Prévia do material em texto
FICHA PARA CATÁLOGO PRODUÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA Título: O ensino da eletricidade, desenvolvido através de experiências e elaboração de experimentos construídos com material de baixo custo. Autor Elisabete Dall Bello Escola de Atuação Colégio Estadual Humberto de Campos. E.F.M.P. Município da escola Santo Antonio do Sudoeste Núcleo Regional de Educação Francisco Beltrão Orientador Profª. Drª. Célia Kimie Matsuda Instituição de Ensino Superior Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNICENTRO. Disciplina/Área (entrada no PDE) Física Produção Didático- pedagógica Unidade Didática. Relação Interdisciplinar Público Alvo Alunos das 3as Séries do Ensino Médio ( Matutino) Localização Colégio Estadual Humberto de Campos. EFMP.localizado na rua Presidente Vargas nº 143 Centro, Santo Antonio do Sudoeste , Paraná. Apresentação: O presente trabalho é um projeto de intervenção pedagógica nas 3as séries do Ensino Médio do Colégio Estadual Humberto de Campos durante o segundo semestre do ano de 2011. Integrado ao Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE ano 2011, da Secretária de Estado da Educação do Paraná em parceria com Universidade Estadual de Guarapuava – UNICENTRO, tem como objetivo à utilização de atividades experimentais elaborados com material de baixo custo como forma de amenizar as dificuldades no ensino-aprendizagem e dinamizando as aulas de física. Inicialmente será elaborada uma seqüência didática de experimentos relacionados com a eletricidade. Em seguida serão feitos grupos quer receberão temas definidos pelo professor. A partir disso cada grupo deverá desenvolver seu trabalho fundamentado em atividades experimentais construindo seu próprio experimento com materiais de baixo custo buscando subsídios em livros, revistas, jornais, internet e nas atividades do seu dia-a-dia onde observam que a física está mais presente. Durante o desenvolvimento da atividade o professor orientará os alunos a questionarem, investigarem e refletirem sobre o que estão fazendo de forma que os mesmos levantem hipóteses e cheguem a conclusões que deverão ser apresentadas para a turma. Palavras-chave Atividades experimentais, Ensino de Eletricidade, Laboratório Didático. PARANÁ GOVERNO DO ESTADO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO – SEED SUPERINTENDENCIA DA EDUCAÇÃO – SUED DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS – DPPE PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE Unidade Didática Produçao Didático – Pedagógica “O ENSINO DA ELETRICIDADE, DESENVOLVIDO ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIAS COM MATERIAL DE BAIXO CUSTO.” Santo Antonio do Sudoeste, PR. Agosto 2011 PARANÁ GOVERNO DO ESTADO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO – SEED SUPERINTENDENCIA DA EDUCAÇÃO – SUED DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS – DPPE PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE Produçao Didático – Pedagógica O ENSINO DA ELETRICIDADE, DESENVOLVIDO ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIAS COM MATERIAL DE BAIXO CUSTO. Professora PDE: Elisabete Dall Bello Professora Orientadora IES: Drª.Celia Kimie Matsuda. Santo Antonio do Sudoeste – PR Agosto 2011 PRODUÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA IDENTIFICAÇÃO Professora PDE: Elisabete Dall Bello Área: Física NRE: Francisco Beltrão Professora Orientadora: Profª. Drª. Celia Kimie Matsuda IES Vinculada: Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNICENTRO Escola de Implementação: Colégio Estadual Humberto de Campos – Ensino Fundamental, Médio e Profissional – Santo Antonio do Sudoeste. Público Objeto da Intervenção: Alunos das 3as Séries do Ensino Médio (Matutino) TEMA: A tecnologia digital e de informação no ensino da Física. TÍTULO: O ensino da eletricidade, desenvolvido através de experiências com material de baixo custo. PRODUÇÃO DIDÁTICA A eletricidade é fundamental para a sobrevivência