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Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 10 
1 
 
SISTEMA ENDÓCRINO 
- É uma rede integrada de órgãos, de diferentes origens 
embriológicas, que liberam hormônios para exercerem seus 
efeitos em células-alvo próximas ou distantes; 
- Está integrada com o SNC e SNP (neuroendócrino), além do 
sistema imune (neuroendócrino-imune); 
Função (geral): 
- Coordenar e integrar a atividade das células em todo o 
organismo por meio da regulação das funções celular e 
orgânica, e pela manutenção da homeostasia; 
Outras funções: 
- Regulação do equilíbrio de Na+ e água, controle do volume 
sanguíneo e da pressão arterial; 
- Regulação do equilíbrio de cálcio e fosfato, a fim de 
preservar as concentrações no LEC para a integridade da 
membrana celular e à sinalização intracelular; 
- Regulação do balanço energético e controle da 
mobilização, armazenamento e uso da energia; 
- Coordenação das respostas contrarreguladores 
hemodinâmicas e metabólicas ao estresse; 
- Regulação da reprodução, do desenvolvimento, do 
crescimento e do envelhecimento; 
COMPONENTES 
❖ Glândulas endócrinas 
- Não possuem ductos, por isso secretam seus hormônios no 
espaço intersticial, a partir do qual passam para a circulação. 
Estão distribuídas por todo o corpo; 
❖ Órgão-alvo 
- É a estrutura que possui células com receptores hormonais 
específicos e que respondem à ligação de determinado 
hormônio com uma ação biológica demonstrável; 
o Hormônios 
- São produtos químicos liberados pelas células em 
quantidades pequenas e que exercem uma ação biológica 
sobre uma célula-alvo. Podem ser liberados de glândulas 
endócrinas (insulina, cortisol), do cérebro (CRH, ocitocina e 
ADH), coração (PNA), fígado (fator de crescimento 
semelhante à insulina 1) e tecido adiposos (leptina); 
- A integração da produção hormonal pelos órgãos 
endócrinos é regulada pelo hipotálamo; 
 
 
 
HORMÔNIOS 
CLASSIFICAÇÃO 
- Podem ser classificados em proteínas (ou peptídeos), 
esteroides e derivados de aminoácidos (aminas); 
- A estrutura dos hormônios determina a localização do 
receptor hormonal, pois as aminas e os hormônios 
peptídicos se ligam a receptores na superfície celular, 
enquanto os esteroides atravessam a membrana para se 
ligar a receptores intracelulares*; 
*Uma exceção é o hormônio tireoidiano (que é derivado de 
um aminoácido), pois ele atravessa a células para se ligar a 
um receptor nuclear; 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 10 
2 
 
