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administração semana 1 Fundamentos de Cadeia de suprimentos Gestão da Cadeia de suprimentos formador autor rogério monteiro administração Fundamentos de Cadeia de suprimentos Gestão da Cadeia de suprimentos 1 sumário Nesta apostila são apresentados os fundamentos da cadeia de suprimentos. A representação gráfica, os flu- xos, os relacionamentos entre participantes serão anali- sados. Ao final, estudaremos fatores como capacidade e localização das instalações para alcançar o sucesso das cadeias de suprimentos. Nesta apostila teremos os seguintes tópicos: 1. Definições; 2. Decisões; 3. Projetando a cadeia de suprimentos. Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 3 CapÍtuLo 1 - introdução O estudo de Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) se refere a um conjunto de participantes envolvidos no atendimento aos pedidos dos clientes. Entre os participantes tem-se: → Fabricantes; → Fornecedores; → Transportadores; → Armazéns / Centros de Distribuição; → Varejistas; → Clientes. A Figura 1, a seguir, apresenta três cadeias de suprimentos e diversas interações entre os participantes. . Atividades relacionadas a aquisição, produção, transporte e armazena- gem geram produtos e custos ao longo da cadeia de suprimentos. Nesse sentido, pode-se dizer que o custo total de uma cadeia de suprimentos é a soma de todas as aquisições, fabricações, transportes e armazenagens, desde os fornecedores iniciais até o consumidor final. A Figura 2, a seguir, apresenta a geração de custos ao longo da cadeia de suprimentos. Figura 1 - Estágios e interações em cadeias de suprimentos Fonte: Adaptada de CHOPRA; MEINDL (2011, p. 22). Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 4 Após analisar a Figura anterior, conclui-se que uma cadeia de suprimentos é formada por empresas interessadas em produzir, vender, armazenar, estocar e transportar produtos para seus clientes. Em complemento, observamos que o objetivo da Cadeia de Suprimentos é maximizar o valor para o cliente, conforme a representação a seguir: Considerando que Valor gerado está relacionado com a Lucratividade da cadeia de suprimentos, então podemos apresentar a seguinte relação: Isso posto, conclui-se que a Lucratividade Máxima reflete o Sucesso da Cadeia de suprimentos. Figura 2 - Custos na Cadeia de suprimentos Fonte: Adaptada de SIMCHI-LEVI (2010, p. 34). VALOR GERADO VALOR DO PRODUTO PARA O CLIENTE CUSTO TOTAL PARA ATENDER O PEDIDO = - LUCRATIVIDADE DA CADEIA DE SUPRIMENTOS RECEITA GERADA PELO CLIENTE CUSTO TOTAL AO LONGO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS = - Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 5 CapÍtuLo 2 - deCisões na Cadeia de suprimentos Considerando o emaranhado de processos que acontecem em uma ca- deia de suprimentos, faz-se necessário classificar esses processos em ho- rizonte de decisão, ou seja, devemos separar essas decisões em horizon- tes de longo, médio e curto prazo, conforme apresentado na Tabela 1, a seguir. FASE DE DECISÃO HORIZONTE ENVOLVE Estratégia ou Projeto Maior que 1 ano Localização de instalações, Número de instalações, Capacidade produtiva, Terceirização. Planejamento 1 trimestre a 1 ano Como abastecer determinados mercados, políticas de estoques, promoções e marketing e precificação. Operação Semanal ou diário Alocação de estoque ou produção para atender pedidos específicos, separação de produtos. Portanto, para que os objetivos de uma cadeia de suprimentos sejam alcançados, é necessário classificar as decisões a serem tomadas em termos de horizonte de planejamento. A. CiClos de ProCessos dA CAdeiA de suPrimentos Uma cadeia de suprimentos é uma sequência de processos e fluxos que ocorrem em diferentes estágios e entre eles. Esses fatores se combinam para atender às necessidades dos clientes. Tabela 1 - Fases de Decisão na Cadeia de Suprimentos Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 6 A visão cíclica da cadeia de suprimentos permite analisar os principais processos necessários aos atendimentos dos clientes. Dentre os ciclos de processos da cadeia de suprimentos tem-se: → Ciclo de pedido de cliente; → Ciclo de reposição; → Ciclo de manufatura; → Ciclo de aquisição. A Figura 3, apresentada a seguir, traz os ciclos, bem como a disposição de cada um deles ao longo da cadeia de suprimentos. Cada ciclo de processo da cadeia de suprimentos é composto por seis subprocessos, conforme apresentado na Figura 4, a seguir. Figura 3 - Ciclos da cadeia de suprimentos Fonte: Adaptada de CHOPRA; MEINDL (2011, p. 28). Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 7 No Dentro de cada ciclo, o objetivo do comprador é garantir a disponibilidade do produto e conseguir economias de escala no pedido. O fornecedor tenta prever pedidos do cliente e reduzir o custo de recebimento do pedido. Ele, então, trabalha para atender ao pedido em tempo e melhorar a eficiência e a precisão do processo. O comprador, por sua vez, trabalha para reduzir o custo do processo de recebimento. Os fluxos reversos são administrados para reduzir os custos e atender a objetivos ambientais. Embora cada ciclo tenha os mesmos subprocessos básicos, existem algumas diferenças importantes entre eles. No ciclo de pedido do cliente, a demanda é externa à cadeia de suprimentos e, portanto, incerta. Em todos os outros casos, a colocação de pedido é incerta, mas pode ser projetada com base nas políticas seguidas pelo estágio em particular da cadeia de suprimentos. A Figura a seguir apresenta a os quatro ciclos estudados e seus respectivos subprocessos. Figura 4 - Subprocessos da cadeia de suprimentos CHOPRA; MEINDL (2011, p. 28). Figura 5 - Interação entre Ciclos e subprocessos da CS Elaborada pelo autor (2024). Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 8 B. Visão emPurrAr/PuxAr de ProCessos dA CAdeiA de suPri- mentos Todos os processos em uma cadeia de suprimentos estão em uma de duas categorias, dependendo do tempo de a execução em relação à demanda do consumidor final. Com processos do tipo puxar, a produção é iniciada em resposta a um pedido do cliente. Com processos do tipo empurrar, a execução é iniciada em antecipação a pedidos dos clientes. A Figura anterior apresenta uma cadeia de suprimentos híbrida, pois é composta por ambos os sistemas. Observe que dos fornecedores iniciais até o fabricante (processo K), a visão de produção empurrada prevalece. Já a partir do fabricante até o consumidor (processo N), o que prevalece é a produção puxada. Figura 6 - Visão empurrar/puxar de processos da CS Adaptada de CHOPRA; MEINDL (2011, p. 30). Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 9 CapÍtuLo 3 - projetando a Cadeia de suprimentos Podemos dividir uma cadeia de suprimentos em três macroprocessos, con- forme segue: → SRM - Gerenciamento de Relacionamento com Fornecedores (Supplier Relationship Management) Engloba todos os processos que focalizam a interface entre a empresa e seus fornecedores. → ISCM - Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos Interna (Internal Supply Chain Management) Engloba os processos interno da empresa e tem por objetivos, atender às demandas geradas pelo CRM. → CRM – Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente (Customer Relationship Management) Engloba todos os processos de relacionamento com o cliente, como marketing, preços e vendas. Tem como objetivo, gerar demanda do cliente e facilitar a realização e o acompanhamento dos pedidos. A Figura 7, a seguir, apresenta os macroprocessos, suas principais atividades e suas posições na cadeia de suprimentos.Figura 7 - Macroprocessos da cadeia de suprimentos Fonte: Adaptada de CHOPRA; MEINDL (2011, p. 32). Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 10 A. fluxos nA CAdeiA de suPrimentos Tomando um fabricante como base para estudo, observa-se fluxos de mate- riais, informações e dinheiro ao longo da cadeia de suprimentos. Trata-se dos seguintes fluxos: → A montante; → Elementos que fluem no sentido dos fornecedores; → A jusante; → Elementos que fluem no sentido dos consumidores. A figura a seguir, apresenta os fluxos na cadeia de suprimentos. Tomando a operação focal como base, observa-se que os fornecedores diretos são deno- minados “Fornecedores de Primeira Linha”. Já os fornecedores de seus forne- cedores são denominados “Fornecedores de Segunda Linha”. O mesmo ocorre para o lado do atendimento à demanda. Tomando como base a operação focal, observa-se que os clientes diretos são denominados “Clientes de Primeira Linha”. Já os Clientes de seus Clientes são denominados “Clientes de Segunda Linha”. Figura 8 - Fluxos na cadeia de suprimentos Fonte: Adaptada de SLACK, et al. (2013, p. 95). Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 11 B. loCAlizAção dos PArtiCiPAntes dA CAdeiA de suPrimentos Localização refere-se à posição geográfica de uma operação. Essa decisão influencia fortemente tantos nos custos, quanto na condição de alcançar os objetivos da cadeia de suprimentos. Fatores a serem considerados: → Infraestrutura de transporte; → Redes de telecomunicações; → Disponibilidade de mão de obra qualificada; → Proximidade dos clientes, fornecedores ou concorrentes; → Disponibilidade de serviços públicos (saneamento, escolas, hospitais); → Isenções de impostos e facilidades. . Em geral as decisões de localização de instalações na cadeia de suprimen- tos devem ser tomadas pela empresa líder, visando alcançar os objetivos de atendimento aos clientes. C. CAPACidAde dos PArtiCiPAntes dA CAdeiA de suPrimentos Em geral as decisões de localização de instalações na cadeia de suprimen- tos devem ser tomadas pela empresa líder, visando alcançar os objetivos de atendimento aos clientes. → Fornecedores; → Fabricantes; → Transportadoras; → Varejistas; → Atacadistas; → Prestadores de Serviços (TI, Assistência Técnica, entre outros). A decisão de capacidade de instalações é fundamental para garantir o atendi- mento das demandas dos clientes em uma cadeia de suprimentos. ConsideraCões Finais Nesta apostila: → Estudamos os fundamentos da cadeia de suprimentos; → Identificamos as principais decisões a serem tomadas; → Estudamos os fatores importantes para o projeto da uma cadeia de suprimentos. Administração / Semana 1 – Fundamentos de Cadeia de Suprimentos - Gestão da Cadeia de Suprimentos 13 reFerÊnCias bibLiográFiCas CHOPRA, S.; MEINDL, P. GERENCIAMENtO DA CA- DEIA DE SuPRIMENtOS: EStRAtéGIA, PLANE- jAMENtO E OPERAçãO. SãO PAuLO: PEARSON EDuCAtION BRASIL, 2016. SIMCHI-LEVI, D. Et AL. CADEIA DE SuPRIMENtOS: PROjEtO E GEStãO. PORtO ALEGRE: BOOk- MAN, 2010. SLACk, N. Et AL. GERENCIAMENtO DE OPERA- çõES E DE PROCESSOS: PRINCíPIOS E PRátICA DE IMPACtO EStRAtéGICO. PORtO ALEGRE: BOOkMAN, 2013.