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A PELE - PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ANATOMIA E FISIOLOGIA OBJETIVO Fornecer aos profissionais que atuam com estética informações importantes da anatomia e fisiologia da pele humana, de maneira clara e objetiva. Entendemos que cada vez mais, em nosso meio profissional, o conhecimento da pele está inteiramente ligado aos procedimentos estéticos adotados, bem como aos resultados satisfatórios de caráter relativamente permanente. Por isso, elucidar os princípios básicos de anatomia e fisiologia do tegumento irá ajudar o profissional a responder as questões do cotidiano e a criar possibilidades entre a atividade clínica e a pesquisa científica na área cosmética. Em virtude dos conhecimentos específicos necessários para a prática, procuramos reunir neste texto conceitos e bases da organização estrutural e funcional da epiderme, derme e hipoderme, a fim de acrescentar o conteúdo necessário para o atendimento de afecções na área da estética. INTRODUÇÃO A pele é de extrema importância, não só como estética, mas também como órgão funcional. Recobre totalmente o corpo, e seus limites são os orifícios externos dos tratos auditivo, respiratório, digestório e urogenital. Por revestir externamente nosso organismo e ser o órgão mais acessível à observação, a pele não representa apenas um invólucro corporal quanto ao aspecto de autoimagem; é também um órgão funcional vital ligado à saúde do indivíduo. Destaca-se, ainda, como um órgão imunológico, em virtude dos elementos celulares que nela estão contidos: queratinócitos, mastócitos e células dendríticas, que agem como proteção contra os agentes agressores internos e externos, protegendo o organismo contra injúrias teciduais. Constitui- se de matéria orgânica altamente flexível, autorrenovável e extremamente especializada. Estruturalmente é a combinação de quatro tecidos fundamentais: o epitelial, o muscular, o conectivo (ou conjuntivo) e o nervoso. A pele representa o órgão de maior peso corporal, tendo, em média, 15% do valor total do peso do indivíduo, com área em torno de 1,5 m2 no adulto médio normal. Está situada acima do tecido gorduroso, das fáscias, dos músculos e dos ossos. Amplamente desenvolvida e com característica dinâmica, apresenta alterações constantes em suas células com o passar dos anos e desempenha funções de regulação no organismo, como a de barreira mecânica, a de recepção sensorial e sexual, a de temperatura, a de imunidade cutânea e função social, além de cumprir outras funções, como a de percepção de estímulos dolorosos, mecânicos e pressóricos. PRINCÍPIOS ANATÔMICOS Na anatomia cutânea, duas camadas são reconhecidas: a epiderme, que é a mais externa; e a derme, subjacente a ela, a mais profunda. Muitos profissionais não consideram a hipoderme (situada logo abaixo da derme) como uma terceira camada da pele pela relevância estrutural e funcional com as outras camadas adjacentes (Figura 1). Contidos nessas estruturas, encontram-se vasos, nervos, terminações nervosas e os anexos cutâneos (pelos, glândulas e unhas), que constituem o sistema tegumentar ou tegumento. O epitélio da pele apresenta espessura variável e distingue-se em pele fina e espessa. A pele espessa é encontrada nas palmas das mãos, na planta dos pés e em algumas articulações, como joelhos e cotovelos. O restante do corpo humano é protegido por pele fina; já nas pálpebras, ela é muito fina. A idade cronológica, o sexo e a constituição individual também condicionam a espessura dessa estrutura; por exemplo, homens apresentam pele mais espessa do que as mulheres, e as crianças, pele fina como a dos idosos. Figura 1 - Representação esquemática da arquitetura da pele. EPIDERME A epiderme é formada por um tecido epitelial do tipo estratificado pavimentoso queratinizado (Figura 2), que representa a camada contínua estendida por toda a superfície do corpo humano, com valor aproximado de 0,07 mm a 1,6 mm de espessura na maior parte do organismo. Não possui suprimento sanguíneo próprio; depende da vascularização situada na derme. Pode ser dividida em cinco camadas distintas, que continuamente são substituídas, e é constituída também por cinco tipos de células. Uma dessas células, o queratinócito (corneócito), constitui cerca de 80% da população de células da epiderme e é responsável pela constante renovação (descamação) da pele. Figura 2 - Esquematização do tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado. Outros constituintes celulares que compõem a epiderme são: as células de Langerhans (2% a 8%), pertencentes ao sistema imunológico; as células de Merkel (3%), que funcionam como um tipo de receptor tátil; e os melanócitos (5% a 10%), responsáveis pela produção do pigmento melanina (Figura 3). Figura 3 - As quatro células que constituem a epiderme. A estrutura epidérmica é dividida em cinco camadas celulares distintas denominadas: basal, espinhosa, granulosa, lúcida ou de transição e córnea. Essas estruturas celulares serão abordadas separadamente a seguir. CAMADA BASAL A camada celular basal dá origem ao denominado estrato germinativo. É a parte mais profunda da epiderme e está localizada próximo à derme. Possui dois tipos de células: as basais ou germinativas e os melanócitos. A função básica do estrato basal é produzir novas células que se deslocam para as camadas mais superficiais da pele, caracterizando assim o processo de formação dos estratos adjacentes: espinhoso, granuloso e córneo (Figura 4). Quando as células se afastam da fonte de nutrição, elas começam a morrer e sofrem a queratinização. O ciclo mitótico da célula germinativa é por volta de 28 dias. Desse modo, a queratina endurece e impermeabiliza parcialmente a epiderme, garantindo a manutenção da pele. Figura 4 - Estágios de diferenciação celular da epiderme. CAMADA ESPINHOSA As células espinhosas ou estrato de Malpighi representam a camada mais espessa da epiderme (Figura 4). A camada espinhosa situa-se acima da camada basal e é constituída por fileiras de queratinócitos, cujo número varia na dependência da localização anatômica e dos fatores endógenos e exógenos. CAMADA GRANULOSA Acima da camada espinhosa, em direção à superfície da pele, as células formam algumas fileiras de células achatadas, nucleadas e repletas em seu citoplasma de grânulos denominados basófilos de querato-hialina (Figura 4). À medida que os grânulos aumentam de tamanho, o núcleo se desintegra e ocorre a morte das células mais superficiais do estrato granuloso. Esses grãos de queratina são constituídos por profilagrina que será convertida em filagrina, uma proteína básica, rica em histidina, cuja função é proporcionar resistência a essa camada. CAMADA LÚCIDA OU DE TRANSIÇÃO Estrato lúcido ou de transição é considerado uma camada adicional entre os estratos granuloso e córneo (Figura 4), sendo evidente, em maior quantidade, na pele mais espessa (planta dos pés e palma das mãos). Nessa fase, as células encontram-se anucleadas e formam uma faixa clara e homogênea. CAMADA CÓRNEA As células do estrato córneo compõem a parte mais superficial da pele (Figura 4) e são as mais diferenciadas de toda a epiderme, pois não têm núcleo e estão achatadas. A camada córnea tem espessura variável de acordo com sua regionalização anatômica, ou seja, em regiões de grande atrito pode atingir até 1,5 mm de espessura. Nessa fase, os queratinócitos que residem no estrato córneo completaram o processo de maturação celular, a queratinização. Finalmente, a capa córnea superficial desidrata, descama e desempenha funções de barreira protetora mecânica, prevenindo a passagem de água e substâncias solúveis do meio ambiente para o interior do corpo. JUNÇÃO DERMOEPIDÉRMICA Outra estrutura