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A BELEZA AO LONGO DOS SÉCULOS: “OS PRIMEIROS SINAIS DE VAIDADE” 
A busca pela beleza sempre esteve presente na história do ser humano. 
Desde os registros das primeiras sociedades aos dias de hoje, a 
preocupação com a beleza e toda a complexidade que ela envolve (fins 
estéticos, espirituais, fatores econômicos, entre outros) foram temas de 
reflexões de historiadores, teólogos, filósofos e estudiosos em geral. 
Com isso em vista, é possível perceber que ao longo do tempo, a 
busca e o conceito do que é belo mudaram muito e sempre estiveram 
ligados a desejos e aspirações, servindo dessa forma, como um meio 
de entender um pouco mais sobre a identidade e realidade de uma 
época. 
Somos apaixonados por beleza e vamos falar um pouco sobre isso, 
conceitos e história, “A beleza ao longo dos séculos”. 
 
 
Para começar, 
vamos voltar lá na 
pré-história, onde 
as primeiras 
manifestações de 
preocupação com 
o corpo (não 
necessariamente 
para fins 
estéticos) 
começaram a 
aparecer. 
Os primeiros sinais de vaidade 
Os primeiros sinais de vaidade foram percebidos na Pré-História, 
quando o homem começou a se reunir em grupos e fixar na terra. A 
partir disso, surgiu uma diferenciação hierárquica, na qual os chefes 
(geralmente os mais fortes do grupo) passaram a se enfeitar com as 
garras e dentes dos animais ferozes que caçavam. 
Foi nessa época também que alguns historiadores e estudiosos consideram 
que surgiu a primeira manifestação de “maquiagem”. Tudo isso porque muitos 
homens pintavam o próprio corpo, pois acreditavam que a “pintura de guerra” 
lhes traria mais força e afastaria o mal e os predadores. Como as mulheres 
ficavam dentro dos assentamentos, os homens eram os que mais se cobriam 
com essa mistura de graxas e pigmentos coloridos. 
A composição desses elementos que era constituída de uma mistura de fuligem 
com gordura animal, também era usada como uma forma de proteger a pele e 
como diferenciação durante os rituais. Entre as cores mais comuns encontradas 
nos sítios arqueológicos estavam o amarelo, o preto e o vermelho, esse último 
foi inclusive muito 
observado em 
locais de 
sepultamento de 
corpos e em 
decorações de 
ossos, madeira e 
couro. Também 
foram encontrados 
alguns objetos 
auxiliares e 
ferramentas de 
ornamentação, 
como espécies 
que lembram 
pinças, lâminas, 
espelhos e 
utensílios para 
aplicação de 
pigmentos. 
Não podemos falar de beleza sem citar a representação mais famosa da beleza feminina do 
período que é a “Vênus de Willendorf”, também conhecida como “Mulher de Willendorf”. Uma 
estatueta de aproximadamente 11cm, esculpida entre 24.000 e 22.000 a.C., que foi 
descoberta no sítio arqueológico do paleolítico, situado perto de Willendorf, Áustria. 
Nunca foi encontrado algum registro que indique que ela seja um retrato totalmente realista, 
por isso há diversas correntes de pensamento em torno dela. Alguns acreditam que suas 
formas volumosas nas regiões dos seios, vulva e barriga carregam um conceito de fertilidade, 
outros defendem que além da referência à fertilidade, a corpulência representa um elevado 
estado social numa sociedade caçadora e ainda há os que acham que ela servia como uma 
espécie de amuleto. 
 
HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA MAQUIAGEM 
A história da maquiagem abrange pelo menos 6000 anos na história humana de 
quase todas as sociedades do nosso planeta Se você está preocupado com os 
ingredientes na maquiagem nos dias de hoje, basta esperar até que você leia 
sobre o que os homens e as mulheres colocaram em sua pele ao longo das eras e 
o alto preço que pagaram. (para outra aula) 
Tendências de maquiagem mudam constantemente e é fascinante dar uma olhada 
na evolução dos cosméticos. Embora as mulheres e os homens usem cosméticos 
há séculos, o que e como eles usam maquiagem sofreu algumas mudanças 
dramáticas. 
História da maquiagem: os primórdios 
A primeira evidência arqueológica da maquiagem, datada de 6.000 antes de Cristo, foi 
encontrada no antigo Egito onde túmulos escavados revelaram um grande número de frascos de 
unguentos. Devido ao clima quente e seco, homens e mulheres usavam unguentos, uma 
substância que suavizava a pele, evitava queimar ao sol e limitava os danos pelos ventos 
arenosos. 
Os egípcios antigos acreditavam que a maquiagem fazia mais do que apenas melhorar suas 
características naturais. Eles acreditavam que sua maquiagem de olho elaborada poderia afastar 
os maus espíritos e melhorar a visão; Mesmo os mais pobres usavam maquiagem dos olhos. As 
cores das mulheres egípcias favoritas eram o preto e verde. 
Os egípcios decoraram seus olhos aplicando o verde escuro à pálpebra inferior e usando o kohl 
para esboçar os olhos, criando o lindo visual que conhecemos. Kohl é composto de chumbo, 
cobre, amêndoas queimadas, fuligem, e outros ingredientes, incluindo galena (que tem 
qualidades desinfetantes). 
Kohl protegia os olhos contra o sol e agia como um repelente para moscas. Médicos egípcios 
antigos prescreveram o uso de kohl contra doenças dos olhos; A coloração verde foi conseguida 
por trituração da malaquita, um minério de cobre que tem uma cor verde vibrante. 
 
