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algum vínculo com o fato investigado. 2.2 Tipos de Investigação José Frederico Marquesesclarece que há três categorias de investigação que são: a) Administrativas: com auditorias e levantamentos internos, mediante procedimentos administrativos; b) Legislativas: no Poder Legislativo, nos termos da legislação, com as Comissões Parlamentares de Inquérito, apurando fatos que envolvam a função do parlamentar; c) Judiciárias: apuração de faltas funcionais de seus servidores, utilização de bens confiados a eles. Enfim, esses são exemplos da abrangência investigativa inserida em todos os campos da atividade humana. Mas, dentro dessa abrangência, não se pode deixar de citar os métodos de investigação que são: lógica, dedutivo, analógico indutivo, intuitivo, da lógica absurda, presunção, hipótese, convicção e certeza, e, segundo Luiz Carlos da Rocha: “Na investigação de natureza policial, metodologia é a técnica de adestramento do agente, civil ou militar, para o desenvolvimento pleno de suas potencialidades psíquicas e de ação, de observar e raciocinar sobre um fato que está apurando e de realizar o seu trabalho com segurança e precisão.” Dentro da investigação, através da metodologia, ou seja, do caminho a se chegar a um fim, nada se consegue quando se age de maneira desordenada. A investigação policial necessita, portanto, de um método orientador e disciplinador para se chegar ou se concluir o trabalho. 6 Pode-se então compreender que a investigação policial utilizará os seguintes métodos de raciocínio: a) Lógica: é um método que se utiliza da ciência que ensina a pensar corretamente. b) Dedutivo: análise de premissas (raciocínios elementares). Cobra explica, por meio de exemplos, que: “a descoberta de determinado tipo de poeira, no calçado de alguém ou num veículo, pode autorizar a conclusão de que aquela pessoa ou veículo passaram por determinado local.” c) Analógica: conforme Cobral, raciocina-se por analogia, fazendo-se comparações. As semelhanças de circunstâncias entre casos distintos podem conduzir a resultados idênticos, razão pela qual o investigador deve examinar o modus operandi dos delinquentes, pois criminosos habituais agem frequentemente do mesmo modo, com o emprego de semelhantes recursos, propiciando o emprego do método analógico. d) Indutivo: Esse método desenvolve-se através de um raciocínio que parte do particular para o geral, porém qualquer conclusão obtida por esse método pode acabar sendo refutada, por generalizar. e) Intuitivo: explica Rocha[7], intuição é a visão direta de alguma coisa, o conhecimento de algo independentemente de raciocínio lógico, porém, que não pode ser confundido com palpite, devendo seu emprego ser reservado para situações ausentes de outras possibilidades. Cobra define como pressentimento, que pode ser sensível: ocorre através da comunicação do homem com o meio, através dos sentidos ou insensível: um presságio, palpite ou adivinhação. f) Da lógica absurda: é um método aplicado em situações que são apresentadas de forma insólitas ou alegóricas, estranhas, como em depoimento ou denúncias sem nexo, ou utiliza referências a apelidos ou gírias de outras regiões do país, ou, crianças que não se expressam bem, nesses casos, o investigador deverá ficar atento, com a mente aberta e intuitiva, para captar e entender as mensagens ou informações que lhes chegam codificadas. g) Presunção: é a operação mental baseada nos aspectos do que se vê, ouve e sente, levando o interessado a elaborar uma proposta que o induz a seguir para determinado caminho, tendo-o como verdadeiro, desde que não haja prova segura em https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-penal/as-modernas-tecnicas-de-investigacao-policial/#_ftn6 https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-penal/as-modernas-tecnicas-de-investigacao-policial/#_ftn7 7 contrário, é um juízo baseado nas aparências e que conduz a uma suspeita, o investigador aceita determinada conduta. h) Hipótese: é uma conjectura não muito segura, dúbia, contudo, poderá ser considerada provável se relacionada com a questão em apreço. Segundo instrui Coriolano Nogueira Cobra “excluídas as hipóteses repelidas, ficam aquelas correspondentes com a realidade. Destas, algumas vão permitir convicção e outras, certeza”. Ao tomar conhecimento de circunstâncias ou detalhes o policial convence- se de que fato ocorreu ou teria ocorrido desta ou daquela maneira. É uma suposição duvidosa, mas não improvável. i) Convicção: diante de dados ou matérias subjetivas como suporte à conclusão das investigações, tais como depoimentos das testemunhas ou confissões dos interrogandos, por mais claros ou detalhados que possam ser, tem-se a convicção, pela falta de elementos materiais, que servirão de apoio àquelas peças, ou seja, quando os elementos probatórios forem de ordem subjetiva. j) Certeza: Ocorre quando o conjunto de provas materiais conduz à conclusão absoluta sobre aquele caso estudado ou investigado; podendo, inclusive, os elementos subjetivos se somarem aos elementos objetivos. Aí sim, os depoimentos e confissão, agregados ao estudo, coroarão com êxito os trabalhos de Polícia Judiciária. 