importante que compõe a pele é a junção dermoepidérmica, composta por prolongamentos de células basais, denominadas hemidesmossomas, e partes de fibras dérmicas. A epiderme penetra na derme por meio das cristas epidérmicas, enquanto a derme se projeta na epiderme através das papilas dérmicas, como ilustra a Figura 5. Essas junções permitem assegurar a aderênciae possíveis complicações. · Compreendo que o resultado do tratamento submetido varia de pessoa para pessoa de acordo com a pele. · Fui informado que as sessões podem causar um leve desconforto e que depende da minha sensibilidade. -Declaro que não estou grávida e não pretendo engravidar no período de tratamento e asseguro que caso ocorra comunicarei ao profissional que poderá descontinuar o tratamento. · Considerando que o número de aplicações varia de paciente para paciente de forma individualizada, entendo e concordo que o pagamento deverá ser efetuado independente do resultado. · Eu consinto em ser fotografado e/ou filmado antes, durante e depois do tratamento a fim de acompanhar a evolução do resultado. · Estou ciente que complicações são raras, mas elas podem ocorrer, tais como: hiperpigmentação, hipopigmentação, cicatrizes ou queloides. Comprometo-me que comunicarei ao profissional da clínica imediatamente se qualquer tipo de complicação que porventura venha a surgir, para que sejam tomadas as providencias necessárias do meu caso. · Sei também que devo seguir as importantes orientações passadas pelo profissional, para que não ocorram complicações como: 1- Queimadura (com vermelhidão ou bolhas; 2- Áreas de Hipopigmentação (falta de cor) / hiperpigmentação (excesso de cor) no local da aplicação; 3- Eritema com mais de dois dias no local da aplicação; 4- Infecção ou erupções de pele no local da aplicação. Estou de acordo com tudo que me foi exposto acima e me responsabilizo pelos resultados caso não cumpra as orientações que me foram dadas. Cidade Data / / Nome: Plano de Aplicação e Cronograma de Tratamento Idade: Telefone: ( ) Profissão: E S T E T I L O C DATA ÁREA DE TRAT. FLUÊNCIA ASS. CLIENTE / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Orientações ao cliente - depilação a laserE S T E T I L O C Após a sessão pode ocorrer edema (inchaço) , eritema (vermelhidão) e sensação de calor, que deve desaparecer em até 48 horas; Tome banhos com temperatura morna. As áreas tratadas podem ficar sensíveis ao calor, evite esfregar ou usar esfoliantes; Não manipular o local, não coçar, arranhar ou furar, a fim de evitar cicatrizes, manchas ou marcar posteriores; Usas roupas confortáveis; NUNCA remover os pelos da região epilada com piças ou cera, use apenas lâmina de barbear. Aplique creme hidratante 2x ao dia durante 5 dias que antecedem a sessão e após as sessões. Não utilizar medicações fotossensibilizantes ou isotretinoína (Roacutan) entre as sessões. Qualquer dúvida entre em contato (11) image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image1.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image2.pngentre a epiderme e a derme, além de propiciar as trocas metabólicas necessárias para a pele. Figura 5 - Esquematização topográfica das papilas dérmicas. DERME Trata-se da camada intermediária de sustentação da pele. A derme é composta generosamente de vasos sanguíneos e linfáticos, de estruturas nervosas sensoriais e de musculatura lisa. Classicamente é dividida em duas camadas: a camada superficial, ou papilar, formada por tecido conjuntivo propriamente dito do tipo frouxo e localizada imediatamente abaixo da epiderme; e a camada reticular, ou profunda, composta de tecido conjuntivo propriamente dito do tipo denso não modelado e situada profundamente em relação à camada papilar, como ilustra a Figura 6 (aspecto anatômico). Figura 6 - Representação esquemática do aspecto anatômico das dermes papilar e reticular, respectivamente. MÚSCULOS DA PELE E PELOS A musculatura da pele é predominantemente lisa, isto é, involuntária, e compreende os músculos eretores dos pelos, do escroto e da aréola mamária. O músculo eretor do pelo se insere nas extremidades das papilas dérmicas, e, quando o músculo se contrai, desloca o pelo em posição perpendicular à superfície da pele, ficando erétil. A mudança de temperatura ambiental e corporal é um estímulo que ativa a musculatura lisa logo após ou durante os procedimentos estéticos à base de frio. Nesse caso, exemplificamos com o criopeeling, uma técnica que utiliza o frio com o objetivo de promover descamação e renovação celular. A baixa de temperatura gerada na pele induz uma resposta contrátil da musculatura lisa e consequente elevação dos pelos (arrepio). Os folículos pilosos estão em quase toda parte da superfície da pele, exceto na palma das mãos, na planta dos pés, nos lábios e na região urogenital interna. O folículo é uma haste rodeada de revestimento epitelial, contínuo com a epiderme, a glândula sebácea e o músculo eretor do pelo (Figura 11). A cor do pelo é em razão da presença de melanócitos que se localizam entre as células epiteliais da raiz do folículo, produzindo melanina. Com o envelhecimento humano, os melanócitos dos pelos podem ser danificados e parar o processo de pigmentação, aparecendo então folículos pilosos brancos. A função básica do pelo é de proteção contra o calor, o frio e partículas estranhas do meio ambiente. Cada haste do pelo é composta de duas ou três camadas de queratina altamente organizadas. Estruturalmente, existem dois tipos de pelos: os velos, curtos, pigmentados e muito finos, com distribuição por toda a superfície corporal; e os terminais, mais longos, grossos e pigmentados, encontrados no púbis, na face, nas axilas, nas pálpebras, no couro cabeludo, nos braços e nas pernas. Figura 7 - Estrutura anatômica do folículo piloso. VASOS SANGUÍNEOS DA PELE O sistema circulatório da pele acontece por meio de dois entrelaçamentos: o primeiro é chamado de plexo superficial e o outro, de plexo profundo. Anatomicamente, o plexo mais superficial está disposto logo abaixo das papilas dérmicas, conhecido por plexo subpapilar, que tem a função primordial de suprir a necessidade circulatória da derme. Abaixo, está o plexo profundo, localizado na junção da hipoderme com a derme, denominado plexo cutâneo. À vista disso, esses plexos estão dispostos paralelos à superfície cutânea e ligados por vasos comunicantes situados perpendicularmente (Figura 12). Figura 8 - Esquematização da circulação na pele. Desse modo, as artérias que suprem a pele estão localizadas na hipoderme, de onde irão originar os ramos que ascendem até o ápice das papilas dérmicas para formar os dois plexos de vasos anastomóticos. Todavia, a função circulatória desses plexos permite nutrição da epiderme por meio de difusão e controle da temperatura do corpo por meio da dilatação de seus vasos. Assim, o fluxo sanguíneo aumentado serve como facilitador para perda de calor em condições quentes; e o fluxo sanguíneo diminuído, para minimizar a perda de calor em condições de frio. HIPODERME A unidade anatomofuncional existente na interface entre a derme e a hipoderme denomina-se junção dermo-hipodérmica (Figura 13). Figura 9 - Esquematização da união entre a derme e a hipoderme. Portanto, a hipoderme, ou panículo adiposo, é uma camada profunda, localizada abaixo da derme e acima da aponeurose muscular, constituída por um agrupamento de células adiposas que armazenam gordura e estão separadas por finos septos conjuntivos (tecido conjuntivo frouxo), onde se encontram os vasos e os nervos. As células adiposas, os adipócitos, são originadas a partir das células embrionárias mesenquimais que produzirão as células lipoblastos (Figura 14). Os lipoblastos são fibroblastos diferenciados que têm a finalidade de acumular