Kohl 
"Considerada uma arte pela civilização egípcia, a maquiagem se originou com o 
Kohl", afirma a físico-química Inês Joeques, da Universidade Estadual de 
Campinas (Unicamp). O Kohl é amplamente utilizado no Sul da Ásia, Oriente 
Médio, e partes da África. Os mais antigos indícios achados por arqueólogos 
datam do Egito Antigo, por volta de 3000 antes de Cristo. 
O kohl é um pigmento preto composto de uma mistura do mineral malaquita 
com carvão e cinzas, ainda hoje usado para sublinhar o contorno dos olhos e 
escurecer cílios e sobrancelhas. Ele é usado principalmente por mulheres, mas 
também por alguns homens e crianças. 
Originalmente usado como proteção contra doenças oculares, acredita-se que 
possa proteger os olhos dos raios agressivos do sol, muitas mães aplicam o 
Kohl nos olhos de seus filhos logo após o nascimento, também pela crença de 
que este poderia " fortalecer os olhos da criança ", e impedir a criança de ser 
amaldiçoado pelo mau-olhado. 
Ao longo dos milênios, a maquiagem evoluiu muito para hoje se tornar uma aliada indispensável da mulher moderna. (Foto: YouTube) 
Impresso ... 
Qual é a mulher que não anda sempre com um batom na bolsa? Alguma vez você já se perguntou como 
ele apareceu? 
Podemos dizer que, praticamente desde o mundo é mundo, as mulheres buscam formas de ficar mais 
bonitas. Os lábios sempre foram – e continuam sendo – um dos nossos atrativos principais 
Um dos primeiros registros de lábios femininos pintados apareceu na antiga Mesopotâmia, com o hábito de 
triturar joias semipreciosas para aplicá-las na boca e nos olhos, para adornar o rosto. Por volta do ano 
5000 a.C., as mulheres da região de Vale do Rio Indo (Afeganistão, Paquistão e Noroeste da Índia) também 
usavam este preparo, algo que sairia muito caro nos tempos atuais. 
 
Somente no século XVI, em um dos reinados mais importantes da Grã-Bretanha, o uso do batom se 
popularizou na Inglaterra e na Irlanda. A rainha Elizabeth I introduziu a combinação de rostos muito 
brancos e lábios chamativos, com um vermelho intenso. Nessa época, a substância que dava consistência 
aos batons era feita com produtos naturais: cera de abelhas e pigmentos de plantas. 
Durante o Renascimento, começou a funcionar o primeiro laboratório de produtos cosméticos e foi fundado o 
primeiro instituto de beleza. Em 1880, foi criado um batom vermelho em forma de pomada, com manteiga, 
raízes de um corante natural, uvas pretas sem polpa e cera de abelha em sua composição. 
Anos depois, Maurice Levy inseriu um batom em bastão sólido em um recipiente que deslizava e o 
colocou dentro de um tubo de metal com tampa. Ele criava então um formato especial e muito prático, já que o 
bastão deslizava na parte superior, com uma minialavanca.
A partir de 1919, a Avon passou a comercializar os primeiros batons em embalagem de metal. Na época 
as mulheres pintavam a boca com o estilo “Arco de Cupido”, muito popular naqueles tempos. O primeiro batom 
em bastão produzido na Espanha foi lançado em 1922 pela empresa Puig, chamado Milady. Um ano mais 
tarde, no estado americano do Tennessee, um fato marcante: James Bruce Mason Jr. patenteou o primeiro 
batom com mecanismo giratório, que usamos até os dias de hoje. 
Mas faltava o brilho. A Max Factor criou o produto 1932, vendido em garrafinhas cilíndricas com um pincel ou 
em pequenos recipientes (a substância era aplicada com a ponta dos dedos). Deste modo, o brilho foi 
introduzido no universo da beleza, onde também é conhecido como gloss. 
Mas a busca e a obsessão por bocas sempre maquiadas não pararam por aí. A bioquímica especialista em 
óleos e petróleo Hazel Bishop encontrou uma forma de manter os batons intactos por mais tempo. Ela 
misturou lanolina e tintas que eram absorvidas pela pele e alcançou seu objetivo, algo que todas nós lhe 
agradecemos até hoje!

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