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SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR GABINETE DO MINISTRO JOSÉ BARROSO FILHO Brasília-DF 2015 Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. Pesquisa e organização Ministro José Barroso Filho Equipe Responsável do Gabinete do Ministro José Barroso Filho Cel Juarez Conceição Bermudez - Chefe de Gabinete 2º Sgt Mario Marcelo Monteiro de Matos - Auxiliar de Gabinete Montagem das Ilustrações e Diagramação Eduardo Monteiro Pereira Ficha catalográfica Jonniery dos Santos Moreira Impresso no Brasil / Printed in Brazil Elaboração, distribuição e informações Superior Tribunal Militar (STM) Gabinete do Ministro José Barroso Filho Setor de Autarquias Sul – Praça dos Tribunais Superiores – Edifício-Sede – 6o Andar CEP: 70098-900 Brasília-DF Ficha Catalográfica Catalogação na fonte – Seção de Biblioteca Brasil. Superior Tribunal Militar. Gabinete do Ministro José Barroso Filho. Cartilha de direitos e deveres do cidadão : direitos, deveres e compromissos / Gabinete do Ministro José Barroso Filho. – Brasília : Superior Tribunal Militar, 2015. 77 p. : il. 1. Direitos do cidadão. 2. Deveres do cidadão. I. Título. II. Superior Tribunal Militar. CDU 342.57 SUMÁRIO CAPÍTULO I DOS DIREITOS DO CIDADÃO Direitos do Cidadão - Apresentação..................................................................................5 1 - Os Direitos Humanos...................................................................................................6 2 - O Direito de Ser Tratado como Igual........................................................................8 3 - O Direito de Opção Sexual........................................................................................10 4 - O Que Fazer Quando a Pessoa Sofre Abuso de Autoridade?...........................11 5 - A Prática de Tortura é Crime!..............................................................................14 6 - O Que Fazer Quando a Pessoa é Vítima de Exploração Sexual?...................15 7 - Os Direitos do Familiar de Pessoa Assassinada................................................17 8 - O Que Fazer Quando o Cidadão é Violado no Atendimento aos Serviços de Saúde? ..................................................................................................................19 9 - Os Direitos do Portador de HIV (AIDS)...............................................................21 10 - Os Direitos da Pessoa Portadora de Sofrimento Psíquico............................23 11 - O Direito ao Tratamento para Dependência Química.....................................24 12 - Os Direitos aos Mínimos Sociais............................................................................26 13 - O Acesso à Documentação........................................................................................28 14 - Os Direitos da Criança e do Adolescente..........................................................39 15 - Os Direitos da Mulher................................................................................................42 16 - Os Direitos do(a) Idoso(a).......................................................................................44 17 - Os Direitos da Pessoa Portadora de Necessidades Especiais....................46 18 - Os Direitos da Pessoa Presa...................................................................................48 19 - Os Direitos do(a) Trabalhador(a)............................................................................51 20 - O Que Fazer Quando a Pessoa é Vítima de Acidente de Trânsito?........53 21 - Os Direitos do Consumidor.....................................................................................55 22 - O Direito a um Ambiente Saudável...................................................................57 23 - Declaração Universal dos Direitos Humanos.......................................................59 CAPÍTULO II DOS DEVERES DO CIDADÃO Deveres do Cidadão - Apresentação (Significado de “Dever”).................................66 1 - Os Deveres do Cidadão Responsável..........................................................................67 2 - Dispositivos Constitucionais Relativos aos Deveres do Estado e dos Cidadãos....71 5 CAPÍTULO I DOS DIREITOS DO CIDADÃO DIREITOS DO CIDADÃO - APRESENTAÇÃO A violência atinge de diversas maneiras os diferentes setores da so- ciedade, aparecendo sob múltiplas formas: no abandono daqueles que estão em situação de especial vulnerabilidade; na violência física, praticada por diferentes agressores; na violência intrafamiliar, nas atitudes de discrimi- nação a portadores de deficiências, contra a mulher, por motivos étnicos, raciais, religiosos, de orientação sexual, de origem geográfica ou classe so- cial etc. Entender a violência como um problema de todos, não significa desco- nhecer a existência de diferentes esferas de responsabilidade. Assumir a responsabilidade da construção da paz, do que é possível fazer nas diferen- tes esferas, e acionar o poder público, é preocupar-se com o nosso futuro, enquanto coletividade: à medida em que percebemos o outro, suas necessi- dades e dificuldades, podemos detectar espaços a serem preenchidos pela nossa atuação, a fim de promover a justiça social. Dessas violências e expressões de intolerância resultam vítimas, que precisam ser atendidas em seus direitos de cidadão. Neste capítulo, buscou-se: • criar referências básicas, nas esferas governamentais, não governa- mentais e comunitárias, orientando e relacionando instituições que normalmente se envolvem com a temática dos direitos dos cidadãos, em favor de uma Sociedade mais justa, fraterna e solidária; • apresentar informações para conhecimento dos cidadãos, caminhos e formas de solução de problemas; • chamar a atenção para a responsabilidade dos cidadãos de en frentar e de superar a violência, bem como para os recursos disponibilizados para esse fim; e • apresentar os instrumentos e espaços oferecidos pelo Estado De- mocrático de Direito para a defesa dos direitos dos cidadãos. 6 1 - OS DIREITOS HUMANOS Direitos Humanos são todos os direitos conquistados ao longo dos tem- pos por todas as pessoas. Entre os direitos humanos podemos citar, além do direito à vida e à integridade física, também o direito à educação, à habitação, ao trabalho, à terra, à saúde, ao lazer, à informação e a um meio ambiente saudável e pre- servado. Mulheres e homens, negros, brancos, amarelos, índios, homossexuais, heterossexuais, idosos, crianças e adolescentes, portadores de deficiência, estrangeiros, migrantes, refugiados, portadores de HIV (AIDS), policiais, presos, despossuídos e os que têm acesso à riqueza, trabalhadores sem ter- ra, sem teto, todos, sem exceção, fazem jus aos direitos humanos. - O que você faz quando se depara com as violações dos direitos humanos? - Você sabia que nada fazer pode contribuir para manter as coisas como estão? - Veja, a seguir, algumas instituições, às quais você possa apelar, a fim de prevenir ou de denunciar as violações dos direitos humanos... 7 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República End: Setor Comercial Sul - B - Quadra 9 - Lote C Edifício Parque Cidade Corporate -Torre A - 10º andar CEP 70308-200 - Brasília - DF Disque 100 (Direitos Humanos) Fone: (61) 2027-3900 Site: www.sdh.gov.br/ E-mail: direitoshumanos@sdh.gov.br Horário de atendimento: 8 às 20 horas Câmara Legislativa do Distrito Federal Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar - CDDHCEDP End: Praça Municipal - Quadra 2 - Lote 5 - 1º andar Centro Cívico Administrativo - Eixo Monumental CEP 70094-902 - Brasília - DF Fone: (61) 3348-8700 E-mail: cddhcedp@cldf.gov.br Ministério Público Federal Procuradoria Regional dos Direitos dopara casos de reiteração de atos infracionais graves ou quando tenha havido grave ameaça ou violên cia contra a pessoa. Observa-se que ainda persistem resistências e dúvidas de alguns operadores jurídicos, quanto ao reconhecimento das garantias processuais. Existem regras mínimas estabelecidas pela ONU e pelo Ministério da Justiça para o tratamento da pessoa presa. Quem infringir as normas legais nesse sentido poderá ser processado por abuso de autoridade. O que fazer quando ocorrerem violações? • se você for preso ou presa, procure conhecer os seus direitos e deveres, recorrendo às autoridades, a fim de que as garantias legais sejam respeitadas; • se você for familiar de uma pessoa presa, junte-se aos outros familiares e procure apoio e orientação na Vara de Execuções Penais, na SUSEPE (adulto) e na Vara da Infância e Juventude (jovem); e • como cidadão ou cidadã livre, procure conhecer melhor a realidade do sistema carcerário e verifique como ser parceiro(a) do Estado e da sociedade civil na luta para humanizar essa situação. 50 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Centro de Recuperação e Assistência ao Preso e ao Egresso (CERAPE) End: SDS - Edifício Venâncio II - Sala 604 CEP: 70393-900 - Brasília - DF Fone: (61) 3323-5403 Site: http://www.cerape.org.br/index.html E-mail: cerape@abordo.com.br Funcionamento: 14 às 19 horas Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (FUNAP/DF) End: SIA - Trecho 02 - Lotes 1835/1845 CEP: 70600-000 - Brasília - DF Fone: (61) 3233-8523 / 3233-6154 E-mail: funap@funap.df.gov.br Câmara Legislativa do Distrito Federal Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar (CDDHCEDP) End: Praça Municipal - Quadra 2 - Lote 5 - 1º andar Centro Cívico Administrativo - Eixo Monumental CEP 70094-902 - Brasília - DF Fone: (61) 3348-8700 E-mail: cddhcedp@cldf.gov.br Defensoria Pública (assistência jurídica gratuita) End: SCS Quadra 04 - Bloco A - Entrada 94 - Lotes 22 à 24- Ed. Zarife 1º - 2º - 4º - 5º - 6º e 7º andares CEP 70304-904 - Brasília - DF Fone: 0800 642 8686 (Ouvidoria) Site: http://www.defensoria.df.gov.br/ E-mail: ouvidoria@defensoria.df.gov.br Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal End: SGAN - 909 - lotes D/E - Asa Norte CEP: 70790-090 - Brasília - DF Fone: (61)3103-3200 Fax: (61) 3103-0202 Site: http://www.tjdft.jus.br/trib/vij/vij.asp 51 19 - OS DIREITOS DO(A) TRABALHADOR(A) São direitos dos trabalhadores: - a Carteira de Trabalho e Previdência Social; - o salário mínimo; - a jornada de trabalho de, no máximo, 08 (oito) horas; - o trabalho noturno com remuneração 20% superior à do trabalho diurno, na área urbana, e 25% na área rural; - repouso semanal remunerado; - férias anuais remuneradas; - 13º salário; - li cença à gestante, sem prejuízo do empre go e do salário, com a duração de 120 (cento e vinte) dias e com estabilidade no emprego, desde a confirmação da gravidez até 05 (cinco) meses depois do parto; - licença-maternidade; - vale-transporte; - acesso ao Programa de Integração Social (PIS); - adicional de insalubridade e periculosidade; - proteção, em caso de acidente de trabalho; - aviso prévio; - rescisão contratual; - reclamações na Justiça do Traba lho; - seguro desemprego; e - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Se os seus direitos como trabalhador e como trabalhadora forem violados, procure orientação no Sindicato de sua categoria e também junto à Delegacia Regional do Trabalho. Proteja igualmente os seus direitos trabalhistas, recorrendo à Justiça do Trabalho. 