. 
G: alguns pensam que o farmacêutico é um “estorvo” ou obrigação legal. 
M: Enquanto o varejo não enxergar que é um mercado regulado, que não é um 
varejo comum (...) o farmacêutico não será visto como profissional de saúde e sim como 
fiscal de vendas. 
G: alguns donos de farmácia pensam que farmacêutico é um mal necessário, 
“tenho que pagar porque a legislação obriga”. 
Segundo os stakeholders, se o farmacêutico deseja conquistar mais autonomia, é 
preciso mostrar em atitudes e resultados. 
M: faltam argumentos para ganhar autonomia, é preciso ter resultados, fatos, 
dinheiro e números no papel. Com iniciativa, o gestor vai perceber o esforço do 
farmacêutico e ele vai conseguir mostrar seu trabalho. 
M: vejo que os farmacêuticos que têm habilidades de comunicação e sabem 
colocar suas questões, conseguem ter mais autonomia e uma gestão compartilhada. 
M: Não ganhamos autonomia, conquistamos, é diferente. Então, percebo muitos 
profissionais querendo autonomia, sem apresentarem resultados. 
Do mesmo modo, os stakeholders relataram que é comum que farmacêuticos 
tenham dificuldades em manter atitudes positivas neste contexto, pois segundo os 
mesmos, há falta de consciência sobre seu papel e autovalorização profissional. 
G: o farmacêutico não tem um papel definido, isso talvez dificulte sua autonomia. 
M: estão faltando farmacêuticos que entendam que são profissionais de saúde e 
isso tem valor, inclusive financeiro. 
M: tem farmacêutico que diz que não tem autonomia e isso é quase uma 
justificativa, uma desculpa para a falta de competências e de criatividade. 
M: (...) essas crenças limitantes do farmacêutico não saber o que pode fazer e 
refletir na visão do proprietário da farmácia. Então, se a legislação não dá autonomia e 
73 
 
 
o farmacêutico não crê na sua competência, não vai ser o dono da farmácia que vai 
valorizar. 
 
(b) Estratégias para aprimorar a autonomia – a maioria dos stakeholders 
enfatizou o quanto a atitude positiva do farmacêutico poderia ser estratégica para 
melhorar sua autonomia. A postura de protagonismo, autoconfiança e ownership traz 
confiança para a equipe e amplia seu poder de decisão gerencial. Assim, agir como se 
fosse proprietário o estimularia a ter visão sistêmica sobre a empresa e sua criatividade 
diante de problemas: 
M: quanto mais ampla for essa visão empreendedora (...) mais o farmacêutico 
será visto como alguém que faz a diferença naquele negócio. Alguém que não só cumpre 
ordens, consegue liderar um time e ser o braço direito do dono daquele estabelecimento. 
G: um farmacêutico que tenha visão sistêmica que consegue propor melhoras 
contínuas e a análise crítica dos processos (...) tem segurança para dizer “dessa forma 
vamos reduzir custo, solucionar os problemas do paciente”. 
G: (...) resumiria as atitudes em uma só, desenvolva senso de ownership, 
pensamento de dono. 
Além disso, algumas citações feitas por gestores sugerem o sentido de que a busca 
por mais autonomia a partir a postura de ownership pode estar relacionada ao almejo de 
promoções de carreira. 
G: queremos que o farmacêutico seja igual o dono, pois então, é possível fazer 
ele crescer dentro da nossa empresa. Se passa a ser um franquiado, terá autonomia total. 
G: se o farmacêutico traz esse conhecimento, com essa competência, para mim é 
o profissional que prospera mais rápido. 
Outras estratégias citadas para aprimorar a autonomia do farmacêutico foram o 
diálogo aberto e espaço para acordos sobre aspectos técnicos e gerenciais. Os 
stakeholders consideram que esta é a forma de harmonizar a autonomia do profissional 
com o código de conduta da empresa, de maneira que as normas sejam elaboradas de 
forma conjunta, garantindo decisões compartilhadas e coerentes. 
M: o farmacêutico precisa trabalhar de forma que não seja visto como 
profissional que bloqueia tudo, mas como alguém que, mediante acordos, cria regras 
com a gestão. Se tiver embates, que seja antes, junto com a direção da empresa, definindo 
o que pode e não pode. 
74 
 
 
 G: o farmacêutico pode discordar da gestão. Na nossa rede, temos um comitê, 
com coordenadores farmacêuticos que se reúnem, questionam, discutem e criam normas, 
para garantir que tudo funcione sob ponto de vista técnico, legal e de gestão. 
Com auxílio do software ATLAS.ti foi possível construir a Tabela 2 com o 
número de vezes que as categorias sobre “Autonomia do farmacêutico no varejo” foram 
abordadas entre os grupos de gestores e mentores. 
 
Tabela 2. Número de vezes que as categorias sobre “Autonomia do farmacêutico 
no varejo” foram abordadas entre os grupos de gestores e mentores. 
 
 
Fonte: Elaborado pelo software ATLAS.ti. 
 
Na tabela 2 é possível perceber diferenças entre os grupos de entrevistados. Os 
gestores falaram mais sobre as garantias legais da “autonomia técnica” do farmacêutico 
e sobre como sua “autonomia gerencial” tem limitações. Os mentores, por sua vez, 
concentraram suas discussões na influência da posição do farmacêutico, como prestador 
de serviços assalariado, na sua autonomia. 
Categorias Gestores Mentores 
Autonomia técnica (garantias) 28 12 
Autonomia técnica (limitações) 11 01 
Autonomia gerencial limitada 28 16 
Autodesvalorização do farmacêutico 6 05 
Gestores que não compreendem o papel do farmacêutico 03 09 
Ser prestador de serviços 03 27 
Atitude ownership 10 01 
Harmonia com código de conduta 03 03 
TOTAL 92 74 
75 
 
 
 
5.2 Aspectos éticos nas farmácias de varejo 
 
 
Figura 4. Nuvem de palavras sobre o tema “Aspectos éticos nas farmáciasde varejo”. 
 
Elaborado pela autora. 
 
Nesta nuvem, as palavras com maior frequência e expressas com maior tamanho 
nas entrevistas foram (Figura 4): Venda (71), meta (63), produto (55). Assim, as 
categorias elaboradas e representadas na figura 5 foram: Causa principal de dilemas éticos 
(a) Aliciamento de indústrias de medicamentos, principal consequência (b) 
“Empurroterapia”; e as estratégias para minimizar estes dilemas – (c) Assimilar que 
vender não é antiético, (d) Compliance, (e) Metas coletivas, (f) Gerar lucros por meio de 
serviços. 
 
76 
 
 
Figura 5. Categorias relacionadas ao tema “Aspectos éticos nas farmácias de 
varejo”. 
 
 Elaborado pela autora. 
 
Ao abordar os limites éticos em relação à venda de medicamentos e a avaliação 
das necessidades dos pacientes, os stakeholders relataram que é preciso definir tais limites 
para que a segurança do paciente não seja prejudicada. Um dos mentores fez crítica à 
forma de pensar de muitos proprietários de farmácias, que focam apenas lucro: 
M: (...) se o proprietário de farmácia soubesse o quanto ser ético dá lucro. Ele 
seria ético por malandragem. 
 
(a) Aliciamento das farmácias comunitárias pelas indústrias de medicamentos 
– como principal causa de dilemas éticos neste cenário, foi citada a influência das 
comissões oferecidas pelas indústrias. Apontada pelos stakeholders como agressiva, essa 
relação foi denominada de aliciamento. Apesar de compreenderem que esta relação pode 
ser prejudicial para os pacientes e antiética para a profissão, os informantes relatam que 
é comum entre as redes de farmácias e as indústrias: 
M: Eu vejo essa relação de aliciamento entre a indústria e as farmácias, médicos 
ou outro prescritor. A indústria é muito agressiva, sempre foi. 
77 
 
 
G: A indústria diz: “venda um medicamento por 20 reais e eu te dou 100 reais”, nós 
sabemos que isso existe. Mas o limite quem impõe somos nós, o propagandista vai fazer de 
tudo para vender o produto, mas o limite é nosso. 
Alguns stakeholders afirmam que o limite ético é uma questão de responsabilidade 
do farmacêutico e não condena a conduta dos laboratórios em oferecer comissões pelas 
vendas de medicamentos: 
G: Sobre essa conduta, acredito que o laboratório está fazendo seu papel, acho que 
quem deve se responsabilizar é o farmacêutico. 
M: Penso que a moral está em cada um, na índole. Honestidade é algo que vem da 
educação em casa. É preciso exercer a ética que aprendemos na faculdade, na nossa 
formação. É preciso julgar e ter equilíbrio. 
G: Costumo falar para os meus farmacêuticos, que ética é tudo que você pode falar 
alto o que você está fazendo. 
Por outro lado, apenas um gestor afirmou que não aceita o oferecimento de comissões 
de laboratórios, pois acredita pode influenciar na conduta ética do farmacêutico. 
G: (...) nós aqui não pagamos comissão. No varejo, em geral, os laboratórios ficam 
“em cima”, vemos campanhas de vitaminas, chás. Acho errado o farmacêutico atuar como 
vendedor e receber comissão individual, mas pode atuar como líder e ser remunerado pela 
produtividade da empresa, não necessariamente pela venda do medicamento. 
Para outro mentor, é possível que as farmácias comunitárias de varejo atuem de forma 
ética, mesmo com o aliciamento da indústria, impondo limites claros nesta relação: 
M: é possível trabalhar com a indústria? Acredito que sim, desde que você, o 
profissional, defina as regras e não a indústria. 
(b) “Empurroterapia’ – como principal consequência do aliciamento das 
indústrias, um exemplo de prática que ainda existe no Brasil, mas que os entrevistados 
relataram combater em suas empresas é a “empurroterapia”. Quando o farmacêutico ou 
balconista induzem a compra de um medicamento ao cliente, sem avaliar sua necessidade. 
Ademais, entrevistados relataram que em muitas empresas, gerentes, farmacêuticos e 
balconistas recebem bonificações financeiras por maiores vendas. Alguns mentores 
relataram que a causa do problema não está no repasse de comissões ou nas metas, mas 
na forma como o profissional age para garantir as vendas: 
M: o limite não é ter ou não ter comissão, mas o que faço para cumprir a meta. 
O farmacêutico deve saber quais princípios e regras da empresa, não indo além, apesar 
78 
 
 
das metas. Uma empresa em que vale tudo para cumprir as metas de vendas, terá muitos 
desvios e a ‘empurroterapia’, prejudicando o paciente. 
M: ter meta não significa que você tem que ser antiético! Você pode cumprir suas 
metas acolhendo esse paciente, atendendo suas necessidades e vendendo aquilo que ele 
precisa. Ter metas não significa fazer ‘empurroterapia’. 
Alguns mentores afirmam que a “empurroterapia” é praticada na maior parte das 
vezes por balconistas. Alegaram que, muitas vezes, balconistas indicam medicamentos 
sem critérios, apenas para serem bonificados. Nestes casos, um dos mentores sugeriu que 
farmacêutico deve agir com neutralidade, orientando eticamente o balconista. 
M: O farmacêutico vê balconistas fazendo “empurroterapia” e muitas vezes 
precisa agir com neutralidade. Não incentiva, nem impede a venda. Deve orientar para 
que a venda seja feita da forma correta, avaliando as necessidades daquele paciente; e 
não “empurrar” o produto apenas pela venda. 
 
c) Assimilar que vender não é antiético – a estratégia mais comentada nas 
entrevistas foi a necessidade de o farmacêutico compreender que a farmácia comunitária 
é um estabelecimento comercial e que depende da rentabilidade dos serviços e produtos. 
Muitos mentores acreditam que o farmacêutico teria vergonha de associar sua profissão 
ao comércio e ao lucro. As entrevistas sugerem que o farmacêutico deve assimilar que a 
venda em si, não é uma prática antiética. 
M: Vejo que farmacêuticos sentem vergonha em falar que a farmácia é um 
comércio, em reconhecer que é um negócio, que é varejo, vergonha da palavra lucro. 
Lucro não é pecado, é dinheiro conquistado honestidade e com trabalho, é dignificante. 
M: Se farmacêutico quer ter melhor remuneração, não é possível alcançar 
somente com o salário, precisa ter comprometimento. Goste ou não, é um negócio. A 
farmácia é um estabelecimento de saúde? Sim, mas também é um negócio. 
G: Há muito julgamento com o varejo, os próprios farmacêuticos não entendem 
a necessidade do capital. Parece que tem que ser filantrópico porque vendemos 
medicamentos, mas não é assim. Isso tem que ser ponderado. 
Mentores e gestores relataram que o farmacêutico precisa compreender sobre a 
gestão do negócio, para buscar sustentabilidade da empresa e da própria carreira neste 
mercado. 
79 
 
 
M: O estabelecimento depende da venda para pagar as despesas. Só é possível 
pagar fornecedores, aluguel, água e energia, se houver lucro que justifique a estrutura 
da farmácia. Caso contrário, a empresa vai à falência. 
M: (...) quando compreende, direciona sua energia para maximizar as 
oportunidades de atendimento, porque dali sairá o sustento da empresa e seu salário. 
 
(f) Compliance – os stakeholders citaram esta estratégia como forma de 
garantir práticas éticas nas farmácias do varejo. Segundo eles, o programa visa definir 
regras de conduta para empresa, com normas anticorrupção, auditorias e treinamentos à 
equipe. Os stakeholders relataram que programas de compliance são recentes e mais 
comuns em grandes redes de farmácia do que em farmácias independentes no Brasil. 
M: (...) os limites são dados por escrito, com normas, conduta ética, treinamento, 
comunicação, auditoria sobre os processos e as empresas precisam delimitar o que pode 
e o não acontecer. 
M: O grande problema, é que na maioria das vezes as empresas não têm 
programa de compliance definidos. Isso é uma exigência nas indústrias farmacêuticas 
internacionais. Isso não é comum nas farmácias do Brasil, mas deveria ser. 
 
(g) Metas coletivas – foi relatado que as empresas utilizam metas de vendas 
de produtos e medicamentospara equipe, como parte do planejamento para garantir a 
sustentabilidade do negócio. Porém, muitos stakeholders acreditam que o farmacêutico 
não deveria ter metas iguais às dos balconistas, pois é mais especializado e outras 
atribuições a cumprir. Além disso, como explanado anteriormente, alguns entrevistados 
são contrários a cobrança abusiva que os farmacêuticos sofrem: 
G: o farmacêutico tem que cumprir metas, mas é necessário definir as metas e 
não pode ser igual aos balconistas. Ele precisa contribuir e trazer retorno financeiro. 
M: Não podemos exigir que farmacêutico se comporte como um vendedor. Isso 
precisa ser definido entre o profissional e o gestor... Na nossa empresa, exigimos metas 
pequenas, porque precisa de tempo para desenvolver as outras funções. 
Por isso, a atribuição de metas coletivas foi sugerida como estratégia para 
minimizar pressões excessivas por vendas e, consequentemente, dilemas éticos. 
G: Quando temos metas, são compartilhadas para trazer consciência à equipe. 
Isto estimula a equipe a agir como “dona do negócio”. Porque se a farmácia não tem 
lucratividade pode ser fechada. Ninguém atinge resultados sozinho. 
80 
 
 
M: (...) é uma maneira compartilhada de ganho que possibilita criar uma 
metodologia de trabalho na equipe. Não é só vender hoje, mas cativar aquele cliente para 
que continue vindo à empresa. 
 
(h) Gerar lucros por meio de serviços – para garantir lucros sem gerar pressões 
antiéticas, também foi sugerido que os farmacêuticos desenvolvam a habilidade de gerar 
lucros de outras formas, como por exemplo, na rentabilização de serviços clínicos. Dessa 
forma, compreenderam que, as necessidades do paciente precisam ser o centro das 
atividades do farmacêutico. Ao atender prioritariamente estas necessidades, os dilemas 
éticos se minimizam, pois não há margem para oferecer produtos ou serviços 
desnecessários. 
G: Nossos farmacêuticos têm metas, precisam produzir um valor mínimo ao dia 
em venda de serviços. Isso estimula, pois estão conseguindo atingir objetivos. 
M: O farmacêutico precisa ter visão ampla do ser humano, enxergar a pessoa que 
está ali na sua frente, o que precisa para o tratamento ser mais efetivo. Precisa olhar 
pessoas e não receitas, assim o limite ético fica muito claro. 
M: Quando você sabe ouvir as necessidades do paciente, não está empurrando, 
mas suprindo uma necessidade. 
Os entrevistados abordaram o fato de que em algumas farmácias comunitárias, o 
serviço farmacêutico é oferecido sem custos, apenas como estratégia de fidelização. 
Todavia, enfatizam que é importante atribuir valor ao serviço. 
M: O farmacêutico vive disso, do seu conhecimento técnico. Precisamos saber 
como monetizar esse conhecimento. 
G: Temos que pensar na rentabilidade do serviço. Defendo que precisamos cobrar 
pelos serviços farmacêuticos, pois acredito que tudo que é de graça tem pouco valor. 
M: Quando cobro pelo meu serviço, tiro o foco do produto. A relação de consumo 
com o paciente fica mais transparente, não há justificativa para não cobrar. 
Também foi sugerido que o farmacêutico deve considerar a venda de 
medicamentos e produtos uma consequência e não o objetivo principal da sua prática. 
Assim, é possível equilibrar as oportunidades de lucratividade e o atendimento às 
necessidades do paciente, de maneira indireta, a partir da sua fidelização. 
G: o serviço traz lucro, gera ótima experiência para o paciente e fideliza. O 
paciente vai a farmácia não apenas pelo serviço, mas para comprar medicamentos que 
precisa todo mês e leva outros produtos... Então, traz lucro direto e indireto à farmácia. 
81 
 
 
G: temos produtos com margens de lucro maiores e menores. No momento da 
consulta do farmacêutico, se houver necessidade, poderá prescrever medicamentos 
isentos de prescrição médica, que agregam valor à empresa. 
M: mesmo que não venda, o farmacêutico gera confiança, fidelidade e, assim, o 
paciente irá retornar ou indicar nosso serviço para um vizinho, para um parente, etc. 
No estudo, com auxílio do software ATLAS.ti, foi possível construir a Tabela 3 
com o número de vezes que as categorias sobre “Aspectos éticos nas farmácias de varejo” 
foram abordadas entre os grupos de gestores e mentores. 
 
