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15 A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO ESTOMATERAPEUTA NA PROMOÇÃO DO AUTOCUIDADO E NA ADAPTAÇÃO DE PACIENTES ESTOMIZADOS Renata Cristina Machado Santos1 Maria Cristina Paganini2 RESUMO Objetivo: Descrever a atuação do enfermeiro estomaterapeuta na promoção do autocuidado e na adaptação de pacientes estomizados. Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura, pela qual permite a construção de uma análise ampla da literatura. Os artigos foram encontrados nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e portal Scientific Eletronic Library On-line (SCIELO). Foram incluídos estudos completos e originais disponibilizados gratuitamente nesses bancos de dados, publicados entre os últimos cinco anos (2020 a 2024) em idioma português. Resultados: A amostra inicial levantou 171 artigos devido ao cruzamento dos descritores nas bases de dados pré-estabelecidas. Logo após essas publicações foram sendo excluídas de acordo com os critérios estabelecidos na metodologia. Resultando na amostra final com 10 artigos científicos incluídos que atendiam o enfoque do estudo. A atuação do enfermeiro estomaterapeuta é crucial na promoção do autocuidado e na adaptação de pacientes estomizados, conforme evidenciado pelos estudos analisados. Conclusão: A abordagem holística e integrada do enfermeiro estomaterapeuta, que considera as necessidades físicas, emocionais e sociais dos pacientes, é fundamental para o sucesso do autocuidado e a melhoria da qualidade de vida. A formação contínua, a comunicação empática e a criação de grupos de apoio são estratégias indispensáveis para superar as barreiras enfrentadas por essa população. Ao fortalecer essas práticas, os enfermeiros podem efetivamente contribuir para a adaptação dos pacientes estomizados, promovendo não apenas a autonomia, mas também um cuidado mais humanizado e centrado no paciente. Descritores: Estomia. Estomas cirúrgicos. Enfermeiros. _______________________________________________________________________________________ ABSTRACT Objective: To describe the role of the stoma therapy nurse in promoting self-care and adapting ostomized patients. Methodology: This is an integrative literature review study, which allows the construction of a broad analysis of the literature. The articles were found in the Virtual Health Library (VHL) and Scientific Electronic Library On-line (SCIELO) databases. Complete and original studies made available free of charge in these databases, published between the last five years (2020 to 2024) in Portuguese, were included. Results: The initial sample collected 171 articles due to the crossing of descriptors in pre-established databases. Soon after, these publications were excluded according to the criteria established in the methodology. Resulting in the final sample with 10 scientific articles included that met the focus of the study. The role of the stoma therapy nurse is crucial in promoting self-care and the adaptation of stoma patients, as evidenced by the studies analyzed. Conclusion: The holistic and integrated approach of the stoma therapy nurse, which considers the physical, emotional and social needs of patients, is fundamental to successful self-care and improving quality of life. Continuous training, empathetic communication and the creation of support groups are essential strategies to overcome the barriers faced by this population. By strengthening these practices, nurses can effectively contribute to the adaptation of stoma patients, promoting not only autonomy, but also more humanized and patient-centered care. Descriptors: Ostomy. Surgical stomas. Nurses. 1Graduanda do curso de Enfermagem da Universidade Tuiuti do Paraná, campus Sidnei Rangel. 