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Prévia do material em texto

Anatomia da
Órbita
Alunos: Amanda Luiza Lozzi Stival
Milhomens, Carolina Vitória, Eduarda Isla,
Leonardo, Liamara Lisbôa, Lucas. 
Professora: Leticia Barroso
Oftalmologia
02
03
01
Índice
Definição órbita ocular
Estruturas ósseas
Paredes
04
05
06
Músculos extraoculares
Inervação
Vascularização
07
08
Globo ocular
Aparelho lacrimal
Órbita ocular 
A órbita ocular é uma cavidade óssea bilateral, 
que se localiza no esqueleto da face, em cada 
lado do nariz. 
Sua profundidade da órbita oscila entre 42 – 50 mm, a largura
 em média é de 40 mm e altura de cerca de 36mm, com volume
 médio aproximado de 30mL, sendo ocupado pelo globo ocular, gordura
e músculos.
A principal função da órbita é dar sustentação e proteção ao globo
ocular e suas estruturas.
Estrutura piramidal, cuja base é voltada
anteriormente e o vértice posteriormente.
Estruturas ósseas
A parede orbitária é constituída por sete ossos do crânio: frontal, maxilar,
zigomático, etmoide, lacrimal, palatino e esfenoide, com a presença de processos
ósseos específicos componentes de cada parede.
A órbita ocular é composta por quatro paredes: superior, inferior, lateral e medial.
Parede Superior
- Formada pelo osso frontal e pela asa menor do esfenoide
- Quatro marcas anatômicas importantes:
- Forame supraorbital: passagem da artéria e do nervo supraorbital.
- Canal óptico: passagem do nervo óptico e da artéria oftálmica.
- Fossa lacrimal: localização das glândulas e ductos lacrimais.
- Fossa troclear: passagem do nervo troclear.
Parede Inferior
- Composta pelos ossos zigomático, maxilar e palatino
- Espessura de 0,7-1 mm
- Acidentes ósseos:
- - Sulco infraorbitário: passagem de vasos e nervo infraorbitário.
- Fossa para o músculo oblíquo inferior.
-As fraturas tipo Blow out ocorrem na parede inferior.
Parede Lateral
- Mais espessa da órbita
- Formada pelos ossos zigomático, frontal e asa maior do esfenoide
- Acidentes ósseos:
- Fissuras orbitárias superiores e inferiores.
- Tubérculo orbitário lateral (de Whitnall): apoio do ligamento de Whitnall.
Parede Medial
- Mais fina, com cerca de 0,2-0,3 mm de espessura
- Formada pelo osso lacrimal, processo frontal da maxila, lâmina papirácea do etmoide e osso
esfenoide
- Acidentes ósseos:
- Fossa do saco lacrimal: localização dos ductos lacrimais.
- Forames etmoidais anterior e posterior: passagem de vasos e nervos etmoidais.
Forames e Fissuras
- Forame óptico: passagem do nervo óptico (NC II) e artéria oftálmica
- Forame supraorbital: passagem de vasos sanguíneos (artéria e veia supraorbitais) e nervo
supraorbital
- Fissura orbital superior: passagem de:
- Nervo lacrimal (NC V1)
- Nervo frontal (NC V1)
- Nervo troclear (NC IV)
- Nervo oculomotor (NC III)
- Nervo abducente (NC VI)
- Artéria oftálmica superior
- Veia oftálmica superior
- Fissura orbital inferior: passagem de:
- Nervo zigomático
- Nervo infraorbital
- Vasos sanguíneos (artéria e veia infraorbitais)
Reto superior; 
Reto inferior; 
Reto medial; 
Reto lateral. 
RETOS 
OBlÍQUOS 
Oblíquo superior; 
Oblíquo inferior. 
Extraoculares
Músculos 
Reto superior - Oculomotor 
Reto inferior - Oculomotor
Reto medial - Oculomotor 
Reto lateral - Abducente (VI)
RETOS 
OBlÍQUOS 
Oblíquo superior - Troclear (IV)
Oblíquo inferior. - Oculomotor 
Muscular 
Inervação
Musculares
Movimentos 
Reto medial - adução 
Reto lateral - abdução 
Reto inferior - abaixamento e adução 
Reto superior - elevação e adução 
Oblíquo inferior - exciclodução, elevação e abdução 
Oblíquo superior - inciclodução, abaixamento e abdução
A inervação desempenha um papel crucial na oftalmologia, pois é responsável por controlar os músculos oculares,
a sensibilidade e as funções autonômicas do olho. Os nervos cranianos, como o nervo óptico, o nervo oculomotor, o
nervo troclear e o nervo abducente, são fundamentais para a movimentação dos olhos e para a resposta pupilar.
