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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE DO PARANÁ 
SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E AMBIENTAIS -SEAA 
DEPARTAMENTO DE AGRONOMIA - DEAGRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEVANTAMENTO DE PLANTAS DANINHAS 
 
 
Trabalho realizado na 
disciplina de Plantas daninhas 
para a obtenção de nota. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GUARAPUAVA 
2021 
INTRODUÇÃO 
A cultura de milho (Zea mays) é uma das mais importantes do país, 
ficando atrás somente da soja no quesito de produção e o Brasil ainda têm 
grandes oportunidades de expandir essa cultura. Além do consumo in natura, o 
milho participa da produção de farelos e outros insumos destinados à produção 
animal. A previsão de produção para 2020/2021 é de 106 milhões de 
toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 
A cultura do feijão-comum (Phaseolus vulgaris) é um dos alimentos mais 
consumidos pelos brasileiros, por isso apresenta grande importância social e 
econômica. O Brasil se destaca como maior produtor e consumidor mundial de 
feijão. A produção brasileira de feijão em 2020/2021 deve ficar em 3,104 
milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento 
(Conab). 
O feijão é amplamente produzido no Brasil. Porém essa cultura exige 
baixa convivência com plantas daninhas, devido reduzirem a produtividade de 
grãos ao competirem com as culturas, pelos recursos disponíveis no meio, 
sendo também responsáveis por hospedar insetos e doenças, além de 
liberarem compostos alelopáticos no ambiente acarretando em prejuízos às 
lavouras. (AMARANTE et. al, 2020) 
Planta daninha é qualquer espécie vegetal que, de alguma forma, 
interfere negativamente em alguma atividade humana. Essas podem causar 
prejuízos significativos em todas as safras das mais variadas culturas, por 
exemplo na produção de grãos, as perdas são em média, entre 13 e 15% das 
safras e podem chegar à casa dos 90% em lavouras dependendo da cultivar. 
(Boas Práticas Agronômicas, 2021) 
Ainda segundo Francisco Henrique (2021), professor colaborador do 
programa Boas Práticas Agronômicas, o grau de dano de uma planta daninha 
varia conforme a cultura que ela está infestando, sua distribuição na área, 
número de espécies contidas e tempo em que há a convivência entre as 
vegetações. 
O levantamento de plantas daninhas se refere em possibilitar a decisão 
e o estabelecimento de método de controle eficiente sendo realizado do melhor 
método possível e com isso estabelecer ordem de prioridade entre as espécies 
presentes na área para o seu devido controle (GOMES, 2010). 
Para o manejo de plantas daninhas o levantamento é essencial, pois a 
partir dele será definido o manejo pois leva se em consideração as condições 
de infestação e as possibilidades de manejo (OLIVEIRA et al, 2008). 
No cenário atual, tem-se a plena consciência que a presença de plantas 
daninhas causam prejuízos nas lavouras. Em média, cerca de 20-30% do custo 
de produção de uma lavoura é destinado ao custo do controle das plantas 
daninhas. Por apresentarem crescimento rápido e facilidade de disseminação, 
produzem grande número de sementes e crescem nas mais variadas 
condições (PÁGINA RURAL, 2011). 
Para o correto manejo e controle das plantas daninhas, é preciso 
conhecê-las, identificar e decidir qual a melhor forma de manejo a ser utilizada 
na área, visando o Controle Integrado de Plantas Daninhas, para um bom 
aproveitamento dos recursos visando maior produção juntamente com o uso 
correto dos produtos químicos. 
 
