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E-Book 
Cobrança e 
Renegociação 
 
 
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Sumário 
 
Tratamento e Soluções para público PF e Desconto Negocial ........................... 3 
Soluções para Público PJ e Desconto Negocial .................................................... 6 
Soluções RAO ........................................................................................................ 9 
Principais ocorrências na contratação do Soluções RAO .................................... 13 
Terceirização e Canais Parceiros .......................................................................... 14 
Clientes Superendividados .................................................................................. 16 
Clientes em Recuperação Judicial ....................................................................... 17 
Ajuizamento de operações ................................................................................. 18 
Demandas Banco Réu ........................................................................................... 21 
Clientes Falecidos ............................................................................................... 23 
Cessão de Créditos .............................................................................................. 24 
 
 
 
 
#interna 
Tratamento e Soluções para público PF e 
Desconto Negocial 
 
Conheça o cliente 
 
Em primeiro lugar é necessário compreender a necessidade do cliente e como 
está sua situação financeira. Dessa forma, saberemos como oferecer a melhor 
solução para ele. 
No caso de cliente que ainda não possui operações em atraso, pode ser um 
momento de novas oportunidades, ainda no contexto do negócio. Consulte 
também se o cliente tem anotação no cadastro com informação de operação 
“cedida” e/ou anotações baixadas por “Código de Defesa do Consumidor”, mas 
ainda não regularizadas no BB. 
 
O que significa “no contexto do negócio”? 
 
Este termo é utilizado quando tratamos de soluções que preservam o 
relacionamento do cliente com o Banco e que podem ser utilizadas para 
alongar, repactuar ou alterar condições negociais, sem resultar em anotações 
cadastrais restritivas ao cliente, ou seja, o cliente não perde limites, não 
restringe novos créditos etc. 
Quando o “contexto do negócio” não é mais possível, entramos no âmbito da 
Solução de Dívidas, onde há implicações restritivas para o cliente no BB, 
podendo ter redução ou bloqueio dos limites de créditos, ou ainda, 
dependendo do valor recebido, caracterizar prejuízo ao Banco, tendo o cliente 
no futuro, ressarcir o valor do prejuízo (acrescido de encargos) para voltar a 
operar com o BB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#interna 
O que fazer quando cliente está em atraso e há 
operações em consignação para renegociar? 
 
E quando o cliente não possuir operações 
consignadas? 
Há duas soluções automatizadas para adequação da capacidade de pagamento 
do cliente. 
 
Verifique a possibilidade de contratar 
uma Renovação Consignação, 
produto 
ainda com viés de negócio. Se não for 
possível, no contexto de recuperação 
temos o produto Solução de Dívidas 
Consignada. 
Nesse caso o cliente terá a anotação 
126 (peso 3 - impeditiva relativa) e 
após o pagamento de mais de 50% do 
capital é flexibilizada 
automaticamente para 370 - 
informativa. 
É muito importante consultar se o 
empregador está com convênio ativo 
e se existe margem consignável 
disponível para o cliente. 
Com possibilidade de 
renovação 
Nos casos de convênios não ativos ou 
outros impedimentos como 
operações não passíveis de inclusão 
na renegociação, há a opção de 
contratar a Solução de Dívidas Varejo, 
no contexto de recuperação, que 
agora está na Plataforma BB. 
Para utilização da linha de 
Renegociação Massificada, a operação 
de consignado deverá estar vencida 
há mais de 35 dias, ou com no mínimo 
2 parcelas em atraso. Lembre-se, o 
cliente terá restrições a novos 
créditos por alguns meses. 
Quando o convênio não 
estiver ativo 
 
Parcelamento Preventivo 
Para clientes que ainda não possuem operações em atraso - ou seja, não estão 
no CACS. Essa solução tem como objetivo principal adequar a capacidade de 
pagamento do cliente. 
Parcelamento PF 
Para clientes com pelo menos uma operação em atraso e 2 dias no CACS. Essa 
operação não tem desconto negocial e, algumas vezes, não necessita de 
entrada. 
 
 
#interna 
 
 
 
 
 
 
 
 
As orientações para contratar o Parcelamento Preventivo e o Parcelamento 
PF estão disponíveis na IN 211. Quando o cliente não for o público-alvo ou a 
solução não é a mais adequada, há o Soluções RAO que oferece duas 
modalidades de contratação: BB Parcelamento Digital (antigo RAO Boleto) e 
Solução de Dívidas Digital (antigo RAO CDC). 
O sistema fará a análise automaticamente e indicará a melhor opção. Para saber 
mais, consulte a cartilha Soluções RAO (IN 211). 
Quando o cliente possuir operações com garantia, deve-se verificar outras 
soluções, como a Solução de Dívidas Varejo, com contratação pela 
Plataforma BB. Nela, há o recurso do simulador, que permite simular on-line as 
condições negociais. 
 
Realize o melhor Atendimento! 
Cada cliente possui uma situação em especial que precisa de análise e cuidado 
para saber qual é a melhor proposta para o seu caso. 
Entenda as necessidades dele e resolva o problema o quanto antes para 
preservamos o relacionamento que ele possui com o BB. 
 
 
 
 
 
O CACS é um software utilizado pelo 
Banco: Computer Assisted Collection 
System (Sistema de Cobrança Assistida 
para Computadores), para operacionalizar 
o processo de cobrança e recuperação de 
créditos. Disponível para baixar na Loja de 
Aplicativos BB. 
 