e desenvolvimento da sociedade, contudo, nem sempre os alunos percebem que os conceitos físicos estão diretamente relacionados com o funcionamento de alguns aparelhos como computadores, celulares, fogões, chuveiros, entre outros. Nesse contexto, um dos maiores desafios dos professores é descobrir formas de demonstrar ao aluno essa ligação. Em um dos seus trabalhos, Alves e Stachak (2005) obtiveram resultados satisfatórios em escolas públicas desenvolvendo-se um trabalho no qual consiste na construção de experimentos de física em sala de aula; desta forma, propõe-se nesse trabalho o ensino da eletricidade por meio de atividades experimentais com materiais de baixo custo. Inicialmente serão expostos aos alunos por meio de textos e figuras, conceitos e considerações importantes apresentadas por diversos autores sobre a eletricidade. Seqüencialmente cada grupo receberá uma atividade experimental, que será desenvolvida a partir do incentivo e orientação do educador. Por fim os resultados, análises e dificuldades encontradas durante os procedimentos deverão ser apresentados por meio das tecnologias digitais disponíveis aos colegas, para discussões e avaliação final do professor. 1. ELETRIZAÇÃO, FORÇA ELÉTRICA 1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO O filósofo grego Tales de Mileto, teria sido o responsável pelas primeiras observações dos fenômenos elétricos, a partir da observação feita quando um pedaço de resina vegetal (âmbar) era atritado a algum tecido e posteriormente atraia fragmentos leves. (PENTEADO e TORRES, 2005, p. 3) O francës Du Fay, após o resultado da experiência em atritar o âmbar a um pedaço de lã, chamou a eletricidade do vidro de vítrea e as demais substâncias de eletricidade resinosa e foi Benjamim Franklin, que as nomeou de positiva a eletricidade vítrea e a negativa a resinosa. (SAMPAIO e CALÇADA, 2003, p. 265). Todavia, somente com descoberta do elétron, em 1887, e o entendimento sobre átomo, no final do século XX, é que todo esse processo de eletrização dos corpos foi explicado. (PENTEADO e TORRES, 2005, p. 5) 1.2. ELETRIZAÇÃO Como visto, a eletricidade, como ciência, surgiu da propriedade apresentada pelo âmbar (em grego “elektron”) de atrair objetos leves após ser pressionado a um pedaço de lã ou pele animal e para melhor entendimento desse processo segundo Gaspar (2007, p. 404) é necessário conhecer a estrutura elementar da matéria. A matéria é constituída por pequenas partículas, os átomos que por sua vez possuem o núcleo e a eletrosfera. No núcleo encontram-se os prótons e os nêutrons e na eletrosfera, circulando em diferentes órbitas os elétrons, conforme figura 1. (BONJORNO e CLINTON, 1992, p. 10). Figura 1: Modelo atômico planetário de Rutherford – Bohr (http://educacao.uol.com.br/fisica/ult1700u54.jhtm) http://educacao.uol.com.br/fisica/ult1700u54.jhtm Nesse modelo planetário do átomo, chegou-se a conclusão que os prótons se repelem assim como os elétrons, todavia há atração entre prótons e elétrons. Como forma de explicar esses fatos estabeleceu-se a essas partículas elementares propriedades físicas denominadas cargas elétricas e por convecção adotou-se aos os prótons carga elétrica positiva, aos elétrons carga elétrica negativa e os nêutrons ficaram sem carga elétrica (RAMALHO JÚNIOR, FERRARO e SOARES, 1999, p.3). Assim pode-se afirmar que materiais com carga elétrica do mesmo tipo se repelem e com cargas elétricas diferentes se atraem. Enunciado denominado como o princípio da atração e repulsão e medidas por Charles Augustin Coulomb (1736 – 1806). Segundo Ramalho Júnior, Ferraro e Soares (1999, p.1700), ao se considerar duas cargas pontuais e , separadas no vácuo por uma distância d, há a presença de uma força, no qual, experimentalmente Coulomb chegou ao seguinteenunciado: “A intensidade da força de ação mútua entre duas cargas elétricas puntiformes é diretamente proporcional ao produto dos valores absolutos das cargas e inversamente proporcional da