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SISTEMA DE ENSINO DIREITO AMBIENTAL Legislação Florestal Brasileira Livro Eletrônico 2 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Sumário 1. Legislação Florestal Brasileira ................................................................................................ 3 1.1. Da Gestão de Florestas Públicas ........................................................................................... 3 1.2. Do Bioma Mata Atlântica ...................................................................................................... 35 1.3. Do Código Florestal Brasileiro ............................................................................................49 Questões de Concurso ................................................................................................................. 73 Gabarito ........................................................................................................................................... 78 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho 1. LegisLação FLorestaL BrasiLeira Saudações, amigo(a)! Vamos começar agora um módulo bastante importante no nosso estudo. Vamos falar so- bre a legislação florestal brasileira. Neste módulo analisaremos as principais normas jurídicas relacionadas à proteção e à utilização de recursos florestais no Brasil. Trata-se de um tema muito relevante em razão da importância que as florestas possuem para a vida de todas as espécies. 1.1. Da gestão De FLorestas PúBLicas Conceitos Preliminares Como sabemos, as florestas contribuem para o equilíbrio do clima e das águas e guardam uma valiosa biodiversidade. São o abrigo da vida selvagem e podem representar a melhor alter- nativa socioeconômica das populações que nelas vivem. Além disso, as florestas podem su- prir demandas da sociedade por produtos madeireiros e não madeireiros por muitas gerações, desde que a sua exploração obedeça aos princípios do manejo florestal sustentável. A gestão de florestas públicas encontra-se regulamentada por meio da Lei n. 11.284, de 2 de março de 2006, a qual é o resultado da preocupação da sociedade e do governo brasileiro com a proteção das florestas públicas do nosso país sem desconsiderar o importante papel econômico, social e ambiental que elas desempenham. De início, registre-se que se consideram florestas públicas: Florestas, naturais ou planta- das, localizadas nos diversos biomas brasileiros, em bens sob o domínio da União, dos Esta- dos, dos Municípios, do Distrito Federal ou das entidades da administração indireta1. Observe-se para fins de concurso que a lei traz em seu texto uma série de outros concei- tos, a saber: I – florestas públicas: florestas, naturais ou plantadas, localizadas nos diversos biomas brasileiros, em bens sob o domínio da União, dos Estados, dos Municípios, do Distrito Federal ou das entidades da administração indireta; II – recursos florestais: elementos ou características de determinada floresta, potencial ou efetivamente geradores de produtos ou serviços florestais; III – produtos florestais: produtos madeireiros e não madeireiros gerados pelo manejo flo- restal sustentável; IV – serviços florestais: turismo e outras ações ou benefícios decorrentes do manejo e conservação da floresta, não caracterizados como produtos florestais; 1 Art. 3º, I, da Lei n. 11.284, de 2 de março de 2006. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho V – ciclo: período decorrido entre 2 (dois) momentos de colheita de produtos florestais numa mesma área; VI – manejo florestal sustentável: administração da floresta para a obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecos- sistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplas espécies madeireiras, de múltiplos produtos e subprodutos não madeireiros, bem como a utilização de outros bens e serviços de natureza florestal; VII – concessão florestal: delegação onerosa, feita pelo poder concedente, do direito de praticar manejo florestal sustentável para exploração de produtos e serviços numa unidade de manejo, mediante licitação, à pessoa jurídica, em consórcio ou não, que atenda às exigências do respectivo edital de licitação e demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado; VIII – unidade de manejo: perímetro definido a partir de critérios técnicos, socioculturais, econômicos e ambientais, localizado em florestas públicas, objeto de um Plano de Manejo Florestal Sustentável – PMFS, podendo conter áreas degradadas para fins de recuperação por meio de plantios florestais; IX – lote de concessão florestal: conjunto de unidades de manejo a serem licitadas; X – comunidades locais: populações tradicionais e outros grupos humanos, organizados por gerações sucessivas, com estilo de vida relevante à conservação e à utilização sustentável da diversidade biológica; XI – auditoria florestal: ato de avaliação independente e qualificada de atividades florestais e obrigações econômicas, sociais e ambientais assumidas de acordo com o PMFS e o con- trato de concessão florestal, executada por entidade reconhecida pelo órgão gestor, mediante procedimento administrativo específico; XII – inventário amostral: levantamento de informações qualitativas e quantitativas sobre determinada floresta, utilizando-se processo de amostragem; XIII – órgão gestor: órgão ou entidade do poder concedente com a competência de disci- plinar e conduzir o processo de outorga da concessão florestal; XIV – órgão consultivo: órgão com representação do Poder Público e da sociedade civil, com a finalidade de assessorar, avaliar e propor diretrizes para a gestão de florestas públicas; XV – poder concedente: União, Estado, Distrito Federal ou Município. Princípios da Gestão de Florestas Públicas Segundo estabelece a referida Lei (art. 2º), constituem princípios da gestão de flores- tas públicas: I – a proteção dos ecossistemas, do solo, da água, da biodiversidade e valores culturais associados, bem como do patrimônio público; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho II – o estabelecimento de atividades que promovam o uso eficiente e racional das florestas e que contribuam para o cumprimento das metas do desenvolvimento sustentável local, regio- nal e de todo o País; III – o respeito ao direito da população, em especial das comunidades locais, de acesso às florestas públicas e aos benefícios decorrentes de seu uso e conservação; IV – a promoção do processamento local e o incentivo ao incremento da agregação de valor aos produtos e serviços da floresta, bem como à diversificação industrial, ao desenvolvimento tecnológico, à utilização e à capacitação de empreendedores locais e da mãointegra a estrutura básica do Ministério do Meio Ambiente, atuando exclusivamente na gestão das florestas públicas e tem por competência: I – exercer a função de órgão gestor prevista no art. 53 desta Lei, no âmbito federal, bem como de órgão gestor do FNDF; II – apoiar a criação e gestão de programas de treinamento, capacitação, pesquisa e as- sistência técnica para a implementação de atividades florestais, incluindo manejo florestal, processamento de produtos florestais e exploração de serviços florestais; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho III – estimular e fomentar a prática de atividades florestais sustentáveis madeireira, não madeireira e de serviços; IV – promover estudos de mercado para produtos e serviços gerados pelas florestas; V – propor planos de produção florestal sustentável de forma compatível com as deman- das da sociedade; VI – criar e manter o Sistema Nacional de Informações Florestais integrado ao Sistema Nacional de Informações sobre o Meio Ambiente; VII – gerenciar o Cadastro Nacional de Florestas Públicas, exercendo as seguintes funções: a) organizar e manter atualizado o Cadastro-Geral de Florestas Públicas da União; b) adotar as providências necessárias para interligar os cadastros estaduais e municipais ao Cadastro Nacional; VIII – apoiar e atuar em parceria com os seus congêneres estaduais e municipais. Obs.: � As atribuições previstas nos incisos II a V serão exercidas sem prejuízo de atividades desenvolvidas por outros órgãos e entidades da Administração Pública federal que atuem no setor. No exercício de suas atribuições, o SFB promoverá a articulação com os Estados, o Distri- to Federal e os Municípios, para a execução de suas atividades de forma compatível com as diretrizes nacionais de planejamento para o setor florestal e com a Política Nacional do Meio Ambiente. Possibilidade de convênios: para a concessão das florestas públicas sob a titularidade dos outros entes da Federação, de órgãos e empresas públicas e de associações de comuni- dades locais, poderão ser firmados convênios com o Ministério do Meio Ambiente, represen- tado pelo SFB. CAPÍTULO II DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E GESTÃO DO SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO Seção I Do Conselho Diretor Composição e Atribuições O SFB será dirigido por um Conselho Diretor, composto por um Diretor-Geral e 4 (quatro) diretores, em regime de colegiado, ao qual caberá: I – exercer a administração do SFB; II – examinar, decidir e executar ações necessárias ao cumprimento das competên- cias do SFB; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho III – editar normas sobre matérias de competência do SFB; IV – aprovar o regimento interno do SFB, a organização, a estrutura e o âmbito decisório de cada diretoria; V – elaborar e divulgar relatórios sobre as atividades do SFB; VI – conhecer e julgar pedidos de reconsideração de decisões de componentes das direto- rias do SFB. As decisões relativas às atribuições do SFB são tomadas pelo Conselho Diretor, por maio- ria absoluta de votos. O Diretor-Geral e os demais membros do Conselho Diretor do SFB serão brasileiros (natos ou naturalizados), de reputação ilibada, experiência comprovada e elevado conceito no campo de especialidade dos cargos para os quais serão nomeados. Substituição dos Membros do Conselho Diretor O regulamento do SFB disciplinará a substituição do Diretor-Geral e os demais membros do Conselho Diretor em seus impedimentos ou afastamentos regulamentares e ainda no período de vacância que anteceder à nomeação de novo diretor. Impedimentos Está impedido de exercer cargo de direção no SFB quem mantiver, ou tiver mantido nos 24 (vinte e quatro) meses anteriores à nomeação, os seguintes vínculos com qualquer pessoa jurídica concessionária ou com produtor florestal independente: I – acionista ou sócio com participação individual direta superior a 1% (um por cento) no capital social ou superior a 2% (dois por cento) no capital social de empresa controladora; II – membro do conselho de administração, fiscal ou de diretoria executiva; III – empregado, mesmo com o contrato de trabalho suspenso, inclusive das empresas controladoras ou das fundações de previdência de que sejam patrocinadoras. Obs.: � Também está impedido de exercer cargo de direção no SFB membro do conselho ou diretoria de associação ou sindicato, regional ou nacional, representativo de interes- ses dos agentes mencionados no caput deste artigo, ou de categoria profissional de empregados desses agentes. Quarentena Art. 60. O ex-dirigente do SFB, durante os 12 (doze) meses seguintes ao seu desligamento do cargo, estará impedido de prestar, direta ou indiretamente, independentemente da forma ou natureza do contrato, qualquer tipo de serviço às pessoas jurídicas concessionárias, sob regu- lamentação ou fiscalização do SFB, inclusive controladas, coligadas ou subsidiárias. 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Seção II Da Ouvidoria Segundo estabelece a lei, art. 62, o SFB contará com uma Ouvidoria, à qual competirá: I – receber pedidos de informação e esclarecimento, acompanhar o processo interno de apuração das denúncias e reclamações afetas ao SFB e responder diretamente aos interessa- dos, que serão cientificados, em até 30 (trinta) dias, das providências tomadas; II – zelar pela qualidade dos serviços prestados pelo SFB e acompanhar o processo interno de apuração das denúncias e reclamações dos usuários, seja contra a atuação do SFB, seja contra a atuação dos concessionários; III – produzir, semestralmente e quando julgar oportuno: a) relatório circunstanciado de suas atividades e encaminhá-lo à Diretoria-Geral do SFB e ao Ministro de Estado do Meio Ambiente; b) apreciações sobre a atuação do SFB, encaminhando-as ao Conselho Diretor, à Comissão de Gestão de Florestas Públicas, aos Ministros de Estado do Meio Ambiente, da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão e Chefe da Casa Civil da Presidência da República, bem como às comissões de fiscalização e controle da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, publicando-as para conhecimento geral. Atuação do Ouvidor O Ouvidor atuará junto ao Conselho Diretor do SFB, sem subordinação hierárquica, e exer- cerá as suas atribuições sem acumulação com outras funções. NOMEAÇÃO: o Ouvidor será nomeadopelo Presidente da República para mandato de 3 (três) anos, sem direito à recondução. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Perda do Mandato § 3º O Ouvidor somente poderá perder o mandato em caso de renúncia, condenação judi- cial transitada em julgado ou condenação em processo administrativo disciplinar. O processo administrativo contra o Ouvidor somente poderá ser instaurado pelo Ministro de Estado do Meio Ambiente. Seção IV Dos Servidores do SFB O SFB constituirá quadro de pessoal, por meio da realização de concurso público de pro- vas, ou de provas e títulos, ou da redistribuição de servidores de órgãos e entidades da admi- nistração federal direta, autárquica ou fundacional. Requisição de Servidores O SFB poderá requisitar, independentemente da designação para cargo em comissão ou função de confiança, e sem prejuízo dos vencimentos e vantagens a que façam jus no órgão de origem, servidores de órgãos e entidades integrantes da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, observado o quantitativo máximo estabelecido em ato conjunto dos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e do Meio Ambiente. Obs.: � No caso de requisição ao Ibama, ela deverá ser precedida de autorização do órgão. Dos Cargos Criados Tratando-se da criação de novos cargos, houve a necessidade da inserção específica de tal número em lei. Assim, nos temos do art. 66, ficam criados 49 (quarenta e nove) cargos do Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS), no âmbito do Poder Executivo Federal, para reestruturação do Ministério do Meio Ambiente, com a finalidade de integrar a estrutura do SFB, assim distribuídos: I – 1 (um) DAS-6; II – 4 (quatro) DAS-5; III – 17 (dezessete) DAS-4; IV – 10 (dez) DAS-3; V – 9 (nove) DAS-2; VI – 8 (oito) DAS-1. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 33 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Seção V Da Autonomia Administrativa do SFB O Poder Executivo poderá assegurar ao SFB autonomia administrativa e financeira, no grau conveniente ao exercício de suas atribuições, mediante a celebração de contrato de gestão e de desempenho, nos termos do § 8º do art. 37 da Constituição Federal, negociado e firmado entre o Ministério do Meio Ambiente e o Conselho Diretor. Contrato de Gestão Contrato Administrativo pelo qual o Poder Público (contratante) instrumentaliza parceria com o contratado (entidade privada ou da Administração Pública indireta), constituindo autên- tico acordo operacional, mediante o qual o contratante passa a ser destinatário de benefícios previstos em lei. Tal modalidade de contrato administrativo é meio de ampliação da autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da Administração direta e indireta, nos termos do artigo 37, § 8º, CF, in verbis: § 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da adminis- tração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus admi- nistradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: I – o prazo de duração do contrato; II – os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsa- bilidade dos dirigentes; III – a remuneração do pessoal. Em sendo firmado com entidade privada, o Poder Público fixará metas a serem atingidas pela contratada, mediante concessão de benefícios. Caso seja firmado com entidade da Ad- ministração Indireta, haverá sujeição às metas e liberação do controle exercido pela entidade estatal que a institui. Nessa linha, a Lei n. 11.284 estabeleceu que o contrato de gestão e de desempenho será o instrumento de controle da atuação administrativa do SFB e da avaliação do seu desempenho, bem como elemento integrante da sua prestação de contas, bem como do Ministério do Meio Ambiente, aplicado o disposto no art. 9º da Lei n. 8.443, de 16 de julho de 1992, sendo sua inexistência considerada falta de natureza formal, conforme disposto no inciso II do art. 16 da mesma Lei. O contrato de gestão e de desempenho deve estabelecer, nos programas anuais de traba- lho, indicadores que permitam quantificar, de forma objetiva, a avaliação do SFB. O contrato de gestão e de desempenho será avaliado periodicamente e, se necessário, re- visado por ocasião da renovação parcial da diretoria do SFB. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.jusbrasil.com.br/topicos/2186546/artigo-37-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988 http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10710806/par%C3%A1grafo-8-artigo-37-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988 34 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Seção VI Da Receita e do Acervo do Serviço Florestal Brasileiro Por fim, conforme estabelece a lei, constituem receitas do SFB: I – recursos oriundos da cobrança dos preços de concessão florestal, conforme destina- ção prevista na alínea a do inciso I do caput e no inciso I do § 1º, ambos do art. 39 desta Lei, além de outros referentes ao contrato de concessão, incluindo os relativos aos custos do edital de licitação e os recursos advindos de aplicação de penalidades contratuais; II – recursos ordinários do Tesouro Nacional, consignados no Orçamento Fiscal da União e em seus créditos adicionais, transferências e repasses que lhe forem conferidos; III – produto da venda de publicações, material técnico, dados e informações, inclusive para fins de licitação pública, e de emolumentos administrativos; IV – recursos provenientes de convênios ou acordos celebrados com entidades, organis- mos ou empresas públicas, ou contratos celebrados com empresas privadas; V – doações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem destinados. 001. (CESPE/CEBRASPE/2018/PGM/MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue o próximo item, relativos a recursos hídricos e florestais. Os serviços florestais são considerados como um tipo de produto florestal. Os serviços florestais são um tipo de recurso florestal, assim como os produtos florestais. Vide os conceitos trazidos pela Lei: • Concessão Florestal (Lei n. 11.284/2006): a concessão florestal é uma modalidade con- cessão especial celebrada por U, E, DF ou M, com objetivo de transferir a utilização sus- tentável dos recursos naturais e serviços de uma floresta pública. • Concessão florestal: delegação onerosa, feita pelo poder concedente, do direito de pra- ticar manejo florestal sustentável para exploração de produtos e serviços numa unidade de manejo, mediante licitação, à pessoa jurídica, em consórcio ou não, que atenda às exigências do respectivo edital de licitação e demonstre capacidade para seu desempe- nho, por sua conta e risco e por prazo determinado; • Produtos florestais: madeireiros e não madeireirosgerados pelo manejo florestal sus- tentável. • Serviços florestais: turismo e outras ações ou benefícios decorrentes do manejo e con- servação da floresta, não caracterizados como produtos florestais. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho 1.2. Do Bioma mata atLântica A conservação, a proteção, a regeneração e a utilização do Bioma Mata Atlântica, patrimô- nio nacional, foi regulamentada por meio da Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006. Segundo estabelece a referida lei, a proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica têm por objetivo geral o desenvolvimento sustentável e, por objetivos específicos, a salvaguarda da biodiversidade, da saúde humana, dos valores paisagísticos, estéticos e turísticos, do regime hídrico e da estabilidade social.6 TÍTULO I DAS DEFINIÇÕES, OBJETIVOS E PRINCÍPIOS DO REGIME JURÍDICO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA Art. 1º A conservação, a proteção, a regeneração e a utilização do Bioma Mata Atlântica, patrimônio nacional, observarão o que estabelece esta Lei, bem como a legislação ambiental vigente, em especial o Código Florestal. CAPÍTULO I DAS DEFINIÇÕES Bioma Mata Atlântica Art. 2º Para os efeitos desta Lei, consideram-se integrantes do Bioma Mata Atlântica as seguintes formações florestais nativas e ecossistemas associados, com as respectivas deli- mitações estabelecidas em mapa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, con- forme regulamento: Floresta Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Mista, também denominada de Mata de Araucárias; Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional Semidecidual; e Floresta Estacional Decidual, bem como os manguezais, as vegetações de restingas, campos de altitu- de, brejos interioranos e encraves florestais do Nordeste. (Vide Decreto n. 6.660, de 2008) 6 Art. 6º da Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006. 