Além disso, o nervo trigêmeo contribui para a sensibilidade ocular, enquanto o nervo facial controla o fechamento
das pálpebras.
Esses nervos permitem funções como acomodação, convergência e reflexos oculares, essenciais para a visão e
proteção do olho. Alterações na inervação podem levar a condições como estrabismo, paralisia ocular e
dificuldades na acomodação visual
Ocular
Inervação
Aferenre
Eferente
O trigêmeo é responsável pela sensibilidade da 
córnea, íris, parte posterior da esclera e corpo
celular
Os nervos óculo motor, troclear, abduscente e
trigêmeo são responsáveis pela sensibilidade
da parte motora 
Oftálmico: Frontal,
nasociliar e lacrimal
(Glândula lacrimal e pálpebras) 
• Os nervos ciliares curtos se originam do gânglio ciliar e são considerados
ramos do oftalmico, que conduzem fibras simpáticas e parassimpáticas
para o corpo ciliar e iris (músculoesfincter da pupila).
•Os nervos ciliares longos são ramos diretos do nasociliar; sem
passar pelo gânglio ciliar conduzem fibras simpáticas para o músculo
dilatador da pupila fibras aferentes da íris e da córnea.
•O nervo facial é responsável pela inervação do músculo orbicular do olho 
•Efeito nos sistemas simpático e parassimpático
•Com relação aos músculos extraoculares, em sua maioria são inervados
pelo oculomotor, com exceção do oblíquo superior (troclear) e do reto
lateral (abducente).
Provém principalmente da Artéria oftálmica.
Central da retina.
Supraorbital
Supratroclear 
Lacrimal
Dorsal do Nariz
Ciliares posteriores curtas 
Ciliares posteriores longas 
Etmoidal posterior e anterior 
Artérias:
Ocular
Vascularização
Veias: 
Através das veias oftálmicas superior e inferior
Ocorre por dois seios, o cavernoso e pterigóideio. A veia
oftálmica superior, junto com a veia central da retina, drena para
o seio cavernoso, a veia oftálmica inferior drena para o plexo
venoso pterigóideio.
O seio venoso da esclera é uma estrutura vascular que
circunda a câmara anterior do bulbo do olho, através dele o
humor aquoso retorna à circulação sanguínea. 
Córnea 
Limbo
Esclera
Túnica Fibrosa ou externa
Túnica Vascular, medial ou uveal
Íris
Corpo ciliar
Coroide
Túnica neurossensorial ou
interna
Retina
Ocular
Globo
Túnica Fibrosa ou Externa
-Córnea
Estrutura transparente ao 
redor do bulbo. Avascular;
Membrana rica em colágeno, 
viscoelástica e resistente;
Diâmetro horizontal:12mm
Diâmetro vertical: 10,6mm;
2/3 do poder óptico do olho humano. Inervada pelo V par craniano
(trigêmeo);
5 camadas: epitélio, membrana limitante anterior (Bowman), estroma,
membrana limitante posterior (Descemet) e endotélio.
Túnica Fibrosa ou Externa: Córnea
EPITÉLIO CORNEANO: Escamoso estratificado, não queratinizado. 10% da
espessura total da córnea. Grande capacidade de regeneração
(presença de células-tronco na região do limbo);
CAMADA DE BOWMAN: Acelular. Composta por fibrila de colágeno
dispostas ao acaso. Não possui capacidaderegenerativa; 
ESTROMA: 90% da estrutura da córnea. Tecido conjuntivo altamente
especializado, composto principalmente por fibrilas de colágeno;
MEMBRANA DE DESCEMET: Membrana basal formada por fibrilas de
colágeno. Capacidade parcial de regeneração; 
ENDOTÉLIO: Camada de células hexaginais dispostas em mosaico.
Controla o fluxo de água entre o estroma e o humor aquoso. Funciona
como um barreira à passagem de água. Não se regenera. 