distancia que as separa.” Esse enunciado pode ser expresso matematicamente por: , onde k é uma constante de proporcionalidade (constante eletrostática) que depende do meio onde estão às cargas e do sistema envolvido, no vácuo tem como valor . Nesse contexto Tipler e Mosca (2006, p.3) quantificam a carga elétrica por meio da expressão Q= ±Ne, onde N é um número inteiro. Segundo os autores a quantidade de prótons no núcleo é representada pelo número atômico Z do elemento e no entorno do núcleo existe a mesma quantidade de elétrons com carga negativa, anulando a carga resultante do átomo. Dessa forma a carga elétrica é denominada unidade fundamental de carga elétrica, representada pela letra e, sendo a carga do próton e, e a do elétron –e. A unidade de carga elétrica no Sistema Internacional é o Coulomb (C), homenagem feita a Charles Augustin Coulomb, e experimentalmente tem como valor e= 1,6. 10-19C. (SAMPAIO e CALÇADA, 2003, p. 270) Para ocorrer à eletrização de um corpo, conforme Gaspar (2007, p. 405), é necessário que haja um desequilíbrio entre o número de prótons e elétrons de um átomo, ocasionados pelos processos de atrito, contato ou indução eletrostática. 1.2.1. Eletrização por contato Quando dois corpos são encostados pode haver passagem de elétrons de um para o outro, por exemplo, se um corpo eletrizado positivamente (falta de elétrons) encostar-se em outro corpo neutro, parte de seus elétrons passará para este que também ficará eletrizado positivamente. Da mesma forma aconteceria se o corpo estivesse com carga negativa, como mostra a figura 2, (PENTEADO e TORRES, 2005, p. 9). Figura 2: Eletrização por contato (http://www.tobiasespinosa.com/2011/01/eletrizacao.html) http://www.tobiasespinosa.com/2011/01/eletrizacao.html Os mesmos autores ainda apresentam o enunciado do principio da conservação das cargas elétricas que diz: “É constante a soma algébrica das cargas elétricas positivas e das cargas elétricas negativas, supondo estar o sistema eletricamente isolado”. Para exemplificar admitem-se duas esferas com quantidade , quando acontecer o contato entre elas, as novas quantidades de cargas serão respectivamente , ou seja: =constante. 1.2.2. Eletrização por atrito A eletrização por atrito se dá entre materiais diferentes, eles se eletrizam com cargas de sinais opostos, diferentes do processo anterior. Como exemplo pode ser esfregado um vidro em um pano de lã (figura 3), onde o primeiro perderá elétrons ficando eletrizado positivamente, enquanto a lã, negativamente (SAMPAIO e CALÇADA, 2003, p. 271). Figura 3: Eletrização por Atrito (http://www.tobiasespinosa.com/2011/01/eletrizacao.html) http://www.tobiasespinosa.com/2011/01/eletrizacao.html 1.2.3. Eletrização por indução Sem que haja contato um corpo A, eletrizado positivamente (indutor), é aproximado de outro condutor B (induzido) neutro e isolado; como o esquema mostrado na figura 4 a. Alguns elétrons livres desse condutor são atraídos por A e se acumulam na região de B mais próxima de A. A região mais afastada fica com falta de elétrons, conforme figura 4 b, fenômeno denominado indução eletrostática. Para obter no induzido uma eletrização com cargas de um só sinal, basta ligá-lo a Terra, na presença do indutor, onde os elétrons livres do induzido, que estão sendo afastados pela presença do indutor, escoam para a Terra (figura 4c). Desfazendo-se esse contato e, logo após, afastando-se o bastão, o induzido ficará carregado com cargas negativas, como mostra a figura 4c (RAMALHO JÚNIOR, FERRARO e SOARES, 1999, p.11). Figura 4. a) Aproximação dos corpos; b) Indução eletrostática; c) Ligação do induzido à terra, e escoamento dos elétrons pela mesma;d) Afasta-se o indutor e induzido eletriza-se negativamente. (Modificado de: http://www.mundovestibular.com.br/articles/626/1/PROCESSOS-DE-ELETRIZACAO-- -A-LEI-DE-COULOMB/Paacutegina1.html) Atividade proposta: Pesquisa, e escreva abaixo a definição de polarização elétrica, explicando quando ela acontece e