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Revolução Francesa de 1789 Considerada um dos marcos da História, alterou profundamente a base do poder político e social da França sob o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade.” A França pré-revolucionária: forma de governo: Monarquia Absolutista; estrutura social profundamente desigual, excluindo a maioria da população; sociedade estamental rigidamente dividida em ordens ou classes. Primeiro Estado (Clero) Segundo Estado (Nobreza) Terceiro Estado (Burguesia, Camponeses, Sans Cullotes) 97% 2% 1% A sociedade Francesa do Antigo Regime Representava a maior parte da população e arcava com o pagamento de todos os impostos. Os sans-culottes eram artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários que viviam nos arredores de Paris. Recebiam esse nome porque não usavam os elegantes calções que a nobreza vestia, mas uma calça de algodão grosseira. Imagem: Louis Léopold Boilly / Retrato de um sans-culotte / domínio público. Minhas costas não aguentam mais esse peso ! Além das questões sociais acima apontadas, a França passava por uma grave crise econômica. As finanças do Estado estavam prejudicadas desde o governo de Luís XV (1715-1774). Essa situação piorou com a derrota na Guerra dos Sete Anos contra a Inglaterra. Além disso, ao longo da década de 1780, o país foi castigado com más colheitas provocadas por problemas climáticos. Tentativas de reforma: Turgot e Necker, porém há a oposição da nobreza (Revolta dos Notáveis 1787-1789) Situação de exploração do Terceiro Estado Grave crise econômica Revolução Francesa! Ideias Iluministas Não Gavroche, Morte aos Reis! Imagem: http://animais.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/hiena-rei-leao-1/81.jpg Fases do processo revolucionário O Rei se vê obrigado a em Abril de 1789: Convocação dos Estados Gerais. Impasse quanto à forma de votação: voto por Estado; voto Por cabeça. Não aceitando o voto por Estado, o Terceiro Estado retira-se da reunião e decide se reunir separadamente. Apoiados por deputados dissidentes da nobreza e do clero, o Terceiro Estado declarara estar reunido em Assembleia Nacional. O povo sai marchando para as ruas para dar inicio ao processo revolucionário. A reunião dos Estados gerais Após a impossibilidade de conciliar os interesses entre as ordens a burguesia articula dentro do 3º estado a autoproclamação da Assembleia Nacional Constituinte: com a intenção de dar a França uma nova Constituição. Dia 14 de Julho de 1789, o povo sai as ruas e toma a bastilha. A bastilha era uma prisão política e representava a dureza do Absolutismo. Caiu assim um dos símbolos do Absolutismo. Imagem: Jean-Pierre Houël / Tomada da Bastilha, 1789 / domínio público. A Tomada da Bastilha – 14 de Julho de 1789 * As revoltas se generalizam em toda a França, com atuação também dos camponeses , gerando o Grande Medo... 1ª Fase- Assembleia Nacional Constituinte ( 1789-1792) Decretou a abolição dos privilégios feudais. Aprovou a Constituição Civil do Clero – confisco e nacionalização dos bens da Igreja Católica. Publicação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Aprovou uma Constituição para a França – 1791. Criação da Guarda Nacional, chefiada por Lafayette. Confisco dos bens materiais da Igreja, nacionalizados, como forma de atenuar as dividas do Estado. Publicação da Constituição Civil do Clero, separando Igreja e Estado e transformando os clérigos em assalariados do governo, a quem deviam obediência. Adoção de uma monarquia constitucional, limitando (mas não excluindo) o poder real. Pressionado pela opinião pública, Luís XVI deixou Versalhes, estabelecendo-se no Palácio das Tulherias, em Paris (outubro de 1789). Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789). Defendia o direito à liberdade, à propriedade e à igualdade de todos perante a lei. Imagem: Jean-Jacques-François Le Barbier / public domain. * Liberdade (Provisória), Igualdade (Ridícula) e Fraternidade (Aleatória) A Constituição de 1791 A forma de governo passou a ser uma monarquia constitucional. Estabeleceu-se o voto censitário. Manteve-se a escravidão nas colônias. Liberdade, Igualdade e Fraternidade pra quem...? Imagem: AMISTADData de lançamento 20 de fevereiro de 1998 (2h 28min) Direção: Steven Spielberg A Constituição de 1791 Foi implantada uma monarquia constitucional, isto é, o rei perdia os seus poderes absolutos. A carta estabelecia uma clara separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, baseado nas ideias de Montesquieu Concedia direitos civis aos cidadãos. Em agosto de 1791, após a tentativa frustrada de fuga da família real para a Áustria, os países que até então apoiavam a França lançaram a Declaração de Pillnitz, que afirmava (e apoiava) a restauração da monarquia francesa como um projeto de interesse comum a todos os Estados europeus. A nobreza conservadora e o alto clero abandonaram a França, refugiando-se nos países absolutistas, de onde conspiraram contra a revolução. 