52 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Ministério do Trabalho e Emprego End: Esplanada dos Ministérios - Bloco F - Anexo - Ala A Térreo - Sala TA - 14 CEP: 70059-900 - Brasília - DF Fone: (61) 2031-6275 - Ouvidoria Fax: (61) 3221-6969 Secretaria de Estado do Trabalho e do Empreendedorismo End: SBN - Quadra 02 - Lote 9 - Bloco K - Ed.Wagner - 3º Subsolo CEP: 70041-901 - Brasília – DF Fone: (61) 3255-3700 / 3255-3701 NA HORA - Posto de Atendimento ao Cidadão End: Subsolo da Estação Rodoviária de Brasília - Plataforma D CEP: 70089-000 - Brasília - DF Fone: (61) 3218-8600 Funcionamento: segunda a sexta-feira: 7h30 às 18h30 sábados: 7h30 às 12h30 53 20 - O QUE FAZER QUANDO A PESSOA É VÍTIMA DE ACI DENTE DE TRÂNSITO? O Código Brasileiro de Trânsito (Lei n° 9503 / 1997) define que trânsito é a utilização das vias por pessoas, veículos, animais, isolados ou em grupos, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga e des- carga. Estabelece, ainda, que o trânsito seguro é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades competentes do Sistema Nacional de Trânsito. Se, de um acidente de trânsito, resultarem danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre ou por sua carga, a Lei estabe lece o pagamento de indenização no caso de morte, invalidez, lesões e despesas médicas geradas pelo acidente de trânsito. Para retirar o valor referente à indenização, a vítima ou o beneficiário deverá entrar em contato com o Convênio DPVAT ou dirigir-se a uma Companhia Seguradora, levando o Boletim de Ocorrência e os documentos da vítima, para assim solicitar a indenização. É importante ressaltar que este procedimento não depende de advogado. O que fazer diante de um acidente de trânsito com vítimas? • chame a autoridade responsável; • não tente remover ou mover a pessoa; • conserve-a aquecida, cobrindo-a; • providencie a assistência médica mais próxima; • mantenha-se calmo, pois a vítima pode depender de você; • não tente resolver o acidente, sem o comparecimento das autoridades; e • registre a ocorrência. 54 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Polícia Militar Disque: 190 Polícia Rodoviária Federal - DF End: Posto BR 040 - Km 001 Fone: (61) 3394-3001 End: Posto BR 060 - Km 013 Fone: (61) 3500-0034 DETRAN - DF Disque: 154 SAMU - Pronto-Socorro (Ambulância) Disque: 192 Corpo de Bombeiros Disque: 193 55 21 - OS DIREITOS DO CONSUMIDOR O Código de Defesa do Consumidor - Lei n° 8078, de 11 de setembro de 1990 - define o consumidor como... Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, haja intervindo nas relações de consumo. A Lei n° 8078, de 11 de setembro de 1990, é um marco na defesa dos direitos do consumidor, pois, até então, não havia nenhum instrumento legal e ágil, que garantisse ao consumidor a sua defesa mediante a má-fé dos fornecedores. Conforme esta lei, são direitos do consumidor, dentre outros, os seguintes: • proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; • educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; • informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço; • proteção contra a publicidade enganosa e abusiva; • proteção contra cláusulas contratuais abusivas; e • adequada e eficaz prestação dos serviços públicos. ATENÇÃO !... O Código de Defesa do Consumidor, em seu art. 26, determina os prazos para quem se sentir lesado em seus direitos e desejar reclamar: Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis; II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. Caso se sinta lesado em seus direitos, onde deverá prestar denúncia? 56 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Instituto de Defesa do Consumidor (PROCON) End: Ed. Venâncio 2000 - SCS - Quadra 08 Bloco B-60 - Sala 240 CEP: 70333-900 - Brasília - DF Fone: 151 E-mail: procon@procon.df.gov.br Associação de Defesa do Consumidor –DF End: SCS - Quadra 1 - Bloco L - Sala 1204 CEP: 70301-000 - Brasília – DF Fone: (61) 3201-9010 Associação de Consumidores Explorados do Distrito Federal (ACODE) End: SIG - Quadra 3 - s/n - Bloco C - Sala 204 CEP: 70610-430 - Brasília – DF Fone: (61) 3342-2828 57 22 - O DIREITO A UM AMBIENTE SAUDÁVEL Cuidar da casa onde moramos é fundamental para termos uma vida saudável. O Planeta Terra é a nossa casa. Nosso país, nossa cidade, são pequenos “mundos” que precisamos preservar. A Constituição Brasileira (CF/88), em seu art. 225, diz que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”. Mas, também, diz que todos somos responsáveis por defendê-lo e preservá-lo. Para que esse direito de fato aconteça, é importante: • conhecer as leis que garantem os nossos direitos e deveres: CF/88; Código Florestal (Lei n° 4.771/65); Lei dos Crimes Ambientais n° 9.605/98; Lei que concede legitimidade ao Ministério Público para entrar com Ação Civil Pública contra atividades prejudiciais à coletividade, causadas por danos ecológicos (Lei n° 7.347/85); • denunciar todas as formas de agressão ambiental que presencie: queimadas, maus-tratos a animais, corte ilegal de árvores, depósitos irregulares de entulhos, poluição etc; • organizar-se para a defesa do ambiente saudável: grupos de amigos e vizinhos, associações comunitárias, ONGs etc; • conhecer o trabalho das associações já existentes para a defesa do meio ambiente; • repensar todas as suas práticas diárias: desperdício de água (no banho, lavando a louça, a roupa, o carro, as calçadas, regando o jardim...); desperdício de energia elétrica (aproveitar melhor a luz do sol), separar corretamente o lixo seco e o orgânico, separar pilhas e baterias usadas, não desperdiçar alimentos etc; • reaproveitar materiais: papel, plásticos, vidros, roupas...; • exigir a educação ambiental na escola onde seus filhos estudem; • fiscalizar a execução de projetos e construções em sua vizinhança, que possam causar impacto ambiental. Verificar se os executores possuem autorização oficial e/ou relatórios de impacto ambiental; e • contribuir para a manutenção de ruas limpas (não jogar lixo em locais indevidos, não depositar entulhos em calçadas e terrenos baldios), pois tudo isso evita o entupimento de bocas de lobo e canalizações pluviais. Ao presenciar situações que coloquem em risco a vida das pessoas, pre- judiquem o ambiente ou causem desperdício de recursos naturais, não fique calado e exerça o seu direito de cidadão. Nos crimes ambientais, a competência para en trar com uma ação penal é do Ministério Público, para fins de reparação de danos ou de indenização a vítimas. 58 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Ministério do Meio Ambiente End: Esplanada dos Ministérios - Bloco B - 5º Andar CEP: 70068-900 - Brasília - DF Fone: (61) 2028-1550 / 1227 Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos End: SEPN 511 - Bloco C - Ed. Bittar CEP: 70750-543 - Brasília - DF Fone: (61) 3214-5602 E-mail: comunicacaosema@gmail.com Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) End: SEPN 511 - Bloco C - Ed. Bittar CEP: 70750-543 - Brasília - DF Fone: (61) 3214-5637 / 3214-5613 E-mail: cate@ibram.df.gov.br Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) End: SCEN - Trecho 2 - Edifício Sede - Cx. Postal nº 09566 CEP 70818-900 - Brasília – DF Fone: (61) 3316-1212 Agência Nacional de Águas (ANA) End; Setor Policial - Área 5 - Quadra 3 - Blocos B, L, M e T. CEP: 70610-200 - Brasília -DF Fone: (61) 2109-5400 / 5252 59 23 - DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Publicado pelas Nações Unidas em 1948... Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum; Considerando ser essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo império da lei, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão; Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações; Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos do homem e da mulher e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla; Considerando que os Estados Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do homem e a observância desses direitos e liberdades; Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso; 60 Agora, portanto, a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos, como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades e pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, para assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição. Artigo 1 Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Artigo 2 1. Todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição. 2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem Governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania. Artigo 3 Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Artigo 4 Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas. Artigo 5 Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. 61 Artigo 6 Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei. Artigo 7 Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação. Artigo 8 Todo homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei. Artigo 9 Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado. Artigo 10 Todo homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência, por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir seus direitos e deveres ou o fundamento de qualquer acusação criminal contra ele. Artigo 11 Todo homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente, até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com alei, em julgamento público, no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte de que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso. Artigo 12 Ninguém será sujeito a interferência na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação. Todo homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. 62 Artigo 13 1. Todo homem tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado. 2. Todo homem tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio e a este regressar. Artigo 14 1. Todo homem, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países. 2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas. Artigo 15 1. Todo homem tem direito a uma nacionalidade. 2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade. Artigo 16 1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução. 2. O casamento não será válido, senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes. 3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado. Artigo 17 1. Todo homem tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros. 2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade. 63 Artigo 18 Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular. Artigo 19 Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras. Artigo 20 1. Todo homem tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica. 2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação. Artigo 21 1. Todo homem tem o direito de tomar parte no Governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos. 2. Todo homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país. 3. A vontade do povo será a base da autoridade do Governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente, que assegure a liberdade de voto. Artigo 22 Todo homem, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade. Artigo 23 1. Todo homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 64 2. Todo homem, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. 3. Todo homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 4. Todo homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses. Artigo 24 Todo homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas. Artigo 25 1. Todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar, a si e à sua família, saúde, bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis e direito à segurança em caso de desemprego, doença invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência, em circunstâncias fora de seu controle. 2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social. Artigo 26 1. Todo homem tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. 2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. 65 3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos. Artigo 27 1. Todo homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios. 2. Todo homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literária ou artística da qual seja autor. Artigo 28 Todo homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados. Artigo 29 1. Todo homem tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível. 2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo homem estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática. 