gordura no citoplasma e, quando maduros, enchem-se de gordura para constituir os adipócitos. Figura 10 - Representação esquemática de formação da célula adiposa. Funcionalmente, a hipoderme desempenha isolamento térmico, promove proteção contra traumas mecânicos, realiza armazenamento calórico, modela a superfície corporal de homens e mulheres, preenche o espaço entre os tecidos e é responsável pelo metabolismo de hormônios que controlam o ritmo da lipólise, como o ACTH, a insulina, as catecolaminas, as tiroxinas e outros mais. PRINCÍPIOS FISIOLÓGICOS E FUNÇÕES DA PELE A pele é um órgão complexo que tem a capacidade de manter inúmeras funções graças à sua arquitetura anatômica e histológica. O aumento ou a diminuição de uma determinada função da pele provoca alterações no bom funcionamento da estrutura corporal. Assim, cuidar bem da pele é uma questão de saúde. A perda parcial ou total da pele torna-se incompatível com a vida do indivíduo, como nos casos graves de queimaduras com extensas áreas de lesão. Atuando como eficiente função de barreira protetora, a pele previne a penetração de irritantes, como agentes tóxicos, e de micro-organismos do meio ambiente. Essa oclusão ocorre pela presença de óleo, água e sais na camada córnea da epiderme, garantindo a impermeabilidade cutânea. Essa estrutura de barreira epidérmica também contribui para o mecanismo de retenção de água e previne a formação de ressecamento da pele, em virtude do fator de hidratação natural (Natural Moisturizing Factor – NMF) e lipídios. Destacamos a composição de substâncias do NMF: 40% de aminoácidos, 12% de lactatos, 12% de sal sódico do ácido pirrolidona carboxílico (PCA-Na) e 7% de ureia. Entre os três lipídios encontrados na capa córnea, 40% a 65% são as ceramidas e o restante são os ácidos graxos e colesterol. A camada córnea apresenta cerca de 10% a 30% de água. Se esse valor estiver abaixo dos 10%, podemos dizer que essa pele está desidratada, ou seja, o equilíbrio fisiológico de hidratação e lubrificação na camada superficial da epiderme reflete luminosidade e suavidade da pele. As glândulas sudoríparas e sebáceas são de grande importância na conservação da temperatura corpórea e no mecanismo protetor contra injúrias sobre a pele, como, por exemplo, a proliferação de bactérias. A glândula sudorípara está localizada na derme por intermédio do folículo piloso (pelo) ou por meio do poro (óstio). Suas funções básicas são a eliminação de quase um terço dos líquidos (água e ureia) que o organismo perde diariamente e o controle da transpiração do indivíduo em relação à temperatura ambiental. A secreção sudorípara ocorre por dois tipos de glândulas: a écrina, que é produtora de suor inodoro e controlada pelo sistema nervoso autônomo; e a apócrina, que produz uma secreção viscosa, ligeiramente leitosa e libera suor com odor fétido. As glândulas sudoríparas écrinas são encontradas por toda a pele, mas são numerosas na testa, no couro cabeludo, nas axilas, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Têm origem a partir de invaginações da epiderme, com o componente secretor da glândula situado na junção dermo-hipodérmica, e comunicam-se com o exterior através de seu duto. As glândulas sudoríparas apócrinas são em pequeno número na infância e funcionalmente ativas na puberdade.Estão concentradas principalmente nas regiões pubiana e axilar (junção dermo-hipodérmica). A secreção fisiológica das glândulas sebáceas é o sebo. Ele faz lubrificação da pele e dos pelos, garantindo a maciez do tecido cutâneo. A quantidade e a distribuição do sebo variam entre indivíduos. Em determinadas situações de disfunção cutânea, os orifícios pilossebáceos podem encontrar-se dilatados e pode haver tendência de obstrução folicular (presença de comedões), o que pode proporcionar o surgimento de infecção no folículo pilossebáceo, originando quadros de acne. Apesar disso, o sebo tem propriedades antimicrobianas, proporcionando uma acidez cutânea. É importante lembrar que o pH ácido da pele é o resultado de concentrações das substâncias hidrossolúveis contidas na camada córnea, das secreções sudorípara e sebácea, bem como do pH do ácido carbônico que chega à superfície da pele por difusão pela junção dermoepidérmica. Dermatologicamente, o pH pode neutralizar pequenas quantidades aplicadas de agentes tópicos ácidos ou alcalinos na superfície cutânea. Os valores médios do pH fisiológico da pele (ácido) giram em torno de 5,5 com variações topográficas. Por exemplo, um sabonete, para ser considerado suave, precisa ter pH igual a ou menor que 7,0. A epiderme é ácida em todas as suas camadas, sendo maior na camada córnea com pH entre 5,4 e 5,6. Já a camada espinhosa possui pH de 6,9. A camada basal ou germinativa tem pH de 6,8 graças a sua atividade de divisão celular (reprodução) e metabólica. Quanto à derme e à hipoderme, ambas apresentam pH alcalino; no entanto, menor que o pH sanguíneo. Exemplos da modificação dessas concentrações são os tratamentos à base de peelings químicos superficiais, que diminuem o pH da pele para em torno de 2,5 e o mantêm cerca de duas horas, favorecendo a irritação cutânea. A pele também atua como órgão sensorial, aliás, o maior e mais importante, por abrigar na derme os receptores sensitivos cutâneos (Tabela 1), responsáveis pela mediação das sensações de mudanças de temperatura, tato, pressão e dor. Tabela 1 - Receptores sensoriais da pele Receptores de Superficie Sensação Percebida Receptores de Krause Frio Receptores de Ruffini Calor Discos de Merkel Tato e pressão Receptores de Valter-Pacini Pressão Receptores de Meissner Tato Terminações nervosas livres Principalmente dor Os melanócitos são outro componente estrutural de proteção da pele. Trata-se de células produtoras de melanina, que são dendríticas e possuem prolongamentos que se “esticam” para contatar os queratinócitos na sua vizinhança (Figura 15). Estão localizadas na junção da derme com a epiderme e entre os queratinócitos dos estratos germinativo e espinhoso da epiderme. A melanina é um pigmento endógeno da pele que desempenha funções de dispersão dos raios ultravioleta A e B (UVA e UVB) e participa do escurecimento da pele como meio de proteção. Ela distingue-se em dois tipos na pele: a eumelanina, de cor castanho-escura; e a feomelanina, de cor vermelha e amarela. Nas peles de tonalidade escura, há o predomínio da eumelanina, enquanto nas peles claras, o predomínio da feomelanina. Figura 11 - Representação esquemática da ultraestrutura do melanócito. Outra complexa e importante função da pele é a barreira imunológica, sendo essa a primeira linha de defesa do organismo contra a invasão de agentes estranhos. Isso ocorre graças à formação de anticorpos que protegem a pele de infecções. A reação imunológica do indivíduo é ativada a partir de células de Langerhans contidas na epiderme e na derme. Tendo em vista a integridade e a aparência de uma pele saudável, a comunicação entre o indivíduo e a sociedade melhora e amplifica as relações emocionais e profissionais, configurando a tamanha representatividade que desempenha a estrutura da pele humana. LASER DE DIODO OBJETIVO Esperamos dar uma contribuição aos profissionais da área da Estética, com uma atualização sobre a depilação utilizando laser de diodo, proporcionando uma nítida compreensão dos seus mecanismos, efeitos, utilização, resultados, indicações e contraindicações. INTRODUÇÃO Em 1995 a FDA aprovou o primeiro aparelho para depilação a laser nos Estados Unidos. O equipamento conhecido comercialmente como Softlight Nd:YAG da empresa TermoLaser. Esse aparelho utilizava um cromóforo que era uma pasta carbono. A pasta de carbono era aplicada no área previamente depilada mecanicamente (cera, lâmina de