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____________________________________________________________ Universidade Federal Rural Do Rio De Janeiro Instituto de Química Departamento de Química Fundamental IC675 – Química Geral Experimental RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA 1 PROPRIEDADES DE MISTURAS E SEPARAÇÃO DE COMPONENTES Guilherme Augusto Conti da Silva – 20220019938 Jéssica do Amaral Silveira – 20220001316 Diogo Henrique Rosa Anastácio – 20220001281 Professor: Gustavo Bezerra da Silva Seropédica - RJ Junho/2023 1. Introdução: A matéria, que vem do Latim e significa “aquilo de que uma coisa é feita”, a definição que hoje é utilizada é tudo aquilo que tem massa e volume. Mas de acordo com Demócrito, a matéria é constituída de partículas menores, chamados átomos, e cada matéria se distingue por sua natureza e forma de organização dos átomos. Para Dalton que fez os seus cinco postulados, e até hoje um de seus postulados é utilizado até hoje. “A formação de uma substância composta se dá pela união entre os átomos dos elementos “. (Dalton-1803). Ou seja, se unirmos um átomo de Oxigênio, com dois átomos de hidrogênio, teremos então: Que é basicamente a união entre esses dois elementos, que eram duas substâncias simples e se tornaram e uma substância composta. Porem podemos pegar seu estado composto e transforma-los em substâncias simples, através dos métodos de separação. Já as misturas são consideradas como homogêneas ou heterogêneas. As homogêneas são conhecidas por terem apenas uma única fase, enquanto as heterogêneas terão mais de uma fase. Os componentes de uma mistura podem ser separados por métodos físicos, o que é utilizado para detectar se uma amostra é considerada uma substância pura ou é uma mistura homogênea. As propriedades físicas irão especificar se uma amostra é pura ou não, e elas são: Ponto de fusão (PF); Ponto de ebulição (PF); Solubilidade e densidade. Elas são características próprias de cada elemento, logo, cada um tem o seu. Porém, quando os mesmos formam misturas, os mesmos possuem esses dados modificados. Para separação de misturas, a solubilidade é muito visada, pois o mesmo depende de muitos parâmetros, como temperatura, pressão, interações intermoleculares, entre outros aspectos. A solubilidade é a capacidade de uma substância se dissolver, ou não, em um determinado tipo de líquido. Também é referida como coeficiente de solubilidade e se define como a habilidade de um soluto específico de se dissolver em um solvente. Porém, durante o processo de dissolução, pode ocorrer liberação (Processo exotérmico) ou absorção (Processo endotérmico) global de calor, o que depende das energias envolvidas nas interações entre o soluto e o solvente, e essas interações serão substituídas por interações na solução. Uma solução pode ser classificada a partir de seu coeficiente de de solubilidade, dos tais tipos: Solução saturada: Não é possível dissolver mais soluto, pois já está no limite máximo de solubilidade a uma determinada temperatura. Se você adicionar mais soluto, ele não se dissolverá. Solução Insaturada: Ainda é possível dissolver mais soluto, pois a quantidade presente está abaixo do limite máximo de solubilidade a uma determinada temperatura. Se adicionarmos mais soluto, ele se dissolverá na solução. Solução Supersaturada: Contém mais soluto do que o normalmente possível de se dissolver a uma certa temperatura. Essas soluções são instáveis temporariamente e, com o tempo, o excesso de soluto se precipitará, formando sólidos visíveis na solução. Seu gráfico é: 2. OBJETIVOS Este experimento teve como finalidade avaliar o coeficiente de solubilidade, a natureza dos solventes e a temperatura na solubilidade de diferentes solutos. Além disso, foram analisados métodos para a separação física de misturas. 3. EXPERIMENTAL O experimento foi dividido em quatro etapas. ● No primeiro procedimento foram apresentadas as soluções e o coeficiente de solubilidade que foi separada em duas fases. a) Utilizou-se um tubo de ensaio e nele adicionaram-se poucos miligramas de sacarose com a ajuda da espátula e em seguida 1,0 mL de água destilada. Após os demais passos, agitou-se intensamente e ficou em repouso para ver se a solução havia solubilizado. b) Foi usado outro tubo de ensaio onde foi posto 1,0 g de acetato de sódio tri-hidratado e cerca de 1 mL de água destilada. Logo, em seguida houve uma forte agitação e foi deixado em repouso para ver o aspecto da solução obtida. Por fim, conduziu-se rapidamente ao banho- Maria manuseando uma placa de aquecimento que atingisse a solubilização total e com o intuito de