2.3 Dos Meios Dinâmicos da Investigação A investigação tem por finalidade o alcance de informações sobre determinados fatos ou coisas, o mesmo ocorre na investigação policial que detém sua essência e o exercício da inteligência para chegar à autoria de um crime, diante de tal informação. Consideram-se fundamentais os recursos de “campana” ou vigilância, pois, segundo o professor Coriolano Nogueira Cobra campara: “É expressão de gíria que significa observação discreta, para conhecer os movimentos de pessoa ou pessoas ou para fiscalizar a chegada ou aparecimento de alguém, ou ainda, seguimento de alguém de modo discreto para conhecer seus movimentos e ligações.” Na campana também há a vigilância discreta que nada mais é do que o acompanhamento reservado, na condução para obter dados de hábitos, amizades, postura, lugares que frequenta a pessoa que está sendo investigada, sendo necessário promover ações para não se perceber a conduta investigatória, portanto, 8 campana ou vigilância tem as seguintes finalidades: observação discreta nas imediações de um lugar para conhecer; Movimento de pessoas; fiscalização de chegada ou aparecimento de alguém. Este tipo de atividade pode ser utilizado por policiais ou marginais: Por policiais – para o deslinde de uma investigação ou constatação de procedência de informação. Por marginais – para outros fins, angariar vítimas em potencial ou em imóveis para empreitada criminosa. Quanto à dinâmica da campana, ela pode ser: Campana estática ou parada: observância de um lugar através de outro lugar, no intento de lograr êxito em atitudes provenientes ou indicadoras de prática criminosa, pode também ser Campana móvel ou de segmento: na vista de suposto agente criminoso, parte-se ao seu encalço. Pode ser: a pé ou com veículo. Outro meio dinâmico de Investigação é a Penetração e a Infiltração. Luiz Carlos Rocha esclarece que “penetração é a tática de ingresso em determinados recintos, mediante vários artifícios, a fim de obter informações ou provas”. Já a infiltração é a introdução do policial em determinados meios, onde conviverá temporariamente, em busca de elementos úteis para as investigações. Também são recursos que o policial civil pode fazer uso, mas ambas são atividades de alto risco. A diferença entre elas é que na penetração o policial não mantém relacionamento com as pessoas, enquanto na infiltração mantém-se este relacionamento. Segundo o Manual Operacional do Policial Civil, a infiltração divide-se em simples e complexa. A infiltração simples ocorre normalmente nos estabelecimentos industriais e comerciais, sempre com o conhecimento da vítima, tendo como finalidadeidentificar funcionários que praticam furtos continuados ou forneçam informações técnicas para concorrentes da firma em que trabalham ou que sabotem equipamentos, produtos etc. A infiltração complexa, é empregada nas investigações contra a criminalidade organizada, deve ser realizada por policiais experientes e treinados, com alta presença de espírito, corajosos e conhecedores de técnicas de defesa pessoal. 9 Com o advento da Lei 10.217, de 11 de abril de 2001, a infiltração por agentes da Polícia em investigações passou a ser permitida, desde que mediante autorização judicial, estritamente sigilosa e que permanecerá nesta condição enquanto perdurar a operação, preservando o sigilo até final da conduta. Técnica está prevista atualmente na Lei n° 12.850/13 que prevê o conceito de Organização Criminosa e demais meios extraordinários de investigação que será objeto de estudo em momento oportuno. 2.4 Da Nova Tecnologia Um novo equipamento vem sendo utilizado em cenas de crimes. Desenvolvido nos Estados Unidos da América, Reino Unido e Japão, tem se popularizado no Brasil à medida que vem se tornando realidade para os diversos institutos de identificação de cada Unidade Federação. É o que pode revolucionar as técnicas investigativas atuais. Essa Tecnologia é chamada AFIS (AutomatedFingerprintIdentification), ou seja, Sistema de Identificação automatizada de Impressões Digitais. O AFIS é usado para comparar uma impressão digital com impressões previamente arquivadas no banco de dados do sistema. O Sistema AFIS é exclusivo para impressões digitais, promoveu uma quebra de paradigma no contexto da perícia papiloscópica, ele substitui a pesquisa manual pelas pesquisas automatizadas, ou seja, as pesquisas de impressões digitais tornaram-se mais céleres e o banco de dados mais seguro. Esse equipamento tecnológico visa garantir maior precisão das cristas papilares das impressões digitais, através de um escaneamento (equipamento Live Scan), dispensa o uso de papel. A parte mais importante do AFIS é a conversão, ou seja, a digitalização por dispositivo óptico específico e arquivado na base do sistema. Envolve milhões de impressões digitais. Há dois tipos de registros na base de dados do AFIS: 1) Milhares de impressões que estão arquivadas no sistema convencional; 2) novas impressões adquiridas diariamente. Ambas agrupadas numa única base de dados. Duas funções podem ser executadas pelo AFIS: 1) pesquisar registro de prisão de uma pessoa; 2) pesquisar com habilidade banco de dados de impressões similares a cópias latentes encontradas em locais de crime. 10 Segundo a Senaspos sistemas biométricos são “os métodos automatizados para a verificação ou reconhecimento da identidade de uma pessoa viva baseado numa característica física ou comportamental.” Os sistemas biométricos não são capazes de determinar uma identidade verdadeira, mas são capazes apenas de relacionar uma pessoa a um determinado padrão biométrico, isso quer dizer que não é um substituto dos serviços papiloscópicos ou dos serviços periciais. 2.5 Recognição Visuográfica de Local de Crime Outra técnica imprescindível de investigação nos tempos de hoje é o relatório da Recognição Visuográfica, essa técnica é a semente da futura investigação, levando-se em consideração o seu dinamismo e praticidade. Traz em seu bojo desde o local, hora, dia do fato e da semana como também condições climáticas então existentes, além de acrescentar subsídios coletados junto às testemunhas e pessoas que tenham ciência dos acontecimentos. Traz ainda à colação, minuciosa observação sobre o cadáver, identidade, possíveis hábitos, características comportamentais, sustentadas pela vitimologia, além de croqui descritivo, resguardados os preceitos estabelecidos no artigo 6º, I, do Código de Processo Penal. 