Logo Passei Direto
Buscar

Conforto Ambiental em Construções

User badge image
Cleber Pina

em

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
CONFORTO AMBIENTAL E ENERGÉTICA EM 
CONSTRUÇÕES E EDIFICAÇÕES 
1 
 
 
 
 
Sumário 
NOSSA HISTÓRIA ........................................................................................................................... 2 
1. Conforto Ambiental, desafio para engenheiros e arquitetos. ...................................................... 3 
1.1- Insolação e Energética................................................................................................................. 5 
1.1.1 - Implantação ............................................................................................................................ 6 
1.1.2 - Orientação e tamanho das aberturas ...................................................................................... 7 
1.1.3 - Caixilhos .................................................................................................................................. 7 
1.2 - Proteção dos ventos ................................................................................................................... 8 
1.3 - Massa térmica das vedações ...................................................................................................... 9 
1.3 - Ventilação Natural e Energética ................................................................................................11 
1.3.1 - Ventilação cruzada .................................................................................................................11 
1.3.2 - Efeito chaminé .......................................................................................................................12 
1.3.3 - Inércia térmica .......................................................................................................................12 
1.3.4 - Manta de subcobertura ..........................................................................................................13 
1.3.5 - Pisos frios ...............................................................................................................................13 
1.4 - Acústica arquitetônica ...............................................................................................................13 
1.5 – Energia Solar e Iluminação ........................................................................................................18 
1.5.1 – Energia Solar Fotovoltaica ...............................................................................................18 
1.5.2 - Iluminação .............................................................................................................................19 
1.5.2.1 - O Sol e os Edifícios. ..............................................................................................................19 
1.5.2.2 - Controle da incidência dos raios solares no interior das construções. ..................................20 
1.5.2.3 - Aproveitamento ótimo da iluminação natural. ....................................................................21 
REFERÊNCIAS ....................................................................................................................................23 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em 
atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso 
foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível 
superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, 
aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da 
sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de 
conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e 
comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e 
eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa 
forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, 
primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço 
oferecido. 
 
 
3 
 
 
1. Conforto Ambiental, desafio para engenheiros e arquitetos. 
Sem dúvida, o principal objetivo de qualquer arquiteto ou engenheiro é a satisfação 
plena de seu cliente, antes, durante e após a execução da obra. Quando se trata em 
proporcionar o máximo de satisfação possível ao usuário, o Conforto Ambiental é tido 
como um dos principais objetivos da Engenharia e da arquitetura. Visando esse 
objetivo é que arquitetos, engenheiros e construtores estão mudando sua forma de 
pensar, projetar e construir. 
O conceito de Conforto Ambiental em Arquitetura e Urbanismo está ligado à questão 
básica de se proporcionar aos assentamentos humanos as condições necessárias de 
habitabilidade, utilizando-se racionalmente os recursos disponíveis. Trata-se de fazer 
com que o produto arquitetônico corresponda - conceitual e fisicamente - às 
necessidades e condicionantes do meio ambiente natural, além do social, cultural e 
econômico de cada sociedade. 
 
 
O Conforto Ambiental compreende o estudo das condições térmicas, 
acústicas, luminosas e energéticas e os fenômenos físicos a elas 
associados como um dos condicionantes da forma e da organização do 
espaço”, explica Virgínia Araújo (2010) 
 
 
4 
 
 
A professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRN, que há 30 anos 
desenvolve sua trajetória profissional e acadêmica voltada para a área de Conforto 
Ambiental deixa bem claro que essa tarefa não é simples. 
 
Todo engenheiro ou arquiteto deve ser capaz de projetar considerando as 
especificidades climáticas do local, a luz natural, o conforto ambiental e a eficiência 
energética como parâmetros de projeto arquitetônico, enfocando o desenvolvimento 
bioclimático sustentável. “Conhecer as condições ambientais e visitar o local do 
projeto são fundamentais para se ter uma noção correta de todas as particularidades 
como percepção dos ventos, percurso do sol, ruídos acústicos e vegetação, por 
exemplo. Posteriormente, com as simulações feitas em softwares a partir dos dados 
obtidos no local, temos como ter uma visão bem próxima da realidade e, assim 
podemos fazer os ajustes necessários antes que a obra seja executada”, destaca 
Virgínia Araújo. Segundo a professora, a maior preocupação do arquiteto e do 
engenheiro deve existir na fase inicial do projeto, anterior à execução. 
 