citando exemplos práticos. http://www.mundovestibular.com.br/articles/626/1/PROCESSOS-DE-ELETRIZACAO---A-LEI-DE-COULOMB/Paacutegina1.html http://www.mundovestibular.com.br/articles/626/1/PROCESSOS-DE-ELETRIZACAO---A-LEI-DE-COULOMB/Paacutegina1.html 1.2.4. Atividade experimental Há aparelhos capazes de verificar se um corpo está ou não eletrizado, os chamados eletroscópios. Com os materiais abaixo, dividam-se em grupos e façam a montagem do pêndulo eletrostático, conforme figura 5. Materiais necessários: 2 suportes de madeira ( 6 x 6 ) cm; aproximadamente 50 cm de fio de nylon; 01 agulha fina; lã de ovelha; 30 cm de cano PVC rígido ½”; 28 cm cano PVC rígido ½”; 50 cm de arame Ø de 1,5 mm de cobre; 2 bolinhas de isopor Ø( 0,5 – 1,0 cm); 1 parte superior de ampola de injeção e 1 borracha escolar. Figura 5. Eletroscópio simples (Autora) Após montagem, siga-as orientações abaixo. As respostas devem ser entregues em forma de relatório contendo no máximo 10 linhas. a) Atrite o cano de PVC na lã de orelha, e aproxime aos pêndulos. O que ocorreu? b) Volta-se a atritar o cano na lã de ovelha encostando-os nos dois pêndulos. Aproxime lentamente os dois pêndulos até encostarem os fios na parte superior e observe o que acontecem com as duas bolinhas. A que conclusão pode-se chegar? c) Em seguida pegue o cano atritado e coloque por baixo da bolinha do pêndulo; Toque um estante à bolinha com o pendulo. O que aconteceu? d) Movimente o cano, cuidando para não encostar a bolinha nele. Que efeito produz? e) Pegue o cano de PVC atrite-o, colocando sobre o suporte tendo o cuidado de não tocar com a mão na parte atritada e em seguida atrite o cano maior com a lã de ovelha e aproxime (sem encostar na parte atritada) do cano suspenso, primeiro o pelego depois o cano maior. Quais os efeitos observados? Em casa, em grupos compostos por 04 alunos, pesquisem e construam o eletroscópio de folhas. Sugere-se que inicialmente busquem os conceitos envolvidos nesse experimento e posteriormente as melhores formas de executá-lo. Deve ser exposto aos colegas na forma de apresentação (PowerPoint), na data marcada, constando: Objetivo do experimento; Materiais utilizados; Etapas da construção com fotos; Explicação do fenômeno, de forma clara e objetiva; Considerações sobre as dificuldades encontradas na montagem do experimento, ou dúvidas no entendimento do processo; Referências Bibliográficas. Além disso, deverá ser entregue aos colegas, 05 questões retiradas de vestibulares ou Enem, para resolução em sala de aula. Como sugestão para montagem desse experimento, pode ser consultado o site: http://pibiduel.wordpress.com/. 1.2.5. Sugestão de atividades teóricas As atividades a seguir foram retiradas do livro didático do aluno, selecionadas com intuito de fixar o conteúdo e testar o conhecimento de cada um. http://pibiduel.wordpress.com/ 1) (U.Uberaba-MG) Uma aluna de cabelos compridos, num dia bastante seco, percebe que, depois de penteá-los, o pente utilizado atrai pedaços de papel. Isso ocorre por que: a) O pente se eletriza por atrito. b) Os pedaços de papéis estavam eletrizados. c) O papel é um bom condutor elétrico. d) Há atração gravitacional entre o pente e os pedaços de papel. e) O pente é um bom condutor elétrico. 2) (UFF-RJ) Três esferas condutoras idênticas I, II e III têm, respectivamente, as seguintes cargas elétricas: 4.q ,-2.q e 3.q. A esfera I é colocada em contato com a esfera II e, logo em seguida, é encostada á esfera III. Pode-se afirmarque a carga final da esfera I será: a) q c) 2.q e) 5.q b) 3.q d) 4.q 3) (Cefet-PR) Três esferas, R, S e T, eletricamente isoladas ,são colocadas umas próximas umas das outras. Quando isso ocorre, verifica-se que cada uma delas atrai eletrostaticamente as outras duas. Qual das situações seguintes é compatível com esse comportamento? a) R é positiva; S é neutra e T é negativa. b) R é positiva; S é negativa e T é positiva. c) R é negativa; S é positiva e T é negativa. d) R é neutra; S é negativa e T é negativa. e) R é negativa; S é neutra e T é neutra. 