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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO 
AMBIENTAL
Legislação Florestal Brasileira
Livro Eletrônico
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Legislação Florestal Brasileira
DIREITO AMBIENTAL
Nilton Coutinho
Sumário
1. Legislação Florestal Brasileira ................................................................................................ 3
1.1. Da Gestão de Florestas Públicas ........................................................................................... 3
1.2. Do Bioma Mata Atlântica ...................................................................................................... 35
1.3. Do Código Florestal Brasileiro ............................................................................................49
Questões de Concurso ................................................................................................................. 73
Gabarito ........................................................................................................................................... 78
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Legislação Florestal Brasileira
DIREITO AMBIENTAL
Nilton Coutinho
1. LegisLação FLorestaL BrasiLeira 
Saudações, amigo(a)!
Vamos começar agora um módulo bastante importante no nosso estudo. Vamos falar so-
bre a legislação florestal brasileira.
Neste módulo analisaremos as principais normas jurídicas relacionadas à proteção e à 
utilização de recursos florestais no Brasil.
Trata-se de um tema muito relevante em razão da importância que as florestas possuem 
para a vida de todas as espécies.
1.1. Da gestão De FLorestas PúBLicas
Conceitos Preliminares
Como sabemos, as florestas contribuem para o equilíbrio do clima e das águas e guardam 
uma valiosa biodiversidade. São o abrigo da vida selvagem e podem representar a melhor alter-
nativa socioeconômica das populações que nelas vivem. Além disso, as florestas podem su-
prir demandas da sociedade por produtos madeireiros e não madeireiros por muitas gerações, 
desde que a sua exploração obedeça aos princípios do manejo florestal sustentável.
A gestão de florestas públicas encontra-se regulamentada por meio da Lei n. 11.284, de 2 
de março de 2006, a qual é o resultado da preocupação da sociedade e do governo brasileiro 
com a proteção das florestas públicas do nosso país sem desconsiderar o importante papel 
econômico, social e ambiental que elas desempenham.
De início, registre-se que se consideram florestas públicas: Florestas, naturais ou planta-
das, localizadas nos diversos biomas brasileiros, em bens sob o domínio da União, dos Esta-
dos, dos Municípios, do Distrito Federal ou das entidades da administração indireta1.
Observe-se para fins de concurso que a lei traz em seu texto uma série de outros concei-
tos, a saber:
I – florestas públicas: florestas, naturais ou plantadas, localizadas nos diversos biomas 
brasileiros, em bens sob o domínio da União, dos Estados, dos Municípios, do Distrito Federal 
ou das entidades da administração indireta;
II – recursos florestais: elementos ou características de determinada floresta, potencial ou 
efetivamente geradores de produtos ou serviços florestais;
III – produtos florestais: produtos madeireiros e não madeireiros gerados pelo manejo flo-
restal sustentável;
IV – serviços florestais: turismo e outras ações ou benefícios decorrentes do manejo e 
conservação da floresta, não caracterizados como produtos florestais;
1 Art. 3º, I, da Lei n. 11.284, de 2 de março de 2006.
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V – ciclo: período decorrido entre 2 (dois) momentos de colheita de produtos florestais 
numa mesma área;
VI – manejo florestal sustentável: administração da floresta para a obtenção de benefícios 
econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecos-
sistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de 
múltiplas espécies madeireiras, de múltiplos produtos e subprodutos não madeireiros, bem 
como a utilização de outros bens e serviços de natureza florestal;
VII – concessão florestal: delegação onerosa, feita pelo poder concedente, do direito de 
praticar manejo florestal sustentável para exploração de produtos e serviços numa unidade de 
manejo, mediante licitação, à pessoa jurídica, em consórcio ou não, que atenda às exigências 
do respectivo edital de licitação e demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta 
e risco e por prazo determinado;
VIII – unidade de manejo: perímetro definido a partir de critérios técnicos, socioculturais, 
econômicos e ambientais, localizado em florestas públicas, objeto de um Plano de Manejo 
Florestal Sustentável – PMFS, podendo conter áreas degradadas para fins de recuperação por 
meio de plantios florestais;
IX – lote de concessão florestal: conjunto de unidades de manejo a serem licitadas;
X – comunidades locais: populações tradicionais e outros grupos humanos, organizados 
por gerações sucessivas, com estilo de vida relevante à conservação e à utilização sustentável 
da diversidade biológica;
XI – auditoria florestal: ato de avaliação independente e qualificada de atividades florestais 
e obrigações econômicas, sociais e ambientais assumidas de acordo com o PMFS e o con-
trato de concessão florestal, executada por entidade reconhecida pelo órgão gestor, mediante 
procedimento administrativo específico;
XII – inventário amostral: levantamento de informações qualitativas e quantitativas sobre 
determinada floresta, utilizando-se processo de amostragem;
XIII – órgão gestor: órgão ou entidade do poder concedente com a competência de disci-
plinar e conduzir o processo de outorga da concessão florestal;
XIV – órgão consultivo: órgão com representação do Poder Público e da sociedade civil, 
com a finalidade de assessorar, avaliar e propor diretrizes para a gestão de florestas públicas;
XV – poder concedente: União, Estado, Distrito Federal ou Município.
Princípios da Gestão de Florestas Públicas
Segundo estabelece a referida Lei (art. 2º), constituem princípios da gestão de flores-
tas públicas:
I – a proteção dos ecossistemas, do solo, da água, da biodiversidade e valores culturais 
associados, bem como do patrimônio público;
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II – o estabelecimento de atividades que promovam o uso eficiente e racional das florestas 
e que contribuam para o cumprimento das metas do desenvolvimento sustentável local, regio-
nal e de todo o País;
III – o respeito ao direito da população, em especial das comunidades locais, de acesso às 
florestas públicas e aos benefícios decorrentes de seu uso e conservação;
IV – a promoção do processamento local e o incentivo ao incremento da agregação de valor 
aos produtos e serviços da floresta, bem como à diversificação industrial, ao desenvolvimento 
tecnológico, à utilização e à capacitação de empreendedores locais e da mãointegra a estrutura básica do Ministério do Meio Ambiente, atuando exclusivamente 
na gestão das florestas públicas e tem por competência:
I – exercer a função de órgão gestor prevista no art. 53 desta Lei, no âmbito federal, bem 
como de órgão gestor do FNDF;
II – apoiar a criação e gestão de programas de treinamento, capacitação, pesquisa e as-
sistência técnica para a implementação de atividades florestais, incluindo manejo florestal, 
processamento de produtos florestais e exploração de serviços florestais;
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III – estimular e fomentar a prática de atividades florestais sustentáveis madeireira, não 
madeireira e de serviços;
IV – promover estudos de mercado para produtos e serviços gerados pelas florestas;
V – propor planos de produção florestal sustentável de forma compatível com as deman-
das da sociedade;
VI – criar e manter o Sistema Nacional de Informações Florestais integrado ao Sistema 
Nacional de Informações sobre o Meio Ambiente;
VII – gerenciar o Cadastro Nacional de Florestas Públicas, exercendo as seguintes funções:
a) organizar e manter atualizado o Cadastro-Geral de Florestas Públicas da União;
b) adotar as providências necessárias para interligar os cadastros estaduais e municipais 
ao Cadastro Nacional;
VIII – apoiar e atuar em parceria com os seus congêneres estaduais e municipais.
Obs.: � As atribuições previstas nos incisos II a V serão exercidas sem prejuízo de atividades 
desenvolvidas por outros órgãos e entidades da Administração Pública federal que 
atuem no setor.
No exercício de suas atribuições, o SFB promoverá a articulação com os Estados, o Distri-
to Federal e os Municípios, para a execução de suas atividades de forma compatível com 
as diretrizes nacionais de planejamento para o setor florestal e com a Política Nacional do 
Meio Ambiente.
Possibilidade de convênios: para a concessão das florestas públicas sob a titularidade 
dos outros entes da Federação, de órgãos e empresas públicas e de associações de comuni-
dades locais, poderão ser firmados convênios com o Ministério do Meio Ambiente, represen-
tado pelo SFB.
CAPÍTULO II
DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E GESTÃO DO SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO
Seção I
Do Conselho Diretor
Composição e Atribuições
O SFB será dirigido por um Conselho Diretor, composto por um Diretor-Geral e 4 (quatro) 
diretores, em regime de colegiado, ao qual caberá:
I – exercer a administração do SFB;
II – examinar, decidir e executar ações necessárias ao cumprimento das competên-
cias do SFB;
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III – editar normas sobre matérias de competência do SFB;
IV – aprovar o regimento interno do SFB, a organização, a estrutura e o âmbito decisório de 
cada diretoria;
V – elaborar e divulgar relatórios sobre as atividades do SFB;
VI – conhecer e julgar pedidos de reconsideração de decisões de componentes das direto-
rias do SFB.
As decisões relativas às atribuições do SFB são tomadas pelo Conselho Diretor, por maio-
ria absoluta de votos.
O Diretor-Geral e os demais membros do Conselho Diretor do SFB serão brasileiros (natos 
ou naturalizados), de reputação ilibada, experiência comprovada e elevado conceito no campo 
de especialidade dos cargos para os quais serão nomeados.
Substituição dos Membros do Conselho Diretor
O regulamento do SFB disciplinará a substituição do Diretor-Geral e os demais membros do 
Conselho Diretor em seus impedimentos ou afastamentos regulamentares e ainda no período 
de vacância que anteceder à nomeação de novo diretor.
Impedimentos
Está impedido de exercer cargo de direção no SFB quem mantiver, ou tiver mantido nos 24 
(vinte e quatro) meses anteriores à nomeação, os seguintes vínculos com qualquer pessoa 
jurídica concessionária ou com produtor florestal independente:
I – acionista ou sócio com participação individual direta superior a 1% (um por cento) no 
capital social ou superior a 2% (dois por cento) no capital social de empresa controladora;
II – membro do conselho de administração, fiscal ou de diretoria executiva;
III – empregado, mesmo com o contrato de trabalho suspenso, inclusive das empresas 
controladoras ou das fundações de previdência de que sejam patrocinadoras.
Obs.: � Também está impedido de exercer cargo de direção no SFB membro do conselho ou 
diretoria de associação ou sindicato, regional ou nacional, representativo de interes-
ses dos agentes mencionados no caput deste artigo, ou de categoria profissional de 
empregados desses agentes.
Quarentena
Art. 60. O ex-dirigente do SFB, durante os 12 (doze) meses seguintes ao seu desligamento 
do cargo, estará impedido de prestar, direta ou indiretamente, independentemente da forma ou 
natureza do contrato, qualquer tipo de serviço às pessoas jurídicas concessionárias, sob regu-
lamentação ou fiscalização do SFB, inclusive controladas, coligadas ou subsidiárias.
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Sanção em Caso de Descumprimento
Incorre na prática de advocacia administrativa, sujeitando-se o infrator às penas previstas 
no art. 321 do Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, o ex-dirigente 
do SFB que descumprir o disposto no caput deste artigo.
Tal restrição também é aplicável ao ex-Ouvidor.
Obs.: � Os cargos em comissão e funções gratificadas do SFB deverão ser exercidos, prefe-
rencialmente, por servidores do seu quadro efetivo, aplicando-se-lhes as restrições do 
art. 59 desta Lei.
Seção II
Da Ouvidoria
Segundo estabelece a lei, art. 62, o SFB contará com uma Ouvidoria, à qual competirá:
I – receber pedidos de informação e esclarecimento, acompanhar o processo interno de 
apuração das denúncias e reclamações afetas ao SFB e responder diretamente aos interessa-
dos, que serão cientificados, em até 30 (trinta) dias, das providências tomadas;
II – zelar pela qualidade dos serviços prestados pelo SFB e acompanhar o processo interno 
de apuração das denúncias e reclamações dos usuários, seja contra a atuação do SFB, seja 
contra a atuação dos concessionários;
III – produzir, semestralmente e quando julgar oportuno:
a) relatório circunstanciado de suas atividades e encaminhá-lo à Diretoria-Geral do SFB e 
ao Ministro de Estado do Meio Ambiente;
b) apreciações sobre a atuação do SFB, encaminhando-as ao Conselho Diretor, à Comissão 
de Gestão de Florestas Públicas, aos Ministros de Estado do Meio Ambiente, da Fazenda, do 
Planejamento, Orçamento e Gestão e Chefe da Casa Civil da Presidência da República, bem 
como às comissões de fiscalização e controle da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, 
publicando-as para conhecimento geral.
Atuação do Ouvidor
O Ouvidor atuará junto ao Conselho Diretor do SFB, sem subordinação hierárquica, e exer-
cerá as suas atribuições sem acumulação com outras funções.
NOMEAÇÃO: o Ouvidor será nomeadopelo Presidente da República para mandato de 3 
(três) anos, sem direito à recondução.
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Perda do Mandato
§ 3º O Ouvidor somente poderá perder o mandato em caso de renúncia, condenação judi-
cial transitada em julgado ou condenação em processo administrativo disciplinar.
O processo administrativo contra o Ouvidor somente poderá ser instaurado pelo Ministro de 
Estado do Meio Ambiente.
Seção IV
Dos Servidores do SFB
O SFB constituirá quadro de pessoal, por meio da realização de concurso público de pro-
vas, ou de provas e títulos, ou da redistribuição de servidores de órgãos e entidades da admi-
nistração federal direta, autárquica ou fundacional.
Requisição de Servidores
O SFB poderá requisitar, independentemente da designação para cargo em comissão ou 
função de confiança, e sem prejuízo dos vencimentos e vantagens a que façam jus no órgão de 
origem, servidores de órgãos e entidades integrantes da administração pública federal direta, 
autárquica e fundacional, observado o quantitativo máximo estabelecido em ato conjunto dos 
Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e do Meio Ambiente.
Obs.: � No caso de requisição ao Ibama, ela deverá ser precedida de autorização do órgão.
Dos Cargos Criados
Tratando-se da criação de novos cargos, houve a necessidade da inserção específica de 
tal número em lei. Assim, nos temos do art. 66, ficam criados 49 (quarenta e nove) cargos do 
Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS), no âmbito do Poder Executivo Federal, 
para reestruturação do Ministério do Meio Ambiente, com a finalidade de integrar a estrutura 
do SFB, assim distribuídos:
I – 1 (um) DAS-6;
II – 4 (quatro) DAS-5;
III – 17 (dezessete) DAS-4;
IV – 10 (dez) DAS-3;
V – 9 (nove) DAS-2;
VI – 8 (oito) DAS-1.
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Seção V
Da Autonomia Administrativa do SFB
O Poder Executivo poderá assegurar ao SFB autonomia administrativa e financeira, no grau 
conveniente ao exercício de suas atribuições, mediante a celebração de contrato de gestão e 
de desempenho, nos termos do § 8º do art. 37 da Constituição Federal, negociado e firmado 
entre o Ministério do Meio Ambiente e o Conselho Diretor.
Contrato de Gestão
Contrato Administrativo pelo qual o Poder Público (contratante) instrumentaliza parceria 
com o contratado (entidade privada ou da Administração Pública indireta), constituindo autên-
tico acordo operacional, mediante o qual o contratante passa a ser destinatário de benefícios 
previstos em lei. Tal modalidade de contrato administrativo é meio de ampliação da autonomia 
gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da Administração direta e indireta, 
nos termos do artigo 37, § 8º, CF, in verbis:
§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da adminis-
tração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus admi-
nistradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o 
órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: I – o prazo de duração do contrato;
II – os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsa-
bilidade dos dirigentes;
III – a remuneração do pessoal.
Em sendo firmado com entidade privada, o Poder Público fixará metas a serem atingidas 
pela contratada, mediante concessão de benefícios. Caso seja firmado com entidade da Ad-
ministração Indireta, haverá sujeição às metas e liberação do controle exercido pela entidade 
estatal que a institui.
Nessa linha, a Lei n. 11.284 estabeleceu que o contrato de gestão e de desempenho será o 
instrumento de controle da atuação administrativa do SFB e da avaliação do seu desempenho, 
bem como elemento integrante da sua prestação de contas, bem como do Ministério do Meio 
Ambiente, aplicado o disposto no art. 9º da Lei n. 8.443, de 16 de julho de 1992, sendo sua 
inexistência considerada falta de natureza formal, conforme disposto no inciso II do art. 16 da 
mesma Lei.
O contrato de gestão e de desempenho deve estabelecer, nos programas anuais de traba-
lho, indicadores que permitam quantificar, de forma objetiva, a avaliação do SFB.
O contrato de gestão e de desempenho será avaliado periodicamente e, se necessário, re-
visado por ocasião da renovação parcial da diretoria do SFB.
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http://www.jusbrasil.com.br/topicos/2186546/artigo-37-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10710806/par%C3%A1grafo-8-artigo-37-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
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Seção VI
Da Receita e do Acervo do Serviço Florestal Brasileiro
Por fim, conforme estabelece a lei, constituem receitas do SFB:
I – recursos oriundos da cobrança dos preços de concessão florestal, conforme destina-
ção prevista na alínea a do inciso I do caput e no inciso I do § 1º, ambos do art. 39 desta Lei, 
além de outros referentes ao contrato de concessão, incluindo os relativos aos custos do edital 
de licitação e os recursos advindos de aplicação de penalidades contratuais;
II – recursos ordinários do Tesouro Nacional, consignados no Orçamento Fiscal da União e 
em seus créditos adicionais, transferências e repasses que lhe forem conferidos;
III – produto da venda de publicações, material técnico, dados e informações, inclusive 
para fins de licitação pública, e de emolumentos administrativos;
IV – recursos provenientes de convênios ou acordos celebrados com entidades, organis-
mos ou empresas públicas, ou contratos celebrados com empresas privadas;
V – doações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem destinados.
001. (CESPE/CEBRASPE/2018/PGM/MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue 
o próximo item, relativos a recursos hídricos e florestais.
Os serviços florestais são considerados como um tipo de produto florestal.
Os serviços florestais são um tipo de recurso florestal, assim como os produtos florestais.
Vide os conceitos trazidos pela Lei:
• Concessão Florestal (Lei n. 11.284/2006): a concessão florestal é uma modalidade con-
cessão especial celebrada por U, E, DF ou M, com objetivo de transferir a utilização sus-
tentável dos recursos naturais e serviços de uma floresta pública.
• Concessão florestal: delegação onerosa, feita pelo poder concedente, do direito de pra-
ticar manejo florestal sustentável para exploração de produtos e serviços numa unidade 
de manejo, mediante licitação, à pessoa jurídica, em consórcio ou não, que atenda às 
exigências do respectivo edital de licitação e demonstre capacidade para seu desempe-
nho, por sua conta e risco e por prazo determinado;
• Produtos florestais: madeireiros e não madeireirosgerados pelo manejo florestal sus-
tentável.
• Serviços florestais: turismo e outras ações ou benefícios decorrentes do manejo e con-
servação da floresta, não caracterizados como produtos florestais.
Certo.
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1.2. Do Bioma mata atLântica
A conservação, a proteção, a regeneração e a utilização do Bioma Mata Atlântica, patrimô-
nio nacional, foi regulamentada por meio da Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006.
Segundo estabelece a referida lei, a proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica têm 
por objetivo geral o desenvolvimento sustentável e, por objetivos específicos, a salvaguarda da 
biodiversidade, da saúde humana, dos valores paisagísticos, estéticos e turísticos, do regime 
hídrico e da estabilidade social.6
TÍTULO I
DAS DEFINIÇÕES, OBJETIVOS E PRINCÍPIOS DO REGIME JURÍDICO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA
Art. 1º A conservação, a proteção, a regeneração e a utilização do Bioma Mata Atlântica, 
patrimônio nacional, observarão o que estabelece esta Lei, bem como a legislação ambiental 
vigente, em especial o Código Florestal.
CAPÍTULO I
DAS DEFINIÇÕES
Bioma Mata Atlântica
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, consideram-se integrantes do Bioma Mata Atlântica as 
seguintes formações florestais nativas e ecossistemas associados, com as respectivas deli-
mitações estabelecidas em mapa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, con-
forme regulamento: Floresta Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Mista, também denominada 
de Mata de Araucárias; Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional Semidecidual; e Floresta 
Estacional Decidual, bem como os manguezais, as vegetações de restingas, campos de altitu-
de, brejos interioranos e encraves florestais do Nordeste. (Vide Decreto n. 6.660, de 2008)
6 Art. 6º da Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006.
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Para auxiliar o(a) aluno(a), apresentamos abaixo um mapa delimitando a área de Mata 
Atlântica em nosso país:
Obs.: � Observação importante: somente os remanescentes de vegetação nativa no estágio 
primário e nos estágios secundário inicial, médio e avançado de regeneração na área 
de abrangência definida acima terão seu uso e conservação regulados por esta Lei.