3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas. Artigo 30 Nenhuma disposição da presente Declaração poderá ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos. 66 CAPÍTULO II DOS DEVERES DO CIDADÃO DEVERES DO CIDADÃO - APRESENTAÇÃO (SIGNIFICADO DE “DEVER”) É preciso que se entenda, primeiramente, qual é o significado da palavra “dever”. FERNANDO BASTOS DE ÁVILA ensina que a palavra “dever” provém do verbo latino debere. Esclarece que, num primeiro sentido (o verbal), “( ... ) dever indica uma necessidade, fundada em um determinismo físico, isto é, indica que um fenômeno não pode deixar de ocorrer”. “Dever”, como substantivo, pode ser empregado em sentido abstrato ou em sentido concreto. No primeiro caso, refere-se à própria obrigação moral considerada em si mesma, de modo geral, sem referência a qualquer norma de ação, o que corresponde ao que o filósofo alemão EMMANUEL KANT (1724-1804) chamou de “imperativo categórico”. No sentido concreto, “dever” refere-se a uma obrigação definida em lei, norma ou princípio consuetudiário (regido pelos costumes), situação em que o cidadão é compelido a cumprí-lo. Conclui-se, portanto, que, na vida em sociedade, nossa liberdade não é absoluta, pois é limitada pelas leis e pelos costumes e, ainda, circunscrita ao direitoindividual ou coletivo e balizada pelo irrestrito respeito ao direito alheio. 67 1 - OS DEVERES DO CIDADÃO RESPONSÁVEL Dentre os chamados deveres concretos, alguns são comuns a todos os homens e a todas as condições, e se encontram cuidadosamente reunidos na admirável síntese que as religiões cristãs conservaram sob o nome de “Decálogo” ou “Dez Mandamentos de Deus”, que compreendem os deveres essenciais do homem para com o seu Criador, para consigo próprio e para com o próximo. Além desses deveres essenciais, comuns a todos os homens, existem, ainda, os deveres concretos inerentes à condição de cada um, relativos à função que desempenhamos na comunidade. São denominados deveres ou obrigações de estado. Segundo FERNANDO BASTOS DE ÁVILA, cumprir o dever não tem apenas uma significação individual de aperfeiçoamento moral de cada um. Tem um imediato sentido social, porque dele depende diretamente o desenvolvimento e o progresso de nossa Pátria. Baseado nos estudos de ANTÔNIO XAVIER TELES, e interpretando- os, podemos classificar os deveres como decorrentes: - do status ou posição social - se é pai ou filho, existem os deveres atinentes à posição social, função ou status; - da profissão que exerce - tema estudado, em especial, pela “Deontologia”, que é a parte da Ética que estuda os deveres das várias profissões; - de contratos formais; e - de convenções sociais aceitas e aprovadas socialmente. Considerando o mesmo Autor, constata-se, também, a existência dos deveres para com a(o): - religião - a relação do indivíduo com as crenças, a divindade e os seus preceitos é a fonte principal desses deveres; - humanidade - os valores humanos contidos nesta expressão criam respeito e obrigam a agir para com o Homem de modo diferente da maneira como agimos com os animais e os objetos; 68 - meio ambiente - a consciência ecológica induz a uma obrigação para com a Natureza, em sua feição fisica, química e biológica; forma o ambiente que nos sustenta e protege. Por esse motivo, cria um dever em nossas consciências; - Pátria - cria o dever de reciprocidade. É preciso devolver à Pátria o que dela recebemos, para sermos cidadãos proativos e produtivos; - família - resume-se na ajuda mútua e respeito de todos aos seus membros; e - consigo mesmo - deve-se perseguir a autorrealização e a perfeição como pessoa. ELBA LÚCIA BERGUERAND SANCHES e TRACY EMERICK SANTOS apontam que os deveres são impostos pelas leis morais e também pela consciência, consistindo em obrigações que a pessoa tem para com Deus, para com o próximo e para consigo mesma. Nesta vertente, os deveres sociais e cívicos referem-se às obrigações do indivíduo para com as outras pessoas e para com a Pátria. Em seguida, fazem a seguinte classificação: - deveres sociais constituem-se em respeito pelas normas morais, respeito pelos usos e costumes, a solidariedade e a lealdade; - deveres cívicos são os inerentes à obediência às leis e às autoridades, ao patriotismo, ao respeito aos bens públicos e ao respeito pelas tradições cívicas; e - deveres individuais são obrigações do indivíduo para consigo mesmo e referem-se ao controle da vontade, à responsabilidade, ao cumprimento de um dever escolar e à higiene pessoal. As mesmas Autoras, anteriormente citadas, acrescentam: - “A primeira sociedade que a criança conhece é a família. Dela deve receber todos os cuidados que necessita para o seu desenvolvimento físico, intelectual e moral. - “O bom filho, por sua vez, tem deveres para com a sua família. Deve auxiliar os pais, retribuir-lhes o amor, corresponder à formação moral que eles procuram dar-lhe.” 69 - “A boa formação familiar amolda o caráter e perdura por toda a vida.” - “Quando a criança atinge a idade escolar, é levada para um outro grupo social: a escola.” - “A escola procura favorecer o ajustamento da criança na sua comunidade, educar, instruir, dar noções de higiene e saúde e orientar quanto à alimentação.” - “Os filhos têm o direito e o dever de ocupar um lugar em qualquer estabelecimento de ensino e os pais devem acompanhar os seus estudos, saber das suas ações e prestigiar as realizações escolares para que, juntamente com a escola, atuem na formação moral e cívica das crianças e dos adolescentes.” O homem tem deveres morais, ou seja, deveres a cumprir sempre, em qualquer lugar, sem precisar ser fiscalizado. A consciência do dever moral penetra internamente e lá se aloja, no âmago das pessoas, conduzindo seu caráter. Tradicionalmente, se têm apontado os seguintes deveres morais, que se confundem com as virtudes: - a bondade - trata-se de manifestação da solidariedade humana, participar das dificuldades de outras pessoas (dar atenção ao próximo); - a justiça - é dar a cada um o que é seu por direito (o que é de outro pertence a outro); - o sentimento do dever - é a obrigação de fazer algo em relação ao próximo e à comunidade (cumprir as obrigações); e - a lealdade - ser leal é não trair, não enganar, não tirar proveito (ser franco, não usar de má-fé). Os direitos fundamentais têm servido de base para a apresentação dos deveres. É por isto que se encontra a classificação destes em: - individuais ou pessoais - ou seja, perante o próprio indivíduo, como o dever de defender a própria vida, a dignidade e a integridade física; 70 - sociais ou coletivos - exercitáveis para a defesa da coletividade e de seus valores, como a defesa do ordenamento jurídico, da justiça e da moralidade pública; - nacionais - voltados para defender o país em seu âmago, sobretudo contra ataques e invasões estrangeiras; e - institucionais estritamente públicos - os destinados a defender instituições como a família, a igreja (crença religiosa), as instituições públicas (os poderes constituídos). Uma outra classificação pode partir da distinção dos direitos fundamentais em gerações ou dimensões, fazendo um paralelo com cada uma dessas categorias. Desta forma, teríamos, pela ordem, as seguintes dimensões: - os deveres fundamentais de liberdade; - os deveres sociais (de prestação); - os inerentes ao gênero humano (solidariedade, fraternidade, higidez ambiental); e - os da democracia - como pluralismo, informação, participação etc. 71 2 - DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS RELATIVOS AOS DEVERES DO ESTADO E DOS CIDADÃOS A Constituição Federal brasileira de 1988 nomeia o seu Capítulo I do Título II como “Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos’’, definindo- os no art. 5º. No entanto, não distingue os direitos dos deveres, enfocando-os sem classificá-los. Assim, discorreremos sobre os dispositivos constitucionais que se referem aos deveres do Estado e dos cidadãos brasileiros, de forma mais clara e evidente: - “Art. 14. (...) § 1º O alistamento eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; (...) § 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos. § 8º. O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; (...).” - “Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.” - “Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional.” - “Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento; (...).” 72 - “Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. § 1º. Ocorrendo a vacância nos últimosdois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei. § 2º. Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.” - “Art. 103. (...) § 1º. O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.” - “Art. 128. (...) § 2º. A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.” - “Art. 129. (...) § 2º. As funções do Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira, que deverão residir na comarca da respectiva lotação.” - “Art. 142. (...) § 3º. Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: I - as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; (...) X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra.” 73 -“ Art. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. § 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. § 2º As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujeitos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir.” - “Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: (...).” - “Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos. IV - a obrigação de manter serviço adequado.” - “Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” - “Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” - “Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: (...).” - “Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino (...). 74 § 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere a universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos do plano nacional de educação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)”. - “Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada um, observados: (...).” - “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. (...) § 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. - “Art. 226. (...) § 5º. Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.” - “Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá- los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.” - “Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.” - “Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.” - “Art. 6º, ADCT. (...) § lº. O registro provisório, que será concedido de plano pelo Tribunal Superior Eleitoral, nos termos deste artigo, defere ao novo partido todos os direitos, deveres e prerrogativas dos atuais, entre eles o de participar, sob legenda própria, das eleições que vierem a ser realizadas nos doze meses seguintes a sua formação.” 75 - “Art. 12, ADCT. § 2º. Os Estados e os Municípios deverão, no prazo de três anos, a contar da promulgação da Constituição, promover, mediante acordo ou arbitramento, a demarcação de suas linhas divisórias atualmente litigiosas, podendo para isso fazer alterações e compensações de área que atendam aos acidentes naturais, critérios históricos, conveniências administrativas e comodidade das populações limítrofes.” - “Art. 38, ADCT. (...) Parágrafo único. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, quando a respectiva despesa de pessoal exceder o limite previsto neste artigo, deverão retomar àquele limite, reduzindo o percentual excedente à razão de um quinto por ano.” - “Art. 39, ADCT. Para efeito do cumprimento das disposições constitucionais que impliquem variações de despesas e receitas da União, após a promulgação da Constituição, o Poder Executivo deverá elaborar e o Poder Legislativo apreciar projeto de revisão da lei orçamentária referente ao exercício financeiro de 1989. - “Art. 78, ADCT. (...) § 4º. O Presidente do Tribunal competente deverá, vencido o prazo ou em caso de omissão no orçamento, ou preterição ao direito de precedência, a requerimento do credor, requisitar ou determinar o seqüestro de recursos financeiros da entidade executada, suficientes à satisfação da prestação.” - “Art. 98, ADCT. O número de defensores públicos na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda pelo serviço da Defensoria Pública e à respectiva população. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 80, de 2014) § 1º No prazo de 8 (oito) anos, a União, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais, observado o disposto no caput deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 80, de 2014)” 76 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 2015. BRASIL - Instituto de Acesso à Justiça (IAJ). Cartilha de Direitos Humanos. Porto Alegre: Revisada em 2002 /2004. BONAVIDES, Paulo; LIMA, Francisco Gerson Marques de; BEDÊ, Fayga Silveira. Constituição e Democracia - Estudos em homenagem ao Professor J. J. Gomes Canotilho. São Paulo: Malheiros Editores, 2006. BRASIL. Livro do Cidadão (Constituição de 1988, Código Civil de 2002, Estatuto da Criança e do Adolescente, Código de Defesa do Consumidor, Código de Trânsito Brasileiro, Processo Administrativo na Administração Pública Federal, Juizados Especiais, Registros Públicos e Meio Ambiente). Brasília: Ministério da Justiça - Advocacia-Geral da União, 2003. Acesse o link desta Cartilha em: www.stm.jus.br e clique em OUVIDORIA 77 “Se tivemos a capacidade de desperdiçar diversidade em desigualdade, é chegada a hora de resignificar em ações o que se entende por Humanidade, um projeto que ainda estamos a ensaiar”. Ministro José Barroso Filho Superior Tribunal Militar Atualizada em 04 de dezembro de 2015Cidadão (PRDCs) End: Av. L2 Sul - Qd. 603/604 - 1º andar - sala 220 CEP 70200-901 - Brasília-DF Fone: (61) 3313- 5450 / 5486 / Fax: (61) 3313-5445 Site: www.prdf.mpf.gov.br/ E-mail: lucianaloureiro@mpf.mp.br Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF End: SEPN 516 - Bloco B - Lote 07 - Asa Norte CEP 70770-522 - Brasília - DF Fone: (61) 3035 - 7244/7275 Site: www.oabdf.org.br/home/ E-mail: comissaodedireitoshumanos@oabdf.com 8 2 - O DIREITO DE SER TRATADO COMO IGUAL Discriminação racial Um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil é o de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. A violência pela discriminação ocorre, por exemplo, quando as pessoas são tratadas de forma desigual, no exercício dos seus direitos civis, políticos, econômicos e sociais. Diz a Constituição Federal, em seu art. 3°, que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão, nos termos da lei. Além da comunidade negra, são vítimas de racismo os índios e os imigrantes de diversas origens. Outra forma de discriminação acontece em virtude da condição social ou econômica de uma pessoa. O preconceito não existe só do rico contra o pobre. A ofensa do pobre contra o rico também pode significar preconceito. O que fazer ao verificar um caso de racismo? • procure, imediatamente, a Delegacia Policial mais próxima e registre a sua denúncia/ocorrência, munindo-se, de preferência, do auxílio ou de infor- mação acerca de testemunhas e/ou provas que levem à confirmação do fato; • apoie e participe do trabalho das entidades que se dedicam à promoção da tolerância e da luta contra o racismo e a discriminação; e • promova, de todas as formas possíveis, os valores da tolerância, da fraternidade e da solidariedade. 9 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial End: Esplanada dos Ministérios - Bloco A - 5° andar - Sala 905 CEP 70054-906 - Brasília - DF Fone: (61) 2025-7000 - Fax 2025-7103 (Ouvidoria) Site: www.seppir.gov.br/ E-mail: carlos.junior@seppir.gov.br Fundação Nacional do Índio (FUNAI) End: SBS - Quadra 02 - Lote 14 - Ed. Cleto Meireles CEP: 70070-120 - Brasília - DF Fone: (61) 3247-6000 / 3247-6301 (Ouvidoria) E-mail: ouvidoria@funai.gov.br Secretaria de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal (SEMIDH) End: Palácio do Buriti - Ed. Anexo - 8º andar - Ala Leste CEP 70075-900 - Brasília - DF Fone: (61) 3403-4903 / 3403-4904 Site: www.mulher.df.gov.br E-mail: secretariadamulher@buriti.df.gov.br Comissão de Igualdade Racial da OAB/DF End: SEPN 516 - Bloco B - Lote 07 - Asa Norte CEP 70770-522 - Brasília – DF Fone: (61) 3036-7000 Site: www.oabdf.org.br/home/ E-mail: cir@oabdf.com 10 3 - O DIREITO DE OPÇÃO SEXUAL A Constituição Federal Brasileira, as constituições estaduais e as leis or gânicas municipais, todas proíbem a discriminação e o preconceito contra a orientação sexual, seja hetero ou homossexual. O que se vê, contudo, é a prática generalizada da violência moral e física contra homossexuais, transexuais, bissexuais, travestis e lésbicas. Contribuem, fortemente para isso, os meios de comunicação irresponsá- veis, quanto à sua função cidadã. Por isso, denuncie e faça valer o seu direito à opção sexual. Se você for vítima de violência por ser homossexual, registre quei xa na Delegacia Policial mais próxima e busque indenização pelo dano moral, psicológico e material sofridos (ação na Justiça). Como cidadão(ã), exija o respeito aos seus direitos constitucionais e às normas legais que proíbem e punem tal discriminação. ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - Coordenadoria de Promoção dos Direitos de Lésbica, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais End: Setor Comercial Sul - B - Quadra 9 - Lote C Edifício Parque Cidade Corporate -Torre A - 9º andar CEP 70308-200 - Brasília - DF Fone: (61) 2027-3283 - Disque 100 (Direitos Humanos) Site: www.sdh.gov.br/ E-mail: symmy.larrat@sdh.gov.br Horário de atendimento: 8 às 20 horas Associação de Gays, Lésbicas e Simpatizantes do Distrito Federal e Região do Entorno (AGLSDFE) End: Quadra C - 05 - Lote 09 - Sala 301- Centro CEP 72010-050 - Taguatinga - DF Fone: (61) 3039-2591 / (61) 8432-4872 Comissão Especial da Diversidade Sexual da OAB/DF End: SEPN 516 - Bloco B - Lote 07 - Asa Norte CEP 70770-522 - Brasília - DF Fone: (61) 3036-7000 Site: www.oabdf.org.br/home/ E-mail: diversidadesexual@oabdf.com 11 4 - O QUE FAZER QUANDO A PESSOA SOFRE ABUSO DE AUTORIDADE? O abuso de autoridade é crime. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: • à liberdade de locomoção; • à inviolabilidade do domicílio; • ao sigilo de correspondência; • à liberdade de consciência e crença; • ao livre exercício do culto religioso; • à liberdade de associação; • aos direitos e garantias legais assegurados no exercício do voto; • ao direito de reunião; • à incolumidade física do indivíduo; e • aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. Constituem também abuso de autoridade (quando não se tratar de crime): • ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual, sem as for malidades legais ou com abuso de poder; • submeter pessoa sob a sua guarda ou custódia a vexame ou constrangimento não autorizado em lei; • deixar a autoridade policial de comunicar, imediatamente, ao juiz competente, a prisão ou detenção de qualquer pessoa, ou deixar de apresentá- la, sem demora, à autoridade judicial; • deixar o juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada; • levar à prisão e nela deter quem se propõe a prestar fiança permitida em lei; • a cobrança, pela autoridade policial ou por funcionário público, de custas, emolumentos ou qualquer outra despesa sem respaldo da lei; • a recusa do oferecimento de recibo, referente a importância recebida, a titulo de carceragem, custas, emolumentos ou de qualquer outra despesa, pelo carcereiro ou agente de organização policial; e • ofender a honra das pessoas ou lesar o seu patrimônio. Obs: É considerada autoridade quem exerce cargo, emprego ou função públi ca, de natureza civil ou militar, ainda que transitoriamente e sem remune- ração. 12 O que fazer? Se você for vítima de abuso de autoridade, encaminhe uma representa ção, por meio de um documento chamado petição, para: • autoridade superior, que tiver competência legal para punir a autoridade civil ou militar culpada; • ao órgão do Ministério Público, que tiver competência para iniciar processo-crime contra a autoridade culpada; • a representação (a petição) deve ser feita em duas vias, incluindo o relato do fato que constitui o abuso de autoridade, com todas as circunstâncias, a qualificação do acusado e a lista de testemunhas (no máximo três), se existirem; • um dos principais instrumentos jurídicos contra o abuso de autoridade (garantido pela Constituição Federal) é o Habeas Corpus. Ele pode ser apresentado por qualquer pessoa ao juiz, sem precisar de advogado; e • o Habeas Corpus é preventivo, quando você sofrer ameaça de prisão ou quando for constrangido(a) ilegalmente; ou é liberatório, quando a pessoa estiver presa ilegalmente. O pedido de Habeas Corpus deve ser entregue no Fórum da cidade onde vive ou se encontra. Há sempre um juiz de plantão, diariamente, após as 18h30min e nos finais de semana e feriados. Assim que o Habeas Corpus for concedido, a pessoa presa será libertada. VER MODELO DE PEDIDO DE HABEAS CORPUS NA PÁGINA SEGUINTE 13 Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da Comarca de ............... JOSÉ DA SILVA, brasileiro, encanador, morador desta cidade, na rua ........., n°... , bairro,......, vem a presen ça de Vossa Excelência impetrar Habeas Corpus em favor de seu irmão ANTÔNIO DA SILVA, brasileiro, mo torista, pelos seguintesmotivos: ANTÔNIO foi preso no dia .../.../... às .... horas na rua ......., bairro........, por policiais civis (ou militares, quando for o caso) acusado de........................................ (colocar, se houver os motivos alegados pelas autoridades). A prisão do cidadão é ilegal, por que não havia ordem judicial e ele não estava em flagrante delito, como afirma o Artigo 5° da Constituição Federal (ou outro motivo). Assim, peço a Vossa Excelência, que atenda a este pedido de Habeas Corpus para libertar, imediatamente, o cidadão ANTÔNIO DA SILVA, preso ilegalmente no ....... (colocar o número) Distrito Policial (ou na Delegacia de Polícia, se for o caso, ou no Presídio, quando for o caso), conforme é de direito e justiça. _____________,_____de______________de______ ( cidade ) ( dia ) ( mês ) ( ano ) _________________________________ JOSÉ DA SILVA ( Assinatura ) 14 5 - A PRÁTICA DE TORTURA É CRIME ! A tortura é um dos atentados mais abomináveis à dignidade humana. A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma, em seu art. 5°: “Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento cruel, desumano ou degradante”. A Lei Federal n° 9.455, de 07 de abril de 1997, passou a conside rar a tortura como um crime autônomo e hediondo. Em que pese o vigor dessas normas, a tortura ainda é praticada contra pessoas presas - constituindo abuso de autoridade - e contra muitas vítimas da violência e criminalidade urbana. Uma sociedade só será considerada efetivamente democrática, no momento em que conseguir reduzir substancialmente esse tipo de violência. O que fazer para denunciar? • se você tiver sido submetido à tortura, denuncie imediatamente o caso às autoridades e busque apoio nas entidades governamentais e não governamentais de direitos humanos; • se você constatar a prática de tortura em dependências policiais, aja de forma cidadã e denuncie o caso às autoridades; e • apoie todas as iniciativas voltadas para a valorização da dignidade humana e para prevenir o tratamento cruel, desumano ou degradante. ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Disque 100 (Direitos Humanos) Ouvidoria da Polícia Militar do Distrito Federal End: QI 02 - Área Especial - Bloco B - Guará I CEP 71010-620 - Brasília - DF Fone: (61) 3910-1999 E-mail: ouvidoriapmdf@gmail.com Ouvidoria da Polícia Civil do Distrito Federal End: EQS 216/416 - Asa Sul CEP 70295-400 - Brasília - DF Fone: (61) 3207-4928 / 3207-4925 e 197 (opção 6) E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br 15 6 - O QUE FAZER QUANDO A PESSOA É VÍTIMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL? A situação de mulheres e homens, crianças e jovens submetidos à pros- tituição, representa uma das mais graves violações aos direitos humanos e às liberdades fundamentais. Não há uma separação entre a violência sofrida por crianças e adultos de ambos os sexos. A legislação não pune a prostituição, mas sim todas as atividades ligadas à exploração sexual. O que fazer se você é vítima de exploração sexual? • procure conhecer os seus direitos e deveres incluídos na legislação; para isto, entre em contato com entidades governamentais e não governamentais; • organize-se socialmente, integrando ou constituindo uma associação para a defesa dos seus direitos; e • denuncie na Justiça e na Polícia casos de violação de sua dignidade, de agressões físicas e morais. E se você testemunhar violência contra profissionais do sexo? • DENUNCIE à Justiça, à Polícia e às ONGs de direitos humanos. E como proceder em caso de abuso sexual? • Denuncie na Delegacia de Polícia mais próxima e solicite o exame de “Corpo de Delito” no IML, com as mesmas roupas da ocorrência. Somente após esses procedimentos é que deve tomar um banho e higienizar-se. Aja de forma cidadã e procure impedir a violência. Denuncie ! 