Conforto Ambiental e Eficiência Energética estão intimamente ligados, e se 
executados de forma correta podem gerar até 70% de economia de energia, sendo 
assim um dos grandes desafios para engenheiros e arquitetos. Com o tipo de vidro 
correto, por exemplo, pode-se controlar a luz e o calor no interior das edificações, 
gerando assim um conforto térmico e luminoso. Já para o conforto acústico é 
necessário que os projetos de estrutura, caixilharia, ar condicionado e interiores sejam 
compatibilizados, otimizando assim o Conforto Ambiental. “Quando planejado na fase 
de projeto o Conforto Ambiental se torna mais eficiente e mais barato”, enfatiza 
Virgínia Araújo. 
 
Para o Engenheiro e o Arquiteto, o cliente é uma peça-chave nesse conceito de 
Conforto Ambiental, pois é dele que deve partir a exigência necessária na hora da 
execução do projeto. Entretanto, em vários casos, é a expectativa do cliente que induz 
o arquiteto a executar a obra de forma inadequada, fugindo do padrão ideal da 
arquitetura. “Muitos clientes utilizam projetos de residência, por exemplo, que são 
desenvolvidas para o Sul do país e simplesmente pedem um projeto semelhante, 
esquecendo que aquela região possui características climáticas diferente das do 
5 
 
 
Nordestedo Brasil. A estética, em muitos casos, é mais relevante”, declara a 
professora e arquiteta. 
 
O envoltório e o entorno das edificações são determinantes do Conforto Ambiental. O 
desenvolvimento de um projeto deve ultrapassar o método da tentativa e do erro e 
deve ser capaz de garantir o comportamento necessário e esperado. Um detalhe deve 
ser destacado: o projeto deve estar adequado ao meio, já que o inverso não é 
possível. 
 
1.1- Insolação e Energética 
Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz, arquitetos formados pela FAU-USP e sócios do 
escritório Forte Gimenes Marcondes Ferraz 
 
O inverno se aproxima e, em várias regiões do país, traz baixas temperaturas. Como 
estamos em um país tropical, é natural que as nossas construções estejam mais 
adaptadas ao clima quente do que ao frio. 
Desde a faculdade, engenheiros e arquitetos estudam muito mais as soluções para 
resfriar os ambientes do que para aquecê-los. O fato é que não existe no país uma 
cultura de garantir o conforto térmico das edificações também no inverno. Por isso, é 
comum ouvir habitantes de países europeus dizer que São Paulo é a cidade em que 
eles mais passaram frio na vida. É a mais fria? Sem dúvida, não. Mas nossas 
construções estão pouco adaptadas para os dias de inverno, ao contrário do que 
acontece em seus países de origem. 
6 
 
 
 
Foto: Ambiente de Ladeira. 
 
Para pensarmos numa construção eficiente do ponto de vista térmico devemos, em 
primeiro lugar, prestar atenção na possibilidade de utilizar o aquecimento passivo. 
 
Isso nada mais é do que aproveitar a radiação solar para esquentar a nossa casa e, 
uma vez que o calor esteja lá dentro, tentar segurá-lo o máximo de tempo possível. 
Nesse sentido é importantíssimo prestarmos atenção para alguns fatores como, 
implantação, orientação e tamanho das aberturas, os caixilhos, proteção dos ventos 
e a massa térmica (o corpo) da construção. 
 