 
#interna 
Soluções para Público PJ e Desconto Negocial 
 
Conhecendo o cliente 
Compreenda a necessidade do cliente, seu contexto financeiro e dos sócios, 
quando houver, no BB e no mercado. Analise a possibilidade de ajuste das 
operações mediante a utilização de mecanismos que preservam a linha de 
crédito original e o relacionamento com o cliente. 
Verifique nos normativos de cada produto as formas de ajustes das operações, 
ainda no contexto de negócio (ACP, prorrogações e outros). 
 
O que significa “no contexto do 
negócio”? 
São soluções que preservam o relacionamento do cliente com o Banco e que 
podem ser utilizadas para alongar, repactuar ou alterar condições negociais, 
mas que não resultam em anotações cadastrais restritivas ao cliente (não 
perdem limites, novos créditos, etc.). 
No âmbito de recuperação de crédito há implicações em restrições para o 
cliente no BB, podendo ter redução ou bloqueio dos limites de créditos, ou 
ainda, dependendo do valor recebido, caracterizar prejuízo ao Banco, tendo o 
cliente que no futuro ressarcir o valor do prejuízo (acrescido de encargos) para 
voltar a operar com o BB. 
 
 
Parcelamento PJ 
Se não for possível repactuar ou ajustar utilizando as linhas originais, analise as 
condições para contratação na linha de Parcelamento PJ, também no contexto 
de negócio. Essa solução não prevê a concessão de desconto negocial, pois 
ainda mantemos o relacionamento negocial com o cliente. 
E quando o cliente está em atraso e não se 
enquadra em soluções de negócio 
divulgadas pelo Gestor? 
#interna 
E se essa solução não atender ao cliente 
por que ele ainda precisa de desconto? 
Nesse caso, utilize o BB Parcelamento Digital (antigo RAO Boleto). Essa é uma 
alternativa de renegociação que pode ser realizada caso a operação do 
cliente tenha desconto negocial disponibilizado. Essa condição deve ser 
verificada no momento da simulação. Mas fique atento, pois a concessão 
de desconto negocial pode restringir a contratação de novos créditos. 
Cobrança Terceirizada 
O cliente pode entrar em contato após receber uma ligação de outra empresa 
em nome do BB, a BBTS. O Banco repassa informações para que a BBTS possa 
contatar o cliente e proceder a negociação, ou pode ser também que o Banco 
tenha cedidoa operação, ou seja, vendido o direito ao crédito da operação, 
neste último caso o cliente tem que contatar a empresa que comprou a dívida 
para renegociar. 
Para consultar se a operação está com a cobrança terceirizada – acesse a 
Plataforma BB na aba Crédito > Especialistas em Recuperação – GECOR > Canal 
de cobrança. 
Crédito Cedido 
A operação também pode ser cedida a Ativos S.A. Nesse caso, o Banco 
“vendeu” a operação e as negociações devem ser conduzidas pela Ativos S.A., 
de acordo com os parâmetros por eles definidos. 
É importante ressaltar que em consulta aos sistemas (COP, CDC, XER, VIP, etc) 
as operações cedidas do cliente não são identificadas como cedidas. Assim, é 
necessário consultar as anotações cadastrais dele e identificar se existem 
registros referentes ao crédito inadimplido cedido a terceiros. 
Solução de Dívidas Varejo 
Quando o cliente possuir operações com garantia, deve-se verificar outras 
soluções, como a Solução de Dívidas Varejo, com contratação pela Plataforma. 
Com o recurso do simulador, é possível simular on-line as condições negociais. 
Ao iniciar a contratação o sistema busca as operações passíveis de negociação e 
apresenta as condições negociais conforme o público. Caso o sistema não inclua 
todas as operações do cliente, é possível consultar na tela a ocorrência que 
impede a inclusão. 
 
 
#interna 
Na contratação pela Plataforma, o sistema apresenta no momento do 
acolhimento o desconto máximo para o cliente, mas fique atento, pois ele é 
restritivo. 
 
Desconto Negocial 
 
O desconto negocial pode ser aplicável sobre o saldo devedor das operações 
enquadráveis, e no momento da simulação o desconto já vai estar estabelecido 
pelo sistema, desde que o cliente tenha sido habilitado para tal. 
Dependendo das características da operação envolvida, poderá haver 
descontos negociais diferentes para operações e alternativas negociais 
distintas. O desconto é disponibilizado ou inibido de forma automática pelo 
sistema no momento da contratação, considerando as características 
específicas de cada operação a ser renegociada. 
A concessão de desconto pode impedir o cliente de obter novos créditos com 
o Banco, caso configurado prejuízo não ressarcido, conforme Política Específica 
de Crédito. 
 
O que fazer no caso de clientes produtores 
rurais? 
 
Verifique a possibilidade de ajuste da operação mediante a utilização de 
mecanismos que preservem a linha de crédito original, conforme normativo 
de cada gestor do produto. 
Não sendo possível a solução através das linhas de crédito originais, as 
dependências têm à disposição as alternativas de acordos via BB Parcelamento 
Digital (antigo RAO Boleto) ou ainda a Solução de Dívidas Rural no sistema 
COP. 
 
Realize o melhor atendimento! 
 