3. DAS FERRAMENTAS DISPONÍVEIS Na Polícia Civil existe várias ferramentas disponíveis de aplicabilidade para a investigação policial. Todas elas aptas a enriquecer o Inquérito Policial e os Relatórios de Investigação. São ferramentas que permitem a extração de elementos informativos, sobre o envolvimento em delitos anteriores de suposto infrator, veículo envolvido em certas ocorrências, características de certas pessoas, modus operandi etc. São elas: a) RDO (Registro Digital de Ocorrência): principal fonte de alimentação de dados da Polícia Civil. É o sistema de elaboração e armazenamento de Boletins de Ocorrência. Geralmente é através do Boletim de Ocorrência que se inicia uma 11 investigação, por isso, deve ser devidamente preenchido, ricos em detalhes, tais como: inserção de testemunhas, objetos relacionados com o crime, telefones dos envolvidos, endereços completos, cautela e inserção correta da localização do fato etc. Esse sistema é interligado ao sistema Prodesp que é detentor da base de dados da Polícia Civil. Todos os Boletins de Ocorrência registrados ficam gravados em rede e não apenas em um computador, inclusive os Boletins de Ocorrência elaborados pela própria vítima através da internet, estes denominados BOE (Boletim de Ocorrência Eletrônica), que é elaborado pela própria vítima, através do sítio eletrônico (www.policiacivil.sp.gov.br). O RDO é, portanto, um sistema para as investigações, tendo em vista que através da inserção dos dados preliminares na sua confecção, é possível verificar informações exatas, referentes a pesquisas e registros civil, criminal sobre os envolvidos bem como veículos ou armas. b) PRODESP (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo): empresa de longa parceria com a Polícia Civil. Realiza o gerenciamento de diversos bancos de dados de informação, tais como: cadastro criminal, civil, Detran, permitindo consultas de CNH (Carteiras Nacionais de Habilitação), placas de veículos e situação administrativa dos mesmos etc. A Prodesp, também permite certas consultas de dados cadastrais de outros Estados, por exemplo; numeração de motor, placas de veículos para verificação de queixa de furto ou roubo. c) ÔMEGA: é um programa que unifica as doze principais bases de dados do país, usa o banco de dados do RDO, DETRAN (CRLV, CNH e multas), DE (Delegacia Eletrônica), Junta Comercial, Disque-Denúncia, Infocrim, Phoenix, cadastros civil e criminal e outros. Possui uma ferramenta chamada “investigador virtual”, na qual são inseridos os dados que o policial está procurando e, quando surgir determinada ocorrência, envolvendo aquela informação que foi registrada, o policial solicitante será informado. Também analisa na pesquisa o “modus operandi”, logradouros, tipos de crimes, pessoas etc., ou seja, é possível ainda realizar uma pesquisa de referência geográfica, ou seja, um mapeamento regional de crimes. d) PHOENIX: é um sistema de cadastro estadual de fotos criminais acessado pela intranet, alimentado com os dados inseridos no equipamento denominado 12 SPISPHOTO disponível em todas as seccionais e sedes de departamentos. Nessa máquina são coletadas fotos de frente e perfil, impressões digitais, dados somáticos, sinais peculiares e amostras de voz, além de criar retrato falado de criminosos. O indivíduo ao ser fotografado tem dez pontos em seu rosto considerados imutáveis, mesmo com cirurgias plásticas ou envelhecimento. O programa permite também a inserção de dados somáticos, incidência penal do indivíduo, características físicas básicas, tais como; tatuagens, deformações no corpo, cor da pele, olhos, tipo de rosto, cicatrizes juntando-se à base de dados do RDO, que por sua vez gera o Boletim de Identificação Criminal Eletrônico (BICE) que é enviado ao I.I.R.G.D. (Instituto de Identificação Ricardo GumbletonDaunt). e) INFOSEG: Rede Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização, seu objetivo principal é a integração dos dados de indivíduoscriminalmente identificados, de armas de fogo, de veículos, de condutores, de Cadastro de Pessoas físicas (CPF) e de Cadastro de Pessoas Jurídicas (CNPJ), entre todas as Unidades da Federação. É um programa do Ministério da Justiça, que permite o acesso ao cadastro de contribuintes da Receita Federal. f) ALPHA: é acessado também pela intranet da Polícia Civil. Esse sistema contém a base de dados civil do estado e exclusiva da Polícia Civil de São Paulo. Contém os dados para a emissão da Cédula de Identidade, a fotografia e a ficha decadactilar, ou seja, as impressões digitais do indivíduo e endereço. Possibilita a pesquisa através do nome do pai, mãe, nome e número de cédula de Identidade, além disso, caso o indivíduo seja preso em São Paulo, conterá o número de identidade criminal, que fica vinculado ao número de identidade civil. Esse sistema tem por finalidade servir de confronto das impressões digitais colhidas em qualquer unidade policial com aquelas arquivadas na base de dados do sistema. g) INFOCRIM: é o Sistema de Informações Criminais, gerador de estatísticas criminais, com opção de buscas por logradouros, partes e delitos, sendo alimentado pelos dados inseridos no RDO. Este programa pode gerar mapas indicativos dos logradouros onde ocorrem os delitos, indicando também dia da semana e horário de maior frequência norteando, com isso, as ações preventivas especializadas. Esse programa