16 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Disque 100 (Direitos Humanos) Disque Denúncia Polícia Civil-DF: 197 E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) End: EQS 204/205 - Asa Sul CEP: 70234-400 - Brasília - DF Fone: (61) 3207-6174 / 6195 Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) End: SPO - Lote 23 - Conj. D - Ed. do DPE Complexo da PCDF CEP: 70670-907 - Brasília - DF Fone: (61) 3207-4515 / 4518 Instituto de Medicina Legal de Brasília (IML) End: SPO - Lote 23 - Conjunto B - Complexo da PCDF CEP 70610-907 - Brasília - DF Fone: (61) 3207-4812 / 4813 17 7 - OS DIREITOS DO FAMILIAR DE PESSOA ASSASSINADA A Constituição de 1988 prevê, em seu art. 245., que a lei disporá sobre as hipóteses e condições em que o Poder Público dará assistência aos herdei ros e dependentes carentes de pessoas vitimadas por crime doloso, sem pre juízo da responsabilidade civil do autor do ilícito. As famílias de vítimas de violência, muitas vezes, não se reconhecem como pessoas também vitimizadas pelo fato e desconhecem os seus direitos ou os serviços que podem usufruir. É comum, também, a tendência a “esquecer”, “deixar de lado”, “apagar da memória”, como uma defesa imediata. Não faça isso! O medo é um fator que dificulta a busca por direitos: este aparece como um fator nas falas das famílias afetadas, que temem represálias do autor do crime, principalmente quando este não está preso. Ao medo, muitas vezes, acrescenta-se o descrédito da população na ação das instituições que têm responsabilidade sobre o controle e a garantia da justiça. Estas situações de luto, por causa da violência, quando não trabalhadas e elaboradas, podem reaparecer sob a forma de distúrbios: aquilo que foi silen ciado, ressurge como revolta. Como proceder? • se você conhece alguma família afetada pela morte violenta de algum de seus membros, aproxime-se, converse, faça com que os familiares percebam a necessi dade de atendimento; e • existem direitos que devem ser atendidos: procure as organizações públicas e privadas de defesa dos direitos das vítimas. 18 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República End: Setor Comercial Sul - B - Quadra 9 - Lote C Edifício Parque Cidade Corporate -Torre A - 10º andar CEP 70308-200 - Brasília - DF Fone: (61) 2027-3900 - Disque 100 (Direitos Humanos) Site: www.sdh.gov.br/ E-mail: direitoshumanos@sdh.gov.br Horário de atendimento: 8 às 20 horas Câmara Legislativa do Distrito Federal Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar - CDDHCEDP End: Praça Municipal - Quadra 2 - Lote 5 - 1º andar Centro Cívico Administrativo - Eixo Monumental CEP 70094-902 - Brasília - DF Fone: (61) 3348-8700 E-mail: cddhcedp@cldf.gov.br Defensoria Pública (assistência jurídica gratuita) End: SCS Quadra 04 - Bloco A - Entrada 94 - Lotes 22 à 24- Ed. Zarife 1º - 2º - 4º - 5º - 6º e 7º andares CEP 70304-904 - Brasília - DF Fone: (61) 2196-4300 / 0800 642 8686 (Ouvidoria) Site: http://www.defensoria.df.gov.br/ E-mail: ouvidoria@defensoria.df.gov.br 19 8 - O QUE FAZER QUANDO O CIDADÃO É VIOLADO NO ATENDIMENTO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE? “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políti cas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos, e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. (art. 196. da Constituição Federal) Você sabia que tem direito, nesses casos: • de receber um atendimento de qualidade, atencioso e respeitoso; • de ser identificado pelo nome e sobrenome e não ser chamado pelo nome da doença; • de receber auxílio imediato e oportuno de funcionário adequado; • de receber informações claras, simples e compreensíveis; • de ser esclarecido se o tratamento ou o diagnóstico é experimental ou faz parte de pesquisa; • de recusar ou consentir procedimentos, diagnósticos ou terapias; • de receber medicamentos básicos; • à segurança e à integridade física, nos hospitais públicos e privados; e • de não ser discriminadopor qualquer doença e de ser protegido em sua dignidade, mesmo após a morte. O paciente tem o dever de zelar pela própria saúde. Deve ter sempre consigo os seus documentos e levar para as consultas os exames, radiografias e todo o material que auxilie no diagnóstico. Deve anotar todas as reações e dúvidas que surgirem durante o tratamento. O paciente tem o dever de participar de seu tratamento, promovendo, assim, uma saúde melhor para todos. 20 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Disque-Saúde 136 (Ouvidoria Geral do SUS) Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal End: Setor de Áreas Isoladas Norte (SAIN) Fim da Asa Norte - Bloco B - sala 103 (antigo prédio da Câmara Legislativa) CEP: 70086-900 - Brasília - DF Fone: 3348-6210 / 3348-6211 Ouvidoria da Saúde - DF Fone: 160 E-mail: ouvidoria@saude.df.gov.br Ministério Público do Distrito Federal e Territórios - MPDFT Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) End: Eixo Monumental - Praça do Buriti Lote 2 - Sede do MPDFT - Etapa I - Sala 220 CEP 70091-900 - Brasília - DF Fone: (61) 3343-9656 / 3343-9520 / 3214-4444 (Plantão) Site: http://www.mpdft.mp.br Funcionamento: 9 às 19 horas (somente em dias úteis) 21 9 - OS DIREITOS DO PORTADOR DE HIV (AIDS) A Constituição Federal, em seu art. 5°, inciso X, protege o direito à intimidade, e o Código Civil brasileiro, em seus arts. 927 a 943, regula a forma pela qual os ofensores repararão o dano causado. Os cidadãos portadores do HIV (AIDS) sofrem, entre outras violências, o dano moral, verificado quando a sua vida privada e a sua honra são feridas pela publicidade indevida de sua condição, quer por meio de pessoas em ambiente familiar, social e profissional, quer por meio de profissionais que não respeitem a ética. O teste sorológico compulsório também representa uma invasão de privacidade, com implicações legais, éticas, cientificas e sociais. Algumas situações autorizam, porém, a solicitação de exames, seja para a preservação da própria saúde, seja para preservar a saúde de outras pes soas. O fundamental, contudo, é garantir o pleno direito à cidadania, por parte de todas as pessoas, em particular aquelas atingidas pelo HIV (AIDS). O que fazer? • não se deixe vencer pela discriminação e pelo preconceito: para isto, una-se a outras pessoas que se encontrem na mesma situação e procure participar de grupos de apoio; • se você conhece pessoas portadoras, tenha a consciência de que a solidariedade é o fundamento maior de uma sociedade realmente democrática; e • nesse sentido, apoie as pessoas portadoras do HIV (AIDS) da forma que puder. Colabore, de modo especial, com as entidades governamentais e não governamentais que atuam junto a essas pessoas. 22 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Ministério da Saúde Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais End: SAF Sul - Trecho 02 - Bl F- Torre I - Ed. Premium - Térreo - Sala 12 CEP: 70070-600 - Brasília - DF Fone: (61) 3315-7737 / 3315-7738 / 3315-7739 Site: http://www.aids.gov.br Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal Gerência de DST/AIDS/Hepatites Virais - GDST End: SGAN 601 - Conjunto P - LACEN - Setor DIVEP - Sala 06 - CEP: 70830- 010 Fone: (61) 3325-5288 / 3325-5287 E-mail: laven.df@gmail.com Associação Brasiliense de Combate a AIDS - Grupo Arco-íris End: SRES Área Especial Bloco D/20 - Sala 423 - Cruzeiro CEP: 70640-515 - Brasília - DF Fone: (61) 3361-9665 / 3361-9511 e-mail: abcagrupoarco-iris@terra.com.br Grupo de Apoio à Prevenção da AIDS (GAPA/DF) End: SCLN 404 - Bloco B - Loja 50 CEP: 70845-520 - Brasília - DF Fone: (61) 3328-3668 / 3326-7000 Estruturação - Grupo GLBT de Brasília End: RTVS 701 - Ed. Assis Chateaubriand Bloco 1 - Sobreloja 27/28 - Asa Sul CEP: 70340-000 - Brasília - DF Fone: (61) 3202-5428 / Celular 8466-6507 E-mail: centrodereferencia@estruturacao.org.br 23 10 - OS DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE SOFRI MENTO PSÍQUICO A Declaração de Caracas, de 14/11/1990, prevê que as legislações dos países devem ajustar-se, de modo a assegurar o respeito aos direitos hu manos e civis dos doentes mentais e promover a organização dos serviços comunitários de saúde mental, que garantam o seu cumprimento. A Declaração da ONU, de 17/12/1991, através do documento “A Proteção de Pessoas Acometidas de Transtorno Mental e a Melhoria da Assistência à Saúde Mental”, defende, em seus 25 princípios, os direitos dos portadores de sofrimento psíquico, sem discriminação de qualquer espécie. Os portadores de sofrimento psíquico são alvos de muita discriminação na sociedade, chegando, até mesmo, a ser tratados como pessoas “perigosas” e a receberem tratamentos desumanos. O que fazer? • se você conhece alguma pessoa portadora de sofrimento psíquico e quer ajudá-la, primeiramente, não tenha preconceitos sobre a sua condição. A doença mental deve e pode ser enfrentada como qualquer outra doença; e • denuncie qualquer situação que retrate maus-tratos ou negligência com os portadores de sofrimento psíquico ou os encaminhe para algum serviço de saúde, que possa recebê-los de forma adequada. ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) End: SHS - Quadra 101 - Área Especial Asa Sul - CEP: 70335-900 - Brasília - DF Fone: (61) 3315-1200 Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) End: Área Especial nº 01 CEP: 72021-970 - Taguatinga Sul - DF Fone: (61) 3563-6111 / 3351-2241 Centro de Orientação Médico Psicopedagógico (CAPSI) End: SMHN - Quadra 3 - Bloco A – Ed. COMPP CEP 70710-200 - Brasília - DF Fone: (61) 3326-3346 E-mail: compp@saude.df.gov.br 24 11 - O DIREITO AO TRATAMENTO PARA DEPENDÊNCIA QUÍMICA O uso indevido de drogas tornou-se um problema de saúde pública. Trata-se de um problema que não atinge somente o indivíduo usuário de drogas, mas a sua família, seus vizinhos, seu emprego e a comunidade de um modo geral. O que são drogas? São substâncias que produzem mudanças nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional. Atuam no cérebro e têm potencial para causar dependência. Quando falamos em drogas, em geral, pensamos em maconha, cocaína, “crack”, por exemplo, que são ilegais. Porém, há substâncias legalizadas que são igualmente prejudiciais à saúde, como o álcool e a nicotina. A pessoa usuária ou dependente de drogas tem direito ao atendimento na área de saúde, de forma adequada ao seu caso. Toda pessoa possui o direito a uma avaliação inicial, preferencialmente por uma equipe multiprofissional, devendo ser realizado um diagnóstico do problema e identificada a forma mais adequada de tratamento. Há pessoas que necessitam de tratamento ambulatorial (consultas psiquiátricas, psicológicas, orientação e acompanhamento familiar), outras necessitam de internação hospitalar e/ou em comunidades terapêuticas. O que fazer? • procure o Posto de Saúde mais próximo de sua residência e marque uma consulta; e • o médico clínico fará o seu encaminhamento para as especialidades necessárias ao seu caso, de seu familiar ou conhecido. 