Cada cliente possui uma situação em especial que precisa de análise e cuidado 
para saber qual é a melhor proposta para o seu caso. 
Nos casos que a proposta apresentada pelo cliente estiver fora da alçada da 
agência e já tiverem sido verificadas demais alternativas, conforme IN-212, 
existe ainda a possibilidade de inclusão de proposta na ferramenta Reneg. Fácil. 
Entenda as necessidades dele e resolva o problema o quanto antes para 
preservamos o relacionamento com o BB! 
 
 
#interna 
Soluções RAO 
 
O que é? 
É uma ferramenta automatizada que possibilita a regularização ágil e 
simplificada de dívidas. Com ela, você poderá facilmente ajudar os nossos 
clientes a reorganizarem suas vidas e contribuirá com a estratégia do BB de 
recuperação de crédito. 
A ferramenta “Soluções RAO” efetua a leitura das regras de negócios de cada 
produto e apresenta as condições disponíveis para renegociação, 
disponibilizando automaticamente as operações passíveis de negociação, de 
acordo com as diretrizes e políticas de cobrança e recuperação de crédito do BB. 
As operações podem ser negociadas à vista ou a prazo com desconto caso ela 
tenha piso negocial que será disponibilizado automaticamente. Essa 
disponibilização é feita diariamente e deve ser verificada no momento da 
simulação sendo válida exclusivamente para a data da consulta. 
Mas fique atento! A concessão de desconto negocial pode restringir novos 
créditos ao cliente caso configurado o prejuízo não ressarcido, conforme 
Política Específica de Crédito. 
No RenegPedia (https://banco365.sharepoint.com/sites/Renegpedia/), é 
possível consultar outras informações sobre o Soluções RAO. 
A cobrança e recuperação de créditos tem por objetivo a manutenção da 
carteira ativa do Banco, com a contenção do agravamento da provisão da perda 
esperada que está relacionada ao risco de crédito, a retenção do 
relacionamento com o cliente e o foco na efetividade na gestão do Ativo 
Problemático. 
A ferramenta é bem intuitiva e possui todos os parâmetros e condições 
automatizados, trazendo agilidade, conforto e segurança nos negócios. 
Canais disponíveis para contratação 
• Plataforma (com duplo sim para público PF) 
• Internet Banking (APF) e Gerenciador Financeiro (APJ) 
• Mobile 
• Serasa Limpa Nome e Boa Vista Acordo Certo 
• WhatsApp - (61) 4004-0001 
• CRBB / SAC / Ouvidoria 
• Cobrança Terceirizada – BBTS 
 
https://banco365.sharepoint.com/sites/Renegpedia/
 
 
#interna 
Modalidades de renegociação 
O Soluções RAO possui duas modalidades: Boleto e CDC. 
No RAO Boleto (PF e PJ) as operações são amortizadas mediante o pagamento 
das parcelas do acordo. Já no RAO CDC (apenas PF) as operações originais são 
liquidadas, deixando a nova operação CDC na carteira rentável da agência. A 
escolha do modelo a ser contratado é feita de forma automatizada e 
transparente ao usuário. 
Para conhecer as condições e operacionalizar a ferramenta, consulte as IN-211 e 
IN-212. 
 
Conceitos Importantes 
A seguir, alguns conceitos relevantes ao processo de Soluções RAO: 
 
• Bloqueio O73: Bloqueio decorrente de quebras sucessivas. Trata-se de 
bloqueio por 90 (noventa) dias para contratação de novo acordo para 
clientes com duas quebras de acordo contratados em canais digitais em 
um intervalo de 4 (quatro) meses. 
• Termo de Compromisso e/ou Cédula de Crédito Bancário: São os 
instrumentos que formalizam o acordo realizado com o cliente. Nesses 
documentos estão expressos os termos e condições negociais do 
compromisso. Caso o acordo seja realizado pela Plataforma, sem Duplo 
Sim, a agência deverá arquivar o documento assinado pelo cliente no 
dossiê eletrônico. 
• Solução automatizada: Não é possível realizar a inclusão manual de 
operações para acordo RAO. 
 
 
Para acordos envolvendo conta corrente realizados a partir de 16/11/2017, o 
saldo devedor da conta é transferido para uma conta interna aberta 
exclusivamente para a amortização do acordo. 
No caso de quebra do compromisso envolvendo conta corrente, a conta RAO 
aberta será encerrada após 30 dias. Entre o 30° e 35° dia, o capital existente 
será transferido para a conta original e os encargos serão cobrados na próxima 
data base de débito de juros da conta corrente. 
As tarifas pendentes em conta não são incluídas no acordo de conta corrente e 
devem ser negociadas separadamente. 
 
 
 
 
#interna 
RAO Boleto 
O RAO Boleto é destinado tanto para Pessoas Físicas (PF) quanto para 
Pessoas Jurídicas (PJ). É importante destacar que não se trata de uma nova 
dívida, mas sim de uma renegociação de valores existentes, por isso o RAO 
Boleto não nova a dívida. 
O serviço é direcionado para operações com garantia ou para clientes que não 
possuem conta corrente no banco. E a contratação pode ser cancelada em até 
7 (sete) dias após a sua efetivação (D+6). 
Caso o pagamento da entrada ou parcela não seja realizado até a data limite de 
processamento, que é 30 (trinta) dias após o vencimento do boleto, ocorrerá 
a quebra do acordo. 
Os pagamentos devem ser feitos via boleto, com a possibilidade de 
agendamento automático em conta corrente. Após o pagamento da primeira 
parcela ou entrada, a operação negociada deixa de ser consideradacomo 
“atraso” para fins de apuração da inadimplência e para informações enviadas 
ao Banco Central (SCR). 
A formalização do acordo é feita através de um Termo de Compromisso e 
anotações cadastrais serão registradas para o devedor, com as devidas 
replicações. 
A anotação 217 indica que o cliente possui um acordo via boleto e será baixada 
após a liquidação ou quebra do compromisso. A anotação 218 indica que o 
cliente não cumpriu o acordo via boleto, sendo informativa e não passível de 
baixa. 
Em caso de utilização de piso negocial, o sistema registrará as anotações 233, 
234 ou 167 para o devedor e 125 para o(s) coobrigado(s), conforme a IN 211-1. 
Se o cliente tiver provocado prejuízo ao banco, o valor deverá ser recuperado 
por meio do aplicativo GRD. Liquidações antecipadas podem ser realizadas a 
qualquer momento após a contratação. 
 