Obs: a estrutura dos hormônios também influencia a sua 
meia-vida → aminas (2 a 3 min); polipeptídeos (4 a 40 min); 
esteroides e proteínas (4 a 170 min); hormônios tireoidianos 
(0,75 a 6,7 dias); 
HORMÔNIOS PROTEICOS OU PEPTÍDICOS 
- São a maioria dos hormônios, sendo compostos de 3 a 200 
de aminoácidos unidos. São sintetizados na forma de pré-
pró-hormônios e sofrem processamento pós-tradução, pois 
são armazenados em grânulos antes de sua liberação por 
exocitose (ocorre devido ao influxo de Ca+) no LEC; 
- São hidrossolúveis, podendo se transportar pela corrente 
sanguínea livremente, mas não conseguindo atravessar a 
bicamada fosfolipídica na membrana celular das células-
alvo, necessitando de receptores específicos; 
- A meia-vida desses hormônios é curta (cerca de alguns 
minutos). Se a resposta a um hormônio peptídico deve ser 
mantida por um período maior, ele deve ser secretado de 
forma contínua; 
o Hipofisários → ACTH, TSH, GH, LH, FSH, Prolactina, 
ADH, Ocitocina; 
o Pancreáticos → Insulina, Glucagon; 
*Alguns hormônios incluídos nessa categoria contêm 
carboidratos, e por isso são chamados de glicoproteínas, 
como os hormônios gonadotróficos, hormônio luteinizante 
(LH), folículo-estimulante (FSH), hormônio tireoestimulante 
(TSH) e a gonadotrofina coriônica humana; 
**O carboidrato é importante nas atividades biológicas e 
taxas de depuração dos hormônios glicoproteicos na 
circulação; 
❖ Síntese 
1. No núcleo, o gene para o hormônio é transcrito no RNAm, 
que é transferido para o citoplasma; 
2. No citoplasma, o RNAm é traduzido nos ribossomos no 
primeiro derivado proteico e inativo, o pré-pró-hormônio; 
3. Os pré-pró-hormônios têm uma ou mais cópias de um 
hormônio peptídico, uma sequência-sinal que direciona a 
proteína ao retículo endoplasmático rugoso (onde essa 
sequência é removida) e outros peptídeos que podem ser 
ativos biologicamente ou não; 
4. Quando a sequência-sinal é removida no RER, cria-se uma 
molécula menor e ainda inativa, o pró-hormônio. No 
complexo de Golgi, este é empacotado em vesículas 
secretoras junto com enzimas proteolíticas, que cortam o 
pró-hormônio para formar hormônios ativos e outros 
fragmentos → Esse processo é chamado de modificação 
pós-traducional; 
5. As vesículas são armazenadas no citoplasma, até que 
receba um sinal para estimular a secreção, que é quando 
ocorre o influxo de Ca+2 e as vesículas vão para a membrana 
para fazer exocitose no LEC (juntamente com o hormônio, 
outros fragmentos peptídicos são secretados); 
 
❖ Mecanismo celular 
- Os hormônios peptídicos se ligam a receptores na 
superfície da membrana, gerando uma resposta celular por 
meio de um sistema de transdução de sinal; 
- Alguns hormônios usam os receptores acoplados à proteína 
G, outros de tirosina-cinase ou outras vias de transdução; 
Proteicos ou peptídicos? 
o Polipeptídeos com 100 ou + aminoácidos são 
hormônios proteicos; 
o Polipeptídeos com 100 ou – aminoácidos são 
hormônios peptídicos; 
HORMÔNIOS ESTEROIDES 
- São derivados do colesterol e sintetizados no córtex das 
adrenais, nas gônadas, na placenta, e a pele pode produzir 
vitamina D; 
- São lipossolúveis, por isso circulam no plasma ligados a 
proteínas e atravessam a membrana plasmática com 
facilidade (pois eles se ligam a receptores intracelulares 
citosólicos ou nucleares); 
o Corticoides → glicocorticoides, 
mineralocorticoides; 
o Androgênios → testosterona, androstenediona; 
o Estrogênios → estradiol, estrona, estriol; 
o Progestogênios → progesterona; 
 
❖ Síntese e armazenamento 
- As células que secretam hormônios esteroides possuem 
muito REL, pois são sintetizados nele; 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 10 
3 
 
- São sintetizados a partir do colesterol, por meio de 
processos de adição ou remoção de cadeias laterais, 
hidroxilação ou aromatização do núcleo esteróide; 
- Devido serem lipofílicos, conseguem passar facilmente pela 
membrana, tanto para dentro como para fora das células-
alvo. Devido a isso, esses hormônios não podem ser 
armazenados em vesículas secretoras, sendo eles 
sintetizados apenas quando necessário (sob demanda), 
deixando a célula por difusão simples; 
 
 
Obs: apesar de ter pouco armazenamento de hormônios 
esteroides em células endócrinas, existem grandes depósitos 
de colesterol em vacúolos citoplasmáticos, que podem ser 
rapidamente mobilizados para a síntese após o estímulo; 
HORMÔNIOS DERIVADOS DE AMINOÁCIDOS (OU 
AMÍNICOS) 
- São sintetizados a partir do aminoácido tirosina ou 
triptofano, que incluem as: 
o Catecolaminas → Noradrenalina, Adrenalina e 
Dopamina; 
o Hormônios tireoidianos (Iodotironinas) → Derivam 
de combinação de dois resíduos da tirosina que são 
iodados); 
 