1.1.1 - Implantação 
Quanto maior o terreno, mais fácil é implantar a casa de forma que a maior parte dos 
ambientes seja banhada pelo sol. Em terrenos de dimensões menores essa tarefa é 
mais difícil e frequentemente há os vizinhos fazendo sombra (isso é fácil ver isso em 
piscinas de prédios, onde, a partir de certo horário, não tem mais sol). 
O mesmo acontece com as residências. Quanto menos sol bater diretamente na 
construção, mais difícil será aquecê-la. Tente implantar sua casa em uma posição na 
7 
 
 
qual os vizinhos não façam sombra pelo menos durante uma parte do dia. Cheque a 
orientação do seu terreno e analise o movimento do sol, que nasce a leste e se põe a 
oeste. 
Evite ficar muito colado na porção sul do seu vizinho: provavelmente o sol não atingirá 
essa fachada, causando umidade na parte de fora ou de dentro da sua parede. 
 
 
1.1.2 - Orientação e tamanho das aberturas 
Ao analisar a orientação do seu terreno e o movimento do sol, veja que na maior parte 
do Brasil o sol vai de leste a oeste passando mais a norte. Ou seja, a fachada norte é 
a que recebe mais sol durante o dia, principalmente no inverno. 
 
A fachada sul, ao contrário, recebe mais sol no verão (quando queremos deixá-lo bem 
longe) e quase nada de sol no inverno. É por esse motivo que não é incomum 
apartamentos com fachada para o sul valerem menos do que imóveis iguais, só que 
voltados para o norte. 
Logo, oriente as aberturas de sua casa de modo que ela possa pegar sol pela manhã 
e pela tarde nos diferentes ambientes e evite ambientes abertos unicamente para o 
sul. 
O tamanho destas aberturas é também muito importante: quanto maiores as janelas, 
mais claros e ensolarados ficarão os seus ambientes. 
 
1.1.3 - Caixilhos 
Um fator crítico para o conforto térmico da casa são os caixilhos. Nos países em que 
o inverno é rigoroso, é comum encontrarmos caixilhos pesados e com vidros duplos 
ou triplos, cujo isolamento é perfeito. No Brasil, a qualidade desses elementos em 
geral é muito baixa. As peças são mal acabadas, não fecham direito. Com isso é 
comum nos dias frios sentirmos que o vento está dentro da nossa casa mesmo com 
8 
 
 
as janelas fechadas. As frestas nas janelas são grandes vilãs do resfriamento de uma 
casa. O ar frio da noite entra rapidamente dentro dos ambientes, resfriando-os e 
acabando com o seu esforço de aquecer a casa durante o dia. Ao comprar caixilhos 
e esquadrias, não leve apenas o preço em consideração. Observe o acabamento, o 
encaixe entre as peças, certifique-se de que o isolamento é adequado. 
 
 
1.2 - Proteção dos ventos 
Da mesma forma que é um grande aliado para refrescar a sua casa no verão, o vento 
é um grande vilão do resfriamento no inverno. Desta forma, veja como se defender 
dele quando necessário. 
 
Foto: Projeto para se defender até de furacões 
 
Ao construir, verifique a orientação dos ventos predominantes e posicione 
corretamente as aberturas, que devem, sempre que possível, poder ser fechadas. 
Uma prática bastante eficiente para manter a temperatura da sua casa agradável é 
ficar atento para a temperatura no interior e no exterior da sua casa. Durante o dia, é 
normal a temperatura externa ser maior que a interna. Assim, abra as janelas, levante 
as cortinas, deixe o sol e o ar quente entrar (se estiver muito frio, mas ensolarado, 
deixe apenas o sol entrar). A sua casa será aquecida mais rapidamente. 
9 
 
 
Após o sol se pôr, a temperatura externa diminui rapidamente. Feche, portanto, as 
janelas quando o sol ainda estiver se pondo e conserve o calor absorvido no interior 
da sua casa. 
 
 
1.3 - Massa térmica das vedações 
Esse item é extremamente importante. Quanto maior a massa térmica de uma 
construção, mais isolante ela será. Para visualizar melhor, pense num contêiner ou 
numa barraca de camping. São construções muito leves. Um pouquinho de sol no 
início da manhã já é suficiente para deixar o interior desses espaços quentes como 
um forno. 
Entretanto, poucos minutos após o cair do sol num dia frio, parece que vamos congelar 
dentro deles. O fato é que há pouca massa nessas construções e, portanto, elas são 
muito pouco isolantes. Uma construção pesada, com paredes espessas, entretanto, 
conservam muito mais o calor. Experimente entrar em uma igreja antiga num dia 
bastante quente ou num dia extremamente frio. Verá que em seu interior a 
temperatura é, no mínimo, agradável. 
 
