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29/07/2025 16:57:52 1/4 REVISÃO DE SIMULADO Nome: ALESBELL ALVES CAMPELLO Disciplina: História da África Respostas corretas são marcadas em amarelo X Respostas marcardas por você. Questão 001 (ENADE - adaptada) O Brasil é uma país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro. Por sua vez, em toda a outra costa atlântica podem-se facilmente reconhecer os brasileirismos. SILVA, A. C. O Brasil, a África e o Atlântico no século XIX. Estudos Avançados. 1994, p 39- 40. Considerando o diálogo atlântico estabelecido entre europeus, africanos e brasileiros entre os séculos XVI e XVIII, referido no mapa e no fragmento do texto, avalie as afirmações a seguir. I- Os portugueses, pioneiros nas expedições de exploração da costa atlântica africana, desde o início estavam interessados no comércio de escravos, que seriam vendidos, inicialmente, na Europa e depois nas ilhas atlânticas, no Caribe e na América Espanhola. â�¨ II- A multiplicação das rotas comerciais transatlânticas estabelecidas pelos europeus ao longo dos séculos XVI e XVIII, favoreceu o crescimento de cidades do interior africano, visto que muitos povos buscavam nessa região, refúgio diante das capturas ou do aprisionamento por guerra para o comércio de escravos. â�¨ III- Os intercâmbios produzidos pelo comércio atlântico promoveram a mútua influência entre Brasil e África, como pode ser comprovado pelos laços estabelecidos entre comerciantes baianos e africanos da Costa da Mina, em virtude do interesse desses últimos no tabaco produzido na Bahia. â�¨ IV- O aumento da produção açucareira no século XVII desencadeou uma demanda considerável por escravos que, nesse período, foram fornecidos pelos portos da Costa da Mina e de Angola, estreitando ainda mais as relações desses com Salvador e Rio de Janeiro. EÌ� correto apenas o que se afirma em A) I. B) II e IV. C) II. D) I e III. X E) III e IV. Questão 002 (Adaptado. Professor de história/CE) A ocupação do continente africano, particularmente a parte subsaariana, teve um longo percurso, a partir de meados do século XI até atingir o seu ápice na segunda metade do século XIX, quando ocorreu uma verdadeira partilha da África por países como França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Bélgica, Espanha, Portugal e Holanda. Esse processo histórico tem sido interpretado como X A) colonialismo e imperialismo. B) extrativismo e processo civilizatório. C) Racismo e Darwinismo social D) mercantilismo e metalismo. E) neocolonialismo e capitalismo. 29/07/2025 16:57:52 2/4 Questão 003 A respeito do processo de descolonização africano ocorrido no século XX, avalie as afirmativas: I – Com a independência e o fim da dominação europeia, os países africanos conseguiram se estabelecer economicamente de maneira autônoma. II – As fronteiras estabelecidas entre os países ficaram conhecidas como fronteiras “artificiais” por não reconhecerem a realidade histórico-cultural local. Grupos étnicos rivais passaram a ser reunidos em um mesmo país, enquanto grupos afins foram separados em nações distintas. III – A formação dos países respeitou a realidade local e, inclusive, as línguas oficiais dos novos países foram elencadas a partir do rol etno-linguístico existente. IV – A emancipação dos países africanos foi largamente administrada pelas metrópoles europeias, apesar da eclosão de alguns conflitos graves. A) I, III e IV. B) I e II. C) I e III. D) III e IV. X E) II e IV. Questão 004 Acerca na presença europeia na África, julgue os itens a seguir: I - As sociedades africanas passaram por profundas transformações entre os séculos XIX e XX, sobretudo em consequência de dois fenômenos: o colonialismo e a descolonização. II - O imperialismo estabeleceu novo paradigma de exploração colonial no continente africano, pautado a partir de então pela noção de ocupação efetiva e formalizado pela Conferência de Berlim. III - O processo de implementação do colonialismo na África se deu de forma homogênea, tendo sido definido consensualmente na Conferência de Berlim pelas potências europeias. IV – Não se verificou muita