permite às polícias o mapeamento das regiões com maior incidência criminal. Juntos RDO e INFOCRIM criam para as polícias o chamado mapa 13 da criminalidade, pelo qual é possível estabelecer os pontos onde há maior ocorrência de crimes, separando por cidades, bairros, ruas, dia e horário. Com base no mapa da criminalidade, a Polícia Militar realiza o Plano de Policiamento Inteligente (PPI) e, então, traça o roteiro de cada viatura após consultas dos dados armazenados e distribui, portanto, o Cartão Prioridade de Patrulhamento (CPP), para que as viaturas patrulhem a área com maior incidência criminal. A Polícia Civil com base no RDO, Infocrim e demais sistemas inteligentes, atua com o cruzamento desses dados na busca de suspeitos que têm a mesma forma de atuação. h) FOTOCRIM: Esse programa foi criado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo e é alimentado com qualificações e fotografias de frente e de perfil dos criminosos bem como com fotografias de tatuagens e cicatrizes registradas de ângulos diferentes. Indicando também o crime que cometeram e se agiram com parceiros. É possível o acesso pela Polícia Civil do Estado de São Paulo através do Infocrim. i) DETECTA: É um sistema inteligente de monitoramento de crimes do Estado de São Paulo, que emite alarmes automáticos e traz avanços em agilidade e cruzamento de informações. O Detecta foi desenvolvido pela Microsoft e pela polícia de Nova York, para ações contra o terrorismo na cidade americana e também passou a ser utilizada no combate a outros tipos de crime. É a primeira vez que o sistema é utilizado fora de Nova York. Um dos pontos importantes desse sistema é que o alerta para a polícia civil pode decorrer em razão da existência de um crime com as mesmas características dos outros que já estão sendo investigados, mesmo que ocorra em regiões diferentes ou em outras cidades. Esse sistema integra todas as informações criminais que estão à disposição 14 4. LEGISLAÇÃO O texto constitucional é claro ao referir que, como regra, a apuração de infrações penais e a execução das funções de polícia judiciária competem à Polícia Federal e às Polícias Civis, reservando às Polícias Militares o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública. Cabe à Polícia Federal, órgão mantido pela união, “apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo dispuser em lei”, bem como “exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União”. Quanto à Polícia Civil, menciona a Lei Maior o seguinte: “às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares”. As atribuições dos órgãos de segurança pública estão elencadas, de forma clara, no texto constitucional, não deixando margens para dúvidas de qual é o papel de cada instituição na tarefa de prevenir e reprimir as infrações penais, de modo que a atividade de investigação criminal pertence à polícia judiciária. Nessa esteira, ainda, refere o artigo 4°, caput, do Código Penal que “a polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria”. Cumpre enfatizar, também, a redação legal do artigo 2°, caput, da Lei 12.830/13, o qual refere que "as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado", bem como do seu §2°, de onde se extrai que "ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, que tem como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais" . Repare que tanto a regra prevista no caput do art. 4° do Código de Processo Penal, quanto as regras inseridas no art. 2° da Lei 12.830/13 mantém uma relação 15 harmônica e simétrica com a Constituição Federal, ao passo que corroboram a sua opção pela condução da investigação criminal pela polícia judiciária, e, para nós, nem poderia ser diferente, pois a Constituição representa o “topo hermenêutico que conformará a interpretação jurídica do restante do sistema”. É necessário reconhecer, assim, que, com base nas normas acima referidas, a investigação criminal é atribuição da polícia judiciária, representada por organismos sociais cuja função, por excelência, é a apuração da materialidade e autoria das infrações penais. Veja-se que quando a Lei Maior faz essa afirmativa, de forma clara, ela está dizendo que a atividade investigativa, no âmbito criminal, será realizada pelas instituições que carregam em seu bojo as atividades de polícia judiciária, i.e., a Polícia Federal e as Polícias Civis, nas suas respectivas áreas de atuação. Cumpre referir que, mesmo diante dos comandos constitucionais que definem as atribuições dos órgãos estatais, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o Ministério Público pode conduzir investigações de natureza criminal, por meios próprios[14], sendo que, conforme demonstramos, ao nosso ver, inexiste comando legal autorizando tal inferência. a) Investigação criminal autêntica ou pura: Insere-se nesta classificação a investigação criminal autorizada e legalizada pela Constituição Federal, conduzida pela polícia judiciária, sob a presidência de um delegado de polícia de carreira. Diz-se autêntica ou pura porque se trata do modelo padrão de investigação criminal adotado pela Constituição. É a investigação criminal genuína. b) investigação criminal derivada: Insere-se nesta classificação a investigação criminal igualmente prevista no texto constitucional como exceção ao modelo padrão. Conforme sinalizamos, a Constituição não conferiu o monopólio da investigação criminal à polícia judiciária, havendo duas exceções, nas quais a atividade de investigação criminal poderá não ser desempenhada pela polícia judiciária, quais sejam: a apuração das infrações penais militares e as apurações das comissões parlamentaresde inquérito. Diz-se derivada porque deriva do modelo padrão e possui, igualmente, sustentação constitucional. c) investigação criminal não autêntica ou impura: Enquadra-se nesta classificação qualquer outra forma de investigação criminal levada a cabo fora dos padrões estabelecidos pela Constituição Federal, independentemente da instituição que a realize, pois, diante da inexistência de mandamento constitucional que lhe 16 confire legitimidade, se apresenta como forma de flexibilização negativa das garantias fundamentais. Diz-se não autêntica ou impura porque não possui previsão constitucional. Artigo 144, §1°, incisos I e IV, e §4°. Artigo 4°, caput. Artigos. 