resfriá-lo o tubo de ensaio sem agitar foi inserido na torneira e, em seguida as paredes do tubo de ensaio teve que ser atritado com um bastão e com isso notou-se que começou a precipitar e novamente aqueceu para solubilização do sal e imediatamente foi resfriando sem agitação na torneira. Logo depois adicionou-se um pequeníssimo cristal do mesmo sal e ocorreu a precipitação formando alguns cristais. ● No segundo procedimento será estudado o calor da solução. Que é também dividida em duas etapas. a) Em um béquer foi inserido 25 mL de água destilada e será necessário medir sua temperatura. A seguir, foi adicionado 5,0 mL de ácido sulfúrico concentrado (18 mol.L-1) e novamente precisará aferir a temperatura da solução resultante. b) Num béquer adicionou-se 10,0 mL de água destilada e foi verificada sua temperatura. Posteriormente, introduziu 1,5 g de cloreto de amônio e mais uma vez fizeram a análise da temperatura da solução resultante. ● No terceiro procedimento verificou-se o efeito da natureza dos solventes na solubilidade de solutos. Usou-se dois tubos de ensaio (1 e 2) contendo 1,0 mL de água destilada e os demais (3 e 4) contendo 1,0 mL de Etanol. Acrescentou-se aos tubos 1 e 3, alguns miligramas de cloreto de sódio com o auxílio da espátula e nos tubos 2 e 4 alguns miligramas de iodo com a ajuda da espátula. Em seguida, teve que mexer os tubos para apurar a solubilidade das substâncias. E no tubo 2 foi acrescentado gotas de uma solução de iodeto de potássio 1,0 mol.L-1. ● No Quarto procedimento houve a separação de componentes baseada nas diferenças de solubilidade. Em um béquer de 100 mL, foi adicionado alguns miligramas de cloreto de sódio e de carbonato de cálcio e misturou-se; Após a mistura das soluções acrescente 10 mL de água destilada e agitou a mistura com um bastão de vidro. Com um funil simples a mistura começou a ser filtrada, recolhendo o filtrado em um béquer; além do mais precisou analisar a existência do cloreto de sódio no filtrado, recolhendo uma pequena quantidade de gotas e passando para um tubo de ensaio e, por fim, acrescentando uma gota de uma solução 1,0 mL-1 de nitrato de prata. Sendo assim, transferindo o sódio adquirido no papel de filtro para um tubo de ensaio e adicionando algumas gotas de ácido clorídrico 1,0 mL-1, para provar a presença de carbonato de cálcio. 4. Resultados e discussão. 1. Soluções e coeficiente de solubilidade: a) Adicionou-se 1mL de água destilada a um tubo de ensaio e após isso alguns mg de sacarose (ponta de espátula). Após agitar vigorsamente o tubo foi visto que a sacarose dissolveu totalmente em água devido serem substâncias polares. Assim pode-se dizer que houve dissolução total da sacarose por conta da polaridade das moléculas, visto que “semelhante dissolve semelhante”, ambas moléculas fazem ligação de hidrogênio. b) Foi adicionado 1,0g de acetato de sódio tri-hidratado em 0,5mL de água em um tubo de ensaio, após isso foi agitado veementemente para checar a solubilidade da solução, que não havia solubilizado totalmente em temperatura ambiente. Após esse processo a solução foi posta em banho maria até atingir a solubilização total. Em seguida, após retirado do banho maria, atritou-se com um bastão de vidro nas paredes do tubo de ensaio e foi visto que havia ainda resquícios de acetato de sódio tri-hidratado. Então foi reaquecido em banho maria até atingir a solubilização total e depois resfriado sem agitação ondefoi percebido que a solução foi dissolvida totalmente. Então adicionou-se um cristal do sal de acetato e verificou-se a criação de cristais em volta do tubo de ensaio, tornando a solução supersaturada. Além disso verificou-se que a soluçao liberou energia, tornando-a exotérmica, ao ficar “gelada” na mistura do sal acetato + água. 2. Calor de Solução: a) Foi adicionado a um becker 25mL de água destilada e foi medida temperatura de 22,5°C por um termômetro. Logo após isso foi posto 5,0mL de ácido sufúrico concentrato (18mol.L-1) – O ácido sulfúrico foi manuseado dentro da capela de exaustão, utilizando uma pipeta graduada –. Após ser adicionado ao becker foi constatado a temperatura de 59,0°C. Foi visto que a temperatura do sistema aumentou e o recipiente contendo a mistura ficou mais quente, constando assim uma reação endotérmica por conta da energia liberada do sistema ter sido menor que a energia consumida. b) Foi colocado 10mL de água em um becker e foi constatado a temperatura de 22°C através de um termômetro. Em seguida foi adicionado 1,5g de Cloreto de Amônio (NH4Cl) e não houve alteração na temperatura da mistura posta no becker, concluindo que a mistura àgua + cloreto de amônio é mais qualitativo, pois em termos de temperatura não foi possível distinguir. 