 
Catecolaminas 
- Síntese: são sintetizadas a partir da tirosina, que é 
transportada ativamente nas células, onde sofre 4 reações 
enzimáticas para conversão em adrenalina. De forma 
semelhante aos hormônios proteicos, ficam armazenadas 
em vesículas pré-formadas até que um estímulo específico 
cause exocitose; 
- Transporte: podem existir livres ou conjugadas com outras 
proteínas na circulação e são hidrossolúveis; 
Iodotironinas 
- Síntese: a partir da incorporação de moléculas de iodo a 
macromoléculas da proteína tiroglobulina, que é 
armazenada em grandes folículos, na tireoide – ocorre pela 
ação da enzima peroxidase; 
- Transporte: devido a sua natureza hidrofóbica, os 
hormônios são transportadospelo plasma ligados a 
proteínas plasmáticas, sobretudo a glubulina de ligação à 
tiroxina, que libera os hormônios lentamente nos tecidos; 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO EFEITO DOS 
HORMÔNIOS 
- Dependendo do local onde o efeito biológico de algum 
hormônio é produzido em relação ao local de liberação, ele 
pode ser classificado: 
o Endócrino: o hormônio liberado na circulação é 
transportado pelo sangue para exercer efeito em 
células-alvo distantes; 
o Parácrino: o hormônio liberado de uma célula 
exerce efeito biológico sobre uma célula vizinha; 
o Autócrino: o hormônio produz efeito sobre a 
mesma célula que o libera; 
o Intrácrino: o hormônio atua intracelularmente na 
mesma célula que o produz; 
TRANSPORTE 
- Os hormônios podem circular em sua forma livre ou ligados 
a proteínas carreadoras (proteínas de ligação). Essas 
proteínas servem como reservatórios para os hormônios e 
aumentam a meia-vida deles; 
- O hormônio livre ou não ligado é a forma ativa, que se liga 
ao receptor hormonal específico. Dessa forma, a ligação de 
um hormônio a sua proteína carreadora regula a atividade 
hormonal, estabelecendo a quantidade de hormônio livre 
para exercer uma ação biológica; 
- A maioria das proteínas carreadoras são sintetizadas no 
fígado (por isso, alterações hepáticas podem influenciar 
indiretamente os níveis totais dos hormônios); 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 10 
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- Algumas proteínas carreadoras são específicas para 
determinado hormônio, como as de ligação ao cortisol. Já 
outras são mais gerais, como as globulinas e a albumina; 
- A maioria das aminas, dos peptídeos e hormônios 
proteicos (hidrofílicos) circula em sua forma livre, com 
exceção dos fatores de crescimento semelhantes à insulina, 
que se ligam a 1/6 proteínas de alta afinidade; 
- Já os hormônios esteroidais e tireoidianos (lipofílicos) 
circulam ligados a proteínas de transporte específicas; 
- A interação entre um hormônio e sua proteína carreadora 
se encontra em equilíbrio dinâmico, possibilitando 
adaptações às deficiências ou excessos hormonais; 
Por exemplo, na gravidez, ↑ os níveis plasmáticos das 
proteínas de ligação ao cortisol → ↑ a capacidade de ligação 
do cortisol → ↓ níveis de cortisol livre (forma ativa). Essa 
redução estimula a liberação de CRH pelo hipotálamo, que 
estimula a liberação de ACTH pela adeno-hipófise, ↑ síntese 
de cortisol de adrenais e, logo, restaurando os níveis de 
cortisol livre para impedir a manifestação clínica da 
deficiência de cortisol; 
TAXA DE DEPURAÇÃO METABÓLICA 
- É a remoção dos hormônios da circulação, sendo o volume 
de depuração plasmática do hormônio por unidade de 
tempo; 
- Os hormônios podem se ligar aos seus receptores 
específicos na célula-alvo, e o complexo hormônio receptor 
sofre internalização e degradação lisossomal; 
- Podem ser inativados no fígado, pelas reações de fase I 
(hidroxilação ou oxidação) e/ou de fase II (glicuronidação, 
sulfatação ou redução com glutationa) sendo excretados 
pela bile ou pelo rim; 
- Poucos hormônios são excretados de forma intacta na 
urina; 
EFEITOS CELULARES DOS HORMÔNIOS 
- Os hormônios circulam em concentrações muito baixas, 
por isso o receptor deve ter afinidade e especificidade pelo 
hormônio: 
Afinidade → determinado pelas taxas de dissociação e 
associação do complexo hormônio-receptor em condições 
de equilíbrio; 
A constante de dissociação em equilíbrio (Kd) é definida 
como a concentração hormonal necessária para a ligação de 
50% dos sítios dos receptores. Quanto mais baixa a Kd, maior 
a afinidade de ligação; 
Especificidade → capacidade de um receptor hormonal de 
discriminar entre vários hormônios; 
- A ligação dos hormônios aos seus receptores pode sofrer 
saturação (pois existe um nº finito de receptores). Porém, na 
maioria das células-alvo, a resposta máxima é alcançada sem 
ocupar 100% dos receptores*, sendo aqueles não ocupados 
chamados de receptores reserva; 
*Por exemplo, ocorrem efeitos celulares mediados pela 
insulina menos que 3% dos receptores nos adipócitos estão 
ocupados; 
RECEPTORES 
- Com base em sua localização celular, os receptores 
hormonais são classificados em receptores de membrana 
celular ou receptores intracelulares: 
 