2Enfermeira. Ph.D. Docente do curso de Enfermagem da Universidade Tuiuti do Paraná, campus Sidnei Rangel. E-mail: maria.paganini@utp.br INTRODUÇÃO O estoma consiste em um orifício construído cirurgicamente para permitir a comunicação das vísceras com o meio externo, com o objetivo de desviar o conteúdo intestinal. Sabe-se que a estomia de eliminação pode ter caráter permanente ou temporário, de acordo com a doença de base e a finalidade. Dependendo do segmento intestinal no qual é realizada recebe uma denominação, assim, quando confeccionada no intestino grosso chama-se colostomia e no delgado ileostomia, em alças que possuem tamanhos variados e mobilidade que permitam sua adequada exteriorização e fixação na parede abdominal, criando uma abertura artificial para saída de fezes e flatos (RIBEIRO et al., 2023). De acordo com a Associação Brasileira de Ostomizados (ABRASO), em 2020, aproximadamente 300 mil pessoas viviam com estoma intestinal no Brasil. A ostomia é realizada por meio de um procedimento cirúrgico que cria uma via alternativa de comunicação com o meio externo ao organismo. Essa cirurgia pode ser realizada em várias partes do corpo e, dependendo da causa, pode ser temporária ou permanente (SILVA et al., 2022). A gastrotomia é um procedimento cirúrgico que envolve a criação de uma abertura para inserir uma sonda alimentar no ostomizado, permitindo assim a alimentação e fornecimento de nutrientes nos casos em que a pessoa não consegue se alimentar pela boca. A jejunostomia é um método cirúrgico em que uma sonda é colocada diretamente no jejuno para alimentação ou administração de medicamentos, sendo usada para pacientes que não possuem a capacidade de deglutir. A ileostomia é quando uma pequena parte é exteriorizada para desviar parte do efluente para fora do corpo, sendo coletada em uma bolsa. A colostomia é um procedimento cirúrgico no qual o cólon é exteriorizado na parte anterior do abdômen, desviando o trajeto das fezes e coletando-as em uma bolsa. Os estomas urinários permitem oescoamento da urina para uma bolsa coletora quando não é possível passar pelo trato urinário superior. A traqueostomia é um procedimento realizado para a exteriorização da traquéia, fixando-a a pele, sua função é levar o ar até os pulmões no processo de respiração (STOLBERG; MARTINS, 2023). Diante deste contexto, destacam-se a Educação em Saúde que compreende ações e práticas que visam levar ao público em geral conhecimentos básicos a respeito de uma determinada condição de saúde, com a finalidade de capacitar esses indivíduos de forma que eles possam executar tarefas rotineiras da melhor maneira possível para promover a sua reabilitação ou a da pessoa sobre seus cuidados. Nesse sentido, o profissional enfermeiro, dentro da equipe de saúde assume um papel vital de propagação de conhecimentos adequados e fundamentados cientificamente, para melhorar a qualidade dos cuidados prestados no ambiente domiciliar, pelos cuidadores ou pelo próprio indivíduo. Portanto, a prática de educação em saúde com pacientes estomizados, vai muito além dos cuidados com o problema de saúde apresentado, pois envolve fatores físicos, sociais, psicológicos e interferências nas rotinas diárias (COUTO et al. ,2021). O enfermeiro deve iniciar os cuidados no momento do diagnóstico e da realização de uma ostomia com o objetivo de minimizar o sofrimento do paciente e obter uma boa reabilitação. A ênfase no autocuidado é uma alternativa para possibilitar que o paciente participe de forma ativa do seu tratamento, estimulando assim a responsabilidade da continuidade dos cuidados pós-alta hospitalar o que irá contribuir na sua reabilitação. Durante o processo educativo, é importante conhecer o nível de ansiedade do paciente e os mecanismos que ele utiliza para lidar com o estresse (SILVA et al. , 2023). O cuidado de enfermagem deve, portanto, ser estruturado para o desenvolvimento do autocuidado a partir de orientações voltadas para o paciente e sua família. Dessa forma a atenção à saúde de pacientes que são portadores de estomas é regida e garantida pela Portaria nº 400 de 16 de novembro de 2009, do Ministério da Saúde do Brasil, que assegura a necessidade de cuidados do paciente colostomizados em unidades de atenção básica e em serviços especializados, abrangendo estímulo ao autocuidado,promoção de saúde, prevenção de complicações, fornecimento de equipamentos coletores e adjuvantes, e treinamento de profissionais de saúde (BRASIL, 2009). A Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) dispões de diretrizes para o exercício da Estomaterapia no Brasil e define que o Enfermeiro estomaterapeuta é aquele que realiza o curso de especialização na área, reconhecido pela SOBEST e pela World Council of Enterostomal Therapists (WCET) e devidamente registrado nos órgãos do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e Conselho Regional de Enfermagem (COREN). Portanto, esse profissional torna-se habilitado para cuidar de pessoas com estomias, feridas agudas e