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Cromatografia aplicada ao controle de qualidade de medicamentos Rita Estrela CROMATOGRAFIA •Método físico-químico de separação, fundamentado na migração diferencial dos componentes de uma mistura (fases imiscíveis); •O termo cromatografia foi empregado pela primeira vez em 1906 e sua utilização atribuída a um botânico russo; CROMATOGRAFIA - história • Separação dos componentes de extratos de folha usando éter de petróleo passando através de uma coluna de vidro cheia de CaCO2 – separação dos componentes em faixas coloridas (chrom = cor e graphie = escrever) Carbonato de cálcio em pó Pequena quantidade de amostra Éter de petróleo Bandas separadas e de cores distintas. éter de petróleo CaCO3 mistura de pigmentos pigmentos separados PRINCÍPIO BÁSICO •Separação de misturas por interação diferencial dos seus componentes entre uma FASE ESTACIONÁRIA (líquido ou sólido) e uma FASE MÓVEL (líquido ou gás). SISTEMA CROMATOGRÁFICO • Fase móvel: solvente (gás ou líquido) que se move através da coluna, carregando os solutos. • Fase estacionária: sólido (ou líquido impregnado em um sólido) que permanece dentro da coluna de separação. princípio CROMATOGRAFIA Planar Em coluna Gás Fluido supercrítico LíquidoLíquido L S FL L LS S SFL FL FL Técnica Fase Móvel Fase Estacionária L= líquido, S = sólido, FL= fase ligada Mecanismos de separação: •Adsorção •Partição (Fase normal e reversa) • Troca Iônica • Exclusão •Biofinidade Fase estacionária: sílica, alumina Cromatografia de adsorção Separação baseada nas diferenças de afinidades adsorventes dos componentes pela superfície do sólido ativo. Baseia-se nas atrações eletrostáticas ou dipolares da superfície da fase estacionária pelas moléculas da substância a separar. • competição entre soluto e FM pelos sítios ativos da FE • FM apolar (hexano, heptano) com add de solvente moderadamente polar (EtOAc, álcool) – sem água! • grau de retenção depende da polarização de cada molécula ou grupo funcional Cromatografia de partição Interação/separação baseada nas diferenças de solubilidade dos componentes na fase estacionária (GC) ou entre a duas fases líquidas (LC). A FE é líquida! Fase normal: F. Estacionária mais polar que F. Móvel Fase reversa: F. Estacionária menos polar que F. Móvel HPLC – Fases Estacionárias Sílica – um suporte adequado para funcionalização - Grupos silanóis HPLC – Fases Estacionárias Modificação de superfície da sílica para interações hidrofóbicas – cromatografia líquida em fase reversa Si O H + Si C H 3 C H 3 RC l S i O Si C H 3 C H 3 R + HC l Grupo Polar Grupo apolar R= CH3 ; C H 3 (C8) C H 3 (C18) HPLC – Fases Estacionárias Partículas esféricas de silica porosa com diâmetro de 10 m – Tamanho típico de poros = 100 Å. Aumento de 800X ©Gary Christian, Analytical Chemistry, 6th Ed. (Wiley) Partículas microporosas, permeáveis ao solvente, são as mais comuns em HPLC. São disponíveis como a sílica pura (SiO2) para cromatografia de adsorção, ou com fase ligada – em muitos casos para cromatografia de partição. Cromatografia por partição fase ligada ✓ superfície da sílica (altamente polar) é alterada pela adição de diversos grupos funcionais => diferentes tipos de seletividade FASE NORMAL FE polar (-NH2 ; -CN) FM apolar ou medianamente polar FASE REVERSA FE apolar ( -C8H17 ; -C18H37; -C6H5 ) FM polar FASE NORMAL FASE REVERSA polaridade da FE alta baixa polaridade da FM baixa-média alta-média FM típica heptano/clorofórmio CH3OH:H2O ordem de eluição menos polares primeiro mais polares primeiro para aumentar Tr dos solutos diminuir polaridade da FM aumentar polaridade da FM para diminuir Tr dos solutos aumentar polaridade da FM diminuir polaridade da FM Para usar coluna de fase reversa! Aumentar a retenção! INTERAÇÃO AMOSTRA/REAGENTE NO MODO PAR IÔNICO SOLUTO + CONTRA-ÍON → SOLUTO=CONTRA ÍON par iônico de carga neutra SOLUTO CONTRA-ÍON Cromatografia de troca iônica Interação é devida a equilíbrio de troca iônica •fortemente catiônica (sulfônico) •fortemente aniônica (amina quater.) •fracamente catiônica (carboxílico) •fracamente aniônica (amina prim.) ✓ FE mais comuns (suporte): sílica ou resina de poliestireno cruzada com divinilbenzeno (ES-DVB), às quais são ligados GRUPOS IÔNICOS ✓ os contra-íons serão deslocados pelos íons da FM Resina trocadora aniônica (sítios positivos contra-íons aniônicos) Resina trocadora catiônica (sítios negativos contra-íons catiônicos) Tipos de Colunas de Troca Iônica Cromatografia de exclusão Interação é devida a processos mecânicos de exclusão FE é um gel que recobre um sólido com porosidade controlada (permeação em gel) Aplicação importante: análise de polímeros (GPC) Cromatografia por permeação em gel ✓ separação de acordo com o tamanho da molécula (PM: 1000 – milhões) ✓ FE é um material inerte com tamanhos de poros diferentes e controlados ✓ materiais empregados: copolímero ES-DVB ; sílica ; vidro poroso ✓ moléculas de menor PM penetrarão mais nos poros, sofrendo mais retenção diâmetro poro (Å) Faixa de PM 100 50 – 1500 500 100 – 104 103 200 – 3.104 104 5.103 – 6.105 105 5.104 – 4.106 106 2.105 – 1.107 ✓ análises de polímeros orgânicos sintéticos e biopolímeros limite de permeação limite de exclusão Cromatografia de Bioafinidade Utilizam grupos com especificidade biológica, quimicamente ligado às matrizes. FE: agarose, celulose, dextrano, poliacrilamida e outros polímeros, partículas porosas de alumina, vidro de porosidade controlada. interação seletiva com proteínas e anticorpos Resumo dos tipos de separação cromatográficos Mecanismos de separação CLAE • técnica para separação e análise de qualquer mistura de substâncias VANTAGEM: 1.Grande número de amostras 2.Bom limite de quantificação 3.Rapidez DESVANTAGENS: 1.Descarte de solventes orgânicos em grande volume Bombas reciprocadoras são bombas que escoam volumes constantes de forma não contínua, isto é, pulsante. Essas bombas operam mediante o movimento de um pistão e através de um sistema de válvulas que alternadamente se abrem e fecham, onde se enche e esvazia de modo alternativo, uma pequena câmara. Estas bombas apresentam um volume interno de 100-200 µL. Sistema de injeção sob pressão Propriedade dos solventes: -Dissolver a amostra; - k` de 1 a 10; -Alta pureza; -Custo, viscosidade, toxicidade, pto de ebulição SISTEMAS DE SOLVENTES TIPICAMENTE USADOS Fase normal ou adsorção solvente não-polar ou mistura de solventes, como hexano, ciclohexano, acetonitrila, clorofórmio, tolueno ou diclorometano Fase reversa mistura de dois ou mais, como água ou tampão aquoso com metanol, acetonitrila, ou tetrahidrofurano (THF). Troca iônica tampão aquoso Permeação em gel Tetrahidrofurano, tolueno Filtração e degaseificação da Fase Móvel Filtração da amostra • Acetato de celulose •Nylon hidrofílico •PES (Polietersulfona) •PTFE (politetrafluoretileno hifrofóbico e hidrofílico) •PDVF (fluoreto de polivinilideno hidrofóbico) •13 mm •25 mm •0,22 µm •0,45 µm Poro Tipos Diâmetro colunas Fase móvel Isocrático: •Composição da fase móvel permanece constante. •Capaz de separar um número limitado de picos. Gradiente: •Composição da fase móvel varia durante a análise. •Sistema aplicável quando a polaridade dos compostos é muito diferente. •Separação de amostras complexas. A determinação de impurezas relacionadas em uma matéria-prima é um exemplo. Considerando coluna de Fase Reversa Usando gradiente Detectores Gera sinal elétrico que é proporcional a alguma propriedade da FM e/ou soluto ▪ Alta sensibilidade e baixo limite de detecção ▪ Resposta rápida a todos os solutos▪ Insensibilidade a mudanças na temperatura e na vazão da FM ▪ Resposta independente da FM ▪ Pequena contribuição ao alargamento do pico pelo volume morto da cela ▪ Resposta que aumente linearmente com a quantidade de soluto ▪ Não destruição do soluto ▪ Informação qualitativa do pico NÃO EXISTE DETECTOR UNIVERSAL EM CLAE BCA = Requer: ❖ Luz monocromática ❖ Solução sem turbidez ❖ Concentrações baixas - Espectrofotométrico de absorbância da luz UV/Vis Ligações e elétrons não emparelhados => maioria dos fármacos Lei de Lambert-Beer => FM não deve absorver no mesmo Opções: Comprimento de onda fixo e variável Lâmpada de 2D ou W Detector UV de Arranjo de Fotodiodos Cromatogramas Espectro dos picos Características de alguns detectores de CLAE Detector por espectrofoto- metria UV. Detector por fluorescência. Detector por índice de refração. Detector por eletroquímico (eletrodo Hg gotejante). Detector por condutividade elétrica. Princípio de operação absorbância de luz na faixa do UV excitação com luz produz uma emissão fluorescente mudanças no índice de refração da fase móvel oxidação ou redução em potencial fixo condutividade elétrica devido a presença de íons. Tipo seletivo depende prop. do composto altamente seletivo