Tabela 03. Número de vezes que as categorias sobre “Aspectos éticos nas 
farmácias de varejo” foram abordadas entre os grupos de gestores e mentores. 
Fonte: Elaborado pelo software ATLAS.ti. 
 
 
Na tabela 3, foi possível observar poucas diferenças entre os grupos de 
entrevistados. O tema mais discutido entre os grupos foi sobre as estratégias para 
minimizar dilemas éticos. Mentores e gestores (com uma quantidade ligeiramente menor) 
citaram mais vezes sobre como “assimilar que vender não é antiético” e “gerar lucros por 
meio de serviços” poderiam ser uma estratégia. 
 
 
Categorias Gestores Mentores 
Aliciamento de indústrias de medicamentos 04 01 
“Empurroterapia” 08 13 
Assimilar que vender não é antiético 13 16 
Compliance 05 09 
Metas coletivas 11 11 
Gerar lucros por meio de serviços 13 15 
TOTAL 81 86 
82 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 DISCUSSÃO 
As características dos participantes mostraram que, pelos cargos de gestão e mentoria 
que exigem vasta experiência, foi esperado que a maioria dos stakeholders tivessem acima 
de 30 anos (CEPELLOS et al., 2017). Embora a região Norte seja a maior em extensão 
territorial, é pouco populosa e representa apenas 7,5% dos farmacêuticos inscritos no órgão 
Discussão 
84 
 
 
regulador da profissão (SERAFIN; CORREIA JÚNIOR; VARGAS, 2015b). Esse dado pode 
explicar a falta de stakeholders atuantes nesta região incluídos neste estudo. Apesar disso, 
estas características não são determinantes para influenciar no conteúdo das entrevistas. 
 
6.1 Autonomia do farmacêutico no varejo 
Na nuvem de palavras (figura 2), “empresa” e “autoridade” foram as palavras mais 
citadas pelos stakeholders, pois acreditam que seu significado influencia na autonomia do 
farmacêutico. Isso pode demonstrar a importância que eles atribuem para estas palavras. A 
palavra “empresa” foi o principal ponto relacionado à autonomia, visto que subordinação do 
farmacêutico reduz sua capacidade de tomar decisões. A palavra “autoridade” é o status de 
quem tem mais conhecimento técnico, pode fazer escolhas e liderar a equipe que compõe o 
serviço, o que é fundamental para a construção da autonomia do farmacêutico. 
Os stakeholders relataram que existem limitações à autonomia do farmacêutico e suas 
causas deste problema. Algumas correntes do profissionalismo mostram causas para o 
arrefecimento da autonomia da profissão: controle externo, proletarização e precarização, 
falta de controle sobre a divisão do trabalho, rotinização de atividades e de reserva de 
mercado, etc. (FREIDSON, 1996b; HAUG, 1972b; LARSON, 1980; OPPENHEIMER, 1972b). 
Estes aspectos estiveram presentes na história da profissão farmacêutica como desafios que 
fragilizaram o seu status profissional (ALTMAN; MANDY; GARD, 2019b; BIRENBAUM, 
1982b; DENZIN, 1968; KELLAR et al., 2020b; TRAULSEN; BISSELL, 2010). Outros estudos 
mostram que uma profissão não deve almejar autonomia absoluta, mas condicional a 
depender do contexto político e social (BLACK, 1993; CARDOSO, 2005; FREIDSON, 2009b). 
Portanto, futuros estudos devem explorar esta temática, avaliando as contradições deste 
comportamento no varejo farmacêutico. 
Neste estudo, a categoria “prestador de serviços” foi compreendida como fator de 
proletarização e precarização do trabalho e, consequentemente, enfraquecimento da profissão 
(BISSELL; TRAULSEN; HAUGBOLLE, 2002; BISSELL; TRAULSEN, 2005). A teoria da 
proletarização das profissões elucida que as grandes redes varejistas são organizações de 
manutenção da saúde queusam estratégias de monopólio do mercado, de capitalização da 
relação medicamento-paciente e de controle do processo de trabalho dos farmacêuticos 
(ANGONESI; SEVALHO, 2010b; BISSELL, 2007b; LARSON, 1980; MCKINLAY, 1977; 
OPPENHEIMER, 1972b). Portanto, estudos ressaltam que a dependência de empregabilidade 
pelo varejo, enfraquece a autonomia do farmacêutico (BISSELL; JESSON, 2002; DOBSON; 
PEREPELKIN, 2011b). 
85 
 
 
Para Larson (1977b), esse profissional liberal é um “especialista assalariado”, com 
poder ilusório e subordinado a interesses capitalistas. No Brasil, este fenômeno foi 
evidenciado quando a legislação de 1973 conferiu caráter mercantilista às farmácias, 
revogando a obrigatoriedade do farmacêutico a ser um proprietário à prestador de serviços 
assalariado (BARROS NETO; JACOB, 2020b; BRASIL, 1973b; SANTOS, 2003b). Assim como 
em outros países, o acesso de proprietários leigos a esse mercado, minimizou o poder e a 
manutenção da autoridade profissional do farmacêutico (BARROS NETO; JACOB, 2020b; 
DOBSON; PEREPELKIN, 2011b; GIDMAN, 2010). 
No Brasil, apenas 16,7% das farmácias comunitárias é de propriedade de 
farmacêuticos, sendo que este cenário pode ser reflexo da legislação conflituosa e da falta de 
cultura empreendedora (MARTINS; VAN MIL; DA COSTA, 2015; SERAFIN; CORREIA 
JÚNIOR; VARGAS, 2015b; TIM; MICHAELA, 2020). Assim, as decisões e a orientação do 
serviço do farmacêutico podem se distanciar do objeto social de cuidado ao paciente, 
aproximando-se dos interesses mercantilistas dessas farmácias comerciais (EDMUNDS; 
CALNAN, 2001; QUINNEY, 1963; SZEINBACH et al., 2011; TRAULSEN; BISSELL, 2010). 
De acordo com o número de citações na tabela 2 (elaborado pelo ATLAS.ti), o tema 
predominante dos mentores (ser prestador de serviços) pode gerar a hipótese de que, o contato 
próximo destes com a realidade dos farmacêuticos, suas angústias, pressões e medos, traz 
uma percepção mais robusta da realidade. Por outro lado, os gestores falaram pouco sobre 
este tema, considerando apenas que se o farmacêutico ocupar uma posição hierárquica maior 
na rede de farmácias, pode ter maior a autonomia e ser promovido na carreira. 
Ao longo dos últimos 48 anos, as universidades e instituições representativas da 
profissão não incentivaram o empreendedorismo farmacêutico, por meio de disciplinas 
específicas ou incentivos fiscais (MATTINGLY et al., 2019; MENEGHATTI; DE FARIÑA, 
LUCIANA OLIVEIRA BERTOLINI, 2018). No Brasil, o farmacêutico autônomo ainda sofre 
com burocracias e pouco apoio do Estado. Além disso, o discurso neoliberal do 
empreendedorismo pouco protege o profissional, pois exime as estruturas sociais de 
responsabilidade, enfraquecendo vínculos trabalhistas e promovendo a precarização do 
trabalho (CARMO et al., 2021; ROSENFIELD, 2018). 
Em 2010, um dos pioneiros do movimento clínico ressaltou que enquanto a profissão 
continuar valorizando a prática comercial, o sonho de transformar o cuidado ao paciente no 
propósito principal da Farmácia estará adiado (HEPLER, 2010b). Em países em que o acesso 
aos serviços de saúde é amplo, os serviços clínicos do farmacêutico são consolidados e sua 
autoridade social é fortalecida (LUETSCH; ROWETT; PUNCHARD, 2016; MCPHERSON; 
86 
 
 
FONTANE, 2011b; SMITH; PICTON; DAYAN, 2013). No Brasil, por sua vez, as farmácias 
comunitárias que poderiam ocupar locais estratégicos de cuidado à saúde ainda estão longe 
de ofertarem serviços clínicos (CERQUEIRA-SANTOS et al., 2020b; CORRER; PONTAROLO; 
RIBEIRO, 2013; DALY et al., 2021; DOSEA et al., 2017b). 
Em 2014, a legislações brasileiras fortaleceram a imagem da farmácia comunitária 
como estabelecimento de saúde e a autonomia técnica do farmacêutico (BRASIL, 2014b, 
2014d). Entretanto, embora esta legislação ordene o proprietário da farmácia a acatar as 
orientações técnicas do farmacêutico, os interesses do mercado se sobrepõem as necessidades 
em saúde e a segurança da população, bem como esbarram em questões ideológicas e do 
processo de trabalho da profissão (CLARK, 1991b; DOBSON; PEREPELKIN, 2011b; JACOBS; 
ASHCROFT; HASSELL, 2011; TRAULSEN; BISSELL, 2010; WILENSKY, 1964b). Logo, a 
ascensão da profissão clínica poderá guiar as estratégias para ampliar sua autoridade diante 
de mercados burocráticos como o varejo. 
A literacidade em saúde da população foi um dos fatores que reforçaram a demanda 
por profissionais de saúde acessíveis e capacitados para a oferta de serviços, como os 
farmacêuticos, essencialmente em regiões distantes dos centros urbanos e em países 
subdesenvolvidos (ALJASSIM; OSTINI, 2020). Esta incapacidade do usuário interpretar 
informações sobre sua condição de saúde tem impacto no contexto do uso racional de 
medicamentos (BERKMAN et al., 2011). Durante a pandemia de COVID-19, o uso 
indiscriminado e a infodemia sobre medicamentos, têm causado danos aos pacientes e 
prejuízos aos sistemas de saúde, reforçando a necessidade de farmacêuticos atuarem de forma 
autônoma e isenta (ELBEDDINI et al., 2020; ERKU et al., 2021; PAUMGARTTEN; DE 
OLIVEIRA, 2020). 
Segundo os stakeholders, a profissão enfrenta desafios à sua autonomia devido a 
outras estratégias de expansão do mercado de medicamentos. Por exemplo, desde a década 
de 1990, as indústrias farmacêuticas brasileiras têm tentado politicamente autorizar a venda 
de medicamentos isentos de prescrição médica em supermercados, com a justificativa de 
ampliar o acesso para camadas mais pobres (MELO; TEIXEIRA; MÂNICA, 2007b; PRESTES 
et al., 2019). Este modelo de negócio é comum em países em que as redes fazem parte de 
empresas atacadistas, mas não se explica no Brasil, onde há cerca de três vezes mais farmácias 
do que o mundialmente recomendado (DE FREITAS, 2006; FIP, 2017b; JACOBS; ASHCROFT; 
HASSELL, 2011; TELES et al., 2013). Portanto, o excesso de pontos de venda, os altos índices 
de automedicação e a baixa literacidade em saúde apontam para um possível problema de 
saúde pública (PALUMBO, 2017; SILVA et al., 2017; TEIXEIRA et al., 2020b) 
87 
 
 
A autodesvalorização foi citada como outra limitação da “autonomia gerencial” que 
pode obscurecer o objeto social da profissão, pois quando o farmacêutico não compreende 
plenamente seu papel ocorre insatisfação, falta de autoestima e autoconfiança (BRAZINHA; 
FERNANDEZ-LLIMOS, 2014; DOBSON; PEREPELKIN, 2011b; FRANKEL; AUSTIN, 2013). 
Segundo Silva (2015b), esta falta de clareza foi fruto da relação de trabalho que coloca o 
medicamento como principal instrumento da profissão farmacêutica. Isso mostra que o grau 
de essencialidade do profissional neste cenário não é nítido para os próprios profissionais, o 
que afeta sua autoimagem, autoestima e sua segurança para resolver problemas. 
Neste estudo, foi possível propor a hipótese de que a falta de nitidez do papel social 
do farmacêutico e do controle externo da profissão pode influenciar a falta de compreensão 
dos gestores sobre seu papel. Esta indefinição do papel social e autodesvalorização deixaram 
os gestores livres para definir quais as funções do profissional e para submetê-lo a metas de 
vendas de produtos, avaliações de desempenho e produtividade comerciais (ALTMAN; 
MANDY; GARD, 2019b; BUSH; LANGLEY; WILSON, 2009b). Na lógica do lucro como 
prioridade, o farmacêutico não participa da definição dessas metas e nem tem autonomia para 
ofertar serviços de cuidado ao paciente, sendo subordinado ao mercado. 
Desde a década de 1970, a profissionalização da Farmácia foi considerada incompleta 
e marginalizada devido à falta de clareza e controle sobre seu objeto social (BIRENBAUM, 
1982b; DENZIN, 1968; HARDING; NETTLETON; TAYLOR, 1990; HOLLOWAY; JEWSON; 
MASON, 1986; KRONUS, 1975). No estudo de Rapport (2009a), os farmacêuticos de varejo 
relataram que a ambivalência do papel social (dispensação e vendas) afeta negativamente sua 
autoestima e satisfação profissional. Embora dados da International PharmaceuticalFederation (2017) mostrem que a farmácia comunitária corresponde a mais de 70% dos 
postos de trabalho, a revisão de Kellar (2021b) mostra que farmacêuticos ainda não tem uma 
identidade profissional homogênea e nem orientada de forma ampla para o cuidado ao 
paciente. 
Segundo os stakeholders a escassez de farmacêuticos com competência clínica 
adequada pode estar ligada à identidade profissional heterogênea. A insegurança do 
farmacêutico frente às demandas do mercado afetam sua autoridade, autoimagem, autoestima 
e sua segurança para resolver problemas, tornando-o “invisível” em seu local de prática 
(DEWULF et al., 2009; ZELLMER, 1985). No Brasil, Mota e col. (2020b) afirmam que após a 
atualização das diretrizes curriculares dos cursos de Farmácia, as novas gerações de 
farmacêuticos poderão ter maior capacidade de cuidar de pacientes. Ainda que tais 
atualizações sejam importantes, para a esperada transformação profissional, é preciso mais 
88 
 
 
que mudanças na formação e atualizações legais (DAWODU; RUTTER, 2016; KELLAR et al., 
2020b) 
Neste contexto, a avaliação da produtividade, metas de vendas de produtos e 
indicadores são priorizadas a partir de interesses comerciais das redes de farmácia, deixando 
os serviços clínicos em segundo plano (OLIVEIRA et al., 2005b; ROUGH; MCDANIEL; 
RINEHART, 2010). Com as novas tecnologias digitais, as grandes redes de farmácias 
maximizam lucros, automatizam e aceleram os processos de trabalho dos farmacêuticos 
(BUSH; LANGLEY; WILSON, 2009a; TREIBER, 2013a). Ritzer (2019) Isto conduz o 
farmacêutico à alienação, pois direciona seu objeto de trabalho ao medicamento e as metas 
de vendas e precariza o trabalho (menos direitos trabalhistas, menor remuneração) (SILVA, 
2009; TREIBER, 2013b). Logo, a Farmácia é uma profissão produtiva, com respaldo técnico, 
mas pouca autoridade prática no “mundo real”. (HALLIT et al., 2019; TRAULSEN; 
DRUEDAHL, 2018b). 
As estratégias para aprimorar a autonomia do farmacêutico, sem a profissionalização, 
farão sentido apenas na micropolítica das farmácias de varejo. A atitude de ownership, 
encorajada pelos stakeholders, pode estimular a visão sistêmica do negócio e as competências 
ligadas ao empreendedorismo, gestão de lucratividade e sustentabilidade de serviços 
(ASIEBA; NMADU, 2018; JACOBS; ASHCROFT; HASSELL, 2011; RAUCH, 2018b). Uma 
revisão sistemática sobre empreendedorismo mostra que esta atitude faz sentido quando o 
farmacêutico está consciente da sua responsabilidade social e inspira confiança na equipe 
(MATTINGLY et al., 2019). Entretanto, como apontado por Larson (1977a), ter atitude 
ownership sem autonomia prática pode ter o caráter ilusório de poder, ou seja, o profissional 
“reina, mas não governa”. 
A estratégia para aliar seus interesses profissionais com as regras de conduta da 
empresa apontam a necessidade de desenvolver competências políticas do farmacêutico, 
protegendo suas autonomias “técnica” e “gerencial” (FEUERWERKER, 2014). A literatura 
aponta que o poder de persuasão política do farmacêutico enquanto prestador de serviços 
assalariado, pode facilitar a implantação de serviços clínicos em farmácias comunitárias e 
hospitais (CERQUEIRA-SANTOS et al., 2020b; DOSEA et al., 2017b; HATTINGH et al., 2020; 
ONOZATO, 2018). Portanto, o interesse das empresas em dialogar com a profissão gera uma 
aliança estratégica e política, aprimorando a autonomia do profissional e a qualidade de oferta 
de serviços farmacêuticos (FRISK et al., 2019b). 
A autonomia do farmacêutico, baseados em evidências internacionais, não deve ser 
absoluta, mas pode ser ampliada quando o profissional se reconheça como autoridade em 
89 
 
 
saúde e o varejo compreenda seu papel social. Entretanto, nenhuma estratégia é determinante 
para que se obtenha respeito e autonomia. Ademais, o discurso dos mentores pareceu mais 
alinhado aos interesses da empresa, do que aos da profissão. Diante disso, ainda que o varejo 
possa oferecer espaço de crescimento e respeito à autonomia do farmacêutico, o modelo de 
empresa comercial ainda é pouco congruente com os aspectos éticos e o propósito clínico da 
profissão. 
 