Art. 3º Consideram-se para os efeitos desta Lei:
I – pequeno produtor rural: aquele que, residindo na zona rural, detenha a posse de gleba 
rural não superior a 50 (cinquenta) hectares, explorando-a mediante o trabalho pessoal e de 
sua família, admitida a ajuda eventual de terceiros, bem como as posses coletivas de terra 
considerando-se a fração individual não superior a 50 (cinquenta) hectares, cuja renda bruta 
seja proveniente de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais ou do extrativismo 
rural em 80% (oitenta por cento) no mínimo;
II – população tradicional: população vivendo em estreita relação com o ambiente natural, 
dependendo de seus recursos naturais para a sua reprodução sociocultural, por meio de ativi-
dades de baixo impacto ambiental;
III – pousio: prática que prevê a interrupção de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou 
silviculturais do solo por até 10 (dez) anos para possibilitar a recuperação de sua fertilidade;
IV – prática preservacionista: atividade técnica e cientificamente fundamentada, impres-
cindível à proteção da integridade da vegetação nativa, tal como controle de fogo, erosão, es-
pécies exóticas e invasoras;
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V – exploração sustentável: exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade 
dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e 
os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável;
VI – enriquecimento ecológico: atividade técnica e cientificamente fundamentada que vise 
à recuperação da diversidade biológica em áreas de vegetação nativa, por meio da reintrodu-
ção de espécies nativas;
VII – utilidade pública:
a) atividades de segurança nacional e proteção sanitária;
b) as obras essenciais de infraestrutura de interesse nacional destinadas aos servi-
ços públicos de transporte, saneamento e energia, declaradas pelo poder público federal ou 
dos Estados;7
VIII – interesse social:
a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa, tais como: 
prevenção, combate e controle do fogo, controle da erosão, erradicação de invasoras e pro-
teção de plantios com espécies nativas, conforme resolução do Conselho Nacional do Meio 
Ambiente – Conama;
b) as atividades de manejo agroflorestal sustentável praticadas na pequena propriedade ou 
posse rural familiar que não descaracterizem a cobertura vegetal e não prejudiquem a função 
ambiental da área;
c) demais obras, planos, atividades ou projetos definidos em resolução do Conselho Nacio-
nal do Meio Ambiente.
Art. 4º A definição de vegetação primária e de vegetação secundária nos estágios avança-
do, médio e inicial de regeneração do Bioma Mata Atlântica, nas hipóteses de vegetação nativa 
localizada, será de iniciativa do Conselho Nacional do Meio Ambiente.
E mais: o Conselho Nacional do Meio Ambiente terá prazo de 180 (cento e oitenta) dias 
para estabelecer o que dispõe o caput deste artigo, sendo que qualquer intervenção na vege-
tação primária ou secundária nos estágios avançado e médio de regeneração somente poderá 
ocorrer após atendido o disposto neste artigo.
Tal definição se deu por meio da Resolução Conama n. 388, de 23 de fevereiro de 2007 – Dis-
põe sobre a convalidação das Resoluções que definem a vegetação primária e secundária nos 
estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica para fins do disposto no 
art. 4º, § 1º, da Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006.
7 Obs.: Nesse caso, caberá ao proponente da proposta de declaração de utilidade pública indicar de forma deta-
lhada a alta relevância e o interesse nacional.
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O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), tendo em vista as competências que 
lhe foram conferidas pela Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto n. 
99.274, de 6 de julho de 1990, e tendo em vista o disposto na Lei n. 11.428, de 22 de dezembro 
de 2006, resolve:
Art. 1º Ficam convalidadas para fins do disposto no art. 4º, § 1º, da Lei n. 11.428, de 22 
de dezembro de 2006 ad referendum do Plenário do CONAMA, as seguintes Resoluçõesque 
dispõem sobre a vegetação primária e secundária nos estágios inicial, médio e avançado de 
regeneração da Mata Atlântica:
I – Resolução n. 10, de 1º de outubro de 1993 – que estabelece os parâmetros para análise 
dos estágios de sucessão da Mata Atlântica;
II – Resolução n. 1, de 31 de janeiro de 1994 – que define vegetação primária e secundária 
nos estágios pioneiro, inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de 
orientar os procedimentos de licenciamento de exploração da vegetação nativa n. Estado de 
São Paulo;
III – Resolução n. 2, de 18 de março de 1994 – que define formações vegetais primárias e 
estágios sucessionais de vegetação secundária, com finalidade de orientar os procedimentos 
de licenciamento de exploração da vegetação nativa n. Estado do Paraná;
IV – Resolução n. 4, de 4 de maio de 1994 – que define vegetação primária e secundária 
nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os 
procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado de Santa Catarina;
V – Resolução n. 5, de 4 de maio de 1994 – que define vegetação primária e secundária 
nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os 
procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado da Bahia;
VI – Resolução n. 6, de 4 de maio de 1994 – que estabelece definições e parâmetros men-
suráveis para análise de sucessão ecológica da Mata Atlântica n. Estado do Rio de Janeiro;
VII – Resolução n. 25, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun-
dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orien-
tar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado do Ceará;
VIII – Resolução n. 26, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e se-
cundária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de 
orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado do Piauí;
IX – Resolução n. 28, de 07/12/1994 – Define vegetação primária e secundária nos está-
gios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os procedi-
mentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado de Alagoas;
X – Resolução n. 29, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun-
dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, considerando a 
necessidade de definir o corte, a exploração e a supressão da vegetação secundária n. estágio 
inicial de regeneração n. Estado do Espírito Santo;
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XI – Resolução n. 30, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun-
dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar 
os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado do Mato Grosso do Sul;
XII – Resolução n. 31, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e se-
cundária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de 
orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado de Pernambuco;
XIII – Resolução n. 32, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun-
dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar 
os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado do Rio Grande do Norte;
XIV – Resolução n. 33, de 7 de dezembro de 1994 – que define estágios sucessionais das 
formações vegetais que ocorrem na região de Mata Atlântica n. Estado do Rio Grande do Sul, 
visando viabilizar critérios, normas e procedimentos para o manejo, utilização racional e con-
servação da vegetação natural;
XV – Resolução n. 34, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun-
dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orien-
tar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado de Sergipe;
XVI – Resolução n. 7, de 23 de julho de 1996 – que aprova os parâmetros básicos para 
análise da vegetação de restingas n. Estado de São Paulo; e
XVII – Resolução n. 261, de 30 de junho de 1999 – que aprova parâmetro básico para aná-
lise dos estágios sucessivos de vegetação de restinga para o Estado de Santa Catarina.
Art. 2º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Parâmetros que deverão ser utilizados na definição de vegetação primária e de vegetação 
secundária nos estágios avançado, médio e inicial de regeneração do Bioma Mata Atlântica:
I – fisionomia;
II – estratos predominantes;
III – distribuição diamétrica e altura;
IV – existência, diversidade e quantidade de epífitas;
V – existência, diversidade e quantidade de trepadeiras;
VI – presença, ausência e características da serapilheira;
VII – sub-bosque;
VIII – diversidade e dominância de espécies;
IX – espécies vegetais indicadoras.
A vegetação primária ou a vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração do Bio-
ma Mata Atlântica não perderão esta classificação nos casos de incêndio, desmatamento ou 
qualquer outro tipo de intervenção não autorizada ou não licenciada (art. 5º).
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CAPÍTULO II
DOS OBJETIVOS E PRINCÍPIOS DO REGIME JURÍDICO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA
Art. 6º A proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica têm por objetivo geral o de-
senvolvimento sustentável e, por objetivos específicos, a salvaguarda da biodiversidade, da 
saúde humana, dos valores paisagísticos, estéticos e turísticos, do regime hídrico e da estabi-
lidade social.
Princípios a serem observados: na proteção e na utilização do Bioma Mata Atlântica, serão 
observados os princípios da função socioambiental da propriedade, da equidade intergeracio-
nal, da prevenção, da precaução, do usuário-pagador, da transparência das informações e atos, 
da gestão democrática, da celeridade procedimental, da gratuidade dos serviços administrati-
vos prestados ao pequeno produtor rural e às populações tradicionais e do respeito ao direito 
de propriedade.
A proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica far-se-ão dentro de condições que assegurem:
I – a manutenção e a recuperação da biodiversidade, vegetação, fauna e regime hídrico do 
Bioma Mata Atlântica para as presentes e futuras gerações;
II – o estímulo à pesquisa, à difusão de tecnologias de manejo sustentável da vegetação e à 
formação de uma consciência pública sobre a necessidade de recuperação e manutenção dos 
ecossistemas;
III – o fomento de atividades públicas e privadas compatíveis com a manutenção do equilíbrio 
ecológico;
IV – o disciplinamento da ocupação rural e urbana, de forma a harmonizar o crescimento eco-
nômico com a manutenção do equilíbrio ecológico.
TÍTULO II
DO REGIME JURÍDICO GERAL DO BIOMA MATA ATLÂNTICA
Regras sobre a Possibilidade de Corte, Supressão e Exploração da Vegeta-
ção do Bioma Mata Atlântica
A lei estabelece que o corte, a supressão e a exploração da vegetação do Bioma Mata 
Atlântica far-se-ão de maneira diferenciada, conforme se trate de vegetação primária ou secun-
dária, nesta última levando-se em conta o estágiode regeneração.
Do mesmo modo, a exploração eventual, sem propósito comercial direto ou indireto, de 
espécies da flora nativa, para consumo nas propriedades ou posses das populações tradicio-
nais ou de pequenos produtores rurais, independe de autorização dos órgãos competentes, 
conforme regulamento.
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Com relação às populações tradicionais e os pequenos produtores, tem-se que os ór-
gãos competentes deverão assisti-los no manejo e exploração sustentáveis das espécies da 
flora nativa.
Fomento pelo Poder Público
O poder público fomentará o enriquecimento ecológico da vegetação do Bioma Mata Atlân-
tica, bem como o plantio e o reflorestamento com espécies nativas, em especial as iniciativas 
voluntárias de proprietários rurais.
Nos casos em que o enriquecimento ecológico exigir a supressão de espécies nativas que 
gerem produtos ou subprodutos comercializáveis, será exigida a autorização do órgão estadu-
al ou federal competente, mediante procedimento simplificado.
Visando a controlar o efeito de borda nas áreas de entorno de fragmentos de vegetação 
nativa, o poder público fomentará o plantio de espécies florestais, nativas ou exóticas.
Vedações ao Corte e Supressão de Vegetação
O corte e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regene-
ração do Bioma Mata Atlântica ficam vedados quando:
I – a vegetação:
a) abrigar espécies da flora e da fauna silvestres ameaçadas de extinção, em território na-
cional ou em âmbito estadual, assim declaradas pela União ou pelos Estados, e a intervenção 
ou o parcelamento puserem em risco a sobrevivência dessas espécies;
b) exercer a função de proteção de mananciais ou de prevenção e controle de erosão;
c) formar corredores entre remanescentes de vegetação primária ou secundária em está-
gio avançado de regeneração;
d) proteger o entorno das unidades de conservação; ou
e) possuir excepcional valor paisagístico, reconhecido pelos órgãos executivos competen-
tes do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA;
II – o proprietário ou posseiro não cumprir os dispositivos da legislação ambiental, em es-
pecial as exigências da Lei n. 4.771, de 15 de setembro de 1965, no que respeita às Áreas de 
Preservação Permanente e à Reserva Legal.
Obs.: � Verificada a ocorrência do previsto na alínea “a” do inciso I deste artigo, os órgãos 
competentes do Poder Executivo adotarão as medidas necessárias para proteger as 
espécies da flora e da fauna silvestres ameaçadas de extinção caso existam fatores 
que o exijam, ou fomentarão e apoiarão as ações e os proprietários de áreas que este-
jam mantendo ou sustentando a sobrevivência dessas espécies.
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Os novos empreendimentos que impliquem o corte ou a supressão de vegetação do Bio-
ma Mata Atlântica deverão ser implantados preferencialmente em áreas já substancialmente 
alteradas ou degradadas.
Direitos Conferidos ao Pequeno Produtor e às Populações Tradicionais
Os órgãos competentes do Poder Executivo adotarão normas e procedimentos especiais 
para assegurar ao pequeno produtor e às populações tradicionais, nos pedidos de autorização 
de que trata esta Lei:
I – acesso fácil à autoridade administrativa, em local próximo ao seu lugar de moradia;
II – procedimentos gratuitos, céleres e simplificados, compatíveis com o seu nível de 
instrução;
III – análise e julgamento prioritários dos pedidos.
Supressão de Vegetação Primária e Secundária no Estágio Avançado de Re-
generação
Art. 14. A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de rege-
neração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública, sendo que a vegetação 
secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade 
pública e interesse social, em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em 
procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao em-
preendimento proposto, ressalvado o disposto no inciso I do art. 30 e nos §§ 1º e 2º do art. 31 
desta Lei.
Tal supressão dependerá de autorização do órgão ambiental estadual competente, com 
anuência prévia, quando couber, do órgão federal ou municipal de meio ambiente, ressalvado 
o disposto a seguir:
A supressão de vegetação no estágio médio de regeneração situada em área urbana de-
penderá de autorização do órgão ambiental municipal competente, desde que o município pos-
sua conselho de meio ambiente, com caráter deliberativo e plano diretor, mediante anuência 
prévia do órgão ambiental estadual competente fundamentada em parecer técnico.
Estudo Prévio de Impacto Ambiental
Seguindo as regras constitucionais acerca do estudo prévio de impacto ambiental, além 
do bioma Mata Atlântica, estabeleceu que, na hipótese de obra ou atividade potencialmente 
causadora de significativa degradação do meio ambiente, o órgão competente exigirá a ela-
boração de Estudo Prévio de Impacto Ambiental, ao qual se dará publicidade, assegurada a 
participação pública.
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Na regulamentação desta Lei, deverão ser adotadas normas e procedimentos especiais, sim-
plificados e céleres, para os casos de reutilização das áreas agrícolas submetidas ao pousio.
Corte ou Supressão de Vegetação Primária ou Secundária nos Estágios Mé-
dio ou Avançado de Regeneração do Bioma Mata Atlântica
Segundo estabelece a lei, o corte ou a supressão de vegetação primária ou secundária nos 
estágios médio ou avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica, autorizados por esta Lei, 
ficam condicionados à compensação ambiental, na forma da destinação de área equivalente à 
extensão da área desmatada, com as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidro-
gráfica, sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica, e, nos casos previstos nos arts. 
30 e 31, ambos desta Lei, em áreas localizadas no mesmo Município ou região metropolitana.
Verificada pelo órgão ambiental a impossibilidade da compensação ambiental prevista no 
caput deste artigo, será exigida a reposição florestal, com espécies nativas, em área equiva-
lente à desmatada, na mesma bacia hidrográfica, sempre que possível na mesma microbacia 
hidrográfica.
Art. 18. No Bioma Mata Atlântica, é livre a coleta de subprodutos florestais tais como fru-
tos, folhas ou sementes, bem como as atividades de uso indireto, desde que não coloquem em 
risco as espécies da fauna e flora, observando-se as limitações legais específicas e em parti-
cular as relativas ao acesso ao patrimônio genético, à proteção e ao acesso ao conhecimento 
tradicional associado e de biossegurança.
Art. 19. O corte eventual de vegetação primária ou secundária nos estágios médio e avan-
çado de regeneração do Bioma Mata Atlântica, para fins de práticas preservacionistas e de 
pesquisacientífica, será devidamente regulamentado pelo Conselho Nacional do Meio Am-
biente e autorizado pelo órgão competente do Sisnama.
TÍTULO III
DO REGIME JURÍDICO ESPECIAL DO BIOMA MATA ATLÂNTICA
CAPÍTULO I
DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO PRIMÁRIA
Autorização de Supressão e Corte
O corte e a supressão da vegetação primária do Bioma Mata Atlântica somente serão 
autorizados em caráter excepcional, quando necessários à realização de obras, projetos ou 
atividades de utilidade pública, pesquisas científicas e práticas preservacionistas.
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Obs.: � O corte e a supressão de vegetação, no caso de utilidade pública, obedecerão ao dis-
posto no art. 14 desta Lei, além da realização de Estudo Prévio de Impacto Ambiental/
Relatório de Impacto Ambiental – EIA/RIMA.
CAPÍTULO II
DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO AVANÇADO DE REGENERAÇÃO
Autorização de Supressão e Corte
O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio avançado de 
regeneração do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados em caráter excepcional, 
quando necessários à execução de obras, atividades ou projetos de utilidade pública, pesquisa 
científica e práticas preservacionistas e nos casos previstos no inciso I do art. 30 desta Lei.
O corte e a supressão previstos no inciso I do art. 21 desta Lei no caso de utilidade pública 
serão realizados na forma do art. 14 desta Lei, além da realização de Estudo Prévio de Impacto 
Ambiental, bem como na forma do art. 19 desta Lei para os casos de práticas preservacionis-
tas e pesquisas científicas.
CAPÍTULO III
DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO MÉDIO DE REGENERAÇÃO
Autorização de Supressão e Corte
O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio médio de rege-
neração do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados:
I – em caráter excepcional, quando necessários à execução de obras, atividades ou proje-
tos de utilidade pública ou de interesse social, pesquisa científica e práticas preservacionistas;
III – quando necessários ao pequeno produtor rural e populações tradicionais para o exer-
cício de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais imprescindíveis à sua subsis-
tência e de sua família, ressalvadas as áreas de preservação permanente e, quando for o caso, 
após averbação da reserva legal, nos termos do Código Florestal;8
IV – nos casos previstos nos §§ 1º e 2º do art. 31 desta Lei.
O corte e a supressão da vegetação em estágio médio de regeneração, de que trata o in-
ciso I do art. 23 desta Lei, nos casos de utilidade pública ou interesse social, obedecerão ao 
disposto no art. 14 desta Lei.
Obs.: � Na hipótese do inciso III do art. 23 desta Lei, a autorização é de competência do órgão 
estadual competente, informando-se ao Ibama, na forma da regulamentação desta Lei.
8 Importante: A compensação ambiental não se aplica neste caso, por expressa disposição legal. Vide art. 17.
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CAPÍTULO IV
DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO INICIAL DE REGENERAÇÃO
O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio inicial de regene-
ração do Bioma Mata Atlântica serão autorizados pelo órgão estadual competente.
O corte, a supressão e a exploração de que trata este artigo, nos Estados em que a vegetação 
primária e secundária remanescente do Bioma Mata Atlântica for inferior a 5% (cinco por cen-
to) da área original, submeter-se-ão ao regime jurídico aplicável à vegetação secundária em 
estágio médio de regeneração, ressalvadas as áreas urbanas e regiões metropolitanas.
CAPÍTULO V
DA EXPLORAÇÃO SELETIVA DE VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIOS AVANÇADO, MÉDIO E 
INICIAL DE REGENERAÇÃO
Art. 28. O corte, a supressão e o manejo de espécies arbóreas pioneiras nativas em frag-
mentos florestais em estágio médio de regeneração, em que sua presença for superior a 60% 
(sessenta por cento) em relação às demais espécies, poderão ser autorizados pelo órgão esta-
dual competente, observado o disposto na Lei n. 4.771, de 15 de setembro de 1965.
CAPÍTULO VI
DA PROTEÇÃO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA NAS ÁREAS URBANAS E REGIÕES METROPOLITANAS
É vedada a supressão de vegetação primária do Bioma Mata Atlântica, para fins de lotea-
mento ou edificação, nas regiões metropolitanas e áreas urbanas consideradas como tal em 
lei específica, aplicando-se à supressão da vegetação secundária em estágio avançado de 
regeneração as seguintes restrições:
I – nos perímetros urbanos aprovados até a data de início de vigência desta Lei, a su-
pressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração dependerá de prévia 
autorização do órgão estadual competente e somente será admitida, para fins de loteamen-
to ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação 
nativa em estágio avançado de regeneração em no mínimo 50% (cinquenta por cento) da 
área total coberta por esta vegetação, ressalvado o disposto nos arts. 11, 12 e 17 desta Lei 
e atendido o disposto no Plano Diretor do Município e demais normas urbanísticas e am-
bientais aplicáveis;
II – nos perímetros urbanos aprovados após a data de início de vigência desta Lei, é vedada 
a supressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata 
Atlântica para fins de loteamento ou edificação.