2ª Fase - Monarquia Constitucional (1791-1792) A manutenção da Monarquia como forma de governo dava ao movimento um ar de continuísmo. Lideranças populares aumentavam seu prestígio junto às massas. Entre elas, destacavam-se Danton, Marat e Robespierre. Os partidos políticos começavam a se delinear. Comuna Insurrecional de Paris Em 1792, a Assembleia Legislativa aprovou uma declaração de guerra contra a Áustria Enquanto para a burguesia a guerra seria breve e vitoriosa, para o rei e a aristocracia seria a esperança de retorno ao velho regime. Portanto, o rei e a aristocracia não vacilaram em trair a França revolucionária. Luís XVI e Maria Antonieta (a mesma dos brioches) foram presos, acusados de traição ao país por colaborarem com os invasores Sob o comando de Danton, Robespierre e Marat, foram distribuídas armas ao povo e foi organizada a Comuna Insurrecional de Paris A 20 de Setembro, aconteceu aquilo que parecia impossível: as tropas revolucionárias, famintas, mal vestidas, mas alimentadas pelo ardor revolucionário, derrotaram, ao som da Marselhesa (o hino da revolução), a coalizão anti-francesa na Batalha de Valmy. 3ª fase - A Convenção Fim da Monarquia e estabelecimento da República. Domínio inicial dos girondinos, que procuraram conter o avanço das massas populares. Julgamento e condenação de Luís XVI à guilhotina. Ameaça de invasão estrangeira e agravamento da crise econômica faz com que os Jacobinos obtivessem o apoio dos Sans culottes e chegassem ao poder em 1793. A Assembleia Legislativa é substituída pela Convenção Nacional, eleita por sufrágio universal (apenas para os homens). FORÇAS POLÍTICAS DA CONVENÇÃO GIRONDINOS (Direita): REPRESENTAVAM A ALTA BURGUESIA; DEFENDIAM POSIÇÕES MODERADAS (GARANTIR SUA RIQUEZA ECONÔMICA). JACOBINOS (Esquerda ou Montanha): REPRESENTAVAM A PEQUENA E MÉDIA BURGUESIA E O PROLETARIADO; DEFENDIAM POSIÇÕES RADICAIS EM BENEFÍCIO DOS OPRIMIDOS. MARAT, DANTON E ROBESPIERRE. PLANÍCIE OU PÂNTANO (Centro): REPRESENTAVAM A BURGUESIA FINANCEIRA; NÃO TINHAM POSIÇÃO POLÍTICA DEFINIDA (ACOMPANHAVAM OS VENCEDORES); UNIÃO ENTRE GIRONDINOS E O GRUPO DA PLANÍCIE. 1ª Etapa- 1792 a 1793: Governo da Gironda Identificação com alta burguesia. A alta burguesia coloca-se contrária à execução do rei por acreditar que tal fato incendiaria ainda mais o processo revolucionário, satisfazendo às massas e ameaçando o seu poder. A posição da burguesia torna-se nítida: manter-se no poder sem aderir aos anseios populares. Por isso, em 1793 é destituída pelos jacobinos, de tendências populares. 2ª Etapa: 1793 a 1794 -República Jacobina Julgamento e morte de Luiz XVI, guilhotinado. Logo depois, o mesmo ocorre com sua esposa Maria Antonieta. Vários países europeus, como a Áustria, Prússia, Holanda, Espanha e Inglaterra, indignados e temendo que o exemplo francês se refletisse em seus territórios, formaram a Primeira Coligação contra a França “Regime do Terror” Robespierre assume o comando do governo revolucionário. Os jacobinos assumem o poder deum país à beira de um colapso: guerra com outros países, revoltas populares e crise econômica. Para manter-se no poder, Robespierre passa a exterminar todos os que fossem considerados inimigos da revolução. Os opositores do governo revolucionário foram levados à guilhotina. Robespierre, pressionado pela população, pôs em prática a redistribuição parcial da propriedade e leis de amparo social. A guilhotina: símbolo do Período do Terror Isidore Stanislas Helman e Charles Monnet / A execução da rainha Maria Antonieta da França, 1794 / public domain. Execução de Luís XVI Imagem: Charles Benazech / 1793 / domínio público. Os membros da Gironda foram expulsos da convenção deixando uma triste herança: inflação, carestia e avanço da contra-revolução, tudo isso agravado pela guerra no plano externo. Marat, Hébert, Danton, Saint-Just e Robespierre assumiram o poder, dando início ao período da Convenção Montanhesa. O governo jacobino dirigia o país por meio do Comitê de Salvação