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EXERCÍCIOS DOS 
MÓDULOS 1,2 E 3
O Baile Charme, uma das mais conhecidas manifestações culturais do povo carioca, fica cadastrado como bem 
cultural de natureza imaterial da cidade. O decreto considera o Baile Charme uma genuína invenção carioca, e 
destaca a riqueza de sua origem na musicalidade africana, que abriga ritmos como o soul, o funk e o rythm’n
blues, da fonte norte-americana, e o choro, o samba e a bossa-nova, criações nascidas no Rio. O Baile Charme é 
cultuado, principalmente na Zona Norte da cidade, seja em clubes, agremiações recreativas e espaços públicos 
como a área do Viaduto de Madureira.
Disponível em: www.jb.com.br. Acesso em: 2 mar. 2013 (adaptado).
Segundo o texto, o Baile charme foi elevado a patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro. Dentre as razões 
para esse acontecimento, podemos destacar:
a) O apelo voltado para o público jovem.
b) Reflete o gosto musical das camadas mais baixas.
c) Caracteriza uma região com importância social.
d) Representa uma pluralidade de costumes populares.
e) Contém vários tipos de gêneros musicais.
Questão 1 
NOTA DA TORCIDA BANDA ALMA CELESTE DO PAYSANDU SPORT CLUB — PA
Os torcedores que compõem a torcida Banda Alma Celeste são pessoas normais, como qualquer torcedor do 
Paysandu Sport Club, maior clube do Norte. Desde seu surgimento, vários cantos foram incrementados com 
frases de apoio e amor incondicionais. Porém, nem sempre acertamos. Durante os 10 anos da torcida, surgiu 
em uma das nossas músicas algo fora dos padrões, intitulada de “o leão é gay!”. ERRAMOS DURANTE VÁRIOS 
ANOS, propagando cantos como esse, disfarçado de rivalidade. Diante disso, após vários debates de 
torcedores, informamos que: — Músicas e manifestações de cunho racial/homofóbico estão extintas do 
nosso repertório, entre elas a famosa música que chama o mascote do rival de gay. — Entendemos que 
existem outros meios de manter viva a rivalidade; — Não se trata de criar uma nova polêmica, acabar com o 
futebol, ou simplesmente ser politicamente “chatos e corretos”. Apenas evoluímos e atualizamos nossa 
forma de pensar.
Adaptado de facebook.com, 29/04/2017.
A medida tomada pela torcida reforça as seguintes ações:
a) promoção da tolerância e difusão do vitimismo
b) combate ao preconceito e respeito à diversidade
c) apologia ao homossexualismo e pressão da mídia
d) redução do fanatismo e fortalecimento do esquerdismo
Questão 2 
Analise o trecho da letra do samba “Brasil pandeiro”, de Assis Valente, composto em 1940.
Questão 3 
Esse samba pode ser considerado um exemplo:
a) da falta de criatividade da cultura brasileira, quando comparada com padrões e ritmos musicais da tradição cultural 
popular norte-americana.
b) da aproximação cultural entre Brasil e Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial e no âmbito da chamada política 
da boa vizinhança.
c) do esforço de divulgação da música brasileira no exterior durante o Estado Novo e em conformidade com a política 
varguista de rejeição a produtos culturais estrangeiros. 
d) da difusão da música brasileira no exterior, após o sucesso mundial da Bossa Nova e em meio ao esforço norte-americano 
de afastar a ameaça comunista da América. 
e) do reconhecimento internacional da importância cultural do Brasil no conjunto do Ocidente, no contexto da bipolaridade 
estratégica da Guerra Fria.
Questão 3 
As narrativas indígenas se sustentam e se perpetuam por uma tradição de transmissão oral (sejam as histórias verdadeiras dos seus antepassados, dos 
fatos e guerras recentes ou antigos; sejam as histórias de ficção, como aquelas da onça e do macaco). De fato, as comunidades indígenas nas chamadas 
“terras baixas da América do Sul” (o que exclui as montanhas dos Andes, por exemplo) não desenvolveram sistemas de escrita como os que 
conhecemos, sejam alfabéticos (como a escrita do português), sejam ideogramáticos (como a escrita dos chineses) ou outros. Somente nas sociedades 
indígenas com estratificação social (ou seja, já divididas em classes), como foram os astecas e os maias, é que surgiu algum tipo de escrita. A história da 
escrita parece mesmo mostrar claramente isso: que ela surge e se desenvolve - em qualquer das formas - apenas em sociedades estratificadas 
(sumérios, egípcios, chineses, gregos etc.). O fato é que os povos indígenas no Brasil, por exemplo, não empregavam um sistema de escrita, mas 
garantiram a conservação e continuidade dos conhecimentos acumulados, das histórias passadas e, também, das narrativas que sua tradição criou, 
através da transmissão oral. Todas as tecnologias indígenas se transmitiram e se desenvolveram assim. E não foram poucas: por exemplo, foram os 
índios que domesticaram plantas silvestres e, muitas vezes, venenosas, criando o milho, a mandioca (ou macaxeira), o amendoim, as morangas e muitas 
outras mais (e também as desenvolveram muito; por exemplo, somente do milho criaram cerca de 250 variedades diferentes em toda a América).
D’ANGELIS, W. R. Histórias dos índios lá em casa: narrativas indígenas e tradição oral popular no Brasil. Disponível em: www.portalkaingang.org. Acesso em: 5 dez. 2012.
A escrita e a oralidade, nas diversas culturas, cumprem diferentes objetivos. O fragmento aponta que, nas sociedades indígenas brasileiras, a oralidade 
possibilitou:
a) a conservação e a valorização dos grupos detentores de certos saberes.
b) a preservação e a transmissão dos saberes e da memória cultural dos povos.
c) a manutenção e a reprodução dos modelos estratificados de organização social.
d) a restrição e a limitação do conhecimento acumulado a determinadas comunidades.
e) o reconhecimento e a legitimação da importância da fala como meio de comunicação.
Questão 4 
1- d
O Baile Charme foi cadastrado como bem imaterial da cidade do Rio de Janeiro porque representa uma rica diversidade 
de costumes populares. Tal diversidade de costumes provém da conjunção, no Charme, dos costumes e da musicalidade 
africana, quanto da cultura norte-americana, assim como de práticas que são próprios cariocas. Por representar uma tal 
conjunção de costumes ele foi reconhecido, legalmente, como um patrimônio extremamente relevante para o povo 
carioca.
2- b
Como colocado na nota da torcida, fica reconhecida a ação preconceituosa. Desculpas como “é assim que se torce” não 
cabem nessa situação, pois há várias formas de manifestar a paixão pelo seu time, algumas respeitosas e outras não. Fica 
determinada ainda a postura de combate ao preconceito praticado em respeito à diversidade.
3- b
O referido samba foi criado no contexto da Segunda Guerra com uma aproximação política entre os dois países. A letra 
do samba aponta para uma aproximação também cultural dos países listando tradições brasileiras em que um elemento 
cultural representativo dos EUA (o Tio Sam) se inseriria.
4- b
O texto diz que “os povos indígenas garantiram a conservação e a continuidade dos conhecimentos acumulados, das 
histórias passadas e, também, das narrativas que sua tradição criou, através da transmissão oral.”

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