1° e 2°, caput, e §§1° e 2°. Parte da doutrina entende que a Constituição Federal estabelece uma distinção entre as funções de polícia judiciária e as funções de polícia investigativa. Entretanto, sedimentou-se na doutrina e na jurisprudência a utilização da expressão polícia judiciária para se referir ao exercício de atividades relacionadas à apuração das infrações penais. A observância da Constituição Federal é uma exigência impreterível em um Estado Democrático de Direito, razão pela qual a eficácia da investigação estatal penal não pode estar desassociada das garantias individuais fundamentais. Artigo 144, §1°, I, CF. Artigo 144, §1°, IV, CF. Artigo 144, §4°, CF. No julgamento do HC 149.250 o Superior Tribunal de Justiça considerou ilegal a participação de servidores da ABIN nas investigações da Polícia Federal. Insta referir que a Constituição Federal prevê apenas duas exceções à regra dos §§1° e 4° do artigo 144, nas quais a "atividade de investigação criminal" poderá não ser desempenhada pela polícia judiciária: a apuração das infrações penais militares (art. 144, §4°) e as apurações das comissões parlamentares de inquérito (art. 58, §3°). Nos termos do art. 124 da CF, infere-se que as infrações penais militares serão julgadas pela Justiça Militar. E, nos termos dos artigos 7°, 8° e 9° do Código de Processo Penal Militar, extrai-se que a apuração das infrações penais militares será feita por autoridades militares que atuarão fazendo as vezes de polícia judiciária. Trata-se, portanto, de verdadeira investigação criminal. Assim, classificamos como investigação criminal derivada própria ou propriamente dita. O inquérito parlamentar, referimos, não é um inquérito criminal típico, pois pode visar a apuração de fato de qualquer natureza, não apenas penal, i.e., pode apurar fato político, administrativo, responsabilidade civil, e, também, criminal, conforme se verifica da parte final do artigo 58, §3°, da CF. 17 Ressalte-se, inclusive, que as conclusões dos inquéritos parlamentares, nem sempre dispensam investigações pela polícia judiciária, como a realidade tem nos mostrado, diante dos diversos interesses que se encontram por trás desse expediente investigatório. Assim, por não se constituir em uma investigação criminal propriamente dita, classificamos como investigação criminal derivada imprópria. Enquadram-se nesta categoria, por exemplo, investigações criminais feitas e formalizadas diretamente por instituições militares (relativamente a crimes comuns), ou pelo Ministério Público. 18 5. TÉCNICAS O inquérito policial é um procedimento preparatório da ação penal, de caráter administrativo, conduzido pela Polícia Judiciária e voltado a colheita preliminar de provas para apurar a prática de uma infração penal e sua autoria. Não se trata, pois, de processo, instrumento, que é voltado a prestação judicial do Estado diante de uma ação ajuizada. Trata-se de um procedimento. Como tal, por não ser processo, não se faz presente o princípio da publicidade, que é próprio dos processos, assim como outros princípios balizares como o da ampla defesa e do contraditório, que são garantias norteadoras de um Estado Democrático de Direito. Seu objetivo é a formação da convicção do representante do Ministério Público, titular da ação penal pública, ou a vítima, nas ações penais privadas, e ainda a colheita de provas urgentes necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados. Sendo assim o inquérito é o conjunto de diligências realizadas pela polícia judiciária, para apuração de uma infração penal e sua autoria, para que o titular da ação penal, seja pública ou privada, possa fazer um juízo de valor sobre ele, pedindo a aplicação da lei. É, portanto, o inquérito policial uma peça investigatória que é preparatória da ação penal. O inquérito é procedimento preparatório formador da opinião do titular da ação penal. Pode ele aceitar ou não as conclusões trazidas por ele. É o inquérito um procedimento facultativo e dispensável para o exercício da ação penal. Aliás, o Estatuto da Advocacia, Lei 8.906/94, em seu artigo 7º, inciso XV, estatui que é direito do advogado examinar em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de inquérito policial, findos ou em andamento, ainda que conclusos a autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos. Ali não se faz qualquer distinção entre inquéritos sigilosos e não sigilosos. O advogado do indiciado, como já salientou o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 82.354 – PR, 10 de agosto de 2004, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, em inquérito policial, é titular do direito de acesso aos autos respectivos, verdadeira prerrogativa, que lhe é dada por lei, não lhe sendo, em hipótese alguma, repito, oponível o sigilo. Aliás, se até à imprensa livre, numa democracia, salvo os casos de sigilo decretados pelo Judiciário, não se pode negar acesso aos resultados da investigação, então qual a razão de negá-lo, por absurdo, a seu defensor? 