4) (FAAP- SP) Duas cargas, q1 e q2, de mesmo sinal, estão fixas sobre uma reta e distantes de 4m. Entre q1 e q2 é colocada outra carga q3, distante de 1 m de q1. Sabendo que q1 = 5µC e q3 permanecem em equilíbrio, determine o valor de q2. 1.3. CONDUTORES E ISOLANTES Os materiais que possuem elétrons livres e permitem a passagem de carga elétrica através deles, como os metais são chamados bons condutores de eletricidade. Por outro lado, os materiais que não possuem elétrons livres e dificultam essa passagem são denominados isolantes elétricos ou dielétricos, é o caso do vidro, do plástico, da borracha, entre outros (LUZ e ÁLVARO, 2003, p. 196). 2. CAMPO ELÉTRICO: COMPORTAMENTO DE UM CONDUTOR ELETRIZADO 2.1. O QUE É CAMPO ELÉTRICO Tendo uma carga elétrica puntiforme Q, fixa em certa posição e colocando outra carga de prova q num ponto do espaço em torno de Q, sabe-se que em cada um desses pontos haverá uma força elétrica atuando em q. Assim pode-se dizer que a carga Q origina ao seu redor um campo elétrico que age sobre q (LUZ e ÁLVARO, 2003, p. 201). Um exemplo prático: quando nos aproximamos de um computador ligado, notaremos que nossos pelos ficam arrepiados, mostrando que as cargas elétricas do computador geram um campo elétrico. O campo elétrico, segundo Sampaio e Calçada (2003, p. 281) tem intensidade, direção e sentido. Para representar esses dois últimos são usados: o vetor ou as linhas orientadas, chamadas linhas de força. Por convenção adota-se para carga elétrica positiva, campo de afastamento; e para carga elétrica negativa campos de aproximação, conforme figura 6a) e 6b). Figura 6. a) Campo de afastamento; b) Campo de aproximação (Modificado de: Sampaio e Calçada, 2003, p. 282) Vários autores como, Bonjorno et al. (2005), Ramalho Júnior, Ferraro e Soares (1999), Sampaio e Calçada (2003) apresentam as seguintes relações sobre o vetor campo elétrico : Intensidade: dada por . Unidade de medida no SI: = Direção: mesma direção que . Sentido: Se q > 0, e tem o mesmo sentido; se q0 V>0 e se Qhttp://oficina.cienciaviva.pt/~pv0625/intensidade_campos_magneticos_2.htm ATIVIDADE PROPOSTA: Ao percorrer um condutor, a corrente elétrica pode produzir vários efeitos. Pesquise e explique-os abaixo. 3.3. CIRCUITO ELÉTRICO Bonjorno et al. (2005, p.522) circuito elétrico é “conjunto de caminhos que permitem a passagem da corrente elétrica, no qual aparecem outros dispositivos elétricos ligados a um gerador.” Quando esse caminho é único, o circuito é chamado simples. Compõem um circuito elétrico: Gerador elétrico: aparelho que fornece energia aos elétrons para que estes se movimentem, é composto por dois pólos ativos, sendo que um deles tem maior potencial que o outro. Tem-se como exemplo, pilhas, baterias, entre outros (SAMPAIO E CALÇADA, 2003, p. 307 e 308). Dispositivo de manobra: elemento que acionam ou desligam um circuito elétrico. Exemplos: chaves e interruptores (Bonjorno et al.,2005, p.522). Receptor elétrico: De acordo com Bisquolo (2011), são elementos que transformam energia elétrica em outra forma de energia (que não seja exclusivamente térmica). Exemplos: motor elétrico, ventiladores, liquidificadores, batedeiras. Dispositivos de segurança: elementos que cortam a passagem da corrente elétrica, quando esta for maior que a prevista, evitando dessa forma a destruição do circuito. Exemplos: fusíveis e disjuntores (Bonjorno et al.,2005, p.523). Resistor elétrico: é todo elemento de circuito cuja função exclusiva é transformar energia elétrica em térmica. Tem-se como exemplo ferro elétrico, chuveiro elétrico, torneira de água quente, secador de cabelo, entre outros (SAMPAIO E CALÇADA, 2003, p. 312). Dispositivos de controle: medem a intensidade da corrente elétrica e a ddp existente entre dois pontos. São eles: amperímetro, voltímetro, galvanômetro, entre outros (Bonjorno et al.,2005, p.523). 