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Estágio sucessional da vegetação Regra para loteamentos e edificações em áreas urbanas
Vegetação nativa em estágio primário VEDADO
Vegetação nativa em estágio secundário 
avançado de regeneração
Perímetro urbano anterior a 26/12/2006: pode suprimir 
50% da vegetação do terreno
Perímetro urbano posterior a 26/12/2006:
VEDADO
Vegetação nativa em estágio secundário médio 
de regeneração
Perímetro urbano anterior a 26/12/2006: pode suprimir 
70% da vegetação do terreno
Perímetro urbano posterior a 26/12/2006:
pode suprimir 50% da vegetação do terreno
Vegetação nativa em estágio secundário inicial 
de regeneração
Pode suprimir 100% da vegetação do terreno
Já nas regiões metropolitanas e áreas urbanas, assim consideradas em lei, o parcelamen-
to do solo para fins de loteamento ou qualquer edificação em área de vegetação secundária, 
em estágio médio de regeneração, do Bioma Mata Atlântica, devem obedecer ao disposto no 
Plano Diretor do Município e demais normas aplicáveis, e dependerão de prévia autorização do 
órgão estadual competente, ressalvado o disposto nos arts. 11, 12 e 17 desta Lei.
Nos perímetros urbanos aprovados até a data de início de vigência desta Lei, a supressão 
de vegetação secundária em estágio médio de regeneração somente será admitida, para fins 
de loteamento ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de 
vegetação nativa em estágio médio de regeneração em no mínimo30% (trinta por cento) da 
área total coberta por esta vegetação.
Nos perímetros urbanos delimitados após a data de início de vigência desta Lei, a supres-
são de vegetação secundária em estágio médio de regeneração fica condicionada à manuten-
ção de vegetação em estágio médio de regeneração em no mínimo 50% (cinquenta por cento) 
da área total coberta por esta vegetação.
CAPÍTULO VII
DAS ATIVIDADES MINERÁRIAS EM ÁREAS DE VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO AVANÇADO 
E MÉDIO DE REGENERAÇÃO
A supressão de vegetação secundária em estágio avançado e médio de regeneração para 
fins de atividades minerárias somente será admitida mediante:
I – licenciamento ambiental, condicionado à apresentação de Estudo Prévio de Impacto 
Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental – EIA/RIMA, pelo empreendedor, e desde que de-
monstrada a inexistência de alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto;
II – adoção de medida compensatória que inclua a recuperação de área equivalente à área 
do empreendimento, com as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidrográfica 
e sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica, independentemente do disposto no 
art. 36 da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000.
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TÍTULO IV
DOS INCENTIVOS ECONÔMICOS
O poder público, sem prejuízo das obrigações dos proprietários e posseiros estabelecidas 
na legislação ambiental, estimulará, com incentivos econômicos, a proteção e o uso sustentá-
vel do Bioma Mata Atlântica.
Na regulamentação dos incentivos econômicos ambientais, serão observadas as seguin-
tes características da área beneficiada:
I – a importância e representatividade ambientais do ecossistema e da gleba;
II – a existência de espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção;
III – a relevância dos recursos hídricos;
IV – o valor paisagístico, estético e turístico;
V – o respeito às obrigações impostas pela legislação ambiental;
VI – a capacidade de uso real e sua produtividade atual.
Infrações e Multas
As infrações dos dispositivos que regem os benefícios econômicos ambientais, sem preju-
ízo das sanções penais e administrativas cabíveis, sujeitarão os responsáveis a multa civil de 
3 (três) vezes o valor atualizado recebido, ou do imposto devido em relação a cada exercício 
financeiro, além das penalidades e demais acréscimos previstos na legislação fiscal.
Cômputo de Áreas para Fins de Reserva Legal
Art. 35. A conservação, em imóvel rural ou urbano, da vegetação primária ou da vegetação 
secundária em qualquer estágio de regeneração do Bioma Mata Atlântica cumpre função so-
cial e é de interesse público, podendo, a critério do proprietário, as áreas sujeitas à restrição de 
que trata esta Lei ser computadas para efeito da Reserva Legal e seu excedente utilizado para 
fins de compensação ambiental ou instituição de Cota de Reserva Ambiental – CRA. (Redação 
dada pela Lei n. 12.651, de 2012).
Parágrafo único. Ressalvadas as hipóteses previstas em lei, as áreas de preservação per-
manente não integrarão a reserva legal.
CAPÍTULO I
DO FUNDO DE RESTAURAÇÃO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA
O Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica foi criado pela Lei n. 11.428/2006 
e é destinado ao financiamento de projetos de restauração ambiental e de pesquisa 
científica.
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Segundo a referida lei, constituirão recursos do de Restauração do Bioma Mata Atlântica:
I – dotações orçamentárias da União;
II – recursos resultantes de doações, contribuições em dinheiro, valores, bens móveis e 
imóveis, que venha a receber de pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou internacionais;
III – rendimentos de qualquer natureza, que venha a auferir como remuneração decorrente 
de aplicações do seu patrimônio;
IV – outros, destinados em lei.
Projetos Beneficiados
Serão beneficiados com recursos do Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica os 
projetos que envolvam conservação de remanescentes de vegetação nativa, pesquisa cientí-
fica ou áreas a serem restauradas, implementados em Municípios que possuam plano muni-
cipal de conservação e recuperação da Mata Atlântica, devidamente aprovado pelo Conselho 
Municipal de Meio Ambiente.
Projetos Prioritários
Terão prioridade de apoio os projetos destinados à conservação e recuperação das áreas 
de preservação permanente, reservas legais, reservas particulares do patrimônio natural e áre-
as do entorno de unidades de conservação.
Tais projetos poderão beneficiar áreas públicas e privadas e serão executados por órgãos 
públicos, instituições acadêmicas públicas e organizações da sociedade civil de interesse pú-
blico que atuem na conservação, restauração ou pesquisa científica no Bioma Mata Atlântica.
CAPÍTULO III
DOS INCENTIVOS CREDITÍCIOS
Segundo estabelece a lei (art. 41), o proprietário ou posseiro que tenha vegetação primária 
ou secundária em estágios avançado e médio de regeneração do Bioma Mata Atlântica recebe-
rá das instituições financeiras benefícios creditícios, entre os quais a prioridade na concessão 
de crédito agrícola, para os pequenos produtores rurais e populações tradicionais.
Os critérios, condições e mecanismos de controle dos benefícios referidos neste artigo serão 
definidos, anualmente, sob pena de responsabilidade, pelo órgão competente do Poder Execu-
tivo, após anuência do órgão competente do Ministério da Fazenda.
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TÍTULO V
DAS PENALIDADES
A ação ou omissão das pessoas físicas ou jurídicas que importem inobservância aos pre-
ceitos desta Lei e a seus regulamentos ou resultem em dano à flora, à fauna e aos demais 
atributos naturais sujeitam os infratores às sanções previstas em lei, em especial as dispostas 
na Lei n. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e seus decretos regulamentadores.
Com o objetivo de dar uma proteção mais efetiva ao bioma Mata Atlântica, a Lei n. 9.605, 
de 12 de fevereiro de 1998, passa a vigorar acrescida de um art. 38-A, o qual estabelece como 
crime a figura de “destruir ou danificar vegetação primária ou secundária, em estágio avançado 
ou médio de regeneração, do Bioma Mata Atlântica, ou utilizá-la com infringência das normas 
de proteção”. Pena: detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, ou multa, ou ambas as penas cumu-
lativamente.
Para mais detalhes, veja o texto referente à Lei n. 9.605/1998.
1.3. Do cóDigo FLorestaL BrasiLeiro
O novo código florestal (Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012) estabelece normas gerais 
sobre a proteção da vegetação, as áreas de Preservação Permanente9 e as áreas de Reserva 
Legal, a exploração florestal, o suprimento de matéria-prima florestal, o controle da origem dos 
produtos florestais e o controle e prevenção dos incêndios florestais. Além disso, prevê instru-
mentos econômicos e financeiros para o alcance de seus objetivos.
1.3.1.Princípios Elencados no Código Florestal
Do mesmo modo, tendo como objetivo o desenvolvimento sustentável, a referida Lei esta-
belece que atenderá a diversos princípios nela elencados.
O primeiro princípio refere-se ao compromisso do Brasil com a preservação das suas florestas 
e demais formas de vegetação nativa, bem como da biodiversidade, do solo, dos recursos hídri-
cos e da integridade do sistema climático, para o bem-estar das gerações presentes e futuras.
O segundo destaca a importância da função estratégica da atividade agropecuária e do 
papel das florestas e demais formas de vegetação nativa na sustentabilidade, no crescimento 
econômico, na melhoria da qualidade de vida da população brasileira e na presença do País 
nos mercados nacional e internacional de alimentos e bioenergia.
Com relação ao Estado, destaque-se a ação governamental de proteção e uso sustentável 
de florestas (de modo a possibilitar o uso produtivo da terra e a preservação da água, do solo e 
da vegetação), bem como a responsabilidade comum da União, Estados, Distrito Federal e Mu-
nicípios, em colaboração com a sociedade civil, na criação de políticas para a preservação e res-
tauração da vegetação nativa e de suas funções ecológicas e sociais nas áreas urbanas e rurais.
9 Sobre o conceito de área de Preservação Permanente: CF, art. 4º, e 6º, Lei n. 12.651/2012.
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Um outro princípio mencionado pelo código refere-se ao fomento à pesquisa científica e 
tecnológica na busca da inovação para o uso sustentável do solo e da água, a recuperação e a 
preservação das florestas e demais formas de vegetação nativa.
Por fim, e ainda visando ao desenvolvimento sustentável, estabelece a lei, entre seus prin-
cípios, a criação de incentivos econômicos para fomentar a preservação e a recuperação da 
vegetação nativa e promover o desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis.
1.3.2. Conceitos Preliminares
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
I – Amazônia Legal: os Estados do Acre, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e 
Mato Grosso e as regiões situadas ao norte do paralelo 13º S, dos Estados de Tocantins e Goi-
ás, e ao oeste do meridiano de 44º W, do Estado do Maranhão;
II – Área de Preservação Permanente – APP: área protegida, coberta ou não por vegetação 
nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade 
geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegu-
rar o bem-estar das populações humanas;
III – Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, delimi-
tada nos termos do art. 12, com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável 
dos recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos 
ecológicos e promover a conservação da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de 
fauna silvestre e da flora nativa;
IV – área rural consolidada: área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 
22 de julho de 2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, 
neste último caso, a adoção do regime de pousio;
V – pequena propriedade ou posse rural familiar: aquela explorada mediante o trabalho 
pessoal do agricultor familiar e empreendedor familiar rural, incluindo os assentamentos e 
projetos de reforma agrária, e que atenda ao disposto no art. 3º da Lei n. 11.326, de 24 de ju-
lho de 2006;
VI – uso alternativo do solo: substituição de vegetação nativa e formações sucessoras por 
outras coberturas do solo, como atividades agropecuárias, industriais, de geração e transmis-
são de energia, de mineração e de transporte, assentamentos urbanos ou outras formas de 
ocupação humana;
VII – manejo sustentável: administração da vegetação natural para a obtenção de bene-
fícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do 
ecossistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização 
de múltiplas espécies madeireiras ou não, de múltiplos produtos e subprodutos da flora, bem 
como a utilização de outros bens e serviços;
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VIII – utilidade pública: (Vide ADC N. 42) (Vide ADIN N. 4.903)
a) as atividades de segurança nacional e proteção sanitária;
b) as obras de infraestrutura destinadas às concessões e aos serviços públicos de trans-
porte, sistema viário, inclusive aquele necessário aos parcelamentos de solo urbano aprova-
dos pelos Municípios, saneamento, energia, telecomunicações, radiodifusão, bem como mine-
ração, exceto, neste último caso, a extração de areia, argila, saibro e cascalho; (Vide ADC N. 42) 
(Vide ADIN N. 4.903)
c) atividades e obras de defesa civil;
d) atividades que comprovadamente proporcionem melhorias na proteção das funções 
ambientais referidas no inciso II deste artigo;
e) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em procedimento 
administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento 
proposto, definidas em ato do Chefe do Poder Executivo federal;
IX – interesse social: (Vide ADC N. 42) (Vide ADIN N. 4.903)
a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa, tais como 
prevenção, combate e controle do fogo, controle da erosão, erradicação de invasoras e prote-
ção de plantios com espécies nativas;
b) a exploração agroflorestal sustentável praticada na pequena propriedade ou posse rural 
familiar ou por povos e comunidades tradicionais, desde que não descaracterize a cobertura 
vegetal existente e não prejudique a função ambiental da área;
c) a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educa-
cionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais consolidadas, observadas as condi-
ções estabelecidas nesta Lei;
d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados predominantemente 
por população de baixa renda em áreas urbanas consolidadas, observadas as condições esta-
belecidas na Lei n. 11.977, de 7 de julho de 2009;
e) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e de efluentes 
tratados para projetos cujos recursos hídricos são partes integrantes e essenciais da atividade;
f) as atividades de pesquisa e extração de areia, argila, saibro e cascalho, outorgadas pela 
autoridade competente;
g) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em procedimento 
administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional à atividade proposta, 
definidas em ato do Chefe do Poder Executivo federal;
X – atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental:
a) abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pontilhões, quando neces-
sárias à travessia de um curso d’água, ao acesso de pessoas e animais para a obtenção de 
água ou à retirada de produtos oriundos das atividades de manejo agroflorestal sustentável;
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b) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e efluentes 
tratados, desde que comprovada a outorga do direito de uso da água, quando couber;
c) implantação de trilhas para o desenvolvimento do ecoturismo;
d) construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno ancoradouro;
e) construção de moradia de agricultores familiares, remanescentes de comunidades qui-
lombolas e outras populações extrativistas e tradicionais em áreas rurais, onde o abastecimen-
to de água se dê pelo esforço próprio dos moradores;
f) construção e manutenção de cercas na propriedade;
g) pesquisa científica relativa a recursos ambientais, respeitados outros requisitos previs-
tos na legislação aplicável;
h) coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e produção de mudas, 
como sementes, castanhas e frutos, respeitada a legislação específica de acesso a recursos 
genéticos;
i) plantio de espécies nativas produtoras de frutos, sementes, castanhas e outros produtos 
vegetais, desde que não implique supressão da vegetação existente nem prejudique a função 
ambiental da área;
j) exploração agroflorestal e manejo florestal sustentável, comunitário e familiar, incluindo 
a extração de produtos florestais não madeireiros, desde que não descaracterizem a cobertura 
vegetal nativa existente nem prejudiquem a função ambiental da área;
k) outras ações ou atividades similares, reconhecidas como eventuais e de baixo impacto 
ambiental em ato do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA ou dos Conselhos Es-
taduais de Meio Ambiente;
XI – (VETADO);
XII – vereda: fitofisionomia de savana, encontrada em solos hidromórficos, usualmente 
com a palmeira arbórea Mauritia flexuosa – buriti emergente, sem formar dossel, em meio a 
agrupamentos de espécies arbustivo-herbáceas; (Redação pela Lei n. 12.727, de 2012).
XIII – manguezal: ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos, sujeitos à ação das 
marés, formado por vasas lodosas recentes ou arenosas, às quais se associa, predominante-
mente, a vegetação natural conhecida como mangue, com influência fluviomarinha, típica de 
solos limosos de regiões estuarinas e com dispersão descontínua ao longo da costa brasileira, 
entre os Estados do Amapá e de Santa Catarina;
XIV – salgado ou marismas tropicais hipersalinos: áreas situadas em regiões com frequ-
ências de inundações intermediárias entre marés de sizígias e de quadratura, com solos cuja 
salinidade varia entre 100 (cem) e 150 (cento e cinquenta) partes por 1.000 (mil), onde pode 
ocorrer a presença de vegetação herbácea específica;
XV – apicum: áreas de solos hipersalinos situadas nas regiões entremarés superiores, 
inundadas apenas pelas marés de sizígias, que apresentam salinidade superior a 150 (cento e 
cinquenta) partes por 1.000 (mil), desprovidas de vegetação vascular;
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XVI – restinga: depósito arenoso paralelo à linha da costa, de forma geralmente alonga-
da, produzido por processos de sedimentação, onde se encontram diferentes comunidades 
que recebem influência marinha, com cobertura vegetal em mosaico, encontrada em praias, 
cordões arenosos, dunas e depressões, apresentando, de acordo com o estágio sucessional, 
estrato herbáceo, arbustivo e arbóreo, este último mais interiorizado;
XVII – nascente: afloramento natural do lençol freático que apresenta perenidade e dá iní-
cio a um curso d’água; (Vide ADIN N. 4.903)
XVIII – olho d’água: afloramento natural do lençol freático, mesmo que intermitente;
XIX – leito regular: a calha por onde correm regularmente as águas do curso d’água durante 
o ano; (Vide ADC N. 42) (Vide ADIN N. 4.903)
XX – área verde urbana: espaços, públicos ou privados, com predomínio de vegetação, prefe-
rencialmente nativa, natural ou recuperada, previstos no Plano Diretor, nas Leis de Zoneamento 
Urbano e Uso do Solo do Município, indisponíveis para construção de moradias, destinados aos 
propósitos de recreação, lazer, melhoria da qualidade ambiental urbana, proteção dos recursos 
hídricos, manutenção ou melhoria paisagística, proteção de bens e manifestações culturais;
XXI – várzea de inundação ou planície de inundação: áreas marginais a cursos d’água su-
jeitas a enchentes e inundações periódicas;
XXII – faixa de passagem de inundação: área de várzea ou planície de inundação adjacente 
a cursos d’água que permite o escoamento da enchente;
XXIII – relevo ondulado: expressão geomorfológica usada para designar área caracteriza-
da por movimentações do terreno que geram depressões, cuja intensidade permite sua classi-
ficação como relevo suave ondulado, ondulado, fortemente ondulado e montanhoso.
XXIV – pousio: prática de interrupção temporária de atividades ou usos agrícolas, pecuá-
rios ou silviculturais, por no máximo 5 (cinco) anos, para possibilitar a recuperação da capaci-
dade de uso ou da estrutura física do solo; (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
XXV – áreas úmidas: pantanais e superfícies terrestres cobertas de forma periódica por 
águas, cobertas originalmente por florestas ou outras formas de vegetação adaptadas à inun-
dação; (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
XXVI – área urbana consolidada: aquela de que trata o inciso II do caput do art. 47 da Lei n. 
11.977, de 7 de julho de 2009; e (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
XXVII – crédito de carbono: título de direito sobre bem intangível e incorpóreo transacioná-
vel. (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
002. (VUNESP/2019/CÂMARA DE SÃO MIGUEL ARCANJO-SP/PROCURADOR LEGISLATI-
VO) Dentre os conceitos trazidos pela Lei n. 12.651/2012, encontra-se o seguinte: “Depósito 
arenoso paralelo à linha da costa, de forma geralmente alongada, produzido por processos de 
sedimentação, onde se encontram diferentes comunidades que recebem influência marinha, 
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com cobertura vegetal em mosaico, encontrada em praias, cordões arenosos, dunas e depres-
sões, apresentando, de acordo com o estágio sucessional, estrato herbáceo, arbustivo e arbó-
reo, este último mais interiorizado”.
Essa descrição se refere
a) aos marismas tropicais hipersalinos.
b) ao manguezal.
c) à restinga.
d) aos apicuns.
e) aos veredas.
XII – vereda: fitofisionomia de savana, encontrada em solos hidromórficos, usualmente com a 
palmeira arbórea Mauritia flexuosa – buriti emergente, sem formar dossel, em meio a agrupa-
mentos de espécies arbustivo-herbáceas; (Redação pela Lei n. 12.727, de 2012).