crônicas, fístulas, drenos em seus aspectos preventivos, terapêuticos e de reabilitação em busca da melhoria da qualidade de vida desses pacientes (SOBEST, 2016). O Ministério da Saúde declara que as ações do processo de reabilitação das pessoas com estomias devem caminhar com o objetivo implícito no conceito de reabilitação, que é o de concentrar e potencializar as capacidades existentes ou residuais. Essas ações visam ao aprendizado e ao desenvolvimento de habilidades necessárias às atividades diárias, a fim de permitir a reintegração social das pessoas com estomia. Portanto, no momento da alta, o paciente deve ser encaminhado para receber atendimento especializado e o fornecimento das orientações necessárias à sua nova condição. Na medida em que se sentir mais seguro, o indivíduo se tornará apto e independente para o autocuidado (BRASIL, 2021). Ressalta-se que a adaptação do paciente estomizado a sua nova condição de vida é difícil, pois os cuidados dispensados e a forma como esse cuidado é feito, faz com que o cliente se sinta fragilizado e menosprezado, o que pode acabar o levando ao isolamento social, profissional e familiar, deixando assim de viver o social por medo de algum constrangimento ou preconceito por parte de uma sociedade menos esclarecida (RIBEIRO et al., 2020). Portanto, durante o atendimento o enfermeiro deve avaliar: (I) Doença e tratamento: a estomia é uma etapa do tratamento; (II) Religiosidade: compreender o papel da religião na vida da pessoa a fim de potencializar o enfrentamento da atual condição; respeitar as diferentes crenças. (III) Impacto na vida familiar: a doença e a estomia alteram o cotidiano da família. (IV) Vínculos familiares e sociais: o contexto em que vive é determinante para o enfrentamento das dificuldades. (V) Situação socioeconômica: condição que avalia a satisfação ou não das necessidades cotidianas da pessoa com estomia, como alimentação, vestuário e moradia. (VI) Vivência do luto: período em que a pessoa com estomia pode apresentar sentimentos de raiva, culpa, tristeza, mágoa ou resignação (BRASIL, 2021). Neste sentido destaca-se a Teoria do Autocuidado descrita por OREM que estabelece que de acordo com as noções fundamentais para assistência de Enfermagem, a Teoria do Déficit do Autocuidado traz como referência a capacidade de todos para cuidar de si mesmo e também de outrem que esteja sobre sua responsabilidade. Contudo, para que haja autocuidado são necessários a todas as pessoas requisitos universais como, por exemplo, a conservação do ar, da água, dos alimentos, eliminações, atividade e descanso, solidão e interação social, prevenção de risco e promoção à realização das atividades humanas. Tais requisitos são considerados como fundamentais para que existam condições ideais à longevidade e promoção do autocuidado (OREM, 1991). Assim sendo, diante das dificuldades enfrentadas pelos pacientes com estomia durante a aceitação e adaptação, este estudo irá partir da seguinte questão: Como o profissional enfermeiro pode atuar na assistência ao paciente estomizado e auxiliar na promoção da adaptação e do autocuidado? JUSTIFICATIVA Uma assistência de qualidade é de suma importância para a melhora da qualidade de vida dos portadores de estomia. Durante o planejamento da assistência, os enfermeiros podem incluir a educação em saúde no seu processo de cuidar e desenvolver aptidões do paciente para o autocuidado. Durante a assistência de enfermagem, é primordial o ensino dos cuidados necessários para o paciente e a sua família, ensinando a conviver com situações cotidianas à ostomia e suas consequências, como a incontinência fecal, o odor e a necessidade de mais cuidado com a higiene, para que o ostomizado possa receber um suporte adequado, bem como o apoio. Nesse contexto, surge a necessidade de aprimoramento dos profissionais de saúde, em especial do enfermeiro, em se especializar e se atualizar para poder melhor atender as pessoas estomizadas. Portanto, é importante que durante todo o processo do paciente estomizado haja maior envolvimento dos profissionais para sua adaptação e a população tenha conhecimento sobre as ostomias para a diminuição do preconceito. Portanto, é de grande relevância discutir o tema com a finalidade de aumentar o conhecimento dos enfermeiros que atendem esses pacientes, pois é fundamental que os profissionais estejam atualizados e capacitados para