6.2 Aspectos éticos nas farmácias de varejo 
De acordo com o número de citações da tabela 3 (elaborado pelo ATLAS.ti), 
apesar de haver poucas diferenças quando os mentores abordaram mais sobre “assimilar 
que vender não é antiético” como estratégia. Assim, pode-se gerar a hipótese de que os 
mentores poderiam abordar mais esse tema com os farmacêuticos do que os gestores na 
rotina da farmácia comunitária. Ademais, os mentores poderiam receber demandas dos 
farmacêuticos sobre como lidar com o dilema saúde versus comércio na profissão. 
A nuvem de palavras sobre este tema (figura 4) aponta a importância que os 
entrevistados atribuem às palavras “venda”, “meta” e “produto”. Assim, os stakeholders 
enalteceram a importância das metas de venda de produtos e que ser priorizadas pela 
sustentabilidade financeira da empresa. Este contexto se torna problemático e reforça o 
dilema do farmacêutico em fazer vendas de produtos versus promover serviços de saúde. 
Ademais, é esperado que a maior parte de gestores e mentores enfatizem essas palavras 
em seu discurso, pois a farmácia ainda é vista como comércio de produtos de saúde. 
Estudos mostram que farmácias comunitárias do varejo, associam a imagem do 
medicamento como bem de consumo o farmacêutico ao lucro pela venda de produtos, 
enquanto que o papel de cuidador da saúde fica “à sombra” do vendedor (OLIVEIRA et 
al., 2017b; RAPPORT; DOEL; JERZEMBEK, 2009a). Outros autores referiram que a saúde 
do paciente deve ser o propósito da farmácia, dissociando a imagem mais mercadológica, 
confiando autoridade ao farmacêutico e na qualidade de serviços clínicos farmacêuticos 
(ALTMAN; MANDY; GARD, 2019b; FERREIRA; MOURA; SOUKI, 2016b; MOSSIALOS et 
al., 2015b)(CAMPEAU CALFAT et al., 2021; MELO et al., 2021b). 
Apesar da expectativa do Estado para que o farmacêutico proteja e fiscalize, 
enquanto os gestores e proprietários focarem no lucro pela venda de produtos, o modelo 
de negócios do varejo ainda é um ambiente incongruente com o cuidado ao paciente 
(BRAZINHA; FERNANDEZ-LLIMOS, 2014; PAYNE; UNNI; JOLLEY, 2019b; SPINELLO, 
1992). Os resultados do estudo apontaram que, as redes de farmácias privadas são 
90 
 
 
influenciadas por modus operandi não altruístas, colocam o farmacêutico na “corda 
bamba” para tomada de decisões (PAIVA, 2014b; RESNIK; RANELLI; RESNIK, 2000). Os 
stakeholders assumiram que existência do aliciamento do varejo pelas indústrias a fim de 
cumprirem metas de vendas “a qualquer custo”, induzindo farmacêuticos e balconistas a 
fortes dilemas éticos (ARSLAN et al., 2018a; BARBOSA, 2016; FENG JING; AVERY; 
BERGSTEINER, 2011; MENDES; FARIA, 2004; RODRÍGUEZ; JURIČIĆ, 2018b; SILVA, 
2019b). 
Nas décadas de 1960 e 1970, este modelo de prática comercial ganhou força 
quando a lei ampliou o controle de farmácias por proprietários não-farmacêuticos 
(BARROS NETO; JACOB, 2020a; BRASIL, 1973b; SANTOS, 2003b). Esta fase foi 
influenciada pelo modelo de drugstore, com expansão competitiva das redes, liberação 
de vendas de produtos não relacionados à saúde e criação da imagem de estabelecimentos 
comerciais (HASHIMOTO; SILVA DA FONSECA, 2009; LORAND, 2013; REIS, 2013; 
ZUBIOLI, 1992b). Importante destacar que o modelo de negócios que liga indústrias 
farmacêuticas e varejo gera dilemas éticos e é lucrativo para ambos (CORRÊA; DE 
OLIVEIRA, 2008). 
Na mesma década, o acordo do Ministério da Educação e Cultura e United States 
Agency for International Development propôs a extinção dos cursos de Farmácia a fim de 
atender os interesses das indústrias farmacêuticas, influenciando o sistema educacional 
brasileiro de forma negativa (ARAÚJO; PRADO, 2008; ESTEFAN, 1986; ZUBIOLI, 1992b). 
Assim, a orientação tecnicista dos cursos superiores tem afastado farmacêuticosde 
pacientes, criando dilemas éticos na prática. Para os stakeholders é preciso que a 
formação seja mais prática, atenda limites éticos por venda, garantam a sustentabilidade 
comercial das farmácias e reduzam possíveis danos aos pacientes.(CORRER; 
PONTAROLO; RIBEIRO, 2013)(FERREIRA, 2015). 
Em países como Austrália e Inglaterra, muitas redes de farmácias mantêm sua 
rentabilidade com normas éticas rígidas que controlam as relações com a indústria 
(ASTBURY; GALLAGHER; O’NEILL, 2015; POPATTIA; HATTINGH; LA CAZE, 2021b). 
Políticas de regulamentação sobre quantidade e propriedade de farmácias, política de 
preços e remuneração de serviços são estratégias adotadas em países como Espanha, 
Áustria, Dinamarca e Finlândia em busca de uma a competitividade saudável no mercado 
e para manter o foco das empresas na fidelização do cliente (ANELL, 2005; COSTA et al., 
2017; LARSEN; VRANGBÆK; TRAULSEN, 2006). Desta forma, estas ações ajudam a 
definir limites éticos e evitar a política do “lucro à qualquer custo”. 
91 
 
 
 Segundo a literatura, a fixação de preços ajuda na “sobrevivência” de farmácias 
independentes e em áreas remotas, impede o aumento abusivo nos preços dos 
medicamentos (GILLIGAN; SKREPNEK, 2013). Apesar do livre mercado poder gerar 
maior competitividade e acesso aos medicamentos, em países desenvolvidos, a 
desregulamentação e o excesso de concorrência em farmácias não trouxe os benefícios 
esperados, bem como favoreceu desequilíbrios éticos para a prática farmacêutica 
(BERGMAN; GRANLUND; RUDHOLM, 2016; GORECKI, 2011; LLUCH; COLOMER-
LLUCH, 2009). (GATT, 2019b; MOURA; BARROS, 2020; VOGLER; HABIMANA; ARTS, 
2014b). 
Para ter atitudes morais, o farmacêutico deve ter a habilidade de equilibrar a índole 
e valores pessoais com a ética profissional, tomando atitudes em prol do bem estar dos 
pacientes (CHAAR, 2009a; CRUESS; CRUESS, 2020). Neste estudo, um dos stakeholders 
apontou que a ética ensinada na formação acadêmica deve ser aplicada na rotina do 
trabalho, pois a moral do mercado diverge em muitos pontos da moralidade do 
profissional de saúde (AL-QUDAH et al., 2019a; ARSLAN et al., 2018b; POPATTIA; 
HATTINGH; LA CAZE, 2021a; SAW; CHUAH; LEE, 2018a). Esta discussão tem relevância, 
pois as empresas difundem valores morais que são importantes para o sucesso comercial 
e, por isso, os conselhos profissionais devem investir no treinamento e fiscalização dos 
farmacêuticos, a fim de garantir segurança do paciente. 
Em países europeus, apenas uma pequena parcela de farmacêuticos vende 
medicamentos sem receita de forma desnecessária (ARSLAN et al., 2018a; DEANS, 2007; 
RODRÍGUEZ; JURIČIĆ, 2018b). Por outro lado, em países em desenvolvimento como 
Arábia Saudita, Brasil, Índia, e Malásia, a venda de medicamentos em troca de benefícios 
pessoais é atraente e pode levar a práticas antiéticas (AL-ARIFI, 2014a; ARRAIS et al., 
2016c; BHASKARABHATLA, 2020b; MATHEWS et al., 2020b; PORTO et al., 2020b). Logo, 
o farmacêutico sem princípios como honestidade, responsabilidade e a beneficência para 
os pacientes, pode cair da “corda bamba” ao enfrentar dilemas éticos no trabalho. 
Neste estudo, os stakeholders apontaram que o contexto de aliciamento de 
indústrias é mais comum em farmácias independentes. Para “sobreviverem” à 
competitividade do mercado, algumas farmácias independentes cedem às pressões de 
indústrias e laboratórios e fragilizam suas normas éticas de vendas, em nome da sua 
lucratividade (HASHIMOTO; SILVA DA FONSECA, 2009; PAIVA, 2014b; RAJIAH; 
VENKATARAMAN, 2018; RODRÍGUEZ; JURIČIĆ, 2018b). Em contrapartida, a maior 
associação de farmácias independentes do país tem estimulado a instituição do 
92 
 
 
compliance, a fim de consolidar as relações éticas com parceiros, concorrentes, sociedade 
e governo (FEBRAFAR, 2020). Portanto, é preciso investir na regulamentação das 
práticas para garantir o comportamento ético equânime dos profissionais que trabalham 
em redes, farmácias independentes ou suas associações. 
No cenário internacional, o compliance é uma prática rigorosa e exigida 
legalmente que regula o combate à corrupção nas relações entre a indústria farmacêutica 
e as redes de farmácias (FERREIRA, 2015; MALIK, 2021b; OLIVEIRA, 2018). Dessa forma, 
é possível proibir benefícios financeiros pessoais frente a prejuízos coletivos (LEE; 
AROKIASAMY; MARN, 2018; LEUTERIO, 2020; MARMAT; JAIN; MISHRA, 2020). De 
acordo com código de ética, o farmacêutico deve ter obrigações morais com a sociedade, 
e não deve agir com fins meramente comerciais, pois o recebimento de bonificações por 
vendas de produtos gera conflito de interesses e é incompatível com esta premissa 
(BRASIL, 2014b). 
Os stakeholders relataram que na mesma situação, seus auxiliares são menos 
éticos, trazendo à tona a discussão sobre a responsabilidade pelas atitudes desses 
profissionais. Por lei, o farmacêutico é o único responsável técnico pela farmácia 
comunitária e deveria assumir o treinamento técnico e ético da sua equipe (BRASIL, 
2014b). Do mesmo modo, proprietários e gestores deveriam ter e estabelecer limites éticos 
para a bonificação do cumprimento de metas de vendas (SANTOS JÚNIOR et al., 2014; 
VETTORAZZI, 2009; ZUBIOLI, 1992b). Logo, ambos devem buscar amparo técnico e ético 
para harmonizar os interesses comerciais e sanitários, em prol da segurança dos pacientes. 
Neste estudo, os stakeholders não assumiram a responsabilidade ética pelo 
comportamento mercantilista dos auxiliares, bem como relataram que farmacêuticos têm 
dificuldades de exercer liderança sobre a equipe. O estudo de Bastos e Caetano (2010) 
relatou a dificuldade dos farmacêuticos disseminarem preceitos éticos para os seus 
auxiliares devido à falta de liderança, credibilidade e resistência às suas orientações. No 
estudo de Paiva (2014b), os auxiliares destacaram que a pressão psicológica, o ritmo de 
trabalho abusivo, a concorrência desleal entre colegas e ameaças de demissão motivam 
atitudes antiéticas. 
Exemplos internacionais mostram que o equilíbrio de objetivos sanitários e 
comerciais pode vir da transformação das farmácias comunitárias em estabelecimentos 
de saúde (CAMPEAU CALFAT et al., 2021; HATTINGH et al., 2020; MOULLIN; SABATER-
HERNÁNDEZ; BENRIMOJ, 2016). No Brasil, as pressões por vendas e a prática da 
“empurroterapia” poderiam ser combatidas pela fiscalização educativa de órgãos 
93 
 
 
reguladores sanitários, mas há dificuldade de adesão por parte de farmacêuticos e 
auxiliares (ALVIM, 2004b; BRASIL, 2005; PAIVA, 2014b; VETTORAZZI, 2009). Logo, é 
preciso sensibilizar farmacêuticos, auxiliares, gestores e órgãos reguladores sobre a 
necessidade de adaptar estratégias à realidade brasileira, garantindo o cuidado sem 
prejuízos comerciais. 
Outro ponto a ser discutido é a falta de regulamentação oficial do técnico de 
farmácia. Apesar de haver cursos profissionalizantes para esta ocupação, poucos 
estabelecimentos exigem a qualificação desses trabalhadores (BRASIL, 1960b; CORRER; 
OTUKI, 2013; GRECO, 2009). Na realidade, a maioria das farmácias utiliza como força de 
trabalho, balconistas leigos, muitas vezes com pouca experiência prática (BARROS 
NETO; JACOB, 2020b; GONÇALVES, 2017; SABINO; CARDOSO, 2010). Esta situação 
coloca trabalhadores pouco instruídos, sem obrigações morais, em um contexto que trata 
medicamentos como meras mercadorias. 
Alguns estudos no Brasil problematizam a falta de capacitação técnica de 
balconistas, bem como as barreiras para regulamentação de técnicos pelo Conselho 
Federal de Farmácia (OLIVEIRA et al., 2017b; PAIVA, 2014b; PIMENTEL, 2014; 
STEPHANELLI, 2015). Diante de falhas na compreensão do farmacêutico na execução do 
seu processo de trabalho, é possível supor que esta medida poderia criar uma distorção e 
facilitar interesses mercantilistas, e enfraquecimento legal da responsabilidade técnica do 
farmacêutico nas farmácias (BEZZEGH; GOLDENBERG, 2011;GRECO, 2009; SANTOS 
JÚNIOR et al., 2014; SILVA, 2015b). Isto significa que, a regulamentação do técnico, 
isoladamente, só pode não resolver a demanda por práticas mais éticas, e ainda gerar 
descrédito sobre a importância do farmacêutico como responsável técnico. 
O ensino técnico-profissional em saúde no Brasil ainda mantém uma visão 
taylorista de trabalho, que objetiva a formação em curto tempo, a baixo custo, de uma 
ocupação de nível médio para atender necessidades mercadológicas (INGER; MACHADO; 
AMÂNCIO FIHO, 2010; MACHADO et al., 2020). Por isso, esse processo de 
regulamentação de ocupações técnicas pode servir meramente como mecanismo de 
divisão do trabalho pelo conhecimento, sem fortalecer estratégias que atendam às 
necessidades de formação profissional em saúde que são mais complexas, como a 
humanização e a ética no cuidado (PEREIRA, 2004). Atualmente, a discussão da 
regulamentação dos técnicos de farmácia pelo Conselho Federal de Farmácia está em 
consulta pública. 
94 
 
