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UNIDADE CURRICULAR
DIREITO PROCESSUAL CIIVL 
 
 
Mossoró/RN, 
Kássia Kalianny Gomes da Silva Morais 
1
CONCEITOS GERAIS DA TEORIA DO PROCESSO 
JURISDIÇÃO: Atuação do magistrado na resolução dos conflitos (Julgar).
COMPETÊNCIA: É a medida da jurisdição.
AÇÃO: Direito público subjetivo concedido ao demandante para pleitear direitos.
PROCESSO: meio pelo que se exerce a jurisdição, o autor interpõe a ação e o réu exerce a defesa.
PROCEDIMENTO: Modo por que se movem os atos do processo.
CONCEITOS GERAIS DA TEORIA DO PROCESSO 
DEFESA: oportuniza ao demandado apresentar defesa aos termos da ação proposta pelo demandante.
REVELIA: Situação em que, a parte sendo citada, não comparece em juízo.
RECURSO: Remédio que visa a reforma, invalidação ou esclarecimento de uma decisão judicial.
COISA JULGADA: Quando a sentença se torna imutável, pois não cabe mais recurso.
CONCEITOS GERAIS DA TEORIA DO PROCESSO 
DIREITO MATERIAL: É o corpo de normas que disciplinam as relações jurídicas referentes a bens e utilidades da vida (direito civil, penal, administrativo, trabalhista, etc.)
DIREITO PROCESSUAL: É o conjunto de normas que disciplina a atividade do Estado-juiz, do autor e de um réu em um processo.
ASPECTOS DA JURISDIÇÃO 
	PODER	FUNÇÃO	ATIVIDADE
	Poder estatal de interferir na esfera jurídica dos jurisdicionados, aplicando o direito objetivo ao caso concreto e resolvendo a crise jurídica que os envolve.
	Encargo atribuído pela Constituição Federal, em regra, ao Poder Judiciário para exercer concretamente o poder jurisdicional.
	Complexo de atos praticados pelo agente estatal investido de jurisdição no processo – condução do processo.
JURISDIÇÃO 
CONTENCIOSA 
VOLUNTÁRIA
PROCESSO 
É o complexo de normas e princípios que regem o exercício conjugado da jurisdição pelo Estado-juiz, da ação pelo demandante e da defesa pelo demandado.
OBJETIVOS DO PROCESSO
SOCIAL: pacificação dos conflitos, além da educação para o exercício dos direitos.
POLÍTICO: observância dos direitos fundamentais e participação da sociedade na condução do Estado.
JURÍDICO: a atuação da vontade da Lei em casos concretos, visando a solução dos conflitos em sociedade.
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS 
Miguel Reale: 
“Princípios são enunciações normativas de valor genérico, que condicionam e orientam a compreensão do ordenamento jurídico, a aplicação e integração ou mesmo para a elaboração de novas normas. São verdades fundantes de um sistema de conhecimento, como tais admitidas, por serem evidentes ou por terem sido comprovadas, mas também por motivos de ordem prática de caráter operacional.”
PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL 
Art. 5º, LIV, da Constituição Federal. 
 LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
 
Art. 9º do Código de Processo Civil:
 “Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida.”
PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL 
Art. 5º, LIII c/c XXXVII, da Constituição Federal. 
 “Ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente.”
 
A Constituição afasta a possibilidade de instituir-se um juízo ad hoc ou para julgamento de determinado caso.
PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE DO JUIZ 
 A imparcialidade do juiz é pressuposto de validade do processo, devendo o juiz colocar-se entre as partes, sendo esta, a primeira condição para que possa o magistrado exercer sua função jurisdicional.
OBS: CASOS DE SUSPEIÇÃO E IMPEDIMENTO
PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO 
Art. 5º, LV, da Constituição Federal
 Garantia de efetiva participação de ambas as partes no desenvolvimento do processo, em condições que lhes dêem possibilidade de influir no julgamento, na medida em que as teses que defendem sejam examinadas.
 
Art. 7º do Código de Processo Civil: (...) ao juiz compete “zelar pelo efetivo contraditório”.
Art. 10 do Código de Processo Civil: O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício.
- Válido tanto para processo Judicial como Administrativo.
Atenção para a existência do binômio: 
Direito à Informação X Possibilidade de Manifestação
PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO 
Art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal 
 A todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
Art. 6º do Código de Processo Civil: (...) Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenham, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva.
PRINCÍPIO DA ISONOMIA 
 
Igualdade Formal: deve ser garantido as partes igualdade de tratamento, assegurando a “paridade de armas”.
Igualdade Material: determina o tratamento igual as pessoas iguais, e tratamento desigual as pessoas desiguais.
PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO 
O princípio fundamenta-se na possibilidade de a decisão de primeiro grau ser injusta ou errada, daí decorrendo a necessidade de permitir sua reforma através de um recurso.
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE 
Art. 5, LX, c/c Art. 93, IX da Constituição Federal.
Art. 11 do Código de Processo Civil:  Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade – Princípio da motivação das decisões judiciais. 
 Exceção: Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a presença somente das partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do Ministério Público.
PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL
Art. 5º, XXXV, CF/88 
A Lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.
Assegura o direito público subjetivo à prestação jurisdicional.
ATENÇÃO: A arbitragem não conflita com o princípio da Inafastabilidade. 
PRINCÍPIO DA ILICITUDE DAS PROVAS 
Art. 5, LVI da CF/88
São inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos 
ATENÇÃO: A prova é considerada ilícita quando colhida de forma escusa, contrariando normas legais ou princípios jurídicos. 
ATENÇÃO: Prova ilícita por derivação. 
“Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada”
PRINCÍPIO DISPOSITIVO
Art. 2o O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei.
A disposição do autor é fundamental, para que a ação se exerça.
Desdobramentos:
Princípio da demanda ou iniciativa da parte;
Princípio da eventualidade;
Princípio da correlação entre a sentença e os fatos alegados e provados pelas partes;
Princípio da adstrição do juiz ao pedido da parte.
PRINCÍPIO DA ORALIDADE
Art. 361. As provas orais serão produzidas em audiência (...).
ATENÇÃO: A colheita das provas, como depoimento das partes e oitiva de testemunhas devem ser feitas pelo juiz que preside a audiência de Instrução e julgamento.
PRINCÍPIO DA BOA-FÉ E DA COOPERAÇÃO
Art. 5o Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé.
Art. 6o Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva.
OBRIGADA!
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