RECEPTORES DE MEMBRANA CELULAR 
- Neles se ligam os hormônios peptídeos e proteicos e as 
catecolaminas (pois não conseguem atravessar a dupla 
camada fosfolipídica da membrana); 
- A formação do complexo hormônio-receptor desencadeia 
uma cascata de sinalização de eventos intracelulares, 
resultando em uma resposta biológica; 
- Podem ser divididos em canais iônicos regulados por 
ligantes e receptores que regulam a atividade das proteínas 
intracelulares; 
❖ Canais iônicos regulados por ligantes 
- São acoplados aos canais iônicos. A ligação do hormônio a 
esse receptor produz uma mudança de conformação, 
causando a abertura de canais iônicos na MP e, logo, o 
influxo de íons na célula-alvo. Os efeitos celulares são 
rápidos (poucos segundos); 
 
 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 10 
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❖ Receptores que regulam a atividade das proteínas 
intracelulares 
- São receptores transmembranas que transmitem sinais a 
alvos intracelulares quando ativadas, podendo ter efeito 
sobre a transcrição e expressão de genes; 
- Os principais tipos são os receptores acoplados à proteína 
G, os receptores tirosina-quinases e o receptor de quinase 
ligado ao receptor (que ativa a atividade a atividade 
intracelular da quinase após a ligação do hormônio ao 
receptor da MP – usado pelo GH na produção de efeitos 
fisiológicos); 
Receptor acoplado à proteína G 
- Esse receptor possui 7 domínios trans-membrana, onde o 
primeiro mensageiro (hormônio) se liga para ativar a 
proteína G (que é composta da subunidades alfa, beta e 
gama). Dependendo da proteína G (Gs, Gi ou Gq), umas 
dessas subunidades se desprende para ativar a enzima 
amplificadora que irá produzir o segundo mensageiro, que 
pode ser → AMPc, GMPc, Ca+2, IP3, NO; 
Obs: a calmodulina é uma importante proteína na mediação 
dos efeitos do Ca2+, pois sua ligação do Ca2+ à calmodulina 
ativa proteínas, algumas das quais são quinases, levando a 
uma cascata de fosforilação das proteínas efetoras e 
respostas celulares; 
- Os segundos mensageiros são moléculas intracelulares que 
tem sua concentração regulado por sinais extracelulares, 
sendo amplificadores de sinal intracelular; 
- Os hormônios que utilizam AMPc como 2º mensageiro são 
→ catecolaminas, ACTH, FSH, LH, Glucagon, PTH, TSH, 
Calcitonina. Já os que utilizam IP3/Ca+2 são → 
catecolaminas, TRH, ADH, LHRH, Ocitocina; 
Receptores de Tirosina-Quinase 
- São proteínas transmembrana simples com atividade 
enzimática intrínseca. Os hormônios que têm esse receptor 
são insulina e os fatores de crescimento; 
- Quando o hormônio se liga ao seu receptor, ativa-se sua 
atividade quinase intrínseca, fosforilando os resíduos de 
tirosina do domínio catalítico do próprio receptor; 
- A maioria desses receptores são polipeptídeos simples, 
embora alguns deles, como o receptor de insulina, sejam 
constituídos por dímeros; 
 