depende prop. do composto universal depende prop. fase móvel seletivo depende prop. do composto seletivo depende prop. do composto Quantidade mínima de detecção (g/mL) 10-9 10-9 e 10-12 10-7 10-12 10-8 Volume de cela (L) 1-20 10-25 3-15 5-10 1,5-2,5 Características de alguns detectores de CLAE Detector por espectrofoto- metria UV. Detector por fluorescência. Detector por índice de refração. Detector por eletroquímico (eletrodo Hg gotejante). Detector por condutividade elétrica. Sensibilidade à temperatura baixa baixa alta média Média Sensível à vazão da fase móvel não não não sim sim Útil com gradientes sim sim não não não Aplicações composto que absorvem no comprimento de onda selecionado Composto ou derivados que fluorescem geral Espécies que oxidam ou reduzem Soluções aquosas com compostos iônicos Análise Quantitativa – CLAE _______________________________________________________ Os requisitos para uma quantificação exata e precisa: ➢Boa resolução dos picos: cada pico é apenas uma substância. ➢Não pode haver adsorção e/ou decomposição dos compostos no sistema cromatográfico. ➢Existência de substância de pureza confiável para serem usadas como padrões – identificação e fator de correção da área. ➢A amostra a ser analisada deve ser representativa do total. ➢Não deve haver perdas no preparo ➢Não deve haver contaminação ➢Técnica de injeção correta ➢A temperatura e vazão da fase móvel não deve alterar a resposta do detector ➢A amostra injetada deve estar dentro da faixa linear do detector. Parâmetros cromatográficos Tempo de retenção (tr) – tempo em que a amostra permanece na coluna. É o tempo que transcorre desde o momento em que a amostra é introduzida no sistema até o momento em que se obtém o máximo de detecção Tempo morto (t0) – tempo gasto para percorrer a coluna, por um composto que não é retido pela coluna. Tempo de retenção corrigido (tr´) tr`= (tr - t0) Razão de distribuição das massas ou Fator de capacidade – Indica quanto tempo um componente permanece parado na FE, comparado com o tempo que migra na FM, durante a corrida. Indica o grau de afinidade que a FE e a FM possuem para o composto. K ou Dm = tr - tm / tm Fator de separação – Compara a retenção de um componente com a retenção de outro componente, indicando até que grau o sistema diferencia um do outro; valores elevados significam melhores separações >1 = tr2´ / tr1´ = Dm2 / Dm1 Resolução – Expressa o grau de separação entre dois compostos consecutivos. R = (t2 – t1) / 0,5 (W1 + W2) Eficiência – É medida em termos de pratos teóricos gerados. Quanto maior N maior a eficiência da coluna Número de pratos teóricos - Equivale a uma etapa de equilíbrio entre as fases móvel e estacionária. N = 16 (tr/ Wb) 2 Altura equivalente a um prato teórico – É a relação entre o comprimento da coluna e o número de pratos teóricos. H = L/ N • Resolução é uma medida da habilidade de uma coluna separar dois componentes. Assimetria de Pico (As) Teste de Adequação do Sistema ▪ Parâmetros e recomendações para o teste de verificação da adequação do sistema (SHABIR, 2003) Parâmetros Recomendações Fator de capacidade ( k') O pico deve estar bem resolvido de outros picos e do volume morto k' 2,0. Repetitividade É desejável um DPR 1% para N 5 Tempo de retenção relativo Não é essencial se a resolução é declarada Resolução ( R ) R 2 entre o pico de interesse e o potencial interferente que elui mais próximo Fator de cauda ( T ) T 2 Número de pratos teóricos ( N ) Em geral deve ser 2000 Slide 1: Cromatografia aplicada ao controle de qualidade de medicamentos Slide 2: CROMATOGRAFIA Slide 3: CROMATOGRAFIA - história Slide 4 Slide 5 Slide 6: PRINCÍPIO BÁSICO Slide 7: SISTEMA CROMATOGRÁFICO Slide 8: princípio Slide 9 Slide 10 Slide 11: Mecanismos de separação: Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15: HPLC – Fases Estacionárias Slide 16: HPLC – Fases Estacionárias Slide 17 Slide 18: HPLC – Fases Estacionárias Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30: Resumo dos tipos de separação cromatográficos Slide 31: Mecanismos de separação Slide 32 Slide 33 Slide 34: CLAE Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42: colunas Slide 43 Slide 44 Slide 45: Fase móvel Slide 46: Considerando coluna de Fase Reversa Slide 47 Slide 48: Usando gradiente Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54: Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64