Foto: Edifícios em fase de revestimento e outro já acabado com massa térmica. 
 
10 
 
 
Isso acontece porque construções mais pesadas tendem a possuir uma inércia 
térmica maior, ou seja, demoram mais para acompanhar a flutuação de temperatura 
do ambiente externo. No Brasil as construções com inércia térmica média funcionam 
bastante bem, pois acumulam calor durante o dia e liberam à noite fazendo com que 
a sua casa não seja nem muito quente durante o dia, nem gelada à noite. 
Lembre-se ainda da cobertura – da mesma forma que as coberturas muito leves fazem 
com que a casa esquente muito no verão, elas permitem o rápido resfriamento no 
inverno. Por isso vale pensar na cobertura como a quinta fachada a sua casa. 
Uma vez pensado o aquecimento passivo (mais confortável, mais eficiente, mais 
econômico e sustentável, já que não gastamos nenhuma energia que não seja a do 
sol), podemos pensar em alguns sistemas mecânicos de aquecimento: os populares 
aquecedores elétricos a óleo ou a gás. 
Há vários equipamentos no mercado, analise criteriosamente com os especialistas a 
melhor opção. Os aquecedores elétricos são de fácil instalação, já que normalmente 
basta ligá-los numa tomada. Esses equipamentos, entretanto, consomem muita 
energia e é importante que as instalações elétricas suportem a carga demandada. 
Os a gás demandam uma infra-estrutura mais complexa, mas são bastante eficientes 
com um consumo menor de energia. Existem ainda sistemas de aquecimento de piso, 
equipamentos portáteis e as máquinas de ar-condicionadocom opção de ar quente. 
Para a escolha correta é importante considerar as características de cada alternativa 
e também as do seu uso. 
Por fim é importante considerarmos que não vivemos sempre no frio. Aliás, na maior 
parte do tempo, temos de lidar com o calor. 
Por isso, soluções eficientes para o inverno podem ser um tiro no pé durante o verão. 
Grandes aberturas sem proteção para o oeste (pôr do sol) significam uma casa 
aquecida no inverno e insuportavelmente quente e ofuscante no verão. Uma casa em 
que o ar não circula pode ser agradável no inverno, mas é péssima nos dias de calor. 
Há ainda locais do país, como São Paulo, em que vemos num mesmo dia 
temperaturas acima de 25 graus ao meio dia e abaixo de 10 graus à noite. 
11 
 
 
Consulte sempre que possível um profissional da área para que a sua casa seja 
confortável durante todo o ano e pense em soluções flexíveis, como aberturas que 
podem ser fechadas e brises móveis, entre outras soluções. 
 
1.3 - Ventilação Natural e Energética 
Algumas soluções simples de arquitetura podem ajudar muito a fazer uma casa mais 
fresca para aguentar nosso verão brasileiro, que varia do tropical (sudeste) ao 
equatorial (norte). 
Muitas soluções não exigem investimentos muito maiores que os convencionais, nem 
consumo de energia elétrica, são simplesmente utilização inteligente de materiais 
convencionais. 
 
 
 
1.3.1 - Ventilação cruzada 
Sempre que puder, abra janelas em posições opostas da casa. Isso facilita a troca de 
ar e aumenta a velocidade interna do ar (brisa), que dá sensação térmica mais 
agradável à pele. 
 
12 
 
 
1.3.2 - Efeito chaminé 
 
Foto: Esquema do efeito Chaminé 
 
Se puder fazer aberturas em posições mais altas dos ambientes, a temperatura 
interna se reduz. Isso acontece porque o ar quente tende a subir, e se houver uma 
posição de escape para ele, a renovação de ar tende a roubar calor do ambiente. 
 