RECEPTORES INTRACELULARES 
- São da superfamília dos receptores de esteroides. São 
fatores de transcrição que possuem locais de ligação para o 
hormônio e o DNA. Logo, a formação do complexo 
hormônio-receptor e a ligação ao DNA ativam ou reprimem 
a transcrição gênica; 
- A localização do receptor hormonal intracelular pode ser 
citosólica ou nuclear. A formação do complexo hormônio-
receptor com receptores citosólicos provoca uma mudança 
de conformação, que possibilita a entrada do complexo no 
núcleo e sua ligação a sequências específicas de DNA para 
regular a transcrição gênica; 
Os receptores intracelulares não ligados podem estar 
situados no núcleo, como no caso dos receptores do 
hormônio tireoidiano. O receptor do hormônio tireoidiano 
não ocupado reprime a transcrição, jáa ligação do hormônio 
tireoidiano ao receptor ativa a transcrição gênica; Já o 
receptor de esteroides (como o usado pelo estrogênio e 
progesterona) não consegue se ligar ao DNA na ausência do 
hormônio. Após a ligação do hormônio esteroide a seu 
receptor, o receptor dissocia-se das proteínas chaperonas 
associadas a ele e complexo hormônio-receptor vai para o 
núcleo, onde se liga a seu elemento de resposta específico no 
DNA, dando início à transcrição gênica; 
REGULAÇÃO DOS RECEPTORES 
- Os hormônios podem influenciar a responsividade da 
célula-alvo pela modulação dos receptores, pois as células 
alvo conseguem detectar alterações no sinal hormonal em 
uma variedade de intensidades de estímulo. Isso requer que 
a célula possa sofrer um processo reversível de adaptação 
ou dessensibilização, por meio do qual a exposição 
prolongada a determinado hormônio diminui a resposta a 
mudanças na concentração hormonal (mais do que à 
concentração absoluta do hormônio). Vários mecanismos 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 10 
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podem estar envolvidos na dessensibilização de um 
hormônio: 
Downregulation → ↓ dos receptores ativo do hormônio e 
da responsividade do tecido-alvo ao hormônio devido ao ↑ 
da concentração do hormônio. Pode ocorrer por: 
o Endocitose temporária do receptor; 
o Destruição do receptor por lisossomos; 
o ↓ da produção de receptores; 
o Inativação do receptor a partir de sua fosforilação; 
o Produção de um inibidor que bloqueia a 
transdução; 
Upregulation → ↑ do número de receptores hormonais 
específicos, tornando o tecido-alvo mais sensível ao 
hormônio. Geralmente ocorre quando os níveis do hormônio 
estão baixos durante certo período; 
Um hormônio também pode downregulate ou upregulate os 
receptores de outro hormônio, diminuindo ou aumentando 
sua eficiência no tecido-alvo. Ex: upregulation dos receptores 
adrenérgicos dos miócitos cardíacos após a elevação 
sustentada do hormônio tireoidiano; 
CONTROLE DA LIBERAÇÃO DOS HORMÔNIOS 
- A secreção hormonal envolve a síntese e a liberação do 
hormônio; 
- Os níveis plasmáticos hormonais oscilam durante o dia, 
exibindo picos e depressões específicos de cada hormônio. 
Esse padrão variável de liberação hormonal é determinado 
por vários fatores, como fatores hormonais, neurais, 
nutricionais e ambientais, que regulam tanto a secreção 
basal e estimulada (níveis máximos) dos hormônios; 
- São três mecanismos gerais como reguladores: (1) Controle 
neural; (2) Controle hormonal; (3) Regulação por nutrientes 
e íons; 
❖ Controle neural 
- O controle e a integração pelo SNC são um componente-
chave da regulação hormonal, mediado pelo controle direto 
da liberação hormonal endócrina pelos neurotransmissores 
(Ex: controle dopaminérgico da liberação de prolactina pela 
hipófise); 
- O controle neural também regula a liberação endócrina 
periférica dos hormônios, pois tanto neurônios pré-
ganglionares (que utilizam ACh) quanto pós-ganglionares do 
SNS e SNPS (que utilizam ACh ou NA) podem modular a 
liberação de hormônios. Ex: o pâncreas recebe um influxo 
simpático e parassimpático, que contribui para a regulação 
da liberação de insulina e glucagon; 
O controle neural da liberação de hormônios é mais bem 
exemplificado pela regulação simpática da glândula 
suprarrenal, que funciona como gânglio simpático 
modificado, recebendo o influxo neural direto do SNS. 
 
