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Lei nº 14.978/2024 - Nova Lei Geral do Turismo
Comentários e explicações artigo por artigo
Art. 1º - 
Este artigo estabelece o objetivo central da nova lei: regulamentar a Política Nacional de Turismo, promover
a melhoria da qualidade dos serviços turísticos e estimular o desenvolvimento sustentável da atividade. Ou
seja, ela cria as bases legais para que o turismo no Brasil seja planejado e gerido com foco na
sustentabilidade, na competitividade e na inclusão social.
Art. 2º - 
Define o que são serviços turísticos, incluindo atividades de agenciamento, hospedagem, transporte,
guiamento e organização de eventos. Também conceitua o que é prestador de serviços turísticos,
delimitando o alcance da lei e garantindo segurança jurídica para quem atua no setor.
Art. 3º - 
Estabelece que é responsabilidade da União coordenar e planejar a política nacional de turismo, em
articulação com os entes federativos. Ou seja, o governo federal deve liderar a formulação de diretrizes, mas
trabalhar de forma integrada com estados e municípios.
Art. 4º - 
Organiza a estrutura de governança do turismo no Brasil, envolvendo o Ministério do Turismo, a Embratur,
estados, municípios e o trade turístico. Cada um tem papéis específicos e devem atuar de forma
complementar.
Art. 5º - 
Determinando as atribuições do Ministério do Turismo, o artigo prevê que cabe a este órgão formular
políticas públicas, realizar estudos, fomentar projetos e articular com outros setores do governo e da
iniciativa privada.
Art. 6º - 
Lei nº 14.978/2024 - Nova Lei Geral do Turismo
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Regulamenta o papel da Embratur, que é promover o Brasil como destino turístico internacional, além de
executar ações de marketing, prospecção de mercados e apoio à internacionalização dos destinos
brasileiros.
Art. 7º - 
Dispõe sobre o Cadastur, um sistema nacional de cadastro obrigatório dos prestadores de serviços
turísticos. Este cadastro serve como instrumento de formalização, controle e qualificação do setor.
Art. 8º - 
Lista os segmentos obrigados a se registrar no Cadastur, como agências de turismo, meios de hospedagem,
organizadoras de eventos, transportadoras turísticas, entre outros. O objetivo é garantir um mínimo de
controle e regulamentação.
Art. 9º - 
Trata dos dados que devem ser informados no Cadastur, como razão social, CNPJ, tipo de atividade,
endereço, e demais informações exigidas por norma do Ministério do Turismo.
Art. 10 - 
Estabelece os requisitos de qualificação técnica dos prestadores de serviços turísticos. O objetivo é elevar o
padrão de qualidade do atendimento, valorizando a capacitação dos profissionais da área.
Art. 11 - 
Prevê sanções administrativas, como advertência, multa e suspensão do cadastro para quem descumprir as
obrigações legais ou atuar de forma irregular. Isso fortalece a fiscalização e protege os consumidores.
Art. 12 - 
Regulamenta a atuação de plataformas digitais que ofertam serviços turísticos, exigindo transparência nas
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informações, cumprimento das normas do setor e responsabilidade por dados e transações.
Art. 13 - 
Dispõe sobre a responsabilidade das agências, operadoras e guias em casos de falha nos serviços,
assegurando direitos ao consumidor e buscando coibir práticas abusivas.
Art. 14 - 
Prevê políticas públicas voltadas à inovação, inclusão, sustentabilidade e acessibilidade no turismo,
promovendo a competitividade e a diversificação dos destinos brasileiros.
Art. 15 - 
Facilita a formalização dos trabalhadores autônomos do setor turístico, como guias e pequenos operadores,
permitindo que atuem legalmente e com benefícios da formalização.
Art. 16 - 
Institui a promoção do turismo sustentável como diretriz obrigatória da Política Nacional de Turismo. Destaca
a proteção ambiental, o respeito às culturas locais e a geração de emprego e renda.
Art. 17 - 
Estabelece diretrizes para a articulação entre poder público, sociedade civil e iniciativa privada para a gestão
do turismo. A ideia é criar uma governança compartilhada que fortaleça o setor.
Art. 18 - 
Cria o Sistema Nacional de Turismo (SNT), formado por órgãos e entidades da administração pública e
representantes da sociedade, que deve atuar na formulação, execução e avaliação da política de turismo.
Art. 19 - 
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Define que o Plano Nacional de Turismo deverá conter metas, indicadores e diretrizes alinhadas aos
objetivos da lei, permitindo o acompanhamento das ações governamentais.
Art. 20 - 
Disciplina o transporte turístico terrestre, fluvial e aéreo, exigindo conformidade com normas da ANTT,
ANAC, etc., e com regras específicas do setor.
Art. 21 - 
Garante isonomia no tratamento entre empresas nacionais e estrangeiras que operem no setor turístico
brasileiro, buscando justiça concorrencial.
Art. 22 - 
Reforça o dever de cumprimento do Código de Defesa do Consumidor pelos prestadores de serviços
turísticos. Assegura ao turista os direitos básicos de informação, segurança, escolha e reparação de danos.
Art. 23 - 
Dispõe sobre a responsabilidade solidária dos prestadores em casos de falhas nos serviços contratados,
como atraso, cancelamento ou má prestação. Visa proteger o consumidor e estimular boas práticas.
Art. 24 - 
Regulamenta os direitos do consumidor em caso de cancelamento de serviços, definindo prazos, formas de
devolução e limites de multa.
Art. 25 - 
Este artigo foi vetado pelo Presidente da República, provavelmente por questões de impacto econômico ou
de responsabilidade civil solidária.
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Art. 26 - 
Reconhece oficialmente as agências de turismo como prestadoras de serviço reguladas e estabelece sua
importância na cadeia do turismo.
Art. 27 - 
Regulamenta como as agências devem apresentar seus preços, deixando claro o que está incluso, as taxas
e encargos incidentes. Transparência total nas relações de consumo.
Art. 28 - 
Determina obrigações específicas das agências e operadoras quanto à prestação correta de informações,
responsabilidade contratual e ética no atendimento.
Art. 29 - 
Garante que multas por cancelamento ou alteração contratual não podem ultrapassar o valor do serviço
contratado, evitando abusos e práticas lesivas ao consumidor.
Art. 30 - 
Dispõe que a lei entra em vigor na data de sua publicação, ou seja, em 18 de setembro de 2024, revogando
as disposições anteriores que tratavam da mesma matéria.

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