25 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Tratamento de dependência química e saúde Centros de Atenção Psicossocial (Álcool e Drogas) - CAPs AD Setor Cultural Sul - Zona Cívico Administrativa (Antigo Touring) CEP: 70070-150 - Brasília - DF Fone: (61) 3226- 4631 / 3226-4632 E-mail: capsadrodoviariadf@gmail.com Hospital Universitário de Brasília (Combate à Dependência Química) End: SGAN - Avenida L2 Norte - Quadra 604 - s/nº - CEP: 70840-901 Fone: (61) 3448-5430 Site: http://www.hub.unb.br/ ADOLESCENTRO (Álcool e Drogas) End: SGAS 605 Lotes 32/33 - Asa Sul - CEP: 70200-650 - Brasília - DF Fone: (61) 3242-1446 / 3242-1447 / 3443-1855 Fax: 61 3445-7571 E-mail: adolescentro.df@gmail.com Funcionamento: 7 às 18 horas Grupo de Ajuda Mútua (GAM) End: Paróquia São Camilo - EQS 303/304 CEP: 70336-400 Fone: (61) 3226-0300 Reunião: 5ª feira às 20 horas Situações de Urgência Psiquiátrica (local onde é feita a avaliação psiquiátrica e se atende situações de urgência) Hospital deBase do Distrito Federal (HBDF) End: SHS - Quadra 101 - Área Especial - Asa Sul - CEP: 70335-900 Fone: (61) 3315-1301 / 3315-1375 E-mail: upsihbdf@gmail.com Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) End: Área Especial nº 01 - CEP: 72021-970 - Taguatinga Sul - DF Fone: (61) 3563-6111 / 3351-2241 Centro de Orientação Médico Psicopedagógico (CAPSI) End: SMHN - Quadra 3 - Bloco A – Ed. COMPP CEP 70710-200 - Brasília - DF Fone: (61) 3326-3346 E-mail: compp@saude.df.gov.br 26 12 - O DIREITO AOS MÍNIMOS SOCIAIS O art. 1º da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) garante: “a assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é política de Seguridade Social não contributiva, que pro vê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendi mento às necessidades básicas”. Ainda prevê que a assistência social realiza-se de forma integrada às políticas setoriais, visando o enfrentamento da pobreza, a garantia dos mí nimos sociais, o provimento de condições para atender contingências sociais e a universalização dos direitos sociais. Segundo a LOAS, é direito de todo cidadão ter acesso aos mínimos sociais, sem discriminação, com igualdade de direitos no acesso ao atendi- mento. O Governo Federal, através do Programa do “Bolsa-Família”, também re passa, mensalmente, às famílias cadastradas no Programa uma complementação financeira, a fim de prover melhores condições para enfrentamento à pobreza. O que fazer? • se você conhece alguma pessoa ou família que esteja passando por uma situação de necessidade, de falta de alimentação e habitação, diga a ela que poderá procurar os Centros Regionais de Assistência So cial para ser acolhida; • essa pessoa ou família poderá ser incluída em algum dos programas soci ais existentes na rede de assistência da cidade, a fim de melhorar a sua situação de vulnerabilidade social; e • existem locais na cidade que fornecem alimentação a preço popular e acessível. 27 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Coordenação-Geral de Serviços Especializados a Famílias e a Indivíduos End: Esplanada dos Ministérios - Bloco A - 4º Andar CEP 70054-906 - Brasília-DF Fone: 0800-707-2003 E-mail: protecaosocialespecial@mds.gov.br Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e Social (SEDHS) End: SEPN 515 - Bloco A - Ed. Banco do Brasil - Asa Norte CEP: 70770-501 - Brasília - DF Fone: (61) 3348-3510 / 3348-3512 E-mail: gabinete@sedhs.df.gov.br Arquidiocese de Brasília Obras de Assistência e de Serviço Social da Arquidiocese de Brasília - (OASSAB) End: Avenida L2 Sul - SGAS 601 - Md. 3 / 4 CEP: 70200-610 - Brasília - DF Fone: (61) 3223-8431 e 3323-1062 Restaurante Comunitário da Estrutural End: Quadra 14 - Área Especial - Vila Estrutural CEP 71250-000 - Brasília - DF Fone: (61) 3465-6759 Restaurante Comunitário Sobradinho II End: Quadra AR 13 - Conjunto 10 - Sobradinho II CEP 73041-680 - Brasília - DF Fone: (61) 3487-5352 28 13 - O ACESSO À DOCUMENTAÇÃO A Constituição Federal de 1988, em seu art. 1°, garante a todo brasileiro a cidadania e a dignidade hu mana, entre outros direitos. Neste senti do, toda pessoa que nasce em território brasileiro possui o direito de obter docu- mentação completa e necessária para que exerça mais facilmente a sua cidadania. Não significa que, sem documentação, a pes soa não seja um cidadão ou não tenha aces so aos serviços disponíveis. A gratuidade da documentação também é garantida pela Consti tuição Federal em seu art. 5°. Para as pessoas sem condições de paga rem a taxa respectiva, basta a declaração, de próprio punho (por testemu nha, no caso de a pessoa ser analfabeta), de que não possui condições financeiras para pagar o documento. COMO E ONDE FAZER SEUS DOCUMENTOS? CERTIDÃO DE NASCIMENTO Registro de Nascimento. Como e quando tirar? - O Registro de Nascimento é gratuito e deve ser providenciado junto ao Cartório próximo à residência dos pais ou no lugar em que tiver ocorrido o parto, dentro do prazo de 15 (quinze) dias, que será ampliado para até 03 (três) meses, em lugares distantes, com mais de 30 (trinta) quilômetros da sede do Cartório. Após estes prazos, o registro deverá ser realizado no Cartório próximo à residência dos pais. Quem tem obrigação de fazer o registro e quais documentos são necessários? - Os pais devem levar ao Cartório de Registro Civil os documentos pessoais (RG, CPF, Certidão de Nascimento ou Casamento), bem como a “Declaração de Nascido Vivo”, emitida pelo hospital ou maternidade e entregue aos pais do bebê, logo após o seu nascimento. Quando os pais da criança são casados, não há necessidade de comparecimento de ambos ao Cartório. Nesse caso, é necessária a apresentação da Certidão de Casamento, para que o registro seja efetuado em nome dos dois. 29 - Nos casos em que os pais não são casados, para que o registro seja efetuado em nome de ambos os genitores, há necessidade de comparecimento dos dois ao Cartório. Atenção: Ninguém deve registrar em seu nome uma criança, sabendo que não é seu filho, pois estará cometendo o crime previsto no caput do art. 242 do Código Penal. Caso queira fazer isso, de forma legal, deve entrar com o pedido de adoção, diretamente na Vara da Infância e da Juventude. Se você não foi registrado quando criança, deve providenciar o seu registro, em qualquer tempo. Quer saber como? - Os menores de 21 (vinte e um) anos e maiores de 18 (dezoito) poderão, pessoalmente e isentos de multa, requerer o registro de seu nascimento. Os maiores de 21 (vinte e um) anos devem procurar diretamente o Cartório de Registro Civil próximo a sua residência e requerer o seu registro, sem nenhum ônus. Os menores de 18 (dezeoito) anos deverão comparecer acompanhados de seus representantes legais (pais ou tutores). Como tirar segunda via de documentos? - A 1ª via dos documentos, como Certidão de Nascimento, Casamento e Identidade, é gratuita, mas para a obtenção da 2ª via será cobrada a taxa correspondente. Se você não tem condições financeiras de arcar com o valor cobrado pelo Cartório, basta procurar o Núcleo de Família da Defensoria Pública perto de sua casa e solicitar um Ofício, que lhe dará direito a tirar a 2ª via de seus documentos, gratuitamente. - A Corregedoria Nacional de Justiça, por intermédio dos Provimentos 13/2010 e 17/2012, determina a expedição de Certidões de Nascimento nos estabelecimentos de saúde onde se realizam partos. ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: CARTEIRA DE IDENTIDADE - 1ª via - A obtenção da 1ª via da Carteira de Identidade no Distrito Federal é gratuita (Lei Orgânica do Distrito Federal, art.22, III). 30 Quem pode tirar? - o brasileiro nato; - o brasileiro naturalizado (Lei nº 7.116/83, art.2º, parágrafo e Dec. nº 89.250/83, art. 5º); e - o português beneficiado pelo Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta entre a República Portuguesa e a República Federativa do Brasil, assinado em Porto Seguro, em 22 de abril de 2000 (Decreto-Lei n.º 154/2003, de 15 de julho). Documentação obrigatória para o requerimento da 1ª e 2ª vias da Carteira de Identidade (em ambos os casos, apresentar o documento original ou cópia autenticada em Cartório): - brasileiro nato: • Certidão de Nascimento, se solteiro, ou de Casamento (em ambos os casos, apresentar o documento original ou cópia autenticada em Cartório); e • os requerentes casados, viúvos, separados judicialmente ou divorciados deverão apresentar, obrigatoriamente, a Certidão de Casamento, com a respectiva averbação, para os separados e divorciados (Dec nº 89.250/83, art. 4º, parágrafo 1º); apresentar documento original ou cópia autenticada em Cartório. - brasileiro naturalizado: • Certificado de Naturalização (apresentar o documento original ou cópia autenticada em Cartório); • o português beneficiado pelo Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta entre a República Portuguesa e a República Federativado Brasil, assinado em Porto Seguro, em 22 de abril de 2000 (Decreto-Lei n.º 154/2003, de 15 de julho); e • Certificado de Igualdade de Direitos e Deveres - Dec. nº 89.250/83, art. 6º (apresentar o documento original ou cópia autenticada em Cartório). - Observações: • não há mais a necessidade do requerente levar fotografias, tendo em vista que, atualmente, ela é capturada pelo próprio sistema, no momento do procedimento da identificação, obedecendo aos padrões internacionais de qualidade; 31 • os responsáveis por requerentes crianças, principalmente menores de 04 (quatro) anos, atentem para a grande dificuldade de capturar impressões digitais e fotografia, nos padrões mínimos de qualidade técnica adotados pelo Instituto de Identificação e, assim sendo, caso não seja possível executar esse procedimento, a carteira de identidade não será emitida; e - são informações opcionais, a serem incluídas na Carteira de Identidade (Lei nº 7.116/83, art. 4º, parágrafo 2º, incisos I, II, e parágrafos 1º e 2º), os números do: • Programa de Integração Social (PIS); • Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP); • Cadastro de Pessoas Físicas de Ministério da Fazenda (CPF); caso o requerente não possua o cartão de CPF, deverá apresentar o extrato de CPF emitido pelo Correio ou pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal; e • Título de Eleitor: constará apenas no banco de dados para futura emissão do novo Registro de Identidade Civil (RIC). CARTEIRA DE IDENTIDADE - 2ª via - a emissão de 2ª via da Carteira de Identidade no Distrito Federal dar-se-á mediante o pagamento de taxa (veja abaixo a relação dos isentos), a ser depositada na Agência nº 100, Conta Corrente nº 013.094-8, do Banco de Brasília, em nome do FUNPCDF (Lei Complementar do Distrito Federal nº 751/2007, publicada no DODF, de 31 de dezembro de 2007). - Observação - NÃO serão aceitas as taxas pagas VIA INTERNET, bem como recibo de depósito feito em caixa de atendimento eletrônico, por meio de ENVELOPE (Instrução Normativa nº 59, itens 3.1 e 3.2). Isentos do pagamento da taxa para expedição da 2ª via da Carteira de Identidade: - portadores de deficiência, independente de seus rendimentos, devendo provar tal condição com a apresentação de carteira expedida por órgão da Secretaria de Estado de Ação Social ou órgão equivalente de outra Unidade da Federação (apresentar cópia frente e verso da Carteira de Deficiente, para instruir o Pedido de Isenção de Taxa - Lei nº 3.053/2002, Dec nº 24.821/2004 e Instrução Normativa nº 59, item 7, alínea f, de 11/10/2000 - PCDF); 32 - pessoas carentes, uma única vez, cuja renda mensal não seja superior a um salário mínimo, devendo ser comprovada essa condição, mediante a apresentação de Declaração expedida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal (SEDEST), que se faz presente junto aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Unidades de Alta Complexidade (UACs) e Núcleo de Atendimento às Pessoas em Plantão Social (NUAPS). Lei Complementar do Distrito Federal nº 751/2007, art. 12, parágrafo 2º; - as pessoas cuja Carteira de Identidade tenha sido roubada, mediante a apresentação do número do Inquérito Policial devidamente instaurado (Lei Complementar do Distrito Federal nº 751/2007, art. 13). Observação: Não é o Boletim de Ocorrência (BO), que garante a gratuidade; - idosos, quando se tratar de 1ª via de Carteira de Identidade, com a expressão MAIOR DE 65 ANOS (Instrução Normativa nº 59, item 7, alínea e, de 11/10/2000 - PCDF); - Carteiras de Identidade com a inscrição: VALIDADE TÉCNICA DAS IMPRESSÕES DIGITAIS - 1 ANO; e - Carteiras de Identidade expedidas com erro de transcrição de dados ou digitação, por servidores do Instituto de Identificação, desde que comprovados com o mesmo documento apresentado anteriormente. Outras observações: - terão atendimento preferencial - os idosos, os portadores de deficiência, as gestantes, crianças de colo e seus acompanhantes. Onde tirar o documento? - NA HORA - Posto de Atendimento ao Cidadão End: Subsolo da Estação Rodoviária de Brasília - Plataforma D CEP: 70089-000 - Brasília - DF Fone: (61) 3218-8600 Funcionamento: segunda a sexta-feira: 7h30 às 18h30 sábados: 7h30 às 12h30 - Observação - nas cidades satélites, além dos Postos de Atendimento ao Cidadão (NA HORA), o documento de identidade pode se obtido nos Postos de Identificação (PI) das Delegacias de Polícia Civil, localizados nas respectivas cidades. 