1.3.3 - Inércia térmica 
Quanto mais “pesada” uma parede, mais tempo ela demora para se aquecer. Isso é 
bom para paredes que recebem muito calor por radiação solar. Mas o “peso” da 
parede não é suficiente se o material também não tiver boa inércia térmica. Os 
melhores materiais para isso são o barro e a cerâmica. Por isso as casas antigas, 
feitas de tijolo maciço de barro, com paredes de 25 a 35 cm de espessura eram mais 
frescas. O mesmo vale para a cobertura. Telhados feitos com telhas de barro ajudam 
a refrescar o ambiente. 
 
13 
 
 
1.3.4 - Manta de subcobertura 
Existem hoje mantas para colocar por baixo das telhas, que além de ajudar a impedir 
a passagem de água, protegem o volume da ar abaixo das telhas da elevação de 
temperatura por radiação solar. Prefira mantas que permitam a passagem ascendente 
de vapor d’água para evitar mofo e proteger melhor o madeiramento do telhado. Uma 
laje de cobertura também ajuda muito a isolar o volume de ar quente dos ambientes 
da casa. 
 
1.3.5 - Pisos frios 
Pisos em pedra e cerâmica roubam calor do ambiente. Para casas em regiões cujo 
clima seja predominantemente quente, são altamente recomendáveis, mas para áreas 
internas. Áreas externas podem receber pedras com alto índice de vazios, como pedra 
Goiás ou São Tomé, muito utilizadas em áreas de piscinas. 
 
 
1.4 - Acústica arquitetônica 
A acústica arquitetônica é a área da acústica que se destina ao estudo do 
condicionamento acústico de ambientes como salas de concerto, salas de aula, 
teatros, igrejas, salas de conferência, escritórios, etc. O estudo de acústica de salas 
compreende tanto a caracterização acústica de ambientes já existentes através de 
técnicas experimentais, quanto o projeto e simulação acústica de novos recintos 
através de modelos computacionais. Outra frente de pesquisa é a avaliação subjetiva 
da acústica dos ambientes, feita através de entrevistas com os usuários de tais 
ambientes. Tais entrevistas podem ainda ser combinadas com medições e 
simulações computacionais de forma a correlacionar dados objetivos com dados 
subjetivos. 
Basicamente é possível dizer que um ambiente pode ter suas características 
acústicas descritas por sua "resposta ao impulso". A resposta ao impulso de um 
ambiente, entre uma fonte sonora e um receptor, é composta pelo som direto 
14 
 
 
(caminho direto entre fonte sonora e receptor) e pelas reflexões que a onda sonora 
sofre (no palco, paredes laterais, teto, piso, etc), como mostrado na Figura 1a. 
 
Tais reflexões são distribuídas ao longo do tempo e sua densidade tende a aumentar 
a medida que o tempo passa (Figura 1b). A amplitude de cada reflexão é controlada 
pela distância percorrida pelo raio sonoro e pelas características de absorção das 
superfícies do ambiente que este encontra. Desta forma, na distribuição temporal da 
densidade de energia sonora, pode-se distinguir três regiões: som direto (composto 
pelo raio sonoro que percorre o caminho direto entre fonte e receptor), primeiras 
reflexões (compostas pelas reflexões que chegam ao receptor em até 50-80 [ms]) e 
a cauda reverberante (composta pelas reflexões finais). 
 
 
(A) – Auditório. 
 
http://www.eac.ufsm.br/pesquisa/areas-de-atuacao/REF.jpg?attredirects=0
15 
 
 
 
(B) – Reflctograma. 
Figura 1 - (A) - Modelo computacional de um auditório mostrando uma das 
reflexões que atinge o ouvinte no fundo; (B) - Reflectograma típico de uma sala 
mostrando as três regiões descritas. 
Através do cálculo do modelo computacional ou de um experimento é possível obter 
a resposta impulsiva entre fonte e receptor (Figura 2). A análise da resposta 
impulsiva permite a extração de diversos parâmetros acústicos da sala como: 
 Tempos de reverberação (T20, T30, T60): tempo que a energia sonora leva para 
decair 60 dB a partir do momento em que a fonte sonora cessa de emitir som, 
 Early Decay Time (EDT): tempo que a energia sonora leva para cair os primeiros 10 
dB a partir do momento em que a fonte sonora cessa de emitir som, 
 Claridade (C80): expressa uma razão entre a energia sonora contida nas primeiras 
reflexões (até 80 [ms]) pela energia sonora contida no restante da resposta 
impulsiva, 
 