RAO CDC 
O RAO CDC é destinado a Pessoas Físicas (PF) e envolve a criação de uma nova 
dívida. Ele é direcionado para operações sem garantia e para clientes que 
possuem conta corrente no banco. 
A contratação do serviço pode ser cancelada em até 7(sete) dias após a sua 
efetivação (D+6). A quebra do acordo ocorre apenas pelo não pagamento da 
entrada. A operação gera no sistema um Crédito Direto ao Consumidor (CDC), 
Produto 349 Modalidade 5. 
O modo de pagamento é através de débito em conta. A formalização do 
acordo é feita por meio de uma Cédula de Crédito Bancário e gera anotações 
cadastrais para o devedor, com as devidas replicações. 
A anotação 126 indica a composição de dívidas em ser e será substituída pela 
 
 
#interna 
anotação 370 – Renegociação-Reclassificação após o pagamento de 50% do 
capital renegociado. 
Em caso de utilização de piso negocial, o sistema registrará as anotações 233, 
234 ou 167 para o devedor e 125 para o(s) coobrigado(s), conforme a IN 211-1. 
Liquidações antecipadas podem ser realizadas a qualquer momento após a 
criação da operação no sistema CDC. Se o cliente tiver provocado prejuízo ao 
banco, o valor deverá ser recuperado por meio do aplicativo GRD. 
 
 
 
#interna 
Principais ocorrências na contratação do 
Soluções RAO 
 
Duplicidade de pagamento do valor de entrada 
Pode ocorrer duplicidade de pagamento do valor da entrada. Neste caso, a 
agência deverá verificar se de fato constam dois pagamentos processados 
consultando o “nosso número” no aplicativo SISBB COBRANCA 31-12 e efetuar 
o estorno no aplicativo SISBB ADMIN 1-4-2-1-92-1-22. 
 
Duplicidade de pagamento nas parcelas 
Observe o que deve ser feito quando houver duplicidade de pagamento nas 
parcelas tanto na modalidade RAO e CDC: 
 
É importante ressaltar que não é possível alterar as condições dos acordos 
já formalizados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
RAO Boleto 
O pagamento processado não 
poderá ser estornado. A 
agência poderá efetuar o 
adiantamento por meio de 
Protocolo SIM. 
 
RAO CDC 
O estorno do valor pago em 
duplicidade deverá ser 
realizado no aplicativo CDC. 
 
 
 
#interna 
Terceirização e Canais Parceiros 
 
A estratégia de terceirização da cobrança 
Uma vez que o cliente está inadimplente, uma das estratégias de cobrança é 
enviar para uma empresa parceira na terceirização de cobrança com a missão 
de entrar em contato com o cliente e ofertar a melhor solução para o seu 
endividamento. Esse é mais um dos canais de cobrança utilizados pelo Banco. 
Um dos principais benefícios é a desoneração da estrutura das agências, 
possibilitando o aproveitamento da equipe para realizar outros negócios. 
Outro ponto importante é que as ligações realizadas pelas terceirizadas ficam 
gravadas por até cinco anos, sendo possível monitorar a qualidade do 
atendimento e mitigar eventuais questionamentos por parte do cliente ou do 
Banco. 
 
Quais clientes podem ser encaminhados para a 
cobrança terceirizada? 
Em geral os clientes com menores valores de endividamento e enquadrados 
em soluções mais simples, como por exemplo o RAO Boleto. 
Os clientes falecidos, bem como os em recuperação judicial, ou que possuam 
ações contra o banco e os com maior complexidade na solução de suas dívidas 
possuem outros canais/estratégias e normalmente não são terceirizados para 
a empresa de cobrança. 
Para saber se um cliente está em cobrança terceirizada acesse a Plataforma na 
opção Crédito > Especialistas em Recuperação – GECOR > Canal de cobrança. 
 
Para as empresas terceirizadas o acesso aos dados do cliente é limitado, elas 
apenas podem acessar as negociações de acordos pelo Portal Soluções de 
Dívidas na modalidade Acordo RAO Boleto, sendo que nem todas as 
operações do cliente são passíveis de renegociação pelo sistema, como tarifas, 
por exemplo. 
 
Mesmo quando o cliente entrar em cobrança terceirizada a 
agência não deixa de ter responsabilidades com ele. É papel 
de todos zelar pelo cumprimento dos acordos firmados e 
sempre buscar alternativas para resolver a situação. 
 
 
#interna 
Atualmente a empresa terceirizada que presta serviço de cobrança 
extrajudicial para o Banco é a BBTS. 
O cliente também pode optar em ser atendido diretamente pela agência, 
sendo essa é uma ótima oportunidade para você mostrar mais opções que ele 
possui de renegociação recuperar o crédito e além de manter o 
relacionamento com ele. 
 