barbear ou creme depilatório) com o o objetivo de permitir a absorção da pasta pelo folículo piloso. A seguir, o laser era aplicado, rapidamente absorvido pela pasta de carbono, causado uma onda de choque de energia que era capaz de causar dano ás células germinativas do pelo. “Laser” é um acrônimo de “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation”. Na prática, são dispositivos que produzem radiação electromagnética (REM) por um processo denominado “emissão estimulada”. O mecanismo de ação do laser tem como alvo a melanina e a fototermólise seletiva. A melanina é encontrada somente no bulbo piloso, na fase anágena e a depilação com o laser será eficaz quando o laser atingir o bulbo a um determinado parâmetro de potência e se encontar numa temperatura média de 60°C, o que proporciona a fototermólise seletiva, tendo a destruição completa do pelo. É necessário que o paciente apresente pele clara e pelos escuros, pois na fototermólise seletiva há uma grande produção de calor, que pode destruir a melanina da epiderme e alterar outras células, causando efeitos contrários como alteração na pigmentação, queimaduras, cicatrizes. Para isso, é necessário estar atento as contra-indicações da técnica, para que não ocorra estes efeitos indesejáveis no paciente. CONCEITOS FÍSICOS Para melhor compreensão dos equipamentos e da técnica de depilação a laser, é necessário o conhecimento de alguns conceitos físicos fundamentais, como: · Luz: é uma onda de radiação eletromagnética, de espectro amplo, que transporta energia em quanta, conhecida como fóton. Segundo alguns autores, quando um feixe de luz atinge um corpo qualquer, está, na verdade, bombardeando os átomos da matéria que compõem esse corpo com fótons. Esses fótons, ao atingirem os elétrons, fazem estes se desprenderem de sua camada orbital e se destacarem a uma órbita ou subcamada mais afastada e, portanto, mais energética. Tal migração torna o átomo instável, o que obriga o elétron a retornar para a sua camada orbital original, restabelecendo o estado de equilíbrio energético do átomo. Ao retornar à sua órbita original, o elétron excitado produz, com esse movimento, um quantum de energia, que é dissipado em forma de calor ou de luz, por meio da emissão de um novo fóton. Em feixes de radiação luminosa com comprimentos de onda mais curtos, os fótons transportam mais energia do que nos de comprimentos de onda mais longos; em compensação, nos mais longos existe maior penetração da energia nos tecidos. · Comprimento de onda: nada mais é que a distância (em metros ou submúltiplos) entre duas cristas ou dois vales consecutivos de uma onda, geralmente caracterizada pela letra grega λ (lambda) (Figura 17). Figura 12 - Representação esquemática de uma onda. Quanto menor for o comprimento de onda dos raios luminosos, maior será sua penetração nos tecidos e maior a proteção da camada epidérmica. Os equipamentos emissores de lasers trabalham geralmente com comprimentos de onda medidos em nanômetros (nm), isto é, 1/1.000.000.000 m ou 10‒9 m (bilionésima parte do metro). Abaixo estão os comprimentos de ondas dos diferentes tipos de lasers encontrados no mercado. · Espectro de luz visível: o espectro de luz visível (Figura 18) é a banda ou porção do espectro eletromagnético que pode ser detectada pelo olho humano. As radiações eletromagnéticas cujos comprimentos de ondas pertencem a essa banda são denominadas luz visível ou simplesmente luz, conforme elucidado na Tabela 2. Figura 13 - Representação do espectro eletromagnético. O espectro de luz visível (Figura 19) pode serobservado quando um feixe de luz branca incidente sobre um prisma é disperso e dividido em vários feixes nas cores do espectro visível, em razão do fenômeno da refração, simulando o que é visto nas cores de um arco-íris. Figura 14 - Policromatismo resultante da refração de um feixe de luz que incide sobre um prisma. · Energia: é a quantidade de potência entregue ao tecido em um dado intervalo de tempo e é medida em Joules (J). É esse parâmetro que governa a resposta térmica do tecido ou a resposta térmica local produzida pelo equipamento. E (J) = potência (W) x tempo (s) · Fluência / dose: é a quantidade de energia (J) liberada sobre uma área (cm²), expressa em J/cm². Quanto maior a fluência, mais rápido será o aumento de temperatura no tecido e, consequentemente, a intensidade do efeito desejado. Fluência (J/cm²) = energia (J) x área (cm²) A fluência é que gerará o calor e ele se propagará por condução, convecção ou irradiação. A transferência desse calor se dará do elemento de maior temperatura para o de menor temperatura e dependerá da capacidade da estrutura tratada em conduzir o calor, ou de sua velocidade de transferência de energia. A isso se dá o nome de condutibilidade térmica, que é proporcional à massa da matéria que constitui o tecido atingido. Quanto maior a condutibilidade térmica da estrutura-alvo atingida, menor o seu tempo de relaxamento térmico. HERTZ O hertz (símbolo Hz) é a unidade de medida derivada do SI para frequência, a qual expressa, em termos de ciclos por segundo, a frequência de um evento periódico, oscilações (vibrações) ou rotações por segundo (s-1). Um dos seus principais usos é descrever ondas senoidais, como as de rádio ou sonoras. O seu nome foi em homenagem ao físico alemão Heinrich Hertz. · Tempo de exposição: é a variação do tempo de exposição (duração do pulso) que vai determinar o grau de “lesão” térmica de uma determinada estrutura-alvo. Para controlar essa lesão, é necessário controlar também o tempo de resfriamento do alvo, predominantemente causado pelo equilíbrio térmico do alvo com as estruturas circundantes, o que significa que não só o alvo em si vai ser aquecido, mas toda a região na qual ele está contido. Consegue-se um aquecimento mais seletivo do alvo quando a energia é aplicada a uma taxa maior que a do resfriamento das estruturas-alvo. Para restringir esse processo ao local desejado, é necessário compreender o processo do tempo de relaxamento térmico. · Tempo de Relaxamento Térmico (TR): é definido como o tempo necessário para que o alvo tratado perca 50% do calor por meio do processo de dissipação térmica. Sabe-se que o tempo de relaxamento da melanina da epiderme é de 3 ms a 10 ms, e da melanina do pelo, de 40 ms a 100 ms;. Desse modo, alguns equipamentos disponibilizam o ajuste de duração do pulso para que ele seja menor ou igual ao TR da estrutura em questão, diminuindo a dissipação de energia para as estruturas adjacentes e, consequentemente, minimizando o risco de intercorrências. CARACTERÍSTICAS DO LASER Os sistemas a laser para depilação apresentam as seguintes características: · Monocromático: é a emissão de um único espectro luminoso. A geração deste espectro depende do material emissor: Nd:YAG 532nm e 1064nm, Rubi 694nm, Alexandrite 755nm, Diodo 810nm, Er:YAG 2.940nm e CO2 10.600nm. · Coerência: diferente da IPL, a luz emitida do equipamento a laser é coerente, sem grandes espalhamentos. Essa característica física corrobora para a concentração de energia em um único ponto. Figura 15 - Ilustração da incoerência com os raios que caminham em fase no tempo e no espaço. · Colimado: A saída do laser é de forma colimada, sem grandes percas de energia no processo. (Figura 22). Figura 16- Divergência da luz de IPL. Na Figura 23, ilustramos as principais diferenças entre as características físicas do laser e da IPL. Figura 17 - Ilustração das características do laser e da IPL. · Transmissão: é a passagem da luz para o tecido-alvo e depende diretamente dos comprimentos de onda: os mais curtos (300 nm a 400 nm) penetram menos de 0,1 mm, ao passo que os mais longos penetram mais profundamente porque sofrem menor dispersão (Figura 24). Figura 