Pública, responsável pela administração e defesa externa do país, de início comandado por Danton, seu criador. Marat foi assassinado pela jovem Charlotte Corday, os ânimos se exaltaram. Considerado excessivamente moderado, Danton foi substituído por Robespierre e expulso do partido. Tinha início o Grande Terror. Os direitos individuais foram suspensos e, diariamente, realizavam-se, sob aplausos populares, execuções públicas e em massa. O resultado foi à condenação à morte de 35 mil a 40 mil pessoas. A Insurreição camponesa da Vendéia foi esmagada. O exército francês começou a ganhar terreno nos campos de batalha em 1794 e a coalizão antifrancesa foi derrotada. As principais realizações desse período foram: Abolição da escravidão nas colônias francesas, talvez o maior feito social dos jacobinos Reforma Agrária: confisco das terras da nobreza emigrada e da Igreja, que foram divididas em lotes menores e vendidas a baixo preço aos camponeses pobres. Os pagamentos foram divididos em 10 anos; Lei do Máximo ou Lei do Preço Máximo, estabelecendo um teto máximo para preços e salários Elaboração da Constituição do Ano I (1793), que pregava uma ampla liberdade política e o sufrágio universal masculino. Essa Carta, inspirada nas ideias de Rousseau, era uma das mais democráticas da história; Criação do ensino público gratuito Fundação do Museu do Louvre, da Escola Politécnica e do Instituto da França. Elaboração de um novo sistema de medidas. Graças a essa ideia, os cientistas franceses elaboraram o metro, bem como outras ideias que não tiveram a mesma aceitação A Reação Termidoriana A burguesia, temendo o confisco de seus bens e querendo a liberdade nos negócios, inicia uma campanha contra o governo de Robesbierre. Aproveitando-se da situação, eles derrubaram o governo de Robespierre e ordenaram sua morte na guilhotina. A Reação Termidoriana iniciou-se em 1794 e representou o retorno da alta burguesia ao poder. Uma nova constituição foi elaborada em 1795; foi mantida a República como forma de governo, o voto censitário foi restabelecido e o governo passou às mãos de um Diretório. Imagem: Maksim / public domain. A noite de 9 Termidor A Comuna de Paris e o partido jacobino deixaram de existir. Era o golpe de 9 Termidor, que marcou a queda da pequena burguesia jacobina e a volta da grande burguesia girondina ao poder. O movimento popular entrou em franca decadência. 4ªfase- O Diretório O poder político foi entregue a um conselho de cinco membros (O Diretório), eleitos para um mandato de cinco anos. O governo manteve-se graças a uma aliança com o Exército francês, naquele momento muito prestigiado pelas sucessivas vitórias contra a coligação de países europeus. A figura de Napoleão Bonaparte ganha prestígio diante da atuação do exército, o que o levou a assumir o poder posteriormente. Foi uma fase conservadora, marcada pelo retorno da Alta Burguesia ao poder e pelo aumento do prestígio do Exército apoiado nas vitórias obtidas nas Campanhas externas. Era a república dos proprietários que enfrentavam uma grave crise financeira. Registra-se uma oposição interna ao governo devido à crise econômica e à anulação das conquistas sociais jacobinas. Ocorre nesse periodo o movimento popular conhecido como Conjura dos Iguais, liderado por Graco Babeuf. Propõe a tomada do poder à força e o fim da propriedade privada. Os chefes do movimento são presos e Babeuf morre na guilhotina. Externamente, entretanto, o exército acumulava vitórias contra as forças absolutistas de Espanha, Holanda, Prússia e reinos da Itália, que, em 1799, formaram a Segunda Coligação contra a França revolucionária. A figura que sobressai no fim do período é a de Napoleão Bonaparte Ele renomado chefe do exercito e acumula vitórias nas tentativas de avanços anti-absolutistas no exterior. Napoleão abandonou seus soldados após a mal sucedida Campanha do Egito, retornou à França, onde, com apoio de dois diretores e de toda a grande burguesia, suprimiu o Diretório e instaurou o Consulado, dando início ao período napoleônico em 18 de Brumário (10 de Novembro de 1799). “Todo o homem luta com mais bravura pelos seus interesses do que pelos seus direitos” “A História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo” Napoleão Bonaparte image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.png image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg media1.mov image16.png image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.png image23.jpeg image24.png image25.jpeg