Você sabia que o BB também possui uma 
telecobrança própria? 
 
A CRBB é a telecobrança interna do BB, e entra em ação para dar mais uma 
forcinha na cobrança junto ao cliente, ela atua nos primeiros dias após o 
vencimento da operação, com a estratégia de pontualizar, ou seja, lembrar o 
cliente do vencimento de suas dívidas e que ele efetue o pagamento dos 
valores vencidos, mantendo o relacionamento negocial com o BB. 
Ela acontece no ambiente do Banco, com sistema próprio de discador, scripts 
e toda estratégia é direcionada pelo BB, assim como o direcionamento de quais 
serão os clientes acionados no dia – também chamado de mailing. 
A telecobrança pode ser ativa ou reativa (ligando para o cliente ou recebendo 
a sua ligação), e os acordos dela resultantes podem ser RAO CDC ou RAO 
Boleto, dependendo do perfil do cliente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#interna 
Clientes Superendividados 
 
Educação Financeira 
A Educação Financeira é um processo que promove melhorias na compreensão 
dos produtos e serviços financeiros, com potencial de transformar realidades, 
impulsionar tomada de decisão fundamentada, estimular a sustentabilidade na 
realização dos negócios e elevar o bem-estar e a saúde financeira das pessoas. 
A Educação financeira no Banco do Brasil é regida por Política Específica (IN 
606-1), elaborada em acordo com a Resolução nº 8 BACEN/CMN de 21/12/2023 
e estimula a realização de negócios sustentáveis e contribui com a elevação do 
bem-estar e da saúde financeira da população, proporcionando a resiliência 
financeira e a prevenção do inadimplemento e do superendividamento, 
fortalecendo os princípios de uma atuação ética, responsável e diligente no 
setor bancário brasileiro. 
 
Negociação com Clientes Superendividados 
Ao verificar as opções de negociação de um cliente, sempre verifique se ele 
pode utilizar alguma solução que não deixe restrições. Mas caso não seja 
possível, consulte se o cliente se enquadra nas condições diferenciadas para 
superendividados. 
O cliente superendividado possui a característica “590 Público-alvo Educação 
Financeira” registrada em seu cadastro. Assim, o sistema captura a taxa e o 
prazo definidos para superendividados e, durante a simulação ou contratação, 
ele os disponibiliza automaticamente na linha Renegociação Massificada, com 
as condições de renegociação diferenciadas com intuito de adequar a sua 
capacidade de pagamento. 
 
Para operacionalização da negociação com clientes superendividado, orientar-
se pelas IN-211, IN-212 e IN-217. 
Importante! A característica especial 590 é atribuída 
automaticamente pelo sistema para os clientes que estejam nos 
critérios de superendividamento. Assim, não é possívelincluir ou alterar 
de forma manual. 
O sistema processa diariamente a avaliação da capacidade de 
pagamento do cliente, por isso ele pode ter a característica de 
superendividado em um momento e não ter no outro. Assim, as 
condições especiais terão validade somente para o dia da consulta. 
 
 
#interna 
Clientes em Recuperação Judicial 
 
Recuperação Judicial 
A recuperação judicial é um processo legal que pode acontecer com clientes 
que são empresas e produtores rurais e isso necessita atenção de todos nós, 
pois apresenta riscos ao Banco. 
É um processo jurídico que tem o objetivo de viabilizar a superação da crise 
econômico-financeira do devedor, promovendo a preservação da empresa e 
dos empregos dos trabalhadores. 
A Lei que disciplina esse processo é a 11.101 de 09/02/2005. 
Clientes em recuperação judicial podem representar riscos em relação ao 
pagamento de seus débitos. Por isso, no Banco do Brasil há unidades 
específicas para acompanhar o processo de Recuperação Judicial: a Gerência 
Recuperação Judicial Atacado (Recup Rec Jud Atacado) e a Gerência 
Recuperação Judicial Varejo (Recup Rec Jud Varejo). 
Além delas, temos o Cenop Recuperação de Ativos que realiza boa parte dos 
procedimentos operacionais do processo. 
 Há alguns procedimentos que devem ser adotados pela agência. Ao receber 
uma demanda do Cenop Recuperação de Ativos ou da Gecor condutora do 
processo, solicitando que a agência adote alguns procedimentos, providencie 
imediatamente o que for solicitado. 
Caso contrário, o Banco pode ter a habilitação de seus créditos prejudicada 
(ou seja, perde o direito de buscar seus créditos dentro do processo de 
Recuperação Judicial), ou pode ser penalizado caso não adote os 
procedimentos devidos. 
Em caso de dúvidas, ligue para a unidade específica que cuida da Recuperação 
Judicial. E se souber de alguma empresa cliente em recuperação judicial sem 
anotação no cadastro, entre em contato imediatamente com a unidade e realize 
os procedimentos solicitados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#interna 
Ajuizamento de operações 
 
Como inicia o processo de ajuizamento? 
O ajuizamento ocorre após esgotadas todas as cobranças administrativas 
(cancelamento de limites, notificação e envio para cadastros com restrição 
como o SERASA). Isso acontece após 180 dias do vencimento, pois o Banco 
evita ajuizamento devido ao custo elevado e à morosidade do judiciário no 
Brasil, o que interrompe a solução amigável com o cliente e afeta o 
relacionamento com o Banco. 
 