XIII – manguezal: ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos, sujeitos à ação das 
marés, formado por vasas lodosas recentes ou arenosas, às quais se associa, predominante-
mente, a vegetação natural conhecida como mangue, com influência fluviomarinha, típica de 
solos limosos de regiões estuarinas e com dispersão descontínua ao longo da costa brasileira, 
entre os Estados do Amapá e de Santa Catarina;
XIV – salgado ou marismas tropicais hipersalinos: áreas situadas em regiões com frequências 
de inundações intermediárias entre marés de sizígias e de quadratura, com solos cuja salinida-
de varia entre 100 (cem) e 150 (cento e cinquenta) partes por 1.000 (mil), onde pode ocorrer a 
presença de vegetação herbácea específica;
XV – apicum: áreas de solos hipersalinos situadas nas regiões entremarés superiores, inun-
dadas apenas pelas marés de sizígias, que apresentam salinidade superior a 150 (cento e 
cinquenta) partes por 1.000 (mil), desprovidas de vegetação vascular;
XVI – restinga: depósito arenoso paralelo à linha da costa, de forma geralmente alongada, pro-
duzido por processos de sedimentação, onde se encontram diferentes comunidades que re-
cebem influência marinha, com cobertura vegetal em mosaico, encontrada em praias, cordões 
arenosos, dunas e depressões, apresentando, de acordo com o estágio sucessional, estrato 
herbáceo, arbustivo e arbóreo, este último mais interiorizado;
Letra c.
003. (VUNESP/2013/CÂMARA DE BRAGANÇA PAULISTA-SP/PROCURADOR JURÍDICO B) 
Em relação ao disposto na Lei n. 12.651/2012, analise as assertivas a seguir e assinale a alter-
nativa correta.
a) A Lei n. 12.651/2012 atenderá ao princípio das responsabilidades comuns mas diferencia-
das da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, em colaboração com a socie-
dade civil, na criação de políticas para a preservação e restauração da vegetação nativa e de 
suas funções ecológicas e sociais nas áreas rurais.
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b) As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação nativa, reco-
nhecidas de utilidade às terras que revestem são bens públicos, exercendo-se os direitos de 
propriedade e a posse com respeito à sua função socioambiental.
c) As obrigações previstas na Lei n. 12.651/2012 têm natureza real e são transmitidas apenas 
ao sucessor, a título universal, no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural.
d) Na utilização e exploração da vegetação, as ações ou omissões contrárias às disposições 
da Lei n. 12.651/2012 são consideradas uso irregular da propriedade, aplicando-se o proce-
dimento ordinário previsto no inciso II do art. 275 da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, 
sem prejuízo da responsabilidade civil independente da existência de culpa, prevista na Lei n. 
6.938/81 e das sanções penais cabíveis.
e) A Lei n. 12.651/2012 afirma o compromisso soberano do Brasil com a preservação das 
suas florestas e demais formas de vegetação nativa, bem como da biodiversidade, do solo, 
dos recursos hídricos e da integridade do sistema climático, para o bem-estar das gerações 
presentes e futuras.
a) Errada. Princípio da Responsabilidade comum, mas diferenciada: “todas as nações são res-
ponsáveis pelo controle da poluição e a busca da sustentabilidade, mas os países mais po-
luidores deverão adotar as medidas mais drásticas, pois são os principais responsáveis pela 
degradação ambiental na Biosfera” (Sinopse de Direito Ambiental. Frederico Amado).
b) Errada.
Art. 2º As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação nativa, reco-
nhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes 
do País, exercendo-se os direitos de propriedade com as limitações que a legislação em geral e 
especialmente esta Lei estabelecem.
c) Errada.
Art. 2º [...] § 2º As obrigações previstas nesta Lei têm natureza real e são transmitidas ao sucessor, 
de qualquer natureza, no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural.
d) Errada.
Art. 2º [...] § 1º Na utilização e exploração da vegetação, as ações ou omissões contrárias às dispo-
sições desta Lei são consideradas uso irregular da propriedade, aplicando-se o procedimento su-
mário previsto no inciso II do art. 275 da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo 
Civil, sem prejuízo da responsabilidade civil, nos termos do § 1º do art. 14 da Lei n. 6.938, de 31 de 
agosto de 1981, e das sanções administrativas, civis e penais.
e) Certa.
Art. 1º-A. [...] Parágrafo único. Tendo como objetivo o desenvolvimento sustentável, esta Lei atende-
rá aos seguintes princípios: (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
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I – afirmação do compromisso soberano do Brasil com a preservação das suas florestas e demais 
formas de vegetação nativa, bem como da biodiversidade, do solo, dos recursos hídricos e da inte-
gridade do sistema climático, para o bem-estar das gerações presentes e futuras; (Incluído pela Lei 
n. 12.727, de 2012).
Letra e.
1.3.3. Áreas de Preservação Permanente
APP e Reserva Legal
Tema dos mais relevantes em relação ao código florestal refere-se às diferenças entre áre-
as de preservação permanente e reserva legal.
Segundo estabelece o art. 4º da Lei n. 12.651/2012, considera-se Área de Preservação 
Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei:
I – as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os 
efêmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de:
a) 30 (trinta) metros, para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura;
b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) 
metros de largura;
c) 100 (cem) metros, para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) 
metros de largura;
d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600 
(seiscentos) metros de largura;
e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seis-
centos) metros;
II – as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de:
a) 100 (cem)de obra regional;
V – o acesso livre de qualquer indivíduo às informações referentes à gestão de florestas 
públicas, nos termos da Lei no 10.650, de 16 de abril de 20032;
VI – a promoção e difusão da pesquisa florestal, faunística e edáfica, relacionada à conser-
vação, à recuperação e ao uso sustentável das florestas;
VII – o fomento ao conhecimento e a promoção da conscientização da população sobre a 
importância da conservação, da recuperação e do manejo sustentável dos recursos florestais; 
e VIII – a garantia de condições estáveis e seguras que estimulem investimentos de longo pra-
zo no manejo, na conservação e na recuperação das florestas.
Da Gestão de Florestas Públicas para Produção Sustentável
A denominada “gestão de florestas públicas para produção sustentável” compreende:
I – a criação de florestas nacionais, estaduais e municipais, nos termos do art. 173 da Lei 
n. 9.985, de 18 de julho de 2000, e sua gestão direta;
II – a destinação de florestas públicas às comunidades locais, nos termos do art. 6º 
desta Lei; e
III – a concessão florestal, incluindo florestas naturais ou plantadas e as unidades de ma-
nejo das florestas mencionadas no art. 17 da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000.
Assim, a Lei n. 11.284/2006 estabelece que a gestão de florestas públicas ocorrerá, entre 
outras florestas, nas Unidades de Conservação de Uso Sustentável (Sistema Nacional de Uni-
dades de Conservação – Lei Federal n. 9.985/2000). Nesta lei as Unidades de Conservação 
dividem-se em dois grupos, com características específicas:
I – “unidades de proteção integral”, cujo objetivo básico é preservar a natureza, sendo ad-
mitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, em regra;
II – “unidades de uso sustentável”, cujo objetivo básico é compatibilizar a conservação da 
natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.
2 Esta Lei dispõe sobre o acesso público aos dados e informações ambientais existentes nos órgãos e enti-
dades integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente – Sisnama, instituído pela Lei n. 6.938, de 31 de 
agosto de 1981.
3 Art. 17. A Floresta Nacional é uma área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem 
como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em 
métodos para exploração sustentável de florestas nativas.
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CAPÍTULO II
DA GESTÃO DIRETA
Conforme estabelece a lei, o Poder Público poderá exercer diretamente a gestão de flores-
tas nacionais, estaduais e municipais criadas nos termos do art. 17 da Lei n. 9.985, de 18 de 
julho de 2000, sendo-lhe facultado, para execução de atividades subsidiárias, firmar convênios, 
termos de parceria, contratos ou instrumentos similares com terceiros, observados os procedi-
mentos licitatórios e demais exigências legais pertinentes (art. 5º da Lei n. 11.284).
Prazo de duração dos contratos: a duração dos contratos e instrumentos similares a que 
se refere o caput deste artigo fica limitada a 120 (cento e vinte) meses.
Critérios para a escolha da proposta vencedora: nas licitações para as contratações de 
que trata este artigo, além do preço, poderá ser considerado o critério da melhor técnica pre-
visto no inciso II do caput do art. 26 desta Lei.
CAPÍTULO III
DA DESTINAÇÃO ÀS COMUNIDADES LOCAIS
De início, tem-se que, antes da realização das concessões florestais, as florestas públicas 
ocupadas ou utilizadas por comunidades locais serão identificadas para a destinação, pelos 
órgãos competentes.
Tal Identificação ocorrerá por meio de:
I – criação de reservas extrativistas e reservas de desenvolvimento sustentável, observa-
dos os requisitos previstos da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000;
II – concessão de uso, por meio de projetos de assentamento florestal, de desenvolvimento 
sustentável, agroextrativistas ou outros similares, nos termos do art. 189 da Constituição Fe-
deral e das diretrizes do Programa Nacional de Reforma Agrária;
III – outras formas previstas em lei.
É importante observar que a destinação acima mencionada será feita de forma não onero-
sa para o beneficiário e efetuada em ato administrativo próprio, conforme previsto em legisla-
ção específica.
Do mesmo modo, as comunidades locais poderão participar das licitações previstas no Ca-
pítulo IV deste Título, por meio de associações comunitárias, cooperativas ou outras pessoas 
jurídicas admitidas em lei.
Por fim, registre-se que o Poder Público poderá, com base em condicionantes socioam-
bientais definidas em regulamento, regularizar posses de comunidades locais sobre as áreas 
por elas tradicionalmente ocupadas ou utilizadas, que sejam imprescindíveis à conservação 
dos recursos ambientais essenciais para sua reprodução física e cultural, por meio de conces-
são de direito real de uso ou outra forma admitida em lei, dispensada licitação.
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CAPÍTULO IV
DAS CONCESSÕES FLORESTAIS
Seção I
Disposições Gerais
Autorização para concessão florestal: a concessão florestal será autorizada em ato do 
poder concedente e formalizada mediante contrato, que deverá observar os termos desta Lei, 
das normas pertinentes e do edital de licitação (art. 7º).
Os relatórios ambientais preliminares, licenças ambientais, relatórios de impacto ambien-
tal, contratos, relatórios de fiscalização e de auditorias e outros documentos relevantes do 
processo de concessão florestal serão disponibilizados por meio da Rede Mundial de Compu-
tadores, sem prejuízo do disposto no art. 25 desta Lei.i
Da realização de audiências públicas: a publicação do edital de licitação de cada lote de 
concessão florestal deverá ser precedida de audiência pública, por região, realizada pelo órgão 
gestor, nos termos do regulamento, sem prejuízo de outras formas de consulta pública.
Seção II
Do Plano Anual de Outorga Florestal
Segundo estabelece o art. 10, o Plano Anual de Outorga Florestal (Paof), proposto pelo 
órgão gestor e definido pelo poder concedente, conterá a descrição de todas as florestas pú-
blicas a serem submetidas a processos de concessão no ano em que vigorar.
A lei exige, ainda, que o Paof seja submetido pelo órgão gestor à manifestação do órgão 
consultivo da respectiva esfera de governo.
Inclusão de áreas de florestas públicas no Paof: a inclusão de áreas de florestas públicas 
sob o domínio da União no Paof requer manifestação prévia da Secretaria de Patrimônio da 
União do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Apreciação do Paof pelo Conselho de Defesa Nacional: o Paof deverá ser previamente 
apreciado pelo Conselho de Defesa Nacional quando estiverem incluídas áreas situadas na 
faixa de fronteira definida no § 2º do art. 20 da Constituição Federal.
O que deverá ser levado em conta pelo Paof para concessão florestal?
Art. 11. O Paof para concessão florestal considerará:
I – as políticas e o planejamento para o setor florestal, a reforma agrária, a regularização 
fundiária, a agricultura, o meio ambiente, os recursos hídricos, o ordenamento territorial e o 
desenvolvimento regional;
II – o Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE nacional e estadual e demais instrumentos 
que disciplinammetros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com até 20 (vinte) hecta-
res de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros;
b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas;
III – as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais, decorrentes de barramento 
ou represamento de cursos d’água naturais, na faixa definida na licença ambiental do em-
preendimento;
IV – as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, qualquer que seja sua 
situação topográfica, no raio mínimo de 50 (cinquenta) metros;
V – as encostas ou partes destas com declividade superior a 45º, equivalente a 100% (cem 
por cento) na linha de maior declive;
VI – as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;
VII – os manguezais, em toda a sua extensão;
VIII – as bordas dos tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo, em faixa nun-
ca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;
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IX – no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 (cem) 
metros e inclinação média maior que 25º, as áreas delimitadas a partir da curva de nível corres-
pondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima da elevação sempre em relação à base, sendo 
esta definida pelo plano horizontal determinado por planície ou espelho d’água adjacente ou, 
nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais próximo da elevação;
X – as áreas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação;
XI – em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 (cin-
quenta) metros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado.
Não será exigida Área de Preservação Permanente no entorno de reservatórios artificiais de 
água que não decorram de barramento ou represamento de cursos d’água naturais.
Registre-se, finalmente, que a intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de 
Preservação Permanente poderá ser realizada em hipóteses específicas, tais como em caso 
de utilidade pública, interesse social10 ou baixo impacto ambiental.11
Sobre o tema, o STF reduziu as hipóteses de intervenção previstas na lei. Ficou determina-
do que a intervenção por interesse social ou utilidade pública fica condicionada à inexistência 
de alternativa técnica ou locacional à atividade proposta.
Ainda com relação à intervenção em APP, registre-se que o Código Florestal permitiu o 
acesso de pessoas e animais às Áreas de Preservação Permanente para obtenção de água e 
para realização de atividades de baixo impacto ambiental.
Consideram-se, ainda, de preservação permanente, quando declaradas de interesse social 
por ato do Chefe do Poder Executivo, as áreas cobertas com florestas ou outras formas de 
vegetação destinadas a uma ou mais das seguintes finalidades:
I – conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha;
II – proteger as restingas ou veredas;
III – proteger várzeas;
IV – abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção;
10 Constituem-se como hipóteses de interesse social, nos termos da lei: a) as atividades imprescindíveis à prote-
ção da integridade da vegetação nativa, tais como prevenção, combate e controle do fogo, controle da erosão, 
erradicação de invasoras e proteção de plantios com espécies nativas; b) a exploração agroflorestal sustentá-
vel praticada na pequena propriedade ou posse rural familiar ou por povos e comunidades tradicionais, desde 
que não descaracterize a cobertura vegetal existente e não prejudique a função ambiental da área; c) a implan-
tação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em 
áreas urbanas e rurais consolidadas, observadas as condições estabelecidas nesta Lei; e d) a regularização 
fundiária de assentamentos humanos ocupados predominantemente por população de baixa renda em áreas 
urbanas consolidadas, observadas as condições estabelecidas na Lei n. 11.977, de 7 de julho de 2009.
11 Obs.: A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas somente poderá ser autor-
izada em caso de utilidade pública.
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V – proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico, cultural ou histórico;
VI – formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;
VII – assegurar condições de bem-estar público;
VIII – auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares.
IX – proteger áreas úmidas, especialmente as de importância internacional.
004. (AOCP/2016/PREFEITURA DE JUIZ DE FORA-MG/PROCURADOR MUNICIPAL) De 
acordo com a Lei n. 12.651/2012, considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas 
rurais ou urbanas:
a) as encostas ou partes destas com declividade superior a 30º, equivalente a 90% (noventa 
por cento) na linha de maior declive.
b) as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de 100 (cem) 
metros, em zonas urbanas.
c) as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efê-
meros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de 200 (duzentos) metros, 
para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura.
d) em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 (cinquenta) 
metros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado.
e) as bordas dos tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo, em faixa nunca infe-
rior a 30 (trinta) metros em projeções horizontais.
a) Errada. As encostas ou partes destas com declividade superior a 45º, equivalente a 100% 
na linha de maior declive.
b) Errada. São 30 metros de app em zonas urbanas.
c) Errada. 100 metros de app de 50-100 metros de largura do rio.
e) Errada. 100 metros de APP.
Letra d.
Do Regime de Proteção das Áreas de Preservação Permanente
A vegetação situada em Área de Preservação Permanente deverá ser mantida pelo pro-
prietário da área, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de direito 
público ou privado.
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Recomposição da Vegetação
Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de Preservação Permanente, o 
proprietário da área, possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recom-
posição da vegetação, ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei.
A recomposição da vegetação constitui-se como obrigação propter rem, de natureza real e é 
transmitida ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural.
É dispensada a autorização do órgão ambiental competente para a execução, em caráter de 
urgência, de atividades de segurançanacional e obras de interesse da defesa civil destinadas 
à prevenção e mitigação de acidentes em áreas urbanas.
Impossibilidade de Novas Regularizações
Não haverá, em qualquer hipótese, direito à regularização de futuras intervenções ou su-
pressões de vegetação nativa, além das previstas nesta Lei.
005. (GUALIMP/2018/CÂMARA DE NOVA VENÉCIA-ES/PROCURADOR JURÍDICO) De acor-
do com o Regime de Proteção das Áreas de Preservação Permanente previsto no Código Flo-
restal Brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Ocorrida supressão de vegetação situada em Área de Preservação Permanente, o pro-
prietário, possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição da 
vegetação.
b) A obrigação de recomposição da vegetação suprimida em Área de Preservação Perma-
nente possui natureza real e é transmitida em caso de transferência do domínio ou posse 
do imóvel.
c) Somente será admitida a exploração econômica de Área de Preservação Permanente 
nos casos previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama e mediante manejo 
sustentável.
d) A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas somente poderá 
ser autorizada em caso de utilidade pública.
a) Certa. Artigo 7º, § 1º, do Código Florestal:
Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de Preservação Permanente, o proprietário 
da área, possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição da vegeta-
ção, ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei.
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b) Certa. Artigo 7º, § 2º, do Código Florestal:
A obrigação prevista no § 1º tem natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de transferência 
de domínio ou posse do imóvel rural.
c) Errada. Em regra, não se admite a exploração econômica em APPs, mas, excepcionalmente, 
poderá ocorrer nos casos do artigo 8º do Código Florestal: a intervenção ou a supressão de 
vegetação nativa em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de 
utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental.
Veja, ainda:
Art. 17, § 1º Admite-se a exploração econômica da Reserva Legal mediante manejo sustentável, 
previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama, de acordo com as modalidades previs-
tas no art. 20.
d) Certa. Artigo 7º, § 1º, do Código Florestal:
A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas somente poderá ser 
autorizada em caso de utilidade pública.
Letra c.
1.3.4. Áreas de Uso Restrito
Nestas áreas é permitida a exploração ecologicamente sustentável, devendo-se considerar 
as recomendações técnicas dos órgãos oficiais de pesquisa, ficando novas supressões de 
vegetação nativa para uso alternativo do solo condicionadas à autorização do órgão estadual 
do meio ambiente.
Do mesmo modo, admite-se, em áreas de inclinação entre 25º e 45º, o manejo florestal 
sustentável e o exercício de atividades agrossilvipastoris, bem como a manutenção da infra-
estrutura física associada ao desenvolvimento das atividades, observadas boas práticas agro-
nômicas, sendo vedada a conversão de novas áreas, excetuadas as hipóteses de utilidade 
pública e interesse social.12
1.3.5. Área de Reserva Legal
Considera-se Reserva Legal a área com cobertura de vegetação nativa que deve ser man-
tida em todo imóvel rural.13 Do mesmo modo que as áreas de preservação permanente, a Re-
serva Legal deve ser conservada com cobertura de vegetação nativa pelo proprietário do imó-
vel rural, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de direito público 
ou privado.14
12 Art. 11 da Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012.
13 Tal área variará a depender da localização do imóvel, nos termos do art. 12 do Código Florestal.
14 Admite-se, entretanto, a exploração econômica da Reserva Legal mediante manejo sustentável, previamente 
aprovado pelo órgão competente do Sisnama.
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Registre-se, ainda, que a lei admitiu o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no 
cálculo do percentual da Reserva Legal do imóvel, desde que tal medida não implique a con-
versão de novas áreas para o uso alternativo do solo, nem que a área a ser computada esteja 
conservada ou em processo de recuperação e que o proprietário ou possuidor tenha requerido 
inclusão do imóvel no Cadastro Ambiental Rural15.
Por fim, o Código Florestal traz em seu texto normas relacionadas à supressão de vege-
tação para uso alternativo do solo e exploração florestal, além de normas para o controle da 
origem dos produtos florestais e proibição do uso de fogo e do controle dos incêndios e des-
matamentos. Nesse aspecto, destaque-se o programa de apoio e incentivo à preservação e 
recuperação do meio ambiente, segundo o qual o Poder Executivo federal poderá instituir, sem 
prejuízo do cumprimento da legislação ambiental, programa de apoio e incentivo à conserva-
ção do meio ambiente e outras medidas como forma de promoção do desenvolvimento ecolo-
gicamente sustentável, observados sempre os critérios de progressividade.