DISCUSSÃO 
 
Foi realizado um levantamento de plantas daninhas na área da 
Universidade Estadual de Centro Oeste no ano de 2019, no resto de cultura de 
milho e feijão com 15 quadrados para cada área. 
Na área com restos de cultura de milho, foram identificadas 12 espécies 
de plantas daninhas, de forma resumida às plantas que apresentaram os 
maiores valores para os parâmetros observados estão reunidas na Tabela 1. 
Como pode-se observar. 
Os resultados dos índices fitossociológicos representados pela 
frequência, encontrados para as espécies são Bidens pilosa (Picão-preto) que 
apresentou frequência de 0,67, Zea mays (Milho) apresentou 0,80 de 
frequência a segunda maior, Richardia brasiliensis (Poaia branca) frequência 
de 0,87 sendo a maior, e a Gamochaeta coarctata (Macela ) com frequência de 
0,27. 
Ainda na Tabela 1, pode-se verificar que essas espécies de plantas 
daninhas apresentam outros parâmetros importantes, a densidade de plantas 
representa a quantidade de plantas por m², destacando o Picão preto, milho e 
Poaia branca. A densidade de plantas daninhas na hora do plantio pode 
causar diversos efeitos negativos para a cultura, além de a densidade pode ser 
um parâmetro utilizado para verificar a época correta de aplicação de produtos 
para o controle (SILVA, 2018). 
Com relação à abundância de plantas daninhas destaca-se Bidens 
pilosa e Cyperus iria. O picão-preto é a planta daninha mais recorrente nas 
lavouras devido a sua rápida disseminação, essa ainda pode ser hospedeira de 
doenças até mesmo nematoides, por isso o controle delas é de extrema 
importância (SANTOS, 2011). 
 
Tabela 1. Organização geral das principais espécies encontradas no Levantamento de 
Plantas daninhas CEDETEG - área 1 com palhada de milho (2019). 
Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr 
Bidens pilosa 0,67 17,6 6,6 17,2 32,67 20,27 
Zea mays 0,8 16 5 20,7 29,70 15,36 
Richardia brasiliensis 0,87 12,5 3,6 22,4 23,27 11,11 
Gamochaeta coarctata 0,27 3,5 3,3 6,9 6,44 9,98 
Cyperus iria 0,07 1,6 6 1,72 2,97 18,43 
Fonte: As Autoras (2021) Onde: Fre= Frequência; Den= Densidade (plantas/m²); Abu= 
Abundância Frr= frequência relativa; Der= Densidade Relativa: Abr= Abundância relativa; IVI= 
Índice de valor de importância. 
 
Na área com restos de cultura de feijão, foram identificadas 20 espécies 
de plantas daninhas, às espécies que apresentam os maiores valores estão 
exemplificadas na Tabela 2. Como pode-se observar, Raphanus raphanistrum 
(Nabo forrageiro) apresentou maior frequência de 0,93 e a segunda maior 
densidade de 34,93 plantas/m². A Richardia brasiliensis (Poaia branca) 
apresentou a segunda maior frequência na área de 0,87 e a maior densidade 
de 92,8 plantas/m², além disso apresenta a maior abundância entre as 
espécies. A poaia branca é uma planta bastante recorrente na parte sul e 
sudoeste do Brasil, às dificuldades no seu controle são devido a resistência a 
herbicidas e seu rápido desenvolvimento em solos desprotegidos (GALLON, 
2019). 
 
Tabela 2. Organização geral das principais espécies encontradas no Levantamento de 
Plantas daninhas CEDETEG - área 1 com palhada de milho (2019). 
Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr 
Euphorbia 
heterophylla 0,73 29,6 10,09 10 11,70 9,00 
Raphanus 
raphanistrum 0,93 34,93 9,36 12,73 13,80 8,34 
Sonchus oleraceus 0,73 7,73 2,64 10 3,06 2,35 
Richardia brasiliensis 0,87 92,8 26,77 11,82 36,67 23,87 
Galinsoga parviflora 0,47 21,87 11,71 6,36 8,64 10,45 
Fonte: As Autoras (2021) Onde: Fre= Frequência; Den= Densidade (plantas/m²); Abu= 
Abundância Frr= frequência relativa; Der= Densidade Relativa: Abr= Abundância relativa; IVI= 
Índice de valor de importância. 
 