3.3.1. Atividade Experimental Em grupos formados por 04 alunos, pesquisem e construam um circuito elétrico simples, conforme figura 12. O objetivo desse experimento é que você aluno identifique os elementos de um circuito elétrico simples e os materiais que são bons e maus condutores. Materiais necessários: 2 metros de fio elétrico flexível, duplo Ø1mm ( nº 18); duas canetas de plástico secas ( bic ou similar); 40 cm de fio elétrico ( cobre nº16) rígido Ø1mm ; 01 tábua (15 x 20 x 2 ) cm; 01 lâmpada de 40 W com suporte e 01 tomada. Figura 12. Circuito elétrico simples (autora) De acordo com o procedimento executivo escolhido, monte uma apresentação (PowerPoint) para os colegas e professor, constando: Etapas da construção com fotos; Explicação do fenômeno, de forma clara e objetiva; Considerações sobre as dificuldades encontradas na montagem do experimento, ou dúvidas no entendimento do processo; Referências Bibliográficas. 3.3.2. Atividade Experimental Com o objetivo de identificar bons e maus condutores líquidos, separe nos 5 copos plásticos entregues pelo professor ¾ de água. Ligue na tomada o aparelho da experiência anterior e introduza os fios no copo de água. Responda: O que aconteceu? A água é boa ou má condutora de eletricidade? Desligue o aparelho, seque as pontas dos fios. Agora com o sal. Coloque as extremidades dos fios sobre o sal. O que aconteceu? Por quê? Num copo de água, com as pontas dos fios limpas, acrescente calmamente o sal. Acontece algo diferente? Explique. Faça isso com vinagre, açúcar, laranja e limão, e apresente em forma de relatório as respostas e observações realizadas. 4. RESISTÊNCIA ELÉTRICA 4.1. RESISTORES E 1ªLEI DE OHM De acordo com Penteado e Torres (2005, p. 42): “A existência de uma estrutura cristalina nos condutores que a corrente elétrica percorre faz com que pelo menos uma parte da energia elétrica se transforme em energia térmica. Realmente as partículas em movimento chocam-se contra os átomos constituintes do fio. Daí vem a idéia de que o material do fio condutor oferece uma certa resistência à passagem da corrente elétrica.” Essa resistência é medida pela grandeza chamada resistência elétrica. Assim, examinando um condutor AB, percorrido por uma corrente i, após se aplicado uma diferença de potencial VAB (conforme figura 13) tem-se: Resistência elétrica = , isto é: . Quando é aplicada a mesma voltagem a diversos condutores, aquele que tiver a resistência elétrica maior será percorrido pela menor corrente (MÁXIMO e ALVARENGA, 2003, p. 212). Figura 13. Resistor mantido em temperatura constante (Modificado de: RAMALHO JÚNIOR, FERRARO e SOARES, 1999, p.136) A unidade de resistência elétrica no SI é o ohm Ω= , ou seja: 1 ohm é a resistência que um resistor, submetido à ddp de 1v, impõe à passagem de uma corrente 1A. Para medi-la é usado o ohmímetro (BONJORNO et al., 2005, p. 527). A resistência elétrica, de acordo com Ramalho Júnior, Ferraro e Soares (1999, p. 137) não depende da ddp aplicada ao resistor nem da corrente que o percorre, mas sim do tipo de condutor e sua temperatura. Logo a fórmula, explicada anteriormente traduz a 1ª Lei de Ohm que tem como enunciado: “O quociente da ddp nos terminais de um resistor pela intensidade de corrente que o atravessa é constante e igual à resistência elétrica do resistor”. Os materiais que obedecem ao enunciado acima são considerados materias ôhmicos. Aqueles que a resistência depende da corrente I (V é proporcional a I) são chamados não ôhmicos. Os gráficos mostrando a relação entre essas duas variáveis podem ser observados na figura 14 (TIPLER e MOSCA, 2006, p.149). Figura 14. Gráficos da corrente I em função da tensão V para materiais a) ôhmicos e b) não-ôhmicos (Tipler e Mosca, 2006, p. 149). O símbolo de resistores é demonstrado na figura 15. E os tipos mais usuais empregados nos circuitos elétricos são o resistor de fio e o de carvão. O primeiro é um pedaço de fio, geralmente de ligas metálicas e por haver a necessidade de uma grande quantidade para conseguir uma resistência considerável são utilizados enrolados sobre um suporte isolante, é o caso da lâmpada incandescente comum. O resistor de carvão consta de um suporte isolante coberto de fina cama de carvão com dois terminais metálicos e são utilizados em circuitos de rádios e televisões, pois, se consegue grandes resistências em pequenas dimensões (RAMALHO JÚNIOR, FERRARO e SOARES, 1999, p. 147). Figura 15. Representação de um resistor em circuitos elétricos (RAMALHO JÚNIOR, FERRARO e SOARES, 1999, p. 137) 4.2. 