 Índice de transmissão da fala (STI): um índice calculado a partir da resposta 
impulsiva que expressa o grau de inteligibilidade da fala no ambiente, 
 Fração de Energia Lateral (LEF): expressa uma razão entre a energia sonora que 
atinge o ouvinte lateralmente (entre 5-80 [ms]) pela energia sonora que atinge o 
mesmo vinda de todas as direções (entre 0-80 [ms]), 
http://www.eac.ufsm.br/pesquisa/areas-de-atuacao/Reverberation_25.jpg?attredirects=0
16 
 
 
 Early Support (ST_Early): expressa a razão entre a energia sonora das primeiras 
reflexões pela energia sonora do som direto para uma resposta impulsiva gravada 
no palco a 1 [m] da fonte sonora, entre outros. 
 
Figura 2 - Resposta impulsiva entre uma fonte e um receptor em um ambiente; 
em verde a resposta impulsiva da orelha esquerda e em vermelho a resposta 
impulsiva da orelha direita. 
As respostas impulsivas (entre diversas posições de fonte e receptor em uma sala) 
podem ser determinadas tanto experimentalmente como através de um modelo 
computacional. 
 
No caso do uso do modelo computacional (Figura 1a), utiliza-se um software que usa 
como dados de entrada: 
 a geometria precisa da sala, elementos aplicados às paredes, teto, piso, etc, 
 os coeficientes de absorção e difusão acústicos das diversas superfícies que 
compõe o ambiente (paredes, colunas, mobília, absorvedores e difusores), 
 as posições e direcionalidades das fontes sonoras e 
 as posições e o modelo de audição dos receptores (o último usado para fins 
de auralização). 
Através de um algoritmo baseado em teoria acústica o software calcula as diversas 
respostas impulsivas da sala, de onde se extraem os parâmetros acústicos objetivos. 
De posse da resposta impulsiva é também possível fazer a audiçãode como um 
instrumento musical ou uma pessoa falando soariam na sala real (processo chamado 
de auralização). O sinal audível é gerado através da convolução da resposta 
http://www.eac.ufsm.br/pesquisa/areas-de-atuacao/ht.jpg?attredirects=0
17 
 
 
impulsiva com um sinal gravado em câmara anecóica (sem reverberação). O uso de 
modelos computacionais permite que o projetista altere a posição de absorvedores, 
difusores ou mesmo a geometria da sala sem custos, possibilitando uma otimização 
da resposta acústica da sala na fase de projeto. 
 
No caso da medição experimental da resposta impulsiva (Figura 3) uma fonte sonora 
omnidirecional (dodecaedro) é usada para excitar a sala com um ruído de banda 
larga (sweep ou ruído branco). A resposta é captada por um microfone 
omnidirecional (bi-direcional ou bi-auricular, dependendo do parâmetro acústico 
desejado) em uma dada posição. Através da de-convolução entre a pressão sonora 
medida pelo microfone e o sinal de excitação fornecido à sala, consegue-se obter a 
resposta impulsiva da mesma. 
 
Figura 3 – Equipamentos utilizados em Ensaio experimental para se obter uma 
resposta impulsiva de uma sala. 
 