19 A Súmula Vinculante n. 14 do Supremo Tribunal Federal disciplina que é direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. Deve ser facultada à defesa a consulta dos autos do inquérito policial e a obtenção de cópias pertinentes, ressalvando que não há obrigação de comunicação prévia à defesa sobre as diligências que ainda estejam sendo efetuadas, como se lê do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, no HC 87.827 – RJ, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, julgado em 25 de abril de 2006, Informativo 424. Mister se faz a participação do advogado em todos os atos do inquérito, desde que tenha procuração para tanto. O advogado pode participar da produção da prova, em seu desenvolvimento, em seu acompanhamento. O artigo 6º do Código de Processo Penal prescreve(functor deóntico) à autoridade policial, logo que tiver conhecimento da infração penal, que tome as seguintes providências: a) Dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais; b) Apreender os objetos que tiverem relação ao fato, após liberados pelos peritos criminais2 ; c) Colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias; d) Ouvir o ofendido; e) Ouvir o indiciado; f) Proceder o reconhecimento de pessoas e coisas e as acareações; g) Determinar, se for o caso, que se proceda o exame de corpo delito e outras perícias; h) Ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos autos a sua folha de antecedentes; i) Averiguar a vida pregressa do indiciado, consoante o inciso IX. O suspeito, sob o qual se reuniu prova de autoria, tem de ser indiciado. O indiciamento somente poderá ser realizado se há, para tanto, fundada e objetiva suspeita de participação ou autoria nos eventuais delitos investigados, como se lê de entendimento do SuperiorTribunal de Justiça no HC 8.466 – PR, Relator Ministro Felix Fischer, DJ de 24 de maio de 1999. O indiciamento é ato exclusivo da 20 autoridade policial que forma seu convencimento sobre a autoria e a materialidade do crime, elegendo o suspeito da prática criminosa. Pode o Promotor denunciar pessoa que não foi objeto de indiciamento, pois é titular da ação penal pública, ficando a sua discrição, dentro da visão que tem dos fatos investigados no inquérito, qual a solução a apresentar. De toda sorte, a requisição de indiciamento é procedimento equivocado. Aliás, assim o entendeu o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento do HC 35.639 – SP, Relator Ministro José Arnaldo da Fonseca, 21 de outubro de 2004, quando se disse que a determinação de indiciamento formal, quando já em curso ação penal pelo recebimento da denúncia, é tida por desnecessária e causadora de constrangimento ilegal. O sistema jurídico brasileiro não exige motivação do indiciamento, a exceção, é certo do que é exposto no artigo 52, I, da Lei 11.343/06, quanto a classificação feita: se tráfico ou porte de arma, por exemplo. Ora, o Parquet não está vinculado a classificação penal que venha ser apresentada pela autoridade policial. Quanto muito a autoridade judicial, como se vê do instituto da emendatio libelli, previsto no artigo 383 do Código de Processo Penal. Mas o indiciado tem o direito de silêncio(artigo 5º, LXIII), de não se autoacusar, merecendo ter a sua integridade física preservada, podendo constituir advogado para acompanhar a investigação e ter a sua imagem preservada. O seu silencio não poderá ser interpretado contra si, daí porque a antiga redação do artigo 186 do Código de Processo Penal choca-se com a Constituição, quando dizia que ¨o seu silêncio poderá ser interpretado em prejuízo de sua própria defesa¨. A teor do artigo 5º, LVIII, da Constituição Federal o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses determinadas por lei. Pois bem, o artigo 2º da Lei 12.037/2009 determina que a identificação civil é atestada por qualquer dos seguintes procedimentos: a) Carteira de identidade; b) Carteira de trabalho; c) Carteira profissional; d) Passaporte; e) Carteira de identificação funcional; f) Outro documento público que permita a identificação do indiciado. O artigo 3º da Lei 12.037/2009 determina as hipóteses em que se destaca o fato do 21 documento apresentar rasuras ou tiver indícios de falsificação ou ainda, dentre outras hipóteses, for insuficiente para identificar, de forma cabal, o indiciado. 22 6. COMPETENCIA O fato é que no sistema de persecução criminal brasileiro, a Polícia Judiciária (Civil ou Federal) investiga, o Ministério Público requisita diligências e/ou instauração de inquérito, exerce o controle externo da ação policial (fiscaliza os atos e correção da polícia) e, obviamente privativamente, oferece denúncia junto aos Juízes Criminais, quando o fato e sua autoria estão devidamente comprovados; cabendo por fim ao Juiz Criminal, o julgamento, mediante o contraditório e a ampla defesa. E, nos estritos termos e limites constitucionais - a Polícia Judiciária investiga, se submetendo-se a todo tipo de controle: interno, externo e da sociedade e, assim deve cumprir sua missão, mesmo diante de reiteradas medidas visando seu enfraquecimento, sobretudo a partir da Constituição de 88. Qualquer ação ou decisão contrária ao sistema terá uma vigência efêmera ou condicionada por sua inaplicabilidade fática ou jurídica, que será submetida a sucessivas mudanças que somente trarão prejuízos ao sistema, senão o caos como estamos vivenciando em cores trágicas. A investigação criminal é indubitavelmente uma das atividades mais apaixonantes e por isso mesmo mais cobiçadas, seja na esfera pública ou privada. Essa constatação, somada a uma carência de aprofundamento no estudo de certos institutos afetos à fase inicial da persecução penal, tem ensejado afirmações imprecisas e que induzem