Túnica Fibrosa ou Externa: Limbo
Zona de transição entre a esclera e a córnea. Composição mista; 
Estruturas importantes para a manutenção da pressão intraocular,
onde se detecta o escoamento do humor aquoso; 
Células-tronco -> De onde deriva-se novo epitélio corneano; 
Antígenos -> Papel importante em inflamações/infecções;
Nutrição para a córnea periférica; 
Referencial anatômico para procedimentos cirúrgicos. 
Túnica Fibrosa ou Externa: Esclera
-Parte branca do olho, corresponde a cinco sextos da túnica
externa do olho;
Principal função: sustentação do globo ocular;
Contínua com a córnea. Formada por fibras de colágeno e tecido
conjuntivo denso desordenado, pouco vascularizada;
Suprimento nervoso muitorico;
Anteriormente termina no limbo e porteriormente termina no nervo
óptico; 
Local de inserção dos músculos extraoculares. 
Túnica Vascular, medial ou uveal
ÍRIS
Região mais anterior da túnica 
vascular. Parte colorida do olho
Localizada entre a córnea do cristalino
Composta por três camadas: epitélio, 
estroma e lâmina marginal anterior
Membrana fibrovascular que possui um forame central: PUPILA
(diafragma óptico). Regula a entrada de luz que entra e sai do olho.
Túnica Vascular, medial ou uveal
ÍRIS
O diâmetro da pupila é determinado pela ação de dois músculos lisos:
músculo esfíncter da pupila e músculo dilatador da pupila. 
Túnica Vascular, medial ou uveal: CORPO CILIAR
Estrutura de formato triangular, localizada posteriormente à íris e ao
limbo
Participa diretamente da produção do humor aquoso e do processo de
acomodação do cristalino
Composto por epitélio não pigmentado, pigmentado e estroma
Reflexo de Acomodação:
Túnica Vascular, medial ou uveal: COROIDE
Localizada entre a retina (camada interna) e a esclera (camada
externa), ocupando 2/3 da túnica uveal;
Ricamente vascularizada e formada por uma rede de artérias
entrelaçadas e anastomosadas, atravessada posteriormente pelo
nervo óptico;
Fornece aporte de oxigênio e de nutrição das camadas externas da
retina
Dividida em camadas de fora para dentro: Lâmina supracoroide,
camada de grandes vasos, coriocapilar e lâmina basal (membrana de
Bruch)
Túnica neurossensorial ou Interna: RETINA
RETINA: Região que transforma o estímulo luminoso em estímulo
nervoso, resultando na sensação de visão;
Tecido altamente complexo, composto por diversas células
especializadas e apresentando continuidade com o nervo óptico; 
MÁCULA: Região central da retina, responsável pela visão de alta
definição. Parte nobre da retina;
FÓVEA: Depressão central da mácula. 
Túnica neurossensorial ou Interna: RETINA
Composta por 9 camadas
Camada de fotorreceptores: Transforma estímulo luminoso em estímulo
elétrico por reações fotoquímicas. Formada por CONES e BASTONETES;
-CONES : Iodopsina. Predominam na mácula e são responsáveis pela visão das
cores, pela visão fina e visão fotópica; 
-BASTONETES: Rodopsina. Não estão presentes na fóvea. Responsáveis pelos
movimentos e formas grosseiras, funcionando com iluminação reduzida e visão
noturna (escotópica). 
-> Nervo óptico: Formado por axônios das células ganglionares da retina. Tem
1,5mm de diâmetro e comprimento de 35 a 55mm. Dividido em 4 porções:
Intraocular (P), intraorbitária e intracraniana. A
Componente de secreção, distribuição e
excreção do fluido lacrimal
 -funções: óptica, limpeza, lubrificação,
antimicrobiana
Glândula lacrimal principal e acessórias
(Krause e Wolfring)
secreção lacrimal reflexa e basal
musculatura orbicular 
Lacrimal
Aparelho
Lacrimal
Aparelho
https://docs.bvsalud.org/biblioref/2016/10/2134/2013_245.pdf
https://archive.org/details/373220169LivroOftalmologiaGeralDeVaugh
anAsburyLange/page/n11/mode/2up
Bibliografia 
PESQUISA EM LIVROS
Fundamentos básicos da oftalmologia e suas aplicações.
Netter - Atlas of Human Anatomy

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