Texto legal:
Art. 12. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de 
Reserva Legal, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Perma-
nente, observados os seguintes percentuais mínimos em relação à área do imóvel, excetuados 
os casos previstos no art. 68 desta Lei: (Redação dada pela Lei n. 12.727, de 2012).
I – localizado na Amazônia Legal:
a) 80% (oitenta por cento), no imóvel situado em área de florestas;
b) 35% (trinta e cinco por cento), no imóvel situado em área de cerrado;
c) 20% (vinte por cento), no imóvel situado em área de campos gerais;
II – localizado nas demais regiões do País: 20% (vinte por cento).
Exceções
Os empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento de esgoto não estão 
sujeitos à constituição de Reserva Legal.
Não será exigida Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor 
de concessão, permissão ou autorização para exploração de potencial de energia hidráulica, 
nas quais funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica, subestações ou sejam 
instaladas linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica.
Não será exigida Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas com o obje-
tivo de implantação e ampliação de capacidade de rodovias e ferrovias.
15 O cadastro ambiental rural é um registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os 
imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, com-
pondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao des-
matamento.
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DIREITO AMBIENTALNilton Coutinho
006. (CESPE/CEBRASPE/2018/PREFEITURA DE MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNI-
CÍPIO) Com base na legislação aplicável ao SNUC e aos espaços territoriais especialmente 
protegidos, julgue o seguinte item.
A inclusão de uma APP no cômputo da área de reserva legal de um imóvel rural não altera o 
regime de proteção dessa APP.
Art. 15. Será admitido o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do percentual 
da Reserva Legal do imóvel, desde que:
III – o proprietário ou possuidor tenha requerido inclusão do imóvel no Cadastro Ambiental Rural – 
CAR, nos termos desta Lei.
§ 1º O regime de proteção da Área de Preservação Permanente não se altera na hipótese prevista 
neste artigo.
Certo.
007. (VUNESP/2019/PREFEITURA DE VALINHOS-SP/PROCURADOR) A respeito da previ-
são legal dada pela Lei n. 12.651/2012, sobre a Delimitação da Área de Reserva Legal, é certo 
afirmar que
a) os empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento de esgoto não estão 
sujeitos à constituição de Reserva Legal.
b) será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor de 
concessão, permissão ou autorização para exploração de potencial de energia hidráulica, nas 
quais funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica, subestações ou sejam ins-
taladas linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica.
c) será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas com o objetivo de 
implantação e ampliação de capacidade de rodovias e ferrovias.
d) no parcelamento de imóveis rurais, a área de Reserva Legal não poderá ser agrupada em 
regime de condomínio entre os adquirentes.
e) quando indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE estadual, realizado segundo 
metodologia unificada, o poder público federal poderá reduzir, exclusivamente para fins de re-
gularização, mediante recomposição, regeneração ou compensação da Reserva Legal de imó-
veis com área rural consolidada, situados em área de floresta localizada na Amazônia Legal, 
para até 40% (quarenta por cento) da propriedade.
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DIREITO AMBIENTAL
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�
a) Certa. A assertiva é cópia do art. 12, § 6º, do Código Florestal. “Os empreendimentos de 
abastecimento público de água e tratamento de esgoto não estão sujeitos à constituição de 
Reserva Legal.”
b) Errada. Foi apenas retirado o não do § 7º do art. 12 do Código Florestal:
Não será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor de 
concessão, permissão ou autorização para exploração de potencial de energia hidráulica, nas quais 
funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica, subestações ou sejam instaladas li-
nhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica.
c) Errada. Foi apenas retirado o não do § 8º do art. 12 do Código Florestal: “Não será exigido 
Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas com o objetivo de implantação e 
ampliação de capacidade de rodovias e ferrovias.”
d) Errada. O erro está em afirmar que não poderá, quando, na verdade, pode, de acordo com o 
parágrafo único do artigo 16 do Código Florestal: “No parcelamento de imóveis rurais, a área 
de Reserva Legal PODERÁ ser agrupada em regime de condomínio entre os adquirentes.”
e) Errada. O erro está no percentual da redução. O correto é 50%, conforme o inciso I do art. 13 
do Código Florestal:
Art. 13. Quando indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE estadual, realizado se-
gundo metodologia unificada, o poder público federal poderá: I – reduzir, exclusivamente para 
fins de regularização, mediante recomposição, regeneração ou compensação da Reserva Legal 
de imóveis com área rural consolidada, situados em área de floresta localizada na Amazônia 
Legal, para até 50% (cinquenta por cento) da propriedade, excluídas as áreas prioritárias para 
conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos e os corredores ecológicos;
Letra a.
Do Regime de Proteção da Reserva Legal
A Reserva Legal deve ser conservada com cobertura de vegetação nativa pelo proprie-
tário do imóvel rural, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de 
direito público ou privado.
Exploração Econômica e Desenvolvimento Sustentável
Admite-se a exploração econômica da Reserva Legal mediante manejo sustentável, 
previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama, de acordo com as modalida-
des previstas no art. 20.
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Para fins de manejo de Reserva Legal na pequena propriedade ou posse rural familiar, 
os órgãos integrantes do Sisnama deverão estabelecer procedimentos simplificados de 
elaboração, análise e aprovação de tais planos de manejo.
É obrigatória a suspensão imediata das atividades em área de Reserva Legal desma-
tada irregularmente.
A área de Reserva Legal deverá ser registrada no órgão ambiental competente por meio 
de inscrição no CAR, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmis-
são, a qualquer título, ou de desmembramento, com as exceções previstas nesta Lei.
Imóvel Rural que venha a ser inserido no Perímetro Urbano – Consequências
A inserção do imóvel rural em perímetro urbano definido mediante lei municipal não deso-
briga o proprietário ou posseiro da manutenção da área de Reserva Legal, que só será extinta 
concomitantemente ao registro do parcelamento do solo para fins urbanos aprovado segundo 
a legislação específica e consoante as diretrizes do plano diretor de que trata o § 1º do art. 182 
da Constituição Federal.
Coleta de Produtos Florestais Não Madeireiros
É livre a coleta de produtos florestais não madeireiros, tais como frutos, cipós, folhas e 
sementes, devendo-se observar:
I – os períodos de coleta e volumes fixados em regulamentos específicos, quando houver;
II – a época de maturação dos frutos e sementes;
III – técnicas que não coloquem em risco a sobrevivência de indivíduos e da espécie cole-
tada no caso de coleta de flores, folhas, cascas, óleos, resinas, cipós, bulbos, bambus e raízes.
Diretrizes para o Manejo Florestal Sustentável
O manejo florestal sustentável da vegetação da Reserva Legal com propósito comercial 
depende de autorização do órgão competente e deverá atender as seguintes diretrizes e 
orientações:
I – não descaracterizar a cobertura vegetal e não prejudicar a conservação da vegetação 
nativa da área;
II – assegurar a manutenção da diversidade das espécies;
III – conduzir o manejo de espécies exóticas com a adoção de medidas que favoreçam a 
regeneração de espécies nativas.
O manejo sustentável para exploração florestal eventual sem propósito comercial, para 
consumo no próprio imóvel, independe de autorização dos órgãos competentes, devendo ape-
nas ser declarados previamente ao órgão ambiental a motivação da exploração e o volume 
explorado, limitada a exploração anual a 20 (vinte) metros cúbicos.
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008. (FUNDEP/GESTÃO DE CONCURSOS/2019/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBS-
TITUTO) Assinale a alternativa incorreta:
a) A supressão de vegetação inicial, em Mata Atlântica, somente poderá ser autorizada em 
caso de utilidade pública, enquanto a vegetação secundária em estágio médio de regeneração 
poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social.
b) O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio avançado de re-
generação do Bioma Mata Atlântica poderá ser autorizado em caráter excepcional, quando ne-
cessários à execução de obras, atividades ou projetos de utilidade pública, pesquisa científica 
e práticas preservacionistas.
c) A definição legal da Área de Preservação Permanente, no caso de vereda – fitofisionomia de 
savana é a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 metros, a partir 
do espaço permanentemente brejoso e encharcado.
d) A vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração do Bioma Mata Atlântica não 
perderá esta classificação nos casos de incêndio, desmatamento ou de qualquer outro tipo de 
intervenção não autorizada ou não licenciada.
Lei n. 11.428, art. 14. A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de 
regeneração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública, sendo que a vegetação 
secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e 
interesse social, em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento ad-
ministrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto, 
ressalvado o disposto no inciso I do art. 30 e nos §§ 1º e 2º do art. 31 desta Lei.
b) Certa.
Lei n. 11.428/2006, art. 21. O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio 
avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados:
I – em caráter excepcional, quando necessários à execução de obras, atividades ou projetos de uti-
lidade pública, pesquisa científica e práticas preservacionistas;
c) Certa.
Código Florestal, art. 4º. Considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas rurais ou urba-
nas, para os efeitos desta Lei:
XI – em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 (cinquenta) me-
tros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado. (Redação dada pela Lei n. 12.727, 
de 2012).
d) Certa.
Letra a.
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1.3.6. Áreas Consolidadas
Segundo estabelece o Código Florestal, considera-se área rural consolidada a área de 
imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008, com edificações, 
benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, neste último caso, a adoção do regime 
de pousio.
Tais áreas consolidadas podem estar inseridas em áreas de preservação permanente ou 
em áreas de reserva legal.
Nas áreas consolidadas em áreas de preservação permanente, é autorizada, exclusivamen-
te, a continuidade das atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas 
rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. Contudo, tratando-se de imóveis rurais que possu-
am áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente ao longo de cursos d’água na-
turais, será obrigatória a recomposição16 das respectivas faixas marginais. Do mesmo modo, 
nos casos de áreas rurais consolidadas em Áreas de Preservação Permanente no entorno de 
nascentes e olhos d’água perenes ou no entorno de lagos e lagoas naturais, será admitida a 
manutenção de atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo ou de turismo rural, sendo obriga-
tória a recomposição da região marginal.17
Já nas áreas consolidadas em áreas de reserva legal, poderá o proprietário ou possuidor 
de imóvel rural (que detinha, em 22 de julho de 2008, área de Reserva Legal em extensão infe-
rior ao estabelecido em lei) regularizar sua situação, independentemente da adesão ao PRA, 
adotando as seguintes alternativas, isolada ou conjuntamente: I – recompor a Reserva Legal; 
II – permitir a regeneração natural da vegetação na área de Reserva Legal; III – compensar a 
Reserva Legal.18
009. (VUNESP/2018/ARESPCJ-SP/PROCURADOR JURÍDICO) Assinale a alternativa correta 
acerca do que prevê a Lei n. 12.651/2012 ao tratar das Áreas Consolidadas em Áreas de Pre-
servação Permanente.
16 Tal recomposição poderá ser feita, isolada ou conjuntamente, pelos seguintes métodos: I – condução de 
regeneração natural de espécies nativas; II – plantio de espécies nativas; III – plantio de espécies nativas 
conjugado com a condução da regeneração natural de espécies nativas; IV – plantio intercalado de espé-
cies lenhosas, perenes ou de ciclo longo, exóticas com nativas de ocorrência regional, em até 50% (cin-
quenta por cento) da área total a ser recomposta, no caso dos imóveis a que se refere o inciso V do caput 
do art. 3º (vide art. 61-A, § 13).
17 Para mais detalhes, vide art. 61-A da Lei n. 12.651/2012, com redação dada pela Lei n. 12.727, de 2012.
18 Atenção: A obrigação prevista no caput tem natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de transferência 
de domínio ou posse do imóvel rural. Obrigação propter rem.
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a) Nas Áreas de Preservação Permanente, é autorizada, exclusivamente, a continuidade das 
atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas 
até 22 de julho de 2008.
b) Nos casos de áreas rurais consolidadas em veredas, será facultado ao proprietário a recom-
posição das faixas marginais, em projeção horizontal, delimitadas a partir do espaço brejoso e 
encharcado, independentemente das suas dimensões.
c) Aos proprietários e possuidores dos imóveis rurais que detêm até 10 (dez) módulos fiscais 
e desenvolvem atividades agrossilvipastoris nas áreas consolidadas em Áreas de Preservação 
Permanente, independentemente da data de aquisição da propriedade, é garantido que a exi-
gência de recomposição nunca ultrapassará 10% (dez por cento) da área total do imóvel.
d) Qualquer manutenção das culturas e da infraestrutura nas áreas de preservação permanen-
te, seja urbana ou rural, estão condicionadas à adoção de práticas conservacionistas do solo e 
da água indicadas pelos órgãos de assistência técnica rural.
e) Para fins da regularização ambiental de projetos de reurbanização ao longo dos rios ou de 
qualquer curso d’água, será mantida faixa não edificável com largura mínima de 20 (vinte) me-
tros de cada lado.
Art. 61-A. Nas Áreas de Preservação Permanente, é autorizada, exclusivamente, a continuidade das 
atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 
de julho de 2008.
b) Errada.
Art. 61-A. (...) § 7º Nos casos de áreas rurais consolidadas em veredas, será obrigatória a recompo-
sição das faixas marginais, em projeção horizontal, delimitadas a partir do espaço brejoso e enchar-
cado, de largura mínima de:
I – 30 (trinta) metros, para imóveis rurais com área de até 4 (quatro) módulos fiscais; e
II – 50 (cinquenta) metros, para imóveis rurais com área superior a 4 (quatro) módulos fiscais.
c) Errada.
Art. 61-B.Aos proprietários e possuidores dos imóveis rurais que, em 22 de julho de 2008, detinham 
até 10 (dez) módulos fiscais e desenvolviam atividades agrossilvipastoris nas áreas consolidadas 
em Áreas de Preservação Permanente é garantido que a exigência de recomposição, nos termos 
desta Lei, somadas todas as Áreas de Preservação Permanente do imóvel, não ultrapassará:
I – 10% (dez por cento) da área total do imóvel, para imóveis rurais com área de até 2 (dois) módulos 
fiscais;
II – 20% (vinte por cento) da área total do imóvel, para imóveis rurais com área superior a 2 (dois) e 
de até 4 (quatro) módulos fiscais;
III – (VETADO).
d) Errada.
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Art. 63. Nas áreas rurais consolidadas nos locais de que tratam os incisos V, VIII, IX e X do art. 4º, 
será admitida a manutenção de atividades florestais, culturas de espécies lenhosas, perenes ou de 
ciclo longo, bem como da infraestrutura física associada ao desenvolvimento de atividades agros-
silvipastoris, VEDADA a conversão de novas áreas para uso alternativo do solo. (...) 
§ 2º A manutenção das culturas e da infraestrutura de que trata o caput é condicionada à adoção 
de práticas conservacionistas do solo e da água indicadas pelos órgãos de assistência técnica rural.
�e) Errada. Não é “qualquer curso d’agua”. Aconselho ler o art. 61-A, §§ 1º ao 18 (18 foi vetado), 
pois trazem os valores e detalhes. Não transcrevi porque ficaria cansativa a leitura por aqui.
Letra a.
Seção III
Do Regime de Proteção das Áreas Verdes Urbanas
O poder público municipal contará, para o estabelecimento de áreas verdes urbanas, com 
os seguintes instrumentos:
I – o exercício do direito de preempção para aquisição de remanescentes florestais rele-
vantes, conforme dispõe a Lei n. 10.257, de 10 de julho de 2001;
II – a transformação das Reservas Legais em áreas verdes nas expansões urbanas;
III – o estabelecimento de exigência de áreas verdes nos loteamentos, empreendimentos 
comerciais e na implantação de infraestrutura; e
IV – aplicação em áreas verdes de recursos oriundos da compensação ambiental.
010. (PREFEITURA DE RONDONÓPOLIS-MT/2019/PREFEITURA DE RONDONÓPOLIS-MT/
PROCURADOR JURÍDICO) A Lei n. 12.651/2012, conhecida como novo Código Florestal, dis-
põe sobre os instrumentos a serem utilizados pelo poder público municipal para proteção das 
áreas verdes urbanas, entre os quais NÃO se inclui:
a) Aplicação em áreas verdes de recursos oriundos da compensação ambiental.
b) Direito de preempção para aquisição de remanescentes florestais relevantes.
c) Estabelecimento de exigência de áreas verdes nos empreendimentos comerciais.
d) Registro do parcelamento do solo para fins urbanos de loteamentos licenciados.
Art. 25. O poder público municipal contará, para o estabelecimento de áreas verdes urbanas, com 
os seguintes instrumentos:
I – o exercício do direito de preempção para aquisição de remanescentes florestais relevantes [...] 
(alternativa b)
II – a transformação das Reservas Legais em áreas verdes nas expansões urbanas;
III – o estabelecimento de exigência de áreas verdes nos loteamentos, empreendimentos comer-
ciais e na implantação de infraestrutura; e (alternativa c)
IV – aplicação em áreas verdes de recursos oriundos da compensação ambiental. (alternativa a)
Letra d.
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1.3.7. Da Supressão de Vegetação para Uso Alternativo do Solo
Art. 26. A supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo, tanto de domínio 
público como de domínio privado, dependerá do cadastramento do imóvel no CAR, de que trata 
o art. 29, e de prévia autorização do órgão estadual competente do Sisnama.
§ 3º No caso de reposição florestal, deverão ser priorizados projetos que contemplem a 
utilização de espécies nativas do mesmo bioma onde ocorreu a supressão.
§ 4º O requerimento de autorização de supressão de que trata o caput conterá, no mínimo, 
as seguintes informações:
I – a localização do imóvel, das Áreas de Preservação Permanente, da Reserva Legal e das 
áreas de uso restrito, por coordenada geográfica, com pelo menos um ponto de amarração do 
perímetro do imóvel;
II – a reposição ou compensação florestal, nos termos do § 4º do art. 33;
III – a utilização efetiva e sustentável das áreas já convertidas;
IV – o uso alternativo da área a ser desmatada.
Art. 27. Nas áreas passíveis de uso alternativo do solo, a supressão de vegetação que abri-
gue espécie da flora ou da fauna ameaçada de extinção, segundo lista oficial publicada pelos 
órgãos federal ou estadual ou municipal do Sisnama, ou espécies migratórias, dependerá da 
adoção de medidas compensatórias e mitigadoras que assegurem a conservação da espécie.
Art. 28. Não é permitida a conversão de vegetação nativa para uso alternativo do solo no 
imóvel rural que possuir área abandonada.
1.3.8. Cadastro Ambiental Rural
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) constitui-se como um registro público eletrônico de âm-
bito nacional (realizado no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente 
– Sinima) e obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informa-
ções ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, 
monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.
Inscrição: para a inscrição do imóvel rural no CAR, exige-se: a identificação do proprietá-
rio ou possuidor rural, comprovação da propriedade ou posse e a identificação do imóvel por 
meio de planta e memorial descritivo, contendo a indicação das coordenadas geográficas com 
pelo menos um ponto de amarração do perímetro do imóvel, informando a localização dos 
remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Preservação Permanente, das Áreas de Uso 
Restrito, das áreas consolidadas e, caso existente, também da localização da Reserva Legal. 
Tal inscrição deverá ser feita, preferencialmente, no órgão ambiental municipal, estadual ou 
distrital.
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Da Proibição do Uso de Fogo e do Controle dos Incêndios
Visando à proteção dos recursos florestais, a Lei n. 12.651/2012 estabeleceu ser proibido 
o uso de fogo na vegetação, exceto nas seguintes situações:
I – em locais ou regiões cujas peculiaridades justifiquem o emprego do fogo em práticas 
agropastoris ou florestais, mediante prévia aprovação do órgão estadual ambiental competen-
te do Sisnama, para cada imóvel rural ou de forma regionalizada, que estabelecerá os critérios 
de monitoramento e controle;
II – emprego da queima controlada em Unidades de Conservação, em conformidade com 
o respectivo plano de manejo e mediante prévia aprovação do órgão gestor da Unidade de 
Conservação, visando ao manejo conservacionista da vegetação nativa, cujas características 
ecológicas estejam associadas evolutivamente à ocorrênciado fogo;
III – atividades de pesquisa científica vinculada a projeto de pesquisa devidamente apro-
vado pelos órgãos competentes e realizada por instituição de pesquisa reconhecida, mediante 
prévia aprovação do órgão ambiental competente do Sisnama.
Planos de Contingência para o Combate aos Incêndios Florestais
Os órgãos ambientais do Sisnama, bem como todo e qualquer órgão público ou privado 
responsável pela gestão de áreas com vegetação nativa ou plantios florestais, deverão elabo-
rar, atualizar e implantar planos de contingência para o combate aos incêndios florestais.