fornecer um cuidado de qualidade aos pacientes estomizados, que muitas vezes são deixados sem suporte adequado e se sentem perdidos em relação aos cuidados necessários, justificando assim a realização deste estudo. OBJETIVO Descrever a atuação do enfermeiro estomaterapeuta na promoção do autocuidado e na adaptação de pacientes estomizados. METODOLOGIA Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura, pela qual permite a construção de uma análise ampla da literatura, contribuindo para discussões sobre métodos e resultados de pesquisas, assim como reflexões sobre a realização de futuros estudos. Para a construção desta revisão integrativa da literatura, optou-se por adotar as etapas estabelecidas pelo método de Gil (2010), sendo eles: ▪ 1ª: Identificação do tema e seleção da hipótese ou questão da pesquisa para elaboração da pesquisa integrativa. ▪ 2ª: Estabelecimento de critérios para a inclusão e exclusão de estudos/amostragem ou busca na literatura. ▪ 3ª: Definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados/categorização dos estudos. ▪ 4ª: Avaliação dos estudos. ▪ 5ª: Interpretação dos resultados. ▪ 6ª: Apresentação da revisão/síntese do conhecimento. A pesquisa foi realizada por meio dos estudos disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e portal Scientific Eletronic Library On-line (SCIELO). Em tais bancos de dados foram utilizados os seguintes descritores: “Estomia”; “Estomas cirúrgicos”; “Enfermeiros” para a eleição dos artigos científicos. Tais descritores encontram-se dispostos no DECs (Descritores em Ciências da Saúde) e foram cruzados da seguinte forma: (I) Estomia AND Estomas cirúrgicos AND Enfermeiros e (II) Estomia AND Enfermeiros. Os critérios estabelecidos como inclusão nessa pesquisa foram: estudos completos e originais disponibilizados gratuitamente nesses bancos de dados, publicados entre os últimos cinco anos (2020 a 2024) em idioma português. Foram excluídos artigos incompletos, em duplicidade, fora do objetivo e que não respondiam a seguinte questão do estudo: Como o profissional enfermeiro pode atuar na assistência ao paciente estomizado e auxiliar na promoção da adaptação e do autocuidado? Ressalta-se que em primeiro momento foram analisados os títulos e resumos de cada artigo, a fim de realizar uma primeira filtragem dos estudos relacionados ao tema proposto. Logo após foi realizado a seleção dos artigos que atendiam aos critérios de inclusão, e assim, foi efetuada a leitura integral dos mesmos. Então, para a análise e interpretação dos dados, foi feita a síntese das informações extraídas dos artigos, utilizando um instrumento composto dos seguintes itens: autores e ano; objetivo, métodos e resultados. RESULTADOS A amostra inicial levantou 171 artigos devido ao cruzamento dos descritores nas bases de dados pré-estabelecidas. Logo após essas publicações foram sendo excluídas de acordo com os critérios estabelecidos na metodologia. Resultando na amostrafinal com 10 artigos científicos incluídos que atendiam o enfoque do estudo, conforme demonstrado no fluxograma 1. Fluxograma 1: Demonstrativo de publicações encontradas de acordo com as bases de dados ( Artigos Identificados (n=171 ) SciELO: (n=18) BVS: (n=153) ) ( Identificação ) ( Artigos Duplicados (n=16) Artigos Incompletos (n=03) ) ( Triagem ) ( Artigos Selecionados para leitura de títulos e resumos (n=152) ) ( Artigos fora do objetivo (n=114) ) ( Elegibilidade ) ( Artigos que não atendiam a questão da pesquisa (n=28) ) ( Artigos lidos na íntegra (n= 38) ) ( Ar tigos incluídos na revisão (n=10 ) ) ( Identificação ão ) Fonte: A autora, 2024 Logo após as publicações foram categorizadas de acordo com o autor, ano de publicação, objetivo, metodologia e resultados principais conforme demonstrado no quadro 1. Quadro 1: Demonstrativo de artigos de acordo com autor, ano de publicação, objetivo, metodologia e resultados principais Autor/Ano Objetivo Metodologia Resultados Principais CARNEIRO et al. (2024) Identificar através da revisão de estudos científicos as contribuições da estomaterapia para a assistência de Enfermagem em pessoas com estomias intestinais. Revisão de Literatura O estomaterapeuta tem conhecimentos que são fundamentais e especializados para o cuidado de pessoas não só estomizados, mas também com feridas, drenos, cateteres e incontinência anal e urinária, por exemplo. Além da assistência, este profissional