 
Em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, a atuação regulamentada 
dos técnicos de farmácia contribuiu para que o farmacêutico pudesse delegar funções 
administrativas e concentrar suas atividades no cuidado aos pacientes. Além disso, nestes 
países a maior parte das farmácias é ligada às redes de atenção à saúde e a literacidade 
em saúde da população é maior (ALKHATEEB et al., 2011; JETHA et al., 2020). No Brasil, 
a qualidade dos modelos de negócios das farmácias não favorece a promoção de saúde. 
Por isso, é importante que as estratégias em busca de práticas éticas por auxiliares, passem 
primeiro pela remodelação das redes de saúde, bem como da reorientação das atribuições 
do farmacêutico. 
Em alternativa ao modelo de comissões individuais por vendas de produtos, os 
stakeholders sugeriram a definição de metas coletivas, para que a equipe da farmácia seja 
responsável pelos objetivos comerciais do estabelecimento. Apesar dos stakeholders 
compreenderem que desta forma, a pressão por vendas é reduzida, não há estudos que 
mostrem como esta alternativa seria capaz de reduzir práticas antiéticas nas farmácias de 
varejo. Além disso, o uso de metas coletivas em grandes corporações tem sido associado 
atualmente a situações de estresse físico e psicológico, gerando problemas de saúde 
pública como a “síndrome de burnout” (CAIXETA et al., 2021; OZTURK, 2021). 
Ao orientar que é preciso “desmistificar” a imagem do varejo como ambiente 
antiético, os stakeholders afirmaram que não deveria haver o dilema ético da saúde versus 
comércio. Porém, o percurso histórico da Farmácia mostra que este dilema ético 
acompanha a profissão há muitas décadas, e nasce no momento em que a industrialização 
de medicamentos convoca o profissional a ressignificar seu papel social (ABRAHAM, 
2010b; KRONUS, 1975; MOSSIALOS et al., 2015b). A naturalização desta mudança de 
postura do farmacêutico não é simples. Diante de tantos dilemas morais e éticos, o 
profissional tem dificuldade em manter sua autonomia e conduta ética, ao passo que o 
mercado descaracteriza e enfraquece sua profissão (LATIF, 2000; RODRÍGUEZ; JURIČIĆ, 
2018b; WINGFIELD; BISSELL; ANDERSON, 2004). 
Neste estudo, os stakeholders ainda creem que o farmacêutico pode gerar lucro 
para a farmácia por meio de serviços, compreendendo a venda de produtos como uma 
consequência. Quando se oferta serviços farmacêuticos monetizados, as necessidades dos 
pacientes são avaliadas e respeitadas, sendo possível lucrar com produtos e serviços de 
forma ética, responsável e transparente (TONG; ASLANI; KRASS, 2017). O discurso dos 
stakeholders é corroborado pela literatura, que mostra que a priorização das necessidades 
do paciente em suas atividades, gera resultados clínicos e econômicos positivos tanto para 
95 
 
 
o paciente, quanto para farmácias, sistemas e planos de saúde (BUSS et al., 2018b; JEBARA 
et al., 2021a; MOTA et al., 2020b). 
Melhor difundidas em outros países, mas também em poucas farmácias privadas 
do Brasil, indicadores clínicos e econômicos avaliam a produtividade dos farmacêuticos 
e fidelizam pacientes (CHING; EL-KHATIB; PATTIN, 2019; DOONG et al., 2019; 
STAFFORD et al., 2017; VALENTIN, 2020). Dessa forma, as farmácias poderiam mostrar 
que tais resultados em saúde representam o maior valor para estabelecimento e abrir 
oportunidades para novos financiadores dos serviços como os sistemas e planos de saúde 
(HINDI; SCHAFHEUTLE; JACOBS, 2019; HOULE et al., 2014; POLICARPO et al., 2019; 
STAFFORD et al., 2017). 
O que a literatura ainda não foi capaz de responder, é o quanto as redes de 
farmácias estão dispostas a investir em serviços de saúde em detrimento do lucro focado 
no produto, pois, o modelo de negócios predominante, ainda é um dos mais fortes 
economicamente no mundo (JOKINEN; PUUMALAINEN; AIRAKSINEN, 2019). Apesar 
do contexto pandêmico, em 2020, o varejo farmacêutico brasileiro cresceu 15,6% e 
ampliou seu faturamento anual de 120,54 bilhões de 2019, para 139,7 bilhões em 2020 
(AITKEN et al., 2019; ICTQ, 2021; REVISTA DE FARMÁCIA, 2020). Além disso, as vendas 
de todos os laboratórios farmacêuticos do país tiverem crescimento de 11,4% em 2020, 
chegando a faturar 102,8 bilhões neste ano (INTERFARMA, 2020). 
Esta potência econômica mostra que muitas vezes, os limites morais do mercado 
varejista de medicamentos no Brasil serão duvidosos. Dessing e Flameling (2003) 
afirmam que apesar da profissão farmacêutica ainda ser subordinada às “leis comerciais”, 
para garantir a responsabilidade ética na venda de medicamentos, precisa representar 
parte de um processo de cuidado, não sendo reduzida a um único produto material a ser 
vendido. No entanto, como a Farmácia é uma profissão que possui pouco poder e prestígio 
político, enfrenta, e enfrentará disputas pelo controle deste mercado e de suas atividades. 
 Para garantir seu poder de mercado, a indústria farmacêutica atua de modo 
competitivo e influente, investe bilhões em marketing, propõe bonificações a prescritores 
e faz alianças com grandes empresas de saúde (CORRÊA; DE OLIVEIRA, 2008; MALIK, 
2021b). O mercado do varejo depende desse tipo de relação com a indústria, e por isso, 
nas últimas décadas, o cenário político brasileiro tem sido palco de disputas pelo controle 
do comércio de medicamentos. De forma recorrente, grandes associações comerciais 
pleiteiam a venda de medicamentos isentos de prescrição em supermercados e há ameaças 
96 
 
 
a obrigatoriedade do farmacêutico como responsável técnico (CFF, 2004, 2018; MELO; 
TEIXEIRA; MÂNICA, 2007b; PRESTES et al., 2019; STEPHANELLI, 2015). 
Diante disso, é importante que o papel do Estado seja exercido mais fortemente, 
por meio de conselhos profissionais, para regulamentar de maneira mais rígida o mercado, 
e fortalecer a autoridade do profissional do farmacêutico. Além disso, futuras pesquisas 
devem incentivar estratégias de promoção de práticas éticas no varejo, como também, 
apoiar mudanças de perspectiva do varejo para ampliar o papel do medicamento como 
insumo estratégico de saúde. 
Como limitações do estudo, devido a pandemia de COVID-19, não foi possível 
investigar por meio de triangulação de metodologias, com coletas de dados presenciais, 
aspectos que trouxessem ainda mais clareza e problematizações sobre a opinião de 
stakeholders sobre autonomia e aspectos éticos da prática farmacêutica no varejo. Além 
disso, o foco na realidade de grandes redes de farmácia não permitiu compreender o 
contexto de farmácias independentes. Apesar disso, este é o primeiro estudo deste tipo no 
país, e pode incentivar estudos no futuro que levantem novas questões a esta discussão. 
 
97 
 
 
 
Conclusão 
98 
 
 
7 CONCLUSÃO 
 
Esta tese trouxe insights sobre como a profissão farmacêutica se estabelece no 
mercado varejista de medicamentos à luz do profissionalismo, e as opiniões dos 
stakeholders são questionáveispela literatura. Os resultados sobre a autonomia do 
farmacêutico apontam que os gestores e mentores do varejo têm discurso mais alinhado 
aos interesses das empresas do que aos da profissão. Além do que, têm consciência sobre 
fatores que limitam a autonomia do profissional, mas, não se compreendem como parte 
responsável pelo contexto. Diante disso, é importante alertar para a submissão do 
farmacêutico a trabalhos alienados pela dependência de empregabilidade, muitas vezes 
conivente com autoridade profissional reduzida. 
Sobre a ética, os resultados neste cenário mostram que o farmacêutico no varejo 
vive pressões que o colocam na “corda bamba” em busca do equilíbrio entre a prática 
ética e a sustentabilidade financeira do negócio. O discurso dos stakeholders se mantém 
no campo ideológico e distante da prática do varejo, influenciado pela pressão dos 
fornecedores da indústria e de proprietários de farmácias que impõem metas de venda 
ostensivas. E embora haja exemplos internacionais de regulação de mercado e 
investimentos em serviços farmacêuticos, esta evolução ainda é lenta no varejo brasileiro. 
A priorização de investimentos do varejo e esforços da profissão podem tornar a 
farmácia de fato um ponto de promoção à saúde, porém, ainda não há estudos que 
mostrem o quanto este mercado investirá em serviços de saúde em detrimento do lucro 
focado no produto. Neste sentido, pesquisas são necessárias para demonstrar como 
aspectos ideológicos da Farmácia poderão se consolidar na prática do mercado varejista 
de medicamentos. 
 
 
99 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências 
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140 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apêndices 
141 
 
 
APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
LABORATÓRIO DE ENSINO E PESQUISA EM FARMÁCIA SOCIAL 
 
Pesquisador Responsável: Divaldo Pereira de Lyra Júnior 
End: Av. Marechal Rondon, Jardim Rosa Elze, 49100-000 - São Cristóvão, SE – 
Brasil Fone: (079) 3194-6876 
E-mail: lyra_jr@hotmail.com 
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 
O Senhor (a) está convidado (a) como voluntário (a) a participar da pesquisa 
intitulada “AVALIAÇÃO DO PROFISSIONALISMO NA ÁREA DE FARMÁCIA”. Neste 
estudo pretendemos compreender percepções de informantes-chave sobre o 
profissionalismo em Farmácia. O motivo que nos motivou a realizar este projeto é que na 
literatura são escassos os estudos que compreendem estas percepções a fim de auxiliar 
em estratégias para aperfeiçoar a qualidade dos serviços prestados pelo farmacêutico. 
Para este estudo, de abordagem qualitativa, serão adotados os seguintes procedimentos: 
1) realização das entrevistas, com gravação do conteúdo por áudio e vídeo; 2) transcrição 
e análise dos dados por meio da análise de conteúdo de Bardin (2011). 
Os riscos mínimos são esperados no seu envolvimento nesse estudo. Você poderá 
se sentir desconfortável para apresentar sua sincera opinião diante do que lhe for 
questionado, uma vez que precisaremos de sua opinião para a construção do instrumento. 
Assim, na situação do (a) Senhor (a) não se sentir à vontade (risco de constrangimento) o 
pesquisador mudará a forma de fazer a pergunta. Os riscos também envolvem a possível 
revelação de informações pessoais, por isso, esses dados serão substituídos por códigos 
nos questionários de avaliação, para preservar a confidencialidade dos dados. Caso haja 
danos decorrentes dos riscos previstos, os pesquisadores assumirão a responsabilidade. 
Você também, ao expor sua opinião que será mensurada por meio de uma escala nominal, 
sim ou não, estará contribuindo para que o instrumento seja validado com qualidade e que 
a representatividade dos itens expresse um conteúdo. Em consequência, o instrumento 
pode ser útil a pratica para a nossa profissão. 
Esclarecemos que sua participação na pesquisa é voluntária e que o (a) Senhor não 
é obrigado (a) a fornecer as informações e/ou colaborar com as atividades solicitadas pelo 
Pesquisador, bem como não terá qualquer despesa para participar desta pesquisa. Caso 
não queira participar do estudo ou desistir a qualquer momento do mesmo, não haverá 
qualquer prejuízo. Os pesquisadores estarão a sua disposição para qualquer 
esclarecimento que considere necessário em qualquer etapa da pesquisa. 
Os pesquisadores irão garantir o sigilo da sua identidade e os resultados da 
pesquisa estarão à sua disposição quando finalizada. O (A) Senhor (a) não será 
identificado na(s) publicação(ões) que possa(m) resultar deste estudo. Este termo de 
consentimento se encontra impresso em duas vias, rubricadas em todas as suas páginas, 
sendo que uma via será arquivada pelo pesquisador responsável, no Laboratório de 
mailto:lyra_jr@hotmail.com
142 
 
 
Ensino e Pesquisa em Farmácia Social (LEPFS/UFS) e a outra será fornecida ao (a) 
Senhor (a). 
Em caso de dúvidas, pode entrar em contato com um dos responsáveis por esta 
pesquisa: Divaldo Pereira de Lyra Júnior (lyra_jr@hotmail.com ou (079) 3194-6876. O 
Senhor (a) ainda pode contatar o(s) seguinte(s) endereço(s): Universidade Federal de 
Sergipe, Departamento de Farmácia, Av. Marechal Rondon, Jardim Rosa Elze, 49.100- 
000 - São Cristóvão, SE – Brasil ou Comitê de Ética em Pesquisa HU/UFS, localizado no 
Hospital Universitário de Sergipe, Rua Cláudio Batista, s/n - Cidade Nova, 49060-108- 
Aracaju, SE- Brasil, telefone (079) 3194 -7208. CAAE: 31726820.7.0000.5546. 
 
AUTORIZAÇÃO 
 
Eu, (nome completo), portador do 
CPF nº declaro, por meio deste termo, que concordei em 
participar da pesquisa referente ao projeto intitulado “AVALIAÇÃO DO 
PROFISSIONALISMO NA ÁREA DE FARMÁCIA”, desenvolvido sob a orientação do 
prof. Dr. Divaldo Lyra-Jr, da Universidade Federal de Sergipe. 
Ao concordar com os termos desta pesquisa, declaro ciência quanto à confidencialidade 
dos dados aqui apresentados, bem como a utilização dos mesmos apenas para fins 
acadêmicos. Minha colaboração se fará de forma anônima, por meio de participação em 
entrevistas a serem gravadas, a partir da assinatura desta autorização. O acesso, a análise 
e a apresentação dos dados coletados se farão apenas pelo pesquisador e seu orientador. 
Adicionalmente, fica assegurado meudireito de retirar o consentimento e participação a 
qualquer momento se julgar necessário; e da segurança da não divulgação de dados 
pessoais que possam me identificar. 
Fui também esclarecido (a) de que os usos das informações por mim oferecidas estão 
submetidos às normas éticas destinadas à pesquisa envolvendo seres humanos, de acordo 
com a Resolução CNS nº 466/12. Recebi uma via deste termo de consentimento livre e 
esclarecido e me foi dada à oportunidade de ler e esclarecer as minhas dúvidas. E assim, 
ciente do proposto, assino e rubrico o documento em todas as páginas e em 02 (duas) vias, 
juntamente com o pesquisador. 
 
Firmo o presente, 
 , de de 2020. 
 
ASSINATURA DO (A) PARTICIPANTE DA PESQUISA 
 
 
 
PROF.DR. DIVALDO PEREIRA DE LYRA JÚNIOR 
PESQUISADOR RESPONSÁVEL 
 
Impressão 
Datiloscópica 
mailto:(lyra_jr@hotmail.com
143 
 
 
APÊNDICE B – Roteiro das entrevistas 
 
Metadados e orientações 
Nome do entrevistado: 
 
 
 
Data da entrevista: / / 
 
Contato inicial: 
❑ Agradecer a disponibilidade em receber o(a) pesquisador(a). 
❑ Apresentar, de forma breve, os objetivos da pesquisa. 
❑ Explicar as informações contidas no termo de consentimento de entrevista. 
❑ Solicitar a assinatura aceite da gravação falada (entrevista virtual). 
❑ Enviar por email uma cópia assinada pelo pesquisador para o(a) entrevistado(a). 
 
 
Questões para entrevista 
Observação: Os textos em itálico se referem aos objetivos de cada questão. 
 
1. Pensando no farmacêutico, para você qual a melhor definição de profissionalismo? O que é o 
profissionalismo farmacêutico para um gestor como senhor/a à luz dos interesses da sua empresa? 
Coletar definições, elementos, princípios ou atributos que o entrevistado considera que podem definir o 
profissionalismo. 
2. Pensando no mercado de trabalho do varejo farmacêutico, como seria pra você o farmacêutico 
“ideal” (o que você acha que ele deveria saber, como atuar/se comportar, que competências, 
habilidades ou atitudes ele deveria ter)? 
Elencar o máximo de características possível sobre o perfil “ideal” do farmacêutico. 
 
3. Você acha que os clientes da drogaria na qual você atua conseguem identificar quem é o 
farmacêutico e diferenciá-lo de outros funcionários? Por quê? Como você acha que ele é visto pela 
população? 
Conhecer o que o entrevistado pensa sobre a imagem que o farmacêutico do varejo apresenta à população. 
4. Como a atuação professional do farmacêutico e/ou os serviços que ele oferece podem agregar valor 
à sua empresa/empresa a qual você presta serviço? 
Conhecer o que o entrevistado pensa sobre o valor dos serviços prestados pelo farmacêutico e estratégias 
para valorização do profissional neste cenário. 
5. Por que você acredita que muitos farmacêuticos/empresas ainda têm dificuldade em cobrar pelos 
serviços farmacêuticos? 
Conhecer o que o entrevistado pensa sobre os motivos que levam um profissional ou empresa a não 
rentabilizar/colocar os serviços farmacêuticos na margem de lucro da empresa. 
144 
 
 
 
6. Como você acha que é e que deveria ser a autonomia do farmacêutico neste cenário? O que pode 
ser feito para aprimorar a autonomia deste profissional? 
Conhecer o que o entrevistado pensa sobre a autonomia do farmacêutico, questões que possam influenciar 
na autonomia e como aprimorá-la. 
7. Na sua opinião, o farmacêutico deve cumprir metas de venda? Por quê? Qual seria o limite ético 
entre cumprir metas de venda e fazer avaliação das necessidades do paciente? 
Conhecer o que o entrevistado pensa sobre as causas de conflitos éticos no varejo e medidas para preveni-
los. 
 
8. Na segunda pergunta, você descreveu o farmacêutico ideal. Pensando no que falta a estes 
farmacêuticos para se aproximarem do que você descreveu, o que você pode sugerir às instituições de 
ensino superior sobre a formação do farmacêutico? 
Conhecer as estratégias que o entrevistado sugere às instituições de ensino superior para aproximar a 
formação do farmacêutico das demandas do varejo de medicamentos. 
 
9. A nossa profissão tem múltiplas e diversas áreas de atuação, você acredita que esta característica é 
uma vantagem ou desvantagem? Por quê? 
Conhecer o que o entrevistado pensa sobre as vantagens e desvantagens da quantidade de áreas de atuação 
do farmacêutico. 
 
Perguntar se o(a) entrevistado(a) tem algo que gostaria de acrescentar. 
 