33 CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL - Documento gratuito disponível a cidadãos com mais de 14 anos. - Descrição: O cidadão maior de 14 anos, interessado em obter a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), deve procurar um Posto do NA HORA (solicitar senha), na Rodoviária de Brasília, na Ceilândia, no Gama, no Riacho Fundo, em Sobradinho ou em Taguatinga, portando Carteira de Identidade e CPF, a fim de agendar atendimento na Agência do Trabalhador mais próxima de sua residência. Após esse procedimento inicial, o cidadão recebe um comprovante de seu agendamento, que deverá ser apresentado no local, data e horário previstos. - Importante - se houver mais de um cadastro do trabalhador ativo na Caixa Econômica Federal, quer seja SUS, NIS, NIT, PASEP ou PIS, ou houver erro em seu cadastro, como: nome, data de nascimento, nome da mãe, município e UF de nascimento, ou ainda, houver algum dado faltando no cadastro, a fabricação da Carteira de Trabalho ficará pendente, até que haja apenas um cadastro ativo e os dados do cadastro estejam completos, corretos e de acordo com o documento apresentado. - Procedimentos necessários: Comparecer ao local (Agência do Trabalhador escolhida), na data e horário marcados no comprovante, portando os seguintes documentos originais, acompanhados de cópias: - Carteira de Identidade; - CPF; - Comprovante de residência com CEP (conta de luz, de água etc); e - Certidão de Nascimento (solteiros), Certidão de Casamento (casados) ou Certidão de Casamento com Averbação (divorciados ou separados). Após o atendimento, o cidadão receberá um comprovante de inscrição para a obtenção da CTPS, com local e data de apanha do referido documento. Locais de agendamento e atendimento para a obtenção da CTPS no DF: Agência do Trabalhador do Plano Piloto SCS Qd. 06 Lt. 10/11 Tel: 3255-3814/3255-3815 Agência do Trabalhador de Taguatinga C4 Lt.03 Av. das Palmeiras Tel: 3255-3848/3255-3849 Obs: Lista completa dos locais de agendamento e atendimento para a obtenção da CTPS no DF encontra-se disponível no site: http://www.trabalho. df.gov.br/agencias-do-trabalhador 34 CPF (CADASTRO DE PESSOA FÍSICA) Como tirar meu CPF? - para se inscrever no Cadastro de Pessoa Física (CPF), procurar uma das Agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal (CEF) ou dos Correios, levando a documentação necessária e pagando a taxa prevista. - a inscrição no CPF também poderá ser concretizada através do site da Receita Federal do Brasil: https://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/ ssl/ATCTA/CPF/InscricaoPublica/inscricao.asp. Documentação necessária para a inscrição no CPF (de acordo com a faixa etária dos interessados): Menor de 16 anos: - a solicitação deverá ser feita pelos pais, o tutor, o curador ou o responsável por sua guarda, em virtude de decisão judicial ou, ainda, o procurador legal do solicitante; - documento de identidade do interessado que comprove a filiação (pode ser a Carteira de Identidade, a Certidão de Nascimento etc); - documento de identidade de um dos pais, ou do tutor, ou do responsável por sua guarda, em virtude de decisão judicial, ou do curador (conforme quem estiver solicitando); - documento que comprove a filiação, ou a tutela, ou a responsabilidade ou a curatela (conforme quem estiver solicitando); - caso o solicitante seja o procurador legal, além dos documentos acima, apresentar: documento de identidadedo procurador e procuração particular, com firma reconhecida ou pública. Maior de 16 e menor de 18 anos: - a solicitação deverá ser feita pelo próprio interessado ou seu representante legal; - documento de identidade do interessado, que comprove a filiação (pode ser a Carteira de Identidade, a Certidão de Nascimento etc); - Título de Eleitor, para quem o possuir (documento facultativo para esta faixa etária); e - caso o solicitante seja o representante legal, além dos documentos acima, apresentar: documento de identidade do procurador e procuração particular com firma reconhecida ou pública. 35 Maior de 18 e menor de 70 anos: - a solicitação deverá ser feita pelo interessado próprio ou seu representante legal; - documento de identidade do interessado, que comprove a filiação (pode ser a Carteira de Identidade, a Certidão de Nascimento etc); - Título de Eleitor ou Certidão emitida pelo Tribunal Regional Eleitoral ou Cartório Eleitoral, atestando a inexistência do alistamento eleitoral (esta Certidão deve ser apresentada apenas por quem for obrigado ao alistamento eleitoral); - Atenção: nesta faixa etária, somente não estão obrigados a ter Título de Eleitor: apenados (presos); conscritos (recrutas); analfabetos; estrangeiros; e incapazes; e - caso o solicitante seja o representante legal, além dos documentos acima, apresentar: documento de identidade do procurador e procuração particular com firma reconhecida ou pública. Maior de 70 anos: - a solicitação deverá ser feita pelo próprio interessado ou seu representante legal; - documento de identidade do interessado. que comprove a filiação (pode ser a Carteira de Identidade, a Certidão de Nascimento etc); - Título de Eleitor, para quem o possuir (documento facultativo para esta faixa etária); e - caso o solicitante seja o representante legal, além dos documentos acima, apresentar: documento de identidade do procurador e procuração particular, com firma reconhecida ou pública. CERTIDÃO DE ÓBITO Onde fazer o registro de óbito? - em regra, o registro de óbito é feito no Cartório que atende à região onde a pessoa faleceu. Ressalte-se, todavia, que, para fins de registro de nascimento, habilitação de casamento e óbito, o Distrito Federal é circunscrição registral única, conforme disposto no art. 246 do Provimento Geral da Corregedoria. 36 Quais são os documentos necessários para o registro de óbito? - para registro de óbito ocorrido no Distrito Federal, deverá ser apresentada a Declaração de Óbito, emitida pela Instituição de Saúde ou pelo IML. O declarante deverá ser o familiar mais próximo, que apresentará documento de identidade, para comprovar o parentesco, bem como todos os documentos do falecido que puder conseguir, como Carteira de Identidade, CPF, Certidão de Nascimento ou Casamento, Cartão de Benefício do INSS, Carteira de Trabalho, Título de Eleitor. O que deve ser informado ao Cartório para o registro de óbito? - além das informações constantes do Atestado de Óbito, o parente que comparecer ao Cartório deve informar o estado civil do falecido, se era casado, divorciado ou viúvo, o nome da esposa, os nomes dos filhos e, se são maiores ou menores, se tem algum filho falecido (nesse caso, o nome da esposa ou do marido, se era casado, e dos filhos), se deixou bens imóveis a inventariar, se era eleitor, onde será feito o sepultamento. Se a pessoa morreu em casa, quais providências devem ser tomadas? - se o médico que assistia à pessoa fornecer o Atestado de Óbito, esse atestado deve ser levado ao Cartório, juntamente com os outros documentos necessários. Se a pessoa morreu sem assistência médica ou de morte violenta, deve ser encaminhada ao IML, para que o médico legista providencie o atestado de óbito. Há plantão para registro de óbitos no Distrito Federal? Como funciona? - há plantão para esse fim no DF; de acordo com o Provimento 11, de 15 de setembro de 2009, da Corregedoria da Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o plantão para registro de óbitos é realizado no posto de registro civil, localizado nas dependências do IML do DF, todos os dias, entre as 09:00 e as 17:00 horas, mediante sistema de revezamento do 1º Ofício de Notas, Registro Civil, Títulos e Documentos, Pessoas Jurídicas e Protesto de Títulos do Núcleo Bandeirante e do 2º Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas de Brasília. - o 3º Ofício de Notas, Registro Civil e Protesto de Títulos de Taguatinga mantém plantão nos meses de fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro, nos anos pares; e janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro, nos anos ímpares. 37 - o 5º Ofício de Registro Civil, Pessoas Jurídicas, Títulos e Documentos de Taguatinga mantém plantão nos meses de janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro, nos anos pares; e fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro, nos anos ímpares; e - os demais serviços de Registro Civil do Distrito Federal, nos dias em que não houver expediente, mantêm plantão entre as 09:00 e as 17:00 horas, durante todo o ano, na própria serventia ou nos postos instalados nas maternidades, com exceção do 1º Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas. Observação: - no Distrito Federal, aproximadamente 80% dos hospitais públicos, passíveis de ocorrência de falecimento de pacientes, já contam com um posto avançado de registro civil para expedição de atestado de óbito. A medida está em consonância com a Recomendação 18/2015, do CNJ, de 02 de março de 2015, na qual as Certidões de Óbito devem ser emitidas nos estabelecimentos de saúde onde ocorram os falecimentos. - Endereço importante: Instituto de Medicina Legal de Brasília (IML) End: SPO - Lote 23 - Conjunto B - Complexo da PCDF CEP 70610-907 - Brasília - DF Fone: (61) 3207-4812/4813 TÍTULO DE ELEITOR - para tirar o Título de Eleitor, solicitar transferência ou 2ª via, as mulheres precisam apresentar originais e cópia da Carteira de Identidade e comprovante de residência. Os homens, além desses documentos, também devem apresentar original e cópia do certificado de quitação do serviço militar. - a emissão do documento é gratuita e o serviço funciona a partir de 12h00. - o pedido pode ser feito durante todo ano civil; e - em ano de eleição, o título deve ser requerido até, no máximo, 150 (cento e cinquenta) dias antes da votação. Para solicitação do documento é preciso: - ser brasileiro, nato ou naturalizado; - possuir domicílio eleitoral; e - possuir idade mínima de 16 (dezesseis) anos. 38 Para pedidos de transferência: - residência mínima de 03 (três) meses no novo domicílio, declarada sob as penas da lei, pelo próprio eleitor (Lei nº 6.996, art.8º); - transcurso de, pelo menos, 01 (um) ano da inscrição ou da última movimentação; e - prova de quitação com a Justiça Eleitoral (comprovante de votação). Para solicitar a 2ª via do Título de Eleitor é necessário: - provar a identidade, com documento original e uma cópia; - provar a quitação eleitoral (comprovante de votação); - possuir inscrição regular; e - cópia do comprovante de residência. Endereços importantes em Brasília-DF: 1ª Zona Eleitoral - Asa Sul End: SCRS 512 - Bloco B - Loja 70 - Avenida W3 Sul CEP: 70361-525 - Brasília - DF Fone: (61) 3245-5262 / 3245-6839 / 3345 7802 14ª Zona Eleitoral - Asa Norte End: SEPN 510 - Lote 07 - Avenida W3 Norte CEP: 70750-520 - Brasília - DF Fone: (61) 3347-0840 11ª Zona Eleitoral - Cruzeiro Novo End: SHCE/SUL Qd 1409 Lt 01 - Cruzeiro Novo CEP: 70658-490 - Brasília - DF Fone: (61) 3361-6249 / 3361-2436 / 3233-0057 / 3233-8143 NA HORA - Posto de Atendimento ao Cidadão End: Subsolo da Estação Rodoviária de Brasília - Plataforma D CEP: 70089-000 - Brasília - DF Fone: (61) 3218-8600 Funcionamento: segunda a sexta-feira: 07h30 às 18h30 sábados: 07h30 às 12h30 39 14 - OS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Consta da Constituição Federal de 1988: “Art. 6º São direitos sociais a educação,a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 90, de 2015)” “Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) II - progressiva universalização do ensino médio gratuito; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. § 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.” 40 “Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010) § 1º O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança, do adolescente e do jovem, admitida a participação de entidades não governamentais, mediante políticas específicas e obedecendo aos seguintes preceitos: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)” Quem é criança e quem é adolescente? O art. 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) responde: “Considera-se criança, para efeitos desta lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade”. O art. 5° do ECA afirma que: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”. O que fazer? • para poder conhecer e defender sempre os direitos da criança e do adolescente, procure ler, antes de tudo, o ECA (Estatuto da Crian ça e do Adolescente); • diante de uma situação concreta de violência, nessa área, busque contato, imediatamente, com o Conselho Tutelar mais próximo de sua casa; registre, também, um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia Policial do bairro; e • procure, também, orientação junto ao Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA) e com as ONGs que se dedicam ao assunto. 