Do mesmo modo, o Governo Federal deverá estabelecer uma Política Nacional de Manejo 
e Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, que promova a arti-
culação institucional com vistas na substituição do uso do fogo no meio rural, no controle de 
queimadas, na prevenção e no combate aos incêndios florestais e no manejo do fogo em áreas 
naturais protegidas.
A política mencionada neste artigo deverá prever instrumentos para a análise dos impactos 
das queimadas sobre mudanças climáticas e mudanças no uso da terra, conservação dos ecos-
sistemas, saúde pública e fauna, para subsidiar planos estratégicos de prevenção de incêndios 
florestais. Do mesmo modo, a política mencionada neste artigo deverá observar cenários de 
mudanças climáticas e potenciais aumentos de risco de ocorrência de incêndios florestais.
011. (VUNESP/2018/CÂMARA DE INDAIATUBA-SP/PROCURADOR JURÍDICO) A Lei n. 
12.651, de 25 de maio de 2012, estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação, 
áreas de preservação permanente e as áreas de reserva legal; a exploração florestal, o supri-
mento de matéria-prima florestal, o controle da origem dos produtos florestais e o controle e 
prevenção dos incêndios florestais, assim como prevê instrumentos econômicos e financeiros 
para o alcance de seus objetivos. A partir do diploma legal em comento, é correto afirmar que
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a) o órgão ambiental competente, ao tomar conhecimento do desmatamento em seu desacor-
do, deverá demolir a obra, que deu causa ao desmate.
b) é de responsabilidade da União e dos Estados, e subsidiariamente dos Municípios, a criação 
de políticas para a preservação e restauração da vegetação nativa nas áreas urbanas e rurais.
c) a Cota de Reserva Ambiental – CRA pode ser transferida, onerosa ou gratuitamente, a pes-
soa física ou a pessoa jurídica de direito público ou privado, mediante termo assinado pelo 
titular da CRA e pelo adquirente.
d) é de competência e dever dos Estados, em colaboração com os Municípios, estabelecer 
uma Política Regional de Manejo e Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incên-
dios Florestais.
e) é desnecessário o estabelecimento de nexo causal na verificação das responsabilidades por 
infração pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares.
Lei n. 12.651 (Código Florestal), art. 48. A CRA pode ser transferida, onerosa ou gratuitamente, a 
pessoa física ou a pessoa jurídica de direito público ou privado, mediante termo assinado pelo titular 
da CRA e pelo adquirente.
a) Errada.
Art. 51. O órgão ambiental competente, ao tomar conhecimento do desmatamento em desacordo 
com o disposto nesta Lei, deverá embargar a obra ou atividade que deu causa ao uso alternativo do 
solo, como medida administrativa voltada a impedir a continuidade do dano ambiental, propiciar a 
regeneração do meio ambiente e dar viabilidade à recuperação da área degradada.
b) Errada.
Art. 1º-A, IV – responsabilidade comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em cola-
boração com a sociedade civil, na criação de políticas para a preservação e restauração da vegeta-
ção nativa e de suas funções ecológicas e sociais nas áreas urbanas e rurais; (Incluído pela Lei n. 
12.727, de 2012).
d) Errada.
Art. 40. O Governo Federal deverá estabelecer uma Política Nacional de Manejo e Controle de Quei-
madas, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, que promova a articulação institucional com 
vistas na substituição do uso do fogo no meio rural, no controle de queimadas, na prevenção e no 
combate aos incêndios florestais e no manejo do fogo em áreas naturais protegidas.
e) Errada.
Art. 38, § 4º É necessário o estabelecimento de nexo causal na verificação das responsabilidades 
por infração pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares.
Letra c.
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DIREITO AMBIENTAL
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Do Controle do Desmatamento
Art. 51. O órgão ambiental competente, ao tomar conhecimento do desmatamento em desa-
cordo com o disposto nesta Lei, deverá embargar a obra ou atividade que deu causa ao uso alter-
nativo do solo, como medida administrativa voltada a impedir a continuidade do dano ambiental, 
propiciar a regeneração do meio ambiente e dar viabilidade à recuperação da área degradada.
§ 1º O embargo restringe-se aos locais onde efetivamente ocorreu o desmatamento ilegal, 
não alcançando as atividades de subsistência ou as demais atividades realizadas no imóvel 
não relacionadas com a infração.
§ 2º O órgão ambiental responsável deverá disponibilizar publicamente as informações so-
bre o imóvel embargado, inclusive por meio da rede mundial de computadores, resguardados 
os dados protegidos por legislação específica, caracterizando o exato local da área embargada 
e informando em que estágio se encontra o respectivo procedimento administrativo.
§ 3º A pedido do interessado, o órgão ambiental responsável emitirá certidão em que cons-
te a atividade, a obra e a parte da área do imóvel que são objetos do embargo, conforme o caso.
1.3.9. Disposições Transitórias
Por fim, a lei previu prazos para que os proprietários e possuidores de áreas rurais possam 
se adequar à nova realidade.
Do mesmo modo, atribuiu-se à União, Estados e Distrito Federal, o dever de implantar Pro-
gramas de Regularização Ambiental de posses e propriedades rurais, com o objetivo de ade-
quá-las aos termos estabelecidos no Código Florestal.
Sobre o Programa de Regularização Ambiental (PRA), houve expressa manifestação do 
STF no julgamento conjunto da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) n. 42 e das 
Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) n.s 4.901, 4.902, 4.903 e 4.937.
Segundo a lei, quem adere a programa não fica sujeito a sanções referentes a infrações 
cometidas antes do marco temporal de 22 de junho de 2008. O entendimento da Corte foi de 
que o caso não configura anistia, uma vez que os proprietários continuam sujeitos à punição 
na hipótese de descumprimento dos ajustes firmados nos termos de compromisso. A regra 
prevista na norma teria, na verdade, a finalidade de estimular a recuperação de áreas degrada-
das. O ponto recebeu interpretação conforme do STF a fim de afastar o risco de prescrição ou 
decadência da punibilidade no decurso do termo de compromisso assumido pelo proprietário.
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DIREITO AMBIENTAL
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QUESTÕES DE CONCURSO
012. (VUNESP/2016/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNI-
CIPAL) A Lei n. 12.651/2012, que instituiu o “Código Florestal”, foi um marco na legislação 
brasileira, por tratar da proteção à vegetação nativa. Sobre o que prevê o texto da referida lei, 
no que tange ao uso ecologicamente sustentável, é correto afirmar que
a) os apicuns e salgados podem ser utilizados em atividades de carcinicultura e salinas, desde 
que, dentre outros requisitos, sejam salvaguardados absolutamente a integridade dos man-
guezais arbustivos e dos processos ecológicos essenciais a eles associados, bem como da 
sua produtividade biológica e condição de berçário de recursos pesqueiros.
b) a licença ambiental para explorar apicuns e salgados será de 5 (cinco) anos, renovável se o 
empreendedor cumprir as exigências da legislação ambiental e do próprio licenciamento, me-
diante comprovação semestral, inclusive por mídia fotográfica.
c) não estão sujeitos à apresentação de Estudo Prévio de Impacto Ambiental – EPIA e Relatório 
de Impacto Ambiental – RIMA os novos empreendimentos com área superior a 50 (cinquenta) 
hectares, vedada a fragmentação do projeto para ocultar ou camuflar seu porte.
d) é assegurada a regularização das atividades e empreendimentos de carcinicultura e sali-
nas cuja ocupação e implantação tenham ocorrido antes de 22 de julho de 2008, desde que 
o empreendedor, pessoa física ou jurídica, comprove sua localização em apicum ou salgado, 
independentemente de se comprometer por termo de compromisso, a proteger a integridade 
dos manguezais arbustivos adjacentes.
e) é vedada a manutenção, licenciamento ou regularização, de ocupação ou exploração irregu-
lar em apicum ou salgado, exceto quando tal exploração for para fins de subsistência.
Lei n. 12.651/2012.
Art. 11-A. (...) § 1º Os apicuns e salgados podem ser utilizados em atividades de carcinicultura e 
salinas, desde que observados os seguintes requisitos:
II – salvaguarda da absoluta integridade dos manguezais arbustivos e dos processos ecológicos 
essenciais a eles associados, bem como da sua produtividade biológica e condição de berçário de 
recursos pesqueiros;
b) Errada.
Art. 11-A. (...) § 2º A licença ambiental, na hipótese deste artigo, será de 5 (cinco) anos, renovável 
apenas se o empreendedor cumprir as exigências da legislação ambiental e do próprio licenciamen-
to, mediante comprovação ANUAL, inclusive por mídia fotográfica.
c) Errada.
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Art. 11-A. (...) § 3º São sujeitos à apresentação de Estudo Prévio de Impacto Ambiental – EPIA e 
Relatório de Impacto Ambiental – RIMA os novos empreendimentos:
I – com área superior a 50 (cinquenta) hectares, vedada a fragmentação do projeto para ocultar ou 
camuflar seu porte;
d) Errada.
Art. 11-A. (...) § 6º É assegurada a regularização das atividades e empreendimentos de carcinicultu-
ra e salinas cuja ocupação e implantação tenham ocorrido antes de 22 de julho de 2008, desde que o 
empreendedor, pessoa física ou jurídica, comprove sua localização em apicum ou salgado e se obri-
gue, por termo de compromisso, a proteger a integridade dos manguezais arbustivos adjacentes.
e) Errada.
Art. 11-A. (...) § 7º É vedada a manutenção, licenciamento ou regularização, em qualquer hipótese 
ou forma, de ocupação ou exploração irregular em apicum ou salgado, ressalvadas as exceções 
previstas neste artigo.
Exploração para fins de subsistência não está prevista no art. 11-A como exceção.
Letra a.
013. (MPE-GO/2019/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA/REAPLICAÇÃO) Segundo o dispos-
to na Lei Federal n. 12.651/2012 (Código Florestal), é incorreto afirmar que:
a) O corte ou a exploração de espécies nativas plantadas em área de uso alternativo do solo 
dependem de autorização prévia.
b) Entende-se por interesse social as atividades de pesquisa e extração de areia, argila, saibro 
e cascalho, outorgadas pela autoridade competente.
c) Não é permitida a conversão de vegetação nativa para uso alternativo do solo no imóvel rural 
que possuir área abandonada.
d) Não será exigida área de preservação permanente no entorno de reservatórios artificiais de 
água que não decorram de barramento ou represamento de cursos d’água naturais.
a) Errada.
Art. 35, § 3º O corte ou a exploração de espécies nativas plantadas em área de uso alternativo do 
solo serão permitidos independentemente de autorização prévia, devendo o plantio ou refloresta-
mento estar previamente cadastrado no órgão ambiental competente e a exploração ser previamen-
te declarada nele para fins de controle de origem.
b) Certa.
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por: [...]
IX – interesse social: [..]
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f) as atividades de pesquisa e extração de areia, argila, saibro e cascalho, outorgadas pela autorida-
de competente;
c) Certa.
Art. 28. Não é permitida a conversão de vegetação nativa para uso alternativo do solo no imóvel 
rural que possuir área abandonada.
�d) Certa.
Art. 4º Considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos 
desta Lei: § 1º Não será exigida Área de Preservação Permanente no entorno de reservatórios artifi-
ciais de água que não decorram de barramento ou represamento de cursos d’água naturais.
Letra a.
014. (CESPE/2019/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Rafael é proprietário de um imó-
vel rural com vegetação de floresta no estado do Pará. Esse imóvel deixou de ter área de reser-
va legal porque o proprietário anterior a suprimiu.
Nessa situação, Rafael
a) não tem obrigação de reflorestar a referida área, porque não foi ele quem causou a degradação.
b) deve reflorestar 50% de sua propriedade.
c) deve reflorestar 30% de sua propriedade.
d) deve reflorestar 80% de sua propriedade.
e) deve reflorestar 20% de sua propriedade.
Art. 12. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de Reserva 
Legal, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente, observa-
dos os seguintes percentuais mínimos em relação à área do imóvel, excetuados os casos previstos 
no art. 68 desta Lei:
I – localizado na Amazônia Legal:
a) 80% (oitenta por cento), no imóvel situado em área de florestas;
b) 35% (trinta e cinco por cento), no imóvel situado em área de cerrado;
Letra d.
015. (VUNESP/2019/CÂMARA DE MAUÁ-SP/PROCURADOR LEGISLATIVO) Nos termos da 
Lei n. 12.651/2012, assinale a alternativa correta.
a) As restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues, são consideradas 
Área de Preservação Permanente.
b) É vedada a intervenção ou a supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente, 
ainda que nas hipóteses de interesse social ou de baixo impacto ambiental.
c) É dispensada a autorização do órgão ambiental competente para a execução regular de ati-
vidade de segurança nacional e obras de interesse da defesa civil.
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d) A inserção do imóvel rural em perímetro urbano definido mediante lei municipal desobriga o 
proprietário ou posseiro da manutenção da área de Reserva Legal.
e) O manejo florestal sustentável da vegetação da Reserva Legal com propósito comercial in-
depende de autorização do órgão competente.
a) Certa. Nos termos do artigo 4º, VII, da Lei n. 12.651: considera-se Área de Preservação 
Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei: VI – as restingas, como 
fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;
b) Errada. É permitida a intervenção em APP nas hipóteses de interesse social, baixo impacto 
ambiental e utilidade pública.
Art. 8º A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente 
somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto am-
biental previstas nesta Lei.
c) Errada. A dispensa ocorre apenas em casos de urgência, e não para a execução regular. 
Art. 7º, § 3º: É dispensada a autorização do órgão ambiental competente para a execução, em cará-
ter de urgência, de atividades de segurança nacional e obras de interesse da defesa civil destinadas 
à prevenção e mitigação de acidentes em áreas urbanas.
d) Errada. A inserção de imóvel rural em perímetro urbano não desobriga a manutenção da 
Área de Reserva legal.
Art. 19. A inserção do imóvel rural em perímetro urbano definido mediante lei municipal não deso-
briga o proprietário ou posseiro da manutenção da área de Reserva Legal (...)
e) Errada. Depende de autorização do órgão competente. Artigo 22 da Lei n. 12.651.
Letra a.
016. (FCC/2019/TJ-AL/JUIZ SUBSTITUTO) Suponha que determinado proprietário rural de-
seje instituir servidão ambiental na área de sua propriedade, incidente sobre a parcela corres-
pondente à reserva legal mínima imposta nos termos do Código Florestal (Lei n. 12.651/2012). 
Tal pretensão
a) será viável se a reserva legal determinada para a região for inferior a vinte por cento da área, 
devendo a servidão estabelecer as mesmas limitações e restrições ao uso da área impostas 
por força da reserva legal.
b) somente poderá ser acolhida se a servidão for instituída em caráter perpétuo e gratuito e 
devidamente averbada na matrícula do imóvel.
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c) poderá ser acolhida, a critério do órgão ambiental competente, desde que a propriedade não 
esteja localizada em área de proteção permanente.
d) afigura-se inviável, eis que a instituição da servidão se dá exclusivamente por ato do poder 
público, para proibir ou restringir o uso de parcela da propriedade objetivando a preservação 
dos recursos naturais nela existentes.
e) não encontra amparo legal, eis que a servidão ambiental constitui uma limitação voluntária 
instituída pelo proprietário da área que não substitui ou reduz as limitações impostas pela re-
serva legal mínima.
Observe-se que, apesar de a questão referir-se à Lei n. 12.651/2012, a resposta encontra-se 
prevista na Lei n. 6.938/1981.
O art. 9º-A da Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, tem a seguinte redação:
Art. 9º-A. O proprietário ou possuidor de imóvel, pessoa natural ou jurídica, pode, por instrumento 
público ou particular ou por termo administrativo firmado perante órgão integrante do Sisnama, 
limitar o uso de toda a sua propriedade ou de parte dela para preservar, conservar ou recuperar os 
recursos ambientais existentes, instituindo servidão ambiental.
§ 1º O instrumento ou termo de instituição da servidão ambiental deve incluir, no mínimo, os seguin-
tes itens:
I – memorial descritivo da área da servidão ambiental, contendo pelo menos um ponto de amarra-
ção georreferenciado;
II – objeto da servidão ambiental;
III – direitos e deveres do proprietário ou possuidor instituidor;
IV – prazo durante o qual a área permanecerá como servidão ambiental.
§ 2º A servidão ambiental não se aplica às Áreas de Preservação Permanente e à Reserva Legal 
mínima exigida. (Redação dada pela Lei n. 12.651, de 2012).
Letra e.
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GABARITO
12. a
13. a
14. d
15. a
16. e
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Doutor em Direito Político e Econômico. Procurador do Estado de São Paulo. Aprovado em diversos 
concursos públicos: Correios, Unesp, Ministério Público, Procuradoria do Estado de São Paulo. Autor de 
diversos livros jurídicos.
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	1. Legislação Florestal Brasileira 
	1.1. Da Gestão de Florestas Públicas
	1.2. Do Bioma Mata Atlântica
	1.3. Do Código Florestal Brasileiro
	Questões de Concurso
	Gabarito
	AVALIAR 5: 
	Página 79:o uso, a ocupação e a exploração dos recursos ambientais;
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III – a exclusão das unidades de conservação de proteção integral, das reservas de de-
senvolvimento sustentável, das reservas extrativistas, das reservas de fauna e das áreas de 
relevante interesse ecológico, salvo quanto a atividades expressamente admitidas no plano de 
manejo da unidade de conservação;
IV – a exclusão das terras indígenas, das áreas ocupadas por comunidades locais e das 
áreas de interesse para a criação de unidades de conservação de proteção integral;
V – as áreas de convergência com as concessões de outros setores, conforme regulamento;
VI – as normas e as diretrizes governamentais relativas à faixa de fronteira e outras áreas 
consideradas indispensáveis para a defesa do território nacional;
VII – as políticas públicas dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
Por fim, registre-se que, além do disposto no caput deste artigo, o Paof da União conside-
rará os Paofs dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
Outras exigências relacionadas ao PAOF: o Paof deverá prever zonas de uso restrito des-
tinadas às comunidades locais. O Paof deve conter disposições relativas ao planejamento 
do monitoramento e fiscalização ambiental a cargo dos órgãos do Sistema Nacional do Meio 
Ambiente (Sisnama), incluindo a estimativa dos recursos humanos e financeiros necessários 
para essas atividades.
Seção III
Do Processo de Outorga da Concessão Florestal
Segundo estabelece a lei, o poder concedente publicará, previamente ao edital de licitação, 
ato justificando a conveniência da concessão florestal, caracterizando seu objeto e a unidade 
de manejo (art. 12).
Do mesmo modo, as licitações para concessão florestal observarão os termos desta Lei 
e, supletivamente, da legislação própria, respeitados os princípios da legalidade, moralidade, 
publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento 
convocatório (art. 13).
Modalidades de Licitação em Relação à Concessão Florestal
As licitações para concessão florestal serão realizadas na modalidade concorrência e ou-
torgadas a título oneroso.
Obs.: � Observação importante: § 2º Nas licitações para concessão florestal, é vedada a decla-
ração de inexigibilidade prevista no art. 25 da Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993.
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Seção IV
Do Objeto da Concessão
A concessão florestal terá como objeto a exploração de produtos e serviços florestais, 
contratualmente especificados, em unidade de manejo de floresta pública, com perímetro ge-
orreferenciado, registrada no respectivo cadastro de florestas públicas e incluída no lote de 
concessão florestal (art. 14).
Cadastro Nacional de Florestas Públicas
A Lei n. 11.284/2006 criou o Cadastro Nacional de Florestas Públicas, interligado ao Siste-
ma Nacional de Cadastro Rural.
Já o cadastro será integrado pelo Cadastro-Geral de Florestas Públicas da União e pelos 
cadastros de florestas públicas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Fixação do objeto da concessão florestal: o objeto de cada concessão será fixado no edi-
tal, que definirá os produtos florestais e serviços cuja exploração será autorizada.
Direitos conferidos ao concessionário: a concessão florestal confere ao concessionário 
somente os direitos expressamente previstos no contrato de concessão.
VEDAÇÕES: é vedada a outorga de qualquer dos seguintes direitos no âmbito da concessão 
florestal: I – titularidade imobiliária ou preferência em sua aquisição; II – acesso ao patrimônio 
genético para fins de pesquisa e desenvolvimento, bioprospecção ou constituição de coleções; 
III – uso dos recursos hídricos acima do especificado como insignificante, nos termos da Lei 
n. 9.433, de 8 de janeiro de 1997; IV – exploração dos recursos minerais; V – exploração de 
recursos pesqueiros ou da fauna silvestre; VI – comercialização de créditos decorrentes da 
emissão evitada de carbono em florestas naturais.