Os critérios para ajuizamento de operações, bem como a operacionalização e 
intervenientes estão disponíveis na IN-219. 
 
A indicação do tipo de ação a ser utilizada é realizada a partir da disponibilidade 
da documentação da operação no checklist e revisada pelos Centros de Serviço, 
competindo privativamente ao advogado responsável pelo ajuizamento a 
decisão com relação ao tipo de ação a ser ajuizada, por ser ele quem detém 
competência técnica para analisar a documentação recebida e escolher o tipo 
de ação mais adequado para cada caso concreto. 
 
O prefixo contábil deverá manter o acompanhamento do ajuizamento assim 
como responder tempestivamente todas as solicitações de subsídios 
processuais, tanto do Centro de Serviços quanto dos advogados e demais 
intervenientes do processo. 
 
Tudo isso sem cessar as possibilidades de regularização e renegociação das 
dívidas no Soluções RAO e outras linhas da UCR. 
 
 
 
 
Para tornar essa ação mais eficiente, o BB adotou algumas premissas para a 
definição dos critérios de ajuizamento de operações, tais como: 
• o endividamento total do cliente; 
• o valor da operação; 
• a existência de garantias reais; a relação custo/benefício da medida; 
• o tipo e o estágio de risco da operação; 
• a utilização de modelo estatístico para apuração da propensão de 
regularização/liquidação da dívida na esfera judicial. 
 
 
#interna 
Atribuições Unidades de Negócios 
As Agências de Atendimento e Gerências de Cobrança e Recuperação de 
Dívidas verificam a correção dos documentos no checklist de ajuizamento e 
confirmam a existência da via original nos arquivos do Banco. 
A confirmação da existência do instrumento de crédito original e o registro 
dessa informação de forma tempestiva no processo de pré-ajuizamento é 
fundamental para que o Banco realize o ajuizamento pelo tipo de ação mais 
adequado para cada operação, contribuindo para a celeridade e eficiência da 
recuperação dos créditos pelas vias judiciais. 
 
 
Principais Tipos de Ação 
Você sabia que os prazos para resolução de uma cobrança judicial 
variam muito a depender do tipo da ação? Além disso, nem todos 
os tipos de ação permitem que o Banco consiga penhorar bens dos 
devedores desde as etapas iniciais do processo e esse é um fator 
essencial para a recuperação dos créditos com celeridade e 
contribui ainda com a redução dos custos da medida! 
Execução: 
Quando é possível demonstrar a 
certeza, liquidez e exigibilidade do 
título. Em regra quando temos os 
originais de cédulas, notas de crédito, 
contratos de crédito fixo assinado pelo 
devedor e por duas testemunhas e 
contratos de crédito rotativo desde 
que o BB comprove a existência de 
todas as propostas que resultaram na 
liberação de valores e não envolvem 
taxas variáveis. 
Monitoria: 
Quando ausente a liquidez ou a 
certeza do título, ou quando 
prescreveu o direito de execução 
(3 anos). Em regra, quando não 
temos os originais e em caso de 
termos de abertura de crédito 
rotativo ou termos de adesão. 
 
 
Cobrança: 
Quando verificada a ausência do 
instrumento de crédito ou quando 
caracterizada deficiência na sua 
constituição, que inviabilize o 
ajuizamento da ação monitória. 
 
Busca e Apreensão: 
Utilizada quando os bens que 
garantem a operação são 
vinculados na forma de alienação 
fiduciária. Muito utilizada no crédito 
de financiamento de veículos. 
 
 
 
#interna 
 
 
Acompanhamento e Condução 
Em caso de ação judicial em comarca digital, os procedimentos da dependência 
para encaminhamento ao Centro de Serviços estarão finalizados, devendo a 
documentação original ser mantida em arquivo até a liquidação da operação 
de crédito. Em comarca física, os procedimentos só estarão concluídos após o 
recebimento dos documentos pelo Centro de Serviços. 
 
Se houver necessidade de novos documentos ou informações complementares, 
o Centro de Serviços enviará pedido de subsídios via Portal Jurídico (vide IN-
219). A dependência deve cumprir rapidamente o pedido, pois a celeridade é 
fundamental para preservar os interesses do Banco em caso de Cobrança 
Judicial. 
 
A qualidade da validação e despacho dos checklists é essencial para evitar 
futuras demandas por documentos complementares e garantir as melhores 
práticas no ajuizamento de operações de crédito. 
 
 
 
 
 
A ausência do instrumento de crédito original fragiliza a posição 
do Banco na cobrança judicial. Mas mesmo assim, sopesado os 
riscos, foi instituído um fluxo de exceção para ajuizamento das 
operações nessa situação, permitindo ao Banco realizar a cobrança 
judicial por meio de uma ação monitória ou de cobrança, nos casos 
em que não é possível realizar a execução do título. 
Como você pode perceber a qualidade e a tempestividade desde a liberação 
do crédito até a busca e disponibilização dos documentos para ajuizamento 
impactam diretamente no resultado da Recuperação de Créditos do Banco. 
Faça sua parte! 
 