18 - Ilustração da transmissão da IPL para os tecidos. · Absorção: é o efeito tecidual de importância primária, uma vez que disponibiliza o efeito da luz no tecido. A luz é absorvida por componentes fotorreceptivos do tecido-alvo, denominados cromóforos (cromo = cor / phoro = portador), que convertem a energia luminosa em calor por meio da absorção. Os principais cromóforos são: · Melanina: capta luz ultravioleta (UV) de 340 nm a 1.000 nm, luz verde – visível ‒ em torno de 532 nm, e infravermelho proximal (IV) de 800 nm a 1.200 nm; · Hemoglobina: capta ultravioleta A (UVA) (300 nm), luz azul (400 nm), verde (em torno de 520 nm a 540 nm) e amarelo (em torno de 520 nm a 580 nm); · Colágeno: capta luz visível (em torno de 380 nm a 780 nm) e infravermelho proximal (800 nm a 1.200 nm); · Água: capta infravermelho longo (acima de 1.200 nm). FUNCIONAMENTO DOS EQUIPAMENTOS A LASER A energia elétrica armazenada pelo equipamento sob a forma de Joules (J) é acionada por um disparo e liberada em fração de segundos com intensidade (Joules/cm²) e tempo de duração (duração de pulso) previamente programados. Assim, a energia é transmitida para o semi-condutor e transformada em calor (Figura 25). Figura 19 -Representação esquemática do funcionamento de um gerador a laser. PRINCIPAIS TIPOS DE LASER PARA EPILAÇÃO LASER RUBI (694nm) O laser de Rubi é indicado para pelos escuros em pacientes com pele clara (fototipos I-III). Estudos demonstram que a eficácia do tratamento fica em torno de 20 a 60 % de redução com uma única aplicação, e de 50 -78% após vários tratamentos. LASER DE ALEXANDRITE (755nm) O laser de Alexandrite de geralmente é utilizado em pacientes com fototipos I-IV, embora possa também ser aplicado em pacientes com pele escura. Após várias sessões, muitos autores relatam eficácia de 74-78% na redução dos pelos, com fluência que variam de 18-20 J/cm. LASER DE DIODO (810nm) Os estudos publicados relatam que o laser diodo apresenta eficácia comparável com o laser Alexandrite e Rubi. O comprimento de onda longo e a duração de pulso ajustável nos aparelhos diodo 810nm permitem o tratamento de peles escuras, apesar de que não é possível utilizar fluências altas no fototipo VI. Após várias sessões, estudos relatam eficácia em torno de 84% na redução dos pelos. Os lasers de diodo possuem comprimento de onda de 810nm, sendo menos absorvidos pela melanina que o laser Rubi (694nm), podem, porém, atingir maior profundidade. Dependendo do aparelho, trabalham com pulsos que variam conforme a fluência escolhida, com valores em entre 10 e até 400ms. Com o intuito de proteger a epiderme, desenvolveram métodos de resfriamento como uso da ponteira de safira resfriada. LASER Nd:YAG (532nm e 1064nm) O Nd:YAG laser permite menos absorção da luz pela epiderme, sendo uma opção para o tratamento de paciente com fototipos altos. O primeiro aparelho comercializado foi o QS Nd:YAG,que era utilizado em conjunto com uma pasta de carbono para aumentar sua absorção. Esse sistema era eficaz apenas para depilação de longa duração, mas não permanente. O Nd:YAG de pulso longo faz depilação permanente. LUZ INTENSA PULSADA (430nm, 530nm, 590nm, 640nm e 690nm) Os equipamentos de luz intensa pulsada (LIP) emitem luz que variam entre 430nm e 690nm e podem ser utilizada depilação. Os LIP utilizam lâmpadas de xenônio. Os filtros utilizados permitem excluir os comprimentos de onda curtos. Pacientes com fototipos altos também podem ser tratados, e estudos relatam bons resultados, sendo em torno de 75% de eficácia após múltiplas sessões. EFEITOS SOBRE O TECIDO E MECANISMO DE AÇÃO Após o laser ser transmitido e absorvido pelos tecidos, ocorrem os seguintes efeitos: · Fototérmico: a energia luminosa é absorvida e transformada em calor, provocando coagulação do tecido-alvo. · Fotoquímico: ativações de reações químicas.· Fototermólise seletiva: propriedade singular obtida por meio da apropriada combinação do comprimento de onda com a duração do pulso luminoso emitido para lesionar o tecido-alvo, com o mínimo de lesão das regiões adjacentes. A maioria dos comprimentos de onda tem afinidade pela melanina; assim, vale ressaltar que há diminuição da eficiência do tratamento quando a estrutura-alvo está abaixo da derme papilar (epilação, lesões vasculares, lesões pigmentadas), sendo necessário aumentar a fluência a fim de se obter resultado efetivo; em peles mais escuras (Tabela 4 e 5), há mais absorção de luz pela maior quantidade de melanina e chance de sequelas desagradáveis, como queimaduras, manchas hipocrômicas ou estímulo de melanócitos, produzindo manchas hipercrômicas. Para que esse processo não ocorra, é necessário o emprego de soluções simples, como o uso de compressas de gelo previamente à aplicação ou mesmo o próprio sistema de refrigeração do aplicador (caso o equipamento disponibilize), para que haja dissipação de calor nas primeiras camadas da pele. Os sistemas de refrigeração da epiderme utilizados por esses equipamentos podem ser estáticos ou dinâmicos. Nos estáticos, o hand-piece ou peça de mão tem uma janela de safira refrigerada a água ou a gás, que permanece em contato com a pele, retirando o excesso de calor durante o pulso de luz. O sistema de refrigeração dinâmico dispara um jato de gás criogênico antes do pulso e, em algumas marcas, após o pulso também. As vantagens do uso desses sistemas de refrigeração são: a possibilidade de utilização de cargas de energias mais altas, aumentando a eficácia do tratamento; a redução do desconforto durante a aplicação e do risco de lesões e sequelas; e a possibilidade de tratamento em peles mais escuras. Desse modo, a fototermólise seletiva é o efeito que faz com que o uso dos filtros, possibilitando comprimentos de ondas variáveis, seja necessário para que se atinja um tecido-alvo com maior eficiência, uma vez que cada comprimento atenderá a uma indicação específica. INDICAÇÕES EPILAÇÃO A LASER O pelo origina-se de uma invaginação da epiderme e é uma matéria semiviva (já que, internamente, recebe nutrição do folículo e, externamente, é um segmento “morto”) de relativa importância para o ser humano. Recobre determinadas partes do corpo, como face, braços, axilas, virilhas, pernas, sobrancelhas, narinas, fronte, buço e mento, com função protetora, refletindo o equilíbrio psicossomático e recebendo influência dos hormônios. Quando a irrigação é muito ativa, o crescimento do pelo é mais rápido, ele se apresenta mais espesso, e tal crescimento ocorre em fases alternadas durante seu ciclo. Embora haja consideráveis variações na cor dos pelos, somente três pigmentos estão presentes. São eles a melanina (preto), o castanho e o amarelo. À medida que ocorre o envelhecimento, há um decréscimo na quantidade de pigmentação, por causa da queda no nível de enzima específica necessária para a produção da melanina, resultando numa coloração acinzentada do pelo. Posteriormente, na falta completa dos pigmentos, o pelo se torna branco. CICLO DE CRESCIMENTO DO PELO Os pelos crescem em ciclos que não são sincrônicos nos seres humanos. Isso se chama de padrão mosaico, ou seja, cada pelo entra em fase do ciclo de crescimento em um momento diferente. Existem três fases do ciclo de crescimento do pelo: anágena, catágena e telógena (Figura 32). · Fase anágena: é a fase de crescimento da matriz, com rápida proliferação de células. O folículo anágeno penetra mais profundamente na pele, no nível subcutâneo. A duração dessa fase é variável entre as diferentes regiões do corpo, geralmente entre dois a seis anos. Essa fase é o alvo temporal do tratamento por IPL, pois, com a rápida divisão celular, ocorre o maior pico de produção e concentração de melanina. O equipamento de IPL é mais efetivo na fase anágena precoce, pois