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Art. 3º Consideram-se para os efeitos desta Lei: I – pequeno produtor rural: aquele que, residindo na zona rural, detenha a posse de gleba rural não superior a 50 (cinquenta) hectares, explorando-a mediante o trabalho pessoal e de sua família, admitida a ajuda eventual de terceiros, bem como as posses coletivas de terra considerando-se a fração individual não superior a 50 (cinquenta) hectares, cuja renda bruta seja proveniente de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais ou do extrativismo rural em 80% (oitenta por cento) no mínimo; II – população tradicional: população vivendo em estreita relação com o ambiente natural, dependendo de seus recursos naturais para a sua reprodução sociocultural, por meio de ativi- dades de baixo impacto ambiental; III – pousio: prática que prevê a interrupção de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais do solo por até 10 (dez) anos para possibilitar a recuperação de sua fertilidade; IV – prática preservacionista: atividade técnica e cientificamente fundamentada, impres- cindível à proteção da integridade da vegetação nativa, tal como controle de fogo, erosão, es- pécies exóticas e invasoras; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho V – exploração sustentável: exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável; VI – enriquecimento ecológico: atividade técnica e cientificamente fundamentada que vise à recuperação da diversidade biológica em áreas de vegetação nativa, por meio da reintrodu- ção de espécies nativas; VII – utilidade pública: a) atividades de segurança nacional e proteção sanitária; b) as obras essenciais de infraestrutura de interesse nacional destinadas aos servi- ços públicos de transporte, saneamento e energia, declaradas pelo poder público federal ou dos Estados;7 VIII – interesse social: a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa, tais como: prevenção, combate e controle do fogo, controle da erosão, erradicação de invasoras e pro- teção de plantios com espécies nativas, conforme resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama; b) as atividades de manejo agroflorestal sustentável praticadas na pequena propriedade ou posse rural familiar que não descaracterizem a cobertura vegetal e não prejudiquem a função ambiental da área; c) demais obras, planos, atividades ou projetos definidos em resolução do Conselho Nacio- nal do Meio Ambiente. Art. 4º A definição de vegetação primária e de vegetação secundária nos estágios avança- do, médio e inicial de regeneração do Bioma Mata Atlântica, nas hipóteses de vegetação nativa localizada, será de iniciativa do Conselho Nacional do Meio Ambiente. E mais: o Conselho Nacional do Meio Ambiente terá prazo de 180 (cento e oitenta) dias para estabelecer o que dispõe o caput deste artigo, sendo que qualquer intervenção na vege- tação primária ou secundária nos estágios avançado e médio de regeneração somente poderá ocorrer após atendido o disposto neste artigo. Tal definição se deu por meio da Resolução Conama n. 388, de 23 de fevereiro de 2007 – Dis- põe sobre a convalidação das Resoluções que definem a vegetação primária e secundária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica para fins do disposto no art. 4º, § 1º, da Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006. 7 Obs.: Nesse caso, caberá ao proponente da proposta de declaração de utilidade pública indicar de forma deta- lhada a alta relevância e o interesse nacional. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 38 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), tendo em vista as competências que lhe foram conferidas pela Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto n. 99.274, de 6 de julho de 1990, e tendo em vista o disposto na Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006, resolve: Art. 1º Ficam convalidadas para fins do disposto no art. 4º, § 1º, da Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006 ad referendum do Plenário do CONAMA, as seguintes Resoluçõesque dispõem sobre a vegetação primária e secundária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica: I – Resolução n. 10, de 1º de outubro de 1993 – que estabelece os parâmetros para análise dos estágios de sucessão da Mata Atlântica; II – Resolução n. 1, de 31 de janeiro de 1994 – que define vegetação primária e secundária nos estágios pioneiro, inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os procedimentos de licenciamento de exploração da vegetação nativa n. Estado de São Paulo; III – Resolução n. 2, de 18 de março de 1994 – que define formações vegetais primárias e estágios sucessionais de vegetação secundária, com finalidade de orientar os procedimentos de licenciamento de exploração da vegetação nativa n. Estado do Paraná; IV – Resolução n. 4, de 4 de maio de 1994 – que define vegetação primária e secundária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado de Santa Catarina; V – Resolução n. 5, de 4 de maio de 1994 – que define vegetação primária e secundária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado da Bahia; VI – Resolução n. 6, de 4 de maio de 1994 – que estabelece definições e parâmetros men- suráveis para análise de sucessão ecológica da Mata Atlântica n. Estado do Rio de Janeiro; VII – Resolução n. 25, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun- dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orien- tar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado do Ceará; VIII – Resolução n. 26, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e se- cundária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado do Piauí; IX – Resolução n. 28, de 07/12/1994 – Define vegetação primária e secundária nos está- gios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os procedi- mentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado de Alagoas; X – Resolução n. 29, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun- dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, considerando a necessidade de definir o corte, a exploração e a supressão da vegetação secundária n. estágio inicial de regeneração n. Estado do Espírito Santo; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho XI – Resolução n. 30, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun- dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado do Mato Grosso do Sul; XII – Resolução n. 31, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e se- cundária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado de Pernambuco; XIII – Resolução n. 32, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun- dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado do Rio Grande do Norte; XIV – Resolução n. 33, de 7 de dezembro de 1994 – que define estágios sucessionais das formações vegetais que ocorrem na região de Mata Atlântica n. Estado do Rio Grande do Sul, visando viabilizar critérios, normas e procedimentos para o manejo, utilização racional e con- servação da vegetação natural; XV – Resolução n. 34, de 7 de dezembro de 1994 – que define vegetação primária e secun- dária nos estágios inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica, a fim de orien- tar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais n. Estado de Sergipe; XVI – Resolução n. 7, de 23 de julho de 1996 – que aprova os parâmetros básicos para análise da vegetação de restingas n. Estado de São Paulo; e XVII – Resolução n. 261, de 30 de junho de 1999 – que aprova parâmetro básico para aná- lise dos estágios sucessivos de vegetação de restinga para o Estado de Santa Catarina. Art. 2º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. Parâmetros que deverão ser utilizados na definição de vegetação primária e de vegetação secundária nos estágios avançado, médio e inicial de regeneração do Bioma Mata Atlântica: I – fisionomia; II – estratos predominantes; III – distribuição diamétrica e altura; IV – existência, diversidade e quantidade de epífitas; V – existência, diversidade e quantidade de trepadeiras; VI – presença, ausência e características da serapilheira; VII – sub-bosque; VIII – diversidade e dominância de espécies; IX – espécies vegetais indicadoras. A vegetação primária ou a vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração do Bio- ma Mata Atlântica não perderão esta classificação nos casos de incêndio, desmatamento ou qualquer outro tipo de intervenção não autorizada ou não licenciada (art. 5º). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho CAPÍTULO II DOS OBJETIVOS E PRINCÍPIOS DO REGIME JURÍDICO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA Art. 6º A proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica têm por objetivo geral o de- senvolvimento sustentável e, por objetivos específicos, a salvaguarda da biodiversidade, da saúde humana, dos valores paisagísticos, estéticos e turísticos, do regime hídrico e da estabi- lidade social. Princípios a serem observados: na proteção e na utilização do Bioma Mata Atlântica, serão observados os princípios da função socioambiental da propriedade, da equidade intergeracio- nal, da prevenção, da precaução, do usuário-pagador, da transparência das informações e atos, da gestão democrática, da celeridade procedimental, da gratuidade dos serviços administrati- vos prestados ao pequeno produtor rural e às populações tradicionais e do respeito ao direito de propriedade. A proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica far-se-ão dentro de condições que assegurem: I – a manutenção e a recuperação da biodiversidade, vegetação, fauna e regime hídrico do Bioma Mata Atlântica para as presentes e futuras gerações; II – o estímulo à pesquisa, à difusão de tecnologias de manejo sustentável da vegetação e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de recuperação e manutenção dos ecossistemas; III – o fomento de atividades públicas e privadas compatíveis com a manutenção do equilíbrio ecológico; IV – o disciplinamento da ocupação rural e urbana, de forma a harmonizar o crescimento eco- nômico com a manutenção do equilíbrio ecológico. TÍTULO II DO REGIME JURÍDICO GERAL DO BIOMA MATA ATLÂNTICA Regras sobre a Possibilidade de Corte, Supressão e Exploração da Vegeta- ção do Bioma Mata Atlântica A lei estabelece que o corte, a supressão e a exploração da vegetação do Bioma Mata Atlântica far-se-ão de maneira diferenciada, conforme se trate de vegetação primária ou secun- dária, nesta última levando-se em conta o estágiode regeneração. Do mesmo modo, a exploração eventual, sem propósito comercial direto ou indireto, de espécies da flora nativa, para consumo nas propriedades ou posses das populações tradicio- nais ou de pequenos produtores rurais, independe de autorização dos órgãos competentes, conforme regulamento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Com relação às populações tradicionais e os pequenos produtores, tem-se que os ór- gãos competentes deverão assisti-los no manejo e exploração sustentáveis das espécies da flora nativa. Fomento pelo Poder Público O poder público fomentará o enriquecimento ecológico da vegetação do Bioma Mata Atlân- tica, bem como o plantio e o reflorestamento com espécies nativas, em especial as iniciativas voluntárias de proprietários rurais. Nos casos em que o enriquecimento ecológico exigir a supressão de espécies nativas que gerem produtos ou subprodutos comercializáveis, será exigida a autorização do órgão estadu- al ou federal competente, mediante procedimento simplificado. Visando a controlar o efeito de borda nas áreas de entorno de fragmentos de vegetação nativa, o poder público fomentará o plantio de espécies florestais, nativas ou exóticas. Vedações ao Corte e Supressão de Vegetação O corte e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regene- ração do Bioma Mata Atlântica ficam vedados quando: I – a vegetação: a) abrigar espécies da flora e da fauna silvestres ameaçadas de extinção, em território na- cional ou em âmbito estadual, assim declaradas pela União ou pelos Estados, e a intervenção ou o parcelamento puserem em risco a sobrevivência dessas espécies; b) exercer a função de proteção de mananciais ou de prevenção e controle de erosão; c) formar corredores entre remanescentes de vegetação primária ou secundária em está- gio avançado de regeneração; d) proteger o entorno das unidades de conservação; ou e) possuir excepcional valor paisagístico, reconhecido pelos órgãos executivos competen- tes do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA; II – o proprietário ou posseiro não cumprir os dispositivos da legislação ambiental, em es- pecial as exigências da Lei n. 4.771, de 15 de setembro de 1965, no que respeita às Áreas de Preservação Permanente e à Reserva Legal. Obs.: � Verificada a ocorrência do previsto na alínea “a” do inciso I deste artigo, os órgãos competentes do Poder Executivo adotarão as medidas necessárias para proteger as espécies da flora e da fauna silvestres ameaçadas de extinção caso existam fatores que o exijam, ou fomentarão e apoiarão as ações e os proprietários de áreas que este- jam mantendo ou sustentando a sobrevivência dessas espécies. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Os novos empreendimentos que impliquem o corte ou a supressão de vegetação do Bio- ma Mata Atlântica deverão ser implantados preferencialmente em áreas já substancialmente alteradas ou degradadas. Direitos Conferidos ao Pequeno Produtor e às Populações Tradicionais Os órgãos competentes do Poder Executivo adotarão normas e procedimentos especiais para assegurar ao pequeno produtor e às populações tradicionais, nos pedidos de autorização de que trata esta Lei: I – acesso fácil à autoridade administrativa, em local próximo ao seu lugar de moradia; II – procedimentos gratuitos, céleres e simplificados, compatíveis com o seu nível de instrução; III – análise e julgamento prioritários dos pedidos. Supressão de Vegetação Primária e Secundária no Estágio Avançado de Re- generação Art. 14. A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de rege- neração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública, sendo que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social, em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao em- preendimento proposto, ressalvado o disposto no inciso I do art. 30 e nos §§ 1º e 2º do art. 31 desta Lei. Tal supressão dependerá de autorização do órgão ambiental estadual competente, com anuência prévia, quando couber, do órgão federal ou municipal de meio ambiente, ressalvado o disposto a seguir: A supressão de vegetação no estágio médio de regeneração situada em área urbana de- penderá de autorização do órgão ambiental municipal competente, desde que o município pos- sua conselho de meio ambiente, com caráter deliberativo e plano diretor, mediante anuência prévia do órgão ambiental estadual competente fundamentada em parecer técnico. Estudo Prévio de Impacto Ambiental Seguindo as regras constitucionais acerca do estudo prévio de impacto ambiental, além do bioma Mata Atlântica, estabeleceu que, na hipótese de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, o órgão competente exigirá a ela- boração de Estudo Prévio de Impacto Ambiental, ao qual se dará publicidade, assegurada a participação pública. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Na regulamentação desta Lei, deverão ser adotadas normas e procedimentos especiais, sim- plificados e céleres, para os casos de reutilização das áreas agrícolas submetidas ao pousio. Corte ou Supressão de Vegetação Primária ou Secundária nos Estágios Mé- dio ou Avançado de Regeneração do Bioma Mata Atlântica Segundo estabelece a lei, o corte ou a supressão de vegetação primária ou secundária nos estágios médio ou avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica, autorizados por esta Lei, ficam condicionados à compensação ambiental, na forma da destinação de área equivalente à extensão da área desmatada, com as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidro- gráfica, sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica, e, nos casos previstos nos arts. 30 e 31, ambos desta Lei, em áreas localizadas no mesmo Município ou região metropolitana. Verificada pelo órgão ambiental a impossibilidade da compensação ambiental prevista no caput deste artigo, será exigida a reposição florestal, com espécies nativas, em área equiva- lente à desmatada, na mesma bacia hidrográfica, sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica. Art. 18. No Bioma Mata Atlântica, é livre a coleta de subprodutos florestais tais como fru- tos, folhas ou sementes, bem como as atividades de uso indireto, desde que não coloquem em risco as espécies da fauna e flora, observando-se as limitações legais específicas e em parti- cular as relativas ao acesso ao patrimônio genético, à proteção e ao acesso ao conhecimento tradicional associado e de biossegurança. Art. 19. O corte eventual de vegetação primária ou secundária nos estágios médio e avan- çado de regeneração do Bioma Mata Atlântica, para fins de práticas preservacionistas e de pesquisacientífica, será devidamente regulamentado pelo Conselho Nacional do Meio Am- biente e autorizado pelo órgão competente do Sisnama. TÍTULO III DO REGIME JURÍDICO ESPECIAL DO BIOMA MATA ATLÂNTICA CAPÍTULO I DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO PRIMÁRIA Autorização de Supressão e Corte O corte e a supressão da vegetação primária do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados em caráter excepcional, quando necessários à realização de obras, projetos ou atividades de utilidade pública, pesquisas científicas e práticas preservacionistas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Obs.: � O corte e a supressão de vegetação, no caso de utilidade pública, obedecerão ao dis- posto no art. 14 desta Lei, além da realização de Estudo Prévio de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental – EIA/RIMA. CAPÍTULO II DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO AVANÇADO DE REGENERAÇÃO Autorização de Supressão e Corte O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados em caráter excepcional, quando necessários à execução de obras, atividades ou projetos de utilidade pública, pesquisa científica e práticas preservacionistas e nos casos previstos no inciso I do art. 30 desta Lei. O corte e a supressão previstos no inciso I do art. 21 desta Lei no caso de utilidade pública serão realizados na forma do art. 14 desta Lei, além da realização de Estudo Prévio de Impacto Ambiental, bem como na forma do art. 19 desta Lei para os casos de práticas preservacionis- tas e pesquisas científicas. CAPÍTULO III DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO MÉDIO DE REGENERAÇÃO Autorização de Supressão e Corte O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio médio de rege- neração do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados: I – em caráter excepcional, quando necessários à execução de obras, atividades ou proje- tos de utilidade pública ou de interesse social, pesquisa científica e práticas preservacionistas; III – quando necessários ao pequeno produtor rural e populações tradicionais para o exer- cício de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais imprescindíveis à sua subsis- tência e de sua família, ressalvadas as áreas de preservação permanente e, quando for o caso, após averbação da reserva legal, nos termos do Código Florestal;8 IV – nos casos previstos nos §§ 1º e 2º do art. 31 desta Lei. O corte e a supressão da vegetação em estágio médio de regeneração, de que trata o in- ciso I do art. 23 desta Lei, nos casos de utilidade pública ou interesse social, obedecerão ao disposto no art. 14 desta Lei. Obs.: � Na hipótese do inciso III do art. 23 desta Lei, a autorização é de competência do órgão estadual competente, informando-se ao Ibama, na forma da regulamentação desta Lei. 8 Importante: A compensação ambiental não se aplica neste caso, por expressa disposição legal. Vide art. 17. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho CAPÍTULO IV DA PROTEÇÃO DA VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO INICIAL DE REGENERAÇÃO O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio inicial de regene- ração do Bioma Mata Atlântica serão autorizados pelo órgão estadual competente. O corte, a supressão e a exploração de que trata este artigo, nos Estados em que a vegetação primária e secundária remanescente do Bioma Mata Atlântica for inferior a 5% (cinco por cen- to) da área original, submeter-se-ão ao regime jurídico aplicável à vegetação secundária em estágio médio de regeneração, ressalvadas as áreas urbanas e regiões metropolitanas. CAPÍTULO V DA EXPLORAÇÃO SELETIVA DE VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIOS AVANÇADO, MÉDIO E INICIAL DE REGENERAÇÃO Art. 28. O corte, a supressão e o manejo de espécies arbóreas pioneiras nativas em frag- mentos florestais em estágio médio de regeneração, em que sua presença for superior a 60% (sessenta por cento) em relação às demais espécies, poderão ser autorizados pelo órgão esta- dual competente, observado o disposto na Lei n. 4.771, de 15 de setembro de 1965. CAPÍTULO VI DA PROTEÇÃO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA NAS ÁREAS URBANAS E REGIÕES METROPOLITANAS É vedada a supressão de vegetação primária do Bioma Mata Atlântica, para fins de lotea- mento ou edificação, nas regiões metropolitanas e áreas urbanas consideradas como tal em lei específica, aplicando-se à supressão da vegetação secundária em estágio avançado de regeneração as seguintes restrições: I – nos perímetros urbanos aprovados até a data de início de vigência desta Lei, a su- pressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração dependerá de prévia autorização do órgão estadual competente e somente será admitida, para fins de loteamen- to ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação nativa em estágio avançado de regeneração em no mínimo 50% (cinquenta por cento) da área total coberta por esta vegetação, ressalvado o disposto nos arts. 11, 12 e 17 desta Lei e atendido o disposto no Plano Diretor do Município e demais normas urbanísticas e am- bientais aplicáveis; II – nos perímetros urbanos aprovados após a data de início de vigência desta Lei, é vedada a supressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica para fins de loteamento ou edificação. 