também tem papel de educador, orientando o correto manuseio e cuidado evitando agravos por uso incorreto. ALIEVI et al. (2023) Identificar como é o cuidado oferecido às pessoas que vivem com estomias na rede de atenção à saúde na ótica dos enfermeiros. Estudo Descritivo Foram identificadas fragilidades na comunicação na rede de atenção à saúde, bem como nas ações de cuidado efetivadas pelos enfermeiros às pessoas que vivem com estomas, demonstrou-se um cuidado centralizado e falha na atenção devido a falta de educação continuada. CORREA et al. (2023) Analisar as evidências científicas sobre a Prática Avançada de Enfermagem aos pacientes com estomias de eliminação na Atenção Primária à Saúd Revisão de Literatura As recomendações de Prática Avançada de Enfermagem destinada às pessoas com estomia na Atenção Primária à Saúde corroboram atuação na avaliação clínica e socioemocional, propostas de tecnologias leves baseadas em evidência, orientações no manejo do equipamento, intervenções com educação em saúde e realização de encaminhamentos para alta complexidade, DIAS et al. (2023) Investigar as práticas de autocuidado de pessoas com estomia intestinal assistidas em um centro especializado em reabilitação Estudo Transversal Os resultados apontam a relevância de promover o autocuidado entre pessoas com estomias e inserir familiares nas práticas de cuidado de modo que aprendam e auxiliem na adesão aos cuidados durante o período de adaptação, na promoção da qualidade de vida e na prevenção de complicações, considerando-se as vulnerabilidades identificadas JORGE et al. (2023) Descrever o perfil sociodemográfico e clínico de pessoas com estomia por causa oncológica no estado do Ceará Estudo epidemiológico O estudo mostrou o perfil de pacientes com estomia por causas oncológicas. Além disso, com o perfil clínico de pacientes sem comorbidades, que apesar da causa não realizou tratamento quimioterápico ou radioterápico, com colostomia definitiva, com protrusão em baixo perfil, efluente pastoso, utilizando a cada 3 ou 5 dias, bolsa plana de uma peça OLIVEIRA et al. (2023) Relatar uma experiência sobre cuidados de enfermagem com estomias intestinais aos enfermeiros atuantes na Secretaria Municipal de São Bento do Sul/Santa Catarina. Estudo Descritivo Um profissional orientado e seguro em sua prática implica diretamente na segurança do paciente, nesse sentido a realização de atividades como cursos, capacitações e eventos, principalmente quando se trata de pacientes estomizados se tornam importantes ferramentas de aprimoramento profissional. RIBEIRO et al. (2023) Discutir o autocuidado realizado pelo paciente com estomia intestinal à luz de Dorothea Orem Estudo Exploratório Os pacientes com estoma necessitam de um alto nível de informação e orientações, principalmente no decorrer das duas primeiras semanas em casa após o procedimento cirúrgico em relação à alimentação e atividades diárias, higiene da pele, estoma e dispositivo coletor, assim como a colocação/ posicionamento, retirada e tempo de esvaziamento deste dispositivo para que seja possível uma boa qualidade de vida. CRUZ et al. (2022) Analisar a partir da revisão de literatura as práticas de assistência de enfermagem que contribuem para a melhoria da qualidade de vida de pessoas ostomizadas. Revisão de Literatura Os resultados dessa revisão apontam que a importância do profissional de enfermagem no atendimento ao paciente ostomizado tem um alcance psicossocial, de reabilitaçãofísica, emocional e laboral, contribuindo para que a troca de saberes entre paciente e enfermagem promovam a construção de conhecimentos alinhados à realidade individual do paciente. MEDEIROS et al. (2021) Identificar o papel do enfermeiro durante a assistência ao paciente ostomizado Revisão de Literatura A assistência de enfermagem é essencial aos indivíduos ostomizados e que mesmo com os processos técnicos fundamentados em concepções científicas efetuados pelo profissional enfermeiro, é fundamental estabelecer vínculo com seus clientes levando em conta suas questões éticas, morais, religiosas e suas personalidades singulares, tornando o cuidado individual MAURÍCIO et al. (2020) Descrever e analisar as dificuldades e facilidades percebidas por enfermeiros para implementação do processo educativo dirigido às pessoas com estomia Estudo Qualitativo Os fatores dificultadores do processo educativo foram: estrutura física inadequada, escassez de recursos financeiro e humano. Além disso, apreendeu-se déficit na formação e qualificação dos enfermeiros. Os fatores facilitadores incluíram: fornecimento de equipamentos e adjuvantes para as pessoas com estomia e criação de grupos de apoio para esta clientela Fonte: A autora, 2024 Nos últimos anos, houve uma produção significativa de artigos acadêmicos em várias áreas de pesquisa. Analisando a quantidade de artigos publicados por ano, observa-se a seguinte distribuição: · Em 2023, um número considerável de artigos foi registrado (n=6), com contribuições importantes de Alievi et al., Correa et al., Dias et al., Jorge et al., Oliveira et al., e Ribeiro et al. A variedade de tópicos e abordagens refletida nesses trabalhos sublinha a riqueza da produção científica nesse período. · No ano de 2022, o artigo de Cruz et al. foi uma das publicações relevantes, oferecendo novos insights e contribuições ao campo de estudo. · Em 2021, Medeiros et al. foram os responsáveis por uma importante publicação que ajudou a avançar o conhecimento na área abordada. · Em 2024, foram publicados artigos por Carneiro et al. Esse ano mostra uma contribuição recente e atualizada para a literatura acadêmica. · Por fim, em 2020, Maurício et al. publicaram um artigo que também adicionou valor significativo à discussão acadêmica da época. Na análise dos artigos observa-se uma variedade de metodologias empregadas para explorar diferentes aspectos do cuidado e da prática clínica. A revisão de literatura é a metodologia mais frequente, com quatro artigos dedicados a consolidar e analisar as evidências existentes. Estes trabalhos abordam as contribuições da estomaterapia para a assistência de enfermagem em pessoas com estomias intestinais, sendo eles: Carneiro et al. (2024), Correa et al. (2023), Cruz et al. (2022) e Medeiros et al. (2021). A metodologia de estudo descritivo é utilizada em dois artigos. Esses estudos focam na descrição de aspectos específicos do cuidado com estomias, sendo eles; Oliveira et al. (2023) e Alievi et al. (2023). Também são notáveis as metodologias de estudotransversal e estudo epidemiológico, cada uma com um artigo. O estudo transversal investiga as práticas de autocuidado de pessoas com estomia intestinal assistidas em um centro especializado em reabilitação conforme Dias et al. (2023). O estudo epidemiológico de Jorge et al. (2023) descreve o perfil sociodemográfico e clínico de pessoas com estomia por causa oncológica no estado do Ceará. Finalmente, a metodologia de estudo exploratório é representada por Ribeiro et al.(2023) que discute o autocuidado realizado pelo paciente com estomia intestinal à luz da teoria de Dorothea Orem. Além disso, a metodologia qualitativa é abordada por Maurício et al. (2020) que descreve e analisa as dificuldades e facilidades percebidas por enfermeiros na implementação do processo educativo dirigido às pessoas com estomia. DISCUSSÃO A atuação do enfermeiro estomaterapeuta é fundamental na promoção do autocuidado e na adaptação de pacientes estomizados, conforme evidenciado por diversas pesquisas que discutem o papel crucial desse profissional na assistência a essa população. Carneiro et al. (2024) ao realizarem um estudo cujo objetivo foi identificar as contribuições da estomaterapia para a assistência de Enfermagem em pessoas com estomias intestinais destacaram que o estomaterapeuta possui conhecimentos especializados que vão além do cuidado com as estomias, abrangendo feridas, drenos e incontinência. Essa expertise é essencial para educar os pacientes sobre o manuseio adequado e os cuidados necessários, prevenindo agravos e promovendo a autonomia no autocuidado. Em um estudo cujo objetivo foi identificar como é o cuidado oferecido às pessoas que vivem com estomias na rede de atenção à saúde na ótica dos enfermeiros, Alievi et al. (2023) destacaram a comunicação como um pilar fundamental nas práticas de enfermagem para pacientes com estomias. A comunicação eficaz não se resume apenas à troca de informações, mas envolve uma abordagem empática que considera as preocupações e medos dos pacientes. Os enfermeiros, ao desenvolverem habilidades de escuta ativa, podem identificar fragilidades específicas no cuidado, como a falta de compreensão sobre o manuseio adequado da bolsa de estoma ou as limitações emocionais que podem surgir após a cirurgia. Além