❖ Controle hormonal 
- A liberação de hormônios por um órgão endócrino pode ser 
controlada por outro hormônio; 
- Quando o resultado consiste na estimulação da liberação 
hormonal, o hormônio que exerce esse efeito é denominado 
trófico (maioria produzidos e liberados pela adeno-hipófise); 
- Os hormônios também podem suprimir a liberação de 
outro. Ex: inibição da liberação do GH pela somatostatina; 
A inibição hormonal da liberação de hormônios desempenha 
um importante papel no processo de regulação da liberação 
hormonal por retroalimentação negativa. Além disso, os 
hormônios podem estimular a liberação de um segundo 
hormônio em um mecanismo conhecido como 
anteroalimentação, como no aumento de LH mediado pelo 
estradiol na metade do ciclo menstrual (Lange). 
❖ Regulação por nutrientes e íons 
- Os níveis plasmáticos de nutrientes e íons também podem 
regular a liberação hormonal. Em todos os casos, o hormônio 
específico regula a concentração do nutriente ou do íon no 
plasma, direta ou indiretamente. Ex: o controle da liberação 
de insulina pelos níveis plasmáticos de glicose e da liberação 
do paratormônio pelos níveis plasmáticos de cálcio e 
fosfato; 
IPC → Em vários casos, a liberação de hormônio pode ser 
influenciada por mais de um desses mecanismos. Por 
exemplo, a liberação de insulina é regulada por nutrientes 
(glicose e de aminoácidos), mecanismos neurais 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 10 
7 
 