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Nos perímetros urbanos aprovados até a data de início de vigência desta Lei, a supressão de vegetação secundária em estágio médio de regeneração somente será admitida, para fins de loteamento ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação nativa em estágio médio de regeneração em no mínimo30% (trinta por cento) da área total coberta por esta vegetação. Nos perímetros urbanos delimitados após a data de início de vigência desta Lei, a supres- são de vegetação secundária em estágio médio de regeneração fica condicionada à manuten- ção de vegetação em estágio médio de regeneração em no mínimo 50% (cinquenta por cento) da área total coberta por esta vegetação. CAPÍTULO VII DAS ATIVIDADES MINERÁRIAS EM ÁREAS DE VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA EM ESTÁGIO AVANÇADO E MÉDIO DE REGENERAÇÃO A supressão de vegetação secundária em estágio avançado e médio de regeneração para fins de atividades minerárias somente será admitida mediante: I – licenciamento ambiental, condicionado à apresentação de Estudo Prévio de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental – EIA/RIMA, pelo empreendedor, e desde que de- monstrada a inexistência de alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto; II – adoção de medida compensatória que inclua a recuperação de área equivalente à área do empreendimento, com as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidrográfica e sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica, independentemente do disposto no art. 36 da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000. 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Na regulamentação dos incentivos econômicos ambientais, serão observadas as seguin- tes características da área beneficiada: I – a importância e representatividade ambientais do ecossistema e da gleba; II – a existência de espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção; III – a relevância dos recursos hídricos; IV – o valor paisagístico, estético e turístico; V – o respeito às obrigações impostas pela legislação ambiental; VI – a capacidade de uso real e sua produtividade atual. Infrações e Multas As infrações dos dispositivos que regem os benefícios econômicos ambientais, sem preju- ízo das sanções penais e administrativas cabíveis, sujeitarão os responsáveis a multa civil de 3 (três) vezes o valor atualizado recebido, ou do imposto devido em relação a cada exercício financeiro, além das penalidades e demais acréscimos previstos na legislação fiscal. Cômputo de Áreas para Fins de Reserva Legal Art. 35. A conservação, em imóvel rural ou urbano, da vegetação primária ou da vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração do Bioma Mata Atlântica cumpre função so- cial e é de interesse público, podendo, a critério do proprietário, as áreas sujeitas à restrição de que trata esta Lei ser computadas para efeito da Reserva Legal e seu excedente utilizado para fins de compensação ambiental ou instituição de Cota de Reserva Ambiental – CRA. (Redação dada pela Lei n. 12.651, de 2012). Parágrafo único. Ressalvadas as hipóteses previstas em lei, as áreas de preservação per- manente não integrarão a reserva legal. CAPÍTULO I DO FUNDO DE RESTAURAÇÃO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA O Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica foi criado pela Lei n. 11.428/2006 e é destinado ao financiamento de projetos de restauração ambiental e de pesquisa científica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Segundo a referida lei, constituirão recursos do de Restauração do Bioma Mata Atlântica: I – dotações orçamentárias da União; II – recursos resultantes de doações, contribuições em dinheiro, valores, bens móveis e imóveis, que venha a receber de pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou internacionais; III – rendimentos de qualquer natureza, que venha a auferir como remuneração decorrente de aplicações do seu patrimônio; IV – outros, destinados em lei. Projetos Beneficiados Serão beneficiados com recursos do Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica os projetos que envolvam conservação de remanescentes de vegetação nativa, pesquisa cientí- fica ou áreas a serem restauradas, implementados em Municípios que possuam plano muni- cipal de conservação e recuperação da Mata Atlântica, devidamente aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente. Projetos Prioritários Terão prioridade de apoio os projetos destinados à conservação e recuperação das áreas de preservação permanente, reservas legais, reservas particulares do patrimônio natural e áre- as do entorno de unidades de conservação. Tais projetos poderão beneficiar áreas públicas e privadas e serão executados por órgãos públicos, instituições acadêmicas públicas e organizações da sociedade civil de interesse pú- blico que atuem na conservação, restauração ou pesquisa científica no Bioma Mata Atlântica. CAPÍTULO III DOS INCENTIVOS CREDITÍCIOS Segundo estabelece a lei (art. 41), o proprietário ou posseiro que tenha vegetação primária ou secundária em estágios avançado e médio de regeneração do Bioma Mata Atlântica recebe- rá das instituições financeiras benefícios creditícios, entre os quais a prioridade na concessão de crédito agrícola, para os pequenos produtores rurais e populações tradicionais. Os critérios, condições e mecanismos de controle dos benefícios referidos neste artigo serão definidos, anualmente, sob pena de responsabilidade, pelo órgão competente do Poder Execu- tivo, após anuência do órgão competente do Ministério da Fazenda. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho TÍTULO V DAS PENALIDADES A ação ou omissão das pessoas físicas ou jurídicas que importem inobservância aos pre- ceitos desta Lei e a seus regulamentos ou resultem em dano à flora, à fauna e aos demais atributos naturais sujeitam os infratores às sanções previstas em lei, em especial as dispostas na Lei n. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e seus decretos regulamentadores. Com o objetivo de dar uma proteção mais efetiva ao bioma Mata Atlântica, a Lei n. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, passa a vigorar acrescida de um art. 38-A, o qual estabelece como crime a figura de “destruir ou danificar vegetação primária ou secundária, em estágio avançado ou médio de regeneração, do Bioma Mata Atlântica, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção”. Pena: detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, ou multa, ou ambas as penas cumu- lativamente. Para mais detalhes, veja o texto referente à Lei n. 9.605/1998. 1.3. Do cóDigo FLorestaL BrasiLeiro O novo código florestal (Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012) estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação, as áreas de Preservação Permanente9 e as áreas de Reserva Legal, a exploração florestal, o suprimento de matéria-prima florestal, o controle da origem dos produtos florestais e o controle e prevenção dos incêndios florestais. Além disso, prevê instru- mentos econômicos e financeiros para o alcance de seus objetivos. 1.3.1.Princípios Elencados no Código Florestal Do mesmo modo, tendo como objetivo o desenvolvimento sustentável, a referida Lei esta- belece que atenderá a diversos princípios nela elencados. O primeiro princípio refere-se ao compromisso do Brasil com a preservação das suas florestas e demais formas de vegetação nativa, bem como da biodiversidade, do solo, dos recursos hídri- cos e da integridade do sistema climático, para o bem-estar das gerações presentes e futuras. O segundo destaca a importância da função estratégica da atividade agropecuária e do papel das florestas e demais formas de vegetação nativa na sustentabilidade, no crescimento econômico, na melhoria da qualidade de vida da população brasileira e na presença do País nos mercados nacional e internacional de alimentos e bioenergia. Com relação ao Estado, destaque-se a ação governamental de proteção e uso sustentável de florestas (de modo a possibilitar o uso produtivo da terra e a preservação da água, do solo e da vegetação), bem como a responsabilidade comum da União, Estados, Distrito Federal e Mu- nicípios, em colaboração com a sociedade civil, na criação de políticas para a preservação e res- tauração da vegetação nativa e de suas funções ecológicas e sociais nas áreas urbanas e rurais. 9 Sobre o conceito de área de Preservação Permanente: CF, art. 4º, e 6º, Lei n. 12.651/2012. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Um outro princípio mencionado pelo código refere-se ao fomento à pesquisa científica e tecnológica na busca da inovação para o uso sustentável do solo e da água, a recuperação e a preservação das florestas e demais formas de vegetação nativa. Por fim, e ainda visando ao desenvolvimento sustentável, estabelece a lei, entre seus prin- cípios, a criação de incentivos econômicos para fomentar a preservação e a recuperação da vegetação nativa e promover o desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis. 1.3.2. Conceitos Preliminares Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por: I – Amazônia Legal: os Estados do Acre, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Mato Grosso e as regiões situadas ao norte do paralelo 13º S, dos Estados de Tocantins e Goi- ás, e ao oeste do meridiano de 44º W, do Estado do Maranhão; II – Área de Preservação Permanente – APP: área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegu- rar o bem-estar das populações humanas; III – Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, delimi- tada nos termos do art. 12, com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa; IV – área rural consolidada: área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, neste último caso, a adoção do regime de pousio; V – pequena propriedade ou posse rural familiar: aquela explorada mediante o trabalho pessoal do agricultor familiar e empreendedor familiar rural, incluindo os assentamentos e projetos de reforma agrária, e que atenda ao disposto no art. 3º da Lei n. 11.326, de 24 de ju- lho de 2006; VI – uso alternativo do solo: substituição de vegetação nativa e formações sucessoras por outras coberturas do solo, como atividades agropecuárias, industriais, de geração e transmis- são de energia, de mineração e de transporte, assentamentos urbanos ou outras formas de ocupação humana; VII – manejo sustentável: administração da vegetação natural para a obtenção de bene- fícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplas espécies madeireiras ou não, de múltiplos produtos e subprodutos da flora, bem como a utilização de outros bens e serviços; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11326.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11326.htm#art3 51 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho VIII – utilidade pública: (Vide ADC N. 42) (Vide ADIN N. 4.903) a) as atividades de segurança nacional e proteção sanitária; b) as obras de infraestrutura destinadas às concessões e aos serviços públicos de trans- porte, sistema viário, inclusive aquele necessário aos parcelamentos de solo urbano aprova- dos pelos Municípios, saneamento, energia, telecomunicações, radiodifusão, bem como mine- ração, exceto, neste último caso, a extração de areia, argila, saibro e cascalho; (Vide ADC N. 42) (Vide ADIN N. 4.903) c) atividades e obras de defesa civil; d) atividades que comprovadamente proporcionem melhorias na proteção das funções ambientais referidas no inciso II deste artigo; e) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto, definidas em ato do Chefe do Poder Executivo federal; IX – interesse social: (Vide ADC N. 42) (Vide ADIN N. 4.903) a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa, tais como prevenção, combate e controle do fogo, controle da erosão, erradicação de invasoras e prote- ção de plantios com espécies nativas; b) a exploração agroflorestal sustentável praticada na pequena propriedade ou posse rural familiar ou por povos e comunidades tradicionais, desde que não descaracterize a cobertura vegetal existente e não prejudique a função ambiental da área; c) a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educa- cionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais consolidadas, observadas as condi- ções estabelecidas nesta Lei; d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados predominantemente por população de baixa renda em áreas urbanas consolidadas, observadas as condições esta- belecidas na Lei n. 11.977, de 7 de julho de 2009; e) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e de efluentes tratados para projetos cujos recursos hídricos são partes integrantes e essenciais da atividade; f) as atividades de pesquisa e extração de areia, argila, saibro e cascalho, outorgadas pela autoridade competente; g) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional à atividade proposta, definidas em ato do Chefe do Poder Executivo federal; X – atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental: a) abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pontilhões, quando neces- sárias à travessia de um curso d’água, ao acesso de pessoas e animais para a obtenção de água ou à retirada de produtos oriundos das atividades de manejo agroflorestal sustentável; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANILEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADCN&s1=42&processo=42 http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=4903&processo=4903 http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADCN&s1=42&processo=42 http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=4903&processo=4903 http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADCN&s1=42&processo=42 http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=4903&processo=4903 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm 52 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho b) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e efluentes tratados, desde que comprovada a outorga do direito de uso da água, quando couber; c) implantação de trilhas para o desenvolvimento do ecoturismo; d) construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno ancoradouro; e) construção de moradia de agricultores familiares, remanescentes de comunidades qui- lombolas e outras populações extrativistas e tradicionais em áreas rurais, onde o abastecimen- to de água se dê pelo esforço próprio dos moradores; f) construção e manutenção de cercas na propriedade; g) pesquisa científica relativa a recursos ambientais, respeitados outros requisitos previs- tos na legislação aplicável; h) coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e produção de mudas, como sementes, castanhas e frutos, respeitada a legislação específica de acesso a recursos genéticos; i) plantio de espécies nativas produtoras de frutos, sementes, castanhas e outros produtos vegetais, desde que não implique supressão da vegetação existente nem prejudique a função ambiental da área; j) exploração agroflorestal e manejo florestal sustentável, comunitário e familiar, incluindo a extração de produtos florestais não madeireiros, desde que não descaracterizem a cobertura vegetal nativa existente nem prejudiquem a função ambiental da área; k) outras ações ou atividades similares, reconhecidas como eventuais e de baixo impacto ambiental em ato do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA ou dos Conselhos Es- taduais de Meio Ambiente; XI – (VETADO); XII – vereda: fitofisionomia de savana, encontrada em solos hidromórficos, usualmente com a palmeira arbórea Mauritia flexuosa – buriti emergente, sem formar dossel, em meio a agrupamentos de espécies arbustivo-herbáceas; (Redação pela Lei n. 12.727, de 2012). XIII – manguezal: ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos, sujeitos à ação das marés, formado por vasas lodosas recentes ou arenosas, às quais se associa, predominante- mente, a vegetação natural conhecida como mangue, com influência fluviomarinha, típica de solos limosos de regiões estuarinas e com dispersão descontínua ao longo da costa brasileira, entre os Estados do Amapá e de Santa Catarina; XIV – salgado ou marismas tropicais hipersalinos: áreas situadas em regiões com frequ- ências de inundações intermediárias entre marés de sizígias e de quadratura, com solos cuja salinidade varia entre 100 (cem) e 150 (cento e cinquenta) partes por 1.000 (mil), onde pode ocorrer a presença de vegetação herbácea específica; XV – apicum: áreas de solos hipersalinos situadas nas regiões entremarés superiores, inundadas apenas pelas marés de sizígias, que apresentam salinidade superior a 150 (cento e cinquenta) partes por 1.000 (mil), desprovidas de vegetação vascular; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12727.htm 53 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho XVI – restinga: depósito arenoso paralelo à linha da costa, de forma geralmente alonga- da, produzido por processos de sedimentação, onde se encontram diferentes comunidades que recebem influência marinha, com cobertura vegetal em mosaico, encontrada em praias, cordões arenosos, dunas e depressões, apresentando, de acordo com o estágio sucessional, estrato herbáceo, arbustivo e arbóreo, este último mais interiorizado; XVII – nascente: afloramento natural do lençol freático que apresenta perenidade e dá iní- cio a um curso d’água; (Vide ADIN N. 4.903) XVIII – olho d’água: afloramento natural do lençol freático, mesmo que intermitente; XIX – leito regular: a calha por onde correm regularmente as águas do curso d’água durante o ano; (Vide ADC N. 42) (Vide ADIN N. 4.903) XX – área verde urbana: espaços, públicos ou privados, com predomínio de vegetação, prefe- rencialmente nativa, natural ou recuperada, previstos no Plano Diretor, nas Leis de Zoneamento Urbano e Uso do Solo do Município, indisponíveis para construção de moradias, destinados aos propósitos de recreação, lazer, melhoria da qualidade ambiental urbana, proteção dos recursos hídricos, manutenção ou melhoria paisagística, proteção de bens e manifestações culturais; XXI – várzea de inundação ou planície de inundação: áreas marginais a cursos d’água su- jeitas a enchentes e inundações periódicas; XXII – faixa de passagem de inundação: área de várzea ou planície de inundação adjacente a cursos d’água que permite o escoamento da enchente; XXIII – relevo ondulado: expressão geomorfológica usada para designar área caracteriza- da por movimentações do terreno que geram depressões, cuja intensidade permite sua classi- ficação como relevo suave ondulado, ondulado, fortemente ondulado e montanhoso. XXIV – pousio: prática de interrupção temporária de atividades ou usos agrícolas, pecuá- rios ou silviculturais, por no máximo 5 (cinco) anos, para possibilitar a recuperação da capaci- dade de uso ou da estrutura física do solo; (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012). XXV – áreas úmidas: pantanais e superfícies terrestres cobertas de forma periódica por águas, cobertas originalmente por florestas ou outras formas de vegetação adaptadas à inun- dação; (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012). XXVI – área urbana consolidada: aquela de que trata o inciso II do caput do art. 47 da Lei n. 11.977, de 7 de julho de 2009; e (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012). XXVII – crédito de carbono: título de direito sobre bem intangível e incorpóreo transacioná- vel. (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012). 002. (VUNESP/2019/CÂMARA DE SÃO MIGUEL ARCANJO-SP/PROCURADOR LEGISLATI- VO) Dentre os conceitos trazidos pela Lei n. 12.651/2012, encontra-se o seguinte: “Depósito arenoso paralelo à linha da costa, de forma geralmente alongada, produzido por processos de sedimentação, onde se encontram diferentes comunidades que recebem influência marinha, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=4903&processo=4903 http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADCN&s1=42&processo=42 http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=4903&processo=4903 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12727.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12727.