Considerações finais: 
❑ Perguntar ao entrevistado(a) se há alguma informação adicional que gostaria de acrescentar em relação 
aos assuntos abordados durante a entrevista. 
❑ Perguntar se ficou com alguma dúvida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
145 
 
 
APÊNDICE C – Artigo 1 
“Reigns but does not govern”: a reflection on professionalism and pharmacist 
autonomy 
 
ABSTRACT 
Introduction: In recent decades, the professionalization of pharmacy has been debated 
worldwide. With the advent of industrialization, pharmacist autonomy has weakened, 
especially in the retail pharmacy market. Manegers and mentors of pharmacy chains serve 
as links between the profession and drug users. This study sought to understand the 
perceptions of retail pharmacy stakeholders regarding pharmacist autonomy and how to 
improve it, and to reflect on theories of professionalism. 
Method: 19 semi-structured interviews were conducted. The interviews were transcribed 
and analyzed through analyst triangulation and categorical content analysis, using the 
ATLAS.ti software. 
Results: Interviews were conducted with nine mentors and ten managers in retail 
medicine. They reported aspects related to managerial and technical autonomy regulated 
by law, and strategies for enhancing professional autonomy in retail pharmacy. 
Autonomy was considered limited by pharmacists’ dependence on employability and 
self-devaluation; and market control exposed the weaknesses in pharmaceutical 
professionalism. Entrepreneurship and ownership attitude strategies were feasible only in 
a retail micro-political context. 
Conclusion: The retail medicine continues to have business model centered on the 
product and controlling the pharmaceutical practice model. To ensure autonomy and 
professional strengthening, it is necessary that pharmacy recognizes itself as a clinical 
profession and develops a stable professional identity. 
as a clinical profession and develops a stable professional identity; otherwise, it will 
continue to “reign but not govern.” 
Descriptors: Autonomy. Community Pharmacy. Pharmacist. Retail pharmacy. 
Professionalism. Stakeholders
146 
 
 
 
1. INTRODUCTION 
Autonomy is a fundamental principle of professionalism and provides a sense of control, 
power, dominion, and authority to professionals (Angelin, 2010; Evetts, 2003; Freidson, 1974; 
Ritzer, 1975; Schmitz, 2014). In the 1920s and ‘30s, the status and authority of pharmacists 
were associated with culture, the centuries-old image of the apothecary, and the manufacture 
of medicines (Holland & Nimmo, 1999; Nascimento & Pereira, 2011). Although the 
pharmaceutical market is currently one of the most influential in the world, with transactions 
worth US$ 1.2 trillion per year, the pharmacist is not considered a protagonist, but rather, as a 
silent or invisible professional (Aitken, 2020). 
In Brazil, since the 1960s, the industrialization of medicines, hierarchization of labor, 
and bureaucratization of community pharmacies have rendered the pharmacist’s authority 
within the community precarious. Rather than being recognized as a health professional and 
pharmacy owner, the pharmacist’s identity remains merely that of a salaried drug delivery 
person (Barbosa, 2003; Cardoso, 2005; Carroll & Jowdy, 1986; Pereira-Neto, 1995). Currently, 
there are almost 90,000 private pharmacies in the country, with annual revenues of 139.7 billion 
reais (Aitken et al., 2019; CFF, 2020). This sector controls the profession, as it employs the 
majorityof the pharmacists registered with federal regulatory agencies (Serafin et al., 2015). 
In 2014, political mobilizations in the country legalized pharmacies as health facilities 
and accorded more power to pharmacists, although they have not been able to reduce the 
interference of owners and managers, mostly owing to pharmacists’ lack of autonomy (Atkin 
et al., 2021; Brasil, 2014., 2014; CFF, 2018; Dobson & Perepelkin, 2011; Harding & Taylor, 
1997). Investigations regarding the perceptions of pharmacists in community pharmacies show 
that the professional pharmacist desires more autonomy and visibility as a health professional, 
and has faced barriers in the process (Altman et al., 2019; Edmunds & Calnan, 2001; Rapport 
et al., 2009). 
Large pharmaceutical retail chains dominate this sector, and stakeholders—such as 
managers and mentors—are the link between pharmacists’ autonomy and drug users’ needs 
(Jebara et al., 2021; Steen & Franck, 2020). However, few studies have analyzed the demands 
and opinions of these retail stakeholders in relation to pharmaceutical practice, leaving gaps 
that must be investigated to improve the quality of practice and the services provided. Thus, 
there is a need to understand retail pharmacy stakeholders’ perceptions of the factors that 
influence or enhance professional autonomy, in light of theories of professionalism. 
147 
 
 
 
2. METHODOLOGICAL APPROACH 
2.1 Study design 
A qualitative and exploratory study was conducted using semi-structured in-depth 
interviews, focusing on the perspectives of key informants and their interpretations of the 
autonomy of pharmacists in Brazil’s retail drug market. For this purpose, it was necessary to 
directly interview managers and mentors of large companies (stakeholders) in the 
pharmaceutical retail market using open-ended questions to understand situations, analyze, 
discuss, and create prospects. This enabled the identification of problems, patterns, details, 
value judgments, and interpretations, adding richness to the theme (Duarte, 2005). However, 
the COVID-19 pandemic in Brazil since March 2020 made it unfeasible to collect data in 
person; therefore, the interviews were conducted online. 
In this process, the role of the researcher is fundamental, as their experience and 
worldview can interfere with the interpretation of the results. From a constructivist perspective 
(in which reality is constructed by the individual), any interference by the researchers' 
participation in the interpretation and analysis of the results can be attenuated through a detailed 
description of the methodological procedures (Divan & Oliveira, 2008). There was no 
relationship between the researchers and the participants or with the practice setting addressed 
in the present research. 
2.2 . Elaboration of interview questions 
Studies show that pharmacists’ autonomy in retail stores is a topic requiring a greater 
amount of scientific research (Jacobs et al., 2011; Kruijtbosch et al., 2017; Szeinbach et al., 
2011). Literature that elucidates the perspectives of managers and mentors on this topic is 
scarce, especially in Brazil; therefore, this study can deepen the discussion and present 
strategies for strengthening the pharmaceutical profession (Feng Jing et al., 2011; Ribeiro & 
Prieto, 2013). 
To support the development of the interview script, the authors brainstormed and 
identified dimensions in the literature that present important gaps in the understanding of 
pharmacists’ autonomy in Brazil’s retail market (Ferreira et al., 2016; Reis, 2013; Szeinbach et 
al., 2011; Terajima et al., 2020). The following questions were included to understand the 
stakeholders’ views on the factors influencing pharmacist autonomy and ways of enhancing 
autonomy: 
148 
 
 
What do you think the pharmacist’s autonomy looks like and should look like in this 
scenario? 
What can be done to improve pharmacists’ professional autonomy? 
This study is part of a doctoral thesis that analyzes the elements of pharmacist 
professionalism in the retail drug market. The questions formed a part of an interview script 
that also addresses the definitions of professionalism, market demands on pharmacist 
competencies, identity, ethics, image, valuation, and professional training. 
2.3. Characteristics of the research participants 
To answer the question “how is pharmacist autonomy understood by stakeholders in 
Brazil’s retail market?”, key informants who were stakeholders in Brazil’s retail drug trade 
were chosen. A stakeholder is a person who enjoys considerable importance within the 
organization, processes, and results of an environment (Freeman, 2010). In this scenario, 
stakeholders such as owners, managers, mentors, and consultants act to develop competencies 
and improve the productivity of pharmacists, as well as directly influence the work process of 
these professionals (Držaić et al., 2018; Gernant, 2018; Lavrakas, 2013; Oliveira et al., 2017). 
As a group capable of deeply illuminating the theme in question, managers of large 
pharmacies are responsible for service delivery and the sustainability of pharmacy chains. 
Moreover, they are closely aware of the demands of the market regarding the professional 
competencies of pharmacists (Edmunds & Calnan, 2001; Moullin et al., 2016). Listening to this 
group of participants was essential for addressing the research problem because they are directly 
manage community pharmacists who serve the population. 
The views of mentor pharmacists were also considered. Companies and professionals 
use mentoring to improve skills, results, and job satisfaction (Granko et al., 2013; Roberts et 
al., 2008; van Mook et al., 2009). By definition, mentoring is a process in which a more 
qualified or experienced professional serves as a reference and guides another person with less 
experience to promote the latter’s personal and professional development (Anderson & 
Shannon, 1988). This group of participants has an intermediate view that links the demands of 
company managers to the pharmacists who provide them with services. 
The following inclusion criteria were devised for the two groups of participants: 
Group 1: Being a manager/manager or owner of a large Brazilian pharmacy or one in 
the Brazilian Institute of Retail & Consumer Market Executives 2020 Ranking, which ranks 
companies by revenue (IBEVAR, 2020). 
149 
 
 
Group 2: - Being a pharmacist who provides personalized mentoring to pharmacists or 
groups of professionals working in large Brazilian pharmacies. 
2.4.Recruitment of participants 
The selection of research participants was intentional (based on the researcher’s 
judgment); this technique is commonly used in qualitative research (Saunders & Townsend, 
2018). Initially, contact was made with potential participants (via e-mail, WhatsApp, phone 
calls, or social networks) to confirm their availability to participate in the research. After the 
initial contact, a formal invitation was sent by e-mail, with guidance on the research objective, 
informed consent form (ICF), and an online form for collecting sociodemographic information 
using the Google Docs platform. After the initial interviews, new participants were included 
using the snowball technique, in which an interviewee indicated a subsequent potential one 
(Bisol, 2012; Saunders & Townsend, 2018). The intention of using this technique was to cover 
the entire national territory. 
The proposed saturation of the sample was used as a criterion to suspend further 
participation in the study. After the initial interviews were conducted, the researchers noticed 
repetitive and redundant themes, indicating that the process had reached saturation (Fontanella 
et al., 2008). Thus, the number of interviews reached the average sample size (9–24 interviews) 
until data saturation was reached, as proposed by Hennink et al. (2017).2.5. Data collection 
The interviews were conducted online, using the Zoom videoconferencing platform, 
only by the main author of this study (ASD), due to her specific knowledge about the theme 
and previous experience with this methodology. The participants were asked to keep the 
interview environment private and free of external interference, reinforcing agreements signed 
in the consent form regarding video recording and data treatment (Tong et al., 2007). 
Initially, we explained how the interviews would be conducted, as well as the objectives 
of the study. The interviewees were encouraged to speak spontaneously and for as long as they 
deemed it necessary. At this juncture, it was emphasized to the participants that the proposed 
environment would be safe and free of judgment, and that the interviewer would maintain 
neutrality, refraining from giving her opinion about the topics discussed (Collado et al., 2013). 
Subsequently, the audiovisual recordings were transcribed and indexed in the ATLAS.ti 
software for further analysis. 
To obtain the sociodemographic data of the participants, we prepared a Google Docs 
form that sought information on the following variables: gender, age, region, occupation, 
150 
 
 
professional experience, and highest educational qualification. The collected data were 
organized using simple frequency. 
2.6. Data analysis 
The study employed content analysis (CA) to determine the implications of the 
participants’ messages. Due to the nature of the theme and familiarity with the method, we 
chose to follow the three stages of thematic categorical content analysis listed below and 
illustrated in Figure 1 (Bardin, 2016). 
(d) Pre-analysis: This step aims to organize the material before performing coding, 
guided by three activities that are interrelated and nonsuccessive: 
• Choice of documents aligned to the research objective–The transcripts of the 
interviews were chosen a priori because, from the elaboration of the research objective, it was 
evident that the speech of the stakeholders would generate the necessary data. 
• Floating readings were conducted of the transcribed material for initial contact 
by the researchers who performed the analysis, with the text being formatted for document 
standardization. 
• Constitution of the corpus (transcriptions): The documents were analyzed for 
completeness, representativeness, homogeneity, and relevance. Thus, the interviews were 
considered adequate for the research corpus. 
(e) Coding: Clippings were selected and transformed into codes related to the 
research question. The codes that emerged inductively from the participants’ reports were 
documented using ATLAS.ti software (Gibbs, 2009). After the codification, the codes were 
reread to analyze if they showed exhaustive repetition (saturation), bringing depth to the 
understanding of the themes and their meanings; therefore, there was no subsidy for the creation 
of new codes (Gibbs, 2009; Hennink et al., 2019). 
(f) Categorization: Semantic categorization was performed because the units of 
record adopted were themes. In this step, the codes were organized and separated by 
differentiation (inventory) and grouped by similarity and causality patterns (classification) 
(Bardin, 2016). Thus, they were transformed via inductive coding into categories characterized 
by further abstraction—from themes that were more concrete and descriptive to those that were 
more conceptual and theoretical (D. C. de Oliveira, 2008). Next, the categories were related 
and hierarchized. In the ATLAS.ti software, it was possible to create “networks” of images to 
organize and create visual relationships among the categories, facilitating insights and 
understanding of the results. The researchers used quality criteria for elaboration and consensus 
151 
 
 
about the categories (pertinence, objectivity, homogeneity, mutual exclusion, and productivity) 
to align them to the research problem (Bardin, 2016; D. C. de Oliveira, 2008). 
 
Figure 1: Stages of Thematic Categorical Analysis. 
Source: Elaborated by the author based on Bardin (2016) and Gibbs (2009). 
 
 
2.7. Credibility and reliability 
All stages of the research were conducted according to the recommendations for quality 
in qualitative research proposed by the Consolidated Criteria for Reporting Qualitative 
Research and the Standards for Reporting Qualitative Research (O’Brien et al., 2014; Tong et 
al., 2007). In addition, data analysis was performed with triangulation of analysts by three 
researchers with expertise in this approach: one researcher (ASD) who was directly involved in 
data collection and two external researchers with expertise in the topic (FCAN, FLF). 
Divergences during the analysis were resolved through consensus, and the data obtained were 
meticulously reviewed by a senior researcher with expertise in the field of pharmaceutical 
professionalism and qualitative research (DPLJ). These steps were taken to achieve 
methodological credibility and reliability . 
2.8. Ethical aspects 
152 
 
 
All participants signed an informed consent form, agreeing to the recording of the 
interviews and publication of the data generated from them. This study was approved by the 
Ethics Committee of the Federal University of Sergipe nº 4.102.149. To protect the identity of 
the participants in this study, during the analyses, each interview was identified with the 
acronyms “G” (...) for managers and “M” (...) for mentors. Throughout the results, we refer to 
excerpts from the interview transcripts with the same acronyms. 
 
3. RESULTS 
Nineteen interviews were conducted between August and October 2020 with ten 
mentors and nine pharmaceutical managers, with an average time of 42 min each and a total 
time of 805 min. The sociodemographic characteristics of the participants are presented in 
Table 1. Most of the participants were male (52.6%) and aged over 40 years. The duration of 
professional experience ranged from 6 to 32 years, with most having more than 15 years of 
practice. Most participants had specialized graduate degrees (61%)—mostly in either 
corporate and business management (managers) or clinical pharmacy (mentors). 
 
Table 1. Sociodemographic characteristics of the participants 
153 
 
 
Source: Prepared by the author. 
 
Managers (n=9) Mentors (n=10) 
Feature No. (%) Feature No. (%) 
Occupation Occupation 
CEO 3 (33.3) Business consulting 5 (50) 
Managers 6 (66.6) Individual consulting 2 (20) 
 Individual and company consulting 3 (30) 
Sex Sex 
Male 4 (44.4) Male 5 (50) 
Female 5 (55.6) Female 5 (50) 
Age Age 
<30 1 (11.1) <30 0 (0) 
<40 2 (22.2) <40 3 (30) 
<50 2 (22.2) <50 6 (60) 
>50 4 (44.4) >50 1 (10) 
Professional experience (years) Professional experience (years) 
5–15 1 (11.1) 5–15 2 (20) 
26–30 6 (66.6) 26–30 7 (70) 
>30 2 (22,.2) >30 1 (10) 
Country region Country region 
North 0 (0) South 6 (60) 
Southeast 0 (0) Southeast 2 (20) 
Midwest 1 (11.1) North East 1 (10) 
South 2 (22.2) Midwest 1 (10) 
North East 5 (55.5) North 0 (0) 
Education Education 
University graduate 1 (11.1) University graduate 0 (0) 
Master's degree 0 (0) Master's degree 3 (30) 
Doctorate degree 1 (11.1) Doctorate degree 3 (30) 
Postgraduate (specialization) 7 (77.7) Postgraduate (specialization) 4 (40) 
154 
 
 
Figure 2. Word cloud on the theme “pharmacist autonomy in retail pharmacies” 
 
Source: Prepared by the author 
 
The larger words in the word cloud (Figure 2) represent terms that were used more 
frequently in the interviews. In this cloud, the words with the highest frequency were 
“company” (56) and “authority” (25). We considered both “autonomy in matters of technical 
responsibility” (performance, supervision, and coordination of technical-scientific services, 
such as purchase and sale of medicines, management of products subject to specialcontrol and 
dispensing) as well as “managerial autonomy” (referring to decision-making that affects the 
management of the pharmacy, such as training and team composition, organization of the work 
system and services provided by the establishment) (CFF, 2013). 
When asked about pharmacist autonomy, the stakeholders brought up aspects related to 
(a) “technical autonomy” regulated by law, (b) “managerial autonomy,” and (c) strategies they 
considered important to enhance it. These categories are illustrated in Figure 3. 
 
 
 
 
 
Figure 3: Categories related to pharmacist autonomy. 
155 
 
 
 
Source: Prepared by the author. 
 
(a) Technical autonomy: The stakeholders reported that the Brazilian legislation 
guarantees the “technical autonomy” of the pharmacist and that it is up to the establishment that 
hires their services to comply with it. They also reported that the pharmacist has technical 
responsibility for the establishment as well as competencies to make decisions and seek the best 
results for the patient. 
G: When the pharmacist understands that the medication will harm the patient, he/she 
has the right to prevent it from being dispensed. I doubt that anyone would oppose a qualified 
technical professional in a pharmacy who can guide the best treatment. 
Despite this view, the stakeholders also believed that the legislation brings limitations 
to the pharmacist’s technical autonomy when facing specific situations of medication 
dispensing, as stated by one manager: 
G: When there is an incorrect medical prescription, or when the doctor forgets a date, 
the pharmacist knows that the patient cannot go without that treatment, but the law does not 
156 
 
 
allow him to make a declaration taking responsibility for the dispensation. There should be 
criteria and legislation that gives autonomy to the pharmacist to do this. 
 