nela o bulbo e a bulge se encontram menos profundos na derme e mais acessíveis à penetração da luz, ao passo que na fase anágena tardia se encontram mais profundamente. · Fase catágena: é a fase de transição entre a anágena e a telógena, caracterizada pela atrofia do folículo, que regride a um terço de suas dimensões anteriores. Interrompe-se a melanogênese na matriz e a proliferação celular diminui até cessar. A parte interna do pelo assume forma de clava, constituindo o “pelo em clava”. A duração dessa fase é de cerca de três semanas. · Fase telógena: é a fase na qual o pelo se desprende e o folículo entra em repouso, tornando-se quiescente e reduzindo-se à metade de seu tamanho normal. Há uma desvinculação completa entre a papila dérmica e o pelo em eliminação. Essa fase dura de três a quatro meses. Figura 20 - Ciclo do pelo. Em certas regiões, os pelos apresentam desenvolvimento diferente (Tabela 3) e desempenham importante papel de proteção. Os folículos pilosos apresentam atividade cíclica, alternando períodos de atividade e inatividade. Tabela 2 - Tempo de crescimento dos pelos Parte do corpo Ciclo piloso Buço 4 a 5 meses Mento 15 meses Axilas 18 meses Virilha 18 meses Pernas 16 meses Braços 9 meses Peito 15 meses Desse modo, os folículos pilossebáceos não estão sincronizados na mesma fase, independentemente da região do corpo, o que explica a necessidade de um tratamento com exposições subsequentes de IPL para obtenção de resultado, ou seja, não se pode pretender uma epilação duradoura numa única sessão. Para a maioria dos pelos tratados, a epilação será definitiva, mas o fato de uma área ter sido tratada adequadamente com o número de sessões estipuladas não significa que nela nunca mais crescerá qualquer pelo. O termo “definitivo” não é apropriado, uma vez que após o tratamento completo não há eliminação total, mas substituição de pelos grossos por lanugem, podendo haver a necessidade de manutenção, em caso de aspecto inestético ou de acordo com a vontade do paciente. DISFUNÇÕES RELACIONADAS AOS PELOS HIPERTRICOSE É o aumento excessivo no crescimento de pelos, que é considerado acima do normal para a idade, gênero e raça do individuo e é diferente do hirsutismo, que é o excesso de crescimento de pelo na mulher, seguindo um padrão de distribuição masculino. A hipertricose pode ser localizada em algumas partes do corpo ou ser generalizada. Tipos de Hipertricose: A hipertricose pode ser congênita ou adquirida. HIPERTRICOSE CONGÊNITA LANUGINOSA É uma síndrome muito rara, caracterizada por crescimento excessivo de pelos na criança logo ao nascimento. A maior parte do corpo é coberta com pelo tipo lanugem, que cresce excessivamente, originando um pelo fino e comprido que permanece durante a vida. HIPERTRICOSE CONGÊNITA TERMINAL É uma variação da hipertricose congênita. Esse quadro envolve o crescimento de pelos em todo o corpo, mas o pelo é do tipo terminal totalmente pigmentado. O quadro é conhecido como homem lobo ou lobisomem. HIPERTRICOSE NEVOIDE Ocorre uma área circunscrita isolada, com crescimento de pelo terminal. Se aparecer como uma lesão dorsal na parte lombar, poderá, ser indicio de espina bífida. A hipertricose pode também ser características de um nevo melanocítico congênito, malformação vascular, nevo de Becker e de outra marca de nascimento. HIPERTRICOSE ADQUIRIDA O pelo geralmente é do tipo velus despigmentado, mas também pode ser tipo pelo pigmentado terminal. O crescimento de pelo pode ser localizado se em determinada área ou generalizado, podendo aparecer em toda área pilosa do corpo. Possíveis causas para o surgimento da hipertricose adquirida incluem: desordens metabólicas como a porfiria cutânea tardia, agentes químicos ou drogas (fenitoína e ciclosporina via oral),anorexia nervosa, sinal paraneoplásico, dentre outras. A hipertricose localizada pode ser causada por: aplicação tópica de medicamento como iodo, psoralenos, minoxidina ou corticosteróides tópicos; líquem plano de evolução crônica, infecções vacinação. HIRSUTISMO O hirsutismo é o excesso de crescimento de pelo na mulher, seguindo umpadrão de distribuição masculino. O hirsutismo pode ser genético ou secundário ao aumento da taxa de andrógenos (contraceptivos orais, deficiência enzimática adrenal, tumor). Muitos pacientes apresentam níveis normais de andrógenos e o problema é que essas mulheres são mais sensíveis aos hormônios circulantes. Geralmente, o crescimento de pelos é observado após a puberdade e tende a ficar mais grave á medida que a mulher envelhece. Pode ocorrer após reposição hormonal. Exames laboratoriais do perfil hormonal devem ser investigados para se certificar que o hirsutismo não é devido ao excesso de androgênios, que pode ser secundário a tumor da glândula pituitária ou adrenal. Outros exames devem incluir os níveis de prolactina e de cortisol. A ultrassonografia ovariana deve ser solicitada, pois uma causa comum de hirsutismo é o ovário policístico. O laser é um recurso amplamente utilizado para efeito epilatório, uma vez que seu espectro luminoso permite que a luz atinja até os pelos de maior implantação, em torno de 4 mm a 7 mm (Figura 34). O mecanismo de atuação do laser de diodo é a destruição térmica, e sua ação se baseia na fototermólise seletiva, na qual ocorre a lesão térmica seletiva do folículo piloso. A destruição do pelo se faz por coagulação, fenômeno obtido por meio da adoção de parâmetros corretos, principalmente energia e comprimento da onda, para que se obtenha uma temperatura em torno de 60 ºC na região do bulbo e, desse modo, a destruição do folículo (Figura 33). Quando esse efeito não é obtido, os pelos se enfraquecem, porém crescem novamente e de modo mais lento. Figura 21 - Ilustração da temperatura necessária para a coagulação do pelo. Geralmente, a utilização do laser tem sido procurada por não ocasionar os efeitos indesejáveis provocados por outras formas de epilação, como a química, que consiste na aplicação de produtos redutores em meios altamente alcalinos, que vão degenerar a queratina do pelo, mas que podem levar a queimaduras e manchas de pele; a mecânica, que recorre a meios drásticos de arrancar os pelos pela raiz ou apenas cortá-los, como navalhas, que levam a um crescimento rápido dos pelos, com pouca durabilidade da sua ausência aparente. Figura 22 - Representação do laser ao atingir o folículo piloso. A cor da pele e o tipo de pelo são indicativos de melhores respostas ao tratamento. De modo geral, quanto mais clara a pele e mais grosso e escuro o pelo, melhores serão os resultados. A localização da região a ser tratada também deve ser levada em consideração. Vale ainda ressaltar que pelos mais grossos e mais escuros absorvem mais energia, proporcionando um resultado mais rápido, ao passo que os mais finos e/ou mais claros requerem maior número de aplicações. Nenhum equipamento de luz é eficaz na epilação de pelos brancos, uma vez que o folículo não dispõe de boa irrigação e é desprovido de melanina, não havendo possibilidade do processo de fototermólise seletiva. Em relação aos parâmetros envolvidos nesse processo, podemos resumir: · Comprimento de Onda: Cada equipamento terá um comprimento de onda pré-definido pelo fabricante, dependendo do material em que é feito o semicondutor. O Galaxy Fiber EVO possui um comprimento de 810nm. · Duração do Pulso: A duração do pulso pode variar até 90ms, no equipamento Galaxy Fiver EVO. Esse parâmetro é escolhido embasado no fototipo do paciente. · Fluência: A fluência pode variar de 0 a 100 J/cm2 para o Galaxy Fiber EVO. Vale ressaltar que quanto maior a fluência, maior será a energia depositada e consequentemente maior será o efeito desejado. Recomenda-se utilizar a fluência descrita pelo fabricante. · Área da