resistência africana ao avanço e consolidação do colonialismo europeu na África. A) III e IV. B) II, apenas. C) II e IV X D) I e II E) I, II e IV. Questão 005 “… Nós conquistamos a África pelas armas… temos direito de nos glorificarmos, pois após termos destruído a pirataria no Mediterrâneo, cuja existência no século XIX é uma vergonha para a Europa inteira, agora temos outra missão não menos meritória, de fazer penetrar a civilização num continente que ficou para trás…" A partir da citação anterior, analise as afirmativas: I. Os europeus em geral classificavam os povos que viviam no continente africano, asiático e em outros continentes como primitivos para justificar a ocupação territorial e a submissão que utilizavam. II. A ideia de levar a civilização aos povos considerados bárbaros estava presente no discurso dos que defendiam a política imperialista. III. Para os europeus, civilizar consistia em povoar e partilhar a cultura com os povos de outros continentes, assim desenvolveram a origem da globalização. IV. Uma das preocupações dos estados nacionais europeus era justificar a ocupação dos territórios, apresentando os melhoramentos materiais que beneficiariam as populações nativas. Estão corretas apenas as afirmativas: 29/07/2025 16:57:52 3/4 A) II, IV. B) I, II, III. C) I, III. X D) I, II, IV. E) III, IV. Questão 006 “Até 1880, em cerca de 80% do seu território, a África era governada por seus próprios reis, rainhas, chefes de clãs e de linhagens, em impérios, reinos, comunidades e unidades políticas de porte e natureza variados. No entanto, nos trinta anos seguintes, assistiu-se a uma transmutação extraordinária, para não dizer radical, dessa situação. Em 1914, com exceção da Etiópia e da Libéria, a África inteira estava submetida à dominação de potências europeias e dividida em colônias de dimensões diversas, mas de modo geral, muito mais extensas do que as formações políticas preexistentes e, muitas vezes, com pouca ou nenhuma relação com elas”. Albert Adu Boahen.A África diante do desafio colonial. In: História geral da África, VII: África sob dominação colonial, 1880-1935 (editado por Albert Adu Boahen), 2.ª ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 3 (com adaptações) De acordo com o texto, conclui-se que: A) A partir de 1914, toda a África, sem exceção, este sob dominação das potências europeias. B) Etiópia e a Libéria foram os primeiros territórios a serem colonizados pelos europeus. C) A África, desde o século XV, fora direta ou indiretamente governada por países europeus. X D) A dominação colonial da África pelos europeus instituiu novas formações políticas sem nenhuma relação com as já existentes. E) A presença europeia na África pouco modificou as estruturas locais existentes. Questão 007 A charge acima satiriza: A) Os planos de desenvolvimento para a África. X B) A partilha da África pelas potência europeias. C) Os movimentos de independência africano. D) A participação da África na II Guerra Mundial. E) A presença portuguesa na África. 29/07/2025 16:57:52 4/4 Questão 008 “ A Inglaterra deve governar o mundo porque é a melhor; o poder deve ser usado; seus concorrentes imperiais não são dignos; suas colônias devem crescer, prosperar e continuar ligadas a ela. Somos dominantes, porque temos o poder (industrial, tecnológico, militar, moral), e elas não; elas são inferiores; nós, superiores, e assim por diante”. (SAID, E. Cultura e imperialismo. São Paulo: Cia das Letras, 1995). O texto reproduz argumentos utilizados pelas potências europeias para dominação de regiões na África e na Ásia, a partir de 1870 que: A) Enfatiza a preocupação dos europeus em apresentar as melhores tecnologias para melhorar a infraestrutura local. B) Respeita as tradições locais, reconhecendo sua importância para as sociedades locais. C) Respeita a organização e autonomia políticadas sociedades africanas, não impondo- lhes um padrão ocidental. X D) Ressalta a superioridade europeia para justificar a ocupação territorial e a submissão de outros povos. E) Apresenta a preocupação europeia de transformar suas colônias em países desenvolvidos e independentes.