(b) “Limited managerial autonomy”: Although they acknowledged pharmacists’ 
“technical autonomy,” the managers reported that, in several situations, this autonomy was not 
sovereign, because of “managerial autonomy,” which prioritizes the interests of the company 
or the pharmacist’s superior in the organizational hierarchy. 
G: It is limited autonomy. The pharmacist can, under no circumstances have total 
autonomy, and there are many processes and legislations in a pharmacy that need to be 
followed (...). 
G: When the pharmacist says: “I will make a decision, because I can, technically; I am 
correct and I have autonomy” but does not consider the management of the business, this 
decision is often disconnected from reality. 
M: (...) The pharmacist has total autonomy to decide a question related to a prescription 
for treatment. However, when decisions can interfere with the operation and rules of a 
company, the case is different. 
Some aspects were cited as causes or justifications of the pharmacist’s limited 
“managerial autonomy.” According to the stakeholders, being a salaried service provider who 
sells labor to the company places the pharmacist in a position of subordination. Thus, the 
pharmacist does not occupy a position of power or ultimate authority, thereby limiting their 
autonomy. 
M: The pharmacist is the technical authority but not the owner of the pharmacy. 
In addition, some mentors reported that subordination puts pressure on pharmacists, 
which could arouse feelings of powerlessness, fear, and introspection. 
M: I have seen colleagues who are influenced by the need for a job. Some said, “I tried 
very hard and in many ways... but for fear of losing my job, getting a warning, or not being 
accepted well, I became more introspective.” 
M: (...) the pharmacist is torn between feeling “I need a job” and “I can't talk”... So, I 
see extremely uncomfortable professionals, because—on the one hand—they have this issue 
that they need a job and—on the other—they don't have the autonomy to make decisions. 
M: When you are in the hands of retail stores, you can feel like a robot (...). 
Similarly, stakeholders pointed out that, in some companies, the autonomy of the 
pharmacist is even lower, especially when the owner or manager does not fully understand their 
157 
 
 
role and that of the pharmacy as a health facility. In these cases, the pharmacist may be seen by 
the managers as a sales “inspector,” which creates barriers to the sustainability of the company. 
G: Some people think that the pharmacist is a “hindrance” or a legal obligation. 
M: As long as the retail market does not see itself as a regulated market—that it is not 
a common retail market (...)—the pharmacist will not be seen as a health professional but as a 
sales inspector. 
G: Some pharmacy owners think that the pharmacist is a necessary evil, “I have to pay 
because the legislation obliges.” 
According to the stakeholders, if the pharmacist wants to achieve more autonomy, it is 
necessary to reflect this desire in terms of attitudes and results. 
M: There is a lack of arguments to justify autonomy; it is necessary to have results, 
facts, money, and numbers on paper. With this initiative, the manager will realize the 
pharmacist's effort and will be able to acknowledge their work. 
M: I see that pharmacists who have communication skills and know-how to ask 
questions can have more autonomy and shared management. 
M: We do not gain autonomy; we conquer it; it’s different. I see many professionals 
wanting autonomy without presenting results. 
Likewise, the stakeholders reported that it is common for pharmacists to encounter 
difficulties in maintaining positive attitudes in this context, because according to them, there is 
a lack of awareness about their role and of professional self-worth. 
G: The pharmacist does not have a defined role, which may hinder their autonomy. 
M: There is a lack of pharmacists who understand that they are health professionals 
and that this has value, including financial value. 
M: Some pharmacists say they do not have autonomy, and this is almost a justification, 
an excuse for the lack of skills and creativity. 
M: (...) These limiting beliefs of the pharmacist not knowing what they can do can 
influence the pharmacy owner's view. Therefore, if the legislation does not provide autonomy 
and the pharmacist does not believe in his/her competence, the pharmacy owner is not going 
to value it. 
 
(c) Strategies to improve autonomy: Most stakeholders emphasized how the 
positive attitude of the pharmacist could be strategic in improving their autonomy. By 
positioning themselves a protagonists or active players, exhibiting self-confidence, and taking 
158 
 
 
ownership, pharmacists can build confidence in the team and amplify managerial decision 
power. Thus, acting as if they were the owners would stimulate the pharmacist to develop a 
vision for the company and be more creative when facing problems. 
M: The broader the entrepreneurial vision (...) the more the pharmacist will be seen as 
someone who makes a difference in that business; someone who not only follows orders but can 
also lead a team and be the right-hand man of the owner of that establishment. 
G: a pharmacist who has systemic vision, who can propose continuous improvements 
and undertake critical analysis of the processes (...) has the security to say, “this way we will 
reduce costs, and solve the patient's problems.” 
G: (…) To summarize, pharmacists should develop a sense of ownership and cultivate 
an ownership mindset. 
In addition, some managers suggest that the search for more autonomy from the 
ownership cadre may be related to the desire for career promotions. 
G: We want the pharmacist to be the same as the owner because they can grow within 
our company. If he or she becomes a franchisee, they will have complete autonomy. 
G: If the pharmacist brings this knowledge with this competence, for me, they can 
prosper quickly. 
Other strategies toimprove the autonomy of the pharmacist are: open dialogue and room 
for agreement on technical and managerial aspects. The stakeholders consider this to be a way 
to harmonize the professional’s autonomy with the company’s code of conduct so that norms 
are elaborated jointly, guaranteeing shared and coherent decisions. 
M: The pharmacist needs to work in a way that they are not seen as a professional 
hindrance, but as someone that, through agreements, co-creates the rules with the management. 
If there is a clash, let it be before, together with the company's management, defining what is 
allowed and what is not. 
 G: The pharmacist can disagree with the management. In our network, we have a 
committee of pharmaceutical coordinators that meets, questions, discusses, and creates norms 
to guarantee that everything works from a technical, legal, and management point of view. 
With the help of the ATLAS.ti software, we constructed Table 2, which shows the 
number of times each category related to pharmacist autonomy was mentioned by managers 
and mentors. 
 
159 
 
 
Table 2. Number of times each category of pharmacist autonomy was addressed by 
managers and mentors. 
 
Source: Prepared by the ATLAS.ti software. 
 
From Table 2, it is possible to see differences between the groups of interviewees. The 
managers talked more about the legal guarantees of the pharmacists’ “technical autonomy” and 
about how their “managerial autonomy” has limitations. By contrast, the mentors focused their 
discussions on the influence of the pharmacist’s position as a salaried service provider on their 
autonomy. 
 
4. DISCUSSION 
In the word cloud (Figure 2), “company” and “authority” were the words most 
frequently used by the stakeholders because they believe that these terms influence the 
autonomy of the pharmacist. This demonstrates the importance they attribute to these words. 
The word “company” was the main point related to autonomy, since the pharmacist's 
subordination reduces his or her ability to make decisions. The word “authority” suggests that 
the pharmacist is viewed as someone who has more technical knowledge, can make choices, 
Categories Managers Mentors 
Technical autonomy (guarantees) 28 12 
Technical autonomy (limitations) 11 1 
Limited managerial autonomy 28 16 
Self-devaluation of the pharmacist 6 5 
Managers who do not understand the role of the 
pharmacist 
3 9 
Being a service provider 3 27 
Attitude ownership 10 1 
Harmony with code of conduct 3 3 
TOTAL 92 74 
160 
 
 
and lead the team that makes up the service, a factor that is fundamental for the construction of 
the pharmacist’s autonomy. 
The stakeholders reported that there were limitations to the autonomy of the pharmacist, 
and also elaborated on the causes of this problem. These include: external control; 
proletarianization and precarization; lack of control over the division of labor; and routinization 
of activities, market reserves, etc. (Freidson, 1996; Haug, 1972; Larson, 1980; Oppenheimer, 
1972). These aspects have historically challenged the pharmaceutical profession and weakened 
its professional status (Altman et al., 2019; Birenbaum, 1982; Denzin, 1968; Kellar et al., 2020; 
Traulsen & Bissell, 2010). Other studies show that a profession should not aim for absolute 
autonomy, but conditional autonomy depending on the political and social context (Black, 
1993; Cardoso, 2005; Freidson, 2009). Therefore, future studies should explore this theme and 
evaluate the contradictions in this behavior in pharmaceutical retail. 
In this study, the category “service provider” was understood as a factor of 
proletarianization and work precarization, and consequently, weakening of the profession 
(Bissell et al., 2002; Bissell & Traulsen, 2005). The theory of proletarianization of professions argues 
that large retail chains are health maintenance organizations that use strategies of market 
monopoly, capitalization of the drug–patient relationship, and control of the pharmacists' work 
process (Angonesi & Sevalho, 2010; Bissell, 2007; Larson, 1980; McKinlay, 1977; Oppenheimer, 1972). 
Therefore, studies have pointed out that dependence on retail employment weakens 
pharmacists’ autonomy (Bissell & Jesson, 2002; Dobson & Perepelkin, 2011). 
For Larson (1977a), this liberal professional is a “salaried specialist” with illusory power 
and is subordinate to capitalist interests. In Brazil, this phenomenon became evident when the 
1973 legislation conferred a mercantilist character on pharmacies, revoking the obligation of 
the pharmacist to participate in their corporate boards and changing their status from owner to 
salaried service provider (Barros Neto & Jacob, 2020; Brasil, 1973; Santos, 2003). As in other 
countries, lay owners’ access to this market has minimized the power and professional authority 
of the pharmacist (Barros Neto & Jacob, 2020; Dobson & Perepelkin, 2011; Gidman, 2010). 
In Brazil, only 16.7% of community pharmacies are owned by pharmacists, which may 
reflect conflicting legislation and a lack of an entrepreneurial culture (Martins et al., 2015; 
Serafin et al., 2015; Tim & Michaela, 2020). Thus, pharmacists’ decisions and service 
orientation may not reflect the social object of patient care, and instead, may serve the 
mercantilist interests of commercial pharmacies (Edmunds & Calnan, 2001; Quinney, 1963; 
Szeinbach et al., 2011; Traulsen & Bissell, 2010). 
161 
 
 
In Table 2 (elaborated by ATLAS.ti), the predominant theme among the mentors (being 
a service provider) may suggest that their close contact with the reality of pharmacists, their 
anguish, pressures, and fears facilitates a more robust perception of reality. By contrast, the 
managers talked little about this theme, only arguing that if the pharmacist occupies a higher 
hierarchical position in the pharmacy network, he/she can have more autonomy and benefit 
from career progression. 
Over the past 48 years, universities and institutions representing this profession have 
not encouraged pharmaceutical entrepreneurship through specific courses or tax incentives 
(Mattingly et al., 2019; Meneghatti & de Fariña, Luciana Oliveira Bertolini, 2018). In Brazil, 
self-employed pharmacists encounter bureaucratic procedures and receive little support from 
the state. Moreover, the neoliberal discourse on entrepreneurship does little to protect the 
profession, as it exonerates social structures from responsibility, weakens labor relations, and 
promotes job insecurity (CARMO et al., 2021; Rosenfield, 2018). 
In 2010, one of the pioneers of the clinical movement pointed out that, as long as the 
profession continues to value commercial practice, the dream of making patient care the 
primary purpose of the pharmacy sector will be postponed (Hepler, 2010). In countries where 
access to health services is broad, pharmacists’ clinical services are consolidated, and their 
social authority is strengthened (Luetsch et al., 2016; McPherson & Fontane, 2011; Smith et 
al., 2013). In Brazil, community pharmacies that could occupy strategic healthcare positions 
are still far from offering clinical services (Cerqueira-Santos et al., 2020; Correr et al., 2013; 
Daly et al., 2021; Dosea et al., 2017). 
In 2014, Brazilian legislation strengthened the image of community pharmacies as 
health establishments and the technical autonomy of pharmacists (Brasil, 2014; CFF, 2014). 
However, although this legislation orders the pharmacy owner to follow the pharmacists’ 
technical guidelines, the interests of the market override the health needs and safety of the 
population, as well as ideological issues and the profession's work processes (Clark, 1991; 
Dobson & Perepelkin, 2011; Jacobs et al., 2011; Traulsen & Bissell, 2010; Wilensky, 1964). 
Soon, the rise of the clinical profession may guide strategies to extend its authority in the face 
of bureaucraticmarkets, such as retail. 
Literacy regarding the health of the population was one of the factors that reinforced the 
demand for accessible and trained health professionals to provide services, such as pharmacists, 
especially in regions distant from urban centers and in underdeveloped countries (Aljassim & 
Ostini, 2020). This inability of users to interpret information about their health condition 
162 
 
 
impacts rational medication use (Berkman et al., 2011). During the COVID-19 pandemic, the 
indiscriminate use and infodemic of medications caused harm to patients and damage to health 
systems, reinforcing the need for pharmacists to act in an autonomous manner (Elbeddini et al., 
2020; Erku et al., 2021; Paumgartten & de Oliveira, 2020). 
According to stakeholders, the profession faces challenges to its autonomy owing to 
other strategies for expanding the drug market. For example, since the 1990s, Brazilian 
pharmaceutical industries have politically attempted to authorize the sale of over-the-counter 
medicines in supermarkets, justifying it as the expansion of access to poorer classes (Melo et 
al., 2007; Prestes et al., 2019). This business model is common in countries where the chains 
are part of wholesale companies, but it may not be practical in Brazil, where there are about 
three times more pharmacies than are recommended worldwide (de Freitas, 2006; FIP, 2017; 
Jacobs et al., 2011; Teles et al., 2013). Therefore, the excess of outlets, high rates of self-
medication, and low health literacy point to a possible public health problem (Palumbo, 2017; 
R. M. da Silva et al., 2017; Teixeira et al., 2020) 
Self-devaluation was cited as another limitation of “managerial autonomy” that can 
obscure the social object of the profession—when pharmacists do not fully understand their 
role, they may experience dissatisfaction, lack of self-esteem, and lack of self-confidence 
(Brazinha & Fernandez-Llimos, 2014; Dobson & Perepelkin, 2011; Frankel & Austin, 2013). 
According to Silva (2015), this lack of clarity is the result of the working relationship, which 
places the drug as the main instrument of the pharmaceutical profession. This shows that the 
degree of essentiality of the professional in this scenario is not clear to the professionals 
themselves, which affects their self-image, self-esteem, and confidence in solving problems. 
This study found that the lack of clarity regarding the pharmacist’s social role and 
external control of the profession may influence managers’ lack of understanding of the 
pharmacist’s role. This blurring of their social role and pharmacists’ self-devaluation have left 
managers free to define pharmacists’ professional functions and emphasize product sales goals, 
performance evaluations, and business productivity (Altman et al., 2019; Bush et al., 2009a). 
With profit as a priority, the pharmacist neither participates in the definition of these goals nor 
has the autonomy to offer patient care services, being subordinated to the market. 
Since the 1970s, the professionalization of pharmacy has been considered incomplete 
and marginalized because of a lack of clarity and control over its social object (Birenbaum, 
1982; Denzin, 1968; Harding et al., 1990; Holloway et al., 1986; Kronus, 1975). In Rapport's 
(2009) study, retail pharmacists reported that social role ambivalence (dispensing and sales) 
163 
 
 
negatively affected self-esteem and job satisfaction. Although data from the International 
Pharmaceutical Federation (2017) show that community pharmacies account for more than 70% 
of jobs, Kellar’s (2021) review shows that pharmacists have neither a homogeneous nor broadly 
oriented professional identity in relation to patient care. 
According to stakeholders, the shortage of pharmacists with adequate clinical 
competence may be linked to this heterogeneous professional identity. The insecurity of the 
pharmacist affects their authority, making them “invisible” in their place of practice (Dewulf et 
al., 2009; Zellmer, 1985). Mota et al. (2020) state that, in Brazil, after updating the curricular 
guidelines for pharmacy courses, new generations of pharmacists may have a greater ability to 
care for patients. Although such updates are important for expected professional transformation, 
the latter process will take more than changes in training and legal updates (Dawodu & Rutter, 
2016; Kellar et al., 2020). 
In this context, productivity evaluation, product sales targets, and indicators are 
prioritized based on the commercial interests of pharmacy chains, with clinical services taking 
a backseat (A. B. Oliveira et al., 2005; Rough et al., 2010). With new digital technologies, large 
pharmacy chains maximize profits, automate, and speed up pharmacists’ work processes (Bush 
et al., 2009b; Treiber, 2013a; Ritzer, 2019). This creates a sense of alienation among 
pharmacists, as it implies that the object of their work is drug and sales goals, making their 
work precarious (fewer labor rights and lower pay) (W. B. da Silva, 2009; Treiber, 2013b). 
Pharmacy is a productive profession with technical backing, but little practical authority in the 
“real world” (Hallit et al., 2019; Traulsen & Druedahl, 2018). 
Strategies to enhance pharmacists’ autonomy without professionalization will make 
sense only in the micro politics of retail pharmacies. The ownership attitudes encouraged by 
stakeholders can stimulate pharmacists to develop a systemic vision of the business and the 
competencies linked to entrepreneurship, profitability management, and service sustainability 
(Asieba & Nmadu, 2018; Jacobs et al., 2011; Rauch, 2018). A systematic review of 
entrepreneurship shows that this attitude makes sense when the pharmacist is aware of their 
social responsibility and inspires confidence in the team (Mattingly et al., 2019). However, as 
pointed out by Larson (1977b), having an ownership attitude without practical autonomy 
creates an illusion of power—that is, the professional “rules but does not rule.” 
The strategy to combine their professional interests with the company’s rules of conduct 
points to the need to develop pharmacists’ political competencies, and to protect their 
“technical” and “managerial” autonomies (Feuerwerker, 2014). Literature suggests that the 
164 
 
 
political persuasive power of pharmacists as salaried service providers can facilitate the 
implementation of clinical services in community pharmacies and hospitals (Cerqueira-Santos 
et al., 2020; Dosea et al., 2017; Hattingh et al., 2020; Onozato, 2018). Therefore, companies’ 
interest in dialoguing with the profession generates a strategic and political alliance, enhancing 
the autonomy of the professional and the quality of pharmaceutical service offerings (Frisk et 
al., 2019). 
The autonomy of the pharmacist, based on international evidence, should not be 
absolute, but can be extended when the professional recognizes himself/ herself as an authority 
in health and the retailer understands the pharmacist’s social role. However, no strategy is a 
determinant of respect or autonomy. Moreover, mentors’ discourse seemed more aligned with 
the interests of the company than with those of the profession. Therefore, even though retail 
may offer space for growth and respect for the pharmacist’s autonomy, the commercial 
company model is still not very congruent with the ethical aspects and clinical purpose of the 
profession. 
As a limitation of the study, due to the COVID-19 pandemic, it was not possible to 
triangulate methodologies or collect data face-to-face, aspects that would bring even more 
clarity and problematizations regarding the opinions of stakeholders on the autonomy and 
ethical aspects of pharmacy practice in retail. In addition, focusing on the reality of large 
pharmacy chains did not allow us to understand the context of independent pharmacies. 
Nevertheless,this is the first study of its kind in the country and may encourage future research 
that raises new questions. 
 