2ª LEI DE OHM De acordo com Bonjorno et al. (2005, p. 529), Ohm verificou quem em determinada temperatura a resistência do resistor R é: Diretamente proporcional ao seu comprimento, ou seja, quanto maior seu comprimento também maior será sua resistência; Inversamente proporcional à área de sua secção, ou seja, quanto maior a espessura do resistor, menor será sua resistência. Diante disso, tem-se a 2ª Lei de Ohm escrita pela expressão: , onde ρ é o coeficiente de proporcionalidade, chamado de resistividade elétrica do material que constitui o resistor, que tem como unidade Ωm. Logo, quanto menor a resistividade de um material, menor sua resistência elétrica. 4.3. EFEITO JOULE O fenômeno que acontece quando uma corrente elétrica, passa em uma resistência e ela se aquece é chamado de efeito Joule. Assim: “A potência térmica desenvolvida em virtude do efeito Joule em uma resistência R, percorrida por uma corrente i e submetida a uma voltagem VAB, é dada pelas expressões: ou .” (MÁXIMO e ALVARENGA, 2003, p. 222). Atividade proposta: Escreva abaixo aplicações do efeito joule e explique o que são fusíveis. 4.4. ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES Existem dois tipos de associações de resistores:em série e em paralelo. Nos casos em que a associação pode se substituída por um único resistor, esse resistor recebe o nome de e resistor equivalente, conforme figura 16 (RAMALHO JÚNIOR, FERRARO e SOARES, 1999, p. 158). Figura 16. Resistência equivalente. (Modificado de: http://www.fisicaevestibular.com.br/eletrodinamica5.htm) Por definição essa resistência por se calculada pela expressão: , ou seja, (CALÇADA e SAMPAIO, 2003, p.316). 4.1. ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE De acordo com Penteado e Torres (2005, p. 49), os resistores podem ser considerados em série quando estão ligados de forma que oferecem apenas um caminho para o mesmo tipo de corrente elétrica, conforme figura 17. Assim aplicando a lei de Ohm tem-se: . Se a associação for constituída http://www.fisicaevestibular.com.br/eletrodinamica5.htm por resistores iguais, com resistência elétrica r, a resistência equivalente pode ser dada pela expressão: . Figura 17. Associação de três resistores em série e o resistor equivalente. (Penteado e Torres, 2005, p. 49) Os autores ainda fazem as seguintes considerações: Como a intensidade i é a mesma em todos os resistores, a potência elétrica dissipada e a ddp são diretamente proporcionais à resistência elétrica dos resistores ( e ); Nesse tipo de associação se um resistor foi suprimido, deixará de passar corrente elétrica para os demais; De acordo que se associam resistores em série, a intensidade da corrente vai diminuindo, pois a resistência elétrica vai aumentando; Os elementos do circuito amperímetro e fusível devem ser associados em série. 4.2. ASSOCIAÇÃO EM PARALELO De acordo com Bonjorno et al. (2005, p. 540) “quando dois ou mais resistores estão ligados por meio de dois pontos em comum no circuito, possibilitando caminhos separados para a corrente, temos um circuito em paralelo.” Conforme pode ser observado na figura 18. Aplicando a 1ª Lei de Ohm, tem-se como resistência equivalente: e característica: que a tensão U é a mesma em todos os resistores, porém a corrente se dá pela expressão: . Além disso, diferente da associação em série, a resistência do resistor equivalente de se dá: e a resistência do resistor equivalente de resistores R, iguais: . Figura 18. Associação em