41 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) Coordenação-Geral Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República End: SCS - Bloco B - Quadra 9 - Lote C - Ed. Parque Cidade Corporate - Torre “A” - 8º Andar CEP: 70308-200 - Brasília - DF Fone: (61) 2025-3525 / 3524 / 3534 / 9192 / 3698 / 9689 / 9866 Fax: (61) 2025-9604 Site: conanda@sdh.gov.br Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal End: SAAN - Quadra 01 - Lote C - Comércio Local CEP: 70632-100 - Brasília - DF Fone: (61) 3213-0739 e 3213-0740 E-mail: cdcabrasiliadf@gmail.com Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal End: SGAN - 909 - módulo D/E - Asa Norte CEP: 70790-090 - Brasília - DF Fone: (61)3103-3200 Fax: (61) 3103-0202 Site: http://www.tjdft.jus.br/trib/vij/vij.asp Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) End: SPO - Lote 23 - Conj. D - Ed. do DPE - Complexo da PCDF CEP: 70670-907 - Brasília - DF Fone: (61) 3207-4515 / 3207-4506 Conselho Tutelar: Brasília Norte Telefones Úteis: 3349-5521 /3349-0889 / 3349-6068 / 3447-4222 / 7812- 8433 Endereço: SEPN 515 - Bloco A - Lote 01 – Asa Norte Ed. Banco do Brasil- 2°Andar - Sala 202 CEP: 70770-501 E-mail: ctbrasilianorte@gmail.com Conselho Tutelar: Cruzeiro Telefones Úteis: 3234-5469 / 3234-6692 / 3234-7563 / 7816-8507 Endereço: SRES - Lote 03 - AE C - Setor Escolar - Cruzeiro Velho CEP: 70640-680 E-mail: conselho.cruzeiro@gmail.com 42 15 - OS DIREITOS DA MULHER Apesar dos inúmeros avanços registrados, na busca e na conquista dos direitos da mulher, há muito o que fazer, ainda, a fim de evitar que elas sejam discriminadas e submetidas a todo tipo de violação de seus direitos e garantias fundamentais. A Constituição Federal Brasileira, em seu art. 5°, inciso I, dispõe: “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”. Há muitas mulheres que ainda sofrem violências físicas (espancamentos, lesões corporais etc), psicológicas (ameaças) e sexuais (estupro e atentado violento ao pudor), dentro da própria casa e em espaços públicos. No trabalho, além das diferenças salariais, algumas mulheres são submetidas a assédio sexual, ou seja, ao constrangimento ou a chantagem praticada pelo chefe, com o fim de obter vantagem sexual, em troca de promoção ou manutenção da mulher no emprego ou no cargo onde se encontra. O que fazer? Diante de casos concretos de violência, você deve procurar imediatamente as Delegacias Especializadas da Mulher, os organismos específicos do Poder Judiciário e do Ministério Público e as entidades feministas não governamentais: • encaminhe a mulher vítima de violência aos serviços públicos de saúde mais próximos; • no caso de a mulher ter sido vítima de estupro ou de qualquer outro tipo de violência sexual, oriente-a a procurar, o mais depressa possível, o Departamento Médico Legal (DML), a fim de ser examinada; • alerte a ela que não tome banho antes de ser examinada, pois, ao lavar seus órgãos genitais, descaracterizará a prova principal do crime; e • organize-se social e politicamente, participando de um grupo de mulheres no seu bairro e no seu município. A ONG THEMIS Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero conta com o Serviço de Informação à Mulher (SIM), que contempla três eixos de intervenção: atendimento / defesa - orientação, encaminhamento e acompanhamento de casos de violação de direitos, através de plantões semanais; educação social / prevenção - realização de oficinas, palestras e seminários desenvolvidos nas comunidades de origem, onde são abordados temas pertinentes aos direitos humanos das mu lheres; representação sócio-política / promoção - desenvolvem ações de representação, monitoramento e controle social na promoção de políticas públicas que contribuem para o acesso das mulheres à justiça social. 43 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres End: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - SCES - Trecho 2 - Lote 22 - Ed. Tancredo Neves - 1º andar, CEP 70200-002 - Brasília - DF Fone: (61) 3313-7367 / 7396 / 7398 / 7399 / 7418 E-mail: ouvidoria@spm.gov.br Funcionamento: 9h às 12h e 13h às 18h. Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) End: Estação do Metrô da 102 Sul - Asa Sul (Dentroda Estação do Metrô) CEP: 70330-000 Fone: (61)3323-6184 E-mail: centromulherdf@gmail.com Núcleo de Defesa da Mulher do TJDFT End: Fórum José Júlio Leal Fagundes - SMAS - Trecho 3 - Lotes 4/6 - Bloco 4 - Térreo CEP: 70610-906 - Brasília - DF Fone: (61) 3103-1926 / 3103-1928 Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) End: EQS 204/205 - Asa Sul CEP: 70234-400 - Brasília - DF Fone: (61) 3207-6174 / 6178 Instituto de Medicina Legal de Brasília (IML) End: SPO - Lote 23 - Conjunto B - Complexo da PCDF CEP 70610-907 - Brasília - DF Fone: (61) 3207-4812 / 4813 44 16 - OS DIREITOS DO(A) IDOSO(A) As pessoas idosas continuam a ser vítimas dos mais diversos tipos de violência: dentro de casa, são rejeitados, insultados e espancados pelos próprios filhos; fora de casa, são marginalizados pelo silêncio e indiferença; maltratados em transportes coletivos e nas filas; abandonados em situações de exclusão social e econômica; desvalorizados no mercado de trabalho, sem que seja considerada a sua experiência existencial e profissional. Discriminar pessoas idosas, humilhar, maltratar, deixar de prestar assistência quando ela necessitar, abandonar ou não prover suas necessidades básicas, quando tal for obrigado por lei: são crimes previstos no Estatuto do Idoso e no Código Penal, com penas que chegam até 12 anos de prisão. A Constituição Federal, em seu art. 230, registra que: “A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida” . Você sabia que... - aos idosos, a partir de 65 (sessenta e cinco) anos, que não possuam meios de prover a sua subsistência, nem tê-la provida por sua família, é assegurado o beneficio mensal de 01 (um) salário mínimo, nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Como proceder? - diante de violências físicas ou agressões morais contra pessoas idosas, não fique indiferente: ajude-as a se livrarem do perigo ou da situação violenta e as encaminhe à Delegacia Policial mais próxima ou a outro órgão competente. 45 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Central do Idoso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios End: TJDFT - Praça Municipal Fórum Desemb. Milton Sebastião Barbosa - Bloco B - 4º Andar CEP 70094-900 - Brasília - DF Fone: (61) 3103-7609 / 3103-7612 / 3103-7621 E-mail: centraljudicialdoidoso@tjdft.jus.br Atendimento: 12h às 18h Disque Denúncia: 100 Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Promotoria de Justiça da Pessoa Idosa - Projid End: Eixo Monumental - Praça do Buriti - Lote 2 Sede do MPDFT CEP 70091-900 - Brasília-DF Fone: (61) 3343-9721/3343-9578 / 3343-9414 Site: www.mpdft.mp.br Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) SOS Idoso - (61) 3346-1407 46 17 - OS DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE NECESSIDADES ESPECIAIS Muitas famílias possuem membros que são portadores de algum tipo de deficiência, de altas habilidades ou, ainda, das chamadas condutas típicas. A pessoa portadora de deficiência é aquela que perdeu ou possui alguma anormalidade de função ou estrutura psicológica, fisiológica ou anatômica, que gera incapacidade para o desempenho de determinadas atividades. As deficiências podem ser: físicas, auditivas, visuais, mentais ou múltiplas (quando é o caso de mais de uma deficiência). A pessoa portadora de altas habilidades é aquela que possui notáveis capacidades intelectuais, motoras, dentre outras. Já a pessoa portadora de condutas típicas é aquela que apresenta comportamentos típicos de portadores de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos, que geram atrasos no seu desenvolvimento. 08 (oito) artigos da Constituição Federal de 1998 definem e garantem os direitos das pessoas portadoras de deficiência. Dentre esses direitos, incluem-se: • a proibição de qualquer discriminação, quanto a salário e critérios de admissão; • o direito à assistência social, independentemente de contribuição à seguridade social; • o atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino; • o acesso a programas de prevenção e atendimento especializado; • a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos; • a garantia de acesso adequado a logradouros, edifícios e transportes coletivos; • a idade mínima de 16 (dezesseis) anos para a admissão ao trabalho; • Benefício de Prestação Continuada (BPC) - garantido através da Lei Orgânica da Assistência Social; através do BPC, a pessoa portadora de deficiência tem direito a 01 (um) salário mínimo mensal; para requerer o benefício, a renda da família, com a qual a pessoa portadora de deficiên cia reside, não deve ultrapassar um quarto do salário mínimo; o benefício deve ser solicitado no Posto do INSS mais próximo de sua residência, acompanhado por um laudo médico, que ateste a deficiência da qual a pessoa é portadora. 47 ENDEREÇOS EM BRASÍLIA-DF: Associação Brasiliense de Deficientes Visuais (ABDV) End: SGAS 903 - Lote 78 - Fundos - Asa Sul CEP: 70390-030 - Brasília - DF Fone/Fax: (61) 3326-1745 / 4102-5427 E-mail: abdvweb@gmail.com Facebook: www.facebook.com/associacaobrasiliense.abdv Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE) End: SHC Norte - 711/911 - Conj. E - Asa Norte CEP: 70790-115 - Brasília - DF Fone: (61) 2101-0460 Site: www.apaedf.org.br Facebook: www.facebook.com/apae-DF Associação Brasileira de Assistência as Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (ABRACE) End: QE 25 - Área Especial 1 - s/n - Guará II - CEP 71025-015 - Brasília - DF Fone: (61) 3209-8800 / 3212-6000 E-mail: contato@abrace.com.br Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) End: CRS 507 - Bloco B - Loja 67 - Asa Sul - CEP 70351-520 - Brasília – DF Fone: (61) 3274-3155 (Ambulatório Down) / 8112-3101 / 9648-6626 Email1: federacaodown@federacaodown.org.br Email2: sindromededown@gmail.com 48 18 - OS DIREITOS DA PESSOA PRESA Os únicos direitos que o cidadão preso perde, temporariamente, com a condenação criminal, são os seus direitos políticos e o direito de ir e vir. Todos os seus demais direitos, como por exemplo, o direito à saúde, à educação, à assistência jurídica, ao trabalho (este não subordinado ao regime da CLT) e outros estão garantidos pela Constituição e pelas normas legais brasileiras e internacionais. O fato de estar preso não significa que a pessoa possa ser submetida à humilhação e à violência. Serão asseguradas condições às presidiárias, a fim de que possam permanecer com os seus filhos, durante o período de amamentação (art. 5°, inciso L, da CF/88). As pessoas presas têm direito à assistência da família e do advogado (art. 5°, inciso LXIII, da CF/88) e ao auxílio reclusão. O(a) segurado(a) que for preso(a) por qualquer motivo têm direito a receber o auxílio-reclusão, durante o período em que estiver preso(a). O benefício será pago se o trabalhador não estiver receben do salário da empresa, auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço. Para ter direito aos benefícios da Previdência Social, o trabalhador precisa estar em dia com as suas contribuições mensais pois, caso contrário, poderá perder a qualidade de segurado. Não há tempo mínimo de contribuição para que a família do segurado tenha direito ao benefício, mas o trabalhador precisa ter a qualidade de segurado. O benefício é concedido aos dependentes de traba lhadores, desde que atendidas as normas em vigor. Adolescentes em conflito com a Lei O Estatuto da Criança e do Adolescente, além de regulamentar os princí- pios fundamentais contidos na Constituição Federal de 1988, introduziu no texto o princípio da legalidade penal. Trata-se de um princípio limitador da intervenção punitiva do Estado, portanto, de garantia do cidadão à defesa e à autodefesa. 49 O art. 122, incisos I e II do ECA, prevê a internação