5. CONCLUSION 
Throughout their professional history, retail managers have been aware of the factors 
that limit the autonomy of the professional pharmacist, such as the market’s control over their 
work process. However, in general, they do not understand themselves as being responsible for 
this situation. Mentors, in turn, believe that failures in autonomy and self-devaluation are linked 
to the pharmacist’s low competence and professional identity. Thus, despite their idealistic 
professional discourse, they are aligned with managers and with the interests of the companies. 
Such data alert us to the dependence of the pharmacist on job security, further alienating them 
from social obligations. These limitations often work in tandem with reduced professional 
authority. 
165 
 
 
To improve autonomy, stakeholders’ managers and mentors reported that the market 
invests in the training of pharmacists and considers their ownership and entrepreneurial attitude 
important. Although these strategies favor career advancement within the company, they do 
little to strengthen the macro profession politically due to their disconnection with the clinical 
purpose of pharmacy. The strategy of harmonizing the code of conduct is relevant to 
maintaining strategic alliances, but requires improvement in the dialogue between companies 
and pharmacists. To this end, pharmacists must develop communication skills, thereby 
expanding their negotiation capacities. 
The autonomy of the retail pharmacist will not be broadened while there are weak laws, 
a lack of clarity about pharmacists’ social role, and incongruent interests between the retail 
market and the profession. Therefore, the strengthening of pharmacy, and consequently, its 
autonomy will depend on its next actions toward development, the rise of a business model 
centered on pharmaceutical services, and a more uniform professional identity; otherwise, 
pharmacy will continue to be “in the hands of retail.” 
 
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https://doi.org/10.3390/pharmacy8040223 
 
 
 
169 
 
 
APÊNDICE D – Artigo 2 
 
On the “tightrope” of retail: reflections on ethical dilemmas faced by the pharmaceutical 
professionals in Brazilian community pharmacies 
Ethical dilemmas faced by the pharmaceutical professionals in Brazilian community pharmacies 
 
Aline Santana Dosea 
PhD Student 
Health Sciences Graduate Program. Laboratory of Teaching and Research in Social Pharmacy (LEPFS), 
Federal University of Sergipe, São Cristóvão, Sergipe, Brazil 
E-mail: alinedosea2@gmail.com 
Phone: +55 79 9 99749505 
https://orcid.org/0000-0003-2816-6558 
 
Fernando de Castro Araújo-Neto 
MSc 
Health Sciences Graduate Program. Laboratory of Teaching and Research in Social Pharmacy (LEPFS), 
Federal University of Sergipe, São Cristóvão, Sergipe, Brazil 
E-mail: fcaneto0@gmail.com 
Phone: +55 79 9 91212331 
https://orcid.org/0000-0001-5180-1463 
 
Francielly Lima da Fonseca 
MSc Student 
Graduate Program in Pharmaceutical Sciences. Laboratory of Teaching and Research in Social 
Pharmacy (LEPFS), Federal University of Sergipe, São Cristóvão, Sergipe, Brazil 
E-mail: franciellylimaufs@hotmail.com 
Phone: +55 79 9 96344711 
https://orcid.org/0000-0003-2816-6558
https://orcid.org/0000-0001-5180-1463
170 
 
 
https://orcid.org/0000-0002-2477-2684 
 
Lívia Gois dos Santos 
Undergraduate Pharmacy 
Laboratory of Teaching and Research in Social Pharmacy (LEPFS), Federal University of Sergipe, São 
Cristóvão, Sergipe, Brazil 
E-mail: liviagois_@academico.ufs.br 
Phone: +55 79 9 9821 7229 
https://orcid.org/0000-0002-7776-8769 
 
Déborah Mônica Machado Pimentel 
PhD 
Departament of Medicine, Hospital Universitary of Sergipe – Federal University of Sergipe, Aracaju, 
Sergipe, Brazil 
E-mail: deborah@infonet.com.br 
Phone: +55 79 9 99821714 
https://orcid.org/0000-0003-2102-7125 
 
Alessandra Rezende Mesquita 
PhD 
Laboratory of Teaching and Research in Social Pharmacy (LEPFS), Federal University of Sergipe, São 
Cristóvão, Sergipe, Brazil 
E-mail: alessandra_pharmacia@hotmail.com 
Phone: +55 79 3194 6319 
https://orcid.org/0000-0003-2988-5829 
 
Divaldo Pereira de Lyra Jr 
https://orcid.org/0000-0002-2477-2684
mailto:liviagois_@academico.ufs.br
https://orcid.org/0000-0003-2102-7125
https://orcid.org/0000-0003-2988-5829
171 
 
 
PhD 
Health Sciences Graduate Program. Laboratory of Teaching and Research in Social Pharmacy (LEPFS), 
Federal University of Sergipe, São Cristóvão, Sergipe, Brazil 
E-mail: lepfs.ufs@gmail.com 
Phone: +55 79 3194 6319 
https://orcid.org/0000-0002-0266-0702 
 
Corresponding author: 
Divaldo P Lyra Jr. 
Laboratory of Teaching and Research in Social Pharmacy (LEPFS), Department of Pharmacy, Federal 
University of Sergipe, São Cristóvão, Sergipe, Brazil 
Address: Cidade Universitária “Prof. José Aloísio Campos”, Jardim Rosa Elze, São Cristóvão, CEP: 
49100-000, Brazil. 
E-mail: lyra_jr@hotmail.com / lepfs.ufs@gmail.com/ lyra_jr@academico.ufs.br 
Phone: +55 79 3194 6319 
 
Funding :This study was financed in part by the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível 
Superior – Brasil (CAPES) – Finance Code 001. 
Conflict of interest: 'The Author(s) declare(s) that there is no conflict of interest'. 
Ethical considerations: All participants provided informed consent and agreed to record the 
interviews as well as publish the data generated. This study was approved by the Ethics 
Committee of the Federal University of Sergipe nº1 4169752. 
 
Author contributions: 
Aline Santana Dosea 
Conceptualization, Methodology, Investigation, Formal analysis, Data Curation, Writing - 
Review & Editing. 
https://orcid.org/0000-0002-0266-0702
mailto:lepfs.ufs@gmail.com/
172 
 
 
Fernando de Castro Araujo Neto 
Conceptualization, Methodology, Investigation, Formal analysis, Data Curation, Writing - 
Review & Editing. 
Francielly Lima da Fonseca 
Conceptualization, Methodology, Investigation, Formal analysis, Data Curation, Writing - 
Review & Editing. 
Lívia Gois dos Santos 
Conceptualization, Methodology, Investigation, Formal analysis, Data Curation, Writing - 
Review & Editing. 
Deborah Monica Machado Pimentel 
Conceptualization, Methodology, Investigation, Formal analysis, Data Curation, Supervision 
Alessandra Rezende Mesquita 
Conceptualization, Methodology, Investigation, Formal analysis, Data Curation, Supervision. 
Divaldo Pereira de Lyra Junior 
Conceptualization, Methodology, Investigation, Formal analysis, Data Curation, Supervision, 
Project administration. 
 
ABSTRACT 
Introduction: Brazil has one of the largest drug retail markets globally and more than three 
times the recommended number of pharmacies per inhabitant. In this scenario, the pharmacists 
have ethical dilemmas that lead to reduced credibility within the population. As stakeholders 
are essentials in delineating the codes of conduct in this scenario and due to the lack of studies 
that address their view, this study aimed to understand the perceptions of retail drug 
stakeholders regarding the influences, causes, and strategies needed to minimizeethical 
173 
 
 
dilemmas in pharmacy practice. Methods: Nineteen semi-structured interviews were 
conducted online, transcribed and analyzed by category content analysis. Word cloud and 
categories were created to compare the number of categories reported by the groups of 
managers and mentors. Results: The results of the perceptions were classified into the 
following categories: (a) Industry Enticement–main consequence, (b) “Empurroterapia” and 
strategies to minimize these dilemmas, (c) Assimilate that selling is not unethical, (d) 
Compliance, (e) Collective goals, (f) Generate profits through services. The small diffusion of 
compliance programs and the fragile autonomy of the pharmacist keep the profession on the 
"tightrope,” and the greater investment in services than in products and state action for patient 
safety could balance this scenario. Conclusion: The ethical discourse of stakeholders remains 
ideological and is not consolidated in pharmacy practice. The acceleration of market regulation 
through compliance and effective state action, as well as the monetization of pharmaceutical 
services, could create a more ethical environment for the sector. 
Descriptors: Ethical dilemmas. Community pharmacy. Pharmaceutical. Retail Pharmacy. 
Professionalism. Stakeholders. 
 
1. INTRODUCTION 
Since the industrialization of medicines, pharmacies have experienced an imbalance 
between acting as a commercial profession and implementing patient care (Ancuceanu & 
Bogdan, 2016; Zubioli, 1992). However, subordination to “commercial laws” has created 
ethical dilemmas in community pharmacists (Hibbert et al., 2002; Resnik et al., 2000; 
Rodríguez & Juričić, 2018). Since the 1960s, Brazilian pharmacists redirected their skills to 
managerial activities, distancing themselves from patient care (Farina & Romano-Lieber, 2009; 
Ibrahim, 2018; M. da S. Santos et al., 2005). Simultaneously, the pharmaceutical market, one 
174 
 
 
of the most profitable worldwide, has set unlimited targets for sales of medicines in the country 
(Oliveira et al., 2017; Silva, 2019; Silva & Sampaio, 2016). It is worth mentioning that 85% of 
the medicines are consumed by 15% of the population in Brazil. This imbalance raises 
important questions regarding the medicine's access and information. 
This was compounded by more than 87,000 community pharmacies as well as the 
majority of Brazilians (77%) who are on self-medication despite having a prescription (CFF, 
2020; FIP, 2017; Pons et al., 2017). In addition, a strong competition causes owners and 
managers to pressurize community pharmacists, thus avoiding professional autonomy and 
creating ethical conflicts between the two services: managing the business and offering clinical 
services to the patients (Rapport et al., 2009; Reis et al., 2015; Vettorazzi, 2009). As a result, 
the shift of the responsibility for as sales to pharmacy assistants, without much technical 
training and only motivated by bonuses, has enabled the pernicious practice of “push therapy” 
(aggressive strategy of inducing or “pushing” sales) (Arrais et al., 2016; Barakat et al., 2016; 
Luiz, 1997; L. R. L. Pereira & Freitas, 2008; Sobral et al., 2018). Such situations and dilemmas 
generate instabilities that weaken the pharmaceutical profession, thus diverting from its 
responsibility to patient care. 
In this scenario, owners, managers, mentors, and consultants (stakeholders) act as key 
members balancing their role betem community pharmacists and the needs of patients, as well 
as designing rules of conduct that govern the relationships between industries, pharmacies, and 
professionals (Jebara et al., 2021; Leuterio, 2020; Malik, 2021; Steen & Franck, 2020). Despite 
the importance of the topic, there are only a few reports on how stakeholders perceive the ethical 
dilemmas faced by pharmacy professionals occurring due to imbalancing between patient care, 
which is recommended by the pharmaceutical ethics code and the commercial retail interests, 
as well losses for both parties (stakeholders and patients). Therefore, the objective of this study 
175 
 
 
was to understand the perceptions of pharmaceutical retail stakeholders regarding ethical 
dilemmas in pharmaceutical practice. 
2. METHODOLOGICAL COURSE 
2.1. Study design 
A qualitative and exploratory study was conducted through semi-structured in-depth 
interviews online due to the pandemic, which started in March 2020, making it impossible to 
collect data in person. It focused on comprehending the perspectives of key informants and their 
understanding regarding the ethical aspects of pharmaceutical practice in the drug retail market 
in Brazil. Interviews were also conducted directly with managers and mentors from 
multinational companies to understand the pharmaceutical practices in drug retails from the 
stakeholder's perspective. 
The researcher's roles in this process were fundamental due to their prior experience in 
interpreting the results. From a constructivist perspective, any interferences during the 
researchers' participation in the interpretation and analysis of the results were reduced through 
a detailed description of methodological procedures (Divan & Oliveira, 2008). There was no 
relationship between the researchers and participants or with the practice scenario addressed in 
the research. 
2.2. Elaboration of the research problem and interview questions 
Studies have shown that pharmacists have limited autonomy to balance their decisions 
in the face of ethical dilemmas in pharmaceutical retail (Rapport et al., 2009). To elaborate the 
interview script, the authors identified dimensions in the published literature that present 
themselves as important gaps in the understanding of ethical dilemmas in pharmaceutical retail 
in Brazil (C. L. Ferreira et al., 2016; Reis, 2013; Szeinbach et al., 2011; Terajima et al., 2020). 
Therefore, to understand stakeholders’ opinions on the influences, causes, and measures to 
avoid ethical conflicts in pharmaceutical retail, the following questions were asked: 
176 
 
 
- In your opinion, should pharmacists meet the sales targets? Why? 
-What would be the ethical boundary between meeting sales targets and assessing 
patient needs? 
This study is part of a doctoral thesis that analyzes the elements of pharmaceutical 
professionalism in the retail drug market. These questions were a part of an interview script that 
also addressed definitions of professionalism, market demands on the pharmacist's skills, 
professional identity and image, professional valuation, autonomy, and training. 
2.3. Characteristics of the research participants 
To answer the research problem, “how are the ethical dilemmas faced by retail 
pharmacists interpreted by stakeholders in Brazilian community pharmacies?” Key informants 
who were stakeholders in the current scenario of drug retail in Brazil were selected based on 
convenience. A stakeholder is a person who occupies spaces of significant importance in the 
organization, processes, and results of an environment (Freeman, 2010). 
Such stakeholders (owners, managers, mentors, and consultants) work in the 
development of skills and productivity of pharmacists, as well as directly influence the work 
process of these professionals (Držaić et al., 2018; Gernant, 2018; Lavrakas, 2013; N. V. B. V. 
de Oliveira et al., 2017). Listening to these groups of participants helped answer research 
problems, as they were hierarchical superior to pharmacists serving as representative members 
of Brazilian community pharmacies. 
The opinions of the mentor pharmacists who worked in this scenario were also 
considered to address the research problem. By definition, mentoring is a process in which a 
more qualified or experienced person serves as a reference, who teaches and guides an unskilled 
individual, promoting personal and professional development (Anderson& Shannon, 1988). 
Companies and professionals have widely used mentoring to improve skills, achieve results, 
and enhance job satisfaction (Granko et al., 2013; Roberts et al., 2008; van Mook et al., 2009). 
177 
 
 
This group of participants have an intermediate view, linking the demands of company 
managers to that of pharmacists who provide them with services. Thus, the following inclusion 
criteria were developed for the two groups of participants: 
Group 1: Be a manager or owner of a large Brazilian pharmacy or ranked by the 
Brazilian Institute of Retail & Consumer Market Executives 2020, which classifies companies 
by revenue (IBEVAR, 2020). 
Group 2: Pharmacists who provide personalized mentoring to other pharmacists or 
groups of professionals working in large Brazilian pharmacies. 
2.4. Recruitment of participants 
The selection of participants was intentional (Saunders & Townsend, 2018). Initially, 
potential participants were contacted by e-mail, WhatsApp, phone calls, or through social 
networks to confirm their availability. After prior acceptance, a formal invitation was sent to 
the participants by e-mail, along with the guidelines explaining the purpose of the research. An 
informed consent form, and a document where they should fill up their sociodemographic 
information on the Google Docs platform was also provided. New participants were included 
at the end of the initial interviews using the snowball technique (Bisol 2012; Saunders and 
Townsend 2018). 
The sample saturation proposal was used as a criterion to suspend new participants in 
the study. After listening to previous recordings of the interviews, the researchers noticed that 
there was a saturation point as the themes were being repeated, concluding the completion of 
the data collection (Fontanella et al., 2008). Therefore, the number of interviewees reached an 
average sample size (9–24) until data saturation, as proposed by Hennink et al. (2017). 
2.5. Data collect 
The interviews were conducted remotely using the Zoom Video Conferencing platform 
by the lead author of the current work (ASD) due to her intensive knowledge and previous 
178 
 
 
expertise with this research methodology. Participants were requested to keep the environment 
private and free from external interferences; the agreements were signed on the consent form 
through video recording, reinforcing the data processing (A. Tong et al., 2007). After the 
interviews, the audiovisual recordings were transcribed and indexed in the ATLAS.ti software 
for further analysis. 
To obtain sociodemographic data from the participants, we created a form on the Google 
Docs platform that examined the following variables: gender, age, region of the country, 
occupation, length of professional experience, and maximum degree. The collected data were 
organized using simple frequency distribution. 
2.6. Data analysis 
The structured data analysis technique was used for content analysis (CA) to interpret 
the intended meaning of the participants' messages. Owing to the nature of the topic and the 
authors' familiarity with the method, we decided to follow the three steps of thematic categorical 
CA: (a) pre-analysis, (b) coding, and (c) categorization (Bardin, 2016). 
(a) Pre-analysis: the material was organized before coding, guided by three activities 
mentioned below that were interrelated and unsuccessful. 
• Selection of the documents in line with the research objective: The interviews' 
transcripts were considered as a priori to obtain the necessary data. 
• Floating reading: The researchers performed initial readings of the transcribed 
material. Formatting was done during the text-seeking standardization of the 
documents to be analyzed. 
• Constitution of the corpus (transcriptions): The documents were analyzed in 
terms of exhaustiveness, representativeness, homogeneity, and relevance. The 
interviews were considered adequate to generate the research corpus. 
179 
 
 
(b) Coding: The clippings were selected and inductively transformed into codes related 
to the research question and documented in the ATLAS.ti software (ATLAS.ti Scientific 
Software Development GmbH, Berlin, Germany)(Gibbs, 2009). These codes were re-
read by exhaustive repetition (saturation), deepening the understanding of the themes 
and their meanings without creating new codes (Gibbs, 2009; Hennink et al., 2019). 
(c) Categorization: Semantic categorization was performed, since the registration units 
adopted were themes. In this step, the codes are organized and separated by 
differentiation (inventory) and grouped by similarity and causality patterns 
(classification) (Bardin, 2016). Further, they were transformed into categories to bring 
abstraction to the themes. In this process, inductive coding went from more concrete 
and descriptive to more conceptual and theoretical (Oliveira, 2008). These categories 
were then ranked. We also created “networks” of images that established visual 
relationships between the categories in the ATLAS.ti software, facilitating insights and 
understanding of the results. During meetings, the researchers used quality criteria for 
elaboration and reaching a consensus on the categories (relevance, objectivity, 
homogeneity, mutual exclusion, and productivity) to align the research problems 
(Bardin, 2016; Oliveira, 2008). The stages of Thematic Categorial Analysis was 
illustrated in Figure 1: 
Figure 1. Stages of Thematic Categorical Analysis: 
[INSERT FIGURE 1] 
Source: Prepared by the author. 
 