ao erro. Com efeito, diferentemente do que costumeiramente é propagado, a investigação criminal no Brasil é, sim, tarefa exclusiva da polícia judiciária, porquanto a vontade do legislador constituinte foi expressa no sentido de que a essa instituição incumbe a apuração de infrações penais comuns. Não se desconhece que o artigo 4º, parágrafo único do CPP dispõe que a competência de apuração de infrações penais “não excluirá a de autoridades administrativas, a quem por lei seja cometida a mesma função”. Uma leitura rasa e isolada do dispositivo da Lei de 1941 levaria a acreditar na existência de diversas leis que autorizam outros órgãos a realizarem investigação criminal. Contudo, não é o que estabelece a Constituição e a legislação infraconstitucional. O ordenamento jurídico permite que órgãos distintos da polícia judiciária façam apenas investigação de infrações não penais (apuração de ilícitos financeiros, econômicos, ambientais, disciplinares, fiscais, civis ou administrativos 23 em geral). Segundo a Lei Maior, a polícia judiciária (Polícia Federal e Polícia Civil) é o órgão vocacionado para realizar apuração de infrações penais comuns (artigo 144, parágrafos 1º e 4º), atribuição confirmada pela Lei 12.830/13 e por diversas outras normas. Considerando a evolução histórica do sistema processual penal, entendeu por bem o legislador constituinte separar as funções dentro da persecução penal, outorgando a investigação criminal a um órgão imparcial desvinculado da acusação e da defesa. A divisão de atribuições, portanto, nunca foi fruto de distribuição aleatória de poderes, mas de especialização de atividades e contenção do arbítrio estatal. Aliás, diferentemente do que pensam alguns, o modelo brasileiro de repartição de tarefas na persecução penal é mais avançado do que outros de festejados países desenvolvidos. A Constituição brasileira não permite nem que o Ministério Público (órgão acusador) investigue crimes, como na Espanha, nem que a polícia judiciária (órgão investigativo) oferte ações penais, como na Austrália. No Brasil existe maior limitação do poder e o cidadão não pode ser investigado pelo acusador nem acusado pelo investigador, ao contrário de sistemas alienígenas. Se na prática falta eficiência à investigação criminal (mal que também atinge a acusação e o julgamento), o problema decorre da falta de investimentos do Estado, e não do modelo em si, que nunca foi implementado em sua plenitude. De outro lado, a apuração de ilícitos não penais pode ser feita por diversos órgãos públicos. Evidentemente, a investigação não criminal é bem diferente da investigação criminal. Não cabe, por exemplo, a adoção de medidas cautelares como a prisão e a liberdade provisória, técnicas investigativas como a interceptação telefônica, e decisões como o indiciamento. Claro que ambas consistem em atividade de coleta de informações a fim de demonstrar um fato; mas os mecanismos e requisitos legais para essas tarefas são distintos e inconfundíveis. Não altera essa conclusão o fato de eventuais provas de crimes poderem casualmente ser colhidas nas apurações não criminais, como por exemplo uma CPI que angaria prova de delito de peculato praticado por parlamentar. Isso ocorre quando surge, no curso da investigação não criminal, indícios da prática de crime, hipótese em que as provas podem ser emprestadas a uma persecução penal. Fácil notar que o procedimento continua sendo inicial e diretamente voltado à elucidação 24 de ilícitos não penais, e a descoberta de vestígios delitivos não autoriza o órgão não policial a dar enfoque criminal à apuração como se polícia investigativa fosse (os elementos colhidos devem ser remetidos à polícia judiciária ou diretamente ao MinistérioPúblico). Nesse sentido, é correto afirmar que vários órgãos desenvolvem investigação (em sentido amplo), mas errado dizer que diversas instituições fazem investigação criminal. Podem ser mencionados como órgãos investigativos em sentido amplo (não criminais): Ministério Público (MP), Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central (BC), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), corregedorias, Controladoria-Geral da União (CGU), administração tributária (Receita), particular e detetive profissional. 25 CONCLUSÃO Com o intuito de encerrar o presente artigo, procurou-se demonstrar de maneira sucinta relacionados com a investigação policial bem como as modernas técnicas de investigação para coleta de indícios de autoria e prova da materialidade delitiva. Ademais, demonstrou-se também a importância da investigação policial e sua fundamentação jurídica, no contexto constitucional, penal, juntamente com a simetria da Constituição do Estado de São Paulo. Foram demonstrados os métodos de raciocínio investigativo, bem como a consciência do profissional em saber operar os sistemas ou ferramentas disponíveis em âmbito de atuação investigativa. Explanou-se também, no contexto de locais de crimes, nova tecnologia derivada dos sistemas de biometria: sistema AFIS e o novo instrumento de formalização da prática de investigação – RecogniçãoVisuográfica do Local de Crime, instrumento que valorizará muito o trabalho prestado pela polícia. O exercício da investigação policial também é um ato de cidadania, com o qual a Polícia Civil faz prova da existência de um crime e de sua autoria. A atividade investigativa deve ser realizada com conhecimento e aprimoramento e, só assim, será possível conseguir uma melhor apuração da verdade real dos fatos. 26 REFERÊNCIAS COBRA, Coriolano Nogueira. Manual de Investigação Policial. 7ª ed. São Paulo: Saraiva, 1987. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI. Versão 3.0. Editora Nova Fronteira &Lexikon Informática, 1999. MARQUES, José Frederico. Estudos de direito processual penal. 2ª ed. São Paulo: Millennium, 2001. QUEIROZ, Carlos Alberto Marchi. Manual operacional do policial civil: doutrina, legislação, modelos. São Paulo: Delegacia Geral de Polícia, 2002. ROCHA, Luiz Carlos da. Investigação Policial. São Paulo: EDIPRO, 2003. SENASP. Curso de perícia papiloscópica em identificação humana 1. Módulo 3, p 31 Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/304212710/23/Aula-1-Introducao- aos-Sistemas-Biometricos. Acesso em: Acesso 31 ago. 2017 SENASP. Curso de perícia papiloscópica em identificação humana 1. Módulo 3, p 29. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/304212710/23/Aula-1-Introducao- aos-Sistemas-Biometricos. Acesso 31 ago. 2017 SENASP/MJ. Curso de Investigação Criminal 1 – Módulo 2, p. 3 última atualização em 13/02/2009. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/228183235/InvestigacaoCriminal1-Completo. Acesso 31 ago. 2017 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI. Versão 3.0. Editora Nova Fronteira &Lexikon Informática, 1999. SENASP/MJ. Curso de Investigação Criminal 1 – Módulo 2, p. 3 última atualização em 13/02/2009. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/228183235/InvestigacaoCriminal1-Completo. Acesso 31 ago. 2017 MARQUES, José Frederico. Estudos de direito processual penal. 2ª ed. São Paulo: Millennium, 2001, p. 54. ROCHA, Luiz Carlos da. Investigação Policial. São Paulo: EDIPRO, 2003, p. 31-32 COBRA, Coriolano Nogueira. Manual de Investigação Policial. 7ª ed. São Paulo: Saraiva, 1987, p. 162. 27 COBRA, Coriolano Nogueira. Manual de Investigação Policial. 7ª ed. São Paulo: Saraiva, 1987, p. 163 ROCHA, Luiz Carlos da. Investigação Policial. São Paulo: EDIPRO, 2003, p. 37. COBRA, Coriolano Nogueira. Op. cit. p. 162. 28Público). Nesse sentido, é correto afirmar que vários órgãos desenvolvem investigação (em sentido amplo), mas errado dizer que diversas instituições fazem investigação criminal. Podem ser mencionados como órgãos investigativos em sentido amplo (não criminais): Ministério Público (MP), Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central (BC), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), corregedorias, Controladoria-Geral da União (CGU), administração tributária (Receita), particular e detetive profissional. 25 CONCLUSÃO Com o intuito de encerrar o presente artigo, procurou-se demonstrar de maneira sucinta relacionados com a investigação policial bem como as modernas técnicas de investigação para coleta de indícios de autoria e prova da materialidade delitiva. Ademais, demonstrou-se também a importância da investigação policial e sua fundamentação jurídica, no contexto constitucional, penal, juntamente com a simetria da Constituição do Estado de São Paulo. Foram demonstrados os métodos de raciocínio investigativo, bem como a consciência do profissional em saber operar os sistemas ou ferramentas disponíveis em âmbito de atuação investigativa. Explanou-se também, no contexto de locais de crimes, nova tecnologia derivada dos sistemas de biometria: sistema AFIS e o novo instrumento de formalização da prática de investigação – RecogniçãoVisuográfica do Local de Crime, instrumento que valorizará muito o trabalho prestado pela polícia. O exercício da investigação policial também é um ato de cidadania, com o qual a Polícia Civil faz prova da existência de um crime e de sua autoria. A atividade investigativa deve ser realizada com conhecimento e aprimoramento e, só assim, será possível conseguir uma melhor apuração da verdade real dos fatos. 26 REFERÊNCIAS COBRA, Coriolano Nogueira. Manual de Investigação Policial. 7ª ed. São Paulo: Saraiva, 1987. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI. Versão 3.0. Editora Nova Fronteira &Lexikon Informática, 1999. MARQUES, José Frederico. Estudos de direito processual penal. 2ª ed. São Paulo: Millennium, 2001. QUEIROZ, Carlos Alberto Marchi. Manual operacional do policial civil: doutrina, legislação, modelos. São Paulo: Delegacia Geral de Polícia, 2002. ROCHA, Luiz Carlos da. Investigação Policial. São Paulo: EDIPRO, 2003. SENASP. Curso de perícia papiloscópica em identificação humana 1. Módulo 3, p 31 Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/304212710/23/Aula-1-Introducao- aos-Sistemas-Biometricos. Acesso em: Acesso 31 ago. 2017 SENASP. Curso de perícia papiloscópica em identificação humana 1. Módulo 3, p 29. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/304212710/23/Aula-1-Introducao- aos-Sistemas-Biometricos. Acesso 31 ago. 2017 SENASP/MJ. Curso de Investigação Criminal 1 – Módulo 2, p. 3 última atualização em 13/02/2009. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/228183235/InvestigacaoCriminal1-Completo. Acesso 31 ago. 2017 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI. Versão 3.0. Editora Nova Fronteira &Lexikon Informática, 1999. SENASP/MJ. Curso de Investigação Criminal 1 – Módulo 2, p. 3 última atualização em 13/02/2009. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/228183235/InvestigacaoCriminal1-Completo. Acesso 31 ago. 2017 MARQUES, José Frederico. Estudos de direito processual penal. 2ª ed. São Paulo: Millennium, 2001, p. 54. ROCHA, Luiz Carlos da. Investigação Policial. São Paulo: EDIPRO, 2003, p. 31-32 COBRA, Coriolano Nogueira. Manual de Investigação Policial. 7ª ed. São Paulo: Saraiva, 1987, p. 162. 27 COBRA, Coriolano Nogueira. Manual de Investigação Policial. 7ª ed. São Paulo: Saraiva, 1987, p. 163 ROCHA, Luiz Carlos da. Investigação Policial. São Paulo: EDIPRO, 2003, p. 37. COBRA, Coriolano Nogueira. Op. cit. p. 162. 28