Ponteira: O Galaxy Fiber EVO possui uma área útil de 15cm2, com uma ponteira resfriada por uma pastilha de Peltier, trazendo assim mais conforte e segurança na aplicação. · Resfriamento da Epiderme: para diminuir as chances de queimaduras, recomenda-se o resfriamento da epiderme, a fim de permitir a aplicação de fluência maior; porém, deve-se respeitar a adaptação da fluência ao fototipo de pele. · Fototipo Cutâneo da Área a Tratar: Devemos, antes de iniciar a depilação a laser, avaliar o fototipo cutâneo dos pacientes de acordo com a Classificação de Fitzpatrick (Tabela 4 e 5), lembrando que, quanto menor o fototipo, mais energia poderá ser utilizada no tratamento, tornando-o mais eficiente, e, quanto maior o fototipo, menos energia deverá ser utilizada, a fim de evitar queimaduras por causa da absorção de luz pela melanina da epiderme desse paciente. Tabela 3 - Classificação de Fitzpatrick Grupo Eritema Bronzeado Sensibilidade I - Branca Sempre Nunca Muito sensível II - Branca Sempre Às vezes Sensível III - Morena clara Moderado Moderado Normal IV - Morena moderada Pouco Sempre Normal V - Morena escura Raro Sempre Pouco sensível VI - Negra Nunca Sempre Insensível Tabela 4 - Classificação de Fitzpatrick por aparência. INTERVALOS ENTRE SESSÕES Os intervalos iniciais devem ser de 30 dias (até a terceira sessão se estiver obtendo falhas), exceto para barba completa e hirsutismo, para os quais aplicamos as sessões iniciais com intervalo de 21 dias. Após a terceira sessão, recomendamos aumentar os intervalos entre as sessões, passando de 30 dias para 45 ou 60 dias e, no caso da barba, de 21 dias para 30, 45 ou 60 dias. Isso porque, quando aplicamos sempre a cada 30 dias ou menos, atingimos pelos da superfície, mas que não necessariamente estão na fase adequada (anágena). Dessa forma, se espaçarmos um pouco mais (já que a luz retarda o crescimento do pelo) para 45 ou 60 dias, mesmo que haja (aparentemente) um pouco mais de pelos na região, temos uma chance maior de atingi-los na fase adequada e não passamos pela reclamação do efeito rebote. A Figura 35 mostra resultado da aplicação do laser Galaxy Fiber. Figura 23 – Resultado da epilação obtido na região da axila após uma aplicação de Galaxy Fiber METODOLOGIA DA APLICAÇÃO MEDIDAS DE SEGURANÇA A segurança é o aspecto mais importante na aplicação correta do laser, pois ela pode vir acompanhada de certos riscos ao paciente/cliente. É importante que o operador do laser conheça os riscos envolvidos na sua utilização e que ele desenvolva um conjunto de padrões para garantir que o equipamento seja utilizado com a maior segurança possível. Essa medida inicia-se por um treinamento adequado e pela familiarização com as indicações e com o uso de seus dispositivos/aplicadores. Assim, o profissional alcançará eficiência e maior grau de segurança no uso do respectivo equipamento. A proteção dos olhos é imprescindível, uma vez que a falta de cuidado pode ocasionar lesões na retina. A fim de assegurar a proteção, os fabricantes já disponibilizam os óculos juntamente com o equipamento (Figura 36), e estes devem ser utilizados pelo paciente/cliente e pelo operador do equipamento. É importante salientar a proteção de áreas íntegras ao redor de uma lesão pigmentar, por exemplo, com micropore, esparadrapo ou até pintar a região com lápis branco. Dessa maneira, atinge-se apenas a área afetada sem causar danos a estruturas adjacentes. Figura 36 - Modelos de óculos de proteção. O modelo b facilita tratamentos periorbiculares com total proteção ocular à luz. PREPARO PARA A APLICAÇÃO · Avaliar o paciente de acordo com a coloração de pele, seguindo a Classificação de Fitzpatrick, e também a espessura da pele e do pelo, a cor do pelo ou da lesão pigmentada. Vale ressaltar que pelos brancos não são atingidos por nenhum tipo de laser, que pelos mais finos e mais claros requerem maior energia e maior número de sessões, ao passo que os mais grossos e escuros têm a destruição dos seus folículos de maneira mais rápida e com menor energia. · Para a depilação a laser é importante uma anamnese completa para verificar os critérios de exclusão ao tratamento. · Em sessões de epilação, os pelos deverão ser cortados com lâmina de barbear, previamente à sessão, devendo permanecer com um comprimento aparente, não muito curto (2 mm a 3 mm), ou ainda poderãoser raspados na hora da aplicação. Isso varia de acordo com o equipamento utilizado. · Durante todo o período de tratamento de depilação a laser, os pelos, quando crescerem, devem ser eliminados sempre com lâmina de barbear, até a alta do tratamento. Não se pode, portanto, usar cera ou outro método, pois prejudicarão ou impedirão os resultados do tratamento. · A região a ser tratada deverá estar limpa e seca, sem o uso de hidratantes, óleos, protetores solares, desodorantes, ou seja, livre de todo e qualquer produto. Pode-se utilizar álcool ou clorexidina para assepsia de áreas corporais, ou loções, leites e/ou sabonetes de limpeza em áreas faciais. · Aplicar compressas geladas para proteção da epiderme ou ocultar áreas adjacentes. · No início do tratamento, a fluência pode ser a mais baixa, sendo aumentada gradualmente conforme necessidade e resposta epidérmica. · Para a execução dos disparos, é bom ter cautela em não sobrepô-los (modo pontual) sem que haja resfriamento da pele, a fim de evitar o risco de superaquecimento da área, com consequente risco de lesão térmica na epiderme. · Sempre limpar o anteparo, evitando qualquer mancha e garantindo seu perfeito funcionamento. CUIDADOS PÓS-APLICAÇÃO · Em sessões de depilação a laser, o pelo remanescente poderá ser cortado com lâmina de barbear até 24 horas após a aplicação, a fim de se evitar foliculite. Essa medida varia de acordo com o equipamento utilizado. · Após as sessões, indica-se o tratamento da área tratada com compressas geladas ou cosméticos calmantes, associados a movimentos leves, para que se evitem lesões e persistência do edema ou do eritema, que poderão ocorrer em razão do aquecimento gerado pela luz emitida. · A pele deverá ser diariamente hidratada. · Em caso de eventuais bolhas ou queimaduras, pode-se utilizar medicamento tópico sob recomendação médica. · Evitar deixar cair água muito quente no local no mesmo dia da aplicação. · Respeitar os intervalos indicados entre as sessões. · Usar roupas confortáveis e leves no dia da aplicação. CONTRAINDICAÇÕES · Pessoas que fazem uso de isotretinoína (Roacutan, comumente usado no tratamento de acne), de medicamentos via oral e tópica à base de corticoides e anticoagulantes há mais de três meses, de ácido acetilsalicílico e de anti- inflamatórios não hormonais não podem realizar depilação a laser, uma vez que o laser reduz a recuperação tecidual por haver uma diminuição da atividade de mitose celular, ocasionada pelo uso desses medicamentos. · Pacientes que fazem uso de medicamentos fotossensibilizantes (por exemplo, furocumarina). · Pacientes bronzeados com a pele escamando ou sem integridade total da pele. · Pelos brancos, pois não há melanina para captar a luz e gerar dano ao folículo piloso. · Dermatoses desencadeadas ou agravadas pela luz. · Diabetes descontrolada, pois há grandes chances de problemas cicatriciais em casos de intercorrências como queimaduras, por exemplo. · Pacientes com histórico de queloides, uma vez que a má utilização na aplicação pode causar dano térmico e, como consequência, o desenvolvimento de queloides. · Pacientes lactantes e gestantes (contraindicação relativa), a fim de evitar futuros problemas com as mães que tiverem crianças com alterações congênitas. · Distúrbios hormonais, pois acarretam distúrbio no crescimento dos pelos, impossibilitando um tratamento satisfatório. · Pigmentação irregular e que