Como pode-se verificar no Gráfico 1, as plantas daninhas que 
apresentam os maiores Índices de valor de Importância para a área com com 
a palhada da cultura de milho é Bidens pilosa (32%), Zea mays (22%) e 
Richardia brasiliensis (19%), Pode-se observar que o milho está como planta 
voluntária, isso pode ser devido a vários fatores, como resistência pelo uso de 
cultivares RR, também devido principalmente às perdas que ocorrem na hora 
da colheita, esse milho espontâneo na área pode ser prejudicial às culturas 
seguintes já que participa na competição de luz, água e nutrientes 
(LÓPEZ-OVEJERO, 2016). 
Em estudo de Tavares em 2013 foi encontrado que o milho (Z. mays) 
seja, neste caso, uma espécie voluntária, sendo assim não se enquadra 
propriamente comoplanta daninha pois o mesmo está presente na área devido 
à perda de grãos durante a colheita da safra anterior devido isso, apresentou 
alta frequência nas amostragens. 
 A Bidens pilosa é uma espécie abundante em agrossistemas cultivados 
no mundo, é uma das plantas daninhas mais representativas nas culturas 
anuais (Lorenzi, 2008). 
 
 
Imagem 1. Gráfico do Índice do Valor de Importância das plantas daninhas, no resto 
cultural de milho. 
 
Fonte: As autoras (2021) 
 
No Gráfico 2, observa-se na cultura de feijão que às espécies que 
apresentaram o maior Índice de Valor de Importância foram Richardia 
brasiliensis (24%), Raphanus raphanistrum (12%), Euphorbia heterophylla 
(10%) e Galinsoga parviflora com um pouco mais de 8%. A cultura do feijão 
não aceita competições de plantas daninhas, com isso reduz a produtividade e 
também a qualidade da colheita, pois as plantas daninhas fazem grandes 
massas verdes que tingem os grãos, e também haverá descontos por altas 
impurezas que é resultado das plantas daninhas (Freitas et al 2009). 
Euphorbia heterophylla e Richardia brasiliensis, foram encontradas em 
áreas específicas com concentração, sendo encontrados em baixa frequência 
mais com alta abundância, sendo encontrada na resteva de girassol (Kissmann 
& Groth, 1999). 
Durante o experimento de milho de Zagonel em 2000, foram 
encontradas Raphanus raphanistrum (nabo), Galinsoga parviflora 
(picão-branco) e Richardia brasiliensis (poaia) com, respectivamente 34, 146 e 
80 plantas por metro quadrado, em média, sendo essa uma grande infestação 
de plantas daninhas. 
Imagem 2. Gráfico do Índice do Valor de Importância das plantas daninhas, no resto 
cultural do feijão. 
 
 Fonte: As autoras (2021) 
CONCLUSÃO 
 
A presença de plantas daninhas na área é prejudicial a todas as 
culturas, a correta identificação e manejo destas na área diminui 
significativamente as perdas na safra, principalmente na cultura do feijão. Sua 
identificação também auxilia na tomada de decisão de qual produto utilizar para 
seu controle. 
Na palhada da cultura de feijão as espécies com maior índice de valor 
de importância são Richardia brasiliensis, Raphanus raphanistrum, Euphorbia 
heterophylla e Galinsoga parviflora 
Na palhada da cultura do milho as espécies que apresentam maior 
índice de valor de importância são Bidens pilosa, Zea mays e Richardia 
brasiliensis 
 
REFERÊNCIAS 
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em: 
 Acesso em 26 de set 2021. 
 
https://www.paginarural.com.br/artigo/2236/a-importancia-das-plantas-daninhas-na-agricultura
https://www.paginarural.com.br/artigo/2236/a-importancia-das-plantas-daninhas-na-agricultura
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https://portaleventos.uffs.edu.br/index.php/JORNADA/article/view/14232
https://boaspraticasagronomicas.com.br/artigos/plantas-daninhas/
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