 
#interna 
Demandas Banco Réu 
 
Em algumas situações, o Banco do Brasil poderá figurar como réu em processos 
judiciais envolvendo produtos de renegociação de dívidas, não-trabalhistas. O 
réu é a parte que está sendo acusada, ou seja, contra quem ação foi movida. 
Quando isso ocorre, a dependência responsável, ao tomar conhecimento da 
demanda judicial, deve avaliar o fato gerador da demanda para: 
• Apurar a necessidade de abertura de Gedip (IN-383) caso identificado 
falha operacional. 
• Apurar a necessidadede abertura de contestação de débitos 
(IN-645) caso identificada fraude de identidade. 
• Apurar a necessidade de abertura de Protocolo SIM (IN-959) 
caso identificada falha em serviço, produto, processo ou sistema 
e fraude interna. 
• Fornecer os subsídios necessários à defesa do Banco (IN-296). 
A realização de acordo com clientes que possuam ação contra o Banco é possível 
desde que inclua as operações objeto da demanda judicial, seja realizada com o 
auxílio do serviço jurídico jurisdicionante e a renegociação seja formalizada 
mediante acordo nos autos. 
Caso o cliente questione as ações de cobrança no âmbito da agência, informe 
que o BB irá se manifestar exclusivamente nos autos do processo, pelos 
advogados do Banco. Tal medida visa não produzir provas que possam dificultar 
ou inviabilizar a estratégia de defesa do Banco. Em primeiro lugar é necessário 
compreender a necessidade do cliente e como está sua situação financeira. 
Dessa forma, saberemos como oferecer a melhor solução para ele. 
No caso de cliente que ainda não possui operações em atraso, pode ser um 
momento de novas oportunidades, ainda no contexto do negócio. Consulte 
também, se o cliente tem anotação no cadastro com informação de operação 
cedida e/ou anotações baixadas pelo Código de Defesa do Consumidor, ainda 
não regularizadas no BB. 
Pedido de subsídio 
O objetivo do pedido de subsídio é elaborar e embasar adequadamente a 
defesa de processos em que o Banco figure como réu. São feitos pelos 
advogados do banco (funcionários e contratados) e atendidos exclusivamente 
pelo Portal Jurídico. 
 
 
#interna 
Verifique o pedido e avalie se a sua dependência é a responsável pelo 
atendimento. Caso necessário, o pedido de subsídio pode ser redirecionado 
para outra dependência. Os procedimentos para atender pedido de subsídio 
estão normatizados nas IN-210-2 e IN-296-2. 
 
Cumprimento de Liminar e Sentença 
Uma liminar judicial é uma decisão provisória concedida pelo juízo, antes do 
julgamento final do processo. O objetivo é proteger direitos que podem ser 
prejudicados de maneira irreparável, caso não sejam resguardados 
imediatamente. 
Nas demandas judiciais, onde o banco figura como réu, envolvendo produtos 
UCR podem ocorrer a concessão dos seguintes pedidos de liminar: 
• Suspensão ou Limitação de débito; 
• Suspensão das ações de cobrança; 
• Estorno de valores. 
 
A sentença judicial é decisão final proferida pelo juízo ao término de um 
processo. A sentença judicial resolve os conflitos apresentados, determinando 
os direitos e obrigações das partes envolvidas. 
Nos processos judiciais que abrangem produtos UCR, onde o banco 
figura como réu, podem ocorrer as seguintes decisões sentenciais: 
 
• Exclusão de Coobrigado em operações; 
• Limitação de desconto ou revisão contratual; 
• Inexigibilidade da operação. 
 
Para operacionalizar o cumprimento de liminar ou de sentença, orientar-se 
pelas IN-210, IN- 228, IN-296 e IN-677. 
 
Depósito em Garantia de Demandas Judiciais (BB 
não depositante). 
O tratamento de levantamento favorável de depósitos judiciais (BB não 
depositante), em processos de BB Réu que envolva operação com produto sob 
gestão da UCR, deve ser realizado pelo Cenop Recuperação de Ativos, para fins 
de amortização ou liquidação da dívida ajuizada, repasse de honorários 
sucumbenciais e ressarcimento ou devolução de custas judiciais pagas pelo 
Banco. A operacionalização está disponível na IN-210. 
 
 
 
 
#interna 
Clientes Falecidos 
 
Essa é uma situação bem delicada, pois envolve a família do cliente, mas pode 
acontecer no dia a dia da agência e precisamos estar preparados para resolver. 
Ao saber do falecimento de um cliente, o primeiro passo é realizar 
imediatamente o registro nas anotações cadastrais, pois há uma série de ações 
que devem ocorrer: bloqueio da conta, ativação das estratégias de cobranças 
específicas e outras providências necessárias para esse cliente, conforme 
descrito nos normativos do Banco. 
É importante ressaltar que a cobrança permanece ativa e se estende aos 
familiares e herdeiros, observado o sigilo bancário e a lei de proteção de 
dados. Além disso a cobrança deve buscar sempre preservar a imagem do Banco 
e a manutenção dos negócios com os familiares. 
As agências devem verificar a existência de operações amparadas por seguros 
e se existir, buscar a regularização das operações com esses recursos. Deve-se 
manter o contato com o representante da família ou inventariante para 
cobrança e regularização das operações. Também deve manter o contato com 
os coobrigados para a cobrança da dívida e comunicar o serviço jurídico do BB 
sobre o falecimento do cliente que possua operação ajuizada. 
Quando houver a oportunidade de um acordo, verifique a possibilidade de 
realizá-lo pelo saldo devedor total, ou com a utilização de abatimento, 
utilizando o Portal Solução de Dívidas – Soluções RAO ou demais alternativas 
de renegociação das operações nas linhas disponibilizadas pela UCR, 
observando sempre a representatividade do cliente falecido conforme definido 
na IN - 210 seção “Clientes Falecidos”. 
E se não for possível realizar a renegociação, a partir de 60 dias do registro da 
anotação de falecimento e quando as operações estiverem a pelo menos 30 dias 
inadimplentes, inicia-se a cobrança judicial conforme condições normatizadas. 
A cobrança deve ser efetuada frente ao inventário. 
Caso não exista inventário judicial em andamento e atendidos os critérios de 
ajuizamento de clientes falecidos no normativo, será proposto ação judicial em 
desfavor do espólio. A dispensa de habilitação em inventário ocorre somente 
com a autorização do serviço jurídico. 
Com o início da cobrança judicial, o tratamento de clientes falecidos se 
assemelha a condução de outros clientes ajuizados. 
 Depósitos em conta corrente de clientes falecidos somente são indicados 
quando observadas as condicionantes da IN 1089-1 seção "Falecimento de 
titular de conta corrente ou conta espólio" mediante a apresentação de 
documentação obrigatória e, ainda, a prévia autorização do gestor conforme 
disposto na mesma seção do normativo. 
 