 
 
 
 
http://www.eac.ufsm.br/pesquisa/areas-de-atuacao/tr_lab.JPG?attredirects=0
18 
 
 
1.5 – Energia Solar e Iluminação 
1.5.1 – Energia Solar Fotovoltaica 
 
Os sistemas fotovoltaicos são capazes de gerar energia elétrica através das 
chamadas células fotovoltaicas. As células fotovoltaicas são feitas de materiais 
capazes de transformar a radiação solar diretamente em energia elétrica através do 
chamado “efeito fotovoltaico”. Hoje, o material mais difundido para este uso é o silício. 
O efeito fotovoltaico acontece quando a luz solar, através de seus fótons, é absorvida 
pela célula fotovoltaica. A energia dos fótons da luz é transferida para os elétrons que 
então ganham a capacidade de movimentar-se. O movimento dos elétrons, por sua 
vez, gera a corrente elétrica. 
As células fotovoltaicas podem ser dispostas de diversas formas, sendo a mais 
utilizada a montagem de painéis ou módulos solares. Além dos painéis fotovoltaicos, 
também se utilizam filmes flexíveis, com as mesmas características, ou até mesmo a 
incorporação das células em outros materiais, como o vidro. As diferentes formas com 
que são montadas as células se prestam à adequação do uso, por um lado 
maximizando a eficiência e por outro se adequando às possibilidades ou 
necessidades arquitetônicas. 
 
Esquema do funcionamento da Energia solar. 
 
 
http://media.neosolar.com.br/images/saiba-mais/energia-solar-fotovoltaica-grid-tie.jpg
19 
 
 
Quanto aos sistemas fotovoltaicos, estes podem ser divididos em dois grandes 
grupos: sistemas isolados (off-grid) e sistemas conectados à rede (grid-tie). Os 
sistemas isolados são aqueles que não se integram a rede elétrica e geralmente são 
utilizados em locais remotos ou onde o custo de acesso a rede é maior que o custo 
do próprio sistema. Normalmente estes sistemas utilizam bateria para armazenar a 
energia. Já os sistemas conectados à rede servem como qualquer outra forma de 
geração de energia que utilizamos a partir da rede elétrica e são utilizados como 
substitutos destas outras fontes de energia. Neste caso não há necessidade de 
armazenamento. 
 
1.5.2 - Iluminação 
1.5.2.1 - O Sol e os Edifícios. 
A localização, a orientação e a forma de uma construção devem ser definidas de 
maneira a tirar o máximo proveito da radiação solar desde um ponto de vista 
higiênico, psicológico e de acondicionamento térmico. O excesso ou a falta da 
radiação do sol é prejudicial à saúde e ao edifício e dependem fundamentalmente 
da posição de tal edificação relativamente à trajetória solar e das características 
climáticas da região onde ela está situada. 
A forma e a orientação do edifício devem então ser definidas de maneira a propiciar 
o equilíbrio entre os períodos de baixas temperaturas - inverno - quando se faz 
necessário o máximo de radiação solar, e os períodos de altas temperaturas - verão 
- quando tal radiação deve ser evitada. No Brasil, de maneira geral, a orientação 
Norte é a mais recomendada pois no verão a altura do sol nessa orientação 
possibilita, com a utilização de recursos arquitetônicos adequados, o 
sombreamento da fachada, e, no inverno, por ter o sol uma trajetória mais baixa, 
permite que os raios solares atinjam em maior profundidade, os ambientes internos 
20 
 
 
1.5.2.2 - Controle da incidência dos raios solares no interior das construções. 
 
Foto: Fachada de Casa que se utiliza da luz natural. 
 
Sendo, a janela, a separação mais tênue entre o exterior e o interior de uma 
construção é por isso sua parte mais sensível à ação direta do sol. Assim, a 
proteção delas frente a radiação solar direta é de importância fundamental para a 
manutenção de padrões aceitáveis de conforto térmico no interior do edifício. É 
necessário, portanto, que o projeto considere cuidadosamente o sombreamento da 
edificação. 
Dentre os dispositivos para dar sombra - atenuando a elevação da temperatura 
interna durante o dia - o quebra-sol ou brise-soleil é um dos mais eficientes. 
A sua utilização correta baseia-se no estudo da insolação no local onde será 
construída a edificação. A partir daí são determinados os períodos em que a 
radiação solar será admitida no interior do edifício, e aqueles em que será 
rechaçada. 
Os quebra-sóis são então projetados de forma a alcançar tal seletividade. 
21 
 
 
 
Foto: Fachada de Edifício aplicação de quebra-sóis. 
 