2.7. Credibility and reliability 
All stages of the research were conducted according to the recommendations of 
qualitative research proposed by the Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research 
180 
 
 
and the Standards for Reporting Qualitative Research (O’Brien et al., 2014; A. Tong et al., 
2007). In addition, analyst triangulation was performed with three researchers having 
experience in this approach, where one researcher (ASD) was directly involved in data 
collection, and two acted as external researchers with experience in this field (FCAN, FLF). 
Disagreements that occurred during the analysis were resolved through consensus meetings, 
and finally, the data obtained were meticulously reviewed by a senior researcher with expertise 
in pharmaceutical professionalism and qualitative research (DPLJ). These measures were used 
to ensure the credibility and reliability of the study. 
2.8. Ethical Aspects 
All participants provided informed consent and agreed to record the interviews as well 
as publish the data generated. This study was approved by the Ethics Committee of the Federal 
University of Sergipe nº1 4169752. To identify and protect the identity of the participants in 
this study during the analyses, each interviewee was designated with an acronym: "G” (...) for 
managers and "M" (...) for mentors. We referred to excerpts from the interview transcripts with 
the same acronyms during the interpretation of the results. 
3. RESULTS 
Nineteen interviews were conducted between August and October 2020 with 10 mentors 
and 9 pharmaceutical managers for a period of 42 min on average and 805 min in total. The 
sociodemographic characteristics of the participants are presented in Table 1. Most participants 
were male (52.6%) and over 40 years old. The length of professional experience ranged from 6 
to 32 years, with more than 15 years of experience. Most participants were graduates with 
specialized degrees (61%), majorly in business and business management (managers) and 
clinical pharmacy (mentors). 
[INSERT TABLE 1] 
Figure 2. Cloud of words on the topic “Ethical aspects in retail pharmacies.” 
181 
 
 
[INSERT FIGURE 2] 
Source: Prepared by the author. 
In this cloud, as shown in Figure 4, the words that were most frequently used and 
expressed extensively in the interviews were: sale (71), goal (63), andproduct (55). Therefore, 
the categories classified in Figure 5 detailing the main causes of ethical dilemmas are, (a) 
Industry Enticement–the main consequence, (b) “Empurroterapia” and strategies to minimize 
these dilemmas, (c) Assimilate that selling is not unethical, (d) Compliance, (e) Collective 
goals, (f) Generate profits through services. 
Figure 3. Categories related to ethical aspects in retail pharmacies. 
[INSERT FIGURE 3] 
Source: Prepared by the author. 
 
While addressing ethical limits on the sale of medicines and assessing patient needs, 
stakeholders reported that it is necessary to define such limits, so that patient safety is not 
compromised. One mentor criticized the belief of many pharmacy owners, who focused only 
on gaining profit: 
M: (...) If the pharmacy owner only knew how profitable being ethical was. He would 
be ethical for this trickery. 
 
(c) Enticement of community pharmacies by drug industries – the main cause of 
ethical dilemmas in this scenario, where the influence of commissions offered by industries was 
identified. As defined by stakeholders as an aggressive practice, this action is called enticement. 
Despite knowing that this could be harmful to the patients and unethical for the profession, 
informants reported that it is common between pharmacy chains and industries. 
182 
 
 
M: I see this relationship of enticement between the industry and pharmacies, doctors, 
or other prescribers. The industry is aggressive and has always been. 
G: The industry says: “sell a drug for 20 reais, and I will give you 100 reais” we know 
that this exists. However, the limit is imposed by us; the propagandist will do everything to sell 
the product, but the limit is our own. 
Some stakeholders claim that the ethical threshold is the pharmacist’s responsibility and 
do not condemn the conduct of laboratories in offering commissions for drug sales: 
G: Regarding this conduct, I believe that the laboratory is doing its role; I think the 
pharmacist should be responsible. 
M: I think that the moral is in each one, in nature. Honesty originates from 
homeschooling. In our training, it is necessary to exercise the ethics that we have learned in 
college. You must judge and maintain a balance. 
G: I often tell my pharmacists that ethics is all you can say out loud what you are doing. 
However, only one manager stated that he did not accept the offer of laboratory 
commissions, as he believed it could influence the ethical conduct of the pharmacist. 
G: (...) We do not pay a commission. In retail, in general, laboratories are “on top,” 
and we see campaigns for vitamins and teas. I think it is wrong for the pharmacist to act as a 
salesperson and receive an individual commission, but he or she can act as a leader and be 
paid for the company's productivity, not necessarily for the sale of medicine. 
For another mentor, community retail pharmacies can act ethically, even with industry 
enticement, imposing clear limits on this relationship. 
M: Is it possible to work with the industry? I believe so, as long as you, the professionals, 
set the rules and not the industry. 
 
183 
 
 
(b) “Empurroterapia”: It is the main consequence of the industry’s enticement. It is one 
practice that still exists in Brazil, where respondents reported conflicts in their companies due 
to “empurroterapia.” When the pharmacist or assistant initiates the purchase of medication from 
the client without evaluating its need, many companies, managers, pharmacists, and assistants 
receive financial bonuses for higher sales, as reported by the respondents. Some mentors 
suggested that the cause of the problem is not the transfer of commissions or goals but the way 
the professionals act to guarantee sales: 
M: The limit is not having a commission, but what I do to meet the goal. The pharmacist 
must know the principles and rules of the company, not going beyond them, despite their goals. 
A company where anything goes to meet sales targets will have many deviations and 
empurroterapia, harming the patient. 
M: Having a goal does not mean you must be unethical. You can meet your goals by 
welcoming the patient, meeting their needs, and selling what they need. Having goals does not 
mean doing “empurroterapia.” 
Some mentors claim that “empurroterapia” is mostly practiced by assistants. They assert 
that auxiliaries are often indicated as medicines without criteria in order to be subsidized. In 
such cases, one of the mentors suggested that the pharmacist should act neutrally and ethically 
to guide the assistant. 
M: The pharmacist sees assistants doing “empurroterapia” and often needs to act 
neutrally. It neither encourages nor prevents sales. He/she should guide so that the sale is done 
correctly, assessing the needs of that patient, and not “push” the product just for sale. 
 
 c) Assimilating that selling is not unethical: The most common strategy discussed in 
the interviews was the need for the pharmacist to understand that the community pharmacy is 
a commercial establishment and that it depends on the profitability of services and products. 
184 
 
 
Many mentors believe that pharmacists are ashamed to associate their profession with 
commerce and profit. The interviewees suggested that the pharmacist must understand that the 
sale itself is not an unethical practice. 
M: I see that pharmacists are ashamed to say that the pharmacy is a trade. They fail to 
recognize that it is a business, retail, and ashamed of the word profit. Profit is not a sin; it is 
money earned honesty, and with work, it is dignified. 
M: If a pharmacist wants to have better remuneration, it is not possible to achieve it 
only with the salary; he/she needs to be committed. Similarly, it is a business. Is pharmacy a 
health facility? Yes, it is also a business. 
G: There is much judgment with retail; pharmacists themselves do not understand the 
need for capital. It seems to be philanthropic because we sell medicines, but it is not so. This 
should be considered in future studies. 
Mentors and managers reported that pharmacists need to understand the profession of 
business management to maintain the sustainability of the company and their careers in this 
market. 
M: The establishment depends on sales to pay its expenses. It is only possible to pay 
suppliers, rent, water, and energy if there is profit that justifies the structure of the pharmacy. 
Otherwise, the company would go bankrupt. 
M: (...) When he/she understands, he/she directs his energy to maximize service 
opportunities because the company's livelihood and salary depend on this. 
 
(l) Compliance: stakeholders stated this strategy as a way to ensure ethical practices 
in retail pharmacies. They suggest that the program aims to define rules of conduct for the 
company, including anti-corruption rules, audits, and training for the team. Stakeholders 
185 
 
 
reported that compliance programs are more recent and common in large pharmacy chains than 
in independent pharmacies in Brazil. 
M: (...) limits are given in writing, with rules, ethical conduct, training, communication, 
auditing of processes, and companies need to delimit what can and cannot happen. 
M: The major problem is that most companies do not have a defined compliance 
program. This is a requirement of the international pharmaceutical industry. Although this is 
not common in Brazilian pharmacies, it should be. 
 
(m) Collective goals: Companies use sales goals for their staff to grow their products 
and medicines as a part of planning to ensure the sustainability of the business. However, many 
stakeholders believe that pharmacists should not have the same goals as assistants, as they are 
more specialized and have other duties to fulfill. In addition, as explained earlier, some 
interviewees were against the abusive charges that pharmacists suffer: 
G: The pharmacistmust meet the goals, but it is necessary to define the goals and cannot 
be the same as the assistants. They need to contribute to and bring financial returns. 
M: We cannot make a pharmacist behave like a salesperson. This needs to be defined 
between the professional and the manager. In our company, we demand small goals because it 
takes time to develop other functions. 
Therefore, the assignment of collective goals was suggested as a strategy to minimize 
excessive pressure on sales and, consequently, reduce ethical dilemmas. 
G: When we have goals, they are shared to bring awareness to the team. This 
encourages the team to act as “business owners.” If a pharmacy is not profitable, it can be 
closed. Nobody has achieved these results alone. 
186 
 
 
M: (...) It is a collaborative way of earning that makes it possible to create a teamwork 
methodology. It does not just involve selling but captivating the customer so that you keep them 
coming back. 
 
(f) Generate profits through services – to gain profits without creating unethical 
pressure. It has been suggested that pharmacists develop the ability to generate profits in other 
ways, such as by monetization of clinical services. This way, they understand that the patient's 
needs need to be central to the pharmacist's activities. By primarily meeting these needs, ethical 
dilemmas are minimized as there is no room to offer unnecessary products or services. 
G: Our pharmacists have goals; they need to produce a minimum amount per day 
through the sale of services. This encourages them to achieve their goals. 
M: The pharmacist needs to have a broad view of the patient, see the person in front of 
him, and decide what he needs for the treatment to be more effective. You need to look at people, 
not recipes, to clarify the ethical boundary. 
M: When you know how to listen to the patient's needs, you are not pushing but filling 
a need. 
Respondents stated that pharmaceutical services are offered for free in some community 
pharmacies only for loyalty. However, they emphasize that it is important to attribute value to 
a service. 
M: The pharmacist lives with this in his technical knowledge. We need to understand 
how to monetize this knowledge. 
G: We have to think about the profitability of the service. I argue that we need to charge 
pharmaceutical services, as I believe that everything free is of little value. 
M: When I charge for my service, I focus on the product. The relationship with the 
patient becomes more transparent, and there is no justification for not charging. 
187 
 
 
It was also suggested that pharmacists should consider the sale of medicines and 
products as a consequence and not as the main objective of their practice. Therefore, it is 
possible to balance opportunities for profitability and meet patients’ needs indirectly, based on 
their loyalty. 
G: The service brings profits, generates a great experience for the patient, and builds 
loyalty. The patient goes to the pharmacy not only for the service, but to buy medicines he needs 
every month along with other products. So, it brings direct and indirect profits to the pharmacy. 
G: Products with higher and lower profit margins. At the time of consultation with the 
pharmacist, if necessary, he or she can prescribe medicines without a medical prescription, 
which adds value to the company. 
M: Even if they do not sell, the pharmacist builds trust and loyalty, which will then allow 
the patient to return or recommend our service to a neighbor, relative, etc. 
In the study, with the support of the ATLAS.ti software, it was possible to construct 
Table 3, denoting the number of times the categories on “Ethical aspects in community 
pharmacies” were addressed among the groups of managers and mentors. 
[INSERT TABLE 2] 
We can observe a few differences in opinions between the groups of interviewees in 
Table 2. The most discussed topic among the groups was strategies to minimize ethical 
dilemmas. The categories such as “to assimilate that selling is not unethical” and “generate 
profits through services” were cited the most by mentors and managers (relatively small in 
number) as important strategies. 
 
4. DISCUSSION 
 
188 
 
 
According to the number of citations in Table 3 (prepared by ATLAS.ti), there were a 
few instances when mentors discussed more on “assimilate that selling is not unethical” as a 
strategy. Therefore, it can be hypothesized that mentors could address this issue more with 
pharmacists rather than with managers of community pharmacies. Furthermore, mentors could 
receive ideas from pharmacists on how to deal with the health versus trade dilemma in their 
profession. 
The word cloud on this topic (Figure 4) shows the importance of the words that 
respondents attribute to, i.e., “sale,” “goal,” and “product.” This allows the stakeholders to 
understand the importance of product sales targets and prioritize the maintenance of the 
company's financial sustainability. This context becomes challenging and reinforces the 
pharmacist's dilemma of selling products and promoting health services. In addition, it is 
anticipated that most managers and mentors emphasize these words in their speech, as the 
pharmacy is still seen as a trade in health service. 
Studies show that community pharmacies associate the image of the drug to a consumer 
good, the pharmacist to the one who generates profit from the sale of products, and the role of 
healthcare professional “in the shadow” of the seller (Oliveira et al., 2017; Rapport et al., 2009). 
Other authors mentioned that taking care of patient health should be the main purpose of the 
pharmacy. Along with this, disconnecting from the marketing image, building trust in 
pharmacists by the authority, and improving the quality of clinical pharmacy services should 
also be considered (Altman et al., 2019; Campeau Calfat et al., 2021; C. L. Ferreira et al., 2016; 
A. C. Melo et al., 2021; Mossialos et al., 2015). 
Despite the state’s belief in the pharmacist to protect and monitor, while allowing 
managers and owners to focus on profit from the sale of products, the retail business model is 
still incongruous with patient care (Brazinha & Fernandez-Llimos, 2014; Payne et al., 2019; 
Spinello, 1992). The results of the study showed that private pharmacy chains are influenced 
189 
 
 
by non-altruistic modus operandi, putting the pharmacist on the "tightrope" for decision-making 
(Paiva, 2014; Resnik et al., 2000). Stakeholders assumed that the existence of retail enticement 
by industries to meet sales targets “at any cost” induce strong ethical dilemmas among 
pharmacists and assistants (ARSLAN et al., 2018; Barbosa, 2016; Feng Jing et al., 2011; 
Mendes & Faria, 2004; Rodríguez & Juričić, 2018; Silva, 2019). 
In the 1960s and the 1970s, this model of business practice gained traction as the law 
expanded to control pharmacies by non-pharmaceutical owners (Barros Neto & Jacob, 2020b; 
Brasil, 1973, 1973; J. de S. Santos, 2003). This phase was influenced by the drugstore model, 
with a competitive expansion of networks, the release of sales of non-health-related products, 
and the creation of an image of commercial establishments (Hashimoto & Fonseca, 2009; 
Lorand, 2013; Reis, 2013; Zubioli, 1992). It is important to highlight that a business model that 
links pharmaceutical industries and retail pharmacies generates ethical dilemmas and is 
profitable for both (Corrêa & de Oliveira, 2008). 
In the same decade, the agreement between the Ministry of Education and Culture and 
the United States Agency for International Development proposed the removal of pharmacy 
courses to meet the interests of the pharmaceutical industries, negatively influencing the 
Brazilian educational system (Araújo & Prado, 2008; Estefan, 1986; Zubioli, 1992). The 
technical orientation of higher education courses has distanced

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