disso, a comunicação personalizada permite que os enfermeiros adaptem suas orientações às necessidades individuais de cada paciente. Isso pode incluir a explicação sobre cuidados diários, orientações sobre a dieta e a gestão de possíveis complicações. Por exemplo, um enfermeiro que compreende as particularidades da vida do paciente — como seu contexto familiar e social — pode fornecer recomendações mais relevantes e práticas, que considerem suas rotinas e desafios diários. Correa et al. (2023) ao discutirem a Prática Avançada de Enfermagem como uma abordagem, em um estudo envolvendo enfermeiros da Atenção Primária à Saúde, concluíram que vai além do cuidado tradicional, enfatizando a necessidade de um envolvimento mais ativo dos enfermeiros na avaliação clínica e no planejamento de intervenções educativas para pacientes com estomias. Essa prática implica um profundo entendimento das necessidades individuais de cada paciente, permitindo que o enfermeiro desenvolva um plano de cuidados mais direcionado e eficaz. Um dos aspectos centrais dessa abordagem é a capacitação do paciente para a autogestão de seus cuidados. Isso não apenas inclui orientações sobre o manuseio adequado da bolsa de estoma e cuidados com a pele, mas também envolve a educação sobre a dieta e a identificação de sinais de possíveis complicações. Ao empoderar os pacientes com informações e habilidades práticas, os enfermeiros ajudam a promover um senso de controle e autonomia, que é fundamental para a adaptação emocional à nova condição. O estudo de Dias et al. (2023) ressaltou a relevância do autocuidado na vida de pessoas com estomias, destacando que a inserção da família nas práticas de cuidado é crucial. Os enfermeiros desempenham um papel central na educação dos familiares, capacitando-os a apoiar o paciente durante o processo de adaptação, o que pode melhorar significativamente a qualidade de vida e a adesão ao autocuidado. Juntos, esses elementos mostram que a atuação do enfermeiro estomaterapeuta é multidimensional e integrada, envolvendo tanto a educação em saúde quanto o suporte emocional. Ribeiro et al. (2023) corroboram a idéia de que a educação familiar melhora a qualidade de vida dos pacientes e potencializa a adesão ao autocuidado. Quando os familiares estão bem informados e envolvidos, eles se tornam aliados na promoção da saúde, ajudando o paciente a seguir as orientações médicas e a lidar com os desafios da nova realidade. Medeiros et al. (2021) ao desenvolveram um estudo cujo objetivo foi identificar o papel do enfermeiro durante a assistência ao paciente ostomizado enfatizaram a importância do vínculo entre enfermeiro e paciente, ressaltando que esse relacionamento deve considerar aspectos éticos e culturais que influenciam o cuidado. O vínculo de confiança estabelecido entre o enfermeiro e o paciente é essencial, pois promove um ambiente seguro onde o paciente se sente à vontade para discutir suas preocupações e dificuldades. Essa confiança é fundamental para que o paciente se sinta motivado a adotar práticas de autocuidado e a seguir as orientações fornecidas. Jorge et al. (2023) realizaram um estudo epidemiológico que descreve o perfil sociodemográfico e clínico de pacientes com estomia por causas oncológicas no Ceará. Os resultados mostram que muitos pacientes são submetidos a colostomias definitivas, frequentemente sem o suporte de tratamentos quimioterápicos ou radioterápicos, e apresentam características específicas, como efluente pastoso e necessidade de troca da bolsa a cada 3 ou 5 dias. Essa informação é crucial para que os enfermeiros compreendam melhor as necessidades individuais dos pacientes e ajustem suas intervenções de acordo com as particularidades de cada caso. O conhecimento do perfil clínico e sociodemográfico permitem que os profissionais desenvolvam estratégias educativas mais eficazes, levando em conta as realidades enfrentadas pelos pacientes, o que é fundamental para promover o autocuidado e a adesão às orientações de saúde. A análise de Cruz et al.