1.5.2.3 - Aproveitamento ótimo da iluminação natural. 
A necessidade de iluminação e ventilação de grandes espaços cobertos, nos quais 
as janelas nas fachadas já não eram suficientes, levou à busca de soluções que 
permitissem a obtenção daqueles benefícios através da cobertura. Várias soluções 
se tornaram clássicas, como o "shed", ainda hoje utilizado em galpões e fábricas, 
por exemplo. Tal solução, dada a incidência com maior intensidade da luz natural 
sobre superfícies inclinadas ou horizontais, permite a obtenção de uma iluminação 
interior uniforme. 
22 
 
 
 
Foto: Vista lateral/fundos de casa que se utiliza da luz natural. 
 
Esse resultado é obtido através de aberturas proporcionalmente menores do que 
aquelas situadas nas fachadas; a solução favorece ainda a ventilação e o fluxo de 
ar no interior da edificação. A Prefeitura do Município de São Paulo/Brasil, por 
exemplo, permite a redução das aberturas destinadas à insolação e ventilação de 
ambientes, quando através de abertura zenital. Com a popularização de novos 
materiais e o desenvolvimento de sistemas construtivos menos complexos, a 
possibilidade de utilização de aberturas zenitais passou a ser viável para qualquer 
tipo de edificação. Nesse sentido, já é bastante conhecido o domo de acrílico, de 
instalação bastante simples e que exige, em contrapartida, uma limpeza frequente 
para que seja mantido o seu padrão de desempenho. 
 
 
23 
 
 
REFERÊNCIAS 
ABILUX (MASCARÓ, J, MASCARÓ L) - Iluminação - Uso Racional De Energia 
Elétrica Em Edificações, ABILUX, 1992. 
ABNT NBR 15220-1:2005 – Desempenho térmico de edificações Parte 1: 
definições , símbolos e unidades; ABNT; Rio de Janeiro, 2005 
Academia Brasileira de Letras - Dicionário ilustrado da Língua Portuguesa; Ed. 
Bloch; RJ, 1986. 
AGUESSE, P. - Chaves da Ecologia; Ed. Civilização Brasileira, RJ, 1972. 
BAHIA,S., guedes, P.;Thomé,m.;la rovere,a . Modelo para elaboração de código 
de obras e edificações; IBAM/DUMA, 1997 
BARROSO-KRAUSE, C.; SANTOS, M. J. O.; NIEMEYER, M. L.; PORTO, M. 
M. Bioclimatismo no projeto de arquitetura: dicas de projeto. Apostila de 
Conforto Ambiental para graduação - FAU/UFRJ: Rio de Janeiro, 2005. 
BARROSO-KRAUSE, C. Coberturas, conforto higrotérmico, edificações; 
ponderações e propostas para clima tropical úmido em situação de verão; tese 
de mestrado, PROARQ/FAU/UFRJ, 1990BARROSO-KRAUSE, C. La climatisation naturelle: modélisation des objets 
architecturaux, aide à la conception en climat tropical ; tese de doutorado, 
cenerg/ENSMP/França, 1995 
BARROSO-KRAUSE, C. et al.; Maia, José Luiz Pitanga, coordenador. Manual de 
prédios eficientes em energia elétrica. Editora: IBAM/ELETROBRAS/PROCEL. 
Rio de Janeiro-RJ. Ano: 2002. 338,32 (CDD 15.ed.) 
BITTENCOURT, Leonardo; CÂNDIDO, Christina. Introdução à ventilação 
natural. 2ed. rev. e ampl. – Maceió: EDUFAL, 2006. 
CETUR - Centre d’Études des Transportes Urbaines. Bruit et Formes Urbaines - 
Propagation du Bruit Routier dans les Tissus Urbaines. França: Ministère de 
l’Urbanisme et du Logement. 1981. 
Chatelet,A .;FERNANDEZ,P.;LAVIGNE,P. Architecture climatique: une 
contribuition au développement durable. Concepts et dispositifs, Ed. 
EDISUDAix-en-Provence, França, 1998 
COMITE D'ACTION POUR LE SOLAIRE: e-mail SUNNIE.WATT@utopia.fnet.fr