 
#interna 
Cessão de Créditos 
 
Você conhece a cessão de créditos? 
A cessão de créditos é o negócio jurídico pelo qual o credor de uma obrigação 
chamado “cedente”, transfere a um terceiro chamado “cessionário”, sua posição 
ativa na relação obrigacional, independentemente da autorização do devedor 
que se chama “cedido”. 
 
Saiba como ocorre a cessão de créditos 
 
De acordo com a Resolução 2.836, de 30/05/2001, do Banco Central do Brasil, 
as instituições financeiras estão permitidas a ceder seus créditos a instituições 
da mesma natureza ou para pessoas não integrantes do Sistema Financeiro 
Nacional. 
Estratégia do BB 
O Banco utiliza a cessão de crédito como parte da estratégia de recuperação, 
com o objetivo de reduzir as perdas e os custos de gestão do ativo 
problemático. 
Com a cessão, as operações são liquidadas nos sistemas de origem e 
identificadas por histórico específico de cessão a terceiros. 
Ativos S.A. 
Criada em 2002, a Ativos S.A, empresa com participação societária do BB, 
buscando obter o melhor custo-benefício na venda de carteiras de dívidas 
inadimplidas. 
Após a cessão, o Banco do Brasil deixa de exercer o poder de cobrança junto às 
dívidas cedidas, a critério da Ativos a definição das condições negociais. 
 
Valor recuperado 
O valor recuperado após a cessão da operação é da Ativos S.A. Apesar da cessão 
de créditos ser parte da estratégia, recuperar esses valores antes da operação ser 
cedida impacta diretamente no resultado da agência e do Banco. 
Portanto, ofereça a melhor solução para o cliente enquanto a dívida estiver em 
condução do Banco. Isso contribui para recuperar os créditos e manter o cliente. 
 
 
 
#interna 
Como identificar se uma operação está cedida? 
Ativos S.A. 
A cessão de uma operação, assim como sua situação na Ativos, pode ser 
consultadapelas anotações cadastrais registradas para o cliente. Quando 
ocorre a cessão a operação é liquidada nos sistemas no Banco e são registradas 
as seguintes anotações cadastrais: 
Devedor - 165 - Crédito inadimplido cedido a terceiros. 
Coobrigado - 215 - Coobrigado em crédito inadimplido cedido a terceiros. 
 
Outras modalidades 
No Banco do Brasil, as cessões de crédito a terceiros podem ocorrer em outras três 
modalidades além da Ativos S.A.: 
• Cessão de Créditos - Mercado (Extra Grupo); 
• Cessão de Créditos - Mercado - Programas Governamentais e Fundos 
Garantidores; 
• Cessões de Crédito - Single Name. 
Para estes casos são registradas anotações próprias, por operação, conforme a seguir: 
• Devedor: 401 - Cliente com operação cedida/sub-rogada a terceiros (peso 4: 
absoluta); 
• Coobrigado da dívida cedida: 402 - Coobrigado em operação cedida/sub-
rogada a terceiros (peso 4: absoluta); e 
• Cessionário: 398 - Cessionário de operação cedida pelo banco (peso 0: 
informativa); 
As informações sobre Cessão de Créditos, bem como a operacionalização e 
intervenientes estão disponíveis nas IN-216 e IN-1304. 
 
Informações complementares 
 
• Lei Complementar nº 105, de 
10.01.2000; 
• Lei nº 7.827, de 27.09.1989; 
• Lei nº 9.430, de 27.12.1996; 
• Lei nº 10.406, de 10.01.2002; 
• Lei nº 14.042, de 19.08.2020; 
• Lei nº 14.043, de 19.08.2020; 
• Lei nº 14.690, de 03.10.2023; 
• Portaria Normativa Ministério da 
Fazenda nº 124 de 26.01.2024; 
• Resolução CMN/Bacen nº 2.836, de 
30.05.2001; 
• Resolução CMN/Bacen nº 3.533, de 
31.01.2008; 
• Resolução CMN/Bacen nº 4.571, de 
26.05.2017; 
• Resolução CMN/Bacen nº 4.539, de 
24.11.2016; 
• Resolução CMN/Bacen nº 4966, de 
25.11.2021; 
• Resolução CMN/Bacen nº 4.971 de 
16.12.2021; 
• IN 425; 
• IN 1162; e 
• IN 606 
 
 
#interna

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