(estimulação simpática e parassimpática) e mecanismos 
hormonais (somatostatina); 
SISTEMA DE FEEDBACK 
- A responsividade das células-alvo à ação hormonal, com a 
regulação da liberação de hormônio, cria um mecanismo de 
controle por retroalimentação; 
- O mecanismo de controle por feedback possui sempre um 
receptor/sensor, que detecta/monitora continuamente o 
que acontece no organismo → Esse receptor envia as 
informações obtidas para um centro de integração, que 
integra, processa e interpreta o que está acontecendo → 
Esse centro envia as informações para o efetor, que gera 
uma resposta biológica que retroalimenta (feedback) o 
mecanismo → pois ela vai ser detectada novamente pelo 
receptor; 
o Feedback negativo → a resposta gerada reduz ou 
inibe o estímulo inicial (mecanismo mais comum de 
regulação da liberação hormonal); 
O Feedback positivo → a resposta gerada intensifica 
o estímulo inicial (fator externo é necessário para 
interromper o ciclo vicioso); 
Obs: quando comparada à retroalimentação negativa, que é 
autolimitante, a retroalimentação positiva é auto 
multiplicadora, sendo rara nos sistemas biológicos; 
- Existem três níveis de retroalimentação: de alça longa, alça 
curta e alça ultracurta; 
o Alça longa → quando o hormônio da glândula 
endócrina periférica volta a agir no eixo 
Hipotálamo-Hipófise, inibindo a secreção adicional 
dos hormônios tróficos que estimulam sua 
secreção; 
o Alça curta → quando o hormônio da hipófise volta 
a agir sobre o hipotálamo, inibindo a secreção do 
hormônio hipotalâmico; 
o Alça ultracurta → quando o hormônio hipotalâmico 
inibe sua própria secreção; 
 
 
 