3. Efeito da natureza dos solventes na solubilidade de solutos: a) Foi preparado quatro tubos de ensaio; tubos (1,2) contendo àgua destilada e tubos (3,4) contendo etanol. b) Nos tubos 1 e 3 foram adicionados alguns mg de Cloreto de sódio (ponta de espátula) Após agitar os tubos 1 e 3 verificou-se que: No tubo 1, àgua + cloreto de sódio houve completa solubilização. Isso ocorre por conta do cloreto ser um sal iônico e ao se dissolver em água é gerado a força íon- dipolo resultando na dissociação do sal em seus íons (Na+ e Cl-). No tubo 3, etanol + cloreto de sódio houve formação de corpo de fundo, indicando, assim, que é uma solução saturada, ou seja, atingiu o coeficiente de solubilidade. c) Nos tubos 2 e 4 foram adicionados alguns miligramas de Iodo (ponta de espátula) Depois de agitar os tubos 2 e 4 observou-se que: No tubo 2, àgua + iodo não houve solubilização total da mistura. No tubo 4, etanol + iodo percebeu-se que houve total solubilização. d) Foi adicionado ao tubo 2 (àgua + iodo) algumas gotas de Iodeto de Potássio (KI) 1,0mol.L-1 e notou-se que a coloração da mistura havia mudado de incolor para amarelado. Solvente Cloreto de Sódio Iodo Água Solubilizou Não solubilizou totalmente Etanol Não Solubilizou, mas precipitou Solubilizou Por meio da mudança de cor nota-se que houve uma reação entre o iodo e o KI, onde KI+I-2 I3-, onde o ânion I3- é um íon solúvel em água, através da interação íon dipolo entre a água e o iodo, a mudança de cor é um indicador que a quebra da dissolução da ligação ocorreu de maneira precisa, fazendo assim as 2 substâncias, iodo e o KI, solubilizarem em água. 4. Separação de componentes baseada nas diferenças de solubilidade a) Foi adicionado a um becker de 100mL alguns mg de cloreto de sódio e carbonato de cálcio (NaCl e CaCO3 respectivamente). Em seguida foi colocado 10mL de àgua destilada e agitado com um bastão de vidro. Após isso foi feita uma filtração em um funil simples e o filtrado foi recolhido em um becker. Foi coletado algumas gotas do filtrado e transferido para um tubo de ensaio para a realização do teste da presença de NaCl. Adicionou-se uma gota de uma solução 1,0mol.L-1 de nitrato de prata no filtrado e foi possível perceber a presença de um precipitado, provando, assim, que era uma solução de NaCl, através da reação: NaCl(s) + AgNO3(l) AgCl (s) + NaNO3(s) O sólido foi retirado do papel filtro e transferido para um tubo de ensaio e ali foi adicionado algumas gotas de àcido clorídrico 1,0mol.L-1 para comprovar a presença de carbonato de cálcio (CaCO3). Ao adicionar as gotas notou-se a liberação de gás carbônico (CO2), por conta da reação de um àcido forte com um sal básico, descrita na reação abaixo : CaCO3(s) + HCl(l) CaCl2(s) + H2O(l) + CO2(g) 5. Conclusão Ao final dos experimentos observou-se que a variação de solubilidade foi crucial para cada resultado obtido. Assim como as propriedades das ligações químicas, a temperatura e as forças intermoleculares foram fatores importantes para a determinação correta de cada experimento. Dessa maneira, e também com o estudo da teoria por trás da prática, é possível confirmar o sucesso da prática sem aberturas para dúvidas correlacionadas aos processos estudados. 6. Bibliografia Livro: BROWN, LEMAY & BURSTEN, QUÍMICA A CIÊNCIA CENTRAL - 9.ed. Pearson Prentice Hall ed. 2005; ATKINS, P.; JONES, L.; Princípios de Química, questionando a vida moderna e o meio ambiente; 5ª Ed, Bookman Companhia Ed., 2011 Periódicos: FOGAçA, Jennifer Rocha Vargas. "Processos endotérmicos e exotérmicos"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/processos-endotermicos- exotermicos.htm. AZEVEDO, Amanda Maria. "Capacidade de uma substância se dissolver em líquido"; Educa mais Brasil. Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/fisica/solubilidade VIANA, Aryanne. "Modelo atômico de Dalton"; Vai Química. Disponível em: https://vaiquimica.com.br/modelo-atomico-de- dalton/#:~:text=Postulados%20da%20teoria%20atômica&text=Os%20átomos% 20de%20diferentes%20elementos,em%20todas%20as%20transformações%20 químicas. PORFÍRIO, Francisco. "Leucipo e Demócrito"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/leucipo- democrito.htm. DE ARAUJO. Laysa Bernardes Marques. "Matéria"; Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/materia.htm#:~:text=Matéria%20é% 20tudo%20aquilo%20que,a%20todo%20tipo%20de%20matéria. BATISTA, Carolina. "Misturas Homogêneas e Heterogêneas". Toda Matéria. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/misturas-homogeneas-e- heterogeneas/.