Itens excluídos do objeto da concessão: os produtos de uso tradicional e de subsistência 
para as comunidades locais serão excluídos do objeto da concessão e explicitados no edital, 
juntamente com a definição das restrições e da responsabilidade pelo manejo das espécies 
das quais derivam esses produtos, bem como por eventuais prejuízos ao meio ambiente e ao 
poder concedente.
Seção V
Do Licenciamento Ambiental
Para o uso sustentável da unidade de manejo, será necessário que o poder público conce-
da a respectiva licença prévia.
Tal licença será requerida pelo órgão gestor mediante a apresentação de relatório ambien-
tal preliminar ao órgão ambiental competente integrante do Sistema Nacional do Meio Am-
biente – Sisnama.
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Do mesmo modo, nos casos potencialmente causadores de significativa degradação do 
meio ambiente, assim considerados, entre outros aspectos, em função da escala e da inten-
sidade do manejo florestal e da peculiaridade dos recursos ambientais, será exigido estudo 
prévio de impacto ambiental (EIA) para a concessão da licença prévia.
Admite-se que o órgão ambiental licenciador opte pela realização de relatório ambiental pre-
liminar e EIA de modo a abranger diferentes unidades de manejo integrantes de um mesmo 
lote de concessão florestal, desde que as unidades se situem no mesmo ecossistema e no 
mesmo Estado.
Custos do relatório ambiental preliminar e do EIA: os custos do relatório ambiental preli-
minar e do EIA serão ressarcidos pelo concessionário ganhador da licitação, na forma do art. 
24 desta Lei.
Com a aprovação da licença prévia, torna-se possível a elaboração do PMFS e, no caso de 
unidade de manejo inserida no Paof, a licitação para a concessão florestal.
Início das atividades florestais na unidade de manejo: o início das atividades florestais 
na unidade de manejo somente poderá ser efetivado com a aprovação do respectivo PMFS 
pelo órgão competente do Sisnama e a consequente obtenção da licença de operação pelo 
concessionário.
Obs.: � Observação importante: o processo de licenciamento ambiental para uso sustentável 
da unidade de manejo compreende a licença prévia e a licença de operação, não apli-
cando a exigência de licença de instalação.
PMFS
O PMFS deverá apresentar área geograficamente delimitada destinada à reserva absoluta, 
representativa dos ecossistemas florestais manejados, equivalente a, no mínimo, 5% (cinco 
por cento) do total da área concedida, para conservação da biodiversidade e avaliação e moni-
toramento dos impactos do manejo florestal (art. 32).
Áreas excluídas do cálculo:
• para efeito do cálculo do percentual previsto no caput deste artigo, não serão computa-
das as áreas de preservação permanente;
• a área de reserva absoluta não poderá ser objetode qualquer tipo de exploração econômica.
Paof e Pequenas Empresas
Para fins de garantir o direito de acesso às concessões florestais por pessoas jurídicas de 
pequeno porte, micro e médias empresas, serão definidos no Paof, nos termos de regulamento, 
lotes de concessão, contendo várias unidades de manejo de tamanhos diversos, estabelecidos 
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com base em critérios técnicos, que deverão considerar as condições e as necessidades do 
setor florestal, as peculiaridades regionais, a estrutura das cadeias produtivas, as infraestrutu-
ras locais e o acesso aos mercados (art. 33).
Por fim, registre-se que o contrato de concessão referido no art. 27 desta Lei poderá prever 
o compromisso de investimento mínimo anual do concessionário, destinado à modernização 
da execução dos PMFS, com vistas na sua sustentabilidade.
Seção VI
Da Habilitação
Art. 19. Além de outros requisitos previstos na Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993, exi-
ge-se para habilitação nas licitações de concessão florestal a comprovação de ausência de 
débitos inscritos na dívida ativa relativos a infração ambiental nos órgãos competentes inte-
grantes do Sisnama e ausência de decisões condenatórias, com trânsito em julgado, em ações 
penais relativas a crime contra o meio ambiente ou a ordem tributária ou a crime previdenciá-
rio, observada a reabilitação de que trata o art. 93 do Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro 
de 1940 – Código Penal.
Requisitos para Habilitação
Somente poderão ser habilitadas nas licitações para concessão florestal empresas ou ou-
tras pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administra-
ção no País.
Seção VII
Do Edital de Licitação
O que deve conter no edital de licitação no caso de concessões florestais?
O edital de licitação será elaborado pelo poder concedente, observados os critérios e as 
normas gerais da Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993, e conterá, especialmente:
I – o objeto, com a descrição dos produtos e dos serviços a serem explorados;
II – a delimitação da unidade de manejo, com localização e topografia, além de mapas e 
imagens de satélite e das informações públicas disponíveis sobre a unidade;
III – os resultados do inventário amostral;
IV – o prazo da concessão e as condições de prorrogação;
V – a descrição da infraestrutura disponível;
VI – as condições e datas para a realização de visitas de reconhecimento das unidades de 
manejo e levantamento de dados adicionais;
VII – a descrição das condições necessárias à exploração sustentável dos produtos e ser-
viços florestais;
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VIII – os prazos para recebimento das propostas, julgamento da licitação e assinatura 
do contrato;
IX – o período, com data de abertura e encerramento, o local e o horário em que serão 
fornecidos aos interessados os dados, estudos e projetos necessários à elaboração dos orça-
mentos e apresentação das propostas;
X – os critérios e a relação dos documentos exigidos para a aferição da capacidade técni-
ca, da idoneidade financeira e da regularidade jurídica e fiscal;
XI – os critérios, os indicadores, as fórmulas e parâmetros a serem utilizados no julgamen-
to da proposta;
XII – o preço mínimo da concessão e os critérios de reajuste e revisão;4
XIII – a descrição das garantias financeiras e dos seguros exigidos;
XIV – as características dos bens reversíveis, incluindo as condições em que se encontram 
aqueles já existentes;
XV – as condições de liderança da empresa ou pessoa jurídica responsável, na hipótese 
em que for permitida a participação de consórcio;
XVI – a minuta do respectivo contrato, que conterá as cláusulas essenciais referidas no art. 
30 desta Lei;
XVII – as condições de extinção do contrato de concessão.
Necessidade de audiência pública: o edital será submetido à audiência pública previamen-
te ao seu lançamento, nos termos do art. 8º desta Lei.
Modalidades de Garantia
São modalidades de garantia:
I – caução em dinheiro;
II – títulos da dívida pública emitidos sob a forma escritural, mediante registro em sistema 
centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil, e avaliados 
pelos seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério da Fazenda;
III – seguro-garantia;
IV – fiança bancária;
V – outras admitidas em lei.
Regras especiais: para concessão florestal a pessoa jurídica de pequeno porte, microem-
presas e associações de comunidades locais, serão previstas em regulamento formas alterna-
tivas de fixação de garantias e preços florestais (art. 21, § 3º).
4 Estas garantias incluirão a cobertura de eventuais danos causados ao meio ambiente, ao erário e a terceiros 
e poderão incluir, nos termos de regulamento, a cobertura do desempenho do concessionário em termos de 
produção florestal.
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Participação de Pessoa Jurídica em Consórcio
Quando permitida na licitação a participação de pessoa jurídica em consórcio, observar-se-ão, 
adicionalmente aos requisitos referidos no art. 19 desta Lei, os seguintes requisitos:
I – comprovação de compromisso, público ou particular, de constituição de consórcio, 
subscrito pelas consorciadas;
II – indicação da empresa-líder, que deverá atender às condições de liderança estipuladas 
no edital e será a representante das consorciadas perante o poder concedente;
III – apresentação dos documentos de que trata o inciso X do caput do art. 20 desta Lei, por 
parte de cada consorciada;
IV – comprovação de cumprimento da exigência constante do inciso XV do caput do art. 
20 desta Lei;
V – impedimento de participação de empresas consorciadas na mesma licitação, por inter-
médio de mais de 1 (um) consórcio ou isoladamente.
Obrigações do Vencedor
O licitante vencedor ficará obrigado a promover, antes da celebração do contrato, a cons-
tituição e registro do consórcio, nos termos do compromisso referido no inciso I do caput 
deste artigo.
A pessoa jurídica líder do consórcio é responsável pelo cumprimento do contrato de con-
cessão perante o poder concedente, sem prejuízo da responsabilidade solidária das demais 
consorciadas.
Obs.: � É facultado ao poder concedente, desde que previsto no edital, determinar que o lici-
tante vencedor, no caso de consórcio, constitua-se em empresa antes da celebração 
do contrato (art. 23).
Princípio da Publicidade
Segundo estabelece o art. 24, os estudos, levantamentos, projetos, obras, despesas ou 
investimentos já efetuados na unidade de manejo e vinculados ao processo de licitação para 
concessão, realizados pelo poder concedente ou com a sua autorização, estarão à disposição 
dos interessados.
Do mesmo modo, é assegurado a qualquer pessoa o acesso aos contratos, decisões ou 
pareceres relativos à licitação ou às próprias concessões.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Seção VIII
Dos Critérios de Seleção
No julgamento da licitação, a melhor proposta será considerada em razão da combinação 
dos seguintes critérios:
I – o maior preço ofertado como pagamento ao poder concedente pela outorga da conces-
são florestal;
II – a melhor técnica, considerando:
a) o menor impacto ambiental;
b) os maiores benefícios sociais diretos;
c) a maior eficiência;
d) a maior agregação de valor ao produto ou serviço florestal na região da concessão.
Propostas manifestamente inexequíveis ou financeiramente incompatíveis: o poder con-
cedente recusará propostas manifestamente inexequíveis ou financeiramente incompatíveis 
com os objetivos da licitação.
Seção IX
Do Contrato de Concessão
Uma vez concluído o processo de licitação, parte-se para a fase de assinatura do contrato 
de concessão pelo licitante vencedor.
Assim, nos termos da referida lei, para cada unidade de manejo licitada, será assinado 
um contrato de concessão exclusivo com um único concessionário, que será responsável por 
todas as obrigações nele previstas, além de responder pelos prejuízos causados ao poder 
concedente, ao meio ambiente ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelos órgãos 
competentes exclua ou atenue essa responsabilidade.
Contratação de Terceiros pelo Concessionário
O concessionário poderá contratar terceiros para o desenvolvimento de atividades ineren-
tes ou subsidiárias ao manejo florestal sustentável dos produtos e à exploração dos serviços 
florestais concedidos.
Contudo, as contratações, inclusive de mão de obra, feitas pelo concessionário serão re-
gidas pelo direito privado, não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros 
contratados pelo concessionário e o poder concedente.
Acrescente-se, ainda, que a execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe 
o cumprimento das normas regulamentares relacionadas a essas atividades.
Pergunta: É possível a subconcessão na concessão florestal?
Resposta: Não, pois a lei veda expressamente a subconcessão na concessão florestal.
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Hipótese de Rescisão do Contrato
A transferência do controle societário do concessionário sem prévia anuência do poder 
concedente implicará a rescisão do contrato e a aplicação das sanções contratuais, sem pre-
juízo da execução das garantias oferecidas.
Hipótese de Transferência do Controle Societário sem Rescisão do Contrato
Para fins de obtenção da anuência para transferência do controle societário do concessio-
nário, o pretendente deverá:
I – atender às exigências da habilitação estabelecidas para o concessionário;
II – comprometer-se a cumprir todas as cláusulas do contrato em vigor.
Garantias para os Contratos
Nos contratos de financiamento, os concessionários poderão oferecer em garantia os di-
reitos emergentes da concessão, até o limite que não comprometa a operacionalização e a 
continuidade da execução, pelo concessionário, do PMFS ou das demais atividades florestais.
Cláusulas Essenciais do Contrato (Art. 30)
São cláusulas essenciais do contrato de concessão as relativas:
I – ao objeto, com a descrição dos produtos e dos serviços a serem explorados e da unida-
de de manejo;
II – ao prazo da concessão;
III – ao prazo máximo para o concessionário iniciar a execução do PMFS;
IV – ao modo, à forma, às condições e aos prazos da realização das auditorias florestais;
V – ao modo, à forma e às condições de exploração de serviços e prática do manejo 
florestal;
VI – aos critérios, aos indicadores, às fórmulas e aos parâmetros definidores da qualidade 
do meio ambiente;
VII – aos critérios máximos e mínimos de aproveitamento dos recursos florestais;
VIII – às ações de melhoria e recuperação ambiental na área da concessão e seu entorno 
assumidas pelo concessionário;
IX – às ações voltadas ao benefício da comunidade local assumidas pelo concessionário;
X – aos preços e aos critérios e procedimentos para reajuste e revisão;
XI – aos direitos e às obrigações do poder concedente e do concessionário, inclusive os 
relacionados a necessidades de alterações futuras e modernização, aperfeiçoamento e am-
pliação dos equipamentos, infraestrutura e instalações;
XII – às garantias oferecidas pelo concessionário;
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XIII – à forma de monitoramento e avaliação das instalações, dos equipamentos, dos mé-
todos e práticas de execução do manejo florestal sustentável e exploração de serviços;
XIV – às penalidades contratuais e administrativas a que se sujeita o concessionário e sua 
forma de aplicação;
XV – aos casos de extinção do contrato de concessão;
XVI – aos bens reversíveis;
XVII – às condições para revisão e prorrogação;
XVIII – à obrigatoriedade, à forma e à periodicidade da prestação de contas do concessio-
nário ao poder concedente;
XIX – aos critérios de bonificação para o concessionário que atingir melhores índices de 
desempenho socioambiental que os previstos no contrato, conforme regulamento;
XX – ao foro e ao modo amigável de solução das divergências contratuais.
Exercício do Poder de Polícia
No exercício da fiscalização, o órgão gestor terá acesso aos dados relativos à administra-
ção, contabilidade, recursos técnicos, econômicos e financeiros do concessionário, respeitan-
do-se os limites do sigilo legal ou constitucionalmente previsto.
Obs.: � Sem prejuízo das atribuições dos órgãos do Sisnama responsáveis pelo controle e 
fiscalização ambiental, o órgão gestor poderá suspender a execução de atividades 
desenvolvidas em desacordo com o contrato de concessão, devendo, nessa hipótese, 
determinar a imediata correção das irregularidades identificadas.
Obrigações do Concessionário
Incumbe ao concessionário:
I – elaborar e executar o PMFS, conforme previsto nas normas técnicas aplicáveis e espe-
cificações do contrato;
II – evitar ações ou omissões passíveis de gerar danos ao ecossistema ou a qualquer de 
seus elementos;
III – informar imediatamente a autoridade competente no caso de ações ou omissões pró-
prias ou de terceiros ou fatos que acarretem danos ao ecossistema, a qualquer de seus ele-
mentos ou às comunidades locais;
IV – recuperar as áreas degradadas, quando identificado o nexo de causalidade entre suas 
ações ou omissões e os danos ocorridos, independentemente de culpa ou dolo, sem prejuízo 
das responsabilidades contratuais, administrativas, civis ou penais;
V – cumprir e fazer cumprir as normas de manejo florestal, as regras de exploração de ser-
viços e as cláusulas contratuais da concessão;
VI – garantir a execução do ciclo contínuo, iniciada dentro do prazo máximo fixado no edital;
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VII – buscar o uso múltiplo da floresta, nos limites contratualmente definidos e observadas 
as restrições aplicáveis às áreas de preservação permanente e as demais exigências da legis-
lação ambiental;
VIII – realizar as benfeitorias necessárias na unidade de manejo;
IX – executar as atividades necessárias à manutenção da unidade de manejo e da in-
fraestrutura;
X – comercializar o produto florestal auferido do manejo;
XI – executar medidas de prevenção e controle de incêndios;
XII – monitorar a execução do PMFS;
XIII – zelar pela integridade dos bens e benfeitorias vinculados à unidade de manejo 
concedida;
XIV – manter atualizado o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão;
XV – elaborar e disponibilizar o relatório anual sobre a gestão dos recursos florestais ao 
órgão gestor, nos termos definidos no contrato;
XVI – permitir amplo e irrestrito acesso aos encarregados da fiscalização e auditoria, a 
qualquer momento, às obras, aos equipamentos e às instalações da unidade de manejo, bem 
como à documentação necessária para o exercício da fiscalização;
XVII – realizar os investimentos ambientais e sociais definidos no contrato de concessão.
Benfeitorias
As benfeitorias permanentes reverterão sem ônus ao titular da área ao final do contrato de 
concessão, ressalvados os casos previstos no edital de licitação e no contrato de concessão.
Obrigações do Concessionário ao Fim do Contrato
Findo o contrato de concessão, o concessionário fica obrigado a devolver a unidade de 
manejo ao poder concedente nas condições previstas no contrato de concessão, sob pena de 
aplicação das devidas sanções contratuais e administrativas, bem como da responsabilização 
nas esferas penal e civil, inclusive a decorrente da Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981.
Prazo dos Contratos de Concessão
O prazo dos contratos de concessão florestal será estabelecido de acordo com o ciclo de 
colheita ou exploração, considerando o produto ou grupo de produtos com ciclo mais longo 
incluído no objeto da concessão, podendo ser fixado prazo equivalente a, no mínimo, um ciclo 
e, no máximo, 40 (quarenta) anos.
Obs.: � O prazo dos contratos de concessão exclusivos para exploração de serviços florestais 
será de, no mínimo, 5 (cinco) e, no máximo, 20 (vinte) anos.
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Seção X
Dos Preços Florestais
O art. 36 determina que o regime econômico e financeiro da concessão florestal, conforme 
estabelecido no respectivo contrato, compreende:
I – o pagamento de preço calculado sobre os custos de realização do edital de licitação da 
concessão florestal da unidade de manejo5;
II – o pagamento de preço, não inferior ao mínimo definido no edital de licitação, calculado 
em função da quantidade de produto ou serviço auferido do objeto da concessão ou do fatu-
ramento líquido ou bruto;
III – a responsabilidade do concessionário de realizar outros investimentos previstos no 
edital e no contrato;
IV – a indisponibilidade, pelo concessionário, salvo disposição contratual, dos bens consi-
derados reversíveis.
Preço Mínimo
A definição do preço mínimo no edital deverá considerar:
I – o estímulo à competição e à concorrência;
II – a garantia de condições de competição do manejo em terras privadas;
III – a cobertura dos custos do sistema de outorga;
IV – a geração de benefícios para a sociedade, aferidos inclusive pela renda gerada;
V – o estímulo ao uso múltiplo da floresta;
VI – a manutenção e a ampliação da competitividade da atividade de base florestal;
VII – as referências internacionais aplicáveis.
Será fixado, nos termos de regulamento, valor mínimo a ser exigido anualmente do concessio-
nário, independentemente da produção ou dos valores por ele auferidos com a exploração do 
objeto da concessão.
Obs.: � O valor mínimo integrará os pagamentos anuais devidos pelo concessionário para 
efeito do pagamento do preço referido no inciso II do caput deste artigo.
Distribuição dos Recursos
Os recursos financeiros oriundos dos preços da concessão florestal de unidades localiza-
das em áreas de domínio da União serão distribuídos da seguinte forma:
I – o valor referido no § 3º do art. 36 desta Lei será destinado:
a) 70% (setenta por cento) ao órgão gestor para a execução de suas atividades;
5 O preço referido no inciso I do caput deste artigo será definido no edital de licitação e poderá ser parcelado em 
até 1 (um) ano, com base em critérios técnicos e levando-se em consideração as peculiaridades locais.
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b) 30% (trinta por cento) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
Renováveis – IBAMA, para utilização restrita em atividades de controle e fiscalização ambien-
tal de atividades florestais, de unidades de conservação e do desmatamento;
II – o preço pago, excluído o valor mencionado no inciso I do caput deste artigo, terá a se-
guinte destinação:
a) Estados: 30% (trinta por cento), destinados proporcionalmente à distribuição da floresta pú-
blica outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utilização sustentá-
vel dos recursos florestais, sempre que o ente beneficiário cumprir com a finalidade deste aporte;
b) Municípios: 30% (trinta por cento), destinados proporcionalmente à distribuição da flo-
resta pública outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utiliza-
ção sustentável dos recursos florestais, sempre que o ente beneficiário cumprir com a finali-
dade deste aporte;
c) Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – FNDF: 40% (quarenta por cento).