não seja por lúpus eritematoso sistêmico. · Sinais de infecção e inflamação de pele, doenças inflamatórias, imunodeficiência, que não apresentem diagnóstico médico, pois os efeitos proporcionados pela luz poderão gerar alterações ou retardo na recuperação das afecções. · Histórico de herpes simples com utilização de medicação antiviral. Deve-se aguardar o processo infeccioso cessar para que a resposta próinflamatória ocorra de forma satisfatória. · Sensibilidade à radiação da luz. · Neoplasias e metástases, em razão do estado orgânico do indivíduo poder apresentar um quadro de imunodeficiência e pelo fato de não haver estudos que assegurem que o uso do laser próximo ou sobre tecidos neoplásicos não provocará o incremento do crescimento tumoral. COMPLICAÇÕES E INTERCORRÊNCIAS As seguintes complicações usualmente desaparecem ao longo de 15 a 20 dias: · ligeira ardência; · hiperemia; · prurido; · bolhas; · crostas; · discromias; · cicatrizes hipertróficas. CUSTO BENEFÍCIO A Tabela 6 busca elucidar o custo benefício agregado a locação do equipamento de laser de diodo, especificamente o Galaxy Fiber EVO, para epilação. Considera-se que o laser de díodo, por ser monocromático, atingirá a epilação duradoura de forma mais rápida, trazendo mais conforto e menos efeitos colaterais ao cliente. Tabela 5 - Custo benefício Nome do aparelho Modalidade Função Custo de aquisição Custo de locação 12 horas de locação x 24 virilhas a R$160 (a cada 30min) Galaxy Fiber EVO Laser de Diodo Epilação R$179.000, 00 R$800,00 R$3.840 BIOSSEGURANÇA A Norma Regulamentadora 32, do ano de 2002, tem por objetivo estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistência à saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral, tais como: dentistas, fisioterapeutas, podólogos, massagistas, esteticistas e enfermeiros. A aplicação de boas práticas é indispensável à segurança do trabalhador, devendo fazer parte da sua rotina de trabalho. Aqui se inclui o uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI, descartáveis (luvas, máscaras e gorros) ou não (jalecos e óculos de proteção) para que esteja o trabalhador protegido de eventuais acidentes que ponham em risco sua saúde, bem como dos usuários dos centros de estética. Ressalte-se que a utilização de luvas não substitui a lavagem das mãos, como dispõe a NR 32: “todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual. O uso de luvas não substitui o processo de lavagem das mãos, o que deve ocorrer, no mínimo, antes e depois do uso delas”. De acordo com a Norma Regulamentadora 6 da Portaria no 3.214 de 8 de junho de 1978 do Ministério do Trabalho e Emprego, considera-se Equipamento de Proteção Individual – EPI: todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Os profissionais devem evitar contato direto com matéria orgânica, por meio de barreiras protetoras como gorro, luvas, avental, óculos de proteção e máscaras. Essas barreiras protetoras evitam o contato direto com microorganismos e matéria orgânica. Nesse sentido, de acordo com as peculiaridades de cada atividade profissional, o uso de EPI é uma exigência da legislação trabalhista brasileira por meio de suas normas regulamentadoras (NRs), particularmente a NR 6. O não cumprimento dessa norma poderá acarretar ações de responsabilidade cível e penal. Ressaltamos, também, que a realização de diversos procedimentos específicos aos estabelecimentos de beleza, a alta rotatividade de clientes e o contato muito próximo com eles, fazem que o risco de exposição do profissional a micro-organismos seja aumentado. Por isso, a necessidade do uso dos EPIs durante as atividades. Na área da beleza, os EPIs mais comumente utilizados pelos profissionais da área são: · Luvas: sua utilização é uma medida de proteção tanto para o profissional quanto para o cliente, sempre que houver a possibilidade de contato com sangue, secreções, mucosas, tecidos e lesões presentes na pele, devendo ser trocadas a cada cliente. Sempre que ocorrer o manuseio de substâncias químicas para tratamento de pele, cabelo e unhas, assim como ao se manusear materiais perfurocortantes, elas também deverão ser utilizadas. · Jalecos e aventais: previnem contra a exposição da pele e das roupas do profissional a fluidos como sangue, exsudatos,secreções orgânicas, além de prevenir contra a contaminação por produtos químicos. Os aventais e os jalecos devem ser trocados sempre que houver sujidade e contaminação visível. O seu uso deve ser restrito ao local de trabalho e nunca ser guardado junto com objetos pessoais. · Máscaras: representa uma importante forma de proteção das mucosas da boca e do nariz contra a ingestão ou a inalação de partículas e aerossóis, contendo micro-organismos presentes durante fala, tosse ou espirro. · Gorros ou toucas: seu uso oferece uma barreira mecânica para a possibilidade de contaminação do cabelo, além de evitar a queda do cabelo na área do procedimento. · Óculos de proteção: devem ser utilizados para evitar que sangue, exsudatos (como pus e saliva) e partículas atinjam os olhos do profissional durante o atendimento, visto que a mucosa ocular apresenta menor barreira de proteção que a pele. Eles devem ser fechados lateralmente, confeccionados com material lavável para que possam ser desinfetados (geralmente o acrílico). Ressaltamos que os EPIs não previnem a ocorrência dos acidentes de trabalho, mas apenas evitam ou atenuam os riscos de intercorrências. Em qualquer estabelecimento de beleza deve haver uma estrutura que assegure o desenvolvimento correto das atividades e que assegurem a saúde e a segurança do profissional e do cliente. Dependendo da estrutura do estabelecimento, para as atividades de limpeza e conservação, cabe ao empregador providenciar: carrinho funcional destinado à guarda e transporte dos materiais e produtos indispensáveis à realização das atividades (como produtos de limpeza adequados, vestimentas e calçados para o empregado). O empregador também deve atentar para o uso de artefatos mais adequados a fim de manter uma higiene perfeita, como os colchonetes e demais almofadados que, quando revestidos de material lavável e impermeável, permitem desinfecção e fácil higienização. O revestimento não pode apresentar furos, rasgos, sulcos ou reentrâncias. REFERÊNCIAS LEFÈVRE, P. et al. Hand Skin Reconstruction from Skeletal Landmarks. International Journal of Legal Medicine, v. 121, n. 6, 511-5, Nov. 2007. SOUTO, L. R. 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Sim ( ) Não ( ) 9. Possui alergia a algum medicamento ou cosmético? Quais? 10. Tem quelóide? Sim ( ) Não ( ) 11. Tem herpes? Sim ( ) Não ( ) 12. Você se expôs ao sol nos últimos 15 dias? Sim ( ) Não ( ) 13. Fez algum tratamento dermatológico recente: Sim ( ) Não ( ) 14. Qual? 15.Apresenta lesão, ferida ou doença dermatológica na área a ser tratada? Sim ( ) Não ( ) 16. Fez depilação com cera nos últimos 15 dias? Sim ( ) Não ( ) 17. Qual área deseja tratar? Face ( ) Virilha simples ( ) Virilha completa ( ) Meia perna ( ) Perna Inteira ( ) Axila ( ) Íntimo (região anal) ( ) Abdômen ( ) Braço ( ) Outros ( ) 18. Possui tatuagem na área a ser tratada? Sim ( ) Não ( ) Declaro ser verdadeira as informações acima e sob minha responsabilidade as informações omitidas. Cidade Data / / Assinatura do Paciente / RG Assinatura do Profissional Termo de Consentimento - EpilaçãoAssinatura do Paciente / RG E S T E T I L O C Assinatura do Profissional Nome: Idade: Telefone: ( ) RG: CPF: · É importante esclarecer que nenhum método de depilação é definitivo. A fotodepilação é duradoura e requer retoques, pois os pelos são proteção do nosso corpo e muitos fatores podem influenciar no reaparecimento. · O profissional me explicou os benefícios que terei com o tratamento