 
EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE 
HIPOTÁLAMO 
- O hipotálamo é a região do cérebro envolvida na 
coordenação de diferentes órgãos, integrando sinais que 
vem do ambiente, de outras partes do cérebro e de 
aferentes viscerais; 
- As respostas hipotalâmicas são mediadas pelo controle da 
hipófise pelo hipotálamo, que ocorre por dois mecanismos: 
1. Liberação dos neuropeptídeos hipotalâmicos sintetizados 
dos neurônios hipotalâmicos e transportados até a neuro-
hipófise pelo trato hipotalâmico-hipofisário; 
2. Controle neuroendócrino da adeno-hipófise pela 
liberação dos peptídeos que medeiam a liberação dos 
hormônios adeno-hipofisários (hormônios hipofisiotróficos); 
NÚCLEOS HIPOTALÂMICOS 
- No hipotálamo, os corpos dos neurônios estão organizados 
em núcleos (aglomerados de neurônios cujas projeções 
alcançam outras regiões cerebrais); 
- Alguns desses neurônios são de natureza neuro-hormonal, 
ou seja, conseguem sintetizar neuropeptídeos que atuam 
como hormônios; 
- Os principais núcleos são: 
o Núcleo Paraventricular (NPV); 
o Núcleo Supra-óptico (NSO); 
o Núcleo Arqueado (produz os hormônios 
liberadores/reguladores); 
- Dois tipos de neurônios são importantes: 
Magnocelulares → localizados, principalmente, nos NPV e 
NSO, e produzem muita ocitocina e arginina vasopressina 
(AVP); 
Parvicelulares → possuem projeções que terminam na 
eminência mediana, no tronco encefálico e namedula 
espinal. Produzem pequena qtd. de hormônios 
hipofisiotróficos que controlam a adeno-hipófise; 
HIPÓFISE 
- Está na sela túrcica do osso esfenoide; 
- Dividida em duas: 
o Neuro-hipófise (hipófise posterior) → formada 
pelos axônios dos neurônios hipotalâmicos dos NOS 
e NPV (“extensão do hipotálamo”). Surge do 
assoalho do diencéfalo (formada por tecido 
nervoso); 
 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 10 
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o Adeno-hipófise (hipófise anterior) → formada a 
partir do teto da cavidade oral (formada por tecido 
epitelial); 
NEURO-HIPÓFISE 
- Armazena e libera produtos secretórios (hormônios) vindos 
do hipotálamo. Ou seja, não produz hormônios!; 
- Possuem os pituícitos, que são células da glia 
especializadas associadas aos capilares fenestrados e 
responsáveis por dar sustentação; 
- Os axônios formam o trato hipotalâmico-hipofisário, cujas 
terminações axonais não terminam em outros neurônios ou 
células alvo, mas sim perto da rede de capilar fenestrada da 
Pars Nervosa; e contém vesículas secretoras em toda a 
extensão da célula; 
- O hormônio é produzido e empacotado no corpo celular 
dos neurônios no hipotálamo → as vesículas cheias de 
hormônio são transportadas pelo axônio, até o terminal 
axonal, onde são estocadas → essas vesículas são liberadas 
por exocitose próximo as capilares a partir de estímulos 
neurais que disparam potenciais de ação; 
- Libera dois hormônios peptídicos → Ocitocina e ADH; 
Ocitocina 
- Órgãos-alvo: 
o Músculo liso uterino (miométrio) → Contração 
uterina; 
o Glândulas mamárias (receptores nas células 
contráteis (mioepiteliais)) → Ejeção de leite; 
ADH ou Vasopressina 
- Órgãos-alvo: 
o Músculo liso dos vasos sanguíneos → 
Vasoconstrição e ↑ PA; 
o Ducto coletor dos néfrons → Reabsorção de 
água (evita diurese); 
ADENO-HIPÓFISE 
- Sintetiza e secreta hormônios (TSH, ACTH, LH, FSH, GH, 
Prolactina) – São todos proteicos; 
- A produção desses hormônios ocorre a partir do estímulo 
pelos hormônios hipotalâmicos liberadores, os quais são 
produzidos pelo corpo celular do Núcleo Arqueado do 
hipotálamo, e chegam à hipófise pelo sistema porta; 
- A secreção desses hormônios reguladores é regulada pelo 
sistema porta Hipotalâmico-Hipofisário, que fornece a 
ligação essencial entre hipotálamo e hipófise e funciona da 
seguinte maneira: 
1. O suprimento sanguíneo da hipófise é formado por ramos 
da artéria carótida interna e as artérias hipofisárias 
superiores formam o 1º plexo capilar (que irriga a eminência 
mediana); → 2. A partir desse plexo, o sangue drena para as 
veias porta hipofisárias longas, que descem pelo 
infundíbulo da hipófise até o plexo secundário (que faz o 
suprimento da adeno-hipófise); → 3. Os neuropeptídeos 
hipotalâmicos seguem essa rede até a adeno-hipófise, onde 
se ligam aos receptores das células produtoras de 
hormônios; → Por fim, tanto os produtos liberados pela 
adeno e neuro-hipófise vão para o sangue venoso que drena 
a hipófise, penetrando no seio intercavernoso e, em 
seguida, nas veias jugulares internas para a circulação 
sistêmica; 
- Possui 5 tipos de células diferentes, responsáveis por 
produzir esses hormônios (podem ser células cromófilas 
acidófilas ou basófilas, e cromófobas): 
 
1. O suprimento sanguíneo da hipófise é formado por ramos 
da artéria carótida interna e as artérias hipofisárias 
superiores formam o 1º plexo capilar (que irriga a eminência 
mediana); → 2. A partir desse plexo, o sangue drena para as 
veias porta hipofisárias longas, que descem pelo 
infundíbulo da hipófise até o plexo secundário (que faz o 
suprimento da adeno-hipófise); → 3. Os neuropeptídeos 
hipotalâmicos seguem essa rede até a adeno-hipófise, onde 
se ligam aos receptores das células produtoras de 
hormônios; → Por fim, tanto os produtos liberados pela 
adeno e neuro-hipófise vão para o sangue venoso que drena 
a hipófise, penetrando no seio intercavernoso e, em 
seguida, nas veias jugulares internas para a circulação 
sistêmica; 
- Com exceção da prolactina (que têm como órgão-alvo a 
glândula mamária, que é exócrina), os hormônios da adeno-
hipófise têm como órgãos-alvo outras glândulas endócrinas, 
e fazem parte de um eixo hormonal, que consiste em: 
Hipotálamo → Hipófise → Glândulas Endócrinas;

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