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm#art47ii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm#art47ii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm#art47ii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12727.htm 54 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho com cobertura vegetal em mosaico, encontrada em praias, cordões arenosos, dunas e depres- sões, apresentando, de acordo com o estágio sucessional, estrato herbáceo, arbustivo e arbó- reo, este último mais interiorizado”. Essa descrição se refere a) aos marismas tropicais hipersalinos. b) ao manguezal. c) à restinga. d) aos apicuns. e) aos veredas. XII – vereda: fitofisionomia de savana, encontrada em solos hidromórficos, usualmente com a palmeira arbórea Mauritia flexuosa – buriti emergente, sem formar dossel, em meio a agrupa- mentos de espécies arbustivo-herbáceas; (Redação pela Lei n. 12.727, de 2012). XIII – manguezal: ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos, sujeitos à ação das marés, formado por vasas lodosas recentes ou arenosas, às quais se associa, predominante- mente, a vegetação natural conhecida como mangue, com influência fluviomarinha, típica de solos limosos de regiões estuarinas e com dispersão descontínua ao longo da costa brasileira, entre os Estados do Amapá e de Santa Catarina; XIV – salgado ou marismas tropicais hipersalinos: áreas situadas em regiões com frequências de inundações intermediárias entre marés de sizígias e de quadratura, com solos cuja salinida- de varia entre 100 (cem) e 150 (cento e cinquenta) partes por 1.000 (mil), onde pode ocorrer a presença de vegetação herbácea específica; XV – apicum: áreas de solos hipersalinos situadas nas regiões entremarés superiores, inun- dadas apenas pelas marés de sizígias, que apresentam salinidade superior a 150 (cento e cinquenta) partes por 1.000 (mil), desprovidas de vegetação vascular; XVI – restinga: depósito arenoso paralelo à linha da costa, de forma geralmente alongada, pro- duzido por processos de sedimentação, onde se encontram diferentes comunidades que re- cebem influência marinha, com cobertura vegetal em mosaico, encontrada em praias, cordões arenosos, dunas e depressões, apresentando, de acordo com o estágio sucessional, estrato herbáceo, arbustivo e arbóreo, este último mais interiorizado; Letra c. 003. (VUNESP/2013/CÂMARA DE BRAGANÇA PAULISTA-SP/PROCURADOR JURÍDICO B) Em relação ao disposto na Lei n. 12.651/2012, analise as assertivas a seguir e assinale a alter- nativa correta. a) A Lei n. 12.651/2012 atenderá ao princípio das responsabilidades comuns mas diferencia- das da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, em colaboração com a socie- dade civil, na criação de políticas para a preservação e restauração da vegetação nativa e de suas funções ecológicas e sociais nas áreas rurais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho b) As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação nativa, reco- nhecidas de utilidade às terras que revestem são bens públicos, exercendo-se os direitos de propriedade e a posse com respeito à sua função socioambiental. c) As obrigações previstas na Lei n. 12.651/2012 têm natureza real e são transmitidas apenas ao sucessor, a título universal, no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural. d) Na utilização e exploração da vegetação, as ações ou omissões contrárias às disposições da Lei n. 12.651/2012 são consideradas uso irregular da propriedade, aplicando-se o proce- dimento ordinário previsto no inciso II do art. 275 da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, sem prejuízo da responsabilidade civil independente da existência de culpa, prevista na Lei n. 6.938/81 e das sanções penais cabíveis. e) A Lei n. 12.651/2012 afirma o compromisso soberano do Brasil com a preservação das suas florestas e demais formas de vegetação nativa, bem como da biodiversidade, do solo, dos recursos hídricos e da integridade do sistema climático, para o bem-estar das gerações presentes e futuras. a) Errada. Princípio da Responsabilidade comum, mas diferenciada: “todas as nações são res- ponsáveis pelo controle da poluição e a busca da sustentabilidade, mas os países mais po- luidores deverão adotar as medidas mais drásticas, pois são os principais responsáveis pela degradação ambiental na Biosfera” (Sinopse de Direito Ambiental. Frederico Amado). b) Errada. Art. 2º As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação nativa, reco- nhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País, exercendo-se os direitos de propriedade com as limitações que a legislação em geral e especialmente esta Lei estabelecem. c) Errada. Art. 2º [...] § 2º As obrigações previstas nesta Lei têm natureza real e são transmitidas ao sucessor, de qualquer natureza, no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural. d) Errada. Art. 2º [...] § 1º Na utilização e exploração da vegetação, as ações ou omissões contrárias às dispo- sições desta Lei são consideradas uso irregular da propriedade, aplicando-se o procedimento su- mário previsto no inciso II do art. 275 da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, sem prejuízo da responsabilidade civil, nos termos do § 1º do art. 14 da Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, e das sanções administrativas, civis e penais. e) Certa. Art. 1º-A. [...] Parágrafo único. Tendo como objetivo o desenvolvimento sustentável, esta Lei atende- rá aos seguintes princípios: (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho I – afirmação do compromisso soberano do Brasil com a preservação das suas florestas e demais formas de vegetação nativa, bem como da biodiversidade, do solo, dos recursos hídricos e da inte- gridade do sistema climático, para o bem-estar das gerações presentes e futuras; (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012). Letra e. 1.3.3. Áreas de Preservação Permanente APP e Reserva Legal Tema dos mais relevantes em relação ao código florestal refere-se às diferenças entre áre- as de preservação permanente e reserva legal. Segundo estabelece o art. 4º da Lei n. 12.651/2012, considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei: I – as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de: a) 30 (trinta) metros, para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura; b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura; c) 100 (cem) metros, para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura; e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seis- centos) metros; II – as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de: a) 100 (cem)de obra regional; V – o acesso livre de qualquer indivíduo às informações referentes à gestão de florestas públicas, nos termos da Lei no 10.650, de 16 de abril de 20032; VI – a promoção e difusão da pesquisa florestal, faunística e edáfica, relacionada à conser- vação, à recuperação e ao uso sustentável das florestas; VII – o fomento ao conhecimento e a promoção da conscientização da população sobre a importância da conservação, da recuperação e do manejo sustentável dos recursos florestais; e VIII – a garantia de condições estáveis e seguras que estimulem investimentos de longo pra- zo no manejo, na conservação e na recuperação das florestas. Da Gestão de Florestas Públicas para Produção Sustentável A denominada “gestão de florestas públicas para produção sustentável” compreende: I – a criação de florestas nacionais, estaduais e municipais, nos termos do art. 173 da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000, e sua gestão direta; II – a destinação de florestas públicas às comunidades locais, nos termos do art. 6º desta Lei; e III – a concessão florestal, incluindo florestas naturais ou plantadas e as unidades de ma- nejo das florestas mencionadas no art. 17 da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000. Assim, a Lei n. 11.284/2006 estabelece que a gestão de florestas públicas ocorrerá, entre outras florestas, nas Unidades de Conservação de Uso Sustentável (Sistema Nacional de Uni- dades de Conservação – Lei Federal n. 9.985/2000). Nesta lei as Unidades de Conservação dividem-se em dois grupos, com características específicas: I – “unidades de proteção integral”, cujo objetivo básico é preservar a natureza, sendo ad- mitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, em regra; II – “unidades de uso sustentável”, cujo objetivo básico é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais. 2 Esta Lei dispõe sobre o acesso público aos dados e informações ambientais existentes nos órgãos e enti- dades integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente – Sisnama, instituído pela Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981. 3 Art. 17. A Floresta Nacional é uma área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho CAPÍTULO II DA GESTÃO DIRETA Conforme estabelece a lei, o Poder Público poderá exercer diretamente a gestão de flores- tas nacionais, estaduais e municipais criadas nos termos do art. 17 da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000, sendo-lhe facultado, para execução de atividades subsidiárias, firmar convênios, termos de parceria, contratos ou instrumentos similares com terceiros, observados os procedi- mentos licitatórios e demais exigências legais pertinentes (art. 5º da Lei n. 11.284). Prazo de duração dos contratos: a duração dos contratos e instrumentos similares a que se refere o caput deste artigo fica limitada a 120 (cento e vinte) meses. Critérios para a escolha da proposta vencedora: nas licitações para as contratações de que trata este artigo, além do preço, poderá ser considerado o critério da melhor técnica pre- visto no inciso II do caput do art. 26 desta Lei. CAPÍTULO III DA DESTINAÇÃO ÀS COMUNIDADES LOCAIS De início, tem-se que, antes da realização das concessões florestais, as florestas públicas ocupadas ou utilizadas por comunidades locais serão identificadas para a destinação, pelos órgãos competentes. Tal Identificação ocorrerá por meio de: I – criação de reservas extrativistas e reservas de desenvolvimento sustentável, observa- dos os requisitos previstos da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000; II – concessão de uso, por meio de projetos de assentamento florestal, de desenvolvimento sustentável, agroextrativistas ou outros similares, nos termos do art. 189 da Constituição Fe- deral e das diretrizes do Programa Nacional de Reforma Agrária; III – outras formas previstas em lei. É importante observar que a destinação acima mencionada será feita de forma não onero- sa para o beneficiário e efetuada em ato administrativo próprio, conforme previsto em legisla- ção específica. Do mesmo modo, as comunidades locais poderão participar das licitações previstas no Ca- pítulo IV deste Título, por meio de associações comunitárias, cooperativas ou outras pessoas jurídicas admitidas em lei. Por fim, registre-se que o Poder Público poderá, com base em condicionantes socioam- bientais definidas em regulamento, regularizar posses de comunidades locais sobre as áreas por elas tradicionalmente ocupadas ou utilizadas, que sejam imprescindíveis à conservação dos recursos ambientais essenciais para sua reprodução física e cultural, por meio de conces- são de direito real de uso ou outra forma admitida em lei, dispensada licitação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho CAPÍTULO IV DAS CONCESSÕES FLORESTAIS Seção I Disposições Gerais Autorização para concessão florestal: a concessão florestal será autorizada em ato do poder concedente e formalizada mediante contrato, que deverá observar os termos desta Lei, das normas pertinentes e do edital de licitação (art. 7º). Os relatórios ambientais preliminares, licenças ambientais, relatórios de impacto ambien- tal, contratos, relatórios de fiscalização e de auditorias e outros documentos relevantes do processo de concessão florestal serão disponibilizados por meio da Rede Mundial de Compu- tadores, sem prejuízo do disposto no art. 25 desta Lei.i Da realização de audiências públicas: a publicação do edital de licitação de cada lote de concessão florestal deverá ser precedida de audiência pública, por região, realizada pelo órgão gestor, nos termos do regulamento, sem prejuízo de outras formas de consulta pública. Seção II Do Plano Anual de Outorga Florestal Segundo estabelece o art. 10, o Plano Anual de Outorga Florestal (Paof), proposto pelo órgão gestor e definido pelo poder concedente, conterá a descrição de todas as florestas pú- blicas a serem submetidas a processos de concessão no ano em que vigorar. A lei exige, ainda, que o Paof seja submetido pelo órgão gestor à manifestação do órgão consultivo da respectiva esfera de governo. Inclusão de áreas de florestas públicas no Paof: a inclusão de áreas de florestas públicas sob o domínio da União no Paof requer manifestação prévia da Secretaria de Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Apreciação do Paof pelo Conselho de Defesa Nacional: o Paof deverá ser previamente apreciado pelo Conselho de Defesa Nacional quando estiverem incluídas áreas situadas na faixa de fronteira definida no § 2º do art. 20 da Constituição Federal. O que deverá ser levado em conta pelo Paof para concessão florestal? Art. 11. O Paof para concessão florestal considerará: I – as políticas e o planejamento para o setor florestal, a reforma agrária, a regularização fundiária, a agricultura, o meio ambiente, os recursos hídricos, o ordenamento territorial e o desenvolvimento regional; II – o Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE nacional e estadual e demais instrumentos que disciplinammetros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com até 20 (vinte) hecta- res de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros; b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas; III – as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais, decorrentes de barramento ou represamento de cursos d’água naturais, na faixa definida na licença ambiental do em- preendimento; IV – as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, qualquer que seja sua situação topográfica, no raio mínimo de 50 (cinquenta) metros; V – as encostas ou partes destas com declividade superior a 45º, equivalente a 100% (cem por cento) na linha de maior declive; VI – as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; VII – os manguezais, em toda a sua extensão; VIII – as bordas dos tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo, em faixa nun- ca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho IX – no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 (cem) metros e inclinação média maior que 25º, as áreas delimitadas a partir da curva de nível corres- pondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima da elevação sempre em relação à base, sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por planície ou espelho d’água adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais próximo da elevação; X – as áreas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação; XI – em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 (cin- quenta) metros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado. Não será exigida Área de Preservação Permanente no entorno de reservatórios artificiais de água que não decorram de barramento ou represamento de cursos d’água naturais. Registre-se, finalmente, que a intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente poderá ser realizada em hipóteses específicas, tais como em caso de utilidade pública, interesse social10 ou baixo impacto ambiental.11 Sobre o tema, o STF reduziu as hipóteses de intervenção previstas na lei. Ficou determina- do que a intervenção por interesse social ou utilidade pública fica condicionada à inexistência de alternativa técnica ou locacional à atividade proposta. Ainda com relação à intervenção em APP, registre-se que o Código Florestal permitiu o acesso de pessoas e animais às Áreas de Preservação Permanente para obtenção de água e para realização de atividades de baixo impacto ambiental. Consideram-se, ainda, de preservação permanente, quando declaradas de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo, as áreas cobertas com florestas ou outras formas de vegetação destinadas a uma ou mais das seguintes finalidades: I – conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha; II – proteger as restingas ou veredas; III – proteger várzeas; IV – abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção; 10 Constituem-se como hipóteses de interesse social, nos termos da lei: a) as atividades imprescindíveis à prote- ção da integridade da vegetação nativa, tais como prevenção, combate e controle do fogo, controle da erosão, erradicação de invasoras e proteção de plantios com espécies nativas; b) a exploração agroflorestal sustentá- vel praticada na pequena propriedade ou posse rural familiar ou por povos e comunidades tradicionais, desde que não descaracterize a cobertura vegetal existente e não prejudique a função ambiental da área; c) a implan- tação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais consolidadas, observadas as condições estabelecidas nesta Lei; e d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados predominantemente por população de baixa renda em áreas urbanas consolidadas, observadas as condições estabelecidas na Lei n. 11.977, de 7 de julho de 2009. 11 Obs.: A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas somente poderá ser autor- izada em caso de utilidade pública. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho V – proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico, cultural ou histórico; VI – formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias; VII – assegurar condições de bem-estar público; VIII – auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares. IX – proteger áreas úmidas, especialmente as de importância internacional. 004. (AOCP/2016/PREFEITURA DE JUIZ DE FORA-MG/PROCURADOR MUNICIPAL) De acordo com a Lei n. 12.651/2012, considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas: a) as encostas ou partes destas com declividade superior a 30º, equivalente a 90% (noventa por cento) na linha de maior declive. b) as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de 100 (cem) metros, em zonas urbanas. c) as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efê- meros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de 200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura. d) em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 (cinquenta) metros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado. e) as bordas dos tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo, em faixa nunca infe- rior a 30 (trinta) metros em projeções horizontais. a) Errada. As encostas ou partes destas com declividade superior a 45º, equivalente a 100% na linha de maior declive. b) Errada. São 30 metros de app em zonas urbanas. c) Errada. 100 metros de app de 50-100 metros de largura do rio. e) Errada. 100 metros de APP. Letra d. Do Regime de Proteção das Áreas de Preservação Permanente A vegetação situada em Área de Preservação Permanente deverá ser mantida pelo pro- prietário da área, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm#art6ix 59 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Recomposição da Vegetação Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de Preservação Permanente, o proprietário da área, possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recom- posição da vegetação, ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei. A recomposição da vegetação constitui-se como obrigação propter rem, de natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural. É dispensada a autorização do órgão ambiental competente para a execução, em caráter de urgência, de atividades de segurançanacional e obras de interesse da defesa civil destinadas à prevenção e mitigação de acidentes em áreas urbanas. Impossibilidade de Novas Regularizações Não haverá, em qualquer hipótese, direito à regularização de futuras intervenções ou su- pressões de vegetação nativa, além das previstas nesta Lei. 005. (GUALIMP/2018/CÂMARA DE NOVA VENÉCIA-ES/PROCURADOR JURÍDICO) De acor- do com o Regime de Proteção das Áreas de Preservação Permanente previsto no Código Flo- restal Brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA: a) Ocorrida supressão de vegetação situada em Área de Preservação Permanente, o pro- prietário, possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição da vegetação. b) A obrigação de recomposição da vegetação suprimida em Área de Preservação Perma- nente possui natureza real e é transmitida em caso de transferência do domínio ou posse do imóvel. c) Somente será admitida a exploração econômica de Área de Preservação Permanente nos casos previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama e mediante manejo sustentável. d) A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública. a) Certa. Artigo 7º, § 1º, do Código Florestal: Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de Preservação Permanente, o proprietário da área, possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição da vegeta- ção, ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho b) Certa. Artigo 7º, § 2º, do Código Florestal: A obrigação prevista no § 1º tem natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural. c) Errada. Em regra, não se admite a exploração econômica em APPs, mas, excepcionalmente, poderá ocorrer nos casos do artigo 8º do Código Florestal: a intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental. Veja, ainda: Art. 17, § 1º Admite-se a exploração econômica da Reserva Legal mediante manejo sustentável, previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama, de acordo com as modalidades previs- tas no art. 20. d) Certa. Artigo 7º, § 1º, do Código Florestal: A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública. Letra c. 1.3.4. Áreas de Uso Restrito Nestas áreas é permitida a exploração ecologicamente sustentável, devendo-se considerar as recomendações técnicas dos órgãos oficiais de pesquisa, ficando novas supressões de vegetação nativa para uso alternativo do solo condicionadas à autorização do órgão estadual do meio ambiente. Do mesmo modo, admite-se, em áreas de inclinação entre 25º e 45º, o manejo florestal sustentável e o exercício de atividades agrossilvipastoris, bem como a manutenção da infra- estrutura física associada ao desenvolvimento das atividades, observadas boas práticas agro- nômicas, sendo vedada a conversão de novas áreas, excetuadas as hipóteses de utilidade pública e interesse social.12 1.3.5. Área de Reserva Legal Considera-se Reserva Legal a área com cobertura de vegetação nativa que deve ser man- tida em todo imóvel rural.13 Do mesmo modo que as áreas de preservação permanente, a Re- serva Legal deve ser conservada com cobertura de vegetação nativa pelo proprietário do imó- vel rural, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado.14 12 Art. 11 da Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012. 13 Tal área variará a depender da localização do imóvel, nos termos do art. 12 do Código Florestal. 14 Admite-se, entretanto, a exploração econômica da Reserva Legal mediante manejo sustentável, previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Registre-se, ainda, que a lei admitiu o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do percentual da Reserva Legal do imóvel, desde que tal medida não implique a con- versão de novas áreas para o uso alternativo do solo, nem que a área a ser computada esteja conservada ou em processo de recuperação e que o proprietário ou possuidor tenha requerido inclusão do imóvel no Cadastro Ambiental Rural15. Por fim, o Código Florestal traz em seu texto normas relacionadas à supressão de vege- tação para uso alternativo do solo e exploração florestal, além de normas para o controle da origem dos produtos florestais e proibição do uso de fogo e do controle dos incêndios e des- matamentos. Nesse aspecto, destaque-se o programa de apoio e incentivo à preservação e recuperação do meio ambiente, segundo o qual o Poder Executivo federal poderá instituir, sem prejuízo do cumprimento da legislação ambiental, programa de apoio e incentivo à conserva- ção do meio ambiente e outras medidas como forma de promoção do desenvolvimento ecolo- gicamente sustentável, observados sempre os critérios de progressividade. Texto legal: Art. 12. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de Reserva Legal, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Perma- nente, observados os seguintes percentuais mínimos em relação à área do imóvel, excetuados os casos previstos no art. 68 desta Lei: (Redação dada pela Lei n. 12.727, de 2012). I – localizado na Amazônia Legal: a) 80% (oitenta por cento), no imóvel situado em área de florestas; b) 35% (trinta e cinco por cento), no imóvel situado em área de cerrado; c) 20% (vinte por cento), no imóvel situado em área de campos gerais; II – localizado nas demais regiões do País: 20% (vinte por cento). Exceções Os empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento de esgoto não estão sujeitos à constituição de Reserva Legal. Não será exigida Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor de concessão, permissão ou autorização para exploração de potencial de energia hidráulica, nas quais funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica, subestações ou sejam instaladas linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica. Não será exigida Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas com o obje- tivo de implantação e ampliação de capacidade de rodovias e ferrovias. 15 O cadastro ambiental rural é um registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, com- pondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao des- matamento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12727.htm 62 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTALNilton Coutinho 006. (CESPE/CEBRASPE/2018/PREFEITURA DE MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNI- CÍPIO) Com base na legislação aplicável ao SNUC e aos espaços territoriais especialmente protegidos, julgue o seguinte item. A inclusão de uma APP no cômputo da área de reserva legal de um imóvel rural não altera o regime de proteção dessa APP. Art. 15. Será admitido o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do percentual da Reserva Legal do imóvel, desde que: III – o proprietário ou possuidor tenha requerido inclusão do imóvel no Cadastro Ambiental Rural – CAR, nos termos desta Lei. § 1º O regime de proteção da Área de Preservação Permanente não se altera na hipótese prevista neste artigo. Certo. 007. (VUNESP/2019/PREFEITURA DE VALINHOS-SP/PROCURADOR) A respeito da previ- são legal dada pela Lei n. 12.651/2012, sobre a Delimitação da Área de Reserva Legal, é certo afirmar que a) os empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento de esgoto não estão sujeitos à constituição de Reserva Legal. b) será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor de concessão, permissão ou autorização para exploração de potencial de energia hidráulica, nas quais funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica, subestações ou sejam ins- taladas linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica. c) será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas com o objetivo de implantação e ampliação de capacidade de rodovias e ferrovias. d) no parcelamento de imóveis rurais, a área de Reserva Legal não poderá ser agrupada em regime de condomínio entre os adquirentes. e) quando indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE estadual, realizado segundo metodologia unificada, o poder público federal poderá reduzir, exclusivamente para fins de re- gularização, mediante recomposição, regeneração ou compensação da Reserva Legal de imó- veis com área rural consolidada, situados em área de floresta localizada na Amazônia Legal, para até 40% (quarenta por cento) da propriedade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 63 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho � a) Certa. A assertiva é cópia do art. 12, § 6º, do Código Florestal. “Os empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento de esgoto não estão sujeitos à constituição de Reserva Legal.” b) Errada. Foi apenas retirado o não do § 7º do art. 12 do Código Florestal: Não será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor de concessão, permissão ou autorização para exploração de potencial de energia hidráulica, nas quais funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica, subestações ou sejam instaladas li- nhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica. c) Errada. Foi apenas retirado o não do § 8º do art. 12 do Código Florestal: “Não será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas com o objetivo de implantação e ampliação de capacidade de rodovias e ferrovias.” d) Errada. O erro está em afirmar que não poderá, quando, na verdade, pode, de acordo com o parágrafo único do artigo 16 do Código Florestal: “No parcelamento de imóveis rurais, a área de Reserva Legal PODERÁ ser agrupada em regime de condomínio entre os adquirentes.” e) Errada. O erro está no percentual da redução. O correto é 50%, conforme o inciso I do art. 13 do Código Florestal: Art. 13. Quando indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE estadual, realizado se- gundo metodologia unificada, o poder público federal poderá: I – reduzir, exclusivamente para fins de regularização, mediante recomposição, regeneração ou compensação da Reserva Legal de imóveis com área rural consolidada, situados em área de floresta localizada na Amazônia Legal, para até 50% (cinquenta por cento) da propriedade, excluídas as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos e os corredores ecológicos; Letra a. Do Regime de Proteção da Reserva Legal A Reserva Legal deve ser conservada com cobertura de vegetação nativa pelo proprie- tário do imóvel rural, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado. Exploração Econômica e Desenvolvimento Sustentável Admite-se a exploração econômica da Reserva Legal mediante manejo sustentável, previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama, de acordo com as modalida- des previstas no art. 20. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 64 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Para fins de manejo de Reserva Legal na pequena propriedade ou posse rural familiar, os órgãos integrantes do Sisnama deverão estabelecer procedimentos simplificados de elaboração, análise e aprovação de tais planos de manejo. É obrigatória a suspensão imediata das atividades em área de Reserva Legal desma- tada irregularmente. A área de Reserva Legal deverá ser registrada no órgão ambiental competente por meio de inscrição no CAR, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmis- são, a qualquer título, ou de desmembramento, com as exceções previstas nesta Lei. Imóvel Rural que venha a ser inserido no Perímetro Urbano – Consequências A inserção do imóvel rural em perímetro urbano definido mediante lei municipal não deso- briga o proprietário ou posseiro da manutenção da área de Reserva Legal, que só será extinta concomitantemente ao registro do parcelamento do solo para fins urbanos aprovado segundo a legislação específica e consoante as diretrizes do plano diretor de que trata o § 1º do art. 182 da Constituição Federal. Coleta de Produtos Florestais Não Madeireiros É livre a coleta de produtos florestais não madeireiros, tais como frutos, cipós, folhas e sementes, devendo-se observar: I – os períodos de coleta e volumes fixados em regulamentos específicos, quando houver; II – a época de maturação dos frutos e sementes; III – técnicas que não coloquem em risco a sobrevivência de indivíduos e da espécie cole- tada no caso de coleta de flores, folhas, cascas, óleos, resinas, cipós, bulbos, bambus e raízes. Diretrizes para o Manejo Florestal Sustentável O manejo florestal sustentável da vegetação da Reserva Legal com propósito comercial depende de autorização do órgão competente e deverá atender as seguintes diretrizes e orientações: I – não descaracterizar a cobertura vegetal e não prejudicar a conservação da vegetação nativa da área; II – assegurar a manutenção da diversidade das espécies; III – conduzir o manejo de espécies exóticas com a adoção de medidas que favoreçam a regeneração de espécies nativas. O manejo sustentável para exploração florestal eventual sem propósito comercial, para consumo no próprio imóvel, independe de autorização dos órgãos competentes, devendo ape- nas ser declarados previamente ao órgão ambiental a motivação da exploração e o volume explorado, limitada a exploração anual a 20 (vinte) metros cúbicos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 65 de 79www.grancursosonline.com.brLegislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho 008. (FUNDEP/GESTÃO DE CONCURSOS/2019/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBS- TITUTO) Assinale a alternativa incorreta: a) A supressão de vegetação inicial, em Mata Atlântica, somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública, enquanto a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social. b) O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio avançado de re- generação do Bioma Mata Atlântica poderá ser autorizado em caráter excepcional, quando ne- cessários à execução de obras, atividades ou projetos de utilidade pública, pesquisa científica e práticas preservacionistas. c) A definição legal da Área de Preservação Permanente, no caso de vereda – fitofisionomia de savana é a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 metros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado. d) A vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração do Bioma Mata Atlântica não perderá esta classificação nos casos de incêndio, desmatamento ou de qualquer outro tipo de intervenção não autorizada ou não licenciada. Lei n. 11.428, art. 14. A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de regeneração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública, sendo que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social, em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento ad- ministrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto, ressalvado o disposto no inciso I do art. 30 e nos §§ 1º e 2º do art. 31 desta Lei. b) Certa. Lei n. 11.428/2006, art. 21. O corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica somente serão autorizados: I – em caráter excepcional, quando necessários à execução de obras, atividades ou projetos de uti- lidade pública, pesquisa científica e práticas preservacionistas; c) Certa. Código Florestal, art. 4º. Considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas rurais ou urba- nas, para os efeitos desta Lei: XI – em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 (cinquenta) me- tros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado. (Redação dada pela Lei n. 12.727, de 2012). d) Certa. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 66 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho 1.3.6. Áreas Consolidadas Segundo estabelece o Código Florestal, considera-se área rural consolidada a área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, neste último caso, a adoção do regime de pousio. Tais áreas consolidadas podem estar inseridas em áreas de preservação permanente ou em áreas de reserva legal. Nas áreas consolidadas em áreas de preservação permanente, é autorizada, exclusivamen- te, a continuidade das atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. Contudo, tratando-se de imóveis rurais que possu- am áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente ao longo de cursos d’água na- turais, será obrigatória a recomposição16 das respectivas faixas marginais. Do mesmo modo, nos casos de áreas rurais consolidadas em Áreas de Preservação Permanente no entorno de nascentes e olhos d’água perenes ou no entorno de lagos e lagoas naturais, será admitida a manutenção de atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo ou de turismo rural, sendo obriga- tória a recomposição da região marginal.17 Já nas áreas consolidadas em áreas de reserva legal, poderá o proprietário ou possuidor de imóvel rural (que detinha, em 22 de julho de 2008, área de Reserva Legal em extensão infe- rior ao estabelecido em lei) regularizar sua situação, independentemente da adesão ao PRA, adotando as seguintes alternativas, isolada ou conjuntamente: I – recompor a Reserva Legal; II – permitir a regeneração natural da vegetação na área de Reserva Legal; III – compensar a Reserva Legal.18 009. (VUNESP/2018/ARESPCJ-SP/PROCURADOR JURÍDICO) Assinale a alternativa correta acerca do que prevê a Lei n. 12.651/2012 ao tratar das Áreas Consolidadas em Áreas de Pre- servação Permanente. 16 Tal recomposição poderá ser feita, isolada ou conjuntamente, pelos seguintes métodos: I – condução de regeneração natural de espécies nativas; II – plantio de espécies nativas; III – plantio de espécies nativas conjugado com a condução da regeneração natural de espécies nativas; IV – plantio intercalado de espé- cies lenhosas, perenes ou de ciclo longo, exóticas com nativas de ocorrência regional, em até 50% (cin- quenta por cento) da área total a ser recomposta, no caso dos imóveis a que se refere o inciso V do caput do art. 3º (vide art. 61-A, § 13). 17 Para mais detalhes, vide art. 61-A da Lei n. 12.651/2012, com redação dada pela Lei n. 12.727, de 2012. 18 Atenção: A obrigação prevista no caput tem natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural. Obrigação propter rem. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 67 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho a) Nas Áreas de Preservação Permanente, é autorizada, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. b) Nos casos de áreas rurais consolidadas em veredas, será facultado ao proprietário a recom- posição das faixas marginais, em projeção horizontal, delimitadas a partir do espaço brejoso e encharcado, independentemente das suas dimensões. c) Aos proprietários e possuidores dos imóveis rurais que detêm até 10 (dez) módulos fiscais e desenvolvem atividades agrossilvipastoris nas áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente, independentemente da data de aquisição da propriedade, é garantido que a exi- gência de recomposição nunca ultrapassará 10% (dez por cento) da área total do imóvel. d) Qualquer manutenção das culturas e da infraestrutura nas áreas de preservação permanen- te, seja urbana ou rural, estão condicionadas à adoção de práticas conservacionistas do solo e da água indicadas pelos órgãos de assistência técnica rural. e) Para fins da regularização ambiental de projetos de reurbanização ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água, será mantida faixa não edificável com largura mínima de 20 (vinte) me- tros de cada lado. Art. 61-A. Nas Áreas de Preservação Permanente, é autorizada, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. b) Errada. Art. 61-A. (...) § 7º Nos casos de áreas rurais consolidadas em veredas, será obrigatória a recompo- sição das faixas marginais, em projeção horizontal, delimitadas a partir do espaço brejoso e enchar- cado, de largura mínima de: I – 30 (trinta) metros, para imóveis rurais com área de até 4 (quatro) módulos fiscais; e II – 50 (cinquenta) metros, para imóveis rurais com área superior a 4 (quatro) módulos fiscais. c) Errada. Art. 61-B.Aos proprietários e possuidores dos imóveis rurais que, em 22 de julho de 2008, detinham até 10 (dez) módulos fiscais e desenvolviam atividades agrossilvipastoris nas áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente é garantido que a exigência de recomposição, nos termos desta Lei, somadas todas as Áreas de Preservação Permanente do imóvel, não ultrapassará: I – 10% (dez por cento) da área total do imóvel, para imóveis rurais com área de até 2 (dois) módulos fiscais; II – 20% (vinte por cento) da área total do imóvel, para imóveis rurais com área superior a 2 (dois) e de até 4 (quatro) módulos fiscais; III – (VETADO). d) Errada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 68 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Art. 63. Nas áreas rurais consolidadas nos locais de que tratam os incisos V, VIII, IX e X do art. 4º, será admitida a manutenção de atividades florestais, culturas de espécies lenhosas, perenes ou de ciclo longo, bem como da infraestrutura física associada ao desenvolvimento de atividades agros- silvipastoris, VEDADA a conversão de novas áreas para uso alternativo do solo. (...) § 2º A manutenção das culturas e da infraestrutura de que trata o caput é condicionada à adoção de práticas conservacionistas do solo e da água indicadas pelos órgãos de assistência técnica rural. �e) Errada. Não é “qualquer curso d’agua”. Aconselho ler o art. 61-A, §§ 1º ao 18 (18 foi vetado), pois trazem os valores e detalhes. Não transcrevi porque ficaria cansativa a leitura por aqui. Letra a. Seção III Do Regime de Proteção das Áreas Verdes Urbanas O poder público municipal contará, para o estabelecimento de áreas verdes urbanas, com os seguintes instrumentos: I – o exercício do direito de preempção para aquisição de remanescentes florestais rele- vantes, conforme dispõe a Lei n. 10.257, de 10 de julho de 2001; II – a transformação das Reservas Legais em áreas verdes nas expansões urbanas; III – o estabelecimento de exigência de áreas verdes nos loteamentos, empreendimentos comerciais e na implantação de infraestrutura; e IV – aplicação em áreas verdes de recursos oriundos da compensação ambiental. 010. (PREFEITURA DE RONDONÓPOLIS-MT/2019/PREFEITURA DE RONDONÓPOLIS-MT/ PROCURADOR JURÍDICO) A Lei n. 12.651/2012, conhecida como novo Código Florestal, dis- põe sobre os instrumentos a serem utilizados pelo poder público municipal para proteção das áreas verdes urbanas, entre os quais NÃO se inclui: a) Aplicação em áreas verdes de recursos oriundos da compensação ambiental. b) Direito de preempção para aquisição de remanescentes florestais relevantes. c) Estabelecimento de exigência de áreas verdes nos empreendimentos comerciais. d) Registro do parcelamento do solo para fins urbanos de loteamentos licenciados. Art. 25. O poder público municipal contará, para o estabelecimento de áreas verdes urbanas, com os seguintes instrumentos: I – o exercício do direito de preempção para aquisição de remanescentes florestais relevantes [...] (alternativa b) II – a transformação das Reservas Legais em áreas verdes nas expansões urbanas; III – o estabelecimento de exigência de áreas verdes nos loteamentos, empreendimentos comer- ciais e na implantação de infraestrutura; e (alternativa c) IV – aplicação em áreas verdes de recursos oriundos da compensação ambiental. (alternativa a) Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 69 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho 1.3.7. Da Supressão de Vegetação para Uso Alternativo do Solo Art. 26. A supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo, tanto de domínio público como de domínio privado, dependerá do cadastramento do imóvel no CAR, de que trata o art. 29, e de prévia autorização do órgão estadual competente do Sisnama. § 3º No caso de reposição florestal, deverão ser priorizados projetos que contemplem a utilização de espécies nativas do mesmo bioma onde ocorreu a supressão. § 4º O requerimento de autorização de supressão de que trata o caput conterá, no mínimo, as seguintes informações: I – a localização do imóvel, das Áreas de Preservação Permanente, da Reserva Legal e das áreas de uso restrito, por coordenada geográfica, com pelo menos um ponto de amarração do perímetro do imóvel; II – a reposição ou compensação florestal, nos termos do § 4º do art. 33; III – a utilização efetiva e sustentável das áreas já convertidas; IV – o uso alternativo da área a ser desmatada. Art. 27. Nas áreas passíveis de uso alternativo do solo, a supressão de vegetação que abri- gue espécie da flora ou da fauna ameaçada de extinção, segundo lista oficial publicada pelos órgãos federal ou estadual ou municipal do Sisnama, ou espécies migratórias, dependerá da adoção de medidas compensatórias e mitigadoras que assegurem a conservação da espécie. Art. 28. Não é permitida a conversão de vegetação nativa para uso alternativo do solo no imóvel rural que possuir área abandonada. 1.3.8. Cadastro Ambiental Rural O Cadastro Ambiental Rural (CAR) constitui-se como um registro público eletrônico de âm- bito nacional (realizado no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente – Sinima) e obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informa- ções ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. Inscrição: para a inscrição do imóvel rural no CAR, exige-se: a identificação do proprietá- rio ou possuidor rural, comprovação da propriedade ou posse e a identificação do imóvel por meio de planta e memorial descritivo, contendo a indicação das coordenadas geográficas com pelo menos um ponto de amarração do perímetro do imóvel, informando a localização dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Preservação Permanente, das Áreas de Uso Restrito, das áreas consolidadas e, caso existente, também da localização da Reserva Legal. Tal inscrição deverá ser feita, preferencialmente, no órgão ambiental municipal, estadual ou distrital. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 70 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Da Proibição do Uso de Fogo e do Controle dos Incêndios Visando à proteção dos recursos florestais, a Lei n. 12.651/2012 estabeleceu ser proibido o uso de fogo na vegetação, exceto nas seguintes situações: I – em locais ou regiões cujas peculiaridades justifiquem o emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais, mediante prévia aprovação do órgão estadual ambiental competen- te do Sisnama, para cada imóvel rural ou de forma regionalizada, que estabelecerá os critérios de monitoramento e controle; II – emprego da queima controlada em Unidades de Conservação, em conformidade com o respectivo plano de manejo e mediante prévia aprovação do órgão gestor da Unidade de Conservação, visando ao manejo conservacionista da vegetação nativa, cujas características ecológicas estejam associadas evolutivamente à ocorrênciado fogo; III – atividades de pesquisa científica vinculada a projeto de pesquisa devidamente apro- vado pelos órgãos competentes e realizada por instituição de pesquisa reconhecida, mediante prévia aprovação do órgão ambiental competente do Sisnama. Planos de Contingência para o Combate aos Incêndios Florestais Os órgãos ambientais do Sisnama, bem como todo e qualquer órgão público ou privado responsável pela gestão de áreas com vegetação nativa ou plantios florestais, deverão elabo- rar, atualizar e implantar planos de contingência para o combate aos incêndios florestais. Do mesmo modo, o Governo Federal deverá estabelecer uma Política Nacional de Manejo e Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, que promova a arti- culação institucional com vistas na substituição do uso do fogo no meio rural, no controle de queimadas, na prevenção e no combate aos incêndios florestais e no manejo do fogo em áreas naturais protegidas. A política mencionada neste artigo deverá prever instrumentos para a análise dos impactos das queimadas sobre mudanças climáticas e mudanças no uso da terra, conservação dos ecos- sistemas, saúde pública e fauna, para subsidiar planos estratégicos de prevenção de incêndios florestais. Do mesmo modo, a política mencionada neste artigo deverá observar cenários de mudanças climáticas e potenciais aumentos de risco de ocorrência de incêndios florestais. 011. (VUNESP/2018/CÂMARA DE INDAIATUBA-SP/PROCURADOR JURÍDICO) A Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012, estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação, áreas de preservação permanente e as áreas de reserva legal; a exploração florestal, o supri- mento de matéria-prima florestal, o controle da origem dos produtos florestais e o controle e prevenção dos incêndios florestais, assim como prevê instrumentos econômicos e financeiros para o alcance de seus objetivos. A partir do diploma legal em comento, é correto afirmar que O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 71 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho a) o órgão ambiental competente, ao tomar conhecimento do desmatamento em seu desacor- do, deverá demolir a obra, que deu causa ao desmate. b) é de responsabilidade da União e dos Estados, e subsidiariamente dos Municípios, a criação de políticas para a preservação e restauração da vegetação nativa nas áreas urbanas e rurais. c) a Cota de Reserva Ambiental – CRA pode ser transferida, onerosa ou gratuitamente, a pes- soa física ou a pessoa jurídica de direito público ou privado, mediante termo assinado pelo titular da CRA e pelo adquirente. d) é de competência e dever dos Estados, em colaboração com os Municípios, estabelecer uma Política Regional de Manejo e Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incên- dios Florestais. e) é desnecessário o estabelecimento de nexo causal na verificação das responsabilidades por infração pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares. Lei n. 12.651 (Código Florestal), art. 48. A CRA pode ser transferida, onerosa ou gratuitamente, a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito público ou privado, mediante termo assinado pelo titular da CRA e pelo adquirente. a) Errada. Art. 51. O órgão ambiental competente, ao tomar conhecimento do desmatamento em desacordo com o disposto nesta Lei, deverá embargar a obra ou atividade que deu causa ao uso alternativo do solo, como medida administrativa voltada a impedir a continuidade do dano ambiental, propiciar a regeneração do meio ambiente e dar viabilidade à recuperação da área degradada. b) Errada. Art. 1º-A, IV – responsabilidade comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em cola- boração com a sociedade civil, na criação de políticas para a preservação e restauração da vegeta- ção nativa e de suas funções ecológicas e sociais nas áreas urbanas e rurais; (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012). d) Errada. Art. 40. O Governo Federal deverá estabelecer uma Política Nacional de Manejo e Controle de Quei- madas, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, que promova a articulação institucional com vistas na substituição do uso do fogo no meio rural, no controle de queimadas, na prevenção e no combate aos incêndios florestais e no manejo do fogo em áreas naturais protegidas. e) Errada. Art. 38, § 4º É necessário o estabelecimento de nexo causal na verificação das responsabilidades por infração pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 72 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Do Controle do Desmatamento Art. 51. O órgão ambiental competente, ao tomar conhecimento do desmatamento em desa- cordo com o disposto nesta Lei, deverá embargar a obra ou atividade que deu causa ao uso alter- nativo do solo, como medida administrativa voltada a impedir a continuidade do dano ambiental, propiciar a regeneração do meio ambiente e dar viabilidade à recuperação da área degradada. § 1º O embargo restringe-se aos locais onde efetivamente ocorreu o desmatamento ilegal, não alcançando as atividades de subsistência ou as demais atividades realizadas no imóvel não relacionadas com a infração. § 2º O órgão ambiental responsável deverá disponibilizar publicamente as informações so- bre o imóvel embargado, inclusive por meio da rede mundial de computadores, resguardados os dados protegidos por legislação específica, caracterizando o exato local da área embargada e informando em que estágio se encontra o respectivo procedimento administrativo. § 3º A pedido do interessado, o órgão ambiental responsável emitirá certidão em que cons- te a atividade, a obra e a parte da área do imóvel que são objetos do embargo, conforme o caso. 1.3.9. Disposições Transitórias Por fim, a lei previu prazos para que os proprietários e possuidores de áreas rurais possam se adequar à nova realidade. Do mesmo modo, atribuiu-se à União, Estados e Distrito Federal, o dever de implantar Pro- gramas de Regularização Ambiental de posses e propriedades rurais, com o objetivo de ade- quá-las aos termos estabelecidos no Código Florestal. Sobre o Programa de Regularização Ambiental (PRA), houve expressa manifestação do STF no julgamento conjunto da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) n. 42 e das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) n.s 4.901, 4.902, 4.903 e 4.937. Segundo a lei, quem adere a programa não fica sujeito a sanções referentes a infrações cometidas antes do marco temporal de 22 de junho de 2008. O entendimento da Corte foi de que o caso não configura anistia, uma vez que os proprietários continuam sujeitos à punição na hipótese de descumprimento dos ajustes firmados nos termos de compromisso. A regra prevista na norma teria, na verdade, a finalidade de estimular a recuperação de áreas degrada- das. O ponto recebeu interpretação conforme do STF a fim de afastar o risco de prescrição ou decadência da punibilidade no decurso do termo de compromisso assumido pelo proprietário. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br73 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho QUESTÕES DE CONCURSO 012. (VUNESP/2016/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNI- CIPAL) A Lei n. 12.651/2012, que instituiu o “Código Florestal”, foi um marco na legislação brasileira, por tratar da proteção à vegetação nativa. Sobre o que prevê o texto da referida lei, no que tange ao uso ecologicamente sustentável, é correto afirmar que a) os apicuns e salgados podem ser utilizados em atividades de carcinicultura e salinas, desde que, dentre outros requisitos, sejam salvaguardados absolutamente a integridade dos man- guezais arbustivos e dos processos ecológicos essenciais a eles associados, bem como da sua produtividade biológica e condição de berçário de recursos pesqueiros. b) a licença ambiental para explorar apicuns e salgados será de 5 (cinco) anos, renovável se o empreendedor cumprir as exigências da legislação ambiental e do próprio licenciamento, me- diante comprovação semestral, inclusive por mídia fotográfica. c) não estão sujeitos à apresentação de Estudo Prévio de Impacto Ambiental – EPIA e Relatório de Impacto Ambiental – RIMA os novos empreendimentos com área superior a 50 (cinquenta) hectares, vedada a fragmentação do projeto para ocultar ou camuflar seu porte. d) é assegurada a regularização das atividades e empreendimentos de carcinicultura e sali- nas cuja ocupação e implantação tenham ocorrido antes de 22 de julho de 2008, desde que o empreendedor, pessoa física ou jurídica, comprove sua localização em apicum ou salgado, independentemente de se comprometer por termo de compromisso, a proteger a integridade dos manguezais arbustivos adjacentes. e) é vedada a manutenção, licenciamento ou regularização, de ocupação ou exploração irregu- lar em apicum ou salgado, exceto quando tal exploração for para fins de subsistência. Lei n. 12.651/2012. Art. 11-A. (...) § 1º Os apicuns e salgados podem ser utilizados em atividades de carcinicultura e salinas, desde que observados os seguintes requisitos: II – salvaguarda da absoluta integridade dos manguezais arbustivos e dos processos ecológicos essenciais a eles associados, bem como da sua produtividade biológica e condição de berçário de recursos pesqueiros; b) Errada. Art. 11-A. (...) § 2º A licença ambiental, na hipótese deste artigo, será de 5 (cinco) anos, renovável apenas se o empreendedor cumprir as exigências da legislação ambiental e do próprio licenciamen- to, mediante comprovação ANUAL, inclusive por mídia fotográfica. c) Errada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 74 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Art. 11-A. (...) § 3º São sujeitos à apresentação de Estudo Prévio de Impacto Ambiental – EPIA e Relatório de Impacto Ambiental – RIMA os novos empreendimentos: I – com área superior a 50 (cinquenta) hectares, vedada a fragmentação do projeto para ocultar ou camuflar seu porte; d) Errada. Art. 11-A. (...) § 6º É assegurada a regularização das atividades e empreendimentos de carcinicultu- ra e salinas cuja ocupação e implantação tenham ocorrido antes de 22 de julho de 2008, desde que o empreendedor, pessoa física ou jurídica, comprove sua localização em apicum ou salgado e se obri- gue, por termo de compromisso, a proteger a integridade dos manguezais arbustivos adjacentes. e) Errada. Art. 11-A. (...) § 7º É vedada a manutenção, licenciamento ou regularização, em qualquer hipótese ou forma, de ocupação ou exploração irregular em apicum ou salgado, ressalvadas as exceções previstas neste artigo. Exploração para fins de subsistência não está prevista no art. 11-A como exceção. Letra a. 013. (MPE-GO/2019/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA/REAPLICAÇÃO) Segundo o dispos- to na Lei Federal n. 12.651/2012 (Código Florestal), é incorreto afirmar que: a) O corte ou a exploração de espécies nativas plantadas em área de uso alternativo do solo dependem de autorização prévia. b) Entende-se por interesse social as atividades de pesquisa e extração de areia, argila, saibro e cascalho, outorgadas pela autoridade competente. c) Não é permitida a conversão de vegetação nativa para uso alternativo do solo no imóvel rural que possuir área abandonada. d) Não será exigida área de preservação permanente no entorno de reservatórios artificiais de água que não decorram de barramento ou represamento de cursos d’água naturais. a) Errada. Art. 35, § 3º O corte ou a exploração de espécies nativas plantadas em área de uso alternativo do solo serão permitidos independentemente de autorização prévia, devendo o plantio ou refloresta- mento estar previamente cadastrado no órgão ambiental competente e a exploração ser previamen- te declarada nele para fins de controle de origem. b) Certa. Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por: [...] IX – interesse social: [..] O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 75 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho f) as atividades de pesquisa e extração de areia, argila, saibro e cascalho, outorgadas pela autorida- de competente; c) Certa. Art. 28. Não é permitida a conversão de vegetação nativa para uso alternativo do solo no imóvel rural que possuir área abandonada. �d) Certa. Art. 4º Considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei: § 1º Não será exigida Área de Preservação Permanente no entorno de reservatórios artifi- ciais de água que não decorram de barramento ou represamento de cursos d’água naturais. Letra a. 014. (CESPE/2019/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Rafael é proprietário de um imó- vel rural com vegetação de floresta no estado do Pará. Esse imóvel deixou de ter área de reser- va legal porque o proprietário anterior a suprimiu. Nessa situação, Rafael a) não tem obrigação de reflorestar a referida área, porque não foi ele quem causou a degradação. b) deve reflorestar 50% de sua propriedade. c) deve reflorestar 30% de sua propriedade. d) deve reflorestar 80% de sua propriedade. e) deve reflorestar 20% de sua propriedade. Art. 12. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de Reserva Legal, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente, observa- dos os seguintes percentuais mínimos em relação à área do imóvel, excetuados os casos previstos no art. 68 desta Lei: I – localizado na Amazônia Legal: a) 80% (oitenta por cento), no imóvel situado em área de florestas; b) 35% (trinta e cinco por cento), no imóvel situado em área de cerrado; Letra d. 015. (VUNESP/2019/CÂMARA DE MAUÁ-SP/PROCURADOR LEGISLATIVO) Nos termos da Lei n. 12.651/2012, assinale a alternativa correta. a) As restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues, são consideradas Área de Preservação Permanente. b) É vedada a intervenção ou a supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente, ainda que nas hipóteses de interesse social ou de baixo impacto ambiental. c) É dispensada a autorização do órgão ambiental competente para a execução regular de ati- vidade de segurança nacional e obras de interesse da defesa civil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratoresà responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 76 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho d) A inserção do imóvel rural em perímetro urbano definido mediante lei municipal desobriga o proprietário ou posseiro da manutenção da área de Reserva Legal. e) O manejo florestal sustentável da vegetação da Reserva Legal com propósito comercial in- depende de autorização do órgão competente. a) Certa. Nos termos do artigo 4º, VII, da Lei n. 12.651: considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei: VI – as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; b) Errada. É permitida a intervenção em APP nas hipóteses de interesse social, baixo impacto ambiental e utilidade pública. Art. 8º A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto am- biental previstas nesta Lei. c) Errada. A dispensa ocorre apenas em casos de urgência, e não para a execução regular. Art. 7º, § 3º: É dispensada a autorização do órgão ambiental competente para a execução, em cará- ter de urgência, de atividades de segurança nacional e obras de interesse da defesa civil destinadas à prevenção e mitigação de acidentes em áreas urbanas. d) Errada. A inserção de imóvel rural em perímetro urbano não desobriga a manutenção da Área de Reserva legal. Art. 19. A inserção do imóvel rural em perímetro urbano definido mediante lei municipal não deso- briga o proprietário ou posseiro da manutenção da área de Reserva Legal (...) e) Errada. Depende de autorização do órgão competente. Artigo 22 da Lei n. 12.651. Letra a. 016. (FCC/2019/TJ-AL/JUIZ SUBSTITUTO) Suponha que determinado proprietário rural de- seje instituir servidão ambiental na área de sua propriedade, incidente sobre a parcela corres- pondente à reserva legal mínima imposta nos termos do Código Florestal (Lei n. 12.651/2012). Tal pretensão a) será viável se a reserva legal determinada para a região for inferior a vinte por cento da área, devendo a servidão estabelecer as mesmas limitações e restrições ao uso da área impostas por força da reserva legal. b) somente poderá ser acolhida se a servidão for instituída em caráter perpétuo e gratuito e devidamente averbada na matrícula do imóvel. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 77 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho c) poderá ser acolhida, a critério do órgão ambiental competente, desde que a propriedade não esteja localizada em área de proteção permanente. d) afigura-se inviável, eis que a instituição da servidão se dá exclusivamente por ato do poder público, para proibir ou restringir o uso de parcela da propriedade objetivando a preservação dos recursos naturais nela existentes. e) não encontra amparo legal, eis que a servidão ambiental constitui uma limitação voluntária instituída pelo proprietário da área que não substitui ou reduz as limitações impostas pela re- serva legal mínima. Observe-se que, apesar de a questão referir-se à Lei n. 12.651/2012, a resposta encontra-se prevista na Lei n. 6.938/1981. O art. 9º-A da Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, tem a seguinte redação: Art. 9º-A. O proprietário ou possuidor de imóvel, pessoa natural ou jurídica, pode, por instrumento público ou particular ou por termo administrativo firmado perante órgão integrante do Sisnama, limitar o uso de toda a sua propriedade ou de parte dela para preservar, conservar ou recuperar os recursos ambientais existentes, instituindo servidão ambiental. § 1º O instrumento ou termo de instituição da servidão ambiental deve incluir, no mínimo, os seguin- tes itens: I – memorial descritivo da área da servidão ambiental, contendo pelo menos um ponto de amarra- ção georreferenciado; II – objeto da servidão ambiental; III – direitos e deveres do proprietário ou possuidor instituidor; IV – prazo durante o qual a área permanecerá como servidão ambiental. § 2º A servidão ambiental não se aplica às Áreas de Preservação Permanente e à Reserva Legal mínima exigida. (Redação dada pela Lei n. 12.651, de 2012). Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 78 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho GABARITO 12. a 13. a 14. d 15. a 16. e Nilton Coutinho Doutor em Direito Político e Econômico. Procurador do Estado de São Paulo. Aprovado em diversos concursos públicos: Correios, Unesp, Ministério Público, Procuradoria do Estado de São Paulo. Autor de diversos livros jurídicos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 1. Legislação Florestal Brasileira 1.1. Da Gestão de Florestas Públicas 1.2. Do Bioma Mata Atlântica 1.3. Do Código Florestal Brasileiro Questões de Concurso Gabarito AVALIAR 5: Página 79:o uso, a ocupação e a exploração dos recursos ambientais; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho III – a exclusão das unidades de conservação de proteção integral, das reservas de de- senvolvimento sustentável, das reservas extrativistas, das reservas de fauna e das áreas de relevante interesse ecológico, salvo quanto a atividades expressamente admitidas no plano de manejo da unidade de conservação; IV – a exclusão das terras indígenas, das áreas ocupadas por comunidades locais e das áreas de interesse para a criação de unidades de conservação de proteção integral; V – as áreas de convergência com as concessões de outros setores, conforme regulamento; VI – as normas e as diretrizes governamentais relativas à faixa de fronteira e outras áreas consideradas indispensáveis para a defesa do território nacional; VII – as políticas públicas dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Por fim, registre-se que, além do disposto no caput deste artigo, o Paof da União conside- rará os Paofs dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Outras exigências relacionadas ao PAOF: o Paof deverá prever zonas de uso restrito des- tinadas às comunidades locais. O Paof deve conter disposições relativas ao planejamento do monitoramento e fiscalização ambiental a cargo dos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), incluindo a estimativa dos recursos humanos e financeiros necessários para essas atividades. Seção III Do Processo de Outorga da Concessão Florestal Segundo estabelece a lei, o poder concedente publicará, previamente ao edital de licitação, ato justificando a conveniência da concessão florestal, caracterizando seu objeto e a unidade de manejo (art. 12). Do mesmo modo, as licitações para concessão florestal observarão os termos desta Lei e, supletivamente, da legislação própria, respeitados os princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório (art. 13). Modalidades de Licitação em Relação à Concessão Florestal As licitações para concessão florestal serão realizadas na modalidade concorrência e ou- torgadas a título oneroso. Obs.: � Observação importante: § 2º Nas licitações para concessão florestal, é vedada a decla- ração de inexigibilidade prevista no art. 25 da Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Seção IV Do Objeto da Concessão A concessão florestal terá como objeto a exploração de produtos e serviços florestais, contratualmente especificados, em unidade de manejo de floresta pública, com perímetro ge- orreferenciado, registrada no respectivo cadastro de florestas públicas e incluída no lote de concessão florestal (art. 14). Cadastro Nacional de Florestas Públicas A Lei n. 11.284/2006 criou o Cadastro Nacional de Florestas Públicas, interligado ao Siste- ma Nacional de Cadastro Rural. Já o cadastro será integrado pelo Cadastro-Geral de Florestas Públicas da União e pelos cadastros de florestas públicas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Fixação do objeto da concessão florestal: o objeto de cada concessão será fixado no edi- tal, que definirá os produtos florestais e serviços cuja exploração será autorizada. Direitos conferidos ao concessionário: a concessão florestal confere ao concessionário somente os direitos expressamente previstos no contrato de concessão. VEDAÇÕES: é vedada a outorga de qualquer dos seguintes direitos no âmbito da concessão florestal: I – titularidade imobiliária ou preferência em sua aquisição; II – acesso ao patrimônio genético para fins de pesquisa e desenvolvimento, bioprospecção ou constituição de coleções; III – uso dos recursos hídricos acima do especificado como insignificante, nos termos da Lei n. 9.433, de 8 de janeiro de 1997; IV – exploração dos recursos minerais; V – exploração de recursos pesqueiros ou da fauna silvestre; VI – comercialização de créditos decorrentes da emissão evitada de carbono em florestas naturais. Itens excluídos do objeto da concessão: os produtos de uso tradicional e de subsistência para as comunidades locais serão excluídos do objeto da concessão e explicitados no edital, juntamente com a definição das restrições e da responsabilidade pelo manejo das espécies das quais derivam esses produtos, bem como por eventuais prejuízos ao meio ambiente e ao poder concedente. Seção V Do Licenciamento Ambiental Para o uso sustentável da unidade de manejo, será necessário que o poder público conce- da a respectiva licença prévia. Tal licença será requerida pelo órgão gestor mediante a apresentação de relatório ambien- tal preliminar ao órgão ambiental competente integrante do Sistema Nacional do Meio Am- biente – Sisnama. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Do mesmo modo, nos casos potencialmente causadores de significativa degradação do meio ambiente, assim considerados, entre outros aspectos, em função da escala e da inten- sidade do manejo florestal e da peculiaridade dos recursos ambientais, será exigido estudo prévio de impacto ambiental (EIA) para a concessão da licença prévia. Admite-se que o órgão ambiental licenciador opte pela realização de relatório ambiental pre- liminar e EIA de modo a abranger diferentes unidades de manejo integrantes de um mesmo lote de concessão florestal, desde que as unidades se situem no mesmo ecossistema e no mesmo Estado. Custos do relatório ambiental preliminar e do EIA: os custos do relatório ambiental preli- minar e do EIA serão ressarcidos pelo concessionário ganhador da licitação, na forma do art. 24 desta Lei. Com a aprovação da licença prévia, torna-se possível a elaboração do PMFS e, no caso de unidade de manejo inserida no Paof, a licitação para a concessão florestal. Início das atividades florestais na unidade de manejo: o início das atividades florestais na unidade de manejo somente poderá ser efetivado com a aprovação do respectivo PMFS pelo órgão competente do Sisnama e a consequente obtenção da licença de operação pelo concessionário. Obs.: � Observação importante: o processo de licenciamento ambiental para uso sustentável da unidade de manejo compreende a licença prévia e a licença de operação, não apli- cando a exigência de licença de instalação. PMFS O PMFS deverá apresentar área geograficamente delimitada destinada à reserva absoluta, representativa dos ecossistemas florestais manejados, equivalente a, no mínimo, 5% (cinco por cento) do total da área concedida, para conservação da biodiversidade e avaliação e moni- toramento dos impactos do manejo florestal (art. 32). Áreas excluídas do cálculo: • para efeito do cálculo do percentual previsto no caput deste artigo, não serão computa- das as áreas de preservação permanente; • a área de reserva absoluta não poderá ser objetode qualquer tipo de exploração econômica. Paof e Pequenas Empresas Para fins de garantir o direito de acesso às concessões florestais por pessoas jurídicas de pequeno porte, micro e médias empresas, serão definidos no Paof, nos termos de regulamento, lotes de concessão, contendo várias unidades de manejo de tamanhos diversos, estabelecidos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho com base em critérios técnicos, que deverão considerar as condições e as necessidades do setor florestal, as peculiaridades regionais, a estrutura das cadeias produtivas, as infraestrutu- ras locais e o acesso aos mercados (art. 33). Por fim, registre-se que o contrato de concessão referido no art. 27 desta Lei poderá prever o compromisso de investimento mínimo anual do concessionário, destinado à modernização da execução dos PMFS, com vistas na sua sustentabilidade. Seção VI Da Habilitação Art. 19. Além de outros requisitos previstos na Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993, exi- ge-se para habilitação nas licitações de concessão florestal a comprovação de ausência de débitos inscritos na dívida ativa relativos a infração ambiental nos órgãos competentes inte- grantes do Sisnama e ausência de decisões condenatórias, com trânsito em julgado, em ações penais relativas a crime contra o meio ambiente ou a ordem tributária ou a crime previdenciá- rio, observada a reabilitação de que trata o art. 93 do Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. Requisitos para Habilitação Somente poderão ser habilitadas nas licitações para concessão florestal empresas ou ou- tras pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administra- ção no País. Seção VII Do Edital de Licitação O que deve conter no edital de licitação no caso de concessões florestais? O edital de licitação será elaborado pelo poder concedente, observados os critérios e as normas gerais da Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993, e conterá, especialmente: I – o objeto, com a descrição dos produtos e dos serviços a serem explorados; II – a delimitação da unidade de manejo, com localização e topografia, além de mapas e imagens de satélite e das informações públicas disponíveis sobre a unidade; III – os resultados do inventário amostral; IV – o prazo da concessão e as condições de prorrogação; V – a descrição da infraestrutura disponível; VI – as condições e datas para a realização de visitas de reconhecimento das unidades de manejo e levantamento de dados adicionais; VII – a descrição das condições necessárias à exploração sustentável dos produtos e ser- viços florestais; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho VIII – os prazos para recebimento das propostas, julgamento da licitação e assinatura do contrato; IX – o período, com data de abertura e encerramento, o local e o horário em que serão fornecidos aos interessados os dados, estudos e projetos necessários à elaboração dos orça- mentos e apresentação das propostas; X – os critérios e a relação dos documentos exigidos para a aferição da capacidade técni- ca, da idoneidade financeira e da regularidade jurídica e fiscal; XI – os critérios, os indicadores, as fórmulas e parâmetros a serem utilizados no julgamen- to da proposta; XII – o preço mínimo da concessão e os critérios de reajuste e revisão;4 XIII – a descrição das garantias financeiras e dos seguros exigidos; XIV – as características dos bens reversíveis, incluindo as condições em que se encontram aqueles já existentes; XV – as condições de liderança da empresa ou pessoa jurídica responsável, na hipótese em que for permitida a participação de consórcio; XVI – a minuta do respectivo contrato, que conterá as cláusulas essenciais referidas no art. 30 desta Lei; XVII – as condições de extinção do contrato de concessão. Necessidade de audiência pública: o edital será submetido à audiência pública previamen- te ao seu lançamento, nos termos do art. 8º desta Lei. Modalidades de Garantia São modalidades de garantia: I – caução em dinheiro; II – títulos da dívida pública emitidos sob a forma escritural, mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil, e avaliados pelos seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério da Fazenda; III – seguro-garantia; IV – fiança bancária; V – outras admitidas em lei. Regras especiais: para concessão florestal a pessoa jurídica de pequeno porte, microem- presas e associações de comunidades locais, serão previstas em regulamento formas alterna- tivas de fixação de garantias e preços florestais (art. 21, § 3º). 4 Estas garantias incluirão a cobertura de eventuais danos causados ao meio ambiente, ao erário e a terceiros e poderão incluir, nos termos de regulamento, a cobertura do desempenho do concessionário em termos de produção florestal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Participação de Pessoa Jurídica em Consórcio Quando permitida na licitação a participação de pessoa jurídica em consórcio, observar-se-ão, adicionalmente aos requisitos referidos no art. 19 desta Lei, os seguintes requisitos: I – comprovação de compromisso, público ou particular, de constituição de consórcio, subscrito pelas consorciadas; II – indicação da empresa-líder, que deverá atender às condições de liderança estipuladas no edital e será a representante das consorciadas perante o poder concedente; III – apresentação dos documentos de que trata o inciso X do caput do art. 20 desta Lei, por parte de cada consorciada; IV – comprovação de cumprimento da exigência constante do inciso XV do caput do art. 20 desta Lei; V – impedimento de participação de empresas consorciadas na mesma licitação, por inter- médio de mais de 1 (um) consórcio ou isoladamente. Obrigações do Vencedor O licitante vencedor ficará obrigado a promover, antes da celebração do contrato, a cons- tituição e registro do consórcio, nos termos do compromisso referido no inciso I do caput deste artigo. A pessoa jurídica líder do consórcio é responsável pelo cumprimento do contrato de con- cessão perante o poder concedente, sem prejuízo da responsabilidade solidária das demais consorciadas. Obs.: � É facultado ao poder concedente, desde que previsto no edital, determinar que o lici- tante vencedor, no caso de consórcio, constitua-se em empresa antes da celebração do contrato (art. 23). Princípio da Publicidade Segundo estabelece o art. 24, os estudos, levantamentos, projetos, obras, despesas ou investimentos já efetuados na unidade de manejo e vinculados ao processo de licitação para concessão, realizados pelo poder concedente ou com a sua autorização, estarão à disposição dos interessados. Do mesmo modo, é assegurado a qualquer pessoa o acesso aos contratos, decisões ou pareceres relativos à licitação ou às próprias concessões.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Seção VIII Dos Critérios de Seleção No julgamento da licitação, a melhor proposta será considerada em razão da combinação dos seguintes critérios: I – o maior preço ofertado como pagamento ao poder concedente pela outorga da conces- são florestal; II – a melhor técnica, considerando: a) o menor impacto ambiental; b) os maiores benefícios sociais diretos; c) a maior eficiência; d) a maior agregação de valor ao produto ou serviço florestal na região da concessão. Propostas manifestamente inexequíveis ou financeiramente incompatíveis: o poder con- cedente recusará propostas manifestamente inexequíveis ou financeiramente incompatíveis com os objetivos da licitação. Seção IX Do Contrato de Concessão Uma vez concluído o processo de licitação, parte-se para a fase de assinatura do contrato de concessão pelo licitante vencedor. Assim, nos termos da referida lei, para cada unidade de manejo licitada, será assinado um contrato de concessão exclusivo com um único concessionário, que será responsável por todas as obrigações nele previstas, além de responder pelos prejuízos causados ao poder concedente, ao meio ambiente ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelos órgãos competentes exclua ou atenue essa responsabilidade. Contratação de Terceiros pelo Concessionário O concessionário poderá contratar terceiros para o desenvolvimento de atividades ineren- tes ou subsidiárias ao manejo florestal sustentável dos produtos e à exploração dos serviços florestais concedidos. Contudo, as contratações, inclusive de mão de obra, feitas pelo concessionário serão re- gidas pelo direito privado, não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros contratados pelo concessionário e o poder concedente. Acrescente-se, ainda, que a execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe o cumprimento das normas regulamentares relacionadas a essas atividades. Pergunta: É possível a subconcessão na concessão florestal? Resposta: Não, pois a lei veda expressamente a subconcessão na concessão florestal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Hipótese de Rescisão do Contrato A transferência do controle societário do concessionário sem prévia anuência do poder concedente implicará a rescisão do contrato e a aplicação das sanções contratuais, sem pre- juízo da execução das garantias oferecidas. Hipótese de Transferência do Controle Societário sem Rescisão do Contrato Para fins de obtenção da anuência para transferência do controle societário do concessio- nário, o pretendente deverá: I – atender às exigências da habilitação estabelecidas para o concessionário; II – comprometer-se a cumprir todas as cláusulas do contrato em vigor. Garantias para os Contratos Nos contratos de financiamento, os concessionários poderão oferecer em garantia os di- reitos emergentes da concessão, até o limite que não comprometa a operacionalização e a continuidade da execução, pelo concessionário, do PMFS ou das demais atividades florestais. Cláusulas Essenciais do Contrato (Art. 30) São cláusulas essenciais do contrato de concessão as relativas: I – ao objeto, com a descrição dos produtos e dos serviços a serem explorados e da unida- de de manejo; II – ao prazo da concessão; III – ao prazo máximo para o concessionário iniciar a execução do PMFS; IV – ao modo, à forma, às condições e aos prazos da realização das auditorias florestais; V – ao modo, à forma e às condições de exploração de serviços e prática do manejo florestal; VI – aos critérios, aos indicadores, às fórmulas e aos parâmetros definidores da qualidade do meio ambiente; VII – aos critérios máximos e mínimos de aproveitamento dos recursos florestais; VIII – às ações de melhoria e recuperação ambiental na área da concessão e seu entorno assumidas pelo concessionário; IX – às ações voltadas ao benefício da comunidade local assumidas pelo concessionário; X – aos preços e aos critérios e procedimentos para reajuste e revisão; XI – aos direitos e às obrigações do poder concedente e do concessionário, inclusive os relacionados a necessidades de alterações futuras e modernização, aperfeiçoamento e am- pliação dos equipamentos, infraestrutura e instalações; XII – às garantias oferecidas pelo concessionário; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho XIII – à forma de monitoramento e avaliação das instalações, dos equipamentos, dos mé- todos e práticas de execução do manejo florestal sustentável e exploração de serviços; XIV – às penalidades contratuais e administrativas a que se sujeita o concessionário e sua forma de aplicação; XV – aos casos de extinção do contrato de concessão; XVI – aos bens reversíveis; XVII – às condições para revisão e prorrogação; XVIII – à obrigatoriedade, à forma e à periodicidade da prestação de contas do concessio- nário ao poder concedente; XIX – aos critérios de bonificação para o concessionário que atingir melhores índices de desempenho socioambiental que os previstos no contrato, conforme regulamento; XX – ao foro e ao modo amigável de solução das divergências contratuais. Exercício do Poder de Polícia No exercício da fiscalização, o órgão gestor terá acesso aos dados relativos à administra- ção, contabilidade, recursos técnicos, econômicos e financeiros do concessionário, respeitan- do-se os limites do sigilo legal ou constitucionalmente previsto. Obs.: � Sem prejuízo das atribuições dos órgãos do Sisnama responsáveis pelo controle e fiscalização ambiental, o órgão gestor poderá suspender a execução de atividades desenvolvidas em desacordo com o contrato de concessão, devendo, nessa hipótese, determinar a imediata correção das irregularidades identificadas. Obrigações do Concessionário Incumbe ao concessionário: I – elaborar e executar o PMFS, conforme previsto nas normas técnicas aplicáveis e espe- cificações do contrato; II – evitar ações ou omissões passíveis de gerar danos ao ecossistema ou a qualquer de seus elementos; III – informar imediatamente a autoridade competente no caso de ações ou omissões pró- prias ou de terceiros ou fatos que acarretem danos ao ecossistema, a qualquer de seus ele- mentos ou às comunidades locais; IV – recuperar as áreas degradadas, quando identificado o nexo de causalidade entre suas ações ou omissões e os danos ocorridos, independentemente de culpa ou dolo, sem prejuízo das responsabilidades contratuais, administrativas, civis ou penais; V – cumprir e fazer cumprir as normas de manejo florestal, as regras de exploração de ser- viços e as cláusulas contratuais da concessão; VI – garantir a execução do ciclo contínuo, iniciada dentro do prazo máximo fixado no edital; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução,cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho VII – buscar o uso múltiplo da floresta, nos limites contratualmente definidos e observadas as restrições aplicáveis às áreas de preservação permanente e as demais exigências da legis- lação ambiental; VIII – realizar as benfeitorias necessárias na unidade de manejo; IX – executar as atividades necessárias à manutenção da unidade de manejo e da in- fraestrutura; X – comercializar o produto florestal auferido do manejo; XI – executar medidas de prevenção e controle de incêndios; XII – monitorar a execução do PMFS; XIII – zelar pela integridade dos bens e benfeitorias vinculados à unidade de manejo concedida; XIV – manter atualizado o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão; XV – elaborar e disponibilizar o relatório anual sobre a gestão dos recursos florestais ao órgão gestor, nos termos definidos no contrato; XVI – permitir amplo e irrestrito acesso aos encarregados da fiscalização e auditoria, a qualquer momento, às obras, aos equipamentos e às instalações da unidade de manejo, bem como à documentação necessária para o exercício da fiscalização; XVII – realizar os investimentos ambientais e sociais definidos no contrato de concessão. Benfeitorias As benfeitorias permanentes reverterão sem ônus ao titular da área ao final do contrato de concessão, ressalvados os casos previstos no edital de licitação e no contrato de concessão. Obrigações do Concessionário ao Fim do Contrato Findo o contrato de concessão, o concessionário fica obrigado a devolver a unidade de manejo ao poder concedente nas condições previstas no contrato de concessão, sob pena de aplicação das devidas sanções contratuais e administrativas, bem como da responsabilização nas esferas penal e civil, inclusive a decorrente da Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Prazo dos Contratos de Concessão O prazo dos contratos de concessão florestal será estabelecido de acordo com o ciclo de colheita ou exploração, considerando o produto ou grupo de produtos com ciclo mais longo incluído no objeto da concessão, podendo ser fixado prazo equivalente a, no mínimo, um ciclo e, no máximo, 40 (quarenta) anos. Obs.: � O prazo dos contratos de concessão exclusivos para exploração de serviços florestais será de, no mínimo, 5 (cinco) e, no máximo, 20 (vinte) anos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Seção X Dos Preços Florestais O art. 36 determina que o regime econômico e financeiro da concessão florestal, conforme estabelecido no respectivo contrato, compreende: I – o pagamento de preço calculado sobre os custos de realização do edital de licitação da concessão florestal da unidade de manejo5; II – o pagamento de preço, não inferior ao mínimo definido no edital de licitação, calculado em função da quantidade de produto ou serviço auferido do objeto da concessão ou do fatu- ramento líquido ou bruto; III – a responsabilidade do concessionário de realizar outros investimentos previstos no edital e no contrato; IV – a indisponibilidade, pelo concessionário, salvo disposição contratual, dos bens consi- derados reversíveis. Preço Mínimo A definição do preço mínimo no edital deverá considerar: I – o estímulo à competição e à concorrência; II – a garantia de condições de competição do manejo em terras privadas; III – a cobertura dos custos do sistema de outorga; IV – a geração de benefícios para a sociedade, aferidos inclusive pela renda gerada; V – o estímulo ao uso múltiplo da floresta; VI – a manutenção e a ampliação da competitividade da atividade de base florestal; VII – as referências internacionais aplicáveis. Será fixado, nos termos de regulamento, valor mínimo a ser exigido anualmente do concessio- nário, independentemente da produção ou dos valores por ele auferidos com a exploração do objeto da concessão. Obs.: � O valor mínimo integrará os pagamentos anuais devidos pelo concessionário para efeito do pagamento do preço referido no inciso II do caput deste artigo. Distribuição dos Recursos Os recursos financeiros oriundos dos preços da concessão florestal de unidades localiza- das em áreas de domínio da União serão distribuídos da seguinte forma: I – o valor referido no § 3º do art. 36 desta Lei será destinado: a) 70% (setenta por cento) ao órgão gestor para a execução de suas atividades; 5 O preço referido no inciso I do caput deste artigo será definido no edital de licitação e poderá ser parcelado em até 1 (um) ano, com base em critérios técnicos e levando-se em consideração as peculiaridades locais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho b) 30% (trinta por cento) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, para utilização restrita em atividades de controle e fiscalização ambien- tal de atividades florestais, de unidades de conservação e do desmatamento; II – o preço pago, excluído o valor mencionado no inciso I do caput deste artigo, terá a se- guinte destinação: a) Estados: 30% (trinta por cento), destinados proporcionalmente à distribuição da floresta pú- blica outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utilização sustentá- vel dos recursos florestais, sempre que o ente beneficiário cumprir com a finalidade deste aporte; b) Municípios: 30% (trinta por cento), destinados proporcionalmente à distribuição da flo- resta pública outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utiliza- ção sustentável dos recursos florestais, sempre que o ente beneficiário cumprir com a finali- dade deste aporte; c) Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – FNDF: 40% (quarenta por cento). Distribuição dos Recursos Financeiros Oriundos de Concessões Florestais de Unidades de Conservação Quando os recursos financeiros forem oriundos dos preços da concessão florestal de uni- dades localizadas em florestas nacionais criadas pela União nos termos do art. 17 da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000, serão distribuídos da seguinte forma: I – o valor referido no § 3º do art. 36 desta Lei será destinado ao órgão gestor para a exe- cução de suas atividades; II – o preço pago, excluído o valor mencionado no inciso I do caput deste artigo, terá a se- guinte destinação: a) Instituto Chico Mendes: 40% (quarenta por cento), para utilização restrita na gestão das unidades de conservação de uso sustentável; (Redação dada pela Lei n. 11.516, 2007) b) Estados: 20% (vinte por cento), destinados proporcionalmente à distribuição da floresta pú- blica outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utilização sustentá- vel dos recursos florestais, sempre que o ente beneficiário cumprir com a finalidade deste aporte; c) Municípios: 20% (vinte por cento), destinados proporcionalmente à distribuição da floresta pública outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utilização susten- tável dos recursos florestais, sempre que o ente beneficiário cumprir com a finalidade deste aporte; d) FNDF: 20% (vinte porcento). Obs.: � 1. O repasse dos recursos a Estados e Municípios previsto neste artigo será condicio- nado à instituição de conselho de meio ambiente pelo respectivo ente federativo, com participação social, e à aprovação, por este conselho: � I – do cumprimento das metas relativas à aplicação desses recursos referentes ao ano anterior; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Obs.: � II – da programação da aplicação dos recursos do ano em curso. � 2. Adicionalmente aos recursos previstos na alínea c do inciso II do caput (Municípios) e na alínea “d” do inciso II do § 1º (programação da aplicação dos recursos do ano em curso) constituem recursos do FNDF a reversão dos saldos anuais não aplicados, doações realizadas por entidades nacionais ou internacionais, públicas ou privadas, e outras fontes de recursos que lhe forem especificamente destinadas, inclusive orça- mentos compartilhados com outros entes da Federação. Movimentação dos Recursos Financeiros Os recursos financeiros oriundos dos preços de cada concessão florestal da União serão depositados e movimentados exclusivamente por intermédio dos mecanismos da conta única do Tesouro Nacional, na forma do regulamento (art. 40). O Tesouro Nacional, trimestralmente, repassará aos Estados e Municípios os recursos re- cebidos de acordo com o previsto nas alíneas “a” e “b” do inciso II do caput e nas alíneas “b” e “c” do inciso II do § 1º, ambos do art. 39 desta Lei. O Órgão Central de Contabilidade da União editará as normas gerais relativas à consolida- ção das contas públicas aplicáveis aos recursos financeiros oriundos da concessão florestal e à sua distribuição. Seção XI Do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal A referida lei criou o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), de natureza contábil, gerido pelo órgão gestor federal, destinado a fomentar o desenvolvimento de ativi- dades sustentáveis de base florestal no Brasil e a promover a inovação tecnológica do setor. • Os recursos do FNDF somente poderão ser destinados a projetos de órgãos e entidades públicas, ou de entidades privadas sem fins lucrativos. • A aplicação dos recursos do FNDF nos projetos de que trata o inciso I do § 1º deste ar- tigo será feita prioritariamente em entidades públicas de pesquisa. • A aplicação dos recursos do FNDF nos projetos de que trata o § 1º deste artigo poderá abranger comunidades indígenas, sem prejuízo do atendimento de comunidades locais e outros beneficiários e observado o disposto no § 7º deste artigo. Aplicação dos Recursos Segundo estabelece a lei, os recursos do FNDF serão aplicados prioritariamente em proje- tos nas seguintes áreas: I – pesquisa e desenvolvimento tecnológico em manejo florestal; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho II – assistência técnica e extensão florestal; III – recuperação de áreas degradadas com espécies nativas; IV – aproveitamento econômico racional e sustentável dos recursos florestais; V – controle e monitoramento das atividades florestais e desmatamentos; VI – capacitação em manejo florestal e formação de agentes multiplicadores em ativida- des florestais; VII – educação ambiental; VIII – proteção ao meio ambiente e conservação dos recursos naturais. Conselho Consultivo O FNDF contará com um conselho consultivo, com participação dos entes federativos e da sociedade civil, com a função de opinar sobre a distribuição dos seus recursos e a avaliação de sua aplicação. Seção XII Das Auditorias Florestais Sem prejuízo das ações de fiscalização ordinárias, as concessões serão submetidas a au- ditorias florestais, de caráter independente, em prazos não superiores a 3 (três) anos, cujos custos serão de responsabilidade do concessionário. Observe-se que, em casos excepcionais, previstos no edital de licitação, nos quais a escala da atividade florestal torne inviável o pagamento dos custos das auditorias florestais pelo con- cessionário, o órgão gestor adotará formas alternativas de realização das auditorias, conforme regulamento. Conclusões das Auditorias As auditorias apresentarão suas conclusões em um dos seguintes termos: I – constatação de regular cumprimento do contrato de concessão, a ser devidamente va- lidada pelo órgão gestor; II – constatação de deficiências sanáveis, que condiciona a manutenção contratual ao sa- neamento de todos os vícios e irregularidades verificados, no prazo máximo de 6 (seis) meses; III – constatação de descumprimento, que, devidamente validada, implica a aplicação de sanções segundo sua gravidade, incluindo a rescisão contratual, conforme esta Lei. Auditorias por Entidades Admite-se a realização de auditorias florestais por entidades, desde que tenham sido reco- nhecidas em ato administrativo do órgão gestor. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Fiscalização pela População Qualquer pessoa física ou jurídica, de forma justificada e devidamente assistida por pro- fissionais habilitados, poderá fazer visitas de comprovação às operações florestais de campo, sem obstar o regular desenvolvimento das atividades, observados os seguintes requisitos: I – prévia obtenção de licença de visita no órgão gestor; II – programação prévia com o concessionário. Seção XIII Da Extinção da Concessão Segundo estabelece o art. 44, extingue-se a concessão florestal por qualquer das seguin- tes causas: I – esgotamento do prazo contratual; II – rescisão; III – anulação; IV – falência ou extinção do concessionário e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual; V – desistência e devolução, por opção do concessionário, do objeto da concessão. Obs.: � A extinção da concessão pelas causas previstas nos incisos II, IV e V do caput deste artigo autoriza o poder concedente a executar as garantias contratuais, sem prejuí- zo da responsabilidade civil por danos ambientais prevista na Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Uma vez extinta a concessão, retornam ao titular da floresta pública todos os bens rever- síveis, direitos e privilégios transferidos ao concessionário, conforme previsto no edital e esta- belecido em contrato. A extinção da concessão autoriza, independentemente de notificação prévia, a ocupação das instalações e a utilização, pelo titular da floresta pública, de todos os bens reversíveis. A devolução de áreas não implicará ônus para o poder concedente, nem conferirá ao con- cessionário qualquer direito de indenização pelos bens reversíveis, os quais passarão à pro- priedade do poder concedente. Em qualquer caso de extinção da concessão, o concessionário fará, por sua conta exclusi- va, a remoção dos equipamentos e bens que não sejam objetos de reversão, ficando obrigado a reparar ou indenizar os danos decorrentes de suas atividades e praticar os atos de recupera- ção ambiental determinados pelos órgãos competentes.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho Consequências da Inexecução Total ou Parcial do Contrato A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a res- cisão da concessão, a aplicação das sanções contratuais e a execução das garantias, sem pre- juízo da responsabilidade civil por danos ambientais prevista na Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, e das devidas sanções nas esferas administrativa e penal. Rescisão Unilateral A rescisão da concessão poderá ser efetuada unilateralmente pelo poder conceden- te, quando: I – o concessionário descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais e regulamen- tares concernentes à concessão; II – o concessionário descumprir o PMFS, de forma que afete elementos essenciais de proteção do meio ambiente e a sustentabilidade da atividade; III – o concessionário paralisar a execução do PMFS por prazo maior que o previsto em contrato, ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior, ou as que, com anuência do órgão gestor, visem à proteção ambiental; IV – descumprimento, total ou parcial, da obrigação de pagamento dos preços florestais; V – o concessionário perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais para manter a regular execução do PMFS; VI – o concessionário não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos devi- dos prazos; VII – o concessionário não atender a notificação do órgão gestor no sentido de regularizar o exercício de suas atividades; VIII – o concessionário for condenado em sentença transitada em julgado por crime contra o meio ambiente ou a ordem tributária, ou por crime previdenciário; IX – ocorrer fato superveniente de relevante interesse público que justifique a rescisão, mediante lei autorizativa específica, com indenização das parcelas de investimento ainda não amortizadas vinculadas aos bens reversíveis que tenham sido realizados; X – o concessionário submeter trabalhadores a condições degradantes de trabalho ou análogas à de escravo ou explorar o trabalho de crianças e adolescentes. Processo Administrativo para a Rescisão do Contrato de Concessão A rescisão do contrato de concessão deverá ser precedida da verificação de processo ad- ministrativo, assegurado o direito de ampla defesa. Não será instaurado processo administrativo de inadimplência antes da notificação do concessionário e a fixação de prazo para correção das falhas e transgressões apontadas. 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Possibilidade da instituição de seguro para cobertura da indenização: segundo estabelece a lei, o Poder Público poderá instituir seguro para cobertura da indenização no caso de fato superveniente de relevante interesse público que justifique a rescisão. Desistência do Contrato de Concessão Segundo estabelece a lei (art. 46), a desistência é o ato formal, irrevogável e irretratável pelo qual o concessionário manifesta seu desinteresse pela continuidade da concessão. A desistência é condicionada à aceitação expressa do poder concedente e dependerá de avaliação prévia do órgão competente para determinar o cumprimento ou não do PMFS, devendo assumir o desistente o custo dessa avaliação e, conforme o caso, as obrigações emergentes. A desistência não desonerará o concessionário de suas obrigações com terceiros. Rescisão do contrato de concessão por iniciativa do concessionário: o contrato de con- cessão poderá ser rescindido por iniciativa do concessionário, no caso de descumprimento das normas contratuais pelo poder concedente, mediante ação judicial especialmente intenta- da para esse fim. Seção XIV Das Florestas Nacionais, Estaduais e Municipais Em relação às concessões em florestas nacionais, estaduais e municipais, tem-se que es- tas devem observar o disposto nesta Lei, na Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000, e no Plano de Manejo da Unidade de Conservação. Do mesmo modo, a inserção de unidades de manejo das florestas nacionais, estaduais e municipais no Paof requer prévia autorização do órgão gestor da unidade de conservação. Os recursos florestais das unidades de manejo de florestas nacionais, estaduais e munici- pais somente serão objeto de concessão após aprovação do plano de manejo da unidade de conservação, nos termos da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000. Para a elaboração do edital e do contrato de concessão florestal das unidades de manejo em florestas nacionais, estaduais e municipais, ouvir-se-á o respectivo conselho consultivo, constituído nos termos do art. 17, § 5º, da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000, o qual acompa- nhará todas as etapas do processo de outorga. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho TÍTULO III DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA GESTÃO E FISCALIZAÇÃO CAPÍTULO I DO PODER CONCEDENTE Art. 49. Cabe ao poder concedente, no âmbito de sua competência, formular as estraté- gias, políticas, planos e programas para a gestão de florestas públicas e, especialmente: (Vide Decreto n. 10.347, de 2020) I – definir o Paof; II – ouvir o órgão consultivo sobre a adoção de ações de gestão de florestas públicas, bem como sobre o Paof; III – definir as áreas a serem submetidas à concessão florestal; IV – estabelecer os termos de licitação e os critérios de seleção; V – publicar editais, julgar licitações, promover os demais procedimentos licitatórios, defi- nir os critérios para formalização dos contratos para o manejo florestal sustentável e celebrar os contratos de concessão florestal; VI – planejar ações voltadas à disciplina do mercado no setor florestal, quando couber. Possibilidade de delegação: no exercício da competência referida nos incisos IV e V do caput deste artigo, o poder concedente poderá delegar ao órgão gestor a operacionalização dos procedimentos licitatórios e a celebração de contratos, nos termos do regulamento. No âmbito federal, o Ministério do Meio Ambiente exercerá as competências definidas neste artigo. CAPÍTULO II DOS ÓRGÃOS DO SISNAMA RESPONSÁVEIS PELO CONTROLE E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL Atribuições dos Órgãos do Sisnama Art. 50. Caberá aos órgãos do Sisnama responsáveis pelo controle e fiscalização ambien- tal das atividades florestais em suas respectivas jurisdições: I – fiscalizar e garantir a proteção das florestas públicas; II – efetuar em qualquer momento, de ofício, por solicitação da parte ou por denúncia de terceiros, fiscalização da unidade de manejo, independentemente de prévianotificação; III – aplicar as devidas sanções administrativas em caso de infração ambiental; IV – expedir a licença prévia para uso sustentável da unidade de manejo das respectivas florestas públicas e outras licenças de sua competência; V – aprovar e monitorar o PMFS da unidade de manejo das respectivas florestas públicas. 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Possibilidade de delegação pelos órgãos seccionais (estaduais) e locais (municipais): os órgãos seccionais e locais podem delegar ao Ibama, mediante convênio ou acordo de coopera- ção, a aprovação e o monitoramento do PMFS das unidades de manejo das florestas públicas estaduais ou municipais e outras atribuições. CAPÍTULO III DO ÓRGÃO CONSULTIVO Comissão de Gestão de Florestas Públicas Sem prejuízo das atribuições do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), fica insti- tuída a Comissão de Gestão de Florestas Públicas, no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, de natureza consultiva, com as funções de exercer, na esfera federal, as atribuições de órgão consultivo previstas por esta Lei e, especialmente: I – assessorar, avaliar e propor diretrizes para gestão de florestas públicas da União; II – manifestar-se sobre o Paof da União; III – exercer as atribuições de órgão consultivo do SFB. Parágrafo único. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disporão sobre o órgão competente para exercer as atribuições de que trata este Capítulo nas respectivas esferas de atuação. Composição da Comissão de Gestão de Florestas A Comissão de Gestão de Florestas Públicas será composta por representantes do Poder Público, dos empresários, dos trabalhadores, da comunidade científica, dos movimentos so- ciais e das organizações não governamentais, e terá sua composição e seu funcionamento definidos em regulamento. Os membros da Comissão de Gestão de Florestas Públicas exercem função não re- munerada de interesse público relevante, com precedência, na esfera federal, sobre quais- quer cargos públicos de que sejam titulares e, quando convocados, farão jus a transporte e diárias. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho CAPÍTULO IV DO ÓRGÃO GESTOR Atribuições Art. 53. Caberá aos órgãos gestores federal, estaduais e municipais, no âmbito de suas competências: I – elaborar proposta de Paof, a ser submetida ao poder concedente; II – disciplinar a operacionalização da concessão florestal; III – solicitar ao órgão ambiental competente a licença prévia prevista no art. 18 desta Lei; IV – elaborar inventário amostral, relatório ambiental preliminar e outros estudos; V – publicar editais, julgar licitações, promover os demais procedimentos licitatórios, inclusi- ve audiência e consulta pública, definir os critérios para formalização dos contratos e celebrá-los com concessionários de manejo florestal sustentável, quando delegado pelo poder concedente; VI – gerir e fiscalizar os contratos de concessão florestal; VII – dirimir, no âmbito administrativo, as divergências entre concessionários, produtores independentes e comunidades locais; VIII – controlar e cobrar o cumprimento das metas fixadas no contrato de concessão; IX – fixar os critérios para cálculo dos preços de que trata o art. 36 desta Lei e proceder à sua revisão e reajuste na forma desta Lei, das normas pertinentes e do contrato; X – cobrar e verificar o pagamento dos preços florestais e distribuí-los de acordo com esta Lei; XI – acompanhar e intervir na execução do PMFS, nos casos e condições previstos nesta Lei; XII – fixar e aplicar as penalidades administrativas e contratuais impostas aos conces- sionários, sem prejuízo das atribuições dos órgãos do Sisnama responsáveis pelo controle e fiscalização ambiental; XIII – indicar ao poder concedente a necessidade de extinção da concessão, nos casos previstos nesta Lei e no contrato; XIV – estimular o aumento da qualidade, produtividade, rendimento e conservação do meio ambiente nas áreas sob concessão florestal; XV – dispor sobre a realização de auditorias florestais independentes, conhecer seus resul- tados e adotar as medidas cabíveis, conforme o resultado; XVI – disciplinar o acesso às unidades de manejo; XVII – atuar em estreita cooperação com os órgãos de defesa da concorrência, com vistas em impedir a concentração econômica nos serviços e produtos florestais e na promoção da concorrência; XVIII – incentivar a competitividade e zelar pelo cumprimento da legislação de defesa da con- corrência, monitorando e acompanhando as práticas de mercado dos agentes do setor florestal; XIX – efetuar o controle prévio eª posteriori de atos e negócios jurídicos a serem celebra- dos entre concessionários, impondo-lhes restrições à mútua constituição de direitos e obriga- ções, especialmente comerciais, incluindo a abstenção do próprio ato ou contrato ilegal; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRE LUIS FREGAPANI LEITE - 00220142254, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 79www.grancursosonline.com.br Legislação Florestal Brasileira DIREITO AMBIENTAL Nilton Coutinho XX – conhecer e julgar recursos em procedimentos administrativos; XXI – promover ações para a disciplina dos mercados de produtos florestais e seus deriva- dos, em especial para controlar a competição de produtos florestais de origem não sustentável; XXII – reconhecer em ato administrativo as entidades que poderão realizar auditorias florestais; XXIII – estimular a agregação de valor ao produto florestal na região em que for explorado. Relatório O órgão gestor deverá encaminhar ao poder concedente, ao Poder Legislativo e ao conse- lho de meio ambiente, nas respectivas esferas de governo, relatório anual sobre as concessões outorgadas, o valor dos preços florestais, a situação de adimplemento dos concessionários, os PMFS e seu estado de execução, as vistorias e auditorias florestais realizadas e os respectivos resultados, assim como as demais informações relevantes sobre o efetivo cumprimento dos objetivos da gestão de florestas públicas. O relatório relativo às concessões florestais da União deverá ser encaminhado ao Conama e ao Congresso Nacional até 31 de março de cada ano. Atribuições do Conama e dos Órgãos Seccionais e Locais Caberá ao Conama, considerando as informações contidas no relatório acima menciona- do, manifestar-se sobre a adequação do sistema de concessões florestais e de seu monitora- mento e sugerir os aperfeiçoamentos necessários. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disporão sobre o órgão competente para exercer as atribuições de que trata este Capítulo nas respectivas esferas de atuação. TÍTULO IV DO SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO CAPÍTULO I DA CRIAÇÃO DO SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO O SFB