paralelo. (Modificado de: Bonjorno et al. , 2005, p. 540) 4.3. ATIVIDADES 4.3.1. Atividade experimental Em grupos formados por 04 alunos; os mesmos deverão pesquisar e construir um circuito elétrico, conforme figuras 19 a e b. O objetivo desse experimento é mostrar a transformação de energia elétrica em luminosa, identificar as três grandezas relacionadas com a corrente elétrica: intensidade, diferença de potencial e resistência e por fim mostrar como acontecem as associações de geradores ou lâmpadas em série e em paralelo. Materiais necessários: 01 tábua (25 x 15 x 1,5 cm); 1 m de fita de lata de encaixotar (podem ser pedaços) ou chapa de zinco (300 cm2); 3 pilhas de lanterna; 1,5 m de fio elétrico nº 16( Ø 0,8mm ); 3 lâmpadas de 6 volts ou 3,8V com rosa (de lanterna) e Cascola. Figura 19. Circuito elétrico: a) associação em série; b) associação em paralelo. (Autora) De acordo com o procedimento executivo escolhido, monte uma apresentação (PowerPoint) para os colegas e professor, constando: Etapas da construção com fotos; Considerações sobre as dificuldades encontradas na montagem do experimento, ou dúvidas no entendimento do processo; Referências Bibliográficas. 4.3.2. Sugestão de atividades teóricas As atividades a seguir foram retiradas do livro didático do aluno, selecionadas com intuito de fixar o conteúdo e testar o conhecimento de cada um. 1 - (PUC-RIO 2010) Três resistores idênticos são colocados de tal modo que dois estão em série entre si e ao mesmo tempo em paralelo com o terceiro resistor. Dado que a resistência efetiva é de 2 Ω, quanto vale a resistência de cada um destes resistores Ohms (Ω)? a) 100 Ω b) 30 Ω c) 1 Ω d) 10 Ω e) 3 Ω 2- (PUC-RIO 2010) Calcule a resistência do circuito formado por 10 resistores de 10 kΩ, colocados todos em paralelo entre si, e em série com 2 resistores de 2 kΩ, colocados em paralelo. a) 1 kΩ, b) 2 kΩ, c) 5 kΩ, d) 7 kΩ, e) 9 kΩ, 3 - (PUC-PR) Um estudante de Física mede com um amperímetro a intensidade da corrente elétrica que passa por um resistor e, usando um voltímetro, mede a tensão elétrica entre as extremidades do resistor, obtendo o gráfico abaixo. Pode-se dizer que a resistência do resistor vale: a) 1Ω b) 10Ω c) 100Ω d) 0,1Ω e) 0,01 Ω 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Vagner Camarini; STACHAK, Marilei. A importância de aulas experimentais no processo ensino-aprendizagem em física: “Eletricidade”. In: XVI SIMPÓSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA – SBF, 16, 2005, Rio de Janeiro. Anais...p. 1-4. Disponível em: . Acesso em 03 de novembro de 2011. ANGÉLICO, Paulo : Física 3: Ensino Médio. 2011: Londrina. BISQUOLO, Paulo Augusto. Receptores elétricos. 2011. Disponível em: . Acesso em 30 de outubro de 2011. BONJORNO, José Roberto; CLINTON, Márcico Ramos. Física 3: eletricidade. São Paulo: FTD, 1992. 57 p. BONJORNO, José Roberto; BONJORNO, Regina Azenha; BONJORNO, Valter e CLINTON, Márcico Ramos. Física: história e cotidiano: ensino médio. 2ed. São Paulo: FTD, 2005. 672p. GASPAR, Alberto. Física Série Brasil - Ensino Médio. 1. ed. São Paulo: Editora Ática, 2007. 552 p. PENTEADO, Paulo Cesar M.; TORRES, Carlos Magno A. Física – Ciência e tecnologia. São Paulo: Moderna, 2005. v3 RAMALHO JÚNIOR, Francisco; FERRARO, Nicolau Gilberto e SOARES, Paulo Antonio de Toledo. Os fundamentos da física. 7.ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 1999. 482 p. SAMPAIO, José Luiz; CALÇADA, Caio Sérgio. Física. São Paulo: Atual, 2003. 128 p. (Coleção ensino médio Atual) TIPLER, Paul Allan; MOSCA, Gene. Física para cientistas e engenheiros, v.2: Eletricidade e Magnetismo, Ótica. 5.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006. http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xvi/cd/resumos/T0219-3.pdf http://educacao.uol.com.br/fisica/receptores-eletricos-ventiladores-liquidificadores-e-batedeiras.jhtm http://educacao.uol.com.br/fisica/receptores-eletricos-ventiladores-liquidificadores-e-batedeiras.jhtm Página em branco