Distribuição dos Recursos Financeiros Oriundos de Concessões Florestais 
de Unidades de Conservação
Quando os recursos financeiros forem oriundos dos preços da concessão florestal de uni-
dades localizadas em florestas nacionais criadas pela União nos termos do art. 17 da Lei n. 
9.985, de 18 de julho de 2000, serão distribuídos da seguinte forma:
I – o valor referido no § 3º do art. 36 desta Lei será destinado ao órgão gestor para a exe-
cução de suas atividades;
II – o preço pago, excluído o valor mencionado no inciso I do caput deste artigo, terá a se-
guinte destinação:
a) Instituto Chico Mendes: 40% (quarenta por cento), para utilização restrita na gestão das 
unidades de conservação de uso sustentável; (Redação dada pela Lei n. 11.516, 2007)
b) Estados: 20% (vinte por cento), destinados proporcionalmente à distribuição da floresta pú-
blica outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utilização sustentá-
vel dos recursos florestais, sempre que o ente beneficiário cumprir com a finalidade deste aporte;
c) Municípios: 20% (vinte por cento), destinados proporcionalmente à distribuição da floresta 
pública outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utilização susten-
tável dos recursos florestais, sempre que o ente beneficiário cumprir com a finalidade deste aporte;
d) FNDF: 20% (vinte porcento).
Obs.: � 1. O repasse dos recursos a Estados e Municípios previsto neste artigo será condicio-
nado à instituição de conselho de meio ambiente pelo respectivo ente federativo, com 
participação social, e à aprovação, por este conselho:
 � I – do cumprimento das metas relativas à aplicação desses recursos referentes ao ano 
anterior;
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Obs.: � II – da programação da aplicação dos recursos do ano em curso.
 � 2. Adicionalmente aos recursos previstos na alínea c do inciso II do caput (Municípios) 
e na alínea “d” do inciso II do § 1º (programação da aplicação dos recursos do ano 
em curso) constituem recursos do FNDF a reversão dos saldos anuais não aplicados, 
doações realizadas por entidades nacionais ou internacionais, públicas ou privadas, e 
outras fontes de recursos que lhe forem especificamente destinadas, inclusive orça-
mentos compartilhados com outros entes da Federação.
Movimentação dos Recursos Financeiros
Os recursos financeiros oriundos dos preços de cada concessão florestal da União serão 
depositados e movimentados exclusivamente por intermédio dos mecanismos da conta única 
do Tesouro Nacional, na forma do regulamento (art. 40).
O Tesouro Nacional, trimestralmente, repassará aos Estados e Municípios os recursos re-
cebidos de acordo com o previsto nas alíneas “a” e “b” do inciso II do caput e nas alíneas “b” e 
“c” do inciso II do § 1º, ambos do art. 39 desta Lei.
O Órgão Central de Contabilidade da União editará as normas gerais relativas à consolida-
ção das contas públicas aplicáveis aos recursos financeiros oriundos da concessão florestal 
e à sua distribuição.
Seção XI
Do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal
A referida lei criou o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), de natureza 
contábil, gerido pelo órgão gestor federal, destinado a fomentar o desenvolvimento de ativi-
dades sustentáveis de base florestal no Brasil e a promover a inovação tecnológica do setor.
• Os recursos do FNDF somente poderão ser destinados a projetos de órgãos e entidades 
públicas, ou de entidades privadas sem fins lucrativos.
• A aplicação dos recursos do FNDF nos projetos de que trata o inciso I do § 1º deste ar-
tigo será feita prioritariamente em entidades públicas de pesquisa.
• A aplicação dos recursos do FNDF nos projetos de que trata o § 1º deste artigo poderá 
abranger comunidades indígenas, sem prejuízo do atendimento de comunidades locais 
e outros beneficiários e observado o disposto no § 7º deste artigo.
Aplicação dos Recursos
Segundo estabelece a lei, os recursos do FNDF serão aplicados prioritariamente em proje-
tos nas seguintes áreas:
I – pesquisa e desenvolvimento tecnológico em manejo florestal;
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II – assistência técnica e extensão florestal;
III – recuperação de áreas degradadas com espécies nativas;
IV – aproveitamento econômico racional e sustentável dos recursos florestais;
V – controle e monitoramento das atividades florestais e desmatamentos;
VI – capacitação em manejo florestal e formação de agentes multiplicadores em ativida-
des florestais;
VII – educação ambiental;
VIII – proteção ao meio ambiente e conservação dos recursos naturais.
Conselho Consultivo
O FNDF contará com um conselho consultivo, com participação dos entes federativos e da 
sociedade civil, com a função de opinar sobre a distribuição dos seus recursos e a avaliação 
de sua aplicação.
Seção XII
Das Auditorias Florestais
Sem prejuízo das ações de fiscalização ordinárias, as concessões serão submetidas a au-
ditorias florestais, de caráter independente, em prazos não superiores a 3 (três) anos, cujos 
custos serão de responsabilidade do concessionário.
Observe-se que, em casos excepcionais, previstos no edital de licitação, nos quais a escala 
da atividade florestal torne inviável o pagamento dos custos das auditorias florestais pelo con-
cessionário, o órgão gestor adotará formas alternativas de realização das auditorias, conforme 
regulamento.
Conclusões das Auditorias
As auditorias apresentarão suas conclusões em um dos seguintes termos:
I – constatação de regular cumprimento do contrato de concessão, a ser devidamente va-
lidada pelo órgão gestor;
II – constatação de deficiências sanáveis, que condiciona a manutenção contratual ao sa-
neamento de todos os vícios e irregularidades verificados, no prazo máximo de 6 (seis) meses;
III – constatação de descumprimento, que, devidamente validada, implica a aplicação de 
sanções segundo sua gravidade, incluindo a rescisão contratual, conforme esta Lei.
Auditorias por Entidades
Admite-se a realização de auditorias florestais por entidades, desde que tenham sido reco-
nhecidas em ato administrativo do órgão gestor.
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Fiscalização pela População
Qualquer pessoa física ou jurídica, de forma justificada e devidamente assistida por pro-
fissionais habilitados, poderá fazer visitas de comprovação às operações florestais de campo, 
sem obstar o regular desenvolvimento das atividades, observados os seguintes requisitos:
I – prévia obtenção de licença de visita no órgão gestor;
II – programação prévia com o concessionário.
Seção XIII
Da Extinção da Concessão
Segundo estabelece o art. 44, extingue-se a concessão florestal por qualquer das seguin-
tes causas:
I – esgotamento do prazo contratual;
II – rescisão;
III – anulação;
IV – falência ou extinção do concessionário e falecimento ou incapacidade do titular, no 
caso de empresa individual;
V – desistência e devolução, por opção do concessionário, do objeto da concessão.
Obs.: � A extinção da concessão pelas causas previstas nos incisos II, IV e V do caput deste 
artigo autoriza o poder concedente a executar as garantias contratuais, sem prejuí-
zo da responsabilidade civil por danos ambientais prevista na Lei n. 6.938, de 31 de 
agosto de 1981.
Uma vez extinta a concessão, retornam ao titular da floresta pública todos os bens rever-
síveis, direitos e privilégios transferidos ao concessionário, conforme previsto no edital e esta-
belecido em contrato.
A extinção da concessão autoriza, independentemente de notificação prévia, a ocupação 
das instalações e a utilização, pelo titular da floresta pública, de todos os bens reversíveis.
A devolução de áreas não implicará ônus para o poder concedente, nem conferirá ao con-
cessionário qualquer direito de indenização pelos bens reversíveis, os quais passarão à pro-
priedade do poder concedente.
Em qualquer caso de extinção da concessão, o concessionário fará, por sua conta exclusi-
va, a remoção dos equipamentos e bens que não sejam objetos de reversão, ficando obrigado 
a reparar ou indenizar os danos decorrentes de suas atividades e praticar os atos de recupera-
ção ambiental determinados pelos órgãos competentes.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Consequências da Inexecução Total ou Parcial do Contrato
A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a res-
cisão da concessão, a aplicação das sanções contratuais e a execução das garantias, sem pre-
juízo da responsabilidade civil por danos ambientais prevista na Lei n. 6.938, de 31 de agosto 
de 1981, e das devidas sanções nas esferas administrativa e penal.
Rescisão Unilateral
A rescisão da concessão poderá ser efetuada unilateralmente pelo poder conceden-
te, quando:
I – o concessionário descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais e regulamen-
tares concernentes à concessão;
II – o concessionário descumprir o PMFS, de forma que afete elementos essenciais de 
proteção do meio ambiente e a sustentabilidade da atividade;
III – o concessionário paralisar a execução do PMFS por prazo maior que o previsto em 
contrato, ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior, ou as que, com 
anuência do órgão gestor, visem à proteção ambiental;
IV – descumprimento, total ou parcial, da obrigação de pagamento dos preços florestais;
V – o concessionário perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais para 
manter a regular execução do PMFS;
VI – o concessionário não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos devi-
dos prazos;
VII – o concessionário não atender a notificação do órgão gestor no sentido de regularizar 
o exercício de suas atividades;
VIII – o concessionário for condenado em sentença transitada em julgado por crime contra 
o meio ambiente ou a ordem tributária, ou por crime previdenciário;
IX – ocorrer fato superveniente de relevante interesse público que justifique a rescisão, 
mediante lei autorizativa específica, com indenização das parcelas de investimento ainda não 
amortizadas vinculadas aos bens reversíveis que tenham sido realizados;
X – o concessionário submeter trabalhadores a condições degradantes de trabalho ou 
análogas à de escravo ou explorar o trabalho de crianças e adolescentes.
Processo Administrativo para a Rescisão do Contrato de Concessão
A rescisão do contrato de concessão deverá ser precedida da verificação de processo ad-
ministrativo, assegurado o direito de ampla defesa.
Não será instaurado processo administrativo de inadimplência antes da notificação do 
concessionário e a fixação de prazo para correção das falhas e transgressões apontadas.
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Instaurado o processo administrativo e comprovada a inadimplência, a rescisão será 
efetuada por ato do poder concedente, sem prejuízo da responsabilização administrativa, ci-
vil e penal.
Rescindido o contrato de concessão, não resultará para o órgão gestor qualquer espécie de 
responsabilidade em relação aos encargos, ônus, obrigações ou compromissos com terceiros 
ou com empregados do concessionário.
Possibilidade da instituição de seguro para cobertura da indenização: segundo estabelece 
a lei, o Poder Público poderá instituir seguro para cobertura da indenização no caso de fato 
superveniente de relevante interesse público que justifique a rescisão.
Desistência do Contrato de Concessão
Segundo estabelece a lei (art. 46), a desistência é o ato formal, irrevogável e irretratável 
pelo qual o concessionário manifesta seu desinteresse pela continuidade da concessão.
A desistência é condicionada à aceitação expressa do poder concedente e dependerá 
de avaliação prévia do órgão competente para determinar o cumprimento ou não do PMFS, 
devendo assumir o desistente o custo dessa avaliação e, conforme o caso, as obrigações 
emergentes.
A desistência não desonerará o concessionário de suas obrigações com terceiros.
Rescisão do contrato de concessão por iniciativa do concessionário: o contrato de con-
cessão poderá ser rescindido por iniciativa do concessionário, no caso de descumprimento 
das normas contratuais pelo poder concedente, mediante ação judicial especialmente intenta-
da para esse fim.
Seção XIV
Das Florestas Nacionais, Estaduais e Municipais
Em relação às concessões em florestas nacionais, estaduais e municipais, tem-se que es-
tas devem observar o disposto nesta Lei, na Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000, e no Plano de 
Manejo da Unidade de Conservação.
Do mesmo modo, a inserção de unidades de manejo das florestas nacionais, estaduais e 
municipais no Paof requer prévia autorização do órgão gestor da unidade de conservação.
Os recursos florestais das unidades de manejo de florestas nacionais, estaduais e munici-
pais somente serão objeto de concessão após aprovação do plano de manejo da unidade de 
conservação, nos termos da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000.
Para a elaboração do edital e do contrato de concessão florestal das unidades de manejo 
em florestas nacionais, estaduais e municipais, ouvir-se-á o respectivo conselho consultivo, 
constituído nos termos do art. 17, § 5º, da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000, o qual acompa-
nhará todas as etapas do processo de outorga.
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TÍTULO III
DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA GESTÃO E FISCALIZAÇÃO
CAPÍTULO I
DO PODER CONCEDENTE
Art. 49. Cabe ao poder concedente, no âmbito de sua competência, formular as estraté-
gias, políticas, planos e programas para a gestão de florestas públicas e, especialmente: (Vide 
Decreto n. 10.347, de 2020)
I – definir o Paof;
II – ouvir o órgão consultivo sobre a adoção de ações de gestão de florestas públicas, bem 
como sobre o Paof;
III – definir as áreas a serem submetidas à concessão florestal;
IV – estabelecer os termos de licitação e os critérios de seleção;
V – publicar editais, julgar licitações, promover os demais procedimentos licitatórios, defi-
nir os critérios para formalização dos contratos para o manejo florestal sustentável e celebrar 
os contratos de concessão florestal;
VI – planejar ações voltadas à disciplina do mercado no setor florestal, quando couber.
Possibilidade de delegação: no exercício da competência referida nos incisos IV e V do 
caput deste artigo, o poder concedente poderá delegar ao órgão gestor a operacionalização 
dos procedimentos licitatórios e a celebração de contratos, nos termos do regulamento.
No âmbito federal, o Ministério do Meio Ambiente exercerá as competências definidas 
neste artigo.
CAPÍTULO II
DOS ÓRGÃOS DO SISNAMA RESPONSÁVEIS PELO CONTROLE E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL
Atribuições dos Órgãos do Sisnama
Art. 50. Caberá aos órgãos do Sisnama responsáveis pelo controle e fiscalização ambien-
tal das atividades florestais em suas respectivas jurisdições:
I – fiscalizar e garantir a proteção das florestas públicas;
II – efetuar em qualquer momento, de ofício, por solicitação da parte ou por denúncia de 
terceiros, fiscalização da unidade de manejo, independentemente de prévianotificação;
III – aplicar as devidas sanções administrativas em caso de infração ambiental;
IV – expedir a licença prévia para uso sustentável da unidade de manejo das respectivas 
florestas públicas e outras licenças de sua competência;
V – aprovar e monitorar o PMFS da unidade de manejo das respectivas florestas públicas.
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Atuação do Ibama
Em âmbito federal, o Ibama exercerá as atribuições acima mencionadas.
Do mesmo modo, o Ibama deve estruturar formas de atuação conjunta com os órgãos 
seccionais e locais do Sisnama para a fiscalização e proteção das florestas públicas, podendo 
firmar convênios ou acordos de cooperação.
Possibilidade de delegação pelos órgãos seccionais (estaduais) e locais (municipais): os 
órgãos seccionais e locais podem delegar ao Ibama, mediante convênio ou acordo de coopera-
ção, a aprovação e o monitoramento do PMFS das unidades de manejo das florestas públicas 
estaduais ou municipais e outras atribuições.
CAPÍTULO III
DO ÓRGÃO CONSULTIVO
Comissão de Gestão de Florestas Públicas
Sem prejuízo das atribuições do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), fica insti-
tuída a Comissão de Gestão de Florestas Públicas, no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, 
de natureza consultiva, com as funções de exercer, na esfera federal, as atribuições de órgão 
consultivo previstas por esta Lei e, especialmente:
I – assessorar, avaliar e propor diretrizes para gestão de florestas públicas da União;
II – manifestar-se sobre o Paof da União;
III – exercer as atribuições de órgão consultivo do SFB.
Parágrafo único. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disporão sobre o órgão 
competente para exercer as atribuições de que trata este Capítulo nas respectivas esferas 
de atuação.
Composição da Comissão de Gestão de Florestas
A Comissão de Gestão de Florestas Públicas será composta por representantes do Poder 
Público, dos empresários, dos trabalhadores, da comunidade científica, dos movimentos so-
ciais e das organizações não governamentais, e terá sua composição e seu funcionamento 
definidos em regulamento.
Os membros da Comissão de Gestão de Florestas Públicas exercem função não re-
munerada de interesse público relevante, com precedência, na esfera federal, sobre quais-
quer cargos públicos de que sejam titulares e, quando convocados, farão jus a transporte 
e diárias.
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CAPÍTULO IV
DO ÓRGÃO GESTOR
Atribuições
Art. 53. Caberá aos órgãos gestores federal, estaduais e municipais, no âmbito de suas 
competências:
I – elaborar proposta de Paof, a ser submetida ao poder concedente;
II – disciplinar a operacionalização da concessão florestal;
III – solicitar ao órgão ambiental competente a licença prévia prevista no art. 18 desta Lei;
IV – elaborar inventário amostral, relatório ambiental preliminar e outros estudos;
V – publicar editais, julgar licitações, promover os demais procedimentos licitatórios, inclusi-
ve audiência e consulta pública, definir os critérios para formalização dos contratos e celebrá-los 
com concessionários de manejo florestal sustentável, quando delegado pelo poder concedente;
VI – gerir e fiscalizar os contratos de concessão florestal;
VII – dirimir, no âmbito administrativo, as divergências entre concessionários, produtores 
independentes e comunidades locais;
VIII – controlar e cobrar o cumprimento das metas fixadas no contrato de concessão;
IX – fixar os critérios para cálculo dos preços de que trata o art. 36 desta Lei e proceder à 
sua revisão e reajuste na forma desta Lei, das normas pertinentes e do contrato;
X – cobrar e verificar o pagamento dos preços florestais e distribuí-los de acordo com esta Lei;
XI – acompanhar e intervir na execução do PMFS, nos casos e condições previstos nesta Lei;
XII – fixar e aplicar as penalidades administrativas e contratuais impostas aos conces-
sionários, sem prejuízo das atribuições dos órgãos do Sisnama responsáveis pelo controle e 
fiscalização ambiental;
XIII – indicar ao poder concedente a necessidade de extinção da concessão, nos casos 
previstos nesta Lei e no contrato;
XIV – estimular o aumento da qualidade, produtividade, rendimento e conservação do meio 
ambiente nas áreas sob concessão florestal;
XV – dispor sobre a realização de auditorias florestais independentes, conhecer seus resul-
tados e adotar as medidas cabíveis, conforme o resultado;
XVI – disciplinar o acesso às unidades de manejo;
XVII – atuar em estreita cooperação com os órgãos de defesa da concorrência, com vistas 
em impedir a concentração econômica nos serviços e produtos florestais e na promoção da 
concorrência;
XVIII – incentivar a competitividade e zelar pelo cumprimento da legislação de defesa da con-
corrência, monitorando e acompanhando as práticas de mercado dos agentes do setor florestal;
XIX – efetuar o controle prévio eª posteriori de atos e negócios jurídicos a serem celebra-
dos entre concessionários, impondo-lhes restrições à mútua constituição de direitos e obriga-
ções, especialmente comerciais, incluindo a abstenção do próprio ato ou contrato ilegal;
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XX – conhecer e julgar recursos em procedimentos administrativos;
XXI – promover ações para a disciplina dos mercados de produtos florestais e seus deriva-
dos, em especial para controlar a competição de produtos florestais de origem não sustentável;
XXII – reconhecer em ato administrativo as entidades que poderão realizar auditorias 
florestais;
XXIII – estimular a agregação de valor ao produto florestal na região em que for explorado.
Relatório
O órgão gestor deverá encaminhar ao poder concedente, ao Poder Legislativo e ao conse-
lho de meio ambiente, nas respectivas esferas de governo, relatório anual sobre as concessões 
outorgadas, o valor dos preços florestais, a situação de adimplemento dos concessionários, os 
PMFS e seu estado de execução, as vistorias e auditorias florestais realizadas e os respectivos 
resultados, assim como as demais informações relevantes sobre o efetivo cumprimento dos 
objetivos da gestão de florestas públicas.
O relatório relativo às concessões florestais da União deverá ser encaminhado ao Conama 
e ao Congresso Nacional até 31 de março de cada ano.
Atribuições do Conama e dos Órgãos Seccionais e Locais
Caberá ao Conama, considerando as informações contidas no relatório acima menciona-
do, manifestar-se sobre a adequação do sistema de concessões florestais e de seu monitora-
mento e sugerir os aperfeiçoamentos necessários.
Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disporão sobre o órgão competente para 
exercer as atribuições de que trata este Capítulo nas respectivas esferas de atuação.
TÍTULO IV
DO SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO
CAPÍTULO I
DA CRIAÇÃO DO SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO
O SFB

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