(2022) complementam essa discussão ao afirmar que a assistência de enfermagem deve ser psicossocial. Isso significa que os enfermeiros precisam abordar não apenas as necessidades físicas do paciente estomizado, mas também suas necessidades emocionais e sociais. Essa abordagem holística permite que o enfermeiro identifique fatores que podem afetar o bem-estar do paciente, como isolamento social ou dificuldades emocionais, e intervenha de maneira apropriada. Assim, a assistência se torna mais eficaz, promovendo uma adaptação mais tranquila e uma melhor qualidade de vida para o paciente. A formação contínua dos enfermeiros é fundamental para a melhoria da assistência prestada a pacientes ostomizados. Maurício et al. (2020) apontam que barreiras estruturais, como a falta de recursos financeiros e humanos, bem como deficiências na formação inicial dos profissionais, podem comprometer a efetividade do processo educativo. Essa lacuna no conhecimento pode levar a um atendimento menos qualificado e a uma comunicação ineficaz com os pacientes, resultando em dificuldades para a adaptação e manejo das estomias.A promoção de grupos de apoio é uma estratégia valiosa que pode ser implementada para enfrentar esses desafios. Esses grupos não apenas oferecem um espaço para troca de experiências entre pacientes, mas também permitem que os enfermeiros se atualizem sobre as melhores práticas e as necessidades reais dos estomizados. Essa interação pode criar um ciclo de aprendizado contínuo, onde os enfermeiros compartilham informações e recebem feedback sobre sua atuação, aprimorando assim suas habilidades de cuidado. Oliveira et al. (2023) reforçaram a importância da formação e capacitação dos enfermeiros que atuam na assistência a pacientescom estomias intestinais. O estudo aponta que profissionais bem orientados e seguros em suas práticas podem garantir uma maior segurança ao paciente. Nesse sentido, a realização de cursos, capacitações e eventos se torna essencial para o aprimoramento profissional, permitindo que os enfermeiros adquiram conhecimentos atualizados sobre manejo de estomias e intervenções educativas. Essa capacitação contínua não apenas fortalece a confiança dos enfermeiros em suas habilidades, mas também melhora a qualidade do cuidado prestado, contribuindo para um ambiente de suporte que favorece a adaptação e o autocuidado dos pacientes estomizados. CONCLUSÃO A atuação do enfermeiro estomaterapeuta é crucial na promoção do autocuidado e na adaptação de pacientes estomizados, conforme evidenciado pelos estudos analisados. A combinação de conhecimento técnico, habilidades de comunicação e a capacidade de educar pacientes e familiares desempenham um papel vital no processo de adaptação à nova condição. A educação contínua e a capacitação dos profissionais são essenciais para garantir que eles se sintam seguros e preparados para fornecer um cuidado de qualidade. Além disso, a inclusão da família nas práticas de cuidado não só melhora a adesão ao autocuidado, mas também fortalece a rede de suporte emocional do paciente, criando um ambiente propício para a recuperação e bem-estar. Portanto, a abordagem holística e integrada do enfermeiro estomaterapeuta, que considera as necessidades físicas, emocionais e sociais dos pacientes, é fundamental para o sucesso do autocuidado e a melhoria da qualidade de vida. A formação contínua, a comunicação empática e a criação de grupos de apoio são estratégias indispensáveis para superar as barreiras enfrentadas por essa população. Ao fortalecer essas práticas, os enfermeiros podem efetivamente contribuir para a adaptação dos pacientes estomizados, promovendo não apenas a autonomia, mas também um cuidado mais humanizado e centrado no paciente. REFERÊNCIAS ALIEVI, M.F et al. Atenção à saúde do estomizado na rede de atenção à saúde na perspectiva de enfermeiros. Enferm Foco, v. 14, n. e-202365, pág. 01-07. 2023. Disponível em: Acesso em 12 de agosto de 2024. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTOMATERAPIA (SOBEST). Diretrizes éticas para o exercício da estomaterapia. 2016. Disponível em: https://sobest.com.br/wp-content/uploads/2020/10/codigo-de-etica-sobest.pdf. Acesso em 09 de março de 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 400 de 16 de novembro de 2009 - Estabelece Diretrizes Nacionais para a Atenção àSaúde das Pessoas Ostomizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde -SUS, a serem observadas em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. 2009. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0400_16_11_2009.html. Acesso em 09 de março de 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Atenção à Pessoa com Estomia. 2021. 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